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Ensaio Proctor – Ensaio

de Compactação

Trabalho Elaborado por:

Fábio Amendoeira Nº27365


Jorge Ferreira Nº
Objectivo

Com este ensaio é-nos possível determinar o peso volúmico seco máximo e o
teor de água óptimo de um solo, referentes a uma determinada energia de
compactação.

Introdução

A compactação dos solos é uma operação essencial num certo número de


trabalhos, como os aterros, as fundações de estradas, barragens de terra e
noutras muito frequentes de aparentemente menor importância, como sejam
o enchimento das valas abertas para os serviços públicos nas ruas das
cidades. É bem frequente notarem-se ondulações nos pavimentos,
provocadas por assentamentos nos aterros, em consequência de uma má
compactação.
O interesse da compactação reside no melhoramento, muitas vezes de uma
maneira acentuada, de certas propriedades do terreno.

A compactação é a aplicação ao solo de uma energia mecânica, de forma a


conseguir um rearranjo das partículas, reduzindo o índice de vazios,
usualmente por expulsão de ar, dado que:
– a máxima resistência ao corte do solo consegue-se
aproximadamente para o mínimo índice de vazios;
– a existência de muito ar nos poros pode dar origem a
assentamentos importantes, quando o aterro ficar sujeito a cargas
que induzem a compactação;
– se os poros do solo contiverem uma fase de ar muito elevada, esta
pode mais tarde ser substituída por água, reduzindo-se assim a
resistência ao corte do solo; este aumento do teor em água pode
também ser acompanhado de um apreciável aumento de volume.
(Mineiro, 1972).
A expulsão de ar, característica da compactação, é conseguida sem uma
variação significativa da quantidade de água presente no solo. Assim:
– o teor em água, é normalmente o mesmo para uma dada massa de
solo solta e descompactada e para a mesma massa num estado mais
denso conferido pela compactação;
– o grau de saturação cresce, já que a quantidade de ar é reduzida
sem variação do teor em água; no entanto, a expulsão de toda a
fase gasosa por compactação não é possível, não se atingindo a
saturação do solo.

A compactação é então medida em termos da relação entre o teor em água


do solo, e o peso volúmico seco, d , que pode ser obtido utilizando um dado
equipamento e um dado procedimento de compactação.
Ao construir um gráfico peso volúmico seco – teor em água, ao qual se dá o
nome de curva de compactação, nota-se que a curva apresenta um valor
máximo do peso volúmico seco, ao qual corresponde o chamado teor em água
óptimo. O ramo da curva de compactação para a esquerda do óptimo
designa-se por lado seco e o ramo à direita do óptimo por lado húmido.

Nas curvas de compactação, o peso volúmico seco, d, correspondente a


cada teor em água, é calculado pela expressão:
100 × γ
γd =
100 + ω
em que: ω é o teor em água, obtido pela expressão

ω=
PS

γ é o peso volúmico total, obtido pela expressão


P
γ=
V

A forma da curva ainda não está completamente explicada, embora se possa


adoptar por uma explicação baseada no facto de a água poder desempenhar
um papel lubrificante dos grãos, assim para os teores de água baixos, o
atrito dos grãos é elevado e o efeito de compactação é fraco; à medida que
o teor em água aumenta, o rearranjo das partículas torna-se mais fácil e os
pesos volúmicos secos aumentam também. Para teores de água elevados, a
acção lubrificante é intensa, mas o efeito de compactação (eliminação do ar)
torna-se cada vez mais difícil quando a quantidade de ar no solo tende para
zero. No limite, para um solo saturado, isto é, que não contenha ar, a
compactação é impossível.

Utilizando diferentes energias de compactação para um mesmo solo, obtêm


diferentes curvas
De salientar que o aumento da energia de compactação tem como efeito o
decréscimo do teor em água óptimo e o aumento do peso volúmico seco
máximo.
Verifica-se que para teores em água elevados, as curvas aproximam-se umas
das outras sem nunca se cortarem, antes, tendem assintoticamente para
uma mesma curva, a curva de saturação. Esta curva relaciona, para o solo em
causa, o teor em água como peso volúmico seco, quando o solo está saturado
(volume de ar nulo), ou seja, quando a compactação é impossível. A equação
da curva de saturação é:
G× γω
γd =
1+ G× ω
em que: γ ω é o peso volúmico da água

Na prática, verifica-se que os pesos volúmicos máximos ocorrem para graus


de saturação da ordem dos 95%.

O ensaio de compactação mais conhecido e aplicado em laboratório é o


Ensaio Proctor e encontra-se normalizado entre nós na especificação LNEC
E 197 – 1966.

Material

 Balança com precisão de 0.01g


 Cápsulas de metal
 Colher de pedreiro
 Espátula
 Estufa ventilada
 Molde pequeno de compactação
 Pilão de compactação leve
 Pincel
 Proveta graduada
 Tabuleiro

Descrição do procedimento

 Tomaram-se cinco facções de cerca de 2000Kg de solo que passou


através do peneiro número 40 da séria ASTM, previamente secas ao
ar;
 Desfizeram-se os torrões de cada uma delas com uma colher de
pedreiro, tendo o cuidado de não reduzir o tamanho natural das
partículas;
 Misturou-se bem cada uma das fracções com quantidades diferentes
de água, de modo a obter uma gama de teores de água que inclua o
óptimo;
 Os passos seguintes foram repetidos para cada uma das fracções
 Depois de devidamente homogeneizada, a fracção foi dividida em três
porções;
 Pesou-se o molde vazio e seguidamente apertámo-lo à base com a
alonga fixada;
 Deitou-se no molde uma das porções de solo. Com o molde acente
sobre uma base rígida, compactou-se o solo com 25 pancadas do pilão,
distribuindo-as uniformemente sobre a superfície
 Repetiu-se o ponto anterior para a segunda e terceira porções, tendo
o cuidado da superfície desta última exceder o bordo do molde,
dentro da alonga, cerca de 1cm;
 Retirou-se a alonga e arrasou-se cuidadosamente o molde,
preenchendo-se qualquer concavidade eventualmente formada;
 Retirou-se o molde da base, escovou-se com o pincel e pesou-se
imediatamente o conjunto molde + provete
 Extraíram-se três amostras do provete, uma a cerca de 2 cm do topo
superior, outra a cerca de 2 cm do topo inferior e outra do meio. As
amostra foram colocadas em cápsulas previamente pesadas;
 Registou-se a massa de cada conjunto cápsula + amostra húmida,
colocando-os, seguidamente, na estufa para que as amostras
perdessem a água nelas contida;
 Passadas cerca de 24h, registou-se o peso dos conjuntos cápsula +
amostra seca.
Resultados e Conclusões

Pω Peso de água
ω= × 100
PS Terra seca

A curva de compactação referente ao ensaio obtém-se traçado uma curva


com os teores de água em abcissas e os pesos volúmicos secos em
ordenadas:

Ensaio de Proctor

2,17
2,16
2,15
2,14
2,13
2,12
2,11
2,1
2,09 Série1
2,08
2,07
2,06
2,05
2,04
2,03
mM

2,02
)(g
/^
3 lú
ico
v
s
a

2,01
5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
Teores de água - w (%)

Uma vez que a curva obtida se assemelha a uma parábola, de forma a


facilitar a obtenção dos valores pretendidos, traçou-se a curva do polinómio
de 2º grau que melhor se ajusta à curva

Uma vez que o teor óptimo de água e o peso volúmico máximo correspondem
às coordenadas do ponto máximo da curva de compactação, para
determiná-los basta recorrer à derivada do polinómio que melhor se ajusta
à curva. Assim tem-se:

volume agua (ml) 130 160 190 220 250


peso do molde(g) 3630 3825 3080 3550 3095
molde + solo h(g) 6060 5715 5120 5660 5110
solo humido(g) 2430 1890 2040 2110 2015
gama=P/V
25,09294737 19,51673684 21,06568421 21,78852632 20,807526
(kN/m3)
capsula nº B1 B2 B3 B4 B5 B6 B7 B8 B9 B
capsula + soloh(g) 71,94 66,07 52,93 63,4 57,42 58,22 52,18 56,83 64,01 6
capsula + solo
68,95 63,33 50,16 60,49 53,63 54,1 48,33 52,89 57,67 6
s(g)
peso capsula (g) 21,71 18,51 15,92 22,04 12,55 11,72 12,41 18,57 15,79 1
peso agua (g) 2,99 2,74 2,77 2,91 3,79 4,12 3,85 3,94 6,34 6
solo seco(g) 47,24 44,82 34,24 38,45 41,08 42,38 35,92 34,32 41,88 4
teor em água 6,32938188 6,113342258 8,0899533 7,5682705 9,225901 9,7215668 10,718263 11,48019 15,13849 15,0
teor em água
6,221362069 7,829111876 9,473733729 11,09922464 15,093076
medio
γd 23,6232589 18,09969173 19,2426836 19,61177172 18,078868
γ d máx 19,712 kN/m3
Wopt 12,5 %

e
γ d max = 19.712KN / m3 ωOpt = 12.5%

Tabela de Calculo