Astrologia Cabalistica
Astrologia Cabalistica
A ideia desse blog é estudar a astrologia cabalística compartilhando com quem se interessar
pelo assunto.
Ele é aberto para comentários e discussões O desenvolvimento vai seguir o fluxo natural da
Arvore da Vida. Deixando a Sefirá de Keter para o final, vamos analizar Chochmá, Biná, Daat,
Chessed e assim por diante até Malchut. Entre a análise de uma Sefirá e outra estudaremos o
caminho que as liga.
[Link]
Roteiro:
1. As dez Sefirot
Cada Sefirá possui um planeta regente, cada caminho é designado por um signo no zodíaco,
uma letra do hebraico que o caracteriza, estão presentes os caminhos com os elementos da
natureza: fogo, terra, ar e água. As Sefirót são separadas em quatro mundos conforme o nível
de espiritualidade, e a Arvore da Vida (Etz Chaim), é dividida em tês colunas, direita , esquerda
e central e cada uma delas tem uma tendência, ou expansão ou contração.
Essa é a Etz Chaim natural. As posições são correspondentes aos planetas em seus domínios,
os signos caracterizando cada caminho, os elementos em cada Sefirá a forma da energia.
Porém, podemos produzir a Etz Chaim individual, basta que transportemos as posições dos
planetas como estavam posicionados no céu na data de nascimento.
Será escolhido o mapa de alguma pessoa conhecida por todos para que possamos, passo a
passo, conhecer a astrologia cabalística. Essa astrologia é o mapa da alma e um mapa para a
elevação espiritual Fala do Karma e da missão que temos nessa vida. Fornece o caminho para
efetivar essa missão e o desenvolvimento espiritual, bem como o que precisamos corrigir.
Chochmá é uma energia, que se não tivermos um auto-controle sobre ela, pode nos levar do
céu ao inferno num milésimo de segundo. A Sefirá de Chochmá se refere á consciência
primordial de D´us e se não temos o controle para direcionar a sua atividade em nossas
mentes tudo pode vir a refletir em nossas emoções, desde a alegria suprema até à dor mais
insuportável.
Com o astro Sol em Chochmá podemos mostrar muita intuição, a criatividade natural e uma
capacidade para inovação. O astro Sol retirá de Chochmá os pensamentos inovadores. Com o
astro Lua em Chochmá a pessoa tem como característica uma intuição nata e muito profunda.
Com a Lua em Chochmá a pessoa consegue administrar muito bem a razão e os sentimentos.
Geralmente artistas tem essa configuração no mapa cabalístico. Com mercúrio em Chochmá, a
pessoa age livremente com seus pensamentos, uma mente livre, com idéias originais, que
fogem ao padrão convencional. Existe uma facilidade nata para lidar com as ideias abstratas.
Einstein tinha mercúrio em Chochmá, Vênus nessa Sefirá é o posicionamento de uma pessoa
carinhosa, meiga, calma e pacífica. É uma pessoa satisfeita consigo mesma.... Como podemos
ver, as Sefirot são como um DNA da alma. No caso de Chochmá, a capacidade para acessar o
mundo das idéias é possível de ser observável. A Sefirá de Chochmá existe para todos, porém
o planeta que aparece nela vai dar a característica de como cada pessoa retira da consciência
universal primordial a interpretação das situações que passa pela vida. Assim, apesar de ser
um animal indomável, através de uma consciência emprestada de outros planetas, podemos
direcionar as forças das energias de Chochamá. É o nosso livre arbítrio. Conduzimos nosso
destino utilizando a consciência que queremos ter das situações que a providência divina nós
coloca no dia-a-dia.
Aplicação do que entendemos sobre Chochma:
Vimos que a Sefira de Chochmá é o fluxo de energia que faz com que tenhamos uma conexão
com a consciência primordial do Ein Sof.
Porém, esse mundo de pensamentos são como uma onda imensa nos engolindo. É necessário
filtrar, organizar, decifrar e finalmente entender esse pensamento, que ainda é uma sabedoria,
sem forma, sem palavras, sem entendimento. Pelo menos até a próxima Sefira que
estudaremos: a Sefira de Biná.
Tanto Buda como o Rebe Nachman de Bratslav afirmaram a mesma coisa:
- "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava".
As inspirações captadas por Chochmá, independente do planeta que a ocupa, são
pensamentos que a mente aceita como verdadeiras, independente da realidade circundante. A
energia de Chochmá é tão sutil e poderosa que faz a pessoa que a ouve ter a absoluta certeza
de suas palavras.
Assim, é necessário um preparo e auto-controle muito grandes para que a sabedoria de
Chochmá seja bem entendida por nós.
Se a energia de Chochmá pesca uma ideia do mundo de Ein Sof, esse pensamento penetra
com tanta força em nossa mente que começa a fazer parte de nossa vida, começa a fazer
parte de nossas certezas, começa a fazer parte de nossa verdade, por mais que tudo a nossa
volta contrarie esse pensamento.
Como usar isso?
Da mesma forma que sabemos que se pegarmos uma arma ela pode disparar. Assim, se
pegarmos em uma arma temos que saber usa-la, caso contrário, poderemos nos ferir.
Vamos por partes.
Primeiro, os quatro pilares da Cabalá, que mostram a nossa capacidade de fazer mudanças:
4. Cada sucesso que alcançamos, por menor que seja, é necessário festejar com alegria.
Esses quatro pilares fazem com que os pensamentos pescados pela Chochmá sejam criativos,
transformadores, iluminadores e inteligíveis. Esses quatro preceitos da Cabalá tem suas raízes
em seus próprios conceitos. São uma síntese prática do que a Árvore da Vida nos mostra como
caminho.
Assim, através da vontade, da boa vontade, podemos extrair verdades que nos guiam para os
nossos objetivos. De maneira clara, tranquila, com solidez e certeza. Festejar o sucesso, por
menor que seja, faz com que aquilo que alcançamos seja aprendido por completo através das
energias dos fluxos sefiróticos.
No momento que sentimos a fome, dispara a vontade de comer o que tem pela frente. Em meio
a essa vontade, pensamentos de auto-reprovação aparecem. Pare e os ouça. São
pensamentos que realmente estão te reprovando e vão agir concretamente para que o que vc
vai comer te faça mal. Concentre-se nessa ideia, nesse pensamento que te veio, como se
fosse de outra pessoa. Conscientize-se, absorva o significado, entenda por que te veio, e ouça
com os ouvidos da emoção. Coma, mas o suficiente para satisfazer a fome, nada mais que
isso. Sem gula, sem exageros, sem desesperos. O grande segredo é saber ouvir a voz de
Chochmá.
Pense nesse exemplo com relação a estudar para uma prova, em se preparar para uma
entrevista de emprego, em organizar seu trabalho, em como lidar com a família, com a esposa,
com os filhos. Pensa nessa voz que te fala na hora de tratar com as pessoas, em agradecer,
em retribuir um favor, em honrar a palavra que deu, em se sentir grato por estar vivo.
A voz de Chochmá é capaz de mudar as nossas atitudes em direção ao que queremos ser.
Esse pensamento reativo, inconsciente, que brota na mente e é capaz de transformar-se numa
profecia, que auto-realiza-se. É tão enraizado o pensamento que se fixa no inconsciente e
acaba se tornando um paradigma para quem o pensa. Como paradigma, e a certeza como é
aceita, a atividade mental cria as suas próprias evidência dessa realidade. Não diferencia
pensamentos bons de pensamentos ruins, apenas os aceita inquestionavelmente. É o acesso
ao pensar puro, sem palavras, sem imagens. A força dessa energia pode ser tanto construtiva
como destrutiva. É a energia pensante do Universo.
Os quatro mundos em que a Árvore da Vida está dividida: 1) Atsilut, o mundo de Ên Sof, 2)
Beriyá, o mundo do pensamento, tanto da sabedoria abstrata como dos pensamentos como
entendimento. Nele estão contidas as Sefirót de Chochmá, Biná e Daat; 3) Yetsirá, o mundo
das emoções e sentimentos. Nele estão contidos as Sefirót de Chéssed, Guevurá, Tiféret,
Netsach, Hod e Yessod; 4) Assiyá, o mundo física de nossas sensações. Esses quatro
mundos contemplam as características de nossas duas almas, a alma animal (Nêfesh Elokit) e
a alma animal (Nêfesh Bechamit).
A Sefirá de Biná, a próxima depois de Chochma,, por enquanto podemos dizer que é o
entendimento racional das energias que fluem de Chochmá.
O caminho que liga Chochmá a Biná representa o primeiro elemento da natureza, o elemento
fogo e a letra hebraica associada a esse caminho é o Shin.
Na ilustração, podemos ver quatro planos que separam o espaço que envolve o mundo
transcendente e o mundo concreto. Atsilut, Beriyá, Yetsiá e Assiyá. Atsilut é o mundo de Ein
Sof, o mundo sem fim de D´us. O segundo plano é Beriyá, o mundo onde estão as Sefirót que
estamos estudando.
O mundo de Beriyá contém as Sefirót de Chochmá, Biná e Daat. Nesse mundo as energias que
fluem entre as Sefirót são as energias originadas na Criação e usadas para ciar o mundo. Em
tudo no mundo essas energias estão presentes. No mundo de Beriyá os fluxos referem-se ao
intelecto, a mente consciente e inconsciente. O mundo onde convive o ser e o não ser. É o
"mundo das ideias" de Platão. No Wikipédia, a teoria das ideias de Platão é sintetizada:
"A Teoria das Ideias ou Teoria das Formas é um corpo de conceitos filosóficos criado por
Platão, na Grécia Antiga. Esta teoria assevera que a realidade mais fundamental é composta
de ideias ou formas abstratas, mas substanciais. Para ele estas ideias ou formas são os únicos
objetos passíveis de oferecer verdadeiro conhecimento. A teoria foi desenvolvida em vários de
seus diálogos como uma tentativa de resolver o problema dos universais".
O diálogo de Platão que mais desenvolve essa teoria é Timeo. Encontrei uma versão muito boa
na Internet. O tradutor e comentários de Rodolfo Lopes. Faculdade de Letras de Coimbra.
Nessa dimensão existe apenas as essências das coisas. Nele é pensado o cerne dos
conceitos. Convive nesse mundo a possibilidade do ser e do não ser, que torna-se possível por
essas energias estarem desvinculadas do mundo concreto e da realidade, até que atinja a
terceira Sefirá que é Daat, que unirá a mente às emoções.
Para as energias. que descrevemos acima, Chochmá flui em direção a Biná (entendimento), o
caminho pelo qual essa energia flui é no elemento fogo (letra Shin), a energia capta as
características desse elemento. Assim, a energia que faz fluir o conteúdo de Chochmá para
Biná é realizado tendo como fluxo energético o elemento fogo.
O elemento fogo é responsável pela energia universal radiante. Essa energia é transferida de
forma inflamada e entusiástica. Jung definiu esse fluxo (do elemento fogo) como "núcleo
dinâmico da energia psíquica". A energia do elemento fogo flui espontaneamente de maneira
inspirada e automotivada. Os meios dessa energia fluir através da determinação, da fé em si
mesmo, do entusiasmo, força e honestidade. A liberdade é o status necessário para ela fluir.
Com tudo isso a energia do elemento fogo pode ser capaz de dirigir conscientemente o poder
da vontade, que em Chochmá está sem forma e sem foco. A tradução do nome da letra Shin,
que caracteriza esse caminho, literalmente significa fogo. O formato da letra Shin lembra uma
fogueira (com três chamas). Três chamas voltadas para cima. A palavra Shin, bem como a
palavra Shaná (ano), derivam da raiz Shiná, que significa mudança.
Veremos mais tarde, que cada Sefirá contém também os quatro elementos, dividindo-as em
quatro partes. Fogo voltando seu fluxo para cima, terra para a esquerda, ar para baixo e água
para a direita.
Com o estudo da Sefirá de Biná (á direita de Chovhmá) e Daat (a Sefirá que forma um triangula
em Beriyá, poderemos discutir os fluxos mentais num contexto integrado, que pode começar a
ser utilizado para o autoconhecimento e desenvolvimento.
O Sefer Ietsirá ( Livro da Formação) é o mais antigo e mais misterioso de todos os textos
cabalistas. Os primeiros comentários aparecem no século X, e citado já no século VI.
Referências ao trabalho remontam o século I. A tradição considera sua existência desde os
tempos bíblicos. A tradição atribui o Sefer Ietsirá a Abraão. Para o entendimento de seu
conteúdo é necessário um paralelismo na literatura Bíblica e Talmúdica, quando as palavras
começam a fazer sentido.
O Sefer Ietsirá é dividido em seis capítulos (a versão que estou usando). O primeiro capítulo
trata extensamente das Sefirót. O segundo, uma discussão sobre as letras do alfabeto. Nos
capítulos três, quatro e cinco discute-se as divisões das letras em letras mães, duplas e
elementares, relacionadas ao Universo, alma e tempo, onde podemos encontrar um sistema
astrologicamente estruturado e detalhado. O sexto e último capítulo discute os conceitos de
eixo, ciclo e coração, que só aparece, mais tarde no Livro de Bahir, um livro sobre a Cabalá
anterior ao Zohar. Esse último capítulo conclui com uma estrofe que vincula o Sêfer Ietsirá a
Abraão.
Ao longo dos TEMAS iremos citar passagens do Sefer Ietsirá para uma abordagem mística da
astrologia cabalística. No primeiro capítulo, a primeira estrofe menciona os 32 caminhos da Etz
Chaim (os 32 caminhos). As frases da tradução foram dispostas de uma maneira diferente para
realçar as menções do texto original (esta é uma tradução de Arieh Kaplan).
Capítulo I: versículo 1
Com 32 caminhos místicos de Sabedoria
gravou Yah
o Senhor dos Exércitos
o D'us de Israel
o D'us vivo
Rei do Universo
El Shadai
Clemente e Misericordioso
Elevado e Exaltado
que mora na Eternidade
cujo nome é Sagrado -
Ele é sublime e sagrado
E criou Seu Universo
com três livros (Sefarim)
com texto (Sefer)
com número (Sefar)
e com comunicação (Sipur).
Vamos analisar cada uma das partes do texto. Em "Com 32 caminhos", os 32 caminhos
referem-se às 10 Sefirót e as 22 letras do alfabeto hebraico, que representam os 22 caminhos.
As letras e as Sefirót são a base para os elementos da Criação: quantidade e qualidade.
Nenhum dos nomes de D´us referem-se ao próprio criador. O Criador é apenas mencionado
mediante as palavras Ên Sof (Sem Fim). Os nomes mencionados nas escrituras e em outros
lugares referem-se aos diversos caminhos através dos quais D´us menifesta-se a si mesmo na
Criação.
Em hebraico o número 32 é escrito com Lamed e Bet e é lido como Lêv, que significa coração.
A Torá é vista como o coração da Criação.A primeira letra da Torá é o Bet (Bereshit - No
princípio). A última letra da Torá é o Lamed, da palavra Israel. As duas juntas também se lê
Lêv. Os trinta e dois caminhos estão contidos na Torá, que o meio através do qual a Mente se
revela.
Uma interessante abordagem entre as letras Bet (B), Lamed (L) e o Tetragrama Yod, Vav, Hê e
Vav, podem servir como sufixos de pronomes pessoais:
Dentre todo alfabeto hebraico só há duas letras às quais estes sufixos , retirados do tetragrama
e da palavra Lêv, podem se reunir, e estas são o Lamed e Bêt. Isto é, somente entre as letras,
numa combinação duas a duas, obtemos o pronomes pessoais junto á palavra coração.
A palavra hebraica usada para caminho é Netivot e não Dêrech (a mais comum e que também
significa caminho). De acordo com o Zohar, há uma importante diferença entre ambas. Derech
é uma estrada pública, uma rota usada por todo mundo, Um Nativ é uma rota pessoal, um
atalho aberto por um indivíduo para seu próprio uso. É um caminho oculto, sem marcas nem
sinalizações, que devem ser descobertos por si mesmo e caminhar pelos significados com
suas próprias ferramentas.
Os 32 caminhos da Sabedoria são então chamados Netivot (a terceira palavra). São caminhos
privados que devem ser desbravados por cada um. Não há uma rota definida. Cada indivíduo
deve descobrir seu próprio caminho.
Neste primeiro capítulo do livro de Bereshit (Princípio) encontramos a alusão aos 32 caminhos
da árvore da vida. E cada uma das 32 vezes que Heloim é mencionado é associado a quatro
verbos, disse, chamou, fez e vi.
Nos versículos onde aparece Helohim associado ao verbo "disse", aparecem 10 vezes, e
estão associados ás 10 Sefirót.
As sete vezes que Helohim aparece acompanhado do verbo "chamou", estão associados aos
7 caminhos verticais, chamados de As Sete Duplas. Nesses 7 caminhos estão os planetas.
As três vezes que Heloim aparece acompanhado do verbo "fez", estão associados aos três
caminhos horizontais, denominados As Três Mães. Nesses caminhos estão os elementos
fogo, ar e água.
As doze vezes que aparece o verbo "viu" junto a Heloim, estão associados aos 12 caminhos
inclinados, que são chamados de Os Doze Elementares. Nesses 12 caminhos estão os 12
signos.
Temos, então, caracterizados na Etz Chaim os planetas, os signos e os elementos fogo, ar,
água e terra. Além disso, a combinação de três Sefirot, excetuando Keter, temos também os
ritmos, cardinal, mutável e fixo. A ordem como estão dispostos é exatamente como estão
dispostos do mapa astral convencional. A diferença está na base referencial de cada sistema.
Enquanto a astrologia convencional utiliza as áreas da vida, como: casa 1, como vejo o mundo,
casa 2, como consigo acumular riquezas, casa 3, como me comunico...etc, a astrologia
cabalística utiliza como base referencial as energias místicas da criação que estão presentes
em tudo na vida e no mundo. É necessário rever todos os conceitos anteriores para entender
como eles são interpretados nesse novo referencial. A convencional diz sobre a vida, a
cabalística, sobre a alma.
Recorreremos ao Sefer Ietsirá conforme o desenvolvimento das Sefirót, para que tenhamos o
entendimento mais profundo dos significados de cada parte da Etz Chaim.
A cada avanço que vamos fazendo na teoria, vamos também exemplificando concretamente no
Mapa Astrológico, para ter um bom entendimento. Vamos analisar o mapa de Albert Einstein,
Veremos como os planetas estão localizados e como podemos interpretar. Fica mais prático e
agradável para perceber como a teoria pode ser aplicada. Para a construção do mapa astral
cabalístico fica fácil em primeiro lugar calcular o mapa convencional, que encontramos
gratuitamente em vários sites na Internet (deixarei os links para esses sites no final desta
postagem). Com o mapa convencional em mãos, transferimos os planetas para a Etz Chaim
(árvore da vida).
Vamos começar a "ler" um Mapa Astral Cabalístico. Ao lado temos as três primeiras Sefirót que
estudamos até aqui. A sequencia do estudo sempre será esta. Estudar uma sequencia de
Sefirot, fechando cada triangulo de referência, que representa um mundo (Assiyá, Beriá, Ietsirá
, depois procurar a mística envolvida na parte estudada e em seguida ir completando o mapa
de Albert Einstein. Por enquanto, não abordaremos como construí-lo, será tema para o final.
Concentraremo-nos na análise para depois aprendermos como construir o nosso próprio mapa.
No diagrama acima temos as três Sefirót, que referem-se ao intelecto, ao pensamento. A
primeira Sefirá é de Keter que não é preenchida, pois é a energia de Ên Sof. A segunda Sefirá
(Chochmá) tem os planetas de Saturno e Mercúrio na parte correspondente ao elemento fogo
(a parte de cima da Sefirá). O caminho entre Keter e Chochmá (a 1a. dupla) é regido pela letra
Hê, do signo de Áries. Está preenchido pelos planetas Mercúrio, Vênus e Saturno (podemos
ver que os planetas pessoais podem aparecer em vários lugares do mapa). A segunda Sefirá é
a Biná. Ainda não a estudamos detalhadamente, apenas mencionamos que significa o
Entendimento, porém me antecipo para que o estudo fique mais dinâmico. O segundo caminho
que liga Keter a Biná (a 2a. dupla), que está preenchido pelos planetas Netuno, Plutão e Kiron,
e regido pela letra Vav do signo de Touro. O terceiro caminho (1a. Mãe, que representa
caminhos do elemento fogo). Está preenchido com os planetas Lua, Mercúrio, Saturno e
Vênus. No final desta página do blog darei a relação dos planetas e signos (seus símbolos e
denominações)
Por enquanto, a análise vai se ater a essa parte do mapa de Einstein. Esta postagem será para
analisar o mapa depois de cada grupo de Sefirót estudado. No final de cada tópico será dada a
referencia para está página.
O mapa cabalístico tem três linhas principais. A linha da direita, que tem o nome de Chéssed
(igual a da Sefirá) é a mais carregada, dois planetas, Saturno e Mercúrio (no mapa completo
essa linha continua sendo a mais carregada). A linha da direita, sendo a mais carregada,
caracteriza uma capacidade para o amor (universal), misericórdia e generosidade. Podemos
dizer que o lado sentimental é mais forte que o racional (racional não é o matemático, mas a
percepção da vida pelo lado racional). Faremos alusão ao livro escrito por Einstein, "Como vejo
o mundo", para retirar algumas evidencias de sua personalidade para conferir com suas
características no mapa astral.
Saturno, que no mapa natural rege Biná, está em Chochmá o que, em geral, indica problemas
e dificuldades com a linguagem e a expressão. Saturno em Chochma, especial na área do
elemento fogo, indica algum problema mental. Chochmá é a sabedoria pura, ilimitada, que não
passa pelo crivo da linguagem. Pela biografia de Einstein, ele tinha dislexia e chegou a ser
considerado doente mental devido a demora para começar a falar na infância. Algumas fontes
chegam a afirmar que ele só se tornou fluente na linguagem aos nove anos de idade. Sua
genialidade manifestou-se justamente na capacidade de atingir o pensamento abstrato e na
criatividade de caminhos inovadores de suas teorias. A presença de Mercúrio juntamente com
Saturno nessa Sefirá equilibra de certa forma a energia de Saturno. Mostra a capacidade de se
expressar de maneira original e irreverente. è uma contradição: por um lado a dificuldade de se
expressas e usar a linguagem e, por outro, o jeito único e peculiar como se expressava.
Irreverente, aéreo, parecendo em outro mundo.
Se Marte já de deixa vestígios na relação do indivíduo com suas ideias, isso é ainda mais
verdade no caso de Saturno. Aqui temos a pessoa co dificuldade em acessar ou lidar com seu
intecto. Potante, podemos ter dois tipos básicos de pessoa: aquela que se reprime, se abnega
e regenera os próprios valores e ideias (talvéz por achá-los "sujos", "impuros" ou simplesmente
"inadequados") ou aquela que possui una defasagem intelectual quando comparada à média
das pessoas. Nesse último caso, a pessoa pode simplesmente ter mais dificuldades com algum
tipo de inteligência (como a matemática ou lógica), pode indicar retardos (leves ou graves) ou
pode ainda, apresentar problemas mentais graves (dislexia, distúrbio de atenção, afasia,
esquizofrenia, psicoses, etc). O regente de Biná (Saturno) em Chochmá, se sente pouco à
vontade aqui, o indivíduo pode se perder entre a razão e o fluxo intenso de ideias. A pessoa
precisa aprender a lidar com esse fluxo desordenado de ideias e usar adequadamente a
linguagem e razão.
As duas últimas colocações sobre Mercúrio e Saturno são os significados isolados desses
planetas. A leitura deve levar em consideração a presença do dois planetas para uma
interpretação mais pessoal. Porém, vemos que as descrições falam muito da personalidade de
Einstein em sua maneira de pensar.
De uma forma geral, qualquer planeta que estiver em Chochmá irá falar sobre a maneira como
a pessoa lida com o lado abstrato das idéias. Como é a consciência subjetiva e como consegue
expressar as suas ideia próprias em relação ao mundo. Tem planetas que podem indicar
doenças nessas áreas, formas como reage às ideias das outras pessoas e como se comporta
com a sua própria maneira de pensar. Essa é uma área onde podemos entender as
dificuldades e as facilidades com que as pessoas tem para lidar com o mundo das ideias, o
mundo abstrato, subjetivo, não concreto.
Venus em Biná mostra o prazer pelo conhecimento. Veja que Biná também está ligado à Keter,
ou seja, a forma de entendimento pode ser diretamente da fonte das ideia abstratas, da
consciência de Ên Sof. Com Vênus em Biná a pessoa tem a capacidade de ser agradável e
convincente na exposição de suas ideia. É o tipo clássico para o diplomata. A pessoa também
tem gosto pelo assuntos de Biná. Essa colocação é muito comum em mapas de cientistas que
amavam seu trabalho intelectual, ou pessoas que consideravam a si mesmas muito
inteligentes, sentindo orgulho disso (Saturno em Chochmá impede esse tipo de manifestação
na personalidade). São pessoas que provavelmente estarão a vida toda estudando,
aprendendo e buscando formas enriquecedoras de aumentar sua sabedoria e conhecimento.
Ainda temos que analisar os três caminhos que conectam as três Sefirot. O caminho da letra
Hei, que liga Chochma a Ên Sof (a 1a. dupla), o caminho entre Biná e Ein Sof (2a. dupla) e o
caminho de Chochma para Biná (1o. Elementar).
Continua.....
Uma pausa importante para entender o que é isso. O que significa dizer que o Universo foi
construído com letras? Será que D´us precisava de letras para criar o mundo, como nós as
usamos para escrever? Qual o sentido disso?
O alfabeto hebraico tem os formatos como apresentam hoje apenas à partir dos últimos três
milênios, antes tinham formas semelhantes, que foram se aproximando cada vez mais do que
são hoje. O que diferencia uma letra da outra é o som formado por cada uma delas. Mais que o
som, a forma como gesticulamos para que seus sons sejam emitidos. Existem grupos de letras
que são gesticuladas à partir dos lábios, da ponta da língua, do palato, da parte anterior do
palato, com a garganta, etc. Com essas gesticulações os sons são emitidos.
A primeira letra que vamos estudar é a letra Hei, como mostra a ilustração no início do texto.
Pronuncia-se essa letra como a palavra em português “rei” (realeza). O Hei é pronunciado a
partir do ar emitido pela garganta. Experimente falar várias vezes e cada vez mais lentamente
a palavra “rei” e vc perceberá que a sensação é de um raaaaa..., uma exalação de ar de dentro
dos pulmões. É uma letra exalada, expirada, pronunciada usando o ar dos pulmões.
São estas gesticulações necessárias para emitir o som das letras que importa para entender o
significado de cada uma delas e como elas caracterizam os caminhos da Etz Chaim (Árvore da
Vida). É assim que o Sefer Ietsirá menciona a criação do Universo por D´us através das letras.
Foi criado com o vários “sopros” Divinos, da mesma forma como aparece na criação do
homem.
“Formou Ad´nai Heloim (Senhor D´us) o ser humano do pó da terra, e soprou em suas narinas
o alento da vida, e o homem tornou-se um ser vivente” (Gênesis 1:7)
É dessa forma que vamos estudar cada letra de cada caminho da Etz Chaim. Através de sua
gesticulação, sua pronuncia, seu formato (que se assemelha aos antigos caracteres), para
captar a energia contida. São energias que se encerram nas letras que dão seu caráter
sagrado, tanto pela referência da Criação por D´us, como da força espiritual que as anima.
“Com Sabedoria D´us estabeleceu a terra, com Entendimento a firmou nos céus e com seu
Conhecimento as profundidades foram quebradas.” (Provérbios 3:19-20).
“Teus. ó D´us, são a Grandeza, a Força, a Beleza, a Vitória e o Esplendor, por Tudo no céu
e na terra; teu, ó D´us, é o Reino....” (Crônicas I, 29:11).
No Zohar a palavras Grandeza aparece como Amor (Chéssed) e a palavra Tudo como
Fundação (Iessód).
Quando a letra Hei sussurra em nossa consciência, podemos ter a certeza de que estamos
num estado santificado. O som vem com a contração do diafragma fazendo com que o ar que
passa pela garganta emita o som do Hei. É uma letra pronunciada de dentro do nosso corpo,
do mais dentro que pode sair. O Hei pode ser observado na respiração ofegante depois de uma
corrida. O fôlego, ou a falta dele, faz soar o som do Hei. O ar percorre todo o nosso pulmão,
passa pelo esôfago, pela garganta e o som suave, quase como um respiro, semelhante a um
suspiro.
O Hei avisa, alerta, “Veja! Está aqui! Aqui mesmo, dentro e diante e diante de você, está a
expressão, a manifestação de D´us!”. O Hei alerta para a vida, para a realidade, trás vida de
onde não tem, faz nascer a alegria de onde só vem tristeza.
Uma passagem da Torá ilustra muito bem como o Hei interfere no destino:
A Torá narra que D´us indica a fé de Abrão e de Sarai, sua esposa, adicionando um Hei em
seus nomes. D´us coloca um Hei em Abrão e passa a chamar-se Abraão, e Sarai, passa a
chamar-se Sara (substituindo um Yud por um Hei). Em seguida, apesar da idade avançada,
Abraão engravida Sara. Concebe Isaac, iniciando toda a linhagem do povo hebreu. A letra Hei
ajuda a santificar Abraão e Sara, simbolizando sua capacidade de manifestar uma nova vida.
Isaac significa “riso”, “alegria”, que nasceu da infertilidade.
O Hei é um grito de alerta para renascer, para dar vida, para trazer luz à alma. Quando o Hei é
pronunciado de forma interiorizada, trazendo o nosso eu para fora, pode encerrar um período
de infertilidade, porém, dessa contração do diafragma, como se fosse um esvaziamento, a
alegria, os sons do riso e do prazer voltam a ecoar em nossa alma.
O Talmud diz que D´us usou as letras Yud e Hei para criar o Universo. O Yud foi usado para
criar o “Mundo Futuro”, ecia o Hei, para criar “Este Mundo”. Quando o Hei se manifesta em
nossa consciência, estamos sendo solicitados a prestar atenção no que está diante de nós, a
olhar para as coisas concretas da vida, a fixar-se “Nesse Mundo”. Com a consciência dessa
letra podemos estar mergulhados na energia de Ên Sof (O Infinito), que não nos perdemos, não
tiramos os pés do chão apesar da transcendência.
Assim, com a letra Hei, podemos caminhar da Sefirá de Ên Sof para a Sefirá de
Chochmá.
TEMA 7: Significado da Letra Shin
Shin
O dia santificado por D´us, em seu descanso na Criação do Universo, começa com Shin.
Shabat. É o descanso em meio a mudança e a suficiência, a criação do mundo e seu termino.
E D´us viu que era bom! Era o suficiente.
Shchok é sorriso. O sorriso mantém uma satisfação na alma enquanto está nos lábios. Viva o
Shin mantendo um sorriso leve no rosto, sem esticar os músculos da boca, mas enrijecendo
suavemente todos os músculos do rosto. O sorriso se abre espontaneamente. Isso vai fazer
com que sintamos uma satisfação constante e todos são contagiados.
Tema 8: A Sefira de Biná
A segunda Sefirá que iremos discutir é Bina. Já conversamos sobre a Sefirá de Chochma, onde
existe a centelha do pensamento intuitivo e transcendente, agora a Sefirá de Biná,
Entendimento, aonde a reinterpretação do mundo através das lentes Chochmá é direcionado,
tomando forma, discernindo as idéias e estruturando o pensamento racional, lógico e causal.
Segundo Deepak Chopra, temos 100 mil pensamentos por dia, sendo que 95% deles são
repetidos a cada dia. Esse é o processo de Chochmá. No mundo transcendente de Chochmá o
pensamento está livre, fora de nosso controle. Lá são criadas imagens, símbolos, pensamentos
e todos sem o nosso comando. Um único pensamento pode ficar se repetindo milhares de
vezes sem que consigamos parar, até que ele se torne uma verdade, mesmo que totalmente
longe da realidade. Então é nesse emaranhado de pensamentos que entra a energia
estruturadora da Sefirá de Biná. A chave para criar mudanças está em, primeiramente,
reconhecer hábitos da mente. A função da Sefirá de Biná é a de absorver a centelha da
Chochmá criativa da reinterpretação e redirecioná-la segundo uma nova maneira de pensar. A
mudança que podemos fazer, de erros repetitivos e reincidpentes, da inflexibilidade da mente
de Chochmá, exige um envolvimento consciente na transição da centelha do pensamento de
Chochmá para o fluxo da maturidade do pensamento em Biná.
Dessa forma, temos duas canalizações das energias dos fluxos mentais, uma livre e
subconsciente, outra, estruturadora e consciente. Cabe ao bom uso dessas forças alimentar
pensamentos construtivos ou redirecionar pensamentos destrutivos. Essa administração das
energias psíquicas está a cargo totalmente de nossa vontade. Esse é o livre-arbítrio dado por
D´us. Somos donos de nossos destinos se soubermos como direcionar nossa vontade para o
próprio bem estar e saúde.
Como podemos ver na ilustração no topo da página, Chochmá é regida pelo planeta Urano e
Biná é regida pelo planeta Saturno. Urano atribui uma característica de rebeldia, criatividade,
impulsividade, inovação, sem a noção de espaço ou tempo e atitudes inesperadas, enquanto
Saturno atribui um comportamento estruturador, disciplinador e dotado de tempo e espaço.
Esses planetas são a expressão das duas Sifirot (plural de Sefirá). Na Etz Chaim natural, esses
são os lugares dos dois planetas. Numa Etz Chaim pessoal, outros planetas podem estar no
lugar de Urano e Saturno. Assim, os fluxos de energia mental terão características conforme os
planetas que as ocupam. Como vimos no mapa de Einsteim, em Chochmá aparecem os
planetas Mercúrio e Saturno, que dão as características possuídas por Einstein nessas áreas.
Em Biná aparece o planeta Vênus. Esse planeta, na área do elemento fogo, no topo da Sefirá
de Biná, vai determinar uma energia estruturadora do fluxo de Chochmá direcionada para a
beleza, como veremos na análise no mapa cabalístico de Einstein, no Tema 5. Nesse TEMA: O
Mapa Astral Cabalístico de Einstein, estará desenvolvida a análise desse posicionamento de
Vênus, juntamente com o que vimos dos significados das Letras Hei e Shin, integrando com a
posição de Saturno e Mercúrio em Chochmá, que já foram discutidos.
Nesse mundo de Beriyá, a inata natureza da mente, onde fluem as energias de Chochmá, Biná
e uma terceira Sefirá que veremos, Daat (Conhecimento), as emoções não estão presentes,
apenas as forças da mente. Em Daat, através de um canal para o mundo de Yetsirá, o plano
das emoções, as energias mentais se conectarão com as energias dos fluxos das Sefirot por
onde fluem as emoções e sentimentos.
Para responder essas perguntas vamos nos remeter aos sábios que interpretaram a Torá, o
Talmud e estudiosos da Cabalá. Moshé Chaim Luzzatto, nascido em Pádua, Itália, no ano de
1707. Também conhecido como RaMChaL, pelas iniciais de seu nome, é conhecido pela sua
obra O Caminho dos Justos (Messilat Yesharim), uma obra clássica sobre piedade/devoção.
Nesse livro encontramos um caminho para a santidade. Porém, um outro livro, O Caminho de
D´us (Derech HaShem), é uma síntese de todo pensamento judaico. Um livro com quatro
partes: O Fundamento, A Providência, A Alma e Servindo à D´us. Ramchal sintetiza em poucas
páginas cada assunto ligado á religião judaica. Entre todos os assuntos, dois deles, são
importantes para responder ás nossas perguntas.
"A criação de modo geral consiste de duas partes básicas: o físico e o espiritual.
O físico é o que experimentamos com os nossos sentidos, e isto, por sua vez, é dividido em
terrestre e astronômico. O Astronômico inclui corpos celestes como as estrelas e os planetas.
O terrestre inclui tudo o que está na esfera inferior: a terra, a água, e a atmosfera, e todas as
coisas detetáveis neles contidas.
O espiritual é composto por todas as entidades que não são físicas e que não podem ser
detectadas por meios físicos. Elas, por sua vez, estão divididas em duas categorias: almas e
seres transcendentais.
As almas compreendem uma classe de entidades espirituais que estão destinadas a a entrar
nos corpos físicos. Elas existem para ficarem circunscritas por e fortemente ligadas a esses
corpos, agindo sobre eles de várias maneiras, em épocas diferentes.
Os seres transcendentais compreendem uma classe de entidades espirituais que não são
entidades destinadas a serem associadas aos corpos físicos. Eles estão divididos em duas
categorias. A Primeira categoria é composta pelas Forças (Kochót) e a segunda, pelos anjos."
É sobre essas Forças que no outro capítulo, Ramchal irá falar sobre as estrelas.
"Na primeira seção, examinamos como todo fenômeno físico tem suas raízes entre as Forças
transcendentais. Então, quando esses fenômenos estão assim enraizados de todas as
maneiras possíveis, eles devem refletir-se e transmitir-se a uma coisa física, na forma
necessária.
Por esse motivo, as estrelas e os planetas foram criados. Através de seus ciclos, todos os
fenômenos enraizados no reino espiritual são transmitidos e refletidos às suas contrapartidas
físicas. Aí então, eles podem existir no mundo terrestre, numa forma adequada.
O número de estrelas, assim como os níveis de suas diversas divisões, foram designados,
todos, da maneira julgada necessária e mais adequada pela Sabedoria Suprema para esse
processo de transmissão.
A capacidade de existir de todas as coisas terrenas é influenciada pelas suas respectivas
estrelas. Através dessas estrelas, sua essência é refletida de seu aspecto lá no alto, entre as
Raízes e aqui na terra."
Resumindo numa frase, Rabbi Moshé Luzzatto, menciona a existência de Forças espirituais
transcendentes. Essas Forças atuam sobre a existência física e essas influências são refletidas
pelas estrelas, por suas posições e divisões no céu.
É necessário ler o texto na sua totalidade para entender o raciocínio desenvolvido por Rav
Luzzatto para explicar todo o processo de interação entre as Raízes, forças transcendentais
que atuam sobre o nosso mundo físico.
É importante mencionar, também, que Ramchal cita a astrologia como ferramenta para ajudar a
ter uma visão mais clara do mundo físico, porém, que D´us estabeleceu limites para esse
entendimento e acesso, pois o livre arbítrio existe e pode alterar as energias e forças
estabelecidas.
"No entanto, também é possível que essa influência estelar seja superada por um poder maior,
Normalmente, isto acontece, e consequentemente nossos sábios nos ensinam que "Não há
uma constelação (Mazal) para Israel". O poder dos decretos e da influência de D´us é maior
que o das estrelas, e o resultado disso, então, depende da influência maior, antes que da
influência astrológica".
Neste TEMA iremos mostrar a folha para montagem do mapa astral cabalístico.
1. Etz Chaim
2. Elementos fogo, água, terra e ar nas Sefirót
3. Tabela para colocação dos planetas nas Sefirót
4. Correspondencias dos planetas com o mapa convencional
4. Tabela das letras hebraicas com respectivos valores
A folha para montar o Mapa Astral Cabalístico tem todas as informações para personalizar a
Etz Chaim. Os planetas são colocados nas respectivas Sefirót de acordo com a posição dos
planetas na data de nascimento. Basta ter as posições dos planetas nos signos e seus
respectivos ângulos para transpor na Etz Chaim seus posicionamentos.
Observações:
Em Chochmá é possível avaliar a presença de uma doença mental
Em Malchut é possível avaliar a presença de alguma doença física
O homem, ponto de contato entre o céu e a terra, é uma imagem de seu Criador. A árvore da
Vida é um retrato da criação. É um diagrama objetivo dos princípios que atuam sobre o
Universo. Nela estão contidas todas as leis que governam o Universo, bem como sua
correlação. Ela é também uma visão completa do homem.
Aqui no mundo relativo movemo-nos entre partículas e ondas, sem que a maioria suspeite
sequer de que tudo aquilo que se toca está sempre desaparecendo, e aquilo que se vê não
está ali. A solidez é uma charada, um estado temporário do nada, congelado provisoriamente
numa forma familiar aos nossos sentidos, e nós próprios não passamos de viajantes neste
cenário sempre em mutação que chamamos Terra.
Através da árvore da vida temos uma associação objetiva que nós dá a visão interior e o
conhecimento do princípio do paralelismo, dos universos superior e inferior, exterior e interior. A
Árvore reúne numa ordem inteligente todos os aspectos dos fenômenos, demonstrando-os num
quadro refletido, um universo no qual o Criador está presente até no mais denso da matéria.
A estrutura da Etz Chaim é baseada em emanações que fluem da primeira Sefirá (envoltório ou
recipiente), Keter, até a última e décima Sefirá, Malchut. Após o ímpeto inicial da criação, uma
sequência se desdobra a partir da primeira Sefirá na coluna central, através de oito estágios
para se dissolver na décima Sefirá no final, também, da coluna central.
Essa progressão é conhecida como o relâmpago, o qual ziguezagueia pela árvore abaixo.
Começando por Keter (Coroa), flui por Chochmá (Sabedoria), onde se manifesta com uma
dinâmica potente no alto da coluna denominada de Abba (o pai cósmico), o princípio
masculino, encabeçando a coluna da direita. O fluxo de energias, o relâmpago, atravessa Biná
(entendimento), o qual como Íma (a mãe cósmica), encabeçando a coluna esquerda feminina.
As colunas, ativa e passiva, respectivamente, a coluna da esquerda e da direita, denominadas
os pilares da severidade e da misericórdia.
O fluxo das emanações, saindo do mundo de Beriyá (intelecto), flui para a coluna da direita em
direção a Sefirá de Chessed (misericórdia)[2º. estágio]. Aqui, a energia passando para a coluna
ativa novamente, assume a qualidade dinâmica e expansiva desse estágio, antes fluir para a
próxima Sefirá, Gevurá (julgamento)[3º estágio]. Nessa última Sefirá, a força é testada,
calculada e ajustada, antes de ser transferida para Tiferét [4º estágio], a Sefirá vital, no pilar
médio da Etz (árvore). Nesse momento há um ponto crítico de equilíbrio. Tiferét (beleza), tem
uma relação especial com Keter, com a conexão que tem através do eixo central. A única coisa
que separa Tiféret de Keter é uma Sefirá invisível, conhecida como Daat (conhecimento) que
atua apenas em condições particulares. Em Tiféret uma imagem é mantida, um espelho de
Keter, porém atuando numa intensidade menor, depois de passar pelo véu que separa o
mundo de Beryá (intelecto) e o mundo de Ietsirá (formação). As emanações são passadas
então para a Sefirá de Nétsach (eternidade) [5º estágio]. Esse é o ponto onde as funções ativas
repetem-se continuamente para manter o nível de energia. Dessa Sefirá transformadora a
emanação flui para Hod (esplendor) [6º estágio]. Hód pode ser traduzido também como
reverberação, o que é, talvez, uma melhor descrição de Hód., cujo trabalho é colher e passar a
informação. A partir daí a emanação toca novamente a coluna central se se encontra com a
Sefirá de Yessód (fundação)[7º estágio]. Aqui as emanações são novamente refletidas, porém
de forma obscura, um reflexo de um reflexo, porém ainda forte para produzirem intensas
projeções (apenas projeções). Diretamente abaixo, a última Sefirá, Malchut (reino)[8º estágio].
Nessa Sefirá estão acumuladas todas as energias, ativas e todo o processo recebido da Sefirá
superior.
Shimon HaLevi, em seu livro Tree of Life, An Introduction to the Cabala, faz uma analogia do
fluxo da emanação Divina através das Sefirót com a atividade de escrever um livro:
“.....o relâmpago passando através da Árvore da vida pode ser encontrado no processo de
escrever um livro. Keter é a coroa, o princípio ativo. A ideia é concebida em Chochmá. Como
uma visão, ela pode ser poderosa, a semente de um grande romance, mas em Chochmá é
meramente uma ideia, poderosa mas informe. Por um longo período ela começará a ser
formulada em Biná. Será como uma peça ou como um filme? Talvez melhor como um conto
curto e objetivo? O tempo e o princípio da receptiva Sefirá de Biná dão-lhe forma de livro,
digamos de tamanho médio, dedicado a uma situação particular, no qual certos personagens
serão incluídos. Nesse estágio ele pode permanecer por alguns anos, na mente do escritor, o
qual talvez nunca chegue a escrevê-lo. Mas, um dia, ele ganha corpo, numa entidade definida.
É Daat, conhecimento,. Daí em diante será um processo totalmente novo, chamado por alguns
escritores de “bolação”. Ao período de incubação segue-se a gestação, com características de
crescimento e expansão. As situações se desenvolvem, fragmentos de diálogos aparecem na
consciência do escritor, personagens começam a se desenvolver., toda a história começa a se
completar e fazer sentido. Nesse ponto, Chéssed, da operação é que o escritor atira-se ao
trabalho ou perde, por pura dissipação mental, ideias que borbulham dentre dele. Ele começa
a escrever um esboço, organizando as forças criativas presentes em seu espírito. Contudo, ele
precisa julgar e orientar (função de Guevurá) o material que Chéssed lhe fornece, uma vez que
ele é quase excessivo. Aos poucos, o livro começa a ganhar forma, a essência, ou Tifeéret,
começa a se manifestar. Talvez seja o mais importante trabalho de sua época, a destilação da
experiência de toda uma vida, talvez se trate apenas de um humilde livro didático, mas seja
como for ele trará sua própria marca registrada, sua personalidade particular. É assim que nós
distinguimos um Tolstoi de um Hemingway. Em Tiféret, a síntese da forma e da energia está
centrada na coluna do meio, e aqui está a razão pela qual a Sefirá é conhecida como Beleza.
De qualquer maneira, a esta altura do livro ainda não estará visível, estando ainda em grande
parte na mente do escritor. Ele ainda tem que compô-lo em seu todo, ou a obra será mais uma
obra-prima não escrita. Netsach (eternidade) cumprirá essa parte da tarefa. As força vitais do
corpo, controladas por Hod, os processos voluntários, farão com que a pena se mova sobre o
papel. Netsach sabe sua tarefa instintivamente, enquanto Hod, treinado com reflexos mentais e
físicos, enfoca os conhecimentos adquiridos com a linguagem, no que serão sentenças
compreensíveis. Yessód, fundação, que é um amálgama de tudo o que já passou, organiza a
operação de um modo bem pessoal, retendo o que já foi escrito e mantendo a memória do
conjunto, para efeito de consulta e referência. Malchut, é a última Sefirá, o corpo e o livro em si,
a verdadeira manifestação física no mundo. O céu encontrou a Terra.”
Nos próximos temas, vamos terminar o mundo de Beryá (intelecto), falando do significado da
letra Vav. Encerrando essa parte, analisar o mapa astral de Einstein na totalidade do que
aprendemos até aqui. As Sefirót, as letras, o elemento fogo e os signos com os planetas de
Albert Einstein.
TEMA 12: A Cabalá, os Anjos, 72 nomes de D´us e a Astrologia
A partir desta postagem estaremos entrando no mundo místico da Cabalá. Pelos caminhos da
astrologia iremos conectar-nos aos Anjos Espirituais que habitam os mundos superiores.
Estaremos desenvolvendo mantras para a meditação. O Zohar, o principal livro sobre a Cabalá,
juntamente com o Tânya (Likutei Amarim Tanya), escrito por Schneour Zalman de Liadi, o
primeiro Rebe de Lubavitz, o Sêfer Ietsira (Livro da Fundação) e principalmente a Torá, de
onde são retiradas as revelações para todas essas obras, são as nossas fontes para estudar a
astrologia e os anjos, os mantras e os nomes de D´us.
Objetivamente, antes de entrarmos nesse assunto, para estudar a parte teórica, o misticismo e
a possibilidade de utilizar todo esse aparato para a alma, vamos saber o que temos pela frente.
Num post anterior, foi mencionado os vários níveis de entidades criadas no Universo. Foi
quando conversamos sobre o livro Os caminhos de D´us, de Moshe Chaim Luzzatto, quando
discutimos sobre a astrologia e o judaísmo. Para sabermos do que vamos discutir e ter de
antemão os recursos que dispomos para trabalhar a nossa alma, vamos dar um breve passeio
por esse assunto: os anjos e os 72 nomes de D´us.
Os 72 nomes de D´us foram tirados da Torá, o antigo testamento, de três versículos que
contam a passagem do povo hebreu através da abertura das águas do Mar Vermelho, que
Moisés serviu de canal para salvarem-se da perseguição. Os três versículos, em hebraico,
cada um deles tem 72 letras. Uma combinação da primeira letra do primeiro versículo com a
última do segundo versículo e a primeira letra do terceiro versículo, até a combinação das 72
letras, formando 72 palavras de três letras, formando os 72 nomes de D´us, cada uma deles
com três letras.
Cada nome de D´us está relacionado a um anjo, que serve para enviar a luz (Ór) de Ên Sof (O
Sem Fim) para a criação, para o mundo material, incluindo o homem. Mais precisamente, os
anjos foram criados por D´us para servir de emissários das Forças Divinas. A palavra Anjos em
hebraico (Malachim), significa EMISSÁRIOS. Assim como cada Nome de D´us está associado
a um anjo, cada anjo está associado a uma parte de uma constelação (Mazal). Cada anjo está
associado a um intervalo de 5 graus num signo do zodíaco que tem 30 graus. São 72 anjos
regendo 72 canais de Luz. O primeiro anjo, associado ao primeiro nome de D´us, é Vehu (três
letras, Vav, Hei e Vav), significando "A força da superação", que ocupa os primeiros cinco
graus de Áries. Cada Anjo tem seu mantra, uma frase dos Salmos. Para Vehu, está associado
a ele o Salmo 3, versículo 4: "Tu, Meus D´us, é um escudo a me proteger. És minha glória, a
razão de se manter erguida a minha cabeça". Na Etz Chaim (àrvore da Vida), os dois primeiros
caminhos são regidos pelas letras Vav e Hei.
No diagrama de Chochmá, acima, estão associados a cada elemento (fogo, terra, ar e terra),
dois nomes de D´us e os respectivos Anjos. Cada planeta que estiver posicionado em algum
elemento, no caso de Chochmá de 20o a 30o dos signos Cadentes (já discutimos isso antes),
terá dois Anjos emissários, o primeiro, dentro desse intervalo de 0 a 10o dos signos cadentes,
0 a 4o o primeiro anjo e 5o a 9o o segundo Anjo.
Todo esse sistema criado em torno da Etz Chaim, seus caminhos, Sefirót, planetas, letras,
anjos e o nome de D´us, propiciam um entendimento profundo de cada parte de nossas almas.
É um sistema montado com as energias primordiais da criação e que agem diretamente sobre
a nossa maneira de viver e ver as coisas.
Assim, tudo que existe em nosso mundo, mesmo a menor folha de grama, recebe, essa Luz
transportada pelos anjos. Da mesma forma acontece com os planetas.
Entre a Luz (Ór) emitida pelas Forças da Criação (representadas pelas Sefirót),
constantemente e ininterruptamente, movem a nossa existência, e a luz que se reflete em
nosso mundo físico, o mundo da matéria, existem diferentes planos. São eles: Emanação,
Criação, Formação e Ação (já comentado anteriormente). Entre esses vários planos estão os
anjos. No livro de Maimônides, Os Oito Capítulos, é desenvolvido extensamente esse assunto
e o usaremos como fonte para determinados esclarecimentos.
Oa anjos são entidades que vivem em planos intermediários e que fazem a ponte entre o ponto
inicial da Luz (Ór), ao qual chamamos D´us, e tudo que existe em nosso mundo físico. São
energias invisíveis, mas que possuem grande poder de influência sobre nossas vidas.
Na Bíblia, O Antigo Testamento (Torá), uma passagem mostra como é claro a presença
dessas entidades espirituais entre nós: em Gênesis capítulo 2, versículo 4, quando Jacob, em
um momento caótico de sua vida, dominado pela dúvida, deita sua cabeça em uma pedra e
sonha com anjos que sobem e descem por uma escada. A partir de então, sua vida toma um
rumo completamente diferente.
Estaremos caracterizando cada anjo com sua associação ao nome de D´us, entre os Seus 72
nomes. Entenderemos o significado de cada um desses 72 nomes, cuja incumbência desses
seres espirituais é de acompanhar-nos em nossa passagem pela vida. Da mesma forma como
damos um significado aos planetas em nossas Sefirot, teremos os anjos que regem nossas
motivações de vida. Poderemos entender através desse estudo como as Forças da Criação
estão agindo sobre nós, pela Providencia Divina, para a nossa Correção (Tikun), ou seja pelo
propósito com que viemos para esse mundo, qual a nossa missão e como ela pode ser
realizada.
A partir desse tema, estaremos estudando cada Sefirá, o significado de cada planeta contido
nas Sefirot, o anjo que rege cada posição de nossos planetas e o nome de D´us atribuído a
esse anjo, cuja meditação sobre suas letras e seu significado, nos darão a consciência do que
somos, o que estamos incumbidos de realizar e como podemos fazer isso.
Com isso, podemos configurar as posições do mapa, e nele, associar a cada parte do mapa um
anjo. Dentro de um mesmo signo, que tem 30 graus no círuculo zodiacal do mapa
convencional, estão associados quatro anjos, um para cada 5 graus do signo. Por exemplo: em
nosso mapa, no signo de Áries, que tem 30 graus dos 360 do círculo zodiacal, cada cinco
graus tem um anjo associado. Do angulo zero de Áries até o quarto grau, o anjo Vehuiah é o
emissário que cuida das "Forças de Superação" e tem associado o nome Varru de D´us (Vav,
Hei e Vav). Para este anjo uma frase do Salmos é o mantra que o anima, o Salmo 3, versículo
4. "Tu, meu D´us és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter em pé
minha cabeça". Com exceção de alguns anjos, todos os demais tem seu nome determinado,
adicionando ao nome de D´us o sufixo "el". Yeliel, para o segundo nome de D´us Yeli, Seitel,
para o terceiro nome de D´us Seiat, Alamia, para o quarto nome de D´us Olam, e assim em
diante, todo círculo do zodíaco está configurado com os 72 anjos e os 72 nomes de D´us, com
os respectivos Salmos atribuídos a eles. O circulo zodiacal, que é uma fotografia do seu,
mostra os 360 graus em que estão as constelações, e nelas os signos. Cada signo tem 30
graus e em cada 30 graus, quatro anjos estão associados a cada cinco graus. Temos então 4
anjos para cada um dos 12 signos, e consequentemente, 4 anjos para cada signo,
completando os 72 anjos.
Na prática temos a seguinte situação para a meditação cabalística (o tema místico da Cabalá).
Analisando o mapa astrológico cabalístico, identificamos nossas forças da alma. Os potenciais,
as capacidades, nossas necessidades, o Tikun (o que deve ser corrigido). No mapa astrológico
convencional fazemos o estudo dos trânsitos pelos quais estamos passando. Os trânsitos vão
revelar quais as partes do mapa cabalístico está sendo estimulado. Seja um trânsito de uma
boa fase, ou um transito em que estaremos sendo testados, teremos um anjo regendo a
posição daquele planeta que está sendo afetado (pelo seu posicionamento em algum signo).
Temos então a ajuda espiritual, com a mentalização e entendimento do nome de D´us
associado e o anjo que rege o planeta afetado. Temos nesse momento o anjo que pode nos
sustentar, emitir as energias a que ele tem como missão de ser o emissário, um texto do
Salmo, para entoarmos. Sobre essa configuração para o momento em que estamos passando
a meditação nos dará a conscientização do que temos que mudar em nós mesmos. Como
consequência, cada Sefirá está regido por seis anjos. No mapa cabalístico, temos então para
cada Sefirá, quatro anjos cuidando de seus quatro elementos internos, fogo, terra, ar e terra. A
representação de cada planeta nessas áreas do mapa em nossa alma, tem um anjo para nos
orientar, disponibilizar as energias do Cosmos e varis outros recursos que iremos ver nos
próximas postagens. Mais uma coisa para falarmos, além do planeta natal que esta sob um
determinada trânsito, podemos nos beneficiar desse sistema cabalístico para uma
auto-conscientização de nossas falhas, aspectos trazidos de vidas passadas e que nos
acompanham, realização de nosso Tikun (correção) através do que foi exposto aqui. Basta
recorrer aos dois mapas, o cabalístico para características enraizadas na e, no mapa
tradicional, as várias facetas de nossa vida, encontrar os Nomes de D´us e seus respectivos
anjos, para que possamos fazer o ajustamento de nossas deficiências, ou mesmo, o estímulos
para nossos potenciais. É isso que faremos nas próximas postagem. Primeiro definindo todas
as relações entre signos, Anjos, nomes de D´us e textos do Salmos.
Conclusão:
A começar do próximo post, iremos analisar juntamente com a Sefirá e o planeta na Etz Chaim,
as forças espirituais de anjos emissários para a nossa vidas e como podemos ter a ajuda para
nos conduzir em direção ao nosso Tikun (Correção).
Tema 13: Análise do mapa - Forças da Emanação Divina e Mudanças
A melhor maneira, e mais eficaz, para entender como é o uso dos recursos místicos da Etz
Chaim é analisando um mapa de uma pessoa e aplicando os conhecimentos, que temos
disponíveis pela Cabalá, para perceber como todo esse conhecimento pode ser utilizado em
nosso benefício, em direção ao nosso aperfeiçoamento. Vou utilizar um mapa recentemente
analisado, focar a parte da Etz Chaim onde problemas foram identificados, primeiro em trânsito
astrológico, depois com posicionamento de planetas na Árvore da Vida. Obviamente, não darei
dados sobre a pessoa, nem detalhes sobre sua vida. Vamos olhar o mapa como se fosse
alguém desconhecido.
Inicialmente vamos descrever o que o mapa traz, as posições de planetas relevantes que
vamos analisar, os elementos da natureza (fogo, terra, ar e água), as Sefirót carregadas (com
pelo menos três planetas) e a parte da Etz que está sendo afetada pelo trânsito do planeta
Urano. Transito é um estudo, na astrologia convencional, que interpreta o significado de
determinada ocorrência astronômica em relação ao mapa natal que está sendo o objeto de
estudo. O trânsito são ângulos importantes (60, 90 120 e 180 graus) entre o planeta que está
em órbita (no caso vai ser o planeta Urano) om o planeta do mapa natal escolhido para
estudar. O trânsito é Urano formando uma quadratura (90 graus) com o Sol natal. Um transito
longo, com uma duração de mais de dois anos. Inicialmente, vamos estudar a posição de
Urano na Sefirá de Biná e em seguida usar os recursos místicos abordados no Tema 12, para
entender como pode ser usado para mudanças que queremos fazer em nós mesmos.
Este é um mapa que eu analisei a pedido de um amigo. Obviamente, guardarei o sigilo de seus
dados, porém é interessante a interpretação dos posicionamentos dos planetas nas Sefirot.
Vou colocar aqui os posicionamentos dos planetas das Sefirot de Beriá, o mundo do Intelecto,
que é o que estudamos até agora. Explicar o transito mencionado acima e usar os pontos onde
estão localizados os planetas que "estão sendo estimulados" pelo transito, para acessar os
nomes de D´us que estabelecem os canais de energia canalizados pelos Anjos, emissários de
HaShem (D´us). Teremos uma ideia do que é possível fazer com o mapa cabalístico no sentido
de transformar a nossa visão em relação aos acontecimentos pelo qual passamos e também,
como podemos aprender com essas situações e corrigir alguma coisa em nós em direção ao
bem estar, à felicidade.
A associação dos planetas Júpiter (♃) e Plutão (♇) na Sefirá de Chochmá
Marte é um planeta energético. É o planetas das batalhas, das lutas pelo que
acreditamos. Marte na Sefirá de energias sutis de Chochma poderiam provocar
grande irritação, nervosismo e ansiedade se estivesse no elemento fogo.
Porém com Marte no elemento Ar, indica uma pessoa com talento para lutar
pelo que acredita sem o uso da força, mas com a argumentação, a intuição.
Com essa posição o DM tem ideias que atingem as profundidades do ser, é
obstinada, não muda facilmente de opinião e segue fiel ao seu modo de pensar
e agir. A agressividade física está sublimada na forma de um guerreiro no plano
das ideias, usando sua iniciativa de maneira sábia, de forma estratégica e sem
impulsividade ou violência.
Vamos nos deter um pouco mais nesse planeta, pois explicará em muito o
transito que o DM já está começando a passar no final desse ano (2016) e se
prolongará por todo o ano de 2017.
Diz Arroyo,:
Descrição: Urano passando pelo signo de Áries ( ), transitando de 20º 34’ a 28º
34’, até final de julho, e entrando num movimento aparante retrógrado até o
final do ano voltando ao seu movimento progressivo até 29º nos ultimos meses
de 2018 (é um transito de dois anos, geralmente abrangendo 6 meses antes, o
ano inteiro e seis meses do próximo ano). O caminho de Urano em trânsito está
marcado no zodíaco do mapa astral convencional. O Planeta Urâno está
passando pela sua casa sete, casa dos relacionamentos e parcerias, em
quadratura aos planetas Urano e Sol natais na casa quatro, casa do lar e da
família.
Significado do trânsito:
Em alguns casos, pode ser possível continuar com nosso parceiro e trabalhar
no sentido de melhorar o relacionamento. Isso exigirá uma certa coragem:
teremos que enfrentar a outra pessoa e dar vós a nossa inquietação ou
frustração. Logicamente, cada caso é um caso diferente, um relacionamento
depende muito de quem está sob controle da situação.
Com Urano em trânsito pela casa VII, podemos precisar de mais espaço e
liberdade para explorar quem somos, independente do relacionamento que
temos. Esse trânsito pode trazer uma nova pessoa para nossa vida, que
nos excita e desperta as paixões. Há algo de poderoso nesse encontro, como
se já conhecêssemos antes a pessoa. Se mantivermos atualmente um
relacionamento satisfatório, essa nova atração apresentará um dilema.
Devemos manter o que já temos, ou devemos nos arriscar, abandonando o
relacionamento atual, para ir atrás desse novo relacionamento? Se a nossa
relação atual é instável e não gratificante, a pessoa nova aparecerá ser a
resposta para nossos sonhos e funcionará como um catalizador que realizará
mudanças necessárias. Tudo vai depender da consciência do DM em relação à
vida para tomar as suas decisões numa fase como essa.
2º.) Urano transitando pela casa VII em quadratura com o Sol natal na casa IV
O planeta Urano demora cerca de 84 anos para completar uma volta ao redor
do Sol. Urano demora um pouco mais de 17 horas para completar uma volta
sobre si próprio. A inclinação do eixo de rotação do planeta Urano é de cerca
de 98°, ou seja, o planeta gira “de lado” ou “tombado”, pois o eixo de rotação é
quase paralelo ao plano da órbita. A rotação é considerada em sentido
retrógrado; no Sistema Solar, para além de Úrano, apenas o planeta
Vénus possui uma rotação em sentido retrógrado.
Considerando o tempo que Urano demora para dar a volta em torno do sol, 84
anos, Urano fica em cada signo, e em média, em cada casa por 7 anos. Assim,
o próximo trânsito de Urano com o seu Sol natal será um trígono e ocorrerá em
7 anos. O transito de Urano em trígono com o Sol é dos mais afortunados do
zodíaco. Se fazemos tudo o que uma quadratura entre os dois planetas “pede”,
em sete anos teremos a concretização de todos esforços dedicados aos
nossos objetivos.
Essa foi a análise da Etz Chaim nas Sefirót de Chochmá e Biná e o trânsito no
mapa convencional entre o planeta Urano em órbita, formando uma quadratura
com o Sol natal. Agora veremos como acessar os Anjos, no caso de DM, para
ajudar a passar pelo trânsito de dois anos e tirar alguma lição desse período
em particular para seu auto-conhecimento e desenvolvimento.
Iaz
O Sol de DM está a 17 graus 21' 30'' no signo de Libra. Essa posição está relacionada com o
40o. nome de D'us, Iaz, cujo Anjo recebeu o nome de Ieiazel. A pessoa nascida sob a
influência do anjo Ieiazel é psiquicamente forte, capaz de se reeguer diante dos maiores
obstáculos. Faz parte de sua missão ajudar a humanidade a libertar-se de suas angústias. O
aspecto contrário relaciona-se à destrutividade e ao descontrole emocional. A conexão com
esse Anjo ajuda na proteção contra o pânico, um estado de conexão com a Luz. Uma ótima
maneira combater o pânico é inserir o compartilhar em sua vida. Ajudando alguém que precise,
tira-o do curto-circuito, começando a receber a Luz novamente. Sua atitude perante a vida deve
ser de compartilhar as coisas que domina para o bem estar das pessoas.
O Salmo 88: vs. 14 - "Porém, eu a Ti, Senhor, tenho clamado, e pela manhã minha prece Te
saudará"
O contato com o Anjo
A Meditação
A visualização das letras do Anjo (Iaz) pode trazer muita Luz ao tema que traz para a vida da
pessoa. Os Anjos habitam um plano extra-físico chamado Plano da Formação. É portanto, pela
forma de suas letras, que se consegue maior proximidade com eles. A vocalização relacionada
potencializa ainda mais a conexão.
O Salmo
A palavra possui grande poder de criar realidade. Por isso, para cada Anjo, há um versículo de
um Salmo relacionado, que deve ser recitado em voz alta, no momento da conexão.
A Ação
Para cada Anjo é sugerida uma ação. Se experimentar realiza-la, torna o processo muito mais
intenso.
Como já foi comentado num tema anterior, D´us restringiu ao homem a possibilidade de fazer
previsões. Olhar o futuro, predizer acontecimentos. Isso é profecia e somente escolhidos tem
esse dom. Porém, a astrologia foi dada a ser conhecida para que o ser humano tivesse um
conhecimento de sua alma e de sua missão durante os retornos da alma à vida. Para que
possamos fazer a nossa correção (Tikun), precisamos estar conscientes do nosso papel na
vida. É claro que podemos fazer isso sem a ajuda da astrologia, mas, se a conhecemos, temos
uma rota mais segura do que precisamos fazer, do que precisamos corrigir e do que
precisamos aprender. A ilustração ao lado é a foto de um folha para o estudo dos trânsitos.
Aparecem os planetas mais impostantes para esse estudo (de baixo para cima, Marte, Júpiter,
Saturno Urano, Netuno e Plutão). Horizontalmente, estão marcadas as posições dos planetas
nas constelações, isto é, o percusso de cada planeta através dos signos de janeiro até
dezembro de 2017. Estão desenhados em vermelho os trânsitos, marcando o período que eles
refletem o que acontece no "aqui em baixo".
Na astrologia convencional (ou tradicional) as previsões são realizadas através dos trânsitos
planetários. Trânsitos astrológicos são ângulos importantes (60, 90, ou 120 graus) entre o
planeta que está em seu percurso normal hoje em sua órbita em relação a posição de outros
planetas do nosso mapa astrológico natal, ou seja, os planetas na posição em que estavam na
data do nascimento. Por exemplo. tenho Saturno a 21 graus e 56 minutos no signo de
Sagitário. Os trânsitos importantes com esse Saturno natal no meu mapa (trânsitos com
Saturno são sempre importantes), serão aqueles em que os planetas em suas órbitas atuais
façam ângulos de 60, 90, ou 120 graus com esse meu Saturno natal, ou seja planetas que
estejam passando por esse mesmo angulo (21 graus e 56 minutos) nos signos de Aquário (60
graus), Peixes (90 graus) ou Áries (120 graus), ou então, nesse mesmo angulo (21 graus e 56
minutos) em libra (60 graus), Virgem (90 graus) ou Leão (120 graus), serão trânsitos
importantes a serem estudados. Esses trânsitos mostram as fases da vida pelas quais estamos
passando. Pode-se fazer uma estimativa do futuro, mas será um tiro no escuro, pois as
interpretações serão muito subjetivas e muito dependentes do que a pessoa escolhe como
rumo para sua vida (o livre-arbítrio).
No parágrafo anterior abordamos sobre trânsitos. Eles podem ser muito úteis para
entendermos as fazes pelas quais passamos pela vida. São principalmente importantes e
valiosos quando os estudamos no momento que estamos passando por eles. Quanto mais
próximo da data presente olharmos para os trânsitos, mais eles serão valiosos para um
autoconhecimento, para corrigir algo em nós, para entendermos alguma dificuldade pela qual
estamos passando. Fiz meus mapas e de minha família durante os últimos 30 anos, sempre no
final do ano e para analisar como seria o ano que estava entrando. Foram raras as vezes que
os trânsitos não refletiram o que estava acontecendo, e essas vezes foram com trânsitos que
eu pude compreender e evitar que afetassem negativamente. O s momentos mais marcantes
da minha vida eu pude observar acontecendo no momento exato desses ângulos com meus
planetas natais.
Bom, e para a Astrologia Cabalística, é possível fazer essas avaliações? Existem trânsitos na
Astrologia da Cabalá? Podemos fazer com o Mapa Astral Cabalístico o mesmo que fazemos
com o Mapa Astral convencional?
Sim, sem dúvida nenhuma. Porém, pela própria estrutura da Etz Chaim, que privilegia mais a
estrutura de nossas almas, que facetas de nossas vidas, é difícil visualizar o transito. O mapa
astral convencional é como uma ilustração do céu, o mapa da Cabalá é uma representação das
forças de nossa alma. Porém, podemos identificar os trânsitos pelo mapa convencional e
analisá-lo no mapa cabalístico. Por exemplo, se estou passando por um transito de Saturno em
sua órbita atual fazendo um angulo de 120 graus com com meu Sol Natal (em gêmeos), isso é
um trígono entre Saturno e Sol. Ao envés de analisar o que é isso no mapa convencional,
podemos analisar no mapa cabalístico. Tenho que procurar onde o Sol (natal) aparece nas
Sefirót e nos caminhos de minha Etz Chaim. A análise será muito mais aprofundada,
verificando o que se passa em minha alma de acordo com o transico que está acontecendo. Na
Cabalá tem uma frase que se repete muito: "Aqui em baixo como lá em cima". Analisar
aspectos com o Tikum são particularmente ricos. Temos o significado do planeta na Sefirá e o
significado do planeta em transito fazendo ângulos importantes com planetas nas diversas
Sefirót de meu mapa cabalístico. Esses trânsitos mostram o que se passa com minha alma a
nível intelectual e emocional, com o Tikun, Kiron e a Lilit.
Pesquisa sobre identificação de Problemas mentais segundo o mapa
cabalístico
Pesquisa aberta
Identificação de problemas mentais pela astrologia cabalística
A astrologia da cabala trás um mapa da alma, onde estão as raízes dos problemas mentais. Especialmente
nas Sefirot no mundo intelectual de Séchel.
Estou fazendo uma pesquisa, com objetivo de comprovação estatística, na identificação, com um elevado
nível confiança na de problemas mentais e psíquicos, como alzaimer, depressão e ansiedade, pânico,
neurose, fobia social, psicose e manias, inclusive a psicopatia. São doenças metabólicas que podem ser
aliviadas e até controladas com medicação, com exceção do Alzheimer. Mesmo assim, a Etz Chaim trás
caminhos para aliviar esses problemas, porém não é descartada a necessidade da medicação. Pessoas
interessadas em ter um feedback sobre esse assunto no mapa de parentes, ou de seu próprio mapa podem
enviar os dados por e-mail, não é necessário identificar de qual pessoa se refere.
Os planetas Marte, Saturno, Plutão, Mercúrio, se posicionados em determinados lugares da Etz Chaim,
combinando com as letras dos caminhos e o elemento da Sefirá onde está posicionado, pode alertar para a
presença ou potencial desenvolvimento dessas doenças. Juntamente com os dados, se tiver o problema
mental, por favar indicar (opcional).
A maneira mais rápida para encontrar o ângulo no signo em que o Sol se encontrava no
momento de nosso nascimento é com o cálculo do mapa astral convencional.
Calculando o mapa natal é só procurar a posição do Sol. Uma segunda maneira, é consultado
uma tabela, denominada Efemérides, que mostra a posição de todos os astros em cada ano,
mês e momento. Isso dá um pouco de mão-de-obra.
Vamos ver como calcular o mapa natal para saber a posição do Sol no momento em que
nascemos.
Na Internet tem vários sites que fornecem o serviço para o cálculo do mapa natal, o mapa
astrológico de nascimento. Nesse mapa aparece as posições de todos os planetas na data de
nosso nascimento. Nele iremos ter a posição do Sol.
[Link]
Nesse link vc acessa a pagina de uma das astrólogas mais conhecidas mundialmente. Nele
existe um serviço gratuíto para cálculo do mapa astrológico natal convencional.
Talvez seja necessário se cadastrar no site para utilizar os serviços. Tem muita coisa boa para
ver nesse site. Na área marcada com um retângulo vermelho, selecionando na barra de
ferramentas "Free Horoscopes" e clicando na opção "Natal Charts, Ascendant", será aberta
uma páginas para dados.
No mapa calculado pelo site, aparecem muitas informações. Entre elas as posições de todos
os planetas e astros na data de nosso nascimento.
Nessa tabela encontramos todas as informações para construir o mapa cabalístico. Entre os
astros, O Sol aparece em primeiro lugar. Mostra o ângulo do signo em que se encontrava o SOl
na data e hora do nascimento.
Temos a posição do Sol no momento de nosso nascimento. Sou do signo de Gêmeos, e meu
Sol estava a 28 graus 40 minutos e 18 segundos dentro do signo, quase no signo de Câncer.
Aparece também o ascendente, na penúltima linha da tabela, AC 13 Leo 19'', ascendente em
Leão. O nódulo lunar, na tabela True Node, mostra a posição de Tikun, que vai identificar em
que signo está nosso Tikun (Correção).
Agora é a etapa de procurar qual o Anjo que rege essa posição nas constelações (Mazalim,
Mazal). Para isso basta consultar a tabela abaixo. Em cada tabela foram colocadas as
informações referentes ao intervalo da data de nascimento, ao nome de D´us que corresponde
a posição no signo, nome do Anjo, e o trecho nos Salmos que nos conectamos com nosso
Anjo.
Procure a tabela a qual se refere ao seu signo, localize a sua data de nascimento entre os
intervalos de datas nas seis linhas da tabela. Nesta linha encontra-se o nome de D´us e seus
respectivo Anjo que rege o período de seu nascimento. O Salmo é o mantra para ser repetido
durante a meditação nas letras do nome de D´us. Cada meditação tem uma situação específica
de ação. Numa outra lista será comentada.
Na sequência vou terminar de completar as tabelas, dar o significado da missão de cada anjo e
a forma de meditar com as palavras dos Salmos e o simbolo do nome de D´us para cada caso.
1. Signo de Áries
2. Signo de Touro
3. Signo de Gêmeos
4. Signo de Câncer
5. Signo de Leão
6. Signo de Virgem
7. Signo de Libra
8. Signo de Escorpião
9. Signo de Sagitário
10. Signo de Capricórnio
H"B
Estamos entrando em uma área onde é preciso ter muito cuidado para não banalizar o assunto,
nem fazer disso algo sobrenatural e mágico. É real, observável, e tem o objetivo de ajudar-nos
a desvencilhar de comportamentos e pensamentos inconscientes e prejudiciais. Apenas, por
nossa alma ter sofrido marcas no passado, ou não, ou ter trazido para essa vida glórias
alcançadas anteriormente. Por isso, vamos tratar desse assunto com seriedade, sem
especulações, sem mistérios, sem crendices infundadas.
Na astrologia convencional o Tikun é conhecido como Nódulos Lunares. Os Nódulos Lunares,
também chamados de Cabeça e Cauda do Dragão, são pontos equinociais (pontos extremos),
elementos de ligação entre a Terra, a Lua e o caminho aparente do Sol - a eclíptica, ou seja, a
projeção do caminho do sol visto da Terra através das constelações. Permanecendo em cada
signo durante 19 meses, seu movimento diário é de 3º de arco, ou seja, a cada dia
movimenta-se três graus em cada signo. No Zodíaco os nódulos deslocam-se em sentido
contrário aos luminares (sol e lua) e na interpretação de um mapa, simbolizam a ligação entre o
presente e o futuro servindo como fonte de conhecimento. Os Nódulos Lunares são marcados
pela intersecção entre a órbita da Lua e a eclíptica, e devido a uma desfasagem (inclinação) de
aproximadamente 5º e 8’ existente entre ambos os percursos, do Sol e da Lua. Por causa
dessa inclinação, dois pontos podem ser definidos entre as duas trajetórias (Sol e Lua), vistos
da Terra.
O Tikun pode ser analisado conforme o signo que está posicionado, que na colocação da Etz
Chaim, vai aparecer em algum caminho entre as Sefirót, em alguma Sefirá e num dos
caminhos que representam os elementos (fogo, terra, ar e água). Na Sefirá, qual o nível de
correção deve ser feito em relação às forças expansivas das Sefirót da coluna esquerda, ou
sentimental, e as forças restritivas na coluna da esquerda, e se mental, emocional, sentimental
ou de carácter físico. O Anjo atribuído ao posicionamento do Tikun vem como emissário para
auxiliar a alcançar a sua Correção nessa vida. O trecho dos Salmos, o nome de D´us, e o
ritual atribuído à pratica da meditação, irão dizer muito em que devemos melhorar e qual a
direção correta devem voltar-se os nossos olhos.
Ao longo dos temas das postagem iremos analisar esses posicionamentos e entender melhor o
que devemos fazer para aproveitar essas informações que a Etz Chaim nos trás. É confortador
saber a direção correta. Aquele caminho que vai nos preencher a alma e o espírito, fazendo
com que sintamos ter cumprido a nossa missão designada por D´us. De uma certa forma,
todos os posicionamentos dos planetas na nossa Etz Chaim, colocam as situações com as
quais devemos lidar. Com isso, sabendo do percurso que devemos trilhar, podemos corrigir as
facetas que nossas almas precisam para evoluírem.
A literatura judaica é rica de textos extraordinários que nós levam a todo tipo de correção. O
livro de Chaim Luzzatto, O Caminho dos Justos, é um texto que faz refletirmos sobre o caminho
de luz. Outro livro extraordinário é Os Deveres do Coração, de Rabi Bachia. Textos mais
recentes, como As Histórias do Rabi são particularmente inspiradoras. A volumosa obra de
judeus relacionada ao auto-aperfeiçoamento é produto dessa concepção cabalista de Tikun.
Alguns conceitos gerais relacionados ao Tikun nos signo, os quais iremos ver com mais
profundidade nas próximas postagens:
Tikun em Áries - a alma está aprendendo uma autoconsciência nos níveis mais elementares
da ação, permitindo ao ser formar-se enquanto identidade definida, com posicionamentos que
não foram assumidos em vidas passadas.
Tikun em Touro - A Correção das pessoas com Tikun em Touro está relacionado com a
necessidade de desenvolver uma atitude mais centrada com relação às perdas, rupturas ou
separações. Trazem de vidas passadas as forças que impelem a alma fazer sentir traumas
relacionados a isso. A diferença de duas pessoas que são educadas num mesmo ambiente
familiar é a tendência que trazem como herança. Uma vai interpretar o pequeno mundo a sua
volta de forma diferente por causa do Tikun e outros fatores do mapa.
Tikun em Gêmeos - A posição desse Tikun está relacionado ao ajuste que precisa ser feito
nos relacionamentos com as outras pessoas, que para cada pessoa o ajuste é singular, pois
trouxe de vidas passadas forças que as compelem à selvageria e agressividade.
Tikun em Câncer - As provações das pessoas com esse Tikun relacionam-se ao orgulho
exagerado que trouxe de vidas passadas. A humildade, o senso de responsabilidade ética e a
solidariedade serão constantemente testadas até que essa posição seja Corrigida, e tendo
sucesso, vai galgar degraus em sua evolução.
Apenas para exemplificar algumas posições do Tikun. Iremos estudar mais adiante o Tikun nos
signos, nas Sefirót e nos 22 caminhos da Etz Chaim.
TEMA 16 - A Criação do Mundo, D´us e os 72 Anjos
Numa passagem da Bíblia (Torá), no livro de Gênesis (Bereshit), é relatado o sonho de Jacó.
Estava deitado, apoiando a cabeça sobre uma pedra e teve um sonho. Nele via uma escada
para o céu em que anjos desciam e subiam por ela. O texto da Torá menciona que a escada
levava às portas do céu e que a escada tinha 72 degraus. Nesse sonho, Jacó, filho de Abraão,
ouviu revelações de D´us. Nas revelações de D´us estavam as palavras sobre a descendência
de Jacó e a terra prometida.
Nessa passagem da Torá, nos versículos descrevendo o sonho, é a primeira vez que o
nome inefável de D´us é mencionado, YHVH (Yod, Hei, Vav, Hei), traduzido como Jeová. A
partir dessa passagem esse Nome de D´us é mencionado constantemente nas escrituras. A
citação do nome inefável de D´us e a menção dos Anjos foi objeto de estudo de diversos
cabalistas no período Talmúdico. O fato de YHVH ser mencionado pela primeira vez
justamente quando Anjos são mencionados também pela primeira vez na Torá devia ter um
motivo.
O significado de YHVH na guemátria (um assunto da Cabalá tratando do valor das letras
hebraicas).
Este é o nome impronunciável que aparece na Torá e traduzido como Jeová (YHVH).
A primeira letra é o Yod, tem valor 10. Pela Cabalá D´us criou primeiro as letras para depois
criar as dez Forças da Criação. No primeiro versículo de Gêneses (Bereshit) aparece: "No
princípio criou D´us os céus e a terra." Em hebraico está assim: "Bereshit Barach Heloim
Et HaShamaim VeHetHaAretz". O verbo "criou" aparece antes do nome de D´us e a palavra
"céu" em hebraico está no plural. Os cabalistas interpretam que Hên Sof (O Sem Fim) criou a
D´us inicialmente. Depois de ter criado as letras, D´us pôde criar as 10 Emanações Criativas.
As Sefirót. Com isso, foi criado o mundo da Emanação (Atzilut).
As duas primeiras letras (Yod e Hei), têm o valor de 15 (10 +5). Nesse mundo estão as
almas. É o mundo da criação, Beriah. Yah (como são lidas a duas letras juntas), é outro nome
de D´us.
As três primeiras letras, Yod, Hei e Vav, somam 21 (10+5+6). É o mundo da Formação
(Ietsirá). Este nome de D´us Yachu foi objeto de muita especulação entre os cabalistas na
permutação das letras associadas ao tetragrama YHVH, para alcançar níveis superiores de
consciência.
As quatro letras juntas, Yod, Hei, Vav, Hei, somam 26 (10+5+6+5). É o mundo da Ação
(Assyá).
= 10 + 15 + 21 + 26 = 72
Estamos vendo os 72 nomes de D´us em YHVH, os setenta e dois Anjos criados por D´us para
manifestarem-se nos mundos mais densos e atuarem como emissários de Luz Divina. A cada
mundo criado foi sendo adicionada uma nova letra e, a cada junção de letras, um novo plano
espiritual mais denso, até o mundo de Assyá, o mundo físico. No plano intermediário D´us
colocou os Anjos para que fossem os Emissários (Malachim) de suas Emanações , as
Centelhas Divinas, e a essas centelhas podemos nos conectar através dos Anjos.
Até aqui vimos vários assuntos. Começamos a analisar as Sefirót (receptáculos) da Etz Chaim
(Árvore da Vida), exemplificamos a astrologia cabalística com o mapa de Albert Einstein,
falamos sobre o significado de algumas letras do alfabeto hebraico, mostramos a concepção
dos Anjos no pensamento cabalístico e os posicionamos no sistema astrológico. Abordamos
alguns aspectos da guemátria (estudo do valor das letras). Parece um emaranhado de
pensamentos dispersos, mas foi necessário falar um pouco de tudo que faz parte do convívio
com a dinâmica da Etz Chaim. Como em todo sistema de representações, nenhum de seus
elementos podem ser vistos de forma isolada, correndo o risco de cair num entendimento
fragmentado e dissociado. Todo sistema tem suas partes inteiramente correlacionadas e
devem ser vistas na totalidade, as partes integradas numa interação de causa e efeito, com
uma dinâmica retroativa, em que as partes são produto de seus próprios significados, trás o
verdadeiro conhecimento. O conhecimento das causas de um fenômeno e como suas
consequências agem na modificação de suas próprias causas. Aí está a grande contribuição de
um sistema, e é a Astrologia Cabalistica que estamos tentando integrar para obter um
conhecimento que pode causar as mudanças profundas em nossas vidas.
Um passar de olhos sobre a Etz Chaim com esse método em mente pode ser muito
interessante e iluminador.
A Etz Chaim é um modelo sistêmico onde está estruturado uma maneira de observamos todas
as suas partes de uma forma integrada. As dez Sefirót são as energias criativas com as quais
tudo no Universo foi criado. Tudo pode ser visto através desse sistema. Uma pessoa ou uma
empresa. Do mais elevado e espiritual até o mais denso e físico. A Etz Chaim está estruturada
para conhecer a essência do ser humano, a sua alma, ou uma organização, sua missão de
existir. No livro de Shimon HaLevi ele explica como utilizar esse sistema para várias situações,
a politica, a sociedade, um país, etc. A posição dos planetas na data de nosso nascimento são
transferidas para a Etz e fica sendo a representação dos aspectos de nossa existência. Os
caminhos, com os signos e as letras hebraicas associados, fornecem o caminho por onde
podemos trilhar, é nossa escolha, todos os caminhos dão num só lugar, o Ên Sof (O Sem Fim).
Ao escolher um caminho estamos colocando em prática o livre-arbítrio, embora a Providência
Divina sempre atuar no sentido de vivenciarmos o que é necessário para a evolução da alma.
Os erros, as dificuldades, as decepções, as frustrações são causas do nosso Tikun, mas
também por nossas escolhas. Todas as posições dos planetas, o Sol indicando o momento do
nascimento, o regente de nosso Ascendente, todo o Cosmos no momento de nosso
nascimento é mapeado na Etz Chaim e cada aspecto particular desse Cosmos tem associado
a ele um Anjo. O emissário de D´us para a emanação de suas Forças com o objetivo de dar o
Sopro Divino para sua Criação. A Criação só existe por D´us estar constantemente emanando
suas Forças. Através dos Anjos essas forças são canalizadas para o que precisamos, seja para
um auxílio, para um agradecimento, para um fortalecimento. Está em nós a atitude de ir de
encontro ao que está disponível.
A partir desse TEMA vamos começar a olhar para a Etz Chaim como um modelo sistêmico e
tirar dele os que precisamos para conhecermo-nos melhor.
No próximo post continuo a descrever as Sefirót, retomando a sequência que estava sendo
dada no conhecimento de toda a estrutura da Etz Chaim.
TEMA 18: Porque precisamos da Cabalá? O que ela pode nos oferecer?
B"H
Vivemos num momento de mudanças que nunca antes havia se apresentado aos seres
humanos. A velocidade com que tudo muda, os valores de nossos filhos parecem não ter sido
passados por nós, as pessoas correm, fogem, recolhem-se. Todos se protegem frente a tantas
mudanças. Nas redes sociais encontramos pedidos de socorro, revestidos de sorrisos falsos ou
maquiados. Já não temos a liberdade que tínhamos antes de poder expressar nossas opiniões
sem que uma avalanche de "dedos apontando" nos fazem, internamente e disfarçadamente,
nos sentirmos culpados ou então agredidos. Os conflitos entre as Nações multiplicam-se, o
radicalismo religioso, camuflado, é justificativa para ataque covardes e insanos. A sociedade
parece dissolver-se, sem aquela antiga sensação de estarmos numa comunidade atraídos
pelos mesmos objetivos. O egoismo, egocentrismo nas relações pessoais, são tão constantes
que o número de divórcios parece maior que o número de casamentos. A busca pela alma
gêmea tornou-se uma ilusão. Todos querem desesperadamente o amor em meio a frustrações,
decepções, humilhações. Parecemos fadados a viver sós mesmo que entre muita gente.
Nossos objetivos de vida já não comportam a paz, a tranquilidade, o bem estar, mas apenas o
dinheiro no banco. Os valores mais elevados do espírito estão sendo esquecidos.
Tudo isso nós já sabemos. O que não sabemos é que existe um ferramental para que
possamos lidar com todos esses inconvenientes da vida. D´us não nos daria a vida se não nos
desse uma maneira de vivê-la na mais plena condição de usufruí-la de uma forma completa e
íntegra.
Nas postagens anteriores nós pudemos ver algumas gotas desse mar de sabedoria que D´us
revelou aos homens. Um instrumento de auto-análise para a correção que precisamos fazer em
nossa vida para que tudo isso seja possível.
A Cabalá é um sistema. Esse sistema tem como objetivo a elevação espiritual de nossas
almas. Mas o que é exatamente elevar a alma para níveis mais altos?
A elevação da alma é trazer a Luz de D´us (Or Elohim) para a alma. Isso obtêm-se através das
nossas atitudes diante da vida. A elevação, Iluminação, se dá com a conscientização das
verdades Divinas. A verdade que anima a vida espiritual. Acho que para todos nós é impossível
pensar que, a complexidade do corpo, da natureza, do mundo, existem apenas para
trabalharmos, sustentarmo-nos, tirar férias para depois acabar tudo. Não tem sentido. O
objetivo verdadeiro da vida é enriquecer o lado espiritual, que é eterno, atemporal, e repleta da
verdadeira felicidade.
Temos um ferramental valioso para alcançar esse equilíbrio da alma e a satisfação na vida.
Com a conscientização do que somos, de nossa missão, do que precisamos realizar para
alcançar esse equilibro, já é o suficiente para sentirmos que estamos fazendo a coisa certa.
A Cabalá, como já foi mencionado, tem alguns objetivos. Entre eles está o conhecimento da
formação do Universo e o por quê ter sido assim, e o processo da criação do mundo no
caminho da Iluminação. Num livro muito antigo, O Sefer Ietsirá (Livro da Formação), pela
tradição escrito por Avraham (Abraão), estão todos os elementos para entender a criação e
formulação de um sistema que culminou na Árvore da Vida e de todos os processos de análise
da sua constituição. A Árvore da Vida (Etz Chaim) não é uma representação imutável, muito
pelo contrário, é uma dinâmica de nossa vida refletido no Cosmos. O princípio desse sistema é
de que as forças Divinas criaram tudo com uma mesma energia. Os céus, a terra, animais, o
homem e o Universo, com as estrelas, os planetas e seus movimentos. Em tudo está
impregnado da Força Divina, assim, o que acontece na Terra pode ser visto refletido nos
astros. Tudo está diante de nosso nariz, e que mesmo não podendo enxergar, o movimento
cósmico nos mostra. Nesse modelo sistêmico complexo, podemos saber dos princípios pelos
quais viemos para a vida, a nossa missão, as correções que precisam ser feitas, o que está
reservado para nós, e ao mesmo tempo, a liberdade que temos de fazê-lo ou não: o
livre-arbítrio.
A Árvore da Vida (Etz Chaim) foi construída na forma como conhecemos hoje, pela
interpretação que os cabalistas fizeram do Sefer Ietsirá. A única possibilidade do formato
geométrico, de acordo com os dizeres nesse livro, é a que vemos hoje. Nela estão as letras
que regem os signos (os signos, que são as contelações por onde caminha o sol visto da
Terra), são mencionados nesse livro. Toda a estrutura, o significado, a dinâmica e a sua
utilização já estava escrito há mais de 3.000 anos. Muitas coisas que só foram descobertas no
século XX, no Sefer Ietsirá já era mencionado.
Temos a vida para ser vivida, temos um mapa do percurso, temos o porque ser assim e o mais
importante de tudo para que tudo isso. A certeza de que tudo o que acontece está sendo
coordenado por uma Força. A Força das Emanações de D´us, que fogem a nossa
compreensão, mas que são significadamente atuantes no dia-a-dia de nossas vidas.
Começamos a estudar a Etz Chaim. Vimos as duas Sefirót, Chochmá e Bina. Vimos algumas
letras, o Hei, o Shin. Vimos os elementos fundamentais da natureza, o fogo, terra, ar e água.
Vimos como posicionar os planetas do sistema solar nessa estrutura da Etz Chaim, vimos
como identificar os Anjos missionários da Ôr Helochim (Luz de D´us). Fizemos uma relação de
todos os 72 Anjos, que derivam dos 72 nomes de Deus. De forma sintética, como conectarmos
ao nosso Anjo para buscar forças na execução de nossa missão. Por último, vimos como a
formação dos quatro mundos, Atsilut, Beriá, Ietsirá e Assiá, derivam do nome YHVH (Adonai),
que aparece nas escrituras, quando são mencionados os Anjos de D´us.
Temos, de uma forma integrada, todos os elementos constituintes da Etz Chaim para
conhecermo-nos, saber sobre a nossa missão e correção nessa vida (Tikun), nossas
características mais profundas, aquelas que acompanham nossas almas, o processo pelo qual
podemos escolher o melhor caminho para alçar a alegria e o equilíbrio. Agora, a partir dessa
postagem introdutória, vamos poder visualizar na Etz Chaim como um todo, qual o roteiro que
nos foi preparado para seguir o que a Providência Divina nos reservou. Não precisamos criar
conflitos, desavenças, dificuldades, atropelos, se entendermos o porquê das coisas serem da
forma como se apresentam.
Á partir de agora não veremos os elementos constitutivos desse mapa de forma isolada, mas
utilizando todos os recursos nele disponíveis. Veremos a Etz Chaim inteira desenhada e
descobrindo cada parte durante as postagens que usaremos para sua compreensão. Existe a
maneira para descobrir a nossa alma gêmea, como enfrentar as dificuldades que se
apresentam, pela conscientização, fazendo emergir da inconsciência cega e de escuridão,
trazendo a Luz, recebendo as Emanações Divinas, as quais trazem o alívio para a alma, a
tranquilidade serena da verdade, o bem-estar que o conhecimento dos processos da vida
provocam no coração, a integração do intelecto com as emoções, desvendar os véus do
mundos superiores para que essas Emanações cheguem até nós. Podemos experimentar os
níveis alterados da consciência para o verdadeiro prazer da presença Divina e o prazer nas
relações com as outras pessoas, nas relações sociais, afetivas, amorosas e familiares.
Sabendo o porquê, como, para quê e as razões transcendentes que motivam as nossas vidas,
podemos extrair do aqui e agora a realização plena de nossas almas.
Convido você a caminhar comigo por esse percurso através de nossas almas. Venha junto
comigo descobrir os segredos encrustados em nós mesmos, perceber a verdade que nos
anima a alma, os segredos mais profundos que nos habitam e dão o sentido para a nossa
essência. Vamos caminhar de mãos dadas por terrenos às vezes áridos, mas que nos trarão a
certeza de estarmos indo na direção correta.
Que o Senhor, D´us Todo Poderoso, nosso Criador, nos abençoe nessa caminhada e coloque
em nossas mãos a possibilidade de conhecê-lo, de trazê-lo para nossos corações e
experimentar o prazer da vida em Sua presença.
Amêm
TEMA 19 A - Construção e Analise do Mapa Cabalistico : João Carlos
Martins
Vamos dar inicio a uma análise completa de um mapa astrológico cabalístico. A ideia agora é
passar por todas as etapas para a construção do mapa cabalístico, analisar e retirar todas as
informações úteis no sentido de deixar a vida mais rica, atuar na execução do Tikun, conhecer
os Anjos que dão a proteção para áreas difíceis e os Anjos que nos acompanham desde o
nascimento. O objetivo é utilizar esse conhecimento para tornar a vida mais leve, utilizar
potenciais adormecidos, amenizar sofrimentos e trazer a LUZ DIVINA conscientemente para a
vida do dia a dia.
TABELA I
Esta tabela mostra as posições de todos os planetas, o Tikun (ou como conhecido, Nódulo
Lunar Norte), Kiron, A posição das casas astrológicas iremos utilizar para complementar alguns
pontos do mapa cabalístico. A partir de agora, vamos nos referir ao Mapa Cabalístico com as
iniciais MC e o mapa astrológico tradicional como MT. A leitura do posicionamento do planeta
nesta tabela é pelo ângulo e signo em que está posicionado:
Sol : 3Can 52'10'' - Isso significa, que no momento do nascimento de João Carlos Martins
(JCM), o astro SOL estava a 3 graus, 52 minutos e 10 segundos, na constelação de Câncer.
Cada uma das doze constelações por onde o caminhar do Sol é visto da Terra. A posição do
Sol no instante do nascimento é que determina o signo da pessoa. As doze foram divididas
exatamente em 30 graus, totalizando os 360 graus e dividido em três decanatos. O primeiro
decanato de 0 a 9 graus, o segundo decanato de 10 a 19 graus e o terceiro decanato de 20 a
29 graus. O trigêsimo grau é o grau zero da constelação seguinte. As 12 constelações
representam os doze signos astrológicos.
TABELA II
Com as posições dos astros em mãos, basta consultar a tabela ao lado. Os doze signos
representados por seus símbolos (abaixo uma tabela com os signos e seus símbolos. Os doze
signos são classificados e três categorias: CADENTE, FIXO e MUTÁVEL. Essa é a grande
diferença entre a astrologia convencional e a astrologia cabalística. Enquanto na convencional,
o circulo do zodíaco mostra uma ilustração do céu no momento do nascimento, a cabalísta
classifica os planetas em grupos para posicionar cada planeta nas Sefirot. As Sefirot
CHOCHMÁ, BINÁ e CHESSED recebem os planetas dos signos Cardinais num intervalo de
angulo definido. NETSACH , TIFERET e GUEVURÁ de signos Fixos, HOD, IETSIRÁ e
MALCHUT de signos Mutáveis. As classificações e ângulos utilizados, faz com que cada
planeta dentro do grupo represente um elemento natural: fogo, terra, ar e água. Esse formato
de apresentação faz com que o mapa astral seja uma representação da personalidade
humana, em vez de representar facetas da vida de alguém.
Com a tabela das posições dos planetas em mão, vamos transferir os planetas do MT para o
MC. Basta percorrer a lista dos planetas na TABELA I, verificar o signo e o angulo e procurar
na tabela II , na coluna vertical o signo e na linha horizontal o ângulo. Por exemplo, a LUA, na
TABELA I, mostra que está a 10Pei 35'37''. Procurando na TABELA II, o signo de peixes é o
último da coluna vertical, o ângulo 10 graus 35' e 37'' é encontrado na segunda coluna,
indicando 20 graus. Assim, a LUA será posicionada na Sefirá de Iessod. As colunas
representam os intervalos dos decanatos. A primeira coluna, o primeiro decanato, de 0 a 9
graus, o segundo decanato, de 10 a 19 graus e a terceira coluna o terceiro decanato, de 20 a
29 graus. Dessa forma, transferimos todos os astros do MT para o MC, os 10 planetas, o Tikun
(Nódulo Lunar) e Kiron.
Cada Signo tem seu planeta regente. O signo de Gêmeos tem Mercúrio como planeta regente.
Os planetas regentes também estão representados na TABALA II, bem como os elementos
(fogo, terra, ar e água) de cada signo.
No próximo post iremos mostrar a transferência de todos os astros do mapa convencional para
o mapa cabalístico.
Para a interpretação do mapa precisaremos ter os planetas posicionados nas Sefirót, saber em
que signo estavam esses planetas e em que elemento o planeta pertencia. Essas informações
estão todas na TABELA II.
Três princípios importantes na psicanálise, e que lhe dão fundamentos, são os princípios da
Estabilidade, da Inércia e da Integração do ego. Este tema está sendo escrito antes da análise
do mapa cabalista de João Carlos Martins, para dar uma fundamentação mais rica nessa
análise.
O princípio da Estabilidade
O princípio da Inercia
Assim, existe uma luta contínua entre a tendência do organismo de conservar os velhos
padrões, dentro do princípio da inércia, e do desafio do crescimento e das novas circunstância,
para que novos padrões sejam adotados. A capacidade integradora do ego é que determina o
quanto a psique desenvolve uma consciência saudável da realidade.
Áries, Câncer, Libra e Capricórnio têm características em comum. São signos que dão um
caráter para a personalidade de busca pelo novo. Pessoas com planetas com ênfase em
signos cardinais manifestam a necessidade de movimento, atividades intensas e constantes,
além de liderança, vontade e iniciativa. Esse impulso pela atividade intensa pode provocar um
pouco de imprudência, sem uma correta avaliação de seus limites. Precisam fazer revoluções
importantes na vida para não sentirem-se estagnados e insatisfeitos. Cada signo cardinal vai
ter uma reação diferente a esses impulsos. Os elementos, fogo, terra, ar e água, vão dar a
forma como isso se dá.
Esse fluxo de energia entre as Sefirót assemelha-se bastante com o modo de funcionar da
psique, como vimos nos princípios da psicanálise. Não podia ser diferente, pois em ambos
estamos falando da alma humana. O importante aqui é entender esse mecanismo. A
semelhança do princípio da estabilidade com o ritmo Cardinal, o princípio da inércia com o
ritmo Fixo (que Freud até denominou de fixação), e o princípio da integração com o ritmo
Mutável.
Uma coisa que devemos ter em mente, para a análise de um mapa astral cabalístico, é que
não estamos tratando de facetas da vida externa. Não é analisado a forma de ganhar dinheiro,
a maneira como nos comunicamos, o ambiente familiar da infância...,etc, mas sim, as
características de nossa alma e a iluminação Divina que recebemos. Na primeira Sefirá,
sabemos como é nossa relação com D´us e como sua Luz chega até nós. Na segunda, Biná, a
nossa energia para entender as coisas externas, as intuições que nos vêm e como coordenar
tudo isso para um entendimento sadio. A terceira, Héssed, como lidamos com o sentimento de
doação, a misericórdia. A doação é referente a tudo em nossos aspectos mental e emocional.
Como podemos ver é um mapa para encontramos nossas potencialidades, capacidades e
defeitos que precisam ser corrigidos. A Árvore da Vida é um roteiro para a nossa integridade, a
interação das nossas ações para as coisas que precisamos e como alcança-las. Uma maneira
de ver os princípios da psicanálise é, e não poderia ser diferente, em colo equilibrar nossas
forças e energias para ter uma vida, tanto do dia-a-dia como espiritual, equilibradas, sem
excessos, sem desperdícios, sem fantasias fúteis, mas com a consciência na realidade plena,
uma realidade que vai nos levar para um crescimento interno.
TEMA 19 C - A Montagem do mapa cabalístico de João Carlos Martins
Primeiro vamos exemplificar de forma objetiva como montar o mapa cabalístico. Tendo em
mãos o mapa convencional, basta transpor as informações para o outro mapa. Duas tabelas
são suficientes (acesse o TEMA 19A para mais detalhes).
Vamos começar a transferir os planetas para a Etz Chaim: 1) para as Sefirót, 2) para as linhas
horizontais dos elementos (fogo, terra, ar e água), 3) para os demais caminhos que ligam as
Sefirót, que representam os signos.
Na análise vamos verificar as partes da Etz carregadas (com mais de três planetas), as colunas
verticais: a esquerda (severidade), a direita (compaixão), a coluna central (o equilíbrio,
unidade), os mundos com maior número de planetas (Beryá, Ietsirá, Malchut), a configuração
de cada Sefirá, com os planetas contidos, as relações com as outras Sefirót, e a divisão de
cada Sefirá nos elementos água, terra, ar e água.
Por enquanto, vamos nos preocupar em montar o mapa cabalístico, depois analisá-lo.
TABELA II
Construindo a Etz Chaim
Na Tabela I temos as posições dos planetas no mapa de JCM. As últimas linhas mostram as
posições do ascendente e das casas. Essas últimas informações não são utilizadas, pois são
calculadas pelo movimento do Sol. No mapa cabalista o que conta é o movimento da Lua.
Seguindo a ordem dos astros que aparecem na lista e procurando na Tabela II a posição
correspondente na Sefirá:
Na Tabela II, procuramos o signo de Câncer. É o segundo signo da tabela. O signo é do ritmo
Cardinal e é do elemento fogo. O SOL está a 3 graus e 52 minutos e 10 segundos no signo.
Procurando na coluna corresponde vemos o intervalo de 0 graus a 9 graus, o astro SOL deve
ser colocado na Sefirá de Chochmá.
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento água. Vênus está a 5
graus, 51 minutos e 27 segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 0 a 9 graus,
encontramos a Sefirá de Chochmá.
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento água. Marte está a
25 graus, 1 minutos e 25 segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus,
encontramos a Sefirá de Chochmá.
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Júpiter está a 8 graus,
24' minutos e 58'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus,
encontramos a Sefirá de Guevurá.
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Saturno está a 11
graus, 35' minutos e 3'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 10 a 19 graus,
encontramos a Sefirá de Tiféret.
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Urano está a 24 graus,
22' minutos e 56'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus,
encontramos a Sefirá de Nétsach.
Décimo da Tabela, o signo de Virgem é do ritmo Mutável e do elemento terra. Urano está a 22
graus, 51' minutos e 29'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus,
encontramos a Sefirá de Malchut.
Sexta da Tabela, o signo de Leão é do ritmo Fixo e do elemento fogo. Plutão está a 1 graus,
39' minutos e 40'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 0 a 9 graus,
encontramos a Sefirá de Guevurá.
Terceiro da Tabela, o signo de Libra é do ritmo Cardinal e do elemento Ar. Tikun está a 16
graus, 32' minutos e 40'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 10 a 19 graus,
encontramos a Sefirá de Biná.
12. Kiron 20Can 24'0'' - Sefirá de Chochmá
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento Àgua. Kiron está a
20 graus, 24' minutos e 0'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29
graus, encontramos a Sefirá de Chochmá.
Nos próximos temas vamos analisar o mapa cabalístico de João Carlos Martins, detalhando o
significado de cada Sefirá, o significado dos planetas contidos nelas e aspectos da formação da
Etz Chaim.
No TEMA anterior, vimos como montar o mapa cabalístico à partir de um mapa astrológico
tradicional. Vimos que sua estrutura muda radicalmente. Isso pode ser explicado. Há dois mil
anos atrás, quem financiava os estudos da astrologias eram os reis. Queriam saber sobre o
seu reinado, a riqueza, o povo. Interessava os acontecimentos externos. Não era preocupação
saber sobre si mesmo. Todo o conhecimento astrológico caminhou para aqueles objetivos. Não
é de se admirar que o mapa que reflete os acontecimentos externos não tenha nada a ver com
o mapa que reflete as raízes do mais profundo de nossa alma.
Um roteiro para a análise de um mapa cabalístico precisa começar pelas análises mais amplas
e abrangentes e aos poucos refinando a pesquisa para os aspectos mais particulares. A
distribuição dos planetas entre as três colunas na Etz Chaim vai diferenciar a tendencia com
relação ao dar e receber, um tema importante na Cabalá. Defini-se as coluna predominante
pelo número de planetas em cada coluna. A Coluna da direita, a coluna de Hessed, vai mostrar
uma tendencia em ser mais expansivo, doador e compartilhador, enquanto a coluna da
esquerda, a coluna de Din, representa o lado que recebe, que foca, que decide, mas restringe.
A linha do meio, a coluna de Rachamim, representa o nosso lado físico, aquilo que pode ser
observado, e equilibra as nossas necessidades correspondentes às colunas da direita e
esquerda. É a colula que liga Keter a Malchut, unindo todos os quatro mundos. Os efeitos são
distinguidos no mundo físico, porém a fonte da alimentação de energias são o intelecto, os
sentimentos e as emoções.
I. A distribuição dos planetas pelas colunas da Etz Chaim de João Carlos Martins:
A coluna que recebe o maior número de planetas é a coluna da direita, Héssed. Isso mostra
que a personalidade, e mais do que isso, a propensão interna é de doação, da iniciativa, do
empreendedor. É o lado sentimental, das possibilidades infinitas e expansivas. É a coluna onde
encontramos as respostas, de onde os recursos próprios são extraídos. Essa coluna mostra
que na vida interior não é predominante o tempo e o espaço. Sempre é possível realizar. Não
há impedimentos, os obstáculos são minimizados. Entre as características que dão as forças
para os planetas que a ocupam não estão as limitações. Tudo sempre é visto como uma
realização possível, inundado de otimismo e força para realização. Não há limites ou fronteiras
aonde que chegar. A coluna da direita está relacionada com o futuro e o elemento água,
elemento predominante em seu mapa.
A coluna central do mapa tem menos planetas, porém pelos planetas que a ocupam, acaba
sendo uma coluna importante que espelha as necessidade internas. Nessa cluna está a Sefira
de Tiferet, é a Sefirá que integra todas as demais e como veremos mais tarde, o significado do
planeta Saturno nessa Sefirá é uma grande força integradora do ego, que vai interagir com
todas as forças das demais Sefirót.
A coluna da esquerda tem planetas suficientes para que não a torne uma faceta da
personalidade com alguma fragilidade. Em particular, nessa coluna de Din, na Sefirá de Biná,
estão os dois pontos que mostram a missão na vida atual. O Tikun e Kiron. Estão numa mesma
Sefirá e num mesmo elemento. Isso mostra a grande importância da coluna de Din na
configuração do mapa.
Comparando ao mapa astrológico convencional o mapa cabalístico vemos que é bem diferente.
Os planetas estão mais espalhados, não tem áreas vazias, as colunas estão com potenciais
importantes, os elementos predominantes são água e terra. Os ritmos preenchidos com
planetas, cardinal, fixo e mutável por toda a extensão do mapa.
Esses elementos podem fluir muito bem juntos e se completam. Os planetas que
posicionam-se nos elementos terra são complementares aos que caem no elemento água. O
aspecto prático do elemento terra dá sustentação aos planetas em água que se ligam ao
sentimento e emoção. Essa associação de água e terra confere amabilidade, doçura e
generosidade, ao mesmo tempo que atribui forças de realização e produção. Esse tipo de
predominância nos elementos é típico de pessoas bem ajustadas, integradas, mas que pode
ter dificuldades para lidar com inovações e mudanças muito significativas. Lidam extremamente
bem com o mundo que estão acostumadas, mas não realizam grandes vôos de mudança no
estado de vida que criaram.
No post seguinte vamos analisar cada uma da Sefirot da Etz Chaim. Veremos o significado dos
posicionamentos dos planetas de João Carlos Martins e uma comparação entre a estrutura da
Árvore da Vida com a hipótese estrutural da psicanalise.
TEMA 21 - Identificando a estrutura psíquica na Etz Chaim da Cabalá e
analisando com profundidade o mapa cabalístico de João Carlos Martins
Nesse tema nós estaremos publicando o conteúdo a cada parte desenvolvida, pois será um
tema longo, integrando todos os assuntos vistos até aqui. Montamos o mapa astrológico
cabalista de João Carlos Martins. Fizemos algumas análises globais do mapa. Ninguém melhor
para ser analisado para entender as forças que nos animam. Onde está a força que temos para
suportar e superar os obstáculos que a vida nos coloca. Não foi por acaso que escolhemos o
Maestro para identificar o potencial de realização que está armazenado em nossa alma.
PARTE I
Com essa postagem queremos estudar os aspectos das Forças Divinas que emanam de Or Ein
Sof (Luz do Sem Fim), de acordo com a Cabalá, e em paralelo o que podemos utilizar da
Teoria Psicanalista, para formar um raciocínio que nos leve a entender os processos que
articulam-se em nossas mentes e na alma.
Usaremos algumas definições básicas da Psicanálise (não somos conhecedores do assunto),
colhidas de livros introdutórios sobre o assunto para fazer esse paralelismo. A intenção é ter
duas vertentes discutindo sobre o mesmo assunto, reconhecendo os pontos em comum e os
pontos divergentes. O objetivo é entender de onde podemos tirar o entendimento sobre a
capacidade de nossa mente para mudar o que queremos, apesar de todo esforço psíquico que
nosso inconsciente utiliza para dificultar essa busca. O assunto que iremos utilizar da
Psicanálise é a hipótese estrutural do aparelho psiquico, o id, ego e superego, as funções de
defesa do ego, e aplicar esse conhecimento na estrutura da Árvore da Vida. Os dois processos
de pesquisa da alma nos darão algumas conclusões muito interessantes. Para podermos
entender as ferramentas que vamos utilizar, será feita uma introdução sobre as teorias
mencionadas, como identificar esse processo na dinâmica da Árvore da Vida e qual a razão de
podemos utilizar esse paralelismo.
Lembrando um pouco o que foi dito no último tema, descrevemos o formato da Etz Chaim,
mencionando sobre as três colunas que a compõem, o significado de cada coluna e como isso
explica algumas características internas e gerais de João Carlos Martins.
Apenas um parêntesis, ao terminarmos a análise do mapa, com a discussão psicanalista e a
análise cabalística, o material será entregue ao Maestro para que tenhamos um
posicionamento pessoal sobre tudo o que estamos discutindo. Seu texto será colocado no blog.
Será um encontro com o Maestro.
Mapa Cabalístico de
João Carlos Martins
Esse é o mapa de JCM montado no formato da Etz Chaim. Na Sefira de Keter não é colocado
nenhum planeta natal de JCM, porém seu regente é Netuno. Na Sefirá de Chochmá não se
encontram planetas ou astros, porém Kiron e o Tikun localizam-se nessa Sefirá. Preenchemos
apenas as 10 Sefirót com os planetas na data de nascimento para tornar mais clara a
visualização. Outras informações serão mencionadas no momento adequado. Também não
utilizamos as divisões dos elementos nas Sefirót (fogo, terra, ar e água), para facilitar a análise.
Vamos repetir sintética- mente o que foi analisado no última tema (Tema 20), para termos
todas as informações nessa mesma postagem.
PARTE II
Na postagem anterior, TEMA 20, vimos o significado das três colunas na Etz Chaim. Esse ´s
um conceito muito interessante, que vai dar sustentação para a identificação das instâncias do
aparelho psíquico nas Sefirót da Árvore da Vida.
No mapa de JCM a coluna que recebe o maior número de planetas é a coluna da direita,
Héssed. Isso mostra que a personalidade é voltada para o exterior, e mais do que isso, a
propensão interna é de doação, da iniciativa, do empreendedor. É o lado sentimental, das
possibilidades infinitas e expansivas. É a coluna onde encontramos as respostas, de onde os
recursos próprios são extraídos. Essa coluna mostra que na vida interior não é predominante o
tempo e o espaço. Sempre é possível realizar. Não há impedimentos, os obstáculos são
minimizados. Entre as características que dão as forças para os planetas que a ocupam não
estão as limitações. Tudo sempre é visto como uma realização possível, inundado de otimismo
e força para realização. Não há limites ou fronteiras aonde que chegar. A coluna da direita está
relacionada com o futuro e o elemento água, elemento predominante em seu mapa.
A coluna central do mapa tem menos planetas, porém pelos planetas que a ocupam, acaba
sendo uma coluna importante que espelha as necessidade internas. Nessa coluna está a Sefirá
de Tiferet, é a Sefirá que integra todas as demais e como veremos mais tarde, o significado do
planeta Saturno nessa Sefirá é uma grande força integradora do ego, que vai interagir com
todas as forças das demais Sefirót.
A coluna da esquerda tem planetas suficientes para que não configure uma personalidade com
fragilidades. Em particular, nessa coluna de Din, na Sefirá de Biná, estão os dois pontos que
mostram a missão na vida atual. O Tikun e Kiron. Estão numa mesma Sefirá e num mesmo
elemento. Isso mostra a grande importância da coluna de Din na configuração do mapa.
Mercúrio e Saturno são cruciais no mapa cabalístico de Einstein em Chochmá, unidos para equilibrar suas qualidades. Mercúrio, associado à comunicação e liberdade de ideias, contrabalança os desafios impostos por Saturno, que em Biná estrutura e concretiza as ideias intuitivas. Esses planetas proporcionam a habilidade de Einstein em desafiar normas com pensamento inovador e estruturado, refletindo tanto em sua genialidade quanto em dificuldades iniciais de aprendizagem .
Na astrologia cabalística, cada um dos 72 nomes de D´us, retirados de combinações específicas de letras de versículos da Torá, está associado a um anjo que atua como emissário divino. Cada anjo rege um intervalo específico de graus em signos do zodíaco, estabelecendo uma ligação entre forças espirituais e aspectos materiais no mundo. Esses 72 anjos e seus mantras derivam de Salmos, destacando-se, por exemplo, que cada anjo está relacionado a níveis distintos do círculo zodiacal, que simbolizam aspectos da existência humana e espiritual .
Os 72 anjos são representantes das forças divinas que mediam entre D´us e o mundo físico, cada um associando-se a um dos 72 nomes de D´us. Esse simbolismo aponta para a presença de forças espirituais guiadoras e protetoras que oferecem assistência em momentos de necessidade, além de alinhar o praticante com a vontade divina. Na prática mística da Cabalá, a meditação sobre esses anjos e seus nomes fortalece a ligação com o divino e promove a evolução espiritual e pessoal .
A Etz Chaim, ou Árvore da Vida, cartografa a relação entre o mundo material e entidades espirituais através de Sefirót e caminhos que conectam planos distintos de emanação, criação, formação e ação. Anjos atuam como intermediários, transportando a Luz de Ên Sof para o mundo material. Neste sistema, cada elemento físico e espiritual é conectado, expressando a interação contínua e dinâmica entre as esferas, conduzindo ao autoconhecimento e crescimento espiritual do praticante .
Um mapa astrológico cabalístico difere de um convencional pela integração das Sefirót, planetas e caminhos espirituais, que revelam uma dimensão espiritual da personalidade além dos aspectos físicos. Enquanto o mapa convencional foca em aspectos zodiacais e posicionamento planetário, o cabalístico incorpora as influências das esferas espirituais e seus propósitos mais profundos. Isso implica que a interpretação da personalidade transcende a materialidade, fornecendo insights sobre forças espirituais que moldam o destino individual e os desafios de vida .
A Sefirá de Tiferet, estando no centro do mapa astrológico, atua como um ponto de integração entre as outras Sefirót, distribuindo influências harmonizadoras. Planetas nesta coluna facilitam a integração de várias dimensões da personalidade, fortalecendo a identidade e o ego. Por exemplo, a presença de Saturno em Tiferet demonstra uma força de vontade e disciplina integradora, ajudando a equilibrar desejos emocionais e aspirações práticas de acordo com a harmonia cósmica .
A coluna de Din, também conhecida como a coluna da severidade, desempenha um papel importante na definição da missão de vida ao fornecer a resistência e a concentração necessárias para enfrentar desafios. Em particular, na Sefirá de Biná, os aspectos Tikun e Kiron sugerem pontos de aprendizado e transformação essenciais para o desenvolvimento pessoal. Essa coluna demanda um reflexo interior profundo e um entendimento das lições de vida, ajudando a estruturar o crescimento através da superação de falhas .
A predominância dos elementos água e terra em um mapa cabalístico indica uma personalidade amável, generosa e prática. Esses elementos em combinação oferecem apoio mútuo: a água fornece empatia e conexão emocional, enquanto a terra oferece estabilidade e sustentação prática. Esse tipo de configuração sugere uma capacidade de lidar bem com os aspectos conhecidos da vida, mas uma dificuldade potencial em enfrentar grandes mudanças e inovações. Os indivíduos com essa predominância tendem a buscar ambientes confortáveis e evitar saídas drásticas de sua zona de conforto .
Mercúrio e Saturno na Sefirá de Chochmá indicam um equilíbrio entre desafios e originalidade na comunicação. Enquanto Saturno pode sugerir dificuldades linguísticas devido à sua natureza restritiva, Mercúrio compensatório facilita a expressão de ideias complexas de maneira original e livre. Na personalidade de Albert Einstein, por exemplo, esse posicionamento refletiu-se na sua dificuldade inicial com a linguagem, que posteriormente evoluiu para comunicação inovadora e um pensamento abstrato avançado .
Chochmá representa o fluxo livre e intuitivo dos pensamentos, encapsulando ideias abstratas e criativas que existem sem forma definida. Biná, por outro lado, absorve essa centelha intuitiva e reestrutura essas ideias de maneira racional e lógica. Juntas, elas formam um sistema de pensamento onde Chochmá gera impulsos criativos e Biná os organiza para criar um conhecimento coerente e operacional. Esse processo proporciona mudança e evolução intelectual, pois transforma pensamentos repetitivos em insights valiosos .