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Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano
Ana Paula Fonseca
2018-19
Sumário
1.1 Anatomia e fisiologia da pele
1.1.1 Epiderme
1.1.1.1 – Estrato córneo
1.1.1.2 – Estrato lúcido
1.1.1.3 – Estrato granuloso
1.1.1.4 – Estrato espinhoso
1.1.1.5 – Estrato germinativo
1.1.1.6 – Células da epiderme
1.1.2 – Derme
1.1.2.1 – Derme reticular
1.1.2.2 – Derme papilar
1.1.2.3 – Células da derme
1.1.3 – Anexos cutâneos
1.1.3.1 – Pelo
1.1.3.2 – Glândulas sebáceas
1.1.3.3 – Glândulas sudoríparas
1.1.3.4 – Unhas
 Dermofarmácia – ciência que se preocupa com os produtos cosméticos
elaborados , fabricados e distribuídos. Um Técnico de saúde tem toda a
capacidade e os conhecimentos necessários para aconselhar
devidamente os produtos a serem utilizados na melhoria da saúde.

 Cosmetólogo – técnico que estuda, aperfeiçoa as formulações, fabrica


produtos de beleza, aplicando os métodos científicos determinados pela
tecnologia cosmética

 Cosmologia – ciência que serve de suporte ao fabrico dos produtos de


beleza e permite verificar as suas propriedades
 Cosmético - originalmente era o nome dado às substância naturais
destinadas a suavizar o cabelo e dar-lhe brilho. Depois da 1ª Guerra
Mundial, o domínio dos produtos de beleza aumentou e o nome
cosmético tomou um sentido mais amplo, designando todas as
substâncias de origem natural, vegetal e mineral utilizada para
embelezar a pele e seus anexos

 Esteticista – é o profissional que sabe escolher os cosméticos, segundo


as suas propriedades, qualidades e indicação, aplicando-os de acordo
com as técnicas e métodos ligados à profissão
 Produtos cosméticos

 Função do cosmético

 Limpeza

 Correcção

 Protecção

 Decoração

 Legislação
 Anatomia e Fisiologia da Pele
◦ Epiderme
◦ Derme
◦ Hipoderme
◦ Anexos Cutâneos

 Funções da Pele
 Absorção através da pele

 Pele do bebé
 Envelhecimento Cutâneo

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 A pele (cútis ou tez), em anatomia, é o órgão integrante do sistema
tegumentar (junto ao cabelo e pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e
sebáceas)

 A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior e mais


pesado órgão do corpo humano .
A Pele

Anatomia e Fisiologia da Pele

 A pele é composta por 3 camadas principais:


Do exterior para o interior:

Epiderme

Membrana Basal

Derme

Hipoderme

Cada camada tem elementos estruturais diferentes e consequentemente


funções distintas
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 Estrato Basal

 A epiderme basal ou germinativa é a subcamada mais profunda da


epiderme, que está em contacto com a derme e é responsável pela
constante renovação do epitélio.

◦ Contém as células produtoras de pigmento, os melanócitos, e


também outras células como os queratinócitos. Os queratinócitos
desta camada estão em divisão mitótica activa e as novas células
produzidas migram em direcção ao estrato superior ou espinhoso.

◦ Responsável pela protecção contra os raios ultra violeta.


 Estrato Espinhoso

◦ É formado por várias camadas de células poliédricas irregulares com


núcleo central, e citoplasma rico em tonofilamentos

◦ A forma espinhosa é devido aos prolongamentos citoplasmáticos, as


células são ligadas por desmossomas entre esses prolongamentos,
que dá à pele a resistência ao atrito e à fricção.

◦ As células nesta camada chegam por migração da camada basal,


perdendo sua adesão à lâmina basal e aderindo a outros
queratinócitos .
Um desmossoma
consiste em duas placas
circulares de proteínas
especiais (placoglobinas e
desmoplaquinas), uma
em cada célula.

De ambas as placas
partem filamentos
constituídos por outras
proteínas (desmogleínas e
desmocolinas), que
atravessam as
membranas plasmáticas e
atingem espaço entre as
células onde se associam.
 Estrato granuloso

 O estrato granuloso constitui a subcamada superior da epiderme.

 As células são romboédricas, apresentam grânulos basófilos de


queratohialina (precursor da queratina). Esses grânulos são revestidos
por uma membrana de natureza fosfolipídica, impedindo a passagem de
várias substâncias, inclusive a água.

 Síntese proteica feita pelas células mais periféricas, surgindo então os


grânulos de queratohialina sobre os tonofilamentos e aparecendo outros
órgãos de dimensões muito menores a que se chama queratinossomas.

 Assegurando a queratinização da camada de descamação.


 Estrato Lúcido

◦ Nas áreas de pele mais espessa, palma das mãos e planta dos pés, existe
uma subcamada epidérmica adicional, o estrato lúcido com aspecto
translúcido e que se localiza entre o estrato córneo e o granuloso.

◦ Numa situação saudável, o estrato córneo é muito fino e, à medida que as


células mortas atingem a superfície, ganham a forma de disco, cada vez
mais achatado.

◦ O citoplasma apresenta-se repleto de filamentos de eleidina (material


eletrodenso), um percursor da queratina.
 Estrato Córneo

◦ O estrato córneo é o estrato superior da epiderme. É nesta camada que a


eleidina é transformada em queratina.

◦ Quando as células atingem esta camada encontram-se mortas e


desintegradas.

◦ A sua queda é contínua e forma o processo de descamação que, embora


seja praticamente invisível a olho nu, está calculado, para o adulto, numa
perda de 1g de proteína por dia.

◦ Queratinócitos apresentam grande resistência.

◦ Tecido em renovação constante - ciclo de renovação (tempo de migração


necessário às células basais, cerca de 26-28 dias
Células Epiteliais
Camada que está em contacto directo com o exterior

Estrutura:

A epiderme é constituída por células


denominadas por queratinócitos

 Os queratinócitos multiplicam-se a partir


da camada basal germinativa, a camada
mais profunda da Epiderme, e progridem até
à superfície

 Vão perdendo o núcleo, morrendo, até se


acumularem à superfície da pele formando a
camada córnea
A unir os queratinócitos existe o cimento intercelular

 Ao nível da camada basal germinativa encontram-se


também os melanócitos: células produtoras de
melanina, o pigmento que dá a cor à pele e a protege
das radiações solares nocivas.

 É também na epiderme que se encontram


numerosas células responsáveis pelas nossas defesas
imunitárias - células de Langerhans
Células da epiderme:

◦ Queratinócitos- Renovação dos queratinócitos  26 a 28 dias

◦ Células de Langerhans- estratos intermédios da epiderme - Funções


imunitárias - Devido a essa característica são as responsáveis pelos
processos de hipersensibilidade cutânea.

◦ Células de Merkel- células epiteliais modificadas com extremidade nervosa


sensitiva. Ligadas às células epidérmicas basais.

◦ Melanócitos- Localizados na camada basal - Produção de melanina -


Funções de protecção contra a acção de raios UVA e UVB.
A Membrana Basal
 Composta fundamentalmente por fibras de colagénio, que se
interligam de modo a criar uma rede que vai «colar» fortemente a
Epiderme à Derme

 A membrana basal também exerce um papel de intercomunicação


entre estas duas camadas da pele
A Derme
 A Derme é a camada de suporte da Pele
É constituída essencialmente pelo tecido conjuntivo e pelos
Fibroblastos, células específicas onde se produzem as fibras de
colagénio e elastina, que dão a firmeza e a elasticidade à pele;
mastócitos e macrófagos;

 Na Derme existe ainda um vasto


conjunto de enzimas
responsáveis pela manutenção
do bom estado destes elementos
 1 a 4mm de espessura
Células:
Células • fibroblastos
• fibrócitos
• histócitos
Fibras: • mastócitos
• fibras elásticas e
de reticulina
• escleroproteinas
•Fibras elásticas
Substância fundamental:
• elásticas
• pré-elásticas
• fibrilhas de ancoragem
Fibroblastos

 São células responsáveis pela produção de fibras colagénio,


elásticas e reticulares.

 Os fibroblastos são estimulados pela hormona de crescimento HG


(somatotropina) produzida pela hipófise e pelas hormonas T3 e T4

produzidos pela tiróide.


Fibras

 As fibras de colagénio constituem 75 a 100% do peso do resíduo seco da


pele, proporcionam a força de tensão e a elasticidade da pele.

 Com o avanço da idade as fibras colagénio, que são hidrossolúveis,


modificam-se para não-hidrossolúveis, levando a pele a desidratar com
mais facilidade.

 As fibras elásticas dispõem-se formando uma rede que confere a


elasticidade cutânea; o seu principal componente é uma proteína: a
elastina.
 Macrófagos – monócitos com actividade fagocitária que
incorporam e destroem materiais e microorganismos estranhos, que

conseguiram penetrar na epiderme.


 Mastócitos – células que contêm histamina, leucotrienos e outros
agentes indutores da reacção inflamatória e anafilática.

 A desgranulação dos mastócitos por reacção traumática ou alérgica,


manifesta-se pelo aparecimento de rubor e transpiração da pele.
Nervos
 O sistema nervoso cutâneo é constituído fundamentalmente por
terminações receptoras, com uma distribuição muito variada de
acordo com a região anatómica da pele.

 As terminações nervosas livres ou encapsuladas reconhecem


estímulos tácteis, térmicos e dolorosos, transmitindo-os à medula
e daqui aos centros cerebrais onde as sensações são reconhecidas
e se estabelecem respostas motoras adequadas.
Corpúsculos de Vater-Pacini:

 localizam-se principalmente nas regiões palmo plantares e são

responsáveis pela sensibilidade à pressão.


Corpúsculos de Meissner
 localizam-se ao nível da derme papilar, especialmente nas polpas
dos dedos das mãos e dos pés.

 São especializados para a sensibilidade táctil.


Corpúsculo de Krause
 são chamados de órgãos nervosos

terminais mucocutâneos, pois ocorrem


nas áreas de transição entre a pele e
mucosas.

 Encontram-se na glande, prepúcio,


clítoris, lábios vulvares e em menor
quantidade no lábio, língua, pálpebras e
pele perianal.
Corpúsculos de Ruffini

 são responsáveis pela


sensibilidade térmica.

 são formados por fibras


nervosas que se
ramificam permeando
o colagénio.
Meniscos de Merkel-Ranvier

 são plexos terminais de


nervos de posição sub-
epidérmicas e localizam-se
nas polpas dos dedos.
Derme reticular

 mais profunda, contínua à hipoderme

 camada fibrosa

 fibras de colagéneo e de elastina  linhas de Tensão

Derme papilar
 acompanha a camada basal da epiderme  papilas dérmicas

 rede de capilares

 fibras nervosas amielíticas


A Derme
 É ao nível da derme que se encontram os vasos sanguíneos
que irrigam a pele
 Na Derme encontramos ainda as glândulas sebáceas, responsáveis pela
produção do sebo e glândulas sudoriparas responsáveis pela
libertação do suor.

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Vasos sanguíneos e linfáticos

 Os vasos sanguíneos da pele


dispõem-se formando plexos com
um papel triplo de irrigação e
nutrição da pele, regulação da
temperatura corporal e controlo da
pressão arterial.
Vascularização abundante
 plexo fascial (sob a hipoderme)

 plexo dermohipodermico (entre a


derme e a hipoderme)

 plexo sub-epidermico (na zona


papilar da derme)

 receptores corpusculares
GLÂNDULAS SEBÁCEAS

 situam-se na derme

 ligadas à parte superior dos folículos


pilosos  complexo pilo-sebáceo

 segregam sebo libertado por lise e


morte das células secretoras

 sebo lubrifica o pêlo e a superfície


cutânea
◦ evita desidratação
◦ protege contra algumas bactérias
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

 Glândulas sudoríparas écrinas


◦ São as mais abundantes

◦ Espalhadas por todo o corpo

◦ Abrem directamente na pele através de poros sudoríparos

◦ Porção profunda glomerular situada na derme com um canal


que chega à superfície

◦ Produz um líquido isotónico constituído por água + sais,


principalmente NaCl + amónia + ác. Láctico  NaCl removido
ao longo do canal  líquido hipotónico  suor
  temp. do corpo  formação
de suor  evaporação e 
temp. do corpo

 Situações de stress 
libertação de suor

 Diferente sensibilidade ao calor

 nuca

 palmas das mãos


 Glândulas sudorípoaras apócrinas

 Anexas aos folículos pilosos

 Parte secretora localizada na hipoderme

 Menos abundantes

 Encontram-se nas axilas, genitais e região peri-anal

 Iniciam a actividade na puberdade

 A secreção é uma substância orgânica inodora que após


metabolização pela microflora existente na pele origina o odor corporal

 Sinal de maturidade sexual


A Hipoderme

 Também chamada de tecido celular subcutâneo, a porção


mais profunda da pele é composta por feixes de tecido
conjuntivo que envolvem células gordurosas (adipócitos) e
formam lobos de gordura.
A Hipoderme

 A camada mais profunda da Pele

 Este tecido adiposo amortece dos choques, protege contra as


variações térmicas externas e funciona como reserva energética,
alisamento e protecção.

 As células que formam a Hipoderme, os adipócitos, contêm,


praticamente, só gordura

1/3 da gordura armazenada encontra-se na hipoderme


 Ciclo Epitelial

◦ Células vivas- estrato germinativo, espinhoso e granuloso


◦ Células mortas- estrato córneo
◦ Uma célula leva em média 27 a 45 dias a percorrer todo a
epiderme,
◦ Processo mais acelerado em caso de doença como a Psoríase (2 a
5 dias) ou por acção de alterações externas.
◦ As peles sujeitas a uma agressão constante tornam-se mais
espessas (sobretudo o estrato córneo), podendo formar-se calos.
◦ O controlo das perdas de água é fundamental à manutenção da
saúde da pele.

 O conteúdo em água é normalmente de 10 a 15%; se descer abaixo dos


10%, a pele perde elasticidade e surgem fissuras visíveis.
Anexo Piloso

 Começam a formar-se no 3º mês de vida fetal, quando a epiderme


começa a enviar invaginações para a derme subjacente.

 Desta forma o feto, por volta do 5º ou 6º mês, torna-se coberto por


delicados pêlos, que constituem o lanugo do feto. Essa camada de
pêlos cai antes do nascimento, excepto na região das sobrancelhas,
pálpebras e couro cabeludo.

 Existem duas espécies de queratina: dura e mole, que podem ser


distinguidas por métodos histológicos e possuem propriedades
físico-químicas diferentes. Ambos os tipos são encontrados nos
folículos pilosos.

 A mole é encontrada na pele, em todo o seu território, enquanto a


dura forma as unhas, cutículas e córtex.
 Anexo Piloso
 Haste +Raiz
Celulas epiteliais queratinizadas

 Medula
◦ Constituídas por células grandes, vascularizadas e
fracamente queratinizadas

◦ eixo central do pêlo

 Cortéx
◦ Distribui-se ao seu redor, onde se distinguem células mais
queratinizadas e dispostas compactamente

◦ corpo do pêlo
 Cutícula
◦ Formada por células fortemente queratinizadas,
que se dispõem envolvendo o cortex

◦ camada de células que forma a superfície do


pêlo

 Bainhas epiteliais
◦ São duas, uma interna e outra externa, que
envolvem o eixo do pêlo.
 Folículo piloso
◦ tubo que contém a parte intermédia do pêlo

 Bolbo piloso
◦ base da raiz do pêlo

◦ matriz
A composição química do cabelo

 Carbono - 45%
 Hidrogénio - 7%
 Oxigénio - 28%
 nitrogénio - 15%
 Enxofre - 5%
 E outros elementos como Ferro, Cobre, Zinco, Iodo, vinte tipos
diferentes de aminoácidos, proteínas, lípidos e água.
 As fibras do cabelo são conectadas entre si através do
aminoácido cistina, que faz com que o cabelo não se dissolva
na água.
Fase Anagénese (fase do crescimento):

 Nesta fase, a duração da actividade dos folículos varia


conforme a raça, região, estação do ano e a idade.

 A fase anagénese dura de 3 a 7 anos.

 No couro cabeludo dos humanos, 80% a 90% dos folículos


estão nesta fase, que vem seguida por uma fase de
transição, relativamente curta.

 Velocidade média de crescimento – 1-1,5 cm/mês

Barba
 Crescimento médio 0,27mm/dia

 Anagénese: 3 anos

 Crescimento total 30 cm
Fase Catagénese:(Repouso)

 Esta fase tem uma duração de duas semanas, onde se


encontram 1% dos folículos.

Fase Telogénese: (Queda)

 10% a 20% dos folículos estão nesta fase. É


considerado normal a perda de até 100 fios de cabelo
por dia. Acima disso, recomenda-se uma investigação.
Unhas
 São placas córneas formadas por queratina dura que
estão fortemente ligadas umas às outras.

 As unhas estão localizadas na superfície dorsal das


falanges distais dos dedos do pé e da mão. Origina-se
de células epiteliais que formam a raiz da unha.

 O estado das unhas pode diagnosticar enfermidades


psíquicas e endócrinas.
UNHAS
Propriedades físicas da pele:

 A variação do aspecto da pele vai determinar os vários estados ou


tipos de pele
 Espessura da pele
 Coloração da pele
 Vascularização periférica

Requisitos de um cosmético:

• ser adequado á sua função sem agredir os


tegumentos
•Manter um pH fisiológico (ligeiramente ácido)
• ser bem tolerado (inocuidade)
• possuir uma boa aceitação do consumidor (textura,
aplicação, tipos de pele)
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde 3º ano
Ana Paula Fonseca
2018-19
• Sumário

1.2. A pele humana

1.2.1 Funções principais

1.2.2. Absorção cutânea

1.2.3 Vias de absorção

1.2.4 Mecanismos de absorção

1.2.5 Evolução natural de pele


Fatores Físico Químicos

Regulação da temperatura corporal


Como órgão imunitário

Como órgão dos sentidos

Absorção
Pele
Níveis de penetração

Valores Biológicos

Temperatura cutânea

Permeabilidade estrato córneo

pH cutâneo
FACTORES INTERVENIENTES
Regulação da temperatura corporal

• A pele também é o principal órgão da regulação da

temperatura corporal através de diversos mecanismos:

• Os vasos sanguíneos subcutâneos contraem-se com o frio e

dilatam-se com o calor, de modo a minimizar ou maximizar

as perdas de calor.
 Os folículos pilosos têm músculos que produzem a sua erecção com o frio
(pele de galinha), aprisionando bolhas de ar estático junto à pele que
retarda as trocas de calor - um mecanismo mais eficaz nos nossos
antepassados.

 As glândulas sudoríparas segregam líquido aquoso cuja evaporação diminui

a temperatura superficial do corpo.

 A presença de tecido adiposo (gordura) subcutâneo protege contra o frio

uma vez que a gordura é má condutora de calor.


Como órgão imunitário

• A pele é um órgão importante do sistema imunitário. Apresenta


diversos tipos de leucócitos

• Há linfócitos que regulam a resposta imunitária e desenvolvem


respostas específicas;
• Células que apresentam antigénio (histócitos ou células de

Langerhans) que recolhem moléculas estranhas (possíveis

invasores) que levam para os gânglios linfáticos onde apresentam

aos linfócitos CD4+; mastócitos envolvidos em reacções alérgicas

e luta contra parasitas.


Funções metabólicas

• As funções metabólicas da pele são importantes.

• É na pele que é fabricada, numa reacção dependente da luz solar, a

vitamina D uma vitamina essencial para o metabolismo do cálcio e

portanto na formação/manutenção saudável dos ossos.


Como órgão dos sentidos

 Órgão sensorial, constituindo o sentido do tacto.

 Apresenta numerosas terminações nervosas, algumas livres, outras


com comunicação com órgãos sensoriais especializados, como
células de Merckel, folículos pilosos.

 A pele tem capacidade de detectar sinais que criam as percepções


da temperatura, movimento, pressão e dor.

 É um órgão importante na função sexual.


Valores Biológicos

 Superfície Média
◦ Recém-nascido: 25 dm2
◦ Adulto: 1,5-1,8 m2

 Espessura média da pele (mm)


◦ Epiderme: 0,07 - 0,17
◦ Derme: 1,75 - 2,2
◦ Hipoderme: 4,9

 Média da resistência da pele à ruptura (Kg/mm2)


◦ Recém nascido: 0,25 – 0,35
◦ Adulto: 1,6
Temperatura cutânea

 Pés - 27 ºC

 Mãos - 31-33 ºC

 Face - 33-35 ºC

 Áreas cobertas - 36,5 ºC

 TºC axilar: 36 a 36,5 ºC

 TºC bucal: 36 a 37,4 ºC

 TºC rectal: 36 a 37,5 ºC

Estado febril: ≥37,5 ºC


pH cutâneo

• Couro cabeludo - 4

• Rosto/tronco - 4,7

• Axila - 6,5

• Prega mamária - 6

• Perna - 4,5

• Pregas interdigitais - 7
Absorção

◦ Pele
◦ Pêlos, glândulas

Níveis de penetração:

 Epidérmica - praticamente desprovidas de poder de penetração;

 Endodérmica - quando penetram na epiderme, mas sem

atingir os vasos do corpo papilar dérmico;

 Diadérmica - quando atingem a derme e, portanto,

penetram na circulação sanguínea.


Factores Físico Químicos:
1. Espessura e integridade do estrato córneo

2. Temperatura

3. Hidratação

4. Contacto prévio com solventes

Permeabilidade estrato córneo


Difusão passiva:
 Movimento resultante de partículas de uma região de alta concentração para outra de baixa
concentração.

 O fluxo é proporcional ao gradiente de concentração.

Lei de Fick
Função da pele e dos seus anexos
•Lei de Fick
S = KpS (C1 – C2)

• Em que:

S = superfície da membrana
dQ/dt = quantidade de substância absorvida por unidade de tempo
C1 = Concentração sobre a face externa
C2 = Concentração sobre a face interna
Kp = coeficiente de permeabilidade

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FACTORES INTERVENIENTES

NATUREZA DO P.A.
◦ peso molecular
◦ estado físico
◦ concentração FORMULAÇÃO
VEÍCULO
◦ pH
◦ Viscosidade
◦ Poder lipossolvente
◦ Emulsões do tipo O/A

TEMPERATURA
FACTORES INTERVENIENTES

 Hidratação da pele

 Espessura da epiderme FISIOLÓGICOS


 Idade

 Fluxo sanguíneo

 Região da pele

 pH
FACTORES INTERVENIENTES

 camada córnea
 nº de folículos pilosos
LOCAL DE
 Estado da pele
APLICAÇÃO
• Sã
• Lesada

 Modo de aplicação
• espessura da camada
• nº de aplicações
• tempo de contacto
A Pele
 Função: A pele reveste o nosso corpo, funcionando
como barreira protectora face ao meio exterior

 Barreira Física - Protecção


 Barreira Térmica - Regulação da temperatura
 Produção vit D
 Sensação
 Excreção
 Respiração
Agressões à pele
Temperatura – quer o frio associado a baixos níveis de humidade,

quer o calor contribuem para deixar a pele seca e gretada;

Ar condicionado e aquecimento – ao reduzirem a humidade do ar

ambiente deixam a pele mais seca;

Banhos Prolongados, frequentes e quentes - vão gastando a

barreira lípidica que protege a pele, formada por hidratantes

naturais;

Sabonetes, champôs e detergentes – alguns produtos podem ser

agressivos para a pele.


Implantes na pele
 Produtos suaves

 Limpeza suave

 Hidratante após duche ou agressão

 Protector solar sempre que se justifique

 Proteger os lábios e mãos

 BEBER LIQUIDOS EM ABUNDÂNCIA


PELE DA CRIANÇA
Epiderme
◦ Camada córnea mais fina
◦ prematuros - epiderme bastante mais fina

Derme
◦ fibras de colagénio e elastina finas e imaturas
◦ pouca diferenciação entre derme reticular e derme papilar

Glândulas sudoríparas - imaturas


◦ écrinas - 24h após nascimento
 vesículas sudorais
PELE DO BEBÉ
◦ apócrinas - só na puberdade
Glândulas sebáceas

• Activas enquanto feto

pele gordurosa nos 1º 3 meses

• Inactivas após o nascimento PELE DO BEBÉ

pele torna-se seca

  sebo   desidratação   risco de gretas e infecções

 Sebo em excesso poderá ser responsável por pequenas


desagregações na pele

 Superfície lipídica menos resistente e mais permeável


• Protecção térmica

• glândulas sudoríparas pouco eficientes

• circulação sanguínea irregular

• Relação superfície cutânea/ peso corporal

• 3 vezes superior ao adulto


PELE DO BEBÉ
• Fotoprotecção

• deficiente produção de melanina

• cor da pele do recém-nascido pouco diferenciada

• Maturidade da pele atingida aos 3 anos


ALTERAÇÕES DA FUNÇÃO DA PELE DO BÉBÉ:

• Protecção mecânica

• diminuída no prematuro

• Permeabilidade cutânea

• aumento da permeabilidade para ácidos gordos

• Metabolismo

• vitamina D

PELE DO BEBÉ
PELE Fina, Frágil, Sensível, Imatura, Desprotegida…

 À nascença, a pele do recém-nascido não adquiriu ainda todas as


qualidades e funcionalidades da pele do adulto;

 Durante este período, a pele do bebé é mais fina e mais frágil;

 Nos prematuros, esta fragilidade é ainda mais nítida;

 Camada córnea mais fina, pH próximo da neutralidade (6,8);


 Células pouco aderentes podem descolar-se mais facilmente formando

bolhas;

 A pele dos bebés é mais permeável e é sensível a substâncias como saliva,

urina e fezes;

 Tem menos capacidade de se defender dos agentes infecciosos e irritantes,

devido ao facto do sistema imunitário do bebé se estar ainda a

desenvolver;

 O filme hidrolipídico insuficiente (formado essencialmente por água e

gordura);
 No recém-nascido até à idade de duas semanas, a acidez é fraca, o que torna a

sua resistência às infecções menor;

 Penetração cutânea acrescida, qualquer lesão da pele pode favorecer a

penetração de um produto aplicado sobre a pele

◦ Esta penetração é facilitada nas zonas cobertas (pelas fraldas ou por um penso)
e nas pregas naturais da pele.
◦ A região do perínio anal, onde as aplicações de cremes são frequentes, é uma
das mais permeáveis.
 A relação entre a superfície da pele e o peso é muito maior no recém-

nascido que no adulto, a mesma aplicação de creme terá consequências

diferentes : a concentração do produto nos tecidos será mais forte no

bebé para a mesma superfície de aplicação;

 Por outro lado, o recém-nascido é mais sensível aos tóxicos pela razão da

imaturidade do seu fígado, dos seus rins e de uma maior fraqueza da

barreira entre o sangue e o cérebro o que favorece uma toxicidade

neurológica.
 Recomenda-se a maior prudência quando se aborda um recém-

nascido, com uma higiene das mãos cuidadosa antes de qualquer

manipulação.

 Os bebés estão mais expostos a sofrer queimadura solares .

(menor produção de melanina, que é o pigmento que nos

protege dos raios solares).

 Os recém-nascidos perdem calor com mais facilidade, e por outro

lado suportam-no pior.


O envelhecimento cutâneo
O Envelhecimento Cutâneo

Distinguem-se normalmente dois tipos de


envelhecimento da Pele:

 Envelhecimento Biológico ou Intrínseco


 Foto-Envelhecimento ou Extrínseco

O envelhecimento cutâneo é um fenómeno fisiológico irreversível, de


evolução lenta, que se inicia antes de se verem os sinais externos
 Causas do Envelhecimento cutâneo

◦ O factor primário que está na base do envelhecimento


cutâneo prende-se com a nossa carga genética.

◦ Os genes predeterminam a velocidade do


envelhecimento de uma espécie porque contêm a
informação sobre quanto tempo viverão as células.

◦À medida que vamos envelhecendo, verificam-se


alterações bioquímicas, histológicas e fisiológicas
que comprometem a integridade da pele, acentuando-
se a partir de determinada idade, com a entrada na
Menopausa e Andropausa.
O Envelhecimento Cutâneo

 Foto-Envelhecimento ou Extrínseco

O envelhecimento cutâneo biológico pode ser agravado ou

antecipado por acção de alguns factores externos:

As radiações solares, a poluição, a própria higiene de vida

nomeadamente no que diz respeito aos hábitos alimentares,

tabaco, descanso, stress…


 Stress
 Exposição não protegida radicais livres
◦ radiação U.V., fumo e poluição,
◦ toma de medicamentos,
◦ hábitos alimentares pouco equilibrados

◦ acumulação e incapacidade do organismo em neutralizá-los

stress oxidativo

◦ A permeabilidade selectiva celular fica comprometida deixando entrar


substâncias nocivas e sair constituintes fundamentais à sua
sobrevivência.
 RADICAIS LIVRES E O ENVELHECIMENTO:

“envelhecemos porque nos oxidamos”

◦ acumulação de espécies químicas altamente reactivas que reagem com muitas


estruturas do organismo e afectam a integridade das células e
consequentemente dos tecidos e órgãos (como a pele)

radicais livres

◦ atacam as estruturas do organismo, nomeadamente a pele, aumentando a


degradação das fibras de colagénio e elastina bem como do Ácido Hialurónico
(substância amorfa)

◦ provocando perda de firmeza,


◦ elasticidade e densidade cutânea
O Envelhecimento Cutâneo

 Quais os sinais externos que indicam o envelhecimento da


pele?

 A pigmentação da Pele perde uniformidade, apresenta manchas devidas à

irregularidade da pigmentação;

 A Pele perde luminosidade, fica mais baça;

 A Pele fica mais fina, menos densa, mais frágil e sensível às agressões externas;

 As rídulas e as rugas instalam-se nas zonas mais sensíveis (ex.: contorno dos

olhos), sobretudo as rugas de expressão;

 Os contornos do rosto vão perdendo a sua nitidez;

 A Pele fica cada vez mais flácida.


’’A minha pele está mais seca, desconfortável , repuxa… ’’

 Diminuição da Produção de Sebo

À medida que a idade avança, a produção

de sebo tem tendência a diminuir

- Melhoria das Peles Oleosas

- Agravamento das Peles Secas

 Diminuição da Absorção dos Ácidos Gordos Essenciais

Com o avançar da idade, sobretudo na fase da pré-menopausa e


menopausa, devido às alterações hormonais, há uma menor absorção dos
AGE, o que conduz à diminuição da qualidade e funcionalidade das
membranas celulares, e do cimento intercelular
’A minha pele está com mais rugas, depois de dormir os ‘vincos’
demoram mais tempo a desaparecer…’’

 Diminuição da Produção de Fibras de Elastina e Colagénio

À medida que a idade avança, os fibroblastos vão envelhecendo e


produzem menor número de fibras de colagénio e de elastina, e as
que produzem são de pior qualidade

Consequência: a pele perde

elasticidade e firmeza
’’A minha pele está mais flácida, com menos tonicidade’’

 Enfraquecimento das Ligações entre Epiderme e Derme

Com a idade verifica-se uma diminuição das ligações químicas e


físicas entre a Epiderme e a Derme. As Fibras de Colagénio e de
Elastina estão mais fracas;

Consequência: a Epiderme fica mais


‘solta’ e por acção da gravidade, tem
tendência a descair, conduzindo a uma
perda dos contornos do rosto, ou seja,
instala-se a Flacidez
Idoso Acamado

• Perda da capacidade homeostática


• Idade cronológica ≠ idade fisiológica

• perda de capacidade funcional

• ↑ vulnerabilidade a doenças e factores Ambientais

• Pele frágil, sensível…


Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

TIPOS
DE
PELE
Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia, Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano|2018-19
Ana Paula Fonseca
 1.3 Tipos de pele
 1.3.1 Pele normal
 1.3.2 Pele seca
 1.3.3.Pele gorda
 1.3.4 Pele mista
 1.3.5 Pele sensível
Tipos de Pele / Estados da Pele

Pele Seca * Pele Oleosa

 O tipo de pele é normalmente definido em função


da Produção de Sebo:

- Excesso de produção = pele tendência oleosa

- Produção normal = pele normal ou equilibrada

- Fraca produção = pele tendência seca


Normal
 Apresenta um tónus adequado de elasticidade;

 Pele lisa, aveludada e viçosa, com elasticidade e

brilho natural.
Oleosa
 É a pele que produz maior
quantidade de secreções sebáceas,
tem aparência espessa, brilhante
e húmida com hiperactividade de
glândulas sebáceas, poros são
visíveis e mais resistente

 Sebo com mistura lípidos, ceras,


colesterol – capacidade emulsiva.
Tipos de Pele / Estados da Pele

Características da Pele Oleosa

 Brilho excessivo
 Poros dilatados
 Pontos negros
 Pele mais espessa
 Pele mais resistente
 Dificuldade em manter a
maquilhagem

Pele Acneica

 Comedões
 Inflamação/ infecção
Seca
 Trata-se de uma pele pouco hidratada e
com pouco suor, as suas glândulas
sudoríparas e sebáceas são pouco
produtivas;

 Tem aparência opaca e de espessura


fina com tendência a descamar;

 É propensa ao aparecimento de rugas


precoces e vermelhidões.
Tipos de Pele / Estados da Pele

8
Características da Pele Seca

 Falta de luminosidade

 Poros cerrados / grão de pele fino

 Pele mais sensível, delicada

 Sensação de desconforto e de
repuxar
Finas rídulas e linhas de expressão à
volta dos olhos e boca
 Sensibilidade ao frio, vento, calor,
etc.
Mista

 A situação mais frequente é a


de pele mista: a zona mediana
do rosto apresenta
normalmente maior oleosidade
que as maçãs do rosto;

 Zona T oleosa com superfícies


com falta de lípidos com
tendência para ficar seca e
irritada.
Tipos de Pele / Estados da Pele

 Pele Mista tendência Seca

 Zona mediana do rosto normal ou levemente oleosa.

 Maçãs do rosto secas.

 Pele Mista tendência Oleosa

 Zona mediana do rosto oleosa.

 Maçãs do rosto normais.


Sensível: Estado funcional reactivo
 Espessura da pele – fina

 Cor clara

 Capilaridade superficial

 Baixa secreção sebo-sudorípara

 Sistema neuro-sensitivo exacerbado

 Alta reactividade: alergias


Tipos de Pele / Estados da Pele
Pele Desidratada

 A hidratação da Pele corresponde à taxa de água presente


na epiderme, e depende de inúmeros mecanismos anti-
desidratação

 A água da Pele tem a sua origem na corrente sanguínea, e


passa da derme para a epiderme

 A nossa Pele perde permanentemente água, de forma


imperceptivel, através de um processo denominado
perspiração
Pele Desidratada
 Secreção diminuída,

 Falta de emulsionantes naturais,

 Pele fina, áspera, com pequenas vénulas visíveis,

 Pele baça, poros finos, descamativa,

 Resistente aos sabões,

 Não suporta exposição solar,

 Extremamente sensível às mudanças climatéricas,


Tipos de Pele / Estados da Pele
Pele Desidratada

 Características de uma Pele Desidratada: sem luminosidade,


com sensação de repuxar, estrias de desidratação ao preguear a Pele

 A desidratação pode ocorrer em qualquer tipo de Pele, Oleosa ou


Seca, mas é mais frequente nas Peles Secas que têm um filme
hidro-lipídico (FHL) naturalmente fraco

 As peles Oleosas normalmente só desidratam por utilização de


produtos que removem em excesso o FHL

 A desidratação pode ocorrer em qualquer idade


Tipos de Pele / Estados da Pele

Pele Desidratada
Indicadores pele sensível

 Grau hidratação diminuído

 Produção sebácea reduzida

 Emulsão Hidrolipídica ineficaz


Tipos de Pele / Estados da Pele
Pele Sensível

 É uma pele fina e transparente, normalmente clara e que


apresenta muitas vezes vermelhidões difusas;

 Reage rápida e fortemente a agressões internas ou externas,


devido à fragilidade constitucional do seu sistema
microcirculatório dérmico;

 É uma pele que sente com frequência a sensação de repuxar,


de desconforto, calor, picadas…
Tipos de Pele / Estados da Pele

Pele Sensível
 Pode ter como base qualquer
outro tipo de pele,

 que se tornou sensível devido a


certas doenças, excessos na
exposição ao Sol, tratamentos
anti-acneicos, produtos de
beleza mal adaptados, etc.
Acne
Acne

 A patogénese da acne evolui devido a quatro


situações:

 Aumento da queratinização folicular;


 Aumento da produção de sebo;
 Lipólise bacteriana dos triglicerídos do sebo em
ácidos gordos livres;
 Inflamação.
 Factores desencadeantes
◦ Medicamentos

 Corticosteróides sistémicos

 Tuberculostáticos

 Anti-epiléticos

 Metais (Litio, cobalto)


◦ Alterações Hormonais
 Puberdade; gravidez

 Androgénios Maternos
 Acne neo-natal
 Agentes tópicos
 Acne de contacto (medicamentos)
 Acne cosmético
 Pressão Física
 Acne mecânica (capacetes, violinos, aparelhos
ortopédicos)
 Manipulação manual
 Acne escoriada
 Factores Ambientais
 Stress
Acne não inflamatória

 A acne inicia-se com o chamado micromedão

 O tamanho e a actividade da glândula sebácea aumentam,


devido à estimulação dos androgénios em circulação e há uma
aumento da queratinização;

 As células aderem umas às outras e formam uma placa;

 Por outro lado, a produção de sebo é aumentada devido à


estimulação da glândula.
 Ocorre retenção do sebo devido ao aumento de queratinização,
o que contribui para a formação do comedão;

 O comedão cheio de lípidos, constitui o substracto ideal para o


desenvolvimento bacterino (P. Acnes -anaeróbio), que produz a
lipase responsável pela hidrólise dos triglicerídeos em ácidos
gordos livres;

 O comedão é o percursor de todas as lesões acneicas e a


primeira lesão clinicamente visível da acne.
 O comedão fechado obstrui a drenagem do sebo e tem tendência

para a ruptura.

 O comedão aberto, surge quando ocorre dilatação da parte terminal

do foliculo piloso.

 O comedão aberto é vulgarmente chamado por “ponto negro”. A

coloração escura que se observa, deve-se à oxidação dos lípidos, à

melanina e à acumulação de células.

 A acne caracterizada pela presença de comedões abertos e fechados é

designada por acne não inflamatória.


Acne Inflamatória
 Caracteriza-se pela presença de pápulas, pústulas e/ou nódulos;

 A ruptura da parede folicular do comedão, liberta o seu conteúdo na


derme, podendo originar lesões inflamatórias;

 A agregação superficial de neutrófilos, origina a pústula, lesão branca,


cheia de pus, geralmente com menos de 5mm de diâmetro.

 As pústulas superficiais, geralmente desaparecem ao fim de alguns


dias sem deixar cicatriz.
 Uma reacção inflamatória dérmica mais profunda, origina a
pápula, que é uma lesão eritematosa (vermelha), sólida com
tamanho semelhante ao da pústula.

 Demora mais tempo a desaparecer e pode deixar cicatriz.

 A infiltração inflamatória extensiva, produz o nódulo, a lesão


mais grave da acne.
 O nódulo é quente, mole e pode ter diâmetro maior que 5mm.

 Pode ser supurativo ou hemorrágico, podendo envolver


folículos adjacentes e por vezes atinge a hipoderme.

 Os nódulos supurativos podem ser designados por quistos,


uma vez que se assemelham a quistos epidérmicos
inflamados.
Acne Rosacea
Situação crónica que surge geralmente,
cerca dos 30 anos, sendo frequente em
indivíduos tipo celta;

Caracteriza-se pela presença de


eritema, lesões inflamatórias com
edema, pápulas, pústulas e pela
presença de telangiectasias no nariz,
“maças do rosto” e região frontal;
 A inflamação crónica e profunda do nariz origina
hipertrofia sebácea e designa-se por rinofima
(aumento do tamanho do nariz)

 A etiologia não é conhecida, mas sabe-se que


existem determinados factores agravantes,
como é o caso do álcool, a exposição ao sol e ao
vento, alimentos condimentados, bebidas
quentes como o café;

 A acne rosácea, distingue-se da acne pela


ausência de comedões abertos e fechados.
Acne
 As 3 etapas da Acne

Hiperseborreia Hiperqueratinização Inflamação


O chocolate e a charcutaria provocam
crises de acne?

Acne

 A alimentação não provoca acne


Pode a acne aparecer em diferentes
etapas da vida?

Acne

 A acne atinge sobretudo os adolescentes


 Certos medicamentos e alterações hormonais podem provocar
a acne.
(recém-nascidos, mulheres grávidas, menopausa)
Acne
A acne é contagiosa?

 A acne está relacionada com as alterações


hormonais, logo não é contagiosa
Acne
O sol melhora a acne?

 No início, o sol “disfarça” a acne, mas no final do


verão há um agravamento
Todos os produtos de maquilhagem
favorecem a acne?

Acne

 Devem-se utilizar produtos “oil-free”, não


comedogénicos, para não obstruírem os poros
A acne caracteriza-se por uma
hiperqueratose do folículo pilo-sebáceo?

Acne

 A hiperqueratinização do folículo pilo-sebáceo é


uma das três etapas da acne com a hiperseborreia
e a inflamação
 Tratamento cosmético da acne

 Produtos pouco detergentes, de modo a evitar a seborreia


reaccional e a irritação;

 Suaves e emolientes;

 Possuir a capacidade de incorporação de substâncias


activas, que actuem nos vários factores intervenientes na
etiopatogenia da acne.
 Produtos de higiene agressivos, podem agravar a acne,
uma vez que eliminam totalmente o filme hidrolipidico.
 Características dos cosméticos

 Diminuir a seborreia e inflamação;

 Diminuir a hiperqueratinização;

 Acalmar a irritação;

 Restabelecer a hidratação cutânea.


Substâncias com acção anti-seborreica
 Piritionato de zinco
 Carboximetilcisteína
 Cucurbita pepo

Substâncias com acção anti-irritante


• Bisabolol
• Zinco
• Ácido 18-beta-glicirrizínico
• Alantoína
 Substâncias com acção antibacteriana e antifúngica
 Piroctona olamina
 D-gluconato de clorohexidina
 Ácido undecelénico

 Substâncias que actuam a nível da queratinização


 Promovem a descamação superficial com benefícios na acne
 Alfa-hidroxiácidos
 Beta-hidroxiácidos

 Estas substâncias actuam diminuindo a coesão intercorneocitária,


promovendo um “peeling” superficial, evitando assim a retenção de
sebo.
 Protecção Solar

 A luz UV, tem uma ligeira acção anti-inflamória e inibidora da produção do sebo.

 Por outro lado o bronzeado tende a camuflar as lesões acneicas.

 Contudo sabe-se que o sol promove uma hiperqueratinização da superfície cutânea e do


folículo, agravando assim a acne.

 Deve-se ter igualmente em atenção que a maior parte dos agentes terapêuticos anti-
acneicos são fotossensilizantes, sendo por isso necessário tomar precauções relativamente
à exposição solar e ao tipo de protecção solar a utilizar.

 O protector solar deve ter o menor teor de gordura possível, podendo optar-se por uma
forma de gele ou “oil free”.
 Terapêutica Tópica

 Retinóides
 Isotretinoína, tretinoína, adapalene (gele, creme, loção)
 Eficazes, contudo extremamente irritantes
 Secam a pele
 Acção foto-irritante

 Queratoliticos
 Ácido salicílico, enxofre, resorcinol, ácido glicólico
 Diminuam a coesão intercelular, evitando a retenção de sebo

 Antibacterianos tópicos
 Propriedades antimicrobianas
 Peróxido de benzoílo, diminui a secreção sebácea, com efeito
bactericida extremamente rápido
 Terapêutica Sistémica

 Antimicrobianos (antibioticos)
 Tetraciclinas
 Minociclina, Doxiciclina, Eritromicina

 Antiandrogénios (hormonas)
 Acetato ciproterona / etinilestradiol
 Isotretinoína
 Ácido 13-cis-retinóico, derivado da vitamina A
 Efeitos secundários
 Xerose
 Secura ocular
 Eritema
 Aumento da fragilidade da pele
 Susceptibilidade à radiação solar
Couperose

 A pele caracterizada por:

- Eritema (vermelhidões)
- Telangiectasias (vasos superficiais)
A Couperose

 Hipersensibilidade causada por hiper-reactividade do sistema micro


circulatório papilar dérmico

 Hiper-reactividade irritativa e alergénica devido a causas específicas de:


ordem externa: clima, UV,

 Ordem interna: hormonal, digestiva.


 Sintomas:

1° Ressecamento
2° Descamação
3° Vermelhidão
4° Sensação de queimadura
5° Rugas
6° Maquilhagem marcada no local das rugas
7° Descamação nas pálpebras
8° Lábios secos com a pele a descamar
9° Pele do rosto áspera
10° Pele opaca e sem brilho
11° Pele irritada quando em contacto com lã ou outros produtos ásperos
12° Acne leve
13° Pequenos vasos no rosto
 DISFUNÇÕES DOS TECIDOS SUB-CUTÂNEO E
CONJUNTIVO-TELANGIECTASIAS E COUPEROSE

 alteração da circulação periférica


 filamentos ramificados, vermelhos
 narinas
 alas do nariz

 ↑ peles mais claras

A- agentes atmosféricos, físicos,


irritantes
B- alterações emocionais, problemas
digestivos, situações patológicas
C- estase venosa
A Couperose

 Uma patologia frequente e benigna

 Uma inibição estética e psicológica

Necessidade de actuar
Cosméticos adequados
 TRATAMENTO EM CLÍNICAS DE ESTÉTICA

 Escleroterapia

 Laser

 microcirurgia
As Olheiras
Papos ou Bolsas nos Olhos
As Olheiras

 Tipo I

- Avermelhadas, devidas a problemas da microcirculação ao


nível da camada basal, entre a Epiderme e a Derme
- Tratam-se com substâncias que reforçam a circulação e as
paredes dos vasos sanguíneos, como por ex. a cafeína

 Tipo II
- Acastanhadas, devido a uma melanização excessiva
- Tratam-se com anti-oxidantes, principalmente a Vitamina C
Os Papos ou Bolsas dos Olhos

 Porque se formam?

- É um fenómeno eminentemente hereditário. Tem a ver com


acumulação de gordura, flacidez, retenção.

 Como se tratam?

- Princípios activos descongestionantes, tais como a cafeína

- Utilização de “Creme Contorno dos Olhos” e nunca outro


tipo de Creme. Aplicação cuidadosa e apropriada.
Envelhecimento cutâneo

 Diminuição da Produção de Fibras de Elastina e


Colagénio
 Diminuição da Absorção dos Ácidos Gordos Essenciais
 Diminuição da Produção de Sebo

 Enfraquecimento das Ligações entre Epiderme e Derme


 Perda de firmeza, elasticidade, brilho
 Instalam-se as rídulas e rugas
Princípios Activos Mais Comuns

 Vitaminas Hidrossolúveis:

Vitamina B1 (tiamina): problemas de pigmentação do


cabelo e enfraquecimento;
Vitamina B6 (piroxina): dermatoses de origem seborreica;

Ácido pantoténico: outra vitamina do complexo B, presente


especialmente na levedura e geleia real: muito usada
em loções capilares;

Vitamina C (ác.ascórbico): acção anti-oxidante e redutora,


favorável à despigmentação;
Vitamina H (biotina): problemas de acne e também
certos problemas capilares
Princípios Activos Mais Comuns

 Origem Animal:

Geleia Real: activador da oxigenação celular por aumento da


irrigação sanguínea dos tegumentos

 Origem Vegetal:

Agrião: anti-inflamatório, adstringente, cicatrizante (tratamento


de frieiras e feridas);

Bétula: tónico, estimulante;

Cenoura: suavizante, antiséptico, cicatrizante;

Camomila: suavizante - muito usada para os olhos;


Princípios Activos Mais Comuns

Eucalipto: bactericida, adstringente, tratamento dos cabelos;

Morangueiro: adstringente, calmante, tratamento da cuperose


e frieiras;

Alfazema: estimulante e tónico;

Nogueira: adstringente, queratolítico, anti-séptico, cicatrizante


(para a queda do cabelo);

Pessegueiro: refrescante;

Pinheiro: anti-séptico, balsâmico;

Rainha dos Prados: adstringente, cicatrizante, tónico e


adelgaçante.
Princípios Activos Mais Comuns

Rosa: tónico – adstringente

Saponária: sudorífico, tónico, tensio-activo, tratamento de afecções


cutâneas

Tussilagem: dermatoses de couro cabeludo, queimaduras

Pepino: calmante, descongestionante, refrescante

Hamamélia: adstringente, tonificante

Ginko biloba: estimulante e tonificante


Propriedades Cosmetológicas

 Adstringentes

Substâncias que actuam exclusivamente nas camadas


superiores da epiderme e são utilizadas com a finalidade de
cerrar o poro

- Ácidos orgânicos: cítrico, láctico

- Taninos: hamamelis, rosas, alcachofra - são bons


desinfectantes empregues em águas tónicas faciais e
capilares
Propriedades Cosmetológicas

 Emolientes
Substâncias que amaciam e suavizam os tegumentos.
Diminuem a irritação cutânea

- Externa: calor, frio, produtos agressivos


- Interna: alterações hormonais, funcionais

 Calmantes
Substâncias que actuam ao nível da dessensibilização, dando
conforto cutâneo

- Tília, Aloe vera, Calêndula, Arnica, Centelha asiática,


Malva, Mucilagem, etc.
Propriedades Cosmetológicas

 Tonificantes
Substâncias que estimulam a actividade celular, favorecendo
o seu metabolismo.
São utilizados extractos vegetais, que estimulam as células e
melhoram a circulação sanguínea:

- Camomila
- Rosa
- Ginko biloba
- Consolda
- Alfazema
- Saponária
Propriedades Cosmetológicas

 Hidratantes
Substâncias que fornecem água (hidratam) e impedem a sua
perda a nível da epiderme:
- Compostos higroscópicos constituintes do NMF ou FNH
(Factores Naturais de Hidratação): Ureia, PCA (ácido
pirrolidonocarboxílico), Lactato de sódio, Colesterol
- Alantoína
- Hidrolizados de proteína
- Humectantes (glicerina, propilenoglicol, sorbitol)
- Compostos Oclusivos (vaselina, silicones, etc)
Propriedades Cosmetológicas

 Nutritivos
Substâncias que fornecem untuosidade à Pele,
restabelecendo o filme hidrolipídico e a elasticidade da Pele:
- Ácidos Gordos Essenciais (AGE): colza, soja, trigo,
milho, onagre, abacate, etc
- Ácido linoleico
- Ácido linolénico
- Ácido Araquidónico

Estes Ácidos Gordos são designados, em conjunto, por


Vitamina F, sendo precursores das prostaglandinas da Pele,
que têm um papel protector e anti-inflamatório
Propriedades Cosmetológicas

 Estruturantes

Substâncias que fornecem aminoácidos indispensáveis para a


síntese das proteínas celulares:

- Arginina
- Histidina
- Triptofano

O colagénio e outras substâncias constituintes do tecido


conjuntivo são igualmente utilizadas como revitalizantes,
tendo como acção principal a renovação celular e hidratação
Higiene Corporal
 Funções da Higiene Cutânea:

 Eliminar a sujidade superficial


 Reduzir a dureza da água
 Promover a suavidade da pele
 Eliminar odores desagradáveis
 Facilitar a eliminação de células mortas
 Eliminar o excesso de secreções
 Reduzir a quantidade excessiva de bactérias na superfície
cutânea
 Pele Saudável e com boa aparência requer uma higiene correcta;

 Pode considerar-se uma atitude de Medicina Preventiva;

 A higiene correcta da pele, deve respeitar as suas funções


epidérmicas fundamentais:
◦ Não afectar ou desnaturar as proteínas da camada córnea;
◦ Não alterar o filme hidrolipídico;
◦ Não alterar a acidez fisiológica;
◦ Não alterar a saprófita residente
 Estrutura molecular de um produto de limpeza vulgar

 Uma parte hidrófila: constituída por agrupamentos iónicos fortemente


polares, que retêm água;
 Uma parte lipófila: constituída por moléculas de longas cadeias, idênticas
aos hidrocarbonetos.
 Estas moléculas possuem uma acção emulsionante, mas
simultaneamente atacam a camada córnea, podendo originar
empobrecimento do filme hidrolipídico e a desnaturação das proteínas da
epiderme.

 A agressividade de um produto de limpeza está relacionado com


a sua estrutura, com a sua capacidade de se ligar às proteínas de
superfície e ao seu poder detergente.
 Leites de limpeza

 são emulsões O/A uma vez que devem ser obrigatoriamente


removidos com água ou tónico.

 Devido à sua composição não alteram a estrutura do filme


hidrolipídico e tem geralmente pH com valores fisiológicos de
onde se pode concluir, que não afectam a integridade da pele.

 Principal função:
 Remover secreções e detritos celulares
 Impurezas lipo e hidrossolúveis
 PRÁTICA
Avaliar o estado da pele (olhar):

 Cor
 Brilho
 Tacto
 Espessura
 Vascularização
 Grão da Pele
 Flexibilidade
 Acidentes Cutâneos
Avaliar o estado da pele (Questões):

 Estado de Saúde
 Antecedentes Cutâneos
 Tipo de Alimentação
 Cuidados de Higiene
 Tratamentos Cosmetológicos anteriores
 Idade
 Tipos e hábitos de vida
 Reacção ao Sol
 Medicamentos
ETAPA 1: LIMPEZA

(manhã e noite)
 Remove a maquilhagem e as impurezas da pele sem deixá-
la seca.
 Proporciona frescura e suavidade.
 Remover a maquilhagem com:
 Leite de Limpeza; água desmaquilhante ou com o Gel de
Limpeza.
 Peles acneicas devem lavar com gel adaptado
 Aplicar o gel massajando com movimentos circulares e retirar com
água tépida
ETAPA 2: TONIFICAÇÃO

(manhã e noite)

 Completa a limpeza, melhora a irrigação


sanguínea e dá firmeza à pele.
 Aplicar Tónico com um disco de algodão em
movimentos suaves.
 Não enxaguar.
 Evitar a região dos olhos.
ETAPA 3: HIDRATAÇÃO PROFUNDA

(manhã e noite)

 Aplicar o creme hidratante / anti-rugas / firmeza


/ anti-manchas com movimentos ascendentes,
massajando com "palmadinhas" até total
absorção.
 Pode utilizar-se um serum especifico antes do
creme de dia
Os Gestos

 No Rosto  Nos Olhos

?
ETAPA 4: HIDRATAÇÃO OLHOS E LÁBIOS

(manhã e noite)

 Atenua as marcas de expressão em torno dos


olhos e boca e clareia as olheiras por activar a
circulação.
 Aplicar o hidratante contorno de olhos na região
dos olhos e lábios com "palmadinhas" até total
absorção.
ETAPA 5: HIDRATAÇÃO PROTECTORA

(manhã)

 Mantém a suavidade da pele proporcionando


aspecto suave e jovem, além da acção
protectora (FPS 15 ou 30).
 Aplicar o hidratante com movimentos
ascendentes.
 ETAPA 6: Tratamento complementar

(1 a 2 vezes por semana)

Máscara
- Hidratante, Matificante, anti-rugas, etc.

Exfoliante
- remover as impurezas, limpar em
profundidade (eliminar células mortas)
 Desmaquilhantes
 Oleosas, normal, sensível, mista, seca

 Hidratante
 Oleosas, normal, sensível, mista, seca

 Anti-idade
 Rugas, rugas/firmeza, Peles maduras
 Regeneração total

 Tratamento Olhos e Lábios


 Desmaquilhantes, papos, ridulas e rugas/firmeza

 Complementares
 Exfoliante/ Máscara ( 1 a 2 vezes por semana)
 Exemplos de Marcas
Exemplos de Marcas
Pele Desidratada

 VICHY: linhas AQUALIA, OLIGO


 AVÈNE: linha HYDRANCE, SERUM SUAV. HIDRATANTE
 URIAGE: linha HYDRACRISTAL
 LA ROCHE-POSAY: linhas HYDRAPHASE, PHYSIANE
 ROC: linhas HYDRA+, HYDRA+ DESTRESSANT, ENYDRIAL
 LIERAC: linhas AQUA D+, HYDRA CHRONO
 EUCERIN: linha HYDRO PROTECT
 AVEENO: Creme HIDRATANTE
 D’AVEIA: HIDRAT
Exemplos de Marcas

Pele Sensível/Reactiva/Intolerante

 AVÈNE: linhas PELE INTOLERANTE, TOLERÂNCIA EXTREMA


 URIAGE: linhas TOLEDERM , PEPTILYS

 LA ROCHE-POSAY: linhas TOLERIANE , HYDREANE

 ROC: linha CALMANCE

 AVEENO: PELE SENSÍVEL E REACTIVA

 A-DERMA: CREME DE AVEIA, linha SENSIPHASE


Exemplos de Marcas
Acne e Pele Oleosa

 VICHY: linha NORMADERM


 AVÈNE: linha CLEANANCE, DIACNÉAL
 DUCRAY: linha KERACNYL
 URIAGE: linha HYSÉAC
 La ROCHE-POSAY: linha EFFACLAR
 ROC: linha PURIF-AC
 LIÉRAC: linhas ÉCLAT CLARTÉ , MAT-CHRONO
 LUTSINE: linhas SEBOSKIN, BACTOPUR
 EUCERIN: linha DERMOPURIFYER
 NOVIDERM: linha BORÉADE
Exemplos de Marcas
Cuperose

 AVÈNE: linha ANTI-ROUGEUR / DIROSÉAL


 URIAGE: linha ROSELIANE

 La ROCHE-POSAY: ROSALIAC
Exemplos de Marcas
Contorno dos Olhos

 VICHY: MIOKYNE, OLIGO, AQUALIA


 AVÈNE: YSTHÉAL, ELUAGE
 URIAGE: ISOLIFT, PEPTILYS
 LA ROCHE-POSAY: - HYDRAPHASE, ACTIVE C (rugas)
- REDERMIC (rugas e flacidez )
 ROC: - RETIN-OX (rugas)
- COMPLETE LIFT ( flacidez)
- HYDRA+ (olheiras,fadiga)
 LIERAC: PAPOS, OLHEIRAS, FADIGA
 EUCERIN: Q10 ACTIVE
Exemplos de Marcas
Anti-Envelhecimento / Pele Seca

 VICHY: - MYOKINE (rugas); LIFTACTIV (flacidez);


- NEOVADIOL (redensificador); NUTRILOGIE (secura)
 AVÈNE: - linhas ELUAGE e YSTHÉAL+ (rugas, flacidez)
- Creme NUTRITIVO COMPENSADOR (secura)
 URIAGE: - linhas ISOLIFT e SUPPLEANCE (rugas, flacidez)
- XEMOSE e KERATOSANE (secura)
 LA ROCHE-POSAY: - linhas REDERMI e ACTIV C (rugas)
- NUTRITIC (secura)
 ROC: - linha RETIN-OX (rugas) COMPLETE LIFT (flacidez)
 LIERAC: - RELANCE ULTRA; COHERENCE (flacidez);
- DERIDIUM (rugas); EXCLUSIVE (redensificador)
 LUTSINE: - linha XERAMANCE
 EUCERIN: - DERMODENSIFYER; Q10 ACTIVE;
- MODELLIANCE (flacidez)
- HYALURON-FILLER (enchimento rugas, densificador)
1. Conhecer o estado da pele e afirmar um diagnóstico cosmetológico baseado no
biótipo (pele seborreica, pele "seca" por desidratação ou a presença insuficiente de
lipidos na superfície na pele sensível) e para classificar o foto-tipo cutâneo;

2. Estabelecer um estado funcional e o grau de envelhecimento da pele no exame;

3. Formular um diagnóstico cosmético tendo em conta a higiene da pele (hidratação,


protecção solar) ou à normalização das eventuais alterações evidenciadas no exame;

4. Ao monitorizar o estado dos parâmetros cutâneos no decorrer do tratamento com


produtos, ver as alterações pela acção do fármaco ou cosmético (estas podem
alterar o equilíbrio da película das camadas hidrolipídicas) e permitir, se necessário,
uma intervenção cosmética – compensadora.
 As notas da anamnese considerarão a higiene geral da vida, patologias
cutâneas eventuais e uso de droga, os problemas passados e
presentes na pele, como reage sobretudo, aos agentes atmosféricos (no
detalhe ao sol) os hábitos cosméticos pessoais (limpeza, protecção e foto
protecção);

 A inspecção cutânea acontece a olho nu com ajuda de uma lupa, com luz
solar, com luz fria (neon) e ultravioleta (Lâmpada de Wood);

 A inspecção avalia a coloração da pele e as eventuais presenças de lesões


simples;

 A inspecção orientada ao rosto, examina-se a coloração, a luminosidade, e a


eventual presença de problemas estéticos, como manchas (discromias
hipermelânicas ou hipomelânicas), rugas e relaxamentos cutâneos,
couperoses, eritroses, descamações e cicatrizes.
 A observação com a luz ultravioleta (luz de Wood), permite

encontrar a presença de cravos (da cor amarela ou laranja de acordo

com o grau de oxidação do sebo), de hiperpigmentações não

evidenciáveis a olho nu (escamas laminares de cor prata);

 A exploração ao tacto e a palpação permite avaliar a suavidade

pela textura, oleosidade, a espessura, a elasticidade (é feita uma leve

torção sob uma prega cutânea para controlar a velocidade da

recuperação morfológica), o alongamento (que determina a qualidade

do colágenio). Pode-se, então ver pele granulosa, pele áspera…


 A temperatura cutânea é tomada em relação à temperatura
ambiental, mas representa sobretudo o reflexo da circulação capilar:
para uma pele normal é inferior a 4-5 graus à temperatura interna.

 O pH deve ser ácido; tende à basicidade, sobretudo nas peles mais


gordurosas.

 A sebometria permite medir a quantidade de sebo actual na


superfície da epiderme. Para esta avaliação é empregado um
instrumento (chamado sebómetro), o qual permite quantificar o grau
lipídico superficial.

 A corneometria (que se mede com um instrumento chamado


corneómetro) permite estimar a hidratação da camada córnea da
epiderme.
 O teste ao ácido láctico (de Ramette) pode confirmar o
diagnóstico da pele sensível. Este teste calcula o grau da
sensibilidade da pele.

 O teste dermográfico ajuda a avaliar as reacções vaso-


motoras cutâneas às estimulações mecânicas, pode
confirmar uma alta sensibilidade vaso-motora.
 Skin-Scanner

 é um aparelho para uso estético especializado na


avaliação dos principais factores cutâneos:

• Hidratação da pele;
• Oleosidade, sebo;
• Deformação cutânea;
• pH;
• Temperatura;
• Conteúdo de melanina.
√ Derme: próximo de 7

√ Superfície: 5,5

√ Ácido hialurónico é uma substância do nosso organismo que


preenche os espaços entre as células. Com a idade o ácido
hialurónico diminui, diminuindo também a hidratação e
elasticidade da pele, o que contribui para o surgimento de
rugas;

√ O ácido láctico ocorre naturalmente na pele humana, como


parte dos processos metabólicos sendo parcialmente
responsável pela manutenção do manto ácido da pele;
Dermatoses (aumento pH)
O pH da pele é ligeiramente inferior nos homens.
Para que o manto protector seja eficiente, deve haver um
funcionamento equilibrado das Glândulas Sebáceas , que é
medido pelo grau de acidez da Superfície da pele.
Quando a pele é oleosa apresenta um pH superior,
quando se encontra seca ou desidratada apresenta um pH
inferior.
Filme hidrolipídico

 A manutenção da integridade do filme hidrolipídico é de


primordial importância, porque desempenha funções
fundamentais para o equilíbrio fisiológico da pele:
◦ O seu pH ácido (4,2-5,6) tem uma acção fungistática e
bacteriostática;
◦ Regula a hidratação da camada córnea;
◦ Possui capacidade tampão;
◦ Evita proliferação de microorganismos patogénicos;
◦ Mantém o equilíbrio da camada córnea.
 Casos Práticos
 1- O que aconselha a
um jovem que se
dirige à farmácia
pedindo ajuda para
as borbulhas que não
param de crescer…
 2- Uma senhora com
cerca de 40 anos queixa-
se de uma
vascularização
exagerada na maças do
rosto e nariz… o que
aconselha?
 3- Uma jovem dirige-se
à farmácia, precisa de
um creme… sente a pele
a repuxar e com falta
de luminosidade.
Acrescenta que tem
uma pele sensível. O
que aconselha?
 4- Uma Senhora, com cerca de 55
anos dirige-se à área da
dermocosmética da vossa
farmácia e leva um produto de
limpeza para a pele acneica e um
gel creme hidratante. Olhando
para a pele da utente não seria o
mais indicado. Qual o seu
conselho?
 5- Uma utente com cerca de
30 anos pede um conselho de
dermocosmética. A pele é
mista com tendência a oleosa.
A senhora quer comprar todos
os produtos necessários para
cuidar a sua pele.
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano, 2018-19
Ana Paula Fonseca
Protecção Solar
• Energia que atinge a Terra:
– 48% - 56%: radiações infravermelhas
• Responsável pelo aquecimento da pele
• Fonte de calor com uma acção benéfica e agradável
• Colaboram na aparência corada numa primeira fase de
bronzeamento
• Podem originar telangiectasias
• Em combinação com as radiações UV contribui para o
fotoenvelhecimento - não é completamente inócua

– 39% - luz visível


• Penetra muito ligeiramente na pele
• Acção benéfica
Protecção Solar (cont.)

Comprimento de onda e energia x Capacidade de penetração na


penetração da radiação solar na pele das várias radiações
pele ultravioleta
• Energia que atinge a Terra: (cont.)
– 5% - espectro ultravioleta (UV)
• UVA – intensidade praticamente
constante durante todo o ano e
ao longo da vida; atravessam a
epiderme até às células
pigmentárias – processo de
melanogénese;

• UVB – provocadores de eritema;

• UVC – retidos principalmente


pela camada de ozono nas altas
camadas da atmosfera
Protecção Solar (cont.)

• Factores que condicionam o efeito das radiações sobre a pele


– Tipo de radiação
– Duração da exposição
– Intensidade das radiações
– Difusão das radiações e efeitos de reflexão segundo o tipo
de superfície
– Tipo de pele – fototipo

• Noção de Fototipo
• A pele está agrupada em 6 tipos diferentes, de acordo com a
sensibilidade às radiações solares
Protecção Solar (cont.)
Noção de Fototipo (cont.)

• Fototipo 1
– Queima rapidamente
– Raramente bronzeia
– Indivíduos de pele clara, olhos azuis ou
verdes e cabelos loiros ou ruivos

• Fototipo 2
– Queima rapidamente
– Bronzeia ligeiramente
– Indivíduos de pele clara, olhos azuis ou
verdes e cabelos loiros ou castanhos
Protecção Solar (cont.)
Noção de Fototipo (cont.)

• Fototipo 3
– Queima ocasionalmente
– Nível de bronzeamento: entre médio e alto
– Indivíduos de pele clara, com olhos castanhos
ou verdes e cabelo castanho ou preto

• Fototipo 4
– Raramente queima
– Nível de boronzeamento profundo e rápido
– Indivíduos de pele mate, com olhos castanhos
e cabelo castanho ou preto
Protecção Solar (cont.)
Noção de Fototipo (cont.)

• Fototipo 5
– Raramente queima
– Bronzeamento rápido e intenso
– Indivíduos com pele morena, cabelos e
olhos castanhos escuros ou pretos

• Fototipo 6
– Raramente queima
– Bronzeamento rápido e intenso
– Indivíduos com pele fortemente
pigmentada, cabelos e olhos pretos
Protecção Solar (cont.)
Noção de Fototipo (cont.)

• Classificação alternativa
– Grupo 1
• “insensíveis” às radiações
• Indivíduos com boa pigmentação e adequada
adaptação à luz solar

– Grupo 2
• “sensíveis” às radiações
• Adaptação deficiente à luz solar
• Não têm a pigmentação adequada
Protecção Solar (cont.)
Noção de Fototipo (cont.)

• Classificação alternativa (cont.)


– Grupo 3
• “com anomalias dermatológicas”
• Portadores de dermatoses cujos sintomas se agravam
por exposição à luz solar

Comportamento da pele perante as radiações é muito


diversificado;
Eritema – pode surgir nas 4 horas iniciais de exposição
solar; máximo de actividade nas primeiras 16 horas
seguintes, podendo persistir durante 2 ou mais dias
Protecção Solar (cont.)

• Efeitos das radiações solares


• Efeitos benéficos
– Estimulação da circulação sanguínea periférica
– Aumento da produção da Vitamina D – prevenção e
tratamento do raquitismo
– Diminuição da quantidade circulante de melatonina
– Funções terapêuticas na prevenção de algumas afecções
cutâneas e no tratamento de dermatoses de carácter
recidivo
– Acção germicida dos UV sobre a superfície cutânea
Protecção Solar (cont.)
Efeitos das Radiações Solares (Cont.)

• Efeitos nocivos
– A curto prazo
• Eritema de 1º grau
• Eritema de 2º grau
• Eritema de 3º grau
• Eritema de 4º grau
• Insolação ou “golpe de calor”

– A longo prazo
• Helioderma – alterações degenerativas do tecido
conjuntivo da derme
Protecção Solar (cont.)
Efeitos das Radiações Solares (Cont.)

• Efeitos nocivos (cont.)


– A longo prazo (cont.)
• Helidoerma (cont.)
 Elastose dérmica

 Flacidez e falta de elasticidade

 Forte secura cutânea

 Hiperqueratose, hiperpigmentação

 Lesões pré malignas e malignas

• Fotocarcinogénese
 Epitelioma basocelular
Protecção Solar (cont.)
Efeitos das Radiações Solares (Cont.)

• Efeitos nocivos (cont.)


– A longo prazo (cont.)
• Fotocarcinogénese (cont.)
 Epitelioma espinocelular

 Melanoma maligno

Representação de vários tipo de sinais da pele.


Protecção Solar (cont.)
Efeitos das Radiações Solares (Cont.)

• Efeitos nocivos (cont.)


– A longo prazo (cont.)
• Causa directa de algumas doenças cutâneas e
agravamento de outras já existentes
• Medicamentos
 Fototoxicidade – eritema mais ou menos doloroso,
dependente da dose e da quantidade de radiação

 Fotoalergia – erupção tipo eczema ou urticária,


geralmente tardia e independente da dose e do
tempo de exposição
Protecção Solar (cont.)
Efeitos das Radiações Solares (Cont.)

Exemplos de medicamentos que podem induzir reacções de


fotossensibilidade
Grupo /Subgrupo Farmacoterapêutico Exemplos de Medicamentos

AINEs Cetoprofeno

Antibacterianos Doxiciclina, Minociclina

Costicosteroides Betametasona, Hidrocortisona

Antineoplásicos Hidroxiureia, 5-fluorouracilo

Diuréticos Indapamida, Clorotalidona

Antidepressivos Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina

Hormonas Danazol, Carbimazol


Protecção Solar (cont.)

• Bronzeamento
– A acção da radiação sobre a pele depende de:
• Dose de fotões receptados
• Capacidade que a pele tem de se proteger

– Eritema Minimamente Perceptível (MEP) – a energia


associada a um λ durante o tempo de exposição
corresponde à Dose Mínima Eritematosa (MED ou DEM)

dose eritematogénica linear – necessária para produzir


eritema primeiro efeito das radiações solares
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Bronzeamento (cont.)
– Reacção de protecção do organismo
– Escurecimento da pele devido ao aparecimento de
pigmentação
– Tipos
• Pigmentação imediata – devida à oxidação das
moléculas percursoras da melanina pelas radiações UVB
• Pigmentação retardada ou indirecta – tanto mais
intensa quanto maior for a exposição aos UVA
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar
– Protecção natural
• Formação de melanina
• Camada córnea
• Manto piloso
• FHL
• Activação dos sistemas endógenos de desactivadores de
radicais livres e presença de carotenóides
• Sistemas de reparação de DNA e tecidos
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros Solares
• Características gerais
 Fixar-se na camada córnea sem penetrar na corrente
sanguínea
 Resistir à água e à transpiração

 Ser estável à luz e ao calor

 Possuir boa conservação

 Possuir total inocuidade geral e cutânea

 Adsorver todas as radiações nocivas, não as


deixando atingir as células epidérmicas vivas
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros Solares
• Filtros físicos ou ecrãs solares
• Filtros químicos

• Filtros físicos
 Substâncias minerais micronizadas em forma de
suspensão
 Opacas e inertes
 Asseguram a fotoprotecção devido à sua grande
opacidade e poder de reflexão da radiação
 Impedem o fenómeno de Meirowsky
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares
• Filtros físicos (cont.)
 Protegem contra reacções de fotosensibilização

 Eficazes contra radiações UVA, UVB e visível

• Filtros químicos
 Absorvem a radiação transformando-a num tipo de
energia não lesiva para a pele
 Compostos com 1 ou 2 grupos benzóicos
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Filtros químicos (cont.)
• Eficazes contra radiações UVB
 Ácido Paraminobenzóico (PABA) e derivados ésteres
 Primeiro filtro solar patenteado (PABA)
 Penetram na camada córnea
 Podem provocar dermatites e fotodermatoses

 Cinamatos
 Não penetram na camada córnea
 Eficácia dependente da aderência do veículo à
pele
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Filtros químicos (cont.)
• Eficazes contra radiações UVB (cont.)
 Salicilatos

 Perdem rapidamente a actividade em contacto


com a luz solar
 Usados em concentrações elevadas
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Filtros químicos (cont.)
• Eficazes contra radiações UVA + UVB
 Benzofenonas

 Filtros de largo espectro

 Derivados: oxibenzonas e dioxibenzonas

 Dibenzoilmetanos
 Muito boa tolerância
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Filtros químicos (cont.)
• Eficazes contra radiações UVA
 Derivados da cânfora

 Estáveis ao sol e em contacto com o ar

 Lipossolúveis

 Antranilatos
 Mancham frequentemente o vestuário
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Filtros químicos (cont.)
• Melanina de origem natural
 Obtida a partir de espécies marinhas

 Efeito antioxidante nos radicais livres

 Actividade filtrante pouco significativa

• Factores que condicionam a eficácia de um produto


solar
 Escolha do filtro solar e sua concentração
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Factores que condicionam a eficácia de um produto
solar (cont.)
 Possível adição de uma substância barreira
 Facilidade de espalhamento
 Constituição de película protectora
 Tipo de excipiente usado

• Características gerais dos excipientes:


 Favorecer a solubilidade do filtro
 Permitir a aplicação contínua e fluida
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Características gerais dos excipientes (cont.)
 Compatibilidade com a pele e suas secreções

 Não ser irritante e isento de efeitos tóxicos

 Persistência do efeito protector sobre a pele

• Métodos de medição da eficácia dos protectores solares


 Coeficiente de Protecção (CP) – razão entre a DEM
da pele protegida e a DEM da pele não protegida
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares(cont.)
• Métodos de medição da eficácia dos protectores solares
(cont.)
 CP (cont.)

 Visa na maioria dos casos apenas a protecção


em relação aos raios UVB
 A quantificação da protecção do UVA pode ser
realizada através de medida do eritema
provocado por aplicação de alta dose desta
radiação na pele ou da pigmentação imediata ou
induzida na pele por UVA
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)
• Protecção Solar (cont.)
– Filtros solares (cont.)
• Métodos de medição da eficácia dos protectores solares
(cont.)
 Método Colipa
 Sun Protection Factor Test (SPF) – relação calculada a
partir das energias necessárias para induzir uma
resposta eritematosa na pele, com ou sem protector
solar, tendo normalmente uma fonte artificial de
radiação de UV

 Colipa SPF test method – método de laboratório que


emprega uma fonte artificial de radiações UV; uma
série de respostas referentes a uma reacção
eritematosa é induzida num número limitado de
locais da pele
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros Solares (cont.)
• Métodos de medição da eficácia dos protectores solares
(cont.)
 CP (cont.)

 O índice de protecção usado deverá ser de


acordo com o fototipo e com o quadro de
valores do método Colipa

• Parâmetros de relevância para a escolha do protector


solar
 Local do corpo a que se destina o produto
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Filtros solares (cont.)
• Parâmetros de relevância para a escolha do protector
solar (cont.)
 Presença de sinais, deficiências de pigmentação,
manchas, áreas de cicatrização recente
 Alergias ao sol

 Duração da exposição ao sol

 Idade da pessoa

 Local geográfico
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

Valor indicativo aproximado do índice de protecção a escolher,


conforme o fotótipo da pele, para uma exposição de uma hora, no
Verão, na praia, à nossa latitude
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Formas de apresentação dos produtos solares
• Soluções
 Hidroalcoólicas – em desuso
 Oleosas – constituídas por um óleo, onde está
solubilizado um ou mais filtros e um perfume –
aplicação em todo o corpo

• Emulsões
 Leites/geles - corpo
 Sticks – lábios
 Cremes - rosto
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Formulações after - sun
• Objectivo – rehidratar a pele
• Preparações
 Elevado teor em água
 Calmantes e descongestionantes
 Refrescantes
 Adstringentes e anti - sépticos
 Anti – inflamatórios
 Extractos vegetais, com propriedades
descongestionantes, cicatrizantes e emolientes
 Anestésicos locais
 Acção regeneradora
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Bronzeadores sem sol
• Formulações que incorporam p.a. com capacidade de
promover o escurecimento da pele, sem qualquer
eficácia na protecção sobre as agressões das radiações
UV
• Dihidroxicetona e α - hidroximetilcetónicos – reagem
com os radicais livres de compostos aminados

aminoaldeídos

melanoidina
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Bronzeadores sem sol (cont.)
• Pigmentação produzida não é persistente apesar de se
desenvolver rapidamente
• Os bons resultados da aplicação destes produtos
dependem de:
 Ter a pele limpa e lisa

 Espalhar muito bem o produto, evitando deixar


aglomerações ou zonas sem produto que podem
resultar em manchas
 Evitar a exposição solar sem um protector solar
Protecção Solar (cont.)
Filtros Solares (cont.)

• Protecção Solar (cont.)


– Pré - bronzeadores
• Possuem um percursor da melanina
• Formulações com boa capacidade de penetração na
pele – fornecem à pele maior quantidade de “matérias
– primas” para a síntese se melanina
• Na presença do sol será mais fácil e rápido atingir uma
melhor autoprotecção e também uma coloração
“bronzeada” relativamente homogénea
• Devem aplicar-se alguns dias antes da exposição solar
ou durante os primeiros dias de exposição, mas não
dispensam os protectores solares
Acne e
rosácea

Vera Galinha
Acne
• Alteração dermatológica (Dermatose inflamatória)

• 85% população entre 12-24 anos

• 12% mulheres e 3% homens continuam até aos 45anos

• Intensidade e duração variável

• Mais grave no sexo masculino

• Localização: Rosto, costas e porção anterior do tórax


Fatores intervêm na patologia:

Hiperseborreia: Excesso de secreção


sebácea

Hiperqueratinização: Proliferação
dos queratinócitos

Colonização bacteriana:
Colonização principalmente por
Propoinibacterium acnes, Pityrosporum ovale,
Staphylococcus epidermis, que promovem a
lipólise dos triglicéridos e do sebo em AG livres.

Inflamação
Acne - Características

• Lesões não inflamatórias:


comedões fechados
(brancos) e abertos (pontos
pretos).

• Lesões inflamatórias:
pápulas, pústulas e nódulos.
Acne - Fisiopatologia

Puberdade

Estimulação de hormonas androgénias

Desenvolvimento das unidades pilossebáceas


Fatores desencadeantes
• Medicamentos;

• Agentes tópicos (acne cosmético);

• Manipulação manual (acne escoriada);

• Fatores ambientais;

• Stresse;
Tipos e Graus de Acne
• Acne não inflamatória: sem sinais inflamatórios, quando
apresenta somente comedões.

• Acne inflamatória: com inflamação, pápulas e pústulas.


Tipos e Graus de Acne

Pontos brancos Pontos negros Pápulas Pústulas Nódulos Quistos


Tipos e Graus de Acne
Acne Comedónica-Grau I
• Caracteriza-se pela presença de comedões, porém a
existência de algumas pápulas e raras pústulas;

• Existem 3 tipos de comedões:


– Microcomedão
– Comedão fechado
– Comedão aberto
Tipos e Graus de Acne
Acne Pápulo-Pustulosa-Grau II:
• Caracteriza-se pela presença de comedões, pápulas
eritematosas (avermelhadas) e pústulas.

• O quadro tem intensidade


variável, desde poucas lesões até
numerosas, com inflamação bem
intensa.
Tipos e Graus de Acne
Acne Nódulo-Cística - Grau III:
• Há comedões, pápulas e pústulas.
• Devido à rutura da parede folicular,
há reação inflamatória que atinge a
profundidade do folículo até ao pêlo,
formando nódulos furunculóides, com
formação de pus – quistos.
Tipos e Graus de Acne
Acne Conglobata - Grau IV:
• Forma grave de acne;
• Ao quadro anterior, associam-se nódulos
purulentos numerosos e grandes, formando
abcessos e fístulas que drenam pus.

• Acomete geralmente a face, pescoço,


faces anterior e posterior do tórax.
Acne Cosmético
Diagnóstico diferencial
Acne comedónica
Milia Pequenas pápulas esbranquiçadas
na face, assintomáticas com
localização peri-ocular.
Ceratose/hipercerat Micropápulas foliculares na nas
ose folicular faces lateais do rosto e também na
face externa dos braços.

Verrugas planas Pápulas verruciformes aplanadas


de tonalidade amarelo-
acastanhado dispersas na face

Molusco contagioso Pequenas pápulas dispersas com


centro umbilizado

Siringomas Pápulas lisas da cor da pele ou


amareladas, localizando-se
referencialmente nas pálpebras
inferiores.
Diagnóstico diferencial
Acne compápulo-pustulosa
Pequenas pápulo-pústulas, limitadas à zona da
Foliculite Gram - barba, sem sintomatologia geral

Pápulo-pústulas foliculares, habitualmente na


Foliculite zona da barba, com maior componente
estafilocócica inflamatório e dolorosas.
Pápulo-pústulas foliculares, por vezes de grande
Foliculite por dimensão, predominantemente no mento e lábio
fungos superior, geralmente indolor.
Desencadeada por alguns medicamentos
Acne iatrogénica (corticoides tópicos/orais, vitamina B12,
(medicamentosa) isoniazida). Aparecimento súbito de lesões
inflamatórias
Pequenas pápulas eritematosas, por vezes
Dermatite micropústulas, com incidência preferencial na
perioral região perioral.
Pequenas pápulo-pústulas inflamatórias, que
Rosáces/rosácea atingem nariz, região malar e mento, surgem sobre
esteróide fundo eritematoso, telangiectásico, mais nas
mulheres, e sem comedões.
Acne - Tratamento
• Corrigir a queratinização folicular anormal;

• Diminuir a produção sebácea;

• Controlar a população bacteriana;

• Combater a inflamação;
Acne – Tratamento (Oral)
• Antibióticos (tetraciclinas, macrólidos)

• Tratamento hormonal

• Retinóides (Isotretinoína)

• Alimentação
Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
– Reduz diferenciação sebácea, diminuindo tamanho da
glândula e a sua capacidade de produzir sebo;
– Normaliza a queratinização folicular reduzindo formação
de novos comedões;
– Diminui colonização por P. acnes por modificação do
habitat do folículo
– Atividade anti-inflamatória.
Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
– Dose 0.5-0.7 mg/Kg/dia, tomas repartidas pós-prandiais;
– 6 – 8 meses de tratamento;
– Altamente eficaz, ATENÇÃO pode agravar lesões
inicialmente;
– Benefício clínico 2 a 3 meses;
– Associação de tt tópico (evitar peróxido benzoílo,
retinoides tópicos);
Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
Efeitos Adversos
• Ressecamento da pele, membranas e mucosas, com fragilidade
epidérmica – COSMÉTICA;

• Fotossensibilidade – COSMÉTICA;

• Redução espessura do cabelo

• Mialgias e artralgias

• Distúrbios psiquiátricos – Interrupção tratamento

• Distúrbios visuais (redução visão noturna) – Interrupção tratamento

• Cefaleias – aumento pressão craniana – Interrupção tratamento


Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
Interações
• Vitamina A e outros retinoides

• Tetraciclinas

• Contracetivo oral progestativo

• Corticóides sistémicos
Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
Precauções e contraindicação
• Teratogénica - Contraceção eficaz durante pelo menos 1 mês
antes do tratamento oral, durante o tratamento e pelo menos 1
mês após a suspensão
– Formulário de “Consentimento Informado”

• Aleitamento

• História familiar de hipertrigliceridémia

• Doenças mentais: depressão ou psicose


Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
Programa de Prevenção da Gravidez (PPG)
– Compreende as seguintes medidas a cumprir:
• A doente possui uma forma de acne grave;
• A doente tem conhecimento do risco de teratogenicidade;
• A doente compreende a necessidade de um acompanhamento médico rigoroso, todos os meses;
• A doente compreende e aceita fazer contraceção eficaz, sem interrupção, um mês antes do início
do tratamento, durante o tratamento e no mês que se segue à sua conclusão.
• Deve ser utilizado pelo menos um método contracetivo eficaz, mas de preferência dois métodos
complementares eficazes, incluindo um método de barreira;
• A doente deve seguir todas as recomendações de contraceção eficaz, mesmo se for amenorreica
(sem menstruação);
• A doente deverá ser capaz de cumprir rigorosamente as medidas contracetivas eficazes;
• A doente conhece e compreende as potenciais consequências de uma gravidez e a necessidade de
consultar imediatamente o médico, se houver risco de gravidez;
• A doente compreende a necessidade e aceita submeter-se a um teste de gravidez antes do início,
durante e nas cinco semanas seguintes à conclusão do tratamento;
• A doente compreende os riscos e as precauções necessárias associadas ao uso de isotretinoína.
Acne – Tratamento (Oral)
• Retinóides (Isotretinoína)
Condições de prescrição
– Realização teste de gravidez no decurso da 1ª consulta
– Nas consultas de acompanhamento: teste de gravidez todos os meses
– Consultas de acompanhamento com um intervalo de 28 dias
– Final do tratamento: para excluir a possibilidade de estar grávida, deve fazer
um teste de gravidez 5 semanas após ter terminado o tratamento
– Quantidade de cápsulas suficiente para 30 dias de tratamento
– Doente também tem um prazo máximo de 7 dias após a prescrição médica
para comprar o medicamento
– Análises sanguíneas no início do tratamento, um mês após o início e depois,
em intervalos de três meses
Acne – Tratamento (Tópico)
• Nenhum anti-acneico tópico cobre eficazmente todos os aspetos da
fisiopatologia da acne – combinação.

• Prescrição: retinóides, antibióticos e peróxido de benzoílo (MNSRM


50 mg/g).

• Produtos com ácidos azelaico (MNSRM), glicólico ou salicílico têm


eficácia limitada – utilizados nas fases de manutenção ou como
adjuvantes dos anti-acneicos de 1ª linha.

• Dermocosmética deve ser considerada como coadjuvante e para


controlo dos efeitos adversos das terapêuticas tópicas e/ou
sistémicas.
Acne – Tratamento (Tópico)
• Queratolíticos: retinóides, ácido azelaico, AHA, BHA

• Anti – microbianos: AB tópicos, Bardana (Arctium lappa),


Piritionato de zinco, Peróxido de Benzoílo

• Adsorventes: argilas e sais de alumínio

• Anti-inflamatórios: sais de zinco


Acne – Tratamento (Tópico)
• Retinóides – (Iso)Tretinoína, Adapaleno

– Normalização da hiperqueratinização – inibição


comedogénese;

– Propriedades anti-inflamatórias – atenção início de tratamento;

– Aumento penetração outros medicamentos

– Uso continuado – manutenção remissão

– Retinol - cosmética
Acne – Tratamento (Tópico)
• Retinóides – (Iso)Tretinoína, Adapaleno

– 1ª linha em todas as formas de acne leve a moderado;

– Eficácia similar entre retinoides;

– Potencialmente irritante:
• Aplicação à noite;
• 30 min depois de lavar o rosto (suave)
• Se irritação maior: 2 semanas alternado
• Eritema, descamação ou ardor – interrupção até melhoria e retoma.
Acne – Tratamento (Tópico)
• Retinóides – (Iso)Tretinoína, Adapaleno

– Tretinoína
• Creme: 0,05%

– Isotretinoína
• Gel: 0,05%

– Adapaleno
• Gel e creme: 0,1%
Acne – Tratamento (Tópico)
• Antimicrobianos – Peróxido de Benzoílo
• Ação antimicrobiana com eficácia equivalente aos AB tópicos, com
ligeira ação comedolítica;

• Não desenvolvimento de resistências;

• Associação com AB tópicos com retinoides tópicos;

• Pode causar dermatite contacto irritativa ou alérgica, descoloração


da roupa e cabelo.

• Liquido e Gel – 5% (MNSRM) e 10%


Acne – Tratamento (Tópico)
Acne – Tratamento

Não significa sequência de tratamento, mas sim opções de tratamento


Acne - Limpeza
• Limpar de forma suave, eliminando todas as impurezas, e
o excesso de sebo, sem irritar a pele.

• Limpeza águas micelares, espumas para tirar com água


ou hidrogeles.
Acne - Hidratação
• Creme ou gel sebo regulador, matificante, hidratante,
regenerador e protetor, sem poder comedogénico.

• Preferir emulsões O/A que contenham substâncias sebo-


reguladoras, ou hidrogeles.

• Quando existe irritação ou secura cutânea devido aos


tratamentos, compensar estes efeitos com substâncias anti
irritantes, calmantes e hidratantes.
Acne - Hidratação
• Cremes hidratantes “oil free” e sebo reguladores

• Cremes matificantes – retirar o excesso de brilho

• Cremes Reestruturantes (terapêutica oral)


Acne – Hidratação
Poder comedogénico e irritação
Grau (0-5)
Matéria-Prima
Comedogenicidade Irritação
Álcool de lanolina acetil 4
Lanolina anidra 0-1
Ácido esteárico 2-3 0
Ácido láurico 4 1
Miristato de isopropilo 5 3
Álcool cetílico 2 2
Propilenoglicol, Sorbitol, Glicerina, Polisorbato 20/80 0 0
Caulino 0 0
Talco 1 0
Óleo de amêndoas, azeitona, alperce 1-2 0
Óleo de abacate 2-3 0
Esqualeno 1 0
Simeticone, Dimeticone 1 0
Ciclometicone 0 0
Acne - Complementos
• Máscaras hidratantes: atenção aos componentes
comedogénicos

• Máscaras absorventes

• Esfoliantes (!!)

• Canetas para cuidados pontuais

• Proteção solar “oil free”


Acne – Ativos cosméticos
Queratolíticos
Retinol, retinal, retinaldeído AHA
BHA
Anti-microbianos
Bardana Piritionato de zinco
Sais de cobre
Seborreguladores
Aloé Alecrim
Algas marinhas Hamamelis
Adsorventes
Argilas Caulino
Sais de alumínio
Anti-inflamatórios
Sais de zinco Alfa-bisabolol (extrato de camomila)
Ácido glicirrízico
Rosácea
Rosácea
• Também designada de Couperose
• Dermatose inflamatória de evolução crónica
• Vermelhidão, pequenas borbulhas e rutura dos vasos sanguíneos,
geralmente na zona central do rosto
• Pele sensível que, em determinadas situações reagem de forma
exuberante, onde uma pele normal não reagiria
• Sinal de sensibilidade cutânea
• Apresenta-se normalmente na idade adulta
• Mais frequente em pessoas de tez clara

Caso particular de uma pele sensível e


intolerante
Rosácea – Características
• Pele que repuxa, com sensação de prurido e de queimaduras

• Sensações e picadas, calor, desconforto, com vermelhidão


muitas vezes constante

• Eritrose permanente que atinge as zonas concavas da face


(nariz, maças do rosto, queixo e testa)

• Com ou sem telangiectasias (pequenos vasos dilatados)

• Atinge sobretudo as mulheres

• Manifesta-se de forma bilateral e simétrica


Rosácea – Características
• Espessamento da pele, particularmente à volta do nariz
• Rinofima
Rosácea – Cuidados gerais
• Evitar a ruborização ou vermelhidão:

– Temperaturas extremas como frio ou calor: sauna ou


banho quente (ruborização)
– Raios Ultravioletas: pacientes com rosácea devem evitar a
exposição ao sol
– Stress emocional: sentimentos como vergonha
ou raiva podem induzir a ruborização
Rosácea – Cuidados gerais
• Evitar a ruborização ou vermelhidão:
– Bebidas Alcoólicas: mesmo pequenas
quantidades de álcool induzem a
vasodilatação, que pode provocar
ruborização intensa

– Alimentos Condimentados: induzem a


ruborização associada à sudação

– Bebidas Quentes: induzem a ruborização


devido ao efeito do aumento da
temperatura do sangue
Rosácea – cuidados
cosméticos
• Limpeza
– Água tépida
– Produtos específicos, preferencialmente águas de limpeza micelares

• Hidratação
– Cremes O/A com activos específicos
– Propriedades que confiram uma maior protecção vascular da pele
– Propriedades descongestionantes e tonificantes dos vasos sanguíneos
– Não oclusivo
– EVITAR: produtos cosméticos que contenham álcool, mentol, hortelã-
pimenta, óleo de eucalipto, fragrâncias e bases oleosas
oclusivas/comedogénicas.
Rosácea – cuidados
cosméticos
• Ativos a utilizar (entre outros)

– Vasoconstritores: extrato de videira, castanha da índia

– Anti-inflamatórios: Sulfato de dextrano

– Calmantes: água termal, aveia, camomila, malva


Rosácea – cuidados
cosméticos
• Cuidados complementares
– Máscaras hidratantes: com ativos calmantes

– Proteção solar com elevado SPF

– Cremes com cor


TRABALHOS DE Vera Galinha

GRUPO
TEMAS A ESCOLHER
Fotoenvelhecimento;
Acne;
Frieiras;
Rosácea;
Urticária;
Dermatite Atópica;
Escaras;
Psoríase;
Queimaduras;
Dermatite de contacto;
Hiperpigmentação da pele;
Picadas de insetos;
Alopécia;
Alergias;
Molusco;
Pediculose;
Ptiriase
Fotossensibilidade;
Infeções fúngicas;
Celulite;
Fotoprotecção na infância;
Doença Venosa
AVALIAÇÃO
Conteúdo:
 Caracterização da Apresentação:
situação;  Apresentação com
Sinais e sintomas; duração máxima de 15
minutos;
Tratamento
dermatológico passível Resolução de um caso
de ser indicado; prático apresentado no
final da exposição e
Trabalho PDF com limite
resolvido por todos os
de 2500 palavras
elementos do grupo
TIPOS E ESTADOS Vera Galinha

DA PELE
TIPOS DE PELE

Classificação de acordo com a produção de SEBO

oIdade

oSituação geográfica

oEstado de saúde
TIPOS DE PELE
Pele Normal
• Não apresenta nem aspecto gorduroso nem seco
• Suave e firme ao tacto
• Poros visíveis a olho nu

Pele Seca
• Sensação de repuxamento após contacto com a água
• Baça, com tendência a desenvolver rídulas e a descamar
• Vênulas salientes nas maças do rosto

Pele Oleosa
• Brilho oleoso devido ao excesso de sebo
•Possível presença de pontos negros ou comedões

Pele Mista
• Produção excessiva de sebo na zona T
• Restante rosto normal ou com tendência à secura
TIPOS DE PELE - NORMAL

Fisiologia processa-se corretamente sem excessos


(água e sebo);

Oferece turgência;

Agradável ao tato;

Difícil encontrar pois tende para uma situação ideal;


CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS?
TIPOS DE PELE - SECA
Pele rugosa e ressequida;

Sensação de repuxamento;

Falta de elasticidade;

Estrato córneo comprometido;


CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS?
TIPOS DE PELE - OLEOSA
Pele brilhante e untuosa ao tacto;
Desenvolvimento ou atividade exagerada das glândulas
sebáceas, que produzem quantidades anormais de sebo:
•Problemas genéticos
•Problemas hormonais
•Stress
•Agressões químicas
•Exposição aos raios UV
CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS?
TIPOS DE PELE - MISTA
T oleoso, com características semelhantes à pele oleosa

Restante superfície, deslipidada com tendência a ficar


seca e irritada.

Tratar 2 áreas distintas

Muito comum nos países mediterrâneos


RESUMINDO…
ESTADOS DE PELE
Classificação de acordo com a quantidade de
ÁGUA presente.
oIdade

oSituação geográfica

oEstado de saúde
ESTADOS DE PELE
Pele Desidratada
• Sensação de repuxamento
•Baça, por vezes prurido e impigens
• “Pele dos velhos”
• Possível intolerância ao sabão

Pele Hiperhidratada
• Rara
• Aspecto congestivo e túrgido
•Tendência para couperose
•Origem patológica ou medicamentosa
Pele Sensível
• Estado funcional reactivo (alterações climáticas e produtos tópicos)
• Hidratação diminuída
•Produção sebácea reduzida
• Sujeita a rosácea
CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS?
CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS?
ESTADOS DE PELE – PELE SENSÍVEL
Parâmetros Características
Espessura da pele Fina
Coloração Clara
Intensidade de fluxo sanguíneo Capilaridade superficial
Secreção sebo-sudorípara Diminuída
Sistema neurosensitivo Exacerbado
Sistema imunitário cutâneo Afetado - Alergenecidade
específico
ESTADOS DE PELE – PELE SENSÍVEL
Principais indicadores de superfície

Grau de hidratação Produção sebácea


diminuído reduzida

Emulsão hidrolipídica tem uma acção ineficaz


Protecção da epiderme é nula
ESTADOS DE PELE – PELE SENSÍVEL
Produtos para pele sensível
Acalmam, suavizam, fornecem conforto e bem estar;
Rezam o fluxo sanguíneo superficial (rosácea);
Protejam das agressões ambientais
Radiações UV
Poluição
Evitam a desidratação superficial
Não contenham irritantes ou alergénicos
Perfumes, corantes, conservantes
PONTOS A TER EM CONTA…
 Cor;
 Brilho, A visão e o toque
 Tacto, permitem-nos obter
 Espessura, alguma informação
 Vascularização, sobre a pele e detetar
 Grão de pele, irregularidades.
 Flexibilidade;
 Acidentes cutâneos
Limpeza e hidratação
Limpeza
 Base da dermofarmácia

 Sujidade da pele impede a penetração dos produtos


dermocosméticos

 Limpeza da pele deve ser feita de forma adequada


Limpeza
 Limpeza agressiva: altera o filme hidrolipídico e o pH da
pele originando alterações cutâneas

 A pele sã tolera bem os produtos de limpeza

 A pele sensível necessita de cuidados de higiene bem


adaptados
Limpeza
 Produtos adaptados às necessidades da pele

 Tensioativos – “ativos” de limpeza nos produtos

 Capacidade espumante

 Capacidade de limpeza

 Tolerância

 Limpeza diária Vs Limpeza pontual


Hidratação
 Papel fundamental na fisiologia da pele

 Responsável pelo aspeto saudável da pele

 Preventivos do envelhecimento cutâneo pela


manutenção do teor de água na derme

 Produtos adaptados às necessidades da pele

 Reparar reestruturar a barreira cutânea

 Restaurar o conforto
Hidratação
Tipo Função Exemplos
Silicones
Matérias primas destinadas a evitar ou atenuar o
ressecamento/desidratação da pele. Óleos vegetais
Emoliente
Vitamina E
Amaciam a pele.
Vitamina A

Matérias primas com propriedades higroscópicas, Glicerina


Humetante capazes de absorver água e “molhar” a superfície da Sorbitol
pele. Propilenoglicol
Matérias primas higroscópicas intracelulares. PCA-Na®
↓ Hidroviton®
Hidratante Aminoácidos
Intervêm no processo de reposição do teor de água
Ácido hialurónico
da pele de forma ativa, daí a diferença dos
emolientes e humectantes – passivos. Ureia
Hidratação – Novos conceitos
 BB cream – beauty balm, blemish balm ou blemish
base (bálsamo de beleza, bálsamo para imperfeições e
base para imperfeições)
 Integra sérum, hidratante, primer, base e filtro solar

 CC cream – Color Control cream ou Color Correcting


cream (Creme corretor)
 Integra o mesmo que os BB creams mas apresenta componentes
que reduzem a vermelhidão da pele ou manchas através de
particulas difusoras de luz.
Hidratação – Novos conceitos
 DD cream – Daily Defense Cream
 Contêm o mesmo que os CC creams, aos quais adicionaram
componentes anti-aging. Há também aqueles que integram
autobonzeador (rosto e corpo).
TIPOS DE PELE?

ESTADOS DE PELE?
Vera Galinha
CASOS PRÁTICOS

Vera Galinha
Casos práticos
 Para todos os casos apresentados refira:

 Perguntas a fazer;
 Sinais a avaliar;
 Tipo e estado de pele;

 Tipo de produtos a aconselhar (sem recorrer a


marcas)
Caso prático 1
Caso prático 1
 Gonçalo, 30 anos, dirige-se à farmácia para pedir ajuda
porque está “farto” de ouvir a namorada.

 Inicialmente,
ela “chateava-o” porque ele não tinha
cuidado nenhum com o rosto;

 Agora, desde que ele começou a dar mais atenção ao


rosto, ela diz que ele tem sempre a cara vermelha
Caso prático 2
Caso prático 2
Simone, é uma mulher de 35 anos, e dirige-se à farmácia para
pedir ajuda porque ultimamente o seu rosto apresenta um
aspecto estranho.
Utiliza o mesmo hidratante há já algum tempo mas nos
últimos dias tem uma sensação de ardor e até algum calor na
zona das maçãs do rosto e sente a pele mais seca do que é
habitual. Tem mantido a mesma rotina diária, à exceção de
ter mudado de emprego, o que não lhe parece que seja
motivo aparente para esta alteração cutânea.
Caso prático 3
Caso prático 3
 Margarida é uma senhora de 40 anos e dirige-se à farmácia
porque precisa de ajuda.

 Nunca aplicou qualquer tipo de creme no rosto, à exceção do


protector solar, quando vai à praia.

 Tem notado que a sua pele do rosto nos últimos tempos tem-
se apresentado diferente do habitual o que lhe tem trazido
algum desconforto. Apresenta um rosto com pouca
flexibilidade, muito sensível, com algumas rugas de expressão
e algumas manchas acastanhadas.
Caso prático 4
Caso prático 4
 Filipa tem 16 anos e vai à farmácia com a mãe porque já não
aguenta mais o “estado miserável” em que se encontra o seu
rosto

 De há um tempo para cá, a sua pele está cada vez pior. Cheia
de pontos negros e borbulhas que, segundo a mãe, ela volta
e meia gosta de andar a “espremer”

 Perante este cenário nenhuma das duas sabe o que fazer e


recorrem à ajuda de quem perceba do assunto
Caso prático 5
Caso prático 5

 Joana, 19 anos, dirige-se à farmácia para pedir ajudar porque


“não consegue dar conta da cara”. Ela refere que tinha muito
acne, mas que depois fez um tratamento com uns
comprimidos que lhe secaram a pele toda, o cabelo, as unhas.
 Nessa altura tinha imensos cremes em casa para tentar
controlar a situação. Mas depois do tratamento ter
terminado (há cerca de 6 meses), não tem borbulhas mas a
oleosidade mantem-se e ela está com receio de voltar tudo
ao mesmo
“A verdade é que continuo desconfortável e não
percebo porquê já que mantenho todos os cremes desde essa
altura.”
Caso prático 6
Caso prático 6

 André, tem 18 anos, e vai à farmácia pedir


aconselhamento para a sua pele. Ele está muito
triste porque tem uma pele “horrível, e diz que já
não sei o que hei de usar”. Ele apresenta uma pele
com um aspeto brilhante, com pontos negros e
alguns comedões e algumas pápulas na zona da
testa, do nariz e do queixo. Na zona das bochechas
a pele está um pouco baça e avermelhada.
Caso prático 6

 Quando questionado pelo profissional acerca dos seus


hábitos de higiene diária com a pele, ele refere que vai
experimentando todos os produtos que aparecem para
a acne na televisão, mas que raramente os utiliza até ao
fim porque depois secam a pele em demasia. Agora está
a utilizar um gel exfoliante diário para ver se consegue
remover todos os pontos negros, mas há uns dias tem
zonas no rosto que ficam muito vermelhas depois da
utilização do gel, e quando aplica o creme hidratante,
“um com argila, que dizem que faz bem”, sente uma
sensação de picadas, “assim como se fossem agulhas
muito fininhas” e não consegue tolerar nada nessa zona
Caso prático 7
Caso prático 7

 Gabriela, 39 anos, pede a ajuda para a situação


que a tem preocupado nos últimos tempos.
É reservada, não fala muito mas percebe-se
que o rosto e o aspeto que este apresenta a tem
incomodado.
Apresenta manchas acastanhadas em todo
rosto e a pele ligeiramente “abrilhantada”.
Caso prático 8
Caso prático 9
Caso prático 10
Caso prático 11
Caso prático 12
Caso prático 13
Caso prático 14
Caso prático 15
Rita, é uma rapariga de 22 anos, e dirige-se à farmácia
para pedir ajudar porque “não consegue dar conta da cara”.
Ela refere que na altura da adolescência sempre teve
muito acne, mas que depois fez um tratamento com uns
comprimidos que lhe secaram a pele toda, o cabelo, as
unhas… tudo secou. Nessa altura tinha imensos cremes em
casa para tentar controlar a situação. Mas depois do
tratamento ter terminado (há cerca de 1 ano), nunca mais
conseguiu controlar a situação. “A verdade é que borbulhas
nunca mais tive, mas continuo desconfortável”.
Caso prático 15

 Diga que questões deveria colocar à Rita, para melhor


entender o ser problema.

 Sinais referidos pela Rita: pele a repuxar depois de lavar, a


meio do dia, tem a pele a escamar mesmo utilizando um
creme hidratante, principalmente na zona das maças do
rosto que ficam vermelhas também. Indicaram uma
máscara hidratante que quando coloca (1 vez por semana)
pica muito, e acha que está a fazer alergia.
Caso prático 15

 Considerando que os produtos de limpeza e hidratação não


estavam adequados à situação da paciente, refira:

 Quais os produtos de limpeza diários e pontuais que a Rita


deveria utilizar

 Quais os produtos de hidratação diários e pontuais que a


Rita deveria utilizar.
Caso prático 16
Caso prático 16
Ingredientes ativos (Lista)
Ácido glicirrízico Anti-inflamatória, descongestionante e anti-edematosa
Ácido glicólico Queratolítico, queratoplástico
Ácido salícilico Queratolítico, queratoplástico
Alantoína Epitelizante, cicatrizante
Ceramidas Hidratante, emoliente
d-Pantenol Hidratante, humectante
Extrato de algas marinhas Suavizante, emoliente, remineralizante
Extrato glicólico de alecrim Antissético, refrescante, tonificante
Extrato glicólico de aveia Emoliente, suavizante
Anti-seborreico (seborregulador), anti-inflamatória, anti-
Extrato glicólico de Bardana
pruriginoso, fungicida.
Extrato glicólico de Broto de
Condicionador, emoliente, fonte de aminoácidos e hidratante.
Bambu
Extrato glicólico de Calêndula Cicatrizante, refrescante, anti-inflamatório, hidratante, emoliente
Extrato glicólico de maça Hidratante e remineralizante, antioxidante
Extrato glicólico de pepino Hidratante, emoliente, refrescante
Lactil® Fatores de hidratação natural, humectante
Manteiga de Manga Emoliente
Niacinamida (vitamina B3) Estabiliza a função barreira cutânea, anti-inflamatória
Óxido de zinco Absorvente, Anti-inflamatório
Piridoxina (Vitamina B6) Anti-seborreica (seborregulador)
Piritonato de zinco Antifúngico
Talco Absorvente
Ureia Queratolítico, queratoplástico
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano|2014-15

Ana Paula Fonseca


• Produto cosmético
- Qualquer substância ou preparação destinada a ser posta em
contacto com as diversas partes superficiais do corpo humano,
designadamente epiderme, sistemas piloso e capilar, unhas, lábios e
órgãos genitais externos, ou com os dentes e as mucosas bucais,
com a finalidade exclusiva ou principalmente, de os limpar,
perfumar, modificar o seu aspecto, proteger, manter em bom
estado ou de corrigir os odores corporais.
“Aquilo que há de mais profundo no Homem é a pele...”
(Paul Valery)

• Pela sua visibilidade, a pele é importante esteticamente


e fornece informações imediatas sobre a saúde geral do
nosso organismo.

• A boa hidratação da pele é uma condição fundamental


para o seu bom estado e longevidade.
• A pele contém 20% de toda a água contida no corpo
humano.

• Naturalmente protegida pelo manto hidrolipídico da pele,


a camada córnea trava o processo de evaporação.

• Hidratar bem a pele diariamente é um gesto essencial


para a sua saúde, beleza e conforto
• É muito importante diagnosticar o nível lipídico da pele,
por simples observação, para escolher o produto
indicado em cada caso.

• O nível lipídico depende, sobretudo, do funcionamento


das glândulas sebáceas que actuam junto aos folículos
pilosos.

• Pode-se classificar a pele em:


- Pele oleosa
- Pele normal
- Pele seca
- Pele mista
• Água termal

- Rica em oligoelementos e sais minerais

- Propriedades
• Hidratantes, anti-inflamatória, cicatrizante e suavizante:
- Composta por sais minerais similares ao factor de hidratação
natural (NMF);
- Composta por inúmeros oligoelementos, em particular o silício, o
manganésio, o cobre, o cálcio e o zinco.

- Isotonicidade
• Em perfeito equilíbrio com a pele, indicada para peles
sensíveis e reactivas.
• Água termal

- Indicações
• Após a desmaquilhagem
• Vermelhidão
• Irritações
• Eritema da fralda
• Prurido
• Golpes de sol
• Pele desidratada
• Pós-barbear
• Pós-cirurgia
• Pós-depilação
• No descongestionamento das pálpebras
• Como refrescante em viagem e no desporto, tanto no rosto
como no corpo
• Em complemento de tratamentos dermatológicos
• Água termal

- Compressas-rosto de água termal

Recomendado nos estados inflamatórios agudos: queimaduras,


vermelhidão difusa, acne severa, dermatites, pós-laser, pós-
peeling e dermoabrasão

• Após pulverizar o rosto, coloca-se uma compressa e deixa-se


estar em contacto com a pele aproximadamente 15 minutos.

• Durante este período, vai-se humedecendo a compressa, de


modo a nunca secar.

• Depois de se retirar a compressa aplica-se um creme


hidratante e suavizante.
• Água termal

- Pulverizar e deixar actuar.

- Não se deve limpar após a aplicação.

- Deve-se deixar secar a pele naturalmente.


• Cuidados básicos de higiene

- Ao limpar a pele, pretende-se eliminar a sujidade de origem


externa e produtos de degradação e descamação sem, no entanto,
agredir, respeitando o equilíbrio fisiológico.

- Qualquer que seja o tipo de pele, é indispensável, antes de mais,


um cuidado de limpeza não agressivo, pelo menos duas vezes ao dia,
sem friccionar a pele e escolhendo produtos sem álcool e de
preferência sem sabão com tensioactivos suaves para uma boa
tolerância para ter uma pele sã e resplandecente.

- Os produtos de limpeza não devem ser absorvidos pela pele, nem


devem conter substâncias irritantes. Devem ser fáceis de aplicar.
• Cuidados básicos de higiene

- Boa higiene da pele:

• Previne o aparecimento de muitas doenças de origem


microbiológica.

• Mantém o bom nível das trocas gasosas com o meio exterior e


o seu bom estado fisiológico.

• A pele do rosto deve ser limpa de poeiras, excessos lipídicos,


poluentes atmosféricos, maquilhagem,...
• Cuidados básicos de higiene

- A água do duche não é suficiente para a limpeza do rosto.

- As impurezas lipídicas não se dissolvem na água.

- Devem evitar-se os sabonetes comuns e os geles, preferindo os


pains, os leites e as loções específicas.
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de limpeza (eliminar a sujidade de origem externa e


produtos de degradação e descamação):
• Sabões e sabonetes
• Syndets e pains dermatológicos
• Óleos
• Água/loção desmaquilhante
• Leite desmaquilhante
• Creme de limpeza
• Geles de limpeza
• Máscara
• Esfoliantes
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de limpeza:
• Sabões e sabonetes - elevado poder desengordurante

Bases fortes Bases mais suaves

- Glicerina: propriedades hidratantes (amacia e lubrifica todo o tipo


de peles)

- Alcatrão: propriedades desinfectantes e anti-sépticas (psoríase,


eczemas, caspa, prurido, dermatites seborreicas,...)

- Enxofre :propriedades desinfectantes e anti-sépticas (seborreia,


acne, sarna, eczemas, irritações, alergias,...)
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de limpeza:
• Syndets e pains dermatológicos

Tensioactivos pouco agressivos + Adjuvantes gordos

• Óleos
Poder emoliente, empregue como adjuvante
Tensioactivos pouco agressivos
Indicados normalmente no banho de peles atópicas
• Cuidados básicos de higiene
- Produtos de limpeza:
• Água/loção desmaquilhante
(Emulsão O/A: peles oleosas)

Indicada para peles normais a oleosas


Não necessita enxaguamento
Isenta de álcool
Existe também em forma de toalhetes
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de limpeza:
• Leite desmaquilhante
(Emulsão A/O: peles secas)

Indicado para peles normais a secas


Necessita enxaguamento
Isento de álcool
Existe também em forma de toalhetes

• Creme de limpeza
Normalmente usados para o banho
• Cuidados básicos de higiene
- Produtos de limpeza:
• Geles de limpeza - Poder desengordurante
Recomendado para peles oleosas.
Podem ser usados quer para a higiene do rosto como para a
higiene do corpo.
Aplicado com massagens circulares sobre o rosto, previamente
molhado.
Necessita enxaguamento.
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de limpeza:
• Máscara
Limpeza em profundidade
Argilas com grande capacidade de adsorção de lípidos,
secreções sudoríparas e outro tipo de impurezas.

• Esfoliantes
Aceleram a descamação natural da epiderme.
Alisa o grão da pele.
É necessário ter cuidado na frequência (1 a 2 vezes por
semana) e no tempo de contacto.
Ideal antes da depilação ou da aplicação de um
autobronzeador.
(ácido salicílico e ácido glicólico)
• Cuidados básicos de higiene

- Produtos de tonificação (repor as propriedades correctas da


superfície cutânea e remover resíduos):
• Propriedades adstringentes, anti-sépticas e refrescantes

Completam a limpeza do rosto e protegem a pele deixando-a


flexível e suave.

Embebe-se a loção num algodão e passa-se por todo o rosto e


pescoço, de modo à pele ficar perfeitamente limpa e respirar
melhor.
• Cuidados diários de rosto e corpo

- A pele contém agentes higroscópicos que captam, armazenam e


fornecem a água necessária ao metabolismo das células vivas e à
plasticidade da pele.

- Estes agentes são constituídos por mucopolissacarídeos que


actuam como se fossem esponjas que só armazenam água (ácido
glucorónico, ácido idutrónico e galactose).

- Os sistemas de microvesículas podem conduzir água, o que torna


possível aumentar a penetração percutânea dos agentes
hidratantes, em particular, através de formulações com
microvesículas.
• Cuidados diários de rosto e corpo

- Nunca se deve esquecer estes gestos no dia a dia para o rosto e


corpo, uma vez que evitam as sensações de repuxar, de
desconforto e o aspecto de pele polida.

- Além disso, para manter uma pele jovem, estes cuidados são
fundamentais:
• Hidratar
• Nutrir
• Proteger
• Cuidados diários de rosto e corpo

- A pele do corpo está menos exposta aos factores climáticos e às


radiações UV do que a pele do rosto e é, em média, mais espessa.

- A pele do corpo resiste melhor à desidratação do que a pele do


rosto, contudo, está sujeita a desidratações diárias provocadas
pelo banho e necessita de uma reposição da película lipídica.

- O banho, ou melhor, os tensioactivos contidos nos geles ou


sabonetes removem todas as excreções, mas também removem o
filme lipídico que protege a pele da desidratação, pelo que se deve
ter cuidados após o banho.
• Cuidados diários de rosto e corpo

- Assim, os cuidados corporais quotidianos permitem manter, até


idades avançadas, uma pele mais saudável, macia e firme.

- Após o banho, deve repor-se alguma da gordura eliminada através


de um leite ou loção de corpo.

- Preserva-se, deste modo, a hidratação da pele, obrigando


igualmente a uma saudável massagem durante a aplicação, o que
activa a microcirculação sanguínea e linfática.

- Os sais de banho para usar no banho de imersão não têm funções


de limpeza. Destinam-se a baixar a dureza da água e a perfumá-la.
• Cuidados diários de rosto e corpo

- Hidratantes de rosto
Proporcionam diariamente conforto, elasticidade e
luminosidade

• Creme
Pele normal a seca

• Emulsão/fluído
Pele normal a mista

• Máscara hidratante
Acção hidratante profunda
Recomendada em peles muito desidratadas
• Cuidados diários de rosto e corpo

- Cremes nutritivos de rosto

Facilitam a penetração de substâncias


São menos agradáveis ao tacto
Normalmente são utilizados à noite
Usados preferencialmente em peles secas

• Cremes vitaminados
Vitaminas B6, C, H, PP
• Cremes de tratamento específico
Geleia real, anti-rugas, anti-manchas,...
• Cuidados diários de rosto e corpo

- Hidratantes corporais
• Leite/creme corporal
Hidratar, nutrir e regenerar a pele do corpo, deixando-a suave
e aveludada, após o banho.
Prevenir o envelhecimento.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele seca, muito seca e com tendência atópica

• A pele pode ter diferentes formas de secura:


- Securas fisiológicas (das crianças, dos idosos,...) que podem ser
moderadas ou severas.
- Securas devido a agressões (climatérias, químicas,...)
- Secura constitucional da atopia, que é acompanhada de
vermelhidão, sensação de repuxar e de prurido.

• Dependendo do grau de secura, aconselha-se um emoliente


para hidratar, nutrir, acalmar as irritações, evitar o
aparecimento de placas vermelhas, reestruturar a barreira
cutânea para que a pele recupere o seu equilíbrio.

• Um emoliente deve ser utilizado diariamente, pois a sua


regularidade é indispensável na obtenção de bons resultados.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele seca, muito seca e com tendência atópica

• Este tipo de peles são sensíveis, com falta de lípidos e,


normalmente, de água.

• Torna-se necessário reconstituir o filme hidrolipídico,


protegendo e nutrindo bem a pele.

• Pode perder, precocemente, elasticidade, firmeza e formar


rugas profundas se não for cuidada desde muito cedo (desde a
adolescência).

• A hidratação e a nutrição deste tipo de peles são muito


importantes e devem ser feitas quotidianamente.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele seca, muito seca e com tendência atópica

• Produtos recomendados:
- Fórmulas mais ricas em princípios activos,;
- Podem conter óleos nas formulações.

- Sulfato de cobre e zinco: asseptizante


- Glicerina: hidratante e suavizante
- Aveia: hidratante, emoliente, protectora e anti-irritante
- Cera de abelhas: emoliente
- Lípidos e esteróis vegetais: reforçam o filme hidrolipídico e a
função barreira cutânea
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• Normalmente a adolescência não passa invisível pela nossa


pele.

• 80% dos adolescentes “sofrem” com as inestéticas borbulhas


e pontos negros que teimam em marcar presença sempre que
se olham ao espelho.

• Geralmente, é uma fase passageira que, com a higiene e


cuidados adaptados, não deixará marcas e passará a ser uma
mera recordação da juventude.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• No entanto, se a situação se prolongar para além da puberdade


ou assumir proporções graves não se deve hesitar em
contactar um dermatologista.

• Dispondo de terapêuticas dermatológicas anti-acneicas,


associadas aos cuidados dermocosméticos, o médico encontra
uma resolução eficaz para o problema.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• As peles mistas têm zonas com características diferentes.

• Predominantemente a “zona T” é oleosa e o resto do rosto é


normal.

• A “zona T” apresenta brilho e normalmente contém borbulhas,


pontos negros e poros dilatados.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• As peles oleosas têm uma secreção lipídica abundante e essa


gordura dá um aspecto brilhante que permite distinguir este
tipo de pele facilmente.

• Este tipo de pele é propício à formação de pontos negros e


borbulhas mas, em geral, tem a vantagem de “envelhecer”
mais tarde.

• Os lípidos lubrificam e protegem os tecidos atrasando o


aparecimento das rugas.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• As peles oleosas tendem a tornar-se mistas ou mesmo secas


com o avançar da idade.

• Apesar de aumentar a longevidade da pele, o excesso de


gordura pode criar alguns incómodos (impurezas, brilhos,
borbulhas) que podem ser facilmente minimizados através de
produtos específicos, isentos de lípidos (oil free).
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• Neste tipo de peles, pretende-se:


- Corrigir a anormal dilatação dos poros com loções que incorporam
compostos adstringentes;
- Normalizar a secreção sebácea usando emulsões que estabeleçam
o equilíbrio entre ácidos gordos saturados e insaturados;
- Inibir a progressão da seborreia e a formação de comedões

• Deve evitar-se:
- Lavar o rosto com sabonetes demasiado agressivos, com
lipossolventes agressivos;
- Usar cremes A/O;
- Abusar da maquilhagem;
- Expor ao sol por períodos prolongados.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele mista a oleosa

• Produtos recomendados:
- Fórmulas oil free

- Gluconato de zinco: seboregulador, antibacteriano e asseptizante


- Sulfato de cobre: asseptizante
- Ácido glicólico: queratoregulador
- Piroctona olamina: anti-bacteriano
- AHA: queratolíticos
- Captadores esféricos: matificante
- Tensioactivos aniónicos suaves
•Cuidados específicos
- Cuidados da pele de bebés e crianças

• Dá-se prioridade ao facto de os produtos serem seguros e


agradáveis.

• Normalmente são hipoalergénicos, as texturas e os perfumes


são particularmente agradáveis e são muito práticos de
utilizar.

• A pele delicada do bebé necessita de uma atenção especial.

• É muito frequente as crianças apresentarem pele atópica.


• Cuidados específicos
- Cuidados da pele de bebés e crianças

• Muitas vezes observa-se o estado de secura cutânea no


recém-nascido e no bebé que apresenta dermatite atópica.

• Esta afecção é marcadamente pruriginosa.

• Contudo, em 80% dos casos observa-se um desaparecimento


espontâneo da dermatite atópica perto dos 3 anos de idade.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele de bebés e crianças

• A dermatite das fraldas é um dos problemas cutâneos mais


frequentes no primeiro ano de vida do bebé.

• Manifesta-se pelo aparecimento de irritação e/ou inflamação


da pele que está em contacto com a fralda e resulta da
fragilização da pele nesta zona devido ao contacto prolongado
e oclusivo da pele do bebé com a urina e as fezes.

• Creme barreira - deve aplicar-se em pequenas quantidades, na


pele perfeitamente limpa e seca, em cada muda de fralda.
Enriquecido em óleo de amêndoas doces e em glicerina,
hidratando a pele.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele de bebés e crianças

• A crosta láctea é uma forma de dermatite seborreica infantil,


comum nos bebés.

• Caracteriza-se pelo aparecimento de escamas oleosas e


amarelas e pequenas elevações semelhantes a borbulhas.

• Gel crosta láctea - deixa-se actuar 20 minutos antes do


banho.
Enriquecido em óleo de amêndoas doces, de modo a eliminar
mais facilmente a crosta láctea.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele de bebés e crianças

• Produtos recomendados:
- Produtos ricos em água termal
- Fórmulas com o menor n.º de princípios activos
- Sem perfume
- Sem corantes
- Sem álcool
- Sem parabenos
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele com vermelhidão

• A pele reage à mais pequena emoção, à mais pequena agressão:


repreensão ou cumprimento, golpes de calor ou de frio,
refeições muito condimentadas...

• Os finos vasos do rosto dilatam e aparece a vermelhidão


inestética.

• Atenção, por vezes trata-se de uma predisposição genética


que, associada a agressões repetidas, pode exacerbar-se.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele com vermelhidão

• Com o tempo esta vermelhidão pode tornar-se permanente.

• Deve proteger-se diariamente a pele...

• Produtos concebidos para normalizar a microcirculação


cutânea (princípios activos tonificantes e descongestionantes)
e colocar as peles sensíveis ao abrigo das agressões
climatéricas e do sol.
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele com vermelhidão

• Produtos recomendados:
- Produtos ricos em água termal

- Alantoína: calmante e hidratante


- Ginkgo biloba: descongestionante e reestruturante
- Sulfato de dextrano: descongestionante
- Manteiga de karité: hidratante
- Glicerina: hidratante
- Retinaldeído: dinamiza o metabolismo celular, provocando o
espessamento das camadas superiores da epiderme, tornando
assim menos visível a microcirculação cutânea
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele hiper-reactiva e intolerante

• As peles reactivas são peles com um limiar de tolerância


diminuído.

• Topos os tipos de pele podem ser reactivos ou intolerantes.

• Os factores de desencadeamento podem ser:


- Emoções
- Stress
- Álcool
- Tabaco
- Variações de temperatura
- Intolerância a determinadas substâncias
• Cuidados específicos
- Cuidados da pele hiper-reactiva e intolerante

• Produtos recomendados:
- Produtos que proporcionam um alívio imediato e normalizam o seu
limiar de tolerância para a tornar mais resistente face às
agressões exteriores.
- Sem perfume

- Alantoína: calmante e hidratante


- Manteiga de karité: hidratante
- Glicerina: hidratante
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-envelhecimento

• Ao longo dos anos, as rugas ficam mais profundas, a pele perde


a sua firmeza, o contorno do rosto fica menos harmonioso e o
pescoço menos tonificado.

• Estas marcas do tempo estão ligadas a uma diminuição das


fibras de colagénio e de elastina, e a um enfraquecimento da
substância fundamental da derme, verdadeiro tecido de
suporte da pele. Além de que a pele se torna gradualmente
mais seca.
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-envelhecimento

• Prevenir o aparecimento das rugas

• Corrigir as rugas e rídulas existentes

• Estimular o metabolismo celular

• Proteger das agressões quotidianas


• Cuidados específicos
- Cuidados anti-envelhecimento

• Produtos recomendados:
- Ácido láctico: estimula a produção de fibras de colagénio e
elastina
- Vitamina A, C e E: anti-oxidantes
- Ácido lipólico: anti-oxidante
- Ácido hialurónico: preenchimento das rugas
- AHA: queratolíticos
- Extracto de soja: menopausa
- Retinaldeído: dinamiza o metabolismo celular, provocando o
espessamento das camadas superiores da epiderme, tornando
assim menos visível a microcirculação cutânea
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-manchas

• As hiperpigmentações cutâneas localizadas sobre o rosto,


pescoço e decote estão frequentemente relacionadas com o
envelhecimento cutâneo e com as exposições solares que as
desencadeiam e agravam.

• O uso de despigmentantes na correcção das manchas


castanhas exige protecção solar da pele, dado que são muito
agressivos.
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-manchas

• Produtos recomendados:
- Ácido glicólico: queratoregulador
- Ácido retinóico:favorece a descamação (peeling)
- Ácido kójico: inibe a tirosinase (actuando directamente nos
melanócitos)
• Cuidados específicos
- Cuidados de pequenos problemas da pele no quotidiano

• Irritações, securas tão severas que provocam lesões na pele,


zonas com exsudados, picadelas, sensação de desconforto,
pele sujeita a espessamento (calosidades), entre outras
situações, podem ser desenvolvidas ao longo da vida devido à
exposição a diversas agressões.

• Há produtos dermatológicos que são soluções rápidas no dia a


dia para este tipo de problemas.

• Contudo, se os problemas persistirem torna-se imperativo


consultar o médico que lhe poderá prescrever em
complemento, um tratamento dermatológico.
• Cuidados específicos
- Cuidados de pequenos problemas da pele no quotidiano

• Produtos recomendados:
- Cobre e zinco: calmantes e asseptizantes (limitam a proliferação
bacteriana)
- Hidrocolóides: reparadores
• Cuidados específicos
- Cuidados isolantes e reparadores

• Produtos para esquecer as agressões sofridas na pele no dia a


dia, nomeadamente em mãos gretadas.

• Este tipo de produtos deve ser utilizado sempre sobre a pele


limpa e seca (após limpeza com um produto sem sabão e uma
secagem muito suave).

• A pele é sensível, está irritada ou mesmo lesada.

• Pretende-se limitar a proliferação dos microorganismos e


promover uma melhor reparação da pele.

• Bem regenerada, a pele retoma o seu papel protector e


recupera a sua integridade.
• Cuidados específicos
- Cuidados isolantes e reparadores

• Produtos recomendados:
- Unguentos: isolam, acalmam e reparam zonas gretadas com ou sem
rugosidades.

- Cremes barreira: (óxido de zinco na composição) usam-se como


preventivo ou cuidado reparador de irritações ou agressões:
» Detergentes
» Contacto com substâncias irritantes
» Ferramentas
» Contacto com água da piscina
» Fricção repetida de equipamentos de desporto
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-celulite

• Celulite (pele “casca de laranja”):

- Infiltração do tecido sub-cutâneo pela gordura, resultante de um


desequilíbrio entre o seu armazenamento, que aumenta, e a sua
eliminação, que diminui.
- Este processo é acompanhado frequentemente por uma retenção
de água e por uma microcirculação deficiente.
- Localiza-se com mais frequência nas nádegas, coxas, ancas e
ventre.
- Há produtos específicos para determinadas zonas:
» Celulite localizada no ventre - mais concentrado em agentes
adelgaçantes e promotores de firmeza.
» Retenção de água - melhorados com o método de massagem
que favorece a oxigenação da pele, tonificando-a e
devolvendo-lhe firmeza.
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-celulite

• Produtos recomendados:
- Cafeína e teofilina: favorecem a lipólise por actuação directa nas
membranas dos adipócitos onde se encontram os receptores
lipolíticos
- AHA: facilitam a penetração dos outros princípios activos
- Silício: reafirmante
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-estrias

• Estrias:
- Linhas cicatriciais que marcam a pele sobretudo ao nível do
ventre, peito e ancas.
- São o resultado de uma desorganização da rede das fibras de
colagénio e de uma ruptura das fibras elásticas da derme.
- Não surgem apenas durante a gravidez, podem surgir provocadas
por desequilíbrios hormonais na altura da puberdade e na
menopausa, associadas também ao síndrome pré-menstrual ou
ainda devido a variações abruptas de peso.
- Pretende-se prevenir o aparecimento das estrias e corrigir as já
existentes.
• Cuidados específicos
- Cuidados anti-estrias

• Produtos recomendados:
- Óleos de semente de girassol, de sésamo, de amêndoa, de noz de
macadamia, de jojoba,...: aumentam a elasticidade da pele
- Pro-vitamina B5: aumenta a resistência da pele às distensões
- Agentes esfoliantes: aceleram a renovação celular
• Há regiões do corpo que requerem cuidados especiais,
nomeadamente:

- Zonas orbiculares

- Lábios

- Mãos

- Pés
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Zonas orbiculares - zona muito sensível

• Cerca de três vezes mais fina que a pele da face.

• Poucas glândulas sebáceas, o que torna uma zona pouco


protegida da desidratação.

• Devido aos constantes movimentos oculares que originam


“dobras”, mais ou menos vincadas, surgem as rugas de
expressão.

• A zona abaixo das pálpebras tende, com a idade, a formar


papos.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Zonas orbiculares - zona muito sensível

• O congestionamento ocular, as olheiras e os papos podem


surgir devido a:
- Cansaço
- Noites mal dormidas
- Alimentação desequilibrada
- Tabaco
- Excesso de álcool
- Retenção de líquidos
- Stress
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Zonas orbiculares - zona muito sensível

• Produtos específicos para contorno de olhos:


- Produtos sujeitos a testes oftalmológicos que garantem
uma óptima tolerância mesmo nos olhos mais sensíveis e
nos utilizadores de lentes de contacto.
- Texturas leves e de rápida absorção.
- Com compostos não irritantes, que respeitem o pH
lacrimal.

• Aplicados sem fricção.


• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Lábios

• Zona de rápida regeneração

• Sujeita a agressões de origem diversa que promovem a


desidratação, que pode evoluir para gretas, muito incómodas.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Lábios

• Stick/bálsamo labial

• Reveste os lábios com um filme lipídico, nutrindo-os e


promovendo a reparação de lábios gretados, tornando-os
macios, suaves e com uma enorme sensação de conforto.

• Aveia com propriedades hidratantes, calmantes e protectoras.

• Sucralfato com propriedades reparadoras, ajudando na


cicatrização de fissuras, devolvendo a suavidade pretendida.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Mãos
• Estão quase sempre expostas ao meio exterior e podem lidar
com poluentes secos, líquidos agressivos, sol intenso, ar seco,
frio,...

• Estão sujeitas a uma desidratação repetida sempre que as


lavamos.

• A pele da palma das mãos é mais rica em glândulas sebáceas e


é mais espessa já que está sujeita a acções de maior atrito
mecânico.

• A resistência da pele das mãos contra estas agressões conta


com um aliado: um sistema vascular subdérmico mais
desenvolvido (nas mãos e nos pés) do que nas restantes partes
do corpo.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Mãos
• Se não tivermos cuidados especiais com as mãos, podemos
deixá-las envelhecer mais rapidamente que nós próprios.

• A pele das mãos pode enrugar, espessar, ganhar manchas


prematuras e mesmo gretar profundamente se não as
protegermos e cuidarmos.

• Os toalhetes perfumados para limpeza das mãos contêm,


habitualmente, álcool e são igualmente desidratantes.

• Cada lavagem das mãos devia ser seguida de uma hidratação


com um creme específico.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Mãos
• Os cremes específicos para as mãos devem ser bastante
hidratantes, nutritivos, protectores e não deixar um tacto
gorduroso.

• Um creme de mãos espalha-se do pulso para a ponta dos dedos


com uma massagem circular.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Mãos

• Creme de mãos

• Textura não oleosa permite aplicar várias vezes ao dia.


• Sucralfato com propriedades reparadoras, ajudando na
cicatrização de fissuras, devolvendo a suavidade pretendida.
• Regenera rapidamente a epiderme, tornando as mãos macias,
suaves e com uma enorme sensação de conforto.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Pés
• Os pés suportam o peso total do corpo.

• A pele da planta do pé é cinco vezes mais espessa que a pele


do rosto devido às robustas subcamadas córnea e descamante.

• O esforço muscular, as calosidades causadas pelos sapatos e a


desidratação frequente causam prejuízos na saúde e bem-
estar dos pés em geral e da sua pele em particular.

• A pele desidratada nos pés, em particular nas zonas


interdigitais, pode gretar provocando dores e eventuais
infecções.

• Quando, por exemplo nas férias, pomos os pés em contacto


com areia quente, água salgada ou clorada, agravamos ainda
mais a sua desidratação.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Pés
• Os cuidados com a higiene, conforto e beleza dos pés dispõem
já de muitos produtos específicos, embora para a lavagem se
aconselhem sabonetes ou geles suaves pouco alcalinos,
idênticos aos recomendados para o corpo.

• Estão sujeitos a inúmeras agressões que promovem a sua


desidratação.

• Pode ocorrer apenas desidratação, mas frequentemente estão


agregadas situações com gretas e calosidades.
• Regiões do corpo que requerem cuidados especiais:

- Pés

• Creme de pés

• Normalmente ricos em ureia e/ou ácido salicílico, com


propriedades queratolíticas, de modo a remover as células
mortas nas zonas hiperqueratósicas.
• Higiene íntima

• A menstruação, o uso de contraceptivos orais ou alterações


hormonais causadas pela gravidez podem modificar o equilíbrio
natural da mucosa vaginal.

• O uso diário ajuda a prevenir infecções e irritações,


proporcionando uma higiene íntima perfeita.

• Utilizam-se estes produtos diariamente como um sabonete


líquido, para uso externo.

• O pH do produto usado é importante:


- pH 5,5 (fisiológico) - mantém a acidez natural protectora da
mucosa vaginal, suavizando e respeitando o equilíbrio da flora
vaginal.
- pH 8 - recomenda-se na higiene das mucosas sensíveis, sujeitas a
irritações.
• Higiene íntima

• Produtos recomendados:
- Ácido láctico: presente na mucosa vaginal e contribui para o
equilíbrio do pH ideal.
- Glicerina: hidratante

- Hipoalergénicos
- Sem sabão (para não secar as mucosas)
- Perfume delicado

- Podem apresentar-se sob a forma de:


» Gel
» Fluido
» Toalhetes
• Desodorizantes vs anti-transpirantes

- Glândulas sudoríparas

• Écrinas - secreção transparente, rica em água, com estímulo


externo (temperatura corporal, ambiente, luz e stress) e sai
através dos poros.

• Apócrinas - associadas a folículos pilosos (mãos, pés, axilas e


couro cabeludo), a secreção não é transparente devido à
presença de substâncias odoríferas e lípidos.

- Disfunções na produção das glândulas sudoríparas:


• Hiperidrose - aumento da produção
• Hipoidrose - diminuição da produção
• Anidrose - ausência de produção
• Osmidrose - perspiração odorífera
• Desodorizantes vs anti-transpirantes

- Desodorizantes - produtos com características anti-


sépticas que impedem o desenvolvimento do odor,
impedindo a acção das bactérias no suor.

- Anti-transpirantes - produtos que auxiliam o processo de


eliminação do odor pela diminuição da transpiração.
• Contêm sais de alumínio (há estudos que os relacionam com o
aparecimento de cancro da mama)
• Desodorizantes vs anti-transpirantes

- Formas de apresentação:
• Roll-on
• Creme
• Aerossol
• Pó

- Sem álcool
- Creme não oleoso, que penetra rapidamente e não deixa
traços brancos sobre a pele.
• Cuidados diários para o homem

- A pele do homem é normalmente mais oleosa do que a da


mulher.

- No rosto, os homens têm uma zona particularmente oleosa,


zona T, que inclui a testa e desce pelo eixo do nariz.
• Cuidados diários para o homem
O barbear exige cuidados específicos, isentos de álcool:

- Espuma de barbear
• Suave e untuosa, acalma e amacia a pele.
Triclosan: desinfecta e limita o risco de infecção
α-Bisabol: evita a inflamação
Glicerina: amolece os pêlos e facilita o acto de barbear

- Gel/Creme de barbear
• Aconselhada a quem gosta de fazer a barba com pincel;
• Fórmula idêntica à espuma;
• Creme - peles secas
• Gel - peles oleosas
• Cuidados diários para o homem
O barbear exige cuidados específicos, isentos de álcool:

- Bálsamo/Fluído hidratante
• Cuidado de dia hidratante e suavizante indispensável à pele após o
barbear;
• Bálsamo - peles secas
• Fluído - peles mistas a oleosas
Pró-colagénio: regenera a pele
Vitaminas A e F: reestrutura e hidrata, confortando a pele
• Cuidados solares

- Os 10 mandamentos para aproveitar o melhor do sol:

• Aplicar o protector solar antes de sair de manhã e renovar


frequentemente a aplicação, sobretudo após cada banho
prolongado.

• Não se expor mais de 45 minutos por dia (20 minutos se a


temperatura for muito elevada) nas primeiras exposições
solares. Preferir uma exposição solar progressiva, sem
esquecer a aplicação de um protector solar.

• Evitar a exposição solar entre as 11h e as 16h, em que os raios


solares estão na intensidade máxima.
• Cuidados solares

- Os 10 mandamentos para aproveitar o melhor do sol:

• Durante os períodos de forte intensidade solar, não expor as


crianças com menos de 3 anos. Nas horas de fraca
intensidade, pode-se expô-las mas protegê-las com um índice
elevado a fim de preservar por mais tempo o seu património
solar.

• Não esquecer que fora da praia também estamos expostos a


golpes de sol (ex: passeios de biciceta, passeios a pé,...). Ter o
cuidado de usar sempre um protector solar.

• O aumento de altitude, a reflexão da radiação pela neve, pela


areia e pela água, incrementam a intensidade da radiação solar
a que está naturalmente sujeita.
• Cuidados solares

- Os 10 mandamentos para aproveitar o melhor do sol:

• Usar chapéu e óculos de sol com lentes homologadas, capazes


de filtrar as radiações UVA e UVB (marca CE). Proteger
também as crianças com uma t-shirt seca e opaca: uma t-shirt
molhada deixa passar os raios UV.

• Secar-se bem após cada banho. O efeito lupa das gotas


favorece os golpes de sol e diminui a eficácia dos protectores,
mesmo quando resistentes à água.

• Beber muita água e muitas vezes. O sol desidrata o nosso


corpo em profundidade. Tomar mais atenção, sobretudo, aos
idosos cuja sensação de sede é menor e às crianças cuja
necessidade de água é grande.

• Se constatar que um sinal muda de forma, de tamanho ou de


cor, consulte o seu dermatologista.
• Cuidados solares

- Fototipos:
• 0 - albinos
(Pessoas que sofrem de albinismo, ausência total do pigmento
melanina)
• I - ruivos com pele branca
(Possuem uma melanina particular, ficam vermelhos sem bronzear)
• II - louros, pele clara, olhos claros
(Tipo nórdico, ficam vermelhos mas adquirem um leve bronzeado)
• III - morenos claros
(Primeiro ficam vermelhos, depois bronzeiam bem)
• IV - morenos
(Mediterrâneos, mestiços: bronzeiam e normalmente não ficam
vermelhos)
• V - negros
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:

Protecção UVA e UVB equilibrada e estável


(UVA reflectidos e absorvidos)
(neutralização dos radicais livres)

Complexo filtrante com Tinosorb M


BultiMetoxidibenzoílmetano
Etilhexiltriazone
1 Octocrileno

2
3

Acção anti-radicalar
(protecção das fibras elásticas)

Vitamina E e C Protecção intensa da hidratação


(hidratação cutânea)
Água termal
Aquaspongines
Água termal
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:

• A penetração dos UV na pele depende do seu


comprimento de onda.

• Quanto mais curtas são as ondas, maior a sua energia.


• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Filtros físicos
- Reflexão
- Difracção
Espectro de acção: largo
Vantagens: elevada tolerância, pigmentados
Inconveniente: agregação dos pigmentos, texturas visíveis

• Filtros químicos
- Absorção
Espectro de acção: estreito ou largo
Vantagem: agradibilidade cosmética (transparentes)
Inconveniente: riscos de sensibilização
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Pele normal e sensível

• Pele alérgica e intolerante

• Específica
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Pele normal e sensível
- Fotoprotecção muito elevada
» Rosto e corpo
» Pele clara
» Exposição solar intensa
» Com/sem cor
» Com/sem perfume
» SPF 50+
- Fotoprotecção elevada
» SPF 30
- Fotoprotecção muito elevada infantil
» SPF 50+
» Sem perfume
» Muito fluído
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Pele alérgica e intolerante
- Fotoprotecção muito elevada
» Filtros físicos
» Pele alérgica
• A filtros químicos
• Pele reactiva
• Pele atópica
• Crianças e grávidas
» Pele intolerante
» Zonas frágeis
• Nariz
• Orelhas
• Maçãs do rosto
• Cicatrizes
• Manchas
• Desportistas
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Específica
- Da pele mista a oleosa com tendência acneica
» Fotoprotecção elevada

- Prevenção e tratamento anti-manchas


» Fotoprotecção elevada
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Específica
- Da pele mista a oleosa com tendência acneica
» Fotoprotecção elevada (no dia a dia, na praia e em pacientes
com terapêuticas anti-acneicas)
» Limitar o brilho (sebossomas de Epilóbio e pó absorvente)
» Texturas adaptadas (oil free, não comedogénica)
» Boa hidratação (glicerina e água termal
» Limitar os radicais livres e os factores pró-inflamatórios
induzidos pelo UV (fitoesteróis e vitamina E)
• Cuidados solares

- Fotoprotecção:
• Específica
- Prevenção e tratamento anti-manchas
» Fotoprotecção elevada
» Despigmentante (preventivo, reduzindo o risco do
reaparecimento das manchas)
• Cuidados após a exposição solar e autobronzeadores

- Deve hidratar-se bem a pele, aplicando uma emulsão


reparadora para depois do sol.

- Se a exposição solar estiver proibida, ou desaconselhada,


pode-se utilizar um autobronzeador hidratante (atenção
que os autobronzeadores não protegem do sol).
• Maquilhagem correctiva

- Correcção das imperfeições cutâneas.


• O verde neutraliza a vermelhidão
• O amarelo neutraliza as olheiras acentuadas ou as nódoas negras
(equimoses)

- Neutralizar através da cor


• Imperfeições azuladas
Stick corrector amarelo
Stick corrector duo amarelo/beije
• Vermelhidão severa
Stick corrector verde
Stick corrector duo verde/beije
• Vermelhidão ligeira a moderada
Pincel corrector verde
• Maquilhagem correctiva

- Corrigir e uniformizar a tez


• Imperfeições severas
Creme compacto
• Imperfeições ligeiras a moderadas (uniformizar)
Base fluida correctora
• Imperfeições localizadas (iluminar e corrigir)
Pincel corrector beije

- Fixar a maquilhagem
• Pó mosaico translúcido
• Pó mosaico bronzeado
• Produtos capilares

- Champôs:
• Em pó - apresentados em pulverizador ou em aerossol, são
muito pouco utilizados, porque são dificilmente removíveis
(usados em doentes acamados).
• Líquidos - podem apresentar desde as viscosidades baixas
(próximas da viscosidade da água) até viscosidades elevadas,
muito cremosas.

- Loção capilar - tem como finalidade tratar e não lavar.

- O champô, a seguir à lavagem, deve ser completamente


retirado do cabelo.
• Produtos capilares

- A rotulagem do champô classifica-o, normalmente:


• Pelo tipo de cabelo a que se destina:
- Cabelos secos, normais ou oleosos
- Cabelos finos ou normais
- Cabelos coloridos ou naturais

• Para um fim específico:


- Anticaspa
- Antiseborreico
- Uso frequente (produtos suaves)
- Para crianças
• Produtos capilares

- Cabelos secos
• Por falta de sebo, os cabelos perdem brilho, enfraquecem as
fibras queratínicas e têm um aspecto baço.
• Pretende-se fornecer os elementos constituintes do sebo
(substâncias gordas):
- Lanolina
- Óleos
- Ceras naturais
- Álcoóis gordos
- Ácidos gordos
• Produtos capilares

- Cabelos oleosos (seborreia)


• Apresentam um desagradável aspecto oleoso, sujam-se mais
facilmente (pela maior aderência das impurezas) e podem
provocar a queda de cabelo (alopécia seborreica).
• Pretende-se fornecer princípios queratinizantes ou vitaminas:
- Aminoácidos com enxofre, nomeadamente a metionina e a cisteína
- Derivados do ácido pantoténico
- Extractos de gérmen de trigo (rico em vitaminas E, A e B)
- Ácidos gordos insaturados (vitamina F)
• Produtos capilares

- Caspa (pitiríase)
• Quando a escamação do couro cabeludo é anormalmente
elevada, a abundância de películas e o seu tamanho tornam-se
visíveis.
• Estas películas podem provocar comichão.
• Pode haver uma evolução da caspa, formando-se películas
espessas e gordurosas que não se removem facilmente do
couro cabeludo.
• Pretende-se fornecer queratolíticos:
- Enxofre
- Bissulfureto de selénio
• Produtos capilares

- Queda de cabelo
• A causa principal da queda do cabelo é a degradação do
folículo piloso e a esterilidade de algumas células da matriz
germinativa.
• Pretende-se fornecer :
- Aminexil: reforça a raiz
- Vitaminas PP, B5, B6,...

- Podem apresentar-se sob a forma de champô ou de ampolas.


Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano 2014-15
Ana Paula Fonseca
SUMÁRIO
 Produtos para a
grávida

 Produtos usados
na amamentação
do recém-nascido

 Produtos usados
no bebe
• As 40 semanas de gravidez são importantes na
construção da relação entre a mãe e o bebé.

• É importante dedicar tempo e cuidados ao bebé,


ainda antes de o segurar nos braços.

• Para se preparar para o parto, a grávida cuida do


corpo com atenção e regularidade, desde as
primeiras semanas.
• Para que a grávida esteja em forma durante a gravidez, a
melhor arma é a prevenção:

- Evitar ficar de pé durante longos períodos;

- Quando sentada, não cruzar as pernas para não dificultar o


retorno venoso;

- Manter as pernas levantadas na cama;

- Dedicar algumas horas à ginástica suave ou natação;

- Vestir meias de descanso especiais para mulheres grávidas


(faixa anatómica que sustenta o abdómen);
• Para que a grávida esteja em forma durante a
gravidez, a melhor arma é a prevenção (cont.):
- Aplicar cremes específicos para a gravidez;
• Gel anti-fadiga para pernas;
- Refresca as pernas doridas e inchadas.

• Creme anti-estrias;
- Evita a formação das estrias e melhora o aspecto das estrias
já existentes.
• Para que a grávida esteja em forma durante a
gravidez, a melhor arma é a prevenção (cont.):
- Aplicar cremes específicos para a gravidez;
• Óleo reafirmante;
- Reafirma e revitaliza a pele, mantendo-a macia e saudável.

• Creme preparatório para os seios.


- Previne o aparecimento de gretas.
• Para que a grávida esteja em forma durante a gravidez,
a melhor arma é a prevenção (cont.):
- Carregar pesos de maneira proporcionada para não se
desequilibrar;

- Evitar tarefas domésticas que requeiram o uso de escadas;

- Evitar ficar de pé durante longos períodos;

- Colocar um tapete anti-derrapante no duche;


• A partir do 4º/5º mês de gravidez, aconselha-se o uso
de:
- Faixa de sustentação;
• Rápida e prática de se vestir;
• Envolve e sustenta o abdómen e alivia as dores nas costas,
frequentes durante a gravidez, uma vez que distribui de maneira
uniforme o peso que incide sobre a coluna vertebral.

- Cinta de sustentação.
• Ideal para os últimos meses da gravidez;
• Sustenta o abdómen com eficácia e as costas no caso de dores
dorsais/lombares, devido à faixa regulável com aproximadamente
7cm de altura.
– Cuecas descartáveis
• Ideais nos primeiros dias após o parto;
• Adequadas à transpiração, são leves, macias e elásticas, muito
práticas durante a permanência no hospital.
• Imediatamente após o parto, sobretudo na presença de
pontos ou em caso de cesariana, aconselha-se:
- Faixa de velcro
• Ajuda a recuperar o tónus dos tecidos abdominais.

- Cinta de contenção pós-parto


• Para quem não tem problemas especiais de coluna e não gosta de se sentir
apertada;
• É regulável nas ancas.
• Após o parto aparece o desejo de recuperar a forma
física, tendo em conta as exigências da amamentação.

• É possível recuperar a forma física, mas é necessário ter


alguma paciência, uma vez que não é aconselhável fazer-se
um regime alimentar demasiado rígido logo após o parto e
durante a amamentação;

• Apenas mais ou menos 40 dias após o parto é aconselhável


dedicar-se a actividades físicas regulares de modo a
queimar gorduras acumuladas, tonificando os músculos e
melhorando o humor.
• Após o nascimento do bebé, o volume dos seios aumenta,
para ajudar à produção de leite, sendo recomendado ter
os seguintes cuidados:

- Usar soutien adaptado;


• Com copas de abertura fácil, apenas com uma mão, forradas e
acolchoadas ligeiramente, de modo a facilitar a amamentação e sustentar
e modelar suavemente os seios.
• Após o nascimento do bebé, o volume dos seios aumenta,
para ajudar à produção de leite, sendo recomendado ter
os seguintes cuidados:

- Verificar a posição de amamentação;


• O bebé deve estar mais baixo do que os seios da mãe e o mamilo deve
“cair” na sua boca;
• É importante que o recém-nascido se fixe completamente à auréola e que
não chupe apenas o mamilo;

- Pode-se estimular a drenagem dos seios com compressas


quentes antes de cada mamada;

- Deve-se alternar os seios na amamentação;

- Deixar secar os seios após cada mamada.


• Posição de amamentação:
• A mamada deve durar entre 20 a 25 minutos;

• Produtos usados na amamentação do recém-nascido:


- Discos absorventes para o leite;
• Absorvem as perdas de leite normais entre uma mamada e outra,
respeitando a pele dos seios.

• Protectores de seios descartáveis;

• Protectores de seios laváveis;

- Conchas protectoras de mamilos e colectores de leite;

- Almofada de hidrogel;

- Puxa-mamilos;
• Estimula a saída dos mamilos, quando estes são achatados ou retraídos.
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Protectores de seios em borracha/silicone;
• Protegem os mamilos inflamados;
• Aliviam a dor durante a mamada;
• Permitem a amamentação mesmo quando os mamilos são achatados.

- Toalhetes de limpeza para seios;


• Limpam suavemente, quer antes, quer depois de cada mamada;
• Inodoros e sem sabor, não contêm tensioactivos, perfume, álcool ou
corantes.
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Saca-leite;
• Quando é preciso esvaziar rapidamente os seios e a mãe está longe do
bebé, em caso de mamilos gretados e em caso de obstrução mamária.

• Manuais

• Eléctricos
• Saca-leite eléctrico
- Para uso a curto prazo ou ocasional
• Mini electric®

- Para extracção de leite ocasional ou frequente


• Swing®

- Para hospitais e aluguer


 Symphony®
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Recolha de leite e conservação;
• Acessórios para extrair , recolher e conservar o leite materno.

• Frascos de leite (150 e 250ml)

• Sacos para conservação do leite materno

• Frascos de leite descartáveis (80 e 150ml)

• Depósito de colosto (35ml)


• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Biberão fisiológico com ângulo de 30º;
• Permite manter o recém-nascido na posição natural;
• A tetina, sempre cheia de leite, diminui a probabilidade de engolir ar e
reduz a possibilidade do aparecimento de soluço, de bolçar e de cólicas
gasosas.

- Biberões de plástico;
• Inquebráveis;
• Deterioram-se facilmente com a utilização.

- Biberões em vidro;
• Termo-resistentes;
• Duram mais, embora se possam partir.
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Tetinas :
• As mais moles e flexíveis são de borracha, mas as mais resistentes
e que melhor se lavam são as de silicone;

• A forma deve simular o mamilo, o que facilita a adaptação do bebé


e interfere menos com a dentição;

• Devem conter uma válvula que regula o escoamento do leite e


diminui a entrada de ar, para evitar cólicas;

• O fluxo deve ser adequado à idade do bebé e às características do


leite: inverter o biberão, se caírem algumas gotas o fluxo está
correcto, se escorrer em fio o bebé pode engasgar-se. Se o fluxo
for muito lento o bebé vai cansar-se mais e pode até mamar menos.
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Tetinas fisiológicas:
• Em borracha, especialmente macias, elásticas, deformáveis, de modo a
simular o mais possível a fisiologia do peito materno;

• Base larga, garantindo uma melhor aderência dos lábios e facilitando o


acto de sucção;

• Comprimento especial, dado que o mamilo materno, durante a sucção, se


alonga para o dobro do tamanho que tem em estado de repouso;

• Há tetinas diferenciadas de acordo com a necessidade de sucção e o tipo


de alimento, podendo ser de fluxo normal, médio, rápido, ajustável ou para
papa.
• Produtos usados na amamentação do recém-nascido
(cont.):
- Aquecedor de biberões;
• Podem ser eléctricos ou não.

- Esterilizadores;
• Método a frio (desinfectante líquido, pastilhas efervescentes e
escovilhões) - mergulham-se as peças num recipiente com o líquido
desinfectante especial;

• Método a quente (através de vapor) - utilizando um esterilizador


eléctrico ou de microondas.
- Manter os acessórios utilizados na alimentação e conforto do
bebé em boas condições é contribuir para a saúde e bem-estar :

• Os biberões devem ser lavados logo a seguir à utilização, com água quente,
detergente e um escovilhão para remover resíduos;
• Depois de bem enxaguadas, todas as peças devem ser esterilizadas,
principalmente nos primeiros meses de vida do bebé;

• Após a esterilização dos biberões é importante deixá-los secar na posição


invertida. Uma vez secos, deve-se mantê-los fechados, com a tetina virada
para dentro e a tampa protectora colocada;
• As chupetas devem ser lavadas regularmente, podendo ser esterilizadas
juntamente com os biberões;

• Todos os acessórios devem ser substituídos sempre que apresentem sinais de


deterioração. No caso das tetinas e chupetas quando a borracha começa a
ficar esbranquiçada ou pegajosa, e no caso dos biberões de plástico quando
começam a ficar baços e a perder as marcações dos números.
• Produto usado na pesagem do recém-nascido:
- Balança para bebés;
• Podem ser digitais ou mecânicas;
• Deve-se efectuar a pesagem pelo menos uma vez por semana.

• Nas primeiras muda de fraldas há alguma atrapalhação. Há


produtos que facilitam este processo:
- Pó de talco;
• Age como uma barreira que facilita a transpiração, preservando a pele
das irritações causadas pelo prolongado contacto com a fralda;
• Óxido de zinco age como cicatrizante.

- Pasta de água;
• É facilmente removível com toalhetes de limpeza;
• Age como uma barreira que facilita a transpiração, preservando a pele
das irritações causadas pelo prolongado contacto com a fralda;
• Nas primeiras muda de fraldas há alguma atrapalhação. Há
produtos que facilitam este processo (cont.):
- Toalhetes de limpeza;
• Para usar durante a muda e em qualquer momento do dia, em que não se
dispõe de água para limpar o bebé;
• Óleo de gérmen de trigo proporciona hidratação e protege suavemente a
pele.

Medicação umbilical;
• Constituída por compressas (10x10) e bandas de rede umbilical;
• Utiliza-se álcool a 70º como desinfectante;
• Deve ser feita pelo menos uma vez por dia, ou a cada muda de fralda, se a
compressa de tecido que protege o coto se molhar com urina;
• Não se deve utilizar algodão hidrófilo para não se correr o risco de algum
resíduo permanecer agarrado à ferida.

- Fraldas descartáveis.
• Muito úteis e práticas.
• Dar um passeio, visitar amigos e passear um dia fora da
cidade requer:
- Porta-chupeta;

- Corrente;
• Há que ter cuidado com os cordões e correntes que prendem a chupeta
dado que se podem enrolar no pescoço do bebé e magoá-lo.

- Porta-biberão térmico.
• Sobretudo nos primeiros meses, brincar representa uma
longa viagem à descoberta do mundo, daí que existem
brinquedos adaptados aos sentidos a desenvolver na
criança, de acordo com a idade a que se destinam:

Visão, olfacto, audição, tacto e paladar


(cinco sentidos - cinco estradas no sentido do conhecimento do mundo)

- Observar;

- Ouvir;

- Tocar;

- Saborear.
• Aconselha-se o banho diário, sobretudo na estação mais
quente, enquanto nos meses de Inverno são suficientes 3
banhos por semana.

• Em qualquer caso, não é aconselhável o banho ter uma


duração superior a 10 minutos;
• Para o banho do recém-nascido, aconselham-se produtos
delicados.
• No banho do recém-nascido, aconselham-se;
- Líquidos detergentes que criem pouca espuma e que não
irritem os olhos;
- Espuma de banho à base de tensioactivos não irritantes;
- Champôs delicados de pH fisiológico;
• De modo a combater a formação de crosta láctea.
- Esponja natural;
• Lava suavemente, respeitando a delicadeza da sua pele
facilmente irritável.
- Produtos específicos para a infância.

• A temperatura da água do banho deve estar entre


os 36ºC e os 37ºC.
- Verificar a temperatura com um termómetro adequado.
• Higiene do ouvido;
- Utilizam-se cotonetes com ponta fina e mais larga na
direcção da haste, que permitem uma limpeza cuidadosa dos
ouvidos do bebé, não havendo o risco de introduzir o
cotonete no canal auditivo interno.

• Toilette do bebé;
- Usa-se uma escova com cerdas macias naturais, flexíveis e
delicadas;
- Pente com pontas dos dentes arredondadas, de modo a não
ferir o couro cabeludo.

• Cortar as unhas do bebé;


- Deve-se cortar as unhas do bebé pelo menos uma vez por
semana seguindo a curva natural das unhas;
- Deve-se usar uma tesoura com lâminas curvas e pontas
arredondadas.
• Nos primeiros dias do bebé, o sono e a comida
preenchem as 24 horas do recém-nascido, sem
grandes diferenças entre o dia e a noite;

• A questão de dar ou não a chupeta ao bebé é muito


controversa;

• Do ponto de vista ortodôntico o ideal seria não usar


nem chupeta nem o polegar, contudo como o recém-
nascido chupa qualquer coisa , o dedo representa o
dano maior;
• A chupeta fisiológica assegura um delicado
contacto mesmo quando o bebé repousa com o rosto
na almofada, dado que:
- A borracha macia garante elasticidade e suavidade à
chupeta;

- O facto de ser em gota, faz com que exerça uma


pressão uniforme no palato, garantindo um correcto
trabalho muscular;

- Os furos de ventilação evitam a acumulação de saliva;

- A protecção em borboleta previne a ruborização da


zona dos lábios do bebé;
• As chupetas em forma de cereja normalmente são utilizadas
para o bebé dormir, contudo têm maior probabilidade de
provocar deformações da arcada dentária.

• As chupetas anatómicas são as mais semelhantes ao seio da


mãe.

• As chupetas em forma de gota são as mais utilizadas.

• As chupetas em silicone estão desaconselhadas a partir do


momento em que surgem os primeiros dentes, dado que é um
material de fácil laceração por parte dos dentes, correndo-se o
risco de o bebé engolir.
• Medição da temperatura corporal do bebé:
- Termómetro digital;

- Termómetro analógico;
• De gálium.

- Termómetro No Touch.
• Confortável para medir a temperatura, dado que não requer o contacto
com a testa;
• A temperatura da testa é válida, dado que é a artéria temporal que
transporta o sangue do coração ao cérebro.
• A água é o melhor mucolítico que se pode utilizar para
assegurar uma boa respiração:
- Humidificador
• O processo de ebulição elimina a presença de eventuais bactérias no
vapor difundido;
• Permite restabelecer o grau correcto de humidade no ambiente, criando
melhores condições para o bem-estar do bebé.

- Soluções fisiológicas
• Tornam o muco mais fluído, ajudando na remoção das secreções.

- Aspirador nasal
• O bebé é incapaz de assoar o nariz;
• A obstrução nasal compromete o sono e o aleitamento;
• Necessita de ajuda para desobstruir as fossas nasais.
• Para aprender a comer sozinho, o bebé pode “brincar” com
o alimento e fazer as suas próprias descobertas:
- Colher em silicone
• A parte em contacto com a boca do bebé é em silicone macio e a
pega anatómica para tornar ao bebé fácil pegar nela.

- Prato para papa

- Termo porta-comida
• O aparecimento dos primeiros dentes está associado ao
pesadelo de longos choros e de noites de insónias;

• Gengivas inflamadas, falta de apetite, febre, diarreia e


vómitos são alguns dos efeitos colaterais dos quais a
criança pode vir a sofrer;

• Os primeiros dentes começam a surgir a partir do 4º/5º


mês de idade.
• Se o bebé se baba muito, deve-se limpar frequentemente
a boca e manter enxuto o lençol da caminha para evitar
que a saliva irrite a face e o queixo do bebé;

• Para aliviar as dores nas gengivas pode-se passar na parte


avermelhada uma gaze esterilizada embebida em água fria
e em casos mais graves recorrer a uma pomada específica
suave com acção anestesiante.
• Para aliviar o desconforto nas gengivas pode-se recorrer
também a:
- Massaja-gengivas em borracha;
• A partir dos 4 meses

- Anel refrigerante.
• A partir do 6º mês;
• Colocar no frio e não no congelador.
• Para a higiene oral do bebé, limpando os primeiros dentes
que são muito delicados deve-se recorrer a:
- Escovas macias
• Pega macia;
• Cantos arredondados;
• Cerdas arredondadas.

- Dentífricos seguros
• Baixo nível de abrasividade (para não atacar o esmalte);
• Sem açúcar (para prevenir o aparecimento de cáries);
• Sabor agradável (normalmente com sabor a fruta).
Dispositivos
Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética Médicos
e Produtos de Saúde
3º ano | 2014-15
Objetivos

 Definir dispositivo médico e reconhecer exemplos de dispositivos médicos;

 Reconhecer legislação e regulamentação dos dispositivos médicos e,

nomeadamente normas de rotulagem, vigilância e notificação de

problemas, recolha e eliminação


Dispositivo médico

Qualquer instrumento, aparelho, equipamento, material ou artigo

utilizado isoladamente ou combinado, incluindo os suportes logísticos

necessários para o seu bom funcionamento, e cujo principal efeito

pretendido no corpo humano não seja alcançado por meios

farmacológicos, imunológicos ou metabólicos, embora a sua função

possa ser apoiada por estes meios.


Destinado pelo fabricante para ser usado
no corpo humano para fins de:

 Diagnóstico, prevenção, monitorização, tratamento ou atenuação

de uma doença;

 Diagnóstico, monitorização, tratamento, atenuação ou

compensação de uma lesão ou deficiência;

 Investigação, substituição ou modificação da anatomia ou de um

processo fisiológico;

 Controlo da conceção.
Classificação
dos dispositivos
 Classe I (dispositivos de baixo risco); médicos

 Classe IIa e IIb (dispositivos de médio risco):

• IIa –baixo médio risco;

• IIb –alto médio risco;

 Classe III (dispositivos de alto risco);

 Dispositivos médicos para diagnóstico “In Vitro”.

Decreto-Lei n.º 273/95(alterado pelo Decreto-Lei n.º 30/2003, de 14 de Fevereiro)


 Dispositivos destinados à recolha de fluídos corporais:
•Sacos coletores de urina;
•Sacos para ostomia;
•Fraldas e pensos para incontinência.

 Dispositivos destinados à imobilização de partes do corpo


e/ou aplicar força ou compressão:
•Colares cervicais;
•Meias de compressão;
•Pulsos, meias e joelheiras elásticas para fins médicos.
 Dispositivos utilizados para suporte externo do
paciente:
•Auxiliares de marcha, cadeiras de rodas;
•Canadianas, muletas;
•Camas de hospital.
 Dispositivos não invasivos:
•Estetoscópio;
•Pensos oculares;
•Óculos corretivos, armações.
 Dispositivos destinados a conteúdos temporários ou
com funções de armazenamento:
•Seringas sem agulha;
•Taças e colheres especificamente destinadas à
administração de medicamentos.

 Dispositivos invasivos de orifícios do corpo de


utilização temporária:
•Espelhos de mão usados em medicina dentária como auxiliar
de diagnóstico;
•Luvas de exame;
•Irrigadores.
 Dispositivos invasivos utilizados na cavidade oral até à
faringe, no canal auditivo até ao tímpano ou na cavidade
nasal:
•Material de penso para hemorragias nasais;
•Dentaduras removíveis;
•Soluções para irrigação ou lavagem mecânica.
 Dispositivos ativos com função de medição:
•Termómetro com pilha ou outra fonte de energia associada;
•Medidores de tensão com fonte de energia associada.

 Dispositivos não invasivos que contactam com a pele lesada


e que são utilizados como barreira mecânica, para
compressão ou absorção de exsudados:
•Algodão hidrófilo;
•Ligaduras.
 Dispositivos que se destinam a controlar o
micro ambiente de uma ferida:
•Compressas de gaze hidrófila esterilizadas e não
esterilizadas;
•Pensos de gaze não impregnados com
medicamentos;
•Material de penso à base de filmes poliméricos;
•Adesivos oclusivos para uso tópico.

 Dispositivos invasivos de orifícios do corpo,


para utilização a curto prazo:
•Lentes de contacto com fins corretivos;
•Cateteres urinários;
•Pessários vaginais/uretrais.
 Dispositivos invasivos de orifícios do corpo que
se destinam a ser ligados a um dispositivo
médico ativo:
•Permutadores de calor e humidade;
•Irrigadores nasais equipados com motor.

 Dispositivos invasivos de carácter cirúrgico,


destinados a utilização temporária:
•Agulhas das seringas;
•Lancetas;
•Luvas cirúrgicas.

 Dispositivos ativos:
•Aparelhos auditivos.

 Dispositivos destinados especificamente a


serem utilizados na desinfeção de
dispositivos médicos.
 Dispositivos que se destinam a ser utilizados principalmente
em feridas que tenham fissurado a derme de forma
substancial e extensa e onde o processo de cicatrização só
se consegue por intervenção secundária:
•Material de penso para feridas ulceradas extensas e crónicas;
•Material de penso para queimaduras graves que atingem a derme e
cobrem uma área extensa;
•Material de penso para feridas de decúbito graves.

 Dispositivos que se destinam à administração de


medicamentos:
•Canetas de insulina.
 Dispositivos utilizados na contraceção e/ou prevenção
de doenças sexualmente transmissíveis:
•Preservativos masculinos;
•Diafragmas.

 Dispositivos destinados especificamente a serem


utilizados na desinfeção, limpeza, lavagem ou hidratação
de lentes de contacto:
•Soluções de conforto para portadores de lentes de contacto.
 Dispositivos que incorporam uma substância
medicamentosa e que constituem um único produto
não reutilizável e em que a ação da substância é
acessória à do dispositivo:
•Preservativos com espermicida;

•Pensos com medicamentos.

 Dispositivos utilizados na contraceção, implantáveis ou


invasivos, de utilização a longo prazo:
•Dispositivos intra-uterinos, que não libertem progestagénios.
 Dispositivos destinados a serem utilizados pelo leigo
(para auto-diagnóstico):
•Testes de gravidez;
•Equipamentos para medição de glicemia;
•Reagente tiras-teste para determinação da glicemia,
glicosúria e cetonúria.

 Recipientes para colheita de amostras, esterilizadas


e não esterilizadas:
•Frascos para colheita de urina asséptica;
•Frascos para colheita de urina, expetoração, fezes,...
Enquadramento
legal

Decreto-Lei n.º 273/95

(alterado pelo Decreto-Lei n.º 30/2003, de 14 de Fevereiro)

Decreto-Lei n.º 36/2007, de 16 de Fevereiro

Altera o Decreto-Lei n.º 76/2006, de 27 de Março, que transferiu para o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento atribuições de

autoridade competente dos dispositivos médicos

Deliberação n.º 515/2010, de 3 de Março

Define os elementos que devem instruir a notificação, a efetuar ao INFARMED, I. P., do exercício no território nacional das atividades de fabrico,

montagem, acondicionamento, execução, renovação, remodelação, alteração do tipo, rotulagem ou esterilização de dispositivos médicos quer destinados

à colocação no mercado quer à exportação.

Decreto-Lei n.º 145/2009, de 17 de Junho

Estabelece as regras a que devem obedecer a investigação, o fabrico, a comercialização, a entrada em serviço, a vigilância e a publicidade dos dispositivos

médicos e respetivos acessórios e transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2007/47/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de

Setembro.
Enquadramento
legal

Deliberação n.º 514/2010, de 3 de Março

Define os elementos que devem instruir o pedido de parecer à comissão de ética para saúde competente, a apresentar pelo

fabricante enquanto promotor de uma investigação clínica com dispositivos médicos em território nacional

Decreto-Lei n.º 273/95, de 23 de Outubro

Regras a que devem obedecer o fabrico, a comercialização e a entrada em serviço dos dispositivos médicos e respetivos

acessórios (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 145/2009, de 17 de Junho)

Decreto-Lei n.º 30/2003, de 14 de Fevereiro

Transpõe para o ordenamento jurídico interno a Diretiva n.º 98/79/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de Outubro,

a Diretiva n.º 2000/70/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Novembro, e a Diretiva n.º 2001/104/CE, do

Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de Dezembro, que alteram a Diretiva n.º 93/42/CEE, do Conselho, de 14 de Junho,

relativa aos dispositivos médicos (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 145/2009, de 17 de Junho).
Aos diferentes intervenientes (Fabricantes, Distribuidores, Utilizadores e Autoridades
Competentes), são impostas um conjunto de obrigações e procedimentos,
nomeadamente em matéria de:
 investigação clínica/avaliação do comportamento funcional
 classificação
 demarcação da fronteira
 avaliação da conformidade
 colocação no mercado
 registo/notificação
 aquisição e utilização assim como de supervisão do mercado.
Circuito interativo dos
Dispositivos Médicos

Fonte: http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS
Avaliação da conformidade

Os DM, com exceção dos feitos por medida e dos destinados à investigação clínica, só
poderão ser colocados no Mercado Europeu se apresentarem a marcação CE como prova da
sua conformidade com os requisitos essenciais que lhe são aplicáveis.
De acordo com a Diretiva 93/42/CEE, na sua redação atual, transposta para a lei nacional
pelo Decreto-Lei n.º 145/2009 de 17 de Junho, os dispositivos de classe I estéreis ou com
funções de medição e das classes IIa, IIb e III necessitam da intervenção de
uma terceira entidade para a avaliação da sua conformidade.

A marcação CE é um pré-requisito para a colocação no mercado e para a livre circulação dos


dispositivos médicos no Mercado Europeu. Esta marcação tem um grafismo próprio e deve
estar pelo Fabricante de forma legível, visível e indelével.
Avaliação da conformidade

 Para os dispositivos das classes IIa, IIb e III e de todos os dispositivos colocados no mercado

no Estado Estéril ou com funções de medição, é obrigatória a intervenção de um organismo

notificado escolhido pelo fabricante, de entre os organismos nomeados pelas autoridades

competentes dos Estados Membros e publicados no Jornal Oficial das Comunidades, ao qual

se deverá dirigir o pedido de avaliação da conformidade, de acordo com o procedimento

escolhido.

 O organismo notificado emite um Certificado de Conformidade onde atesta a

conformidade do produto (s) cobertos no seu âmbito.


Procedimentos de avaliação da
conformidade

No âmbito do Decreto-Lei n.º 145/2009 de 17 de Junho, dependendo da


classificação atribuída pelo Fabricante ao dispositivo médico, os procedimentos a
optar por este, tendo em vista a aposição da marcação CE, são os seguintes:

Dispositivos classe IIa

O Fabricante deverá optar por um dos seguintes procedimentos de avaliação,


referidos no Decreto-Lei n.º 145/2009 de 17 de Junho:
- anexo II (exceto o ponto 5)
- anexo VII em combinação com um dos seguintes anexos: IV, V ou VI.

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS/AVALIACAO_DA_CONFORMIDADE
Organismo Notificado

O Organismo Notificado (ON) é uma entidade jurídica estabelecida no território de um


Estado-membro, cuja principal função é a prestação dos serviços necessários à Avaliação da
Conformidade de Dispositivos Médicos, com o objetivo da obtenção da Marcação CE dos
mesmos, sempre que essa avaliação requeira o envolvimento desta entidade.
O Infarmed é Organismo Notificado para a Avaliação da Conformidade de dispositivos
médicos ativos e não ativos de acordo com os procedimentos previstos na Diretiva
O Organismo Notificado tem as seguintes funções:
2007/47/CE.
Efetuar os procedimentos de Avaliação da Conformidade dos dispositivos médicos no quadro
da legislação nacional e comunitária;
Autorizar a aposição da marcação CE dos dispositivos médicos;
Emitir os certificados CE de conformidade dos dispositivos médicos;
Assegurar que o fabricante cumpre corretamente com as obrigações decorrentes do sistema
de qualidade aprovado;
Colaborar com as Autoridades Competentes Nacionais dos Estados Membros;
Colaborar com os Organismos Notificados dos Estados Membros;
http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS/ORGANISMO_NOTIFICADO/INTRODUCAO
Colocação no Mercado

Define-se colocação no mercado como a primeira colocação do dispositivo médico,


gratuita ou não, com vista à sua distribuição e/ou utilização no mercado Europeu.

À Autoridade Competente cabe tomar todas as medidas necessárias para garantir que os
dispositivos médicos existentes no seu mercado respeitam os requisitos de qualidade,
segurança e desempenho funcional assegurando assim elevados níveis de segurança e
proteção da Saúde Pública.

Define-se entrada em serviço como a fase em que um dispositivo se encontra à


disposição do utilizador final como estando pronto para a primeira utilização no mercado
comunitário em conformidade com a respetiva finalidade.

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS/COLOCACAO_NO_MERCADO/COLOCACAO_NO
_MERCADO_INTRODUCAO_DM
Registo de DM e DIV

Um novo Sistema de Registo de Dispositivos Médicos pelos


Fabricantes/Mandatários, vem substituir os anteriores procedimentos de registo
em vigor (alguns dos quais realizados em formato não informatizado).

Registo de Dispositivos Médicos de classe IIa, IIb, III e Dispositivos Médicos


Implantáveis Ativos pelos fabricantes nacionais e não nacionais:

O fabricante de dispositivos médicos pertencentes às classes IIa, IIb, III e


dispositivos médicos implantáveis ativos deve notificar o INFARMED, I.P. de acordo
com o n.º 3 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 145/2009 de 17 de junho.
Aquisição e utilização de
dispositivos médicos

Os utilizadores de dispositivos médicos devem preocupar-se em adquirir e utilizar dispositivos que


apresentem aposta a marcação CE como prova da sua conformidade com os requisitos essenciais.
Poderão, sempre que necessário solicitar junto do fabricante ou do distribuidor do dispositivo
documentos que atestem essa conformidade. Deverão, também, verificar se a rotulagem e o folheto
informativo se encontra redigido em língua Portuguesa e se o dispositivo, sua finalidade e o seu
fabricante estão devidamente identificados.

O utilizador deverá utilizar o dispositivo para o fim previsto pelo fabricante e de acordo com as
instruções de manutenção, calibração e utilização.

O utilizador tem um papel essencial na supervisão do mercado participando como notificador de


situações de não conformidade que verifiquem no mercado, à Autoridade Competente.

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS/AQUISICAO_E_UTILIZACAO
O Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos Médicos tem por missão a vigilância
de incidentes resultantes da utilização de dispositivos médicos e divulgação de
informação de segurança relacionada.

Informação Genérica
Informação Especializada
Informação dos fabricantes

Ferramentas para Notificação de Incidentes / Ações corretivas de segurança de


Dispositivos Médicos:

Fabricantes e Responsáveis pela colocação do mercado


Profissionais de Saúde
Circulares informativas:
Informação de Segurança

http://ec.europa.eu/health/medical-devices/index_en.htm

Legislação de Vigilância de DM:

DL nº 145/2009 de 17 Junho - Art 27º, 28º e anexo XX


Legislação Nacional
Legislação Comunitária
Guideline MEDDEV Vigilance
PRODUTOS | Ventiladores | Máscaras

Plano de Manutenção : Medidas preventivas e corretivas


Limpeza
Monitorização
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de
Saúde 3º ano
Ana Paula Fonseca
2014-15
 2.2 Nutrição infantil

 2.2.1 Leite para lacentes sãos


 2.2.2 Leites para lactentes com
determinadas características
 2.2.3 Formulas dietéticas especiais
 2.2.4 Farinhas
 2.2.5 Boiões
 2.2.5 Soluções de rehidratação oral
 2.2.6 Infusões
 2.2.7 Probióticos, prebióticos e simbióticos
• Amamentação:

- Favorece o
desenvolvimento físico e
psíquico da criança;

- Proporciona uma
protecção natural contra
infecções.
• Leite materno - alimento ideal para o bebé
- Mais digerível do que os leites artificiais (menor
teor em caseína);

- Possui grandes quantidades de proteínas especiais


(lactoferrina, imunoglobulinas, lisosima,…);

- Previne infecções gastrointestinais, respiratórias e


urinárias na criança;

- Tem efeito protector sobre as alergias específicas


para as proteínas do leite de vaca;

- Permite uma melhor adaptação a outros alimentos;


– Previne, a longo prazo, a diabetes e a obesidade;

- Promove um maior vínculo afectivo entre mãe e filho;

- Facilita a evolução uterina mais precoce;

- É mais económico;

- Está disponível a qualquer momento e à temperatura


adequada, estando isento de contaminações
externas e pronto para consumo;

- Promove a redução da mortalidade infantil.


• Leite materno - alimento ideal para o bebé

- Evolui juntamente com o bebé:

• Do 1º ao 5º dia - “colosto” - nutritivo e de fácil digestão;

• Do 6º ao 14º dia - menos espesso, rico em açúcares e ácidos


gordos essenciais;

• A partir do 15º dia - o leite amadurece de acordo com as


necessidades do bebé, relativamente a todos os nutrientes.
• Contra-indicações temporárias ao aleitamento
materno:
- Infecções como a varicela ou o herpes, com lesões
mamárias;

- Tuberculose não tratada;

- Quando a mãe tem de efectuar uma medicação


temporária imprescindível e que esteja contra-
indicada para o aleitamento materno.
• Contra-indicações definitivas ao aleitamento
materno:

- Mães VIH positivas ou com hepatite B em alto grau


de replicação e infecciosidade;

- Crianças com doenças metabólicas raras como a


fenilcetonúria e a galactosemia;

- Quando a mãe tem de efectuar uma medicação


imprescindível e permanente que esteja contra-
indicada para o aleitamento materno;

- Mãe com doença grave, crónica ou debilitante.


Fármacos que passam para o leite materno,
susceptíveis de provocarem alterações na criança ou no aleitamento

Fármacos Possíveis acções para a criança e/ou aleitamento materno

Anticoagulantes Anticoagulante - a utilizar com precaução

Antihistamínicos Podem diminuir a secreção láctea

Aspirina Hemorragias - a utilizar com precaução

Atropina Diminui a secreção láctea

Barbitúricos Efeitos hipnóticos

Carbamazepina A utilizar com precaução

Cefalosporinas Risco de hipersensibilidade

Cloranfenicol Aplasia medular - contra-indicado

Corticosteróides A utilizar com precaução

Diazepam Hiperbilirrubinémia

Ergotamina Esgotismo

Fluoxetina Irritabilidade

Gentamicina Oto e nefrotoxicidade

Metimazol Hipotiroidismo - contra-indicado

Metotrexato Alterações medulares - contra-indicado

Morfina A utilizar com precaução

Naproxeno Hiperbilirrubinémia

Penicilinas Risco de hipersensibilidade

Reserpina Depressão do sistema nervoso central

Sulfamidas Contra-indicadas

Teofilina A utilizar com precaução


• Muitas mães iniciam o aleitamento materno,
contudo, muitas desistem de amamentar
durante o primeiro mês de vida do bebé.
- É importante implementar medidas de incentivo ao
aleitamento materno.

• Recorre-se a fórmulas, alternativas ao leite


materno, desenvolvidas a partir de leite de
outros mamíferos e de outras fontes.
- Apresentam-se sob a forma de pó, de fácil
reconstituição e com prazo de validade prolongado,
mesmo depois de aberta a embalagem.

• O leite de vaca só deve ser introduzido na


alimentação da criança depois dos 12 meses.
• Classificação dos leites infantis:

- Todos os leites têm uma composição relativa de


macro e micro-nutrientes que respeita os valores
mínimos e máximos recomendados pela EU (CEE
1999/2000).

- Decreto - Lei n.º115/93 - regime jurídico aplicável às


fórmulas infantis.
• Classificação dos leites infantis:
- Leites para lactentes sãos:
• Leites para lactentes;
• Leites de transição.
- Leites para lactentes com determinadas
características:
• Leites para prematuros ou recém-nascidos de baixo-peso;
• Leites hipoalergénicos (HA);
• Leites dietéticos anti-regurgitação (AR);
• Leites dietéticos sem lactose;
• Leites dietéticos anti-cólicas (AC);
• Leites dietéticos anti-obstipantes (AO);
• Leites dietéticos anti-diarreicos (AD).
- Fórmulas dietéticas especiais:
• Fórmulas dietéticas de soja;
• Fórmulas dietéticas de hidrolizado de proteínas;
• Fórmulas dietéticas com triglicerídeos de cadeia média (MCT);
• Produtos dietéticos sem fenilalanina.
Leites para lactentes sãos

• Leites para lactentes (do nascimento até aos 4-6


meses):

- Baixo teor em proteínas;


- Ricos em ácidos gordos essenciais

• Proteínas: 1,8 - 3,0 g/100 Kcal


• Lípidos: 4,6 g/100 Kcal
• Ácido linoleíco: 7 % (ou mais) dos lípidos
• Lactose: 90 % (ou mais) dos hidratos de carbono
• Glicose ou dextrino-maltose: restante dos hidratos de carbono
• Ausência de sacarose
Leites para lactentes sãos

• Leites para lactentes (do nascimento até aos 4-6


meses)
- Aptamil 1 premium®
- Bebelac 1 ®
- Conformil 1 ®
- Enfalac 1 premium ®
- Nan 1 ®
- Nidina 1 ®
- Novalac 1 ®
- Omneo 1 ®
- S-26 I ®
- Similac Advance 1 ®
Leites para lactentes sãos

• Leites de transição (a partir dos 4-6 meses):

- Aumento do teor em proteínas;


- Ricos em ácidos gordos essenciais

• Proteínas: 5,5 g/100 Kcal


• Lípidos: 3 a 6 g/100 Kcal
• Lactose: mais de 25 % dos hidratos de carbono
• Sacarose, frutose e glucose: menos de 50 % dos hidratos de carbono
Leites para lactentes sãos

• Leites de transição
Últimos avanços no campo nutricional

- Ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa


(LCPUFAs), nomeadamente o ácido araquidónico
(AA ou Ómega 6) e o ácido docosahexanóico (DHA
ou Ómega 3) - responsáveis pelo maior
desenvolvimento mental e visual;
- Nucleótidos - importante papel no desenvolvimento
do sistema imunitário e do aparelho digestivo;
- Carotenóides e antioxidantes - importantes no
sistema de defesa do organismo;
- Vitaminas, ferro e proteínas.
Leites para lactentes sãos

• Leites de transição
- Aptamil 2® e 3 ®
- Bebelac 2 ®
- Conformil 2 ®
- Enfalac II ®
- Nan 2 ®
- Nidina 2 ®
- Novalac 2 ® e 3 ®
- Nutrilon 2 ® e 3 ®
- Omneo 2 ®
- S-26 II ®
- Similac Advance 2 ®
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites para prematuros ou recém-nascidos de baixo


peso (igual ou inferior a 2,5 Kg):

- Pelo menos 0,35 % de DHA e 0,4 % de AA, relativamente ao


teor de ácidos gordos;

- Maior quantidade de proteínas solúveis para melhor


digestibilidade;

- Parte da lactose é substituída por polímeros de glicose,


activados pela maltase ou pela glucoamilase, dada a limitação
da actividade da lactase nestes lactentes.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites para prematuros ou recém-nascidos de baixo


peso (igual ou inferior a 2,5 Kg)
- Aptamil Prematil ®
- Enfalac PP ®
- Miltina Prem com LCPUFA ®
- Nenatal ®
- Pre Nan ®
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites hipoalergénicos (HA):

- Fórmulas à base de proteínas do soro de leite


hidrolisado, eliminando praticamente todas as
substâncias alergéneas.

- Podem ser extensa ou parcialmente hidrolisados:


• Fórmulas parcialmente hidrolisadas usadas em bebés susceptíveis
de alergia.
• Fórmulas extensamente hidrolisadas usadas no tratamento da
alergia às proteínas do leite de vaca.

- Existe alguma controvérsia quanto à extensão da


hidrólise que deve ser utilizada.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites hipoalergénicos (HA)

- Reduzido peso molecular;

- Recomendados a lactentes com antecedentes familiares


atópicos (asma, eczema, urticária, rinite alérgica,…);

- Possuem sabor e cheiro característicos e com o repouso


ocorre a separação de fases, devendo-se aquecer e
agitar antes de dar ao bebé.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites hipoalergénicos (HA)


- Aptamil HA 1 ® e 2 ®
- Enfalac HA ®
- Miltina HA ®
- Nan HA 1 ® e 2 ®
- Nidina HA 1 ® e 2 ®
- Novalac HA 1 ® e 2 ®
- Nutrilon Pepti 1 ® e 2 ®
- Similac Advance HA ®
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-regurgitação (AR):

- Contêm agentes espessantes (farinha alfarroba e


amido de milho, arroz ou batata), de fácil
digestibilidade, tornando o conteúdo gástrico mais
homogéneo

Reduz a possibilidade de ocorrerem episódios de


refluxo gastro-esofágico
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-regurgitação (AR)

- Indicações:
• Crianças com má progressão ponderal devida a excessiva perda
de nutrientes associada à regurgitação;
• Imaturidade do sistema digestivo;
• Aumento da pressão gástrica provocado por tosse, choro e
roupa apertada;
• Imaturidade dos processos de esvaziamento gástrico.

- Como contêm mais hidratos de carbono, acelera


também o esvaziamento gástrico, podendo diminuir a
absorção intestinal, alterando as respostas endócrinas
e da mucosa gastrointestinal.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-regurgitação (AR)

- Aptamil AR 1 ® e 2 ®
- Enfamil AR 1 ® e 2 ®
- Milumil AR 1 ® e 2 ®
- Novalac AR 1 ® e 2 ®
- Nutrilon AR 1 ® e Plus ®
- S-26 AR ®

(Não devem ser usados em lactentes saudáveis que apresentem


apenas refluxo, mas apenas se a sua utilização for supervisionada
por um médico.)
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos sem lactose:

- Recomendados a lactentes e crianças:

• com intolerância congénita à lactose;

• Após episódios de diarreia e/ou gastroenterite agudas;

• Que adquiriram intolerância à lactose por diversos factores;

• Com problemas alimentares temporários, nomeadamente, cólicas


e regurgitação.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos sem lactose


- AL 110 ®
- Nutrilon Lactomin ®
- O-Lac ®
- S-26 Sem Lactose ®
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-cólicas (AC):


- As cólicas manifestam-se após a 2ª semana de vida e
desaparece espontaneamente até ao 4º mês.

- Reduzido teor em lactose, de modo a assegurar a sua


total absorção no intestino.

Minimiza os riscos de flatulência e cólicas


provenientes da sua fermentação no cólon, em
lactentes com insuficiência de lactase.
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-cólicas (AC)

- Novalac AC 1 ® e 2 ®
- O-Lac Plus ®
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-obstipantes (AO):

- Teor de lactose adaptado a uma osmolaridade mais


elevada;
- Aumento da actividade bifidogénica e o aporte de água
ao lúmen intestinal.

Amolecimento das fezes e lubrificação do recto.


Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-obstipantes (AO)

- Novalac AO 1 ® e 2 ®

(Contêm maior quantidade de seroproteína e menor


de caseína e uma fracção lipídica rica em TCMs, o
que facilita o esvaziamento gástrico.)
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-diarreicos (AD):

- Devem ser usados transitoriamente, se se verificam


episódios de diarreia moderada;

- Teor elevado de minerais (Na, K, Cl), associados a uma


baixa osmolaridade, o que compensa a perda de
líquidos e favorece a rehidratação;

- Teor proteico elevado, apesar da reduzida carga


alergénica
Leites para lactentes com determinadas características

• Leites dietéticos anti-diarreicos (AD)

- Novalac AD ®
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas de soja:

- Recomendadas a lactentes:

• Intolerantes à proteína do leite de vaca e seus derivados;

• Intolerantes à lactose, à sacarose e ao glúten;

• Com galactosemia;

• Cujos pais preferem uma alimentação vegetariana.

- Não devem ser recomendadas a recém-nascidos


prematuros que pesem menos de 1,8 Kg.
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas de soja

- Prosobee ® (descontinuado)
- Visoy ®
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas de hidrolisado de proteínas


(dietas semi-elementares):
- Alguns nutrientes sofrem digestão prévia.

- Recomendadas a lactentes:
• Intolerantes à proteína do leite de vaca e a outras proteínas
naturais;

• Com diarreia grave ou crónica;

• De risco com diarreia aguda;

• Com perturbações gastrointestinais;

• Com outras patologias que interferem na absorção dos


alimentos (pancreatite crónica, doença celíaca, fibrose
quística,...).
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas de hidrolisado de proteínas


(dietas semi-elementares)
- Alfaré ®
- Nutramigen ®
- Peptijunior ®
- Pregestimil ®
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas com triglicerídeos de


cadeia média (MCT):

- A sua utilização deve ser bem vigiada, devido aos


efeitos indesejáveis dos MCTs quando em
percentagens elevadas;

- Recomendadas em situações clínicas em que existe


perturbação na digestão e absorção dos lípidos
(fibrose quística, ressecção intestinal, insuficiência
pancreática, anomalias linfáticas, doença celíaca,
síndrome de malabsorção,...)
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas com triglicerídeos de


cadeia média (MCT)
- MCT Oil ®
- Portagen ®
Fórmulas dietéticas especiais

• Fórmulas dietéticas sem fenilalanina:

- Em lactentes com fenilcetonúria, dado que a


fenilalanina é eliminada, prevenindo-se, deste modo, o
aparecimento de complicações.

- Lofenolac ®
- Fenil-livre ®
• Embora sejam evidentes os benefícios
clínicos de alguns leites, em relação a
situações clínicas específicas, são
necessários mais estudos, no âmbito de uma
utilização mais precisa das fórmulas
infantis.
• Podem-se encontrar inúmeros produtos
relacionados com a nutrição infantil.
• A partir dos 4 meses começam-se a introduzir os
cereais na alimentação do bebé

Farinhas

Lácteas Não lácteas


Com leite adaptado (“LA”)

Para preparar com água, de


modo a evitar um excesso
proteico e uma eventual
sobrecarga renal.
• As farinhas satisfazem as necessidades nutricionais
do lactente.

• As farinhas disponíveis no mercado seguem as


recomendações ESPGHAN (Sociedade Europeia de
Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição
Pediátrica):

- Sem glúten

- Com glúten
• O glúten é um componente proteico presente na
maioria dos cereais (trigo, centeio, cevada e aveia).

• O seu consumo pode causar intolerância ou alergia em


bebés mais sensíveis, e se for introduzido muito cedo
na alimentação pode desencadear a doença celíaca.
• Farinhas:

- Sem glúten (a partir dos 4 meses)


Compostas por cereais hidrolisados enzimaticamente (CHE) e
facilmente digeríveis.

- Com glúten (somente a partir dos 6 meses)

Existem variados sabores (cereais, mel, frutas variadas,


multifrutas, cereiais e mel, arroz,…), contudo, inicialmente,
deve-se preferir as farinhas simples (de apenas um sabor).
• Boiões (práticos em situações em que não se está em
casa e não há possibilidade de preparar a refeição do
bebé):

- Refeições (carne ou peixe com legumes);

- Sobremesa (fruta)

Grande variedade de sabores


(isentos de glúten, ovo e leite)

São alimentos seguros, dado que são conservados sob vácuo.


• Soluções de re-hidratação oral:

- Miltina Electrolit ®

- Indicadas na correcção da perda de água e sais minerais


devida a diarreia e/ou vómitos

Situações em que há:

Perdas de sódio, potássio, iões cloreto e água

Substâncias que devem ser compensadas tão rapidamente quanto possível.


• Soluções de re-hidratação oral

- Orsalit ®

- Apresenta-se em embalagens de 10 saquetas, com recipiente-


medida.
• Até aos 6 meses - sabor neutro
• A partir dos 6 meses - sabor a banana
• Infusões

- Colimil Milte ®
- Chá de Plantas ®
- Chá de funcho ®
- Alivit sonhos ®
- Alivit gases ®

- Produtos à base de extractos secos de plantas


(funcho, camomila, erva-cidreira, tília, flor de
laranjeira, lúcia-lima,...) e vitaminas

Indicações:

Perturbações intestinais devidas a meteorismos e


aerofagia.
• Probióticos - “para a vida”
- Microrganismos vivos (Lactobacillus,
Bifidobacterium, Saccharomyces,...)

Situações de desequilíbrio da
microflora intestinal

Normalizar a permeabilidade,
a motilidade, o metabolismo
e outras funções do intestino.
• Probióticos
- BioGaia ®
- Lactogermine ®
- Antibiophilus ®
- Lacteol ®
- Casen Biotic ®
- UL-250 ®
• Prebióticos - “depois da vida”
- Carbohidratos não-digeríveis (inulina, lactulose,
oligossacarídeos,…) [ex. iogurtes]

Estimulam selectivamente a proliferação e/ou


actividade das populações de bactérias
desejáveis no cólon.

Favorecem a absorção de certos minerais


(cálcio, magnésio, zinco,…) .
• Simbióticos - produtos que conjugam
probióticos e prebióticos.

• Como as bactérias úteis estão


progressivamente ausentes dos nossos
alimentos, cada vez é mais importante a
ingestão de probióticos.

• Todos eles devem ser tomados 2 a 3 horas


após a toma de antibióticos.
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Nutrição
Ajustada

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano 2014-15
Ana Paula Fonseca
SUMÁRIO
 2.3 Nutrição ajustada às necessidades do
paciente
 2.3.1 Diabetes
 2.3.2 Obstipação
 2.3.3 Doenças neurodegenerativas
 2.3.4 Disfagia
 2.3.5Cancro
 2.3.6 Úlceras de pressão
• Noções básicas de nutrição:

- Nutrição é o processo de consumo, absorção e utilização dos


nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento
do corpo e para a manutenção da vida.

- Os nutrientes são substâncias químicas que se encontram nos


alimentos e que nutrem o corpo.

- Muitos nutrientes podem ser sintetizados no organismo.

- Os que não o podem ser, nutrientes essenciais, devem ser


incorporados na dieta.
• Noções básicas de nutrição:

- Se os nutrientes essenciais não se administram nas


quantidades requeridas, podem aparecer perturbações
relacionadas com a deficiência nutricional.

- O objectivo de uma dieta apropriada é obter e manter a


composição corporal desejada e uma grande capacidade para
o trabalho físico e mental.

- As necessidades diárias em nutrientes essenciais dependem


da idade, sexo, estatura, peso e actividade metabólica e
física.
• Noções básicas de nutrição:

- Macronutrientes (fornecem 90% do peso seco da dieta e


100% da sua energia):
• Proteínas - 8-9% valor energético total
• Glícidos - 50-60% valor energético total
• Lípidos - 30-35% valor energético total

- Micronutrientes
• Vitaminas - lipossolúveis / hidrossolúveis
• Minerais e oligoelementos - Fe, Zn, Cu, Fl, Cr, iodo, selénio, manganésio -
3-5% peso corporal

- Água - 2300ml/dia

- Fibra - 25-30g/dia
• Malnutrição:

- A malnutrição pode ser o resultado de uma diminuição da ingestão


(desnutrição) ou de um consumo excessivo (hipernutrição).

Ambas as condições são o resultado de um desequilíbrio entre as


necessidades corporais e o consumo de nutrientes essenciais.

- A desnutrição é o resultado de uma ingestão


inadequada de nutrientes essenciais devido a:
• Dieta pobre
• Defeito de absorção no intestino (má absorção)
• Gasto anormalmente alto de nutrientes
• Perda anormal de nutrientes por diarreia, perda de sangue
(hemorragia), insuficiência renal ou suor excessivo.
• Desnutrição “quem corre o risco?”:
- Bebés e crianças pequenas com pouco apetite.
- Adolescentes em fases de crescimento rápido.
- Mulheres grávidas ou em período de lactação.
- Idosos.
- Pessoas que têm uma doença crónica do tracto
gastrointestinal, do fígado ou dos rins,
particularmente se perderam recentemente 10% a 15%
do seu peso.
- Pessoas que se submetem a dietas agressivas durante
longo tempo.
- Vegetarianos.
• Desnutrição “quem corre o risco?” (cont.):

- Alcoólicos ou toxicodependentes que não se alimentam


adequadamente.
- Doentes com sida.
- Pessoas que tomam medicamentos que interferem com
o apetite ou com a absorção ou excreção dos
nutrientes.
- Doentes com anorexia nervosa.
- Pessoas que sofreram de febre prolongada,
hipertiroidismo, queimaduras ou cancro.
• Desnutrição (causas):

- Factores fisiológicos:
• Diminuição do sabor e do olfacto com o avançar da idade;
• Falta de dentição;
• Actividade física reduzida.
- Factores sociais:
• Solidão e isolamento social;
• Hábitos alcoólicos;
• Depressão;
• Dificuldade na preparação das refeições.
- Factores clínicos:
• Mal-absorção;
• Dor crónica;
• Dificuldade de deglutição.
• Em situações específicas de desnutrição, poder-se-á, de
acordo com as características da própria patologia, optar
por:
- Dieta com elevado valor calórico;

- Ir de encontro aos gostos do paciente;

- Refeições atraentes;

- Pequenas porções;

- Fortificar refeições com natas, açúcar, mel, leite,


manteiga, modulares, suplementos orais;

- Fazer suplementos orais entre as refeições.


• Administração de nutrientes:

- Pela boca

- Através de uma sonda nasogástrica (nutrição entérica)


• Em situações de convalescência de queimaduras e doenças
inflamatórias do intestino.
• As soluções usadas contêm todos os nutrientes necessários:
proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e
oligoelementos.

- Por via endovenosa (nutrição parentérica)


• Em situações em que as pessoas não podem receber alimentação
adequada através de uma sonda nasogástrica:
- Pessoas que se encontram gravemente malnutridas e que precisam
de se submeter a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia,.
- As que sofreram queimaduras graves ou paralisia do aparelho
digestivo
- As que têm diarreias ou vómitos persistentes.
• Desnutrição:

- Diabetes

- Obstipação

- Doenças neurodegenerativas

- Disfagia

- Cancro

- Úlceras de pressão
• Diabetes

- Doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose


no sangue.

- Devem ser utilizados suplementos orais ou fórmulas de nutrição


entérica especialmente desenhadas para pacientes com diabetes;

- Controlar os níveis de glicemia e minimizar complicações.


• Diabetes

- Diasip ®
• Produto dietético nutricionalmente
completo, rico em fibras e ácidos
gordos monoinsaturados;
• Isento de lactose e glúten;
• Contém edulcorantes e frutose;
• Sabor a baunilha, chocolate e capuccino.

• Pacientes com diabetes mellitus e/ou


hiperglicemia.

• Como suplemento: até 3 garrafinhas/dia


• Como fonte alimentar única: entre 7-10
garrafinhas/dia
• Obstipação

- Caracterizada pela dificuldade constante ou eventual da evacuação


das fezes.

- Aumentar a ingestão de fibra;

- Aumentar a ingestão de líquidos;

- Devem ser utilizados suplementos nutricionais ou fórmulas de


nutrição entérica enriquecidas em fibra.
• Obstipação

- Stimulance multifibra mix ®


• Produto modular que contém 6 tipos de
fibras dietéticas semelhantes às
consumidas na dieta habitual;
• Latas de 400g;
• Isento de glúten e lactose.

• Pessoas com reduzida ingestão de


fibras;
• A mistura de fibras ajuda a manter a
função digestiva normal.
• Obstipação

- Stimulance multifibra mix ®


• Pode ser adicionado a alimentos doces
ou salgados (sopas, purés de vegetais,
molhos, iogurtes,...);

• É adequado para utilização culinária e


pode ir ao forno.

• Adultos: 2-4 colheres medida


• Crianças: 1-2 colheres medida
• Doenças neurodegenerativas

- Doenças em que ocorre a destruição progressiva e irreversível dos


neurónios.

- Alterações físicas

- Alterações fisiológicas

- Alterações emocionais/cognitivas
• Doenças neurodegenerativas

- Alterações físicas:
• Dificuldade na utilização dos talheres;

• Falta de coordenação dos movimentos aquando da alimentação;

• Dificuldade para descascar ou desempacotar os alimentos;

• Dificuldade em se sentar durante as refeições;

• Refeições muito lentas.

- Alterações fisiológicas
• Diminuição do olfacto e sabor (preferência por alimentos doces);

• Diminuição do apetite.
• Doenças neurodegenerativas
- Alterações emocionais/cognitivas

• Distracção;

• Esquecimento das refeições;

• Dificuldade em fazer escolhas;

• Tendência para se alimentarem com as mãos;

• Incapacidade de manifestarem sede ou fome;

• Tendência para ingerir objectos não alimentares (ex.: flores);

• Recusa em se alimentar.
• Doenças neurodegenerativas
- Ambiente durante a refeição:

• Pode constituir um factor positivo/negativo na manutenção do


estado nutricional;

• Manter um nível de ruído baixo;

• Evitar interrupções durante as refeições;

• O cuidador deve estar atento às necessidades do paciente;

• Iluminação adequada;

• O posicionamento do paciente, a refeição e a superfície de apoio


devem ser adequados.
• Doenças neurodegenerativas
- Refeição:

• Diversificar sabores e cheiros;

• Servir as refeições a uma temperatura morna;

• Utilizar alimentos coloridos;

• Refeições sempre à mesma hora de forma a criar uma rotina;

• Oferecer pequenas refeições ao longo do dia, em vez de apenas


três refeições principais;

• Oferecer alimentos para comer com a mão, suplementos


nutricionais e bebidas energéticas entre as refeições: fruta,
tostas, pão, bolachas, biscoitos,...
• Doenças neurodegenerativas

- Fortimel ®
• Suplemento nutricional de alto valor proteico;
• Isento de glúten e fibras;
• 200ml/20g proteínas/ 1 Kcal/ml;
• Ingerir à temperatura ambiente ou fresco;
• Sabor a baunilha, café, chocolate e morango);
• Existe uma apresentação sem lactose (sabor a
baunilha, caramelo e pêssego/laranja).

• Indicado sempre que o paciente não consegue


alcançar as suas necessidades proteicas somente com
a sua alimentação habitual;
• Stress, pós-operatório, geriatria, gravidez,...
• Doenças neurodegenerativas

- Nutridrink ®
• Suplemento nutricional completo e
hipercalórico;
• Sem resíduos, glúten, lactose e fibras;
• Sabor a banana, baunilha, caramelo e
laranja;
• 200ml/12g proteínas/1,5 Kcal/ml.

• Pacientes que não conseguem alcançar as


suas necessidades energéticas somente com
a sua alimentação habitual;
• Preparação para colonoscopia, uma vez que
não possui resíduo
• Doenças neurodegenerativas

- Protifar ®
• Produto modular para enriquecimento
proteico da dieta;
• Contém 88,5% de caseína em pó;
• Isento de glúten e lactose.

• Pacientes que necessitam de aporte extra de


proteínas (pacientes com baixa ingestão
proteica ou necessidades aumentadas,
gestantes, lactantes, crianças, adolescentes,
desportistas e idosos);
• Não pode ser a única fonte de alimentação.
• Doenças neurodegenerativas

- Fantomalt ®
• Suplemento energético à base de
maltodextrina (85%);
• Não contém proteínas nem lípidos;
• Isento de glúten e lactose.

• Indicado para satisfação das


necessidades nutricionais energéticas,
sempre que exista deficiência de
aporte ou necessidades aumentadas.
• Doenças neurodegenerativas

- Fantomalt ®
• Depois de aberto tem validade de 1
mês;
diluir a quantidade de pó num pouco de
água e adicionar a preparações quentes
ou frias, a líquidos, doces ou salgados;
• Adequado para cozinhar;
• Perfeita dissolução;
• Produto isento de sabor.
• Disfagia:

- Sensação de que os alimentos não avançam com normalidade


desde a garganta até ao estômago ou ficam retidos no referido
trajecto. Esta sensação pode ser acompanhada de dor.

- Relacionada com o processo de envelhecimento está a


dificuldade na deglutição, que provoca a diminuição do valor
energético total.

- Pode ser causada por alterações neurológicas como o acidente


vascular cerebral (AVC), outras doenças neurológicas e/ou
neuromusculares e também alterações locais obstrutivas, como
as doenças tumorais do esófago.
• Disfagia:

- Consequências:
• Deficiências nutricionais;

• Pneumonia de aspiração;

• Regurgitação nasal;

• Perda de peso;

• Dor ao deglutir;

• Desidratação;

• Anorexia.
• Disfagia

- Nutilis ®
• Espessante alimentar instantâneo;
• Isento de glúten e lactose.

• Permite uma alimentação segura e


adaptada à terapia e aos cuidados do
paciente com disfagia.
• Disfagia

- Nutilis ®
• Adicionar o pó e misturar com um
garfo;

• Não altera o sabor dos alimentos;

• Altera a textura dos alimentos,


tornando-os atraentes e estáveis,
facilitando o processo de deglutição
dos pacientes.
• Disfagia

- Nutilis ®
• A quantidade necessária de Nutilis
pode variar ligeiramente, dependendo
da temperatura ou da consistência
dos líquidos a que se adiciona;

• Os alimentos espessados podem ser


aquecidos, refrigerados ou congelados
sem alterar a sua consistência.
• Disfagia

- Nutilis ® + Suplementos alimentares

- Nutilis ® + sopas ou purés


• Disfagia

- Forticreme ®
• Suplemento nutricional de alto valor
proteico e energético, sob a forma de
pudim;
• 125g/ 12,5g proteína/ 1,6 Kcal/g;
• Sem resísuos, glúten, lactose e fibras
• Sabor a baunilha, café, chocolate e
frutos silvestres.

• Indicado sempre que existam


deficiências relacionadas com
malnutrição, disfagia ou necessidades
nutricionais acrescidas.
• Cancro

- Causas de desnutrição:

• Redução na ingestão oral

• Efeitos locais do tumor

• Efeitos metabólicos

• Factores psicológicos

• Efeitos colaterais do tratamento oncológico

- Dar qualidade de vida aos pacientes oncológicos


• Cancro

- Consequências de desnutrição:

• Desequilíbrio do estado nutricional;

• Comprometimento da função imune;

• Aumento do risco das complicações no pós-operatório;

• Diminuição da resposta ao tratamento;

• Aumento do tempo de internamento;

• Elevados custos hospitalares;

• Aumento da mortalidade.
• Cancro
- Conselhos práticos:

• Náuseas e vómitos
- Ingerir pequenas refeições com elevado valor
calórico/proteico ao longo do dia;

- Ingerir líquidos de forma a prevenir a desidratação;

- Mastigar e deglutir lentamente;

- Ingerir os alimentos a uma temperatura morna ou fria;

- Evitar alimentos com um cheiro intenso;

- Evitar alimentos muito condimentados e gordurosos;

- Evitar a ingestão de líquidos às refeições.


• Cancro
- Conselhos práticos:

• Feridas na boca e garganta

- Aumentar o n.º de refeições de menor volume;

- Aumentar o conteúdo calórico e proteico;

- Evitar alimentos/bebidas picantes, ácidos ou salgados;

- Mastigar e deglutir lentamente;

- Evitar alimentos com uma textura rugosa;

- Ingerir os alimentos a uma temperatura morna ou fria;

- Ingerir alimentos de consistência pastosa;

- Ingerir os suplementos nutricionais frescos.


• Cancro

- Objectivos do suporte nutricional:

• Manter ou aumentar o estado nutricional do doente;

• Incrementar a função imune;

• Minimizar os sintomas gastrointestinais;

• Maximizar a qualidade de vida


• Cancro

- Forticare ®
• Suplemento nutricional oral
enriquecido com EPA (ácido
eicosapentanóico), de alto
valor proteico e energético;
• Sabor a pêssego/gengibre,
laranja/limão e cappuccino.

• Para doentes oncológicos com


ou sem risco de malnutrição;
• Desde os primeiros sintomas
de falta de apetite ou perda
de peso.
• Cancro

- Forticare ®
• Principal papel do EPA (ácido
eicosapentanóico):
- Minimiza a caquexia
(perda de peso, atrofia
muscular, fadiga,
fraqueza, perda de
apetite);
- Melhora a função imune;
- Melhora os resultados
clínicos.
• Úlceras de pressão

- Grupos de risco:
• Imobilidade:
- Doentes acamados ou utilizadores de cadeiras de rodas;
- Paralisias;
- Esclerose múltipla;
- Gesso;
- Sedativos.

• Problemas de circulação:
- Arteriosclerose;
- Doenças pulmonares;
- Diabetes.

• Idosos:
- Incontinência;
- Caquexia;
- Demência;
- Solidão.
• Úlceras de pressão

- Tratamento:

• Posicionamento:
- Posição corporal;
- Colchões específicos para redução da pressão;
- Regime de mobilização e rotação do doente.

• Cuidados com a pele:


- Hemostase;
- Lavagem/desbridamento;
- Drenagem;
- Protecção.

• Intervenção nutricional:
- Adequação da dieta habitual;
- Aumento da circulação sanguínea;
- Regulação do processo inflamatório;
- Estimulação da cicatrização.
• Úlceras de pressão

- Cubitan ®
• Suplemento nutricional oral,
ligeiramente hipercalórico, de alto
valor proteico, enriquecido em
vitaminas e micronutrientes (zinco,
vitamina A, vitamina C e vitamina E);
• Contém arginina sob a forma livre;
• Isento de glúten;
• 200ml/ 20g proteínas (3g arginina)/
1,25 Kcal/ml.
• Úlceras de pressão

- Cubitan ®
• Alimento dietético para satisfação
das necessidades nutricionais de
pacientes com úlceras de pressão;

• Contém todos os nutrientes


necessários para apoiar o tratamento
de úlceras de pressão, regulando o
processo inflamatório e estimulando
a cicatrização.
• Úlceras de pressão

- Melhoria da dieta normal, com o objectivo de regular o


processo inflamatório e estimular a cicatrização.

- Prevenção:
• Nutridrink ®;
• Fortimel ®.

- Tratamento:
• Cubitan ®.
• Pacientes cirúrgicos na fase pré-operatória

- PreOp ®
• Suplemento glucídico;
• Isento de proteínas, lípidos, lactose e fibra;
• Sabor a limão.

• Não deve ser usado como fonte alimentar única.

• Dose inicial: 4 x 200ml na noite antes da cirurgia;


• Dose final: 2 x 200ml, 2horas antes da anestesia.
• Insuficiência renal
- Renilon®
• Produto dietético nutricionalmente completo, baixo teor
proteico e mineral, hipercalórico;
• Isento de glúten e fibras.

• Usa-se água para reconstituir;


• Usa-se imediatamente após a preparação;
• A dose recomendada depende do estado clínico do doente;
• Pode ser usado como bebida ou administrado por sonda.
• Fibrose quística
- Scandishake mix ®
• Suplemento dietético hipercalórico;
• Isento de glúten.
• Sabor a baunilha, chocolate e morango.

• Para preparar o batido adiciona-se uma saqueta a leite e


mexe-se bem;
• Bebe-se de imediato ou conservar-se, no máximo, por 24
horas.
• Nutrição ajustada às necessidades do paciente:
- Suplementos nutricionais:
• Forticreme ®;
• Fortimel ®.
- Nutrição oral líquida completa:
• Fortini ® (suplemento nutricional completo, hipercalórico e enriquecido
em fibras, usado em crianças);
• Nutridrink ®.
- Produtos modulares:
• Fantomalt ®;
• Protifar plus ®;
• Stimulance multifibra mix ®.
- Produtos dietéticos especiais:
• Cubitan ®;
• Diasip ®;
• Nutilis ®;
• PreOp ®;
• Renilon ®;
• Scandishake mix ®;
- Nutrição entérica.
• Nutrição entérica:

Alimentação por sonda específica para cada situação,


adaptada ao esquema de alimentação em função da situação e
do paciente.

- Fase inicial;
- Fase standard;
- Fase avançada;
- Rica em fibra;
- Diabetes;
- Pediatria;
- Má absorção;
- Stress metabólico;
- Úlceras de pressão.
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Higiene
Oral

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano|2014-15
Ana Paula Fonseca
• Cuidar correctamente da boca é a chave para manter
uma boa saúde.

• A placa bacteriana é uma película aderente e pegajosa,


constituída por bactérias, que se forma constantemente
sobre os dentes.

• A placa bacteriana pode irritar as gengivas e, se não for


controlada, pode estender-se aos tecidos de suporte e
sustentação dos dentes, pondo em causa a integridade
do dente.
• 3 em cada 4 adultos sofrem de doença periodontal em
algum momento da sua vida.

- A acumulação de placa bacteriana é a principal causa da doença


periodontal e afecta as gengivas e as estruturas de suporte dos
dentes.

- É necessário controlar e reduzir a placa bacteriana entre os


dentes e as gengivas, através de uma higiene adequada com acção
anti-séptica e anti-inflamatória.
• Gengivite:

- Etapa mais precoce da doença periodontal.

- É provocada pela acumulação dos depósitos de placa bacteriana.

- Caracteriza-se pelo rubor da gengiva, inflamação e hemorragia.

- Não produz dor e é uma fase reversível da doença, já que uma


correcta higiene oral, que elimine a placa bacteriana, permite
recuperar a saúde da boca.
• Periodontite:

- Em estádios mais avançados, a gengivite pode provocar recessão


gengival, deixando exposta a raiz dos dentes.

- Sem tratamento dentário adequado, a gengivite pode avançar


para um estádio mais grave, transformando-se em periodontite.

- Afecta o periodonto, que é o tecido que suporta os dentes,


constituído pela gengiva, o osso alveolar, o cimento radicular e o
ligamento periodontal.

- Se não for tratada pode conduzir à perda dos dentes.


• Um dos problemas mais comuns da saúde oral é a cárie
dentária.

• Manifesta-se principalmente através da combinação de


dois factores:
- A formação de placa bacteriana, responsável pela desmineralização do esmalte;

- Uma alimentação rica em açúcares.


• As bactérias presentes na placa bacteriana reagem na
presença de alimentos, produzindo ácidos que podem
atacar e enfraquecer o esmalte.

• Se a placa bacteriana continuar a acumular-se e não for


removida, mineraliza e endurece sobre os dentes,
formando o tártaro.

• O tártaro proporciona à placa bacteriana uma superfície


de crescimento mais extensa e de maior adesão,
potenciando assim a evolução para infecções mais
graves.
• Cárie dentária:

- Doença bacteriana de evolução crónica que se caracteriza


clinicamente por uma destruição progressiva e centrípta dos
tecidos mineralizados dos dentes erupcionados.

- É o resultado de uma série de ciclos que consistem em fases de


desmineralização e mineralização.

- A fase de desmineralização ocorre quando há uma descida de pH


na superfície do dente (após a ingestão de alimentos).

- O meio ácido favorece a formação de lesões microscópicas na


superfície do esmalte, devido à dissolução da hidroxiapatite.

- Tem uma etiologia multifactorial e complexa.


• Cárie dentária:

- Com o restabelecimento dos valores normais de pH na superfície


dos dentes (intervalo entre as refeições), ocorre a fase de
mineralização, observando-se a deposição de sais de cálcio nos
microespaços formados na fase de desmineralização.

- Quando não se verifica um equilíbrio entre as fases de


desmineralização e mineralização, verifica-se a instalação de
processos activos de cárie.
• Anti-sépticos e desinfectantes:

- A transmissão de agentes infecciosos constitui uma preocupação


constante, desempenhando os anti-sépticos e desinfectantes um
papel fundamental na prevenção da infecção.

- Durante os procedimentos dentários de rotina, há a contaminação


de instrumentos e superfícies com saliva, sangue e fluídos que
podem conter microrganismos.
• Anti-sépticos e desinfectantes:

- Objectivos gerais dos programas de controlo da infecção:

• Reduzir o número de microrganismos patogénicos a níveis compatíveis


com a sua eliminação pelos mecanismos de defesa do indivíduo.

• Quebrar a cadeia de transmissão do microrganismo e eliminar a


contaminação cruzada.

• Considerar qualquer paciente e instrumento como potencial


transmissor de doenças infecciosas.

• Proteger os pacientes e os profissionais de saúde da infecção e suas


consequências.
• Anti-sépticos e desinfectantes:
- Ácidos
• Ácido acético, ácido benzóico, ácido bórico e ácido láctico.

- Agentes oxigenantes
• Peróxido de hidrogénio
• Peróxido de carbamida
• Peróxido de benzoílo
• Peróxido de zinco
• Perborato de sódio

- Álcoois
• Etanol e isopropanolol.

- Clorohidrinas
• Clorobutanol
• Anti-sépticos e desinfectantes:
- Aldeídos
• Formaldeído, glutaraldeído, noxitiolina, taurolina e metenamina.

- Clorohexidina (tensioactivo catiónico)

- Corantes
• Derivados do trifenilmetano: verde-brilhante, verde malaquite e
violeta de genciana.
• Derivados da acridina

- Derivados da 8-hidroxiquinoleína
• Sulfato de hidroxiquinoleína e potássio.
• Clorquinaldol e clioquinol

- Compostos fenólicos
• Fenol, cresol, formocresol, eugenol, timol, clorotimol, hexilresorcinol,
hexaclorofeno, triclosan e listerina.
• Parabenos
• Anti-sépticos e desinfectantes:
- Halogéneos (oxidantes)
• Flúor, bromo, cloro, iodo, fluoreto estanhoso, iodóforos (iodeto de
sódio e iodopovidona) e cloróforos (cloraminas, hipoclorito de cálcio,
dióxido de cloro, hipoclorito de sódio).

- Sais metálicos
• Cloreto de zinco, citrato de zinco, fluoreto estanhado, sulfato de
cobre, lactato de zinco,...

- Nitrofurazona

- Óxido de etileno e óxido de propileno

- Salicilanilidas e carbanilidas
• Anti-sépticos e desinfectantes:
- Tensioactivos aniónicos
• Amino-álcoois (octapinol, decapinol), dodecilsulfato de sódio e
laurilsulfato de sódio.

- Tensioactivos catiónicos
• Compostos de amónio quaternário (cloreto de cetilpiridínio, cloreto de
benzalcónio), bis-biguanidas (clorohexidina, alexidina) e derivados
pirimidínicos (hexetidina, octenidina).
• Dentífricos:

- A higiene oral adequada reduz a acumulação da placa bacteriana


na superfície dos dentes e diminui a incidência de cárie dentária e
de vários tipos de doenças periodontais.

- Os dentífricos são pastas, geles ou pós que se usam para ajudar a


remover a placa dentária por aumentarem o potencial de limpeza
da escovagem.
• Dentífricos:

- Contêm:
• Abrasivos (eliminam os restos de alimentos e pigmentações residuais e
branqueiam os dentes):
- Carbonato de cálcio, gel de sílica desidratado, óxidos de alumínio
hidratados, carbonato de magnésio, sais de fosfato, silicatos,...

• Agentes que produzem espuma ou detergentes (aumentam a


solubilidade da placa):
- Laurilsulfato de sódio, N-laurilsarcosinato de sódio,...

• Humectantes (impedem a perda de água):


- Glicerol, propilenoglicol, sorbitol,...
• Dentífricos:

- Contêm:
• Espessantes ou estabilizadores da formulação:
- Colóides minerais, gomas naturais, colóides de origem marinha,
celuloses sintéticas,...

• Aromatizantes (proporcionam sabor ao dentífrico):


- Agentes diversos e complexos que podem conter sacarina como
edulcorante,...

• Agentes terapêuticos
• Dentífricos:

- Contêm:
• Agentes terapêuticos

- Flúor, sob a forma de fluoreto de sódio, fluoreto de estanho ou


monofluorofosfato (profilaxia da cárie, por assimilação do ião
fluoreto na apatite do esmalte dentário)

- Fluoreto de estanho, triclosan, citrato de zinco (redução da


inflamação gengival)

- Nitrato de potássio, citrato de sódio, cloreto de estrôncio


(redução da sensibilidade)

- Peróxidos, tripolifosfatos de sódio (branqueamento dos dentes,


por remoção de detritos sólidos e pigmentos na superfície dos
dentes)
• Dentífricos:

- Contêm:
• Agentes terapêuticos

- Pirofosfatos, triclosan, citrato de zinco (anti-tártaro e anti-


bacteriano)

- Bicarbonato de arginina, complexo de carbonato de cálcio,


nitrato de potássio ou fluoreto de estanho estabilizado (redução
da hipersensibilidade dentária, por bloqueio da dor causada pela
troca de fluído entre os túbulos dentinários e a polpa)
• Colutórios:

- São soluções para bochechar que se usam com os seguintes


objectivos:

• Reduzir a formação de placa bacteriana nos dentes e gengiva;

• Prevenir ou reduzir a gengivite;

• Prevenir ou controlar a cárie dentária;

• Reduzir a taxa de acumulação de cálculos gengivais;

• Refrescar o hálito (reduzir a halitose).


• Colutórios:

- Tratam apenas os sintomas e o efeito é transitório.

- Muitos dos efeitos que provocam são temporários,


nomeadamente: alteração do sabor, pigmentação dos dentes,
sensação de queimadura,...
• Colutórios:

- Componentes principais:

• Água
• Essências
• Humectantes
• Surfactantes
• Álcool
• Compostos activos:
- Agentes antimicrobianos (redução da formação da placa,
diminuição da gravidade da gengivite e ajudar a controlar a
halitose. Ex.º clorohexidina)
- Fluoretos
- Sais adstringentes
- Clorofilinas
- A utilização de um colutório de clorohexidina após a escovagem
com um dentífrico fluoretado diminui a eficácia dos 2 compostos.

- Os dentífricos anti-tártaro podem provocar hipersensibilidade


dentária ou irritação dos tecidos moles.
• Suplementos de flúor

- Podem ser encontrados na composição de pastas dentífricas e de


colutórios.

- São aconselhados a crianças dos 6 meses aos 15 anos de idade.

- Podem ser usados como suplementos alimentares sob a forma de


comprimidos ou de gotas orais.

- Não devem ser administrados juntamente com leite, dado que o


cálcio diminui a absorção do flúor quando tomados
concomitantemente.

- O excesso de flúor pode causar fluoroses dentárias.


- A utilização diária de escova de dentes na higiene oral está
incluída numa série de medidas preventivas (higiene alimentar,
higiene buco-dentária e fluoretação) que permitem reduzir a
incidência de dois dos problemas mais prevalentes em todo o
mundo: a cárie dentária e a periodontite.

- Existem vários tipos de escovas de dentes de acordo com a idade


e destreza do manuseador, assim como de acordo com o fim a que
se destina.
- Os tufos estão dispostos em filas, podendo as escovas ser
classificadas em:

• Normais - 5 ou 6 tufos de comprimento por 2 ou 3 tufos de largura.


Os tufos estão espaçados, permitindo uma fácil limpeza.

• Multitufos - 10 ou 11 tufos de comprimento por 3 ou 4 tufos de


largura. O espaçamento entre os tufos é muito pequeno, permitindo um
plano de escovagem liso. Além disso, os filamentos suportam-se uns
aos outros aumentando a durabilidade da escova.

• Monotufo - usadas para limpeza de áreas interproximais abertas,


zonas à volta e debaixo de dentaduras parciais-fixas, pontes e
aplicações ortodônticas.
- Os filamentos podem ser de:
• Nylon - mais comuns. Secam rapidamente, as extremidades são
redondas e standardizadas, resistentes à acumulação de bactérias e
são mais duradouros.

• Pêlos naturais - caíram em desuso. Não apresentam dimensões


standardizadas, variando também quanto à textura. O diâmetro e a
forma variam também de acordo com a sua origem. Absorvem água,
ficando macios quando molhados. Permitem a retenção de bactérias e
de restos alimentares e deterioram-se mais rapidamente.
• Escovas dentárias:

- Pós-operatória (7/100) - recomendada a pessoas em período pós-


operatório com gengivas sensíveis. A cabeça é pequena e possui
filamentos super macios para não ferir a região operada.

- Suave (15/100) - a cabeça é de tamanho médio, com a


extremidade arredondada. A haste é, preferencialmente, flexível.
O cabo é grande e ergonómico. Os filamentos são macios e
arredondados na extremidade. É aconselhada para dentes
sensíveis, desordens dolorosas das gengivas ou recessão gengival.
É pouco útil na remoção da placa bacteriana.

- Média (20/100) - a cabeça é de tamanho médio. Os multitufos


têm filamentos de nylon. É ideal para a maioria das pessoas sem
problemas dentários.
• Escovas dentárias:

- Média-Dura (25/100) - pode causar recessão gengival. Não é


muito aconselhável a sua utilização.

- Ortodôntica - a cabeça é menor, eliminando a placa bacteriana e


os resíduos em zonas de difícil acesso.

- Pocket (em formato de bolso) - a cabeça é pequena e


arredondada. O cabo é dobrável e oferece condições de higiene
dentária em todas as ocasiões, sem ocupar espaço.
• Escovas dentárias:

- Baby (0-2 anos) - a cabeça é muito estreita e pequena. Os


filamentos são macios, curtos e flexíveis, ideais para massajar e
proteger as delicadas gengivas. A haste permite à mãe escovar
com facilidade os dentes da criança.

- Kids (2-6 anos) - os filamentos de nylon são macios e com ponta


arredondada. A cabeça é estreita para fácil acesso às diferentes
parte da boca. O cabo é curto, de borracha resistente e é
ergonómico e com revestimento antiderrapante.

- Júnior (7-12 anos) - a cabeça e o cabo são maiores do que a


“Kids”. A haste é preferencialmente flexível.
• Escovas dentárias:

- Eléctricas

Boa alternativa para pessoas que têm mais dificuldade em escovar, que têm
menos destreza manual ou quando se trata de cuidar da higiene oral de
outros indivíduos.

Fazem os movimentos automaticamente, imitando os movimentos da


escovagem manual.

Têm a cabeça mais pequena.


• Fio/fita dentária:

- Utilizados antes da escovagem.

- A cada espaço entre dois dentes é aconselhado utilizar uma


porção nova e limpa de fio/fita dentária.

- Removem a placa bacteriana que se acumula entre os dentes e o


sulco gengival.

- Podem conter cera para facilitar o deslizamento entre os dentes.


• Fixadores de próteses:
- Por traumatismos, problemas periodontais ou questões estéticas,
é muito vulgar a necessidade da utilização de próteses removíveis.

- O problema inicia-se quando a prótese não se encontra fixa e se


desloca com o falar ou o mastigar.

- Podem apresentar-se sob a forma de:


• Creme

• Pó

• Tiras adesivas

• Almofadas adesivas para dentaduras


• Fixadores de próteses:

- Na fixação de próteses os produtos usados contêm:

• Mistura de sais de cálcio e de sódio do copolímero do éter vinilo


metílico e do anidrido do ácido maleico;

• Carboximetilcelulose;

• Parafina;

• Vaselina;

• Sílica;

• Aroma (mentol).
• Limpeza de próteses (peróxidos alcalinos, hipocloritos
alcalinos ou ácidos diluídos):

- Espuma

- Pastilhas efervescentes

- Escova dentária com 2 cabeças

- Pasta dentífrica
• Branqueamento dos dentes:

- Consiste na remoção parcial da matriz do esmalte, criando


pequenas depressões que alteram a reflexão da luz, dando a ilusão
de uma cor mais clara. Com a posterior remineralização, a cor fica
esbatida.

- A utilização prolongada de agentes de branqueamento pode


alterar a flora normal da cavidade oral e favorecer o
desenvolvimento de candidíase e de hipertrofia das papilas
linguais.

- A utilização de bicarbonato de sódio micropulverizado nalgumas


formulações, favorece um polimento suave e profundo. Usado
diariamente, elimina as manchas dentárias provocadas pela
alimentação e/ou tabaco.
• Branqueamento dos dentes:
- Interacções possíveis com os agentes de branqueamento, sendo
estes responsáveis pelo aparecimento de manchas escuras e
inestéticas:

• Chá e café:

Podem comprometer os resultados estéticos do tratamento. Deve


aconselhar-se evitar este tipo de bebidas, pelo menos durante o
tratamento.

• Bebidas alcoólicas e tabaco:

Grandes quantidades de álcool podem induzir o desenvolvimento de um


processo carcinogénico, dado que os peróxidos apresentam um
potencial mutagénico. Deve aconselhar-se evitar a ingestão exagerada
deste tipo de bebidas.
• Situações em que a função salivar está ausente ou é
mínima:
- Substitutos da saliva (ajudam a manter a cavidade oral húmida e
lubrificada):
• Triclosan
• Monofluorfosfato de sódio
• Fluoreto de sódio
• Fluoreto de potéssio
• Vitamina E
• Glicirrizinato dipotássico
• Nitrato de potássio
• Sorbitol
• Ácido málico
• Xilitol
• Azeite extra virgem
• Pantenol
• Aloé Vera
• Alantoína
• Carboximetilcelulose de sódio
• Ortodontia:

- Objectivo: detecção, prevenção e correcção de todo o conjunto


de anomalias do aparelho mastigatório (dentes, arcadas dentárias
e maxilares) que impedem uma correcta oclusão dentária (mal-
posicionamentos dentários, deformações maxilo-faciais,...

- Utilizam-se aparelhos que ao exercerem força sobre os dentes


e/ou maxilares, os leva a moverem-se para o local desejado.

- Existem aparelhos de ortodontia amovíveis ou fixos (mais


utilizados actualmente).

- São constituídos por brackets e bandas (pequenas peças coladas


aos dentes) ligadas entre si por arcos de metal.
• Ortodontia:

- Situações mais comuns que requerem a utilização de aparelhos de


ortodontia:
• Dentes apinhados
- Dentes “encavalitados” uns em cima dos outros por falta de
espaço.
• Mordida cruzada lateral
- Dentes de cima laterais por dentro dos dentes de baixo.
• Retrognatismo
- Dentes de cima salientes (o maxilar inferior encontra-se
demasiado recuado relativamente ao maxilar superior ou o
superior demasiado avançado em relação ao inferior).
• Prognatismo
- Dentes de baixo adiante dos de cima (o maxilar inferior
encontra-se avançado em relação ao superior, provocando o
cruzamento dos dentes inferiores para a frente dos superiores).
• Ortodontia:

- Porque é importante corrigir a posição dos dentes?


• Eficácia mastigatória (bom funcionamento dos músculos e articulações
da face)

• Harmonia estética do conjunto facial

• Efeitos psicológicos positivos

• Higiene oral mais fácil

• Protecção contra fracturas

• Diminuição da incidência de cáries

• Diminuição da doença periodontal


• Ortodontia:

- Que alimentos evitar?


• Pastilhas elásticas

• Caramelos

• Bolachas duras

• Cenouras cruas

• Bebidas doces ou com gás

• Açúcar (pode dissolver o esmalte à superfície provocando lesões


permanentes nos dentes)
• Ortodontia:

- Porque são necessários cuidados especiais de higiene nos


portadores de aparelhos ortodônticos?

• A placa bacteriana é uma massa que se forma sobre os dentes e


gengivas e que é formada essencialmente por restos alimentares,
saliva e bactérias.

• Esta massa adere fortemente às superfícies dos dentes bem como se


acumula nos espaços entre eles e junto às gengivas.

• A presença do aparelho na boca leva a uma maior acumulação de placa


bacteriana junto aos brackets e às bandas.
• Ortodontia:

- Quais as consequências de uma deficiente higiene oral?

• Lesões permanentes no esmalte dentário devido a uma descalcificação,


que se caracterizam pelo aparecimento de manchas brancas nos
dentes;

• Cáries;

• Gengivites, por acumulação de placa bacteriana no sulco gengival.


• Ortodontia:

- Escova ortodôntica:

• Com cabeça pequena e filamentos suaves, com extremidades


arredondadas.

• Os filamentos são mais curtos e resistentes para a escovagem óptima


dos brackets e das bandas.

• Os filamentos externos são mais longos e cruzados com implantação


transversal em X para uma escovagem mais eficaz das zonas de difícil
acesso.
• Ortodontia:

- Dentífrico:

• Com flúor, de modo a evitar-se o aparecimento de cáries, capaz de:

- Tornar o esmalte mais resistente à dissolução pelos ácidos;

- Proteger das bactérias e dos ácidos por elas produzidos.


• Ortodontia:

- Escovilhão interdentário:

• Objectivo: remover a placa bacteriana entre o dente e o arame do


aparelho ou entre dois dentes mais espaçados.

• De acordo com o espaço, selecciona-se o tamanho mais adequado


(extra-fino, fino, cónico,...).

- Silicones/ceras ortodônticos:

• Colocados sobre os brackets ou bandas para protegerem a mucosa do


efeito agressivo da fricção do aparelho.
• Ortodontia:

- Colutório:

• Com flúor, que devido à sua forma líquida consegue aceder às zonas de
mais difícil acesso.

• Deve-se bochechar 2 vezes por dia, após a escovagem.


• Ortodontia:

- Revelador de placa:

• Permite visualizar concretamente onde se acumula a placa bacteriana e


terem a certeza que atingiram o objectivo da escovagem quando
eliminam a coloração.

• Facilita uma execução correcta das técnicas de escovagem.

- Escova para limpeza lingual:

• Permite eliminar restos de comida e bactérias que se instalam na


parte posterior da língua, difíceis de eliminar.
• Como escovar os dentes com aparelhos ortodônticos
fixos:

- A escovagem deve ser realizada após todas as refeições. É


importante que todas as superfícies sejam escovadas.

- Iniciar a escovagem dos arcos, com auxílio dos tufos externos,


efectuando movimentos horizontais de pequena amplitude, que
retiram simultaneamente os restos alimentares dos brackets.

- Com a escova inclinada a 45º, escovar a zona entre a gengiva e o


bracket ao longo de toda a arcada, no sentido da gengiva para o
dente.

- Em seguida, escovar a zona entre o bracket e as superfícies que


mastigam.
• Como escovar os dentes com aparelhos ortodônticos
fixos:

- Logo depois, escovar a face interna dos dentes molares com a


escova inclinada a 45º. A face interna dos incisivos escova-se na
vertical.

- Por fim, escovar as superfícies mastigatórias, dos dentes e


bochechar com água.

- Após a escovagem deve-se utilizar um escovilhão interdentário.

- Para completar a higiene oral, deve bochechar-se com um


colutório com flúor.
• Produtos oftalmológicos

- Destinam-se a actuar nos anexos oculares, na superfície


do globo ocular ou no seu interior.

- A existência de barreiras (da córnea, hemato-aquosa e


hemato-retiniana) faz com que o interior do globo ocular
esteja praticamente isolado, só sendo atingido por
moléculas pequenas ou muito lipofílicas.
• Produtos oftalmológicos

- Quando se usa a via sistémica, as concentrações intra-


oculares dos fármacos são quase sempre baixas,
geralmente muito inferiores às respectivas concentrações
plasmáticas.

- A maior parte das afecções oculares são superficiais (da


conjuntiva e/ou da córnea), o que permite bons resultados
terapêuticos com o uso local de medicamentos, com a
vantagem adicional da quantidade absoluta usada ser
pequena, logo, com efeitos sistémicos reduzidos.
• Produtos oftalmológicos

- No caso das afecções da conjuntiva ou da córnea,


procede-se à aplicação tópica de colírios, pomadas ou
geles.

- A diluição do fármaco pelas lágrimas, a eliminação pelo


canal lacrino-nasal e o fenómeno de lavagem pela aplicação
sucessiva de colírios diferentes, limitam a concentração
atingível nos tecidos oculares.

- Para ultrapassar este inconveniente e permitir maior


tempo de contacto com a superfície ocular, recorre-se
usualmente ao aumento da viscosidade dos colírios, a
veículos oleosos, geles ou pomadas.
• Produtos oftalmológicos

- A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, geralmente


causada por vírus, por bactérias ou por uma alergia.

- É acompanhada de dor, comichão e vermelhidão na superfície do


olho.

- Na conjuntivite bacteriana a secreção pode ser espessa e branca


ou cremosa.

- Na conjuntivite viral ou alérgica a secreção é, em geral, clara.

- A pálpebra pode inchar e dar comichão intensa, em especial em


conjuntivites alérgicas.
• Produtos oftalmológicos

- O tratamento para a conjuntivite depende da sua causa.

- As pálpebras devem ser lavadas suavemente com água da


torneira e com um pano limpo para as manter limpas e
livres de secreções.

- Se a causa for bacteriana, podem ser receitadas gotas ou


pomada com antibiótico.

- As gotas oftálmicas com corticosteróides não são


utilizadas juntamente com os antibióticos e nunca devem
ser utilizadas por um doente que possa ter uma infecção
por herpes (viral), porque os corticosteróides tendem a
agravar esta infecção.
• Produtos oftalmológicos

- Os antibióticos não aliviam a conjuntivite alérgica ou viral.


Os anti-histamínicos orais podem aliviar a comichão e a
irritação. Se assim não for, as gotas com corticosteróides
podem ser benéficas.

- Como a conjuntivite infecciosa é muito contagiosa, o


doente deverá lavar as mãos antes e depois de lavar o olho
ou de aplicar a medicação.

- Além disso, deverá evitar tocar no olho são depois de


tocar no olho infectado.
• Produtos oftalmológicos

- Das substâncias anti-inflamatórias destacam-se os


corticosteróides (dexametasona, fluorometolona e
prednisolona).

- Mas o uso tópico destes fármacos deve ser sempre


ponderado porque podem agravar quadros infecciosos.

- Alguns anti-inflamatórios não esteróides, sem muitos dos


inconvenientes dos corticosteróides, como o diclofenac, o
flurbiprofeno e o cetorolac são hoje usados com
frequência nos processos inflamatórios oculares.

- Cabe ainda uma referência aos anti-alérgicos, de que a


emedastina é exemplo frequentemente usado.
• Produtos oftalmológicos

- Apesar dos colírios conterem geralmente conservantes, o


seu risco de contaminação é grande, pelo que deve haver o
maior cuidado em evitar o contacto da ponta de aplicação
com a superfície ocular.

- Por esta razão, a utilização de embalagens de dose única


tem vantagem em particular no final da cirurgia
oftalmológica.

- Esta apresentação tem ainda a vantagem de não conter


conservantes.
• Produtos oftalmológicos

- A pessoa a quem é administrado o medicamento deve inclinar a


cabeça para trás e olhar para cima.

- O melhor é estar reclinado se for outra pessoa a aplicar o


medicamento.

- Com a ponta de um dedo limpo, puxa-se a pálpebra inferior


ligeiramente para baixo, para criar uma espécie de bolsa.

- Em seguida, vertem-se as gotas dentro da bolsa. A pálpebra


distribui o medicamento por todo o olho.
• Produtos oftalmológicos

- As lentes de contacto mal colocadas, utilizadas durante


demasiado tempo nos olhos, a sua utilização durante o sono, uma
esterilização inadequada, o facto de as retirar à força ou de
forma incorrecta, podem arranhar a superfície do olho.

- Outras causas de lesões superficiais são as partículas de vidro,


aquelas que são levadas pelo vento, pelos ramos das árvores e
pelos escombros quando caem.

- Em certas profissões, os trabalhadores costumam estar rodeados


de pequenas partículas que pairam no ar à sua volta. Estas pessoas
devem usar óculos protectores.
• Produtos oftalmológicos

- As células superficiais do olho regeneram-se muito rapidamente,


pelo que as abrasões costumam-se curar entre 1 a 3 dias.

- Se o corpo estranho tiver atravessado as camadas mais profundas


do olho, dever-se-á, de imediato, consultar um oftalmologista para
fazer um tratamento de emergência.
• Produtos oftalmológicos

- Antibacterianos
- AINEs
- Outros anti-inflamatórios, descongestionantes e anti-
alérgicos
- Anti-colinérgicos
- Adstringentes, lubrificantes e lágrimas artificiais
• Produtos oftalmológicos

- Antibacterianos
• Clorocil ®
• Colircusi Gentadexa ®
• Dexamytrex ®
• Dexaval-O ®
• Floxedol ®
• Frakidex ®
• Gentocil ®
• Meocil ®
• Micetinoftalmina ®
• Neo-Preocil ®
• Oftacilox ®
• Oftaquix ®
• Okacin ®
• Predniftalmina ®
• Predniocil ®
• Ronic ®
• Vexol ®
• Produtos oftalmológicos

- AINEs
• Bendalina ®
• Edolfene ®
• Elipa ®
• Indobiotic ®
• Indocollyre ®
• Voltaren ®
• Produtos oftalmológicos

- Outros anti-inflamatórios, descongestionantes e anti-


alérgicos
• Alergiftalmina ®
• Alerjon ®
• Allergodil ®
• Emadine ®
• Opatanol ®
• Zaditen ®
• Optrex ®
• Visex ®
• Produtos oftalmológicos

- Anti-colinérgicos
• Atropocil ®
• Tropicil ®
• Produtos oftalmológicos

- Adstringentes, lubrificantes e lágrimas artificiais


• Artelac ®
• Hidrocil Filac ® / Hidrocil Pensolac ® / Hidrocil MD ®
• Hyal-Drop ®
• Lacryvisc ®
• Liposic ®
• Oculotect ®
• Opticol ®
• Systane ®
• Tears Naturale ®
• Tirocular ®
• Vidisic ®
• Celluvisc ®
• Liquifilm ®
• Produtos usados em ORL

- Produtos para aplicação nasal

- Produtos para aplicação no ouvido


• Produtos para aplicação nasal

- A mucosa nasal é sensível a mudanças de temperatura e de


humidade.

- A sua congestão pode ser aliviada pelo uso de soluções de cloreto


de sódio, que auxiliam o processo de liquefazer as secreções das
mucosas.

- A rinite alérgica pode ser facilmente controlada por anti-


histamínicos sistémicos.

- A aplicação tópica de corticosteróides ou de cromoglicato pode


melhorar a sintomatologia sem reacções adversas significativas.
• Produtos para aplicação nasal

- A rinite descreve a irritação e inflamação crónica ou aguda da


mucosa nasal.

- Pode ser causada por vírus ou bactérias, embora se manifeste


frequentemente na decorrência de alergias.

- A inflamação decorrente da rinite resulta na produção excessiva


de muco, gerado pelo acumular de histamina, o que ocasiona o
escorrimento nasal, sintoma mais típico da rinite.

- Pode ser alérgica ou não-alérgica.

- Tratamento: antialérgicos, descongestionantes, analgésicos, anti-


inflamatórios, antibióticos,…
• Produtos para aplicação nasal

- A sinusite é a inflamação dos seios perinasais, geralmente


associado a um processo infeccioso.

- Os seios perinasais são formados por um grupo de cavidades que


se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face.

- A faringite corresponde à inflamação da faringe.

- A amigdalite corresponde à inflamação das amígdalas (“tonsilas”)

- A laringite corresponde à inflamação da laringe (onde se localizam


as cordas vocais).
• Produtos para aplicação nasal

- A melhoria sintomática pode ser obtida pelo uso de


vasoconstritores da mucosa nasal.

- Esta vasoconstrição é de limitado valor, já que origina uma


vasodilatação secundária, com reaparecimento da congestão nasal.

- A fenilefrina é eficaz por algumas horas, sendo a amina


simpaticomimética que provoca menor vasodilatação secundária.
Outros simpaticomiméticos mais potentes como a oximetazolina e
a xilometazolina provocam obstrução nasal secundária mais
intensa.
• Produtos para aplicação nasal

- Os vasoconstritores devem ser utilizados de forma ponderada nos


doentes sensíveis ou hipertensos por poderem causar taquicardia,
excitação ou, mesmo, crise hipertensiva, nomeadamente nos que
são tratados simultaneamente com inibidores da
monoaminoxidase.

- As inalações de vapor de água actuam favoravelmente na


sintomatologia aguda.

- O uso local de antibióticos e de anti-histamínicos não tem


qualquer valor terapêutico.
• Produtos para aplicação nasal

- As soluções isotónicas de água do mar são usadas especificamente


na lavagem activa e dinâmica das fossas nasais. (podem ser
aplicadas durante a gravidez e o aleitamento)

- O soro fisiológico é aplicado na higiene nasal no âmbito da


fluidificação das secreções e do alívio dos sintomas da congestão
nasal.
• Produtos para aplicação nasal

- Descongestionantes
- Corticosteróides
- Anti-histamínicos
- Outros
• Produtos para aplicação nasal

- Descongestionantes
• Narizima®
• Nasorhinathiol ®
• Otrivina ®
• Rinerge ®
• Vibrocil ®
• Vicks ®
• Neo-sinefrina ®
• Bisolspray ®
• Nasarox ®
• Nasex ®
• rhinospray ®
• Produtos para aplicação nasal

- Corticosteróides
• Budesonida ® / Aeromax ®
• Eustidil ® / Flutaide ® (fluticasona)
• Nasomet ® (mometasona)
• Produtos para aplicação nasal

- Anti-histamínicos
• Allergodil ® (azelastina)
• Fenolip ® (ácido cromoglícico)
• Vibrocil ® (dimetindeno, maleato + fenilefrina)
• Produtos para aplicação nasal

- Outros
• Lyomer ®
• Narhinel ®
• Rhinomer ®
• Sinomarin ®
• Sterimar ®
• Tonimer ®
• Produtos para aplicação bucal e nasal

- Outros
• Locabiosol ® (Fusafungina)
Utilizado para tratamento local das afecções das vias
respiratórias superiores (rinofaringite).
• Produtos para aplicação no ouvido (otite externa)

- A otite externa é uma infecção do canal auditivo.

- A infecção pode afectar todo o canal, como na otite externa


generalizada, ou apenas uma zona reduzida, como por exemplo um
furúnculo.

- As lesões provocadas no canal auditivo, quer ao limpá-lo, quer por


causa da entrada de água ou de substâncias irritativas como a
laca ou a tinta do cabelo, costumam conduzir à otite externa.

- O canal auditivo limpa-se, por si só, deslocando as células mortas


desde o tímpano até ao exterior, como se estivessem numa
passadeira rolante.
• Produtos para aplicação no ouvido (otite externa)

- O facto de tentar limpar o canal com pequenas zaragatoas,


interrompe este mecanismo de autolimpeza e pode empurrar a
matéria residual para o tímpano, onde se acumula.

- Os resíduos acumulados e o cerúmen tendem a reter a água que


entra no canal quando a pessoa se banha ou nada.

- Como resultado final, a pele molhada e macia do canal auditivo


contrai infecções bacterianas ou fúngicas com mais facilidade.

- Os principais sintomas são: comichão, dor e secreção odorífera.

- Se o canal auditivo inchar ou se encher de pus e de resíduos, a


audição piora.
• Produtos para aplicação no ouvido

- São produtos, normalmente sob a forma de gotas, de aplicação no


ouvido externo, com o objectivo de tratar infecções externas
ligeiras, para limpeza e remoção do cerúmen do canal auditivo
externo e alívio do prurido, que cada vez se utilizam menos.

- A dor de ouvidos está muitas vezes associada em crianças


pequenas às constipações devido à obstrução das trompas de
eustáquio, que ligam o canal auditivo à laringe.

- Neste caso, podem ser prejudiciais, preferindo-se o uso de


descongestionantes das vias respiratórias superiores.

- Em caso de infecção do ouvido interno, as gotas locais não têm


qualquer efeito e é necessário tratamento com antibióticos
sistémicos.
• Produtos para aplicação no ouvido

- Quando há infecção associada à inflamação, esta é, geralmente,


superficial, sendo suficiente, na maior parte das vezes, a limpeza
cuidadosa do canal.

- Noutras situações podem utilizar-se soluções diluídas de ácido


acético (ácido tricloroacético) ou de ácido bórico, eficazes por
baixarem o pH.

- A utilização tópica de antibióticos não é necessária na


generalidade dos casos e deve ser evitada.
• Produtos para aplicação no ouvido

- Normalmente, no caso de uma otite generalizada, usam-se gotas


de antibiótico várias vezes ao dia durante um período máximo de
uma semana.

- Algumas gotas que contêm corticosteróides, combatem a


inflamação e aliviam o prurido.

- Os analgésicos como o paracetamol ou a codeína, podem ajudar a


reduzir a dor.

- Deixa-se que os furúnculos drenem por si mesmos, porque o facto


de os lancetar pode disseminar a infecção.
• Produtos para aplicação no ouvido

- O cerúmen, por ser uma secreção normal e protectora, só deverá


ser removido em caso de grande acumulação, causando
compromisso auditivo ou impedindo a observação do tímpano.

- Pode remover-se por lavagem com água morna e, por vezes, após
amolecimento por soluções tópicas alcalinas aquecidas que
provocam a saponificação do cerúmen, facilitando a sua posterior
remoção.

- Normalmente, para a remoção do cerúmen, usam-se associações


de um anestésico local e dissolventes, durante períodos de 2 a 5
dias.
• Produtos para aplicação no ouvido

- As gotas que se destinam ao tratamento das otites externas


agudas e crónicas e eczemas no canal auditivo têm na sua
composição um ou dois antibióticos e um anti-inflamatório que
alivia o prurido.

- Para a remoção do cerúmen usam-se associações de um anestésico


local e dissolventes.

- Os analgésicos usam-se para o alívio da dor de ouvidos associada à


otite externa.

- As gotas otológicas não podem ser aplicadas se houver perfuração


do tímpano.
• Produtos para aplicação no ouvido

- Composição (muito complexa):

• Antibióticos (sulfato de neomicina, sulfato de polimixina B e


succinil sulfanilamida)

• Anti-inflamatórios (sulfato de dexametasona e


hidrocortisona)

• Analgésicos (Dimetilpirazolona e fenazona)

• Anestésicos locais (Benzocaína)

• Dissolventes do cerúmen (paradiclorobenzeno e clorobutanol)


• Produtos para aplicação no ouvido

- Dependendo do medicamento em causa, a aplicação é feita várias


vezes ao dia. Por vezes poderá aplicar-se um tampão de algodão
no conduto auditivo, para melhorar o efeito.

- No caso de gotas com antibióticos, o tratamento é feito, em


média, durante uma semana, podendo atingir os 10 dias.

- As gotas para remoção do cerúmen aplicam-se por períodos mais


curtos (2 a 5 dias).
• Produtos para aplicação no ouvido

- Oto-synalar N ®

- Otoceril ®
Facilita a remoção do cerúmen do canal auditivo externo.
Para-diclorobenzeno - dissolve a cera.
Benzocaína - anestésico local.
Clorobutanol - com propriedades antibacterianas e antifúngicas, actua
como antisséptico para o canal auditivo.

- Polydexa ®

- Otocalma ®

- Audispray ®
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Meias
Compressão
Vs
Descanso

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano|2014-15
Ana Paula Fonseca
Sumário

• 2.6 Meias de compressão


• 2.6.1 Meias de descanso
• 2.6.2 Meias elásticas
• Flebologia

- O papel das veias:

• Depósito de produtos a eliminar;

• Retorno do sangue pobre em oxigénio ao coração (85% de


todo o sangue está nas veias);

• Regulação da temperatura corporal.


• Flebologia

- O sangue venoso retoma ao coração através de:

• Sistema venoso superficial


O conjunto de veias que está imediatamente
debaixo da pele e transporta cerca de 10% do
sangue venoso.

• Sistema venoso profundo


O conjunto de veias que estão embebidas nos
músculos e osso e transporta cerca de 90% do
sangue venoso.

• Veias perfurantes
Ligam o sistema venoso superficial e o profundo.
• Flebologia

- Problemas no retorno do sangue venoso ao coração:

• O sangue tende a fluir para baixo (devido à força da


gravidade) mas, quando ele chega à zona do pé / perna, tem
que subir para regressar ao coração.

• Quando o sangue chega às veias do pé / perna, a circulação é


muito lenta, e podem-se formar trombos (coágulos).
• Flebologia

- As forças impulsionadoras nas


bombas venosas da perna:

• Bomba da planta do pé
• Bomba do tornozelo
• Bomba da barriga da perna
• Bomba do joelho
• Bomba do músculo da coxa

- As veias saudáveis são vias de sentido único:


• Flebologia

- Causas das doenças venosas (varizes):

• Predisposição congénita / hereditária;

• Hábitos de vida pouco saudáveis (ex.: falta de


exercício);

• Gravidez;

• Calçado incorrecto (ex.: saltos altos);

• Excesso de peso;

• Idade.
• Resumo de causas prováveis para as varizes:
- Varizes primárias
Resultam da predisposição para o enfraquecimento das paredes
das veias, o que pode conduzir, em conjunto com outras condições
de vida não saudáveis, à distensão crónica das veias.

As válvulas venosas não fecham, ficando o sangue congestionado


na perna, resultando daí as varizes.

A constante e incorrecta sobrecarga de peso nas pernas conduz a


um perigoso congestionamento de sangue nas veias.

Se esta congestão não for reduzida com a prática de exercício,


com o passar do tempo surge uma congestão venosa crónica.
• Resumo de causas prováveis para as varizes:
- Varizes primárias
Em pessoas com predisposição, as varizes primárias são o ponto
de partida para a doença venosa.

Como consequência das varizes primárias surgem:


- Flebites;
- Hemorragias venosas;
- Úlceras.

De acordo com os últimos dados médicos, as varizes não aparecem


no sistema venoso superficial, sem que haja uma predisposição que
pode ser hereditária.
• Resumo de causas prováveis para as varizes:
- Varizes secundárias
São desordens que começam no sistema venoso profundo tais
como tromboses.

As causas do seu desenvolvimento são de natureza ligeiramente


diferente. Nestes casos, convergem, normalmente, três factores:
- congestão venosa e diminuição do fluxo sanguíneo;
- danos e alterações nas válvulas e paredes das veias
profundas;
- crescente tendência para a coagulação do sangue.

Estes três factores conduzem a uma eventual quase paragem da


circulação, o que danifica as válvulas e faz com que o sangue siga
para o sistema venoso superficial.
• Como actuam as meias de
compressão?

- As meias de compressão exercem


pressão na perna.

- Contraem as veias dilatadas até


1/3 a 1/5 do seu diâmetro original.

- Aceleram o retorno venoso.

- Exercem um efeito de suporte da


bomba do músculo da barriga da
perna, fazendo com que as válvulas
venosas fechem correctamente.
• Terapia de compressão com meias elásticas

Meias de
compressão

Válvulas venosas

Bomba da barriga da perna parada Bomba da barriga da perna activa


• Meias de descanso vs Meias elásticas

- As meias de descanso têm uma compressão muito mais


ligeira, enquanto as meias elásticas apresentam níveis de
compressão mais elevados, consoante a necessidade do
doente, devendo ser prescritas por um especialista.

- A compressão dos dispositivos médicos elásticos é medida


em mmHg.

- A classe de compressão refere-se à pressão estática


exercida.
• Meias de descanso vs Meias elásticas

Meia de compressão Meia de descanso

Fio têxtil
Fio elástico
normal- Lycra
Fio elástico
normal

Fio elástico especial


-Elastómero-
• Meias de descanso vs Meias elásticas
• Meias de descanso vs Meias elásticas

- Meias de descanso: profiláticas (compressão menor)


• Classe 70 DEN (compressão leve)
11-14 mmHg
• Classe 140 DEN (compressão suave)
15-17mmHg

- Meias elásticas: tratamento (compressão mais elevada)


• Classe 1 (compressão ligeira)
18-21mmHg
• Classe 2 (compressão média)
23-32mmHg
• Classe 3 (compressão forte)
34-46mmHg
• Classe 4 (compressão muito forte)
+ de 46mmHg
A incidência dos valores de pressão indicados é na zona do tornozelo.
• Meias de descanso

- Aliviam a sensação de pernas pesadas.

- Auxiliam o retorno venoso, promovendo a circulação.

• Collant
- Gravidez
- Super calibrato

• Meia AF (até ao meio da coxa)

• Meia AD (até ao joelho)


• Meias de descanso para homens

• Meias de descanso especiais para diabéticos

- Com elevada percentagem de algodão.

- Sem costuras.

Inibir a susceptibilidade às infecções e micoses.

Alto poder de absorção.


• Meias elásticas

• Collant (AT)
- Gravidez
- Para homem
- Curto/normal

• Meia AG (até à coxa)


- Com/sem biqueira
- Curta/normal

• Meia AD (até ao joelho)


- Com/sem biqueira
- Curta/normal
g (40%)
• Meias elásticas
f (50%)
- Para se obter efeito, a
meia de compressão
deverá exercer o
e máximo de pressão na
d (70%) região do tornozelo (b)
c e a menor pressão na
zona da coxa (g).
b1

b (100%)

a h
• Tabela de medidas para meias de compressão
• Algumas “dicas” sobre cuidados de uso e
armazenamento:
- É impossível que um “buraco” em plena malha, escape na
ocasião do fabrico. Muito raramente acontecem pequenas
aberturas sobre as costuras ou com origem nelas. Só
neste último caso se poderá reconhecer “defeito de
fabrico”.

- Os fios elásticos sintéticos com que são fabricadas as


meias e collants de compressão medicinal, são resistentes
às pomadas gordurosas e mesmo aos óleos alimentares
domésticos. Mas, se há a(s) perna(s) tiver(em) sido
tratada(s) à noite com alguma pomada (eventualmente até
receitada por um médico) agentes destruidores poderão
permanecer na pele, no dia seguinte.
• Algumas “dicas” sobre cuidados de uso e
armazenamento:
- Uma causa importante de destruição de fios das meias é,
por exemplo, derivada da ingestão de analgésicos, como a
aspirina (que contêm ácido acetilsalicílico). Este ácido
está também presente em muitas pomadas e cremes para
varizes. Tomando estes analgésicos durante longos
períodos ou usando aquelas pomadas, a transpiração
transporta os agentes destruidores sobre as meias.

- É sempre melhor dizer ao cliente, para lavar as meias


/collants mais vezes, de preferência diariamente na
máquina até 40ºC com detergente para roupa delicada.
Só assim se poderá reduzir ao mínimo os factores
destruidores dos fios elásticos. Idealmente, deverá ser
usada uma saqueta própria, quando lavar à máquina.
• Algumas “dicas” sobre cuidados de uso e
armazenamento:
- Também um importante factor na destruição dos fios
elásticos será o ambiente húmido em que possam estar a
ser guardadas as meias / collants. Por exemplo, uma noite
dentro de uma toalha (para secar as meias) ou dentro da
máquina de lavar a roupa, são atitudes que devem ser
evitadas. As meias / collants devem ser imediatamente
secas após cada lavagem, ao ar livre e fora da acção de
raios solares ou aquecedores.

- No stock para revenda, a temperatura e humidade nunca


poderão ser elevadas. Mesmo dentro das caixas, as meias
irão sofrer danos irreversíveis.

- O tempo de armazenamento no local de revenda, não


deverá ser superior a 2/3 anos, em condições óptimas de
temperatura e humidade.
Escaras
• Escara (úlcera de decúbito)

- Decorre da compressão e a consequente falta de


oxigenação e nutrição dos tecidos (pele, mucosas e tecidos
subjacentes), quando uma pessoa com diminuição da
mobilidade permanece na mesma posição por longos
períodos.
• Escara (úlcera de decúbito)

- O oxigénio e os nutrientes transportados pela corrente


sanguínea são elementos imprescindíveis para a
preservação da integridade cutânea e dos tecidos
subjacentes;

- A imobilidade aumenta os riscos de se desenvolverem


processos de necrose (escaras):
• Falta de observação e/ou o cuidado de se oferecer ajuda
para mudar de posição;
• Casos de perdas significativas do nível de consciência
(confusão mental, agitação psicomotora,...).
• Factores de risco para o desenvolvimento de escaras:

- Limitação dos movimentos activos

- Estados nutricionais debilitados

- Nível de consciência comprometido

- Perda de sensibilidade táctil e/ou térmica

- Stress

- Falta de atenção e cuidados por parte dos prestadores de


cuidados
• Os primeiros sinais aparecem sob a forma de áreas
avermelhadas, localizadas próximo de grandes
proeminências ósseas, como na região sacro-coccígea,
calcâneos, joelhos, nádegas, lateral da coxa,...

• Recomenda-se friccionar bem as regiões avermelhadas


com creme hidratante e/ou anti-séptico até que a
coloração da pele retome o aspecto normal, visando
estimular a circulação de sangue e, consequentemente, a
oxigenação e nutrição da área.
• O quadro de compressão das áreas corporais é
altamente doloroso para os pacientes, dado que
permanecem numa posição por longos períodos.

• Recomenda-se a paraplégicos e utilizadores de cadeiras


de rodas, o movimento de elevação do assento da
cadeira aproximadamente de 4 em 4 horas, durante
sensivelmente 3 a 5 minutos, tendo em vista a
revascularização da área comprimida.
• A isquemia tecidual (ausência de sangue localizada ou
uma significativa redução do fluxo sanguíneo) progride
muito rapidamente para um aspecto cianosado e para a
formação de bolhas, que se rompem facilmente.

Uma escara pode aparecer em poucos dias, mas para


cicatrizar leva muitos e muitos dias, para além do
sofrimento que acarreta...
• Detergente anti-séptico e/ou sabão natural

• Iodopovidona

• Limpeza com soro fisiológico

(sempre com movimentos de dentro para fora da ferida)


• Produtos anti-escaras
- Apoio de pé e cotovelo
• Pêlo medicinal em poliéster, 100%
• Anti-alérgico, não inflamável e de longa duração
• Pode estar em contacto directo com a pele
• Evita a formação de escaras e elimina as irritações da pele
• Deve-se lavar a frio para evitar-se a perda da resistência da
camada de resina

- Apoio protector de braço


• Produtos anti-escaras
- Calcanheira
• Lã natural
• Indicado para úlceras de pressão, artrite, dores reumáticas,
recuperação pós-operatória, lesões desportivas,...

- Joelheira
• Indicada na prevenção da formação de úlceras de pressão em
doentes acamados
• Diminui a fricção, mantém a temperatura e absorve a
humidade e pressões
• Produtos anti-escaras
- Encosto anatómico
• 50% algodão
• 50% pêlo medicinal poliéster
• Enchimento em espuma de poliuretano

- Assento circular fechado

- Assento ou almofada
• Produtos anti-escaras
- Colchão de latex
• Anti-alérgico, anti-bacteriano, anti-ácaros e transpirável
• Cobertura acolchoada em 100% algodão
• 100% látex
• Cobertura impermeável anti-estática e base anti-deslizante
• Produtos anti-escaras
- Coxim
• Algodão
• Com fecho
• Indicado no tratamento e prevenção de úlceras de pressão,
fístulas, pós-parto e hemorróidas
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Produtos
auto-diagnóstico

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano|2014-15
Ana Paula Fonseca
• A tensão arterial é a pressão que o sangue exerce na parede das
artérias e o seu valor varia constantemente no decurso do ciclo
cardíaco.

• O valor máximo, durante o ciclo, obtido quando o coração se


contrai, designa-se por tensão arterial sistólica.

• O valor mínimo, observado quando o coração se expande, designa-


se por tensão arterial diastólica.
• Dado que existem vários factores a influenciar a tensão arterial
(esforço físico, estado psíquico, hora do dia,...), uma única
medição dos seus valores pode ser insuficiente para emitir um
diagnóstico rigoroso.

• De uma forma geral, a tensão arterial é baixa de manhã e vai


aumentando ao longo do dia. Também é mais elevada no Inverno
do que no Verão.
• Medidor de tensão arterial

- Automático, funciona segundo o método oscilométrico.

- Mede a tensão arterial e a pulsação de uma forma simples e rápida.

- Cada medição é memorizada juntamente com a data e a hora


respectivas.

- Deve aguardar-se 2-3 minutos entre medições consecutivas, por


forma a ser estabilizada a circulação sanguínea.
• Postura correcta durante a medição
- Pode efectuar-se a medição no braço esquerdo ou no direito.
- Deve medir-se a tensão arterial à mesma hora todos os dias.
- As medições devem ser feitas num local sossegado, na posição
sentada e de modo descontraído.
- Deve evitar-se comer, fumar ou fazer exercício durante pelo menos
30 minutos antes de se fazer a medição.
- Durante a medição não se deve mover nem falar.
- Deve retirar-se qualquer peça de roupa grossa ou que possa apertar
o braço onde vai ser colocada a braçadeira.
- O braço deve ser colocado sobre a mesa, de modo a que a braçadeira
fique ao nível do coração.
Graus
Pressão Arterial (mm de Hg)

Sistólica Diastólica
Hipotensão 100-120 60-80
Óptima 120 80
Normal 120-130 80-85
Normal alta 130-140 85-90
Hipertensão >140 >90
• Doenças e complicações relacionadas com a diabetes:
- Doenças cardiovasculares
- Lesões renais
- Lesões neurológicas
- Doenças oculares e cegueira
- Doenças digestivas
- Síndrome do pé diabético, que pode obrigar à amputação
• A equipa médica assistente deve estabelecer o número de
determinações e os momentos do dia em que o doente deve
realizar a determinação da glicémia, para assim determinar o
perfil glicémico.

• Todos os dados relevantes devem ser anotados num diário de


auto-controlo, a fim de mais tarde, nas consultas de seguimento
da diabetes poder conversar sobre os valores determinados com
a equipa médica assistente.
• Medidor de glicémia
- Conselhos para uma punção capilar eficaz:
• Lavar bem as mãos com água morna e sabão.

• Efectuar uma ligeira massagem ao dedo a puncionar e colocá-lo numa


posição baixa.

• Puncionar o dedo lateralmente, dado que é menos doloroso, esperar uns


segundos e seguidamente apertar ligeiramente a zona do dedo
puncionada até obter uma gota pendente.

• Alternar os dedos a puncionar e aplicar um creme hidratante para


manter os dedos com a pele o mais macia possível.
Níveis obtidos
Glicémia em jejum/antes Recomendação
da refeição

Não é necessário tomar nenhuma medida.


Normal 80-120 mg/dl
Continuar o esquema habitual de monitorização da glicose no sangue.

Continuar o esquema habitual de monitorização da glicose no sangue.


Moderada 120-180 mg/dl Contactar o médico para uma revisão do tratamento se os níveis pré-
refeição se situarem regularmente neste intervalo.

Monitorizar os níveis de glicose no sangue antes e 2 horas após as


refeições até obter níveis inferiores a 180 mg/dl.
Severa 180-300 mg/dl
Se a glicose continuar a aumentar, determinar os corpos cetónicos no
sangue.

Determinar os corpos cetónicos no sangue.


Muito
>300 mg/dl Monitorizar os níveis de glicose no sangue antes e 2 horas após as
alta
refeições até obter níveis inferiores a 180 mg/dl.
• Caneta de insulina
- Podem ser descartáveis ou reutilizáveis, sendo as últimas as mais
comummente utilizadas.

- As canetas possuem no seu interior as recargas de insulina e as


agulhas necessárias para o seu correcto manuseamento são
específicas.

- As recargas de insulina podem ser de 1,5ml ou de 3,0ml, que pode


ser de diferentes tipos:
• NPH (acção intermédia)
• Regular (acção rápida)
• Pré-misturada (combinação da acção rápida com a de acção prolongada)
• Análogos lispro (acção ultra-rápida)
• Caneta de insulina

- Cuidados a ter com as recargas de insulina:

• A mesma recarga é utilizada mais do que uma vez;

• Devem conservar-se dentro da caneta durante 4 a 6 semanas fora do


frigorífico;

• As que não estão na caneta, a uso, devem ser conservadas no frigorífico.


• Caneta de insulina
• Níveis de colesterol e de triglicéridos elevados não causam
qualquer sintoma, o que torna o desenvolvimento da doença num
processo silencioso, onde a detecção precoce e regular e a
monitorização assumem especial relevância.

Normal <190 mg/dl


Colesterol Moderado 190-240 mg/dl
Alto >240 mg/dl
Normal <150 mg/dl
Triglicéridos Moderado 150-200 mg/dl
Alto >200 mg/dl
• Medidor de colesterol/triglicerídeos:
- Accutrend ®Plus

- Reflotron ®Plus
• Termómetros
• Balanças
• Testes de gravidez
- Baseiam-se na detecção da HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana)
na urina.
- Pode ser detectada a partir de 11-12 dias após a ovulação ou da
concepção.
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia

Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde


3º ano 2017-18
Ana Paula Fonseca
Sumário
• Antiparasitários de uso humano
• Antiparasitários de uso veterinário
• Escabiose

- (sarna)

– Doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.

- É uma doença contagiosa, transmitida pelo contacto directo


interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas.
• Escabiose

- Tomar um banho quente durante cerca de 10 minutos, de


preferência por imersão e secar convenientemente.

- Uma aplicação preferencialmente à noite, friccionando levemente,


durante alguns minutos, com algodão embebido pelo medicamento,
a pele do corpo (com excepção da face, olhos, mucosas e canal
urinário) e deixar secar.

- Repetir a aplicação durante 3 a 5 dias, dependendo dos resultados


obtidos.

- Depois de concluído o tratamento, deve-se tomar um banho de


limpeza e mudar a roupa interior e a roupa da cama.
• Antiparasitários de aplicação tópica cutânea usados
para o tratamento da escabiose (sarna):

- Acarilbial ®

- Eurax ®

- Acardust ®
• Pediculose

• Capilar - Doença parasitária, causada pelo Pediculus humanus


var. capitis, vulgarmente chamado de piolho.

- Atinge principalmente crianças em idade escolar e mulheres e é


transmitida pelo contacto directo interpessoal ou pelo uso de
utensílios como bonés, escovas ou pentes de pessoas
contaminadas.
• Pediculose

• Pubiana - Doença parasitária, causada pelo Phthirus pubis,


vulgarmente chamado de chato.

- Transmite-se através de contacto sexual, ou de peças de


vestuário.
• Pediculose

- (PIOLHO / CHATO)

– Pequeno parasita sem asas que vive exclusivamente nos


cabelos/púbis e que se alimenta de sangue. Desloca-se graças a 3
pares de patas que lhe permitem fixar-se aos cabelos.

- Um piolho adulto mede 3-4 mm de comprimento. A fêmea vive


durante 2 a 3 meses e põe ao longo da sua vida 200 a 300 lêndeas,
que nascem ao fim de 8 dias tornando-se adultas em 10 dias.

- As lêndeas parecem-se com caspa, são esbranquiçadas e


pequenas, porém, não saem facilmente do cabelo, devido a uma
substância extremamente adesiva que as mantêm presas mesmo
depois de mortas.

- A sua permanência é muitas vezes confundida como sendo um sinal


de reinfestação.
• Pediculose

- (PIOLHO / CHATO)

– Ao alimentarem-se, os piolhos injectam saliva no couro cabeludo.


Este facto pode estar na origem de uma reacção de
hipersensibilidade que se traduz localmente por prurido e
irritação.

- O diagnóstico é confirmado por um exame atento aos


cabelos/pêlos púbicos, procurando piolhos ou lêndeas/chatos que
sejam mais visíveis.

- A respiração destes parasitas faz-se através de orifícios


localizados lateralmente no seu corpo ou pelo opérculo da lêndea,
onde o ar penetra nos seus órgãos respiratórios.

- Se estes orifícios forem tapados, os insectos morrem por asfixia.


• Como saber se uma criança tem piolhos?

- Não se deve esperar pela comichão!

- Esta pode aparecer até 15 dias após a infestação, quando


o couro cabeludo desenvolve sensibilidade à saliva
injectada pela picada.

- Se a criança teve contacto com alguém que tem piolhos,


deve inspeccionar o couro cabeludo, tendo especial
atenção às zonas húmidas e quentes, tais como a nuca e
atrás das orelhas.
• Como detectar?

- É extremamente difícil ver os piolhos devido ao seu


tamanho e cor, muitas vezes podem-se confundir com o
cabelo.

- Assim sendo, o melhor é verificar se existem lêndeas que


aderem ao cabelo de tal forma que um pente convencional
não as consegue retirar.

- Além do rastreio visual, outra medida é colocar uma toalha


branca sobre os ombros da criança e passar o pente de
dentes finos em todo o cabelo. No final verifica-se se se
identifica algum piolho na toalha.
• Como prevenir?

- Inspeccionar a cabeça das crianças com alguma


regularidade.

- Sugere-se que, nas alturas de contágio, as meninas usem


os cabelos presos, para além de serem devidamente
instruídas a não partilharem chapéus, escovas e pentes.

- É também aconselhável que usem toucas de banho nas


piscinas, pois os piolhos sobrevivem na água.
• Em que época existe maior incidência de piolhos?

- No verão e durante a época escolar é quando a propagação


pode ser maior.

- Os piolhos gostam de meios húmidos e quentes, fazendo


do verão a estação que reúne as condições ideais para o
seu aparecimento.

- Por outro lado, na escola, as crianças podem mais


facilmente entrar em contacto físico com crianças
infestadas.
• Pediculose

- Normalmente estes produtos actuam através da obstrução dos


orifícios respiratórios dos piolhos, impedindo-os de respirar.

- Em consequência, os piolhos morrem de asfixia e desidratação.


• Pediculose

- (infestação por piolhos e lêndeas)

– Uma única aplicação no couro cabeludo e no cabelo, deixando


actuar durante 24 horas.

- Lavar seguidamente e pentear com um pente fino para remover as


lêndeas.

- Ao fim de 8 dias examinar o couro cabeludo e o cabelo.

- Repetir o tratamento se necessário.


• Pediculose

- Deve-se aplicar um produto antiparasitário apropriado.

- As formulações de espuma, permitem a aplicação sobre o cabelo


seco, o que proporciona uma maior concentração do tratamento
nas zonas infestadas.

- É aconselhável aplicar também o antiparasitário nos restantes


membros da família.

- Podem ocorrer episódios de: eritema, erupções cutâneas e/ou


irritação.

- Os antiparasitários não devem ser aplicados em redor dos olhos,


nem em presença de lesões cutâneas exsudativas ou eczema
agudo.
• Pediculose

- Deve-se descontaminar o vestuário, lençóis e objectos de uso


pessoal (escovas, pentes,…) que tenham estado em contacto
directo com a cabeça, lavando-os a 60ºC.

- Deve-se também aspirar cuidadosamente a casa e o carro,


deitando fora o saco do aspirador.

- Deve-se avisar a escola para que os outros pais possam fazer o


mesmo.

- Para garantir uma melhor eficácia, os antiparasitários devem ser


reaplicados 8 dias após a 1ª aplicação.
• Antiparasitários de aplicação tópica cutânea usados
para o tratamento da pediculose:

- Quitoso ®

- Eurax ®

- Nix ®

- Paranix ®

- ParaPio ®
• Antiparasitários de aplicação tópica cutânea usados
para o tratamento da pediculose:

- Neo Paraderma ®

- Lipuk ®

- Tiox ®

- Stop piolhos ®

- Piky ®
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

Licenciatura em Farmácia
Dermofarmácia Cosmética e Produtos de Saúde
3º ano
Ana Paula Fonseca
2011-12
• Decreto-Lei n.º184/97, de 26 de Julho

- Regime jurídico de medicamentos de uso veterinário


farmacológicos.
• Os animais de companhia são constantemente importunados por
diversos parasitas externos (pulgas, carraças, mosquitos) que
lhes lesam a pele e o pêlo e lhes transmitem doenças, por vezes
fatais.

• No caso particular das pulgas, estas são responsáveis por


alergias (dermatite alérgica à picada da pulga), transmissão de
ténias (Dipylidium caninum) e nemátodos (Dipetalonema
reconditum), para além de inocularem agentes microbianos.
• As carraças são responsáveis pela transmissão de várias
protozooses (ex: Piroplasmose, Hepatozoose e Erlichiose).

• Os flebótomos são mosquitos de extrema importância pelo seu


papel na transmissão da Leishmaniose canina, uma protozoose
responsável pela morte de muitos cães. É uma doença de evolução
arrastada e debilitante para o animal.

• A pensar nos cães e nos gatos, há gamas de produtos específicos


que abrangem estes parasitas.
• Uma desparasitação preventiva, 4 vezes ao ano, é a melhor forma
de evitar que os parasitas provoquem danos no animal ou se
transmitam para o meio envolvente.

• Os animais jovens, a partir das 6 semanas de vida devem


submeter-se a determinadas normas de medicina preventiva para
assegurar um estado de saúde óptimo durante toda a fase de
crescimento (aproximadamente até aos 6 meses de idade).
• As pulgas podem transmitir outros parasitas, nomeadamente
alguns parasitas intestinais.

• Por vezes os parasitas internos encontram-se nas fezes,


contudo, em muitos casos, não são visíveis. Os seus sintomas
podem ser só detectados quando a infestação já é séria.

• Os parasitas, ovos e larvas estão virtualmente em toda a parte,


na terra dos vasos, nos sapatos, na relva, matas, arbustos de
árvores, solos arenosos e húmidos, como o da praia, parques e
jardins, dentro e fora da cidade.
• Como se transmitem ao Homem?

- Por via oral, quando o animal lambe as mãos ou a cara dos donos.

- Por contacto com o pêlo do animal.

- Por contacto directo da pele com lugares contaminados (areia,


terra,...)
• Zoonoses (doenças transmissíveis de forma natural dos animais
vertebrados para o Homem e vice-versa):
- Antropozoonose (Homem Animal)
- Zooantroponoses (Animal Homem)

- Raiva
- Hidatidose
- Toxoplasmose
- Leishmaniose
- Tinha
- Sarna
• Como se transmitem de animal para animal?

- Por via oral, quando ingerem do meio ambiente, de


hospedeiros intermediários (pulgas e ratos) ou de vísceras
de outros animais (coelhos, ovelhas,...).

- Por via transcutânea, através da penetração pela pele.

- Por galactogenia, através do leite materno.

- Por via transplacentária.


• Conselhos para prevenir parasitas intestinais:

- Recolher sempre as fezes e deitá-las no contentor do lixo.

- Evitar que as crianças ingiram terra ou levem brinquedos à boca ou


outros objectos nas zonas de recreio abertas onde cães ou gatos
possam ter deixado fezes.

- Desparasitar o animal 4 vezes ao ano.

- Evitar o acesso dos cães e gatos às zonas de recreio, criando zonas


especiais para os mesmos.
• Conselhos para prevenir parasitas intestinais:

- Lavar as mãos várias vezes ao longo do dia, mas principalmente antes


de comer e depois de ter tocado no cão ou gato.

- Lavar as verduras cruas antes de consumi-las.

- Não pôr os animais na cama e não permitir que nos lambam.


• Conselhos para prevenir parasitas intestinais:

- Aspirar os espaços mais frequentados pelo animal.

- Lavar a cama do animal com água bem quente e um pouco de


detergente.

- Renovar diariamente o caixote de areia, no caso do gato, e remover


dejectos do quintal ou outros espaços que o animal frequenta.
• Embora a pele reflicta o estado geral de saúde, muitos animais
vigorosos e saudáveis, apresentam uma pelagem mal cuidada,
muitas vezes devido a descuido ou falta de conhecimento por
parte do dono em relação aos cuidados básicos com a pele e
pelagem.

• Deve estabelecer-se uma rotina de cuidados com a frequência


necessária por forma a permitir manter o animal com um
excelente aspecto.

• É preferível passar alguns minutos a tratar do animal


regularmente, do que horas esporadicamente.
• Rotina de cuidados do pêlo:

- Escovagem
- As várias raças de animais possuem muitos tipos
diferentes de pelagem.
- A escovagem é um acto essencial na manutenção da
saúde do pêlo do animal, cuja frequência dependerá da
quantidade e comprimento do mesmo.
- Ao manter-se a pelagem livre de nós e removendo-se o
pêlo morto permite-se uma termorregulação mais
eficiente evitando-se irritações e infecções bacterianas
secundárias.
- A perda excessiva de pêlo em casa pode ser diminuída
substancialmente por uma boa rotina de escovagem,
devendo esta ser redobrada nas épocas da muda do pêlo.
• Rotina de cuidados do pêlo:

- Banho
- A importância do banho - a camada superficial da pele
contém produtos de excreção das células e das glândulas
sebáceas, para além de bactérias, pólens, sujidades e
esporos de bolores.

- Preparação para o banho - antes do banho, o pêlo deve


ser escovado e as unhas cortadas. As orelhas devem
receber atenção antes do banho, através de um exame
cuidadoso (inflamação, maus odores e pus), da sua limpeza
e secagem. Estas devem ser protegidas da água e da
espuma, por bolas de algodão.
• Rotina de cuidados do pêlo:

- Banho
- Os champôs devem remover sebo, poeiras e sujidade,
deixando o pêlo brilhante e fácil de pentear.

- O pH da pele dos animais ronda os 7,0 - 7,4, o que difere


dos seres humanos. Conclui-se assim que os produtos de
uso humano não servem para os animais.

- Nos animais de pêlo curto deve-se esfregar o pêlo,


enquanto nos de pêlo comprido recomenda-se antes que se
esprema o pêlo com a espuma, evitando assim a formação
de nós.
• Rotina de cuidados do pêlo:

- Banho
- O focinho deve ser molhado com cuidado. Deve-se ter
em atenção que não deve entrar espuma nem água do
enxaguamento para os olhos do animal.

- Deve-se proteger o animal de correntes de ar e do frio


durante o banho e nas horas seguintes.

- A frequência do banho varia com as raças e com as


necessidades individuais de cada animal. Em animais que
não se sujem muito, o banho pode ser dado de dois em dois
meses. Em animais predispostos a odores indesejáveis, a
frequência dos banhos pode ser aumentada até um banho
semanal.
• No mercado existem antiparasitários de diferentes tipos:
coleiras, sprays, comprimidos e pipetas.

• As pipetas são a forma mais inovadora e cómoda para aplicar um


antiparasitário.

• São mais seguras, dado que depois de se ter aplicado todo o


conteúdo da pipeta na pele do cão/gato, este distribui-se pela
gordura natural da pele em menos de 48 horas, diminuindo assim
o contacto do produto com as pessoas e outros animais.
• Após 48 horas o animal pode ser tocado e acariciado sem deixar
resíduos nas mãos e portanto sem qualquer risco.

• Contrariamente, as coleiras podem ser tocadas, lambidas e até


mordiscadas, levando à ingestão do produto por parte de outros
animais.
• Pulgas

- São os parasitas sugadores de sangue mais comuns nos cães e nos


gatos.

- A pulga tem um tom castanho escuro, não tem asas e possui um


abdómen estreito e é comprimida lateralmente.

- O seu corpo lustroso permite mover-se com facilidade entre o pêlo e


as penas.

- As patas são largas, fortes e preparadas para saltar.


• Pulgas

- Advantage ®

- (imidaclopride)

- Separa-se o pêlo do animal e aplicam-se


directamente sobre a pele: nos gatos na nuca e nos
cães até 10 Kg entre os ombros, uma vez por mês.
Para cães com mais de 10 Kg deve-se dividir o
conteúdo da pipeta em 3 ou 4 pontos ao longo da
linha dorsal, desde entre as omoplatas até à base da
cauda.

- Pode ser usado a partir dos dois meses de idade do


animal.
• Pulgas

- Bolfo ®

- (ciflutrina + piriproxifeno)

- Elimina as pulgas, ovos e larvas.


• Carraças

- Conseguem-se ver no cão a olho nú, principalmente quando


estão fixas e ingeriram sangue.

- Podem transmitir germes infecciosos, víricos e


bacterianos, protozoários e neurotoxinas que produzem
doenças graves.

- As consequências clínicas variam desde simples infecções


locais a sintomas muito graves que se não se tratam a
tempo podem levar até à morte do animal.
• Carraças

- Kiltix ®

- (flumetrina)

- Coleira eficaz inclusivamente nas zonas mais afastadas do


corpo.

- A sua acção prolonga-se até 33 semanas.


• Flebótomos

- Insectos de pequenas dimensões, similares aos mosquitos,


e que podem transmitir Leishmaniose.

- Ao contrário dos mosquitos que estamos habituados a ver,


não é fácil vê-los e muito menos ouvi-los, uma vez que não
faz o típico zumbido ao voar.

- Só as fêmeas picam, pois precisam de sangue para


desenvolver os ovos. Os machos alimentam-se de açúcares
e plantas.
• Moscas

- As moscas de estábulo (Stomoxys calcitrans) medem


cerca de 6 mm e a sua principal característica é um
sistema bocal largo e ponteagudo.

- Alimentam-se de sangue e consomem cerca de 15 µl de


sangue por dia.

- Os cães de raça com as orelhas erguidas, como o pastor


alemão, são picados na ponta das orelhas e podem
desenvolver uma dermatite pela picada da mosca que pode
evoluir para uma necrose.
• Flebótomos / Moscas

- Advantix ®

- Repele carraças, flebótomos, mosquitos e moscas.

- Elimina carraças e pulgas.


• Parasitas internos (vermes intestinais)

- Parasitas localizam-se no aparelho digestivo, onde se alimentam


sugando sangue e nutrientes.

- Podem migrar para os rins, pulmões e outros órgãos, podendo causar


danos significativos no animal, como obstrução intestinal, causando
infecções graves e até mesmo a morte.
• Anti-helmínticos

- Drontal ® gatos
– Drontal Plus ® cães
– Drontal Plus XL ® cães grandes

– (praziquantel, embonato de pirantel e febantel)

- Anti-helmíntico de amplo espectro.

- Eficaz numa só toma, contra todos os céstodos (vermes


achatados) e nemátodos (vermes redondos) que
habitualmente infectam o cão, nas formas adultas e
larvares.
• Anti-helmínticos

- Profender ® gatos

– (emedopside e praziquantel)

- Antiparasitário interno de amplo espectro em spot-on para


gatos.

- Eficaz nas fases larvares e vermes adultos de nemátodos


e contra céstodos adultos.
• Antibacterianos
• Reprodução na cadela:

- Existe grande variação na idade em que ocorre o primeiro


cio de uma cadela.

- De um modo geral, o primeiro cio de uma cadela de raça


pequena ocorre entre os 6 e os 10 meses de idade,
enquanto que o de uma cadela de raça grande pode só
ocorrer aos 18 a 24 meses de idade.

- O primeiro cio de uma cadela pode ser silencioso, ou seja,


não detectável pelo dono.

- Nos machos a puberdade ocorre geralmente entre os 6 e


os 9 meses, contudo, a idade óptima para início da
reprodução é entre os 17 e os 19 meses.
• Reprodução na cadela:

- A cadela tem, normalmente, dois ciclos reprodutivos por ano (uma


cadela normal tem o cio, em média, de 7 em 7 meses).

- A fase do ciclo ovárico a que vulgarmente se denomina de cio é, na


realidade, constituída por duas fases: a fase de Proestro e a fase de
Estro.

- Durante o Proestro, que dura geralmente entre 6 a 11 dias, a vulva


incha e produz uma descarga sanguinolenta. Os cães sentem-se
atraídos pelo cheiro da fêmea, mas ela ainda não os aceita nesta
fase.
• Reprodução na cadela:

- O Estro, que procede o Proestro, equivale à etapa durante a qual a


cadela permite a cópula ao macho.

- Dura entre 5 a 9 dias e caracteriza-se pela diminuição do inchaço na


vulva e pelo desaparecimento do sangue da descarga vaginal (o que
nem sempre ocorre).

- É durante o Estro que ocorre a ovulação.


• Reprodução na gata:

- A época sexual está intimamente ligada, na espécie felina,


à duração do dia (n.º de horas de luz diárias).

- No hemisfério norte, a época de reprodução das gatas é


principalmente de Janeiro a Outubro.

- Durante esta fase, as gatas entram em cio de


aproximadamente 12 a 21 dias.
• Reprodução na gata:

- O ciclo sexual da gata dura aproximadamente entre 15 a


28 dias e pode ser dividido em 4 fases:
• Proestro - 1 a 4 dias - período de maturação folicular.

• Estro (cio) - 4 a 10 dias - a gata procura acasalamento.


O miar torna-se constante e intenso, roça-se em todo o lado e
rebola no chão frequentemente. Ao tocar na gata, ela
imediatamente arqueia o dorso e desvia a cauda lateralmente.

• Metaestro - 30 a 40 dias - só se houver ovulação e


fertilização do óvulo.

• Anestro - duração variável - período de descanso sexual.


• Anovulatórios

- Nas cadelas e gatas: tratamento da pseudo-gestação, prevenção e


interrupção do estro, paragem da lactação nervosa, combate à ptose
vaginal.

- Prevenção do cio: um mês antes da data prevista para o


aparecimento do cio administra-se durante 32 dias, numa dose diária
de 0,5 mg/Kg de peso vivo. O cio retornará normalmente 6 a 7 meses
após o fim do tratamento.

- Prevenção e regularização do estro: 1 comprimido de 15 em 15 dias,


durante o período pretendido.
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

LICENCIATURA EM FARMÁCIA
DERMOFARMÁCIA COSMÉTICA E
PRODUTOS DE SAÚDE
3º ANO
ANA PAULA FONSECA
2017-18
• O que é a criopreservação?

- A criopreservação é a técnica através da qual é possível


conservar, a temperaturas muito baixas (-196ºC), as células
estaminais existentes no sangue do cordão umbilical.

- Desta forma, as células podem ficar armazenadas durante muitos


anos sem que percam a sua viabilidade.

- O objectivo da criopreservação das células estaminais do sangue


do cordão umbilical é permitir que estas estejam disponíveis no
futuro, para que possam ser utilizadas quando necessário.
• Células estaminais

- As células estaminais são as células responsáveis por originar as


células adultas que constituem os tecidos e órgãos do nosso corpo.

- Sem células estaminais o organismo não teria capacidade de se


desenvolver nem de regenerar os seus tecidos quando outras
células vão morrendo ou perdendo a sua função.

- Para além de se poderem transformar em diferentes tipos de


células (propriedade de diferenciação), as células estaminais têm
também a capacidade de se autorenovarem e de se dividirem
indefinidamente.

- As células estaminais podem ser de dois tipos:


• Células estaminais embrionárias - isoladas a partir de tecidos
embrionários.
• Células estaminais adultas - obtidas após o nascimento.
• Sangue do cordão umbilical

- O sangue do cordão umbilical é uma fonte única de células


estaminais com elevado potencial terapêutico, sendo actualmente
utilizado no tratamento de mais de 60 doenças.

- No sangue do cordão umbilical existem as chamadas células


estaminais hematopoiéticas que dão origem a todas as células da
linhagem sanguínea e por isso são utilizadas para o tratamento de
doenças do foro sanguíneo.

- Hoje em dia, o transplante de células estaminais do sangue do


cordão umbilical é aceite como uma alternativa viável ao
transplante de medula óssea.

- Comparando com a medula óssea, o transplante com células


estaminais do sangue do cordão umbilical oferece diversas
vantagens, nomeadamente quanto ao risco e desconforto, ao risco
de infecção, à disponibilidade, à histocompatibilidade,…
• Aplicações actuais

- Até 2008 foram realizados mais de 20 mil transplantes com


sangue do cordão umbilical, cerca de metade em indivíduos
adultos.

- As aplicações actuais com células estaminais do sangue do cordão


umbilical dizem respeito a doenças do foro hemato-oncológico,
tais como leucemias, do sistema sanguíneo e imunitário.

- Neste tipo de doenças, o objectivo do transplante é regenerar o


sistema sanguíneo e imunitário do paciente que, quer pela
natureza da doença, quer devido à agressividade dos tratamentos
a que o doente é submetido, não se encontra funcional.

- Quando é realizada também a recolha de células do tecido do


cordão umbilical, a lista de aplicações terapêuticas abrange
também doenças como a diabetes, AVC e situações em que há
comprometimento da regeneração óssea da pele.
• Adesão ao serviço

- Crioestaminal®

- Recolha do sangue do cordão umbilical

- Valor do serviço (total - 1350 €) :


• Aquisição do Criokit (115€)
• Processamento e armazenamento (1235 €)

– Cytothera®

- Recolha do tecido e do sangue do cordão umbilical

- Valor do serviço (total - 1730 €) :


• Aquisição do Criokit (130€)
• Processamento e armazenamento (1600 €)
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

LICENCIATURA EM FARMÁCIA
DERMOFARMÁCIA COSMÉTICA
E PRODUTOS DE SAÚDE
3º ANO
ANA PAULA FONSECA
2011-12
• Valormed - Sistema Integrado de Recolha de
Embalagens e Medicamentos fora de uso

- Conscientes da especificidade do medicamento mesmo enquanto


resíduos, a indústria farmacêutica, responsável pela gestão dos
resíduos de embalagens que coloca no mercado, associou-se aos
restantes intervenientes da “fileira do medicamento” -
distribuidores e farmácias - e criaram a Valormed, sociedade
responsável pela gestão dos resíduos de embalagens e
medicamentos fora de uso.

- Em 2007 o âmbito de intervenção da Valormed foi alargado não só


para os resíduos de embalagens de medicamentos e produtos
equiparados recolhidos em farmácias comunitárias, mas também
para resíduos de embalagens de medicamentos separados em
farmácias hospitalares, resíduos de embalagens de venda
provenientes das devoluções das farmácias e distribuidores, bem
como resíduos de embalagens de medicamentos e produtos de uso
veterinário.
• Valormed

- Em 2008 foram recolhidas 703 toneladas de resíduos de


embalagens e medicamentos fora de uso, representando um
acréscimo de 10 % relativamente ao ano anterior.

- Entende-se por resíduos de embalagens e resíduos de produtos


fora de uso, o produto cujo prazo de validade ou de consumo se
encontra ultrapassado ou que por qualquer motivo já não deve
nem vai ser consumido (ex.: por ter sido interrompida a
medicação).

- O material recolhido é objecto de um processo de triagem, sendo


reencaminhados para reciclagem todo o material de embalagem
susceptível deste tipo de tratamento ambiental.

- A Valormed concluiu em Março de 2006 o processo de


Certificação da ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004.
• Processo Valormed para as embalagens e medicamentos
de uso humano
• Processo Valormed para as embalagens e medicamentos
de uso veterinário
• Papel dos cidadãos:

- Utilizar os medicamentos seguindo as instruções do médico e do


profissional de farmácia.

- Guardar os medicamentos em local seguro e apropriado,


mantendo-os dentro das embalagens.

- Verificar sempre o prazo de validade antes de tomar qualquer


medicamento.

- Lembrar-se de que o medicamento adequado para uma pessoa


pode não ser adequado para outra.

- Não guardar medicamentos que já não são necessários, fazendo


uma revisão periódica da farmácia doméstica.

- Não deitar medicamentos no lixo.


• Papel dos cidadãos:

- Separar as embalagens e os medicamentos fora de uso daqueles


que ainda pode guardar.

- Não deitar as embalagens vazias nem os medicamentos fora de


uso no lixo doméstico.

- Assegurar-se de que as embalagens estão bem fechadas, de modo


a que não derramem o seu conteúdo.

- Devolver os medicamentos fora de uso dentro das respectivas


embalagens, incluindo a cartonagem exterior, o folheto
informativo e todos os acessórios (colheres medida, copos
medida,…)

- Não misturar outros produtos com os medicamentos fora de uso,


nem com as embalagens de medicamentos vazias.

- Entregar as embalagens vazias e os medicamentos fora de uso na


farmácia.
• Papel dos cidadãos:
• Papel dos profissionais:

- Para além de muitos outros conselhos aos utentes dados pelos


profissionais de farmácia, a sensibilização para as boas práticas
ambientais é mais uma acção relevante prestada por estes
profissionais.

- Da boa receptividade dos profissionais de farmácia depende o


sucesso da recolha de embalagens e medicamentos fora de uso.
• Papel dos profissionais:

- Devemos, por isso, informar os clientes da farmácia de que podem


entregar as embalagens de medicamentos após uso:

• Sempre que possível deve-se verificar se os utentes estão a entregar


efectivamente embalagens de medicamentos e não outro tipo de
embalagens.

• Divulgar os folhetos informativos que a Valormed disponibiliza para o


efeito.

• Disponibilizar um espaço da farmácia para acções promocionais criadas


pela Valormed.

• Dinamizar acções ambientais com a comunidade local - escolas, centros


de terceira idade,… - a Valormed apoia com material lúdico e didáctico
tais iniciativas.
Limpeza e
Hidratação

Vera Galinha
Limpeza
Produtos de limpeza
 Sabões naturais e sintéticos

 Produtos de higiene corporal

 Limpeza diária do rosto e olhos

 Leites águas e toalhetes

 Loções desmaquilhantes de olhos

 Esfoliantes

 Máscaras de limpeza
Produtos de limpeza
- Sabões naturais -
 Tensioativos aniónicos naturais

 Processo de saponificação

 pH muito elevado

 Alteração do filme hidrolipídico

 Irritantes para a pele


Produtos de limpeza
- Sabões naturais -
 Excelentes espumantes

 Aditivos

 Sobreengordurados
 Asseptizantes
 Aromatizados
 Vegetais
Produtos de limpeza
Sabões sintéticos – pains ou
syndets
 Mistura de tensioativos sintéticos

 pH fisiológico

 Bem tolerados

 Fraco poder espumante

 Sólidos ou líquidos
Produtos de limpeza
- Produtos de higiene corporal -
 Emulsões, geles
 Misturas de diferentes tensioativos
 Tolerância variável
 Podem ser enriquecidos
 Agentes sobreengordurantes – nutritivos
 Hidratantes
 Asseptizantes
 Extratos vegetais, ex. Aveia
 Aromatizantes
Produtos de limpeza
- Limpeza diária do rosto e olhos -
 Emulsões ou soluções com tensioativos não iónicos
 Bem tolerados
 pH fisiológico e bem adaptado
 Adaptados às necessidades da pele
 Enriquecidos em princípios ativos
 Sobreengordurados – pele seca
 Seborreguladores – pele oleosa
 Calmantes – Pele sensível
 Aromatizados
Produtos de limpeza
- Leites desmaquilhantes -
 Emulsões fluidas

 Removem a sujidade pela presença de


tensioativos não iónicos

 A fase oleosa promove a remoção da sujidade


hidrófoba

 Devem ser retirados da pele


 Loções de limpeza

 Água corrente
Produtos de limpeza
- Águas desmaquilhantes -
 Soluções com tensioativos suaves

 Removem a sujidade com eficácia

 Adaptadas aos diferentes tipos de pele

 Utilizam-se com algodão

 Bem toleradas

 Práticas de utilizar

 Rosto e olhos
Produtos de limpeza
- Toalhetes desmaquilhantes -

 Algodão impregnado em emulsões ou soluções


de limpeza

 Maior % de tensioativos – Conservantes

 Eficazes

 Práticas

 Rosto e olhos

 Adaptados aos diferentes tipos de pele


Produtos de limpeza
- Loções desmaquilhantes de
olhos -
 Soluções de tensioativos ultra suaves
adaptados ao pH da região ocular

 Princípios ativos descongestionantes

 Removem a sujidade e a maquilhagem

 Utilizam-se com algodão


Produtos de limpeza
- Esfoliantes -
 Emulsões de limpeza mecânica
 Remoção da sujidade e das células mortas por
ação física
 Utilização de microesferas
 Pode associar-se esfoliação química: AHA
 Utilização 1 a 2 vezes por semana consoante
necessidade da pele
 Rosto – Mais suaves
 Corpo – Mais agressivos
Agentes esfoliantes

 Sólidos de origem natural


 Argila;

 Pó de sementes de plantas;

 Pó de crustáceos.

 Sólidos obtidos por síntese química


 Grânulos de estireno ou polietileno;

 Agentes exfoliantes químicos: AHA (ácido glicólico:


10-20%)
Agentes esfoliantes

Esfoliantes mecânicos
Pó das sementes de pêssego

Sabugo de milho

Sementes de jojoba

Farinha de amêndoa

Farinha de milho

Caulino

Grânulos de polietileno/estireno

Luffa
Produtos de limpeza
- Máscaras de limpeza -
 Emulsões de limpeza mais profunda da pele

 Tensioativos de limpeza

 Agentes absorventes – argila

 Tempo de atuação em contacto com a pele

 Utilização 1 a 2 vezes por semana consoante a


necessidade da pele

 Adaptadas aos diferentes tipos de pele


Ativos possíveis de
utilizar
• Hidratantes: algas marinhas, aloé vera, aveia, abacate.
• Antioxidantes: vitamina E, vitamina C, coenzima Q10
(lipossomas), extrato de Ginkgo biloba, Vitamina A.
• Antiinflamatórios naturais: alfa-bisabolol, ácido glicirrízico,
calêndula, arnica, camomila.
• Adstringentes naturais: hamamelis, arnica, bardana, pepino.
• Antiseborreicos naturais: alecrim, bétula.
• Cicatrizantes naturais: calêndula, alantoína.
• Esfoliantes químicos: ácido salicílico, ácido glicólico.
• Bactericidas: própolis, pepino.
• Ativos refrescantes: óleo de menta.
Tipos de pele – Limpeza
Forma cosmética
Tipo de pele Ativos
limpeza

Pele Seca

Pele Oleosa

Pele Mista
Hidratação
O que Hidratar?
Todos os tipos de pele podem ter falta de água

Pele desidratada

Pele Normal Pele Seca Pele Oleosa


Filme HL Filme HL Filme HL
Normal “Menor” “Maior”

DESCONFORTO
Como Hidratar?

Reparar; reestruturar a barreira cutânea


FUNDAMENTAL

Restaurar o conforto
Adaptar às necessidades de cada pele
Formas Farmacêuticas/Tipos de pele
Tipo de Pele Forma farmacêutica Princípios ativos
Sodium pyrrolidone carboxylic acid
(PCA-Na®), Aloe vera, colagénio,
Creme
Seca elastina, composto de aa, lactado de
Gel-creme
sódio, ureia, alantoína e alcoois
gordos (Hidroviton®)

Creme Proteína de soja, gérmen de trigo,


Normal
Gel-creme ácido hialorónico

D-pantenol, extracto de algas


Gel-creme
Oleosa marinhas, lipossomas de vitamina E e
Gel
C

Gel-creme Extracto de algas marinhas,


Mista
Gel colagénio, elastina

Outros activos hidratantes


Ureia, óleo de amêndoas doces, ácido salicílico, aveia, hidrolisado de
proteínas, NMF, óleo de jojoba, macadâmia, maracujá, nozes, pêssego,
silicones.
Ativos hidratantes - Concentrações

Hidratantes Concentrações de utilização


Ácido hialurónico 1.0 – 5.0%

Aloe vera extracto seco 200:1 0.005 – 1.0%

Colagénio 2.0 – 10.0%

Hidroviton® 1.0 – 5.0%

Óleo de amêndoas 1.0 – 10.0%

PCA-Na® 0.5 – 5.0%

Ureia 1.0 – 10%


Hidratar a pele é a base
de prevenção do
envelhecimento cutâneo
Formas de aplicação
Como aplicar creme de
olhos e lábios?