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O que são vírus? Conhecidos como agentes infecciosos, seu tamanho varia de 18 a 300 nm. Causadores de doenças, em humanos, animais e plantas. Nos humanos são responsáveis por transmitir doenças simples como gripes e verrugas, até aquelas mais perigosas, como poliomielite e AIDS. O vírus também tem desenvolvido um papel fundamental em pesquisas cientificas, pois possui o genoma pequeno, de fácil manuseio, pois utiliza a maquinaria celular para a sua reprodução, dessa forma grandes descobertas foram feitas através do seu estudo.

Qual a composição dos vírus? Apresentam uma estrutura bem simples, com ácido nucleico (DNA ou RNA), capsídeo que consiste em um revestimento proteico. E alguns podem estar envolvidos por uma membrana lipoproteica, o envelope. Devido a estrutura que apresenta, os vírus não conseguem crescer em meio artificial, para se replicar precisa de outras células, por isso são considerados parasitas intracelulares.

Figura 1. Modelo mostrando estrutura viral. Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=152

são glicoproteínas. DNA ou RNA. O envelope é como se fosse um esconderijo do vírus. pois é formado por membranas do hospedeiro. proteínas e carboidratos. para que possa ocorrer a replicação. O envelope é composto de acordo com o acido nucleico do vírus e por substancias derivadas da membrana de seu hospedeiro. Envelope Alguns vírus possuem além do acido nucleico e do capsídeo. confundindo sistema imunológico.2 Ácido Nucléico Possui apenas um tipo de ácido nucléico. estruturas complexas de membrana. Alguns vírus podem apresentar projeções chamadas de espiculas. Capsídeo Cada capsídeo é composto por subunidades de proteínas chamadas de capsômeros. que é onde está a informação genética. Os vírus que não possuem envelopes são conhecidos como vírus não envelopados. . cuja a função é fixar o vírus na parede de seu hospedeiro. envolvendo o nucleocapsídeo. O genoma junto com a capsídeo constitui o nucleocapsídeo. quando brotam ou se movem através das membranas. o que não ocorre em outros tipos de células. Nos vírus os ácidos nucleicos podem ser encontrados em fita simples. sendo normalmente icosaédrica ou helicoidal. o agrupamento das proteínas virais dá ao capsídeo sua simetria. que podem ou não se estender a partir do envelope viral. geralmente é de combinações de lipídeos. esses vírus adquirem seus envelopes depois que se formam na célula hospedeira. É considerada uma capa proteica que envolve o material genético do vírus. nos vírus pode ser encontradas proteínas de um único tipo ou de diferentes tipos.

. Alguns bacteriófagos possuem enzimas para ajudar durante a entrada na célula. o retrovírus que carregam a transcriptase reversa. necessária para sua replicação. são classificados em: helicoidais. como exemplo.Os vírus conhecidos com simetria helicoidal contêm genoma de RNA. Esquema de Vírus envelopado. envelopados ou complexos. girando até formar uma hélice (lembram bastonetes grandes) – rígidos ou flexíveis.3 Figura 2. Morfologia dos vírus O formato do vírus é determinado pelo capsídeo. Enzimas Estão presentes em algumas partículas virais e possuem um papel importante durante o processo infeccioso. O complexo proteína-ácido nucléico (nucleocapsídeo) é enrolado no interior de um envoltório lipídico. poliédricos. Helicoidal As subunidades protéicas estão ligadas de forma periódica ao ácido nucléico viral.

pdf Envelopados .icb.icb.br/bmm/grad/arquivos/pdf_sys/bmm208_pgv-2009.br/bmm/grad/arquivos/pdf_sys/bmm208_pgv-2009.usp.pdf Icosaédrico O capsídeo da maioria dos vírus icosaédricos tem a forma de um icosaédro.icb. Os capsômeros de cada face formam um triângulo equilátero.4 Figura 3: Vírus influenza Figura 4: Virus hantavírus Fonte: http://www.usp. um poliedro com 20 faces triangulares e 12 vértices.br/bmm/grad/arquivos/pdf_sys/bmm208_pgv-2009. O padrão icosaédrico é observado em vírus animais com simetria cúbica e permite determinar o número de capsômeros numa partícula viral.usp. Fonte: http://www. Figura6: Papilomavírus Figura 7: Vírus Herpes Figura 8: Rotavírus.pdf Figura 5: Vírus Ebolavírus Fonte: http://www.

Figura 10: Esquema e vírus envelopado. pois eles possuem estruturas adicionais aderidas ao capsídeo. fibras entre outras. Complexos Apresenta estrutura complicada. Os vírus helicoidais e icosaédricos que possuem o envelope são chamados de vírus helicoidais envelopados e vírus icosaédricos envelopados.5 São considerados esféricos e têm seu capsídeo envolvido por uma estrutura denominada envelope. os capsídeos são de difícil visualização. placa basal. respectivamente. como bainha contrátil. que formam uma cauda. Replicação Viral Para produzir mais vírions: Precisam passar por cinco etapas: . Figura 9: Esquema e vírus envelopada. um dos mais conhecidos são os bacteriófagos.

Entrada via endossomos na superfície da célula Alguns vírus envelopados requerem um pH ácido para que a fusão ocorra e são incapazes de fusionar diretamente com a membrana plasmática. os componentes internos do vírions são imediatamente liberados para o citoplasma da célula. Envoltórios virais Entrada por fusão com a membrana plasmática. Isso resulta na liberação dos componentes internos do vírus para o citoplasma da célula. As proteínas de fixação virais reconhecem receptores específicos. Alguns vírus envelopados se fusionam diretamente com a membrana plasmática. Eles então cruzam (ou destroem) a membrana endossomal. que ocorre através de interações iônicas que são independentes de temperatura. À medida que os endossomos se tornam acidificados. Síntese . a atividade latente de fusão de proteínas do vírus se torna ativada pela diminuição do pH e a membrana do vírion se fusiona com a membrana do endossomo. Penetração É a entrada dos vírions nas células hospedeiras. na parte externa da célula. Assim. carboidrados ou lipídios. O vírus entra na célula e várias maneiras de acordo com a natureza do vírus. Vírus não envelopados Vírus não envelopados podem cruzar a membrana plasmática diretamente ou podem ser interiorizados em endossomos.6 Absorção O vírus faz a fixação à superfície da célula. que podem ser proteínas. Esses vírus são interiorizados pela invaginação da membrana formando endossomos.

mosqueado. . enquanto os sintomas sistêmicos afetam a planta em vários aspectos de sua morfologia e fisiologia. utilizam a maquinaria metabólica dessas células. A liberação geralmente. geralmente. e quando isso acontece acabam desenvolvendo infecções localizadas e sistêmicas. a morte da planta. mancha anelar. Liberação Ocorre à saída de novos vírions das células hospedeiras. as plantas também são atacadas por esses pequenos vilões. amarelecimento. Maturação Ocorre a organização de novos componentes virais sintetizados em vírions completos. distorção foliar. nematóides. Os vírus também afetam as plantas? Sim. Como conseqüência destes sintomas geralmente ocorre a queda de produção. e.7 A síntese de novas moléculas de ácidos nucleicos. sementes. Os sintomas sistêmicos mais comumente exibidos pelas plantas são mosaico. mata as células hospedeiras. órgãos de propagação vegetativa e grãos de pólen. Transmissão A transmissão dos vírus pode ocorrer mecanicamente. superbrotamento e nanismo. bem como através de insetos. proteínas do capsídeo e de outros componentes virais no interior das células hospedeiras. Os sintomas localizados são lesões cloróticas e necróticas nos pontos de penetração. fungos. ácaros. às vezes.

evite locais fechados e mantenha suas vacinas em dia! Referências Bibliográficas . por vírus é exemplo. como: transmissão direta de pessoa para pessoa por contato. por isso mantenha as mãos sempre limpas. tosse. pois são muitas as maneiras de contagio. a transmissão de doenças. olho. transmissão através de animais e insetos. sangue contaminado. é preciso manter uma boa higiene. contato sexual.8 Cuidado com os vírus ! A vida em sociedade nos deixa mais exposto a vários riscos. e evite leva-las aos olhos e a boca. contato através de mão. Fique Ligado ! Para não ser correr risco de ter uma doença viral. boca. via fecaloral. espirro.

G. 3. SCHAECHTER.9 BLACK.C. Rio de Janeiro. L..R. 6. Microbiologia. 4 ed. 2005. G. ENGLEBERG. DUARTE . Microbiologia: Mecanismos das doenças infecciosas. 2002. RJ: Guanabara Koogan. 4. F. M. N. RJ: Guanabara Koogan. TRABULSI.. 1928-.R. SILVA CECÍLIA SOUTO SEGUIN JULIANA A. M.ed. Porto Alegre. ALTERTHUM. 2000. A. Microbiologia: Fundamentos e Perspectivas. CASE..ed. São Paulo.ed. Rio de Janeiro. RS: Artmed. Microbiologia. J. 2002 TORTORA. CAROLINE F. J. B. SP: Atheneu. L. FUNKE. C.