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COMÉRCIO INTERNACIONAL E PAISES EM DESENVOLVIMENTO

Victor Manuel António Macitela

RESUMO
Este artigo cientifico, tem como foco analisar mediante, a descrição bibliográfica dos
pressupostos básicos para, a existência de um ambiente de comércio internacional, tido como
vantajoso para os participantes, neste caso países, se em relação aos países em
desenvolvimento, existe ou não ganho para os mesmos, ou são apenas atores deste mercado,
que estão a ser arrastados pela maré, sem apresentar argumentos válidos para se impor com
vantagem comparativa, neste tipo de transações, far-se-á, uma analise minuciosa das
condições, que devem estar reunidas, será descrita a realidade económica dos países em
desenvolvimento, a sua principal fonte de renda, e as consequências da utilização dessas
fontes, no fim concluir-se-á se com o objeto de negocio, apresentado em sede do comercio
internacional por esses países, ocorre o ganho ou não e por fim tecer-se-á sugestões para a
melhoria mediante a analise desta realidade.
Palavras-Chave:

INTRODUÇÃO
O presente artigo, pretende fazer uma descrição teórica, dos contornos do comércio
internacional, de modo a que os países nele envolvidos gozem de vantagem comparativa,
perante os seus oponentes, recorrer-se-á a artigos científicos que versa sobre o assunto, para
perceber o que já foi tratado sobre o assunto, entre os quais (Silva,1964), que aborda aspectos
relacionados com comércio internacional, industrialização e desenvolvimento económico,
(Mendes, 2007), que aborda, diversas questões, da economias entre as quais o comercio
internacional, mas de forma sucinta, sendo um tema já exaustivamente tratado, será
consultada, alguns SITES da internet entre os quais (Mundo Educação), que apresenta, de
forma sucinta os problemas económicos dos países em desenvolvimento, e o seu impacto na
vantagem comparativa destes em sede do comércio internacional, este SITE apresenta
também o fator que atribui aos países desenvolvidos, uma vantagem comparativa em relação
ao demais, não desenvolvidos, será também consultado o SITE (Wikipedia), onde será
apresentado a forma de classificação dos países em desenvolvidos e subdesenvolvidos, e
ainda o número de países que até ao momento pertencem a essa classificação e as condições
da sua saída deste grupo.
Será também consultado o SITE (Brasil Escola), que conceitua, aspectos sobre a balança de
pagamentos, e descreve a característica da balança de pagamentos dos países em
desenvolvimento, e as razoes dessas características.

CONCEITUAÇÃO
O comércio internacional refere-se a todas as trocas, de bens e serviços que ocorrem através
de fronteiras internacionais. (Mendes, 2007,p.95).
Comercio internacional que também pode ser chamado de comércio, externo, é a troca de
bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. (Wikipedia, 2020).
As duas autorias coincidem, no que tange a conceituação, vale reter aqui, as seguintes
afirmações, troca de bens e serviços, e fronteiras internacionais, neste caso para este tipo
de comércio, não é considerado as transações que ocorrem internamente e que não resulte em
saída ou entrada de bens e serviços.
Países em desenvolvimento, são termos geralmente utilizado para descrever um pais que
possui um padrão de vida entre medio e baixo, uma base industrial em desenvolvimento e um
índice de desenvolvimento humano (IDH), variando entre médio e elevado.
(Wikipedia,2020).
A luz deste conceito, se um se tiver estes dois pressuposto em níveis abaixo do geralmente
aceite, entra na classificação de pais em desenvolvimento.
Vários outros critérios podem ser usados para classificar o desenvolvimento ou não de um
pais, segundo o (Wikipedia,2020), o banco mundial, toma como base classificador o nível de
renda, baixa renda, considera não desenvolvido e alta renda desenvolvido, a partir de 2008,
tem sido usado o PIB per- capita, com a seguinte diferenciação, abaixo de 11.905usd e acima
de 900usd, são classificados em países em vias de desenvolvimento.
Atualmente existem no mundo 152 países em desenvolvimento, a maior parte deles no
continente africano.
Contudo, apesar destes países, estarem em situação económica abaixo dos outros
considerados desenvolvidos não os inibe de participar no comércio internacional, pois o
mundo actual é globalizado, nada que ocorra em um pais não influência o outro.
Portanto importante é analisarmos as condicionantes para que este comércio internacional,
seja vantajoso para todos os participantes.
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA QUE TODOS GANHEM COM O COMÉRCIO
INTERNACIONAL
Segundo Mendes (2007, p.95), o comércio entre os países não e uma competição desportiva,
em existem ganhadores e perdedores, espera-se que todos ganhem tendo em conta, o que cada
um apresenta, para efeitos de troca que lhe de ganho.
E neste sentido que, segundo, Mendes (2007,p.95), existem dois percursores do comércio
internacional cujos ideais contribuíram bastante para o garante do ganho, mutuo no comércio
internacional, ADAM SMITH e RICARDO, o primeiro, desenvolveu a teoria das vantagens absolutas.

Pela teoria das vantagens absolutas segundo Mendes (2007,p.95), um país deve se
especializar na produção um bem ou serviço, de tal modo que o seu tempo de produção seja
menor comparativamente á outro que também produz mesmo bem, ou serviço, portanto,
verifica-se aqui a eficiência dos custos de produção, um país só troca com outro um produto
que lhe gera minimização de custos, consequentemente, o país só ganha se os seus custos
forem menores, portanto, se os custos forem maiores que outro não há hipótese de troca com
outro.
Esta teoria, é limitativa, pois pressupõe em principio, que os dois países estejam a produzir o
mesmo bem, objeto de troca, consequentemente, se um pais não goza de eficiência de custo
na produção de um certo bem, tenderá a abandonar a produção do mesmo, pois é vantajoso
comprar em um outro pais cujo custo de produção é menor e consequentemente o preço final
é menor.
Verifica-se aqui que o pais que abandona a produção de um certo produto ou serviço, só
porque não lhe gera eficiência de custo de produção, tornar-se-á dependente do pais em que o
contrário ocorre, pelo que isso não é o objetivo do comércio internacional, tornar os países
dependentes um do outro, o comércio é livre, o pais compra onde bem entender o pais produz
o que bem entender.
É deste modo que surgiu uma nova teoria, a do Ricardo, designado teoria das vantagens
comparativas, segundo este pressuposto, o pais só tem vantagem comparativa se produz e
exporta, um bem cujo custo de oportunidade é menor que a do outro pais, portanto seguindo
este pensamento, não existe, impedimento de produzir, o pais pode produzir, mas só irá
exportar ou então colocar no mercado internacional, o produto cujo custo de oportunidade e
menor comparativamente ao pais com o qual esta trocando.
Estamos aqui a falar de produção e troca, portanto isso no remete a industria, ou então a
agricultura mecanizada, o núcleo deste artigo, e perceber se o comercio internacional traz
realmente vantagens para os países em vias de desenvolvimento.
Analisemos, como e a produção e industria nestes países.

PROBLEMAS ECONOMICOS DOS PAISES EM VIAS DE DESENVOLVIMENTO


Segundo, (Mundo Educacao,2020), os países em vias de desenvolvimento, possuem os
seguintes problemas crónicos:
1. Dependência económica em relação as actividades primarias;
2. Dependência económica e tecnológica
Dependência económica em relação as actividade primarias