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Universidade de São Paulo – Escola de Artes Ciências e Humanidades ACH3747 – Prof. Dr. Carlos Sixirei. Análise comparativa: La Virgen de los Sicarios x Cidade de Deus. Por Yuri Fraccaroli

1. Introdução O filme “La Virgen de los Sicarios”, em português, algo próximo de Nossa Senhora dos matadores, retrata a realidade social e política da Colombia nos anos 90, auge de uma crise causada pelo narcotráfico e sua decorrente violência. O local específico da película é a cidade de Medellín, que neste período já é chamada de “Metrallazo” (em alusão a metralhadoras) devido aos altos índices de violência e impunidade. Para que se possa ter uma breve caracterização das condições deste período, cito o índice de homicídios na cidade de Medellín: 360 a cada 100 mil habitantes. Baseado no livro de Fernando Vallejo, a produção de Barbet Schroeder teve seu roteiro escrito pelo próprio autor. Utilizando técnicas para adicionar realidade ao filme, como a contratação de artistas desconhecidos (assim como em “Cidade de Deus” de Meirelles) e o uso de câmeras digitais, o filme adquire fortes contornos de realidade, efeito que remete o espectador a uma proximidade da situação demonstrada. Fernando Vallejo nasceu em Medellín em 1942 e se mudou para o México em 1971, onde vive até hoje com David Antón, ator e cenógrafo. Descrever a vida de Vallejo é um tanto complicada: homossexual, licenciado em Biologia na Universdade Javeriana e estudante da Escola Experimental de Cinecittà, escritor de nove romances, três livros de ensaio, entre outras obras. Fortes crítico de seu país de origem, naturalizado mexicano e ferraz crítico da Igreja Católica e qualquer tipo de puritanismo – o que se pode perceber em diversas passagens do filme “La Virgen de Los Sicarios”, como por exemplo, a parte em que Fernando e Alexis estão em uma igreja e o jovem diz: “não confunda o cheiro de maconha com incenso”. O romance “La Virgen de Los Sicarios” não possui sem razão proposital o protagonista com o nome Fernando e com várias outras características similares com o autor, como a profissão de escritor e paixão pelo espanhol. Segundo Vallejo, a obra faz parte de um ciclo auto-biográfico dele, no qual ele juntou aproximadamente 20 a 30 regressos a Colombia, regressos nos quais houve certo desconforto decorrente do conflito memórias x realidade:

Nunca la pensé así. Lo que quise contar en La virgen de los sicarios es la historia de un hombre que vuelve a Colombia después de 20 o 30 años y lo encuentra todo cambiado. Ese viaje es el resumen de 20 o 30 regresos míos a Colombia. (El País, 2006)

Vallejo não teve a intenção de demonstrar a Colombia por meio desta metáfora que o autor criou de sua vida, e sim demonstrar este choque que a violência causou no seus reecontros com o

país. Cenas de desilusão política, críticas aos sindicatos, o choque com o poder do tráfico de drogas, a hipocrisia de parcela da população, entre outros aspectos – todos os traços sentidos pelo autor. A hipocrisia fundamentada em moralismos e princípios religiosos são outro grande alvo da crítica de

Vallejo: ¿Y para qué está la literatura? Para molestar, porque me gusta molestar a los hipócritas.(El País, 2006).

Diferentemente da impressão que se tem, o autor colombiano não coloca separadamente a Colombia como a destruição de todos os pontos de humanidade, e sim o próprio mundo. Aqui já se percebe também que a intenção do livro (quer será também da do filme) não é a de mostrar um relato de violência, embora o faça, se distanciando da intenção do filme “Cidade de Deus”. Em “A Virgem dos Sicarios” não há um culpado para a situação – não é a falta de governo, de políticas públicas, de sociedade ou qualquer outro aspecto – a própria crueldade humana é demonstrada, como o ser humano pode se adaptar a diferentes situações e se acostumar a elas. Dirigindo-me agora a direção do filme, detalha-se um pouco da vida e carreira de Barbet Schroeder. Assim como Vallejo, Schroeder também sofreu processo de naturalização. Nascido no Irã, espeficamente em Teerã, estudou filosofia na Universidade de Sorbonne, cresceu na Àfrica Central e entre os 7 e 11 anos viveu na Colombia, país o qual irá filmar futuramente em “La Virgen de Los Sicarios”. Possui vários trabalhos destacados, inclusive alguns dos mais importantes filmes do chamado “French Nouvelle Vague's”. Alguns apontam que a parceria entre o diretor e o autor foi um êxito devido a amizade que foi criada entre os dois, que possuem certas caracterísitcas de suas vidas muito similares. Oriento o comentário deste filme em algumas frentes, tendo como fim (objetivo) a comparação desta produção com o filme “Cidade de Deus”, que retrata a violência do morro carioca uma década antes do tempo em que se passa o filme colombiano. Por meio de comparações, utilizando seção anterior elaborada sobre o filme brasileiro, espera-se obter alguma espécie de relação entre os filmes e o estudo da violência, expressada em ambos de formas distintas. Considerando também a complexidade dos fatos históricos, pretendo simplificar a comparação realidade-filme, uma vez que a violência na Colombia não é apenas fruto da disparidade social, pobreza ou tráfico:

[…] violence in Colombia cannot be explained as a simple function of poverty, social fragmentation, or the drug trade. Instead […] Colombia's violence seems to be a result of several other factors, central among them the inability of working people to develop powerful collective organizations able to transfer social demands into the political arena. (Yepes, 2001, p.39)

Ou seja, confrontamos uma realidade que é demarcado por vários fatores, sendo um deles a falta de representação política, o que fica claro por diversas vezes no filme, principalmente quando

o jovem Alexis dispara tiros contra o presidente do país que fala na televisão e Fernando o aplaude. Os principais pontos do filme que pretendo comparar com “Cidade de Deus” são a proximidade do filme com o espectador, o desfecho de cada filme, a violência e suas diversas retratações e características, a questão de um poder externo e a organização deste narcotráfico.

2. Violência: aspectos gerais. A questão da violência nos dois filmes aparece de forma distinta. Em “Cidade de Deus”, a violência se encontra restrita a um determinado reduto habitado por certa classe social – há uma forte relação entre a condição social e econômica e o poder paralelo que vai se estabelecendo. A própria origem do problema do conjunto habitacional decorre de um problema de ordem pública: o temporal que assola um bairro e provisoriamente os moradores desta região são deslocados para o que seria um condomínio para servidores públicos. A ocupação permanente e o descuido das autoridades públicas fazem com que este núcleo populacional vá se expandindo, ignorando qualquer tipo de planejamento ou visão de longo prazo – a vinculação da violência com um processo de urbanização mal planejado e descaso do poder público é inevitável. Na ausência do poder público, o morro desenvolve seu próprio código de conduta e princípios que o estabelecem, assim como sua própria economia e divisão social. A violência, como foi apontado em comentário individual sobre o filme, passa a ser a maneira de se impor neste mundo sem regras formais dominado por uma lógica de capitalismo, porém, mesmo com todo o caos gerado por guerras de traficantes, miséria e problemas sociais, ainda há uma espécie de noção de coletividade. O próprio traficante só tem seu poder garantido pois este é reconhecido pela população do morro, que o vê basicamente como um líder, visto que este atende uma série de demandas sociais, inclusive a própria função do trabalho para diversos moradores. Longe de querer transformar este modelo de organização em um exemplo áureo, o que prentendo demonstrar é que mesmo com todos os abusos decorrentes do narcotráfico e a própria finalidade do negócio do crime (que nada mais é do que a obtenção de capital para o líder), ainda há este senso de coletividade que volto a frisar. Esta noção da “comunidade”, do “líder” ou até mesmo “dono” do morro não existe em “La Virgen de Los Sicarios”. Outro ponto é a existência de um poder oficial que pode agir com base na coerção, e que mesmo que com ele se negocie, não se pode dizer que ele seja inexistente por completo. Em oposição a basicamente todos os pontos citados acima, a situação demonstrada pela produção colombiana é a de um ambiente de violência generalizada, de luta individual, de busca por interesses particulares, porém em uma espécie de frenesi sem sentido claro. A morte está pela morte, como é citado no filme, “nascemos para morrer”. A prostituição, o tráfico de drogas, o alto número de homicídios se misturam num contexto único, porém sem relação direta. É uma sociedade que

representa, evidentemente que em uma limitada comparação, um estado de natureza hobbesiano, onde há a guerra de todos contra todos. O sentido de humanidade, de reacionalidade vai se perdendo com o decorrer dos anos na década de noventa no país colombiano. E a taxa de impunidade era de basicamente 98%, ou seja, é o mesmo de se dizer que o Estado não possui poder de coerção algum, ele é simplesmente uma figura representativa para a população, talvez um traço que necessita existir apenas para o contentamento de setores conservadores, como a velha senhora que berra ao ver um rapaz sendo morto e é duramente repreendida por Fernando. Por mais que se buscasse viver o irreal, a realidade era desoladora. Outra forte distinção entre os dois tipos de violência é que por mais que existisse gangues rivais, os sicários não possuíam um lado determinado – há uma profunda mescla de interesses e razões econômicas. Não há a organização determinada que existe em Cidade de Deus, o que talvez possa existir é a mesma idolatria pelo ídolo do crime, no caso da Colombia, a figura de Pablo Escobar. A amplitude da violência colombiana é o outro contraste: não é apenas a periferia o palco de atrocidades, pois ela chega até o centro – este que era palco de diversas lutas entre as pandillas de Medellín. Aos poucos, uma cultura da violência vai sendo criada, não sendo vista como um meio para manter um fim, como vemos no filme brasileiro. Em Medellín, a violência passa a ser parte da ação de cada indivíduo, a crueldade é incorporada, os traços de humanidade vão sendo perdidos. A morte é banalizada, o homicídio passa a ser fato social aceito e que não gera mais tanta surpresa. O diálogo vai gradualmente perdendo seu espaço para o uso da força física ou o das armas. Vejo nesta relação a principal distinção entre os dois tipos de violência retratadas: enquanto que no filme brasileiro, a violência aparece muito mais similar a uma coerção de Estado para legitimar poder, sendo por poucas vezes utilizada de forma simbólica ou com outras intenções, em “La Virgen de Los Sicarios”, não há explicitamente um sentido na violência, ela é deliberadamente utilizada, o que pode ser claramente compreendido no assassinato do punkero que não deixava Fernando dormir. Esta mentalidade da violência é comprovada na contraposição entre Fernando e Alexis na cama: o jovem assassino dorme tranquilamente, enquanto o escritor perde o sono de culpa, estando claramente desestabilizado. O que vejo de semelhança entre os dois filmes é a relação da violência com a chegada do capitalismo globalizado: a presença de marcas yankees, o imperialismo monopolizador da cultura (heavy metal/música eletrônica), as necessidades que vão se criando do consumismo, fatores que ficam evidentes nos dois filmes. É complicado explicitar a relação entre estes dois fatores, porém certamente ela existe:

En cuanto a la hibridez manifiesta en la ciudad propiamente dicha, vemos que su superficie ha cambiado modernizándose con su tren elevado, sus shopping centeres, los SUV y sus habitantes en ropas deportivas y llevando nombres extranjeros :todo lo que el capitalismo del primer mundo impone al consumidor y que a la vez coexiste con la pobreza, el crimen,

la extrema miseria en todos los órdenes. Caminando por la Avenida La Playa, “para calibrar el desastre”, el narrador va enumerando fragmentos del caos que compone la ciudad: “Las aceras? Invadidas de puestos de baratijas que impedían transitar. Los teléfonos públicos? Destrozados. El centro? Devastado. La Universidad? Arrasada” (CORBATTA, 2003, p.693)

3. A Existência do Externo ao Tráfico.

Em “Cidade de Deus”, a impressão passada é a de que o tráfico vive de si próprio, que se auto-alimenta, não tendo seu raio de atuação tão prolongado, sendo no máximo baseado na cidade do Rio de Janeiro. Não há referências a parcerias ou relações com outras empresas do tráfico, menos ainda com organizações de outros países. Apesar de grande e possuir sua dinâmica, o tráfico carioca é amador perto da profissionalização e abrangência do tráfico colombiano. Em resposta a demanda norte-americana e devido a sua proximidade, a Colombia passa a ser a principal financiadora de cocaína dos Estados Unidos, visto que não há condições climáticas para o cultivo de coca no país. A implantação de laboratórios ilegais toma grande parte da selva colombiana, e a indústria do narcotráfico passa a ter uma série de condições facilitadas, principalmente quando um dos grupos de guerrilha, as FARC – Forças Armadas Revolucionárias Colombianas - assume o controle da produção e de certa forma do Estado. No filme,vemos o show de fogos de artifício quando uma carga chega com sucesso ao país norte-americano. Mesmo sendo principal demandante desta produção, os Estados Unidos possuem uma tradição em controlar e repreender a produção de drogas na América Latina, sendo constante a pressão exercida por Washington durante o século XX. Desconsiderando todos os fatores envolvidos e correlacionados ao narcotráfico, o Estado norte-americano lançava mão de medidas agressivas e repressivas em seu território e para países latino-americanos. Como debatemos em sala de aula, esta pressão se relaciona muito mais a questão da obtenção do lucro por terceiros, e não por americanos, do que por outros motivos, visto que o consumo de marijhuana nos EUA é de certa forma aceitável. O que pretendi demonstrar nesta seção é que a composição estrutural do narcotráfico é distinta nestes dois filmes, principalmente em relação as articulações que o são necessárias.

4. Proximidade do Filme com o Espectador.

Ambos os filmes analisados são muitos próximos do espectador, talvez até pelo fato de utilizarem meios propositais para “amadorizar” o filme, como a contratação de artistas amadores, a utilização de cenários abertos e reais, entre outros. Porém, o efeito final produzido no espectador é distinto por alguns motivos que pretendo brevemente abordar. O primeiro é a inclusão de tabus no filme. Enquanto “Cidade de Deus” tem seu ápice de

tabu na cena do sexo com a banana, o filme de Vallejo lida com a questão da homossexualidade, o que pode ser considerado como uma barreira ao filme, visto que uma população heteronormativa talvez não se sinta no lugar do protagonista. O que se saliento é que entre todos os aspectos do filme, a homossexualidade acaba passando batida e tida como normal em relação a outras ações que são demonstradas, talvez criticando a mentalidade conservadora comum da sociedade ao demonstrar que existem outros problemas mais complicados. Talvez em outro contexto, a homossexualidade seja foco de qualquer análise e crítica ao filme, pois é seu ponto central. Na produção de Vallejo, a homossexualidade é figurante considerando-se todo o roteiro. Outro ponto é a situação colocada ao espectador: enquanto em “Cidade de Deus”, os lados são definidos e a situação é conhecida, em “La Virgen de Los Sicarios” estamos assim como Fernando, sem compreender nada, nem mesmo a língua falada pela população. Na produção brasileira, o espectador se vê atraído por algum dos lados, de certa forma torcendo por um deles, e já na produção colombiana, não há lado, somos confundidos a cada momento – assim como Fernando, não sabemos se desejamos a morte de Laguna Azul ou não, visto que ele é assassino e vítima ao mesmo tempo. Não há padrões de certo e errado, não há maniqueísmo forjado, muito menos real. A última questão que desejo abordar é a finalidade pela qual cada filme foi produzido. A produção de Meirelles teve como objetivo demonstrar a realidade social do conjunto habitacional carioca, já a produção colombiana na realidade é um retrato dos encontros e desencontros de Fernando Vallejo com seu país de origem, carregando muitas questões pessoais do autor, por isso que se dá a sensação de proximidade com o protagonista e naõ com a situação per si. Esta é a diferença da proximidade: em “Cidade de Deus”, somos íntimos da situação geral, o filme quer passar a verdade dos fatos, não convivemos tão intensamente com um personagem só. Por mais que haja o foco na vida de Buscapé, sua história depende das de vários outros que são contadas obrigatoriamente, porém em ordem não cronológica. Já em “La Virgen de Los Sicarios”, somos íntimos do sentimento de estranheza e nostalgia de Fernando, da visão que ele está tendo de uma Medellín loca, que não é possível de ser entendida:

La narración constituye un texto desencantado, posmodernista, catastrófico, iconoclasta, apocalíptico, sin redención. Presenta un nueva visión de la historia y del mundo:individual, no colectiva. Las categorías de ajenidad, extranjeridad, consumismo, trivialidad, hibridez tejen su trama. A la ingenuidad de tono romántico y fuertemente nostálgico de un ayer recobrado en la evocación idealizada de Mejía Vallejo sucede ahora una visión nihilista de la ciudad, el país, su gente. (CORBATTA, 2003, p.698).

5.

The End: O desfecho.

A última relação dos filmes que pretendo analisar é a maneira pela qual o desfecho de cada

filme é produzido e qual o efeito que este provoca no espectador. Pode-se dizer que ambos

demonstram que a situação não se modificará: a produção brasileira mostra as crianças da caixa

baixa querendo tomar a propriedade da empresa do tráfico no morro, e o filme colombiano mostra

que Fernando continua sem entender o que se passa naquele país, e que realmente a melhor saída a

tomar é a ida a outro país, ou seja, a fuga. Neste ponto, cabe dizer que no filme brasileiro a

resolução do conflito personagem x realidade também está na saída do local do conflito, a diferença

é que no caso colombiano a saída é do país, e no caso de Buscapé é apenas de localização na cidade.

Os dois panoramas traçados são negativos e pouco esperançosos em relação ao futuro da

situação, a diferença vital é que em “Cidade de Deus” a previsão se torna um pouco mais evidente e

demonstrada, e em “La Virgen de Los Sicarios” não há um panorama exato, visto que como já

citado, há maior proximidade com o sentimento do protagonista e não com os fatos em si – uma vez

que não somos levados a conhecer todo o mecanismo do crime colombiano, apenas sabemos o que

Fernando sabe por intermédio de Alexis e Laguna Azul.

Por meio destas comparações, espero ter demonstrado minimamente as principais diferenças

e relações que surgem na comparação destes dois filmes, que são marcos da produção

cinematográfica Latino-Americana.

6. Bibliografia

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CORBATTA, J. Lo que va de ayer a hoy: Medellín em Aire de Tango de Manuel Mejía Vallejo y La

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