A história da Terra
e os seus espetaculares
mistérios
Liceu Amilcar Cabral
Assomada, 26 de abril de 2024
Trabalho Individual de Geologia
Temas principais:
Fósseis
Fossilização
Eras e períodos geológicos
Aluna: Edmara Kelissa Mendes Alves.
Ano letivo: 2023/2024
Trabalho solicitado pelo senhor professor: Francisco Abel Joaquim
12°CT1
Introdução
A história da Terra é uma narrativa fascinante que abrange bilhões de anos de mudanças
geológicas, evolução biológica e eventos catastróficos. Ao longo do tempo geológico, uma
infinidade de acontecimentos moldou o nosso planeta, desde a formação dos primeiros
continentes até o surgimento da vida complexa e a ascensão das civilizações humanas. Nesta
exploração, vamos mergulhar nos principais acontecimentos históricos da Terra, desde a
fossilização dos primeiros organismos até a divisão do tempo em eras e períodos geológicos, e
examinar como esses eventos moldaram a história do nosso planeta e influenciaram a vida
que nele habita.
O objetivo primordial deste trabalho é estimular a melhor compreensão e entendimento sobre
os conteúdos abordados.
Para a realização do mesmo, foi utilizado como método de preparação, a leitura atenciosa em
diversas fontes para que o trabalho fosse mais complexo e a interpretação minunciosa de cada
detalhe com o objetivo de filtrar quaisquer informações que possam ser de cunho duvidoso ou
enganoso.
Fósseis
Conceito
Os fósseis são estruturas importantes para a compreensão da história do planeta, bem como da evolução dos
seres vivos.
Fósseis são restos de animais e/ou plantas depositados ao longo de muitos anos e encontrados na superfície
terrestre. A formação deles ocorre por meio da ação de diferentes agentes, com destaque para as questões
climáticas do meio e as estruturas morfológicas dos materiais. A importância dos estudos dos fósseis está
atrelada à análise da evolução da vida no planeta ao longo dos anos.
Formação
Os fósseis são oriundos de matéria orgânica, como restos de animais e/ou plantas, ou, ainda, de vestígios de
atividades dos seres vivos, como pegadas que ficam preservadas ao longo de muitos anos na superfície
terrestre. Eles são encontrados em diversas superfícies, com destaque para as rochas formadas por processos
geológicos sedimentares.
A formação dos fósseis acontece pela atuação de processos naturais, com destaque para as condições
climáticas globais e as estruturas morfológicas dos seres vivos. Tradicionalmente, as estruturas mais
resistentes, como ossos e dentes, preservam-se com maior facilidade, especialmente em ambientes naturais
favoráveis, como gelo e âmbar.
O processo de fossilização é fundamental para entender a lógica de preservação do possível resto de animal
e/ou vegetal e, ainda, iniciar a datação da idade desse fóssil. A formação desses componentes também varia
conforme as características físicas, químicas e biológicas do ambiente, assim como fatores que podem
influenciar na sua conservação, especialmente questões naturais.
O ser vivo, nesse caso um dinossauro, após a sua morte, sofreu com a atuação de diversos agentes climáticos
e geomorfológicos. As estruturas mais resistentes do dinossauro em questão, como os ossos, ficaram
preservadas na superfície terrestre. Os processos de sedimentação encarregam-se de preservar essas
estruturas ao longo de milhares de anos, mesmo com a interferência de elementos do clima, do relevo, da
vegetação e até mesmo da hidrografia. Posteriormente, os fósseis são encontrados dispostos na superfície
terrestre, muitos deles com elevado nível de preservação de suas estruturas.
Localização dos fósseis
Os fósseis são encontrados em diferentes superfícies do planeta. Esses restos de animais e/ou vegetais são
encontrados tradicionalmente em rochas sedimentares, distribuídas em diversas formações geomorfológicas e
geológicas do planeta. Essas rochas são formadas prioritariamente pelo processo de sedimentação e
deposição de sedimentos, logo, são muito suscetíveis às ações naturais do meio, como as questões climáticas.
Tipologia dos fósseis
Fósseis são comumente classificados em dois grandes grupos conforme as suas características de formação.
São eles:
Somatofósseis: formados por meio de estruturas dos organismos, como ossos, cascos, dentes, troncos e
folhas.
Icnofósseis: formados por marcas de atividade, especialmente, animal, como pegadas, rastros e marcas de
dentes.
Por vezes podemos encontrar outras tipologias de fósseis, nomeadamente
fósseis de corpo (restos de partes do corpo de um organismo)
fósseis de vestígios (impressões ou rastros deixados por organismos, como pegadas ou fezes fossilizadas)
fósseis de moldagem (formados quando o organismo se decompõe e deixa um molde que é preenchido por
sedimentos)
fósseis de moldagem externa (quando a parte externa do organismo é preservada).
Importância
Os fósseis são importantes, pois são um registro histórico e biológico do conjunto de seres vivos que habitou o
planeta em tempos remotos. O estudo sobre eles permite a reconstrução do cenário ambiental global e, por
consequência, o melhor entendimento das espécies animais e vegetais que habitaram a superfície terrestre.
Ademais, esse estudo permite a identificação de estruturas morfológicas dos seres vivos do passado e, logo,
a análise do processo de evolução da vida no planeta. O estudo dos fósseis possibilita ainda
a compreensão das diferentes mudanças naturais registradas no planeta, com enfoque na dinâmica
ambiental.
Curiosidades
De entre as diversas curiosidades sobre os fósseis destacamos:
termo fóssil tem origem na língua latina, mais precisamente na palavra fossilis, que indica “tirado da
terra”.
São considerados fósseis os vestígios datados de 11 mil anos atrás, ou seja, oriundos do período
geológico anterior ao Holoceno.
A paleontologia é a ciência que estuda os fósseis. Ela é dividida em diversas áreas, como a
paleozoologia (estudo dos fósseis animais) e paleobotânica (estudo dos fósseis vegetais).
Os fósseis encontrados na superfície terrestre são comumente expostos em museus e centros de
história natural de diversas localidades do planeta.
Fossilização
Conceito
A fossilização é o processo pelo qual os restos ou vestígios de organismos mortos se transformam em fósseis
ao longo do tempo geológico. Envolve uma série de etapas que incluem o enterramento rápido do organismo,
a preservação de seus restos ou vestígios por sedimentos e minerais, e a subsequente transformação em
rocha.
Ou
Fossilização representa os diversos processos de transformação de restos ou vestígios muito antigos,
denominados fósseis. Os fósseis podem ser de origem vegetal ou animal por exemplo, as conchas, ossos,
dentes, troncos, folhas, pegadas, dentre outros. Através deles, podemos observar a evolução dos seres no
decorrer da história do planeta.
Assim, quando um organismo vivo morre, o processo natural é feito por meio da decomposição oriunda da
proliferação de bactérias e fungos. No entanto, os restos deste organismo podem permanecer no solo, por
exemplo, pelo soterramento desses vestígios que se sedimentam com o tempo, interrompendo assim, o
processo de decomposição.
Com o passar do tempo, esse fóssil que estava soterrado volta à superfície, sendo objeto de estudo de
diversas áreas: história natural, geologia, biologia evolutiva, arqueologia, paleontologia, dentre outras .
Tipologia
A fossilização é um processo muito lento, que pode durar milhões ou bilhões de anos, sendo também muito
complexo, pois envolve as condições climáticas, agentes físicos e químicos, bem como a morfologia dos
organismos envolvidos. De tal modo, dependendo dos fatores de atuação no organismo após sua morte, que o
transformou num fóssil, os principais tipos de fossilização são classificados em:
Mineralização: Também chamado de "permineralização", esse processo ocorre pelo envolvimento dos
minérios nos organismos, resultando na transformação da matéria orgânica por calcário, sílica, etc.; e
com isso, são preservados ao longo do tempo.
Mumificação: Também chamado de “conservação”, é considerado o mais raro dos processos de
fossilização, o qual mantém as partes duras e moles dos organismos. A mumificação pode ocorrer
através de uma resina vegetal denominada âmbar, que conserva restos dos animais, ou ainda, pelo
congelamento dos seres, tal qual ocorreu com os mamutes na era glacial.
Restos Rígidos ou Incrustação: Designa o tipo mais comum de fossilização, mediante as ossadas e
partes rígidas dos seres encontrados. É notável que só temos conhecimento da existência dos
dinossauros, através dos restos rígidos encontrados em diversas partes do mundo.
Marcas: Demostram os diversos tipos de vestígios deixados pelos seres vivos, sejam rastros, pegadas,
túneis, habitações, ovos, fezes (coprólitos).
Moldagem: equivalente à mineralização, no entanto, no processo de moldagem dos fósseis os
organismos desaparecem, mas permanece o molde (da estrutura interna ou externa), ou seja, uma
reprodução da parte rígida. É um processo muito comum, e geralmente são encontrados em pedras
ou rochas. Por sua vez, o processo de contramoldagem é reproduzido pelo preenchimento de
minérios no interior do molde.
Resumo (geral)
Os fósseis são constituídos de matérias orgânicas que ficam preservadas ao longo de muitos anos na
superfície terrestre.
Sua formação se dá pela atuação de processos naturais, como as condições climáticas globais e as
estruturas morfológicas dos seres vivos.
Os fósseis são comumente classificados em dois grandes grupos conforme as suas características:
somatofóssil e icnofóssil.
Sua importância se dá pelo registro histórico e biológico do conjunto de seres vivos que habitou o
planeta em tempos remotos.
Eras e períodos geológicos
Noções gerais
Por meio do estudo das rochas e dos organismos fossilizados, foi possível estimar a idade da Terra em 4,5
bilhões de anos. Com isso temos que o planeta como hoje o conhecemos, isto é, sua estrutura interna, suas
diferentes formas de vida, suas paisagens naturais e sua atmosfera, se desenvolveu por meio de processos
geológicos e biológicos que decorreram por extensos períodos. A essa escala temporal de bilhões e milhões de
anos atribui-se o nome de tempo geológico.
A divisão do tempo geológico se faz por meio de
Éons
Eras
Períodos
Épocas
Éon é a denominação de um grande período de tempo geológico, tão grande que chega ser praticamente
indeterminado.
Como a idade geológica da Terra é de aproximadamente 4,6 bilhões de anos, a melhor interpretação desta
passagem é feita pela transformação desses anos em quatro Éons:
Hardeano
Arqueano
Proterozoico
Fanerozoico
Uma Era geológica corresponde ao modo como os continentes e os oceanos se distribuíam e como os seres
vivos da Terra se encontravam.
Período geológico é uma divisão da Era.
Época é um intervalo menor de tempo dentro do Período.
Já a Idade corresponde a menor divisão do Tempo Geológico e tem a duração máxima de 6 milhões de anos.
Nota:
O tempo geológico é uma escala de tempo que abrange a história da Terra, desde sua formação até o
presente. Ele é dividido em eras, períodos e épocas, com base em eventos geológicos significativos,
mudanças na vida biológica e transformações ambientais.
As principais eras geológicas são: Pré-Cambriano, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. Cada era é
composta por vários períodos geológicos, que por sua vez são subdivididos em épocas.
Durante esses períodos, ocorreram importantes eventos geológicos, como a formação dos continentes,
a extinção em massa de espécies, a evolução da vida e mudanças climáticas significativas.
Conceito
As eras geológicas são, portanto, intervalos do tempo geológico que marcam uma série de eventos e
transformações do processo de formação da Terra. Cada era geológica é subdividida em períodos, e a
transição de uma era para a outra é marcada por fenômenos extremos ou de grande magnitude para o
planeta como um todo, a exemplo das extinções em massa e da formação de um supercontinente.
Ou
As eras geológicas são intervalos, no tempo geológico, de bilhões ou milhões de ano que indicam
acontecimentos importantes no processo de formação e desenvolvimento do planeta Terra. Elas aparecem
sistematizadas na tabela geológica, que indica a divisão completa dessa escala temporal.
Éons, eras geológicas e seus períodos
Para organizar os tempos geológicos e
assim levar a melhor compreensão.
A tabela geológica é a sistematização do
tempo geológico, resumindo suas
principais subdivisões e eventos. Sua
leitura é feita de baixo para cima.
Sabendo que os éons são divididos em eras, é necessário saber a disposição destes:
Éon Hadeano (que não é dividido em nenhuma era. Ele marca a primeira fase da Terra e é
caracterizado pela formação do Sistema Solar e termina com a formação das rochas mais antigas
preservadas na superfície terrestre. Em sua formação, a Terra resumia-se a material condensado
orbitando o Sol. Nessa passagem geológica, grande parte do planeta estava fundido. À medida que a
Terra esfriou, adquiriu a estrutura que conhecemos hoje, um núcleo de ferro, manto de silicato e
crosta externa fina.)
Éon Arqueano (esse período geológico começou a se formar quando a Terra havia esfriado, há 4
bilhões de anos.) É dividido em quatro eras:
Eoarqueana(3,8 a 3,6 bilhões de anos);
Paleoarqueana (3,6 a 3,2 bilhões de anos);
Mesoarqueana (3,2 a 2,8 bilhões)
Neoarqueana (2,8 a 2,5 bilhões de anos).
Nessas quatro Eras, a Terra ainda sofria com intenso bombardeamento de meteoritos.
Éon Proterozoico (este é o último estágio pré-cambriano, a 3,7 bilhões de anos aatrás. Seu fim é
marcado pela glaciação generalizada.) O Éon Proterozoico é dividido em três Eras:
Paleoproterozoica (de 2,5 a 1,6 bilhões de anos atrás)
Mesoproterozoica (de 1,6 a 1 bilhão de anos atrás)
Neoproterozoica (1 bilhão de anos a 542 milhões de anos)
Éon Fanerozoico (Este é o Éon em que vivemos e foi iniciado a 542 milhões de anos). Este é dividido
em três Eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica.
Algumas fontes admitem que existem apenas 5 eras:
Pré- Cambriana Arqueozoica
Pré- Cambriana Proterozoica
Paleozoica
Mesozoica
Cenozoica
Isso porque o Éon Hadeano não é constituido por nenhuma era. Para a melhor compreensão serão
abordados tópicos de acordo com os estudos que defendem que existem essas 5 eras referidas acima.
Era Pré-Cambriana (Arqueozoica e Proterozoica) e seus principais acontecimentos
O Pré-Cambriano abrange todo o intervalo temporal que precede o éon Fanerozoico, e inclui o Arqueozoico
(mais antigo) e o Proterozoico. O Pré-Cambriano é o intervalo de tempo mais extenso quando se considera a
formação da Terra, e teve duração aproximada de quatro bilhões de anos.
É marcado pelo princípio da composição estrutural do planeta, então caracterizado pelo vulcanismo intenso e
pelas elevadas temperaturas, o que se tornava impeditivo para o surgimento de vida. Gradativamente ocorreu
o resfriamento superficial, dando origem às primeiras formações rochosas. Surgem no Pré-Cambriano, mais
especificamente no Arqueozoico, os escudos cristalinos e as rochas magmáticas ou ígneas.
Os primeiros organismos vivos são identificados nessa era, os quais eram inicialmente unicelulares
procariontes, e, posteriormente, com o aumento do índice de oxigênio superficial, foi a vez do surgimento dos
eucariontes. Até o fim do Proterozoico, houve o desenvolvimento de formas de vida mais complexas, como
algas, bem como o depósito de minerais metálicos, a exemplo do ferro. Destaca-se também a composição das
primeiras rochas metamórficas nesse intervalo de tempo.
Era Paleozoica
A Era Paleozoica é compreendida entre 542 a 241 milhões de anos. Do grego, "paleo" significa "antigo" e
"zoica" é vida. Esta Era representa dois importantes acontecimentos da vida na Terra, sendo marcado pelo
primeiro registro seguro de animais com partes minerais - conchas e carapaças.
O segundo evento ocorre ao final, a 248,2 milhões de anos, quando ocorre a maior extinção em vida em massa
da Terra. A Era Paleozoica é dividida em seis períodos geológicos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano,
Devoniano, Carbonífero e Permiano.
Período Cambriano
Este é o primeiro período da Era Paleozoica e ocorreu entre 545 e 495 milhões de anos atrás. Nesse período, a
Terra já apresentava animais com exoesqueleto, além de microrganismos filamentosos. É o início da
exploração de vida abundante e diversificada.
Período Ordoviciano
O Período Ordoviciano durou de 495 a 443 milhões de anos. É quando aparece a fauna invertebrada e peixes
primitivos - sem mandíbulas e com pares de nadadeiras.
Ocorre a chamada explosão cambriana, com a definição da vida marinha e o aparecimento dos primeiros
organismos terrestres, que eram líquens e briófitas. Também ocorre a maior extinção em massa da Era
Paleozoica em decorrência da formação das grandes geleiras.
Período Siluriano
Ocorreu de 443 a 417 milhões atrás. Este período é marcado pela abundância de vida marinha e recuperação
da glaciação do período Ordoviciano.
A fauna é composta por peixes com mandíbulas, peixes de água doce e insetos como aranhas e centopeias. Já
a flora é marcada por plantas terrestres, que aparecem a primeira vez.
Período Devoriano
O período Devoriano foi iniciado a 416 milhões de anos e terminou em 359,2 milhões de anos. É chamado de
"Período dos Peixes". O mundo Devoniano foi povoado por, plantas e animais - a maioria extinta.
A vida terrestre também começa a ficar refinada, com o aparecimento de plantas vasculares, artrópodes e os
primeiros tetrápodes em águas rasas.
Período Carbonífero
O período Carbonífero durou de 354 a 290 milhões de anos e recebe este nome em decorrência das vastas
camadas de carvão que se estendem pelo norte da Europa, Ásia e América do Norte. É neste período
geológico que surgem os Montes Apalaches e as grandes florestas.
No período Carbonífero, os répteis adquirem a capacidade de reprodução interna com presença de ovos com
casca. Os mares tropicais passam a abrigar uma grande diversidade de vida, incluindo branquiópodes,
briozoários, moluscos e equinodermos.
Em terra, surgem os primeiros insetos alados e as plantas já portavam sementes. Havia samambaias, além de
plantas com tronco significativo.
Período Permiano
É o último período da Era Paleozoica e começou há 299 milhões de anos, terminando a 251 milhões de anos
atrás. Nesse período, a Terra era habitada por uma grande diversidade de insetos terrestres e vertebrados.
Entre os insetos estavam cigarras, piolhos, besouros, moscas, vespas e mariposas. Os continentes da Terra
estão agrupados em um único, Pangeia. O fim do período é marcado pela extinção em massa de 95% de toda
a vida na Terra.
Era Mesozoica
Era geológica Mesozoica se inicia quando há somente um continente na Terra, Pangeia. Durou entre 241
milhões e 65,5 milhões atrás, compreendendo os períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
Essa Era foi marcada por intenso vulcanismo e a fragmentação de Pangeia em dois continentes, Laurásia, ao
Norte, e Gondwana, ao Sul.
Período Triássico
O período Triássico começou a 251 milhões de anos e terminou a 199,6 milhões de anos. Entre a recuperação
da pior extinção em massa ao fim do período Permiano.
A vida, no Triássico, demora um tempo para se recuperar e a diversidade biológica é favorecida pelo calor, que
atingia até mesmo as regiões polares, e o clima quente e árido.
Surgem os primeiros dinossauros e mamíferos ovíparos, marcando o repovoamento do Planeta. Além dos
dinossauros, surgem os primeiros répteis voadores (os pterossauros), tartarugas, sapos e mamíferos.
Nos oceanos, invertebrados e corais evoluem para espécies novas. Aumenta a variedade de moluscos, tais
como mariscos e caracóis, surgem os primeiros tubarões e répteis marinhos.
Período Jurássico
O período Jurássico durou entre 205,7 e 142 milhões de anos atrás. A fauna neste período é bastante variada,
e as águas invadem os continentes formando grandes mares intercontinentais.
Entre os exemplares da fauna estão crustáceos, peixes com estrutura moderna, anfíbios e surgem as primeiras
aves e pequenos mamíferos marsupiais.
Os mares são preenchidos por imensa variedade de tubarões, peixes ósseos, crocodilos marinhos e outros
animais de todas as dimensões.
Os répteis se estendem por todo o domínio da Terra. É por isso que esse período foi batizado de “Era dos
Dinossauros”. Havia, ainda, moscas, borboletas e libélulas. Grande parte da Terra estava coberta de árvores e
plantas com flores.
Período Cretáceo
O mundo sofreu mudanças significativas durante o período Cretáceo, que entre 145,5 milhões e 65,5 milhões
de anos atrás. Este período é o apogeu dos dinossauros.
A Terra também era dominada por plantas como samambaias e plantas coníferas. A diversidade marinha é
grande e não há muitas diferenças na fauna registrada no período Jurássico.
As fraturas no continente Pangea são visíveis, os continentes assumem a conformação atual e essa condição é
fundamental para a mudança da vida na Terra.
Os dinossauros são extintos em decorrência da queda de meteorito de 10 quilômetros de diâmetro na
península de Yucatán, no México.
O evento deixou a Terra coberta de poeira durante meses e matou plantas, impedindo a fotossíntese,
exterminou os dinossauros.
Restaram entre os répteis somente crocodilos, lagartos e tartarugas. O período Cretáceo também é marcado
pelo surgimento dos mamíferos placentários
Era Cenozoica
Era Cenozoica é tempo geológico atual, iniciado há 65 milhões de anos. O termo vem do grego, kaines
(recente) e zoica (vida). É dividida entre os Períodos Paleogeno, Neogeno e Quaternário.
Período Paleogênico
O período Paleogênico começa há 65 milhões de anos e termina a 23 milhões de anos. É neste período que
aparecem os mamíferos modernos. A fauna, contudo, não difere muito da ocorrida no período Cretáceo.
O Paleogênico é dividido em três Épocas: Paleoceno, Eoceno e Oligoceno. É nessas épocas que ocorrem os
processo de formação das cadeias de montanhas da América Norte.
A fauna marinha exibe exemplares de de pelecípodes, gastrópodes, equinoides e foraminíferos. Como
remanescentes do Cretáceo, no planeta, existem lulas, polvos, tartarugas, cobras e crocodilos.
É neste período que surgem os pequenos mamíferos, ancestrais dos roedores atuais, mais precisamente na
Época Paleoceno.
A vida marinha vive intensa diversificação durante a Época Eoceno (58 a 33,9 milhões de anos atrás) quando,
também, as placas tectônicas estão estabilizadas.
As aves passam por importante diversificação. Aparecem os peixes ósseos e ancestrais de avestruzes,
rinocerontes, cavalos, baleias e peixes-boi.
No Oligoceno aparecem as primeiras formas de macacos e grandes primatas.Com a duração de 33,9 a 23
milhões de anos, o Oligoceno é marcado pelo desenvolvimento dos cães e de grandes felinos, como o tigre
dentes-de-sabre.
Período Neogênico
O Neogênico teve duração de 23 a 2,6 milhões de anos e foi dividido em duas Épocas: Mioceno e Plioceno.
A diversificação da fauna e da flora é intensa nessas duas Épocas. O Mioceno durou de 23 a 5,3 milhões de
anos e o Plioceno foi de 5,3 a 2,6 milhões de anos.
Nessas Épocas, surgem focas, leões marinhos e baleias. No ambiente terrestre, habitam mamíferos como
hienas, girafas, bovinos, ursos e mastodontes.
Ainda surgem no Mioceno – época mais longa da Era Cenozoica – os grandes mamíferos, como cavalos,
rinocerontes, camelos e antílopes. A variedade é favorecida pela mudança na circulação oceânica que
apresentou, ainda, evolução dos vertebrados marinhos.
A marca da Época Plioceno é o aparecimento de hominídeos, mais precisamente, o Australapithecus, na África
do Sul.
Período Quaternário
Este período iniciou há 2,6 milhões e alcança os dias atuais. No Quaternário as massas continentais já se
encontravam mais ou menos como são hoje. Possui duas Épocas: o Pleistoceno e o Holoceno.
Há um intenso desenvolvimento dos mamíferos, surge o Homo sapiens, ocorre maior diversidade da flora e da
fauna, além de intensas mudanças climáticas.
Época Pleistoceno
Nesta Época geológica ocorreram intensos períodos de glaciações e interglaciações, caracterizada por
períodos de frio extremo ou quente e seco e teve duração de 2,6 milhões a 11.700 anos.
O estudo desta Época é importante para a compreensão do rumo climático do Planeta Terra. É muito comum
pesquisadores, para estudar o Pleistoceno, irem à Antártida para obterem amostras de bolhas de ar desta
Época para análise da atmosfera do passado.
Nesta Época surge o Homo sapiens (350 a 200 mil anos atrás) que ocupou, ao longo do Quaternário, quase
todos os continentes do mundo.
Época Holoceno
Holoceno é o termo geológico que abrange os últimos 11,5 mil anos de história da Terra. Portanto, é quando
surge o homem.
O termo vem da combinação das palavras gregas holo (todo) e kainos (recente). Este é considerado o
momento geológico mais importante da Terra, com mudanças significativas no regime climático, que impacta
diretamente na consolidação do desenvolvimento biológico.
Datação das rochas
Geólogos determinam a idade de rochas através de um campo de estudo conhecido como geocronologia, que
envolve vários métodos para quantificar o tempo dos eventos geológicos e as taxas dos processos da Terra.
Compreender a idade das rochas é crucial para reconstruir a história da Terra, decifrar as condições
ambientais passadas e desvendar o evolução da vida em nosso planeta.
Existem dois tipos principais de métodos de geocronologia: datação relativa e datação absoluta.
A idade relativa não nos diz quantos milhões de anos a rocha tem. Ela nos informa que essa rocha é
mais antiga ou mais jovem que outra ou então se ela se formou antes ou depois de um determinado
evento geológico.
Isso é feito com base em alguns princípios. Princípio é um ponto de partida, uma referência de certo modo
inquestionável sem a qual não se pode avançar, em ciência, com qualquer segurança.
1. Princípio da superposição
2. Princípio da horizontalidade original
3. Princípio da continuidade lateral original
4. Princípio das relações de interseção
A idade absoluta pode ser determinada de duas maneiras: pelo conteúdo fossilífero ou pela datação
radiométrica, que utiliza a radioatividade natural das rochas. Se a rocha contém fósseis, sua idade será
a idade desses fósseis. Isso é muito simples, mas é um método com enormes limitações. Nem toda
rocha contém fósseis; as ígneas, por exemplo, nunca os têm. E, mesmo quando a rocha contém restos
ou vestígios de animais ou plantas, eles podem ser de difícil obtenção.
Outro problema é que alguns fósseis viveram durante um período de tempo muito grande, portanto o
intervalo possível para a formação da rocha em que estão é muito amplo e de pouca utilidade. Por isso, são
muito importantes os chamados fósseis-índices. São seres vivos que viveram durante um período de tempo
curto (em termos geológicos) e em amplas áreas do planeta. Desse modo, são relativamente fáceis de
encontrar e, quando descobertos, sabe-se que a rocha em que estão tem uma idade que está num intervalo
de tempo não muito amplo. São fósseis-índices, por exemplo, trilobitas, foraminíferos, graptolitos e amonitas.
Para superar as grandes limitações da datação pelo conteúdo fossilífero, usa-se a datação radiométrica, que só
se tornou possível quando, há cerca de 100 anos, descobriu-se a radioatividade. Radioatividade é o processo
de desintegração espontânea de átomos de alguns elementos químicos encontrados na natureza. Toda
matéria é formada de átomos e os átomos são constituídos de um núcleo – onde existem prótons e nêutrons
– e de elétrons – que giram em torno desse núcleo.
Os elementos químicos radioativos emitem uma radiação que pode ser de três tipos: dois prótons e dois
nêutrons – como o núcleo do elemento hélio (radiação alfa) -, elétrons (radiação beta) ou uma radiação
eletromagnética – semelhante aos raios X (radiação gama). Com a emissão dessas radiações, os átomos
originais, radioativos, transformam-se em átomos de outro elemento, estáveis, isso é, não radioativos.
Sabendo-se a velocidade com que esse processo ocorre, determina-se a quantidade do elemento formado
pela radioatividade e, assim, determina-se há quanto tempo o processo está ocorrendo naquela rocha. Esse
tempo será sua idade
Conclusão
À medida que refletimos sobre os grandes acontecimentos históricos da Terra, fica
claro que nosso planeta é um palco de mudanças contínuas e transformações
monumentais. Desde os primeiros vestígios de vida registrados nos fósseis mais
antigos até os eventos catastróficos que moldaram a paisagem e a vida ao longo
dos tempos geológicos, a história da Terra é uma tapeçaria rica e complexa de
eventos interligados. Ao compreender e apreciar esses acontecimentos, podemos
ganhar uma nova apreciação pela beleza e pela fragilidade da vida na Terra e ser
inspirados a proteger e preservar nosso planeta para as gerações futuras