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Ar atmosférico

Ar é uma mistura de gases. Respirar o ar é importante para as plantas e os animais. O Ar tem:


78 % de azoto (gás que não participa da respiração)
21 % de oxigênio (na respiração fica reduzido a 15,4% e o anidrido carbônico sube a 4,30%)
o dióxido de carbono e outros gases completam o restante 1 %. Traços de anidrido carbônico e uma certa
quantidade de vapor de água.
Nos pulmões passam, em um dia, 11 mil litros de ar; uma vez que 1/5 deste é constituído de oxigênio e um
litro deste gás pesa 1,4 gramas, pode-se concluir que, em um dia, o homem inspira 2,500 kg de oxigênio e expira
1.750. Os 750 gramas de diferença, equivalentes a cerca de 530 litros, representam a quantidade de oxigênio fixada
nos glóbulos vermelhos. A quantidade de anidrido carbônico eliminada nas 24 horas é de 850 gramas, cerca de 400
litros.

O Azoto , ázoe ou nitrogênio é um elemento químico com símbolo N, número atômico 7 ( 7 prótons e 7
elétrons ) e massa atómica 14u. Nas condições ambientais é encontrado no estado gasoso e forma cerca de 78% do
ar atmosférico.

AZOTO

O fóssil mais antigo de procariontes de que se tem conhecimento neste momento data de há 3,5 mil milhões
de anos (estromatólitos) foi encontrado na Austrália e mostra que já existia uma considerável variedade de
organismos deste tipo nos primeiros tempos da Vida na Terra.
Posteriormente, também foram encontrados fósseis na zona da África do Sul. A natureza destes fósseis e a
composição química das rochas onde estão inseridos mostra que já ocorria fotossíntese na época. Em contraste, o
registro mais antigo de eucariontes têm aproximadamente 1,5 mil milhões de anos.
Embora algumas espécies sejam patogênicas, a grande maioria é, pelo contrário, essencial à vida. Se este reino
desaparecesse da face da Terra, todos os restantes se lhe seguiriam, pois os ciclos dos químicos cruciais para a vida
(como o ciclo do azoto ou do carbono) seriam interrompidos. Na situação inversa, os procariontes continuariam
sozinhos, como o fizeram durante mais de 2000 M.a.
O azoto é constituinte de moléculas essenciais à vida mas é quimicamente inerte, o que impede a sua
utilização direta pela maioria dos organismos. As plantas apenas o podem usar sob a forma de nitratos, passando-o
para os heterotróficos sob a forma de compostos azotados orgânicos.
Os animais dependem das plantas para se alimentarem (directa ou indirectamente) mas as plantas, por sua vez,
dependem dos procariontes para a sua nutrição. Toda a vida na terra não seria possível sem a fixação biológica de
azoto e a correspondente desnitrificação (que devolve o azoto ao ar, impedindo que o azoto do solo seja lixiviado
para os oceanos, o que seria o fim da vida na Terra).
A conversão do azoto, que forma cerca de 80% da atmosfera, em nitratos (uma forma de disponível para as
reações biológicas) é a chamada fixação do azoto, um processo crucial para todos os ecossistemas do planeta.
De todos os organismos existentes no planeta, somente alguns gêneros bacterianos são capazes de fixar o
azoto atmosférico, nomeadamente as simbióticas Rhizobium e Bradyrhizobium, que formam nódulos nas raízes de
leguminosas. Para além deles, um outro grupo de bactérias filamentosas (actinomicetes) também forma nódulos
mas em árvores (como os amieiros), arbustos e algumas ervas perenes, contribuindo igualmente para a acumulação
de azoto no solo.
Muitas outras bactérias vivem regularmente associadas a raízes e folhas de plantas, onde aproveitam o
exsudado glicídico da fotossíntese e fornecem azoto em formas utilizáveis. Outras bactérias, de vida livre como os
gêneros Anabaena e Nostoc, também fixam azoto, nomeadamente cianobacterias, responsáveis por mais de 25%
fixado no oceano. Estas cianobacterias realizam a fixação de azoto em células especializadas designadas
heterocistos, que mantêm a enzima nitrogenase isolada do excesso de oxigênio atmosférico. Outras cianobacterias
simbióticas, como as que fazem parte de líquenes, aumentam significativamente a capacidade de colonização de
ambientes agrestes.
O azoto é fixado através de uma série de etapas realizadas por vários tipos de organismos. Alguns fazem o
processo de amonificação para degradar aminoácidos em amônia (NH4+). O amoníaco (NH3) é convertido a nitrito
(NO2) e este a nitratos (NO3) por bactérias quimioautotróficas, num processo designado nitrificação.
Várias outras bactérias são capazes de reverter o processo – desnitrificação -, convertendo nitratos a nitritos e
a amônia, levando eventualmente a azoto, que se liberta do solo e regressa à atmosfera.
As reservas de gás natural que conhecemos são o resultado do metabolismo anaeróbio obrigatório e produtor
de metano de bactérias deste tipo no passado. Algumas conseguem produzir metano a partir de CO2 e H2, obtendo
energia desse processo.
O gênero Methanosarcina consegue fixar azoto atmosférico, capacidade que se julgava única das eubactérias;
O metabolismo de azoto é crucial para a vida na Terra, como se verá, e outros procariontes têm papel
semelhante nos ciclos do enxofre e do carbono.