O Asno e o Cavalo (La Fontaine)
Um asno, de passo tardo,
mal podendo suportar
o pesadíssimo fardo
que tinha de carregar,
pediu ao Cavalo:
– Amigo, podes dividir comigo
a carga que mal suporto?
Se assim continuar,
muito em breve estarei morto.
O Cavalo respondeu:
– Com isso pouco me importo.
Sem demora, o Asno morreu.
Então o dono dos dois
transferiu para o Cavalo
todos os sacos de arroz.
E foi assim que um esperto
acabou bancando o otário
e pagou um alto preço
porque não foi solidário.
Moral: O trabalho em equipe traz benefícios para
todos.
A Corrida de Sapinhos (Monteiro Lobato)
Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado
havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com
eles.
Começou a competição.
A multidão dizia:
– Não vão conseguir! Não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um
deles que continuava subindo. E a multidão a aclamar:
– Não vão conseguir! Não vão conseguir!
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia
tranquilo, sem esforço.
No final da competição, todos os sapinhos
desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando
foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar
até o fim, descobriram que ele era SURDO!
Moral: Quando queremos fazer alguma coisa que
precise de coragem não devemos escutar as pessoas que
falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos
negativos.
O Caracol Invejoso
O caracolzinho sentia-se muito infeliz. Via que quase todos os
animais eram mais ágeis do que ele. Uns brincavam, outros saltavam. E
ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça!
– Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os
males! Dizia ele, bastante frustrado.
Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada
conseguiam.
– Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça,
para alguma coisa foi - disse-lhe a tartaruga - que se encontrava em
situação semelhante à dele.
– Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão?
- perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos
conselhos.
Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações,
que todos o abandonaram. E ele continuava com sua carapaça às
costas, cada vez mais pesada para o seu gosto.
Um dia, desabou uma tempestade. Choveu durante muitos dias.
Parecia um dilúvio! As águas subiram, inundando tudo. Muitos dos
animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes
dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro. Dentro
de sua carapaça estava totalmente protegido!
Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada
carapaça. Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático
e querido por todos.
Moral: Cada característica tem seu benefício e seu malefício
O vento e o sol (Esopo)
O vento e o sol estavam disputando qual dos
dois era o mais forte.
De repente, viram um viajante que vinha
caminhando.
– Sei como decidir nosso caso. Aquele que
conseguir fazer o viajante tirar o casaco, será o
mais forte. Você começa! - propôs o sol, retirando-
se para trás de uma nuvem.
O vento começou a soprar com toda a
força. Quanto mais soprava, mais o homem
ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o
vento retirou-se.
O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com
todo o esplendor sobre o homem, que logo sentiu
calor e despiu o paletó.
Moral: O amor constrói, a violência destrói.
O cachorro e a carne (Esopo)
Era uma vez um cão que estava levando para
um lugar seguro um pedaço de carne que
encontrou.
No caminho, sentiu sede e resolveu beber
água no rio. Foi então que viu na água um pedaço de
carne que parecia muito maior do que o seu.
Querendo ficar com dois pedaços de carne,
sem demora, o cachorro lançou-se no rio.
Mas, ao abrir a boca para apanhar o pedaço
maior, a carne que ele transportava caiu no rio e
foi levada rapidamente pela correnteza.
O cachorro ficou sem nada. Então, se deu
conta do quanto fora bobo, pois compreendeu que o
pedaço de carne que ele viu no rio era apenas a
imagem refletida da carne que ele transportava.
Moral: Quem tudo quer nada tem.
A Lebre e a Tartaruga (Esopo)
Era uma vez… uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser
alvo de gozações, desafiou a lebre para uma
corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou
prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a
caminhar, com seus passinhos lentos, porém,
firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo
que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou
a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária
cruzando a linha de chegada, toda sorridente
Moral: Devagar se vai ao longe.
A galinha dos ovos de ouro (Esopo)
Rafael tinha uma galinha que botava ovos de
ouro.
A galinha botava um ovo por dia, mas Rafael
queria sempre mais.
Ele batia na galinha e gritava:
– Galinha, vou te levar para a cozinha e te
fritar! Vê se bota mais ovos de ouro, pois
quero ficar muito rico.
Um dia, a galinha, cansada de maus-tratos,
fugiu. Rafael procurou, procurou, mas não a
encontrou.
A galinha, depois de muito correr,
encontrou Manuel e Dalva, que a levaram para
casa e lhe deram comida e carinho.
Por isso, até hoje, a galinha vive feliz com
seus novos amiguinhos.
Moral: A ganância leva a destruição.
O porco-espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por
causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação,
resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e
se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um
feriam os companheiros mais próximos, justamente os
que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e
começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou
desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos
companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas
feridas que a relação com uma pessoa muito próxima
podia causar, já que o mais importante era o calor do
outro.
E assim sobreviveram.
Moral: O melhor relacionamento não é aquele que une
pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a
conviver com os defeitos do outro, e a valorizar suas
qualidades.