Você está na página 1de 3

Pedro Henrique de Melo Silva

Bacharelado em Letras: Tradução Língua Inglesa


Turma MBI1

Fichamentos
ROBINSON, Douglas. Becoming a Translator An Introduction to the Theory and Practice of Translation. 2. Ed. Londres:
Routledge, 2003.
A obra está voltada tanto para o público que deseja se tornar tradutor quanto para tradutores já formados que
desejam expandir seus conhecimentos. O autor afirma seu livro ser escrito para que seu conhecimento seja adquirido pelo
profissional de tradução, mas categoricamente ressalta que nenhum conhecimento teórico toma o lugar da prática e que
ambos somam para a experiência de um profissional. Através de experiências, apontamentos de técnicas, indagações e
exercícios, o autor tenta passar o que é preciso para exercer a profissão de tradutor e fazê-la bem.
No primeiro capítulo, o autor começa abordando quem são os tradutores e discorre sobre as atribuições da
profissão para que quem deseja seguir tal caminho tenha certeza do que terá de fazer pela frente. Descreve a personalidade
de um tradutor em geral e o que isso afeta a maneira de trabalhar. Após, passa a tratar de pontos importantes da profissão
como confiança no seu trabalho como tradutor que o cliente deve ter, que é adquirida ao se completar todas as tarefas
delegadas pelo mesmo, a tradução correta, no tempo correto e da maneira que o cliente escolheu; envolvimento na
profissão ao participar de conferências e ser parte de grupos associados; ética na maneira de traduzir e tentar ao máximo
não expressar a opinião própria, mas sim tentar manter a opinião do autor original, entre outras coisas; velocidade com
que os trabalhos são entregues e quais fatores a influenciam; administração do projeto como um todo, saber organizar as
tarefas para tudo estar certo ao final. Por fim menciona que de fato deve haver um gosto pela profissão, já que o trabalho é
em sua maior parte individual e pode chegar a ser monótono dependendo da situação.
No capítulo cinco, o autor se aprofunda no assunto da experiência e primeiro comenta sobre que experiências são
necessárias para um bom tradutor. Primeiramente experiência de mundo é fundamental e o autor exemplifica sua
importância mencionando situações onde o tradutor é munido de sabedoria em várias línguas, porém peca ao deixar o
saber de mundo para trás, pois conhece as palavras, mas não entende o assunto. O autor também ressalta que o importante
é sempre continuar estudando e nunca parar, pois conhecimento nunca é demais. Mais à frente o autor fala sobre três
abordagens importantes durante a tradução. Primeiramente fala da intuição, que apesar de ser algo que se usada
aleatoriamente seja ruim, não é algo que deva ser completamente ignorado quando traduzindo. Continua com a
abordagem de se criar padrões ao ser exposto a diversos casos e levando em consideração o conhecimento adquirido
previamente, o que ajuda o tradutor a fazer seu trabalho mais rápido e adquirir confiança no que está escrevendo. Por
último trata de regras e teorias de base própria de cada tradutor, que é criada a partir da experiência e acaba marcando o
tradutor e seus textos, já que o tradutor passa a usá-las com frequência nos mais variados casos, quando as mesmas se
encaixam.
No capítulo nove, o autor inicia discorrendo sobre o tradutor como um ser social, pois há mais na tradução do que
apenas achar as palavras corretas, “envolve também lidar com clientes, agencias, empregadores; redes de contatos,
pesquisa, uso da tecnologia; e uma visão geral dos papeis que a tradução desempenha na sociedade e vice-versa. ” (p.
192). Para o autor, a primeira tarefa para se tornar um tradutor pode ser fingir ser um tradutor experiente, pois apenas
assim é possível conseguir trabalhos para adquirir experiência e se tornar um tradutor de verdade. É preciso agir como um
tradutor experiente na hora de interagir com o público para que outros trabalhos apareçam. Isso então leva ao fato de
aprender a ser um tradutor requer mais do que aprender palavras, mas sim aprender todo um contexto envolvido no
trabalho.
Variação, Mudança e Unidade da Língua (p. 61-66). Terceiro Capítulo
AZEVEDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha,
2010.
O trabalho do autor se baseia nas regras da norma culta da língua portuguesa e discorre
sobre elas separando-as por assunto dentro da língua portuguesa didática. O terceiro capítulo
é denominado Variação, Mudança e Unidade da Língua e é subdividido em quatro tópicos.
O autor começa o capítulo falando sobre a língua em constante mudança e discorre
sobre os fatores diversos que acarretam essa mudança contínua. Alguns exemplos de
mudanças são o surgimento de novas palavras, mudanças coletivas de pronúncia, mudanças
de construções gramaticais, entre outras. Passa então a discutir o uso padrão da língua e para
melhor didática no decorrer do capítulo a compara com uma música ao pensar na situação de
uma canção interpretada por diversos artistas diferentes. A diferença entre eles pode ser
grande, porém é possível reconhecer a canção original, o que é o que acontece com a língua
de uso padrão. Por fim menciona as diversas normais e variedades da língua, dando exemplos
e explicando cada uma delas.