CAPITULO 7
Projeto e Processo de Projeto
Tim McGinty
—)
Este capstulo, o primeiro de vérios que cobrem 0 projeto arquitetdnico,
‘presenta uma vista geral do projeto e do processo de projeto sem advogar
‘qualquer ponto de vista em particular. So revistas numerosas atitudes
contra 0 prajeto e o processo de projeto, incluindo o formato basico da
entrega dos servicos sugerido pelo Instituto Americano ce Arquitetos.
Finalmente é inciu(da uma pequena seco de técnicas aplicéveis. O
capitulo é apresentado com pleno recqnhacimento de qve a arquitetura
acontece dentro de um largo contexto social, ambiental, econdmico e dé
comportamento, e de que 0 projeto @ o procesto de projsto respondem a
esse contexto,
Projeto
Projeto, no contexto da arquitetura, 6 simplesmente a atividade de criar
ropostas que transformem alguma coisa jé existente em algo melhor.
© projeto pode ser visto com um processo de trés partes que consiste de
lum estado inicial, um método ou proceso de transformaeo e um estado
futuro imaginado. Essas tr8s componentes também definem as fungSes
do projetista arquiteténico ~ identificar problemas, idertificar métodos de
conseguir solucdes e implementar essas solucdes. Em termos mais praticos,
sas fungSes sao programar, gerar projetos alternativos ce construcao e
implementar os pianos.
Projeto na Instrugéo
Embora o projeto seja uma atividade de bates amples abrengendo tudo
desde as artes visuais & engenharia, & geréncia de negéciot e a0 estudo da
légica, continua desatendido o potencial para uma introdugdo unificadaa
a0 projeto. A maioria das excolas de artes dé aulas 00 ave chamam de
srojeto bisico que sBo ministradat 2 todos ~ pinnores ‘coramistas ©
aro ryes Estas aulas basicas introduzem ume série de cexperiéncias visuals R
sees tmventais solugdes de problema, Em algumas escoles, arquiteto:
opanistas, projetistas industriais ou de produtos ° projetistas de interior
Huntam-se aos estudantes de arte no resmo Proorsme de projeto, Mais
vipicamante, contudo, os cursos basicos de projeto Para arquitetos $80
tensinados em escolas de arquiteturs.
er eee urna instrupdo integrade de projeo fl ences
Tinn
ater de Bauhaus, antes da 22 Guerra Mundial. Os proven de Bauhaus , \
fonduziam uma oficina inicial e um programe ide estudos visuais para todas 1 !
coe Estudantes de arquitetur, de pintura, de dane & de teatro 1
Compartilhavam a experiéncia do projeto Pésioo. (Os professores @ 0 fetes
ornpaslo tveram uma tremenda influéncia nos Estados Unidos com @
Gigrapdo da faculdade para os Estados Unidos daraah & depois da
ie Guerra Mundial, Ironicamente, enquanto Frank Lloyd Wright, 0 grande
arquiteto americano, tinha pouca influéncia n® ‘educardo arquitetanica nos
ee edos Unidos, a publicaggo de sua obra na Europe influanciou
grandemente muitos projetistas europeus aue NOW comecado na
grrpaus, Nao obstante, os padrées e as diretrizes de educario
emuitetOnica nos Estados Unidos, a partir da 22 Guerra Mundial até
araecemente, foram clarament influenciados pela Bauhaus,
sajauhaus foi,em parte, uma reardo # orientero tradicional de Seo
instrugdo erquitetonica oferecida pelo sistema de Betas ‘Artes da Franca.
Ornemve de Belas-Artes, com seus estudos incials Je estilos cléssicos,
run origem no século XIX e continuou na Franga 6 1 Estados
tevegos como uma forma predominante na instrucéo 212 jtetnica até
tcevoa de 1985, O sisterna de Belas-Artes diferia dramaticamente porque
Ceratizava o estudo da arquitetura historica como 6 pidrdo para e
srquitetura do futuro, 20 invés de um estudo de Princ oo abstratos como
sequoia to rqultetorico, A Escola de Balas Aves tena igen
preservar e garantir a autoridede das formas historicamente comprovadss, :
mre a3 wore sap fa oar op! i |
aa rafletissem tanto tipo do edifcio projetace Fem ‘os materiais @ { \
cue ttjos de construcSo, O estudante tipico des Bolas ‘Artes projeta * hope
i aaedes que devem ser levantadas em pedra, encuarto projetos de
testudantes da Bauhaus s80 para concreto, 2e ‘e vidro. Ambas as escolas R= ESTADO REAL
influenciaram a arquitetura nos Estados Unidos, 2 a Bauhaus ] = ESTA MAGINADO
arene jou mais nitidamente a instrueSo de arquiteture de meados dos
‘anos 50 20s primeiros da década de 60. sme = PROCESSO
Tatar slterapdes adicionais influenciaram 2 instues0 Oe Giltimos
quinze anos. Primeiro, passou-se a dar menos én fase aspectos de
Shgenharia da arquitetura como conseaiiéncia 9 necessidade de uma
egrrgdo mais ampla de artes e ciéncios @ @ prética exten da arquitetura,
que agora inclui projeto e planejamento urbane, gerenciamento de
Megécios, gerenciamento de construcdo, marketed cqutras coisas mais.
Peamstrugao de arquitetura, como 2 prépris profsso, expandiu-se,
incluindo uma base mais ampla de conhecimentos & especializacdes;
Tyora ngo se espera mela que todos os estudantes de arquitetura venham
a rer projetistas arquitetnicos. Consequéntement® ha menos énfase na
aa srogia, nas estruturas.e nos projetos de edificioscomte fossem 2
tiga alma da formagSo de um arquiteto. Cercament alguns estudantes
[talvez até a maioria) podem e se especializem nessa reas, mas no com
a exclusso de uma formacgo mais ampla
161Uma segunda grande mudanga nos isltimos anos tem sido o
surgimento do estudo do comportamento humano como base para o infvio
de instrugo de arquitetura. Tradicionalmente os arquitetos tinham que
fazer varias suposigdes sobre o relacionamento entre suas construcdes ¢ 0
comportamento humano, Agora eles podem dispor de algumas
informacdes comprovadas que apdiam ou desafiam essas suposicdes.
Assim, esto integrados na maioria dos curriculos de arquitetura os cursos
bésicos de psicologia, sociologia e antropologia e cursos aplicados de
comportamento ambiental.
Uma terceira inovardo, embora menos generalizada, na formaco
inicial de projeto aconselha uma imersao total num problema de projeto
de edificio para um contato inicial do estudante com o projeto
arquitet6nico, Isso € um contraste com a maioria dos curriculos
introdut6rios, os quais separam os varios assuntos que os arquitetos
manipulam — social, visual e técnico — em cursos e experiéncias
introdut6rias separadas, O curriculo tradicional tenta garantir que cada
princfpio seja compreendido antes do estudante tentar integré-los. A
finalidade da imerséo total é exatamente o oposto: os estudantes primeiro
aprendem pela experiéncia a apreciar os problemas e o desafio de uma
experiéncia integrada para prepard-los para os cursos subseqiientes nos
quais 0s princ{pios |hes sao ensinados.
Finalmente, hé uma tendéncia para iniciar a instrugdo de projeto
pela instrugo do processo de projeto como uma experiéncia abstrata.
A énfase esta na solucdo do problema criativo como se ensina nos cursos
de légica ou em cursos introdutérios de resolucdo de problemas na
engenharia, muitas vezes chamados projetos de sistemas. A meta é fazer
do estudo de projeto e de solugao de problemas a base da atividade
intelectual da profissdo, Essa estratégia foi estimulada por mudangas na
prética profissional nos anos 60, quando os arquitetos se viram contratados
para resolver problemas de gerenciamento, programagao e outros
problemas no diretamente relacionados com o projeto e a construgdo de
edificios. Contudo, o estudo em estidio, onde o estudante se concentra no
projeto de um Unico tipo de ediffcio para uma regido especifica, ainda é a
modalidade dominante de ensino empregada para desenvolver as
idades do estudante para o projeto.
Teoria do Processo de Projeto
Embora um grande numero de disciplinas, tais como projeto de sistemas,
logistica, planejamento e engenharia, tenha influenciado a profissio de
arquitetura, 0 processo de projeto, como uma érea distinta de estudo, nao
recebeu a devida atengdo até os anos 50. Mais tarde, o Design Methods, de
J.C. Jones (1972), identificou 0 estudo do processo de projeto como uma
pesquisa de métodos que viessem melhorar a qualidade do projeto: A
maioria das atividades subseqiientes nessa érea de métodos de projeto tem
sido feita na Inglaterra, Escécia, Australia, Checostovaquia, Poldnia e
Estados Unidos. Os métodos e a estratégia racional nos Estados Unidos
podem ser atribu/dos a Christopher Alexander? As suas Notes on the
Synthesis of Form (1964) tiveram um grande impacto sobre as atitudes dos
professores e sobre os estudantes. As palavras-chave na viséo que
Alexander tinha do proceso de projeto séo atomistica e ajustagem. Assim
como todas as coisas materiais do universo so formadas de blocos basicos
de construgdo (dtomés), também a arquitstura é composta de
162EEE
componentes bésieos. As exigancias de um, edificio podem ser atomnizadas
cor veczidas aos elementos mais simples. AS ‘solucdes podem ser obtidas ou
ce astruidas de combinagdes apropriadas Gessee pequenos elementos. A
jdéia de que os problemas poderiam sr reduzidos a ume longa lista de
i inusculas partfoulas de informaedo criou um interesse crescente do papel
Ga programagao de projetos. Programas Ue inicialmente eram simples
Fists de selas e tamianhos de salas tornaram $8 descrigdes extensas de_
elementos funcionals, elagdes e necessidade de desempenho. Esse
revolvimento ocorreu tanto nas escolas come Ns prética da arquiteture.
Vajustagem foi termmo usado para descrevet ‘a montagem apropriade
des partes atomizadas de modo a preenchet 68 necessidades prescritas do
problema, O casamento entre uma atividade e um meio ambiente € 0 que
fe pode chamar de ajustagem. Er ‘Community and Privacy (1963), escrito
em parceria. com ‘Serge Chetmayeff, ‘Alexander descreve um processo de
procura de combinagdes entre grupos ‘de exigéncias chamadas
Preastelagdes”. A meta desse processo é desenvolver uma hieraraula
‘adequada de entrosamentos entre exigancias e solueso fisicat
ae vais recente obra de Alexander e seus COle02s também focaliza as
combinagées chamadas "padres", 05 aUa)s ‘sd mais ou menos andlogos
Se moléculas. Um padrlo é uma colecéo de ajustagens num s6 grupo que
‘apdie uma atividade ou um Gomportamento especifico, O produto de
recentes estudos nesse sentido échamado de inguagem-padrdo®. A
Tinguagem-padrao é geral no sentido de ave relaciona com uma
yariedade de situacdes, € nao com um determinado tipo de construcdo.
Ginudo, também 6 especifica no sentido de a? sugere solucdes formals
para fungées particulares. Embora posts parecer a alguns que a linguagem”
Padrio infringe a capacidade inovadors ‘do projetista, ela resume
Farormagées diteis sobre o comportarnento das pessoas em GrUPOS
qepeciticos de atividade funcional, ‘Certamente vai bem além dos padres
ceesicionais da arquitetura,j6 que introduz ure iinformagao de apoio além
do fato de advogar uma recomendacao specifica
Varios outros pontos de vista e novos valores tém dominado também
co enfoque do ensino de projeto arquitetOnico nt iltimas décadas. O
primeiro é 0 de iar forma.aa-projeto. Grandes arauitetos como Frank
Ciovd Wright, Le Corbusier, Mies Van der Rohe e outros sso admirados
por suas contribuigdes criativas. ‘trabalho deles é visto como o produto
Mo génio pessoal, e 0 papel da escola é visto como sendo ode ensinar Os
prinetpios gerais de suas obras eo de cultivar qualquer semente de
genialidade que possa existir dentro ide cada estudante, Os estudantes, Por
gua vez, devem absorver esses princ/pios de projeto, desenvolver 0 seu
genio e dar contribuicSes subseqtientes de forma a arquitetura.
‘a segunda tradiggo 6 incorporada 20 termo —e
‘Aqui parte-se do prinespio de que hé ume eficiente e f
Contiguraco para qualquer programa Propose A configuracdo de um
projeto é baseada em atividades que dom acomodacas @ 0
rol onemento entre essas atividades. U> prolet® de sucesso arruma esses
crementos, alistados ou retirados do prog’ 2 2 contexte num arranjo
eficiente.
Vina terceira atitude que afeta 0 ensino de projeto é chamada ©
dom{nio da arquiteture””. Essa ote tanta que os espectos funcionais
sommprojeto sfo relativaments féceis C- *201068 edeverm ser
subordinados &s questoes mais diffceis. ‘aracter(stices expectficas ou.
gtributos que transformam uma propose °& projeto em “arquitetura’”
variam de escola para escola, Dois temas ‘tipicos mas diferentes ness@5B 27 -
Oo
tO oF =
21 26 35
é 26
HW
casera |
A. CAOS APARENTE:
PROBLEMA NAO~EsTeUTUEADO
Constelagdo: estruturagio.
de problema
®. ConsteLacho: {
PROBLEMA ESTRUTURADO
2 "satisferdo do usuétia”. Os
ortantesartefatos que
5 ususrios valorizam,
164Uma variagéo final do ensino de projeto envolve uma atitude do
corpo docente sobre 0 papel do projeto dentro do contexto mais amplo da
prética de arquitetura, Algumas escolas podem ver 0 projeto como 0 foco
central da prética de arquitetura, esperando-se cue cada estudante se torne
um projetista “antes de mais nada". Outros assuntos do curriculo passam a
ser subservientes 20 projeto. Algumas escolas véern o projeto como uma
atividade mais geral para resolver problemas e aconselham os estudantes a
se concentrarem simultaneamente em vérias éreas, inclusive em estruturas,
sistemas ambientais, projeto urbano, economia e comportamento humano
tanto quanto nos projetos. Outras escolas ainda véer 0 projeto e os
métodos de projeto como apenas uma dentre vrias éreas especializadas do
estudo, permitindo que os estudantes (especialmente a nivel de pés-
graciueo) omitam completamente o projeto de editicios em beneficio de
outras dreas académicas, como a histéria da arquitetura, a critica e os
métodos de pesquisa. Dada a ampliacdo da arqu tetura, é étimo existir tal
variedade, mas os estudantes devem estar atentos 20 tipo de escola que
selecionam
PROCESSO DE PROJETO
AA descrigao do processo de projeto como indo co estado inicial para um
estado futuro imaginado_ngo explica completamente as atividades
elaboradas a0 longo do caminho. Essas atividades s£o descritas nas seqes
seguintes, primeito como um processo de cinco aais08 @ depois c
arranjo contratualé finalmente como uma lista de perguntas
20s estudantes, =
Qs Cinco Passos do Proceso de Projeto
O processo de projeto, como ensinado e conceitualizado nas escolas de
arquitetura, inclui um numero de passos para resolver os problemas em
seqiiéncia, Basicamente, os passos so: iniciacSo, preparagdo, confecedo da
proposta, avaliagdo e aco. As variacées tipicas de um certo nimero de
fontes podem ser vistas na Tabela 7-1.
IniciagdolA.iniciagdo envolve o reconhecimento e a definigo do
problema a ser resolvido; Embora se julgue que 0s arquitetos devam
identificar os problemas e as oportunidades, a tradicSo 6 o cliente trazer 0
problema eo arquiteto, Como sugere Jane Holtz Kay, “um eavalheiro
espera ser consultado"’’ A imagem tradicional é o cliente entrando sem ser
anunciado no escrit6rio para dizer aos arquitetos que eles foram os
excolhidos porque o cliente admira o trabalho deles. Tanto o cliente
uanto 0 arquiteto saben que esse nfo é 0 processo usual, Os projetos so
uase sempre escolhidos apés uma entrevista competitiva, Algumas vezes
as entrevistas séo abertas a qualquer um que preenche qualificagdes
iminimas, ¢ algumas vezos o cliente limita as entevistas a tr8s cu quatro
firmas previamente selecionadas. Os arquitetes tembém tém comecado 8
tomar mais iniciativas fazendo contatos com clisntes em potencial, e
muitos constitufram associagBes de trabalho com incorporadoras,
Principalmente nos campos comercial e habitacicnal. Embora pouca
Promoggo tenha sido eprovada recentemente pele AIA, uma variedade de
165restrig6es ainda existe quanto ao modo como os arquitetos podem solicitar
servigos. Contudo, os arquitetos so geralmente envolvidos diretamente
com 08 primeiros estagios da identificagao do problema. Um outro aspecto
do passo inicial envolve o papel da imaginagdo e das aspiragées. Isto 6, 0
arquiteto tenta levantar as aspiracdes da sociedade em termos de qualidade
do meio ambiente construido. Eles identificam problemas gerais, educam 0
pablico e sugerem solugdes alternativas. Fornecem imaginaco critica em
suas éreas de especializacdo que estimula as aspiracdes do cliente. Mais de
um arquiteto j4 afirmou que "bons clientes fazem bons edi
Preparagao. { 0 segundo passo no processo do projeto, a
preparagao, inclui a coleta e a andlise de informacdes sobre o problema a
ser resolvido.|De uma maneira geral a educagao profissional é ela mesma
uma preparacdo para fornecer servicos de projeto. Os arquitetos
profissionais esto constantemente se preparando para entregar servicos —
informalmente, quando aprendem em cada comissao sucessiva ¢
formalmente, pela educagao continuada, Mais especificamente, a
preparacdo envolve a coleta e anilise sistematicas de informac&es sobre
determinado projeto. Essa atividade 6 chamada “programacdo"’; 0 produto
6 um programa de construc nos Estados Unidos e um “brief"’ na
Inglaterra e na Europa, Os programas geralmente incluem um relato escrito
resumindo as necessidades de um projeto e podem incluir uma exaustiva
anélise que identifica os pontos importantes que devem ser resolvidos.
Outra atividade de preparacolinclui a reunio de mapas bésicos de
dados do local e da érea (sobre o meio ambiente natural e 0 constru‘do,
tréfego, utilidades etc.), de informac&es sobre restric&es legais e
econémicas e de dados financeiros/ Um outro produto do estagio de
preparacSo é uma lista de critérios que descrevam as caracteristicas
desejadas de uma soluco arquitetonica, As solucdes sio medidas em
telacdo a esses critérios como ciclos de projeto através dos estagios de
confec¢do de propostas e avaliacdo.
Algumas atividades de preparaco sdo integradas em outros estagios
do processo. O projetista tem liberdade de ardo para considerar que certos
tipos de informacio so necessérios em varios estégios do projeto. Por
exemplo, o critério para um projeto de hospital pode variar devido a
jovages tecnoldgicas durante os dezoito ou mais meses do projeto. Assim
2 andlise e a coleta de informacées so ambas um passo inicial e que
continuam por todo o processo.
Confecgio de Proposta. Um arquiteto informado esté preparado
para gerar idéias e fazer propostas de construcdo. As idéias validas podem
vir a qualquer momento no processo de projeto, desde o primeiro encontro
com 0 cliente até o fim. A complexidade dos edificios modernos e seus
locais fazem as solugdes concebidas inicialmente, ou intuitiva ou
despretensiosamente, altamente suspeitas. Soluces preconcebidas
representam uma infeliz tendéncia entre alunos iniciantes e praticantes
cexperimentados. E muito eomum 0 cliente, © estudante ou © arquitato
propor um determinado aspecto para o edificio e entéo tentar forcar as
_atividades normais a se enquadrarem naquela imagem,
|4 muito debate entre professores e profissionais quanto a extenso
adequada da preparacdo antes de comecar a confeccdo ce propostas.
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Os cinco passos do procesto de projeto:
iniciagao, preparacdo, confeccdo da
proposta, avaliacio e aco.
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——© verdadeito processo de apresentar propostas do Projeto é muitas
teres chamado de “sintese, Isto 6, 9 propostas de rojeto devem
apresentar uma bos variedade de consideragdes do contaxto (social,
scondmico, fisico), © programa, o lugar, o cliente, « tecnologia corrente,
estética ¢ os valores do Projetistay Espera-se que as propostas sejam uma
Gemonstragao fisica de integragéo de um grande niwiore ae aspectos. O
proletista muitas vezes faz desenhos inicias em overlays pora registrar 0
‘plorar 0 potencial de
Tipicamente, o estudante iniciante em projetos no Poders
Gestrinchar e resolver todas as difieuldades que caberde arquiteto
Avaliaglo. A avaliagio no projeto arquiteténico ‘corre em
diversas escalas e inclui uma grande variedace de Participanites, Esta
Gistussao focaliza a avaliagio de propostas alternatives pelo projetista,
erie astituieBes Financeira), pelos usurios do edifcio, polos
fomais, revista e periddicos, Alem c sso, algumas vores os edificios so
aualiados apés terem sido construdc. # ocunados por alguns anos, Nesse
terme de dor oarama original com: 2 projeto podem ser avalodos on
termos de desempenho real e compra :2do, Contutlo e avaliagio de
Propostas pelo arquiteto envolve a cornpareedo das solugSee Propostas do
Pro|eto com as metas e critéros rasultantes do estégio ds Programacéo.
Podemos visualizaro ciclo de praparacdo-projes 2valiago como um
pars aio de tras partes que consist em estabelecer as metas eo critério
propecrnolete, a criacdo de projetos em potencial ea medigte dag solugtes
Propostas em contraste com o critério do programa, Além disso, as
167TABELAT.1
Virias Vistas do Processo do Projet
R, Whitaker Procesto Servigos bdsicos e Guenter and Corkill,
Procesto dos Processo dos resumido de Método de suplementaros do Systematic Approach
cinco passos ito passos H. Rictle Jc.Jones AIA to Architectural Design
Iniciago Reconhecimento Identifique 0 dei Definigao Basics
Datequilibrio problems
Dotinigdo Programa Preliminar
Preparacio PreparagSo Colete a informagio Informsgio _Servigos pré-projeto Investigago, andlisa
Anilise Analisesinformagio Anélise Resumo do programa
Confeccéo Sintese Soto crlativo Sintese Projeto Sintesee
de propostas esquemético desenvolvimento
Encontre solugdes Desenvolvimento Proposta a0
do projeto Projeto Volumétrico
Avaliacdo Avaliagao Teste a solugio Avaliaeio Reavaliaeo © moditicaeso
Acio Execugdo ‘Comunique © Otmizegéo Documentos de
implemente ‘contrat
Concorrénci
‘Administracéo do
contrat
Servigos pos.
contrat,
Richard Whitaker, “Eight-Step Design Process” (no publicado, Departamento de Arquiteturs, Universidade de Wisconsin.
Milwaukee, 1971),
H. Rittle, “Summary of Standard Descriptions of the Design Process”
Arquitetura da Universidade da California-Berkeley, 1970).
4. C, Jones, Design Methods (London: John Wiley and Soné, 1972), p. 50,
The American Institute of Architects, The Architects Handbook of Professional Practice (Washington D.C.: The
‘American Institute, of Architects annual
P.A. Corkil and Robert F. Guenter, ‘Systematics Approach to Design’ (ndo publicado, Departamento de Arquiteturs da
Universidade de Nebrasks-Lincoln, 1970),
(trabalho de estudante no publicado, Departamento do
propostas ou os projetos podem ser avaliados em termos de um critério
implicito, ndo declarado no programa mas geralmente aceite pela profissao.
Mais importante, contudo, é a capacidade do projetista de avaliar sua
frépria proposta em termos de um grande ndmero de itens do projeto e de
modo iterative que converge para uma proposta adequada @ vitoriosa,
Aco, O estigio da a¢do, no process, inclui as atividades associadas
com a preparacdo e a implementagdo de um projeto, tais como a
prontificac3o dos documentos de constru¢ao e atuacao como elemento de
ligago entre o proprietério e a empreiteira. Os documentos de construgo
incluem os desenhos construtivos e as especificagdes para c ediicio,
168Processo do projeto do.
Estudante Thornley # 1
Processo do projeto do
Estudante Thornley #2
Procesio de projeto de
G.T, Moore
Pracesso do projete de
Engenharia de
IM. Asimow
Servigas de Arquiteturs do
AIBA
Formulagio do Identiticaro do Inicio
programa problema
‘Acumulagio de dados —_Investigaco Anidlise das Viobilidede Viabitidade
nevesiidades do
‘Avaliagdo das usuério
possibilidades do Programagéo
projeto
lolamento do conceite Criagso ‘Sintese do projeto _Projeto preliminer __Propostas de diretrizes,
erat ou forma Projeto detalhado _Projeto esquemiatico
Desenvolvimento da. —~Refinamento e Plangjamento Projeto detalhado
forma apresentarSo
Selecio de
alternativas
Implementago Informagdes de producéo
salugsio Quantitativos|
‘Avaliarzo Coneorréncias
pés-ocupaeso Planejamento do projeto
, ‘Operaeo no canteiro
| Fermino
| Feedback
| .G. Thornley, “Design Method in Architectural Education," em J.C, Jones and D.G. Thornley, eds., Conference on Design
‘York: Macmillan, 1963), p. 48,
“The Design Process” (ndo publicado, Departamento de Arquiteture, Universidade de Wisconsin-MilWaukee, 1974).
IM. Asimow, “Engineering Design Process," em J. C. Jones, Design Methods (London: John Wiley and Sons, 1972), p. 24.
Royal Institue of British Architects, Architectural Services, em J. C. Jones, Design Methods (London: John Wiley and Sons,
1970), p. 24
Ciclos, Freedback, Iterag%o, Embora cada projetista,
desenvolva seu préprio estilo de tret-aIho dentro do processo de cinco
ppassos, alguns procedimentos parec-s ser tipicos. Primeiro 0 processo €
ciclico, Isto €, um projetista pode p sar rapidamente pela seqiléncia, no
advento de um projeto, pare gerar «va série de propostes limitadas ou
preliminares. !s50, por sua vez, poce ajudar a focalizar as atividades de
rogramacdo, tais como a identificigo de necessidades de informacéo
apropriada ou as reac5es do cliente. A palavra feedback também descreve a
natureza cfctica do processo. Noves informacSes fazem o proietista
reconsiderar a informacdo existente & proporedo que a proposta progride.
Segundo, 0 processo ¢ iterativo. O projetista percorre os ciclos
determinado némero de vezes; cade ciclo incorpora um nimero maior de
168informacdes @ a sintese se torna mais sofisticada, Ite-acdies sucessives
Gonvergem para a solugdo satisfatéria, Finalmente, oprocesso é altamente
grafico. Comumente os estudantes e os arquitetos usam papel vegetal
arato como overlays tragando desenhos bésicos ou detalhes a partir de a
interag6es prévias e continuando a exploracio. Desenhos intermediarios
no s80 ebandonados; ao contrério, eles formam ums importante
documentacao para o projeto,
© PROCESSO DE PROJETO NA PRATICA-PADRAO
Servigos Arquiteténicos Basicos
© American Institute of Architects (AIA) € a principal organizago
Profissional de arquitetos nos Estados Unidos. 0 AIA oferece uma
variedade de servigos a seus membros, inclusive as formas padronizades
ara varios contratos. Uma das formas descreve os ervicos bésicos que so
espera due 0 arquiteto preste a um cliente’ Itens podem ser abandonades
Gi, Rdicionados 20 contrato-padrao através de negociagdes, mas a descrioo
Pésice do que a profissdo acha que o cliente esté esperando de servigos
‘icos oferece uma atilreferéncia para examinar 0 processo de projeto
‘A profissdo prope que os servigos bésicas do arquiteto podem ser
divididos em cinco tases consecutivas; projero esquemético,
Gesenvolvimento do projeto, preparaeio dos documentos de construpéo,
Oe Rorréncias ou negociagces, e administracéo do contrato de construpio,
GS arguitetos podem oferecer servos adicionais, e uma grande mudaree