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Arcos Romanos: História e Estrutura

O documento descreve a história e estrutura dos arcos romanos, que foram amplamente utilizados na arquitetura romana para construções como aquedutos, pontes e edifícios. Os arcos romanos utilizavam blocos de pedra chamados de aduelas e uma pedra angular na chave para distribuir o peso de forma estável.

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Arcos Romanos: História e Estrutura

O documento descreve a história e estrutura dos arcos romanos, que foram amplamente utilizados na arquitetura romana para construções como aquedutos, pontes e edifícios. Os arcos romanos utilizavam blocos de pedra chamados de aduelas e uma pedra angular na chave para distribuir o peso de forma estável.

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UNIVERSIDADE PREBESTERIANA MACKENZIE

LUAN FAGNER DE ALMEIDA ESTEVES


FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

ARCOS ROMANOS

31 DE MARÇO DE 2023
São Paulo – SP
LUAN FAGNER DE ALMEIDA ESTEVES
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

ARCOS ROMANOS
Trabalho solicitado pelos professores
Bruno Ribeiro e Alberto Alonso Lazaro
do componente de Estabilidade das
Construções, do curso de Arquitetura e
Urbanismo, na turma N11.

31 DE MARÇO DE 2023
São Paulo – SP
SUMÁRIO

Introdução.................................................................................................4

História......................................................................................................6

Estrutura..................................................................................................11

Arquitetura...............................................................................................16

Importância para a humanidade..............................................................19

Referências.............................................................................................20
4

1 INTRODUÇÃO

A Arquitetura Romana foi uma importante manifestação artística dos


romanos na antiguidade, que privilegiavam as obras utilitárias e alcançaram
grande eficiência na construção de aquedutos, banhos públicos, pontes e
mercados. A arquitetura romana também foi expressiva na construção de
templos, palácios, pórticos, tribunais, mosteiros e igrejas.

Características da Arquitetura Romana

• Luxo e grandiosidade: influências da cultura grega.


• Solidez das construções: herdada dos etruscos.
• Simetria e a harmonia: conseguidas através de formas regulares.
Influência dos povos italianos.

De tal modo, os romanos introduziram na arquitetura novos materiais, como


o uso do cimento, e também novas técnicas. O arco, desconhecido dos gregos,
foi uma inovação dos romanos, utilizado sobretudo nas construções destinadas
a comemorar as grandes vitórias militares.
Dentre as maiores contribuições da arquitetura, engenharia e estética
romana estão o aperfeiçoamento e a utilização dos arcos em larga escala, sendo
uma das formas mais influentes na civilização ocidental. Os arcos são,
primeiramente, belos e simples; e a multiplicação de suas formas possibilitou
rearranjos estéticos sem precedentes na arquitetura, como vemos nas
abóbadas, cilindros e cúpulas. Além disso, os arcos permitem uma melhor
distribuição do peso e maiores vãos, comparados ao sistema de pilares/colunas
e arquitraves gregas. O arco romano funciona através de um sistema de
distribuição de cargas que convergem das aduelas para os pilares, travado pela
colocação final de uma pedra-chave no meio do vão. Os arcos reduzem os
custos de construção por permitirem maiores vãos e menos materiais, além de
serem facilmente replicados através das formas de madeira. Sobre a imposta,
uma pequena extremidade em balanço, era colocada a forma de madeira que
permitia o assentamento das aduelas e da chave do arco.
Era costume de os imperadores romanos solicitarem aos artistas obras
5

que retratassem suas vitórias em batalhas e feitos históricos, para isso serviam
os arcos triunfais e colunas do triunfo. Tinham função decorativa também, pois
usavam as ordens para emoldurar e acentuar a grande portada central dos
edifícios. Essas narrativas modificaram completamente o caráter da arte romana,
fazendo com que todos se impressionassem com o sucesso. A principal
característica da arte romana tornou-se o uso da praticidade e funcionalidade,
exaltando heróis e deixando de lado os deuses das lendas.

“Talvez nenhuma dessas criações arquitetônicas tenha causado impressão


mais duradoura do que os arcos triunfais que os romanos erigiram em todo o seu
império, na Itália, França, norte da África e Ásia. Os arcos triunfais usam métodos
que emolduram e acentuam a grande portada central, que é flanqueada por
aberturas mais estreitas. Era um arranjo que podia ser usado para fins de
composição arquitetural, como uma corda é usada para fins de composição
musical.” (GOMBRICH, 1985)

O arco romano, associado ao concreto pozolana (opus caementicium), foi


um dos principais elementos arquitetônicos e de engenharia que contribuíram
para o desenvolvimento das edificações e sua monumentalidade. Os arcos e as
abóbadas poderiam ser também moldados em concreto e revestidos com
alvenaria de tijolos.
Os arcos romanos continuam sendo uma inspiração para a arquitetura até
hoje, e muitos exemplos notáveis podem ser vistos em todo o mundo, incluindo
o Coliseu em Roma e a Pont du Gard na França.
6

2 HISTÓRIA

Os primeiros arcos que conhecemos (nenhum dos quais sobreviveu)


foram erguidos no Monte Capitolino e no Fórum Romano. Eles funcionavam
como uma espécie de painel de mensagens monumental, exibindo as conquistas
militaristas de prestigiosos romanos do passado e do presente e se tornando
cada vez mais competitivos com o tempo. Vamos dar uma olhada em alguns dos
arcos sobreviventes mais famosos de Roma.
Na Grécia Antiga, os arcos eram considerados inferiores à arquitetura de
colunas, porém, com a expansão do Império Romano, os arcos se tornaram uma
das marcas registradas da arquitetura romana. Os romanos utilizavam arcos
redondos, feitos de pedra, que eram usados em arcadas.
Os arcos eram usados em monumentos comemorativos, como os arcos
triunfais, que eram construídos para celebrar vitórias militares ou importantes
eventos públicos, e também eram usados para suportar grandes pesos, o que
permitia a construção de grandes estruturas, como aquedutos e pontes. Um dos
exemplos mais famosos de arco romano é o Arco de Constantino, construído em
Roma em 312 d.C para comemorar a vitória do imperador Constantino I na
Batalha da Ponte Mílvia.
O Arco de Constantino é considerado um dos monumentos mais bem
preservados da arquitetura romana e é um importante marco histórico da cidade
de Roma. Sendo esse um dos maiores e mais recentes arcos construídos, e
graças a sua privilegiada localização (IMAGEM 1), esse é um dos mais bem
preservados monumentos da Roma Antiga.

Imagem 1: Arco de Constantino


7

Temos também, saindo do Coliseu em direção ao Fórum Romano,


encontra-se o Arco de Tito, construído em 81 d.C. pelo imperador Domiciano. O
arco comemora a conquista de Jerusalém pelo irmão de Domiciano, Tito, em 79
d.C,. A conquista de Jerusalém resultou na destruição do Templo de Salomão,
restando apenas os alicerces, conhecidos como o famoso Muro das
Lamentações. Outra consequência da conquista foi a Diáspora dos Judeus,
momento em que a nação judia se espalha pelo Ocidente e perde definitivamente
o poder sobre a Terra Santa, até a criação do Estado de Israel, em 1948. A Via
Sacra do Fórum Romano passa sob o Arco de Tito e se estende por todo o
monumental fórum.
Esse arco tem uma relação com uma profecia bíblica (IMAGEM 2), o qual
se refere ao momento que o templo foi completamento destruído, conforme havia
sido predito por Jesus.

“Quando ele estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: ‘Olha,
Mestre! Que pedras enormes! Que construções magníficas!’. Você está vendo
todas estas grandes construções?’, perguntou Jesus. ‘Aqui não ficará pedra
sobre pedra; serão todas derrubadas’.” (Marcos 13.1-2).

Imagem 2: Arco de Tito


8

Durante o século XIX as feições originais do Arco de Tito foram sendo


restabelecidas e restauradas. Entre os elementos ornamentais, destacam-se a
pedra da chave do arco, ou pedra angular, em forma de voluta, duas Vitórias
aladas nos tímpanos do arco, a cornija ricamente adornada com mísulas e
dentículos e os caixotões em relevo da abóbada.

Imagem 3: Arco de Tito

No centro da abóbada encontra-se um relevo com a apoteose de Tito. O ático do


arco foi originalmente coroado provavelmente com uma quadriga dourada, e
encontra-se a inscrição:

SENATVS

POPVLVSQVE · ROMANVS
DIVO · TITO · DIVI · VESPASIANI · F (ILIO)

VESPASIANO · AVGVSTO

(O Senado e o povo romano ao Divino Tito Vespasiano, filho do


Divino Vespasiano)
9

Imagem 4: Centro do Arco de Tito

Imagem 5: Arco de Tito


10

Imagem 6: Frisos internos do Arco de Tito


11

3 Estrutura

Os arcos eram construídos com vários blocos denominados aduelas. A


aduela bem do centro do arco é chamada de chave e tem um formato angular
proposital que proporciona um esforço de compressão que traz estabilidade ao
todo. A última peça que se colocava na construção de um arco era a chave.
Enquanto este elemento não fosse colocado, era necessário escorar as aduelas,
uma vez que a estrutura ainda se encontrava instável.

Imagem 7:estrutura dos arcos

Nos arcos, existe um conceito chamado de “linha de pressão”, que seria


um formato do arco para o qual o carregamento existente não provoca momento
fletor, sendo assim, o único esforço presente no arco é o de compressão, e como
normalmente os materiais dos quais são feitos resistem bem a esse tipo de
esforço, eles são estruturas simples de serem reproduzidas. Este é o principal
motivo pelo qual mesmo sem terem conhecimentos avançados acerca de
cálculos de estruturas as civilizações antigas conseguiam construir grandes
obras com arcos imensos.
Mesmo sem cálculos estruturais no papel, essas civilizações construíram
12

grandes obras utilizando o formato em questão. Isso se deve ao fato de essa


estrutura resistir muito bem à esforços de compressão. Isso torna viável a
obtenção de vãos construtivos com a utilização de materiais de baixa resistência
à tração. Antes do uso do aço e de outros materiais mais resistentes à tração,
predominavam as construções em arco, pois os materiais disponíveis eram
de origem granular ou rochosa, que resistem bem apenas aos esforços de
compressão.

Imagem 8:estrutura dos arcos


13

O Arco de Constantino apresenta três fórnices, ou seja, três passagens


em forma de arcos, sendo o central mais alto e largo que os laterais. Mas sua
característica principal está no fato dele apresentar elementos construtivos e
decorativos que foram retirados de outros monumentos da época de Trajano,
Adriano e Marco Aurélio.
Possui três arcos, um maior ladeado de dois menores, porém não se
comunicam entre si sob as abóbadas. Da mesma forma, possui colunas
independentes apoiadas em altos pedestais, bem como a repetição de alegorias,
como as Vitórias aladas nos tímpanos dos arcos centrais. Foram inseridas as
cornijas salientes acima das colunas na era constantiniana. As esculturas de
corpo inteiro, em pedestais sobre as colunas, datam da época de Trajano. Os
relevos, reutilizados de outros monumentos de outros imperadores, recordam as
figuras dos “bons imperadores” do segundo século – Trajano, Adriano e Marco
Aurélio – assimilados à figura de Constantino para fins de propaganda política.

Imagem 9: Arco de Constantino


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Imagem 10: Arco de Constantino detalhado


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No arco de Tito, a estrutura consiste em dois grandes pilares ligados por


um arco, coroado com ático, que possui inscrições cívicas comemorativas, e no
topo havia uma quadriga em triunfo. É decorado com frisos em relevos
esculpidos e dedicatórias. Suas meias-colunas compósitas movimentam a
fachada da estrutura.
Um poderoso arco de vão único com abóbada redonda ergue-se numa
pequena colina junto ao Fórum Romano. Tem 15 metros de altura e 13 metros
de largura. Comparado a outros monumentos históricos de Roma, a aparência
do monumento é bastante modesta e austera. A fachada é emoldurada por
colunas coríntias, cujos capitéis são decorados com um ornamento em forma
de folhas de acanto. Nos cantos do vão estão esculpidas imagens da deusa da
Vitória com asas graciosas.

Imagem 11: Estrutura do Arco de Tito


16

4 ARQUITETURA

Da Grécia, a arquitetura romana se apropriou de muitos traços,


principalmente das concepções dos estilos jônico, dórico e coríntio, porém
conseguiu imprimir suas próprias características com a criação das ordens
toscana (um dórico mais simplificado) e compósita (que unia coríntio e jônico).
Com os etruscos, acredita-se que os romanos aprenderam a construir pontes,
fortificações, arcos, sistemas de drenagem e aquedutos. Porém, isso não é
confirmado, pois as obras etruscas não sobreviveram a ação do tempo e de
guerras.
No século I d.C., Roma já havia superado as influências etruscas e gregas,
das proporções matemáticas até estruturas em abóbadas. Ela, então, começou a
inovar a sua arte e desenvolver projetos originais de arquitetura romana. O objetivo
era formar um caráter próprio e demonstrar, de fato, toda a grandeza de seu
império. Em todo o seu vasto território foram erguidos palácios, templos, termas,
teatros, aquedutos e muitas outras construções da arquitetura romana.
As principais decorações do arco estão localizadas no interior do vão.
Estas são as duas principais imagens em relevo que descrevem o saque dos
santuários da Judéia pelos legionários romanos. Por um lado, as figuras de
soldados carregam nas mãos e nos ombros troféus retirados do templo de
Jerusalém. O painel escultórico encarna a tradicional procissão triunfal, durante
a qual os tesouros dos povos conquistados foram expostos ao público,
realçando assim a grandeza do Império Romano. Das joias, destacam-se a
menorá (candelabro) com sete castiçais, uma mesa de madeira para o “pão da
oferenda" (atributo integrante do templo de Jerusalém) e cachimbos de prata.
As figuras dos militares estão vestidas com roupas, cujas dobras seguem os
contornos do corpo. Assim, cria-se uma sensação de movimento dos soldados
no espaço.
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Imagem 12: Arco de Tito

O outro lado interno do arco é decorado com um desenho em relevo que


mostra o imperador Tito montando uma carruagem. Sua cabeça é coroada com
uma coroa de louros pela deusa alada Vitória. Quatro cavalos são controlados
pela padroeira de Roma – a deusa Roma. As figuras de garanhões a galope
dão dinâmica à composição escultórica. Entre as imagens em relevo no centro
da abóbada existe um pequeno painel, ladeado por azulejos decorativos de
rebaixamento (caixotões). Caracteriza vividamente a deificação do imperador
Tito após sua morte. Aqui você pode ver uma águia carregando o governante
para o céu.
O arco triunfal é coroado por um sótão, no qual são feitas inscrições
latinas em ambos os lados da fachada. A carta endereçada ao Coliseu
expressa gratidão a Tito do Senado romano e dos cidadãos. Do lado do Fórum,
é visível uma inscrição informando que o sumo pontífice Pio VII ordenou a
restauração deste monumento de arte em ruínas em 1821.
18

Imagem 13: Arco de Tito


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5 IMPORTÂNCIA PARA HUMANIDADE

Os arcos romanos são um importante legado do Império Romano e da


antiguidade em geral. Eles são um lembrete da habilidade e do conhecimento
avançado que os romanos tinham em engenharia e arquitetura, e servem como
um testemunho da importância que a construção de grandes obras públicas teve
na sociedade romana.
Os arcos foram uma das maiores contribuições da arquitetura e
engenharia romana, sendo uma das formas mais influentes na civilização
ocidental. Ele funciona através de um sistema de distribuição de cargas,
permitindo aguentar maior peso e consequentemente maiores vãos. Também
possibilitou outros arranjos estéticos como abóbadas, cilindros e cúpulas.
Com o passar do tempo, novas tecnologias e formas de construções
foram inventadas inovando os setores da arquitetura e engenharia no quesito
estrutural dos edifícios. Porém sua aparência continua no inconsciente de todos
nós e seduzem por sua forma elegante e descomplicada. Atualmente, arquitetos
e designers vêm resgatando os arcos para dentro do design de interiores com
novos olhares e pitadas de criatividade, principalmente dentro de projetos
comerciais.
20

REFERÊNCIAS

Disponível em: <https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura-romana/>


Acesso em: 26/03/2023.

Disponível em: <https://www.romapravoce.com/arco-de-constantino-roma/>.


Acesso em: 26/03/2023.

Disponível em: <https://www.walksinsiderome.com/pt/blog/about-


rome/triumphal-arches-of-rome/>. Acesso em: 26/03/2023.

Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/arquitetura-romana/>. Acesso


em: 26/03/2023.

Disponível em: <https://arquitetoleandroamaral.com/arquitetura-romana/>.


Acesso em: 26/03/2023.

Bíblia Sagrada: Nova Almeida Atualizada. (J. Ferreira de Almeida, Trad). (2017).
Sociedade Bíblica no Brasil.

GOMBRICH, Ernst Hans. A história da arte; tradução Álvaro Cabral. Rio de


Janeiro: LTC, 2011.

PEREIRA, José Ramón Alonso. Introdução à história da arquitetura. Bookman


Editora, 2010.

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