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Introdução

Psicologia é uma ciência que estuda o comportamento humano e animal e os


processo mentais (razão, sentimentos, pensamentos, atitudes). O corpo e a
mente são estudados pela psicologia de forma integrada e não separadamente.

Existes várias escolas de pensamentos (sistemas) na área de psicologia. Cada


uma delas possui seus próprios métodos e processos de atuação. As principais
são: Behaviorismo, Funcionalismo, Estruturalismo, Gestalt, Psicanálise,
Humanismo, Psicologia Analítica e Psicologia Transpessoal. Nesse trabalho,
por questões definidas pelo professor iremos nos ater apenas as teorias:
Psicanálise, Gestalt, Comportamental e Gognotivismo.

PSICANÁLISE

Psicanálise é a ciência do inconsciente que foi fundada por Sigmund Freud


(1856 - 1939). Um método de investigação, que consiste essencialmente em
evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções
imaginárias(sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.

Este método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que


são a garantia da validade da interpretação. A interpretação psicanalítica pode
estender-se a produções humanas para as quais não se dispõe de associações
livres. A psicanálise é um método psicoterápico baseado nesta investigação e
especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do
desejo. O emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico
está ligado a este sentido; exemplo: começar uma analise.

A psicanálise é também um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas


em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de
investigação e de tratamento. A aceitação de processos psíquicos inconsciente,
o reconhecimento da doutrina da resistência e do recalcamento e a
consideração da sexualidade e do complexo de Édipo são os conteúdos
principais da psicanálise e os fundamentos de sua teoria, e quem não estiver
em condições de subscrever todos não deve figurar entre os psicanalistas.

GESTALT

Teoria da Gestalt afirma que não se pode ter conhecimento do todo através das
partes, e sim das partes através do todo. Que os conjuntos possuem leis
próprias e estas regem seus elementos (e não o contrário, como se pensava
antes). E que só através da percepção da totalidade é que o cérebro pode de
fato perceber, decodificar e assimilar uma imagem ou um conceito. Mas sobre
esse pensamento já se formulavam concepções distintas. A chamada “corrente
dualista”, da escola de Graz, na Austrália, que identificou dois processos
distintos na percepção sensorial: um, a sensação, que corresponde a pura
percepção física dos elementos de uma configuração (o formato de uma
imagem ou as notas de uma música), que é particular do objeto percebido; e o
outro, a representação, que seria um processo “extra-sensorial” através do qual
os elementos, agrupados, excitam a percepção e adquirem sentido (a forma
visual ou a melodia da música). Que já é particular do trabalho mental do
homem. A outra concepção, divergente do “dualismo”, era a chamada “corrente
monista” (de mono, único), defendida pelos alemães. Pelo ponto de vista
monista, tanto sensação como representação se dariam simultaneamente, e
não em separado. A forma, ou seja, a compreensão que os dualistas
chamaram de “extra-sensorial”, não pode ser dissociada da sensação do objeto
material.

A Teoria da Gestalt, em suas analises estruturais, descobriu certas leis que


regem a percepção humana das formas, facilitando a compreensão das
imagens e idéias. Essas leis são nada menos que conclusões sobre o
comportamento natural do cérebro, quando age no processo de percepção. Os
elementos constitutivos são agrupados de acordo com as características que
possuem entre si, como semelhança, proximidade e outras. O fato de o cérebro
agir em concordância com os princípios Gestálticos já poderia ser considerado
a evidência fundamental de que a lei Pregnância é verdadeira.

Leis da Gestalt:

SEMELHANÇA: Ou “similaridade”, possivelmente a lei mais óbvia, que define


que os objetos similares tendem a se agrupar. A similaridade pode acontecer
na cor dos objetos, na textura e na sensação de massa dos elementos. Estas
características podem ser exploradas quando desejamos criar relações ou
agrupar elementos na composição de uma figura. Por outro lado, o mau uso da
similaridade pode dificultar a percepção visual como, por exemplo, o uso de
texturas semelhantes em elementos do “fundo” e em elementos do primeiro
plano.

PROXIMIDADE: Os elementos são agrupados de acordo com a distancia a que


se encontram uns dos outros. Logicamente, elementos que estão mais perto de
outros numa região tendem a ser percebidos como um grupo, mais do que se
estiverem distante de seus similares.

BOA CONTINUIDADE: Está relacionada a coincidência de direções, ou


alinhamento, das formas dispostas. Se vários elementos de um quadro
apontam para o mesmo canto, por exemplo, o resultado final “fluirá” mais
naturalmente. Isso logicamente facilita a compreensão. Os elementos
harmônicos produzem um conjunto harmônico. O conceito de boa continuidade
está ligado ao alinhamento, pois dois elementos passam a impressão de
estarem relacionados.

PREGNÂNCIA: a mais importante de todas, possivelmente, ou pelo menos a


mais sintética. Diz que todas as formas tendem a ser percebidas em seu
caráter mais simples: uma espada e um escudo podem torna-se uma reta e um
circulo, e um homem pode ser um aglomerado de formas geométricas. É o
principio da simplificação natural da percepção. Quanto mais simples, mais
facilmente é assimilada: desta forma, a parte mais facilmente compreendida em
um desenho é a mais regular, que requer menos simplificação.

CLAUSURA: Ou “fechamento”, o principio de que a boa forma se completa, se


fecha sobre si mesma, formando uma figura delimitada. O conceito de
clausura relaciona-se ao fechamento visual, como se completássemos
visualmente um objeto incompleto. Ocorre geralmente quando o desenho do
elemento sugere alguma extensão lógica, como um arco de quase 360º sugere
um circulo.

EXPERIENCIA PASSADA: Esta última relaciona-se com o pensamento pré-


Gestáltico, que via nas associações o processo fundamental da percepção da
forma. A associação aqui, sim, é imprescindível, pois certas formas só podem
ser compreendidas se já a conhecemos, ou se tivermos consciência prévia de
sua existência. Da mesma forma, a experiência passada fornece a
compreensão metonímia: se já tivemos visto a forma inteira de um elemento,
ao visualizarmos somente uma parte dele reproduziremos esta forma inteira na
memória.

CONGNITIVISMO

Denomina-se psicologia cognitiva o ramo na psicologia que trata do modo


como os indivíduos percebem, aprendem, lembram e representam as
informações que a realidade fornece. A psicologia cognitiva abrange como
principais objetos de estudo a percepção, o pensamento e a memória,
procurando explicar como o ser humano percebe o mundo e como utiliza-se do
conhecimento para desenvolver diversas funções cognitivas como: falar,
raciocinar, resolver situações-problema, memorizar, entre outras.
A psicologia cognitiva é totalmente divergente de outras abordagens da
psicologia por dois motivos principais: 1. Refuta a introspecção e adota o
método científico positivista como método válido de investigação, o que
contraria os métodos fenomenológicos, como a psicologia freudiana, por
exemplo. 2. Defende a existência de estados mentais internos, tais como: o
desejo; as crenças (conjunto de suposições desejadas, inconsciente ou
conscientemente por indivíduos ou grupos); as motivações (impulso de
materialização do desejo na conduta dos indivíduos de forma consciente ou
inconsciente), tais estados mentais vão contra os preceitos da psicologia
comportamental.

Dentre as correntes da psicologia cognitiva na atualidade uma das principais é


a que aborda um enfoque voltado para o processamento da informação.
Segundo esse enfoque, a cognição se efetiva por meio de uma seqüência de
fases: a memória sensorial, a memória operacional e a memória permanente.

Existem algumas áreas de conhecimento relacionadas à psicologia cognitiva,


como: a inteligência humana, a inteligência artificial, a representação do
conhecimento, a construção de conceitos, a atenção, a percepção visual e
auditiva, a linguagem, o reconhecimento de modelos, o esquecimento e a
lembrança, a ciência da computação, entre outras.

Jean Piaget é um os principais representantes da psicologia cognitiva, que ao


contrário do que muitos pensam não construiu uma teoria da aprendizagem,
mas uma teoria do desenvolvimento mental humano. Conforme Piaget a
aprendizagem é entendida como o aumento do conhecimento e apenas ocorre
aprendizagem quando o esquema de assimilação passa pelo processo de
acomodação. Em outras palavras, para que alguém aprenda é preciso que haja
uma reconfiguração da estrutura cognitiva (esquemas de assimilação) do
indivíduo, resultando em novos esquemas de assimilação cognitiva.

A idéia de estrutura cognitiva é primordial para a compreensão da teoria de


Piaget, elas podem ser definidas como modelos de ação física e mental
próprias de atos característicos de inteligência e que correspondem a estágios
do desenvolvimento infantil. Segundo Piaget, existem quatro estágios de
desenvolvimento, ou seja, quatro estruturas cognitivas primárias: sensório-
motor, pré-operacional, operacional concreto e operacional formal. No primeiro
estágio, sensório-motor (0-2 anos), a inteligência se expressa em ações
motoras. No estágio pré-operatório (3-7 anos) a inteligência é de natureza
intuitiva. Já no terceiro estágio, o operatório-concreto (8-11 anos), o
desenvolvimento da inteligência se volta para operações lógicas, mas ainda na
dependência de referenciais concretos. E no estágio final do desenvolvimento
cognitivo, o operatório-formal (12-15 anos), é que o pensamento passa a
realizar abstrações.

É por meio de processos de adaptação: assimilação e acomodação, que as


estruturas cognitivas se transformam. A assimilação refere-se à interpretação
de eventos através das estruturas cognitivas existentes, e a acomodação diz
respeito à modificação da estrutura cognitiva com a finalidade de compreender
o meio. A teoria de Piaget aproxima-se de outras teorias de aprendizagem
construtivistas (Vygotsky e Bruner) ao afirmar que o desenvolvimento cognitivo
de um indivíduo consiste em seu constante esforço adaptar-se ao meio em que
vive em termos de assimilação e acomodação.