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Guitarra – Teoria

Escalas
Escala Maior
Em música, escala maior é uma escala diatônica de sete notas em modo maior, um dos modos
musicais utilizados atualmente na música tonal. A sequência de tons e semitons dessa escala
obedece à seguinte ordem:
Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Semitom

A partir da escala maior é que são formados os acordes maiores. A escala fundamental do modo
maior é a escala de Dó maior, uma vez que a relação de intervalos desse modo pode ser obtida nesta
escala sem a necessiade de nenhuma alteração de altura. Veja na figura abaixo as notas dessa escala
e sua seqüencia de intervalos na sequëncia de intervalos:

dó ré mi fá sol lá si dó
V V V V V V V
tom tom semitom tom tom tom semitom

Para formar escalas maiores iniciadas por outra nota é necessário acrescentar alterações de altura a
algumas notas, a fim de manter a mesma seqüencia de intervalos. Em uma escala de Sol maior, por
exemplo, para seguir estes intervalos, as notas serão:
Sol - lá - si - dó - ré - mi - fá# - sol.
T T ST T T T ST

A nota fá não pode ser utilizada nesta seqüência pois o intervalo entre mi e fá é de um semitom e
entre fá e sol é de um tom. Para que a escala obedeça à ordem dos intervalos é preciso aumentar a
nota fá em meio tom e torná-la um fá sustenido (fá#). Em outras escalas, para manter a relação de
intervalos, é necessário reduzir a altura de algumas notas em meio tom (bemol). O ciclo das quintas
define a ordem em que os sustenidos ou bemois são adicionados às escalas.

Escala Menor
Em teoria musical, a escala menor é uma escala diatônica cujo terceiro grau (chamado mediante)
está a um intervalo de terça menor (um tom e um semitom) acima da tônica. Ainda que alguns
modos gregos antigos, como o modo dórico e o modo frígio possuam terças menores relativas à
tônica, modernamente os músicos se referem a três tipos de escalas menores: a escala menor
natural, a escala menor harmônica e a escala menor melódica, cada qual com uma distribuição
específica dos intervalos restantes.
• Escala Menor Natural
Corresponde ao modo eólio antigo. Caracteriza-se pelo intervalo de um semitom entre o 2º e o 3º
grau e também entre o 5º e 6º grau: 1tom, 2semitom, 3tom, 4tom, 5semitom, 6tom, 7tom
A Escala menor natural pode ser formada a partir da sexta nota de uma escala maior:
por exemplo, tomando a escala maior de dó:
dó re mi fa sol la si do
podemos formar a escala menor natural de lá:
lá si dó ré mi fá sol lá
ou ainda tomando a escala maior de Mi bemol:
Mi Bemol, Fá, Sol, Lá Bemol, Si Bemol, Dó, Ré, Mi Bemol
podemos formar a Escala Menor Natural De Dó:
Dó, Ré, Mi Bemol, Fá, Sol, Lá Bemol, Si Bemol, Dó
O mesmo vale para todas as doze escalas maiores ocidentais.
• Escala Menor Harmônica
Apresenta a mesma estrutura da escala menor natural, exceto pelo 7º grau, que é aumentado em um
semitom, construindo-se um intervalo de 2ª aumentada entre o 6º e o 7º grau da escala:
1tom, 2semitom, 3tom, 4tom, 5semitom, 6tom e meio, 7semitom

O sétimo grau se torna sensível, apresentando uma atração tonal maior do que a da escala menor
natural. A modificação dá à escala uma sonoridade oriental, e pode-se ouvir sua influência nos
acordes meio-diminutos e nos acordes de sétima com nona bemol.
Escala Cromática
A Escala cromática é uma escala utilizada para a indicação das cores. Na música é a escala que
contém 12 notas com intervalos de semitons entre elas.
Chamamos de cromática a escala de 12 sons criada pelos ocidentais através do estudo das
frequências sonoras. A escala é formada pelas 7 notas padrão da escala de Dó maior acrescidas dos
5 tons intermediários.
Para entendermos a escala cromática, podemos pegar o padrão da escala de dó maior e inserir os
cinco sons existentes entre as notas que têm entre si o intervalo de um tom. No violão, basta seguir
melodicamente casa por casa (semitom por semitom) até a 12 nota, a partir do que se repetirá a
escala. No piano, tocamos todas as teclas (brancas e pretas, sem pular nenhuma) melodicamente.
Esta escala serve de embasamento para alguns estilos musicais como a música serial, aleatória,
dodecafônica e microtonal
Exemplos:
A escala cromática possui um único formato, visto que utiliza os 12 sons da escala ocidental,
portanto, nada influi (teoricamente) mudar a nota de início.
- Dó - Dó# - Ré - Ré# - Mi - Fá - Fá# - Sol - Sol# - Lá - Lá# - Si

No caso da escala ser descendente, costuma-se bemolizar as notas:


- Si - Sib - Lá - Láb - Sol - Solb - Fá - Mi - Mib - Ré - Réb – Dó

Escala Diatônica
Escala diatônica é uma escala de sete notas composta de cinco tons e dois semitons em que os
semitons estão separados entre si ao máximo de distância possível. Assim, entre cada um destes
semitons temos dois ou três tons. Este padrão se repete a cada oitava nota numa seqüência tonal de
qualquer escala. A escala diatônica é típica da música ocidental e faz parte da fundação da tradição
da música européia. As modernas escalas, a escala maior e a escala menor, são diatônicas, assim
como todos os modos tonais da Igreja.
Escala Harmônica
A escala Harmonica é derivada da escala menor e ela é obtida elevando-se meio tom o sétimo grau
da escala menor.
Intervalos
Na escala diatônica, a primeira classificação de um intervalo é quanto à ocorrência de
simultaneidade em sua execução. Assim, o intervalo será melódico quando os sons aparecerem em
sucessão um ao outro, ou harmônico, caso sejam executados no mesmo instante.
Intervalo Simples e Composto
O intervalo também pode ser simples ou composto, dependendo da distância entre uma e outra nota:
• Simples: Quando se acha contido dentro de uma oitava.
• Composto: Quando ultrapassa uma oitava.
Intervalo Melódico
Pode ser classificado quanto:
• A posição do segundo som em relação ao primeiro. Assim, o intervalo será
ascendente se o segundo som for de maior frequência (mais agudo) que o primeiro e
será descendente caso o segundo som seja de menor frequência (mais grave) que o
primeiro.
• A distância entre os dois sons. Será conjunto o intervalo que dista de um ou dois
semitons (somente o intervalo de segunda) entre as notas e serão disjuntos todos os
outros.
Intervalo Harmônico
O intervalo harmônico pode ser classificado somente quanto à distância entre os dois sons.
Nomes
Os nomes dos intervalos da escala diatônica são dados pela distância entre as notas, isto é, distância
de segunda entre duas notas, terça ou terceira entre três, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona,
etc., mais o designativo que indica se a frequência entre os intervalos são mais ou menos
consonantes - intervalo justo, menor, maior, aumentado, diminuto, superaumentado ou
superdiminuto - chamado também de "qualidade" do intervalo.
Assim, temos os seguintes intervalos:
• Primeira justa ou uníssono: sem intervalos entre os dois sons.
• Segunda
• menor: distância de um semitom entre os sons.
• maior: distância de dois semitons entre os sons.
• Terça ou Terceira
• menor: distância de três semitons entre os sons.
• maior: distância de quatro semitons entre os sons.
• Quarta justa ou quarta: distância de cinco semitons entre os sons.
• Quarta aumentada ou quinta diminuta ou trítono: distância de seis semitons (três tons,
daí seu nome) entre os sons.
• Quinta justa ou quinta: distância de sete semitons entre os sons.
• Sexta
• menor: distância de oito semitons entre os sons.
• maior: distância de nove semitons entre os sons.
• Sétima
• menor: distância de dez semitons entre os sons.
• maior: distância de onze semitons entre os sons.
• Oitava justa ou oitava: distância de doze semitons entre os sons.
Um intervalo menor, quando decrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
diminuto.
Um intervalo maior, quando acrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
aumentado.
Um intervalo diminuto, quando decrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
superdiminuto.
Um intervalo aumentado, quando acrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
superaumentado.
Um intervalo justo, quando decrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
diminuto.
Um intervalo justo, quando acrescido de um semitom, se transforma em um intervalo
aumentado

No caso de dois intervalos com a mesma distância em semitons mas com nomes diferentes, como,
por exemplo, a quarta aumentada e a quinta diminuta, ou a terça diminuta e a segunda maior, dá se
o nome de intervalos enarmônicos.
Existe um meio mais racional e fácil de se saber a qualidade de um dado intervalo sem ter de contar
o número de semitons entre as notas. Basta estar atento para o fato de que, na escala diatônica ou
natural, a distância entre todas as notas é de um tom, exceto entre as notas MI e FA e SI e DO,
onde o intervalo é de um semitom - são os chamados semitons naturais.
Uma vez identificado onde se localizam esses semitons naturais, basta levar em conta que:
• Nos intervalos de SEGUNDA e TERÇA, são MAIORES os que não possuem, isto é, não
"passam por" nenhum semitom natural.
• Nos intervalos de SEXTA e SÉTIMA, são MAIORES os que possuem APENAS um
semitom natural.
• Os intervalos de QUARTA e QUINTA são todos JUSTOS, com EXCEÇÃO DO
TRÍTONO (quarta aumentada ou quinta diminuta).