Mecanica de Moto II
Mecanica de Moto II
Filtro de ar
É o elemento encarregado de purificar o ar que se misturará com o combustível no interior do
tubo venturi para fazer funcionar o motor. Da pureza do ar depende a vida útil dos anéis e do
interior do motor. Os filtros podem ser:
De papel – são feitos de papel poroso e funcionam perfeitamente, pois neles há poros que
permitem a passagem do ar e retêm o pó que é prejudicial ao motor. O papel é dobrado em
forma de sanfona dentro da caixa do filtro para conseguir a máxima eficácia no menor espaço
possível; têm grande vantagem sobre os demais, pois são descartáveis, isto é, quando sujam são
substituídos por novos.
De espuma – são feitos de espuma sintética cuja porosidade é controlada durante a fabricação.
A poeira contida no ar fica na espuma previamente lubrificada, e o ar chega ao carburador
límpido. Sua manutenção é simples, pois basta lavá-los com solvente apropriado e lubrificá-los
novamente com óleo indicado pelo fabricante.
De malha de arame – são feitos de arame entrelaçado e mostram pouca eficiência. Eram usados
nas motocicletas antigas.
Esta operação consiste em avaliar o estado físico do filtro de ar e de seu alojamento, tendo como
ações a limpeza dos mesmos ou substituição.
Suporte da bateria
PASSO 7 – Remova os parafusos de fixação do assento e deslize-o para trás, retirando-o.
PASSO 8 – Desacople o conector 2P da unidade de combustível.
Tanque de combustível
PASSO 11 – Remova o tanque.
PASSO 12 – Remova o parafuso e o relé de partida.
PASSO 13 – Solte o parafuso da braçadeira do tubo de conexão do filtro de ar.
PASSO 14 – Remova os parafusos de fixação da carcaça do filtro de ar e, em seguida, remova a
carcaça pelo lado direito.
Instalação da carcaça
PASSO 15 – Instale a carcaça do filtro de ar e os parafusos de fixação da carcaça.
PASSO 16 – Conecte o tubo de conexão no carburador.
PASSO 17 – Aperte o parafuso da braçadeira do tubo de conexão de forma que a folga das
extremidades da braçadeira seja de 8,5 – 10mm.
Diagnose de defeitos
■ Combustível contaminado/deteriorado
■ Não há fluxo de combustível para o carburador (filtro de tela de combustível obstruído – tubo
de combustível obstruído – registro de combustível engripado – nível de boia incorreto)
Mistura pobre
■ Giclês de combustível obstruídos
Mistura rica
■ Válvula do afogador na posição ON
■ Giclês de ar obstruídos
■ Carburador afogado
■ Combustível contaminado/deteriorado
Carburador
É o componente encarregado de misturar o ar e o combustível na proporção exata e na
quantidade certa para o motor funcionar eficientemente desde a marcha lenta até a alta rotação.
Constituição do carburador
O carburador da motocicleta está constituído, principalmente, por: carcaça do carburador, cuba
de nível constante, boia controladora de nível, calibradores, parafusos de ajuste da rotação,
parafuso de drenagem, parafuso da mistura, êmbolo controlador da aceleração, suporte do
êmbolo controlador da aceleração (Ver figura abaixo).
Carburador antigo
Carburador atual
Carcaça do Carburador – Forma o corpo principal do carburador, com alojamentos
específicos para o êmbolo de aceleração, parafuso de ajuste da rotação, boia controladora de
nível, calibradores, borboleta do afogador. Em seu interior, encontram-se duas cavidades
cilíndricas: uma na vertical, outra na horizontal. Na cavidade vertical, é alojado o êmbolo
controlador do fluxo de ar e respectiva agulha de controle de combustível. Na cavidade
horizontal, encontra-se a borboleta do afogador e um estreitamento central chamado difusor,
cuja função é provocar o efeito venturi ou aumento da velocidade do ar aspirado pela diferença
de pressão. A figura, a seguir, mostra uma carcaça de um carburador em corte, com destaque
para o difusor (venturi).
Carburador-em-corte
Carburador em corte
Cubo de Nível Constante – É o reservatório de combustível no carburador. Tem forma de
“copo”, e é fixada à carcaça do carburador por meio de parafusos. Entre a cuba e a carcaça,
utiliza-se uma junta de borracha para evitar vazamentos entre as mesmas. Em sua estrutura,
encontra-se o parafuso de drenagem, destinado ao esvaziamento da cuba para eventuais reparos.
Boia Controladora de Nível – Sua função é manter um nível adequado de combustível na cuba,
para a alimentação do motor. Está situada no interior da cuba, e montada em uma válvula de
estilete, cujo funcionamento se assemelha a uma caixad’água, ou seja, à proporção em que for
evacuado o líquido contido no reservatório, a boia vai baixando, permitindo a entrada de mais
líquido através da válvula até que se complete novamente o nível estipulado. Geralmente, a boia
do carburador é de plástico, resistente a ataques químicos dos combustíveis.
Calibradores – Também conhecidos por gicleur servem para limitar o fluxo de combustível
que passa pelos canais alimentadores do carburador. O orifício de passagem dos calibradores
tem diâmetro pré-estabelecido pelos fabricantes das motocicletas e não deve ser alterado em
hipótese alguma. A figura seguinte ilustra três dos principais calibradores de um carburador, ou
seja, calibrador do sistema principal, o calibrador do sistema de marcha lenta, a válvula de
estilete da boia e o sistema de boia.
Isto só é possível graças à sucção formada pelo êmbolo do cilindro do motor, no tempo de
admissão, que ao aspirar o ar atmosférico através do tubo cilíndrico horizontal do carburador,
aspira também uma pequena quantidade de combustível pré-vaporizado.
A figura acima nos dá uma ideia global do funcionamento do carburador, em função do motor
no tempo de admissão.
É uma operação que o mecânico executa sempre que se fizer necessários uma inspeção ou
reparo. Os sintomas que podem ocasionar a desmontagem do carburador: motor não obedece aos
comandos de aceleração do carburador, motor “morre” em marcha lenta, excesso ou falta de
gasolina no carburador, etc.
Processo de desmontagem
PASSO 1 – Remova a tampa lateral direita e a tampa lateral inferior.
PASSO 2 – Posicione o registro de combustível em “OFF” (fechado) e solte o tubo de
combustível do carburador.
Registro de combustíveis
PASSO 3 – Remova a tampa do carburador e o pistão de aceleração do carburador.
PASSO 10 – Remova a cuba; após a retirada dos parafusos de fixação e retire o pino de
articulação da boia com um alicate e remova o conjunto boia e válvula do corpo.
PASSO 11 – Remova o giclê da bomba de aceleração, a mola e a esfera de aço da cuba da boia.
PASSO 12 – Verifique o funcionamento da válvula da boia e inspecione o assento da válvula da
boia quanto a riscos, obstrução ou danos.
Corpo da carburador
PASSO 13 – Inspecione a extremidade da válvula da boia, na área de contato com assento da
válvula, quanto a desgaste excessivo ou contaminação.
Válvula da Boia
PASSO 14 – Substitua a válvula se sua extremidade estiver desgastada ou contaminada e, caso o
assento da válvula esteja danificado, substitua o corpo do carburador.
PASSO 15 – Remova os seguintes componentes: (giclê principal – giclê de agulha –
pulverizador – parafuso de mistura – mola – parafuso de aceleração).
Carburador
PASSO 16 – Aplique ar comprimido em todas as passagens de ar e combustível no carburador.
PASSO 17 – Inspecione todos os componentes quanto ao desgaste ou danos e substitua-os, se
necessário, e lave todas as peças com solvente apropriado.
Processo de montagem
PASSO 18 – Instale os seguintes componentes: (mola – parafuso de aceleração – giclê de
marcha lenta – pulverizador – giclê de agulha – giclê principal).
Aneis de vedação
PASSO 25 – Instale e aperte os parafusos da cuba da boia e o tubo de respiro e o tubo de
drenagem do carburador.
PASSO 26 – Instale um novo anel de vedação no carburador.
PASSO 27 – Instale o carburador no tubo de conexão do filtro de ar e aperte firmemente as
porcas.
PASSO 28 – Aperte o parafuso da braçadeira do tubo de conexão de forma que a folga das
extremidades da braçadeira seja de 8,5 – 10 mm.
Detalhe da agulha
PASSO 31 – Conecte o cabo do acelerador no pistão de aceleração, enquanto comprime a mola
do acelerador e instale o pistão de aceleração no corpo do carburador.
Ajuste da marcha lenta – “parafuso de mistura novo”
PASSO 32 – Gire o parafuso de mistura no sentido horário até que fique ligeiramente assentado
e, em seguida, volte-o de acordo com número de voltas indicado (abertura inicial: 2-3/4 voltas
para fora).
PASSO 33 – Aqueça o motor durante 10 minutos para atingir a temperatura ideal para se obter
um ajuste preciso.
PASSO 34 – Desligue o motor e conecte o tacômetro de acordo com as instruções do fabricante
(graduação: 50 rpm).
PASSO 35 – Ligue o motor e ajuste a marcha lenta com o parafuso de aceleração (+/– 100 rpm).
PASSO 36 – Gire o parafuso de mistura lentamente para dentro ou para fora a fim de obter a
rotação máxima.
PASSO 37 – Ajuste novamente a marcha lenta no valor especificado com o parafuso de
aceleração e certifique-se de que o motor não desligue ou funcione de forma irregular.
Parafuso de aceleração
PASSO 38 – Repita as etapas 36 e 37 até que a rotação do motor aumente suavemente.
PASSO 39 – Ajuste novamente a marcha lenta com parafuso de aceleração.
Motos Flex
As motos flex utilizam como combustível o álcool ou gasolina. As motos, ainda hoje, poluem
até 20 vezes mais que um carro novo, porque não têm, entre outros mecanismos, injeção
eletrônica e catalisador. E já são mais de 8 milhões circulando, principalmente nos grandes
centros. As motos bicombustíveis, reduzem a emissão de gás carbônico (CO2), um dos
principais causadores do aquecimento global.O sistema batizado de “Multifuel”, para motos, foi
apresentado na 8ª Automec (Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços),
realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na cidade de São Paulo, em 2007. Foi
desenvolvido pela Delphi em seu Centro de Tecnologia, localizado na cidade paulista de
Piracicaba. Os testes foram feitos em protótipos das marcas Yamaha, Honda eSundown.
O sistema Multifuel da Delphi para motocicletas de passeio, patenteado no Brasil e nos Estados
Unidos, permite que as motocicletas possam operar com qualquer proporção de álcool e
gasolina, assim como ocorre em mais de 90% dos novos carros vendidos no Brasil.
A novidade, segundo a empresa, promete economia de até 30% por quilômetro rodado. Já a
disponibilidade deste motor ao mercado dependerá do interesse das fabricantes de motocicletas.
O preço final ainda não foi definido, mas de acordo com a Delphi, tende a ser superior ao das
motos com carburador convencional.
Para fazer a moto funcionar com álcool e gasolina, a taxa de compressão do motor tem de ser
analisada e ajustada e foram necessárias algumas alterações no equipamento, como a adequação
da taxa de compressão, uma nova bomba de combustível desenvolvida especialmente para
trabalhar com álcool, novos controles de ar e combustível inteligentes, que utilizam sensor de
oxigênio para identificar a mistura, ECM (módulo eletrônico de controle da injeção) e bicos
injetores com maior vazão. O sistema da injeção eletrônica de combustível, já era utilizado pelas
motos de maior capacidade cúbica.
O sistema desenvolvido pela Delphi vai desde a injeção eletrônica até o software de
gerenciamento de motores, responsável por identificar qual combustível está sendo utilizado.
A injeção eletrônica é um sistema que já diminui a emissão de poluentes e é obrigatório desde
2009, com a entrada da 3ª fase do PROMOT (Programa de Controle da Poluição do Ar por
Motociclos e Veículos Similares), que equivale às normas da EURO III, em vigor na Europa.
Com a utilização do álcool, esses índices de emissão podem ser ainda menores.
Diagnose de defeitos
Motor não dá partida:
■ Excesso de combustível fluindo para o motor (filtro de ar obstruído – carburador afogado)
■ Combustível contaminado/deteriorado
■ Não há fluxo de combustível para o carburador (filtro de tela de combustível obstruído – tubo
de combustível obstruído – registro de combustível engripado – nível de boia incorreto)
Mistura pobre:
■ Giclês de combustível obstruídos
Mistura rica:
■ Válvula do afogador na posição ON
■ Válvula da boia defeituosa
■ Giclês de ar obstruídos
■ Carburador afogado
■ Combustível contaminado/deteriorado
Resumo da Lição
O carburador é responsável pela mistura ar e combustível na proporção exata.
Constituem o carburador: carcaça, cuba de nível constante.
A principal função do carburador é transformar o combustível de sua forma líquida,
numa mistura gasosa em uma proporção adequada.
Montagem, inspeção e desmontagem do carburador.
As motos flex utilizarão injeção eletrônica.
Manutenção preventiva e diagnose de defeitos.
Sistema de escapamento
Tubo de escape e silencioso
O sistema de escapamento encontrado nas motocicletas tem como objetivo direcionar os gases
provenientes da combustão para o meio externo e reduzir os ruídos do processo de queima. Para
isso, o mesmo é constituído por um tubo de escape e um componente denominado silencioso.
Veja foto abaixo.
Sistema de Escapamento
Os gases descarregados pelo orifício de escape estão muito quentes e submetidos à pressão, eles
se expandem rapidamente e produzem um ruído alto se forem descarregados diretamente para a
atmosfera. Isto faz também diminuir o rendimento do escapamento, já que o gás se difunde
através do orifício de escape. Para evitar os problemas, o gás de escape é aspirado do orifício de
escape para dentro do silencioso para ser expandido e descarregado na atmosfera depois que a
sua temperatura e a pressão tiverem baixado.
Processo de desmontagem
PASSO 1 – Remova as porcas de união do tubo de escapamento e o parafuso e a porca de
fixação do silencioso e em seguida remova o sistema.
PASSO 2 – Verifique a existência de danos no sistema de escapamento, tais como vazamento.
Caso haja, substitua-o.
Processo de montagem
Instale provisoriamente todos os fixadores do sistema de escapamento. Aperte primeiramente as
porcas de união do escapamento e, em seguida, a porca e parafuso de articulação do braço
oscilante.
Junta do silencioso
PASSO 4 – Instale, provisoriamente, o parafuso e a porca de fixação.
PASSO 5 – Instale e aperte as porcas de união do tubo de escapamento.
PASSO 6 – Aperte o parafuso e a porca de fixação do silencioso.
Resumo da Lição
A vela de ignição é uma passagem de alta tensão em cerâmica isolada e a prova de gás. A
distância da faísca entre o eletrodo central e o eletrodo de massa a ser condutora com o atingir
da tensão de ignição, converte a energia restante da bobina de ignição em uma faísca que
inflama a mistura na câmara de combustão.
A intensidade da tensão de ignição depende da distância e da geometria do eletrodo, da pressão
na câmara de combustão e da relação de ar/combustível no ponto de ignição.
■ Boa compressão.
Mesmo fornecendo ao motor uma mistura correta de ar e combustível e tendo uma boa
compressão, o motor não funciona se não houver uma boa produção de faíscas. Uma vela é um
elemento muito importante na produção de faíscas.
■ A choques térmicos, pois suporta grandes variações de temperatura, que podem variar de 70
ºC (temperatura de mistura ar/combustível) até 2.000 ºC (temperatura de pico no momento da
combustão).
Uma vela deve dissipar o calor produzido pelos gases de combustão. O grau térmico é a medida
da quantidade de calor dissipado.
As velas podem ser do tipo quente e frio:
■ Tipo quente: é vela de ignição que trabalha quente, o suficiente para queimar depósitos de
carvão, quando o veículo está em baixa velocidade. Possui um longo percurso de dissipação de
calor, o que permite manter alta a temperatura na ponta do isolador.
■ Tipo fria: é vela de ignição que trabalha fria, porém o suficiente para evitar a carbonização,
quando o veículo está em baixa velocidade. Possui um percurso mais curto, permitindo a rápida
dissipação de calor. É adequada aos regimes de alta solicitação do motor.
É essencial usar uma vela especificada e adequada às mais diversas condições de uso do motor.
■ Aplicação de vela mais quente: a temperatura da vela se mantém elevada devido à dissipação
de calor não ser adequada para esse motor. Nessa situação ocorre uma combustão anormal (pré-
ignição); pode causar fusão dos eletrodos da vela, assim como também pode travar e/ou furar o
pistão.
Vela de ignição
Desmontagem /inspeção / montagem da vela de ignição
PASSO 1 – Solte o supressor de ruído e remova a vela de ignição utilizando a chave de vela ou
ferramenta equivalente.
Vela de ingnição
PASSO 3 – Verifique a condição de queima na câmara de combustão através da coloração do
corpo interno da vela: (marrom escuro a claro – boas condições de queima/excessivamente clara
– mau funcionamento do sistema de ignição ou mistura pobre/depósito de fuligem ou umidade –
indicam mistura excessivamente rica).
PASSO 4 – Caso a vela esteja em perfeito estado, limpe os eletrodos da vela com uma escova
ou dispositivo de limpeza apropriado.
PASSO 5 – Verifique a folga entre os eletrodos central e lateral utilizando um calibre de
lâminas tipo arame.
PASSO 6 – Se necessário, ajuste a folga dobrando cuidadosamente o eletrodo lateral (folga da
vela de ignição: 0,8 a 0,9mm).
PASSO 7 – Reinstale a vela de ignição no cabeçote e aperte-a com a mão. Em seguida, utilize a
chave de vela para apertá-la no torque especificado (torque: 18 N.m ou 1,8Kg.m).
PASSO 8 – Instale o supressor de ruído.
Instalação do supressor de ruído
Resumo da Lição
Esta operação tem o objetivo de verificar o nível do óleo automotivo, assim como realizar a sua
substituição após ultrapassar a sua vida útil.
Inspeção
PASSO 1 – Apóie a motocicleta em seu cavalete central sobre uma superfície plana e remova a
tampa de abastecimento de óleo/vareta medidora e limpe a vareta.
PASSO 2 – Reinstale a tampa de abastecimento, mas não a rosqueie e remova novamente a
tampa de abastecimento e verifique o nível de óleo.
PASSO 3 – Se o nível estiver abaixo da marca inferior da vareta, abasteça o motor com o óleo
recomendado pelo fabricante.
PASSO 4 – Reinstale a tampa de abastecimento.
Vareta medidora
Diagnose de defeitos
Contaminação de óleo
■ Vazamento externo
Resumo da Lição
Os óleos de motores agem em superfícies planas facilitando o deslizamento e reduzindo
o atrito entre as peças do motor e são também dissipadores de calor em motores de combustão
interna.
Inspeção e troca do óleo do motor.
Manutenção preventiva do motor.
Diagnose e defeito com relação ao baixo nível, a contaminação e baixa pressão no óleo
do motor.
PASSO 1 – Posicione a roda traseira entre o braço oscilante. Em seguida, instale a corrente de
transmissão na coroa.
PASSO 2 – Instale a roda traseira no braço oscilante (não esqueça o espaçador), insira o eixo
(passe uma leve camada de graxa no eixo) e o ajustador esquerdo da corrente de transmissão
pelo lado esquerdo do cubo da roda.
PASSO 3 – Instale o espaçador lateral direito, o ajustador direito da corrente de transmissão e a
porca do eixo (não aperte definitivamente a porca do eixo).
PASSO 4 – Instale o limitador do braço do freio traseiro, parafuso do limitador do braço do
freio traseiro, arruela e a porca.
Linhas de referenciais
PASSO 12 – Verifique a folga livre do pedal do freio traseiro girando a porca de ajuste (folga
livre: 20-30 mm).
Porca de ajuste
Braço do freio
Operação 15: Desmontagem / inspeção / montagem do cubo da roda traseira
Desmontar cubo da roda traseira é uma operação que o mecânico de motocicletas efetua,
periodicamente, para reparação ou substituição de seus componentes.
Verifique se o rolamento está prendendo a roda traseira. Tente mover a roda lateralmente.
Pedal do freio
Verificação do rolamento
PASSO 2 – Inspecione o eixo da roda traseira colocando-o sobre blocos em V e meça o
empenamento com um relógio comparador (limite de uso: 0,20 mm). O empenamento real é a
metade da leitura total do relógio comparador.
Dentes da coroa
Remoção da coroa
PASSO 4 – Remova o espaçador lateral e o anel elástico, arruela e a coroa de transmissão.
PASSO 5 – Retire o retentor de pó e a coroa.
PASSO 6 – Gire a pista interna de cada rolamento com o dedo. Os rolamentos devem girar
suavemente e sem ruído. Retire o espelho de freio.
Instalação do rolamento
Diagnose de defeitos
■ Roda oscilando
■ Aro empenado
■ Pneu defeituoso
Resumo da Lição
Em geral, o acionamento do freio da roda traseira ocorre mediante ação de um pedal ligado ao
braço de acionamento das sapatas por uma vareta. A exceção é para algumas motocicletas de
grande porte, que utilizam um sistema de freio a disco na roda traseira acionado por um
mecanismo hidráulico ligado ao pedal de freio.
Braço de freio
PASSO 1 – Verifique se a seta na placa indicadora está alinhada com a marca no conjunto de
freio (ou espelho de freio), quando o pedal do freio é acionado. Caso estejam alinhadas,
devemos realizar a inspeção das sapatas e o tambor.
PASSO 2 – Retire a roda traseira (operação 11).
PASSO 3 – Desencaixe o espelho do freio do tambor de freio.
Resumo da Lição
Diagnose de defeitos do freio da roda traseira.
Manutenção preventiva.
Desmontagem, inspeção e montagem do freio da roda traseira.
O acionamento do freio da roda traseira é feito com um pedal ligado ao braço de
acionamento das sapatas por uma vareta.
O mecanismo de freio da roda traseira tem as mesmas características da roda dianteira.
Sistema de suspensão da roda traseira
Amortecedor traseiro
Operação 17: Desmontagem / inspeção / montagem da suspensão traseira
É uma operação que consiste em desmontar sistematicamente todos os elementos que compõem
a suspensão traseira.
Suspensão traseira
Inspecione a ação do amortecedor traseiro comprimindo a extremidade traseira diversas vezes.
Inspecione todo o conjunto quanto a sinais de vazamentos, danos ou fixadores frouxos.
Inspecione as buchas do braço oscilante quanto a desgaste segurando a roda traseira e tentando
movê-la lateralmente.
PASSO 1 – Apóie a motocicleta em seu cavalete central e remova a roda traseira (operação 11).
PASSO 2 – Remova as porcas de união do tubo de escapamento e remova o parafuso e a porca
de fixação do silencioso e o sistema de escapamento.
PASSO 3 – Remova as quatro porcas, as arruelas e os amortecedores.
Amortecedor traseiro
PASSO 4 - Inspecione visualmente o amortecedor quanto a danos. Verifique se a haste do
amortecedor está empenada ou danificada. Se a unidade do amortecedor está deformada ou com
vazamentos, se as buchas de conexão superior e inferior e espaçadores estão desgastados ou
danificados.
Porcas e arruelas
PASSO 5 – Verifique se os amortecedores funcionam suavemente.
Parafuso de articulação
PASSO 10 – Inspecione o deslizador da corrente de transmissão quanto a danos ou desgaste.
PASSO 11 – Substitua o deslizador caso esteja danificado ou desgastado.
PASSO 12 – Remova os dois parafusos e retire o deslizador da corrente de transmissão.
PASSO 13 – Inspecione o braço oscilante quanto a trincas ou danos.
PASSO 14 – Inspecione o espaçador quanto a desgastes ou danos.
PASSO 15 – Aplique graxa nas superfícies dos espaçadores e instale-os nas articulações do
braço oscilante.
PASSO 16 – Instale as capas dos retentores de pó e a guia da corrente de transmissão.
Retentor de pó da corrente
Processo de montagem
PASSO 17 – Instale a lingueta do deslizador da corrente de transmissão no orifício do braço
oscilante.
Corrente de transmissão
PASSO 18 – Instale e aperte os parafusos no torque especificado (torque: 6 N.m ou 0,6 Kg.m).
PASSO 19 – Instale o braço oscilante no chassi.
PASSO 20 – Instale o suporte do pedal de apoio esquerdo do passageiro e o parafuso de
articulação do braço oscilante no chassi.
PASSO 21 – Instale e aperte o parafuso de fixação do pedal de apoio esquerdo do passageiro.
Amortecedor traseiro
PASSO 24 – Instale uma nova junta no orifício de escapamento.
PASSO 25 – Instale o silencioso e provisoriamente o parafuso e a porca de fixação.
PASSO 26 – Instale e aperte as porcas de união do tubo de escapamento.
Parafuso de articulação
PASSO 27 – Aperte o parafuso e a porca de fixação do silencioso.
Resumo da Lição
Diagnose de defeitos da suspensão traseira.
Manutenção preventiva.
Desmontagem, inspeção e montagem da suspensão traseira.
Mecanismo do amortecedor traseiro.
Mecanismo da suspensão da roda traseira.
Referências
Acesso 01/06/2008 – [Link]
Acesso 18/07/2008
[Link]
Acesso 30/06/2008 – [Link]
Acesso 30/06/2008 – [Link]
Apostila Mecânico de Manutenção de Motocicletas, 2005, SENAI CFP WDS.
Bambira, Paulo; Manual Completo da Moto, Editora: Fittipaldi, São Paulo1987.
Manual de Serviços Honda, CG 125 TITAN KS. ES. KSE. CG 125 CARGO, produção 2002.
Mosher, S. Lynn e Lear George Manual completo da moto: mecânica e manutenção, Editora
Hemus, 2004
SENAI, SMO Mecânico de motocicletas, Rio de Janeiro, Departamento Nacional, 1984.
Wilson; Hugo. O Grande Livro das Motos, Editora, Livros e Livros 1997.









