GOVERNO DO ESTADO RORAIMA
“Amazônia, Patrimônio dos Brasileiros.”
COLÉGIO ESTADUAL MILITARIZADO CÍCERO VIEIRA NETO
CEM XVI
Razões trigonométricas
Professor: Geraldo Maia – Semana de 03 a 07 de Junho ( Revisão para Avaliação)
As razões trigonométricas são encontradas entre os lados de um triângulo retângulo. O triângulo é
considerado retângulo quando possui um ângulo reto, ou seja, com 90º.
Na trigonometria, percebeu-se que existe uma proporção entre triângulos retângulos, o que tornou possível
encontrar valores desconhecidos dessa figura geométrica por meio de razões trigonométricas. São elas: o seno, o cosseno
e a tangente.
Os ângulos notáveis (30º, 45º e 60º) são bastante utilizados no cálculo das razões trigonométricas, mas é possível aplicá-
las para qualquer ângulo.
Triângulo retângulo
As razões trigonométricas são seno, cosseno e tangente.
Antes de conhecer as razões trigonométricas, é necessário conhecer bem o triângulo retângulo e os nomes dos seus lados.
Um triângulo é classificado como retângulo quando possui um ângulo reto, ou seja, com 90º. Em um triângulo retângulo, o
maior lado é conhecido como hipotenusa, e ele fica sempre localizado do lado oposto ao ângulo reto. Os demais lados
são conhecidos como catetos. Outro elemento que deve ser levado em consideração são os outros dois ângulos do
triângulo.
C1 e C2 são os catetos.
Razões trigonométricas no triângulo retângulo: Conhecendo a hipotenusa e os catetos de um triângulo
retângulo, existem três razões trigonométricas, que nada mais são do que razões entre os lados do triângulo. Para calcular
o valor de qualquer uma dessas razões, é fundamental definir o ângulo que utilizaremos como referência. As razões
trigonométricas são seno, cosseno e tangente. Para compreender cada uma delas, é necessário entender o que é um
cateto oposto e o que é um cateto adjacente.
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Na imagem, é possível perceber que o lado que possui medida c é o maior lado e ele está de frente ao ângulo
reto, o que faz com que ele seja a hipotenusa. Já os demais catetos podem ser considerados como cateto oposto ou
adjacente, dependendo do ângulo que estamos utilizando como referência.
Se o ângulo de referência é o ɑ, então o cateto oposto a ele é o que possui a medida representada por a. O outro
cateto, que junto com a hipotenusa forma o ângulo ɑ, é adjacente, logo o cateto representado por b é adjacente ao ângulo
ɑ.
Por outro lado, se o ângulo de referência for o ꞵ, a hipotenusa continua a mesma, mas há uma mudança em qual
será o cateto adjacente e qual será o cateto oposto em comparação ao ângulo ɑ. O cateto oposto é aquele que está de
frente ao ângulo ꞵ, que, na imagem, está sendo representado por b, e o cateto adjacente é o que forma o ângulo ꞵ junto
com a hipotenusa, nesse caso, representado por a.
Sabendo identificar o que é um cateto oposto e o que é um cateto adjacente em um triângulo retângulo, podemos
definir o que é o seno, o cosseno e a tangente:
sen ɑ → seno do ângulo ɑ
cos ɑ → cosseno do ângulo ɑ
tg ɑ → tangente do ângulo ɑ
Para resolver problemas envolvendo as razões trigonométricas, devemos identificar qual é o ângulo de referência
e qual das razões trigonométricas queremos usar. Outra informação importante para resolver esse tipo de problema são
os ângulos notáveis.
Ângulos notáveis: Os ângulos notáveis são os ângulos de 30º, 45º e 60º, que são os mais comuns em questões
de vestibulares e concursos. Para resolver exercícios envolvendo os ângulos notáveis, é necessário conhecer o valor do
seno, do cosseno e da tangente para eles, o que pode ser conferido por meio de uma tabela trigonométrica.
Tabela trigonométrica
Passo a passo de como resolver problemas envolvendo razões
trigonométricas
Para encontrar lados desconhecidos de um triângulo retângulo, é
necessário conhecer um ângulo e um de seus lados.
1º passo: identificar qual razão trigonométrica deve ser usada.
Para identificar qual razão utilizar, analisamos de qual lado conhecemos o valor e qual queremos descobrir em relação ao
ângulo. Por exemplo, se a questão nos deu o valor da hipotenusa e quer que encontremos o valor do cateto adjacente, a
razão que relaciona cateto adjacente e hipotenusa é o cosseno. Utilizamos esse mesmo raciocínio para identificar se
é o seno ou a tangente.
2º passo: aplicar a fórmula da razão trigonométrica que identificamos no passo anterior com os valores dos lados do
triângulo.
3º passo: consultar na tabela o valor da razão trigonométrica escolhida para o ângulo de referência
e substituir na fórmula.
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4º passo: resolver a equação e encontrar o valor desejado.
Exemplo:
Encontre o valor de x no triângulo a seguir.
Resolução:
Primeiro vamos identificar quais foram os lados fornecidos em relação ao ângulo de 30º. Queremos descobrir o valor do
cateto adjacente ao ângulo, e foi dada a hipotenusa do triângulo retângulo. A razão que relaciona hipotenusa e cateto
adjacente é o cosseno.
Agora aplicaremos o cosseno:
Consultando na tabela trigonométrica, vamos substituir o valor de cosseno de 30º.
Exercícios resolvidos
Questão 1 – Um avião iniciou voo sob um ângulo de 30º em relação à pista. Após percorrer 1 km de distância, no ar, com
o mesmo ângulo, qual é a altura atingida pelo avião em relação à pista?
A) 0,5 km
B) 1 km
C) 1,5 km
D) 2 km
E) 2,5 km
Resolução
Alternativa A.
Ilustrando a situação, temos que:
Analisando a imagem, seja x a altura alcançada pelo avião, temos o cateto oposto e a hipotenusa do triângulo, logo
utilizaremos o seno para encontrar a altura.
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Questão 2 – (Enem Libras 2017) A famosa Torre de Pisa, localizada na Itália, assim como muitos outros prédios, por
motivos adversos, sofrem inclinações durante ou após suas construções.
Um prédio, quando construído, dispunha-se verticalmente e tinha 60 metros de altura. Ele sofreu uma inclinação de um
ângulo α, e a projeção ortogonal de sua fachada lateral sobre o solo tem largura medindo 1,80 metro, conforme mostra a
figura.
O valor do ângulo de inclinação pode ser determinado fazendo-se o uso de uma tabela como a apresentada.
Uma estimativa para o ângulo de inclinação α, quando dado em grau, é tal que:
A) 0 ≤ ɑ < 1,0
B) 1,0 ≤ ɑ < 1,5
C) 1,5 ≤ ɑ < 1,8
D) 1,8 ≤ ɑ < 2,0
E) 2,0 ≤ ɑ < 3,0
Resolução
Alternativa C. Aplicando seno no triângulo retângulo, temos que Analisando a
tabela, 0,03 está entre 0,026 e 0,031, logo o ângulo está entre 1,5 e 1,8.
Questão 3 – Um retângulo ABCD, com 10 centímetros de comprimento, foi dividido
em duas partes por sua diagonal AC, conforme mostra a imagem a seguir. Sabendo que o ângulo CÂB = 30°, qual é o
comprimento da diagonal do retângulo?
a) 11,3 cm
b) 12,6 cm
c) 13,9 cm
d) 15,2 cm
e) 16,5 cm
Para calcular o comprimento da diagonal do retângulo, basta usar a razão do cosseno. Observe que o ângulo em
questão tem 30° e que o cosseno de 30° é igual a √3/2.
cos30° = Cateto adjacente a 30°
hipotenusa
cos30° = 10
x
√3 = 10
2 x
x·√3 = 2·10
x = 20
√3
x = 20√3
3
Considerando que √3 = 1,7, teremos:
x = 20·1,7
3
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x = 34
3
x = 11,3 cm
Questão 4 – Use o triângulo equilátero da imagem a seguir para determinar o cosseno de 30°.
a) √2/2
b) √3
c) √3/2
d) √3/3
e) 1
O triângulo é equilátero, portanto, isso significa que todos os seus ângulos internos medem 60°. A altura CD é também
bissetriz e mediana, por isso o ângulo DCB = 30° e o lado DB = l/2. Além disso, a altura CD forma o triângulo CDB, que
será o único a ser citado de agora em diante. Observe que o cosseno de 30° será o cosseno do ângulo DCB. Note também
que será necessário calcular a medida de h em função de l, pois h é o cateto adjacente ao ângulo de 30°. Para isso,
usaremos o seno do ângulo DBC, uma vez que o cateto oposto a esse ângulo é h, e l é a hipotenusa do triângulo. Sabendo
que esse ângulo mede 60° porque o triângulo ABC é equilátero, teremos:
Sen60° = h
l
√3 = h
2 l
h = l√3
2
Agora, basta calcular o cosseno de 30°:
Cos30° = h
l
cos30° = l√3
2
I
Para resolver uma divisão de frações, conserve a primeira fração e multiplique-a pelo inverso da segunda.
Cos30° = l√3∙1
2 l
Observe que é possível simplificar essa expressão para:
Cos30° = √3
2
E perceba também que, desde o início, o valor procurado é o mesmo da tabela dos ângulos notáveis relativo ao cosseno
de 30°.
Tabela de valores para ângulos notáveis
Independentemente das medidas dos lados do triângulo, se ele for retângulo, e um dos outros dois ângulos tiver uma das
medidas na tabela abaixo, seno, cosseno e tangente desse ângulo serão:
Lembrando que os valores das tangentes desses ângulos podem ser obtidos dividindo
os valores do seno pelo cosseno, desde que eles pertençam ao mesmo ângulo.
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O que é um polinômio?
Um polinômio nada mais é que a soma algébrica de monômios, ou seja, são mais monômios separados por
adição ou subtração entre si.
Exemplos:
ax² + by + 3
5c³d – 4ab + 3c²
-2ab + b – 3xa
De forma geral, um polinômio pode ter vários termos, ele é representado algebricamente por:
anxn + a(n-1) x(n-1) + … + a2x² + a1x + a
Grau de um polinômio
Para encontrar o grau do polinômio, vamos separar em dois casos, quando ele possui uma única variável e quando
ele possui mais variáveis. O grau do polinômio é dado pelo grau do maior de seus monômios nos dois casos.
É bastante comum o trabalho com o polinômio que possui somente uma variável. Quando isso ocorre, o monômio
de maior grau que indica o grau do polinômio é igual ao maior expoente da variável:
Exemplos:
Polinômios de única variável
a) 2x² – 3x³ + 5x – 4 → note que a variável é x, e o maior expoente que ela tem é 3, então, esse é um polinômio de grau
3.
b) 2y5 + 4y² – 2y + 8 → a variável é y, e o maior expoente é 5, então, esse é um polinômio de grau 5.
Quando o polinômio possui mais de uma variável em um monômio, para encontrar-se o grau desse termo, é
necessário somar-se o grau os expoentes de cada uma das variáveis. Sendo assim, o grau do polinômio, nesse caso,
continua sendo igual ao grau do maior monômio, mas é necessário ter-se o cuidado de realizar a soma dos expoentes das
variáveis de cada monômio.
Exemplos:
a) 2xy + 4x²y³ – 5y4
Analisando a parte literal de cada termo, temos que:
xy → grau 2 (1 + 1)
x²y³ → grau 5 (2 + 3)
y³ → grau 3
Note que o maior termo tem grau 5, então esse é um
polinômio de grau 5.
b) 8a²b – ab + 2a²b²
Analisando-se a parte literal de cada monômio:
a²b → grau 3 (2 + 1)
ab² → grau 2 (1 + 1)
a²b² → grau 4 (2 + 2)
Dessa forma, o polinômio possui grau 4.
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Adição de polinômios
Para a adição entre dois polinômios, vamos realizar a redução dos monômios semelhantes. Dois monômios
são semelhantes se eles possuem partes literais iguais. Quando isso acontece, é possível simplificar o polinômio.
Exemplo:
Seja P(x) = 2x² + 4x + 3 e Q(x) = 4x² – 2x + 4. Calcule o valor de P(x) + Q(x).
2x² + 4x + 3 + 4x² – 2x + 4
Encontrando termos semelhantes (que possuem partes literais iguais):
2x² + 4x + 3 + 4x² – 2x + 4
Agora vamos somar os monômios semelhantes:
(2+4)x² + (4-2)x + 3 + 4
6x² + 2x +7
Subtração de polinômios
A subtração não é muito diferente da adição. O detalhe importante é que primeiro precisamos escrever o
polinômio oposto antes de realizarmos a simplificação dos termos semelhantes.
Exemplo:
Dados: P(x) = 2x² + 4x + 3 e Q(x) = 4x² – 2x + 4. Calcule P(x) – Q(x).
O polinômio -Q(x) é o oposto de Q(x), para encontrar o oposto de Q(x), basta inverter o sinal de cada um dos seus
termos, então temos que:
-Q(x) = -4x² +2x – 4
Então calcularemos:
P(x) + (-Q(x))
2x² + 4x + 3 – 4x² + 2x – 4
Simplificando os termos semelhantes, temos:
(2 – 4)x² + (4 + 2)x + (3 – 4)
-2x² + 6x + (-1)
-2x² + 6x – 1
Multiplicação de polinômios
Para realizar a multiplicação de dois polinômios, utilizamos a conhecida propriedade distributiva entre os
dois polinômios, operando a multiplicação dos monômios do primeiro polinômio pelos do segundo.
Exemplo:
Seja P(x) = 2a² + b e Q(x) = a³ + 3ab + 4b². Calcule P(x) · Q(x).
P(x) · Q(x)
(2a² + b) (a³ + 3ab + 4b²)
Aplicando a propriedade distributiva, teremos:
2a² · a³ + 2a² · 3ab + 2a² · 4b² + b · a³ + b · 3ab + b · 4b²
2a5 + 6a³b + 8a²b² + a³b + 3ab² +4b³
Agora, caso existam, podemos simplificar os termos semelhantes:
2a5 + 6a³b + 8a²b² + a³b + 3ab² + 4b³
Note que os únicos monômios semelhantes estão destacados em laranja, realizando a simplificação entre
eles, teremos o seguinte polinômio como resposta:
2a5 + (6+1)a³b + 8a²b² + 3ab² + 4b³
2a5 + 7a³b + 8a²b² + 3ab² + 4b³
Divisão de polinômios
Realizar a divisão de polinômios pode ser bastante trabalhoso, utilizamos o que se chama de método de
chaves, mas existem vários métodos para tanto. A divisão de dois polinômios só é possível se o grau do divisor
for menor. Ao dividir o polinômio P(x) pelo polinômio D(x), estamos buscando um polinômio Q(x), tal que:
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Assim, pelo algoritmo da divisão, temos que: P(x) = D(x) · Q(x) + R(x).
P(x) → dividendo
D(x) → divisor
Q(x) → quociente
R(x) → resto
Ao operar-se a divisão, o polinômio P(x) é divisível pelo polinômio D(x) se o resto for zero.
Exemplo: Vamos operar a divisão do polinômio P(x) = 15x² +11x + 2 pelo polinômio D(x) = 3x + 1.
Queremos dividir:
(15x² + 11x + 2) : (3x + 1)
1 º passo: dividimos o primeiro monômio do dividendo com o primeiro do divisor:
15x² : 3x = 5x
2º passo: multiplicamos 5x · (3x+1) = 15x² + 5x, e subtraímos o resultado de P(x). Para realizar a subtração, é
necessário invertermos os sinais do resultado da multiplicação, encontrando o polinômio:
3º passo: realizamos a divisão do primeiro termo do resultado da subtração pelo primeiro termo do divisor: 6x : 3x =
2
4º passo: então, temos que (15x² + 11x + 2) : (3x + 1) = 5x + 2.
Sendo assim, temos que: Q(x) = 5x + 2
R(x) = 0