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Exercícios de Geometria

1. Use os axiomas de incidência A1–A3 para demonstrar as proposições 1.1–1.4.

2. Sejam X" e X# «planos» finitos dotados de geometrias que satisfazem A1–A3. Suponha que X" e X# são
isomorfos — ou seja, que existe uma bijecção FÀ X" p X# tal que, para quaisquer três pontos P, Q e R em X" ,
os pontos FÐPÑ, FÐQÑ e FÐRÑ em X# são colineares se e só se P, Q e R forem colineares. Mostre que:
a) Dada uma recta 6 © X" , o conjunto FÐ6Ñ é uma recta de X# ;
b) 6" , 6# , á , 65 (k € 2) são rectas concorrentes em X" se e só se FÐ6" Ñ, FÐ6# Ñ, á , FÐ65 Ñ forem rectas
concorrentes em X# ;
c) Dado P − X" , há tantas rectas de X" passando por P como rectas de X# por FÐPÑ.

3. Averigue se, dos planos finitos acima representados, existem ou não dois que sejam isomorfos. (Os
vértices que aparecem alinhados representam pontos colineares; nestes diagramas há, assim, rectas
constituídas por dois ou três pontos.)

-3 -2 -1 1 2 3

-1

-2

-3

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Exercícios de Geometria

4. Considere a função 2À ‘ p ‘ cujo gráfico se apresenta atrás.


a) Explicite 2ÐBÑ, para n Ÿ B  n  " e n − ™.
b) Suponha que as distâncias em ‘# são medidas como habitualmente (se for P œ ÐB" , C" Ñ e Q œ ÐB# , C# Ñ,
então pomos kPQk œ œ ÈÐB#  B" Ñ#  ÐC#  C" Ñ# ), excepto se P e Q estiverem ambos sobre o eixo
dos BB, caso em que pomos kPQk œ k2ÐB# Ñ  2ÐB" Ñk. Verifique que, nesta nova geometria, e
entendendo-se por rectas as rectas usuais de ‘# , os axiomas A1–A5 são ainda válidos mas o axioma
A6 falha (o enunciado de A6 aparece na próxima secção). (Sugestão. Se P œ Ð 32 ,0Ñ e Q œ Ð 12 ,0Ñ, o que
é o segmento PQ ?)

5. Mostre que as duas diagonais de qualquer quadrilátero convexo se intersectam nalgum ponto.

6. Mostre que, se uma recta intersectar o interior de um triângulo, então ela intersecta algum dos lados.

D C B

7. A figura acima explica porque não existe nenhum critério LLA: os triângulos ˜ ABC e ˜ ABD não são
congruentes, e no entanto tem-se AC ¶ AD, AB ¶ AB e n ABC ¶ n ABD. Mostre que:
a) Se AB ¶ DE, AC ¶ DF e n CBA ¶ n FED, mas os triângulos ˜ ABC e ˜ DEF não forem
congruentes, então kCBk  kEF k ou kCBk  kEF k;
b) Se kCBk  kEF k então n BCA  90;
c) Se dois triângulos rectângulos tiverem as hipotenusas e um dos catetos congruentes então eles são
congruentes.

8. Um paralelogramo é um quadrilátero convexo ABCD cujos lados opostos são congruentes: AB ¶ DC e


BC ¶ AD. Mostre que:
a) Os ângulos opostos de ABCD são congruentes;
b) As diagonais se intersectam no ponto médio de ambas;
c) ABCD é um losango (isto é, é equilátero) se e só se as suas diagonais se intersectarem
ortogonalmente.

9. Seja H um ponto interior do triângulo ˜ ABC. Mostre que kHBk  kHC k  k ABk  k AC k e
n BHC  nBAC. (Esta é a proposição 21 do livro I dos Elementos de Euclides.)

10. Mostre que, se M for o ponto médio do lado BC de ˜ ABC, então k AM k  "# Šk ABk  k AC k‹.

11. Sejam 6 uma recta, A um ponto exterior a 6 e B a projecção ortogonal de A sobre 6.


a) Mostre que, se C e D forem pontos de 6 tais que kBC k  kBDk , então k AC k  k ADk;
b) Seja 0 À 6p ‘ um sistema de coordenadas tal que 0 ÐBÑ œ 0. Mostre que a função 2À ‘ p ‘ dada por
2ÐBÑ œ k A 0 " ÐBÑk é: (i) contínua; (ii) estritamente monótona em cada intervalo [0,  ∞[ e ]∞,0];
(iii) uma função par; (iv) lim 2ÐBÑ œ  ∞;
BÄ„∞
c) Conclua que, se uma recta passar por um ponto do interior de uma circunferência, então essa recta
intersecta a circunferência em exactamente dois pontos.

12. Sejam ˜ ABC e ˜ DEF dois triângulos tais que AB ¶ DE, BC ¶ EF e n ABC  n DEF. Mostre que
k AC k  kDF k. (Proposição 24, livro I dos Elementos de Euclides.)

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13. Mostre que se, em ˜ ABC, a bissectriz de nA intersectar BC em Q, então k ABk  k AC k se e só se


kQBk  kQC k.

B N C

A M D

14. Um quadrilátero convexo ABCD diz-se de Saccheri se os ângulos adjacentes à base AD forem rectos, e
as alturas AB e DC forem congruentes (figura em cima). Mostre que:
a) As duas diagonais AC e BD são congruentes;
b) ˜ DCB ¶ ˜ ABC;
c) n B ¶ n C, e ambos estes ângulos são Ÿ 90;
d) kBC k € k ADk. (Sugestão. Prove que n ABD Ÿ n BDC e use o exercício12.)

15. Seja ABCD um quadrilátero de Saccheri de base AD (ver exercício14), e sejam M e N os pontos médios
de AD e BC. Mostre que:
a) MN é perpendicular a ambas as rectas AD e BC;
b) kMN k Ÿ k ABk (sugestão: o que aconteceria se os catetos do triângulo rectângulo ˜ MNB fossem
maiores que os catetos de ˜ BAM?);
c) Se P e Q forem pontos quaisquer das rectas AD e BC então kPQk € kMN k.

16. Mostre que todo o triângulo equilátero pode ser inscrito nalguma circunferência (isto é, existe um ponto
que é equidistante dos três vértices); e, mais geralmente, que todo o polígono convexo regular (lados e
ângulos internos todos congruentes) pode ser inscrito numa circunferência.

D L M

C B

17. Dado ˜ABC, suponha que D é o ponto de intersecção da bissectriz do ângulo interno em B com a
bissectriz do ângulo externo em C, e que a paralela a BC por D intersecta AC e AB nos pontos L e M.
a) Verifique que ˜ DLC e ˜ MDB são ambos isósceles.
b) Exprima o comprimento k LM k à custa de k LC k e de kMBk.

18. A circunferência inscrita de ˜ ABC é aquela que é tangente a cada um dos segmentos AB, BC e CA (ou
seja, é tangente a cada uma das rectas que prolongam esses segmentos, e os pontos de contacto estão nesses
segmentos); e o incentro de ˜ ABC é o centro dessa circunferência. Verifique que o incentro é o ponto de
intersecção das bissectrizes dos três ângulos internos de ˜ ABC, e descreva com detalhe uma contrução com
régua e compasso da circunferência inscrita.

19. Construa um triângulo rectângulo, conhecidas a hipotenusa c e a altura h baixada do vértice oposto.

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20. Construa uma circunferência de raio dado R, que seja tangente a uma recta dada 6 e a uma circunferência
dada V.

21. Sejam A e B dois pontos fixados e M um ponto móvel, todos na mesma circunferência V. Prolongue AM
até um ponto N tal que kMN k œ kMBk. Qual o lugar geométrico dos pontos N assim obtidos à medida que M
percorre V?

22. Sejam 6 uma recta e A um ponto exterior a 6. Qual o lugar geométrico dos pontos N tais que AN é a
hipotenusa de um triângulo rectângulo isósceles ˜ AMN cujo 39 vértice M está em 6 ? (Ver figura em baixo).

M l

23. Qual o lugar geométrico dos pontos médios das cordas de uma circunferência que passam por um ponto
interior P distinto do centro? E se P for exterior à circunferência?
24. Mostre que, em qualquer quadrilátero convexo, os pontos médios dos lados são os vértices de um
paralelogramo.

25. Seja ˜ ABC um triângulo isósceles de base BC. Escolhido M − BC, distinto de B e de C, sejam N − AC
e P − AB tais que MPAN é um paralelogramo. Mostre que o perímetro desse paralelogramo não depende da
escolha de M.

26. Seja ˜ MNP um triângulo isósceles de base MN, e seja A − MN. Mostre que a soma das distâncias de A
às rectas MP e NP não depende de A.

27. Sejam A e B dois pontos distintos, e considere X, Y do mesmo lado da recta AB tais que AX ² BY. Sejam
Z o ponto de intersecção das rectas AY e BX, e C a intersecção de AB com a recta paralela a AX por Z.
" " "
Mostre que k AX k  kBY k œ kCZ k .

28. Seja ˜ ABC um triângulo isósceles com AB ¶ AC. Suponha que:


i) M é o ponto médio de BC, e O − AM é tal que a recta OB é perpendicular a AB;
ii) Q é um ponto do segmento BC distinto de B e de C;
iii) E é um ponto da recta AB e F um ponto da recta AC tais que E, Q e
F são distintos e colineares.
Mostre que OQ e EF são rectas perpendiculares se e só se for kQEk œ œ kQF k.

29. Diga o que está errado na demonstração do seguinte «teorema».


«Teorema». Todos os triângulos são isósceles.

Demonstração. Seja ˜ ABC um triângulo qualquer. Chame D ao ponto médio de BC, e seja DE a mediatriz
desse segmento. Considere a bissectriz de n BAC:
1) Se a bissectriz não intersectar DE, elas são paralelas, e portanto a bissectriz é perpendicular a BC. Logo
AB ¶ AC, isto é, ˜ ABC é isósceles;
2) Se a bissectriz e DE se intersectarem, considere-se F comum às duas. Sejam H e G as projecções
ortogonais de F em AB e AC. Então os triângulos rectângulos ˜ AFG e ˜ AFH são congruentes, já que
têm ângulos agudos congruentes (n FAG ¶ n FAH) e a mesma hipotenusa AF. Logo AH ¶ AG e FH ¶
FG.

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E
H G
F

B D C

Também os triângulos ˜ BDF e ˜ CDF são congruentes, já que BD ¶ DC, o lado FD é comum aos
dois, e n BDF ¶ n CDF. Logo FB ¶ FC.
Os dois triângulos rectângulos ˜ FBH e ˜ FCG têm assim a hipotenusa e um dos catetos
congruentes, isto é, FB ¶ FC e FH ¶ FG. Pelo teorema de Pitágoras, também BH ¶ CG. Mas então, e
como já vimos que AH ¶ AG, resulta que
k ABk œ k AH k  kHBk œ k AGk  kGC k œ k AC k
isto é, ˜ ABC é isósceles.
Portanto, em qualquer dos casos (1) e (2), ˜ ABC é isósceles.
C. Q. D.

30. Dado o lado + do triângulo equilátero ˜ ABC, calcule em função de +:


a) o raio < da circunferência V tangente às rectas AB e AC nos pontos B e C;
b) a distância de A ao centro de V.

31. São dadas duas circunferências concêntricas V e Vw . Suponha que existe um triângulo ˜ ABC cuja
circunferência inscrita é V e cuja circunferência circunscrita é Vw .
a) Mostre que ˜ ABC é equilátero.
b) Calcule a razão entre os raios de V e de Vw .

32. Dados segmentos de comprimentos + e , (+  ,), indique como construir com régua e compasso um
segmento de comprimento: +  ,; +  ,; +,; +/,.

33. Dados três pontos distintos e não colineares A, B, I, construa ˜ ABC cujo incentro seja I. Que condições
devem satisfazer A, B, I para que exista um tal triângulo?

34. Construa um triângulo, conhecidos os pontos onde a mediana, a bissectriz e a altura respeitantes a um
mesmo vértice intersectam a circunferência circunscrita.

35. Construa um triângulo ˜ ABC, conhecendo o circunraio R, o comprimento k AC k œ ,, e o valor 2 da


altura relativamente ao vértice A.

36. Dadas uma circunferência V, uma recta 6, e dois pontos P − V e Q − 6, construa com régua e compasso
uma circunferência tangente a V e a 6 e passando por: (i) P; (ii) Q.

s
A

r B

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37. Descreva uma contrução, com régua e compasso, do centro da circunferência que passa pelo ponto A e:
a) É tangente à recta < em B;
b) É tangente às rectas paralelas < e =.

38. Dados dois segmentos de comprimentos + e b, dizemos que um segmento de comprimento B é o meio
proporcional entre os segmentos dados se for Ba œ Bb .
a) Na figura em baixo ilustramos uma contrução do meio proporcional. Justifique essa construção.
b) Mostre que, dadas duas circunferências tangentes exteriormente, a porção de uma tangente comum
compreendida entre os dois pontos de contacto (que supomos distintos) é o meio proporcional entre os
diâmetros das duas circunferências.

a b

39. a) Sejam V e W duas circunferências exteriores uma à outra e de raios distintos. Sejam 6, 7, 8 três
tangentes comuns a V e a W. Suponha que, com excepção dos pontos de tangência, V e W estão no
interior de um dos ângulos formados por 6 e 7, mas estão em lados opostos da recta 8 (figura em
baixo). Mostre que os segmentos determinados em 6 e 7 pelos pontos de tangência são congruentes
àquele que é determinado em 8 pelos pontos de intersecção com 6 e 7.
b) Construa um triângulo ˜ ABC, dados o comprimento - do seu lado AB, o raio <" da sua circunferência
inscrita, e o raio <# da sua circunferência ex-inscrita, tangente a AB e aos prolongamentos dos lados
BC e CA.

n Q
l
P

A B
C
D C2
C
C3
m
C1

40. Construa ˜ ABC, dados:


a) k ABk e os comprimentos mC e hC da mediana e da altura respeitantes a C;
b) k ABk , o raio < da circunferência inscrita, e a distância k AI k entre A e o incentro I de ˜ ABC.
41. [Figura em cima.] Considere, num segmento AB, um ponto C distinto de A, B e do ponto médio de AB .
Sejam V" , V# e V$ as circunferências de diâmetros AB, AC e CB, respectivamente, e P − V# , Q − V$ dois
pontos distintos tais que PQ é uma das tangentes comuns a V# e V$ . Suponha que R − V" é tal que R C ¼ AB,
e que os pontos P, Q, R estão todos do mesmo lado da recta AB. Mostre que PCQR é um rectângulo.

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42. Suponha que, em ˜ ABC, as bissectrizes dos ângulos interno e externo em n A intersectam a recta BC
nos pontos X e Y.
k XBk k ABk k] Bk
a) Mostre que k XCk œ k ACk œ k] C k .
]C
b) Conclua que XB
XC † ]B œ ".

h?

B C

43. Diga como deve proceder um observador colocado na planície BC para calcular a altura (relativamente
a BC) do ponto A situado no topo de uma escarpa (figura em cima). (Note que A é visível mas inacessível, e
o pé da altura baixada de A sobre BC está ocultado.)

44. Um triângulo rectângulo tem catetos de comprimentos + e ,. Calcule, em função de + e ,, o comprimento


do segmento da bissectriz do ângulo recto entre o vértice e a hipotenusa.

45. Dado um triângulo ˜ ABC, seja D um ponto pertencente à recta BC e distinto de B e de C. Mostre que a
razão entre os raios das circunferências circunscritas aos triângulos ˜ ABD e ˜ ACD não depende de D. Para
que ponto D atingem esses raios o menor valor?

46. Determine os lados dum triângulo conhecendo o seu perímetro e os seus ângulos internos.

47. No trapézio ABCD tem-se k ABk œ 8, k AC k œ kBC k œ 5 e k ADk œ kDC k. Calcule nBAD e kBDk.

48. Exprima, em função dos ângulos nB e nC de ˜ ABC, o ângulo formado pela altura e pela bissectriz
relativas ao vértice A.

49. Exprima, em função dos ângulos internos de um triângulo rectângulo, o ângulo formado pela altura e
pela mediana relativas ao ângulo recto.

4 3 5
6 7
c
8 8 1
2
7 6
c c
5
a b 4
c
3 2
1

a) b)

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1
2
b2
a2

b2
a2
c2

c2

3
4 5

c)

50. Obtenha demonstrações do teorema de Pitágoras a partir de cada uma das figuras (ou sequência de
figuras) anteriores.

51. Seja A um ponto fixado no interior de um ângulo n XOY, e passe por A uma recta 6 intersectando OX e
OY nos pontos B e C. Mostre que, de todos os triângulos ˜ OBC assim obtidos, tem área mínima aquele em
que A é o ponto médio de BC.

52. Exprima os lados de ˜ ABC em função da sua área e dos ângulos n A e n B.

53. Um trapézio isósceles tem área igual à diferença dos quadrados dos lados paralelos. Calcule os ângulos
internos do trapézio.

54. Sabendo que os rectângulos ABCD e APQR na primeira figura em baixo têm igual área, mostre que as
rectas PD e RB são paralelas.
A
D C

R Q
E

F
G
A B P C
B D

55. Dado ˜ ABC, sejam D o ponto médio de BC, E o ponto médio de AD, F o ponto médio de BE, e G o
ponto médio de CF. Exprima a área de ˜ EFG em função da de ˜ ABC (segunda figura em cima).

56. Chamamos inraio do triângulo ˜ ABC ao raio < da sua circunferência inscrita. Mostre que, notando por
p o semiperímetro e por T a área de ˜ ABC, se tem T œ pr.
,-+
57. Mostre que, se ˜ ABC for um triângulo rectângulo de hipotenusa BC, então o seu inraio é < œ # .

58. Construa um triângulo, conhecendo o comprimento de um dos lados, o valor da altura correspondente a
esse lado, e o raio da circunferência inscrita. (Sugestão. Use a fórmula T œ : < do exercício 56.)

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59. Mostre que todo o quadrado tem área maior que qualquer triângulo com o mesmo perímetro.

60. Qual o triângulo de maior área entre todos aqueles em que a soma dos comprimentos de dois dos lados é
uma certa constante?

61. Sejam V uma circunferência e A, B dois pontos distintos, não pertencentes a V. Para cada M − V, sejam N
o simétrico de M relativamente a A, e Q o ponto médio de MB. Determine M − V de modo que ˜ MNQ
tenha área máxima.

62. Seja A um ponto no interior do ângulo n XOY, e considere os triângulos que são «cortados» desse ângulo
pelas rectas que passam por A. Mostre que o triângulo de menor perímetro entre todos os assim obtidos é
aquele em que A é ponto de contacto com uma circunferência ex-inscrita do triângulo (veja a figura em
baixo).
Y

O X

63. Dados T  ! e # − Ó!ß ")!Ò, procuramos, de entre todos os triângulos de área T em que um dos ângulos
internos tem amplitude # , aquele em que o lado oposto a # é o menor possível. Dado um tal triângulo,
designamos por +, , os lados adjacentes a # e por - aquele que se lhe opõe.
a) Mostre que a condição de - ser o menor possível é equivalente à de +  , ser o menor possível.
(Sugestão. Use a lei dos cossenos.)
b) Conclua que o triângulo procurado é o isósceles.

64:
a) Mostre que as seguintes afirmações são equivalentes:
(i) De entre todos os triângulos com o mesmo perímetro, o equilátero é o único com inraio máximo.
(ii) De entre todos os triângulos com o mesmo inraio, o equilátero é o único com perímetro mínimo.
b) Demonstre a afirmação (i). (Sugestão. Use a fórmula T œ : < do exercício 56.)
c) Deduza que, em qualquer triângulo, se tem :Î< € È#(, e que a igualdade se verifica se e só se o
triângulo for equilátero.

65. São dados um ângulo nXOY e uma circunferência V inscrita nesse ângulo (ou seja, tangente às semi-
-rectas OX e OY ). Determine o triângulo de área mínima entre todos aqueles que são cortados em n XOY por
rectas tangentes a V e têm V como circunferência inscrita (primeira figura em baixo)Þ

X X

O Y O Y

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66. São dados um ângulo nXOY e uma circunferência V inscrita nesse ângulo. Determine o triângulo de área
máxima entre todos aqueles que são cortados em nXOY por rectas tangentes a V e têm V como uma das cir-
cunferências ex-inscritas (segunda figura atrás). (Note que todos esses triângulos têm igual perímetro e use a
fórmula T œ : <.)

67. Dado um triângulo acutângulo ˜ ABC de lados a, b, c e ângulos α, " , # , designe por : o seu
semiperímetro, por R o seu circunraio, por < o seu inraio, e por 5+ , 5, e 5- as distâncias do circuncentro às
rectas BC, AC e AB.
a) Verifique as fórmulas
5+ œ R cos α, 5, œ R cos " , 5- œ R cos #
e deduza que
5+ Ðb  cÑ  5, Ða  cÑ  5- Ða  bÑ œ # : R

,) Mostre que
5+ † a  5, † b  5- † c œ # : <

c) Demonstre a fórmula
5+  5,  5- œ R  <

d) Mostre que as fórmulas anteriores são também válidas para triângulos não acutângulos, com a
convenção de ser 5+  ! no caso de A e o circuncentro estarem em lados opostos da recta BC, e
5+ € ! no caso contrário, e usando convenção análoga para 5, e 5- .

68. Dado um polígono convexo com 8 lados inscrito numa circunferência, considere uma divisão desse
polígono em 8  # triângulos de tal modo que todos os vértices desses triângulos sejam também vértices do
polígono (na figura em cima aparecem duas divisões possíveis de um mesmo polígono de sete lados). Mostre
que a soma dos inraios desses 8  # triângulos depende só do polígono e não da divisão considerada.
(Sugestão. Use o exercício anterior.)

69. Mostre que, em qualquer triângulo, os seis triângulos obtidos unindo o baricentro aos vértices e aos
pontos médios dos lados têm todos igual área.

70. Considere, num qualquer triângulo, os pontos de tangência da sua circunferência inscrita com os lados.
Mostre que as três cevianas obtidas unindo cada um desses pontos ao vértice oposto são concorrentes.

71. Indique, justificando, o centro de massa de cada um dos seguintes sistemas (supõe-se que a massa está
concentrada nos vértices, e que todos os vértices têm a mesma massa): 1) um paralelogramo; 2) um
pentágono regular; 3) dois triângulos equiláteros congruentes, colocados lado a lado e partilhando um
vértice, como na primeira figura em baixo.

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Exercícios de Geometria

Y X

A Z B

72. Sabendo que, na segunda figura em cima, se tem kBX k œ # k XC k e k AY k œ # kYC k, mostre que:
a) Z é o ponto médio do segmento AB;
b) a área de ˜ ABP é metade da de ˜ ABC.

73. Mostre que o baricentro de cada triângulo é também o baricentro do triângulo formado pelos pontos
médios dos seus lados.

74. Conhecidos os comprimentos + e , de dois lados de um triângulo, e sabendo que as medianas relativas a
esses lados se intersectam ortogonalmente, calcule o terceiro lado - .

75. Construa um triângulo, conhecidos os comprimentos das suas medianas.

76. Num triângulo ˜ ABC, duas cevianas AX e AX w , em que X, X w − BC, dizem-se isógonas se for
nBAX ¶ nCAX w ; e de modo análogo se definem cevianas isógonas relativamente aos outros vértices.
a) Suponha que AX e AX w , BY e BY w , CZ e CZ w são três pares de cevianas isógonas. Mostre que AX, BY e
CZ são concorrentes num ponto se e só se AX w , BY w e CZ w forem também concorrentes num ponto.
(Nota. Os dois pontos de concorrência assim obtidos dizem-se isógonos.)
b) Mostre que, num qualquer triângulo acutângulo, o ortocentro e o circuncentro são isógonos.
Nota. Boa parte dos exercícios seguintes pode resolver-se com o auxílio de transformações geométricas (embora
qualquer outra solução seja aceitável). À frente de cada exercício colocamos T , Re , Ro , H ou I conforme a
transformação sugerida seja uma translação, reflexão, rotação, homotetia ou inversão.

77. Inscreva, numa dada circunferência, uma corda com um dado comprimento e paralela a uma recta dada.T

78. Dum trapézio conhecem-se os comprimentos + e , dos seus lados paralelos, e - e d das suas diagonais.
Construa esse trapézio. T

79. Sejam D, E e F os pontos médios dos lados BC, CA e AB do triângulo ˜ ABC; Q" , Q# e Q$ os
circuncentros dos triângulos ˜ AFE, ˜ BDF e ˜ CED; e O" , O# e O$ os baricentros dos mesmos triângulos.
Mostre que ˜ Q" Q# Q$ e ˜ O" O# O$ são congruentes. T

80.a) Duas cidades A e B estão separadas por um rio cujas margens são rectas paralelas. Em que ponto do rio
devemos construir uma ponte de modo a minimizar o percurso entre as duas cidades? (Supomos que a
ponte é perpendicular às margens, e que vai ficar ligada às cidades por estradas em linha recta; veja a
figura em baixo.)
b) O mesmo que a), mas com dois ou mais rios a separar A e B. T
A

B
B

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81. Construa um paralelogramo, dados os seus lados e o ângulo entre as suas diagonais. T

82. De um quadrilátero convexo conhecem-se os lados consecutivos +, ,, - , . e sabe-se que o ângulo entre +
e , é bissectado pela diagonal. Construa esse quadrilátero. Re

83. Mostre que o triângulo de menor perímetro, entre aqueles com uma dada base e uma dada altura, é o
isósceles. Re

84. Dados P e Q em lados opostos da recta 6 , encontre O − 6 de modo que kkOPk  kOQkk seja máximo. Re

85.a) Sejam ˜ABC um triângulo acutângulo, e seja X um ponto do lado BC. De todos os triângulos
inscritos em ˜ ABC que têm X como um dos vértices, encontre aquele de menor perímetro. (Sugestão.
Reflicta X em cada um das rectas AB e AC.)
b) Qual o triângulo de menor perímetro inscrito em ˜ABC? Re

86.a) Dadas três rectas concorrentes 6" , 6# , 6$ e um ponto A numa delas, construa um triângulo ˜ ABC para o
qual essas rectas são as bissectrizes dos ângulos.
b) Dadas uma circunferência V e três rectas 6" , 6# , 6$ passando pelo seu centro, construa ˜ ABC de que 6" ,
6# , 6$ sejam as bissectrizes dos ângulos e V a circunferência inscrita. Re

87.a) Considere uma recta MN e duas circunferências V" e V# do mesmo lado da recta. Encontre um ponto X
em MN de modo que duas das tangentes, uma a V" e outra a V# , que passam por X façam o mesmo
ângulo com MN.
A

M X N

b) Sejam A e B dois pontos do mesmo lado da recta MN. Encontre X em MN de modo que um dos
ângulos que os segmentos XA e XB fazem com MN seja duplo do outro (isto é, n AXM œ #n BXN ).
Re

88. Dadas duas circunferências que se intersectam no ponto A, construa por A uma recta que determine
nessas circunferências duas cordas de igual comprimento.

89. São dados uma circunferência V e dois pontos, um deles (A) no interior de V e o outro (B) no exterior.
Construa dois pontos diametralmente opostos P, Q − V de tal forma que a soma k APk  kPQk  kQBk tome o
menor valor possível (primeira figura em baixo).

Q P l

B
C A
m
Q
P B
A

90. São dadas no plano duas rectas paralelas 6 e 7, um ponto A no interior da faixa limitada por 6 e 7, e um
ponto B no lado de 7 oposto ao que contém A. Determine, de entre todos os pares de pontos P − 6, Q − 7
tais que PQ ¼ 6, aquele para o qual a soma k APk  kPQk  kQBk toma o valor mínimo (segunda figura em
cima).

91. São dados 6, 7, A e B como no exercício anterior. Determine, de entre todos os pares de pontos P − 6,
Q − 7 tais que PQ ¼ 6, aquele para o qual a expressão ¸k APk  kBQk¸ toma o valor máximo.

12
Exercícios de Geometria

92. São dados um ângulo α, duas rectas 6" e 6# , e um ponto A. Construa uma circunferência V com centro A
tal que as rectas 6" e 6# cortem em V um arco de amplitude α. Ro

93. Construa um triângulo equilátero cujos vértices estejam sobre três rectas paralelas dadas ou sobre três cir-
cunferências concêntricas dadas. Ro

94. Dadas duas rectas <, = e um ponto P exterior a ambas, construa R − < e S − = tais que ˜ P R S seja um
triângulo rectângulo isósceles de hipotenusa RS. Ro

95. Sobre os lados de um qualquer triângulo ˜ ABC, e exteriores a ele, construa triângulos isósceles
˜ BCA" , ˜ ACB" , ˜ ABC" cujos ângulos nos vértices A" , B" , C" tenham amplitudes iguais a α, " e # ,
respectivamente (primeira figura abaixo). Mostre que, se for α  "  # œ 360, então os ângulos de
˜ A" B" C" têm amplitudes iguais a "# α, "# " e "# # (isto é, não dependem da forma de ˜ ABC). (Note que isto é
uma generalização do teorema de Napoleão, em que α œ " œ # œ 120.) Ro
A
C1 D
M4
M3
γ A
B1 M1
β

M2

B C B C
α

A1

96. Sobre os lados de um qualquer quadrilátero convexo ABCD constroem-se triângulos equiláteros
˜ ABM" , ˜ BCM# , ˜ CDM$ e ˜ DAM% , de modo que o 1º e o 3º sejam exteriores ao quadrilátero, enquanto
o 2º e o 4º estejam do mesmo lado de BC e DA em que está ABCD (figura em cima). Mostre que o
quadrilátero M" M# M$ M% é um paralelogramo (que pode degenerar num segmento de recta). Ro

97. Dado ˜ A B C, indique por 0" , 0# e 0$ as simetrias com centro nos pontos médios dos lados BC, AC e AB,
respectivamente. Diga que transformações são as compostas 0# ‰ 0" e 0$ ‰ 0# ‰ 0" .

γ
A α
C

98. Seja ˜ A B C um triângulo isósceles de base AC e ângulos internos α, " , # − Ó!ß ")!Ò. Sejam Å" , Å# , Å$
as rotações de centros A, B, C e amplitudes α, " , # indicadas na figura em cima. Diga que transformação é a
composta Å$ ‰ Å# ‰ Å" .
99.a) Mostre que a composta (por alguma ordem) das três reflexões nas mediatrizes de um triângulo é uma
reflexão na recta que une algum dos vértices ao circuncentro do triângulo.
b) Seja ABCD um paralelogramo, e sejam 6" , 6# e 6$ as alturas de ˜ ABC por A, B e C, respectivamente.
Seja e3 a reflexão na recta 63 , para 3 œ "ß #ß $. Mostre que a composta e$ ‰ e# ‰ e" é a reflexão na
recta DH, onde H é o ortocentro de ˜ ABC.
c) Sejam ˜ABC um triângulo equilátero e D Á A tal que AD ¼ AB. Sejam e" , e# e e$ as reflexões nas
rectas AB, AC e AD. Diga que transformação é a composta e$ ‰ e# ‰ e" .

100. Seja ˜ ABC um triângulo isósceles de base BC e seja α o ângulo interno em A. Indique por 0 a reflexão
na bissectriz de n A, e por 1 a rotação de centro A e amplitude α. Diga como é a composta 1 ‰ 0 .

13
Exercícios de Geometria

101. a) Se ˜ ABC ¶ ˜ Aw Bw C w , então são necessárias no máximo três reflexões para fazer coincidir os dois
triângulos.
b) Cada isometria do plano euclidiano se pode escrever como a composta de não mais que três
reflexões.
c) Dados ˜ ABC ¶ ˜ Aw Bw C w , existe uma e uma só isometria 0 : X p X tal que 0 ÐA) œ Aw , 0 ÐBÑ œ Bw e
0 ÐCÑ œ C w .

102. A faixa formada por duas rectas paralelas tem uma infinidade de centros de simetria, que são os pontos
pertencentes à recta equidistante das duas. Pode uma certa figura ter mais do que um centro de simetria, mas
ainda assim ter um número finito deles?

103. Considere os seguintes exemplos de frisos:


i) áL L L L á v) á N N N Ná
ii) á∪ ∩ ∪ ∩ á vi) á D D D Dá
iii) á bpbpbpbp á vii) á M M M Má
iv) áV V V V á viii) á H H H Há
a) Diga para quais deles o respectivo grupo de simetrias contém: reflexões; reflexões deslizadas;
simetrias centrais.
b) Diga se há ou não dois exemplos, entre esses, com o mesmo grupo de simetrias.

104. São dados um ponto A e duas rectas 6" e 6# . Faça passar por A uma recta 6 de modo que o segmento BC
que nela cortam 6" e 6# seja tal que: (i) AB œ # AC; (ii) AB œ # AC. H

105. Mostre que a recta que une os pontos médios dos dois lados paralelos de um trapézio passa pela ponto
de intersecção das rectas que contêm os outros dois lados, e também pelo ponto de intersecção das diagonais.
H

106. São dadas duas rectas não paralelas 6 e 7, um ponto A exterior a ambas as rectas, e um ponto B em
6 Ï 7 de tal modo que A e B estejam do mesmo lado de 7. Construa um ponto C na recta 6 de forma a que o
baricentro de ˜ ABC pertença à recta 7. H

107. Considere um paralelogramo «articulado» ABCD: o comprimento dos lados é fixo, e são fixos os pontos
A e B, mas os pontos C e D são móveis. Mostre que, à medida que C e D se movem, o ponto de intersecção
das diagonais descreve uma circunferência. H

108. Considere um sistema de barras rígidas coplanares AB, BC e CD, articuladas nos pontos B e C. Suponha
que AB está fixa e que BC e CD se movem, permanecendo sempre no mesmo plano, de forma a que CD se
mantenha paralela a AB e o sentido de C para D seja oposto àquele de A para B. Diga qual é o lugar
geométrico do ponto \ de intersecção das diagonais do trapézio ABCD. H

109. Sejam V uma circunferência e A, B dois pontos distintos, não pertencentes a V. Para cada M − V, sejam
N o simétrico de M relativamente a A, Q o ponto médio de MB, e G o baricentro de ˜ MNQ. Determine o
lugar geométrico dos pontos G. H

110. Construa uma circunferência:


a) Tangente a duas rectas dadas 6" e 6# , e passando por um ponto dado A (sugestão: se 6" e 6# forem
concorrentes, tome como centro da homotetia o seu ponto de intersecção);
b) Passando por dois pontos dados A, B e tangente a uma recta dada 6 ;
c) Tangente a duas rectas dadas 6" e 6# e a uma circunferência dada V.
H

111. São dadas duas rectas 6ß 7 e um ponto A exterior a ambas. Construa B − 6 e C − 7 de modo que
k AC k œ #k ABk e o triângulo ˜ ABC seja rectângulo de hipotenusa BC. H

112. Na sua folha de desenho tem um ponto A e dois segmentos de recta cujos prolongamentos 6" e 6# se
intersectam num ponto M fora dos limites do papel. Dê um processo para construir a recta AM. H

14
Exercícios de Geometria

113. Inscreva um triângulo ˜ ABC numa dada circunferência V, conhecendo só o vértice A e o ortocentro do
triângulo.

114. Construa ˜ABC, dados o baricentro G, o ortocentro H e o ponto médio, M, do lado BC.

115. Sejam V e Vw duas circunferências tangentes exteriormente em P. Considere duas cordas PA e PB de V, e


sejam Aw e Bw os pontos de intersecção, distintos de P, de PA e PB com Vw . Mostre que as rectas AB e Aw Bw são
paralelas. H

P
C

Q
D
l
R
m

116. Sejam V e W duas circunferências distintas, tangentes interiormente uma à outra no ponto P. Sejam 6 e
7 duas rectas paralelas, tangentes a V e a W nos pontos Q e R. Suponha que P não está na faixa limitada por 6
e 7. Mostre que P, Q, R são colineares (figura acima). H

117. Suponha que as circunferências V" e V# são tangentes externamente em M" ; que V# e V$ são tangentes
externamente em M# ; e que V$ e V" são tangentes externamente em M$ . Sejam A" um ponto arbitrário de V" ,
A# a 2+ intersecção da recta A" M" com V# , A$ a 2+ intersecção de A# M# com V$ , e A% a 2+ intersecção de
A$ M$ com V" . (Nota: quando, por exemplo, A# e M# coincidem, substitui-se A# M# pela tangente a V# em M# ,
de modo que também A$ œ M# .)
a) Mostre que A" e A% são pontos diametralmente opostos de V" .
b) Generalize a) para um número ímpar arbitrário de circunferências. E o que acontece se o número de
circunferências for par? H

C1 C1
C2
A4
A1 M1 C
A2
M3 A C2
M
B
M2
A3 N P
l
C3

118. Suponha que as circunferências V" e V# são tangentes externamente em M, e seja 6 uma tangente comum
a V" e V# , tocando-as em dois pontos distintos N e P. Seja A um ponto arbitrário de V" , e seja B a 2+
intersecção da recta AM com V# . Faça passar por N uma recta paralela a PB, e seja C a 2+ intersecção desta
recta com V" . Mostre que A e C são pontos diametralmente opostos de V" . H

119. Seja O um ponto de X . Mostre que qualquer semelhança 0 : X p X é a composta h ‰ 1 de uma isometria 1
com uma homotetia h de centro O.

120. Suponha fixado um sistema de eixos cartesianos em X , que fica assim identificado com ‘# . Mostre que
todas as semelhanças do plano são aplicações afins da forma
0 (Bß CÑ œ (+B  ,C  -ß ,B  +C  .Ñ
ou 0 (Bß CÑ œ (+B  ,C  -ß ,B  +C  .Ñ
em que + e , não são ambos nulos. (Sugestão. Use a secção 18 e o exercício anterior.)

15
Exercícios de Geometria

Y
Z

X B C

121. Suponha que, na figura em cima, B é o ponto médio de XC e kYC k œ #kYAk.


a) Mostre que Z é o ponto médio de AB.
b) Calcule as áreas de ˜ AZY e de ˜ BZX em função da de ˜ ABC.
c) Conclua que kZX k œ $kZY k.

122. Sejam 0 À X Ä X uma homotetia de centro S e razão - (onde - Á !) e 1À X Ä X uma isometria.


a) Mostre que 1" ‰ 0 ‰ 1 é ainda uma homotetia de razão -. Qual é o seu centro?
b) Conclua que se tem 0 ‰ 1 œ 1 ‰ 0 se e só se for 1ÐSÑ œ S.
123. Sejam X, Y e Z os pés das alturas (sobre BC, CA e AB respectivamente) de ˜ ABC, e H o seu ortocentro.
Mostre que HA † HX œ HB † HY œ HC † HZ.

124. Sejam V" , V# circunferências não concêntricas, e sejam A" , B" − V" , A# , B# − V# quatro pontos distintos
tais que as duas rectas A" A# e B" B# são tangentes a ambas as circunferências V" e V# . Mostre que [V" , V# ]
passa pelos pontos médios de A" A# e B" B# .

125. Sejam ˜ PAB µ ˜ AQB µ ˜ ABR µ ˜ Pw BA µ ˜ BQw A µ ˜ BARw seis triângulos semelhantes,
todos do mesmo lado da sua aresta comum AB. (Três desses triângulos aparecem na figura em baixo; os
restantes são a imagem destes pela reflexão na mediatriz de AB.) Mostre que os seis vértices P, Q, R, Pw , Qw ,
Rw pertencem todos à mesma circunferência. (Sugestão. Compare as potências de A e de B relativamente à
circunferência PQR .)

Q
R

A B

126. a) Mostre que as seguintes afimações acerca dum triângulo ˜ABC são equivalentes:
(i) Existem circunferências V" , V# e V$ com centros em A, B e C, respectivamente, e que são
ortogonais duas a duas.
(ii) ˜ ABC é acutângulo (i.e., os seus três ângulos são agudos).
b) Supondo que ˜ABC é acutângulo, diga como construir com régua e compasso as circunferências V" ,
V# e V$ mencionadas na alínea anterior.

16
Exercícios de Geometria

127. São dados, no plano euclidiano, uma recta r e dois pontos A Á B exteriores a r. Descreva um processo
com régua e compasso para construir (caso exista) um ponto P de r tal que kPAk œ # kPBk .

128. Dados uma recta 6 e dois pontos A, B exteriores a 6, encontre os pontos P − 6 onde a razão kkPAk
PBk seja
máxima ou mínima. (Sugestão. Considere a circunferência com centro em 6 que passe por A e por B.)

129. São dados ˜ ABC e três pontos X, Y e Z nas rectas BC, CA e AB. Sejam X , Y e Z os conjugados
harmónicos de X, Y e Z relativamente aos pares (B, C), (C, A) e (A, B). Mostre que as seguintes afirmações são
equivalentes: (i) X, Y e Z são colineares; (ii) AX , BY e CZ são concorrentes.

130. Esboce a transformada da figura formada pelas três circunferências representadas abaixo por uma
inversão de pólo: (i) A; (ii) B; (iii) O.

γ3
A
γ1

O B

γ2

131. Para que pólos de inversão os (prolongamentos dos) lados de um dado triângulo são transformados em
três circunferências congruentes?

132. Sejam P e Pw os pontos onde as rectas unindo um dado ponto de uma circunferência às extremidades de
um diâmetro intersectam o diâmetro perpendicular. Mostre que P e Pw são inversos um do outro. Deduza daí
uma nova construção do inverso de um ponto dado.

A A

O P Q O P Q

R
B B

133. a) A primeira figura em cima representa um sistema de barras rígidas coplanares, articuladas nos pontos
O, A, B, P, Q, e em que as barras AP, PB, BQ e QA têm igual comprimento, e também OA ¶ OB.
Suponha que O é fixo e os outros pontos são móveis. Mostre que, se o ponto P percorrer uma dada
figura # , então Q percorre a inversa de # relativamente a uma certa circunferência de centro O.
b) Suponha agora que à primeira figura se acrescenta uma nova barra PR, sendo PR ¶ RO, e que o
novo «pivot» R é também fixo. (Nesta segunda figura há assim dois pivots fixos, O e R.) Que tipo de
movimento é o de Q à medida que P se desloca?

17
Exercícios de Geometria

Nos dois próximos exercícios mostramos que qualquer construção que possa ser levada a cabo com régua e compasso
pode também sê-lo só com compasso (apenas, é claro, não podemos traçar rectas, e por isso consideramos construída
uma recta da qual conheçamos dois pontos).

134. a) Considere uma circunferência V de centro O e raio <, e um ponto P tal que kOPk  <# . Justifique a
seguinte construção, usando apenas compasso, do inverso Pw de P relativamente a V: sejam A e B os
pontos de intersecção com V da circunferência de centro P que passa por O; então Pw é o segundo
ponto de intersecção (diferente de O) das circunferências de centros A e B e raio <.
b) Dados O e P, dê um processo só com compasso para construir o ponto Q da semi-recta OP tal que
OQ œ # OP. Deduza daí uma construção, ainda só com compasso, do inverso relativamente a V de
qualquer ponto P Á O.

135. Dados pontos A, B, C, D no plano, determine, usando apenas compasso:


a) O ponto médio de AB;
b) A projecção ortogonal de C na recta AB (sugestão: comece por construir o simétrico de C
relativamente a AB );
c) A imagem da recta AB por inversão numa dada circunferência V;
d) O ponto de intersecção das rectas AB e CD;
e) O ponto de intersecção de AB com uma dada circunferência V.

B
C D
D1
D2

I C
A

D'

B'

136. Este exercício descreve uma construção, só com compasso, do centro de uma circunferência dada V.
Marque uma circunferência W" com centro num ponto A de V e intersectando V nos pontos B e B w . As cir-
cunferências de centros B e B w que passam por A intersectam-se num segundo ponto C. Com centro em C,
marque a circunferência W# que passa por A. As circunferências W" e W# intersectam-se em dois pontos D e
D w , e as circunferências com centros em D e D w que passam por A intersectam-se num segundo ponto I.
Mostre que I é o centro de V. (Sugestão. Use o exercício 134 para mostrar que C e I são inversos um do outro
relativamente a W" .)

137. Indique como construir V# , supondo que são dados: V" ; um ponto P no exterior de V" e pertencente a
[V" , V# ]; e dois pontos distintos R e S de V# . Diga em que casos é que: (i) não existe nenhuma circunferência
V# nessas condições; (ii) existe mais do que uma. I

138. Sejam V" e V# circunferências não concêntricas e P um ponto. Construa uma circunferência V passando
por P e ortogonal a V" e V# . I

139. Considere um triângulo ˜ ABC, e sejam V uma circunferência por A e B, e W outra por A e C, que se
intersectam segundo um ângulo fixado α − [0ß 90]. Qual é o lugar geométrico do outro ponto de intersecção
de V com W? I

140. Mostre que por dois dados pontos no interior de uma circunferência V passam exactamente duas circun-
ferências tangentes a V. I

141. Mostre que o inverso, relativamente a uma circunferência V de centro O, de uma circunferência W
passando por O é o eixo radical de V e W.

18
Exercícios de Geometria

142. Mostre que, dada uma «circunferência» V e dois pontos P − V e Q Â V, existe uma única «circunferên-
cia» passando por Q e tangente a V em P. I

143. Mostre que, num feixe coaxial, cada circunferência, usada como circunferência de inversão, permuta as
restantes «circunferências» do feixe e fixa cada uma do feixe conjugado.

144. Dados dois pontos distintos A, B e uma circunferência V no plano, construa com régua e compasso as
circunferências em cada uma das quatro classes seguintes: tangentes a V (ou ortogonais a V) e pertencentes ao
feixe de pontos limite A e B (ou de pontos base A e B).

145. a) Sejam V" e V# disjuntas, com V" dentro de V# , e seja W" , W# , á , W5 um anel de circunferências
tangentes a V" e V# . Então os pontos de tangência de W3 com W3" estão numa circunferência W que
não depende do anel escolhido.
b) W é ortogonal a todas as circunferências do anel W" , W# , á ,W5 .
c) A inversão em W envia V" em V# , e W pertence ao feixe gerado por V" e V# .
d) Uma inversão com pólo num qualquer ponto de W transforma V" e V# num par de circunferências
congruentes.

146. Dadas duas circunferências disjuntas V" e V# , mostre que existe uma única «circunferência» W que
«inverte» V" em V# (se V" e V# forem congruentes, então W é uma recta e a «inversão» é nesse caso a reflexão
em W), e que W pertence ao feixe gerado por V" e V# . E se for V" ∩ V# Á g?

147. A circunferência V" é tangente interiormente em T a outra circunferência V# . Seja W! , W" , W# , á uma
sucessão de circunferências tangentes exteriormente a V" e interiormente a V# , e definida do seguinte modo: o
centro Q! de W! é colinear com os centros O" de V" e O# de V# ; e W8" é tangente a W8 para cada n € 0.
Mostre que, chamando 28 à distância do centro de W8 à recta O" O# e <8 ao raio de W8 , se tem 28 œ #8<8 .
(Sugestão. Use uma inversão de pólo T.)

Q2
D2 Q1

D1

O1 O2 Q0 P
T Q

D0

S R
C1
C2

148. Considere quatro circunferências tangentes exteriormente umas às outras, na situação indicada na
segunda figura em cima. Mostre que os pontos de tangência P, Q, R e S são co-cíclicos. I

149. São dadas quatro circunferências V" , V# , V$ e V% no plano. Suponha que V" e V# se intersectam em A e
Aw , V# e V$ se intersectam em B e B w , V$ e V% se intersectam em C e C w , e V% e V" se intersectam em D e D w .
Mostre que são condições equivalentes: (i) A, Aw , C e C w são co-cíclicos ou colineares; (ii) B, B w , D e D w são
co-cíclicos ou colineares. I

150. a) Sejam V uma circunferência em X , A e B dois pontos inversos um do outro relativamente a V, e


0 À X Ä X uma qualquer inversão. Mostre que, se 0 ÐVÑ for uma circunferência, então 0 ÐAÑ e 0 ÐBÑ são
inversos um do outro relativamente a 0 ÐVÑ. Diga ainda o que acontece se 0 ÐVÑ for uma recta.
b) Mostre que, se 0 , 1À X Ä X forem inversões, então 0 ‰ 1 ‰ 0 é uma inversão ou uma reflexão.

19