Você está na página 1de 9

Aula 7 - GLOBALIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO

“As velhas indústrias nacionais foram destruídas e continuam sendo destruídas diariamente. São
suplantadas por novas indústrias, cuja introdução se torna uma questão vital para todas as nações
civilizadas - indústrias que já não empregam matérias-primas nacionais, mas sim matérias-primas vindas
das regiões mais distantes, e cujos produtos se consomem não somente no próprio país mas em todas
as partes do mundo.
Ao invés das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, surgem novas demandas, que
reclamam para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e de climas os mais diversos. No
lugar do antigo isolamento de regiões e nações auto-suficientes, desenvolvem-se um intercâmbio
nacional e uma universal interdependência das nações.
E isto se refere tanto à produção material como à produção intelectual. As criações intelectuais de uma
nação tornam-se patrimônio comum. A estreiteza e a unilateralidade nacionais tornam se cada vez mais
impossíveis; das numerosas literaturas nacionais e locais nasce uma literatura universal”.
(Marx, Karl e Engels, Friedrich. Manifesto Comunista – 1848).

“Se ao aterrisar em Trude eu não tivesse lido o nome da cidade escrito num grande letreiro, pensaria ter chegado
ao mesmo aeroporto de onde havia partido.

Os subúrbios que me fizeram atravessar não eram diferentes dos da cidade anterior, com as mesmas casas
amarelinhas e verdinhas. Seguindo as mesmas flechas, andava-se em volta dos mesmos canteiros, das mesmas
praças.

As ruas do centro exibiam mercadorias embalagens rótulos que não variavam em nada. Era a primeira vez que
eu vinha a Trude, mas já conhecia o hotel em que por acaso me hospedei; já tinha ouvido e dito os meus diálogos
com os compradores e vendedores de sucata; terminara outros dias iguais àquele olhando através dos mesmos
copos os mesmos umbigos ondulantes.

Por que vir a Trude, perguntava-me. E sentia vontade de partir.

Pode partir quando quiser - disseram-me-, mas você chegará a uma outra Trude, igual ponto por ponto; o mundo
é recoberto por uma única Trude que não tem começo nem fim, só muda o nome do aeroporto.”

Transcrito de: Ítalo Calvino. As cidades invisíveis. São Paulo: Cia. das Letras, 1990

1- A GLOBALIZAÇÃO OU MUNDIALIZAÇÃO
- A integração da economia mundial

- A ação das multinacionais

- A economia de redes

- A transnacionalização do capital

- A globalização financeira

- A importância cultural

- A Revolução Técnico-Informacional

- A exclusão social

- Os blocos econômicos

2- MILTON SANTOS E A GLOBALIZAÇÃO

 A Globalização como fábula: O mundo tal como nos fazem crer.

- Aldeia global

- Encurtamento das distâncias para poucos

- A “morte” do Estado

- O global e o local

 A Globalização como perversidade: O mundo tal como ele é.

- A contração do espaço e do tempo

- A questão das fronteiras / desterritorialização e cidadania universal

- Globalitarismo e a violência

- A pobreza incluída, a marginalidade e a pobreza estrutural globalizada

 A Globalização como possibilidade: O mundo como ele pode ser.


- O uso das mesmas técnicas

- A resistência nos lugares

EXERCÍCIOS DAS AULAS 6 E 7

1- Sobre o modelo de industrialização implementado em países do Sudeste Asiático, como Coréia do Sul
e Taiwan, e o adotado em países da América Latina, como a Argentina, o Brasil e o México, julgue os itens
que se seguem,
( ) nos países do Sudeste Asiático, a participação de capital estrangeiro impediu o desenvolvimento de
tecnologia local, ao passo que, nos países latino-americanos, ela promoveu esse desenvolvimento.
( ) nos dois casos, não houve participação do Estado na criação de infra-estrutura necessária à
industrialização.
( ) nos países do Sudeste Asiático, a organização dos trabalhadores, em sindicatos livres, encareceu o
produto final, ao passo que, nos países latino-americanos, a ausência dessa organização tornou os
produtos mais competitivos.
( )nos países do Sudeste Asiático, a produção industrial visou à exportação, ao passo que, nos países
latino-americanos, a produção objetivou o mercado interno.

2- Há um consenso generalizado sobre a rapidez das transformações no mundo, fruto da crescente


velocidade das comunicações, da interpenetração da cultura e da economia, do reconhecimento da
dimensão dos problemas ambientais, do crescimento das migrações internacionais, do poder dos
mercados financeiros globais etc. Esse emaranhado complexo de mudanças é o que chamamos
habitualmente de globalização.
Dificilmente poderemos alcançar algum entendimento dela sem levar em consideração o espaço e a forma
com que o capitalismo altera suas propriedades. O espaço é um componente essencial para explicar as
transformações mencionadas. Essa leitura conduz ao reconhecimento de que as reestruturações
geográficas e as estratégias espaciais são elementos vitais da acumulação capitalista.
Núria Rovira. In: GEOUS P, n. 12, 2002 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, a respeito das idéias do texto acima e os aspectos históricos e geográficos que
envolvem o processo da globalização.
( ) A configuração de blocos econômicos supranacionais regionalizados, como a união econômica e
monetária européia, é exemplo das transformações econômicas internacionais a que se refere o texto.
( ) As novas formas globalizadas de produção diminuíram as possibilidades de ampliação da localização
industrial no espaço geográfico mundial.
( ) O fato de os países estarem conectados pela rede mundial de computadores contribui para que as
crises financeiras tenham a possibilidade de se propagar rapidamente, apesar das diferentes localizações
geográficas desses países.
( ) O atual estágio da economia mundial, genericamente conhecido como globalização, apóia-se
vigorosamente nas incessantes inovações tecnológicas, intimamente ligadas ao avanço do conhecimento
científico. Processo semelhante foi experimentado pelo nascente capitalismo, no início da Idade Moderna,
quando invenções técnicas - como a bússola e o astrolábio, entre outras - em muito contribuíram para
viabilizar as grandes navegações.

3- No mundo contemporâneo, marcado pela globalização, a expressão "Fábrica Global" busca sintetizar
os novos processos de ordenamento do território fabril, cuja característica principal é:
a) a concentração da produção de bens em grandes unidades fabris para administrar melhor as relações
de trabalho e integrar todas as tarefas técnico-produtivas;
b) a segmentação do processo produtivo de bens em diferentes lugares, tendo como suporte de realização
as redes técnicas de informação, financiamento e comercialização;
c) a centralização do processo produtivo em um único ponto do território, para evitar a divisão técnica do
trabalho e impedir o desperdício de energia;
d) a integração estratégica de vários ramos e setores em uma única região, com o objetivo de monopolizar
os mercados mundiais de consumo;
e) a produção especializada de bens e serviços em megaempresas, com o objetivo de fortalecer o domínio
do mercado interno e a competitividade em seus países de origem.

4-( TPS 2005) A localidade opõe-se à globalidade, mas também se confunde com ela. O mundo, todavia,
é nosso estranho. Pela sua essência, ele pode esconder-se; não pode, entretanto, fazê-lo pela sua
existência, que se dá nos lugares. No lugar, nosso Próximo, superpõem-se, dialeticamente, o eixo das
sucessões, que transmite os tempos externos das escalas superiores, e o eixo dos tempos internos, que
é o eixo das coexistências, onde tudo se funde, enlaçando, definitivamente, as noções e as realidades
de espaço e de tempo.
No lugar - um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições -,
cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida
social individualiza-se; e, porque a contigüidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o
confronto entre organização e espontaneidade. O lugar é o quadro de uma referência pragmática ao
mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro
insubstituível das paixões humanas, responsáveis, por meio da ação comunicativa, pelas mais diversas
manifestações da espontaneidade e da criatividade.
Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2.ª ed. São Paulo: Hucitec, p.
258 (com adaptações).
Tendo o texto como referência inicial, assinale a opção incorreta.
(A) O entendimento do conteúdo geográfico permite perceber a relação entre o espaço e os movimentos
sociais, construídos a partir dos objetos que nos cercam.
(B) Na atualidade, vive-se a mobilidade dos homens, que mudam de lugar, assim como de produtos,
mercadorias, imagens e idéias, o que evidencia transformações na relação espaço-tempo.
(C) O entendimento de lugar como eixo de sucessões, eixo de tempos internos, de coexistências de
tempo e espaço conduz às idéias de desterritorialização ou de desculturalização.
(D) O texto refere-se ao espaço cotidiano como marca identitária entre pessoas. Nesse sentido, o lugar,
por se opor à globalidade, mantém a integridade, o que permite que sejam compostos espaços
geográficos singulares.
(E) Enquanto a globalidade se identifica nos processos coletivos que se distribuem em diferentes
espaços, o mundo é composto pela singularidade de cada local.

5-(TPS 2005) Segundo Bertha Becker, “o rompimento da divisão do espaço e do poder mundiais em dois
blocos e a distensão daí decorrente trouxeram à luz as diferenciações espaciais, significando a
recuperação do político e da cultura expressos em conflitos pela
definição de territórios”. Considerando essa análise e demais aspectos significativos do atual processo de
globalização, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
( ) A globalização econômica ajuda a manter a unidade dos territórios nacionais rompida durante a
Guerra Fria e marcada pelo esgotamento do padrão de acumulação e
de relações de poder calcado tanto na centralização quanto na produção em larga escala.
( ) Entre as causas de instabilidades no mundo atual, estão a revolução científico-tecnológica e a crise
ambiental.
( ) O Estado deixou de ser a principal representação política, e o território nacional tampouco é a única
escala de referência de poder, lacunas que foram preenchidas pelo poder técnico-econômico.
( ) Nas novas relações geopolíticas entre Estado, território e movimentos sociais, estes, cujo expoente é
o movimento ambientalista, apresentam-se como perenes.

6-"Sejamos mais claros: os instrumentos atuais da universalização, dos quais costumamos dizer que
eliminam o tempo e reduzem o espaço, só realizam esse milagre para alguns! Quantos, na realidade,
podem beneficiar-se das facilidades de contato criadas à escala mundial pelo avião ou pelo telefone?
Quantos, igualmente, podem ter acesso à difusão de um saber multiplicado e universalizado? As próprias
estradas de rodagem, que se expandem dentro de cada país e as próprias ruas dentro de cada cidade,
somente são utilizadas por alguns."
(SANTOS, M. "Por uma Geografia nova: da crítica da Geografia a uma Geografia crítica". São
Paulo: Hucitec, 1986. p.170.)
Sobre a universalização ou globalização discutida pelo geógrafo Milton Santos, é correto afirmar:
a) Com a universalização, não muda a organização do espaço.
b) Com a universalização, a discriminação entre os indivíduos está desaparecendo, juntamente com as
distinções de classe social.
c) Como as pessoas de menor poder aquisitivo têm hábitos de vida mais simples, não há razão para que
elas participem dos benefícios trazidos pelas inovações tecnológicas.
d) A utilização dos meios universais de comunicação relaciona-se diretamente com a soma de poder que
cabe a cada indivíduo.
e) A modificação do espaço geográfico, tendo como uma das causas a universalização, é sempre
maléfica.

7- "Se os capitalistas se tornam mais sensíveis às qualidades espacialmente diferenciadas de que se


compõe a geografia do mundo, é possível que as pessoas e forças que dominam esses espaços os
alterem de um modo que os torne mais atraentes para o capital altamente móvel. As elites dirigentes
locais podem, por exemplo, implementar estratégias de controle da mão-de-obra local, de melhoria de
habilidades, de fornecimento de infra-estrutura, de política fiscal, de regulamentação estatal etc, afim de
atrair o desenvolvimento para seu espaço particular (...). A produção ativa de lugares dotados de
qualidades especiais se torna um importante trunfo na competição espacial entre lugares, cidades,
regiões e nações. "
(David Harvey, A CONDIÇÃO PÓS-MODERNA, Ed. Loyola, São Paulo, 1992)
Julgue os itens que se referem à lógica sobre a competição espacial entre os lugares, presente no texto.
( ) Os locais especialmente preparados para atrair investimentos articulam-se aos interesses das
empresas transnacionais, cuja ação geográfica tem alcance mundial.
( ) Os conglomerados transnacionais, ao aproveitarem a geografia do mundo para sua localização, criam
uma estrutura espacial com pontos articulados entre si, a qual pode ser chamada de rede espacial.
( )Os países querem receber novos investimentos mundiais, mas, para isso, é preciso que as
transnacionais submetam-se às condições técnicas, à ordem jurídica e aos traços culturais locais.
( ) O enxugamento dos Estados, a redução das leis trabalhistas e a remoção de normas e obstáculos de
parcelas dos territórios estão dentro da lógica descrita no texto.

8- Hoje vivemos um mundo da rapidez e da fluidez. Trata-se de uma fluidez virtual, possível pela
presença dos novos sistemas técnicos, sobretudo os sistemas da informação, e de uma fluidez efetiva,
realizada quando essa fluidez potencial é utilizada no exercício da ação, pelas empresas e instituições
hegemônicas. A fluidez potencial aparece no imaginário e na ideologia como se fosse um bem comum,
uma fluidez para todos, quando, na verdade, apenas alguns agentes têm a possibilidade de utilizá-la,
tornando-se, desse modo, os detentores efetivos da velocidade. O exercício desta é, pois, o resultado
das disponibilidades materiais e técnicas existentes e das possibilidades de ação. Assim, o mundo da
rapidez e da fluidez somente se entende a partir de um processo conjunto no qual participam de um lado
as técnicas atuais e, de outro, a política atual, sendo que esta é empreendida tanto elas instituições
públicas, nacionais, intra-nacionais e internacionais, como pelas empresas privadas.
As atuais compartimentações dos territórios ganham esse novo ingrediente. Criam-se, paralelamente,
incompatibilidades entre velocidades diversas; e os portadores das velocidades extremas buscam induzir
os demais atores a acompanhá-los, procurando disseminar as infra-estruturas necessárias à desejada
fluidez nos lugares que consideram necessários para sua atividade. Há, todavia, sempre, uma
seletividade nessa difusão, separando os espaços da pressa daqueles outros propícios à lentidão,e
dessa forma acrescentando ao processo de compartimentação nexos verticais que se superpõem à
compartimentação horizontal, característica da história humana até data recente. O fenômeno é geral, já
que, conforme vimos antes, tudo hoje está compartimentado; incluindo toda superfície do planeta.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização.Rio de Janeiro. Editora Record. Ano 2000. p.83 e 84.
Tendo o texto como referência inicial assinale a alternativa INCORRETA:
( A ) Como a fluidez potencial ou virtual do território só é transformada em real quando efetivamente
utilizada, deve-se considerar que o alto grau de fluidez existente em um território NÃO significa que toda
a população aí existente possa alcançá-la.
( B ) Os investimentos em rodovias no território brasileiro, principalmente a partir da década de 50
aumentaram o grau de fluidez do território.
( C ) O uso de tecnologia digital unificando as transmissões de voz na década de 70 foi vital para o atual
grau de fluidez do território brasileiro.
( D ) A relativização das distâncias, principalmente a partir da Revolução Técnico-Científico-Informacional
viabilizou uma radical modificação na localização das atividades produtivas, em escala nacional e
internacional.
( E ) A fluidez citada no texto não é homogênea, ocorrendo grande diferenciação entre diversas
localidades.

9- (Concurso de professores Pedro II) O livro O mundo é plano, de Thomas Friedman, centra suas
análises no desenvolvimento do processo de globalização ao longo da história. Defende que o mundo
está cada vez mais plano na medida em que há a “redução das distâncias” em consequência do
desenvolvimento dos meios de comunicação e transportes, associado a uma redução das diferenças e
das distâncias entre os povos. Ele identifica 10 forças responsáveis por tornar o mundo plano, as quais
vão desde a queda do Muro de Berlim, à criação de serviços de busca na internet, às novas tecnologias
wireless e ao Voice Over Internet Protocol (VOIP), que ampliaram enormemente as possibilidades e
facilidades de comunicação. No entanto, as coisas não são tão simples como dá a entender Friedman,
pois muitos são os obstáculos reconhecidos por outros autores que trabalham contra essa planificação do
mundo.
Dentre esses obstáculos, é possível citar:
A) permanência de fronteiras nacionais fortalecidas pela presença de blocos regionais e combate ao
terrorismo.
B) atuação de grupos com pressupostos marxistas associados a Estados Nação e permeabilidade das
fronteiras aos migrantes.
C) barreiras culturais e políticas somadas à existência de parcelas significativas da população mundial
vivendo abaixo da linha de pobreza.
D) entraves para a difusão de informações via internet e baixo nível educacional em regiões do mundo
subdesenvolvido como a China e a Índia.

10- A globalização é um tema tratado pela Geografia e para entendê-lo, no contexto atual, é importante a
leitura do trabalho de alguns cientistas sociais. Desta forma, a obra de Manuel Castells intitulada “A
Sociedade em Redes” (São Paulo: ed. Paz e Terra, 1999) é bastante elucidativa. Nela, o autor examina
os processos de globalização que marginalizam e agora ameaçam tornar insignificantes países e povos
inteiros excluídos das redes de informação.
Sobre este aspecto da globalização, leia as afirmativas:
1- A economia global se caracteriza hoje por fluxos e trocas quase instantâneos de informação, capital e
informação que regulam e condicionam a um só tempo o consumo e a produção.
2- As redes refletem e criam culturas distintas; tanto elas quanto seu tráfego estão, em grande parte, no
interior das regulamentações nacionais.
3- O teor da economia global envolve uma tendência à flexibilização extrema do trabalho e à
individualização da mão-de-obra gerando, como conseqüência, uma estrutura social altamente
segmentada.
Estão corretas as afirmativas:
A) 1 e 2 B) 2 e 3 C) 1 e 3 D) 2 e 1

11- “Tornou-se quase lugar-comum explicar toda a complexidade do mundo contemporâneo pelo binômio
globalização-fragmentação. (...) Assim como a globalização se revela de formas muito diferenciadas, a
fragmentação pode tanto estar intimamente conjugada com a globalização como pode contradizê-la e
mesmo contestá-la.” (Haesbaert, Rogério. Globalização. Globalização e Fragmentação no Mundo
Contemporâneo. Niterói: EdUFF, 1998)
Neste recurso analítico em que aparecem interseções e ambigüidades, o melhor exemplo da situação
retratada está na tendência de:
A) crescimento de movimentos nacionalistas no mundo
B) retração das ações do terrorismo na escala nacional
C) manutenção da força do sindicalismo na escala regional
D) diversificação de métodos de produção das transnacionais

12-(1ª fase de 2016) A mundialização não diz respeito apenas às atividades dos grupos
empresariais e aos fluxos comerciais que elas provocam. Inclui também a globalização
financeira, que não pode ser abstraída da lista das forças às quais deve ser imposta a adaptação
dos mais fracos e desguarnecidos. François Chesnais. A mundialização do capital. São Paulo:
Xamã, 1996 (com adaptações). Tendo como referência inicial o fragmento de texto apresentado,
julgue (C ou E) os itens subsequentes.
1. A agricultura moderna brasileira elabora usos e apropriações da terra com reduzida demanda
de recursos hídricos e maximização da fragmentação do território nacional.
2. Mundialização do capital ou globalização refletem a capacidade estratégica de grandes
grupos oligopolistas, voltados para a produção industrial ou para as principais atividades de
serviços, em adotar, por conta própria, enfoque e conduta globais.
3. O princípio geográfico da localização, no mundo globalizado economicamente competitivo, é
superado pelos sistemas técnicos e de informação.
4. No mundo globalizado, observa-se uma tendência de compartimentação generalizada dos
territórios, onde se associam e se chocam o movimento geral da sociedade do trabalho e o
movimento particular de cada fração espacial: do nacional ao regional e ao local.

13- (3ª Fase-1997) O padrão contemporâneo de produção industrial é denominado por vários autores de
"pós-fordismo". Explique o que caracteriza tal padrão, quais suas inovações em relação ao anteriormente
vigente e quais suas repercussões sobre a localização das indústrias no Brasil.

GABARITO
1- E E E C
2- C E C C
3-B
4-D
5- E C E (gabarito oficial, porém, muito discutível) E
6-D
7- C C E C
8-C
9-C
10-C
11-A
12- E C E C