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ALIMENTOS FUNCIONAIS – PARTES I E II

27-09-2007

NUTRIÇÃO – ALIMENTOS FUNCIOINAIS – ALIMENTOS


NUTRACÊUTICOS –

Alimentos Funcionais – parte I


Albérico Aureliano Tejo
Antônio Almeida
Cláudia Jacqueline Mendes dos Santos
Débora de Cássia Silva
José Adriano de Oliveira
Míriam Gabrielle Barros de Oliveira
Sérgio Alexandre de Medeiros Alas*

* Alunos de Graduação em Nutrição da Faculdade do Vale do


Ipojuca – FAVIP,
sob a orientação da Professora Karina Correia da Silveira

Neste Artigo:

- Introdução
- Fibra Alimentar (FA)
- Prebióticos e Probióticos
- Efeitos atribuídos aos Probióticos e Prebióticos

Introdução

Os alimentos funcionais estão cada vez sendo mais consumidos por


que além de fornecerem nutrientes necessários ao organismo
possuem propriedades especiais, relacionadas com a promoção da
saúde, podendo reduzir os riscos das doenças, principalmente as
crônicas, que mais acometem as populações mundiais como o
câncer, obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus e doenças
cardiovasculares.

Nos últimos anos a ciência da nutrição tem tomado outro rumo,


novas fronteiras se abrem ligando a nutrição e medicina com o
surgimento de alimentos funcionais. O termo funcionalidade
significa a propriedade do alimento que vai além de fornecer
nutrientes. É um conceito até certo ponto novo e que tem variados
alcances e uma vasta nomenclatura: nutracêuticos, alimentos de
desenho, alimentos para uso médico, alimentos para uso saudável,
entre outras.

O consumo desses alimentos vem aumentando bastante, como


resultado de uma preocupação individual com a saúde. Porém,
alguns alimentos não possuem ação científica comprovada, devido
à grande variedade de alimentos existentes e às inúmeras etapas
de avaliações necessárias para comprovar seus efeitos.

As doenças crônicas que mais preocupam, principalmente os


países desenvolvidos, estão muitas vezes associadas com a dieta:
câncer, obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares. No
entanto, devido à complexidade dessas citadas inter-relações entre
os componentes dos alimentos, traçar uma relação de causa e
efeito inequívoca e definitiva é praticamente impossível. Os
alimentos funcionais correspondem a aproximadamente 7% do
mercado mundial de alimentos. Assim, neste primeiro artigo sobre
os alimentos funcionais, procuramos abordar alguns alimentos
funcionais que tem sua atividade razoavelmente estudada.

Fibra Alimentar (FA)

FA é a parte comestível de plantas ou carboidratos análogos, que


são resistentes à digestão e à absorção no intestino grosso de
seres humanos. A FA inclui polissacarídeos, oligossacarídeos,
lignina e substâncias associadas de plantas. A FA promove efeitos
fisiológicos benéficos, facilita a evacuação, diminui o colesterol
sanguíneo e a glicose sanguínea.

Alguns componentes dessas fibras são denominados prebióticos,


chegando intactos ao intestino grosso, sem ter sofrido nenhum tipo
de degradação ou absorção, e lá são metabolizados seletivamente,
por um número limitado de bactérias denominadas benéficas. Estas
são assim chamadas, pois alteram a microbiota do cólon, gerando
uma microbiota bacteriana saudável, capaz de induzir efeitos
fisiológicos importantes para a saúde.

Pesquisas realizadas nos últimos 25 anos demonstraram que os


efeitos das fibras, sobre o trato gastrintestinal, têm importantes
conseqüências metabólicas que podem resultar em redução do
risco de doenças como câncer, diabetes mellitus (tipo 2) e doenças
cardiovasculares.
A Fibra Alimentar, também atua das seguintes formas:

• Reduz os níveis de colesterol plasmático e das lipoproteínas


de baixa densidade (LDL – colesterol), sendo que somente as
fibras com alta viscosidade apresentam essa característica.
• Reduzindo a velocidade de esvaziamento gástrico pelo
aumento do nível de um hormônio chamado colecistoquinina
(CCK), auxiliando numa menor absorção da glicose e das
gorduras, pois essa absorção é feita de modo mais lento,
sendo associado a um melhor controle glicêmico, em
pacientes diabéticos.
• Melhora as funções do intestino grosso por meio de redução
de tempo de trânsito, aumento do peso e freqüência das
fezes.
• Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produzidos pela
fermentação da FA no intestino, estão associados à
manutenção da mucosa do intestino, sendo um fator de
proteção contra o câncer de cólon.

As principais fontes de fibras são grãos (aveia, cevada e centeio),


Frutas (maçã, limão, laranjas, lima), vegetais, legumes e tubérculos.

Prebióticos e Probióticos

Os prebióticos e os probióticos são atualmente os aditivos


alimentares, que compõem os alimentos funcionais, estando
geralmente presentes em produtos como iogurtes naturais ou
industrializados. Prebióticos são componentes alimentares não
digeríveis, que afetam beneficamente o hospedeiro, por
estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de bactérias
habitantes normais do intestino grosso. Adicionalmente, o prebiótico
pode inibir a multiplicação de patógenos, garantindo benefícios
adicionais à saúde do hospedeiro. Esses prebióticos são fibras
como a inulina e o fruto oligossacarídeo, ingeridas na dieta e
fermentadas no intestino pela microbiota intestinal. As principais
fontes de inulina e oligofrutose, empregadas na indústria de
alimentos são a chicória (Cichorium intybus) e a alcachofra de
Jerusalém (Helianthus tuberosus).

Os probióticos são microrganismos vivos, administrados em


quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do
hospedeiro. A influência benéfica dos probióticos, sobre a
microbiota intestinal humana, inclui fatores como efeitos
antagônicos, competição e efeitos imunológicos, resultando em um
aumento da resistência contra patógenos.

Efeitos atribuídos aos Probióticos e Prebióticos

Os benefícios à saúde conferidos pelos probióticos são: Controle da


microbiota intestinal; estabilização da microbiota intestinal após o
uso de antibióticos; promoção da resistência gastrintestinal à
colonização por patógenos; diminuição da população de patógenos
através da produção de ácidos acético e lático, de bacteriocinas e
de outros compostos antimicrobianos; promoção da digestão da
lactose em indivíduos intolerantes à lactose; estimulação do sistema
imune; alívio da constipação; aumento da absorção de minerais e
produção de vitaminas. Embora ainda não comprovados, outros
efeitos atribuídos a essas culturas são a diminuição do risco de
câncer de cólon e de doença cardiovascular.

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24 de setembro de 2007

Alimentos Funcionais – parte II


Albérico Aureliano Tejo
Antônio Almeida
Cláudia Jacqueline Mendes dos Santos
Débora de Cássia Silva
José Adriano de Oliveira
Míriam Gabrielle Barros de Oliveira
Sérgio Alexandre de Medeiros Alas*

* Alunos de Graduação em Nutrição da Faculdade do Vale do


Ipojuca – FAVIP,
sob a orientação da Professora Karina Correia da Silveira

Neste Artigo:

- Soja
- Alho
- Vinho
- Tomate e cebola
- Feijão
- Considerações finais
- Referências Bibliográficas

Soja

No Brasil é o alimento que mais oferece possibilidades para o


desenvolvimento dos produtos funcionais. A soja está tendo uma
considerável atenção, devido à qualidade e quantidade de proteína,
sendo considerada um ótimo alimento de origem vegetal. Já é
comprovado que seu consumo, em grande quantidade, baixa a
incidência de doenças cardiovasculares, osteoporose, sintomas da
menopausa e certos cânceres (mama, próstata e cólon).

Foi observado que mulheres que vivem nos países asiáticos,


consomem de 30 a 50 vezes mais produtos de soja que as
ocidentais, e foi registrada uma diferença da excreção urinária de
isoflavonas (componente ativo presente na soja, semelhante ao
estrogênio humano, chamado de fitoestrógenos), entre as
ocidentais e as mulheres orientais que era surpreendente: Enquanto
se constatou ema excreção de 2000 – 3000 nmol/24h de
isoflavonas nas orientais e nas ocidentais a excreção foi em torno
de 30 –40 nmol/24hs, sendo verificada o consumo de 50 – 100
mg/dia nos orientais e menos de 1 mg/dia nas ocidentais.

A partir de 38 estudos clínicos, comprovou-se o efeito benéfico das


proteínas da soja sobre os lipídios séricos. Os pesquisadores
concluíram que são necessárias, no mínimo, 25g de proteína de
soja/dia para reduzir os níveis de colesterol total, LDL e triglicérides.
Sendo assim foi reconhecido que todos os produtos que tenham
mais de 6,25g de proteína de soja/porção "reduzem o risco de
doença cardiovascular". Os fitoestrógenos são biologicamente
ativos nas mulheres e nos homens, inibindo células tumorais. Na
soja há também as isoflavonas, que têm uma atividade antioxidante.
Estudos mostram que quando esses dois componentes estão
juntos, combinados em uma quantidade adequada, é possível
reduzir o risco ou prevenir doenças como as cardiovasculares,
osteoporose, certos tipos de câncer como de mama e próstata,
além de amenizar os sintomas da menopausa, principalmente as
ondas de calor.

Atualmente existem estudos avaliando o papel da genisteína (uma


isoflavona da soja) em melhorar a função cognitiva (memória,
raciocínio, concentração, etc) e prevenir doenças
neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer. As isoflavonas da
soja podem agir de três diferentes formas: como estrógenos e anti-
estrógenos; como inibidores de enzimas ligadas ao
desenvolvimento do câncer e como antioxidantes.

A proteína de soja é considerada a de melhor qualidade entre as


proteínas vegetais, assemelhando-se muito às proteínas da carne.
Além do excelente conteúdo de proteínas de alta qualidade, a
vantagem de se utilizar a carne de soja, em relação às carnes em
geral, está no baixo conteúdo de gorduras saturadas do alimento,
na ausência de colesterol e no alto teor de fibras. A única
desvantagem fica por conta do menor conteúdo de ferro e ausência
de vitamina B12, nutriente encontrado somente em alimentos de
origem animal. A fervura, o cozimento e a tostagem não trazem
grandes prejuízos nutricionais. Além disso, o processamento
térmico é importante, para inativar fatores anti-nutricionais
presentes no grão e para inativar também a ação de enzimas
(lipoxigenases), que dão à soja um sabor desagradável.

Alho

Pesquisas têm demonstrado efeitos, principalmente em relação a


sua atividade imuno estimulante, antiaterosclerótica,
anticancerígena, normalizadora da pressão arterial, promotora da
atividade fibrinolítica (ou seja, da cicatrização) e inibidora da
agregação plaquetária e antimicrobiana. Embora alguns dos
resultados ainda sejam conflitantes, devido às falhas
metodológicas, as evidências sugerem resultado positivo contra
várias enfermidades.

Atualmente seu poder terapêutico é reconhecido pelo ministério da


saúde. Além de seu uso culinário, nas mais variadas culturas, desde
a antiguidade, é usado como medicamento para as mais variadas
moléstias. Os estudos científicos identificaram a presença de vários
compostos que agem terapeuticamente, no tratamento de
parasitoses, desconforto gastrintestinal, dislipidemias, verminoses
intestinais, na doença hipertensiva, cardiovascular, câncer, além
das atividades antiinflamatórias, antimicrobiana, e antiasmática.

Estudos epidemiológicos e experimentais evidenciam a ação


anticarcinogênica do alho, principalmente devido à presença dos
seus componentes sulfurados. Foi comprovada que a atividade dos
leucócitos, de pessoas alimentadas com alho, é 139% superior do
que a dos leucócitos de pessoas que não incluíam o alho em sua
alimentação. Esta proteção parece ser resultado de vários
mecanismos: bloqueio da formação de compostos nitrosaminas,
proteção hepática contra substâncias carcinogênicas, supressão da
bioativação de vários carcinogênicos, aumento do reparo do DNA e
redução da proliferação celular. Possivelmente vários desses
eventos, ocorrem simultaneamente e a ação dos componentes
sulfurados parece ser influenciada por diversos componentes da
dieta

Vinho

As bebidas possuem compostos antioxidantes, tornando-se


atrativas na prevenção de doenças, especialmente o vinho tinto, o
qual contém os polifenóis. O suco de uva e o vinho tinto contêm os
compostos fenólicos, presentes nos fitoquímicos, que apresentam
uma elevada atividade antioxidante. Os antioxidantes, bloqueadores
de radicais livres, são os principais agentes inibidores da
carcinogênese. Vários estudos mostram que o consumo de bebidas
alcoólicas diminui a agregação plaquetária, sendo que os fenólicos
do vinho também inibem a oxidação do LDL. O consumo moderado
de álcool, associado às DVC, em pacientes com diabetes utilizando
o vinho tinto, juntos às refeições, não causa nenhum dano.

Tomate e cebola

Na atualidade, o consumo do tomate têm aumentado cada vez


mais, principalmente entre os da faixa etária acima de 40 anos, por
motivos que vão além de suas características organolépticas, mas,
sobretudo devido as propriedades funcionais deste alimento. Está
comprovado pela ciência, que o pigmento licopeno (que confere a
cor vermelha ao tomate quando maduro) que é um tipo de
carotenóide da família dos terpenos, e confere a propriedade
funcional ao tomate, assim como outros pigmentos presentes como
os flavonoídes.

O licopeno, segundo estudos científicos atuais, possui atributos


como o de ser anticarcinogênico e antioxidante, o seu efeito
antioxidante consiste em poder inibir a ação dos radicais livres,
produtos das reações do organismo, sendo os lipídeos e demais
fluídos corporais protegidos da ação deletéria dos radicais livres,
evitando a oxidação das células e conseqüentes patologias
associadas. Conforme ensaios clínicos, muitos já conclusivos, têm-
se observado que um consumo regular de tomate, pode diminuir a
incidência de neoplasias principalmente do esôfago, intestinos,
estômago, bexiga, colo uterino, pele e até pulmões.
Outro importante guardião da boa saúde é o tubérculo cebola,
planta hortense originada do bulbo é largamente utilizada em
temperos e saladas cruas temperadas, com sabor e aroma bem
característicos. A cebola, assim como a chicória, soja, alho, aspargo
e banana, possuem os oligossacarídeos que fazem parte de um
grupo composto ainda de frutooligossacarídeo e inulina (citados
anteriormente em prebióticos e probióticos) verdadeiros auxiliares
da saúde. Devemos ainda atinar para outra substância encontrada
na cebola, de fundamental importância funcional, a alicina, que é
antibiótica, atua na oxidação das vitaminas do complexo B e na sua
absorção, baixa os níveis lipídicos, controla a pressão arterial,
aumenta as defesas imunológicas e inibe a ação das nitrosaminas
(resultantes dos nitratos e nitritos, aditivos utilizados na indústria de
alimentos para os embutidos) que são potencialmente
carcinógenos.

Feijão

O consumo, em quantidades de média a alta, de feijão, está sendo


associado à diminuição do desenvolvimento de doenças como o
diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. Acredita-se
que esse efeito benéfico seja devido à presença de metabólitos
secundários nessa leguminosa, os fitoquímicos.

Considerações finais

O conceito sobre os alimentos funcionais vêm significando, desde


simples alimentos com substâncias protetoras, até produtos
caracterizados como "suplementos alimentares". Aqui no Brasil o
alimento ou ingrediente, que alegar propriedades funcionais ou de
saúde pode, além de funções nutricionais básicas, quando se tratar
de nutriente, produzir efeitos metabólicos e ou fisiológicos benéficos
à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão
médica. Os principais mecanismos de ação e os respectivos efeitos
benéficos dos diversos alimentos funcionais são: atividade
antioxidante e proteção de órgãos vitais (fígado, cérebro, rins,
sistema cardiovascular); modulação de enzimas de detoxificação de
xenobióticos (compostos tóxicos); diminuição da agregação
plaquetária e do risco de trombose e aterosclerose; alterações no
metabolismo do colesterol e diminuição do risco de aterosclerose;
controle nas concentrações de hormônios esteróides e do
metabolismo endócrino; redução da pressão sanguínea; efeitos
antibacterianos e antivirais; atividades anti-inflamatórias; efeitos
anticancerígenos.
Uma vida saudável está relacionada não somente com os alimentos
que são ingeridos, mas faz parte de todo um contexto, no qual estilo
de vida, hereditariedade e a interferência do meio têm cada um o
seu peso. Não podemos considerar os alimentos funcionais
milagrosos, mas sim como parte desse contexto em que visa a
prevenção de doenças.

Palavras-chave: alimentos, funcionalidade dos alimentos,


nutracêuticos.

Referências Bibliográficas

- COLLI, C.; SARDINHA, F.; FILISETTI, T.M.C.C. Alimentos Funcionais. In:


CUPPARI, Lílian. Nutrição: nutrição clínica no adulto. 2ª Edição, Editora
Manole, p. 71-87.

- FERRARI, C. K. B.; SILVA, E. A. F. Alimentos funcionais: Melhorando a


nossa saúde, disponível em www.scielo.com.br , acessado em 15 de
novembro de 2006.

- SAAD, S. M. I.. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras.


Cienc. Farm., Mar 2006, vol.42, no.1, p.1-16. Disponível em www.scielo.br,
acessado em 15 de novembro de 2006.

- MARCHIORIL, V. F. Propriedades funcionais do alho, disponível em


www.scielo.br , acessado em 15 de novembro de 2006.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc. 27 de setembro de 2007

Fonte:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=5145&LibCa
tID=5&fromhome=yes

Alimentação com grãos integrais pode ajudar a prevenir artrite

27 de setembro de 2007 (Bibliomed). Os benefícios para a saúde dos


grãos integrais, como aveia, semente de linhaça, farelo de trigo,
gérmen de trigo e gergelim, vão além do coração, ajudando a
reduzir o risco de condições inflamatórias como a artrite, segundo
pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

De acordo com especialistas os grãos integrais, além de serem


ricos em fibras, vitaminas e minerais, possuem propriedades que
ajudam a prevenir uma série de doenças, principalmente
cardiovasculares. A nova pesquisa sugere que esses alimentos
podem também reduzir inflamações, ajudando a prevenir doenças
como a artrite, doença inflamatória crônica que afeta as
articulações.

Em um estudo que envolveu quase 42 mil mulheres na pós-


menopausa, com idades entre 55 e 69 anos, os especialistas
observaram que aquelas que comiam mais grãos integrais eram
33% menos propensas de morrer de uma doença inflamatória, em
um período de 15 anos. Os resultados foram publicados na revista
científica American Journal of Clinical Nutrition.

Na pesquisa, as mulheres preencheram questionários sobre sua


alimentação e estilo de vida. Entre aquelas que comiam 11 ou mais
porções por semana o risco de morte por artrite, por exemplo, era
um terço menor do que aquelas que raramente consumiam esses
grãos. Por isso, os pesquisadores recomendam às pessoas
"incorporar mais alimentos com grãos integrais de qualquer tipo em
suas dietas".

Fonte: Pharmacy Times – Agosto 2007

Maçãs e peixes – boa opção para evitar doenças alérgicas no


bebê

27 de setembro de 2007 (Bibliomed). Uma boa alimentação é uma


recomendação essencial para todas as pessoas, especialmente
para as gestantes. Uma nutrição adequada garante, tanto para a
futura mamãe quanto para seu bebê, a possibilidade de um parto
adequado e um bom peso ao nascer, além de um risco menor de
complicações e doenças.

Mas, será que a alimentação na gestação poderia interferir de forma


negativa na saúde do bebê, a ponto de ocasionar doenças
alérgicas, como a asma? Foi pensando nessas questões que
pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, e outros
colaboradores, desenvolveram um estudo publicado na revista
médica Thorax.
Aproximadamente 1.250 crianças, com cinco anos de idade, foram
avaliadas na pesquisa. Os investigadores avaliaram em especial a
ocorrência de asma e de eczema, um tipo de doença de pele
decorrente de alergia. Suas mães foram entrevistadas por meio de
um questionário, a fim de se descobrir se alguns alimentos
ingeridos por elas, durante a gravidez, como frutas, cereais,
gorduras, peixes, entre outros, poderiam estar associados ao
desenvolvimento de doenças alérgicas.

De acordo com os resultados, nenhum alimento ingerido pela


mulher durante sua gravidez esteve relacionado ao surgimento de
doenças alérgicas nas crianças analisadas. Contrariamente, uma
descoberta chamou a atenção dos pesquisadores: o consumo de
peixe e de maçã pelas mães parece ter um papel de proteção
contra o desenvolvimento de doenças alérgicas em seus filhos.

Os dados encontrados só fortalecem a importância de uma nutrição


balanceada e saudável durante a gestação. Um passo importante
para a futura mamãe e também para o seu bebê.

Fonte: Thorax 2007; 62: 772 – 778

Internet pode ser útil para tratar a dor crônica e stress laboral

27 de setembro de 2007 (Bibliomed). O advento da internet, na


segunda metade do século passado, trouxe inegáveis facilidades e
benefícios para a população. A massificação do uso de
computadores permitiu o acesso de grande parcela de indivíduos a
informações variadas, inclusive sobre saúde. A exploração positiva
da internet envolve atualmente a realização de conferências e
consultas on line, a busca por inovações e avanços no diagnóstico
e condução de doenças, dentre outros aspectos.

Um programa da internet, que orienta a reabilitação de enfermos


portadores de dor crônica e/ ou síndrome do esgotamento
profissional (burnout), foi avaliado por um pesquisador sueco da
Uppsala University, que publicou um estudo na revista International
Journal of Rehabilitation Research, em Setembro de 2007. O
programa apresenta duração de 20 semanas, baseando-se em 19
filmes acerca de diferentes temas relacionados a práticas que
garantam melhora da capacidade produtiva, reabilitação profissional
e incremento nos indicadores de saúde individual.

Após um ano da participação no programa, 25 indivíduos


responderam a um questionário sobre sua condição atual no
trabalho. Durante o mesmo período, o mesmo número de
participantes recebeu terapia convencional. Os resultados
apresentados revelaram que não houve diferença dentre os grupos,
quanto aos níveis de saúde e estresse profissional. Por sua vez, a
complementação da terapia através do programa de reabilitação
oferecido pela internet resultou em melhora da capacidade
produtiva em 52% dos participantes, em comparação com apenas
em 13% dos que receberam somente o tratamento convencional.

O programa de reabilitação, fornecido pela internet, para


complementação do tratamento de indivíduos portadores de dor
crônica ou da síndrome de burnout, é útil garantindo um incremento
da capacidade laborativa desses indivíduos.

Fonte: Int J Rehabil Res. 2007; 30 (3): 231 – 234 (Sep).