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1.

DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

1.1 Histórico
As contribuições dos matemáticos para o nascimento do Cálculo são inúmeras. Muitos deles,
mesmo que de forma imprecisa ou não rigorosa, já utilizavam conceitos do Cálculo para resolver
vários problemas - por exemplo, Cavalieri, Barrow, Fermat e Kepler. Nesse tempo ainda não havia
uma sistematização, no sentido de uma construção logicamente estruturada.
A união das partes conhecidas e utilizadas até então, aliada ao desenvolvimento e
aperfeiçoamento das técnicas, aconteceu com Newton e Leibniz que deram origem aos fundamentos
mais importantes do Cálculo: as Derivadas e as Integrais.
O Cálculo pode ser dividido em duas partes: uma relacionada às derivadas ou Cálculo
Diferencial e outra parte relacionada às integrais, ou Cálculo Integral. As origens de alguns dos
principais conceitos matemáticos aqueles que lidam com números, grandezas e formas remontam às
mais antigas civilizações.
As tentativas feitas por egípcios, babilônios e gregos de resolver problemas práticos (Como
reduzir as taxas cobradas aos agricultores do vale do Nilo tendo em vista a área alagada e tomada
pelo rio a cada ano? Como calcular o volume de um silo de forma cônica? Como dobrar o volume
do pedestal da estátua em homenagem ao deus Apolo?) levou-os à resolução de algumas equações,
ao cálculo de áreas e volumes de figuras simples como retângulos, trapézios, cones, cilindros e ao
desenvolvimento de um sistema de numeração.
“O Cálculo” é uma expressão simplificada, adotada pelos matemáticos quando estes se
referem à ferramenta matemática usada para analisar, qualitativamente ou quantitativamente,
variações que ocorrem em fenômenos que abrigam uma ou mais componentes de natureza
essencialmente física. Quando do seu surgimento, no século XVII, o cálculo tinha por objetivo
resolver quatro classes principais de problemas científicos.
1- Determinação da reta tangente a uma curva, em um dado ponto desta.
2- Determinação do comprimento de uma curva, da área de uma região e do volume de um
sólido.
3- Determinação dos valores máximo e mínimo de uma quantidade por exemplo, as
distâncias máxima e mínima de um corpo celeste a outro, ou qual ângulo de lançamento
proporciona alcance máximo a um projétil.
4- Conhecendo uma fórmula que descreva a distância percorrida por um corpo, em um
intervalo qualquer de tempo, determinar a velocidade e a aceleração.
As grandes navegações do século XVI, o surgimento da indústria, os interesses do grande
comércio que surgia na época, exigiam conhecimentos novos, principalmente os ligados aos
movimentos dos corpos e particularmente ao movimento planetário.
Destes problemas ocuparam-se grandes cientistas do século XVII, porém o clímax destes
esforços - a invenção (ou descoberta?) do Cálculo - coube a Isaac Newton e Gottfried Wilhelm
Leibniz.
Após o estabelecimento dos fundamentos do Cálculo, torna-se possível à análise de
problemas físicos de real importância, com precisão e rigor jamais experimentados. São
estabelecidos os fundamentos da Mecânica dos Sólidos e dos Fluidos e tem início o estudo das
Equações Diferenciais e Integrais.
O Cálculo Integral era visto separadamente por Newton e Leibniz: Newton via o Cálculo
como geométrico, enquanto Leibniz o via mais como analítico. Os trabalhos de Leibniz sobre o
Cálculo Integral foram publicados em 1684. O nome Cálculo Integral foi criado por Johann
Bernoulli e publicado pela primeira vez por seu irmão mais velho Jacques Bernoulli em 1690. O
Cálculo de Newton foi simplesmente visto como derivadas “reversas”. Na mesma época da
publicação das tabelas de integrais de Newton, Johann Bernoulli descobriu o chamado método das
frações parciais.
As gerações de matemáticos que vieram após Newton em grande maioria seguiram seus
passos, procurando novos resultados tanto nos aspectos técnicos do Cálculo como em suas
aplicações a aspectos teóricos da Mecânica.
Há publicações que diz que Newton e Leibniz inventaram o Cálculo Infinitesimal,
certamente não, pois quando Newton e Leibniz começaram a trabalhar já tinham sido estabelecidos
cerca de 1000 resultados de Cálculo Infinitesimal.
Leibniz, em 1684, iniciou essencialmente o Cálculo Diferencial. Contudo, ao contrário do
atual Cálculo Diferencial que é baseado na noção de derivada, o Cálculo Diferencial de Leibniz era
baseado na noção de diferencial.
Newton foi o primeiro a usar sistematicamente o Teorema Fundamental do Cálculo Integral,
descoberto por Barrow.
O primeiro livro-texto de Cálculo Infinitesimal, foi publicado em 1696 pelo Marquês de
L’Hopital: “Análise dos Infinitamente Pequenos”.
As idéias de Bernoulli foram resumidas por Leonard Euller, na sua obra sobre integrais
Euller daria continuidade ao estudo de funções - ainda prematuro na época. Foi Euller, entretanto,
quem criou os fundamentos da Análise.
Hoje em dia o Cálculo Integral é largamente utilizado em várias áreas do conhecimento
humano e aplicado para a solução de problemas não só de Matemática, mas de Física, Astronomia,
Economia, Engenharia, Medicina, Química, por exemplo.

1.2 Conceitos básicos


Suponha que se conheça a taxa f(x) = dF/dx, na qual uma certa grandeza F está variando e
deseje encontrar a quantidade pela qual a grandeza F irá variar entre x = a e x = b.

Para se conseguir o objeito deve-se, primeiro, encontrar F por anti-diferenciação, e então


calcular a diferença: entre x=a e x = b de forma a obter:

F(b) – F(a)

O resultado numérico deste cálculo é chamado de integral definida da função f e é denotado


pelo símbolo:
b

∫f ( x )dx
a

O símbolo ∫f ( x )dx
a
é lido como “ a integral definida de f(x) de a até b”. Os números a e

b são denominados limites de integração. Nos cálculos que envolvem as integrais definidas, é
freqüentemente conveniente usar o símbolo:
b
∫f ( x )dx
b
=F( x ) a
=F( b) −F(a )
a

1.2.1 Outras formas de integração


Muitas vezes os processos diretos não conduzem a soluções, visto que as funções podem ser
complexas ou apresentarem-se em formatos, insolúveis. Neste caso, processos específicos de
cálculo são aplicados, segundo a especificidade da função a ser integrada. São eles:
a) Integração por substituição, ou também chamado de integração com mudança de variável.
b) Interação por partes.

1.2.1.1 Integração por substituição


Suponha que você tem uma função g(x) e uma outra função f, tal que f(g(x)) seja definida
(f e g estão definidas em intervalos convenientes). Você quer calcular uma integral do tipo:

∫f (g ( x ) )⋅g ' ( x )dx


Logo,
∫f (g( x ) ) ⋅g' ( x )dx = F( g( x )) +C
du
fazendo u = g(x) ⇒ = g ' ( x ) ⇒du = g ' ( x )dx e substituin do na equação anterior, vem :
dx

∫f (g( x ) ) ⋅g' ( x )dx = ∫f ( u )du = F( u ) +C


como u = g(x), teremos :
F(g(x)) +C

1.2.1.2 Integração por partes


Sejam u(x) e v(x) funções diferenciáveis num intervalo [a,b]. Então, podemos escrever:
(u∙v)’ = u∙v’ + u’∙v,
ou seja,
u’∙v = (u∙v)’-u∙v’

Integrando os dois membros da igualdade acima, temos:


b b b
∫v ⋅u ' dv =∫(u ⋅ v)' dx −∫u ⋅ v' dx
a a a

b b
∫vdu ∫
b
=( u ⋅ v ) a
− udv
a a

assim, de forma, genérica, pode - se escrever :

∫vdu = uv − udv ∫

Quando se aplica esta fórmula para resolver a integral ∫f (x )dx , deve-se separar o
integrando dado em duas partes, uma sendo u e outra dv. Para escolher u e dv, devemos lembrar
que:
(i) a parte escolhida como dv, deve ser facilmente integrável;
(ii) ∫vdu deve ser mais simples que ∫udv .

1.3 Área de funções


Se f é uma função de x, então a sua integral definida é uma integral restrita à valores em um
intervalo específico, digamos, a ≤ x ≤ b. O resultado é um número que depende apenas de a e b, e
não de x. Vejamos a definição:
Seja uma função contínua no intervalo [a,b]. Suponha que este intevalo seja dividino em n parte

(b − a )
iguais de largura ∆x = e seja xj um número pertencente a j-ésimo intervalo, para j = 1, 2,
n
b

3, ... n. Nesse caso, a integral definida de f em [a,b], denotado por ∫f ( x )dx


a
, é dada por

b  n 
∫ f ( x )dx = lim 
n →+∞
∑f ( x j ) ∆x .

a  j=1 

Pode-se mostrar que se a função y=f(x) e contínua no intervalo [a,b], então ela é integrável
em [a,b].
Suponha que y=f(x) seja contínua e positiva num intervalo [a,b]. Dividimos este intervalo e

(b − a )
n sub-intervalos de comprimentos iguais, ou seja, de comprimento ∆x = , de modo que
n
a = a0, a1, a2, a3,..., an =b. Seja xj um ponto qualquer no sub-intervalo [ak-1,ak], k=1, 2, 3, ... , n.
Constrói-se em cada um desses sub-intervalos retângulos com base Δx e altura f(xj), conforme a
montagem abaixo:

A soma das áreas do n retângulos construídos é dada pelo somatório das áreas de cada um
deles, logo:
 n 
A retângulos = lim 
n →+∞ 
∑ f ( x j )∆x

 j=1 

Mas esse limite é exatamente igual à definição de integral definida e com isso observamos
que a integral definida de uma função contínua e positiva, para x variando de a até b, fornece a área
da região limitada pelo gráfico de f, pelo eixo-x e pelas x=a e x=b.
Na definição de integral definida consideramos uma função contínua qualquer, podendo
assumir valores negativos. Nesse caso o produto f(xj)Δx representa o negativo da área do retângulo.
Portanto se f(x) < 0 para x  [a,b], então a área da região limitada pelo gráfico f, pelo eixo x e
pelas retas x=a e x=b é dada por:
b
A= ∫f ( x )dx
a
O cálculo de uma integral definida através de sua definição pode ser extremamente
complexo e até inviável para algumas funções. Portanto, não é utilizada para calcular integrais
definidas, e sim um teorema, considerado o mais importante do Cálculo Diferencial e Integral.

1.4 Volume do sólido de revolução


Um sólido de revolução se forma da seguinte maneira:
Dada uma região R plana e l uma linha reta que pode tocar ou não em R e que esteja no
mesmo plano de R.
Girando-se R em torno de l, forma-se uma região chamada de sólido de revolução.
Girando o gráfico de uma função f(x) tem-se;

dV = πr 2 dx
dV = π[f ( x )] 2 dx
b


dV = π [f ( x )] 2 dx
a

Uma região plana pode ser girada em torno do eixo y ao invés do eixo x, e novamente um
sólido de revolução será gerado.


V =π [g ( y)] 2 dy
a
b


V =π r 2 dy
a
2. ETAPA Nº 3

2.1. Passo 1

∫x ³ x 5 +7 dx não pode ser resolvida por substituição,


“Porque esse método só é possível quando está faltando um fator constante na derivada da
função interna”.
No caso da expressão acima a derivada da função interna, que é 5x4, não é um múltiplo
constante de x³, ou seja, para que seja possível usar o método de substituição, é preciso que o
integrando contenha a derivada da função interna a menos de um fator constante.

2.2. Passo 2
2
A ( t ) = 20 ,3t ⋅ e 0, 09 t
A função A(t) agora é composta por duas
funções e necessita de uma ferramenta
mais poderosa para o cálculo de integração ,
já que o processo direto não permite uma
A(t ) = 20 ,3 ⋅ e 0, 09 t
A função A(t) pode ser integrada solução, assim usar o método de integração
por processo direto, uma vez que por substituiç ão é um bom caminho.
é composta de uma única função e u = 0,09 t ²
uma constante. du du
= 0,18 t ∴dx =
20 ,3 0, 09 t dx 0,18 t
∫ )dx = ∫20 ,3t ⋅e
∫(20 ,3te
A(t ) = ⋅e +C du
0,09 0 ,09 t 2 u

0,18 t
20 ,3
∫e
u
du =
0,18
20 ,3
∫A( t )dt = 0,18 e
0, 09 t ²
+C
2.3. Passo 3
d (u ⋅ v) du dv
= ⋅v +u ⋅
dx dx dx
d ( u ⋅ v)  du   dv 
∫   ∫
 dx dx = dx ⋅ v dx + u ⋅ dx dx
    ∫
 d ( u ⋅ v )   du   dv 
∫   ∫
 dx dx = dx ⋅ v dx + u ⋅ dx dx
    ∫
 dv   d ( u ⋅ v)  du 
∫ ∫
u ⋅ dx dx =  dx dx − dx ⋅ v dx
     ∫
∫uv 'dx = uv − ∫u ' vdx será a forma da integração por partes

Integrarem os a função ∫20,3t e 0,09t dt , usando a integração por partes, antes


iremos admitir que;

u = 20,3t v ' = e 0,09t


e 0, 09 t
u' = 20,3 v=
0,09

Substituin do as consideraç ões na integração por partes, obtem - se :

∫ 20 ,3t ⋅ e 0, 09 t dt = 20 ,3t ⋅
e 0, 09 t
0,09

20 ,3
0,09 ∫e
0, 09 t
dt =
20 ,3
0,09
[ ∫
t ⋅ e 0,09 t − e 0,09 t dt ]
20 ,3  1 
= t ⋅ e 0, 09 t − e 0,09 t 
0,09  0,09 

20 ,3 0, 09 t  1 
∫20 ,3te
0, 09 t
dt = e t −
  +C
0,09  0,09 

3. ETAPA Nº 4

4.1. Passo 1
a
A retângulo = bdx ∫
0
a
A retângulo = bx 0
A retângulo = b ⋅ a − b ⋅ 0
A retângulo = b ⋅ a

4.2. Passo 2
O volume de sólidos de revolução são obtidos a partir da expressão :


π (f ( x ))² dx =

logo ,

∫ ( )
a
a a a πx ³
(a ² −x ² )dx
2
∫ ∫ ∫
a
π a ² −x ² dx = π = πa ² dx −π x ² dx = = πa ² x −a

−a −a −a 3 −a
π 2πa ³  1
= πa ² (a −( −a ) ) − (a ³ −( −a ³) ) = 2πa ³ − = 2πa ³1 − 
3 3  3

4
V= πa ³
3

4.3. Passo 3

4.4 Passo 4

i) Para determinar a quantidade de petróleo consumida entre 1970 e 2009 precisamos integrar
a função demanda mundial anual nesse período.
39
39 20 ,3 0, 09 t  20 ,3 0, 09 ⋅39 20 ,3 0, 09 ⋅0  20 ,3
Q= ∫ 20 ,3e 0, 09 t dt =
0,09
e =
 0,09 e −
0,09
e  = 0,09 (33 ,45 −1)

0
0  

Q =7,32 trilhões de barris de petróleo

ii)
39

∫ ( ) ( )
39 2 39 412 ,09 π 0,18 t 412 ,09 π 0,18 ⋅39
V=
0
π 20 ,3e 0, 09 t dt = 412 ,09 π ∫
0
e 0,18 t dt =
0,18
e
0
=
0,18
e −e 0,18 ⋅0

V=
0,18
e (
412 ,09 π 7 , 02
−1 )

V =8 039, 5 trilhões de barris de petróleo


5. CONCLUSÃO

As contribuições de muitos homens para a construção da matemática (processos,


especialidades, métodos, recursos lógicos, algoritmos e etc) que hoje utilizamos só provam o quanto
a evolução tecnológica está atrelada ao desenvolvimento científico. As teorias e idéias se sustentam
em um pilar matemático muito poderoso que acompanhou o crescimento social, econômico e
tecnológico. Neste contexto é clara a necessidade de conhecermos o maior número possível desses
recursos matemáticos e suas aplicações, pois fazem parte de nosso dia-a-dia.
O domínio das ferramentas estudas possibilitará uma exercício mais eficaz da função de
engenheiro e de pesquisador, pois desafios desse tipo (cálculo de áreas, volumes, otimizações,
despesas, economia, investimentos e etc) são indissociáveis do atual mercado de trabalho e
principalmente da vontade de se destacar neste.
BIBLIOGRAFIA

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HUGHES – HALLETT, D. [et al.]; Cálculo de uma variável; 3ª Ed., 5. reimpr. – Rio de Janeiro,
LTC, 2008;
LAURENCE, D. H. & BRANDELEY, G. L., Cálculo: Um curso moderno e suas aplicaçõesLTC,
1999.
SWOKOWSKI, E.W. Cálculo com Geometria Analítica. v. 1 e 2, 2ª Ed. Makron Books, São
Paulo, 1995.

Sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo, acessado em 17 de maio de 2011;
http://ecalculo.if.usp.br/historia/leibniz.htm, acessado em 17 de maio de 2011;
http://pt.scribd.com/doc/40061316/2/A-Historia-do-Calculo-Diferencial-e-Integral, acessado em 17
de maio de 2011;