INFRA-ESTRUTURA

INVESTIMENTOS

Goiás aposta na logística para se tornar mais competitivo A
logística está cada vez mais presente na agenda das empresas e dos governos. Sua implementação garante maior competitividade às operações e, por conseqüência, aumento da produtividade. Os gastos logísticos já representam em média 13% do faturamento das organizações. Com a crescente globalização da economia tem aumentado a complexidade das cadeias produtivas. Dessa forma, o desempenho no mercado depende, cada vez mais, do nível de serviço logístico como diferencial competitivo, na conquista e fidelização de clientes, tanto no mercado interno como no externo. De acordo com pesquisa do Centro de Estudos em Logística do Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CEL/Coppead/UFRJ), a composição de todos os custos logísticos (transporte, estoque, armazenagem e administrativo) no Brasil, em 2004, atingiu o montante de R$ 222 bilhões, o equivalente a 12,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do período.Anteriormente, a estimativa corrente do custo logístico nacional era de 17% do PIB. Esse porcentu4 al, contudo, era uma projeção que foi adotada pelo setor, mas o estudo da UFRJ constatou que ele não retratava a realidade. Independente do porcentual, entretanto, a logística tem conquistado importância crescente como diferencial competitivo que exige planejamento e inteligência para viabilizar seu processo, assim como a utilização de ativos

próprios, tecnologia da informação e pessoal qualificado. Localizado estrategicamente no Centro do País, Goiás desempenha o papel de elo de ligação entre as Regiões Sudoeste, Norte e Nordeste Além do acelerado processo de industrialização pelo qual passa o Estado nas últimas décadas, o setor de prestação de serviços também tem se dinamizado, abrindo novas oportuniFoto: CVRD dades de negócios e possibilidades de crescimento econômico. Em termos de infra-estrutura logística, Goiás possui acesso à Hidrovia Paraná-Paranaíba-Tietê, é cortado por ferrovias e dispõe de malha rodoviária bem distribuída. As exportações goianas servem-se dos portos de Santos (SP) e Vitória (ES), por meio da Ferrovia CentroAtlântica/Estrada Transporte de mercadorias Modal ferroviário é que apresenta menor custo no frete de Ferro VitóriaNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006

ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO

portanto. Grande parte desse crescimento foi viabilizado pelo incremento de capacidade no corredor de transporte ferroviário Goiás/Minas Gerais/Espírito Santo. para o escoamento dos produtos visando a exportação. principalmente no que diz respeito à melhoria dos diversos modais de transporte. Minas Gerais e Espírito Santo com a Companhia Vale do Rio Doce. que engloba ainda Minas Gerais e Espírito Santo. Estima-se que 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado seja proveniente das cadeias envolvidas direta e indiretamente no agronegócio. As importações do Estado cresceram 17% ao ano. enquanto no País a taxa do período ficou em 5%. em média. multimodal (rodoferroviário) que funciona porta-a-porta. assim como a importação de insumos farmacêuticos e de fertilizantes. no sentido de unir esforços para implementar propostas de desenvolvimento integrado da região. o pólo farmacêutico instalado em Goiás é o maior segmento importador do Estado. Garantir o escoamento da produção de produtos agrícolas para os portos. De acordo com a CVRD. O Trem Expresso possui duas rotas para atender à Grande São Paulo: SP-Salvador e SPUberlândia (MG)-Centro-Oeste. o Estado de Goiás passou a integrar o Eixo Centro-Leste. ou rodovia direto. no trecho Espírito Santo-Goiás. Outro serviço utilizado é o Trem Expresso. em média. Por outro lado.663). e cresceram 40% ao ano. Uma terceira rota liga Vitória (ES) ao Triângulo Mineiro. é fundamental para a continuidade do processo de crescimento econômico de Goiás. transporta carga diversificada Minas (FCA/hidrovia/ferrovia. de 2002 a 2005. de 2002 a 2005. a produção de soja na Região Centro-Leste cresceu 16% ao ano de 2001 a 2005. enquanto a taxa nacional foi de 21%. ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 5 Foto: CVRD . Conforme a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). o número de contêineres movimentados pelo Trem Expresso no CentroOeste cresceu 90% de 2003 (16. ambas conectadas ao serviço de cabotagem pelo Porto de Santos. As exportações do agronegócio foram preponderantes para o avanço da economia goiana. Ele opera trens diários em rotas e horários pré-definidos. com segurança e confiabilidade no transporte de cargas. liNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 gando o Centro-Oeste aos portos de Tubarão e Vitória (ES).Ferrovia Centro-Atlântica Composição ferroviária da Companhia Vale do Rio Doce.656) para 2005 (31. passando por Belo Horizonte. Eixo Centro-Leste Nesse contexto. No primeiro semestre do ano foi firmada parceria entre os governos dos Estados de Goiás. enquanto o pólo de fertilizantes é o mais representativo em termos de volume.

relacionados no estudo da CVRD. de Praia Mole para caroperada pela CRVD. destacou o te e privados. como a licitação de tados da região resultará em beneterminal de contêineres e carga gefícios para os demais. Avaliamos o ral em Barra do Riacho Centro-Leste. Cléber Cordeiro Lucas. Ele proferiu palesCléber Cordeiro Lucas tra na cidade de AnápoVale considera o eixo Centro-Leste como um todo lis. com 350 quilômetros de extensão e custo estimado de R$ 1. como Localização estratégica de janela Ministério do Transporum único território". A informação é do gerente de Logística da CVRD. que envolve Goiás. No período de 2005 até 2010.16 bilhões em ferrovias e rodovias A Companhia Vele do Rio Doce relacionou projetos que exigirão investimentos totais de R$ 5. Um deles é a construção do ramal ferroviário entre Rio Verde e Goiandira.Projetos prevêem investimentos de R$ 5. com recursos do Minas Gerais e Espírito Santo. Os projetos de intervenção na malha rodoviária. Câmara Ameto Santo até Vila Velha (205 quilôricana de Comércio para o Brasil metros). no trecho apoio da Secretaria do Planejamenda divisa de Minas Gerais e Espírito e Desenvolvimento. foram relacionados seis projetos férreos orçados em R$ 4. Os demais projetos contemplam a construção dos trechos Patrocínio-Prudente de Morais (MG) e Rio Paranaíba-Ibiá (MG).69 bilhão.16 bilhões nos próximos quatro anos em ferrovias e rodovias. ealém do desenvolvimento do complexo de Ubu. têm custos totais estimados em R$ 660 milhões. que seria viabilizado por meio de parceria público-privada (PPP). a construção do Anel Rodoviário Norte na região metropolitana de Belo Horivão e outros produtos siderúrgicos. aumento da caesse modal. da Ferrovia Litorânea Sul. dentro do Projeto Agenda de Negócios prozonte (30 quilômetros). no centro do País. pacidade do terminal A Ferrovia Centro-Atlântica. a duplicação da capacida(Amcham Brasil) e Sebrae-GO. a Companhia Vale do Rio Doce vai investir em vias férreas permanentes na Região Centro-Leste cerca de US$ 152 milhões. Esses três últimos projetos deverão ser implementados com recursos privados. São eles a adequação das rodovias de ligação entre Santa Rita do Araguaia/Itumbiara/Araguari (extensão de 605 quilômetros). Seção da capacidade do gundo ele. e a licitação para ampliação do acesso Único território rodoviário e ampliação da área do "Em logística não dá para penTerminal de Vila Velha (TVV). gerente de Logística da CVRD. com da capacidade da BR-262. os investimentos em via favorece a implantação de porto de Tubarão para férrea objetivam possibilitar maior modais de transporte para os minérios. a ampliação movido pelo jornal O Popular. ampliaGoiás. pois a Também estão previstos projemelhoria realizada em um dos Estos portuários. a travessia ferroviária de Belo Horizonte e a ampliação do acesso ao complexo portuário de Vitória (ES). sar de forma segmentada. (ES). é uma concesECONOMIA & DESENVOLVIMENTO NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 6 . Somente dentro do chamado Eixo Principal de operação da CVRD. grãos e fertivolume de carga transportada por portos do Norte e Sudeste lizantes. No período de 1997 até 2004 foram aplicados US$ 62 milhões. visando melhorar o transporte por meio desses modais. de da BR-101 no Espírito Santo.5 bilhões.

Bahia. a partir do processo de desestatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). ainda é baixa a densidade das ferrovias no Brasil. Espírito Santo. farelo de soja. Entretanto. Rio de Janeiro. calcário. clíquer.840 quilômetros de linha e abrange sete Estados: Minas Gerais. Sudeste e Centro-Oeste.Eixo Principal . produtos petroquímicos e siderúrgicos. soja. todas monitoradas via satélite (GPS). cimento. responsável por apenas 24% da matriz brasileira de ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 7 . cal. A frota atual da FCA é formada por cerca de 12 mil vagões e 500 locomotivas. a carga geral transportada pelas ferrovias brasileiras registrou crescimento de 85%. a FCO também é o principal eixo de conexão entre as regiões Nordeste.760 140 10 730 180 1. Uma das maiores ferrovias do NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 País em extensão.Projetos Ferroviários 1 2 3 4 5 6 Projetos Construção do trecho ferroviário Patrocínio . ferro-gusa. Goiás.Prudente de Moraes (440km) Travessia ferroviária de Belo Horizonte (12km) Ampliação do acesso ferroviário ao complexo portuário de Vitória Construção da Ferrovia Litorânea-Sul (165km) Construção do trecho ferroviário entre Rio Paranaíba e Ibiá (38km) Construção de trecho ferroviário entre Rio Verde e Goiandira (350km) Recursos PPP Públicos Privados Privados Privados PPP (R$ 1 mil) 1. Sergipe. Os principais produtos transportados pela concessionária são álcool e derivados de petróleo. bauxita. É responsável pela operação de malha de 7.690 sionária do transporte ferroviário de carga desde setembro de 1996. São Paulo e Distrito Federal. diante da extensa área do território nacional. fosfato. No período de 1997 a 2005.

Como o setor público está com sua capacidade exaurida. No Brasil. Ainda existem grandes vazios nas Regiões Norte e CentroOeste. São cerca de 1. países de dimensões continentais. a retomada da capacidade de planejamento integrado da infra-estrutura logística do País. assim como os elevados riscos regulatórios. Eixo Principal . que exigem vultosos investimentos.transportes. dos quais 165 mil quilômetros são pavimentados (9. a coordenação do processo decisório do setor que atualmente encontra-se fragamentada em diversas esferas (ANTT. Antaq. Ministério dos Transportes e Receita Federal). a saída é propor parcerias com a iniciativa privada. As ferrovias brasileiras são estruturadas em corredores de exportação (84% da produção ligada ao comércio exterior) com forte integração com a operação portuária. 50% na Índia e 43% nos Estados Unidos.5 milhão de quilômetros de extensão. os principais desafios nacionais no setor de logística são a restrição orçamentá- ria para a retomada do investimento público em infra-estrutura.5% do total). o modal rodoviário ainda é responsável por 62% da matriz de transportes. a implementação das parcerias públicoprivadas (PPAs).Projetos Rodoviários 1 2 3 4 5 Projetos Adequação das rodovias de ligação entre Santa Rita do Araguaia Itumbiara – Araguari (605km) Construção do anel rodoviário norte na Região Metropolitana de Belo Horizonte (30km) Ampliação da capacidade da BR-262 no trecho Divisa ES/MG – Vila Velha (205km) Duplicação da capacidade da BR-101 no Espírito Santo Licitação para ampliação do acesso rodoviário e ampliação da área do TVV Responsáveis MT Público MT MT MT (R$ 1 mil) 220 120 90 200 30 8 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 . Para Cléber Leite. fato que onera os custos devido à situação precária de parte das rodovias. contra 81% na Rússia.

pouca coisa foi de são alguns elementos que podem fato realizada. a instalação da Se a logística for considerada Plataforma Logística Multimodal de de maneira simplificada. como senGoiás. mas o professor destaca ser necessário também pensar na infra-estrutura de transporte e armazenamento. afirma. adequação da física e operacional entre as várias gestão dos portos. em Anápolis. visando o estabeledos marcos regulatórios que percimento de corredores multimodais mita maior participação da iniciaque deveriam permitir a integração tiva privada no setor. em qualquer lugir a eficiência logística em sua togar do mundo. destaca.País vive um paradoxo. o Brasil vive uma realidade cruel. avalia Barros. depenpara o desenvolvimento logístico. carecem de alianças e parcerias. Corredores multimodais A logística. apontava como de fundamental imInvestimentos na infra-estrutuportância os investimentos na área ra de transportes.Além da falta de mãode-obra especializada. por outro lado. A duzir que não basta as empresas Plataforma vai permitir a integração se qualificarem. diz especialista Foto: Cleomar Nascimento A alta qualidade do serviço prestado ao consumidor final é o objetivo das empresas inseridas no contexto da competitividade internacional. A iniciativa privada depende da infra-estrutura proporcionada pelas ações governamentais e o governo só tem sucesso se levar em conta as necessidades demandadas pelas cadeias de suprimentos. aeroportos e modalidades de transportes. hidrovias conceda a multimodalidade efetiva e portos. alguns gargalos devem ser atacados. não ocupa a devida importância na agenda dos governos. O sucesso da logística depende da integração levada às últimas conseqüências". Mas se tratando de logística. Ele acredita que é ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 9 . Porém. ferrovias. nada pode ser feito isoladamente. compromisso com o meio ambiente e acesso ao crédito al (PPA) do atual governo federal para as micro e pequenas empresas. de de pesados investimentos goMas se não houver condições de alivernamentais. política". pois a parte que física e operacional de vários modais diz respeito à infra-estrutura de de transporte. visando integração que como rodovias. Em sua opinião. Para garantir a satisfação do cliente. por meio de ações efetivas. João Bosco Barros. depende de vontade talidade. No caso de Goiás. modernização de transportes. a localização geográfica centralizada pode ser considerada fator positivo em termos de logística. um dos requisitos transporte e armazenagem. o que torna o País um dos campeões mundiais do desperdício. diz o especialista. "São partes complementares. pode-se deporte e armazenagem do Estado. Apesar de paradoxal. polítiJoão Bosco Barros cas públicas claras e de Logística deve ser prioridade para os governos longo prazo para o setor. os produtos acabam sem condições de escoamento e de capacidade de armazenamento. esses processos podem servir de entrave. alerta o coordenador do curso de Pós-Graduação em Logística do Senai e professor de administração da produção da Universidade Católica de Goiás (UCG). O Plano PlurianuNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 fundamental a desregulamentação do setor. tais porto seco. Entretanto. tem se buscado a melhoria da qualidade e a revisão dos processos produtivos em nome de maior competitividade e do aumento da participação brasileira no mercado externo. De um lado a produção é financiada. "A solução para os prominimizar as barreiras para se atinblemas de logística. é necessário estar dotado de alto nível de integração e coordenação dos processos logísticos dos vários elos de uma mesma cadeia de suprimentos. sem os quais a localização se transforma apenas em uma dádiva divina. alerta o professor. é parte integrando o processo de implementação te de um complexo muito maior que e controle do fluxo e armazenaenvolve toda a estrutura de transmento. como o acesso à inovação. Se não tratados de forma adequada. na avaliação de Barros.

A capital goiana vai sediar em 2007 o mais moderno CD da Região Centro-Oeste. principalmente aqueNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 . criada em maio de 2000. a despeito dos planos de investimentos da companhia. fica difícil infra-estrutura econômica manter o nível adequado de serviço. tem muita gente falando a respeito de logística sem saber exatamente do que trata o tema. Segundo ele. o setor enfrenta sérios problemas de ordem estrutural. O mercado de trabalho goiano para profissionais de logística é considerado promissor. ela correrá o risco de se transformar em investimento inócuo. pois é ele quem vai permitir o correto ordenamento dos diversos componentes envolvidos pela logística. tanto pela localização geográfica privilegiada do Estado. que terá mais de 15 mil metros quadrados de área construída. Foto: Luiz Henrique Veiga Porto Seco em Anápolis Estação aduaneira é parte importante no desenvolvimento da logística no Estado Empresário cita dificuldades estruturais O crescimento industrial verificado em Goiás nos últimos anos gerou demanda acentuada por serviços logísticos e a tendência é que ela cresça ainda mais diante do dinamismo do processo de crescimento econômico.5 anos. Rivas Rezende Costa. entre outros. Nessas conampliar investimentos em dições. de acordo Goiás janela tem todas as condições com dados da Agência Nacional de Transpara abrigar grandes complexos portes Terrestres de logística. lembra que. Os centros de distribuição (CDs) ocupam pouco mais de 110 mil metros quadrados de área. na 10 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO aquisição de novos veículos e equipamentos de movimentação de cargas.mentação da plataforma. mas é preciso (ANTT). O diretor da Quick Logística. com atuação nacional. Para o professor. e à instalação de centros de distribuição (CDs) de grandes empresas distribuidoras. ao contar com 15 filiais estrategicamente localizadas em diversos Estados brasileiros. um dos maiores desafios da logística hoje no País e em Goiás é a capacitação de profissionais para implementar projetos de logística nas organizações. na malha rodoviária e na renovação da frota de veículos. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões em 2006 na construção do CD de Manaus. Uma das empresas que surgiram para atuar no setor é a Quick Logística. à consolidação da Plataforma Logística Multimodal em Anápolis. cuja idade de uso é de 19. Ele acredita que o profissional especializado é fundamental. além da compra de terrenos para a expansão das atividades em Goiânia. alerta. como devido à instalação de grandes indústrias. representados pela falta de investimentos na infra-estrutura.

Sobre a Plataforma Logística Multimodal de Goiás. que incide sobre os preços dos combustíveis. No caso das ferrovias. embora tenha aumentado o volume de investimentos nesse modal. fosse aplicada corretamente. Em 2007. o que dificulta a integra- Quick Logística Centro de Distribuição localizado em Goiás. Independentemente da origem dos investimentos. reclama Rivas Rezende. que está sendo implantada em Anápolis. entre (CDs) voltados ao mercado do eles a falta de padronização das Centro-Oeste. com a conseqüente melhoria de seu ção entre vias. principalmente na recuperação da malha rodoviária. o empresário acredita que eles precisam ser efetuados urgentemente. destinado a apoiar atividades industriais do Estado na distribuição de seus produtos e para garantir faRivas Rezende Costa cilidades aos setores Qualidade do serviço depende da infra-estrutura exportadores. com 15 filiais em diversos Estados brasileiros.“Pelas informações que temos. A Plataforma servirá ainda como atrativo para a instalação desempenho. o setor rodoviário ainda não sentiu o reflexo da melhoria do desempenho das ferrovias. se governamentais. Se a Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide). principalmente os federais. ainda existem prode novos centros de distribuição blemas a serem resolvidos. bitolas. o empresário diz que se trata de um projeto de concepção moderna. Por falta de planejamento de longo prazo dos órgãos governamentais. diminuiu muito a possibilidade dos investimentos em infra-estrutura de transportes serem efetuados pela iniciativa privada. afirma. a não ser em nichos específicos de atuação”. Goiânia vai ganhar mais investimentos nessa área NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 11 .las empresas que utilizam o modal rodoviário de transporte. a situação das estradas seria melhor. da iniciativa privada ou por meio de parceria entre ambos.

ou seja. Cana-deaçúcar respondeu por 22% do total. Constatou-se que Goiás é do. a partir da realidade dinâmica da economia goiana e do crescimento futuro dos fluxos de carga. Outro indicador utilizado pelo estudo é o International Rougness Index (IRI). Será matrizes de origem e destino das estabelecida a realimentação pemercadorias transportadas pela riódica anual. além originam e se destinam ao próde corredores multimodais aos prio Estado. e também necessidades de recursos e investimentos para aprimorar o transporte multimodal até 2020. uma estrada for interrompida. documento que está em fase de elaboração pela Secretaria de Infra-Estrutura. foi adotado o indicador de custo/tku (custo/tonelada quilômetro útil) e a capaciSecretário Renê Pompêo de Pina dade. com apoio do Banco Mundial. compostos de portadas entre os municípios milhares de quilômetros de rodogoianos.9% dos fluxos se derais e estaduais goianas. O Plano representa uma 12 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO excedia a capacidade em cerca de 900 quilômetros. radiografia completa do sistema O estudo constitui ainda as de transportes no Estado. como já ocorre no sistema de energia elétrica. deração e seguem para outras. René Pompêo de Pina. outros produtos agrícolas (10%) e combustíveis (4%). A carga exportada é quatro vezes o peso da carga Abrangência A malha do PDTG consiste em importada pelo Estado. exemplifica. menos de 1% um dos indicadores analisados são cargas em trânsito pelo Estapara o cálculo de custos unitárido. de forma a acommalha rodoviária goiana em panhar as mudanças do merca2003. mais de um caminho para se atingir determinado destino. Se por algum motivo. onde se verificou que 65% da malha do PDTG estava em boas condições ao rolamento. O estudo identificou políticas institucionais e setoriais. A onde se observou que o tráfego predominância das zonas de oriNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 . produtos pecuários (10%). Para os corredores multimodais. são transprincipais portos.PDTG avança no planejamento dos transportes em Goiás até o ano 2020 Foto: Cleomar Nascimento No ano de 2003 foram transportados. Obser8 mil quilômetros de rodovias fevou-se que 58. 38 grupos de mercadorias que totalizaram 62 milhões de toneladas. principalmente nos grandes eixos. rias-primas. Foi apurada méPDTG trabalha com conceito de malhas rodoviárias dia de R$ 0. seguida de outras cargas (18%). A meta é. similar à encontrada em outros Estados brasileiros.061/tku. prevalecia antes. produtos minerais (11%). da carga transportada e das um Estado exportador de matéregiões produtoras. 28% estavam em condições irregulares e 6% péssimas. definir estratégias e formular políticas públicas que possam otimizar as operações. hidrovias e ferroviDiferente da concepção que as. ou seja. por meio da malha rodoviária goiana. complexo soja (14%). De acordo com o secretário de Infra-Estrutura. vias federais. Na infra-estrutura rodoviária. Esses números constam do Plano de Desenvolvimento do Sistema de Transportes do Estado de Goiás (PDTG). os quais ainda serão validados pelo governo estadual. medida da rugosidade do pavimento. é preciso ter opção de transporte. outros produtos industriais (11%). aquelas mercadorias que vêm os de transporte por segmento de determinadas Unidades da Fefoi a relação tráfego/capacidade. o PDTG trabalha com o conceito de malhas.

base de dados da Secretaria do Comércio Exterior. de 20 anos atrás. Para evitar que Goiás fique nesse vazio. necessita de um plano de transporte que defina diretrizes para o setor. a logística adotada hoje no Brasil é de uma economia que não existe mais. compara. aponta o estudo. Importância Sem fortes investimentos na infra-estrutura de transporte de Goiás e de acesso aos portos. com o objetivo de estabelecer as diretrizes gerais da conduta governamental no que concerne ao transporte e à logística. Na avaliação do secretário de Infra-Estrutura. assim como o incremento da efici- NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 13 . está sendo elaborado o Plano de Desenvolvimento do Sistema de Transporte do Estado (PDTG). “O tempo em que um produto sai da fazenda e chega até o navio para ser exportado está seguindo a velocidade de um carro de boi. Além do trabalho de contagem realizado pela Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). o aumento de sua capacidade. Ele defende que o País precisa estabelecer eixos estruturados. com exceção do fluxo entre Goiás e os Estados localizados ao Norte. questionários empresariais e outros. foram utilizados como fontes dos levantamentos de contagens dos volumes e de origem e destino de tráfego os arquivos de transações comerciais registradas pela Secretaria da Fazenda. enquanto o mundo caminha na velocidade de um avião a jato”. ência logística e das cadeias produtivas e distributivas. mas que ainda se mostram insuficientes para atender grandes volumes de cargas de baixo valor unitário que preferem esses modais de transporte. Também se faz necessário solucionar gargalos nas malhas hidroviária e ferroviária.gem e destino apontou a concentração do tráfego na região do Estado com destino ao Sul do Distrito Federal. o crescimento econômico pode ficar prejudicado. são imprescindíveis o aperfeiçoamento do sistema de transporte do Estado. Por isso. cujas cargas e produtividade vêm crescendo de forma acelerada.

A ponte do Cocalinho é considerada importante para o desenvolvimento da região do Vale do Araguaia. divisa entre Goiás e Mato Grosso. com investimentos já efetuados de mais de R$ 600 milhões nas obras já concluídas e expectativa de mais de R$ 400 milhões a serem aplicados nas obras em andamento até o fim de 2006. em Cocalinho. Entre as obras de arte realizadas em Goiás destaca-se a construção de pontes. na Rodovia GO-454. o Goiás Pavimentado. e liga as Regiões Norte e Nordeste do Estado. que resultou na ampliação e sensível melhoria da malha pavimentada em todo o território goiano. De 1999 a 2005. Mas o escoamento dos produtos enfrenta atualmente caminhos longos e onerosos devido à falta de uma travessia estável do rio. como a sobre o Rio MaraFoto: Caramuru Hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná Modal hidroviário se integra às rodovias e constitui importante meio de transporte nhão. foram pavimentados em Goiás mais de 1. Foram obtidos financiamentos do Banco Mundial que possibilitaram a implementação do maior programa de pavimentação e conservação de rodovias do Estado. que tem forte atividade agropecuária e produção de grãos nos Estados de Goiás e de Mato Grosso. de forma a garantir o livre escoamento dos produtos goianos para os mercados interno e externo. rodovia estadual considerada importante denNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 14 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO . Por meio de concessão de serviço de travessia.Recursos para infra-estrutura econômica têm aumento em Goiás Para apoiar a crescente industrialização. está sendo construída a ponte sobre o Rio Araguaia. tem sido necessários fortes investimentos na infra-estrutura de transportes. A obra contempla ainda a implantação definitiva da GO-454. que tem 517 metros.6 mil quilômetros de rodovias estaduais. dos quais cerca de R$ 23 milhões serão oriundos de aporte do Tesouro Estadual e R$ 12 milhões desembolsados pela concessionária Consórcio Caminhos do Sol. A obra está orçada em quase R$ 35 milhões. a revolução tecnológica na agricultura e o dinamismo do setor de prestação de serviços verificados em Goiás nos últimos anos. Também é considerada importante para o Estado a conclusão das obras de duplicação da Foto: Cleomar Nascimento Estrutura rodoviária Governo estadual aposta alto na pavimentação e recuperação de rodovias BR-060 (Anápolis-Brasília) e da BR153 (Goiânia-Itumbiara). que estão em execução pelo governo federal. Essas rodovias federais são elos fundamentais de ligação do Estado com outras regiões do País.

Hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 15 . começou a ser executado e terá 40 quilômetros de extensão.tro do Plano de Desenvolvimento do Sistema de Transportes do Estado de Goiás (PDTG). o governo paulista anunciou que até 2009 serão investidos R$ 89 milhões no trecho paulista da hidrovia. por meio de parceria entre governo estadual. que já conta com duto até o Porto de São Sebastião. é outro projeto fundamental para o desenvolvimento logístico de Goiás e do Centro-Oeste. Modal aéreo No caso do modal de transporte aéreo. maior exportadora do Estado. A construção do trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul. Na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). terá grande impacto para a economia estadual a construção do trecho férreo entre Rio Verde e Goiandira. com extensão de 350 quilômetros. que ligará Goiânia à refinaria de Paulínia (SP). com investimentos superiores a R$ 28 milhões. Mas nessa modalidade a principal obra é a construção do novo terminal do Aeroporto Santa Genoveva em Goiânia. Infraero e governo federal. O projeto está orçado em R$ 288 milhões e permitirá a ampliação da capacidade de embarque e desembarque de passageiros. beneficiando 35 municípios em todas as principais regiões econômicas do Estado. principalmente tendo como destino o Porto de Santos (SP). que demandarão investimentos de US$ 450 milhões. construção de terminais de passageiros e instalação de balizamentos noturnos. bem como obras para alargar e aprofundar os canais de navegação existentes. O protocolo de intenções do projeto foi firmado entre o governo estadual e a Petrobrás. é também a principal usuária da hidrovia. será necessário construir 540 quilômetros. A Hidrovia Paranaíba-Tiête-Paraná tem sido vital para o escoamento de produtos goianos. A crescente demanda internacional por fontes alternativas de energia tem aumentado a procura pelo álcool. Visando eliminar restrições operacionais. também em São Paulo. obra orçada em R$ 1. a partir de Anápolis. A Caramuru Alimentos. financiado pelo Banco Mundial. O escoamento do produto fabricado nas usinas goianas até os portos para exportação será facilitado com a construção do alcoolduto de 800 quilômetros de extensão. que prevê a implantação e melhoramento de pistas de pouso e decolagem.6 bilhão. Entre as intervenções previstas estão a ampliação de vãos de navegação e proteção de pilares nos cruzamentos com pontes rodoviárias e ferroviárias. o governo estadual tem implementado o Programa Voa Goiás. Para percorrer todo o Estado até a fronteira do Tocantins. visando a implementação da obra orçada em R$ 500 milhões. de Anápolis a Petrolina de Goiás. O primeiro trecho.

outro passo fundamental dado pelo governo foi o lançamento do edital público que selecionará a empresa responsável pela operacionalização propriamente dita da plataforma. que está em fase de implantação em Anápolis. De acordo com Jaiton Paulo Naves. para que empresas interessadas tenham como se instalar no local e iniciar operações. O edital lançado pelo governo do Estado para seleção da empresa define uma série de normas de modo a que todas as questões fiquem claras. Jailton Paulo Naves. pela versão preliminar do edital. além de contar com ampla estrutura de armazenamento e ordenamento de mercadorias. é uma das iniciativas mais concretas adotadas pelo governo estadual com o objetivo de ampliar a logística do Estado. facilitando o escoamento de produtos. além de executar pequenas obras civis de infra-estrutura. No mês de outubro.Governo apressa funcionamento da Plataforma Logística Multimodal de Goiás A Plataforma Logística Multimodal de Goiás. Na primeira etapa do projeto. Ele adianta que já existem grupos de empresas interessadas em instalar suas unidades no local. que podem ser prorrogados. incluindo exploração comecial e manutenção das benfeitorias. Isso significa que o empreendimento mostra-se viável logo de início. Essa empresa é que irá cuidar da dispo- sição e uso dos terrenos. com vantagens para a própria empresa. responsáveis pela obra no âmbito da Seplan. o governo do Estado. atração de empresas e todo o gerenciamento da plataforma. já realizou diversas obras de infra-estrutura como pavimentação de vias internas e de acesso. inspecionam os serviços executados na primeira etapa 16 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 . por meio de licitação pública. para melhorar a competitividade de seus produtos. Esses serviços básicos eram fundamentais. segundo o superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento. galerias pluviais. O processo deverá estar concluído no fim de novembro e. redes de enerFotos: Cleomar Nascimento gia elétrica e estrutura para implantação de serviço telefônico. O projeto. ferroviário e aeroviário). que fica próximo ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) interligará diversos modais de transporte (rodoviário. a plataforma deverá estar em pleno funcionamento. a empresa vencedora deverá ter concessão para operar a plataforma por período de 30 anos. para o Estado (que já realizou Acompanhamento Os técnicos Alexandre Demartini Rodrigues e Luiz Antônio Cruvinel Gordo. saneamento básico. a expectativa é que num prazo que pode variar de 180 dias a um ano.

Também foi construído o sistema de abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Infra-estrutura Todas as vias de acesso e internas da primeira etapa já estão pavimentadas Obras realizadas Na primeira etapa do projeto. Também foram executados serviços de galerias pluviais em todas as vias.obras de infra-estrutura) e para os futuros empreendedores que atuarão na plataforma. incluindo vias de acesso. bem como às principais malhas rodoviárias federais e estaduais. assim aqueles provenientes de outras regiões terão melhor escoamento e mais competitividade. o governo estadual realizou a pavimentação de toda a primeira etapa (ao todo serão três etapas). de circulação interna e pátio principal. No futuro. O secretário do Planejamento e Desenvolvimento. Goiás estará interligado aos portos do Norte e do Sudeste. Em etapas futuras. posteriormente. suficiente para garantir suprimento de todos os futuros empreendimentos e da administração da plataforma. NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 Obras civis Serviços de captação de água pluvial e redes de água também já foram realizados Estrutura viária Execução de obras de pavimentação e colocação de meios-fios no acesso principal ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 17 . José Carlos Siqueira. com a Norte-Sul. bem como a interligação ferroviária com a Ferrovia Centro-Atlântica e. Foi instalada a rede de energia elétrica. argumenta que a plataforma vai marcar nova etapa no desenvolvimento de Goiás. Com a entrada da plataforma em funcionamento. já que cria condições para ampliar a estrutura logística do Estado.Também foi instalada rede para cabeamento telefônico e telecomunicações em geral. capaz de atender a todos os empreendimentos. os produtos goianos. com a integração da Ferrovia Norte-Sul e a Centro Atlântica. assim como meio-fio nas vias de internas e de acesso. serão realizadas obras referentes à remodelação e ampliação do aeroporto. integrando assim todos os modais de transporte.

componentes. o Terminal Aéreo de Cargas. a plataforma abrangerá todos os subconjuntos logísticos necessários para reduzir custos operacionais com movimentação de cargas. de alguma forma. De acordo com o superintendente Jailton Paulo Naves. com destino ao porto de Santos Benefícios aos usuários Maior competitividade com otimização do tráfego de cargas e redução de custos operacionais Maior flexibilidade com logística integrada para atender exigências de clientes finais Maior confiabilidade por meio de serviços diversificados e tecnologia da informação Mão-de-obra especializada. com eficiência e menor custo. que possui 685 quilômetros de malha Ferroviária em Goiás e terminais em Goiânia. barateando frete e assegurando maior competitividade ao Estado. Anápolis e Brasília e ligação com principais portos do País Ferrovia Norte-Sul. Diariamente circulam pelas rodovias que cortam o Estado cerca de 6 mil veículos de carga. No mesmo espaço. multimodalidade e serviços logísticos. processamento e semiprocessamento Acessos e conexões Porto Seco Centro-Oeste (Estação Aduaneira Interior . com ramal da Ferrovia Centro-Atlântica Aeroporto civil de Anápolis. Além do tratamento das mercadorias. importante pólo. evitando desperdícios. inclusive com destino a outros Estados e até países. ferroviário e rodoviário. pelo crescimento contínuo da população e do poder aquisitivo. em que serão integrados modais rodoviário. o complexo reunirá. processamento e embalagem de bens Concentração. Além disso. que permitirá acesso aos partos do Norte (Itaqui.EADI. boa parte da riqueza que circula pelo CentroOeste. passa por Goiás. em São Simão. o Terminal Ferroviário de Cargas e o Pólo de Serviços e Administração. cujo início. Ela integra a rota do transporte de grãos para o Sudeste. sendo as principais a BR-153. no mesmo local. a plataforma poderá se tornar também espaço centralizador e distriNOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 Potencial Além dos produtos agrícolas. que liga Goiás ao Norte. fica a 350 quilômetros de Anápolis. ser canalizado para recepção e redistribuição a partir da plataforma. bebidas. medicamentos e outras mercadorias. armazenamento e transbordo de produtos de modo a utilizar modais mais adequados para cada tipo de produto. Estrutura do empreendimento Serviços a serem agregados Armazenagem e distribuição de mercadorias (inclusive frigorificadas e alto valor agregado) Despachos aduaneiros e contratação de cargas Beneficiamento. no Maranhão) Rodovias federais e estaduais. promovendo pela primeira vez no Brasil o conceito de central de inteligência logística. Sudeste. incluindo Goiânia e sua Região Metropolitana. todo o Distrito Federal e o Triângulo Mineiro. reduzindo custos. portanto. constituindo. transportando soja. capacitada principalmente pelo grande número de instituições de ensino superior e cursos profissionalizantes algodão. que faz ligação com Brasília e demais Estados do Centro-Oeste Hidrovia Tietê-Paraná-Paranaíba. Jailton Naves também destaca o potencial do eixo Goiânia-Anápolis-Brasília.Multimodalidade e serviços logísticos A Plataforma Logística Multimodal de Goiás caracteriza-se como espaço apropriado à recepção. da armazenagem e do acolhimento do pessoal em trânsito. Sul do País e à BR-060. ao Centro-Oeste e ao País. Tudo isso pode. 18 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO . máquinas. milho. produtos alimentícios. que será ampliado para possibilitar pouso e decolagem de aeronaves cargueiras de grande porte Ferrovia Centro Atlântica. automóveis e peças em geral. bem como alimentos processados. eletroeletrônicos. desconcentração e reordenamento de cargas Serviços financeiros e de telecomunicações Montagem industrial de produtos. Num raio de 400 quilômetros estão concentrados quase 6 milhões de pessoas. estarão em operação o Centro de Transportes Terrestres. pecuários e minerais provenientes de Goiás.

reduzindo a gas dispersos nas áreas periféricas competivividade. A partir daí. além de agregar serviços essenciais. incentivos à agregação de valor. Pioneirismo A Plataforma Logística Multimodal de Goiás é uma iniciativa pioneira no Brasil se considerado o conceito real de plataforma logística.Foto: Cleomar Nascimento buidor de produtos para o mercado internacional (Mercosul) e até para a Europa por meio dos portos do Sudeste e do Norte. Posteriormente foram criadas plataformas em outros países como Itália e Alemanha. oferta de serviços ligados à atividade e o gerenciamento da carga de modo eficiente e integrado. das grandes cidades. dos níveis de poluição e de operações logísticas. cuja configuração física de armazenagem é destinada à movimentação e estoque de produtos acabados. falta de integração entre rodovias-ferrovias e A concepção de plataforma lohidrovias e outros gargalos afegística surgiu na França para substam a qualidade do transporte e tituir ineficientes terminais de carencarecem o frete. elas se tornaram referência na ampliação da integração multimodal e redução do tráfego urbano. integração multimodal. como centro receptor. Falta-lhes. a primeira etapa com obras de infra-estrutura concluídas. No Brasil. Rodovias mal conservadas. O mais próximo de uma plataforma em operação no Brasil são os centros de distribuição. distribuição e armazenagem de cargas ainda são tecnologicamente defasadas em relação a países desenvolvidos. Outras etapas serão consolidadas pelas empresas NOVEMBRO/DEZEMBRO 2006 ECONOMIA & DESENVOLVIMENTO 19 . Maquete da Plataforma Logística de Goiás Na parte circulada. armazenador. as operações de transporte. entretanto. armazéns dispersos e situados em loJailton Paulo Naves cais que não atendem às nePlataforma é estrutura com múltiplas funções cessidades dos produtores e exportadores. ordenador e distribuidor de produtos.

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