Art. 621.

O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, constante de título executivo extrajudicial, será citado para, dentro de 10 (dez) dias, satisfazer a obrigação ou, seguro o juízo (art. 737, II), apresentar embargos. Parágrafo único. O juiz, ao despachar a inicial, poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação, ficando o respectivo valor sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo.

Segundo a lição de Pontes de Miranda

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, "coisa certa é a coisa individuada (...) os

sinais distintivos bastam para a identificação (...) Se a coisa que há de prestar foi indicada com características que em sua totalidade outras coisas têm, é uma dentro do gênero; não é coisa certa (...)". Em suma, "A obrigação de dar coisa certa é obrigação em que se determinou o objeto a ser prestado e se individuou tal objeto". No mesmo sentido, Caio Mário
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, ensinando que a obrigação de dar coisa certa "se

caracteriza por gênero, qualidade e quantidade (...) Giorgi ensina ser a determinada, o certum corpus distinto das outras coisas e dos outros indivíduos, e que se diferencia da coisa incerta ou da dívida de gênero, em que falta a menção dos caracteres individuais, restando apenas a determinabilidade pelo gênero e pela quantidade". Escudada em tais doutrinas a jurisprudência já decidiu, e.g. que: - Lastreada a execução em título tendo por objeto a importância de 2.900 sacas de soja "in natura" o procedimento adequado a ser adotado é o da execução para entrega de coisa incerta. [09]; - Se o título é representado por genérica quantidade de produto, a execução deve observar o disposto no art. 629, combinado com o art. 621 e seguintes do CPC [10]; - Tratando-se de obrigação para entrega de sacas de coisa fungível, a execução deverá atender o preceituado nos artigos 629 e 630 do CPC. [11]; Vencidos tais prolegômenos, vale alertar que o teor do artigo 621 revela contradição sistemática e carece de leitura conforme as inúmeras alterações emanadas das últimas reformas do CPC. Primeiramente, faz incorreta remissão à necessidade de segurança do juízo para a interposição de embargos do devedor, remetendo ao vetusto preceito 737, expressamente revogado pela Lei n. 11.382/2006, cujo bojo trouxe o art. 736 prevendo atualmente que "O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá opor-se à execução por meio de embargos." (Art. 736).

o prazo de 10 dias para entregar a coisa não mais coincide com o prazo para interpor embargos. Sendo assim. 621 do CPC traduz faculdade de imposição ex officio de astreinte. o padrão do direito italiano (. 11. sujeitando-se aos riscos da demanda. de papel.. poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação. caso se revele insuficiente ou excessivo. eliminada da disciplina dos embargos à execução. Seguiu-se. [12]: "A Lei n. 737 e modificou a redação do art. citado para entregar coisa certa. sem depositar a coisa em juízo no decêndio legal. revogou o art.) A segurança do juízo não foi. reconhecendo juridicamente o pedido executivo. contados da data da juntada dos autos do mandado de citação (Art. gerando a extinção do feito. Em lugar de condição de procedibilidade passou a ser requisito do efeito suspensivo.) ao remodelar a sistemática do processo de execução. 739-A. podendo ser reduzido ou . Os Tribunais têm decidido de forma correta que tal multa por dia de atraso prevista no parágrafo único do art. Também sedimentaram que a imposição de multa-diária prescinde de investigação anímica sobre a má-fé do devedor (requisito inexistente na norma) e se sujeita a mutável calibragem do juízo quando o quantum fixado mostrar-se diminuto ou excessivo. propriamente. a de que a oposição do executado à execução por meio de embargos dar-se-á "independentemente de penhora.382/06 (.. 736 para adotar orientação completamente oposta. qual seja. depósito ou caução". § 1º. 11. b)Depositar a coisa no prazo de 10 dias (ato que não importa reconhecimento jurídico do pedido) a fim de paralisar os riscos da imposição de astreinte e ressalvar um eventual direito de retenção. Portanto. Mudou. ao despachar a inicial. ficando o respectivo valor sujeito a alteração. c)Embargar a execução no prazo de 15 dias. porém. os prazos para entrega ou depósito da coisa e para o manejo de embargos do devedor se tornaram autônomos e independentes.382/2006 para o lapso de 15 dias. com incidência no caso em que não houve entrega do bem prometido em tempo hábil [13]. Diz o parágrafo único que o juiz.. tirando embargos do executado no prazo de 15 dias.. 738). destarte.Quanto ao ponto vale colacionar as observações de Humberto Theodoro Jr.)" Ademais. quando pleiteado pelo embargante (art. ao devedor será facultado: a)Entregar o bem no prazo de 10 dias. também alterado pela Lei n.

apenas para não haver dificuldade com o trâmite da execução específica. o preceito em comento se tornou letra morta por força da Lei n. 622. Art. Seguindo a sorte do art. 622) ou compulsório (art. Art. caput. 475-I e seguintes do CPC. 11. depósito ou caução suficientes. sendo processada em autos apartados. quando quiser opor embargos. 475-J. quais sejam: o requerimento expresso e fundamentado do embargante demonstrando a relevância dos fundamentos defendidos nos embargos. No procedimento contemporâneo (Lei n.aumentado para um valor que se mostre condizente com a razoabilidade e proporcionalidade inerentes as especificidades do litígio [14]. Depositada a coisa." [15]. voluntário (art. o exeqüente não poderá levantá-la antes do julgamento dos embargos.382/06) a generalidade do efeito suspensivo nos embargos cedeu lugar à excepcionalidade da paralisação. doravante subordinada a prova do cumprimento de todas as exigências do art. diante do desaparecimento da ação de execução autônoma fundada em título judicial em nosso sistema. significando o primeiro tão somente uma conduta proativa de garantia contra os riscos do descumprimento e de salvaguarda a eventual direito de retenção em relação a benfeitorias e acessões edificadas no objeto da pretensão executiva. Quanto à cobrança da multa quiçá creditada em favor do exeqüente. 623. O devedor poderá depositar a coisa. §1º. o depósito da coisa. em vez de entregá-la. o passivo decorrente astreinte deverá ser implementado "nos termos dos arts.953/94. art. 11. publicada na época em que o ajuizamento dos embargos sempre produzia efeito suspensivo na execução e o levantamento da coisa se condicionava ao futuro julgamento de improcedência da ação incidental de defesa do devedor. Destarte. . 621. já não é condicionante da defesa do devedor mediante embargos. concordamos com Gledson Marques de Campos quando propõe que. 625). do CPC. § 1º. o risco manifesto do prosseguimento da execução ante a eclosão de grave dano de difícil ou incerta reparação e a prévia garantia da execução por penhora. 8. inclusive com a possibilidade de impugnação por parte do executado (CPC. conforme razões já alhures externadas.382/2006.). 739-A. A redação original deste artigo emana da Lei n.

pagas as despesas do processo [17] . ressalvada a hipótese de pendência do pagamento de frutos ou ressarcimento de prejuízos. A entrega da coisa pelo devedor no decêndio legal importa em reconhecimento jurídico que desaguará na lavratura do termo e. segunda parte). conforme se tratar de imóvel ou de móvel. 593.). Se o executado entregar a coisa. no subseqüente fim da execução (art. lavrar-se-á o respectivo termo e dar-se-á por finda a execução. expedir-se-á mandado contra o terceiro adquirente. 626. o exeqüente poderá levantar a coisa. após o juízo de improcedência dos embargos. I). tiver em seu poder o objeto da entrega almejada. nem admitidos embargos suspensivos da execução. 625. trata-se de mero responsável que "não se torna parte apenas em virtude de os mecanismos executivos investirem contra bem que está em seu poder" [19]. I). mandado de imissão na posse ou de busca e apreensão. 624. 626. Intimado para os fins do art. Art. §1º. 623 somente se aplica no caso de embargos ou de impugnação suspensiva da execução. O terceiro adquirente sofrerá as conseqüências do mandado de imissão ou de busca e apreensão quando. . Não sendo a coisa entregue ou depositada." [16] . de duas uma: ou entrega a coisa e se livra da demanda ou se insurge mediante embargos de terceiro. salvo se esta tiver de prosseguir para o pagamento de frutos ou ressarcimento de prejuízos. restando presumida sua incursão em fraude à execução (art. que somente será ouvido depois de depositá-la. Art. segundo a doutrina majoritária. Art. por força da aquisição consumada depois de instaurada a lide. merecendo prestígio o entendimento de que "o art. em favor do credor. O preceito em comento é auto-explicativo e regra os desdobramentos da inação do executado: a ausência de entrega ou depósito da coisa. 587. Em tal hipótese. pois. pois a execução prosseguirá. expedir-se-á. 794. embora provisoriamente (art. provocará a expedição de mandado de imissão na posse (imóveis) ou de busca e apreensão (móveis ou semoventes [18]) em favor do credor.Desta forma parece não mais subsistir a necessidade de aguardar o julgamento dos embargos para somente após viabilizar o levantamento da coisa pelo exeqüente. bem como o não requerimento ou o indeferimento de efeito suspensivo nos embargos defensivos (739-A. Alienada a coisa quando já litigiosa.

737. tanto em relação ao valor da coisa. Com acerto a jurisprudência já esclareceu que "a petição que dá início ao procedimento de apuração em execução para entrega de coisa inexitosa (CPC. 739-A. Por outro lado.Defendendo a corrente minoritária e reputando o terceiro adquirente como parte legítima para tirar embargos à execução. o qual se resolveria da seguinte maneira: "Em razão da revogação do art. sempre desatento aos reflexos de suas reformas parciais no conjunto do CPC. não for encontrada ou não for reclamada do poder de terceiro adquirente. sujeitando-se ao arbitramento judicial. ou entende-se que o legislador. surgindo. para aqueles que advogam tal tese. O art. 627) não . § 2º Serão apurados em liquidação o valor da coisa e os prejuízos. Parece preferível a primeira solução. § 1º Não constando do título o valor da coisa. sujeitando-se ao arbitramento judicial. 626 foi "esquecido" pelo legislador da reforma. pelo art. 627. há dois termos de alternativa para o art. Presente a deterioração. art. que dispensa o depósito para embargar. o exeqüente apresentará a sua estimativa. ou sendo impossível a sua avaliação. Não constando do título o valor da coisa. implicitamente. ausente a entrega ou o depósito. II. 626: ou considera-se a regra revogada. se deteriorou. observa Araken de Assis que ante a supressão do art. será dado ao exeqüente formular liquidação incidental com a conversão da execução de desapossamento para quantia certa. ou desconhecido o paradeiro do objeto perseguido [20] e ponderadas as dificuldades e os dispêndios de uma tutela jurisdicional específica. nas particularidades do caso.382/2006. O credor tem direito a receber. Na execução para entrega de coisa certa o credor não é obrigado a exaurir todos os meios e formas para encontrar a res devida ou buscá-la nas mãos de quem quer que a possua. o depósito "suficiente" subsiste como exigência para a concessão do efeito suspensivo (art. parte final)" Art. o exeqüente far-lhe-á a estimativa. pela Lei 11. § 1º. 737 e a sobrevinda do preceito 736. além de perdas e danos. quando esta não lhe for entregue.. o valor da coisa. poderá o credor requerer a imediata liquidação das perdas e danos. a fim de obter o equivalente pelo metro da pecúnia. quanto às perdas e danos porventura existentes no caso concreto [21]. 736. ou sendo impossível a sua avaliação. 626 em comento. um evidente conflito interpretativo com o art. Dispondo o título o valor expresso da coisa. optou por manter o requisito. caput. desatrelou-se a defesa executiva do prévio depósito do bem em litígio.

ainda inerente à espécie.se submete aos rigores dos arts. 738)". nessa hipótese. cumprindo. haverá despacho: "Cite-se o executado para que em 10 (dez) dias satisfaça a execução ou deposite a coisa resguardando os riscos da demanda. o objetivo almejado com a garantia do devido processo legal". com as especificações constantes na exordial". sem necessidade de prévia segurança.seq. bastando que a parte credora indique expressamente o modo de liquidação e aponte os elementos a serem levados em consideração para fins de arbitramento. a liquidez" [25].Indispensável. [22] Diante da omissão torna-se imprescindível a prévia liquidação incidental porquanto somente depois de concretizada o processo seguirá os trâmites da execução por quantia certa (procedimento expropriatório). ampla defesa à parte devedora. vale exemplificar tal procedimento. tendo por objeto um contrato de parceria pecuária prevendo a entrega de 200 vacas individuadas. 282 e 283. a saber. ainda. interpor embargos do devedor no prazo de 15 (quinze) dias (art. dotadas de propriedades e marcas muito específicas. contudo. ou no caso de destruição ou alienação. se expedirá mandado de busca e apreensão das reses: "Expeça-se mandado de busca e apreensão dos semoventes. Caso não mais seja encontrado o bem.. 4) Caso o mandado seja infrutífero em razão de ter sido certificada a inexistência das vacas na propriedade do executado. Nesse passo. do CPC. a respeitável manifestação do STJ [24]: "O objetivo específico da execução para entrega da coisa é a obtenção do bem que se encontra no patrimônio do devedor (ou de terceiro). assim. CPC. poderá o credor optar pela entrega de quantia em dinheiro equivalente ao valor da coisa e postular a transformação da execução de coisa certa em execução por quantia certa. nos termos do art. mediante a descrição de um caso concreto muito comum nos foros da Região Centro-Oeste: 1) "A" ajuíza execução para entrega de coisa certa em face de "B". mormente pelo fato que a execução carecerá de pressuposto específico. Sem essa liquidação. 627. [23]. por estimativa do credor ou por arbitramento. dispostas nos termos da avença. 3) Diante da inércia do devedor. . a prévia apuração do quantum. 2) Conclusos os autos. fica inviável a conversão automática da execução para entrega da coisa em execução por quantia certa. na linha do art. 652 et. Para melhor sedimentação. caberá ao exeqüente atravessar petição requerendo a liquidação incidental do objeto do contrato para quantia certa. propiciando. podendo.

a apuração do equivalente pecuniário e das perdas e danos pode e deve ser feito simultaneamente. remetendo o exegeta ao . explicitou a Lei n. Havendo benfeitorias indenizáveis feitas na coisa pelo devedor ou por terceiros. Outro debate intrigante é aquele pertinente aos limites da preclusão para investigação de matérias de ordem pública após a conversão do rito. ou seja. se houver saldo em favor do credor. 744 e fazer constar no novo inciso quinto do art. Com certa vantagem. Quanto à coexistência da liquidação do valor da coisa devida com o valor das perdas e danos nos próprios autos da conversão. se iniciará o procedimento de execução por quantia certa. de cujo poder ela houver sido tirada. o credor o depositará ao requerer a entrega da coisa. visando agilizar a oferta de tutela jurisdicional [29]. 11. ao revogar o anterior art. tem sido comum os Tribunais orientarem que frustrada a entrega de coisa fundada em título executivo extrajudicial. Se houver saldo em favor do devedor. este poderá cobrá-lo nos autos do mesmo processo. desde que o devedor não tenha tirado embargos nos termos do art. porquanto em matéria inatacada não incidem os efeitos da coisa julgada. decisão que desafiará agravo de instrumento. "a liquidação relativa à quantificação do bem pode ser feita conjuntamente ou não com o arbitramento das perdas e danos. liquidando o valor exeqüendo [26]. facultando a elaboração de quesitos prévios.5) Recebendo a súplica o juiz poderá valer-se da nomeação de perito para o mister. a possibilidade de argüição da retenção por benfeitorias necessárias ou úteis. in fine [27]. 7) Esgotadas as vias recursais sem reforma da decisão. tem prevalecido a corrente admitindo a futura discussão de objeções não suscitadas no contraditório da liquidação incidental. a liquidação prévia é obrigatória. 628. registra Paulo Henrique Lucon [28] que a conveniência do juízo diante das particularidades da lide ditará a necessidade de arbitramento conjunto. competirá ao juiz verificar a conveniência para o regular e rápido desenvolvimento do processo de se proceder à fixação conjunta". O preceito tem exclusiva aplicação às execuções baseadas em títulos extrajudiciais. o magistrado proferirá interlocutória. Art.382/2006. 621. 745. Entrementes. Nesse norte. nos casos de título para entrega de coisa certa. 6) Vindos os esclarecimentos.

A princípio. definida como aquela útil à determinação do valor da condenação. pelas benfeitorias úteis e necessárias. confundindo-se na sua terminologia. ou liquidação por artigos. antigo.seq. "As conseqüências da classificação em torno de uma das três categorias são grandes. em relação às quais.). sem que haja prejuízo. pessoa de conhecimento técnico ou científico indispensável à apuração do valor da obrigação cuja existência está certificada (. a apuração ensejará liquidação por arbitramento. Já o possuído de má-fé não terá tal direito de retenção. ainda que a dúvida incida apenas sobre determinada parcela do bem. para que sejam abrangidas também as acessões. O mesmo preceito dispõe em seus parágrafos que: são voluptuárias as de mero deleite ou recreio.) Seu papel não é o de julgar. pois o possuidor de boa-fé tem direito à indenização pelas benfeitorias necessárias e úteis. simplesmente. reconhecendo-se a ambas o direito de indenização e de retenção [34]." [36]. se não lhe forem pagas e permitir a coisa. 96 do Código Civil em vigor.. mas. Por conseguinte a leitura do artigo deverá ser contextualizada com todas as modificações advindas das mais recentes reformas do CPC. a doutrina majoritária e a jurisprudência fixaram o entendimento de que benfeitorias e acessões têm conceitos análogos. as benfeitorias podem ser voluptuárias. Nada obstante respeitáveis posicionamentos em contrário [33] . sendo equiparadas. devendo apenas ser ressarcido pelo valor das benfeitorias necessárias (arts. o possuidor de boa-fé. em casos tais. Araken de Assis [32] propõe uma interpretação ampla do termo "benfeitorias". Como alerta Sílvio Venosa [31].". do CCB).219 e 1.. 1255 et. 242 do Código Civil [35]. prevista contratual ou legalmente a indenização por benfeitorias pelo executado ou terceiros a liquidação prévia é condição para se apurar o quantum indenizatório. são úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem (§2º. não se visando a rediscussão de matéria já . De acordo com o art. Dependendo das particularidades da causa.) e são necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore (§3º. podendo levantar as voluptuárias. a benfeitorias. As construções e plantações são reputadas melhoramento ou acréscimo na propriedade. ex vi do art. 1. ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor (§1º. "quando houver necessidade de alegar e provar fato novo. à luz dos seus conhecimentos especiais uma definição a respeito do valor devido. que não aumentam o uso habitual do bem. ainda. arts. Poderá.220.). úteis ou necessárias. na qual "o árbitro nada mais é do que um perito.art. possa haver direito de retenção (art. 516 e 517). o de dar. exercer direito de retenção. 621 [30].

a coisa reverte para o devedor. poderá depositar a coisa (ato volitivo que não traduz reconhecimento jurídico do pedido). servindo como argumento. também com base em título extrajudicial.decidida na lide. além deste art. 628. é possível isntaurar processo liquidatório. competindo ao executado a interposição dos embargos de retenção. 475-C (que fala de convenção das partes). o art. Decidido o procedimento de liquidação." [39] . a apreciação de fatos que interfiram na fixação do valor da condenação ou na individuação do seu objeto. a execução pode ser instaurada. citado. na verdade. Entretanto.". ao exigir a prévia liquidação. estreme de anterior depósito. ainda que previstas no título. já considerando as últimas mudanças do codex. ao credor será entregue a coisa. apresentados na forma de artigos pelo credor" [37]. 628. condiciona-a. Realmente. Ou seja. conjurando os riscos sem renunciar ao direito de retenção [40]. o credor poderá: a) depositar incondicionalmente em juízo o valor das benfeitorias. Nesse sentido. Como já observado. . IV. 745. 744. Inexistente a liquidação prévia. 745. professa Costa Machado [38] que "a "liquidação prévia" de que cogita o dispositivo sob análise corresponde quer à "liquidação por arbitramento" (arts. ex vi do novo art. 739-A. a não ser que os embargos tenham sido blindados pelo efeito suspensivo do art. b) pugnar pela imissão na posse. e o inc. tão-somente. reputados improcedentes. § 2). sujeitando-se. com a nova sistemática da execução de título extrajudicial para o cumprimento das obrigações de entrega de coisa. se houver benfeitorias indenizáveis. mas. 633.. todavia. Interposta a defesa in executivis. obtempera Ernane Fidélis dos Santos que. mediante caução ou depósito do valor das benfeitorias ou da compensação (art. o executado. a fim de levantar a coisa e gerar a extinção do feito. Procedentes os embargos. contanto que cabíveis em razão da espécie de benfeitoria. 638. parágrafo único. [41]. "o art.. O eventual saldo em favor do credor poderá ser cobrado nos mesmos autos.) "a partir de agora. I do art. o momento próprio para o devedor opor direito de retenção em relação às benfeitorias. à interposição dos embargos respectivos. porquanto revogado restou o art. é o da interposição dos embargos do devedor. havendo saldo em favor do devedor. na prática o credor poderá ajuizar execução sem a liquidação prévia. parágrafo único. mediante sentença passada em julgado. o art. quer à "liquidação por artigos (arts. mas sempre desvinculada do fenômeno "sentença" (. 475-C e 475-D). § 1º. 475-E e 475-F). a sofrer as intempéries de possíveis embargos invocando a retenção. o credor o depositará ao requerer a entrega da coisa.

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