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10. Pele e Anexos

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Rita Luz – 2004/2005

Pele e Anexos
Pele

A pele cobre a superfície corporal e é constituída por 3 camadas principais:

• • •

Epiderme: epitélio superficial de origem ectodérmica Derme: tecido conjuntivo subjacente de origem mesodérmica Hipoderme/ Fascia superficialis: tecido conjuntivo laxo por baixo da derme

Funções
1. Revestimento do organismo 2. Protecção: − − − A pele oferece protecção contra os raios UV (através da melanina) e os insultos mecânicos, químicos e térmicos. A sua superfície relativamente impermeável impede a desidratação e actua como uma barreira física à invasão por microorganismos. Respostas imunitárias aos alergénios.

3. Sensação (recepção de estímulos do meio externo): − A pele é o maior orgão sensorial do corpo. − Contém uma variedade de receptores para o tacto, pressão, dor e temperatura. 4. Termo-regulação: − Na espécie humana a pele é o orgão principal da termo-regulação. − O corpo é isolado contra a perda de calor pela presença de pelos e de tecido adiposo sub-cutâneo. − A perda de calor é facilitada pela evaporação do suor da superfície da pele e pelo fluxo sanguíneo aumentado na rica rede vascular da derme (mecanismo de conservação e da dissipação obtidas por variações de débito circulatório e pela regulação de sudorese). Funções metabólicas: − O tecido adiposo sub-cutâneo constitui uma reserva importante de energia, sobretudo sob a forma de triglicéridos. − Secreção de várias substâncias: a vitamina D é sintetizada na epiderme e suplementa a q é derivada das fontes da dieta. − Balanço hídrico.

Baseado em: Wheater Histologia Funcional de B. Young e J.W. Heath (capitulo 9)

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Epiderme
A epiderme é um tecido epitelial pavimentoso estratificado constituído fundamentalmente por: • Ceratinocitos • Melanócitos - responsáveis pela pigmentação da pele • Células de Langerhans - células do sistema imunitário • Células de Meckel - associadas a terminações nervosas livres e encapsuladas que são responsáveis pela apurada capacidade descriminativa do orgão.

A sua junção à derme é irregular e caracterizada por invaginações epidérmicas - cristas epidérmicas - que se interdigitam com projecções dérmicas - papilas dérmicas - o que reforça a adesão entre ambas as camadas. − As cristas epidérmicas estão separadas por pregas interpapilares epidérmicas formando cristas epidérmicas secundárias. Papila dérmica, fica assim, dividida pelas projecções das pregas interpapilares formando papilas dérmicas secundárias.

1. Ceratinócitos
− Estão organizados em camadas ou estratos
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São vistas melhor na pele espessa, ex: plantas dos pés. − Pelo contrário, na pele delgada do abdómen (p.ex), as camadas individuais são + difíceis de se distinguirem. − A espessura combinada das outras células é reduzida a uma extensão menor. − O sistema de rede de cristas é muito menos proeminente, reflectindo as forças tangenciais menores às quais essa pele está sujeita. − Camadas: a. Estrato basal b. Estrato espinhoso ... estrato de Malpighi c. Estrato granuloso d. Estrato lúcido e. Estrato córneo

a) Estrato basal:
− É a camada germinativa da epiderme. A actividade mitótica nessa camada fornece um suprimento contínuo de novos ceratinócitos para substituir os que são perdidos pelo desgaste normal. − As células produzidas por mitose na camada basal germinativa adjacente à derme sofrem alterações durante a maturação, relacionadas com a produção de ceratina. − A camada ceratinizada externa é continuamente descamada e é substituída pelo movimento progressivo e pela maturação de células da camada germinativa. Assim, todas as células dessa linhagem são frequentemente chamadas de ceratinócitos. − A taxa das mitoses na camada germinativa geralmente é igual à taxa de descamação da superfície externa. No homem o processo de maturação de uma célula basal até à descamação leva entre 2550 dias, sendo + rápido nas áreas expostas às forças + intensas de fricção. − As células (células-fonte) desta camada são cúbicas ou cilíndricas baixas e formam uma camada única separada da derme por uma membrana basal. − O aspecto basal de cada célula germinativa é altamente irregular e fixado à membrana basal por numerosos hemidesmossomas. − Como nas células do estrato espinhoso adjacente, pequenas projecções citoplasmáticas estendem-se através dos espaços intercelulares para terminar sobre as projecções das células adjacentes. Esses pontos de contacto são fixados por desmossomas.

Está separada da derme pela membrana basal dermoepidérmica: Tem 2 componentes distintos: Lâmina lúcida: as células basais apoiam-se sobre esta lâmina mas são presas à lâmina densa por proteínas ancorantes q surgem a partir de um hemidesmossoma. Lâmina densa Há uma 3ª zona mal definida: lâmina fibro-reticular – contém fibrilhas q conectam a lêmina densa às fibras colagénicas e à elastina na derme.

b) Estrato espinhoso
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Seu nome deriva do aspecto das células. − Células com forma poliédrica. − Núcleo ovoide − Citoplasma com corpos lamelares (semelhantes a grânulos) − Têm numerosos “espinhos” (processos citoplasmáticos) presos por desmossomas às células adjacentes. − Os nucléolos proeminentes e a basofilia citoplasmática indicam a síntese proteica activa. − O produto de síntese predominante dessas células (ceratinócitos do estracto espinhoso) – citoceratina (proteína fibrilhar) – agrega-se para formar fibrilhas intracelulares conhecidas como tonofibrilhas / tonofilamentos, que convergem sobre os desmossomas dos “espinhos”. − Estão particularmente concentrados na periferia do citoplasma e nas projecções que terminam em junções desmossómicas que unem os ceratinócitos vizinhos. − As tonofibrilhas tornam-se + proeminentes em direcção ao estracto granuloso. − As tonofibrilhas tb são encontradas em peq nº nas células do estracto basal. − Contém células que estão em processo de crescimento e síntese inicial da ceratina. − Divisão celular também ocorre, mas em menor extensão, nesta camada. c) Estracto granuloso − Células achatadas − Os ceratinócitos da camada granular contêm grânulos de cerato-hialina − Contêm aa ricos em enxofre (ex: cisteína) e pequenos corpos lamelares ovais → corpúsculos de Odland / ceratinossomas – contêm uma mistura de lípidos (glicolipido acilglicosilceramideo) que repele a água. − Esses grânulos são basófilos densos e muito numerosos, acumulam-se no citoplasma e tendem a obscurecer as tonofibrilhas. − A natureza química desses grânulos de cerato-hialina é distinta da proteína fibrosa das tonofibrilhas. − Acredita-se que o processo da ceratinização envolva a combinação de elementos das tonofibrilhas e da cerato-hialina para formar o complexo maduro da ceratina. − No aspecto + externo desta camada a morte celular ocorre devido à ruptura das membranas lisossómicas. − As enzimas lisossómicas libertadas podem desempenhar um papel importante no processo final da ceratinização.

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d + e) Estrato lúcido + Estrato córneo − Constituído pelos restos das células achatadas fundidas e composto sobretudo pela proteína fibrosa ceratina. − As células mortas e as que estão a morrer nessa camada superficial são achatadas, sem núcleos ou outras organelas, e cheias de ceratina madura. − No aspecto mais profundo dessa camada, as células ceratinizadas mantêm as suas junções desmossómicas, e a ceratina tem um padrão ordenado. − Os filamentos de ceratina estão unidos por ligação cruzada pela flagrina catalisada pelas trasglutaminases. Ceratina + Flagrina = envoltório celular (no interior da membrana plasmática) Envoltório celular + lipidos = complexo envoltório celular − Em direcção à superfície, os desmossomas e a estrutura interna das células tornam-se completamente desfeitos, um processo que precede a descamação. − Este estracto contém uma mistura de grânulos de ceratohialina e tonofilamentos de ceratina, revestidos por lípidos libertados pelos corpúsculos de Odland (ceratinossomas). − A superfície externa da epiderme é bastante lisa e plana.

2. Melanócitos −
− − − − São responsáveis pela síntese e libertação da melanina Localizados na camada basal da epiderme, espalhadas frequentemente entre as células basais cilíndricas baixas. São células redondas, com o citoplasma palidamente corado Desenvolvem-se a partir de melanoblastos (célula migratória da crista neural), sendo este desenvolvimento controlado por factor de células fonte interagindo com o receptor c-kit. Na epiderme, os melanócitos mantém-se como células independentes, sem se unirem aos ceratinócitos. Contém grânulos ovais limitados por membrana – pré-melanossomas e melanossomas – sintetizam o pigmento melanina. O pré-melanossoma que sintetiza a melanina tem forma oval ou em barco, é limitado por membrana e contém estriações transversais características. Após um período de síntese da melanina, esse padrão estriado é obscurecido pela melanina – melanossomas. A partir do corpo celular há numerosos prolongamentos citoplasmáticos longos que correm pelos espaços entre os ceratinócitos do estracto espinhoso. Melanina produzida a partir da tirosina (DOPA) fixa-se a uma proteína. A melanoproteína é conduzida ao longo dos prolongamentos citoplasmáticos para ser transferida para dentro dos ceratinócitos basais (através de uma processo de secreção citócrina) e do estracto espinhoso, com a maior concentração ocorrendo nas células basais.

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3. Células de Langerhans −
− −

A quantidade de melanina depositada varia de raça para raça, mas as pessoas de pele branca podem aumentar a quantidade de melanina sintetizada e depositada aumentando a exposição da pele à luz UV.

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Células do sistema imunitário (derivadas da medula óssea) – são células apresentadoras de antigénio. Localizadas no estrato de Malpighi Têm 1 núcleo pálido oval, em forma de rim ou irregular. Citoplasma palidamente corado. Estende-se em prolongamentos citoplasmáticos entre os ceratinócitos, unidos a estes por E-caderina. Contém grânulos de Birbeck característicos - estruturas alongadas em forma de bastão com estriações transversais regulares, em que uma das extremidades frequentemente se distende numa vesícula.

4. Células de Merkel − −
− − São receptores especializados do tacto (mecanorreceptores) , derivados da crista neural Estão espalhadas muito escassamente entre as células da camada basal. São difíceis de distinguir dos melanócitos à microscopia óptica. Contêm vesículas neuroendócrinas redondas na sua base e têm uma junção sináptica com uma delgada terminação nervosa na derme papilar. A fibra nervosa milelinica aferente torna-se amieliníca assim que entra na lâmina basal. Estão, assim, associadas a terminações nervosas livres e encapsuladas que são responsáveis pela apurada capacidade descriminativa do orgão.

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Derme

− − − Camada subjacente de tecido conjuntivo denso, fibroelástico, rígido, de sustentação e nutrição. Fornece uma base de sustentação robusta e flexível à epiderme. Liga a epiderme à hipoderme. Contém o suprimento vascular para a sustentação metabólica da epiderme avascular e para a termo-regulação. Origem mesodérmica. Duas camadas:


a) Derme papilar:
− − + superficial; imediatamente abaixo da epiderme. É fina. − É constituída por tecido conjuntivo laxo, finas fibras de colagénio e fibras elásticas muito finas e escassas. − Contém vasos sanguíneos que surgem do plexo vascular, linfáticos e finos ramos nervosos das terminações nervosas sensoriais – corpúsculos de Meissner.

b) Derme reticular:
− − Profunda. + espessa e + forte. − É constituída por tecido conjuntivo denso, grandes fibras colagénicas compactas tipo I que se entrelaçam formando uma rede e fibras elásticas longas espessas que seguem o trajecto dos feixes colagénicos. − Entre os feixes de colagénio há vasos sanguíneos que se unem ao plexo vascular na derme papilar. − A elastina é um importante constituínte das camadas da derme. Apresenta-se corada de preto pela orceína-Giemsa (O.G). − O componente celular da derme é constituído sobretudo por fibroblastos, que são responsáveis pela produção de colagénio e de elastina. Tb estão presentes linfócitos, mastócitos e macrófagos teciduais envolvidos na defesa inespecífica e na vigilância imunológica. − Dentro da derme também residem os apêndices cutâneos e os seus ductos, vasos sanguíneos maiores, nervos e algumas terminações nervosas.

Hipoderme / Fascia superficialis
− − Por baixo da derme encontra-se uma camada de tecido conjuntivo laxo, q liga a pele aos orgãos subjacentes. É constituída sobretudo por tecido adiposo.

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Variações regionais da estrutura da pele
• A estrutura da pele difere consideravelmente de uma parte do corpo para outra, sendo as principais diferenças ao nível: o Espessura da epiderme. o Tamanho. o Densidade o Estado de actividade dos folículos pilosos. o Natureza e densidade das glândulas sudoríparas e dos receptores sensoriais. Ex: pele do couro cabeludo. É resistente devido a uma derme robusta e densamente colagénica. Os folículos pilosos são numerosos e densamente agrupados. Nas pessoas de cabelos claros, os folículos são em menor número e de tamanho um pouco menor, produzindo fios mais finos. Os folículos do couro cabeludo são particularmente longos e têm glândulas sebáceas + numerosas q em outras áreas. As glândulas sudoríparas merócrinas são numerosas, apesar de menos proeminentes q na pele do tronco e dos membros, devido à profusão dos outros apêndices.

− − − − −

Ex: pele q cobre a maior parte do corpo. − Os folículos pilosos e as glândulas sebáceas associadas são esparsos. − As glândulas sudoríparas merócrinas são relativamente + curtas. − Os pêlos produzidos são + finos. Ex: pele das axilas e da região púbica. − Há uma densidade moderada de folículos pilosos, q contrariamente aos do couro cabeludo, tendem a orientar-se obliquamente em relação à superfície da pele e são frequentemente encurvados, em vez de rectos, fazendo com q os pêlos se encrespem. − Glândulas sudoríparas apócrinas são uma característica comum desse tipo de pele e são vistas tipicamente associadas aos folículos pilosos, para dentro dos quais lançam as suas secreções.


− − − −

Ex: plantas dos pés: São constituídas por uma epiderme espessa coberta por uma camada de ceratina; A epiderme apresenta interdigitações complexas com a derme subjacente para resistir às intensas forças tangenciais da fricção ao caminhar; Não apresenta folículos pilo-sebáceos. É a preparação ideal para a observação das diferentes camadas da epiderme. Da superfície para a profundidade encontram-se as seguintes camadas: córnea; lúcida; granulosa; espinhosa; basal ou germinativa.
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Envelhecimento cutâneo
− Subentende a evolução natural da pele com as modificações que se observam em resultado da idade. − Considera-se:

Envelhecimento inato:
− Há diminuição global da espessura da pele, sobretudo a nível da epiderme. − Esta diminuição da celularidade epidérmica, com rectificação da junção dermo-epidérmica, é acompanhada de menor adesividade entre os dois tecidos e por modificações estruturais e de organização dos componentes de matriz extracelular, nomeadamente das fibras de colagénio, com densificação dos feixes e aumento de ligações cruzadas, do sistema elástico e dos proteoglicanos, glicosaminoglicanos e glicoproteínas. − Há uma redução do número de ceratinócitos com uma redistribuição e modificação destes, mas mantendo-se a camada córnea relativamente inalterada. − Por sua vez, também o número de células de Langerhans é reduzido durante o processo de envelhecimento.

Envelhecimento adquirido
− − − − Alguns aspectos do envelhecimento cutâneo vão-se fundamentalmente relacionar com a exposição solar. A exposição indiscriminada à luz solar origina o foto-envelhecimento. Com efeito na pele não exposta é possível observar as interdigitações dermo-epidérmicas em oposição à pele exposta. Altera-se também a derme, fundamentalmente o sistema de fibras elásticas nele existente. A pele não exposta apresenta a disposição habitual das camadas da derme enquanto que na pele exposta as duas camadas (papilar e reticular) não são individualizáveis. Diferencia-se então uma camada subepidérmica com ausência de elementos elásticos e uma camada com abundância de material elastófilo. Assim, a exposição ao sol e o envelhecimento da pele têm efeitos semelhantes, embora a exposição ao sol amplifique o efeito do envelhecimento cutâneo.

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Vascularização na pele
Tem 1 arranjo incomum que acomoda as várias necessidades funcionais: • Nutrição da pele e dos apêndices. • Perda de calor em condições quentes, pelo fluxo sanguíneo aumentado. • Diminuir a perda de calor em condições de frio, pela diminuição do fluxo sanguíneo, mantendo no entanto o fluxo nutricional adequado.

Artérias:
− Localizam-se profundamente na hipoderme. − Dão origem a ramos que vão para cima para formar 2 plexos de vasos anastomóticos: Plexo hipodérmico (subcutâneo) Plexo cutâneo: − É o plexo + profundo. − Localiza-se na junção da hipoderme com a derme. − Irriga o tecido adiposo da hipoderme, − O aspecto + profundo da derme e a rede capilar que envolve os folículos pilosos. − As glândulas sebáceas profundas e as glândulas sudoríparas. Plexo subpapilar: − Plexo + superficial. − Fica imediatamente abaixo das papilas dérmicas. − Irriga a porção superior da derme. − Rede capilar em torno dos apêndices superficiais. − Tb dá origem a uma alça capilar em cada papila dérmica.

− −

A drenagem venosa da pele dispõe-se em plexos q correspondem, de modo geral, ao suprimento arterial. Numerosas derivações proporcionam comunicações artério-venosas directas q desempenham um papel importante na termo-regulação, controlando o fluxo sanguíneo para as partes apropriadas da derme. A pele tem uma rica drenagem linfática q forma plexos correspondentes aos do sistema vascular sanguíneo.

Glómus: − Estrutura que controla o fluxo nas derivações artério-venosas em regiões isoladas sujeitas a frio excessivo (derme das pontas dos dedos, pavilhão da orelha...). − É constituído por um segmento altamente enovelado da derivação artério-venosa, envolvido por tecido colagénico condensado.

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(Imediatamente antes da junção artério-venosa, a parede das artérias torna-se muito espessada e as suas células musculares lisas adquirem um aspecto epitelial.)

Receptores Sensoriais
Tipos • • • de receptores: Mecanorreceptores Termorreceptores Nociceptores

Podem ser:

1. Terminação nervosa livre/desnuda: − −
− − Respondem ao toque e à luz Localizados na epiderme e na córnea do olho Constituídos apenas por numerosos pequenos ramos terminais de fibras nervosas aferentes, encontradas nos tecidos de sustentação de todo o corpo. As fibras aferentes são de diâmetro relativamente pequeno, com velociades lentas de condução; apesar de algumas dessas fibras serem mielinizadas, as terminações nervosas não têm mielina.

2. Disco de Merkel −
− − Placa discoide aderida à célula de Merkel na camada basal da epiderme O citoplasma da célula de Merkel adjacente contém vesículas com características ultra-estruturais semelhantes às encontradas nas sinapses, mas nenhum neurotransmissor foi demonstrado até agora. As terminações nervosas de Merkel são servidas por fibras mielinizadas de grande diâmetro, e acredita-se que sejam responsáveis pela sensação de tacto;

3. Receptores encapsulados 3.1. corpusculo de Meissner:
• encontrados na derme da pele (papilas dérmicas), particularemente nas pontas dos dedos das mãos, plantas dos pés, mamilos, pálpebras, lábios e genitália. • Envolvidos na recepção do tacto leve e discriminativo (táctil epicrítica), dependendo o grau de discriminação da proximidade entre os receptores. • Têm uma forma ovalada • São constituidos por:  Cápsula de tecido colagéneo delicado  Circundado por massa túrgida de células ovaladas – provavelmente células de Schwann especializadas.

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Ramos não-mielinizados de grandes fibras sensoriais mielinizadas ramificam-se pela massa celular de forma helicoidal.

3.2. corpusculo de Pacini: na hipoderme • Grandes receptores sensoriais que respondem à pressão

ou ao toque grosseiro, à vibração e à tensão (pressão profunda) • Localizados na hipoderme, nos ligamentos e cápsulas articulares, em algumas membranas serosas, nos mesentérios, em algumas vísceras e em algumas áreas erógenas. • São constituídos por:  Cápsula delicada que contém muitas lamelas concêntricas de células achatadas (provavelmente células de Schwann modificadas)  Separadas por espaços de líquido intersticial e fibras colagéneas delicadas.  Em direcção ao centro do corpúsculo, as lamelas tornam-se mais densamente agrupadas, e o cerne contém uma única grande fibra nervosa não-mielinizada e não-ramificada com várias terminações dilatadas e que é mielinizada assim que deixa o corpúsculo • A deformação do corpúsculo de Pacini produz um estímulo mecânico amplificado no seu centro.

3.3. Corpúsculos de Ruffino – estruturas fusiformes robustas
encontradas particulamente nas plantas dos pés.

3.4. Bulbos

terminais de Krause – receptores delicados encontrados no revestimento da orofaringe e na conjuntiva do olho.

4. Terminação nervosa peritricial: fibras nervosas enroladas na
base e na haste do foliculo piloso; estimulada pelo movimento do pelo.

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Anexos cutâneos
− −

São apêndices epiteliais especializados. Derivam da epiderme: surgem como invaginações para dentro da derme a partir da epiderme durante o desenvolvimento embrionário. A distribuição, o arranjo e a estrutura detalhada dos apêndices variam de uma parte da pele para outra, mas a estrutura geral pbedece a um padrão básico.

Pêlo
− − São estruturas ceratinizadas altamente modificadas. Existem em praticamente toda a superfície cutânea, excepto nos lábios, nas regiões palmar e plantar, na glande, no clítoris e nos pequenos lábios. No período neo-natal, na infância e nas mulheres, os pêlos corporais são finos e macios, sendo conhecidos como velo, em contraste com os pêlos + grossos do couro cabeludo, conhecidos como pêlos terminais. A produção das hormonas sexuais masculinas na puberdade é responsável pelo desenvolvimento de pêlos adicionais terminais púbicos e axilares em ambos os sexos e pela substituição dos pêlos do velo por pêlos terminais sobre o corpo masculino adulto. A forma das estriações transversais dos pêlos também varia entre as raças: • O cabelo liso das raças mongois é redondo em corte transversal. • O cabelo ondulado característico dos europeus é oval. • O cabelo crespo das pessoas de pele negra tem + a forma de rim. Produzidos pelos folículos pilosos: • Invaginações cilíndricas do epitélio superficial (da epiderme) embainhadas por tecido colagénico. • A estrutura dos folículos pilosos depende do tipo de pêlo que está a ser produzido. • Os folículos do couro cabeludo e outros pêlos terminais tendem a ser longos e rectos. • Os do corpo, que produzem pêlos finos e macios (velo), são relativamente curtos e arredondados. • Os pêlos crespos podem ser produzidos por folículos curvos ou folículos nos quais o bulbo piloso fica em ângulo com as haste do pêlo.


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É uma estrutura tubular constituída por 5 camadas concêntricas de células epiteliais, que se fundem com as células em proliferação da raíz do pêlo. − A baínha do folículo também é rica em vasos sanguíneos e contém um delicado plexo de terminações nervosas sensoriais que são sensíveis aos diminutos movimentos do folículo piloso e actuam, desse modo, como receptores altamente sensíveis do tacto, − Na base tem uma expansão bulbosa – bulbo piloso – contendo a papila dérmica. − Os folículos pilosos individuais sofrem ciclos de crescimento e quiescência, o que é reflectido por alterações da sua estrutura: Fase de crescimento: − Folículos penetram profundamente na hipoderme. − Bulbo piloso é proeminente. Fase de repouso: − Folículos são + curtos. − Bulbo piloso é menor e não apresenta uma papila dérmica. − Os folículos quiescentes são conhecidos como pêlos em baqueta.  Esse padrão cíclico do crescimento é o factor que determina os limites do comprimento atingido pelos fios nas diferentes partes do corpo: • A fase de crescimento das cabelos da cabeça é da ordem de 2 anos ou +, sendo cada fio descamado durante uma fase de repouso folicular q dura alguns meses. Apenas uma pequena proporção dos folículos está normalmente na fase de repouso em qq tempo, mantendo assim uma quantidade contínua de cabelos. • Pelo contrário, os pêlos corporais, as sobrancelhas, os cílios (etc) têm uma fase de crescimento relativamente curta e uma fase de repouso + longa, impedindo o crescimento excessivo inapropriado.

Crescimento do pêlo:
− −

É descontínuo e hormono-dependente. Ocorre no bulbo piloso:  Dilatação na porção terminal do folículo piloso.  Constituído por células epiteliais em divisão activa circundando uma papila de tecido vascular – papila dérmica:  Altamente vascularizada.  É separada das células epiteliais por uma membrana basal q é contínua com a membrana vítrea q circunda o folículo externamente.  As células de epiderme que recobrem a papila dérmica constituem a raiz do pêlo, a partir da qual se forma o pêlo. À medida q são empurradas para cima em direcção à superfície da pele a partir do bulbo piloso, as 3 camadas epiteliais internas sofrem ceratinização para formar a haste do pêlo, enquanto as duas camadas externas formam uma baínha epitelial.
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− −

− −

No bulbo piloso todas as camadas se fundem e tornam-se indistinguíveis umas das outras. A massa de células destinadas a formar o pêlo é conhecida como a matriz do pêlo. Durante o crescimento activo do pêlo, as células epiteliais q circundam a papila dérmica proliferam para formar as 4 camadas internas do folículo, enquanto a camada + externa representa uma invaginação do estracto germinativo do epitélio da superfície. Toda a massa epitelial q circunda a papila dérmica constitui a raíz do pêlo. As células da camada + interna do folículo sofrem ceratinização moderada para formar a medula ou cerne da haste do pêlo. A camada medular frequentemente não é distinguível nos pêlos finos. A medula é contornada por uma camada larga, altamente ceratinizada, o córtex, q forma o volume do pêlo. A 3ª camada do folículo sofre ceratinização para formar uma cutícula dura e delgada sobre a superfície do pêlo. A cutícula é constituída por placas de ceratina sobrepostas, um arranjo q se acredita q impeça a desintegração do pêlo. A 4ª camada do folículo constitui a bainha interna da raíz. As células dessa camada são apenas levemente ceratinizadas e desintegram-se ao nível dos ductos das glândulas sebáceas, deixando um espaço dentro do qual o sebo é secretado em torno do pêlo em maturação. A camada + externa – baínha externa da raíz – não toma parte na formação do pêlo. É separada da bainha de tecido conjuntivo (colagénico) q circunda o folículo por uma membrana basal grossa especializada – membrana vítrea. No folículo em crescimento, grandes melanócitos activos estão espalhados entre as células em proliferação, sendo a melanina incorporada no córtex da haste do pêlo. Formas pretas, castanhas e amarelas da melanina são produzidas em várias combinações para determinar a cor final do pêlo.

Constituição do pêlo:

− − −

Camadas concêntricas de células. Em certos pêlos mais grossos, as células centrais da raiz diferenciam-se em células vacuoladas e pouco ceratinizadas, formando no seu conjunto a medula do pêlo. Em torno da medula, as células estão mais ceratinizadas e dispõem-se de modo compacto, formando o córtex do pêlo. Mais perifericamente observam-se células bastante ceratinizadas que se dispõem numa camada muito resistente - a cutícula – circunda o córtex. Por fim, as células mais periféricas da raiz diferenciam-se em duas baínhas epiteliais:  Baínha interna: desaparece ao nível da desembocadura das glândulas sebáceas no folículo piloso. Reconhecida pelo seu conteúdo de grânulos eosinófilos (cerato-hialina). As camadas + externas da baínha interna da raíz têm um aspecto + homogéneo.  Baínha externa: prolonga-se pela epiderme.
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Delimitando o folículo piloso encontra-se uma camada não celular - a membrana vítrea. − O tecido conjuntivo que envolve o folículo piloso é mais espesso e forma uma bainha conjuntiva.  Na baínha conjuntiva inserem-se fibras de músculo liso que se dispõem obliquamente e provêm da camada papilar da derme, que formam no seu conjunto o músculo erector do pêlo. − A pigmentação do pêlo é devida à presença de melanina na medula e no córtex do pêlo; essa melanina é fornecida por melanócitos que se encontram entre a papila dérmica e a raiz. Há uma grande quantidade de pigmento na camada basal, q se estende para cima, para dentro da camada cortical, produzida pelos melanócitos espalhados ao longo da membrana basal da raíz do pêlo.

Músculo erector do pêlo:
Feixe de células musculares lisas. − Prende-se à baínha folicular e fica inserido dentro da zona papilar dérmica. − Estes músculos são inervados pelo SNS. − A piloerecção é activada pelo frio e pelo medo. − A contracção deste músculo faz com q o pêlo se torne erecto (eriçamento do pêlo) e puxa para baixo o seu ponto de inserção, produzindo o efeito conhecido como “pele de galinha”. − Nos animais peludos a erecção do pêlo aprisiona uma camada + espessa de ar sobre a superfície da pele, aumentando assim o isolamento contra a perda de calor. A erecção dos pêlos tb faz o animal parecer maior e, desse modo, é um mecanimos protector em circunstâncias perigosas. Essas funções são provavelmente pouco significantes funcionalmente na espécie humana. No entanto, a contracção dos erectores do pêlo pode desempenhar algum papel na expulsão do produto das glândulas sebáceas.

Diferenças entre a ceratinização no pêlo e na epiderme:

1. Substância córnea da epiderme é mole e pouco aderente, e descama-se em pequenas partículas. Substância córnea do pêlo forma uma camada compacta que não sofre descamação. 2. Diferenciação e ceratinização celulares processam-se continuamente na epiderme e intermitentemente no pêlo. Além disso, esses fenómenos ocorrem numa vasta área da epiderme, enquanto que no pêlo se resumem ao bulbo piloso. 3. Processo de diferenciação e ceratinização celular é comum a todas as células da epiderme, e termina na formação da camada córnea; No pêlo, as células dispõem-se em camadas concêntricas que diferem na sua estrutura, histoquímica e funções.

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Unha
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As unhas são placas córneas que se situam na superfície dorsal das terceiras falanges dos dedos. A placa ungueal é uma placa densamente ceratinizada. A sua porção proximal denomina-se raiz da unha / matriz ungueal:  Reflectindo a sua actividade proliferativa, a matriz ungueal é + espessa do q o resto do leito da unha e exibe cristas epidérmicas pronunciadas.  A parte distal da matriz ungueal é marcada pela lúnula – crescente branco na base da unha.  A pele q recobre a raíz da unha é conhecida como prega ungueal.

 Eponíquio: bordo livre da prega ungueal, altamente ceratinizado.  Hiponíquio: pele abaixo do bordo livre da unha. −
− A unha dispõe-se por cima de uma camada de epiderme a que se dá o nome de leito ungueal (epitélio pavimentoso estratificado). A raíz da unha e o leito ungueal subjacente estendem-se profundamente para dentro da derme para ficar em íntima aposição à articulação inter-falângica distal, e a derme abaixo da placa ungueal é firmemente presa ao periósteo da falange distal. O epitélio que recobre a unha possui um prolongamento do estrato córneo denominado cutícula. 1. Mitose das células da raiz da unha, que posteriormente migram no sentido distal. 2. Durante essa migração, as células sofrem ceratinização, e é por este processo que a unha adquire o seu aspecto final. 3. As células ceratinizadas deslizam sobre o leito ungueal; as camadas epiteliais deste leito não contribuem para a formação da unha, apenas fornecem uma superfície de apoio.  O facto da unha ser tranparente permite observar a côr das estruturas vasculares subjacentes e consequentemente o nível de oxigenação sanguínea.

Formação da unha:

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Glândulas Sudoríparas

− São glândulas tubulares simples enoveladas (as suas porções secretoras formam um novelo compacto na parte + superficial da epiderme gordurosa). 2 tipos:

1. Glândulas merócrinas: −As glândulas merócrinas encontram-se em toda a superfície da pele, à

excepção de certas regiões como as margens dos lábios e a glande do pénis. −A maior fracção da glândula encontra-se na derme (e a derme circundante contém um rico plexo capilar). −A porção secretora é constituída por uma camada única de grandes células cúbicas ou cilíndricas baixas, enquanto o ducto excretor é revestido por duas camadas de células cúbicas menores. −A glândula está envolvida por uma camada de células mioepiteliais:  Formam uma camada descontínua entre as células secretoras e a membrana basal.  A contracção dessas células expele o suor para dentro dos ductos excretores. Para o interior da camada mioepitelial encontra-se uma camada unicelular de células piramidais: São o tipo celular predominante. Palidamente coradas. Repousam sobre uma membrana basal proeminente. Acredita-se q essas células bombeiem Na+ para dentro do lúmen da glândula; isso é seguido pela difusão passiva da água.

−Podem distinguir-se nesta camada de células piramidais 2 tipos celulares distintos: Células escuras: • Menos numerosas q as piramidais. • Caracteristicamente secretoras. • Com retículo endoplasmático rugoso e grânulos de secreção em abundância. • Intensamente coradas.
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Produzem e secretam glicoproteínas para o lúmen da glândula (apesar de o conteúdo destas no suor ser mt baixo). Células claras: • Com retículo endoplasmático pouco desenvolvido. • Bastantes invaginações na porção basal da membrana celular. • Possibilitam a absorção de iões e água de uma rede capilar que envolve a glândula.

Canal da glândula: • Abre-se para a superfície. • É delimitado por epitélio cúbico em dupla camada, envolvido por uma membrana basal. • Em toda a sua extensão, as paredes do canal possuem células com invaginações da membrana e ricas em mitocôndrias; estas células possibilitam a reabsorção de iões e água do produto de secreção. Diferenciação dos cortes do ducto excretor e da porção secretora: • O ducto excretor tem um lúmen + estreito e uma camada dupla de peq células cúbicas. • Não apresenta células mioepiteliais subjacentes. • Tem um aspecto luminal característicamente eosinófilo, q pode resultar da adsorção do produto glicoproteico das células secretoras escuras. • Acredita-se q o epitélio do ducto reabsorva Na+ da secreção básica, tornando-a desse modo hipotónica em relação ao plasma. • Qd vistos em peq aumento os ductos percorrem um trajecto helicoidal pela derme para descarregarem na superfície da pele por meio de um poro sudoríparo localizado sobre uma crista epidérmica.  As glândulas sudoríparas merócrinas são inervadas por fibras colinérgicas do SNS. A sudorese é estimulada não apenas pelo calor corporal excessivo, mas tb por estímulos q provocam o medo. Suor: • Mistura de água, NaCl, ureia, amónia, e ácido úrico, com poucas proteínas. • A concentração de sódio é nitidamente inferior à do sangue, o que indica que há reabsorção parcial deste ião no canal glandular, tal como foi descrito anteriormente. • Após a sua libertação para a superfície, o suor evapora-se e contribui para o arrefecimento da pele – papel importante na termo-regulação. • Qd é necessário q o corpo perca calor, o fluxo sanguíneo na pele e a produção de suor são aumentados.

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A evaporação do suor causa o resfriamento da superfície da pele e a perda de calor do leito vascular subjacente. Para além disso, devido à presença de catabolitos (ureia, amónia e ácido úrico), a sudorese pode ser considerada uma forma menor de excreção.

2. Glândulas Apócrinas:
− Estão confinadas principalmente às aréolas mamárias, às axilas e às regiões genitais e do períneo. − Produzem uma secreção leitosa e viscosa, inicialmente inodora mas q se torna mal cheirosa após a acção das bactérias comensais da pele. − Possuem a mesma estrutura das glândulas merócrinas, mas têm maiores dimensões e situam-se na hipoderme. − São grandes glândulas q secretam sp para dentro de 1 folículo piloso adjacente por meio de 1 ducto q é histologicamente semelhante aos das glândulas sudoríparas merócrinas. − A porção secretora é do tipo tubular enovelado, com um lúmen amplamente dilatado. − As células secretoras são usualmente cúbicas baixas e têm um citoplasma eosinófilo. − Tal como as glândulas sudoríparas merócrinas, as glândulas apócrinas têm uma camada descontínua de células mioepiteliais entre a base das células secretoras e a membrana basal proeminente. − Estas glândulas não se tornam funcionais até à puberdade e nas mulheres sofrem alterações cíclicas sob a influência das hormonas do ciclo menstrual. − O seu significado na espécie humana é desconhecido. − As glândulas sudoríparas apócrinas são inervadas por fibras adrenérgicas do SNS.

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Glândulas sebáceas:
− Situam-se na derme. − Na grande maioria dos casos, os canais glandulares desembocam nos folículos pilosos:  Estas glândulas ficam dentro da baínha q contorna o folículo piloso, e o epitélio glandular representa uma evaginação da baínha da raíz externa.  Num ponto a cerca de 1/3 do seu comprimento a partir da superfície, cada folículo é circundado por uma ou + glândulas sebáceas q descarregam as suas secreções sobre a haste do pêlo e daí para a superfície da pele. − No entanto, em certos locais (regiões de transição da pele), as glândulas sebáceas são encontradas independentemente dos folículos pilosos e secretam directamente sobre a superfície da pele (lábios, glande, mamilos e pequenos lábios da vulva). − Nas palmas das mãos e plantas dos pés, não existem glândulas sebáceas. − O músculo erector do pêlo de cada folículo é constituído por 1 feixe de fibras musculares lisas. − O músculo insere-se por uma das extremidades na baínha do folículo, num ponto abaixo do das glândulas sebáceas, e pela outra extermidade na área papilar dérmica abaixo da epiderme. − Cada folículo piloso e o seu músculo erector do pêlo associado, juntamente com as glândulas sebáceas é conhecido como uma unidade pilo-sebácea. − A maior parte das glândulas sebáceas e o músculo erector do pêlo ficam no lado do pêlo para o qual o folículo piloso se inclina. − As glândulas sebáceas são glândulas acinares ramificadas: − Os ácinos convergem para um ducto curto q se esvazia dentro do folículo piloso, ao lado do pêlo em maturação.
 Ácinos:

 Cada ácino possui uma camada externa de células epiteliais
achatadas - a camada basal - e é envolvido externamente por uma membrana basal.  As células da camada basal dividem-se enquanto migram para o lúmen do ácino e diferenciam-se em células arredondadas, com gotículas lipídicas citoplasmáticas. Durante as preparações dos tecidos o lípido é removido em grande parte, deixando o citoplasma dessas células mal corado.

Secreção holócrina:

As glândulas sebáceas são consideradas holócrinas, pois o processo de secreção envolve a morte das células secretoras. 1. Em direcção ao ducto, o conteúdo lipídico das células acinares aumenta mt, e as células distendidas degeneram.

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2. Assim, as membranas celulares das células mais centrais rompemse, e os conteúdos citoplasmáticos formam o produto de secreção das glândulas. 3. Deste modo, liberta-se o seu conteúdo – sebo – para dentro do ducto. O sebo é uma mistura de triacilgliceróis, ácidos gordos livres, colesterol e ésteres de colesterol, e restos das células secretoras. Actua como um agente à prova de água e humidificador do pêlo e da superfície da pele. 4. As células perdidas pela secreção holócrina são substituídas por mitoses na camada basal do ácino.

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