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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE COMPUTAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

SEL5857  Estabilidade de Sistemas de Potência


Prof. Dr. Luís Fernando Costa Alberto

Trabalho 1: Análise de Estabilidade de Tensão do Sistema


Brasileiro

MURILO EDUARDO CASTEROBA BENTO

SÃO CARLOS  SP
MAIO/2016
Sumário
1 Introdução 5
1.1 Estratégias de Segurança em um Sistema Elétrico . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2 Métodos de Análise de Estabilidade de Tensão . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.3 Medidas de Controle Preventivo e Corretivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

2 Objetivos 11

3 Procedimento de Análise 11

4 Resultados 13

5 Medida Preventiva 17

6 Conclusões 22

7 Referências 23

A Curvas PV do Sistema sem Ação Preventiva 24

B Curvas PV do Sistema com Ação Preventiva 35

1
Lista de Figuras
1 Margem de Estabilidade de Tensão para uma curva λV . . . . . . . . . . . . 8
2 Curva P V . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3 Curva PV Número 1  Caso Base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
4 Curva PV Número 2  Contingência 100-101 (1) . . . . . . . . . . . . . . . . 24
5 Curva PV Número 3  Contingência 100-101 (2) . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6 Curva PV Número 4  Contingência 100-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7 Curva PV Número 5  Contingência 100-535 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
8 Curva PV Número 6  Contingência 101-102 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
9 Curva PV Número 7  Contingência 101-103 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
10 Curva PV Número 10  Contingência 104-1503 . . . . . . . . . . . . . . . . 26
11 Curva PV Número 11  Contingência 106-104 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 27
12 Curva PV Número 12  Contingência 106-104 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 27
13 Curva PV Número 13  Contingência 122-103 . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
14 Curva PV Número 14  Contingência 210-370 . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
15 Curva PV Número 15  Contingência 233-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
16 Curva PV Número 16  Contingência 233-320 . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
17 Curva PV Número 17  Contingência 320-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
18 Curva PV Número 18  Contingência 320-360 . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
19 Curva PV Número 19  Contingência 325-360 . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
20 Curva PV Número 20  Contingência 325-370 . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
21 Curva PV Número 21  Contingência 370-535 . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
22 Curva PV Número 22  Contingência 824-933 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 30
23 Curva PV Número 23  Contingência 824-933 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 31
24 Curva PV Número 25  Contingência 856-1060 . . . . . . . . . . . . . . . . 31
25 Curva PV Número 26  Contingência 895-122 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 31
26 Curva PV Número 27  Contingência 895-122 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 32
27 Curva PV Número 30  Contingência 933-955 . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
28 Curva PV Número 33  Contingência 938-959 . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
29 Curva PV Número 35  Contingência 959-895 . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
30 Curva PV Número 39  Contingência 995-1030 . . . . . . . . . . . . . . . . 33
31 Curva PV Número 40  Contingência 995-1060 . . . . . . . . . . . . . . . . 33
32 Curva PV Número 41  Contingência 1030-955 . . . . . . . . . . . . . . . . 34
33 Curva PV Número 1  Caso Base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
34 Curva PV Número 2  Contingência 100-101 (1) . . . . . . . . . . . . . . . . 35
35 Curva PV Número 3  Contingência 100-101 (2) . . . . . . . . . . . . . . . . 36
36 Curva PV Número 4  Contingência 100-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

2
37 Curva PV Número 5  Contingência 100-535 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
38 Curva PV Número 6  Contingência 101-102 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
39 Curva PV Número 7  Contingência 101-103 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
40 Curva PV Número 10  Contingência 104-1503 . . . . . . . . . . . . . . . . 37
41 Curva PV Número 11  Contingência 106-104 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 38
42 Curva PV Número 12  Contingência 106-104 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 38
43 Curva PV Número 13  Contingência 122-103 . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
44 Curva PV Número 14  Contingência 210-370 . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
45 Curva PV Número 15  Contingência 233-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
46 Curva PV Número 16  Contingência 233-320 . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
47 Curva PV Número 17  Contingência 320-210 . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
48 Curva PV Número 18  Contingência 320-360 . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
49 Curva PV Número 19  Contingência 325-360 . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
50 Curva PV Número 20  Contingência 325-370 . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
51 Curva PV Número 21  Contingência 370-535 . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
52 Curva PV Número 22  Contingência 824-933 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 41
53 Curva PV Número 23  Contingência 824-933 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 42
54 Curva PV Número 25  Contingência 856-1060 . . . . . . . . . . . . . . . . 42
55 Curva PV Número 26  Contingência 895-122 (1) . . . . . . . . . . . . . . . 42
56 Curva PV Número 27  Contingência 895-122 (2) . . . . . . . . . . . . . . . 43
57 Curva PV Número 30  Contingência 933-955 . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
58 Curva PV Número 33  Contingência 938-959 . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
59 Curva PV Número 35  Contingência 959-895 . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
60 Curva PV Número 39  Contingência 995-1030 . . . . . . . . . . . . . . . . 44
61 Curva PV Número 40  Contingência 995-1060 . . . . . . . . . . . . . . . . 44
62 Curva PV Número 41  Contingência 1030-955 . . . . . . . . . . . . . . . . 45

3
Lista de Tabelas
1 Geração de Potência Ativa Máxima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2 Relatório de Margem de Carregamento - Parte 1 . . . . . . . . . . . . . . . 15
3 Relatório de Margem de Carregamento - Parte 2 . . . . . . . . . . . . . . . 16
4 Capacitores Shunt Disponíveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
5 Reatores Shunt Disponíveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
6 Relatório de Margem de Carregamento com Ação Preventiva - Parte 1 . . . 20
7 Relatório de Margem de Carregamento com Ação Preventiva - Parte 2 . . . 21

4
1 Introdução
Os sistemas elétricos de potência devem operar de maneira a garantir o suprimento de
energia elétrica aos seus consumidores. Mais do que isto, este suprimento deve ser contínuo,
de qualidade e dentro dos limites de operação de equipamentos [1].
No entanto, os sistemas elétricos estão frequentemente expostos a situações adversas
como, por exemplo, mudanças climáticas, vandalismo, condições ambientais desconformes,
dentre outras, que podem causar a interrupção da continuidade e do atendimento aos
consumidores. A m de que a operação do SEP, sujeito a estas condições adversas, não
afete o fornecimento de energia elétrica, estudos cada vez mais criteriosos são realizados
para o planejamento da operação, de modo a determinar as margens de segurança e as
ações preventivas e/ou restaurativas que devem ser tomadas para garantir o fornecimento
contínuo de energia, dentro dos padrões adequados de qualidade.
Um destes estudos corresponde à estabilidade de tensão que é denida segundo [1]
como a capacidade que o sistema elétrico de potência possui em manter os pers de tensão
adequados, tanto em condições normais de operação como em condições severas. É possível
avaliar a segurança do sistema quanto a estabilidade de tensão através da margem de
estabilidade de um sistema através de uma análise estática do mesmo. Esta margem de
estabilidade é denida como o máximo carregamento de carga que um sistema pode atender
a partir de um caso base até o ponto em que há a instabilidade de tensão no sistema.
Como uma das exigências do sistema é que ele opere de maneira segura, o cálculo da
margem de estabilidade é de grande importâncias. Além desta margem outras informações
sobre o sistema como, por exemplo, limites de operação de equipamentos podem ser ne-
cessárias a m de determinar o estado operativo do sistema e, assim, concluir se o sistema
opera de maneira segura ou se medidas preventivas e/ou corretivas devem ser tomadas.
Os estados de operação fornecem o nível de estresse da rede elétrica em relação a um
determinado distúrbio. Uma vez conhecido o estado de operação da rede, o mesmo pode
ser classicado em seis níveis diferentes segundo [2]:

• Seguro: A carga é atendida. Todas as variáveis do sistema estão dentro da faixa


normal. Não há violações de limites de operação e/ou da margem de estabilidade.
Nenhum equipamento é sobrecarregado. Possíveis contingências não causam viola-
ções das restrições.

• Corretivamente Seguro: A carga é atendida. Não há violações de limites de opera-


ção e/ou da margem de estabilidade. Violações causadas por possíveis contingências
podem ser eleminadas por ações de controle apropriadas sem perda de carga.

• Alerta: A carga é atendida. Não há violações de limites de operação e/ou da

5
margem de estabilidade. O nível de segurança está abaixo de um certo limite de
adequação. Algumas violações causadas por possíveis contingências não podem ser
eliminadas por ações de controle sem que haja perda de carga. São obedecidas apenas
as restrições de carga e de operação e nem todas de segurança. Assim pelo menos
uma das contingências listadas como possíveis poderá levar o sistema a uma situação
de emergência.

• Emergência Corrigível: A carga é atendida. Há violações de limites de operação


e/ou da margem de estabilidade que podem ser eliminadas por ações de controle sem
perda de carga.

• Emergência Não Corrigível: A carga é atendida. Há violações de limites de


operação e/ou da margem de estabilidade que não podem ser elimindas sem que
haja perda de carga.

• Restaurativo: Não há violações de limites de operação e/ou da margem de estabi-


lidade. Ocorreu perda de carga ou ilhamento. O sistema não está intacto.

A transição entre os estado acima podem ocorrer em virtude de perturbações no sistema


(transições voluntárias) ou devido a ações de controle (transições voluntárias). A transição
do estado alerta para seguro é feita pela execução de funções de controle de segurança
e realizado pelo centro de controle. No estágio nal de desenvolvimento, essas ações de
controle são comandadas pelo operador, que pode dispor de programas computacionais,
como por exemplo o uxo de carga ótimo com restrições de segurança, na determinação
das melhores estratégias de controle a serem seguidas em cada situação em particular [3].

1.1 Estratégias de Segurança em um Sistema Elétrico

A análise de segurança do sistema elétrico pode ser dividida em três funções principais
que são executadas nos centros de controle de operação [4]: monitoração do sistema, análise
de contingências e otimização das ações de controle preventivo e corretivo.
A funções acima são realizadas através da execução contínua do seguinte algoritmo
básico em um centro de operação de segurança [4]:

• Passo 1  Monitoração de Segurança: Nesta etapa informações em tempo real


do sistema bem como informações sobre a topologia são utilizados para determinar
as condições do caso base e identicar se o mesmo está em um estado de operação
seguro ou não. Caso o sistema esteja em um estado de emergência deve-se ir para o
Passo 4. Se cargas foram perdidas, deve-se ir para o Passo 5.

6
• Passo 2  Avaliação de Segurança: A partir das informações do Passo 1, caso
sistema esteja em operação segurança verica-se o estado de operação em relação
a uma lista predenida de possíveis contingências que podem ocorrer no sistema
elétrico.

• Passo 3  Melhoria da Segurança: Medidas são tomadas na operação em tempo


real a m de melhorar o desempenho do sistema. Estas medidas podem ser o despacho
de segurança, controle de segurança, replanejamento corretivo e ações preventivas.
Caso o sistema não esteja em um, estado de operação seguro devido a alguma con-
tingência, deve-se determinar qual ação deve ser tomada para tirar o sistema desta
situação de emergência.

• Passo 4  Controle de Emergência: Visa aplicar medidas corretivas a m de


trazer o sistema de volta para o estado de operação seguro após a ocorrência de uma
contingência que levou o sistema a estado de emergência.

• Passo 5  Controle Restaurativo: Restaura o serviço para as cargas do sistema


elétrico.

1.2 Métodos de Análise de Estabilidade de Tensão

As metodologias para a avaliação do fenômeno de estabilidade de tensão são classi-


cadas em estáticas, quase-dinâmicas e dinâmicas [3]. A análise dinâmica utiliza técnicas
não-lineares de simulação no domínio do tempo fornecendo uma maior precisão de análise
do comportamento do sistema elétrico após uma perturbação. No entanto, a análise dinâ-
mica requer alto esforço computacional tornando-a inadequada para análises de grandes
cenários. Na análise quasi-dinâmica, tem-se conhecimento que as componentes do sistema
têm constantes de tempo diferenciadas, ou seja, alguns respondem mais lentamente que
outros. Assim, nesta análise pode-se decompor a dinâmica do sistema em dinâmicas lentas
e rápidas a m de diminuir o tempo computacional das simulações.
A análise estática considera que, em muitos caso, a dinâmica do sistema elétrico em
relação à estabilidade de tensão varia lentamente. Assim, o conjunto de equações dinâmicas
do sistema pode ser reduzido para um conjunto de equações puramente algébrico para
cada ponto de equilíbrio. A partir disto, pode-se determinar num instante qualquer como
a tensão irá responder a uma pequena variação no sistema elétrico como, por exemplo,
variações de carga.
De maneira geral, a análise estática baseia-se na avaliação da margem de potência ativa
e/ou reativa através da aplicação de sucessivos uxos de carga a medida que a carga do
sistema aumenta, ou calculando-se diretamente o ponto de colapso de tensão. Esta margem
de potência ativa e reativa são obtidas através da análise das curvas PV e QV.

7
A Figura 1 ilustra de maneira simplicada a obtenção da margem de potência ou
carregamento do sistema através de uma curva λV . O parâmetro λbc representa o carre-
gamento atual do sistema elétrico (caso base) e λmax representa o carregamento máximo
que o sistema suporta. A margem de carregamento corresponde à diferença entre estes
dois parâmetros. O crescimento do parâmetro λ aproxima o sistema do colapso de tensão
representado pelo parâmetro λmax .

Figura 1: Margem de Estabilidade de Tensão para uma curva λV

A utilização das margens de carregamento como índice de colapso de tensão apresentam


vantagens de desvantagens. Como vantagens está seu fácil entendimento e cálculo e como
desvantagens, a suposição de um crescimento de carga e geração em uma dada direção.
Além disso, tal cálculo não detecta instabilidades de natureza oscilatória (bifurcação de
Hopf).
Nesta pesquisa, o cálculo da margem de carregamento será realizado através da curva
P V considerando um crescimento de carga com fator de potência constante e em uma
direção pré-selecionada tanto para o aumento de carga quanto para a geração.
A Figura 2 apresenta uma curva P V típica onde P0 e V0 representam a potência ativa
e a tensão do caso base do sistema elétrico respectivamente e Pmax e Vcrit , a potência ativa
e a tensão no ponto de colapso de tensão (Nariz da Curva) . Além disso, é possível vericar
que a região de operação estável corresponde às tensões acima da tensão crítica (Vcrit ) e a
região de operação instável, às tensões abaixo da tensão crítica (Vcrit ).
A margem de carregamento (MC) pode ser calculada como

8
Figura 2: Curva P V

M C1 =Pmax − P0 (1)
Pmax
M C2 = (2)
P0
Pmax − P0
M C3 = (3)
P0

admitindo que P0 e Pmax estão em watts como unidade de potência.


Nesta pesquisa os resultados serão apresentados pelos cálculos da equação 2.
A partir dos resultados obtidos da margem de carregamento para um conjunto de
contingências especicados para um sistema elétrico e segundo o valor pré-especicado
de limiar permitindo pode-se concluir sobre a segurança do sistema do ponto de vista de
estabilidade de tensão. Caso constatado que o sistema elétrico apresenta instabilidade de
tensão, medidas preventivas e/ou corretivas deverão ser realizadas.

1.3 Medidas de Controle Preventivo e Corretivo

O controle preventivo visa impedir a instabilidade de tensão antes desta denitivamente


ocorrer. As ações de controle preventivo procuram mover o estado de operação do sistema
para outro com tensões seguras evitando-se, assim, o surgimento de violações caso contin-
gências ocorram. Já o controle corretivo objetiva estabilizar o sistema instável levando-o
a um novo ponto de equilíbrio estável [5].
Como medidas preventivas podem ser citadas: alterar o perl de geração de MW (re-
despacho dos geradores); alterar uxos de potência de intercâmbio; alterar a posição do tap
de transformadores defasadores; manobrar capacitores e reatores; realizar alterações topo-
lógicas ou cortar carga. Ações de controle corretivo podem ser: alterar a tensão em barra
de geração; alterar a posição de tap de transformadores de fase; conectar/desconectar ele-

9
mentos reativos em derivação (capacitores e reatores); realização de alterações topológicas
ou corte de carga.
Tradicionalmente, o problema de escolha dos controle corretivo e preventivo é formu-
lado como um problema de otimização não linear, os quais envolvem função objetivo;
restrições de igualdade, como o balanço de potência em cada barra da rede; e restrições de
desigualdade referente aos limites de operação das variáveis de estado e dos dispositivos de
controle [3].
A escolha de um conjunto de ações preventivas e/ou corretivas deve garantir que a mar-
gem de carregamento esteja acima de um valor pré-especicado para todas as contingências
sejam críticas ou não. Tal conjunto não pode "criticalizar"contingências originalmente não
críticas [3],[5].

10
2 Objetivos
O objetivo desta tarefa é determinar a margem de estabilidade (margem de carrega-
mento) de um sistema teste de 107 barras, representativo do sistema Sul-Sudeste e Mato
Grosso do Sistema Interligado Nacional [6], e determinar se este sistema encontra-se em
um estado de operação seguro. Para ser considerado seguro, o sistema deverá suportar
todas as contingências simples de perda de linha de transmissão do sistema de 500 kV com
margem de carregamento superior a 5%.
Deverá ser indicadas a margem de carregamento deste sistema, as contingências críticas.
No caso de existência de contingências críticas, deverão ser discutidas ações preventivas
para trazer o ponto de operação para uma condição segura.
As cargas deverão crescer de forma proporcional, mantendo fator de potência constante.
As potências geradas também deverão crescer de forma proporcional às potências do caso
base.

3 Procedimento de Análise
A m de fazer a análise de estabilidade descrita na seção anterior, o sistema de 107 bar-
ras disponível em [6] foi implementado no software ANAREDE versão 10.1.0 de setembro
de 2015 [7]. O arquivo de dados consta de valores das barras PV, PQ e Vθ, impedância
das linhas, valores dos TAP's dos transformadores, capacitores shunts e reatores shunts ,
cargas e limites de transferência das linhas de transmissão. Tais informações podem ser
encontradas no apêndice deste relatório.
O objetivo da pesquisa consistiu em obter as margens de carregamento para um con-
junto determinado de contingências, remoção das linhas de transmissão de 500 kV, e a
partir disso vericar quais delas não garantem um estado de operação seguro (margem
de carregamento inferior a 5%). Caso existam estas contingências críticas, medidas pre-
ventivas devem ser tomadas. O software ANAREDE irá auxiliar no método de uxo de
carga sucessivo, com incremento automático de carga das barras PQ até atingir o limiar
de estabilidade.
Além disso, algumas considerações foram tomadas a m de realizar a análise:

• Não foram considerados limites de violação de tensão durante o cálculo do uxo


de carga sucessivo. Estipula-se como violação barras do sistema em que as tensões
estejam com uma diferença maior que 5% da tensão de 1 p.u.. No entanto, para cada
contingência as tensões críticas serão informadas.

• No sistema original há transformadores com tap variável cujo funcionamento não é


bem conhecido no software ANAREDE. Assim, utilizou-se os valores de tap do uxo

11
de carga convergido para o caso base e tais valores permaneceram xos para todas
as contingências em análise.

• Considerou-se o redespacho de potência ativa dos geradores do sistema. Caso isto


não fosse aplicado, somente a geração da barra Vθ (slack ) teria sua potência ativa
aumentada durante o incremento automático de carga. No entanto, como denido
na dissertação [6] sobre o sistema de 107 barras, há limites de geração de cada
gerador que estão presentes na Tabela 1 e que foram levados em consideração para o
redespacho de geração.

Tabela 1: Geração de Potência Ativa Máxima

Barra Nome Geração Máxima (MW)


12 Luiz Carlos Barreto 1104
16 Furnas 1312
18 Itumbiara 2280
20 Marimbondo 1488
21 Manso 216
22 Mascarenhas de Moraes 324
35 Corumbá 381
300 Emborcação 1192
301 Jaguara 400
302 Nova Ponte 510
303 São Simão 1680
305 Volta Grande 380
500 Água Vermelha 1396,2
800 Gov. Bento Munhoz 1674
808 Salto Caxias 1240
810 Salto Segredo 1260
904 Itá 1450
915 Machadinho 1140
919 Salto Osório 728
925 Salto Santiago 1420
4523 Itiquira 60,8
4596 Cuiabá 320
4804 Guaporé 124,2
Total 22080,2

12
• Como aumento de carga deve ser realizado mantendo o fator de potência xo, deniu-
se os incrementos de potência ativa e reativa em 0,05% para todas as cargas do
sistema. A medida que o nível de carga se aproxima do limite máximo (proximidade
do colapso de tensão), este incremento é reduzido. Assim, deniu-se como critério de
parada do uxo de carga sucessivo quando o incremento chega a ser reduzido para
0,001%.

• O sistema original [6] apresenta limites de transferência de potência para cada linha
de transmissão. Decidiu-se neste trabalho avaliar a margem de carregamento para
todas as contingências sem este limite de transferência.

• Para o cálculo da margem de carregamento deniu-se que o máximo carregamento


alcançado pelo software será o permitido para aquela contingência em análise. Trata-
se então de uma margem de carregamento conservadora uma vez que o software tem
diculdade para continuar o cálculo do uxo de carga a medida que se aproxima do
colapso de tensão.

O arquivo modicado para o caso base segue em anexo.

4 Resultados
Aplicado o procedimento de projeto no sistema de 107 barras, as Tabelas 2 e 3 fornecem
os resultados da análise de maneira resumida. Os casos em vermelho não apresentaram
convergência do uxo de carga e portanto não há como aplicar o uxo de carga sucessivo
do software ANAREDE. Os casos em azul apresentaram convergências do uxo de carga
e do uxo de carga sucessivo, mas forneceram uma margem de carregamento inferior a 5%
(quarta coluna das tabelas), considerado seguro. Os demais casos (em preto) apresenta-
ram convergência do uxo de carga sucessivo e forneceram uma margem de carregamento
superior a 5%. Além disso, as tabelas também fornecem a tensão crítica do sistema para
cada caso de contingência.
Como pode ser observado, quando não se considera os limites de transferência de potên-
cia das linhas de transmissão, há 12 contingências (em vermelho) onde não há convergência
do uxo de carga, 3 contingências (em azul) onde a margem de carregamento caram in-
ferior a 5% e 26 contingências (em preto) e o caso base com margem de carregamento
superior a 5%. Além disso, percebe-se que os níveis de tensão crítica para cada contingên-
cia violaram o limite permitido de tensão.
Uma vez que não foram denidos limites de tensão e de transferência de potência entre a
linhas e escolheu-se o redespacho de geração de maneira igualitária para todos os geradores,

13
a parada do cálculo do uxo de carga sucessivo para cada contingência está relacionado a
proximidade do nível de carga com o colapso de tensão.
As curvas P V para cada contingência e o caso base podem ser vericadas no apêndice
A onde procurou-se mostrar os níveis de tensão das 10 barras que apresentaram maior
afundamento.
A próxima seção fornece informações sobre a medida preventiva utilizada a m de
aumentar a margem de carregamento dos casos que apresentaram margem abaixo de 5%.

14
Tabela 2: Relatório de Margem de Carregamento - Parte 1

Número Caso Circuito Carregamento Tensão Crítica


Máximo (p.u.)
1 base 1,123 0,742
2 100 - 101 1 1,076 0,753
3 100 - 101 2 1,075 0,753
4 100 - 210 1 1,115 0,743
5 100 - 535 1 1,117 0,745
6 101 - 102 1 1,051 0,744
7 101 - 103 1 1,046 0,752
8 102 - 1503 1  
9 104 - 103 1  
10 104 - 1503 1 1,0006 0,775
11 106 - 104 1 1,090 0,693
12 106 - 104 2 1,090 0,692
13 122 - 103 1 1,072 0,789
14 210 - 370 1 1,122 0,742
15 233 - 210 1 1,120 0,743
16 233 - 320 1 1,118 0,741
17 320 - 210 1 1,122 0,739
18 320 - 360 1 1,122 0,741
19 325 - 360 1 1,123 0,744
20 325 - 370 1 1,121 0,742
21 370 - 535 1 1,121 0,742
22 824 - 933 1 1,122 0,744
23 824 - 933 2 1,122 0,743
24 856 - 933 1  
25 856 - 1060 1 1,101 0,851
26 895 - 122 1 1,081 0,778
27 895 - 122 2 1,081 0,778
28 896 - 897 1  
29 933 - 895 1  
30 933 - 955 1 1,100 0,829

15
Tabela 3: Relatório de Margem de Carregamento - Parte 2

Número Caso Circuito Carregamento Tensão Crítica


Máximo (p.u.)
31 933 - 959 1  
32 938 - 955 1  
33 938 - 959 1 1,091 0,787
34 955 - 964 1  
35 959 - 895 1 1,058 0,744
36 964 - 976 1  
37 976 - 995 1  
38 995 - 964 1  
39 995 - 1030 1 1,119 0,746
40 995 - 1060 1 1,046 0,822
41 1030 - 955 1 1,054 0,833
42 1060 - 897 1  

16
5 Medida Preventiva
A ação preventiva visa levar o sistema em um estado de operação seguro a um ponto
de operação capaz de enfrentar eventos futuros de maneira satisfatória [5]. Neste trabalho,
a medida preventiva deve aumentar a margem de carregamento das contingências que
apresentaram este valor abaixo de 5%.
A medida preventiva escolhida para o aumento da margem de carregamento foi o chave-
amento de capacitores shunt e reatores shunt . Para tal medida, as Tabelas 4 e 5 fornecem
os capacitores e reatores shunt disponíveis para cada barra segundo a referência [6].

Tabela 4: Capacitores Shunt Disponíveis

Barra Nome Tensão No Potência Total Manobrável


(kV) (MVAr) (MVAr)
1210 Gravataí 230 4 100 400 Sim
939 Blumenau 230 2 125 250 Não
959 Curitiba 500 1 100 100 Não
104 Cachoeira Paulista 500 2 100 200 Sim
122 Ibiúna 500 2 100 200 Sim
1504 Itajubá 138 2 100 200 Sim
123 Campinas 345 2 100 200 Sim
120 Poços de Caldas 345 2 100 200 Sim
234 Samambaia 345 1 150 150 Não
4522 Rondonópolis 230 1 30 30 Sim
4533 Coxipó 138 9 9,6 86,4 Sim
4582 Sinop 230 1 30 30 Sim
231 Rio Verde 230 3 10 30 Sim
Total 32 2076,4

Tem-se conhecimento que o uso de capacitores tende a elevar as tensões do sistema


principalmente das barras perto da sua localização. Tal medida modicaria as curvas P V
das barras do sistema e, consequentemente, suas margens de carregamento. Decidiu-se
escolher trabalhar com capacitores manobráveis e que estivessem próximos das barras cuja
contingência fornecesse uma margem de carregamento inferior a 5%, ou seja, as contin-
gências de número 7 (101103), 10 (1041503) e 40 (9951060), Tabelas 2 e 3. Assim, a
princípio foi manobrado o capacitores disponíveis para as barras 104 e 122, que estão em
negrito na Tabela 4.
Obedecendo os valores máximos permitidos dos capacitores destas barras, foram esco-

17
Tabela 5: Reatores Shunt Disponíveis

Barra Nome Tensão No Potência Total Manobrável


(kV) (MVAr) (MVAr)
995 Itá 500 1 150 150 Sim
955 Campos Novos 500 1 100 100 Não
976 Gravataí 500 1 150 150 Não
964 Caxias 500 1 150 150 Sim
938 Blumenau 500 1 150 150 Não
959 Curitiba 500 1 150 150 Sim
839 Cascavel 230 2 15 30 Não
123 Campinas 345 2 50 100 Não
895 Bateias 500 1 150 150 Sim
122 Ibiúna 500 1 105 105 Sim
104 Cachoeira Paulista 500 1 136 136 Sim
102 Poços de Caldas 500 2 50 100 Não
101 Araraquara 500 1 73 73 Não
325 Jaguara 500 1 91 91 Não
210 Itumbiara 500 1 91 91 Não
4501 Barra do Peixe 230 1 45 45 Não
4862 Jauru 230 2 30 60 Sim
4552 Nova Mutum 230 1 20 20 Sim
4522 Rondonópolis 230 1 20 20 Sim
4532 Coxipó 230 1 30 30 Sim
Total 24 1901

lhidos valores de maneira manual de maneira a obter uma margem acima de 5%. Portanto,
escolheu-se um determinado valor dos capacitores e simulou-se o uxo de carga sucessivo
para as três contingências cuja margem era inferior a 5%.
Foi vericado que a escolha do valor do capacitor da barra 104 em 200 MVAr e da
barra 122 em 100 MVAr forneceu uma margem de carregamento superior a 5% para as
três contingências em análise.
As Tabelas 6 e 7 fornecem o carregamento e a tensão crítica para todas as contingências
em análise com a ação preventiva escolhida, ou seja, os valores de capacitores das barras
104 em 200 MVAr e 122 em 100 MVAr. Como pode ser vericado pelos resultados, os car-
regamentos máximos das contingências de número 7, 10 e 40 (em verde) agora estão acima

18
de 5%. Além disso, pode ser vericado também que as outras contingências apresentaram
uma margem de carregamento acima de 5% e maiores que o caso onde não apresentavam
a medida preventiva.
As contingências que não apresentaram uxo de carga convergente (Tabelas 2 e 3 em
vermelho) continuaram não apresentando mesmo com a ação preventiva escolhida (Tabelas
6 e 7 em vermelho).
Assim sendo, pode-se concluir que a medida preventiva escolhida foi ecaz em aumentar
a margem de carregamento das contingências abaixo de 5% e, além disso, manteve as
margens de carregamento das demais contingências acima de 5%.
As curvas P V para cada contingência e o caso base com a medida preventiva podem
ser vericadas no apêndice ?? onde procurou-se mostrar os níveis de tensão das 10 barras
que apresentaram maior afundamento.

19
Tabela 6: Relatório de Margem de Carregamento com Ação Preventiva - Parte 1

Número Caso Circuito Carregamento Tensão Crítica


Máximo (p.u.)
1 base 1,154 0,789
2 100 - 101 1 1,108 0,793
3 100 - 101 2 1,107 0,791
4 100 - 210 1 1,146 0,783
5 100 - 535 1 1,148 0,783
6 101 - 102 1 1,087 0,785
7 101 - 103 1 1,075 0,791
8 102 - 1503 1  
9 104 - 103 1  
10 104 - 1503 1 1,053 0,826
11 106 - 104 1 1,122 0,72
12 106 - 104 2 1,122 0,723
13 122 - 103 1 1,112 0,833
14 210 - 370 1 1,153 0,784
15 233 - 210 1 1,151 0,781
16 233 - 320 1 1,148 0,779
17 320 - 210 1 1,152 0,78
18 320 - 360 1 1,153 0,782
19 325 - 360 1 1,153 0,787
20 325 - 370 1 1,152 0,781
21 370 - 535 1 1,152 0,782
22 824 - 933 1 1,152 0,8
23 824 - 933 2 1,152 0,801
24 856 - 933 1  
25 856 - 1060 1 1,115 0,941
26 895 - 122 1 1,097 0,792
27 895 - 122 2 1,097 0,792
28 896 - 897 1  
29 933 - 895 1  
30 933 - 955 1 1,115 0,921

20
Tabela 7: Relatório de Margem de Carregamento com Ação Preventiva - Parte 2

Número Caso Circuito Carregamento Tensão Crítica


Máximo (p.u.)
31 933 - 959 1  
32 938 - 955 1  
33 938 - 959 1 1,104 0,795
34 955 - 964 1  
35 959 - 895 1 1,065 0,747
36 964 - 976 1  
37 976 - 995 1  
38 995 - 964 1  
39 995 - 1030 1 1,144 0,848
40 995 - 1060 1 1,063 0,827
41 1030 - 955 1 1,072 0,819
42 1060 - 897 1  

21
6 Conclusões
O objetivo deste trabalho foi avaliar o estado de operação do sistema de 107 barras
para uma lista de contingências pré-denidas, no caso remoções das linhas de transmissão
de 500 KV. O avaliador do estado de operação foi o cálculo da margem de carregamento do
sistema para cada contingência. Se tal margem de carregamento está inferior a 5%, então
considera-se um estado de operação não seguro para a contingência em análise.
Algumas considerações foram realizadas como a não denição dos limites de transfe-
rência de potência nas linhas de transmissão e dos limites dos níveis de tensão permitidos
para cada barra do sistema. Através da análise dos resultados obtidos é possível observar
que para 12 contingências não houve convergência do uxo e, portanto, não há como tirar
conclusões sobre o estado de operação do sistema.
O caso base e 26 contingências apresentaram convergência do uxo de carga sucessivo.
Destes casos, três deles apresentaram margem de carregamento inferior a 5% evidenciando
um estado de operação não seguro. Embora as margens tenham cado abaixo de 5%, o
sistema continua estável pois as margens estão acima de 0%. Em virtude disso, pode-se
aplicar uma medida de controle preventiva a m de levar o sistema para um estado de
operação seguro.
Dentre as medidas preventivas, decidiu-se pelo chaveamento de capacitores shunt dis-
poníveis para o sistema. Como estratégia de escolha de capacitores a serem chaveados,
escolheu-se os que são manobráveis e que estão mais próximos das contingências responsá-
veis pela baixa margem de carregamento. Portanto foram escolhidos os capacitores shunt

das barras 104 e 122.


O resultados obtidos da margem de carregamento para todas as contingências com
a ação da medida preventiva na seção 5 evidenciam sua ecácia. As contingências com
margens inferiores a 5% foram elevadas e, além disso, tal medida preventiva não diminuiu
as margens de carregamento das demais contingências que a princípio não estavam abaixo
de 5%.
Assim sendo, a análise de estabilidade de tensão em um sistema de potência através do
cálculo da margem de carregamento é de extrema importância a m de avaliar o seu estado
de operação para possíveis contingências que podem ocorrer. Medidas preventivas e/ou
corretivas podem ser aplicadas no intuito de levar o sistema para um estado de operação
seguro.

22
7 Referências
[1] Van Cutsem, T. (2000), Voltage Instability: phonomena, countermeasures, and analysis

methods , Proceedings of the IEEE, vol. 88, no. 2, pp. 208-227, 2000.

[2] Balu, N. et al. (1992), On-Line Power System Security Analysis , Proceedings of the
IEEE, vol. 80, no. 2, pp. 262-282, 1992.

[3] Mansour, M. R. (2013), Método Rápido para Análise de Contingências e Seleção de

Controles Preventivos no Contexto de Estabilidade de Tensão , Tese (Doutorado em Enge-


nharia Elétrica) - Universidade de São Paulo, 2006.

[4] Wood, A. J. and Wollenberg, B. F. (1996), Power Geneartion Operation and Control ,
3a ed., Wiley, 2013.

[5] Ferreira, A. S. Q. (2006), Estratégias de controle preventivo para a manutenção de mar-

gens de segurança com relação à estabilidade de tensão em tempo real , Tese (Doutorado
em Engenharia Elétrica) - Universidade Estadual de Campinas, 2006.

[6] Alves, W. F. (2007), Proposição de Sistemas-Teste para Análise Computacional de Sis-

temas de Potência , Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) - Universidade Federal


Fluminense, 2007.

[7] CEPEL (2015), ANAREDE user's manual version 10.1.0, available: http://www.dre.cepel.br/.

23
A Curvas PV do Sistema sem Ação Preventiva

Figura 3: Curva PV Número 1  Caso Base

Figura 4: Curva PV Número 2  Contingência 100-101 (1)

24
Figura 5: Curva PV Número 3  Contingência 100-101 (2)

Figura 6: Curva PV Número 4  Contingência 100-210

Figura 7: Curva PV Número 5  Contingência 100-535

25
Figura 8: Curva PV Número 6  Contingência 101-102

Figura 9: Curva PV Número 7  Contingência 101-103

Figura 10: Curva PV Número 10  Contingência 104-1503

26
Figura 11: Curva PV Número 11  Contingência 106-104 (1)

Figura 12: Curva PV Número 12  Contingência 106-104 (2)

Figura 13: Curva PV Número 13  Contingência 122-103

27
Figura 14: Curva PV Número 14  Contingência 210-370

Figura 15: Curva PV Número 15  Contingência 233-210

Figura 16: Curva PV Número 16  Contingência 233-320

28
Figura 17: Curva PV Número 17  Contingência 320-210

Figura 18: Curva PV Número 18  Contingência 320-360

Figura 19: Curva PV Número 19  Contingência 325-360

29
Figura 20: Curva PV Número 20  Contingência 325-370

Figura 21: Curva PV Número 21  Contingência 370-535

Figura 22: Curva PV Número 22  Contingência 824-933 (1)

30
Figura 23: Curva PV Número 23  Contingência 824-933 (2)

Figura 24: Curva PV Número 25  Contingência 856-1060

Figura 25: Curva PV Número 26  Contingência 895-122 (1)

31
Figura 26: Curva PV Número 27  Contingência 895-122 (2)

Figura 27: Curva PV Número 30  Contingência 933-955

Figura 28: Curva PV Número 33  Contingência 938-959

32
Figura 29: Curva PV Número 35  Contingência 959-895

Figura 30: Curva PV Número 39  Contingência 995-1030

Figura 31: Curva PV Número 40  Contingência 995-1060

33
Figura 32: Curva PV Número 41  Contingência 1030-955

34
B Curvas PV do Sistema com Ação Preventiva
ape:b

Figura 33: Curva PV Número 1  Caso Base

Figura 34: Curva PV Número 2  Contingência 100-101 (1)

35
Figura 35: Curva PV Número 3  Contingência 100-101 (2)

Figura 36: Curva PV Número 4  Contingência 100-210

Figura 37: Curva PV Número 5  Contingência 100-535

36
Figura 38: Curva PV Número 6  Contingência 101-102

Figura 39: Curva PV Número 7  Contingência 101-103

Figura 40: Curva PV Número 10  Contingência 104-1503

37
Figura 41: Curva PV Número 11  Contingência 106-104 (1)

Figura 42: Curva PV Número 12  Contingência 106-104 (2)

Figura 43: Curva PV Número 13  Contingência 122-103

38
Figura 44: Curva PV Número 14  Contingência 210-370

Figura 45: Curva PV Número 15  Contingência 233-210

Figura 46: Curva PV Número 16  Contingência 233-320

39
Figura 47: Curva PV Número 17  Contingência 320-210

Figura 48: Curva PV Número 18  Contingência 320-360

Figura 49: Curva PV Número 19  Contingência 325-360

40
Figura 50: Curva PV Número 20  Contingência 325-370

Figura 51: Curva PV Número 21  Contingência 370-535

Figura 52: Curva PV Número 22  Contingência 824-933 (1)

41
Figura 53: Curva PV Número 23  Contingência 824-933 (2)

Figura 54: Curva PV Número 25  Contingência 856-1060

Figura 55: Curva PV Número 26  Contingência 895-122 (1)

42
Figura 56: Curva PV Número 27  Contingência 895-122 (2)

Figura 57: Curva PV Número 30  Contingência 933-955

Figura 58: Curva PV Número 33  Contingência 938-959

43
Figura 59: Curva PV Número 35  Contingência 959-895

Figura 60: Curva PV Número 39  Contingência 995-1030

Figura 61: Curva PV Número 40  Contingência 995-1060

44
Figura 62: Curva PV Número 41  Contingência 1030-955

45