Aula 01.02 Prof. Fortunato Santoro Email: santoronato@uol.com.

br Chamada: 19h15

Civil IV – Família

Avaliação: normalmente sem consulta ao código.

Direito constitucional de família: - O art.226, CF traz a estrutura familiar vista pela constituição, embora grande parte da doutrina considere outras estruturas como estruturas familiares. - Será visto neste semestre: relações pessoais, direito patrimonial, direito convivencial, direito assistencial. - Entidade familiar é aquele núcleo tradicional: mulher, marido e filhos. Este é um núcleo que é tratado no direito de família, mas ele não despreza os demais parentes. Ex. Vanessa tem dois irmãos, para ela estes são seus parentes de primeiro grau, já Marcelo acreditam que são seus parentes de segundo grau – irmãos são parentes de segundo grau, somente pais e filhos são parentes de primeiro grau. - Como que se contam os graus? A regra é buscar o ascendente comum, conta um grau para chegar aos pais e um para chegar no irmão. Sob esta lógica, tio seria parente em terceiro grau porque o ascendente comum é o avô (pai, avô, tio). Filho do seu primo é parente de que grau? Na linha colateral, somente até quarto grau, assim, filho do seu primo não é parente. Na linha reta em que haja relação de ascendência e descendência não há limitação de grau. - E sua esposa é parente em que grau? Efetivamente não é parente, é cônjuge, mas a mãe da minha esposa é minha parente em primeiro grau por afinidade. E ainda que eu me divorcie da minha mulher, a minha sogra continuará sendo minha parente de primeiro grau. E a Irmã da minha esposa? Ela é minha parente por afinidade em segundo grau. E o concunhado? Não é parente. Na linha colateral se esgota com os irmãos, é o chamado parentesco por afinidade. - O direito de família trata de todas essas pessoas. O legislador ainda prefere o casamento como entidade familiar, mas existem diversos formatos em que as pessoas se relacionam com objetivos comuns, que moram juntas, que poderão ser vistas como entidades familiares.

- Quando tratar de entidade familiar sempre se dará bastante importância às relações homo afetiva, e a discussão no mundo do direito não deve ter nenhum cunho religioso ou ético. - Art.226, CF – a família é tida como a célula de formação do próprio Estado e a partir disso, recebe a proteção do Estado. Pois o Estado estruturado por meio de comunidades, o tecido será mais saudável, pois o maior índice de criminalidade ocorre em locais que não há famílias estruturadas. Assim, é possível entender o porquê se busca uma tutela para família, decorrente destes índices que comprovam que famílias estruturadas têm menores índices de criminalidade. - O Estado reconhece que a célula família produz um tecido estrutural melhor e promove a proteção da mesma. Lembrando que incumbe ao Estado, mas também todas as demais pessoas. - O art.226, CF ainda traz os formatos de entidade familiar: - casamento: é civil e gratuito, admitindo o religioso desde que cumpra as formalidades civis (habilitação, celebração e registro). Isso nem sempre foi assim no Brasil, a primeira constituição (1824) era expresso que a celebração do casamento tinha que ser necessariamente feita por um padre. Já a CF de 1891, se disciplinou que o casamento seria civil, não admitia nem celebração religiosa. A CF de 1934 teve vida curta, depois veio a CF de 1937 que ditou o Estado Novo. Depois veio a CF de 1946, sendo depois substituída pela CF de 64 e depois a CF de 67. Após isso, há controvérsias de que a ementa de 69 foi uma nova CF. Por fim, tem-se a CF de 1988. - No p.3 afirma-se que é reconhecida como entidade familiar a união estável entre homem e mulher, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento. Este parágrafo afirma que a união estável não aborda as relações homo afetivas, pois afirma claramente entre homem e mulher, o que se torna o maior obstáculo o reconhecimento como entidade familiar das relações homo afetivas. Porém, no art.5, CF há um princípio que proíbe a discriminação por sexo, logo, a regra acima é inconstitucional. O problema é que o constituinte originário tinha liberdade para fazer o que quisesse, o raciocínio que o Judiciário combateu é que o originário pode, o que se tem de norma constitucional ou não é do poder derivado, assim, esta tese de que é uma afronta ao princípio da isonomia não foi aceito, pois o entendimento é que o originário quis criar a exceção, ele podia. - Já outra corrente afirma que o constituinte procurou regular é que há relações de afeto entre duas pessoas, mesmo não sendo casadas, logo, há entidade familiar, para a época da constituição ele queria proteger a todos, mas essa tese não foi aceita também.

- A grande tese hoje é que além do rol de entidades familiares do art.226, o constituinte não descarta a possibilidade de admitir outras possibilidades, a entidade homo afetiva somente tem outro nome, mas é uma entidade familiar, em nenhum momento o constituinte foi taxativo. Percebe-se que no art.226 não se exaurem as possibilidades de entidades familiares, é um rol exemplificativo. - concubinato hoje é diferente de união estável (art.267), hoje é o que era antigamente chamado de puro, ex. eu e meu sogro resolvemos nos juntar – teremos um concubinato, pois mesmo com o divórcio do meu marido o parentesco não se dissolve. - O art.226 traz uma série de outras disposições que serão discutidas na próxima aula, devendo ter destaque nas modalidades de entidade familiar, a vedação de qualquer ente no controle de natalidade e planejamento familiar, compreender que a CF deixa claro que a proteção se dará a cada um dos membros da entidade familiar, o que significa que a família não tem personalidade jurídica. - Há diversas leis que trazem essa proteção, como a Lei Maria da Penha, a proibição de fazer vasectomia sem a permissão do seu cônjuge.

Aula 05.02

Família

- O Estado confere especial proteção à entidade familiar. É vedada a interferência do Estado ou de qualquer outra pessoa no planejamento familiar. - A entidade familiar não é dotada de pessoa jurídica. - No mundo, o casamento é diferente em cada lugar, na América Latina permite a celebração religiosa, mas com certos requisitos. Diferente dos norte americanos que reconhecem o casamento tanto no civil quanto no religioso. Já em outros países se reconhece o casamento apenas religioso. E há dois países que adotam (Líbano e Grécia) apenas o casamento religioso. - direito de família da CF: toda interpretação do direito de família deve estar em conformidade com a constituição. Princípios básicos: - isonomia: (art.226, p.5), isonomia dos cônjuges. Até 1988 era o pai que tomava as decisões da família, ele quem determinava os rumos do casamento. Após a isonomia trazida no art.5, não havia mais esse poder do homem, a figura da subordinação foi substituída pela figura da cooperação,

o constituinte prefere mais o casamento. com vontade. Hoje. ele não é contrato. emocionais. pois a lei determina como será o contrato e não há possibilidade de alterar qualquer cláusula. podem estes recorrer ao juiz de família para decidir. ele é uma instituição. Depois veio uma nova corrente que afirmou que não é um contrato. pela formalidade que é o casamento. o que reflete diretamente na família. todos os 3 têm os mesmos direitos e deveres. atingirem objetivos comuns – sociais.O casamento traz uma segurança jurídica. Essa isonomia também é encontrada no art. formato de entidade familiar predileto do legislador. essa é a corrente majoritária no direito de família. por exemplo. Ele deve ser utilizado para resolver e tratar qualquer caso. o casal tem 2 filhos naturais e 1 adotado. Casamento: homem e mulher que buscam comunhão plena de vidas.227. ele é o ato mais solene do direito civil (habilitação. torna o casamento público. embora a CF garanta a proteção de determinadas uniões como entidades familiares. patrimoniais.dignidade da pessoa humana: é o princípio mais importante.habilitação: quando se dá entrada com os documentos. isso por que: existe uma toda solenidade. Casamento: a natureza jurídica do casamento? O contrato que é uma forma de transferência de direitos de caráter patrimonial. No casamento há pessoas capazes. com conteúdo patrimonial. se não tiver conteúdo patrimonial não é contrato. até meados do sec. apenas as de cunho meramente patrimonial. O ato casamento é um contrato e a convivência é uma instituição. . Por exemplo. . em casos de divergências entre o casal. Entre as diversas formas de casamento. XVIII havia uma corrente que afirmava que o casamento era um contrato. formal. estas não são discutidas.em que a mulher e o homem estão em igualdade.. p.6 – quando fala da igualdade dos filhos. hoje é muito difícil encontrar uma pessoa bígamo no casamento. independente da origem. vai ser feito procurações e uma análise para verificar se o casamento pode ocorrer. Como o casamento não é apenas patrimonial. por meio da isonomia. . celebração e registro). nada impede de haver objetivos particulares. sendo extraída uma certidão da habilitação. O casamento: ato solene. coisa que a união estável não é. Uma terceira corrente afirma que o casamento é um misto de contrato e instituição. público. .

há casos em que se permite o casamento.o rompimento foi motivado ou não? Deve não ser motivado. .02 Direito de família . caso o anel seja somente para este fim. não há o que se falar de dever de indenizar. mas isso não é pela natureza do noivado.deve ter havido uma promessa justa e séria de casamento . A lei prevê é que na quebra de noivado a noiva é obrigada a devolver o anel de noivado. o noivo tem que indenizar. com os requisitos acima. Aula 08. com isso o noivado a pessoa ainda não se casou e esta com liberdade de talvez não se casar. Dano material não há discussão em relação a prova. Hoje há uma PEC aprovada em dois turnos de que não haverá separação judicial. não comparece no casamento e pede por meio de um motoboy o pedido de desculpas – aqui há o dever de indenizar. dano e nexo de causalidade – aqui esta e definindo o ato ilícito (art. Relação Esponsal: nada mais é que noivar. . O difícil é o dano moral. dever de fixação de domicílio comum.que a parte cause um dano A regra geral do dever de indenizar na responsabilidade civil é que deve haver: conduta culposa latu sensu. Ex. Para que haja conseqüência entre noivos deve haver 03 situações: . então esta decepção for decorrente do rompimento sem excessos.226 é o sexto que fala do divórcio direto e do indireto. . de cunho patrimonial e pessoal. se houver o rompimento do noivado há alguma conseqüência jurídica? Somente se houvesse uma relação patrimonial. a noiva comprova os gastos que teve com o casamento e o noivo rompe com o noivado. como quando a pessoa é menor de idade e vai se casar com outra decorrente de uma gravidez. tendo sua expectativa frustrada – noivado não é pré-contrato. qual a natureza jurídica de noivar? Juridicamente não existe o estado civil noivo. O dano deve ser de natureza patrimonial ou moral. O parágrafo mais importante do art.186).A partir do casamento há deveres e direitos. pois o argumento de quem pleiteia é que sofreu muito com o rompimento. assume o compromisso de ser fiel. essa possibilidade caiu.também o caso de que o casamento extingue a pena do criminoso. traz uma série de responsabilidades. como. Mas existem situações vexatórias. por exemplo.

no procedimento ordinário do casamento. ou seja. Expressa disposição legal (art.ler artigos que tratam da habilitação e da celebração.somente não haverá essa peculiaridade se: celebro o casamento hoje e no dia 29 de agosto venho a me casar com outra mulher. a fim de verificar se a pessoa pode se casar com a outra. . ser casado não pode casar novamente.em regra geral. pois não há critérios objetivos.quando uma relação deixa de ser namoro e passa a ser união estável? É difícil definir. . logo.algumas pessoas não podem se casar: ou por sua própria natureza. dirigir. ex.a celebração pura e simplesmente não garante direitos no casamento. pai não pode casar com a filha. ela apenas serve como prova de início da união estável. Nesses artigos vai se notar que a celebração para ser válida deve ocorrer de portas abertas. avô não pode casar com a neta. no cartório deve haver 2 testemunhas.a emancipação permite que a pessoa se case antes de completar 18 anos. fora do cartório deve haver 5 testemunhas. . também são publicadas as proclamas a fim de verificar se há um terceiro que tenha alguma oposição. há circunstâncias objetivas.1521*). . . podendo registrar o casamento. não será possível regularizar o primeiro casamento. podendo estas serem parentes.. Ex. é aquele que é parente do meu cônjuge. Não se podem casar os afins em linha reta – afinidade é o parentesco que se estabelece entre um dos cônjuges com a família do seu companheiro. com uma peculiaridade de que todos os efeitos do casamento retroagem a data da celebração. responder criminalmente. na fase de habilitação. o dado é meramente ético (ex. casar com a mãe da minha ex-mulher. A lei. . a fim de que um terceiro possa opor. não podem casar: os ascendentes com os descendentes. . como por exemplo. precisa haver demonstração de certeza (vontade deve ser clara). não tiver consangüinidade. . linha reta é aquela que você olha para cima ou baixo. casamento entre irmãos. casamento com alguém casado. celebra e registra. contudo admite a possibilidade da celebração no religioso sem haver a habilitação.hipóteses de oposição: casar com a sogra. no dia 12 de novembro resolvo me habilitar para o primeiro casamento – não haverá essa possibilidade porque houve um casamento posteriormente da celebração. apenas sociológicos. beber. se habilita. sendo ascendente ou descendente. . quando é levado a registro a lei abre a possibilidade de realizar uma habilitação posterior. porém não autoriza tudo. ou com determinadas pessoas. pai se casar com a filha adotada). ocorre um processo de habilitação. ou na relação de descendência há vinculo consangüíneo há um fator biológico. além de estabelecer o regime. mas quando a filiação for civil.

Também não pode casar os colaterais até o terceiro grau inclusive – os colaterais em terceiro grau são os tios (vai até o avô. não poderá se casar com Gioconda. Ex. ex. ex. qual das normas deve prevalecer? A lei nova revoga a anterior – o código civil permanece. Aquele que é separado antes do divórcio não pode se casar.Com o fim do casamento. Também não pode casar a pessoa com aquele que tentou ou matou o seu cônjuge. Fortunato adotou Pedro. acaba o vinculo de cunhados. porém. a lei afirma que o adotado não pode casar com o filho do adotante. a maior parte da doutrina afirma que está proibido. logo. a lei não permite que Fortunato se case com Maria. Outra leitura levaria ao seguinte raciocínio: quem adotou antes de 88 tinha um regime de adoção diferente. essa vedação deveria estar na ADCT do código civil. essas restrições servem para esses casos de adoção antes de 88. desde que demonstrado por meio de dois peritos de que não havia risco de eugenia em razão da proximidade de sangue. porém. Gioconda mata Teresa. eles serão parentes de segundo grau. pós 88 não há mais essa discriminação. em 1916 era proibido. qual que permanece? A nova lei expressamente volta a proibir. podendo se casar com o mesmo. pai e desce para tia). mas não seria neta dos meus pais e nem irmã dos meus outros filhos. pode apenas constituir união estável. seja germano ou unilateral: germano é a mesma coisa que bilateral. . Observe que é desnecessário este inciso. Não se pode casar o adotante com o adotado e vice versa – esse inciso III gera uma dificuldade de interpretação. Pedro se casa com Teresa – Fortunato é sogro de Teresa. logo. pois primo é colateral em quarto grau. e com primos pode casar? Sim. O inciso V tem a mesma contradição do inciso III: afirma que não pode se casar o adotado com o filho do adotante. Irmãos não podem se casar. Logo. não havia o estabelecimento de relação de parentesco. Fortunato adota Pedro. Inciso VI: não podem casar as pessoas casadas – hoje adota-se a monogamia. afim em linha reta. em 1941 veio o decreto lei 3200/41 que permitia o casamento entre tios e sobrinhos. Pedro se casou com Maria e morreu. já em 1941 o decreto lei permite e em 2002 o código civil proíbe novamente – logo. Antes de 88 se eu adotasse uma criança ela seria minha filha. já há essa proibição no inciso II. já unilateral é o mesmo pai ou mesma mãe. deve analisar a interpretação de antinomia (duas normas que se opõe). Mas há outra regra que lei especial derroga a geral. sendo desnecessária essa disposição. O decreto lei dentro da hierarquia está no mesmo nível da lei ordinária. A particularidade deste inciso é que ele repete o código de 16 que também tinha essa vedação. aqueles que são de mesmo pai e mesma mãe.

convalida o casamento. Depois de casado. mesmo depois de revogado. ex. ele deixa de ser irmão de Carla quando eu faço a adoção. 1541 – Casamento por procuração!!!! Procuração registrada por escritura pública. Mas se as pessoas não tiverem sido avisadas a tempo e o casamento tiver sido realizado este casamento é anulável. No caso de adoção. ela não precisa demonstrar nenhum interesse. Para a teoria das nulidades. Pode-se revogar esta procuração. . Pedro não pode se casar com Carla. (rompe os vínculos. O procurador pode ser homem e mulher. Mas se a pessoa coabitar. Art 682 CC Revoga-se o mandato com morte do outorgante. Pode se divorciar por procuração.Deixa fazer a cerimônia em qualquer lugar em caso de moléstia.1523 afirma que não devem casar. Pessoa certa e determinada. 1540 . porém. E o art. Na presença de 6 testemunhas. salvo os impedimentos para o casamento). Cabendo o juiz ou oficial de registro se certificar do fato. 689 CC Defende a questão da boa-fé. a legitimidade para pleitear a nulidade é apenas o interessado e o MP. Prazo de 90 dias. diferente do 1550. A doutrina majoritária entende que o mesmo procurador pode representar os dois. independente do mandatário. adoto Pedro.Casamento de nunculpativo viva voz – a beira da morte manifesta sua vontade de se casar. Nulo 1548. após é reconhecido em juízo. Negócio jurídico sem vontade é inexistente (Pontes de Miranda).Os impedimentos podem ser opostos até o momento da celebração e por qualquer pessoa capaz. mas ele tinha uma irmã Carla. 12/02/2010 1539 .

esse casamento é anulável. . visto que o outorgante manifestou a vontade para que se casasse com outra pessoa. com prazo máximo de 90 dias e com poderes específicos para casar com uma pessoa em especial.1550.Quando houver impedimento (1521) Aula 19. . para isso foi criada a teoria da inexistência.celebração . se ele cancelar a procuração sem que o outorgado não tenha conhecimento de tal fato.1526 afirma que toda a homologação de habilitação deve ser feita por um juiz – em dez/09 houve uma alteração afirmando que não é necessário o . V.o casamento é válido.A procuração: deve ser outorgada por instrumento público. único.Essas duas últimas hipóteses são as mais aceitas pela teoria. com base no art. . . Casamento por procuração – aula 12/02 Morte do outorgante antes da celebração – aula 12/02 Art. p.02 Família . está em local de difícil acesso.1508 traz hipóteses de anulação. e não tem como essa outra pessoa ter conhecimento do cancelamento da procuração. o casamento é passível de anulação.vontade . visto que os poderes conferidos são passiveis de revogação até a última hora. Há 04 correntes: . . Ex.Sendo umas dessas 3 hipóteses não há que se falar em anulação.casamento é inexistente.Em relação a anulação do casamento haviam 03 circunstâncias que não previam a nulidade do casamento. o que não é verdade art.diversidade de sexos . art. O casamento é válido. sendo elas: .O casamento por procuração: há circunstâncias em que o sujeito outorga outrem. o casamento é inexistente.o casamento é nulo.689 – efeitos do mandado revogado pela morte sem que o outorgado / terceiro de boa fé soubesse do fato morte. o que também é controverso porque não se admite interpretação analógica. . sujeito outorga a procuração a outra.

não confunda perder a certidão do casamento com perder o registro do casamento. A lei prevê que não havendo um registro porque não foi realizado. as causas suspensivas somente podem ser evocadas por parentes em linha reta. .certidão de nascimento dos filhos . mas a partir da data declarada. incluindo por afinidade.posse do estado de casado – situação em que as pessoas não estando em poder do registro demonstram que são casados por outras vias.O casamento é um ato complexo.1641). ou porque foi perdido. .O art. E traz algumas soluções no parágrafo único. Tereza dos Santos e Pedro dos Santos. .juiz realizar todo o processo. .1543) A lei admite que se faça prova do casamento de outras formas: . dividido em 3 fases (habilitação.1548: vem dizer quando o casamento é nulo e traz 2 situações: . fama: .plano de saúde .1521 / 1522 fala dos impedimentos do casamento – traz vedações do casamento.art. exige 03 elementos – nome. e os cônjuges. reconhecimento no meio social de que são efetivamente como marido e mulher. sendo que o registro tem conteúdo declaratório.tratamento: é o tratamento que se dispensa como marido e mulher. Nesses casos o casamento é válido. não dá contorno de validade ao casamento. somente quando houver alguma particularidade passará ao crivo judicial. .diferente dos impedimentos que podem ser evocados por qualquer pessoa capaz. a sanção é que obrigatoriamente o regime de bens será de separação de bens (art. celebração e registro). pode-se provar o casamento de outras formas. . (art. cabendo ao MP realizar todas as habilitações.fama: notoriedade.nome: prova que o cônjuge tem o nome do outro. tratamento.O art. . em linha colateral até segundo grau.por infringência ou impedimento .1523 traz as causas suspensivas – não devem casar. . logo. . ele não impõe a validade do casamento a partir do registro.Como se prova que uma pessoa é casada? Com uma certidão de casamento.

a teoria da nulidade no direito de família não se confunde com a teoria das nulidades da parte geral. aqui é o absolutamente incapaz.1557: considera erro essencial – ulterior é posterior.Inciso VI: anulável o casamento celebrado por autoridade incompetente.mandado inválido sofre o mesmo tratamento do mandado revogado: revogado é uma manifestação de vontade que em algum momento foi revogado. a idade para casar é de 18 e 16 se autorizado.1549: a ação será proposta pelo interessado ou pelo MP e o juiz reconhecerá essa nulidade mediante a ação proposta. Casamento anulável está no art.1550: menor em idade núbio é de 16 aos 18 anos (inciso I). . já o invalidado foi reconhecido um vício.quando contraído por alguma pessoa que não tenha discernimento para os atos . o juiz pode reconhecer os efeitos até a sentença.art.Art. mas não tem o total discernimento. começo a me relacionar virtualmente com uma pessoa de Irati de nome Jurema.inciso III: casamento em que haja vício da vontade de acordo com o art. . é o erro essencial nos termos da lei. podendo ter efeitos ex nunc ou ex tung. conheço ela pessoalmente e depois marcamos o casamento. Outra particularidade é que no casamento a nulidade.. Depois do casamento. não confundir com aquele com algum discernimento que é caso de anulação.inciso V: mandado revogado sem que haja conhecimento do mandatário. Dias a quo – “prazo para propor a anulação pode ter dias a quo distintos” – quer dizer o dia do início da contagem e o prazo final é dias a quem. . me mudo para Irati. não é qualquer erro. o fato tem que ser em relação a uma circunstância anterior ao casamento e que o conhecimento do fato tem que ser posterior ao casamento.Art. Tem regras específicas .1556: trata dos vícios de vontade – se demonstrar que houve um erro essencial quanto a pessoa. . e venho depois a descobrir que a profissão de Jurema .1556 ao 1558 e explica em quais casos pode se evocar esses vícios.inciso IV: o relativamente capaz. . Ex. Ao conhecer a circunstância torne insuportável a convivência. e se não houver celebração é inexistente. podendo ser nulo ou anulável. . manifesta alguma vontade. .ao exigir a ação proposta para exigir a nulidade a lei deixa claro que o juiz não pode conhecer a nulidade de ofício. . e começo a perceber que as pessoas comentam sobre nós.

1556. . 1557. por pedofilia – são objetivos.Da mesma forma. os efeitos retroagem ao próprio ato.02 Família . não saber que Tereza era casada. sendo assim. no exemplo.1548 em duas hipóteses. casamento anulável. . .Porém.Inciso II: a ignorância de crime anterior ao casamento que torne insuportável o casamento. Ex.é um mero conselho da lei para que as pessoas não casem. Passa dois anos casados e por alguma circunstância vem a descobrir seu primeiro casamento – o sistema brasileiro tem como postulado a monogamia. . somente descobri depois do casamento. eu posso me casar com alguém sem ter conhecimento do impedimento. ele é um casamento inválido. ex. Cada uma das causas de anulação tem um prazo diferente. .Na última aula: reiteramos casamento inexistente. com algum discernimento. uma doença transmissível. Aula 22. há outras circunstâncias que ambos os cônjuges desconhecem uma causa de impedimento. e se eu sou auditor fiscal da receita federal – isso para mim torna insuportável. . admite-se a hipótese de estar de boa fé. a lei o protege. nesse sentido. para aquele que estava de boa fé o casamento tem todos os efeitos até a sentença que reconhecer a sua invalidade. mulher descobre que o marido foi condenado por estupro. descobre que Teresa foi condenada por sonegação de imposto de renda – pode afirmar que isso é insuportável? Há uma certa aceitação social. ex. casamento nulo e anulável. . irmãos consangüíneos sendo . ex.Os prazos decadenciais para propor a anulação estão no art. a regra geral é que é uma ação personalíssima.Causas suspensivas .Inciso III: desconhece um defeito físico.é garota de programa – eu não sabia disso antes de me casar. no processo de habilitação não há nenhum problema e me caso com ela sem saber que Tereza é casada. POIS A PROVA É SEM CONSULTA AO CÓDIGO.Casamento somente é nulo art. houve um erro essencial que justificaria o pedido de anulação. mas em algumas situações se abre para outras pessoas. *** LER OS ARTIGOS.sem discernimento casamento nulo. Quando um negócio jurídico é nulo e tem conhecida a sua nulidade os efeitos passam a ocorrer desde a realização do ato. plano da validade. a conseqüência é o regime de separação de bens. conheço Teresa que veio do Piauí. . Já no casamento há uma particularidade. 1555.

fidelidade recíproca: ainda que adultério não tenha mais relevância penal. somente terá que pagar se ficar demonstrado que ela não tem condições de se manter e se não há nenhum parente (ascendente. ainda há a relevância civil. . . colaterais até segundo grau nesta ordem) que esteja apto a prestar. este casamento é inválido. . mas por ter sido realizado de boa fé terão os efeitos produzidos até a sentença. ainda que juridicamente não sejam mais irmãos. o domicilio do casal era fixado pelo marido. estão estabelecendo comum plena de vida.se causou dano ao cônjuge. Já o segundo parágrafo afirma que quando nenhum está de boa fé. cometeu um ato ilícito.Regra geral a sentença que reconhece a nulidade retroage a data do ato. . . passam a estabelecer uma série de direitos e deveres.Eficácia do casamento: as pessoas ao resolverem se casar estão mais do que criar o dever de compartilhar. há um dever de morar junto. em 1988 com o principio da igualdade isso acabou.1561 prevê quando ambos estão de boa fé. porém não é imaculado por algum vício. estão impedidos de casar.poderá solicitar que o cônjuge deixe de usar seu nome. Estas duas figuras são chamadas de casamento putativo – é aquele para o que está de boa fé o casamento que tem aparência válida. pleiteando uma separação com culpa.Morar sob o mesmo teto: domicilio do casal. primeiro refere-se quando apenas um está de boa fé. Além do que somente terá o dever de manter os alimentos ditos naturais. descendentes. . pelo fundamento de não se buscar culpa no judiciário – se isso ocorrer perde a relevância o que foi dito sobre culpa. O p. ao juiz seria chamado a interceder para definir qual vontade irá interceder. quem fixa o domicilio é o próprio casal.Art. os efeitos somente ocorrerão para os filhos. havendo divergência. O art. ainda que exclusivamente moral.se o cônjuge pleitear alimentos. tendo o dever de indenizar. abre para o outro a possibilidade de pleitear uma separação judicial – chamada de separação sanção. é o chamado dano moral decorrente do adultério. . sendo eles: .que ambos foram adotados e casaram – logo. somente quando é putativo estende o efeito para aquele que está de boa fé até a data da sentença. coabitação.1566 vem trazer quais são os deveres decorrentes do matrimonio. Outrora. que pode trazer 3 conseqüências: . Lembrando que há uma PEC que extinguirá a separação judicial. O fato de um dos cônjuges deixar de ser fiel.

ganho um doutorado na Itália.1565 afirma que o planejamento familiar é uma decisão que incumbe ao casal.Outra particularidade no casamento é que a mulher e o marido poderão acrescer ao seu o nome do outro.E a traição virtual é adultério? Não porque não há o contato físico. Aula 26. sempre respeitando a vontade do casal.Há correntes contra a mudança de nome porque nome é um direito personalíssimo e o problema é que ainda que não seja o desejado. o Estado pode apenas criar mecanismos para que os envolvidos tomem conhecimentos do que é melhor. . nestes casos em que um dos cônjuges possa ser interditado. . para adaptar ao nome do cônjuge. Porém existem circunstâncias em que apenas um irá assumir – se um dos cônjuges já tiver sumido há mais de 6 meses. somente depois de 5 anos renuncia o nome do seu ex-marido.1565. não sendo permitindo que PJ ou PF. de direito público ou privado venham a interferir nesta decisão. de acordo com a jurisprudência e a doutrina majoritária. . Terezinha da Silva dos Santos tira Silva e acresce do marido. espiritual. mas o direito tem que normatizar as condutas existentes.1573). prevenção. no mundo atual o que acontece é que as pessoas casam e separam. cuidar. marido e mulher exercer os mesmos poderes dentro da família. . (art. mas também moral. Ex. sendo que estas mudanças de nomes causam repercussões para terceiros. . a vida do cônjuge faz surgir uma intimidade que não surge em nenhum outro tipo de relação.02 Família . exemplo. .A lei abre a possibilidade em algumas circunstâncias do casal se manter em domicilio distinto. preencher cargo público. visto antes era o homem o “cabeça” do casal e a mulher apenas o apoiava. um mal súbito.Mútua assistência: os cônjuges têm o dever de um perante o outro o dever de assistir.Dever de guarda e sustento dos filhos: na verdade este é um dever decorrente da maternidade / paternidade. . Amparar e dar assistência necessária para uma vida equilibrada. ex. .2) A lei não permite que altere o seu nome. p. Mas você pode pleitear uma injúria grave (art. criar mecanismos para a esterilização. Causam dificuldades.Respeito e consideração mútuos. motivos pessoais relevantes. não se restringe a assistência material.Com a igualdade entre os cônjuges.Art. como o nome é a principal forma de identificar uma pessoa. acaba dificultando. nessas circunstâncias o outro cônjuge assumirá os interesses do casal.

em algum momento Tereza afirma que não me agüenta mais e que vai voltar para o interior. começa a namorar e esta pessoa quer se casar com ela. se torna viúvo.2 fala de uma situação de uso de nome. . casamento putativo (lembrando que somente o caput.1571 afirma que a sociedade conjugal termina: . chegando na cidade descubro que ela constituiu . Ou seja. Eu continuo solteiro. .Assim. 1561 são espécies de casamento putativo). Tereza aceita o pedido de casamento. Tereza depois de doía anos abre uma empresa. impedido de casar novamente. deve-se compreender que sociedade conjugal (é quando este casamento efetivamente está sendo exercido) é menos que vinculo conjugal (é a união pelo casamento).2 quando ambos estão de má fé não se trata de casamento putativo. eu concordo com Tereza. mantendo inclusive os deveres com o casamento. eficácia do casamento.O divórcio rompe o vinculo e a sociedade. a mútuo assistência. Outra particularidade. . Não se toma nenhuma providencia no sentido de se separar ou de se divorciar.pela nulidade ou anulação do casamento (putativo) .Na última aula: dever do casamento. Pergunta-se: Eu sou casado com Tereza. sozinho.pelo divórcio O p. Dissolução da sociedade e do vínculo conjugal: . já a separação rompe apenas a sociedade conjugal.1. Se estiver divorciado e resolver retomar a vida conjugal.pela morte de um dos cônjuges: se sou separado judicialmente e o ex cônjuge morre. basta uma petição junto ao juiz. deveria estar no art.1 afirma que o rompimento do vinculo se dá somente com a morte e/ou com o divórcio. Resolvo então ir até a cidade de Tereza e conversar sobre uma pendência de uma moto que ficou. mas tem que se divorciar. . se por algum momento resolverem retornar a vida conjugal.separação judicial: deve-se ler também separação extrajudicial (acrescida pela lei em 2007) . porém. ficando inclusive neste caso. deve se casar novamente com o ex-cônjuge. já o p. piorei financeiramente e recebo uma citação de um processo de divórcio direto (separado de fato há mais de dois anos). Possibilidade dos cônjuges terem domicílios diferentes. quando se está separado judicialmente. com a separação judicial não rompe o vínculo. continua sendo divorciado. p.Art.1578. se é divorciado e o ex cônjuge morre. ele está deslocado no CC. Quando se for separado judicialmente se mantém um vínculo com a ex-mulher.. e ela vai embora.O p.

Porém.O art.1572. o primeiro é que não há mais vida conjugal e nem possibilidade de reatar. pela lei. Vou até um advogado para verificar se ainda tenho sociedade conjugal com Tereza.adultério Aula 01. porque o que foi adquirido pelo conjugues é proveniente de esforço comum. eu tenho direito a metade da herança? O judiciário tem o mesmo raciocínio do anterior.1572 – situações em que se admite a insuportabilidade: . afastando a regra. . O p. . e uma forma de punir o outro por ter descumprido o dever conjugal.uma pequena fortuna.Se os deveres do casamento forem violados. O p.03 Família . O advogado então afirmou que ele tem razão. p. III – traz outros dois motivos: a sevícia e a injúria grave. . o juiz não iria dar procedência ao meu pedido. trata da separação sanção. visto ainda que o regime do casamento é de comunhão total de bens.Foi falado do art. assim.2/3 – são menos usuais na prática.1 e p.1/2/3.1571.3 é a punição para aquele que “desistiu” de cuidar do cônjuge. tudo que ela adquiriu pertence a ambos – isso está correto? Analisando por um critério de justiça.Dando continuidade aos motivos: . apesar de não haver a sustentação do esforço em comum.1572. .art. A causa mais freqüente de separação é o adultério.Na última aula foi falado da dissolução do vínculo e da sociedade conjugal. não tem o que falar em esforço comum. . E nessa mesma união universal. ainda que morem sob o mesmo teto. a mesma afirma que a separação de fato não termina a sociedade conjugal. por questão principiológica afirma que eu não tenho direito. mesmo que esta não seja a causa de pedir aparente.1573 – 1 Outro motivo é a tentativa de morte – o cônjuge que teve sua vida ameaçada pelo outro tem a possibilidade de pleitear a separação. quando isso chega ao judiciário. que a sociedade conjugal somente termina nas circunstâncias do art. isso é pacificado no judiciário. Na medida em que há uma separação de fato.1573 explica o caput do art. surge para outra parte o direito de pleitear a separação judicial (art. caput) – traz uma das três modalidades de separação judicial. se o pai de Tereza morre e deixa em doação bens para ela. logo.

extrajudicial: nas notas de um tabelião. Em linhas gerais. único). Lembrando também que separação com culpa em sentença de procedência.Uso do nome: ex. comportamentos que por sua gravidade gere no outro a insustentação.1571. pode trazer 03 conseqüências: perda do nome / pensão somente dos alimentos naturais.Crime infamante: é um crime que pela sua natureza gera um transtorno no outro cônjuge de se manter casado. sempre caberá a ela optar se permanece ou não com o nome de casada. se enquadram neste conceito. é motivo suficiente para o pleito de uma separação judicial. no conceito de injúria grave é conferido um conceito mais amplo. para que ela perca o direito de usar o nome: deve haver o pedido expresso do autor e não pode estar nas exceções do art. Hoje há a lei Maria da Penha. que atualmente se estende para os casais de namorados e para os homens. caso não tenha sido pleiteado no pedido.judicial . . é uma lei com o fim de proteger a instituição familiar. (confirmar) Além da separação litigiosa existe a possibilidade da separação consensual ou por mútuo consentimento pode ser: . em que se mantém o nome. Art. p. Por ex. quando se separa – se não houver uma separação em que seja reconhecida a culpa dela. a traição virtual.Injúria grave: deve ter um cuidado. Alguns estendem o conceito para violência oral. mas a maioria das vezes considera-se a violência física. crime de furto em alguma circunstância que gere esse transtorno. se não houver parentes que possam prestar / indenização. a lei traz limitações – pessoas maiores e capazes quando vão dispor de patrimônio. sendo aquela que atenta contra o apreço da pessoa ofendida.1578. . como bater na mulher/marido. Só que nem sempre é possível escolher esta via. e outras circunstâncias que não se enquadram no adultério.1534. a lei não permite a separação por escritura pública. . na circunstância em que o casal tenha filho incapaz. . único***: O juiz pode considerar outros fatos que tornem evidente de maneira a tornar a vida comum insuportável – este parágrafo abre espaço para o pleito de separação judicial com o final do amor.Sevícia: é violência.2: conversão da separação em divórcio. mulher que acresce ao seu o nome do marido. sendo que a escritura tem o mesmo peso de uma decisão judicial. P.. deve haver o MP para atuar no interesse do incapaz (art. algumas circunstâncias são objetivas – ex. Ainda que seja reconhecida a culpa dela. p. a injúria ofende a honra subjetiva.

deve se ler de um cônjuge ao outro. . havendo a necessidade da tutela jurisdicional. entre outros. somente não se admite quando houver filhos incapazes.tem que haver uma petição constando sobre a visitação.1121 traz todas as cláusulas que deve haver acordo entre os cônjuges para que a separação consensual seja homologada: .tem que estar de acordo em relação a guarda / visitação / pensão dos filhos . quais as obrigações.que haja acordo em relação ao uso do nome .que haja acordo em relação a partilha de bens. se ele entender que os valores ficaram diferentes. Nesta medida. em caso de separação. em relação a guarda dos filhos menores – isso foi instituído por meio de um parágrafo neste artigo.Não é somente o consenso no desejo de separar. a separação judicial exige a presença de advogado. Tudo que foi dito da separação consensual extrajudicial serve para o divórcio consensual extrajudicial. ou remeterão o assunto para momento posterior . as partes farão menção a partilha consensual de bens. o loby dos advogados continua.. as férias.1120 e seguintes do CPC traz o que precisa constar – o art. a lei exige mais. Deve assim. Dois requisitos: 02 anos de separados de fato + vontade de um dos cônjuges. não ocorrerá a doação pela tentativa de fraude. . incide o ITCMD (alíquota que incide em inventários e doações – 4% do valor) sobre o que se chama de excesso de meação. estabelecer o acordo de visitas. É preciso que o advogado oriente as partes para o que irá ocorrer. de divórcio. Divórcio indireto: houve separação judicial + 01 ano de separação de fato (art. Em caso de um dos cônjuges ser devedor e doar todo patrimônio para o outro.1580) .no que diz respeito a pensão de um cônjuge ao outro – onde se lê do marido para a mulher. art. Divórcio direto: dois anos separados de fato. tanto quanto possível fique esclarecido. Ainda que a lei tenha retirado do judiciário e enviado ao cartório de notas. esta diferença é uma doação.. Quanto a transferência de patrimônio há uma particularidade: tudo que for objeto de partilha é remetido à procuradoria do Estado do Paraná. Já foi ressaltado que provavelmente a separação saia com a reforma do CPC.

Outro trabalho será no dia: 26/março Prova: 12/abril . mas Tereza alega. Fortunato e Tereza resolvem se separar de fato. interrompe o prazo e começa a contar novamente o prazo. Art. Depois disso. Aula 05. Quando fecham 24 meses Fortunato entra com pedido de divórcio. . ambos continuam sozinhos e passam outra noite juntos. passam 06 meses. e acabam passando a noite juntos. depois voltam a se separar – nesse caso quem tem razão. Somente cláusulas acessórias poderão ser discutidas.cada trabalho vale 1. viveram como marido e mulher – se ficar comprovado.1532 + 1533).Numa ação de divórcio não cabe discussão de culpa. Lembrando que a separação judicial tem que ter um motivo (art. diante do pedido de divórcio? Deve se analisar se houve a atitude de ambos no sentido de reconstruir a vida conjugal. ou da separação de fato ou da sentença judicial. alegando separação de fato há dois anos.Grupo de 04 pessoas. não podendo haver filhos incapazes – a escritura terá o mesmo peso da sentença. A extrajudicial ta. avaliando a participação de cada um. simplesmente demonstra um lapso temporal. nesta medida. Mas se eles resolvem nesse meio tempo tentar novamente e ficam 2 meses juntos.bem exige um ano de casamento. em algum momento Fortunato liga para Tereza e diz que vai pegar um objeto que deixou na casa com ela. Fortunato chega e pega seu objeto. para poder pleitear a separação consensual.na última aula foi dado início ao divórcio. podendo ser realizado em cartório por meio de escritura pública. estão há 04 meses separados de fato.0 .1574 – fala da separação consensual em que é necessário no mínimo 01 ano de casado. Lembrando que a litigiosa não requer um ano de casado. Quem tem razão? Encontros sexuais entre ex cônjuges não são encontros que interrompam o lapso de tempo da separação de fato. Ex.03 Família ***Sexta feira que vem: primeira avaliação parcial realizada em sala . será avaliado individualmente. mostrando provas dos dois encontros.

o autor segue todos em rito ordinário.separação judicial+1 ano). p.dois anos separados de fato / i. ao juiz cabe julgar desde que não sejam incompatíveis entre si. . A CF em 88 quando define o divórcio direto e indireto – o judiciário pacificou que se o constituinte não limitou. O estado civil de quem se separa no cartório é separado extrajudicialmente.1580. pleito de alimentos serão somente os necessários. no divórcio não. Com a separação a qualquer tempo é possível que o casal volte. . . O vínculo conjugal somente se dissolve com a morte ou divórcio. Art. não manter mais uma sociedade conjugal. que o juiz seja competente para todos e desde que havendo um rito especial para um dos pedidos. Divórcio: Pode ser (1580): . sendo esse tema discutido posteriormente.Todos os processos em que há partilha são remetidos para a procuradoria do estado.a lei 6515/77 – a conversão da separação e divórcio seria realizada se provasse que as cláusulas da separação estavam sendo cumpridas. apenas realizando uma petição para tal – ela volta a valer a partir daquele momento. Nesses casos ainda há o vínculo conjugal.no divórcio a única matéria discutida é o tempo (d.O juiz ao sentenciar o divórcio ele não analisa se houve culpa – a culpa é objeto da separação judicial. O autor que delimita a demanda. indenização. pensão – por vezes alguns juízes indeferem. Com a separação não precisa mais morar com o cônjuge e nem ser fiel.indireto: primeiro passa para separação judicial e um ano depois converte em divórcio.Porém há uma confusão do judiciário na medida em que: em uma ação de divorcio eu pleiteio a inversão da guarda. normalmente o juiz ouve as testemunhas em casos de divergências.direto: dois anos separados de fato. não pode contestar cláusulas da separação e seu cumprimento. afirmando que a ação de divorcio somente tem por objeto o tempo.2: exige dois anos separados de fato – faz prova mediante a declaração de duas testemunhas. . . . e se houver desproporção será considerada doação. As 03 conseqüências de uma separação com culpa – perda do direito do nome.

Normalmente isso ocorre pela mãe criar mecanismos de privação do pai com o filho. TCIP e laudo de lesões (normalmente as mulheres entram com este pedido. linha colateral ou transversal. tendo o pai uma culpa de omissão. O parágrafo 1: afirma que o rompimento da sociedade conjugal é necessário para contar o prazo. somente compete aos cônjuges a propositura da ação. .A ação é pessoal. se restabelece a convivência conjugal. decorrente de violência doméstica). o que é convertido é a separação judicial para o divórcio.Destaca-se que os encontros sexuais de marido e mulher separados judicialmente – não conta como tempo para interromper a contagem do prazo para o divórcio direto. Quanto ao divórcio indireto: . a morte inclusive rompe o vínculo conjugal. na medida em que ele acaba permitindo tal situação. CPC) – a maioria das ações de direito de família ocorrem em segredo de justiça. muitas vezes acaba ocorrendo a figura do ex-pai. .O parentesco pode ser natural ou civil. isso porque não se trata de elementos da vida privada dos cônjuges. apenas se trata de prazo. Não cita o divórcio direto como segredo de justiça. embora de fato.quais ações ocorrem em segredo de justiça (art. quem assume esse pólo? A morte extingue a ação.tem que compreender que o divórcio não muda. e em caso de incapacidade cabe ao curador. Mas se em um dos encontros. Mas o juiz deve ter cuidado para verificar se realmente o alegado está ocorrendo ou é uma artimanha do cônjuge para tirá-lo do lar conjugal. ascendentes e descendentes.E se o autor ou réu morre no curso da ação de separação judicial.Art. . afirmando que a medida cautelar dispensa a separação judicial para converter em divórcio. em linha reta.155. Relações de parentesco: . Mas o Prof. Até porque cautelar sem proposição da ação principal. . Faquim diverge da maioria. a relação dos pais com os filhos.1580 – um ano é contado da separação judicial ou da decisão que decretar a separação de corpos. a liminar perde seus efeitos. suspende o prazo. E o outro cônjuge se torna viúvo. . Há a chamada medida cautelar de separação de corpos: que é uma ação que quer que o judiciário intervenha para afastar o outro do lar conjugal – normalmente juntam-se provas como BO. assim como a separação.

Primeiro grau – somente pai. Irmão – parente de segundo grau. Linha reta – ascendente e descendente Linha colateral – ascendente comum. . Avô Pai irmão primo ..O que é irmão germano? Mesmo pai e mesma mãe. Pai – irmão. oblíqua).Há outro parentesco que se estabelece – o afim – aqueles casados ou união estável são afim de sogro e sogra.os parentes em linha reta são: ascendentes e descendentes (olha para cima e para baixo). . O parentesco por afinidade em linha reta não se extingue com o casamento. sobrinhos. A dificuldade está em contar na linha colateral porque tem que chegar no ascendente comum e descer até o parentesco. mas na linha colateral se extingue este parentesco. mãe e filho. tio-avô e sobrinho-neto – como se chega aqui? Ascendente comum é o bisavô e vai descendo. somente os irmãos do cônjuge são parentes por afinidade.na linha colateral: todo resto (olha para os lados. tios.E na linha colateral há uma particularidade – na linha colateral somente o cunhado é parente. Filho do primo é parente em que grau? Não é parente porque na linha colateral. . primo é sempre de quarto grau. . sendo parentes colaterais. . Em terceiro grau. O unilateral é aquele que se chama comumente de “meio irmão”. depois de 2003. somente é parente até quarto grau. são parentes por afinidade do outro cônjuge. Não existe primo de segundo grau. mas não guarda uma relação de ascendente – irmãos. na linha colateral – tios e sobrinhos Na linha colateral de quarto grau: primo. Colaterais: irmão é parente colateral em segundo grau. são sinônimos de bilateral.Parentesco por afinidade? É o parentesco que se estabelece entre um dos cônjuges com os parentes do outro – todos os parentes em linha reta do outro cônjuge. .Aquelas pessoas que embora descendam de tronco comum (irmãos) não guardam relação de ascendência / descendência um com o outro.

Tudo isso tem que ser disciplinado no momento da separação. sendo necessário definir a guarda para mãe/pai/terceiro. .Não pode casar com sogra e nem enteado. não perca a intimidade. Embora o código afirme que a guarda deve ser exercida pelo genitor que reunir as melhores condições. em que o pai tem que provar que a mãe não tem condições para exercer a guarda. qual o modo. O poder familiar quando separado continua sendo exercido em conjunto. A lei sempre afirmou que a guarda será para aquele que reunir melhores condições para exercê-la.cônjuge não é parente. . vem se .Quando marido e mulher resolve se separar e quando não tem filhos a solução é simples.Com a morte do cônjuge pode se casar com irmão do cônjuge. .Filho Neto Sobrinho neto é parente de qual grau? Quarto grau – ascendente comum é pai/mãe. porém a guarda não é possível. não se forma relação de parentesco entre os cônjuges. percebe-se na prática do judiciário que por uma série de motivos. Assim. No antigo código a guarda em princípio era da mãe.Começam a surgir dificuldades quando houver filhos. Aula 08. principalmente filhos menores.03 Família . Dentre os direitos e deveres está o de obter os filhos sob sua guarda e companhia. Com isso. tem que definir qual dos pais ostentará a guarda e o não guardião de que maneira terá os filhos em sua companhia. Também se percebe que há uma preocupação de que o outro mantenha um contato assíduo com a sua prole. só que esse direito é relativizado no caso da separação. de que forma.A bisavó da sua mulher é parente por afinidade. Guarda . . mas não com os filhos do cônjuge e nem sogra. a mãe possui uma grande preferência para possuir a guarda.

1596 e seguintes) . não existe dano moral neste caso. por exemplo. e direito de visita é na verdade dever de visita. Se o pai não exerce o poder de visita o judiciário pode modificar as cláusulas. ambiente que não ofereça perigo.0 e o comentário do filme até 0.03 Família . há várias idéias do que seja essa guarda.O legislador estabeleceu alguns critérios objetivos acerca do que ele entende mais adequado para a guarda. já a compartilhada é com ambos. ambiente que permita a criança desenvolver-se.trabalho em grupo até 1. mas sim para estabelecer o quanto de alimentos. A guarda compartilhada não é aconselhável a alternância de lares. O que seria guarda compartilhada? O que autoriza que ambos os pais participem da vida do menor é o poder familiar. não há composição patrimonial suficiente a trazer de volta a figura paterna – ou seja. daqueles que não tiveram o acompanhamento do pai. Filiação (art. Guarda então é mais do que um direito de pai e mãe é um direito do melhor para a criança. hoje esta modalidade se encontra na lei. Condenações em primeiro grau ocorreram muito na época em que essas ações começaram a surgir. Já surgiu o dano moral por abandono afetivo. que haja espaço para a criança desenvolver suas atividades intelectuais. . mas não consegue fixar o dever de visita. O STJ decidiu que ainda que se reconheça que a ausência paterna gerará danos. o que se imagina é que se crie mecanismos para que os pais compartilhem do cotidiano dos filhos. Com essa discussão de guarda começou a surgir o instituto da guarda compartilhada. qual o plano de saúde. se ele condenar abrirá precedentes para diversas outras ações. Ter mais dinheiro não é um critério para estabelecer guarda.guarda será deferida aquele que possui melhores condições de exercer.desenvolvendo a idéia de que dá a guarda para a mãe. e nada impede que o juiz nomeie um terceiro para ter a guarda. Alguns autores afirmam que na guarda compartilhada o filho deve ter apenas um lar. . o que se importa são as condições materiais – com ambiente que haja higiene. O problema é. mas na verdade. . Aula 15. mas que o pai terá mais momentos com os filhos. guarda compartilhada não tem um formato próprio. decidir qual escola vai estudar. porque a falta da figura paterna causa danos para o filho.Alternada – período com um e período com outro. o que para outros autores é um equívoco.5. conceitualmente.

. mesmo que falecido o marido. pelo princípio do casamento de fidelidade. vai até o cartório para fazer a certidão de nascimento com a mãe sendo Tereza e o pai Fortunato – porque a lei presume que o pai seja seu esposo.havidos. E quando a lei presume que é concebido na constância do casamento: . se . se a esposa consentir. . marido coleta esperma. Assim como antes. a lei presume que o pai é o ex-marido – se ocorre a morte ou o divórcio 300 dias antes do nascimento. Se reconhecer um filho fora do casamento somente consegue a guarda do mesmo. Todo ato fora do casamento é chamado de reconhecimento. ninguém faz constar o nome do pai. vai haver um documento constando que uma menina nasceu. a lei aqui diz que: primeiro . o legislador deve se atentar se o casamento ocorreu há mais de 180 dias. quando Tereza for ao cartório. quem é a mãe.os havidos por fecundação artificial homóloga. . quando se tratar de embriões excedentários.1597 traz que presume-se concebidos na circunstância do casamento – nessas circunstâncias a lei presume que pai é o marido da mãe. sem o reconhecimento.além de casado. a qualquer tempo. não se pode discriminar o filho natural do adotivo. Por 88 também se considera isonomia dos filhos dentro e fora do casamento. A importância dessa presunção: se eu for casado com Tereza e ela der a luz. antes todo filho fora do casamento era chamado de filho ilegítimo. isso com base na influencia do direito canônico. Cada ramo do direito é um micro sistema com regras particulares. Com este documento a mãe junta com a certidão de casamento. e faz uma fecundação na mulher. o direito civil é construído por meio de uma série de princípios. a criança somente poderia solicitar investigação de paternidade diante dôo divórcio ou da viuvez do suposto pai. Neste caso. Mas se Tereza for namorada de Fortunato. o legislador entende que seria uma afronta para a mulher. já a paternidade é uma presunção e o legislador entende desta forma. decorrentes de concepção artificial homóloga. senão casado. ex.Traz que não se admite discriminação em relação aos filhos em face da origem. O art. O que tem que entender é que a maternidade é certa. é preciso que Fortunato vá até o cartório para reconhecer o filho. .fecundação artificial homóloga. a maternidade tem o papel só de dizer quem é a mãe (documento chamado DNV).há circunstância que embora o casamento tenha acabado.

Outra questão – barriga de aluguel: no Brasil não é permitido cobrar pela barriga de aluguel. em que ele traz provas para provar que não é pai do filho de sua esposa). seria na verdade “barriga de comodato” – quando a mulher que emprestou a barriga não quer entregar o filho? O direito de família não resolve esta questão. porém o mesmo não se encontra atuando. a anulatória de registro (ex. primeiro a registrada. Existem formas de afastar a paternidade. se for fazer um DNA vai aparecer a mãe e o pai. pelo menos um dos pólos deve ser diverso do casal. por inseminação artificial heteróloga. a paternidade é irrevogável. o CRM baixou uma resolução em que autoriza o banco a usar o esperma de um doador a cada x mil habitantes. são guardados em nitrogênio.Registrada Para o direito brasileiro.Sócio afetivo . É a apropriação de material genético de terceiro. estou divorciado de Tereza há um ano e não levamos o mandado de averbação no cartório e quando foi fazer a certidão do nascimento não constava a averbação. não podendo entrar com ação negatória de paternidade. ele é pai da criança. isso seria mais difícil de ocorrer problemas em relação a entrega do bebê. .houver consentimento do marido. mas a biológica pode mudar o registro. Isso acarretará no futuro. tanto que autoriza que irmãos / mães/sogras façam essa barriga de aluguel. Em questão de filiação há: .Biologia . Ao marido autorizar a mulher. Isso mostra que existem questões que eram de responsabilidade do biodireito. mas quem manteve a relação sócio afetiva foi a mulher – o CRM disciplinou de que maneira isso se dará. diversos “irmãos” se casando – para isso.havidos. desde que tenha prévia autorização do marido. ou quando o sujeito reconhece e depois quer reconstituir o reconhecimento). Embriões excedentários são aqueles que não são utilizados. entre as ações possíveis há a negatória de paternidade (movida pelo marido. O problema é se a pessoa doa reiteradamente esperma para os bancos. . pois pela relação e proximidade.

Se meramente provar a infidelidade da mulher. .Se admite desconsiderar o registro quando provar erro ou falsidade do registro. e para evitar pedido de pensão. sempre que ele tiver dúvida quanto à paternidade.1604) .03 Guarda e visitas: Família . assumo o filho de Tereza e depois me separo dela. há dois casos que são mais facilmente admitidos: esterilidade no momento da concepção e prova de que não havia possibilidade do contato sexual no momento da concepção (ex. .Há um momento em que o código afirma que ninguém pode vindicar algo contra o registro de nascimento. afirmando que continua a existência de ser pai. ex. homologando o acordo. (art. . como não havia presunção de paternidade não dá para entrar com negatória. porque se entende que pode haver outros interesses envolvidos. não haverá de plano a retirada da paternidade.barriga de aluguel pode somente ser feita com parente em até segundo grau. visto que o DNA pode concluir.Foi verificado sobre as falhas do bio-direito em algumas questões (banco de esperma.Como também pode ocorrer um acordo entre as partes com relação a guarda. o juiz concordará.uma negatória de paternidade é uma das ações que busca retirar da certidão a paternidade. é um instrumento colocado a disposição do marido contra a presunção de um filho.A decisão de guarda e de visita tem uma particularidade: a qualquer tempo. estava viajando). . dá para entrar com erro de registro? Não há erro porque se . . se o acordo entender que é do interesse do menor.Aula 19. mesmo estando transito em julgado. namoro com Tereza há duas semanas e descubro que ela está há 2 meses grávida. Outro problema no cotidiano é quando se diz erro no registro – ex. prova erro no registro. se está no registro é a verdade. com a mudança da situação fática pode ser revista.Foi visto acerca da presunção de paternidade decorrente do casamento. A mera confissão da mulher também não afasta a presunção de paternidade. por exemplo). . pois o legislador entendeu a possibilidade do concubinato pluri. Essa regra de afastar a presunção é mais utilizada em situações que o sujeito morre e não deixou parente. sou separado de Tereza e não vou até o cartório para averbar. e nesse tempo Tereza engravida de outro homem e quando vai fazer o registro fica o seu nome no filho de Teresa – é uma ação anulatória de registro.

Ex.quando houver começo de prova por escrito. por exemplo. para que conste o nome do pai o homem . Quando não for casada. neste caso. . Hoje se faz a prova por meio de DNA somente em casos em que não há como.reconheceu o filho mesmo sabendo que não era seu. em nome do filho – isso são inícios de prova que leva a possibilidade de se reconhecer. Alguns doutrinadores afirmam que se fizer prova de estado de filho bastaria. proveniente dos pais. Algo que é admitido é pela certidão de batismo. que pode ser voluntário (perfilhação) ou poderá ser judicial (coativo). Teresa pede para o companheiro ir reconhecer e ele vai. mas há circunstâncias em que a mulher dá a luz sem ser casada. deve haver o reconhecimento voluntário ou coativo. se o homem for ao cartório para registrar um filho. Outra particularidade é que em nenhum momento se chega a conclusão de que para que o homem reconheça a criança é necessário a mãe autorizar. o cartório irá chamar a mãe para verificar se ela autoriza ou não.quando existirem veemente presunção resultante de fatos já certos. confirmando com a paróquia em que ocorreu o batismo.quando a mulher é casada. esse procedimento a doutrina chama adoção a brasileira. .03 Reconhecimento de filhos Família . mas a doutrina majoritária não aceita. a lei presume que sejam de seu marido. Aula 22. não é espontâneo. logo. mas não é necessário. há um acompanhamento escolar na associação de pais e mestres. conjunta ou separadamente. Há então a presunção de paternidade decorrente do casamento (art. o pai precisa reconhecer o filho. Ex. todo mundo sabe que da minha relação com Teresa nasceu José.1597). O voluntário pode ser espontâneo. E essa adoção segue a regra da adoção que tem como principal característica a irrevogabilidade. todos os filhos. nessa medida se faz a prova por meio de testemunhas. No Brasil por meio do código de normas se faz essa exigência de que.O art. sendo que consta a mãe no registro. não incide presunção em relação a ninguém. Quando se diz voluntário não se quer dizer espontâneo. Quando não for casado não há presunção. por isso se falam da prova de estado de filho.1605 admite algumas formas de provar a paternidade: . É muito grande no país o número de crianças não registradas.

as corregedorias fazem constar no código de normas a exigência para o registro civil da autorização da mãe.Pode fazer uma declaração pública. diretamente é ter uma cláusula no testamento de cunho não patrimonial em que se afirma que X é seu filho. No art. . só se poderá reconhecer um filho depois dele morto quando ele tiver descendentes. ainda que não presente. Isso porque isso é para evitar reconhecer para somente para herdar.1609 tem as formas de reconhecimento: ele é irrevogável e poderá ser feito. por exemplo. deixo meu carro X para X filho de Maria e de X.quando se fala em reconhecimento de paternidade. vem a mente como primeira idéia o pai indo ao cartório junto com a mãe. exemplo. podendo o reconhecimento ser voluntário ou coativo. de forma que a maneira de expressar leva ao entendimento de que é meu filho. ainda que incidentalmente manifestado.a lei também admite que o reconhecimento se dê no testamento.há a possibilidade de reconhecer a criança antes mesmo que ela nasça. . Teresa mãe de Joaquim e de Jorge. mas para isso a lei impõe uma condição. é preciso individualizar. eu reconheci a paternidade de Jorge e a mãe fala de Joaquim. Na leitura do código não consegue concluir com exatidão a necessidade da presença do pai e da mãe para que seja consignada a paternidade no registro. afirmando que o filho nascido de X nascido em X é seu filho. O juiz considerando que não houve qualquer tipo de dúvida ou erro poderá extrair deste ato um mandado de registro civil. ele é anulável em algumas situações (anular tem por pressuposto a presença de um vício no reconhecimento). A paternidade pode ser reconhecida antes do nascimento da criança e pode também ser reconhecido depois da morte do mesmo. se reconhece essa paternidade. por mais que esse não seja o conteúdo principal da audiência. vou para o Japão e não vou voltar antes do nascimento e deixo um documento afirmando que o filho nascido de X é meu filho.outra forma é quando manifestada a vontade perante o juiz. indiretamente é embora não se reconheça diretamente. com isso.deverá reconhecer a paternidade. a mulher em posse deste documento levará ao cartório e extrairá novo assento de nascimento e desconsidera o anterior. se ele tiver filhos o pai não é herdeiro dele. mas não é a única forma de se reconhecer. . . Ou seja. o juiz ao indagar sobre Joaquim. Voluntário não é necessariamente espontâneo.Poderá ser feito no próprio assento do nascimento (reconhece o filho junto com a mãe) . . ex. .

condição é evento futuro e incerto. O art. pago seus estudos). No primeiro prosseguimento resolveria a situação. com ele convivo a vida inteira (cuido dele. e João vai impugnar esse reconhecimento – toda a sócio afetividade foi reconhecida. e ela não tenha outro responsável além do pai – entra a regra do princípio de proteção integral à criança (art. essa criança não poderia ingressar em investigação de paternidade. vou deixar meu celular na minha morte com Flavio – é termo morte. a mulher quando vai registrar a criança o cartorário ao indagar sobre o pai. com 14 anos ele começa a se insurgir contra a minha presença. o homem casado que tinha um filho fora do casamento. por mais que haja proteção à criança. O MP é . Quando não houver o reconhecimento voluntário poderá haver o coativo – a investigação de paternidade – traz um prosseguimento que é menos adotado que o ideal. tendo como autor da ação o MP. deve instaurar o procedimento de quem é o suposto pai e por quais motivos acredita ser ele e encaminhar para a vara – o juiz recebendo esse incidente convidará o suposto pai a reconhecer a paternidade. em uma situação extrema como essa. O art. Ex. eu que sou pianista perco meu braço em um acidente. é uma circunstância que admite que o relativamente incapaz reconheça sem a assistência dos pais. afastaria a paternidade? Essa impugnação deve ser estabelecida um contraditório e submeter ao juiz.1614: o maior não será reconhecido sem o seu consentimento e aquele que foi reconhecido enquanto incapaz terá 4 anos após o advento da capacidade para impugnar o reconhecimento. o novo código não admite essa possibilidade. Então o pai pode ir e reconhecer – voluntário. a lei traz uma situação em que ela procura resguardar o casamento. porém. ou poderia afirmar que não é o pai ou poderia não fazer nada. Ex. eu reconheço João filho de Maria.227 fala desta proteção integral). A lei não admite que seja colocado no reconhecimento termo ou condição – termo é evento futuro e certo. Quando ela afirma que o homem reconhece o filho de uma relação extraconjugal somente poderá ter sua guarda com a autorização de seu cônjuge. (art. Outras particularidades relevantes: no direito anterior. nos demais se o juiz entender que há elementos suficientes ele encaminha ao MP que ingressará com uma ação de investigação de paternidade.1611) Se o cônjuge não quiser que tenha a guarda dessa criança.1613 é claro: são ineficazes a condição e o termo apostos no ato de reconhecimento do filho.Admite-se que o relativamente incapaz faça o testamento sem assistência. quando ele tem 17 anos começa a se dar muito bem em uma atividade e começa a ganhar muito dinheiro com isso. Condição: reconheço o filho de Maria desde que o teste de DNA dê positivo – essa parte é desconsiderada.

. com o passar dos anos tem se observado a questão da sócio afetividade. desconstitui a minha paternidade e Felipe é o pai. que se alguém procura o advogado no escritório e não tem condição de pagar o serviço de advogado e as custas.6. mesmo que revogado.o testamento em que se reconhece a paternidade. Antes era necessário desconstituir a paternidade comigo. salvo autorização legal – e aqui está a legitimidade do MP. para depois ingressar com a ação de paternidade. via de regra é situação de carência presente – e então o exame de DNA é gratuito. aos 16 anos o filho de Teresa – João descobre que seu pai biológico é Felipe – ele avalia que eu sou pobre e Felipe é rico. João quer entrar com investigação de paternidade contra Felipe. a parte terá que pagar o décuplo do valor. o reconhecimento permanece.reconhecimento de paternidade voluntária é irrevogável.03 Direito de Família . assim o advogado entra com o pedido e os cartórios pedem que passe por uma triagem. . Contudo.E se a pessoa que fez o testamento tinha Alzheimer e o juiz reconhece que este está incapacitado e invalida o testamento – mesmo que haja o reconhecimento. ainda existem tribunais em que prepondera a verdade biológica sobre a sócio afetiva. Aula 25. Então a parte faz um atestado de pobreza. Isso pode? Hoje se está vivendo em uma fase de transição em que sempre se privilegiou a ascendência biológica em detrimento de qualquer outro fator. declarando que não tem como arcar com as custas.Outras particularidades: questão de ordem prática. Entendem que se a parte quer justiça gratuita a parte deve procurar a defensoria pública ou os escritórios modelos das faculdades. e se for mentira. . e se for comprovado que mentiu – procura descobrir se o advogado cobrou honorários da parte. Sobre justiça gratuita: há um falso entendimento do judiciário. Nesta medida o IBDFAM defende que formada a sócio afetividade o reconhecimento é irrevogável. este não permanece válido. Direito do filho a sua verdade: João poderá ingressar com a ação de investigação de paternidade e eu sequer participo do processo. O que é um mal entendimento.Algo bastante controverso: exemplo – conheci Teresa e eu reconheço o filho de Teresa. CPC afirma que ninguém pode pleitear direito alheio em nome próprio. . logo. uma das . continuo com Teresa. e o advogado se prontifica a fazer.legitimo para pleitear uma investigação de paternidade? O art. na investigação de paternidade é comum que se cumule o pedido de alimentos. Nessa situação do MP entrar. porém.

ex. ele tem que ter mais elementos que evidenciem que Manoel é meu pai mesmo.Também esta presunção contra o pai não se estende aos demais familiares. a não ser em situações específicas de acordo. visto que há uma presunção. a recusa do exame não gera presunção contra os parentes do pai. . indícios que ele possa ser o pai.03 Debate sobre o trabalho! Família Advogado e orientação: Adamastor. . Tereza e Ricardo Posição do juiz em relação ao pedido de negatória de paternidade de Adamastor. afirmando que ela é conseqüência da relação paterno filial e o STJ hoje está com uma pauta em que vai ter que decidir sobre esta questão. Há vários casos julgados que dizem não a este caso. mas interessa investigar a relação avoenga do pai dele. decorrente deste princípio os alimentos não seriam devolvidos. Outra particularidade é a presunção de paternidade pela recusa de realizar exame de DNA: o STJ sumulou sobre a presunção e esta lei está na lei de paternidade. quando no meio do processo ele reconhece a paternidade e as partes definem um valor para os alimentos.Se o registro fosse realizado tendo Adamastor como pai e Ricardo quer ser o pai. eu cito Manoel alegando que sou filho dele e o mesmo se nega a fazer o DNA – somente isso não basta. mas esta regra não diz – ex. ela é exclusiva dos investigados. Tem sido constante um reconhecimento de relação avoenga – avô e neto – quando meu pai já não é vivo. .O STJ nos últimos meses tem proferindo sentenças em que prevalece a relação sócio-afetiva em relação ao aspecto biológico. .características dos alimentos é a irredutibilidade.quando é decorrente do casamento não há necessidade de reconhecer a paternidade. há duas possibilidades: . visto que se ele fixar alimentos desde o início e fica confirmado que não há relação de paternidade. partindo deste princípio o judiciário tem um cuidado de não fixar alimentos no início de uma investigação de paternidade.Adamastor entra com a negatória de paternidade e esta é concedida . Aula 29. Mas quando é reconhecida a paternidade os alimentos retroagem à citação. não me interessa investigar a paternidade contra ele. pai faleceu e pede exame dos parentes dele.

A lei usa o termo contestar a paternidade no sentido de insurgir contra ela. .E se Tereza vai ao cartório juntamente com Ricardo para fazer o reconhecimento do filho e o oficial do registro verifica que Tereza é casada. .. quando questionada a mesma afirma que se separou há cinco meses (ainda está dentro da presunção).1615 também usa este termo. porque ainda há presunção de paternidade do marido.Ricardo pede ação de adoção cumulada com destituição do poder familiar de Adamastor e a partir daí adota. não tem contexto processual (1601). o oficial fará o registro? Não. Se for improcedente a situação permanece como está. No caso de Ricardo querer adotar: ele só adota com o consentimento de Tereza e somente registra com o consentimento de Tereza. Quando há uma negatória de paternidade. No art. e esta é procedente a criança fica sem pai.

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