Direito Penal – Prof.

Joerberth Nunes Assunto: Crimes em espécie ½

Aula de 19/08/2011

 O código penal é dividido em parte geral e parte especial, na especial encontramos os crimes em espécie, os quais estão nos artigos 121 a 351-H.  Art. 121, CP –Importante lembrar que de acordo com o art. 18 do CP todos os crimes são dolosos, ou seja, tem a intenção de cometer o ato faltoso. O caput do art. 121 trata de homicídio simples, sendo a eliminação da vida humana provocada por outra pessoa, sendo este um delito comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa, exigindo o dolo, ou seja, a vontade de matar e o resultado morte. O §1ª trata do homicídio privilegiado, o qual é praticado por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, seguida à injusta provocação da vitima, o resultado é atenuação da pena, uma vez que a pessoa fez sobre efeito de emoção. O §2ª trata de uma qualificadora1. Torpe é quando a atitude é reprovada pela sociedade. Fútil é quando a atitude é banal. O §3ª trata do homicídio culposo; não sendo todos os crimes que aceitam a forma culposa, sendo esta uma exceção. O §4ª traz uma majorante especial. O §5ª na hipótese de homicídio culposo o juiz pode conceder o perdão judicial, dando, por conseqüência, a extinção da punibilidade.  Crimes que permitem o perdão judicial: art. 107, IX, CP; art. 129, §8ª, CP; art. 140, §1ª, CP; art. 180, §3ª, CP; art. 168-A, §3ª, CP e art. 337-A, §2ª, CP.  Art. 122, CP – induzir, instigar e auxiliar o suicídio. Induzimento ocorre quando a pessoa não tem a intenção de se suicidar, mas o agente cria esta vontade na vitima. Instigar é quando a vitima já tem tendência a se suicidar e o agente o incentiva a fazê-lo, estimula a vitima a se suicidar. Auxiliar é quando a vitima quer cometer suicídio, mas não sabe como fazer e o agente fornece um meio material para que este cometa o suicídio. Quando o suicídio resultar lesão corporal de natureza grave ou a morte, então caberá apena privativa de liberdade, mas se o a lesão for leve ou nada sofrer a vitima na tentativa de suicídio o que participou não será processado, pois se trata de crime atípico, ou seja, sem previsão legal.  Art. 123, CP – Infanticidio, é quando a mãe mata o próprio filho, durante o parto ou logo após este. Importante que a mãe se encontre em estado perperal. Este crime é chamado de mão própria, pois apenas a pessoas indicada no artigo é que pode cometê-lo. Art. 30 – trata do auxílio, mas este não cabe nas circunstâncias em que o pai auxilia a mãe a matar o bebê, respondendo os dois por infanticídio sendo esta a teoria monista da ação.  Art. 124 ao 128, CP – Crime de aborto, este crime é de mão própria quando a mãe causa o aborto. O artigo 24 é uma exceção a teoria monista da ação, pois
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Qualificadora é diferente de agravante/atenuante e majorante/minorante, uma vez que a qualificadora é um novo tipo penal, trazendo com si uma nova pena, a qual constará na pena base, na 1º fase do calculo de pena. Já as agravantes/atenuantes estão nos artigos 61 e 62 do CP e incluem os cálculos de pena apenas na 2º fase. As majorantes /minorantespor sua vês estão espalhadas no CP e são calculadas na 3º fase.

ou seja. 140 – Injúria é quando o agente xinga a vítima diretamente.716/89. Não existe aborto culposo. culpa por não fazer ou não agir. a jurisprudência entende que bastam 3 pessoas. §6º lesão culposa. V trata de um crime peterdoloso. quando a pessoa tem que agir de acordo com a Lei não o faz. se não tiver a vontade. 127 é um qualificadora do crime de aborto. 141 – Trata-se de uma majorante. O art. 138.  Os crimes dolosos contra a vida são: homicídio. pois este defende a honra objetiva e só ocorre quando a calúnia chega ao conhecimento de terceiros. §9º qualificadora. Art. porque tem o dolo na lesão e culposo em relação ao aborto. conhecida como injúria preconceituosa ou racial. admite exceção da verdade. 128 traz uma causa especial o qual afasta a ilicitude do aborto. respondendo como se tivessem praticado o crime que não evitaram. o qual é diferente do racismo da lei 7.  Art. §2º trata de uma injúria real.  Art. Não cabe exceção da verdade.  Art. Omissivos puros: são aqueles que encontramos a omissão no próprio tipo penal. ofende sua pessoa. Art. que trata de ofender a honra não apenas de uma pessoa.  Crimes contra a honra: art. 129 – Lesão corporal. são aqueles que para existirem necessitam de mais de uma pessoa. §2º Trata da lesão gravíssima.todos aqueles que concorrem por um crime. É plurisubjetivo. §ú. ou seja.  Art. ou seja. 138 – Calúnia é quando o agente imputa falsamente um crime que a vítima não cometeu ou não existiu. 399 – Denúncia Caluniosa que é diferente do art. 138 a 145.§ ú. pela agressão doméstica. 126. não tendo a lesão de matar teremos um crime peterdoloso. §10º Majorante quando se tratar de agressão doméstica. 137 – Crime de rixa. temos uma lesão grave. ocorre quando há violência ou o agente usa vias de fato para humilhar a pessoa. sendo caso atípico. o qual é uma qualificadora. independente se e verdadeiro ou não. §8º aplica-se o perdão judicial no caso de lesão culposa. §3º admite a exceção da verdade. mas o parágrafo primeiro prevê o perdão judicial. se omite. se considera aborto sem consentimento quando o aborto for em menor de 14 anos. Trata-se de um crime omissivo. Para ser tentativa de homicídio tem que ter a vontade de matar. ofende a honra da vítima. responderão pelo mesmo crime. §3º lesão seguida de morte.  Art. §1º é uma qualificadora. Inc. tratando da lesão grave. todos cabem ao Tribunal do Júri.  Art. infanticídio e aborto. mas de uma raça como todo.  Art. . os Impuros: são aqueles garantidores. sendo esta uma qualificadora. já a denúncia caluniosa é quando se denuncia as autoridades a autoria de crime inexistente. 135 – Omissão de socorro. 139 – Difamação é quando o agente imputa um ocorrido que fere a reputação. esta é uma exclusão da antijuridicidade.  Art. §3º é uma qualificadora.

o agente engana a vítima e esta entrega a coisa. Quando o agente se utiliza de hipnose ou dá sonífero à vítima também é considerado roubo. 171. temos um roubo qualificado. pegar algo de alguém com o intuito de ficar para si. 157 – Roubo. Este é um crime formal. É subtrair.  Art. o inverso. mas no furto o agente engana a vítima e aproveita para subtrair o bem.  Art. §2º a doutrina considera como uma qualificadora. 147 – Ameaça. quando a violência vier antes da subtração temos o roubo próprio. diferente do art.  Art. §3º trata do seqüestro relâmpago. lapso temporal em que a vítima. provocando lesão grave ou morte. o qual é diferente do art. não existindo responsabilidade criminal. §3º Furto de energia. §3º roubo com violência. é uma qualificadora. O agente não necessita ter a vontade de causar o prejuízo à vítima.  Art. O dano culposo é atípico.  Crimes contra o patrimônio: art. basta ter a vontade de destruir. mas esta tem características de majorante. §2º é uma qualificadora. inutiliza ou deteriora dolosamente o bem de alguém. II. §1º é uma majorante. pois não há intenção de ficar com o bem para si e sim de usar e devolver.Ler Súmula 714 do STF. os dois tratam de fraude. II concurso de pessoas. independentemente se o agente consiga ou não a vantagem pecuniária. III. 159. 155 ao 183 do CP  Art. o qual trata de extorsão de seqüestro. é chamado de roubo impróprio.  Art. I violência ou ameaça utilizando arma branca ou de fogo. qualifica o crime como latrocínio. §ú. este é um crime complexo. desta também trata o inc. de certa forma. uma vez que se prolonga no tempo. emprego de chave falsa. O furto de uso é atípico. trata de privar alguém de sua liberdade por qualquer motivo. 159 – Extorsão mediante seqüestro é quando se fala em resgate para libertar a vítima. sendo um crime contra o patrimônio. o qual tem o intuito de extorquir. sendo roubo simples. Inc. 155 – furto. §1º Majorante. sendo esta uma qualificadora. abuso de confiança entre a agente e vítima. Latrocínio é diferente de homicídio porque no primeiro. possa não entregar o bem. 148 – Seqüestre e cárcere privado. §2º Furto privilegiado. 158 – Extorsão é quando o réu constrange a vítima para conseguir vantagem econômica usando de grave ameaça ou violência. arma de brinquedo não qualifica o crime neste inciso. independente se o bem foi levado ou não. 146 – Constrangimento ilegal. há.  . 163 – Crime de dano é quando o agente destrói. o agente não tem a intenção de matar.  Art. Também é um crime formal e permanente. há o emprego de grave violência ou ameaça à pessoa para subtrair a coisa para si ou para outrem. o famoso ”gato”. §4º trata de qualificadoras: inc I arrombamento. A Súmula 610 do STF entende que o latrocínio é consumado quando ocorre a morte da vítima. enquanto no estelionato.  Art. uma vez que se consuma. §1º emprega violência depois que já subtraiu a coisa.

 . uma vez que o chqeque é para pagamentos a vista e não pagamentos futuros. sendo atípico. Art. 181 a 183 do CP  Art. a segunda parte trata de recepção própria sendo crime formal. 181 – o filho que comete estelionato contra os pais está isento de pena. §1º trata do estelionato privilegiado. 168 – Apropriação indébita é quando se recebe algo de alguém e passa agir como se seu fosse. §3º receptação culposa se adquire um bem de crime. 180 – Receptação própria. o agente engana a vítima para obter vantagem pecuniária. Não existe a forma culposa. o dolo ocorre após o recebimento do bem. comete estelionato quem expede dolosamente um cheque sabendo que este não possui fundos.  Art.  Art. §3º trata do perdão judicial. §2º.  Art.  Art. ou seja. não podendo ser classificado como estelionato o cheque pré-datado que retorna sem fundos. tal não se beneficia da imunidade do art. ou seja. A primeira parte do artigo trata da receptação imprópria sendo um crime material. Quando a desproporcionalidade do valor pago e do bem pago não há como a pessoa não dizer que era roubado. Caso o crime seja feito contra maior de 60 anos não cabe nenhuma espécie de imunidade.Art. 168-A trata de crime omissivo puro o qual é a apropriação indébita previdenciária. sendo esta uma norma penal em branco. O STF entende que o cheque pré-datado é um caso atípico. §1º é uma majorante. VI. mas não se tinha noção. Trata-se de imunidade absoluta. quando passa a se negar a devolver o bem. 171 – Estelionato.  Imunidades ou escusa absolutória: art. 182 – Ação civil pública condicionada é imunidade relativa por depender de representação. 183 – quando houver ameaça ou violência de outros agentes que não o filho. §5º trata do perdão judicial. Se o dolo existe desde o recebimento da coisa estamos diante do crime do estelionato. um estranho. não se encaixando na receptação culposa. 181.

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