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Bubber - filosofia dialógica


Princípio do diálogo - princípio dialógico → uma vida marcada por uma
atitude dialógica, uma atitude de abertura ao outro para o diálogo.

Diálogo: momento mais específico e mais rico de uma atitude mais ampla, que
chamamos de dialogicidade.

Monólogo/ monólogo disfarçado de diálogo.

Aproximação de sua obra e vida.

Sentido profundo de diálogo, que se estabelece entre sua própria vida e sua
reflexão. Ambas firmam um pacto de profundo e mútuo compromisso. São
autodeterminantes.

O conteúdo vivido da experiência humana é maior do que qualquer tentativa


de sistematização conceitual.

→ Kierkegaard: a experiência não pode ser reduzida em esquemas conceituais.

A gente se constitui por meio da palavra.

→ Fala das palavras princípio: Eu-Tu e Eu-Isso (são atitudes atualizadoras do Ser
do homem)
→ Se se diz a palavra princípio Eu-Tu se diz também o Eu da palavra princípio Eu-
Tu.
→ Atitude de abertura ao diálogo: Eu-Tu.
→ Atitude de palavra da coisificação: Eu-Isso.

O amor a palavra escrita, aprendeu com o avô linguista paterno. Ele


encontrava nos textos sagrados uma palavra de verdade, consegue encontrar
no seu cerne uma palavra de verdade.

Efetivamente aprende com a avó o sentido de palavra amorosa, da palavra


verdadeira.

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Princípio dialógico aponta para a relação - a relação como algo que nos
transcende.

Somos seres plenamente feitos e nutridos de afeto, nunca estamos só - o Eu e


o Outro → somos efetivamente um ser de relação.

Assidismo - teologia e ética ?

Teologia, educação, sociologia precisam viver as situações do nosso mundo.


Compromisso do teorizar com a vida, com a experiência concreta →
característica fundamental do assidismo.

Experiência teológica, religiosa e ética são iguais (tudo que vivemos é um


evento confiado a nós por deus) → assidismo

Nostalgia do encontro: no princípio é o encontro → revela condição


fundamental do humano como ser em relação. Somente depois é que surge as
individualidades.

Buber → retomar a vivência comunitária para fugir do narcisismo da sociedade

Buber estabelece como intenção levar os homens a descobrirem a realidade


vital de suas existências e a abrirem os olhos para a situação concreta que
estava vivendo, um apelo aos homens para que vivessem sua humanidade mais
profundamente, movidos pela nostalgia do humano.

Eu em si mesmo.

Não há Eu em si, mas apenas o Eu da palavra-princípio Eu-Tu (eu em relação,


admito a diferença do outro) e o Eu da palavra-princípio Eu-Isso (outro como
objeto pra mim, coisificação)

O homem é um ente da relação (a relação é o fundamento de sua existência),


o ser do homem só se realiza no encontro inter-humano, ou seja, a verdadeira
vida é a vida com o outro, o sentido da existência humana é a coexistência.

Cada Tu que eu encontro é a possibilidade do retorno do Tu inato, que é a


relação.

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Em EU e TU, constrói uma ontologia da relação, apresentando a palavra
como dialógica, atribuindo a ela, como palavra falante, o sentido de portadora
do ser. No diálogo, a palavra fundamenta a existência, estabalecendo a
dimensão ontológica do inter-humano.

A palavra proferida é uma atitude efetiva, eficaz e atualizadora do ser do


homem, e a uma vez proferida a palavra-princípio fundamenta um modo de ser.

A palavra Eu-Tu só pode ser proferida pelo ser na sua totalidade, e a palavra-
princípio Eu-Isso não pode jamais ser proferida pelo ser em sua totalidade.

A palavra-princípio Eu-Isso é marcada por uma relação coisificada, uma


objetificação, o outro é um objeto pra mim. Ausência de totalidade, de presença,
de face a face. Marcada pelo campo da experiência (experiência = passado,
monólogo)

A palavra-princípio EUTU é um ato essencial do homem, atitude de encontro


entre dois parceiros na reciprocidade e na confirmação mútua.

A palavra-princípio EUISSO, é a experiência e a utilização, atitude


objetivante.

“O mundo como experiência diz respeito à palavra-princípio Eu-Isso. A


palavra- princípio Eu-Tu fundamenta o mundo da relação”

A relação EUTU se dá como Presença; a relação EUISSO como passado,


ausência do face-a-face.

Na medida em que o homem se satisfaz com as coisas que experiencia e


utiliza, ele vive no passado e seu instante é privado de presença. O essencial
é vivido na presença, as objetividades no passado.

Não se pode viver unicamente no presente; ele poderia consumir alguém se


não estivesse previsto que ele seria rápida e radicalmente superado. Pode-se,
no entanto, viver unicamente no passado, é somente nele que uma existência
pode ser realizada. Basta consagrar cada instante à experiência e à utilização
que ele não se consumirá mais. E com toda a seriedade da verdade, ouça: o

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homem não pode viver sem o Isso, mas aquele que vive somente com o Isso
não é homem.

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