Você está na página 1de 8

UFSC – Departamento de Química

QMC 5119 – Introdução ao Laboratório de Química – 2018/1


Turma: 1205

DETERMINAÇÃO DA MASSA MOLAR DE UM GÁS

Data de realização do experimento: 11 de março de 2018


Data de elaboração do relatório: 15 de março de 2018

Equipe: Ana Paula Cardoso (18100472)


Morgana Lurdes da Rocha (18100484)

Florianópolis
Abril/2018
1. INTRODUÇÃO

No dia 11 de abril foi realizado um procedimento dividido em três partes, tendo o


intuito de determinar a massa molar e o teor de carbonato de gases.
O estado físico gasoso da matéria é o mais simples, porém o mais caótico. Por
definição, gases são fluidos que diferentemente dos líquidos, ao estarem em um sistema de
contenção ocupa sua totalidade. Estando no estado gasoso da matéria, os gases são formados por
um aglomerado de moléculas dispersas em um meio, diferente dos demais estados que possuem
maior rigidez e interação na sua composição estrutural ​(ALVARES, 2018).
No estado gasoso, as substâncias podem ser comprimidas pelo aumento da pressão ou
pela diminuição da temperatura, e ainda se expandirem pelo processo inverso (diminuição da
pressão ou aumento da temperatura). Assim, é perceptível a existência de relações entre o volume
e pressão e o volume e temperatura, sendo essas relações a base para a equação de estado (P.V =
n.R.T). Tal equação utiliza o princípio de Avogadro, que estabelece o volume igual de gases em
uma mesma temperatura e pressão, contendo um mesmo número de mol (EXPERIÊNCIAS…,
1982, p.46).
Uma importante característica dos gases reais, é que em baixas pressões, eles
apresentam propriedades físicas semelhantes entre si, que se assemelha aos gases ideais. Então
podemos relacionar as variáveis (volume, pressão e temperatura) em uma única relação
matemática, que poderá se utilizado no estudo de qualquer gás com tal característica, como citado
anteriormente.
Assim, com essas relações é possível fazer uma série de determinações, como a massa
molar, o volume de uma certa quantidade de matéria, entre outros. Algumas dessas, serão
realizadas no presente relatório.

2. MATERIAIS E PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Vidrarias Utilizadas: Equipamentos Utilizados: Substâncias Utilizadas:


- Provetas - Balança semi analítica - Água da torneira
- Kitassato - Suporte universal - Gás butano
(isqueiro)
- Garras - Carbonato de Cálcio
- Bacia - Ácido Clorídrico
- Tubos de borracha

No primeiro momento da experiência foi realizado determinação da molaridade do gás


butano. Para isso, uma bacia cheia d'água estava na bancada onde foi mergulhado uma proveta de
100 mL até que está ficasse completamente cheia de água. Em seguida, a proveta foi suspensa de
forma que a abertura ficasse submersa impedindo que a água dentro da vidraria saia e presa no
suporte universal. Um tubo de borracha foi conectado no isqueiro (previamente pesado), e a outra
extremidade do tubo foi colocada na abertura submersa da proveta. Dessa forma o isqueiro foi
acionado liberando o gás do seu interior para a proveta. Quando a proveta indicou 90mL de gás, o
processo foi encerrado, o isqueiro pesado novamente e os respectivos cálculos realizados.
A segunda parte do experimento, tinha o intuito de determinar o teor de carbonato
liberado da seguinte reação em uma reação envolvendo Carbonato de sódio e Ácido clorídrico
Expressa na equação a seguir:

Na2CO3(s) + 2 HCl(aq) => 2NaCl(aq) + CO2(g) + H2O(l)

Para isso, o mesmo sistema contendo a bacia com água e dessa vez uma proveta de
250mL foi utilizado e preparado da mesma maneira, com a proveta cheia de água e com sua
abertura para baixo. Em um kitassato foi colocado 20mL de HCl e foi conectado a um tubo que
novamente teve sua extremidade inserida na abertura submersa da proveta. Por fim, dentro do
kitassato foi inserido 0,599g de carbonato de cálcio e vedado o sistema logo em seguida. Ao fim
da reação, o volume de dióxido de carbono liberado foi anotado, e os cálculos feitos.
E por fim, foi proposto a descoberta da massa de carbonato que havia em uma mistura
de areia e carbonato em proporções desconhecidas utilizando a mesma metodologia da segunda
parte do experimento. Ao final do procedimento, foi recolhido os dados e assim feito os cálculos e
gráficos necessários para a obtenção de resultados.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Determinação da massa molar de um gás

Como citado acima, primeiramente foi realizado a determinação da molaridade do gás


butano, e os dados obtidos e os cálculos feitos estão expressos a seguir (tabela 01):

Temperatura 23°C ou 296K

Massa do isqueiro antes de acionar o gás 16,271g

Massa do isqueiro depois de acionar o gás 16,050g

Diferença de massa antes e depois de 0,221g


acionar o gás

Volume deslocado 90mL

Pressão do dia 11/04/2018 1,0047atm


Tabela 01 - dados obtidos na primeira parte do experimento

Valor experimental da massa molar de C​4​H​10​:


P.V = n.R.T
P = 1,0047 V = 0,09L m = 0,221 MM = ? R = 0,082 T = 296K
1,0047.0,09 = 0,221/MM.0,082.296
0,090423 = 24,272.0,221/MM
0,090423.MM = 5,364112
MM = 59,32g/mol

Valor teórico da massa molar de C​4​H​10​:


C = 12,00107g/mol
H = 1,00794g/mol
4.12,00107 + 10.1,00794 = MM
MM = 48,00248+10,0794
MM = 58,08g/mol
Erro relativo percentual:
erro% = 100.(58,08 - 59,32)/58,08
erro% = |-2,13|
erro% = 2,13%

3.2 Determinação do teor de carbonato

Em seguida, foi realizado a determinação do teor de carbonato liberado a partir da


reação de 20mL de HCl com 0,599g de CaCO​3​, os dados obtidos estão expressos na tabela 02.
Como cada equipe realizou o experimento com uma massa de carbonato de cálcio diferente, ao
fim, foi possível construir uma tabela relacionando massa e volume (tabela 01).

Volume de HCl 6M 20mL

Massa de carbonato de cálcio 0,599g

Volume deslocado 109mL

Pressão do dia 11/04/2018 1,0047atm


Tabela 02 - dados obtidos com a segunda parte do experimento

V = m/MM.R.T/P
V = 0,599/106 . 0,082 . 296/1,0047
V = 0,137L ou 137mL

Como torna-se notório, houve uma diferença entre o valor teórico e o real. Os
possíveis erros que podem ter ocorrido durante a execução do experimento, resumem-se em ter
deixado o ar entrar pelo tubo (interferindo no volume final indicado pela proveta), ou algum erro
de leitura dos valores (volume) e medição (massa) por parte das analistas. E ao que refere-se a
possível reação entre os gases do procedimento 1 e 2, e a água, foi desconsiderada essa hipótese
tendo em vista que tanto o CO​2 quanto o C​4​H​10 são apolares e portanto, em teoria não interagem
com a água (pois ela é apolar).
Tabela 01 - relação entre volume e massa de NaCO​3

3.3 Determinação do teor de carbonato em amostra desconhecida

Por fim, realizou-se o mesmo procedimento anterior todavia, sendo este com uma
amostra desconhecida. Utilizando a equação da reta formada a partir do gráfico gerado com os
valores obtidos em laboratório (tabela 03), foi possível descobrir teoricamente a quantidade de
carbonato existente em uma amostra desconhecida pelo volume de CO​2 gerado quando misturada
com ácido clorídrico com os cálculos a seguir:

Volume de HCl 20mL

Massa da amostra desconhecida 0,504g

Volume deslocado de CO​2 72mL


Tabela 03 - dados obtidos a partir da amostra desconhecida

f(x) = 158,6x + 6,97999999999995


f(x) = 72 mL
72 = 158,6x + 6,97999999999995
65,02000000000005 = 158,6x
x = 0,409g de carbonato

4. QUESTÕES

1. Na primeira parte do experimento você teve que deixar os níveis de água dentro e fora da
proveta iguais. Pergunta-se:
a) Por que você teve que efetuar este procedimento?
Para que a pressão dentro e fora do sistema seja a mesma, não influenciando no volume de CO2
obtido.
b) A unidade de pressão no SI (Sistema Internacional) é Pascal, equivalente a N/m2 . Dessa
forma, como você explica utilizar a relação de pressão de 1 atm como 760 mm de Hg, já que
mm é unidade para comprimento.
É devido ao experimento de Torricelli feito ao nível do mar (pressão atmosférica igual a 1atm)
onde ele encheu completamente um tubo com mercúrio e o colocou de modo que sua abertura
ficasse para baixo em um recipiente que continha o mesmo líquido. O mercúrio dentro dele desceu
pelo tubo formando uma região de baixa pressão e parou a 76 cm (ou 760 mm) do nível do
mercúrio no recipiente, onde houve equilíbrio. Fazendo cálculos simples como regras de três é
possível determinar a pressão atmosférica a partir de uma medida de comprimento seguindo esses
dados.

5. CONCLUSÕES

O experimento foi de grande proveito, concluindo-se que é possível identificar a massa


molar de um gás através desse experimento somente quando o gás proposto e o solvente são de
polaridades diferentes, caso contrário ambos reagiriam impossibilitando o uso dos cálculos
utilizados no presente relatório. É possível encontrar a massa de carbonato em uma amostra
desconhecida a partir de uma reação de neutralização que é foi entre o carbonato e o ácido
clorídrico, considerando que nessas condições o sal age como base, neutralizando o ácido e
formando gás carbônico.
Conclui-se também que seria necessário uma série de repetições para diminuir o erro dos
resultados, obtendo dados mais exatos e fiéis aos valores teóricos tabelados.

REFERÊNCIAS

EXPERIÊNCIAS de química: técnicas e conceitos básicos: PEQ - Projetos de ensino. PEQ -


Projetos de ensino. São Paulo: Moderna, 1982. 242 p.7

SILVA, Domiciano Correa Marques da. ​Experiência de Torricelli. ​Disponível em:


<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/experiencia-torricelli.htm>. Acesso em: 16 abr.
2018.

OLIVEIRA, Jessica. ​Determinação da massa molar do butano (isqueiro). ​Disponível em:


<https://www.passeidireto.com/arquivo/30890669/determinacao-da-massa-molar-do-butano-isque
iro>. Acesso em: 17 abr. 2018.

ALVARES, Dayane. ​Determinação da massa molar de um gás efeito da pressão no ponto de


ebulição. ​Disponível em:
<https://www.passeidireto.com/arquivo/24464594/relatorio---fisico-quimica----determinacao-da-
massa-molar-de-um-gas-efeito-da-pr>. Acesso em: 17 abr. 2018.