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Alternar a subsecção Processos de fossilização
o
Mumificação ou conservação
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Moldes e traços de fósseis
Âmbar
Estromatólitos
Pseudofósseis
Fóssil vivo
Réplicas de fósseis
História dos estudos dos fósseis
Alternar a subsecção História dos estudos dos fósseis
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Explicações
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Antes de Darwin
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Outras descobertas
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Fóssil
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Para outros significados, veja Fóssil (desambiguação).
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Evolução[Expandir]
Historia da paleontologia[Expandir]
Ramos da paleontologia[Expandir]
Portal da Paleontologia
v
d
e
Peixe fóssil Rhacolepis buccaulis datado do
período Cretáceo (145-66 milhões de anos), encontrado na Formação
Santana, Ceará, Brasil
Os fósseis são restos de seres vivos ou de evidências de suas atividades
biológicas preservados em diversos materiais.[1] Essa preservação ocorre
principalmente em rochas, mas pode ocorrer também em materiais
como sedimento, gelo, piche, resina, solo e caverna , e os exemplos mais
citados são ossos e caules fossilizados, conchas, ovos e pegadas.
[2]
A Paleontologia é a principal disciplina científica que utiliza fósseis como
objeto de estudo,[2] instaurada com a aceitação dos trabalhos de Georges
Cuvier.[3] Nessa área do conhecimento, os fósseis fornecem dados importantes
quanto à evolução biológica, datação e reconstituição da história geológica da
Terra.[2]
A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas
sedimentares é conhecido como registro fóssil, o qual contém inúmeros restos
e vestígios fossilizados dos mais variados seres do passado geológico da
Terra. Porém, apenas uma porcentagem ínfima das espécies que já habitaram
a Terra preservou-se na forma de fósseis, já que a fossilização é considerada
um fenômeno excepcional por contrapor-se aos processos naturais
de decomposição e intemperismo.[2] Logo, as partes
esqueléticas biomineralizadas, mais duras e resistentes à decomposição e
à erosão, tais como dentes, conchas, carapaças e ossos, são bem mais
frequentes e, por isso, a maioria do registro fóssil é constituída por fósseis
destes tipos de restos biológicos.[2] Entretanto, restos orgânicos mais delicados
e perecíveis também podem se fossilizar.[2] A preservação de matéria
orgânica e de restos esqueléticos delicados, uma vez que estes se
decompõem e são destruídos rapidamente, requerem condições de
fossilização fora do comum e, por serem especiais, ocorrem na natureza mais
raramente.[2] Isso implica na menor ocorrência natural desses fósseis de restos.
[2]
Em qualquer das circunstâncias, para que os restos de um qualquer ser vivo
fossilizem-se, é fundamental que esses sejam rapidamente cobertos por
material que os preserve, geralmente sedimento.[2]
O que determina o fóssil é a ocorrência conjunta de um resto identificável com
a origem biológica num contexto geológico, independentemente do seu tipo e
da sua idade.[1][4] Muitos autores consideram que um fóssil é todo e qualquer
resto ou vestígio de seres vivos do passado, preservado em contexto
geológico, qualquer que seja a sua idade.[1] De acordo com
esses paleontólogos, fixar uma data qualquer para considerar se algo é ou não
um fóssil, é arbitrário. Dessa forma, sendo o Holocénico (menos de 11 700
anos) parte do registro geológico, os restos orgânicos contidos em materiais
holocénicos deverão ser considerados fósseis. Há algumas fontes,[5] entretanto,
que consideram somente os restos ou vestígios de seres com mais de 11 700
anos como fósseis. Essa idade, calculada pela última glaciação, é a duração
estimada para a época geológica do Holoceno ou recente e, quando os
vestígios ou restos possuíssem menos de 11 700 anos, estes autores podem
denominá-los de subfósseis,[2] termo que também pode ser visto na literatura
para designar os restos biológicos que não sofreram alterações.
Tipos de fósseis
Os fósseis são classificados em dois tipos: restos (ou somatofósseis) e
vestígios (ou icnofósseis).[2]
Resto: tipo de fóssil que ocorre quando alguma parte do ser vivo é preservada.
[2]
São consideradas evidências diretas dos seres vivos.[2][6] Por exemplo, fósseis
de dentes, de carapaças, de folhas, de conchas, de troncos (madeira fossilizada),
etc.[2]
Vestígio: tipo de fóssil que ocorre apenas com evidências indiretas dos seres
vivos, isto é, resultam de suas atividades biológicas.[2][7] Por
exemplo, estromatólitos, fósseis de pegadas, de marcas de mordidas, de ovos (da
casca dos ovos), de excrementos (os coprólitos), secreções urinárias (urólitos),
de gastrólitos, de túneis, de galerias de habitação, etc.[2]
Processos de fossilização
Esses diferentes tipos de fósseis - restos e vestígios - formam-se a partir de
distintos processos de fossilização ou diagênese.[2] Após os eventos de morte
do organismo, transporte de material orgânico e soterramento, estudados
pela bioestrationomia, ocorre o processo de fossilização que reúne os
processos físicos e químicos que alteram tais restos, sendo que os mais
frequentes são as mineralizações (incluindo as permineralizações),[8] os
moldes[9] e as incarbonizações.
A Tafonomia é a área do conhecimento que engloba os estudos de diagênese
e a bioestrationomia, ou seja, ela estuda os processos de formação dos
fósseis, desde o momento em que um dado resto ou vestígio biológico é
produzido até que o encontramos, fossilizado, no registo fóssil.[10]
A lista a seguir cita alguns exemplos de processos de fossilização:[11]
criopreservação (mamutes preservados em gelo);
dessecação (dinossauros mumificados);
inclusão em âmbar (insetos em resina);
conservação de parte dura (ossos e conchas);
permineralização (lenhos e ossos);
incrustação (ossos e conchas em cavernas);
recristalização (conchas);
incarbonização ou destilação (restos vegetais);
substituição (por silicificação, piritização, limonitização ou carbonatização);
moldagem (vestígios).
Mumificação ou conservação
A mumificação é o mais raro processo de fossilização. Pode ser:
Total - quando o ser vivo é envolvido por uma substância impermeável (por
exemplo: resina, gelo) que impede a sua decomposição.
Parcial - quando as formações duras (carapaças, conchas, etc.) de alguns seres
permanecem incluídas nas rochas por resistirem à decomposição.
Mineralização
Este processo, também denominado de petrificação, consiste literalmente na
substituição gradual dos restos orgânicos de um ser vivo por matéria mineral,
rocha, ou na formação de um molde desses restos, mantendo com alguma
perfeição as características do ser. Ocorre quando o ser vivo é coberto
rapidamente por sedimento após a morte ou após o processo inicial de
deterioração. O grau de deterioração ou decomposição do ser, quando
recoberto, determina os detalhes do fóssil, alguns consistem apenas em
restos esqueléticos ou dentes; outros fósseis contêm restos de pele, penas ou
até tecidos moles. Uma vez coberto com camadas de sedimentos, as mesmas
compactam-se lentamente até formarem rochas, depois, os compostos
químicos podem ser lentamente trocados por outros compostos. Ex.: carbonato
por sílica.
Moldagem
Consiste no desaparecimento total das partes moles e duras do ser vivo,
ficando nas rochas um molde das suas partes duras. O molde pode ser:
molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece deixando a sua
forma gravada nas rochas que o envolveram;
molde interno - os sedimentos entram no interior da parte dura e quando esta
desaparece fica o molde da parte interna.
Marcas
É o tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios
deixados pelos seres vivos, uma vez que é o mais fácil e simples de ocorrer.
Exemplos de marcas podem ser: pegadas, ovos e excrementos de animais.
Moldes e traços de fósseis
Um molde de fóssil é formado por fluidos infiltrados que dissolvem os restos de
um ser vivo, criando um buraco na rocha . Se esse buraco for preenchido com
mais minerais, é chamado de molde fóssil. Se o enterro do resto biológico
ocorre rapidamente, são grandes as chances de que até mesmo as impressões
de tecidos moles permaneçam. Traços fósseis são os restos de caminhos,
enterros, pegadas, ovos, conchas, ninhos e fezes . Estes últimos,
chamados coprólitos, podem fornecer uma ideia do
comportamento alimentício do animal, tendo assim, grande importância.
Âmbar
Um insecto preso em âmbar. Este pedaço de âmbar
mede 10 mm.
Âmbar é o nome dado aos fósseis conservados em resina[2] e são um exemplo
de mumificação (ou conservação). Animais menores, como insetos, aranhas e
pequenos lagartos, quando presos em resina segregada por certas árvores,
ficam praticamente intactos por milhões de anos. A produção de resinas
remonta ao Paleozóico, no período Carbonífero, mas a partir do Triássico
encontra-se maior abundância de âmbar no registro geológico.[2] Além disso,
estes fósseis podem ser encontrados em rochas sedimentares, assim como os
demais tipos de fósseis.
O âmbar representa uma preservação de ótima qualidade relevante para
estudos sobre evolução dos seres vivos.[2] Por exemplo, podem apresentar
informações sobre o ser vivo, o ambiente em que viveu, eventos relacionados a
seu ciclo de vida e até mesmo possibilitam extração de DNA.[2]
Estromatólitos
Estromatólitos
Estromatólitos são estruturas biossedimentares formados por meio de
atividades microbianas, por exemplo cianobactérias, nos ambientes aquáticos,
porém sua definição exata ainda é um assunto controvertido.[2] São
considerados as mais antigas evidências da vida na Terra, principalmente
datados do Pré-Cambriano.[2] Existem várias aplicações para esse tipo de fóssil
das quais podemos destacar: identificação de regiões que ocorreram as
primeiras atividades biológicas na Terra, da localização de microfósseis,
interpretações sobre ambientes e suas respectivas mudanças ambientais que
ocorreram no passado, além de serem atrações para turistas pela beleza e
atração educativa.[2]
Pseudofósseis
Os chamados "pseudofósseis" (do grego pseudós, falso + fóssil) não são
fósseis, não devem ser tratados como fósseis, nem incluídos em classificações
paleontológicas ou em textos sobre fósseis. São designados "pseudofósseis"
(ou seja, literalmente, "falsos fósseis") apenas por serem objetos geológicos
que fazem lembrar estruturas orgânicas fossilizadas.[2] O exemplo mais típico de
pseudofósseis são as dendrites, precipitações inorgânicas de minerais que
fazem lembrar fósseis de plantas.
Fóssil vivo
Fóssil Vivo - Árvore de Ginko
"Fóssil vivo" era um termo informal, frequentemente utilizado em textos não
científicos (de divulgação) e em manuais escolares, para designar seres
pertencentes a grupos biológicos atuais que são os únicos representantes de
grupos que foram bem mais abundantes e diversificados no passado geológico
da Terra.
Existe a recomendação científica para o abandono do termo, por se tratar de
conceito intuitivo e de simples morfologia de determinadas características da
espécie (como a anatomia e aspecto geral do corpo), que são ressaltados de
maneira arbitrária. O conceito de “fóssil vivo” também ignora as novidades
evolutivas recentes, exclusivas. Estas razões são apontadas para justificar o
abandono da expressão, inaplicável diante dos conceitos de sistemática
moderna.[12]
Os seres apelidados de "fósseis vivos" apresentam, frequentemente, aspectos
morfológicos muito similares aos dos seus parentes mais antigos preservados
sob a forma de fósseis no registro geológico. Entretanto, os "fósseis vivos" não
devem ser entendidos como espécies que não evoluíram, pois não são seres
"parados no tempo". Seriam seres distintos do passado, pertencendo a
espécies distintas das representadas no registro fóssil, mas com as quais são
diretamente aparentados e, portanto, morfologicamente muito similares.
Um exemplo típico de "fóssil vivo" eram os peixes da espécie atual Latimeria
chalumnae. Até à descoberta destes peixes nos mares do Oceano Índico, em
1938, os Coelacanthiformes (grupo biológico a que Latimeria
chalumnae pertence) só eram conhecidos do registro fóssil. Outro exemplo
famoso é o das árvores da espécie Ginkgo biloba que não têm parentes
próximos entre as plantas da actualidade, mas que pertencem a um grupo
biológico (as Ginkgoales) que foi muito abundante e diversificado desde o
Pérmico ao Paleocénico. Outros seres que eram frequentemente apelidados de
"fósseis vivos" são, por exemplo, os indivíduos das espécies Ennucula
superba, Lingula anatina, um braquiópode inarticulado, o tuatara, o caranguejo-
ferradura Limulus polyphemus e os espécimes do género Nautilus.
Réplicas de fósseis
Réplicas de fósseis são cópias de fósseis produzidas a partir de fósseis ou de
outras réplicas. São um recurso didático capaz de transmitir o mesmo conteúdo
incluído em um fóssil original, estando revestidas da mesma importância.[13]
Deve-se fazer o máximo para preservar o fóssil, por isso são feitas cópias do
fóssil e geralmente as copias devem ser expostas em museus. Esta técnica
permite que um fóssil possa ser exposto em vários museus, além de preservar
o original. Também é bom fazer uma cópia matriz que será usado como base
para fazer futuras cópias.
Antigamente as cópias eram feitas de gesso, e os moldes eram feitos de
borracha. Hoje se costuma usar silicone como molde e as cópias são feitas
de poliuretano.
História dos estudos dos fósseis
Um exemplo de pseudofossil, na Alemanha; Escala
em mm
Reunir fósseis data pelo menos até o início da história registrada. Os próprios
fósseis são chamados de registro fóssil. O registro fóssil foi uma das primeiras
fontes de dados subjacentes ao estudo da evolução e continua a ser relevante
para a história da vida na Terra. Os paleontologistas examinam o registro fóssil
para entender o processo de evolução e a forma como as espécies em
particular evoluíram.
Explicações
Antes de Darwin
Muitas explicações iniciais dependiam de contos populares ou mitologias. Na
China, os ossos fósseis de mamíferos antigos, incluindo o Homo erectus, eram
frequentemente confundidos com "ossos do dragão" e usados como remédios
e afrodisíacos. No Oeste, as criaturas marinhas fossilizadas nas montanhas
ficaram vistas como prova do dilúvio bíblico.
Em 1027, a Avicena persa explicou a dureza dos fósseis no Livro da Cura:
Se o que se diz sobre a petrificação de animais e plantas é verdadeira, a causa desse
(fenômeno) é uma poderosa virtude mineralizante e petrificante que surge em certas
manchas pedregosas, ou emana de repente da Terra durante terremotos e subsídios e
petrifica tudo o que vem em contato com ele. De fato, a petrificação dos corpos de plantas
e animais não é mais extraordinária do que a transformação das águas.[14]
Aristóteles percebeu que as conchas fósseis das rochas eram semelhantes às
encontradas na praia, indicando que os fósseis já eram animais vivos.
Aristóteles explicou anteriormente em termos de exalações vaporosas, que
Avicena modificou na teoria dos fluidos petrificantes (succus lapidificatus),
elaborada posteriormente por Albert da Saxônia no século XIV e aceite de
alguma forma pela maioria dos naturalistas no século XVI.[15] Visões mais
científicas de fósseis surgiram durante o renascimento. Leonardo da
Vinci concordou com a visão de Aristóteles de que os fósseis eram os restos da
vida antiga.[16] Por exemplo, da Vinci notou discrepâncias com a narrativa da
inundação bíblica como uma explicação para as origens fósseis:
Se o dilúvio tivesse levado as conchas para distâncias de três e quatrocentas milhas do
mar, teria as misturado com vários outros objetos naturais acumulados; Mas mesmo a tão
distantes do mar, vemos as ostras juntas e também os mariscos e os chocos e todas as
outras conchas que se juntam, encontraram todos mortos juntos; E as conchas solitárias
são encontradas separadas umas das outras como as vemos todos os dias nas margens.
E encontramos ostras em famílias muito grandes, entre as quais alguns podem
ser vistos com suas conchas ainda unidas, indicando que foram deixadas lá
pelo mar e que ainda estavam vivendo quando o estreito de Gibraltar foi
atravessado. Nas montanhas de Parma e Piacenza podem ser vistas multidões
de conchas e corais com buracos ainda aderindo às pedras ... "[17]
Ichthyosaurus e Plesiosaurus da edição de 1834 de
Discours de Cuvier sobre as revoluções da superfície do globo.
William Smith (1769-1839), engenheiro de um canal inglês, observou que
rochas de diferentes idades (com base no Princípio da sobreposição das
camadas) preservavam diferentes conjuntos de fósseis e que essas
assembleias se sucederam de maneira regular e determinável. Ele observou
que as rochas de locais distantes poderiam ser correlacionadas com base nos
fósseis que continham. Ele chamou este princípio da sucessão faunística. Este
princípio tornou-se uma das principais evidências de Darwin de que a evolução
biológica era real.
Georges Cuvier chegou a acreditar que a maioria, se não todos os fósseis
animais que examinou, eram restos de espécies extintas. Isso levou Cuvier a
tornar-se um proponente ativo da escola de pensamento geológica
chamada catastrofismo. Perto do final de seu artigo de 1796 sobre elefantes
vivos e fósseis, ele disse:
Todos esses fatos, consistentes entre eles, e não opostos a nenhum relatório,
me parecem provar a existência de um mundo anterior ao nosso, destruído por
algum tipo de catástrofe.[18]
Linnaeus e Darwin
Os primeiros naturalistas entenderam bem as semelhanças e diferenças de
espécies vivas levando Linnaeus a desenvolver um sistema hierárquico de
classificação ainda em uso hoje. Darwin e seus contemporâneos ligaram pela
primeira vez a estrutura hierárquica da árvore da vida com o então fóssil muito
escasso. Darwin descreveu com eloquência um processo de descida com
modificação ou evolução, pelo qual os organismos se adaptam às pressões
ambientais naturais e em mudança, ou perecem.
Quando Darwin escreveu sobre a Origem das Espécies por Meios de Seleção
Natural, ou a Preservação de Raças Favoritas na Luta pela Vida, os fósseis
animais mais antigos eram aqueles do Período Cambriano, agora conhecidos
por cerca de 540 milhões de anos. Ele preocupou-se com a ausência de
fósseis mais antigos devido às implicações na validade de suas teorias, mas
expressou a esperança de que tais fósseis fossem encontrados, observando
que: "apenas uma pequena porção do mundo é conhecida com precisão".
Darwin também refletiu a aparição súbita de muitos grupos (ou seja, filos) nos
mais antigos estratos fossilíferos Cambrianos conhecidos.[19]
Outras descobertas
Desde o tempo de Darwin, o registro fóssil foi ampliado para entre 2,3 e 3,5
bilhões de anos.[20] A maioria desses fósseis pré-cambrianos são bactérias
microscópicas ou microfósseis. No entanto, os fósseis macroscópicos são
agora conhecidos do Proterozóico tardio. A Biota ediacarana (também
chamada de biota de Vendian) que data de 575 milhões de anos atrás
coletivamente constitui uma assembleia ricamente diversificada de eucariotas
multicelulares precoce.
O registro fóssil e a sucessão faunística são a base da ciência
da bioestratigrafia ou determinam a idade das rochas com base em fósseis
embutidos. Nos primeiros 150 anos de geologia, biostratigrafia e sobreposição
foram o único meio para determinar a idade relativa das rochas. A escala de
tempo geológico foi desenvolvida com base nas idades relativas dos estratos
de rocha, conforme determinado pelos primeiros paleontologistas
e estratigrafos.
Desde os primeiros anos do século XX, métodos de datação absolutos,
como datação radiométrica (incluindo potássio / árgon, argônio / árgon, série de
urânio e, para fósseis muito recentes, datação por radiocarbono) foram
utilizados para verificar as idades relativas obtidas por Fósseis e proporcionar
idades absolutas para muitos fósseis. O namoramento radiométrico mostrou
que os primeiros estromatólitos conhecidos têm mais de 3,4 bilhões de anos.
Modernidade
O registro fóssil é o épico evolutivo da vida que se desenvolveu ao longo de quatro bilhões de anos
à medida que as condições ambientais e o potencial genético interagem de acordo com a seleção
natural.
O Museu Virtual de Fósseis
A paleontologia juntou-se à biologia evolutiva para compartilhar a tarefa
interdisciplinar de delinear a árvore da vida, o que inevitavelmente leva o tempo
para a vida microscópica pré-cambriana, quando a estrutura celular e as
funções evoluíram. O tempo profundo da Terra no Proterozoico e ainda mais
profundo no Arqueano é apenas "relatado por fósseis microscópicos e sinais
químicos sutis".[21] Os biólogos moleculares, que utilizam filogenética, podem
comparar a proteína de aminoácidos ou a homologia da sequência
de nucleótideos (isto é, a similaridade) para avaliar taxonomia e distâncias
evolutivas entre os organismos, com limitada confiança estatística. O estudo de
fósseis, por outro lado, pode identificar de forma mais específica quando e em
que organismo uma mutação apareceu pela primeira vez. A filogenia e a
paleontologia trabalham juntos no esclarecimento da visão ainda escassa da
ciência sobre a aparência da vida e sua evolução.[22]
Colunas de Crinoid (Isocrinus nicoleti) da Formação
do Jurássico Carmel Médio em Mount Carmel Junction, Utah
O estudo de Niles Eldredge sobre o gênero Trilobita apoiou a hipótese de que
as modificações no arranjo das lentes dos olhos do trilobite prosseguem e se
encaixam durante milhões de anos durante o Devoniano.[23] A interpretação de
Eldredge do registro de fósseis de Phacops foi que as consequências das
mudanças de lente, mas não o processo evolutivo de ocorrência rápida, foram
fossilizadas. Este e outros dados levaram Stephen Jay Gould e Niles Eldredge
a publicar seu artigo seminal sobre o equilíbrio pontuado em 1971.
Exemplo de desenvolvimento moderno
A análise tomográfica de raios X do síncrotron dos microfósseis embrionários
bilaterais precoce do Cambriano produziu novos conhecimentos sobre a
evolução dos metazoários nas primeiras etapas. A técnica de tomografia
fornece resolução tridimensional previamente inalcançável nos limites da
fossilização. Os fósseis de dois biláteros enigmáticos, o Markuelia sem fim e
um protostomo primitivo, os Pseudo-orides, fornecem uma olhada no
desenvolvimento embrionário da camada germinativa. Esses embriões de 543
milhões de anos apoiam o surgimento de alguns aspectos do desenvolvimento
de artrópodes antes do que se pensava no Proterozóico tardio. Os embriões
preservados da China e da Sibéria foram submetidos a
fosfatização diagénetica rápida, resultando em uma preservação requintada,
incluindo estruturas celulares. Esta pesquisa é um exemplo notável de como o
conhecimento codificado pelo registro fóssil continua a contribuir com outras
informações inatingíveis sobre o surgimento e o desenvolvimento da vida na
Terra. Por exemplo, a pesquisa sugere que Markuelia tem maior afinidade com
os vermes priapulídeos e é adjacente à ramificação evolutiva
de Priapulida, Nematoda e Arthropoda.[24]
Ver também
Paleontologia
Tafonomia
Fóssil de idade
Fóssil de transição
Rocha sedimentar
Referências
1. ↑ Ir para:a b c Tomassi, H. Z. & Almeida, C. M. O que é fóssil? Diferentes conceitos na
Paleontologia In: XXII Congresso Brasileiro de Paleontologia, Natal. Atas, p.143-147.
2011. Disponível na internet em arquivo pdf.
2. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y Cassab, R.C.T. 2004 In: Carvalho, Ismar de Souza
(ed.). Paleontologia. Editora Interciência, 2ªEdição, Volume 1, 2004. ISBN 85-7193-107-0
3. ↑ Faria, Felipe (2012). Scientia Studia & 34, ed. Georges Cuvier: do estudo dos fósseis à
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6. ↑ Silva, Carlos Marques da (30 de abril de 2006). «Somatofóssil». Temas de Paleontologia.
Consultado em 9 de dezembro de 2012
7. ↑ Silva, Carlos Marques da (30 de abril de 2006). «Icnofóssil». Temas de Paleontologia.
Consultado em 9 de dezembro de 2012
8. ↑ Silva, Carlos Marques da (7 de outubro de 2006). «Mineralização». Temas de
Paleontologia. Consultado em 9 de dezembro de 2012
9. ↑ Silva, Carlos Marques da (25 de setembro de 2006). «Moldagem». Temas de
Paleontologia. Consultado em 9 de dezembro de 2012
10. ↑ Sato, Paula. «Qual a importância da descoberta do fóssil Ida para o estudo da evolução
humana?». Nova Escola. Abril. Consultado em 9 de dezembro de 2012. Arquivado
do original em 23 de maio de 2009
11. ↑ Anelli, Luiz E., Rocha-Campos, A. C., Fairchild, Thomas R. & Leme Juliana
M.. Paleontologia: Guia de Aulas Práticas - Uma introdução ao estudo dos fósseis.
Universidade de São Paulo, Instituto de Geociências, 6ªEdição, 2010
12. ↑ Romano, P. S. R.; Riff, D. & Oliveira, D. R. Porque um "fóssil vivo" não pode existir:
dedução lógica através de abordagem sistemática In: Paleontologia: Cenários de Vida.
Rio de Janeiro: Editora Interciência. 2007. ISBN 978-85-7193-185-5 Disponível na
internet em arquivo pdf.
13. ↑ «Fósseis - réplicas». Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Consultado
em 9 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 28 de julho de 2011
14. ↑ Alistair Cameron Crombie (1990). Science, optics, and music in medieval and early
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79-6
15. ↑ Rudwick, M. J. S. (1985). The Meaning of Fossils: Episodes in the History of
Palaeontology. University of Chicago Press. p. 24.
16. ↑ Earth's History[ligação inativa], Paul R. Janke
17. ↑ da Vinci, Leonardo (1956) [1938]. The Notebooks of Leonardo Da Vinci. London: Reynal
& Hitchcock. p. 335.
18. ↑ «Georges Cuvier—Fossil discoveries». Consultado em 5 de agosto de 2017. Arquivado
do original em 25 de maio de 2014
19. ↑ Darwin, C (1859) On the Origin of Species. Chapter 10: On the Imperfection of the
Geological Record.
20. ↑ Schopf JW (1999) Cradle of Life: The Discovery of the Earth's Earliest Fossils, Princeton
University Press, Princeton, NJ.
21. ↑ Knoll, A, (2003) Life on a Young Planet. (Princeton University Press, Princeton, NJ)
22. ↑ Paul CRC and Donovan SK, (1998) An overview of the completeness of the fossil record.
in The Adequacy of the Fossil Record (Paul CRC and Donovan SK eds). 111–131 (John
Wiley, New York).
23. ↑ Fortey, Richard, Trilobite!: Eyewitness to Evolution. Alfred A. Knopf, New York, 2000.
24. ↑ Donoghue, PCJ; Bengtson, S; Dong, X; Gostling, NJ; Huldtgren, T; Cunningham, JA; Yin,
C; Yue, Z; Peng, F; et al. (2006). "Synchrotron X-ray tomographic microscopy of fossil
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