ETEC “PROFA.
ANNA DE OLIVEIRA FERRAZ”
NOVOTEC 3° RECURSOS HUMANOS
ANDREZA DE
MIRANDA GABRIELLY
SANTOS NOEMY
FERREIRA
DIFICULDADES DAS MULHERES NA ÁREA DE
RH:
desigualdade de gênero no mercado de trabalho
Araraquara/SP
2023
ANDREZA DE
MIRANDA GABRIELLY
SANTOS NOEMY
FERREIRA
DIFICULDADES DAS MULHERES NA ÁREA DE
RH:
desigualdade de gênero no mercado de trabalho
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado a ETEC "Prof.ª Anna de
Oliveira Ferraz", do Centro Estadual de
Educação Tecnológica Paula Souza, como
requisito para a obtenção do título de
Técnico em Recursos Humanos, sob a
orientação do Professor: Emerson A.
Augusto.
Araraquara/SP
2023
RESUMO
O presente trabalho apresenta as dificuldade das mulheres no mercado de
trabalho, sobre estereótipos e preconceitos que se perpetuam por muito tempo,
onde as mulheres tendem a ter mais responsabilidades nas organizações. São
qualificadas para lidarem com as adversidades do cotidiano, se tornando flexíveis
e mesmo assim os salários são diferentes se comparado a do sexo masculino,
um evento conhecido como lacuna salarial que as leva em busca de outras
fontes de renda. Apesar dos avanços significativos alcançados muitas não
chegam a ter um papel de liderança ou oportunidades de promoções, onde o
mercado acaba perdendo talentos e habilidades que poderiam contribuir com o
ambiente organizacional.É importante revertermos a situação adotando políticas
de igualdade, garantindo que processos de admissão sejam transparentes,
conscientizando todos os que estão a sua volta valorizando a diversidade e
inserindo a flexibilização do trabalho, garantindo assim um ambiente de trabalho
inclusivo, ético e democrático as todas colaboradoras, ultrapassando barreiras e
mostrando a necessidade de um tratamento igual justo livre de preconceitos.
Palavras-chave: Dificuldade. Trabalho. Mulheres.
ABSTRACT
The present work presents the difficulties of women in the labor market, about
stereotypes and prejudices that are perpetuated for a long time, where women
tend to have more responsibilities in organizations. They are qualified to deal with
the adversities of everyday life, becoming flexible and yet the wages are different
compared to men, an event known as the wage gap that leads them to look for
other sources of income. Despite the significant advances achieved, many do not
manage to have a leadership role or promotion opportunities, where the market
ends up losing talent and skills that could contribute to the organizational
environment. It is important that we reverse the situation by adopting equality
policies, ensuring that admission processes be transparent, making everyone
around you aware of valuing diversity and making work more flexible, thus
ensuring an inclusive, ethical and democratic work environment for all employees,
overcoming barriers and showing the need for fair equal treatment free of
prejudice .
Keywords: Difficulty. Work. Women.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.....................................................................Erro! Indicador não definido.
JUSTIFICATIVA...................................................................Erro! Indicador não definido.
Objetivo
geral................................................................................................................. Erro!
Indicador não definido.
Objetivos específicos........................................................Erro! Indicador não definido.
METODOLOGIA..................................................................Erro! Indicador não definido.
RESULTADOS.....................................................................Erro! Indicador não definido.
ANÁLISE DOS RESULTADOS...........................................Erro! Indicador não definido.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................Erro! Indicador não definido.
ANEXO A............................................................................Erro! Indicador não definido.
REFERÊNCIAS....................................................................Erro! Indicador não definido.
INTRODUÇÃO
A desigualdade de gênero no mercado de trabalho, inclusive na área
de Recursos Humanos (RH), é uma realidade que afeta muitas mulheres em
todo o mundo, isso se deve principalmente a estereótipos de gênero e
preconceitos na sociedade que perpetuam a desigualdade. Apesar dos avanços
significativos alcançados em relação à igualdade de gênero nas últimas
décadas, ainda há muito a ser feito para garantir a igualdade de oportunidades e
tratamento justo para todas as pessoas, independentemente do gênero.
As mulheres enfrentam várias barreiras no mercado de trabalho,
como a discriminação na contratação e promoção, o pagamento desigual pelo
mesmo trabalho e a falta de oportunidades de progresso na carreira. Além
disso, as mulheres podem ser afetadas por desafios adicionais, como a
discriminação baseada em idade, raça e orientação sexual, além de
preconceitos relacionados à gravidez e cuidados infantis. A desigualdade de
gênero no mercado de trabalho tem consequências negativas tanto para as
mulheres quanto para a economia em geral. As mulheres podem ter menos
acesso a empregos bem remunerados e com benefícios, o que pode afetar sua
independência financeira e aumentar o risco de pobreza. Além disso, a
discriminação de gênero pode levar à perda de talentos e habilidades valiosas,
prejudicando a produtividade e inovação no ambiente de trabalho.
Na área de RH, a desigualdade de gênero pode se manifestar de
várias maneiras. Por exemplo, algumas pessoas podem acreditar que as
mulheres são menos capazes de liderança ou menos aptas para trabalhos
técnicos em RH, o que pode afetar suas oportunidades de emprego e progresso
na carreira, a desigualdade de gênero também pode se manifestar na forma
como as mulheres são remuneradas, em muitos países, as mulheres ganham
menos do que os homens pelo mesmo trabalho ou trabalho de igual valor. Esse
fenômeno é conhecido como a lacuna salarial de gênero e pode ser causado
por uma série de fatores, como discriminação consciente ou inconsciente, falta
de transparência nos processos de remuneração e diferenças na experiência e
habilidades dos funcionários, os empregadores podem exigir que as mulheres
tenham qualificações ou experiências mais altas do que os homens para as
mesmas posições, ou podem dar preferência aos candidatos masculinos
durante o processo de contratação. As mulheres também podem enfrentar
barreiras para progredir em suas carreiras devido a preconceitos e estereótipos
de gênero, que podem levá-las a serem consideradas menos capazes ou
adequadas para determinados trabalhos ou posições de liderança. Além disso,
as mulheres em RH podem enfrentar desafios adicionais para equilibrar as
demandas de trabalho e vida pessoal, como cuidar de filhos ou parentes
idosos, isso é chamado de jornada dupla que pode afetar sua capacidade de
trabalhar em tempo integral e se concentrar em suas carreiras, o que pode
levar a menos oportunidades de promoção e menor renda ao longo do tempo.
Para lidar com essas dificuldades, é importante que a sociedade reconheça a
importância da igualdade de gênero e do compartilhamento das tarefas
domésticas entre homens e mulheres. Esses problemas não são exclusivos de
um setor específico ou região geográfica. Eles são globais e afetam mulheres
em todos os campos de trabalho, desde a indústria até o setor de serviços. Isso
é especialmente verdadeiro em áreas onde a presença feminina é menor,
como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Para combater a desigualdade de gênero no mercado de trabalho de
RH, é importante que as empresas e líderes do setor tomem medidas concretas
para promover a igualdade de oportunidades e tratamento justo para todas as
pessoas, independentemente do gênero. Isso pode incluir a adoção de políticas
de igualdade de gênero, garantindo que os processos de contratação e
promoção sejam justos e transparentes, oferecendo programas de treinamento
e desenvolvimento para mulheres em RH e garantindo um ambiente de trabalho
inclusivo e respeitoso para todos os funcionários. Além disso, as mulheres em
RH também podem buscar apoio e orientação de outras mulheres na área e em
organizações profissionais que trabalham em prol da igualdade de gênero no
mercado de trabalho. Juntas, podemos trabalhar para criar um ambiente de
trabalho mais justo e equitativo para todas as pessoas, independentemente do
gênero.
1 JUSTIFICATIVA
A justificativa desse trabalho baseia-se no fato de que a desigualdade
de gênero afeta muitas mulheres no mercado de trabalho, sobretudo em alguns
departamentos como o de recursos humanos.
As mulheres tendem a receber menores salário simplesmente por
serem mulheres e é por isso que existe a desigualdade de gênero.
1.1 Objetivo geral
O objetivo deste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é analisar e
compreender a situação da desigualdade de gênero no mercado de trabalho,
com o intuito de identificar suas principais causas, consequências e possíveis
soluções. A desigualdade de gênero tem sido um problema persistente em nossa
sociedade, refletindo-se de maneira evidente no ambiente profissional.
1.2 Objetivos específicos
Analisar dados e estatísticas sobre a desigualdade de gênero no
mercado de trabalho, como diferenças salariais, representatividade em cargos de
liderança e oportunidades de carreira.
Identificar as causas da desigualdade de gênero no mercado de
trabalho, como estereótipos de gênero, discriminação, falta de acesso a
oportunidades educacionais e culturais, entre outros.
Investigar as consequências da desigualdade de gênero no
mercado de trabalho, tanto para as mulheres como para a sociedade como um
todo, como a perda de talentos, impactos econômicos e reprodução de
estereótipos prejudiciais.
Analisar políticas e iniciativas que foram implementadas para
combater a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, como leis de
igualdade salarial, programas de incentivo à participação feminina em áreas
tradicionalmente masculinas e medidas de conciliação entre trabalho e vida
pessoal.
Propor soluções e estratégias para reduzir a desigualdade de
gênero no mercado de trabalho, considerando ações que podem ser adotadas
por empresas, governos e sociedade civil, como a promoção da igualdade de
oportunidades, a conscientização e educação sobre questões de gênero, e a
implementação de medidas de apoio para as mulheres no ambiente de trabalho
2 METODOLOGIA
O enquadramento teórico apresentado permitiu apontar as diferentes
perspectivas existentes no que se refere à problemática da desigualdade entre
gêneros, tendo em vista que na área de recursos humanos as mulheres tendem
a ter menos privilégios, tanto salariais quanto aos cargos dispostos na empresa,
uma das pesquisas aponta que assumir a responsabilidade de conduzir
processos diversos que visam promover um ambiente saudável para as pessoas
que ali trabalham exige sensibilidade, empatia e um olhar humanizado sobre o
cenário. Foram estudados alguns artigos, analisando dados e estatísticas
apresentadas, assim fazendo comparações de dados de situação que tem que
ser evidenciadas.
3 RESULTADOS
O embasamento deste trabalho está nas diversas situações que são
vistas no mercado de trabalho. Ao escrever o artigo, a finalidade é informar e
comparar dados, tendo em vista há possibilidade de mudança dessa situação.
A mudança é iniciada a passos pequenos, mas que tem toda sua
relevância, ouve uma coleta de dados análises de estatísticas, o artigo
evidenciou também a jornada dupla da mulher, e outros problemas que não são
exclusivos de um só setor mas que podem ser ajustados começando pelo setor
de RH. Há muitos questionamentos a se fazer para que tenha a construção do
conhecimento.
Levantamento divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais
integravam a força de trabalho no país em 2019.
A diferença de salários e rendimentos também foi apurada no
levantamento. Em 2019, as mulheres receberam, em média, 77,7% do montante
auferido pelos homens. A desigualdade atinge proporções maiores nas funções
e nos cargos que asseguram os maiores ganhos. Entre diretores e gerentes, as
mulheres receberam 61,9% do rendimento dos homens. O percentual também
foi alto no grupo dos profissionais da ciência e intelectuais: 63,6%. Uma
dificuldade adicional para inserção no mercado pode ser observada no recorte
racial dos dados. As mulheres pretas ou pardas com crianças de até 3 anos
apresentaram os menores níveis de ocupação, inferiores a 50%, enquanto as
brancas registraram um percentual de 62,6%.
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Conforme o gráfico 1, ou seja, na sua opinião, os estereótipos e a
desigualdade de gênero, perpetuam na sociedade, é possível afirmar conforme
os respondentes que 85,7% afirmam que sim que tais fatores ainda se
perpetuam na sociedade nos dias atuais, o que infelizmente gera desigualdades
e preconceito muitas vezes por parte da sociedade onde o sujeito está inserido.
De acordo com o gráfico 2, ou seja, na sua opnião, a desigualdade de
gênero interfere na hora da contratação, é possível afirmar conforme os
respondentes que 61,9% afirmam que sim, que tais fatores ainda interferem na
hora da contratação, porém apenas 11,1% dos respondentes afirmam que não
há interferencias.
O gráfico 3 evidencia que a descriminação pode atuar como um fato
na desigualdade, na opnião da maioria dos respondentes com o percentual
afirmativo de 53,2%, porém 35,5% concorda com a afirmativa elencada no
gráfico, pois acreditamos que essa descriminação interfere na igualdade salárial.
Conforme o gráfico 4, 55,6% dos respondentes ja ouviram falar sobre
mulheres em papel de liderança, é notório que 44,4% dos respondentes só viram
mulheres em papéis de liderença algumas vezes, fica evidente uma urgente
necessidade de busca a informações sobre mulheres em papéis de lideranças,
sejam em sites, literaturas e etc.
De acordo com o gráfico 5, ou seja, você acredita que o setor de
Recursos Humanos toma medidas concretas para combater a desigualdade de
gênero, podemos afirmar que 55,6% dos respondentes afirmam que talvez,
porém confirgura o percentual de 17,5% que afirmam que sim, porém ainda se
configura outros dois percentuais, ou seja, 14,3% dizem concordar com a
alternativa explicitada e somente 12,7% dos entrevistados discordam de que o
setor de RH toma medida concretas para combater as desigualdades de gênero.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresentadas as diversas situações enfrentadas pelas mulheres
que buscam melhores posições dentro da empresa, e valorização de seu
trabalho, superando dificuldades e fazendo escolhas para poder desenvolver
uma carreira, observa-se que elas valorizam muito suas profissões,
desafiando-se no exercício de suas funções apesar de serem
constantemente postas à prova nas suas atividades pelo fato de serem mulheres.
Ainda que tenham cargos de grande responsabilidade e condição de líderes
influentes na empresa, as mulheres manifestam seu descontentamento com a
desvalorização de seu trabalho e a diferença de tratamento por conta de seu
gênero. A mulher, além de ser considerada incapaz para desenvolver
uma atividade majoritariamente masculina, ainda enfrenta a dupla jornada de
trabalho ao responsabilizar-se pelas tarefas de casa e dos filhos.
Conforme foi destacado no decorrer deste estudo, ainda que ocorra a
participação das mulheres em postos de liderança, a desigualdade se
mantém, por exemplo, se tratando de salários por mulheres e homens no
mercado de trabalho. Hoje é perceptível a profissionalização das mulheres
que, por sua vez, todavia não abandonaram as atividades domésticas.
Assim, aspectos da luta pela igualdade no mercado de trabalho transcendem a
vida privada, no que diz respeito à constante e dificultosa tarefa de igualar as
atividades da casa. As questões de desigualdade de gênero levam a uma
discussão muito mais ampla do que foi visto neste estudo, que optou por uma
perspectiva dual de gênero e não levou em conta aspectos de classe, raça, etnia
e sexualidade. A condição da mulher nos espaços de liderança tem se
expandido ao longo dos anos, embora não distante ainda dos violentos
abusos provocados, considera-se, de modo otimista, que em um futuro breve se
possa ampliar ainda mais as discussões e ações acerca do tema.
ANEXO A
1) Na sua opinião, os estereótipos e a desigualdade de gênero perpetuam na
sociedade?
2) Em sua opinião o gênero interfere na hora da contratação?
3) A discriminação consciente e inconsciente e a falta de transparência no
processo de admissão podem ser consideradas como um fator para a
desigualdade salarial?
4) Alguma vez você já viu ou ouviu falar sobre mulheres em papel de
liderança?
5) Você acredita que o setor de Recursos Humanos toma medidas concretas
para combater a desigualdade de gênero?
REFERÊNCIAS
ZANATTA, Amanda Cereza. D’ÁVILA, Fernanda Felitti da Silva. As
dificuldades enfrentadas pela mulher para se manter ou se reinserir no
mercado de trabalho no pós-pandemia da covid-19.
COLCERNIANI, Claudia Borges. NETO, Maria Inácia D’Ávila. CAVAS, Cláudio
de São Thiago. A participação das mulheres no mercado de trabalho sob a
perspectiva da teoria da justiça social de Nancy Fraser e dos conceitos
relativos ao trabalho decente. 2016. Universidade Federal do Rio de Janeiro
(Rio de Janeiro, RJ, Brasil)