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DIREITO

DA

CRIANÇA

E DO DE

ADOLESCENTE

SUPERVISÃO ALUNO: MARCOS

ESTÁGIO

DE

SOUSA PIMENTA

NA4 – DIREITO PUC MATRÍCULA: 99005812

I – ESTATUTO

DA

CRIANÇA

E DO

ADOLESCENTE

Abrindo o estudo sobre criança e adolescente, torna-se plausível mencionar os direitos garantidos por uma lei conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente entrou para a história política e social como exemplo de construção cidadã transformando o adolescente em um a pessoa que tem direitos. O ECA abriu as portas de um caminho rumo à cidadania da infância e da adolescência. Antes do ECA, existia uma lei no Brasil que se chamava Código de Menores; sendo que tal lei apenas abordava os adolescentes e crianças infratores, e considerava tais jovens como problemas à sociedade. O ECA, ao contrário do Código de Menores, preocupou-se com a proteção integral das crianças e dos adolescentes até 18 anos e, em alguns casos, com jovens até 21 anos, dando as condições de exigibilidade, ou seja, o poder de exigir através das leis.Garantir os direitos escritos no ECA tornou se dever da família, do Estado e da Sociedade. O ECA garante que: "Crianças e adolescentes são sujeitos de Direitos". Sujeitos de Direitos são pessoas que têm os seus direitos garantidos por lei. "Seus direitos devem ser tratados com prioridade absoluta". Isso quer dizer que os direitos das crianças e dos adolescentes estão em primeiro lugar. "Para tudo deve ser levada em conta a condição peculiar de crianças e adolescentes serem pessoas em desenvolvimento". A criança e o adolescente possuem os mesmos direitos que uma pessoa adulta e, além disso, têm alguns direitos especiais, por estarem em desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. A lei do Estatuto da Criança e do Adolescente assegura às crianças e aos adolescentes todas as facilidades e oportunidades visando ajudar o seu desenvolvimento físico, mental, moral, social e espiritual com liberdade e dignidade. Na Constituição Brasileira existe um artigo, o 227, que exige a proteção integral à criança e ao adolescente. "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

II -CONVENÇÃO

DOS

DIREITOS

DA

CRIANÇA

A

Convenção

dos

Direitos

da

Criança

foi

instituída

em

02.09.90

pela

ONU,

sendo ratificada por 176 países, inclusive o Brasil (1993).

Tal Convenção abordava os aspectos relacionados aos problemas enfrentados pelas crianças em todo globo terrestre (em especial, nos países de terceiro mundo)

A Convenção dos Direitos da Criança visa satisfazer as necessidades básicas da criança, protegendo-a da exploração e crueldade implementadas por alguns membros da sociedade mundial.

Entre os direitos ratificados pela Convenção, destacam-se: (i) ter nome, ser registrada e reconhecida (art.7º); (ii) ter liberdade de expressão (art.13º); (iii) ter acesso às informações saudáveis (art.17º); (iv) à vida plena, sadia e de respeito a dignidade em relação aos deficientes (art.23º); (v) à saúde e serviços médicos (art.24º,I); (vi) ao seguro social (art. 25º); (vii) à educação adequada (art.28,I); (viii) ao descanso, lazer e divertimento (ix) participar na vida cultural e artística (art.31º), (x) proteção da exploração econômica e trabalho perigoso (art.32º); (xi) não ser maltratada (art.37º) etc.

77231406.doc

devendo a família. com o objetivo de inserir no texto constitucional os princípios da Declaração dos Direitos da Criança. revogando implicitamente a legislação em vigor à época. A inspiração de reconhecer proteção especial para a criança e o adolescente não é nova.79). profissionalização.Editora Malheiros).11. as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça da Infância e Juventude – Regras de Beijing (Res. novembro/90). onde a sociedade clamava por um texto consoante com as conquistas da Carta Magna. Página da UNICEF na Internet. transformando-a em lei interna.9. São direitos especiais e específicos. saúde..III – OUTROS "AO ASPECTOS ROMPER DEFINITIVAMENTE COM A DOUTRINA DA SITUAÇÃO IRREGULAR. 1969) alinhava.11.90. em quaisquer condições em que se encontrem. através do qual o Presidente da República promulgou a Convenção.99. pela condição de pessoas em desenvolvimento. liberdade e outros" (João Gilberto Lucas Coelhos. as leis internas e o direito de cada sistema nacional devem garantir a satisfação de todas as necessidades das pessoas até 18 anos. através do Dec. bem como As Regras Mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade (Assembléia-Geral da ONU. cuja característica fundamental é a nobreza e a dignidade do ser humano criança.10. possível para todos os países.90. A própria Constituição Federal proclamou a doutrina da proteção integral. a sociedade e o Estado. da sociedade e do Estado".85). mas o seu direito à vida.89 e pelo Congresso Nacional brasileiro em 14. Eles serviram como base de sustentação dos principais dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente e fundamentaram juridicamente a campanha Criança e Constituinte. 19: "Toda criança tem direito às medidas de proteção que na sua condição de menor requer. abordou a questão da criança com prioridade absoluta. expresso na consagração do preceito que "os direitos de todas as crianças e adolescentes devem ser universalmente reconhecidos. lazer. Ainda recentemente. Assim. Estatuto da Criança e do Adolescente (Munir Cury . nossa Constituição Federal de 1988. Constituição Federal de 1988 - 77231406. convivência. zelar para a proteção da criança. Criança e Adolescente: a Convenção da ONU e a Constituição Brasileira.11. A proteção integral à criança e ao adolescente encontra suas raízes mais próximas na Convenção sobre o Direito da Criança.697. DE 10. aprovada pela AssembléiaGeral das Nações Unidas em 20. ATÉ ENTÃO ADMITIDA PELO CÓDIGO DE MENORES (LEI 6. O LEGISLADOR PÁTRIO AGIU DE FORMA COERENTE COM O TEXTO CONSTITUCIONAL DE NAÇÕES” 1998 E DOCUMENTOS INTERNACIONAIS APROVADOS COM AMPLO CONSENSO DA COMUNIDADE DAS Visando proteger a criança.710. da mesma forma que a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Pacto de São José. novembro/90). as Diretrizes das Nações Unidas para a Prevenção da Delinqüência Juvenil – Diretrizes de Riad (Assembléia-Geral da ONU. de 13 de julho de 1990. 40/33 da Assembléia-Geral. pela primeira vez na história brasileira. em seu art. O dispositivo ora em exame é a síntese do pensamento do legislador constituinte. educação. Lei 8069. lançaram as bases para a formulação de um novo ordenamento no campo do Direito e da Justiça. O espírito e a letra desses documentos internacionais constituem importante fonte de interpretação de que o exegeta do novo Direito não pode prescindir. em 21. Já a Declaração de Genebra de 1924 determinava "a necessidade de proporcionar à criança uma proteção especial". UNICEF). por parte da família. não incluindo apenas o aspecto penal do ato praticado pela ou contra a criança. de 29.doc . IV – BIBLIOGRAFIA O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Trabalho Infantil no Brasil (Antônio Carlos Gomes da Costa). efervescente mobilização nacional de entidades da sociedade civil e milhões de crianças. E ESTABELECER COMO DIRETRIZ BÁSICA E ÚNICA NO ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES A DOUTRINA DE PROTEÇÃO INTEGRAL.