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PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE

MARGARETE ALBINO PEREIRA

CONFABULANDO NA 5ª SÉRIE

NOVA PRATA DO IGUAÇU


ABRIL/2011
MARGARETE ALBINO PEREIRA

CONFABULANDO NA 5ª SÉRIE

Projeto de Intervenção Pedagógica na Escola Estadual Cristo


Redentor – Ensino Fundamental, apresentado como um dos
requisitos do PDE – Programa de Desenvolvimento Educacional
20010 – 2012,ofertado pela secretaria de estado da Educação do
Paraná em parceria com a secretaria de tecnologia e
Desenvolvimento.

Orientadora: Professora Doutora Beatriz Helena Dal Molin - PHD


Pós-Doutora no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e
Gestão do Conhecimento/Área de Mídia e
Conhecimento/Universidade Federal de Santa Cataruna - Campus
Universitário – Trindade – Florianópolis – Brasil. Professora no
Colegiado de Letras e no Programa de Pós-Graduação em
Letras_Linguagem e Sociedade da UNIOESTE - Paraná .

Nova Prata do Iguaçu

Abril de 2011
SUMÁRIO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

TEMA DE ESTUDO

TÍTULO

JUSTIFICATIVA

PROBLEMATIZAÇÃO

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

METODOLOGIA

CRONOGRAMA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

PROFESSORA PDE: Margarete Albino Pereira


´
ÁREA PDE: Língua Portuguesa

NRE: Dois Vizinhos

PROFESSORA ORIENTADORA: Beatriz Helena Dal Molin

IES VINCULADA: UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná

ESCOLA DE IMPLEMENTAÇÃO: E. E. Cristo Redentor – Ensino Fundamental

PÚBLICO OBJETO DE INTERVENÇÃO: 5ªA

CORPO DO TRABALHO

TEMA DE ESTUDO: Leitura

TÍTULO: Confabulando na 5ª série

JUSTIFICATIVA DO TEMA DE ESTUDO


Me propus investigar esta temática visto que é papel da escola formar leitores com
domínio da leitura e da escrita. Em minha escola é comum ouvir alguns alunos dizer que
não gostam de ler e professores comentarem que certos alunos não sabem interpretar o
que leem. Ensinar ler e escrever é papel da escola e devem ser ensinados como atitude
de vida, não como mero passatempo. Para tanto é necessário desenvolver nos alunos
competências para a aprendizagem eficiente. A Internet é atraente para o educando e
deve ser aproveitada como recurso didático para auxiliar na aprendizagem.
É função da escola ensinar ler e escrever e a leitura de poemas em conjunto com a
Internet vem facilitar essa função porque a criança aprende buscando leituras, vivendo
outra realidade no laboratório de Informática, interagindo com os colega, partilhando
descobertas, reinventando, fazendo novas leituras. Kleiman diz:

Ensinar a ler com compreensão não implica em impor uma leitura única, a
do professor ou especialista, como a leitura do texto. Ensinar a ler é criar
um ambiente de expectativa prévia, o conteúdo maior será sua
compreensão; é ensinar a criança a se autoavaliar constantemente durante
o processo para detectar quando perdeu o fio: é ensinar as múltiplas fontes
de conhecimento – linguísticas, diversas, enciclopédias – para resolver
falhas momentâneas no processo; é ensinar antes de tudo, que o texto é
significativo, e que as sequências discretas nele contidas só tem valor na
medida em que elas dão suporte ao significado global (KLEIMAN,1985,
p.151).

Portanto cabe ao professor desenvolver uma atitude crítica, sugerir hipóteses, fazer
inferências, fazer da leitura algo interpretado de acordo com sua função no
desenvolvimento de um significado para aquilo que se lê. Desenvolver as relações entre
leitura e indivíduos em todas as suas interfaces.
A leitura pode ser realizada na sala de aula em voz alta, mas a leitura silenciosa em
um livro ou na Internet permite que o aluno se envolva mais na busca de significados,
usando seu próprio ritmo e as regressões ou releituras sempre que se fizer necessário.
Ela é um meio de crescimento e desenvolvimento pessoal, seu objeivo desenvolvido pela
criança, é determinado pelo interesse e necessidade que o assunto desperta nela.
Aos educadores cabe o compromisso de despertar os educandos para o prazer, o
gosto, o deleite pela leitura; a responsabilidade para desenvolver neles a imaginação , a
capacidade criadora para que eles não sejam leitores funcionais ( que leem, mas não
entendem o que leram) porque ler não pode ser apenas decifrar a escrita, mas entender
o seu ambiente e atuar de forma consciente na sociedade.
No entanto se o professor não buscar novas alternativas, novas ferramentas para
auxiliá-lo, se contar apenas com o livro didático não realizará um bom trabalho. A leitura
também deve ser focada na interação entre leitor, texto e autor como se dialogassem e
um completasse o outro. As Diretrizes Curriculares da Educação Básica da Língua
Portuguesa (DCEs), confirma:

A leitura é (deve ser) vista como um ato dialógico, interlocutivo. O leitor


nesse contexto tem um papel ativo no processo de leitura, e para se
efetivar como co-produtor, procura pistas formais, formula e reformula
hipóteses, aceita ou rejeita conclusões, usa estratégias baseadas no seu
conhecimento linguístico, nas suas experiências e na vida sócio- cultural.
Ler, nessa perspectiva, é familiarizar-se com diferentes textos produzidos
em diversas esferas sociais: jornalísticas, artísticas, judiciária,científica,
didático-pedagógica, cotidiana, midiática, literária,publicitária, etc. No
processo de leitura é preciso, também é preciso considerar as linguagens
não verbais. A leitura de imagens, como fotos, cartazes, propagandas,
imagens digitais e virtuais, figuras que povoam com intensidade crescente
nosso universo cotidiano, devem contemplar os multiletramentos nestas
Diretrizes (DCEs, 2008, p. 71).

Então, neste projeto, a meta é promover essa interação entre texto e sujeitos como
motivação para a leitura e escrita. Despertar o gosto pela leitura de poemas,
contemplando o letramento da Internet que está cada dia mais fazendo parte de nossas
vidas, com alunos das 5ªA série, da nossa escola com a esperança de torná-los críticos,
conscientes da realidade atual e futura. Quando o leitor está motivado o nível de
compreensão textual tende a melhorar e a escrita fica mais proficiente.

PROBLEMATIZAÇÃO

É comum ouvir professores reclamar da dificuldade que os alunos têm de


interpretar, de ler nas entrelinhas. Que um grande número de alunos não gostam de ler e
só o fazem quando cobrados nas aulas de leitura – livros literários – que tomam
emprestados para ler e, muitas vezes, devolvem sem terem lido. Esta é uma reclamação
constante de todos os docentes, não só dos professores de Língua Portuguesa.
Para compreendermos esta desmotivação e desinteresse devemos nos questonar:
como fazer da leitura uma prática cotidiana? Como a utilização de poemas na sala de
aula com o uso da internet pode contribuir para formar sujeitos leitores? Quais as
dificuldades para formar sujeitos leitores?
Além de emprestar livros a escola tem a função primordial de formar sujeitos
leitores, para isto deve oferecer uma biblioteca de qualidade com um acervo diversifcado
que cative o interesse da criança e do adolescente. O professor também deve fazer a sua
parte trabalhando em suas aulas todos os gêneros literários. Inovar constantemente, usar
o laboratório de informática, levar os alunos até ele, deixá-los descobrir novas leituras,
novos letramentos.
A internet ´pode ser uma fonte de novas leituras , informações, conhecimentos e
descobertas. Uma fonte inesgotável de pesquisa. Com a utilização de poemas na sala de
aula a internet pode contribuir tecendo novos conhecimentos, despertando a curiosidade
e a descoberta de novas leituras, permite assistir videos e escrever comentários. A poesia
expressa de forma lúdica o pensamento individual , a forma que cada pessoa vê o
mundo,suas alegrias, tristezas, anseios , esperanças e desperta a sensibilidade.
Para que o aluno possa fazer da leitura uma prática cotidiana ele precisa sentir que
o professor também é um leitor. Que ele está envolvido e interessado em novas
aprendências. Quando o educando vê o professor lendo, com livros em sua bolsa ou
contanto sobre o livro que leu, ele se entusiasma, fica curioso e quer ler o que seu mestre
leu. O educador que não lê não é exemplo para seu educando.
Outro problema vivido em muitas escolas é a sitação precária das bibliotecas ou a
inexestência delas.Ou o prédio da escola está caindo e desativa-se a biblioteca porque já
são poucas as salas de aula. Existem laboratórios de informática em que é impossível
acessar a Internet pois ela só cai, então o professor leva a turma ao laboratório e não
consegue ministrar sua aula. O professor deve ter cursos de formação continuada para
aprender trabalhar com as novas tecnologias.

OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL: Pretende-se ao longo da pesquisa desenvolver motivaçãoes para o
gosto pela leitura . Formar sujeitos incansáveis de aprendências, conscientes de sua
formação atual e das gerações futuras.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Apresentar o projeto à direção da escola.


 Verificar os diferentes tipos de leitura realizada pelos alunos dentro e fora da sala
de aula e as principais dificuldades de leitura da 5ªA série.
 Conscientizar sobre o ato de ler.
 Apresentar a leitura de poemas..
 Ler e compreender poemas
 Refletir sobre as mensagens contidas no texto e relacioná-la com o seu cotidiano.
 Oportunizar aos leitores a possibilidade de repensar o real.
 Socializar ao grupo as reflexões feitas sobre as leitturas.
 Desenvolver estratégias de leitura: criar um blog; levar os alunos no laboratório de
informática; fazer a árvore da leitura.
 Movimentar o mural informativo da sala e o blog com comentários e poemas t
produzidos pelos alunos como incentivo para novas leituras.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Considerar a leitura como meio de formação e transformação humana, é criar


estratégias que cativem, desde muito cedo, os pequenos leitores, futuros participantes da
sociedade.
Ler é um processo social . Paulo Freire (1985, p. 11), um grande educador,
especialista em educação e formação de novos leitores, comenta em seu livro – A
Importância do Ato de Ler – "a leitura do mundo precede a leitura da palavra", mostrando
a importância de todos os conhecimentos antes e depois da alfabetização, para que os
novos leitores sejam capazes de interpretar, sejam autônomos de seus próprios
interesses, pois leitura não é só repetir fonemas ou decodificar códigos, é um todo
relacionado
Em todos os casos de leitura o processo é o mesmo: o leitor, o objeto de leitura e o
elemento intermediário que indica o tipo de leitura. Assim a leitura só acontece se estes
três elementos estiverem interligados. Ler é usar conhecimentos de vida para chegar a
outros mais elaborados.
Para Cândido(1972) a literatura é vista como “arte que transforma/humaniza o
homem e a sociedade”. ( Cândido apud Diretrizes Curriculares para a Educação Básica,
2008, p.57). Assim, a leitura só ocorre plenamente quando o homem é capaz de, através
do conhecimento, ser uma pessoa melhor e melhorar o mundo que o cerca.
Para Machado (1999, p.40), “um livro não é apenas aquilo que está escrito nele,
mas também a leitura que o leitor faz desse texto”. Queremos formar leitores que
continuem sendo leitores depois de saírem da escola, que frequentem feiras de livros ou
outro evento literário, que saibam escolher que livros querem ler ou comprar, sem
modismos. Que exercitem o senso crítico. Isto só se consegue com muito incentivo de
leitura na escola, debates e opiniões diversas. Queremos alunos que leem por prazer, não
por obrigação escolar.
A formação de leitor é um processo demorado. O professor deve ser um
apaixonado por leitura e usar muitas estratégias para despertar no aluno o gosto pela
leitura. Segundo Lajolo (1994, p.53):

Se a relação do professor com o texto não tiver significado, se ele não for
um bom leitor são grandes as chances de que ele seja um mau professor.
E, a semelhança do que ocorre com ele são igualmente grandes os riscos
de que o texto não apresente significado algum para os alunos, mesmo
que eles respondam satisfatoriamente a todas as ações propostas.

O professor é o primeiro a encontrar sentido nos textos que vai trabalhar com o
aluno. Ele que vai fazer com que os alunos aprendam e sejam críticos, com visão do
mundo a sua volta. Conforme Machado (1999, p.99) “ adultos que não leem não dão
exemplo de leitura nem despertam a curiosidade sobre o livro”. Logo, quem gosta de ler é
capaz de incentivar o outro a ler.
Não é só na disciplina de português que se deve buscar o conhecimento da leitura
porque as outras áreas também fazem uso desta atividade para o desenvolvimento de
suas aulas e devem participar do mesmo processo formador. Neste sentido Aguiar (2001,
p.253)

Pela via da escola, o aluno pode contatar com outros segmentos sociais
que o aproximam dos livros e, para isso, professores, supervisores,
orientadores, bibliotecários ou servidores da biblioteca, enfim, todo o
pessoal que se ocupa da educação deve estar aberto ao convívio para
além das paredes da sala de aula. Nessas ocasiões, a cada um é dado o
direito de escolha daquilo que quer ler, segundo seus interesses,
curiosidades e possibilidades.

Compartilhamos o pensamento de Aguiar, toda a escola deve estar envolvida no


processo de aquisição da leitura, ações isoladas não chegam a um resultado satisfatório.
Ao professor cabe o desafio de fazer da leitura um prática prazerosa na vida do aluno.
Dessa forma é necessário chamar a atenção da comunidade escolar para a
interdisciplinaridade.
Segundo Kleiman (2000,p.27)

O mero passar de olhos pela linha não é leitura, pois leitura implica uma
atividade de procura por parte do leitor, no seu passado de lembranças e
conhecimentos, daqueles que são relevantes para a compreensão de um
texto que fornece pista e sugere caminhos, mas que certamente não
explicita tudo o que seria possível explicitar

Neste sentido ensinar leitura exige que os educadores estejam bem preparados e
desenvolvam no educando características que o formem um ser social crítico e desejoso
de transformar a sociedade. Cagliari (1991, p.1480) afirma,

A leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. A maioria do que se


deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da
escola. A leitura é uma herança maior que qualquer diploma. Ler é uma
atividade complexa e envolve problemas não só semânticos, culturais,
ideológicos, filosóficos, mas até fonéticos. Tudo o que se ensina na escola
está diretamente ligado a leitura e depende dela para se manter e se
desenvolver. A leitura é a realização do objeto da escrita. Quem escreve,
escreve para ser lido. O objeto da escrita é a leitura.
A maioria dos problemas que os alunos enfrentam ao longo dos estudos é
decorrente de não saber ler. Se o aluno leu mas não entendeu, não leu. A leitura é
primordial para a relação do homem no seu contexto social. Cabe ao professor ensinar
não apenas um conjunto de estratégias, mas desenvolver uma atitude que faz da leitura
algo procurado e interpretado de acordo com sua função no desenvolvimento de um
significado para aquilo que se lê.
Raramente duas pessoas fazem a mesma leitura de um único texto. Boa leitura
requer assimilação, conhecimento, interiorização e reflexão. A escola que não lê para
seus alunos, não lhes dá oportunidade de ler, não terá sucesso. Não sabe aproveitar o
que tem de melhor.
Para Silva (2005, p.6)

A leitura é um processo de criação e descoberta, dirigido ou guiado pelos


olhos perspicazes do escritor. De fato, por trabalhar duplamente a
linguagem e os aspectos da vida social, entrelaçando-os na imaginação, o
escritor faz ver, ilumina, conduz o seu leitor a esferas mais amplas e
profundas da percepção. Nesses termos , a boa leitura é aquela que,
depois de terminada, gera conhecimentos, propõe atitudes e analisa
valores, aguçando, adentrando,refinando os modos de perceber e sentir a
vida por parte do leitor.

Neste sentido vale dizer que a pessoa que não lê é vazia de conhecimento. Mas se
o aluno aprende gostar de ler e faz dessa atitude um hábito, verá o mundo com outro
olhar e terá desejos de transformar sua realidade; com tal posicionamento todos
ganharão. Daí a importância do trabalho do professor, conforme frisa nas Diretrizes
Curriculares Estaduais (2008, p.73)

Na sala de aula, é necessário analisar, nas atividades de interpretação e


compreensão de um texto: os conhecimentos de mundo do aluno, os
conhecimentos linguísticos, o conhecimento da comunicação
comunicativa, dos interlocutores envolvidos, dos gêneros e suas esferas,
do suporte em que o gênero está publicado, de outros textos
(intertextualidade)
A escola deve propiciar o acesso a diferentes textos produzidos nas muitas esferas
sociais, inclusive considerar as linguagens não verbais. Todos têm leitura de mundo,
porém muitos têm dificuldades de ler o mundo que os cerca, de entender a própria língua
portuguesa. O professor, inúmeras vezes, percebe que o ensino da leitura parece nulo.
Neste momento precisa ser criativo, gostar de ler, de contar histórias para cativar seus
educandos, utilizar a mídia, aproveitar as novas tecnologias, a internet e como num tear ir
tecendo novas aprendências.
O livro foi uma criação plena, mas de acordo com Soares:

...o hipertexto, ao contrário, tem a dimensão que o leitor lhe der: seu
começo é ali onde o leitor escolhe, com um clique, a primeira tela, termina
quando o leitor fecha, com um clique, uma tela, ao dar-se por satisfeito ou
considerar-se suficientemente informado – enquanto a página é uma
unidade estrutural, a tela é uma unidade temporal.

Este novo letramento ainda assusta muitas pessoas por parecer que vai substituir o
livro, a leitura e escrita tradicionais. Urge entender que esta nova tecnologia surgiu para
somar, auxiliando a já existente. Seu objetivo é facilitar a vida das pessoas, aproximando-
as, melhorando a comunicação, facilitando a educação e o conhecimento.
Inclusive os educandos preferem utilizar o computador e as ferramentas que ele
dispõe. É uma forma mais interativa de aprender. Eles podem escrever seu texto,
modificar o texto de outro, partilhar opinião, postar comentários, se comunicar, pesquisar...
E tudo isto exige produção escrita e leitura. Dal Molin (2003) corrobora "Na era da
tecnologia, os princípios fundamentais da Aprendência são a flexibilidade, a integração e
o compartilhamento das idéias e saberes."
O bom professor é flexível. Ele lembra de incluir em suas aulas, além de bons
livros, estratégias tecnológicas como a internet para dinamizar e atualizar suas aulas. É
um grande desafio porque este mundo tecnológico ainda me assusta, ainda demoro a
aprender, mas pretendo ultrapassá-lo.

ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

Quem sabe ler viaja para todos os lugares e épocas, é crítico, é capaz de
transformar a si próprio e ao mundo que o rodeia. Na expectativa de alcançar os objetivos
propostos apoiama-nos na teoria sócio-interacionista de Freire (1985) e demais autores
anteriormente citados.
Procurando cativar o aluno da 5ª série da Escola Estadual Cristo Redentor –
Ensino Fundamental, de Nova Prata do Iguaçu através de um blog educativo onde os
alunos pusam postar seus comentários, seus pontos de vista sobre as poesias ou
qualquer texto lido, e, ao mesmo tempo, levá-los a ler o blog e interagir com os colegas.
Usar a Internet para pesquisar novos poemas e fazer novas leituras, ampliado assim seu
universo de leitura e conhecimento.
Através das oficinas de poemas queremos construir uma ponte entre autor e leitor,
questionando sempre as idéias do poema e sua relação com o mundo do aluno.
Incentivando-os a apresentar oralmente suas produções e de outros poetas. Encarar a
leitura do aluno como um todo.
Trabalhar oficinas de poemas para desenvolver a sensibilidade, criatividade e
conhecimento literários dos estudantes. Promover um sarau de poesia onde cada um terá
oportunidade de ler em voz alta sua produção literária, ler um poema de outro autor,
declamar ou comentar sobre o que leu e aprendeu.
Passar um video (um poema) para a classe, Explicar e interagir com ela sobre
poemas e poesias. Posteriormente leva-os ao laboratório de informática para que a turma
pesquise e leia na internet outros poemas. Também visitem o blog da professora sobre o
assunto onde deverão postar comentários sobre o projeto e poemas lidos.Vão imprimir
poemas para a árvore da leitura. Na sala de aula vão contar sobre os textos que leram.
Vão escrever comentários e poemas para afixar no mural da classe.
Trabalhar novas oficinas.
A árvore da leitura consiste no seguinte: cada poema será impresso em papel A4
que será colocado dentro de garrafas pets transparente, depois fecha-se a garrafa que
será amarrada com barbante e pendurada ao tronco das mangueiras da escola. Enquanto
os alunos passeiam pelo pátio da escola terão oportunidade de se deleitar com boas
leituras. Convidar os pais e a comunidade escolar para conhecer o trabalho.
Confeccionar um mural literário na classe onde serão afixados poemas produzidos
ou pesquisados pela turma.
Este projeto de Intervenção Pedagógica visa o deleite e a busca contínua da mais
leitura para além da sala de aula. Um prazer pela busca de novos conhecimentos para
melhorar sua vida escolar e cotidiana.
O professor, apoiado pela escola, deve desenvolver estratégias para um ensino
eficaz na leitura nas aulas de língua portuguesa procurando fazer com que os nossos
alunos gostem de ler.
CRONOGRAMA DE AÇÕES:

 Encontro de Orientação
 Aprofundamento teórico
 Apresentação da proposta à direção
da escola.
 Organização e participação no GTR
 Implementação do Projeto de
Intervenção Pedagógica na escola
 Coleta de dados para avaliação da
prática
 Produção do Material Pedagógico
 Elaboração do Artigo Científico

REFERÊNCIAS :

AGUIAR, Vera Teixeira de. A escolarização da Leitura Literária. Belo Horizonte:


Audiência, 2001.

BAMBERGER,Richard. Como incentivar o hábito da leitura. 6.ed .São Paulo:Ática,


1995.
( Série educação em ação)

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa .Ministério da


Educação e Desporto. Brasília,1997.
CAGLIARI, Luís Carlos. Alfabetização e Linguística. São Paulo. Scipione, 1991. p.148.

DAL MOLIN,Beatriz Helena. Do tear a tela: uma tessitura de linguagens e sentidos para o
processo de aprendência 237f.2003. Tese. ( Doutorado em engenharia da produção),
Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção,UFSC, Florianópolis.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler. 9 ed. São Paulo: Cortez, 1985.

KLEIMAN, Ângela. Texto e Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. Campinas: Pontes,


2000.

LAJOLO, Marisa. O texto não é pretexto. Será que não é mesmo? Escola e Literatura
Velha Crise e Novas Alternativas. 1 ed. Global, São Paulo,2009.

------------. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 2 ed. São Paulo: Ática, 1994.

MACHADO, Ana Maria. Contracorrente: conversa sobre Leitura e Política. São Paulo:
Ática,1999.

PARANÁ, Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Secretaria de Estado da


Educação. Curitiba. 2008.

PARANÁ, Currículo Básico para a Escola Pública do Estado do Paraná. Curitiba,


1990.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. A produção da Leitura na Escola: Pesquisas x Propostas.


2 ed. São Paulo: Ática, 2005.