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FACULDADES INTEGRADAS DO EXTREMO SUL DA BAHIA

Contabilidade intermediaria I

Dario Rodrigues
Lídia Paula piloto dos santos
Rodrigo Amorim Coelho
Patrícia Magnavita

Sociedades Mercantis

Eunápolis – BA 2008
FACULDADES INTEGRADAS DO EXTREMO SUL DA BAHIA

Contabilidade intermediaria I

Dario Rodrigues
Lídia Paula piloto dos santos
Rodrigo Amorim Coelho
Patrícia Magnavita

Sociedades Mercantis

Trabalho apresentado ao 2º Periodo do curso de


Ciências Contábeis das Faculdades Integradas do
Extremo Sul da Bahia - UNISUL, para a disciplina de
contabilidade intermediaria I

Prof. Lien

Eunápolis – BA 2008
Sumario

Introdução 4

Sociedades Personificadas 5

Constituição das Sociedades Empresárias 5


Sociedade Empresária
Empresário Individual 6
Sociedade em Nome Coletivo 8
Sociedade em Comandita Simples 9
Sociedade Limitada 10
Sociedade Anônima 11
Sociedade em Comanditas por Ações 12

Constituição das Sociedades Simples 13

Sociedades Não Personificadas 14

Sociedade em Comum 14
Sociedade em Conta Participação 15

Referências 17
Introdução

Em uma abordagem primária poderíamos dizer que sociedade comercial é a

reciprocidade de pessoas que contribuem para o exercício de atividades

econômicas, que nos leva a divisão dos resultados entre ambos. O objetivo é

a obtenção de lucros.

Os fins de qualquer sociedade devem ter a máxima conformidade com a lei e

de forma querente a moral e bons costumes.


Sociedades Personificadas
As sociedades personificadas são aquelas que têm personalidade jurídica e

seus atos são registrados em algum órgão competente.

A Sociedade personifica é subdividida em Sociedade Empresária e Sociedade

Simples

Constituição das Sociedades Empresária

As regras das sociedades empresariais se constituem por escrito, seja por

instrumento publico ou particular, conhecido como contrato social. A legislação

nos informa o que deve constar neste vinculo contratual, tais como:

• Dados pessoais dos sócios;

• Denominação concedida por eles á sociedade;

• Objetivo o que se destina.

• Sede em que desenvolverá suas atividades;

• Prazo de duração das mesmas;

• Capital social distrito em moeda corrente do país;

• Avaliar a cota de participação de cada sócio no capital e o modo de

integralização
• Os responsáveis perante administração e seus poderes específicos;

• A participação dos sócios nos lucros e nas perdas, verificar se os sócios

respondem pelas obrigações sociais contraídas pela empresa

O compromisso dos (sócios começa) perante as sociedades com a assinatura

do contrato social, ou na data estipulada por ele, e cada na liquidação da

sociedade e extinções das obrigações sociais que a empresa possuir. No caso

o contrato que estipula data para findar, mas normalmente o prazo é

indeterminado.
Empresário Individual

(Art. 967, Art.968 e Art.1.150 do Código Civil)

O empresário individual, é uma empresa de um único dono, e com seus

próprios bens, constitui seu negocio. Este empresário atua sem separação

jurídica ou seja não pode ser transferida de dono e nem a separação de

patrimônio anão ser se este vier a falecer, e então a empresa ficara como

herança para seus herdeiros.

O ato de exerce atividades comerciais como profissão vem desde os tempos

passados quando o comercio desenvolveu-se na idade média com o

desenvolvimento das sociedades italiana.

Formaram uma classe especial os comerciantes, que possuíam sua própria

jurisdição, com tribunais que eram formados com intuito de tomar

conhecimento e julgar todos os casos em que um dos envolvidos fizesse parte

dessa classe.
• Formam corporações de comerciantes, rígida por regras particulares, com

a proteção do estado. Eles se tornaram de forma animadora poderosos, é

só os que eram registrados teriam direitos aos benefícios de jurisdição

comercial.

Mas a revolução francesa acabou com as corporações, deixando livre o

comercio para todos que os que quisessem praticar, porem exerceriam á

pratica do comercio, os comerciantes que praticassem o exercício como uma

profissão.

A atividade pode ser praticada tanto de pessoa física ou jurídica será

chamado de comerciante individual, se for jurídica sociedade comercial,

necessitando do registro para desenvolver suas atividades de forma legal.

Este exercício comercial, só pode ser explorado profissionalmente, em nome

da própria pessoa e com finalidade de obter lucro. Existem indispensáveis

condições para transforma-se em empresário individual. 9

• A intermediação;

• A especulação, ou intuito de lucro;

• A profissionalidade

A intervenção, o comerciante esta entre o produtor e o consumidor no

processo da circulação das riquezas. Por isso que podemos dizer que a

pessoa que vende um produto não é considerado um comerciante, pois não


ouve intermediação . Na especulação, o comerciante busca vantagens nas

operações realizadas por ele. Não é necessário que o lucro venha

automaticamente, após o interesse dele e comprar mais barato e vender mais

caro. O objetivo do comerciante e ter mercadorias para somar as

necessidades do consumidor, com essa atitude parcebe-se á intermediação

existente na transação, pois os consumidores precisam dos produtos e os

comerciantes dos lucros.

No que se trata da profissionalidade é preciso que possua competência de um

comerciante, é necessário para que isso aconteça possuir habilidades

especificas para o comprimento desse exercício, e que o trabalho do individuo

consista na pratica continua de atos permanentes, assim tornando esses atos

uma realização dos objetivos.

Sociedade em nome coletivo

(Art. 1.039 a Art. 1.044 do código civil)

A origem dessa sociedade teve inicio na Idade Média, desenvolvendo-se nas

cidades Italianas substituindo as antigas sociedades familiares onde se

observava que o patrimônio das famílias respondia por suas obrigações.

Através da ordenação o código comercial Francês de ano de 1808 designou

como sociedade em nome coletivo caracterizando-a como: aquela que tem


como sócios duas ou mais pessoas físicas que respondem solidaria e

ilimitadamente pelas as suas obrigações e que tem por objetivo realizar

atividades comerciais através de uma razão social.

Houve uma época que para abrir uma sociedade em nome coletivo era

necessário apenas um sócio comerciante, mas atualmente esse conceito esta

excluído, pois passou a adquirir personalidade jurídica, porem se tornam

empresários somente as sociedades e não os sócios. Os sócios se unem para

as negociações da empresa tendo um comum acordo nos interesses

empresariais, nesta sociedade a administração é regida pelo sócio.

Sociedade em Comandita Simples

(Art.1.045 a 1051 do código Civil)

Como é considerada a mais antiga das sociedades. Surgiu na Idade Média na

Itália, vindo da palavra “comanda” que na essência o sei significado é guarda


ou deposito, através deste método os capitalistas dessa época forneciam

dinheiro com a com afinal idade de obter lucros.

Logo surgiram muitos problemas, porque os comentários (pessoa física

prestadores de capitais) não queriam assumir os riscos, então para que

houvesse uma proteção criou-se o habito de escrever as comanditas. Por ter

adquirido características próprias, foi escolhida no cod. Comercial Francês

1808 com regras que corrigia passando a ser aceita também nos códigos

brasileiros com as comanditas simples.

Para constituir essa sociedade são necessárias duas ou mais pessoas que

se unem para fins comerciais, obrigando-se uns como sócios solidários

responsáveis (comandita dos) e outros como apenas prestadores de capitais

(comanditários).

Sociedade Limitada
(Art.1.052 a 1.087 do Código Civil)

Essa sociedade de ser constituída por duas ou mais pessoas, tanto física

quanto jurídica, se responsabilizando solidaria e limitadamente pelas

obrigações contraídas no decorrer de suas atividades, conforme o capital

descrito e integralizado constante no contrato social.

O capital é dividido em cotas, no contrato conta qual o valor dessas cotas e a

parte de cada sócio, que poderão possuir uma ou mais cotas, de acordo com

o novo cód. Civil, a responsabilidades dos sócios na limitada é restrita ao

valor de suas cotas mas todos respondem solidariamente – pela

integralização do capital social, sendo que pode acontecer também

condomínio dessas cotas, onde varias “pessoas” assumem esse valor

ilimitadamente cada um por seu valor em separado.

Nessas sociedades. O nome comercial por cota de responsabilidade limitada

poderá ser formado por uma firma ou por denominação seguida de palavra

“Limitada” ou abreviação “LTDA”, sabendo-se que se for omitida essa

declaração, serão tidos como solidários e ilimitadamente responsáveis os

sócios-gerentes e todos os que fizerem uso da firma social. Não poderão os

sócios usar a firma indevidamente os sócios sobe pena de responderem a ação

por perdas e danos, alem de arcarem com responsabilidade na esfera criminal,

se for o caso.

Como principais características das sociedades limitadas podem destacar:


• Limitação de responsabilidades;

• Flexibilidade;

• Simplicidade no funcionamento;

• Margem de disposição para os sócios;


Sociedade Anônima

(Art.1.088 a 1.089 do Código Civil)

Inúmeros autores possuíam divergência quanto ao surgimento desta

sociedade, mas no que todas as teorias são em comum é que vestígios dela

foi encontrado na Idade Média. Hoje é denominada também como companhia

de capital aberto e sociedade por ações, tendo como principais características

seu capital dividido em ações, seus proprietários também chamados

acionistas que respondem individualmente por suas participações, sua

denominação social que vem acompanhada por uma abreviatura S/A, são

considerada sociedades não-contratuais, pois não há um contrato que exija

ligação entre os sócios.

A sociedade anônima subscreve seu capital de forma transparente, no mínimo

de 10% de entrada de cada sócio na sociedade, ato registrado e fixado e

estatuto. Existem alguns tipos de sociedades que podemos descrer como:


• Companhia aberta – que é a capacitação dos recursos junto ao publico,

tendo como uma característica primordial a negociação de suas ações de

bolsas de valores de um mercado de balcão. Também tem uma grande

facilidade de capacitar novos recursos mais baratos junto ao publico.

Companhia fechada – é uma sociedade muito restrita, e a aquisição de capital

próprio por ser restrito a pequenos grupos, não tendo assim dizendo, a mesma

característica da sociedade aberta.

Sociedades em comanditas por ações

(Art. 1.090 a Art.1.092 do Código Civil)

A sociedade em comandita por ações divide seu capital em ações onde são

regidas as normas da sociedade anônimas, porem o acionista tem

competência para administrar a sociedade. E como diretor responde

ilimitadamente pelas obrigações da sociedade.


Constituição das Sociedades simples

(Art. 997 a Art. 1.038 do Código Civil)

De natureza cientifica, literária ou artística ainda é considerada a sociedade

simples da antiga sociedade civil São constituídas por contratos, onde os

sócios tem seus direitos e obrigações. Os bens particulares dos sócios são

incluídos para a quitação das dividas das sociedades e se não for suficiente

vem à execução dos patrimônios dos sócios .


São inclusas também à sociedade simples, as COOPERATIVAS, seja qual for

seu funcionamento, pois elas uma sociedade dependem de autorização do

SFN ( Sistemas Financeiro Nacional) e o Banco Central Brasileiro para atuar.

São elas:

Seção I - Disposições gerais (Art. 1124 ao Art.1125)

Seção II - Da sociedade nacional ( Art. 1126 ao Art.1133)

Seção III - Da sociedade estrangeira (Art. 1134 ao Art. 1141)

Sociedade não Personificada

A sociedade não personificada é aquela que ainda não registrou seus atos

constitutivos em algum órgão competente, sendo assim não possui

personalidade jurídica e é subdividida pela sociedade em comum e sociedade

em conta de participação.
Sociedade em Comum

(Art. 986 e 990, Novo Código Civil)

Essa sociedade é conhecida como de fato irregular, pois tem como finalidade

exercer atividades comerciais, mais o seu contrato não são registrado em

nenhum órgão competente, cartório de registro civil ou junta comercial do

respectivo estado. São necessários dois ou mais sócios para constituírem


essa sociedade, só poderão comprovar a existência desta , quando houver

um contrato de gaveta , firmado de comum acordo entre eles, mais terceiros

que porventura desejam afirma esta existência, por qualquer meio o fazem.

Podem possuir domicilio próprio e dar titulo o seu estabelecimento (nome

fantasia).

Quando ocorrer a liquidação da sociedade, os sócios responderam limitada e

solidariamente perante terceiros e obrigações sociais. Os bens, direitos e

obrigações desta sociedade constituem patrimônio especial e todos os sócios

são titulares destas.

Todas as sociedades serão consideradas em comum se exercerem

atividades comerciais ou prestações de serviços e não arquivarem

devidamente seus atos constitutivos nos órgão competentes, fazendo exceção

desta regra por organização das sociedades.

Sociedade em Conta Participação

(Art.991 a Art. 996, Novo Código Civil)

É essencial a existência de duas ou mais pessoas com as mesmas

intenções é nomeado um sócio como empresário para desenvolver uma ou


mais funções, sendo somente ele o responsável exclusivo. Os demais apenas

participarão dos resultados das transações.

O contrato social, só é valido entre os sócios e sua inscrição em qualquer

registro; não constitui personalidade jurídica, se tornando oculta, existindo

apenas entre eles. Diante de terceiros, apenas o sócio aquele que responde e

se responsabiliza por todos e qualquer compromisso e transação, aparecerá

para as negociações, onde os demais (participativo ou oculto) não poderão

em nenhuma hipótese responder por questões da empresa. E se houver

falência, os sócios ocultos não serão declarados falidos, pois somente o sócio

ostensivo que é responsabilizado pelas obrigações.

A sociedade não pode ter uma forma social, pois se caracterizará

personalidade jurídica, sendo nesta sociedade apenas o sócio ostensivo que

responde com o seu nome, possuindo assim uma afirmativa individual, que se

responsabilizará pelas obrigações.

A sociedade em conta de participação, por existir apenas entre os sócios não

pode ser igual as demais sociedades empresarias, ou seja, ter um contrato

social escrito e arquivado em um órgão de registro. Pode existir um contrato

social, desde que se arquivem seus atos constitutivos, pois se assim o fizer,

perderá ,sua característica de participação, adquirindo personalidade.

Referências
Sites:

IAPMEI – Apoio à formação de empresas

http://www.iapmei.pt/iapmei-for-01.php#frm_tema_1

 Constituição das sociedades (acesso: 23-03-2008)

NEOTEC Tecnologia e Automação Ltda

http://www.neotec.gov.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=21&Ite

mid=70&lang

 tipos de sociedades (acesso: 15-03-2008)

ANJE - Academia de Empreendedores, Formalidades Legais

http://www.anje.pt/academia/media/brochura_GAJ.pdf

 Constituição das sociedades (acesso: 14-03-2008)

COSIF - O Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional

http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=participacaosocietaria02

 Tipos de sociedades (acesso: 14-03-2008)

http://www.widesoft.com.br/users/fp/Artigo_NOVOCODIGOCIVILSOCIEDADES

.htm

 Tipos de sociedades (acesso: 18-03-2008)

Livro

MANUAL DO DIREITO COMERCIAL, Editora Saraiva 14ºedição,


Ulhoa, Fabio Coelho (2003)