LEI Nº 4.

769, DE 9 DE SETEMBRO DE 1965
Dispõe sobre o exercício da profissão de Administrador e dá outras providências (*) (**). O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - O Grupo da Confederação Nacional das Profissões Liberais, constante do Quadro de Atividades e Profissões, anexo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo DecretoLei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, é acrescido da categoria profissional de Administrador (*). Parágrafo único - Terão os mesmos direitos e prerrogativas dos bacharéis em Administração, para o provimento dos cargos de Administrador (*) do Serviço Público Federal, os que hajam sido diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação dos diplomas no Ministério da Educação, bem como os que, embora não diplomados ou diplomados em outros cursos de ensino superior e médio, contem cinco anos, ou mais, de atividades próprias ao campo profissional do Administrador (*). Art. 2º - A atividade profissional de Administrador (*) será exercida, como profissão liberal ou não, mediante: a) pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens, laudos, assessoria em geral, chefia intermediária, direção superior; b) pesquisas, estudos, análise, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos da Administração, como administração e seleção de pessoal, organização e métodos, orçamentos, administração de material, administração financeira, administração mercadológica, administração de produção, relações industriais, bem como outros campos em que esses desdobrem ou aos quais sejam conexos. Art. 3º - O exercício da profissão de Administrador (*) é privativo: a) dos bacharéis em Administração Pública ou de Empresas, diplomados no Brasil, em cursos regulares de ensino superior, oficial, oficializado ou reconhecido, cujo currículo seja fixado pelo Conselho Federal de Educação, nos termos da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; b) dos diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação do diploma no Ministério da Educação, bem como dos diplomados, até a fixação do referido currículo, por cursos de bacharelado em Administração, devidamente reconhecidos; c) dos que, embora não diplomados nos termos das alíneas anteriores, ou diplomados em outros cursos superiores e de ensino médio, contem, na data da vigência desta Lei, cinco anos, ou mais, de atividades próprias no campo profissional de Administrador (*) definido no art. 2º. Parágrafo único - A aplicação deste artigo não prejudicará a situação dos que , até a data da publicação desta Lei, ocupem o cargo de Administrador (*) os quais gozarão de todos os direitos e prerrogativas estabelecidas neste diploma legal.

que satisfaçam as exigências desta Lei. os recursos de penalidades impostas pelo CRA. com sede em Brasília. d) dirimir dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais.O Conselho Federal de Administração (*) compor-se-á de brasileiros natos ou naturalizados. Art. c) elaborar seu regimento interno. ressalvados os direitos dos atuais ocupantes de cargos de Administrador (*). 5º . . a ser elaborado pela junta Executiva. § 2º . Art. existentes em qualquer ramo do ensino técnico ou superior. Art. 8º . Distrito Federal. na área da respectiva jurisdição. i) promover estudos e campanhas em prol da racionalização administrativa do país. f) julgar.O Conselho Federal de Administração (*). § 1º .A apresentação do diploma não dispensa a prestação de concurso. 4º . e) expedir as carteiras profissionais dos Administradores (*). h) aprovar anualmente o orçamento e as contas da autarquia. modificar e aprovar os regimentos internos dos Conselhos Regionais. o exercício da profissão de Administrador (*). quando exigido para o provimento do cargo. a partir da vigência desta Lei. é obrigatória. a apresentação de diploma de Bacharel em Administração. g) votar e alterar o Código de Deontologia Administrativa.São criados o Conselho Federal de Administração (CFA)(*) e os Conselhos Regionais de Administração (CRAs)(*). b) fiscalizar. 9º . constituindo em seu conjunto uma autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público. c) organizar e manter o registro de Administrador (*). eleitos em escrutínio secreto e por maioria simples de votos nas respectivas regiões (**). 7º . e nas dos cursos de Administração.Aos Bacharéis em Administração é facultada a inscrição nos concursos para provimento das cadeiras de Administração. terá por finalidade: a) propugnar por uma adequada compreensão dos problemas administrativos e sua racional solução.Os cargos técnicos a que se refere este artigo serão definidos no regulamento da presente Lei. bem como zelar pela sua fiel execução. terão por finalidade: a) dar execução às diretrizes formuladas pelo Conselho Federal de Administração (*). Art. Art. e será constituído por tantos membros efetivos e respectivos suplentes quantos forem os Conselhos Regionais. ouvidos os CRAs (*). com sede nas capitais dos Estados e no Distrito Federal. para o provimento e exercício de cargos técnicos de administração.2 Art. e) examinar. d) julgar as infrações e impor as penalidades referidas nesta Lei.Os Conselhos Regionais de Administração(*). vinculada ao Ministério do Trabalho. administrativa e financeira. nos termos do artigo 18. 6º . f) elaborar o seu regimento interno para exame e aprovação pelo CFA (*). autárquica. b) orientar e disciplinar o exercício da profissão de Administrador (*). com autonomia técnica. em última instância.Na administração pública.

c) subvenções dos Governos Federal.O registro a que se refere este artigo será feito gratuitamente pelos CRAs (*). Art. c) doações e legados. permitida uma reeleição (**). isto não seja possível. dos membros efetivos. até o limite de vinte e quatro mil (**). 13 . atividades de Administrador (*). eleitos da mesma forma estabelecida para o Conselho Federal(**). Art.Os Conselhos Regionais de Administração com número de Administradores inscritos superior ao constante do caput deste artigo poderão. sob qualquer forma. 10 .Dois terços. Art. doações ou subvenções. punível. 14 . com exceção dos legados. ou de empresas e instituições privadas. 11 .Serão obrigatoriamente registrados nos CRAs(*) as empresas.A falta do registro torna ilegal. por motivos relevantes. Parágrafo único . a cada biênio (**). 12 . entidades e escritórios técnicos que explorem. em gozo de seus direitos profissionais. através de deliberação da maioria absoluta do Plenário e em sessão específica. § 1º .A renda do CFA (*) é constituída de: a) vinte por cento (20%) da renda bruta dos CRAs(*). . serão necessariamente bacharéis em Administração. e) provimento das multas aplicadas. § 1º .A renovação dos mandatos dos membros dos Conselhos referidos no caput deste artigo será de um terço e dois terços. 15 . b) rendimentos patrimoniais. ou. § 2º . d) subvenções e auxílios dos Governo Federal.Os Conselhos Regionais de Administração (*) com até doze mil Administradores inscritos.3 Parágrafo único . d) rendimentos patrimoniais. enunciadas nos termos desta Lei. Parágrafo único . alternadamente. pelo menos. para fins de exercício profissional.Só poderão exercer a profissão de Administrador (*) os profissionais devidamente registrados nos CRAs (*). Estaduais e Municipais. ainda. o exercício da profissão de Administrador (*). criar mais uma vaga de Conselheiro efetivo e respectivo suplente para cada contingente de três mil Administradores excedente de doze mil. salvo nos Estados em que. de carteira de identidade e terá fé em todo o território nacional. Art.A renda dos CRAs (*) será constituída de: a) oitenta por cento (80%) da anuidade estabelecida pelo CFA e revalidada trienalmente. f) rendas eventuais. serão constituídos de nove membros efetivos e respectivos suplentes.A carteira profissional servirá de prova. Art. de empresas e instituições particulares. Estaduais e Municipais.Os mandatos dos membros do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Administração(*) serão de quatro anos. b) doações e legados. assim como dos membros suplentes. Art. e) rendas eventuais. pelos quais será expedida a carteira profissional.

será determinado o cancelamento do registro profissional. c) estimular a iniciativa dos Administradores (*) na criação de Associações Profissionais e Sindicatos. c) suspensão. autarquias ou sociedades de economia mista tenham sede. praticada dentro do prazo de cinco anos. no âmbito de sua atuação. na parte técnica.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. nos termos da alínea "b". após a primeira. empresas.Os representantes de que trata este artigo serão indicados ao Presidente da República em lista dúplice. uma junta Executiva integrada de dois representantes indicados pelo DASP. b) proceder ao registro. 18 .Será direta a eleição de que trata a alínea "d" deste artigo. 20 . da existência. dentro de 30 dias. 21 .No caso de reincidência da mesma infração. de dois bacharéis em Administração. for responsável. ocupantes de cargos de Administrador (*). . nos Municípios em que esses serviços.4 Art. Parágrafo único . 16º . ao profissional que. Art. de três bacharéis em Administração. Art. ou por dolo. cujo acervo e cujos cadastros serão por ele absorvidos. de um a cinco anos. dos que o requererem. Art. como Administrador (*). 17 .À Junta Executiva de que trata o artigo anterior caberá: a) elaborar o projeto de regulamento da presente Lei e submetê-lo à aprovação do Presidente da República. em parecer ou outro documento que assinar. pelos Conselhos de Administração. às empresas privadas e às autarquias e sociedades de economia mista dos Estados e Municípios após a comprovação. no exercício da profissão. será constituída por decreto do Presidente da República.Para promoção das medidas preparatórias à execução desta Lei. d) promover. § 2º . será extinta a Junta Executiva. em número suficiente para o atendimento nas funções que lhes são próprias. 3º. nela votando todos os que foram registrados. um dos quais indicado pela Fundação Universidade de Brasília e os outros dois por indicação do Ministro da Educação. Parágrafo único . Art. representantes das Universidades que mantenham curso superior de Administração. assegurando-lhe ampla defesa. § 1º . a realização das primeiras eleições para a formação do Conselho Federal de Administração (CFA) (*) e dos Conselhos Regionais de Administração (CRAs) (*).Ao formar-se o CFA (*). dentro de 180 (cento e oitenta) dias. as quais poderão ser: a) multa de 5% (cinco por cento) a 50% (cinqüenta por cento) do maior salário mínimo vigente no País aos infratores de qualquer artigo. por falsidade de documento. nos termos do art. 19 . além da aplicação da multa em dobro.Os Conselhos Regionais de Administração (*) aplicarão penalidades aos infratores dos dispositivos desta Lei. Art. indicados pela Fundação Getúlio Vargas.Os Sindicatos e Associações Profissionais de Administradores (*) cooperarão com o CFA (*) para a divulgação das modernas técnicas de Administração.O disposto nesta Lei só se aplicará aos serviços municipais. b) suspensão de seis meses a um ano ao profissional que demonstrar incapacidade técnica no exercício da profissão. de técnicos legalmente habilitados.

de 26/04/94 D.nova redação dada pelo Art. * Fonte: http://www.asp .O.Castelo Branco Arnaldo Sussekind (*) .Revogam-se as disposições em contrário.5 Art.nova redação dada pelo Art. em 9 de setembro de 1965.U. 27/04/94. de 13/06/85 D.873. H. Brasília.U. 144º da Independência e 77º da República. 27/06/85. 1º da Lei nº 8. 1º da Lei nº 7.O.org. 22 . (**) .br/site/legislacao/leis.cra-rj.321.

III . IX .exercer a profissão com zelo. CAPÍTULO I DOS DEVERES Art. cumpre informar. III . diligência e honestidade.manter sigilo sobre tudo o que souber em função de sua atividade profissional. consulta ao CRA no qual esteja registrado. cliente. formulando.manter elevados o prestígio e a dignidade da profissão.evitar declarações públicas sobre os motivos de seu desligamento. servindo simultaneamente de estímulo e parâmetro para que o Administrador amplie sua capacidade de pensar. organização e com a sociedade. tanto quanto possível. cargo ou emprego. VI .esclarecer o cliente sobre a função social da organização e a necessidade de preservação do meio ambiente. sobre as circunstâncias de interesse para seus negócios. em tempo hábil e por escrito. IV . a existência de seu impedimento ou incompatibilidade para o exercício da profissão. 1º São deveres do Administrador: I . relativos ao exercício profissional. funcionário público ou profissional liberal. sempre com antecedência e por escrito. hipótese em que deverá solicitar substituto. demitir-se ou ser dispensado do posto.renunciar.O exercício da profissão de Administrador implica em compromisso moral com o indivíduo. sugerindo. II .De forma ampla a Ética é definida como a explicitação teórica do fundamento último do agir humano na busca do bem comum e da realização individual. de 9 de abril de 2008) PREÂMBULO I . XI .aos profissionais envolvidos no processo de formação do Administrador. II . instituições e sociedades sem abdicar de sua dignidade. desprestígio ou interpretação errônea quanto à sua reputação. se. atuando como empregado. . por qualquer forma. tomar conhecimento de que o cliente manifestou desconfiança para com o seu trabalho. X . impondo deveres e responsabilidades indelegáveis.conservar independência na orientação técnica de serviços e em órgãos que lhe forem confiados.comunicar ao cliente. VII . em caso de dúvida.cumprir fiel e integralmente as obrigações e compromissos assumidos. as melhores soluções e apontando alternativas. VIII . bens e interesse de clientes. visualize seu papel e torne sua ação mais eficaz diante da sociedade. empregador. orientar e esclarecer sobre os princípios e normas contidas neste Código.6 Código de Ética do Administrador CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ADMINISTRADOR (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 353. desde que do silêncio não lhe resultem prejuízo.informar e orientar o cliente a respeito da situação real da empresa a que serve. defendendo os direitos. XII .manifestar.O Código de Ética Profissional do Administrador (CEPA) é o guia orientador e estimulador de novos comportamentos e está fundamentado em um conceito de ética direcionado para o desenvolvimento. V . prerrogativas e independência profissional.

bens. 3º São direitos do Administrador: I .facilitar. numerários.estabelecer negociação ou entendimento com a parte adversa de seu cliente. méritos ou atividades. IV . IX . provocar ou induzir divulgação de textos de publicidade que resultem em propaganda pessoal de seu nome. XVII . da profissão ou de entidades ou órgãos públicos.exercer a profissão independentemente de questões religiosas. emprego.exercer a profissão quando impedido por decisão administrativa do Sistema CFA/CRAs transitada em julgado. colegas de profissão. supervisão e fiscalização. em proveito próprio. cargo ou função que esteja sendo ocupado por colega. bem como praticar outros atos de concorrência desleal. para si ou para outrem. membros dirigentes ou associados das entidades representativas da categoria. a qual corresponderá às responsabilidades assumidas a seu tempo de serviço dedicado. ato legalmente definido como crime ou contravenção. no exercício da profissão.assinar trabalhos ou quaisquer documentos executados por terceiros ou elaborados por leigos alheios à sua orientação. bem como atender às suas requisições administrativas. em prejuízo de clientes. somente admitido quando resultar em prejuízo ao cliente ou à coletividade. velando. XII . no prazo determinado. salvo se em exercício de qualquer cargo ou missão. IV .anunciar-se com excesso de qualificativos. XIII . não habilitados ou impedidos. XVI . nacionalidade. . cargos e especializações.pleitear. no entanto. as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Administração. cor. ganhos marginais ou conquista de contratos. em nome da classe. quando as julgar indignas do exercício profissional ou prejudiciais ao cliente. à profissão e à classe. II . idade. declarações. condição social ou de qualquer natureza discriminatória. devendo. função ou profissão. VI . V . raça. V .prejudicar.participar de eventos promovidos pelas entidades de classe.usar de artifícios ou expedientes enganosos para obtenção de vantagens indevidas.afastar-se de suas atividades profissionais. III . XIV . ações ou atitudes.apontar falhas nos regulamentos e normas das instituições. VII . solicitar. II . sem justificativa. sendo-lhe livre firmar acordos sobre salários.revelar sigilo profissional. admitida a indicação de títulos. XV . III .7 CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. 2º É vedado ao Administrador: I . em particular ao Tribunal Regional de Ética dos Administradores e ao Conselho Regional de Administração. dirigir-se aos órgãos competentes. VIII .permitir a utilização de seu nome e de seu registro por qualquer instituição pública ou privada onde não exerça pessoal ou efetivamente função inerente à profissão. intimações ou notificações.exigir justa remuneração por seu trabalho. sem sua autorização ou conhecimento. sem razão fundamentada e sem notificação prévia ao cliente ou empregador.organizar ou manter sociedade profissional sob forma desautorizada por lei.obstar ou dificultar as ações fiscalizadoras do Conselho Regional de Administração. por qualquer modo.contribuir para a realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la. ou praticar. X . XI . emprego. ou por determinação judicial. adulterar ou deturpar informações. assim como sonegar.recusar-se à prestação de contas. o exercício da profissão a terceiros. de seu empregador ou da sociedade. CAPÍTULO III DOS DIREITOS Art. mesmo temporariamente. pelo seu justo valor.deixar de cumprir. que lhes sejam confiados em razão do cargo. sexo.recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho sejam degradantes à sua pessoa. sob suas expensas ou quando subvencionados os custos referentes ao acontecimento. nesse caso. por meio de atos ou omissões.sugerir.

a proteção da propriedade intelectual sobre sua criação. o órgão de classe para dirimir dúvidas e solucionar pendências. CAPÍTULO IV DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS Art. por escrito. V . V . investidos ou não de cargos nas entidades representativas da categoria.vulto. fornecendo informações e facilitando o seu desempenho.as vantagens de que. pelos respectivos Conselhos Regionais de Administração. VII . mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. Art. do trabalho.evitar fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. . comunicando.evitar emitir pronunciamentos desabonadores sobre serviço profissional entregue a colega. se beneficiará o cliente.possibilidade de ficar impedido ou proibido de realizar outros trabalhos paralelos. 8° O Administrador poderá recorrer à arbitragem do Conselho Regional de Administração nos casos de divergência de ordem profissional com colegas. complexidade. não os levando à humilhação ou execração. Art. VIII . como mínimos desejáveis de remuneração.deixar de se conduzir com moderação na fixação de seus honorários. 4º Os honorários e salários do Administrador deverão ser fixados. usando. II . dificuldade.evitar desentendimentos com colegas. 5° É vedado ao Administrador: I . quando no exercício de suas funções. para substituir colega que dele tenha se afastado ou desistido.recusar cargo. sempre que necessário. as infrações de que tiver ciência. pressão de tempo e relevância dos trabalhos a executar. 7° Com relação aos colegas. visando a preservação da dignidade ou os interesses da profissão ou da classe.a menor ou maior oferta de trabalho no mercado em que estiver competindo. a qualquer tempo.tratar com urbanidade e respeito os colegas representantes dos órgãos de classe. III . experiência e especialização. VII . VI .sua competência e renome profissional. Art. antes do início do trabalho a ser realizado. quando for impossível a conciliação de interesses. o exercício de atividades condizentes com sua capacidade. 6° O Administrador deverá ter para com seus colegas a consideração. IV .a competição honesta no mercado de trabalho. VI . IV . o apreço. devendo considerar as limitações econômico-financeiras do cliente. não se valendo dos cargos ou funções ocupados para prejudicar ou denegrir a imagem dos colegas. venham a ser baixadas.receber remuneração vil ou extorsiva pela prestação de serviços.oferecer ou disputar serviços profissionais. III . tratar com respeito e urbanidade os colegas Administradores. II . CAPÍTULO V DOS DEVERES ESPECIAIS EM RELAÇÃO AOS COLEGAS Art. o respeito mútuo e a solidariedade que fortaleçam a harmonia e o bom conceito da classe. o Administrador deverá: I .a forma e as condições de reajuste. levando-se em consideração.auxiliar a fiscalização do exercício profissional e zelar pelo cumprimento do CEPA. com discrição e fundamentadamente aos órgãos competentes.na condição de representante dos órgãos de classe.obediência às tabelas de honorários que. entre outros.8 VI . emprego ou função.o fato de se tratar de locomoção na própria cidade ou para outras cidades do Estado ou do País. os seguintes elementos: I . III . II .

VI . em benefício exclusivo da classe. III . às organizações ou a seus bens patrimoniais. para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais. .servir-se de posição. no prazo estabelecido.descumprir voluntária e injustificadamente com os deveres do ofício. inclusive no que se refere ao pagamento de contribuições. II .prestar. documento falso ou adulterado. pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem: I . propugnando pela defesa da dignidade e dos direitos profissionais. quando solicitado ou eleito.difundir e aprimorar a Administração como ciência e como profissão. IX .aceitar e desempenhar.prestigiar as entidades de classe. IV . aprovado por Resolução Normativa do Conselho Federal de Administração. depois de regularmente notificado.usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função de forma abusiva. achar-se impossibilitado de servi-las.prejudicar deliberadamente o trabalho. tendo por objeto a Administração. provocando confrontos desnecessários ou comparações prejudiciais. determinação de entidade da profissão de Administrador ou autoridade dos Conselhos. cargo ou função que desempenhe nos órgãos de classe. III . em caso extremo.cumprir com suas obrigações junto às entidades de classe às quais se associou.apoiar as iniciativas e os movimentos legítimos de defesa dos interesses da classe. prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano às pessoas.acatar e respeitar as deliberações dos Conselhos Federal e Regional de Administração CAPÍTULO VII DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES Art. ressalvadas as comunicações de irregularidades aos órgãos competentes. taxas e emolumentos legalmente estabelecidos.participar de instituição que. IV . orientação. de má-fé. II . com zelo e eficiência.9 CAPÍTULO VI DOS DEVERES ESPECIAIS EM RELAÇÃO À CLASSE Art.fazer ou apresentar declaração. 9° Ao Administrador caberá observar as seguintes normas com relação à classe: I .não cumprir. V .tratar outros profissionais ou profissões com desrespeito e descortesia. em matéria destes. além das elencadas abaixo. 10 Constituem infrações disciplinares sujeitas às penalidades previstas no Regulamento do Processo Ético do Sistema CFA/CRAs. proposta. VII . quaisquer cargos ou funções. obra ou imagem de outro Administrador. facilitar o seu exercício aos não registrados ou impedidos. todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos. participando efetivamente de seus órgãos representativos. V . VI . justificando sua recusa quando. perante as entidades da profissão de Administrador. descumpra os deveres do ofício. VII . VIII .exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou. a harmonia e a coesão da categoria.praticar atos vedados pelo CEPA. X . não esteja inscrita no Conselho Regional. nas entidades de classe. por qualquer meio.

12 As regras processuais do processo ético serão disciplinadas em Regulamento próprio. 13 O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Administração manterão o Tribunal Superior e os Tribunais Regionais. Art. no qual estarão previstas as sanções em razão de infrações cometidas ao CEPA. 11 Caberá ao Conselho Federal de Administração. Roberto Carvalho Cardoso Presidente do CFA CRA/SP nº 097 . respectivamente. 14 É dever dos CRAs dar ampla divulgação ao CEPA. Aprovado na 5ª reunião plenária do CFA. Art. ouvidos os Conselhos Regionais e a categoria dos profissionais de Administração.10 CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. objetivando o resguardo e aplicação do CEPA. Adm. sempre que se fizer necessário. promover a revisão e a atualização do CEPA. realizada no dia 4 de abril de 2008. Art.

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