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Interpretação de textos

Informativo, literário ou Jornalístico

texto informativo

é um texto em que o escritor expõe brevemente um tema, fato ou circunstância ao leitor.


Trata-se de uma produção textual objetiva, normalmente em prosa, com
linguagem clara e direta.
Tem como objetivo principal transmitir informação sobre algo, estando isento de
duplas interpretações.

Ao contrário dos textos poéticos ou literários, que utilizam a linguagem conotativa, o


texto informativo utiliza linguagem denotativa.

Além de apresentar dados e referências, não há interferência de subjetividade, ou seja,


o texto é isento de sentimentos, sensações, apreciações
do autor ou opiniões

Características do texto
informativo
O autor dos textos informativos é um transmissor que se preocupa
em relatar informações da maneira mais objetiva e verossímil.

No caso das notícias, por exemplo, o escritor está encarregado de


transmitir a informação para os receptores leitores da maneira objetiva e
alheia a ele.

Escrito em prosa, o texto informativo apresenta dados que o tornam mais


credível.

Estrutura do texto
informativo
Tal como outros Gêneros Textuais, o texto informativo é constituído por:

•necessárias
Introdução (tese): momento de exposição das informações
para informar o tema que será explorado pelo
emissor (autor).

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•informações
Desenvolvimento (antítese): parte fundamental que contém as
completas sobre o tema, desde dados mais relevantes,
ou melhor, todos os dados que se pode reunir para apresentação do tema.

•ideia central. Conclusão (nova tese): encerramento do texto com exposição da

• Exemplos de textos informativos

Veículos de informação tais como jornais, revistas e


entrevistas são os exemplos mais notórios de textos
informativos.

Além deles, os livros didáticos, as enciclopédias e os verbetes de dicionários são


outros exemplos.
Os artigos científicos e técnicos também podem ser considerados textos
informativos, embora esse gênero textual é mais identificado com
os textos expositivos- argumentativos.

1. Notícia de Jornal
Combate à Dengue

A picada do mosquito Aedes Aegypti tem demonstrado grande preocupação. Isso


porque o aumento de mortes no país por motivo de dengue
tem crescido de forma considerável nos últimos meses.

A melhor maneira de combater a doença é explorar a única arma: a prevenção.

Projetos de conscientização alertam a população para os perigos da proliferação do


mosquito.

O foco está nos métodos necessários para acabar com os acúmulos de água nas
casas. Isso porque são os ambientes mais propícios para
a reprodução do transmissor da doença.

2. Verbete de Dicionário
Significado de Alienação

s.f. Ação ou efeito de alienar: alienação de uma propriedade.

Jurídico. Ato de transferir para alguém uma propriedade ou um direito: alienação de um


apartamento.

Resultado de algum tipo de abandono ou efeito da ausência de um direito comum:


alienação da segurança.

Filosofia. Hegelianismo. Quando a consciência se torna desconhecida a si própria ou a


2
Licenc
iado pa
sua própria
essência.
Informal. Desinteresse por questões políticas ou sociais.

ra - Sa
Psicologia. Estado da pessoa que, tendo sido educada em condições sociais
determinadas, se submete cegamente aos valores e instituições

ra Cris
dadas, perdendo assim a consciência de seus verdadeiros problemas.

TextoJornalístico

tina Fil
são os textos veiculados pelos jornais, revistas, rádio e televisão, os quais possuem o
intuito de comunicar e informar sobre algo.

o
Nos dias atuais, o texto jornalístico é provavelmente o gênero textual mais lido, pois

meno d
possui o maior alcance nos diversos setores da
sociedade.
Uma característica importante dos textos jornalísticos é sua efemeridade, visto

a Cunh
que favorecem o conhecimento de informações atuais
com o propósito de difundir o que acontece de novo.

Estrutura do Texto Jornalístico


a - und
efined
A composição de um texto jornalístico é dividida em:

1. Pauta: escolha do tema ou assunto.


- Prote

2. Apuração: recolha das


informações, dados e verificação
gido po

da veracidade dos fatos.

3. Redação: transformação das


r Eduz

informações num texto.


[Link]

Edição: correção e revisão dos texto.

A Linguagem Jornalística
A linguagem jornalística é em prosa e deve ser clara, simples, imparcial e objetiva
de modo a expor para o emissor as informações mais relevantes sobre o tema.

O jornalista possui a função de “traduzir” e transmitir as informações para o público em


geral, utilizando um método de desenvolvimento textual baseado no critério básico ao
responder às perguntas:

• “O quê?” (acontecimento, evento, fato ocorrido);


• “Quem?” (qual ou quais personagens estão envolvidos no acontecimento);
3
• “Quando?” (horário em que ocorreu o fato);
• “Onde?” (local que aconteceu o episódio);
• “Como?” (modo que ocorreu o evento);
• “Por quê?” (qual a causa do evento).
No tocante à sua estrutura gramatical, normalmente o texto
jornalístico apresenta frases curtas e ideias sucintas, as quais
favorecem a objetividade do texto.

Além disso, trabalham com o recurso das repetições que auxiliam


na memorização e assimilação das informações. O mais comum é
o uso da ordem direta nas construções frasais, ou seja: sujeito +
verbo + complementos e adjuntos adverbiais.

Esses textos possuem uma linguagem denotativa, ou seja, isenta


de ambiguidades e que possui um único sentido.

Gêneros Jornalísticos
O jornal abriga diversos textos jornalísticos,
vulgarmente chamados de “matérias”, sendo
divididos em seções, compostas pelos mais
variados gêneros textuais:

• editorial
• notícia
• reportagens
• entrevistas
• textos publicitários
• classificados
• artigos
• crônicas
• resenhas
• charges
cartas do leitor

Exemplos de Textos Jornalísticos


Medicamentos Genéricos e Medicamentos de Marca
4

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Diz-se que os medicamentos genéricos têm a mesma qualidade, eficácia e segurança do


medicamento original que lhe serviu de referência. Uma das
vantagens dos medicamentos genéricos encontra-se no preço inferior ao preço praticado pela
venda do medicamento de marca.

Medicamentos Genéricos
Os medicamentos genéricos estão identificados com a sigla MG nas embalagens. Eles são aprovados
pela INFARMED, que disponibiliza uma lista de medicamentos
genéricos online. A cada medicamento é atribuída uma A.I.M. (Autorização de Introdução no Mercado)
com um respetivo número de registo. Segundo a lei, estes
medicamentos podem unicamente ser comercializados depois do período de proteção de patente do
medicamento de referência ter expirado (um
período aproximado de 20 anos).

TextoLiterário
A forma de linguagem e a apresentação da informação estão entre as
diferenças do texto literário do não literário.

O texto literário é aprestado em uma linguagem pessoal, envolta em emoção, emprego de


lirismo e valores do autor ou do ser (ou objeto) retratado.

Já o texto não-literário tem como marca a linguagem referencial e, por isso,


também é chamado de texto utilitário.

Em resumo, o texto literário é destinado à expressão, com a realidade demonstrada de maneira


poética, podendo haver subjetividade.

O texto não literário, contudo, é marcado pelo retrato da realidade desnuda e crua. É possível
tratar sobre o mesmo assunto nas duas formas de texto e apontar o tema ao receptor sem
prejuízo a informação.

Texto Literário
5
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Texto 1:

Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - 1947) Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei, ai Meu Deus do céu, ai Por
que tamanha Judiação

Que braseiro,

Que fornalha,
Nenhum pé de plantação Por falta d'água
Perdi meu gado Morreu de sede Meu
alazão

Adequação textual

Linguagem Verbal e Não Verbal


Sabe-se que a interação entre os seres pode ser realizada de diversas maneiras. Essa
prática pode ser chamada de comunicação.

A comunicação se realiza, de forma predominante, através da linguagem. Existem


diferentes tipos de linguagem e aspectos em sua

composição.

Linguagem verbal: Utiliza palavras em sua composição, sejam através da escrita ou


oralidade. ambas são modalidades comunicativas.

A comunicação definida pela troca de informações entre o emissor e o receptor tem a


finalidade de transmitir uma mensagem (conteúdo). Nesse sentido, a linguagem
representa o uso da língua em diversas situações comunicativas. As duas modalidades
são muito importantes e utilizadas no

dia a dia, no entanto, a linguagem verbal é a mais empregada.

Linguagem não verbal: utiliza dos signos visuais para ser efetivada,
por exemplo, as imagens nas placas e as cores na sinalização de trânsito.

Linguagem mista Além da linguagem verbal e não verbal há a linguagem mista (ou híbrida). A
linguagem mista utiliza as duas modalidades de
linguagem para emitir uma mensagem, ou seja, a linguagem verbal e não verbal.
6
Licenc
iado pa
Linguagem formal: A linguagem formal deve ser aplicada em
contextos de comunicação mais sérios, como em reuniões importantes e afins. A língua

ra - Sa
é utilizada em sua variedade padrão, não abrindo exceções
para gírias, expressões coloquiais ou até mesmo erros gramaticais e ortográficos.

ra Cris
Linguagem informal: Na linguagem informal, o falante apresenta uma realização mais "básica" ,

tina Fil
descontraída e que contempla a comunicação

meno d o
do cotidiano. É usada em contextos comunicativos neutros, como conversas entre amigos e
familiares.

a Cunh
a - und
A linguagem nem sempre existiu, ela não é algo que
antecede a existência da humanidade, muito pelo contrário, ela é justamente
decorrente da necessidade que os seres humanos tinham de se comunicar, efined
organizar e transformar o meio ao qual estavam inseridos para sobreviver.
Logo, a linguagem surgiu por uma necessidade de sobrevivência e, após
inúmeros processos sociais, culturais e históricos, ela se tornou a via de
- Prote

acesso ao mundo e ao pensamento, uma vez


que toda experiência é permeada de palavras e signos aos quais foram
atribuídos sentidos específicos.
gido po

Sendo assim, é a linguagem que insere os indivíduos


r Eduz

na teia social e ela que circunscreve essa vivência. Ela é um dos


elementos centrais da socialização dos sujeitos, através da qual a
realidade será compreendida, observada e vivenciada por cada um
[Link]

Língua
A língua não existe fora da sociedade, igualmente, a sociedade não existe sem ela.
Em outras palavras, se não existissem pessoas agrupadas para
se comunicar e se, através de processos históricos, culturais e sociais, essas
pessoas não tivessem desenvolvido formas de comunicação em
comum, como existiria a língua? Ou, inversamente, se não houvessem maneiras de
se comunicar, como seria possível haver coesão e entendimento
entre os sujeitos para existir uma sociedade?
Com isso, evidencia-se a interdependência entre a linguagem e a sociedade. A língua,
assim como a sociedade e a cultura, está em um constante
processo de transformação.

A adequação da língua
Como o ato comunicativo efetivo (enunciação) é muito complexo, os conceitos de
7
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certo ou errado ficam muito superficiais. É necessário considerar


um novo conceito: a adequação.
Um enunciado pode ser considerado adequado quando é apropriado aos elementos
presentes no processo de comunicação.

O uso que cada indivíduo faz da língua depende de

várias circunstâncias:

Do que vai ser falado (assunto) Do meio


utilizado (canal)
Do contexto (ambiente espaço-temporal) Do nível
social e cultural de quem fala
De quem é o interlocutor (a pessoa com quem se está falando)
A linguagem do texto deve estar adequada à situação, ao
interlocutor e à intencionalidade do falante.

Até mesmo a asa branca Bateu asas do sertão


Então eu disse:
Adeus, Rozinha Guarda contigo
Meu coração
E hoje longe muitas léguas Numa triste solidão
Espero a chuva
Cair de novo Pra eu voltar Pro
meu sertão
Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na
plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu Que eu voltarei,
viu Meu coração
Eu te asseguro Eu te asseguro
Meu coração Eu te asseguro
Eu voltarei
Pro meu sertão

8
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined

Signo linguístico
- Prote

Fala
gido po


r Eduz

Ato linguístico individual, material, concreto.


[Link]

Dependente da vontade e da inteligência do indivíduo.


Não é passível de sistematização

9
Escrita e oralidade
O Processo de comunicação em um enunciado pode efetivar-se de formaoral ou escrita.
Portanto, distinguimos duas modalidades para a interação social pelalinguagem: a falada e a
escrita.
Tanto na história da humanidade como em nossa história individual,primeiro falamos, depois
escrevemos.
E mais: a modalidade falada é adquirida naturalmente, enquanto a escritaé aprendida.
Na fala, o significante é sonoro (conjunto de sons - fonemas - que
representam uma ideia); na escrita, é gráfico (conjuntos de letras,
representações gráficas dos sons da língua).

Modalidade escrita x falada


10

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As modalidades falada e escrita têm características particulares na
produção do enunciado, o que permite reconhecer marcas da escrita e
marcas da oralidade.

Porém, essas características diferenciais são extremas,


podendo existir acomodações de acordo com o tipo de gênero
textual que se está produzindo, e ainda, o registro empregado
(coloquial ou padrão culto) na situação real de produção.

Assim, podemos ter um texto falado de alta complexidade de


planejamento e no registro do padrão culto em situações comoa
apresentação de um trabalho acadêmico, ou um texto falado
planejado e no registro do padrão culto em situações como a de uma
aula.

Ou, ainda, um texto falado pouco planejado e no


registro coloquial em situações como uma conversa com umamigo.

Conhecendo as marcas de cada modalidade, podemos avançar


um pouco mais: nem todo texto falado pertence à modalidade
falada e nem todo texto escrito pertence à modalidade escrita.
11

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Vejamos os exemplos:

•regra, um
O texto falado por um apresentador de telejornal é, via de
texto que pertence à modalidade ESCRITA: é
previamente planejado, contínuo, apresenta estruturas
sintáticas elaboradas; em outras palavras: tem TODAS as
marcas da escrita e NENHUMA marca da oralidade (na
verdade o texto é previamente escrito e lido, no ar, pelos
apresentadores);

• Fala do professor Alfredo Bosi numa mesa-redonda sobre a obra deMachado


de Assis, reproduzida em livro (Machado de Assis. Ática,

• 1982):
"Não sei se devo fazer a pergunta que eu tinha preparado, porque acho que, do que foi dito
aqui, muitas coisas ficaram em aberto, poderiam
ser aprofundadas. Em todo caso vou fazer essa pergunta e vocês responderãose quiserem,
ou, se preferirem, poderão voltar às coisas que
ficaram em suspenso nas intervenções anteriores".

Apesar de chegar ao leitor na forma escrita, trata-se evidentemente deum texto da


modalidade falada, com suas marcas características.

Fragmento do romance Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade, em que


temos duas situações distintas: o texto do narrador com marcas da modalidadeescrita e as
falas de personagens com marcas da oralidade:

"Esperou. D. Laura mal respirava muito nervosa, não sabendo principiar.

- É por causa do Carlos...


- Ah...sente-se."
Relações semânticas

Semântica

A semântica é o ramo da linguística que estudaos


significados e/ou sentido dos vocábulos da língua. Do
grego, a palavra semântica (semantiká) significa
“sinal”.
De acordo
com duas
vertentes,
“sincrônica”
e
12
“diacrônica”,
a semântica
é dividida
em:

• Semântica Descritiva: denominada de semântica


sincrônica, essa classificação indicao estudo da significação
das palavras na atualidade.

• denominada de semântica
Semântica Histórica:
diacrônica, se encarrega
de estudaro significado
das palavras em
determinado espaço de
tempo.

Sinônimos e antônimos
Os sinônimos e os antônimos designampalavras (substantivos, adjetivos,
verbos, complementos, etc.), que segundo seu significado, ora se assemelham
(sinônimos) eora são opostas (antônimos).
• Sinônimos
Do grego, o termo sinônimo (synonymós) é
formado pelas palavras “syn” (com); e “onymia”(nome), ou seja, no modo literal significa aquele
que está com o nome ou mesmo semelhante a ele. Não obstante, a sinonímia é o ramo da
semântica que estuda as palavras sinônimas, ouaquelas que possuem significado ou sentido
semelhante, sendo muito utilizadas nas produções dos textos, uma vez que a repetição das
palavras empobrece o conteúdo.

• Antônimos
Do grego, o termo antônimo corresponde a união das palavras “anti” (algo contrário
ou oposto) e “onymia” (nome). A antonímia é oramo da semântica que se debruça
nos estudos sobre as palavras antônimas. Do mesmo modo que os sinônimos, os
antônimos são utilizados como recursos estilísticos na produção dos textos.

 Sinônimos Imperfeito
São as palavras que compartilham significados semelhantes e não idênticos , por exemplo, feliz e
alegre ; cidade e município ; córrego e riacho.
 Sinônimos Perfeito
são as palavras que compartilham significados idênticos,
porbexemplo: léxico e vocabulário

Paronímiae Homonímia
Os Homônimos e os Parônimos são termos quefazem parte do estudo da
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Os parônimos são as palavras que se assemelham na
grafia e na pronúncia, entretanto, diferem no sentido.
Por isso, é muito
importante tomar
conhecimento
dessestermos para
que não haja
confusão.
A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas:

• Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)


• Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal
gráfico)
• Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
• Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
• Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação)
• Coro (música) e couro (pele animal)

Conotaçãoe denotação

A conotação designa o sentido virtual, figurado esubjetivo da palavra, alargando o seu


campo semântico. Assim, depende do contexto.
Na maioria das vezes, a conotação é utilizada nostextos poéticos com o intuito de produzir
sensações no leitor.

A denotação designa o sentido real, literal e objetivo da palavra. Ela explora uma linguagem
mais informativa, em detrimento de uma linguagem mais poética (conotativa).

É muito utilizada nos trabalhos acadêmicos,

jornais, manuais de instruções, dentre outros.

Exemplos:
Ele foi um cara de pau! (sentido conotativo) Não foi aquele cara que te pediu informação
ontem? (sentido denotativo)
Agiu como um porco. (sentido conotativo)No sítio do meu avô há um porco. (sentidodenotativo).

Polissemia e
Ambiguidade
Polissemia
Polissemia é a propriedade que uma mesma palavra tem
de apresentar mais de um significado nos múltiplos
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contextos em que aparece.

Veja alguns exemplos de palavras polissêmicas:

cabo (posto militar,


acidente geográfico,
cabo davassoura,
da faca)

banco (instituição comercial financeira, assento)

manga (parte da roupa, fruta).

Ambiguidade

Ambiguidade é a qualidade ou estado do que é ambíguo, ou seja, aquilo


que pode ter mais do que um sentido ou significado.

A ambiguidade pode estar em palavras,


frases, expressões ousentenças
completas. É bastante aplicável em
textos de teor literário, poético ou
humorístico

A Ambiguidade pode levar à interpretação dupla ou duvidosade


uma mensagem. Apesar disto, é permitido seu uso como recurso
ou alternativa linguística, para chamar a atenção paraum
determinado contexto.

Ambiguidade Lexical e Estrutural

A estrutural provoca ambiguidade por causa da posição das palavras em um

enunciado, gerando uma má compreensão do seu significado.

Exemplo: “O celular se tornou um grande aliado do homem, mas esse nem

sempre realize todas as suas tarefas”.

A ambiguidade lexical é quando uma determinada palavra assume dois ou mais

significados, como acontece com a polissemia, por exemplo.

Exemplo: “O rapaz pediu um prato ao garçom”.


15
Maria comeu um doce e sua irmã também.

Mataram o porco do meu tio.

O guarda deteve o suspeito em sua casa.

João foi atrás do táxi correndo.

Ana encontrou o gerente da loja com o seu irmã[Link]


sentou na cadeira e quebrou o braço.

Eu visitei a igreja do país que sofreu o atentado.

A menina disse à colega que sua mãe havia chegado.


O atleta falou ao treinador caído no chão. Perseguiram o porco do meu tio

Ouvi falar da festa no restaurante.

O professor da Maria terminou a aula fazendo apontamentos no seu caderno.A Maria fez

aquele jantar na sua casa?

Exausta, ajudei a colega no final do dia.

Tipos de Textos
• Os tipos de textos são classificados de acordo com sua
estrutura,objetivo e finalidade.

• De acordo com a tipologia textual, eles são classificados em 5


tipos: texto narrativo, texto descritivo, texto dissertativo, texto
expositivo etexto injuntivo.

1. Texto Narrativo
• A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo,
no qual são desenvolvidas as ações daspersonagens, marcadas pelo
• tempo e pelo espaço.
Assim, a narração engloba o que chamamos de 5 elementos da narrativa:

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• Enredo: designa a história da narrativa. Dependendo de como a trama é contada, ele é
classificado em dois tipos: enredo
linear (sequência cronológica) e enredo não linear (não possui uma sequência cronológica).
• Narrador: também chamado de foco narrativo, representa a "voz do texto", ou
seja, determina quem está contando ahistória. Os tipos de
• narrador são: narrador observador (não faz parte da história, sendo somente um
observador), narrador personagem (faz parte da história) e
• narrador onisciente (conhece todos os detalhes da narração).
• Personagens: são aqueles que fazem parte da história e podem ser: personagens principais
(protagonista e antagonista)
ou personagens secundárias (adjuvante ou coadjuvante).
• Tempo: marca o momento em que a trama está sendo desenvolvida. Ele é dividido
em dois tipos: tempo cronológico etempo psicológico.
• Espaço: representa o local (ou locais) onde se desenvolve a história e que pode ser: físico,
psicológico ou social.

Estrutura dos textos narrativos


Os textos narrativos possui uma estrutura básica: apresentação,desenvolvimento,
clímax e desfecho.

• Apresentação: trata-se da introdução do texto, onde


são apresentadas algumas de suas principais
características como otempo,

• o espaço e as personagem que fazem parte da trama.


• Desenvolvimento: designa a maior parte do
texto, onde são desenvolvidas as ações das
personagens numa sequência

• deacontecimentos.
• Clímax: representa a parte mais
surpreendente etensa da narrativa.
emocionante,

• Desfecho: é a parte final da trama, determinada pelo


arremate de toda a história. Nela, é revelada o destino
das personagens.

• Exemplo de texto narrativo


17

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• Para entender melhor esse tipo de texto, segue abaixo um exemplo de umafábula do
escritor grego Esopo.

A Rã e o Boi
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele
que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o
maior dos dois.A primeira respondeu que não – e se
esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
- Quem é maior agora? A outra rã respondeu :
- O boi.

A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até quearrebentou.

2. Texto Descritivo
O texto descritivo é um tipo de texto que apresenta a
descrição dealgo, seja de uma pessoa, um objeto, um
local, etc. Assim, ele expõe apreciações, impressões e
observações de algo indicando osaspectos, as
características, os detalhes singulares e os pormenores.

Alguns recursos linguísticos


relevantes na estruturação dos
textosdescritivos são: a
utilização de adjetivos, verbos de
ligações, metáforas e
comparações.

• Estrutura dos textos descritivos


De forma geral, os textos descritivos seguem a estrutura básica:

• Introdução: apresentação sobre o que (ou quem) será descrito.


• desenvolvimento:
realização da descrição
(objetiva ou subjetiva)de algo.
• conclusão: término da descrição.

• Tipos de textos descritivos


A descrição é classificada de 2 formas:
• Descrição objetiva: descrição realista ou denotativa sobre algo sem que
hajaalgum juízo de valor.
Descrição subjetiva: descrição que envolve as impressões pessoais do autor e,por isso,
apresenta o sentido conotativo da linguagem.
18

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 Alguns exemplos de textos descritivos.

o Exemplo de texto descritivo


A Carta de Pero Vaz de Caminha é um relato de
viagem,sendo, portanto, um exemplo de descrição:

• "Também andavam, entre eles, quatro ou cinco mulheres mo3.


Texto Dissertativo
O texto dissertativo busca
defender uma ideia e, logo, é
baseado na argumentação e
no desenvolvimento de um
tema. Geralmente, os textos
dissertativos-argumentativos,
além de serem opinativos,
buscam persuadir o leitor.

• Estrutura dos textos dissertativos


A estrutura dos textos dissertativos é dividida em três partes
fundamentais:

• Introdução: também chamada de tese, essa é uma


pequenaparte do texto que apresenta a ideia, o tema ou
assunto principal que será dissertado.
• Desenvolvimento: também chamada de
antítese (ou antitese), é a maior parte do texto
em que é apresentado os argumentos contra e
a favor sobre o tema.
• Conclusão: também chamada de nova tese,
essa parte sugere uma nova ideia, que pode ser
uma solução sobre otema exposto.
ças, nuas como eles, que não pareciam mal. Entre elas
andava uma com uma coxa, do joelho até o quadril, e a
nádega, toda tinta daquela tintura preta; e o resto, tudo
dasua própria cor. Outra trazia ambos os joelhos, com
as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e
suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência
descobertas, quenisso não havia nenhuma vergonha.
Também andava aí outra mulher moça com um menino
ou menina ao colo, atado com um pano (não sei de
quê) aos peitos, de modo que apenas as perninhas lhe
apareciam. Mas as pernas da mãe e o resto não
traziam pano algum."
• Tipos de textos dissertativos
 Os textos dissertativos são classificados de duas maneiras:
 Dissertativo-expositivo: foco na exposição de alguma ideia, fato, tema
ouassunto. Nesse caso, não há a intenção de persuadir o leitor.
19
Licenc
• Dissertativo-argumentativo: a persuasão é o principal ponto dessa categoria

iado pa
detextos dissertativos. Assim, o uso de
• argumentações e contra argumentações são fundamentais.

ra - Sa
• Alguns exemplos de textos dissertativos:

ra Cris
Resenha
Artigo
Monografia

tina Fil
Editorial

• Exemplo de texto dissertativo

meno d o
O exemplo abaixo é um editorial da seção Tecnologia do jornal
Correio braziliense.
App criado por publicitário "paga" para usuário assistir a

a Cunh
propagandas.
No app Curió, os usuários assistem a conteúdos publicitários de
forma voluntária e ganham pontos para trocar por brindes.

a - und
Há dois anos, o aplicativo Curió veicula
publicidade de uma formadiferente e efined
inovadora. O empresário e criador do app,
Jean Silva,33 anos, observou que os meios
tradicionais de divulgação publicitária não
- Prote

surtem o efeito desejado, porque o


consumidor passou a ignorar as propagandas
difundidas em quantidades exageradas nas
redes sociais.
gido po

"A nossa aposta é pagar pelo tempo do


espectador. O usuário assistirá à propaganda de
r Eduz

maneira voluntária e ganhará moedas(curiós)


para trocar por prêmios na plataforma", explica
Silva.
[Link]

O nome Curió teve inspiração tanto no pássaro


brasileiro quantona curiosidade inerente a todo ser
humano. "O que nos motiva époder fazer parte da
vida de cada "curioso" que já abriu um sorriso e se
emocionou no fim daquele filme e se sentiu
valorizado por interagir com os nossos
anunciantes."
Pesquisas e vale-compras

Além de assistir às propagandas para ganhar os curiós,


o consumidor também pontua quando responde a
pesquisas e adquire um vale-compra pelo app. De acordo
com Jean Silva, nas plataformas digitais, os valores para
veicular uma propaganda ficaram muito mais baixos, e o
tempo de exposição, maior. Logo, quando o usuário
ignora, mais propagandas são colocadas e, assim, se

20
constrói um ciclo sem tanta lucratividade.
Em uma pesquisa realizada pelos
desenvolvedores do Curió, o
resultado de efetividade das peças
publicitárias é10 vezes maior no
app, em relação ao Instagram e
YouTube.
(Ana Clara Avendaño, Correio Braziliense 26/05/2020)

• 4. Texto Expositivo
O texto expositivo pretende apresentar um temaa
partir de recursos como a conceituação, a
definição, a descrição, a comparação, a informação
e enumeração. Dessa forma, o objetivo central do
emissor é explanar, discutir eexplicar sobre um
determinado assunto.

• Tipos de textos expositivos


Os textos expositivos são classificados
em doistipos:

• Texto informativo-expositivo: tem


como objetivo a transmissão de
informações, semque haja juízo de
valor.
• Texto expositivo-argumentativo:
foca na exposição de tema com
defesa de opinião.
• Alguns exemplos de textos expositivos
Seminários, entrevistas, palestras e enciclopédia.
Verbete de dicionário.

• Exemplo de texto expositivo


Para entender melhor sobre esse
tipo de texto, confira abaixo o
verbete do dicionário online de
português (Dicio) sobre a palavra
disruptivo.

Que provoca ou pode causar disrupção; que acaba por interromper


o seguimento normal de um processo; interruptivo, suspensivo.
Que tem capacidade para
romper ou alterar; que
rompe. [Eletricidade] Que
causa a restauração súbita
de uma corrente
21

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elétrica, provocando faíscas e gastando a energia que estava
acumulada.
[Hidráulica] Que provoca
uma alteração ao redor
daquilo queobstrui o
escoamento de fluidos.
expressão
Tecnologia Disruptiva.
Designação atribuída a uma
inovação tecnológica
(produto ou serviço) capaz de
derrubar uma tecnologiajá
preestabelecida no mercado.
Etimologia (origem da palavra disruptivo). Do francês distuptif.
• 5. Texto Injuntivo
O texto Injuntivo ou instrucional está pautado naexplicação e no método para a
realização de algo.

Assim, um dos recursos


linguísticos marcantes desse tipo
de texto é a utilização dos verbos
no imperativo, de modo a indicar
uma "ordem".
• Exemplos de textos injuntivos:
Regulamento, propaganda, receita culinária, bula de remedio,
• Exemplo de texto injuntivo
Segue abaixo parte do manual de instruções do Jogo da
Vida, um dosBrinquedos Estrela:

Dia do Juízo
Todos são obrigados a parar no
Dia do Juízo para ganhar $48.000
por cadafilho, pagar todas as notas
promissórias – caso tiver – e
decidir se vai tentar ser:

1) Milionário: quem
achar que tem dinheiro
suficiente para ganhar o
jogo.

2) Magnata: é a escolha para quem acha que


22

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não tenho dinheiro suficiente e resolve arriscar
tudo! O competidor declara sua decisão a todos,
escolhe um número e gira a roleta. Se cair o
número escolhido, eleserá o vencedor. Do
contrário, o banqueiro recolhe seu dinheiro e ele
vaià falência.

Caso ninguém se torne magnata, a


rodada termina quando o último
jogador for à falência ou ficar
milionário. Então, todos devem
contar seudinheiro. O jogador que
tiver mais dinheiro ganha o Jogo
da Vida.

• Os tipos textuais e os gêneros


textuais
Os tipos de textos
reúnem 5 tipos (narrativo,
descritivo, dissertativo,
expositivo e injuntivo)
sendo caracterizados por
conterem um objetivo e
uma estrutura geralmente
fixa.

Já os gêneros textuais são


estruturas que surgem dos tipos de
textos. Eles são classificados de
acordo com suas características
relacionadas com a linguagem
utilizada bem como seu conteúdo.

Assim, além dos citados acima, existem muitos tipos de gêneros


textuais, por exemplo:

• Gêneros textuais narrativos: lendas e contos de fada.


• Gêneros textuais descritivos:
currículo e anúncio de
classificados.
• Gêneros textuais
dissertativos: dissertação
de mestrado e tesede
doutorado.
• Gêneros textuais expositivos: conferências e colóquios.
• Gêneros textuais injuntivos: carta aberta e texto prescritivo.

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Discurso Direto, Indireto e IndiretoLivre

• Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Indireto Livre são tipos de discursos utilizados
no gênero narrativo para introduzir as falas e os pensamentos dospersonagens. Seu uso varia
de acordo com a intenção do narrador

• Discurso Direto
No discurso direto, o narrador dá
uma pausa nasua narração e passa
a citar fielmente a fala do
personagem.

O objetivo desse tipo de discurso é transmitirautenticidade e espontaneidade. Assim,


o narrador se distancia do discurso, não se responsabilizando pelo que é dito.
• Características do Discurso Direto
• Utilização dos verbos da categoria dicendi,
ou seja,aqueles que têm relação com o
verbo "dizer". São chamados de "verbos de
elocução", a saber: falar, responder,
perguntar, indagar, declarar, exclamar,
dentre outros.
• Utilização dos sinais de
pontuação - travessão,
exclamação, interrogação, dois
pontos, aspas.
Inserção do discurso no meio do texto - nãonecessariamente numa linha isolada.

Exemplos de Discurso Direto

• Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e


respeitar meus semelhantes com firmeza e honestidade.“

• O réu afirmou: "Sou inocente!“


• Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:
— Alô, quem fala?
— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com
tomde simpatia.
24
• Discurso Indireto
No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem
preferindo suas palavras. Aqui não encontramos aspróprias
palavras da personagem.

• Características do Discurso Indireto


• O discurso é narrado em terceira pessoa.
• Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar,
responder, perguntar, indagar, declarar, exclamar. Contudo
• nãohá utilização do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas, ou
seja, dependem de outras orações, o que pode
• sermarcado através da conjunção “que” (verbo + que).

25

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Exemplos de Discurso Indireto

• Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitarseus


semelhantes com firmeza e honestidade.

• O réu afirmou que era inocente.

Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou quem estava
falando. Do outro lado, alguém respondeuao cumprimento e perguntou comtom de
simpatia com quem a pessoa queria falar.

• Transposição do Discurso Direto para o Indireto


Nos exemplos a seguir verificaremos as alterações feitas a fim demoldar o discurso deacordo com a
intenção pretendida.
Discurso Direto Discurso Indireto

Preciso sair por alguns instantes. Disse que precisava sair por alguns
(enunciadona 1.ª pessoa) instantes.(enunciado na 3.ª pessoa)

Sou a pessoa com quem falou há pouco. Disse que era a pessoa com quem tinha
(enunciado no presente) falado há pouco. (enunciado no imperfeito)

Não li o jornal hoje. (enunciado no Disse que não tinha lido o jornal.
pretéritoperfeito) (enunciadono pretérito mais que
perfeito)
Perguntou-me o que faria relativamente
O que fará relativamente sobre aquele
sobre aquele assunto. (enunciado no
assunto? (enunciado no futuro do
futurode pretérito)
presente)
Não me ligues mais! (enunciado no modo Pediu que não lhe ligasse mais.
imperativo) (enunciado
no modo subjuntivo)
Isto não é nada agradável. Disse que aquilo não era nada
(pronomedemonstrativo em 1.ª agradável.(pronome demonstrativo em
pessoa) 3.ª pessoa)
Vivemos muito bem aqui. (advérbio Disse que viviam muito bem lá.
delugar aqui) (advérbio delugar lá)

• Discurso Indireto Livre


27
No discurso indireto livre há uma fusão dos tipos de discurso (direto eindireto), ou
seja, há intervenções do narrador bem como da fala
dospersonagens.

• Não existem marcas que mostrem a mudança do discurso. Por isso, as falas dos
personagens e do narrador - que sabe tudo o que se passa

• nopensamento dos personagens - podem ser confundidas.


Características do Discurso Indireto Livre
• Liberdade sintática.
Aderência do narrador ao personagem
Helena chegou cansada do trabalho. Apenas tinha vontade de se
deitar no sofá. Eu vou para afaculdade depois do almoço. Ela
sabia que
tinha de cumprir com suas obrigações.

Elementos da comunicação

Elementos da comunicação

Os elementos da comunicação dizem respeito a cada aspecto presente no fluxo


comunicativo, desde o momento em que a mensagem é emitida, até quando é recebida e
compreendida.

Eles são a base da troca de informações entre o emissor e o receptor, garantindo que a
mensagem seja transmitida com clareza e eficácia.

Os elementos da comunicação são:

• Emissor ou remetente – Aquele que envia a mensagem, seja pela forma oral,
escrita, gestos, expressões, desenhos etc. Pode ser um

indivíduo apenas ou um grupo, uma empresa, uma instituição ou uma


organização informativa (site, blog, Rádio, TV e etc.);

• Mensagem – O conteúdo das informações transmitidas,


daquilo que é comunicado. Pode ser virtual, auditiva, visual e
27

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Licenc
audiovisual;

iado pa
• Código – O código é um conjunto de signos estruturados que pode ser verbal
ou não-verbal. Trata-se da maneira pela qual a

ra - Sa

ra Cris
mensagem se organiza. O código pode ser a Língua Portuguesa ou a Língua
Brasileira de Sinais (LIBRAS), por exemplo.

tina Fil
• Canal – É o meio utilizado para a transmissão da mensagem. O canal pode ser

o
uma revista, jornal, livro, rádio, internet, telefone, TV etc.;

meno d

a Cunh
Receptor ou destinatário – Quem recebe a mensagem (lê, ouve, vê), quem
a decodifica. Também pode ser uma pessoa apenas ou um

a - und
• grupo;
efined

• Referente ou contexto – o assunto que perpassa o ato comunicativo ou a


- Prote

situação comunicativa em que estão inseridos o emissor e


gido po

receptor.
r Eduz
[Link]

Ruídos – são qualquer elemento que interfira no processo da transmissão de

uma mensagem de um emissor para um receptor.

Os ruídos podem ser resultados de elementos internos e externos. Na ausência ou no mau


uso de um dos elementos comunicativos, diz-se que houve ruído na comunicação, o que
significa dizer que ela não foi bem-sucedida. Alguns exemplos de ruídos são:
28
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•músicabarulhos no ambiente da comunicação como construções,


alta, falatório.

•receptor,questões fisiológicas como dores de cabeça no


que o impedem de compreender com clareza a
mensagem.

•acabamo uso de termos técnicos ou código desconhecidos pelo receptor, que


interferindo na compreensão da mensagem.

Etapas da comunicação
As etapas da comunicação são interdependentes e ocorrem de forma simultânea.
Quando todas esses etapas funcionam bem juntas, a
comunicação é eficaz e as mensagens são compreendidas adequadamente.

As etapas são:

•mensagem
Codificação: é a etapa pela qual o emissor transforma a
em um conjunto de sinais ou símbolos (como palavras,

•[Link] ou imagens) que possam ser compreendidos pelo

•para oTransmissão: é a etapa de enviar a mensagem do emissor


receptor, usando um canal de comunicação como voz,
texto,

• vídeo, etc.

• Recepção: é a etapa pela qual o receptor recebe a mensagem e começa a


decodificá-la para compreendê-la.

• Decodificação: é a etapa para interpretar os sinais ou símbolos


da mensagem recebida pelo receptor.

29
• Feedback: é a resposta do receptor à mensagem recebida, indicando se a
mensagem foi compreendida corretamente ou não.

Funções da

linguagem Funções da

Linguagem

As funções da linguagem são formas de utilização da


linguagem segundo a intenção do falante.
Elas são classificadas em seis tipos: função referencial,função
emotiva, função poética, função fática, função conativa e função
metalinguística.
Cada uma desempenha um papel relacionado com os elementos
presentes na comunicação: emissor, receptor,mensagem, código,
canal e contexto. Assim, elas determinam o objetivo dos atos
comunicativos.

Função Referencial ou Denotativa


Também chamada de função informativa, a função referencial tem como objetivo
principal informar, referenciar algo.
Voltada para o contexto da comunicação, esse tipo de texto é escrito na
terceira pessoa (singular ou plural) enfatizando seucaráter
impessoal.
Como exemplos de linguagem referencial podemos citar os materiais didáticos, textos
jornalísticos e científicos. Todos eles, pormeio de uma
linguagem denotativa, informam a respeito de algo, sem envolver aspectos subjetivos ou
emotivos à linguagem.

Exemplo de função referencial


Na passada terça-feira, dia 22 de setembro de
2015, o real teve a maior desvalorização da
sua história. Nesse dia foi preciso desembolsar
R$ 4,0538 para comprar umdólar. Recorde-se
que o Real foi lançado há mais de 20anos,
mais precisamente em julho de 1994.

Função Emotiva ou Expressiva


Também chamada de função expressiva, na função
emotiva oemissor tem como objetivo principal
30

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Licenc
transmitir suas emoções, sentimentos e subjetividades

iado pa
por meio da própria opinião.

Esse tipo de texto, escrito em primeira pessoa, está voltado

ra - Sa
para o emissor, uma vez que possui um caráter pessoal.
Como exemplos podemos destacar: os textos poéticos, as
cartas, os diários. Todos eles são marcados pelo uso de

ra Cris
sinaisde pontuação, por exemplo, reticências, ponto de
exclamação,etc.

tina Fil
Exemplo de função emotiva

o
Meus amores, tenho tantas saudades de vocês … Masnão

meno d
se preocupem, em breve a mamãe chega e vamosaproveitar
o tempo perdido bem juntinhos. Sim, consegui adiantar a
viagem em uma semana!!! Isso quer dizer que tenho muito

a Cunh
trabalho hoje e amanhã....
Quando chegar, quero encontrar essa casa
em ordem,combinado?!?

a - und
Função Poética efined

A função poética é característica das obras literárias que possuicomo marca a utilização do
sentido conotativo das palavras.
- Prote

Nessa função, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será transmitida por
meio da escolha das palavras, das expressões, das
gido po

figuras de linguagem. Por isso, aqui o principalelemento comunicativo é a mensagem.


Note que esse tipo de função não pertence somente aos textos literários. Também encontramos
a função poética na publicidade ounas
r Eduz

expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas(provérbios, anedotas,


trocadilhos, músicas).
[Link]

Exemplo de função poética


Apesar de não ter frequentado a escola, dizia que a avó era um poço de sabedoria. Falava de
tudo e sobre tudo e tinha sempreum provérbio debaixo da manga

Função Fática
A função fática tem como objetivo estabelecer ou interromper a comunicação de modo
que o Exemplo de função fática
mais importante é a relação entre o emissor e o receptor damensagem.
Aqui, o foco reside no canal de comunicação.

31
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Esse tipo de função é muito utilizada nos diálogos, por


exemplo, nas expressões de cumprimento, saudações,
discursos ao telefone, etc.

Exemplo de Função Fática:

— Consultório do Dr. João, bom dia!


— Bom dia! Precisava marcar uma consulta para
opróximo mês, se possível.

— Hum, o Dr. tem vagas apenas para a


segundasemana. Entre os dias 7 e 11, qual a
sua preferência?

— Dia 8 está ótimo.


Função Conativa ou Apelativa
Também chamada de apelativa, a função conativa é caracterizada
por uma linguagem persuasiva que tem
o intuito de convencer o leitor. Por isso, o grande foco é noreceptor da
mensagem.
Essa função é muito utilizada nas propagandas, publicidadese discursos
políticos, de modo a influenciar o receptor por meio da mensagem
transmitida.
Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou naterceira pessoa com a
presença de verbos no imperativo e ouso do vocativo

Exemplos de função conativa:

• Vote em mim!
• Entre. Não vai se arrepender!
• É só até amanhã. Não perca!
Função Metalinguística
A função metalinguística é caracterizada pelo uso da
metalinguagem, ou seja, a linguagem que se refere aela
mesma. Dessa forma, o emissor explica um códigoutilizando o
próprio código.
Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um
documentário cinematográfico que fala sobre a linguagem do
32
Licenc
cinema são alguns exemplos.

iado pa
Nessa categoria, os textos metalinguísticos
que merecem destaque são as gramáticas e

ra - Sa
os dicionários.

ra Cris
Exemplo de função metalinguística

tina Fil
Escrever é uma forma de expressão gráfica. Istodefine o que é
escrita, bem como exemplifica a função metalinguística.

meno d o
a Cunh
a - und
efined
- Prote
gido po

Figuras de linguagem I
r Eduz

São recursos que tornam as


mensagens que emitimosmais
expressivas. Subdividem-se em
[Link]

figuras de som, figuras de palavras,


figuras de pensamento e figuras de
construção.

Classificação das
figuras de linguagem
Observe:
1- Fernanda acordou às sete horas, Renata às nove horas, Paula às dez e meia.
2- "Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela.“
3- Seus olhos eram luzes brilhantes

33
Licenc
Exemplo 1: há o uso de uma construção sintética ao deixar

iado pa
subentendido, na segunda e na terceira frase, um termo citado
anteriormente - o verbo acordar. Repare que a segunda e a última frase
do primeiro exemplo devem ser entendidas da seguinte forma:

ra - Sa
"Renata acordou às nove horas, Paula acordou às dez e meia. Dessa
forma, temos uma figura de construção ou de sintaxe.

ra Cris
Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside num jogo conceitual entre
as palavras fecha e abre, que possuem significados opostos.

tina Fil
Temos, assim, uma figura de pensamento.

Exemplo 3: a força expressiva da frase está na associação entre os elementos olhos e luzes

o
brilhantes. Essa associação nos permite umatransferência de significados a ponto de usarmos

meno d
"olhos" por "luzes brilhantes". Temos, então, uma figura de palavra

a Cunh
Figura de palavra
A figura de palavra consiste na substituição de umapalavra por outra, isto é, no
emprego figurado, simbólico, seja por uma relação muito próxima

a - und
(contiguidade), seja por uma associação, uma comparação, uma
similaridade. Essesdois conceitos básicos - contiguidade e similaridade -
permitem-nos reconhecer dois tipos de figuras de palavras: a metáfora e a
efined
metonímia.
A metáfora
- Prote

consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em lugar de


outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude da
circunstância de que o nosso espírito as associa e depreende
gido po

entreelas certas semelhanças.

É importante notar que a metáfora tem um


r Eduz

caráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora se cristalizar,


deixará de ser metáfora e passará a ser catacrese (é o que
ocorre,por exemplo, com "pé de alface", "perna da mesa",
[Link]

"braço da cadeira").

Obs.: toda metáfora é uma espécie de comparação implícita, em


que o elemento comparativo não aparece.
Observe a gradação no processo metafórico abaixo:
Seus olhos são como luzes brilhantes.

O exemplo acima mostra uma comparação evidente, através do emprego


da palavra como.

Observe agora:
Seus olhos são luzes brilhantes.

Nesse exemplo não há mais uma comparação (note a ausência da partícula


comparativa), e sim um símile, ou seja, qualidade do que é semelhante.

34
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Por fim, no exemplo:


As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Essa é a
verdadeira metáfora.

Observe outros exemplos:


1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo." (Fernando Pessoa)

Nesse caso, a metáfora é possível na medida em que o poeta


estabelece relações de semelhança entre um rio subterrâneo e
seupensamento (pode estar relacionando a fluidez, a
profundidade, a inatingibilidade, etc.).

2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar algum.

Uma estrada de terra que leva a lugar algum


é, na frase
acima,uma metáfora. Por trás do uso dessa expressão que
indica uma alma rústica e abandonada (e angustiadamente
inútil), há uma comparação subentendida: Minha alma é tão
rústica, abandonada(e inútil) quanto uma estrada de terra
que leva a lugar algum.

A metonímia
consiste em empregar um termo no lugar de outro,
havendo entre ambos estreita afinidade ou relação
de sentido. Observeos exemplos abaixo:

1 - Autor pela obra:


Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra
literária de Machado de Assis.)

2 - Inventor pelo invento:


Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)

3 - Símbolo pelo objeto simbolizado:


Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)
4 - Lugar pelo produto do lugar:
Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)

5 - Efeito pela causa:


Sócrates bebeu a morte. (= Sócrates tomou veneno.)

6 - Causa pelo efeito:


Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que
produzo.)

35
Licenc
7 - Continente pelo conteúdo:

iado pa
Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)

8 - Instrumento pela pessoa que utiliza:

ra - Sa
Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

9 - Parte pelo todo:

ra Cris
Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente.)
11 - Singular pelo plural:

tina Fil
A mulher foi chamada
para ir às ruas na luta por
seus direitos. (=As

o
mulheres foram

meno d
chamadas, não apenas
uma mulher.)

a Cunh
12 - Marca pelo produto:
Minha filha adora danone. (= Minha
filha adora o iogurte que é da marca

a - und
danone.)

efined
- Prote
gido po
r Eduz
[Link]

36
13 - Espécie pelo indivíduo:
O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)

14 - Símbolo pela coisa simbolizada:


A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)

Catacrese:
Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contínuo, cristalizou-
se. A catacrese costuma ocorrer quando, por falta de um termo
específico para designar um conceito, toma-se outro
"emprestado".

Assim, passamos a empregar algumas palavras fora deseu sentido original. Exemplos:

"asa da xícara" "maçã do rosto"

"braço da cadeira"

"batata da perna"

"pé da mesa”

Perífrase
Trata-se de uma expressão que designa um ser através de alguma de
suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.

Veja o exemplo:
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes
do mundo todo.

Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome


de antonomásia.

37

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Exemplos:
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando o bem.
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito jovem.

O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.

Figuras de pensamento
Antítese:
Consiste na utilização de dois termos que contrastam entre si.
Ocorrequando há uma aproximação de palavras ou expressões de
sentidos opostos.
O contraste que se estabelece serve, essencialmente, para dar uma ênfaseaos
conceitos envolvidos que não se conseguiria com a
exposição isolada dos mesmos.

Observe os exemplos:
"O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa)
O corpo é grande e a alma é pequena.
"Quando um muro separa, uma ponte une."
"Desceu aos pântanos com os tapires; subiu aos Andes com os condores."(Castro
Alves)

Felicidade e tristeza tomaram conta de sua alma.

Paradoxo
Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da
união de ideias contraditórias.
Veja o exemplo:
Na reunião, o funcionário afirmou que o operário quanto mais
trabalha mais tem dificuldades econômicas.

Eufemismo
Consiste em empregar uma expressão mais suave, mais nobre
oumenos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera,
desagradável ou chocante. Exemplos:

Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (= morreu)


O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)
Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)

Ironia
Consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo
de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo,
ou ainda em ressaltar algum aspecto passível decrítica.
38
A ironia deve ser muito bem construída para que cumpra a sua finalidade; mal construída,
pode
passar uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor. Veja os exemplos abaixo:
Como você foi bem na última prova, não tirou

nem a nota mínima! Parece um anjinho aquele

menino, briga com todos que estão por perto.

Hipérbole
É a expressão intencionalmente exagerada com o intuito de realçar uma ideia.

Exemplos:
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo Bilac)

Prosopopeia ou personificação
Consiste em atribuir ações ou qualidades
de seres animados a seresinanimados, ou
características humanas a seres não
humanos.

Observe os exemplos:

As pedras andam vagarosamente.

O livro é um mudo que fala, um surdo que

ouve, um cego que guia.A floresta

gesticulava nervosamente diante da

serra.

O vento fazia promessas suaves a quem o escutasse.

Chora, violão.

Figuras de linguagem II
Figuras de construção ou sintáticas
As figuras de construção ocorrem quando desejamos atribuir maior
expressividade ao significado. Assim, a lógica da frase é substituída pela
maior expressividade que se dá ao sentido.

39

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Licenc
iado pa
Elipse
Consiste na omissão de um ou mais termos numa oração que podem ser facilmente
identificados, tanto por elementos gramaticais

ra - Sa
presentes na própria oração, quanto pelo contexto.
Exemplos:
1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a cada um o que é seu.)

ra Cris
2) Tenho duas filhas, um filho e amo todos da mesma maneira. (Nesse exemplo, as
desinências

tina Fil
verbais de tenho e amo permitem-nos a identificação do sujeito em elipse "eu".)
3) Regina estava atrasada. Preferiu ir direto para o trabalho. (Ela, Regina, preferiu ir direto
para o

o
trabalho, pois estava atrasada.)

meno d
Zeugma

a Cunh
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita a omissão de um termo já

mencionado anteriormente. a - und


Exemplos:
efined
Ele gosta de geografia; eu, de português.
Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só móveis modernos.
- Prote

Ela gosta de natação; eu, de vôlei. No céu há


estrelas; na terra, você. Polissíndeto
gido po

É uma figura caracterizada pela repetição enfática dos conectivos.

exemplos:
r Eduz

"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita,


luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espedaça, e morre." (Olavo Bilac) "Deus criou
o sol e a lua e as estrelas. E fez o homem e
[Link]

deu-lhe inteligência e fê- lo chefe da natureza.“

Assíndeto
É uma figura caracterizada pela ausência, pela omissão das conjunções
coordenativas, resultando no uso de orações coordenadas assindéticas.

Exemplos:
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens
família. "Vim, vi, venci." (Júlio César)

Pleonasmo
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as mesmas palavras ou não. A
finalidade do pleonasmo é realçar a ideia, torná-la mais expressiva.

40
Licenc
iado pa
Veja este exemplo:
O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo.

ra - Sa
Nesta oração, os termos "o problema da violência" e "lo"
exercem a mesma função sintática: objeto direto. Assim, temos

ra Cris
um
pleonasmo do objeto direto, sendo o pronome "lo" classsificado

tina Fil
como objeto direto pleonástico.
Outro exemplo:
Aos funcionários,

meno d o
não lhes
interessam tais
medidas. Aos
funcionários, lhes =

a Cunh
Objeto Indireto

Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indireto, e o pronome

a - und
"lhes" exerce a função de objeto indireto pleonástico.
Exemplos: efined
"Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís de Camões)

"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal." (Fernando
- Prote

Pessoa)
"E rir meu riso." (Vinícius de Moraes)
"O bicho não era um cão,
gido po

Não era um gato,


Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel Bandeira)
Observação: o pleonasmo só tem razão de ser
r Eduz

quando confere mais vigor à frase; caso


contrário, torna-se um pleonasmo vicioso.
[Link]

Exemplos:
Vi aquela cena com meus próprios olhos.
Vamos subir para cima.

Aliteração: Figuras de som


Consiste na repetição de consoantes como recurso para
intensificação do ritmo ou como efeito sonoro significativo.
Exemplos:
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

41
O rato roeu a roupa do rei de Roma

"Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões,vozes


veladas Vagam nos velhos vórtices velozes.
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." Cruz e Souza (Aliteração em "v")

Assonância
Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.

Exemplos:
"Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral."

Onomatopeia
Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de
palavras os sons da realidade.
Exemplos: os sinos faziam blem- blem- blem. Miau miau. (som emitido pelo gato).

Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.

Cócórócócó.

42

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Coesão

Coesão é o nome que a gramática dá à conexão entre as ideias no texto. O ideal é existir
um encadeamento de informações, que o leitor possa seguir como um fluxo, sem pensar
demais para estabelecer as relações entre as partes. Ela é resultado da disposição
e da correta utilização das
palavras que propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto
colaborando com sua organização.
A coesão pode ser:referencial,sequencial,lexical,por elipse ou por substituição.

Tipos de co e s ã o

Coesãoreferencial:
Nesse tipo de coesão são usados pronomes e expressões adverbiais para evitar
repetição de termos já citados ao longo
dotexto.

Exemplos:
-Você viu minha primapor aí? Ela disse que vinha hoje.
- Essa bolsa é[Link] está a sua?
-Jáarrumei todasas minhas malas,menos aquela.

Coesãosequencial:
Para a coesão sequencial, são usados conectivos e expressões que dão continuidade
aos assuntos ou fazem ligações entre as
orações, criando uma sequência e relação com aquilo que já foi falado, como: por
conseguinte, embora, logo, com o fim de, caso,entre outros.

Exemplos:
-Perante aqueleproblema,não foifáciltomaruma decisão.
-Isto posto,continuaremos realizandon ossa pesquisa.
Coesãolexical
Na coesão lexical são utilizados recursos coesivos que possibilitam a
manutenção do assunto sem repetirpalavras.

Exemplos:
- Um dos pesquisadores estava próximo de mais uma descoberta.
Os investigadores restantes aguardavam as conclusões.

43

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-A savana estava repleta de leões e leoas. Esses mamíferos


selvagens são encantadores.

-> Recursos coesivos lexicais

-Sinonímia: uso de sinônimos, como: convencer e persuadir.

-Hiponímia e hiperonímia: utilização de substantivos específicose genéricos, como:


cachorro e mamífero.

-Nominalização: usar substantivos, verbo, adjetivos relacionados,como:felicidade,feliz e


felicitar.

Coesão porelipse
Na coesão por elipse é feita a omissão de elementos já mencionados no texto,
desde que facilmente identificáveis.

Exemplos:

-Minha irmã está no mercado. Foi comprar arroz e feijão.

-JulianaeRenata são melhoresamigas. Queremviajar juntas.

Coesão por substituição


Para a coesão por substituição são usadas palavras que retomam outras já faladas,
existindo, entretanto, uma nova definição desse termo,
sem que exista correspondência total ao primeiro termo.

Exemplos:

- Meu pai pediu bolo de limão eu pedi um de morango.


-Para a festa, ele comprou um terno novo. Eu vou comprartambém.

44
C o e r ê n c ia
A coerência, por sua vez, é o conjunto de mecanismos usados para que o texto faça
sentido. Um texto é coerente quando
não apenas a sintaxe está impecável, mas a semântica e a lógica também. Assim como a
coesão, a coerência é
fundamental para dar encadeamento às ideias inseridas no texto.
Ela é a relação lógica das ideias de um texto que decorre da sua
argumentação - resultado especialmente dos conhecimentos do transmissor da
mensagem.

Um texto contraditório e redundante ou cujas ideias iniciadas


não são concluídas, é um texto incoerente. A incoerência compromete a clareza do
discurso, a sua fluência e a eficácia da
leitura.
P r i n c í p i o s B á s i c o s da C o e r ê n c i a

Os princípios básicos da coerência são divididos em três: o da

não contradição,da não tautologia eo da relevância.

Princípio da Não Contradição - ideias contraditórias


Esse princípio trata da produção de sentenças com raciocíniosque não se
oponham.

Exemplos:

Pedro gostava muito de jabuticaba. Era sua fruta preferida.


X
Luiza acabou de se formar na faculdade mas não conseguiuconcluir o
Ensino Médio.

P r i n c í p i o s B á sic o s da C o e r ê n c i a

Princípio da Não Tautologia - ideias redundantes


Esse princípio trata da preocupação em elaborar sentenças que não utilizem palavras
diferentes para expressar uma mesma ideia, ou
seja,redundantes.

45

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Licenc
iado pa
Exemplo:

ra - Sa
Vamos subir lá pra cima.

ra Cris
Princípio da Relevância - ideias que se relacionam

tina Fil
Esse último princípio parte do pressuposto de que não é possível construir fragmentos
desconexos relacionados em um texto mantendo
sua coerê[Link]:

o
Eu gostava muito de comprar pêras na feira. Nunca fui de jogar. Meu melhor amigo era

meno d
um gato chamado Bolinha. As pêras eram
deliciosas. Quando meu melhor amigo miava eu sabia que ele queria jogar bola.

a Cunh
I n f o r m ativi d a d e

a - und
Leitores apreciam textos pouco previsíveis, que trazem muitas informações, dados,
descobertas e aprendizado. Chamamos esse fator de informatividade, e tanto a falta
quanto o excesso deinformatividadeprejudicama aceitação de um texto.
efined
Se, por um lado, textos pouco ou nada informativos afastam os leitores, por outro uma
produção embasada em toneladas de dados pode confundir o leitor e prejudicar a
compreensão do texto. O ideal é empregar dados apenas onde são necessários, para
- Prote

justificar opiniões, ilustrar panoramas ou atestar apertinência de um argumento.


gido po

fez o galo às seis da manhã.


r Eduz
[Link]

46
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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa
iado pa

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Licenc
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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa
iado pa

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gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
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ra - Sa
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PONTUAÇÃO

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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa
iado pa

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Licenc
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
PONTUAÇÃO:

a - und
Dois-pontos ( : )

efined
a) Iniciar fala de personagens:

 O aluno respondeu:
- Prote

– Parta agora!
gido po

b) Antesde apostos ouorações apositivas, enumerações ou sequência de palavrasque


explicame/ouresumemideiasanteriores.
r Eduz

 Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para auxiliar os mais

idosos.
[Link]

 Anoteo número do protocolo: 4254654258.

c) Antes de citação direta:

 Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas

quesejainfinitoenquantodure.”

Parênteses ( )

62
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a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e também podem substituir a
vírgula ou o travessão:
 Manuel Bandeira não pôde comparecer à Semana de Arte Moderna(1922).

 "Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois
duma grande tormenta no fim do verão.”(OmilagredaschuvasnoNordeste-GraçaAranha)
Ponto de Exclamação ( ! )

a) Após vocativo

 Ana, boatarde!

b) Final de frases imperativas:

 Cale-se!

c) Após interjeição:

 Ufa! Que alívio!

d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:

 Quepena!

Ponto e vírgula ( ; )

a) Utilizamos ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros itens:
 Antes de iniciar a escrita de um texto, o autor deve fazer-se as seguintes perguntas:I- Oquedizer;
IIA quem dizer;
IIIComo dizer;
IVPor que dizer;

VQuais objetivos pretendo alcançar com este texto?

63
b) Utilizamos ponto e vírgula para separar orações coordenadas muito extensas ou

orações

coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:

 “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era


pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da
 vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em
opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um

Travessão ( — )

a) Utilizamos o travessão para iniciar a fala de um personagem no discurso direto

A mãe perguntou aofilho:

 —Já lavou orosto eescovou os dentes?


b) Utilizamos o travessão para indicar mudança do interlocutor nos diálogos

 —Filho,você jáfez asualiçãodecasa?

 —Não se preocupe,mãe, já estátudo pronto.

c) Utilizamos o travessão para unir grupos de palavras que indicam itinerários

 Disseram-me que não existe mais asfalto na rodovia Belém—Brasília.

d) Utilizamos o travessão também para substituir a vírgula em expressões ou frases

explicativas:

64

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 Pelé —o rei dofutebol —anunciou suaaposentadoria.
Aspas ( “”)

As aspas são utilizadas com as seguintes finalidades:

a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos,

palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:

 A aula do professor foi “irada”.

 Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.

b) Indicar uma citação direta:


 “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face,desfiz e
refiza mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)

FIQUE ATENTO!

Caso haja necessidade de destacar um termo que já está inserido em uma sentença destacada

por aspas,
esse termo deve ser destacado com marcação simples ('), não dupla (").

Hífen

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Casos em que o hífen é empregado:

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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
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ra - Sa
iado pa

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ra Cris
ra - Sa
iado pa

70
Licenc
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ACENTUAÇÃO GRÁFICA
ANTES DOS ACENTOS, A PROSÓDIA

Saber qual a sílaba tônica de uma palavra significa pronunciá-la corretamente e esse
estudo cabe a uma parte da gramática chamadaprosódia, que se destinada aos estudos
sobre a posição correta da sílaba tônica. Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras
portuguesas dividem-se em três tipos:
 Oxítonas – tonicidade na última sílaba.
 Paroxítonas – tonicidade na penúltima sílaba.
 Proparoxítonas – tonicidade na antepenúltima sílaba.
Obs.: As palavras monossílabas não se enquadram nesta classificação,dividindo-se
simplesmente em “átonas” e “tônicas”

REGRAS DE ACENTUAÇÃO

 Monossílabos tônicos
71
Graficamente, acentuam-se os monossílabos terminados em:

-a(s): chá, pá...

-e(s): pé, ré,...

-o(s): dó, nó...

Entretanto, os monossílabos tu, noz, vez, par, quis, etc., não sãoacentuados.

Observações:
 Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos -éis, -éu, -óirecebem o
acento.

Exemplos: réis, véu, dói.


No caso dos verbos monossilábicos terminados em-ê, a terceira pessoa doplural
termina em eem. Essa regra se aplica à nova ortografia. Perceba:

Ele vê - Eles veem


Ele crê – Eles creem
Ele lê – Eles leem.

 Forma verbal que antes era acentuada agora é grafada sem o sinal gráfico.

 Diferentemente ocorre com os verbos monossilábicos terminadosem “-em”, haja


vista que a terceira pessoa termina em “-êm”, embora acentuada. Perceba:

Ele tem – Eles têm


Ela vem – Elas vêm

 Oxítonas:

Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não

de “s”.

72

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Pará, café, carijó, armazém, parabéns.

 Paroxítonas:

Acentuam-se todos os vocábulos terminados em:

-l: amável, fácil, útil.

-r: caráter, câncer.

-n: hífen, próton.


Observação: Quando grafadas no plural, essas palavras não recebemacento.
Exemplos: polens, hifens.

 -x: látex, tórax.


 -ps: fórceps, bíceps.
 -ã(s): ímã, órfãs.
 -ão(s): órgão, bênçãos.
 -um(s): fórum, álbum.
 -on(s): elétron, nêutron.
 -i(s): táxi, júri.
 -u(s): Vênus, ônus.
 -ei(s): pônei, jóquei.

 -ditongo oral (crescente ou decrescente), seguido ou não de “s”: história,

série, água, mágoa.

Observações importantes:

a) De acordo com a nova ortografia, os ditongos terminados em –ei e –oinão são mais
acentuados. Perceba como eram antes e como agora são grafados:

Coréia Coreia

plebéia plebeia
idéia ideia

73

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Odisséia Odisseia
jibóia jiboia
asteróide asteroide
paranóia paranoia
Entretanto, o acento ainda permanece nas oxítonas terminadas em –éu, -óie éis:

chapéu – herói - fiéis...

Não serão mais acentuados o “i” e “u” tônicos quando,


depois de ditongo,formarem hiato.
Antes Depois
Sauípe Sauipe
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
boiúna boiuna
No entanto, o acento permanece se a palavra for oxítona e o “i” ou “u”estiverem seguidos de
“s” ou no final da palavra.

Piauí – tuiuiú(s) – sauí(s).

O mesmo acontece com o “i” e o “u” tônicos dos hiatos, não antecedidos de

ditongos:

saída – saúde – juíza – saúva – ruído.

As formas verbais que possuem o acento na raiz com o “u” tônico precedido das

letras “q” e “g” e seguido de “e” ou “i” não serão mais acentuadas.

Atenção:

- Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando “a” ou “i” tônicos,
essas vogais serão acentuadas:
74
Licenc
iado pa
Exemplos:

ra - Sa
eu águo, eles águam, eles enxáguam (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (ítônico).
tu apazíguas, que eles apazíguem.

ra Cris
- Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado:

tina Fil
Exemplos:

Eu averiguo, eu aguo.

meno d o
Não será mais usado o acento agudo para diferenciar determinados vocábulos.

Contudo, o acento permanece para diferenciar algumas palavras, representadas por:

a Cunh
pôde = 3ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo (verbo poder)

a - und
pode = 3ª pessoa do presente do indicativo (verbo poder)

pôr = verbo efined


por = preposição
- Prote

ESTRUTURA DA PALAVRA
gido po

Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim,


compreendemos melhor o significado de cada uma delas.
r Eduz

Observe os exemplos abaixo:


Cha-l-eira Art-ista cachorr-inh-a-s
[Link]

A análise destes exemplos mostra-nos que as palavras podem ser divididas em unidades
menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.
Vamos analisar a palavra "cachorrinhas":
Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles:
 cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele que contém o significado.
 inh - indica que a palavra é um diminutivo
 a - indica que a palavra é feminina
 s - indica que a palavra se encontra no plural

 Morfemas são unidades mínimas de caráter significativo.

75
 Obs.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar,
sol, lua, etc.
 São elementos mórficos:
1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e significativos

2) Afixos (prefixos, sufixos), desinência, vogal

temática: elementos modificadores da significação dos primeiros

3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos.

Classificação dos morfemas:

 Radical
Há um morfema comum a todas as palavras que estamos analisando: escol-. É esse
morfema comum – o radical – que faz com que as consideremos palavras de uma mesma
família de significação – os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua
significação principal.

 Afixos

 Como vimos, o acréscimo do morfema –ar cria uma nova palavra a partir de escola.
De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas sub- e –arização à forma escol- criou
subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de afixos.

o nomeQuando são colocados antes do radical, como acontece com sub-, os afixos recebem
de prefixos. Quando, como –arização, surgem depois do radical os afixos são
chamados de sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe gramatical,
são capazes de introduzir modificações de significado no radical a que são acrescentados .

 Desinências

Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como amava, amavas, amava,
amávamos, amáveis, amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vai
sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira).
Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse,

76

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Licenc
iado pa
por exemplo).

ra - Sa
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam as flexões das
palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome
de desinências. Há desinências nominais e desinências verbais.

ra Cris
 • Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos nomes. Para a indicação
de gênero, o português costuma opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina

tina Fil
 Para a indicação de número, costuma-se utilizar o morfema –s, que indica o plural em
oposição à ausência de morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas;

meno d o
menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de plural assume a forma -es:
mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes.

a Cunh
a - und
 Desinências verbais: em nossa língua, as desinências verbais pertencem a dois tipos
distintos. Há aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e
efined
aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais) - Prote

Vogal temática

Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, surge sempre o morfema –a.
gido po

Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado de vogal temática. Sua
função é ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal
r Eduz

temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes


apresentam vogais temáticas.
[Link]

 Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas finais, como em mesa, artista,
busca, perda, escola, triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que
essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, escola, por
exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais temáticas que se liga a
desinência indicadora de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em
vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam vogal temática.

 Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam três grupos de verbos a

77
Licenc
iado pa
que se dá o nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à
primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e

ra - Sa
os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação.

ra Cris
 Vogal ou consoante de ligação

tina Fil
As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou
seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um

o
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i- entre os sufixos -ar- e -dade

meno d
facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia,
paulada, cafeteira, chaleira, tricota.

a Cunh
 Sufixos que formam nomes de ação

a - und
-ada - caminhada -ez(a) - sensatez, beleza
-ança - mudança -ismo - civismo
-ância - abundância -mento - casamento efined
-ção - emoção -são - compreensão
-dão - solidão-tude - amplitude
-ença - presença -ura – formatura
- Prote

 Sufixos que formam nomes de agente


gido po

-ário(a) - secretário
-eiro(a) - ferreiro
r Eduz

-ista - manobrista
-or - lutador
-nte – feirante.
[Link]

 Sufixos que formam nomes indicadores de abundância, aglomeração, coleção:

-aço - ricaço

-ada – papelada
-agem – folhagem
-al – capinzal
-ame – gentame
78
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-ario(a) - casario, infantaria


- edo – arvoredo

-eria – correria

-io – mulherio
-ume – negrume

 Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência:


-ite bronquite, hepatite (inflamação)
-oma mioma, epitelioma, carcinoma (tumores)
-ato, eto, ito sulfato, cloreto, sulfito (sais)
-ina cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais)
-ol fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto)
-ite amotite (fósseis)
-ito granito (pedra)
-ema morfema, fonema, semema, semantema (ciência linguística)
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples).

 Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos:


-ismo
Budismo
kantismo
comunismo

Prefixos de Origem Grega


 a-, an-: Afastamento, privação, negação, insuficiência, carência. Exemplos: anônimo,
amoral, ateu, afônico

 ana-: Inversão, mudança, repetição. Exemplos: analogia, análise, anagrama,


anacrônico

 anfi-: Em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade.

 anfiteatro, anfíbio, anfibologia


anti-: Oposição, ação contrária. antídoto, antipatia, antagonista, antítese.

 apo-: Afastamento, separação. apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia


 arqui-, arce-: Superioridade hierárquica, primazia, excesso. Exemplos: arquiduque,
arquétipo, arcebispo, arquimilionário
 cata-: Movimento de cima para baixo. cataplasma, catálogo, catarata

79
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 di-: Duplicidade. dissílabo, ditongo, dilema


 dia- : Movimento através de, afastamento. diálogo, diagonal, diafragma, diagrama
 dis-: Dificuldade, privação. dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia
 ec-, ex-, exo-, ecto-: Movimento para fora. Exemplos: eclipse, êxodo, ectoderma,
exorcismo
 en-, em-, e-: Posição interior, movimento para dentro. encéfalo, embrião, elipse,
entusiasmo
 endo-: Movimento para dentro. endovenoso, endocarpo, endosmose
 epi-: Posição superior, movimento para. epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio
 eu-: Excelência, perfeição, bondade. eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia
 hemi-: Metade, meio. hemisfério, hemistíquio, hemiplégico
 hiper-: Posição superior, excesso. hipertensão, hipérbole, hipertrofia
 hipo-: Posição inferior, escassez. hipocrisia, hipótese, hipodérmico
 meta-: Mudança, sucessão. metamorfose, metáfora, metacarpo

 para-: Proximidade, semelhança, intensidade. Exemplos: paralelo,

parasita, paradoxo, paradigma

 peri- : Movimento ou posição em torno de. periferia, peripécia,

período, periscópio

 pro-: Posição em frente, anterioridade. prólogo, prognóstico, profeta,

programa
 pros-: Adjunção, em adição a. prosélito, prosódia

 proto-: Início, começo, anterioridade. proto-história, protótipo,

protomártir
 poli-: Multiplicidade. polissílabo, polissíndeto, politeísmo

 sin-, sim-: Simultaneidade, companhia. Exemplos: síntese, sinfonia,

simpatia, sinopse
 tele-: Distância, afastamento. televisão, telepatia, telégrafo.

80
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Prefixos de origem latina


 a-, ab-, abs- : Afastamento, separação. Exemplos: aversão, abuso, abstinência, abstração

 a-, ad-: Aproximação, movimento para junto. Exemplos: adjunto,advogado,

advir, aposto

 ante-: Anterioridade, procedência. Exemplos: antebraço, antessala,

anteontem, antever
 ambi-: Duplicidade. ambidestro, ambiente, ambiguidade, ambivalente

 ben(e)-, bem- : Bem, excelência de fato ou ação. Exemplos: benefício,bendito


 bis-, bi-: Repetição, duas vezes. Exemplos: bisneto, bimestral, bisavô, biscoito
 circu(m)-: Movimento em torno. circunferência, circunscrito, circulação
 cis-: Posição aquém. Exemplos: cisalpino, cisplatino, cisandino

 co-, con-, com-: Companhia, concomitância. Exemplos: colégio,

cooperativa, condutor
 contra-: Oposição. Exemplos: contrapeso, contrapor, contradizer

 de-: Movimento de cima para baixo, separação, negação. Exemplos: decapitar,

decair, depor
 de(s)-, di(s)-: Negação, ação contrária, separação. Exemplos: desventura, discórdia,
discussão
 e-, es-, ex-: Movimento para fora. Exemplos: excêntrico, evasão, exportação,

expelir

 en-, em-, in-: Movimento para dentro, passagem para um estado ou forma,

revestimento. imergir, enterrar, embeber, injetar, importar


 extra-: Posição exterior, excesso. Exemplos: extradição, extraordinário, extraviar
 i-, in-, im-: Sentido contrário, privação, negação. Exemplos: ilegal, impossível, improdutivo
 inter-, entre-: Posição intermediária. Exemplos: internacional, interplanetário
 intra-: Posição interior. intramuscular, intravenoso, intraverbal
 intro-: Movimento para dentro. introduzir, introvertido, introspectivo
 justa-: Posição ao lado. justapor, justalinear

 ob-, o-: Posição em frente, oposição. Exemplos: obstruir, ofuscar, ocupar, obstáculo.

81
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 per-: Movimento através. percorrer, perplexo, perfurar, perverter


 pos-: Posterioridade. pospor, posterior, pós-graduado
 pre-: Anterioridade . prefácio, prever, prefixo, preliminar
 pro-: Movimento para frente. progresso, promover, prosseguir, projeção
 re-: Repetição, reciprocidade. rever, reduzir, rebater, reatar
 retro-: Movimento para trás. retrospectiva, retrocesso, retroagir, retrógrado

 so-, sob-, sub-, su-: Movimento de baixo para cima, inferioridade. soterrar,

sobpor, subestimar

 super-, supra-, sobre-: Posição superior, excesso. Exemplos: supercílio,

supérfluo
 soto-, sota- : Posição inferior. Exemplos: soto-mestre, sota-voga, soto-pôr

 trans-, tras-, tres-, tra-: Movimento para além, movimento através.

Exemplos: transatlântico, tresnoitar, tradição

 ultra-: Posição além do limite, excesso. Exemplos: ultrapassar,

ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta


 vice-, vis-:
 Em lugar de. Exemplos: vice-presidente, visconde, vice-almirante.
 Correspondência entre Prefixos Gregos e Latinos:

hemi semi divisão em duas partes

hipo sub posição inferior

para ad proximidade, adjunção

peri circum em torno de

cata de movimento para baixo

si(n)(m) cum simultaneidade,

companhia

82
Licenc
iado pa
Formação de palavras Derivação e Composição

ra - Sa
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois

ra Cris
processos morfológicos:
Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) Composição (justaposição
e aglutinação).

tina Fil
 Palavras Primitivas e Derivadas:
Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação

o
das palavras.

meno d
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as palavras “derivadas”
são aquelas que surgem a partir das palavras primitivas.
 Exemplos:

a Cunh
dente (primitiva) e dentista (derivada)
mar (primitiva) e marítimo (derivada)

a - und
sol (primitiva) e solar (derivada)

 Processos de Derivação efined

 Derivação
- Prote

Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra, chamada de


primitiva. Os processos de derivação são:
gido po

Derivação Prefixal
r Eduz

A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo ou mais são


acrescentados à palavra primitiva.
[Link]

Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impaciente.

 Processos de Derivação
 Derivação Sufixal

A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais são


acrescentados à palavra primitiva.

Ex.: realmente, folhagem.

83
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Derivação Prefixal e Sufixal

A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à


palavra primitiva de forma independente, ou seja, mesmo sem a presença de um dos afixos
a palavra continua tendo significado.

Ex.: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). Você pode observar que os dois afixos são
independentes: existem as palavras, desleal e lealmente.

 Processos de Derivação

 Derivação Parassintética

A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à


palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar,
devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de
nenhum significado.

Ex.: anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo), neste caso, não existem as palavras anoite e
noitecer, pois os afixos não podem se separar.

 Processos de Derivação

 Derivação Regressiva

A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva desaparecem.

Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português).

 Processos de Derivação
 Derivação Imprópria

A derivação imprópria, mudança de classe ou conversão ocorre quando a palavra,


pertencente a uma classe, é usada como fazendo parte de outra.

Exemplos:
84
Licenc
iado pa
coelho - substantivo comum, usado como substantivo próprio - Daniel Coelho da Silva.

ra - Sa
verde, geralmente usado como adjetivo - Comprei uma camisa verde-, é usado como
substantivo: O verde do parque comoveu a todos.

ra Cris
 Processos de Composição
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais de palavras,

tina Fil
sendo classificadas em:
 Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua
estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda- chuva, abre latas, etc.

meno d o
 Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua
estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), hidroelétrica (hidro e elétrica), etc.

a Cunh
a - und
Hibridismos

são palavras formadas por elementos pertencentes a línguas diferentes. efined

 Os hibridismos são, para muitos gramáticos (sobretudo os tradicionais), fato


- Prote

condenável, talvez pela não uniformidade da origem dos elementos que formam o
composto, sobretudo provenientes do grego e do latim. Contudo, a bem da verdade, vale
gido po

dizer que mesmo em se tratando de tais procedências, os falantes já consideram os


elementos aportuguesados – dada a recorrência dessas palavras em nosso idioma, visto
que já se incorporaram ao nosso léxico. Assim sendo, vejamos alguns casos
r Eduz

representativos:
 Alcaloide – Álcali (árabe) + óide (grego)
[Link]

 Alcoômetro – Álcool (árabe) + metro (grego)

Hibridismos
 Autoclave – Auto (grego) + clave (latim)
 Bicicleta – Bi (latim) + ciclo (grego) + eta (-ette, francês)
 Burocracia – Buro (francês) + cracia (grego)
 Endovenoso – Endo (grego) + venoso (latim)

 Hiperacidez – Hiper (grego)

85
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+ acidez (português)
 Monocultura – Mono (grego) + Cultura (latim)
 Psicomotor – Psico (grego) + motor (latim)
 Romanista – Romano (latim) + -ista (grego)
 Sociologia – Socio (latim) + -logia (grego)
 Zincografia – Zinco (alemão) + grafia (grego)

Formação de palavras II

Maneira como os morfemas se organizam para formar as palavras.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.


Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, a verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970)

 Derivadas de palavras já existentes

 O neologismo é criado a partir de processos já existentes na língua: justaposição,


prefixação, aglutinação e sufixação.

 Podemos classificar como neologismo todas as palavras que não existiam e passaram a
existir, independentemente do tempo de
vida. Ele pode ser percebido na representação dos sons, por exemplo: puf!, crum!, miar,
piar, tibum, chuá, cataplaft, etc. Já na linguagem da internet temos: blza, flw, qq,vc, ker,
xau, bju, dentre outros.

 Classificação do neologismo
 Chamamos de neologismo novas palavras ou expressões da língua que surgem com o
papel de completar os espaços transitórios, permanentes ou momentâneos a respeito de
um novo conceito.

86
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 Momentâneo: os neologismos momentâneos podem surgir no decorrer de uma conversa


entre colegas. Eles podem até obter uma grande repercussão, mas são esquecidos com o
tempo. Exemplo: somatoriar (somar itens)
 Transitório: nasce em um grupo e acaba sendo usado em outros. Esse termo pode se
integrar o vocabulário ou pode ser esquecido. Exemplo: mensalão (ato de corrupção)
 Permanente: os neologismos permanentes aparecem rapidamente e fixa-se no idioma se
tornando parte do dicionário. Exemplo: deletar (exluir),
 Tipos de neologismo

 Existem diferentes tipos de neologismo, entre eles, temos:

 Semântico
O vocábulo já existe, mas é atribuído a ele um novo significado. Exemplos:

 Os fiscais detectaram que se tratava de verdadeiros laranjas! (falsos

proprietários);

 Meu vizinho foi multado por fazer um gato na rede elétrica. (roubo de

energia);
 Mamãe estava uma arara, em razão de termos chegado tarde. (com raiva);

Lexical
Um novo vocábulo é criado.
Exemplos:

 Deletar (eliminar);

 Abobado (aquele que é “bobo”, sonso);

 Internetês (a língua da internet);

 Clicar (pressionar botão do mouse).

Sintático
Vocábulo que ganha um significado específico. Exemplos:

 A não informação conduz o homem à caverna;


87
Licenc
iado pa
 João Paulo II reinventa a Igreja papalizando com êxito;

ra - Sa
 A operação-desmonte é uma invenção política mentirosa.

Literário

ra Cris
tina Fil
Classifica vocábulos criados por escritores de literatura ou compositores.

meno d o
Exemplos:

a Cunh
 Brincriações, abensonhadas, ladainhando, bichanar, lençolar;
 Agonizantista, pacatice, deceptude, calunismo, patifento.

a - und
Científico ou técnico

efined
Vocábulos criados para nomear novos equipamentos, procedimentos, invenções,
descobertas,...
- Prote

Exemplos: Smartphone; Cake designer; Cupcake.


gido po

Popular
r Eduz

Vocábulos usados por pessoas que falam a mesma língua.


Exemplos:
Apê;
[Link]

Mané;

.
Refri

Estrangeirismo
A língua portuguesa conta com um grande número de palavras
estrangeiras, sobretudo, de origem inglesa (denominada “anglicismo”). Isso porque a língua
inglesa é muito influente, sendo considerada a língua mundial dos negócios.
Importante lembrar que a maioria dos vocábulos da língua portuguesa são de origem latina,
grega, árabe, espanhola, italiana, francesa ou inglesa.
Palavras como hot-dog (cachorro quente), show (espetáculo), bacon (toucinho), mouse
(computador) são palavras estrangeiras em que não ocorreu o "aportuguesamento".
88
Entretanto, há termos em que o processo de
aportuguesamento é notório, ou seja, a adaptação das palavras para o português, por
exemplo:

futebol (do inglês football)

basquetebol (do inglês basketball)

abajur (do francês abat-jour)

sutiã (do francês sutien)

batom (do francês bâton)

bege (do francês beige)

bife (do inglês beef)

esporte (do inglês sport)

Exemplo de Estrangeirismo

O “Samba do Approach”, dos compositores Zeca Pagodinho e Zeca Baleiro, é um exemplo


da presença do estrangeirismo na nossa língua.
A canção está repleta de palavras da língua inglesa (anglicismo) e algumas da língua
francesa (galicismo):

Venha provar meu brunch


Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat...
Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é hi-tech
89

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Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é coo
Meu passado é que foi trash...
Fica ligado no link
Que eu vou confessar my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho engov
Eu tirei o meu green card
E fui prá Miami Beach
Posso não ser pop-star
Mas já sou um noveau-riche...
Eu tenho sex-appeal
Saca só meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Quero jogar no dream team
De dia um macho man
E de noite, drag queen...

O MÉTODO

O que é classe gramatical?

É a classificação das palavras em grupos de acordo com a sua função na língua


portuguesa. Elas podem ser variáveis einvariáveis, dividindo-se da seguinte forma:

Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, númeroe grau: substantivo, verbo,
adjetivo, pronome, artigo e numeral.

Palavras invariáveis - as que não variam: preposição,conjunção, interjeição e advérbio.

VERBO
90

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Licenc
iado pa
INTERJEIÇÃO

ra - Sa
PRONOME

ra Cris
SUBSTANTIVO

tina Fil
NUMERAL

meno d o
ARTIGO
a Cunh
CONJUNÇÃO
a - und
ADJETIVO efined

PREPOSIÇÃO
- Prote

ADVERBIO
gido po
r Eduz

Verbo
[Link]

é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais como: sairemos,corro,
chovendo.

Exemplos de frases com verbo:

Sairemos esta noite?

Corro todos os dias.

91
Chovendo, eu não vou.

Interjeição

é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá!, Viva! Psiu!.

Exemplos de frases com interjeição:

Olá! Sou a Maria.

Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.

Psiu! Não faça barulho aqui.

Pronome
é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a relação das pessoas do
discurso, tais como: eu,contigo, aquele.

Exemplos de frases com pronome:

Eu aposto como ele vem.

Contigo vou até a Lua.

Aquele tipo não me sai da cabeça.


Há vários tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e
interrogativos.

Substantivo

92

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Licenc
iado pa
é a palavra que nomeia os seres em geral, desdeobjetos, fenômenos, lugares, qualidades,
ações,dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza.

ra - Sa
Exemplos de frases com substantivo:A Ana é super inteligente.

ra Cris
O Brasil é lindo.

tina Fil
A tua beleza me encanta.

meno d o
Numeral

é a palavra que indica a posição ou o número deelementos, tais como: um, primeiro,

a Cunh
dezenas.

a - und
Exemplos de frases com numeral:

efined
Um pastel, por favor! - Prote

Primeiro as damas.
gido po

Dezenas de pessoas estiveram presentes.


Os numerais são classificados em: cardinais, ordinais,multiplicativos, fracionários e
coletivos.
r Eduz
[Link]

Artigo
é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o,as, uns, uma.

Exemplos de frases com artigo:

O menino saiu.

93
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As meninas saíram.

Uns meninos tocaram a campainha.

Uma chance é o que preciso.

Conjunção

é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical,

tais como: mas, portanto, conforme .


Exemplos de frases com conjunção:

Vou, mas não volto.

Portanto, não sei o que fazer.

Dançar conforme a dança.

As conjunções são classificadas em coordenativas (aditivas, adversativas, alternativas,


conclusivas e explicativas) e subordinativas (integrantes, causais,comparativas,
concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais).

Adjetivo
é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aossubstantivos, tais como: feliz,
superinteressante, amável.

O artigo ficou [Link] foi amável comigo

Preposição

é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a,após, para.

94
Exemplos de frases com preposição:

Entreguei a carta a ele.

As portas abrem após as 18h.

Isto é para você.


As preposições são classificadas em: preposições essenciaise preposições acidentais.

Advérbio
é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo circunstâncias
de tempo, modo, intensidade, entre outros, tais como: melhor, demais, ali.

Exemplos de frases com advérbio:


O melhor resultado foi o do atleta estrangeiro.Não acha que trouxe folhas demais?

O restaurante é ali.

Os advérbios são classificados em: modo, intensidade,lugar, tempo, negação, afirmação e


dúvida.

Frase, oração e período

Frase
Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo ser formada por uma só palavra ou
por várias, podendoter verbos ou não. A frase exprime, através da fala ou da escrita:
 ideias
95

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 emoções
 ordens
 apelos
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num
intercâmbio
linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada.

Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Não vá embora.
Silêncio
O telefone está tocando
Observação: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal.

Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoação, que indica nitidamente seu início e
seu fim. A entoação pode vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do olhar, além
de ser complementada pela situação em que o falante se encontra. Esses fatos contribuem
para que frequentemente surjam frases muito simples, formadaspor apenas uma palavra.
Observe:
Rua !
Ai !

Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acompanhadas de gestos peculiares, são


suficientes para satisfazersuas necessidades expressivas.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais
procuram sugerir a melodia [Link] a situação viva, o contexto é fornecido
pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que asfrases escritas sejam
linguisticamente mais completas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a
obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos
formadores da frase devem seguiros padrões da língua.

Por isso é que:


As meninas estavam alegres.

96
Licenc
iado pa
constitui uma frase, enquanto:

ra - Sa
Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.

ra Cris
Tipos de Frases

tina Fil
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se
atentarmos para o contexto em que são empregadas.

meno d o
É o caso, por exemplo, das situações em que se explora a ironia.

Pense, por exemplo, na frase "Que educação!", usada quando se vê alguém invadindo,

a Cunh
com seu carro, a faixa de pedestres.

a - und
Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz.
A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla
efined
possibilidade de expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como "É ela."
pode indicar constatação, dúvida,surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os
sinais de pontuação podem agir como definidores do sentido das frases.
- Prote
gido po
r Eduz
[Link]

97
Oração:
Uma frase verbal pode ser também uma oração.
Para isso é necessário:

 que o enunciado tenha sentido completo;

 que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).

 Por Exemplo:

 Camila terminou a leitura do livro.



 Obs.: Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como partes de um conjunto
harmônico: elas são os termos ou as unidades sintáticas daoração. Assim, cada termo da
oração desempenha uma função sintática.

Período

98

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Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo,com sentido


completo. O período pode ser simples ou composto.

Período Simples
É aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nomede oração absoluta.

Exemplos:

O amor é eterno.

As plantas necessitam de cuidados especiais.

Quero aquelas rosas.

O tempo é o melhor remédio.


Período Composto
É aquele constituído por duas ou mais orações.

Exemplos:

Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.


Quero aquelas flores para presentear minha mãe. Vou gritar para todos ouvirem que
estou sabendo oque acontece ao anoitecer.
Cheguei, jantei e fui dormir.

99
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
Sintaxe do período simples
Base da oração é o verbo. efined
- Prote

Verbo: Ação, estado, fenômeno da natureza.

Sujeito:
gido po

 Pratica a ação do verbo


r Eduz

Ana trouxe o livro na bolsa.


[Link]

 Recebe a ação do verbo

O livro foi trazido na bolsa pela Ana.

 Está no estado indicado pelo verbo

A água virou lama.

A vida era um mar de rosas.

100
Licenc
iado pa
Classificação do sujeito:
a) Simples

ra - Sa
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.

Para ser núcleo do sujeito: Substantivo ou Pronome substantivo

ra Cris
OBS: Se tiver preposição antes do substantivo, não poderá ser núcleo.

Por exemplo:

tina Fil
A rua estava deserta .
Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o

meno d o
sujeito é simples quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um
substantivo (singular ou plural), um pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.

a Cunh
Por exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.

a - und
a) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo. efined
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos.
- Prote

b) Implícito
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração,mas
pode ser identificado.
gido po

Por Exemplo: Dispensamos todos os funcionários.


r Eduz

Observação: o sujeito implícito também é chamado de sujeito elíptico,subentendido,


desinencial ou sujeito oculto.
[Link]

Oração sem sujeito


Uma oração sem sujeito é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo
impessoal.
a) Verbos que exprimem fenômenos da natureza:
Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.
Por exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito
determinado .
Por exemplo:

101
Licenc
iado pa
Choviam crianças na distribuição de brindes. (crianças=sujeito)Já amanheci cansado.
(eu=sujeito)

ra - Sa
a) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para indicar uma ideiade tempo ou
fenômenos meteorológicos:

ra Cris
Ser: É noite. (Período do dia)
Eram duas horas da manhã. (Hora)

tina Fil
Obs.: ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o
acompanha. (É uma hora/ São nove horas)

meno d o
Hoje é (ou são) 15 de março. (Data)
Obs.: ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia,
ou
então irá para o plural, concordando com o número de dias.

a Cunh
Estar: Está tarde. (Tempo)
Está muito quente.(Temperatura)

a - und
Fazer: Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver: Não a vejo há anos. (Tempo decorrido) efined
Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir)
- Prote
gido po
r Eduz
[Link]

Substantivo l
O que é Substantivo?

Substantivo é uma classe de palavras que nomeia seres,objetos, fenômenos, lugares,


qualidades, ações, dentre outros.

Eles podem ser flexionados em gênero (masculino efeminino), número (singular e plural)

102
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e grau (aumentativo e diminutivo).


Tipos de Substantivos

Os substantivos são classificados em nove tipos: comum, próprio, simples, composto,


concreto, abstrato,primitivo, derivado e coletivo.

1. Substantivo Comum
Os substantivos comuns são as palavras que designamos seres da mesma espécie de
forma genérica: Exemplos: pessoa, gente, país.

2. Substantivo Próprio

Os substantivos próprios, grafados em letra maiúscula, são palavras que particularizam


seres, entidades, países,cidades, estados da mesma espécie.

Exemplos: Brasil, São Paulo, Maria.

3. Substantivo Simples

Os substantivos simples são formados por apenas umapalavra.

Exemplos: casa, carro, camiseta.

4. Substantivo Composto

Os substantivos compostos são formados por mais de uma palavra.

Exemplos: guarda-chuva, guarda-roupa, beija-flor.

5. Substantivo Concreto
Indicam: Conceito universal ou Imagem universal ou oque é feito de matéria.
Exemplos: menina, homem, cachorro, Deus, fada,espírito, sereia, saci, Ogum, Zeus.

103
6. Substantivo Abstrato

Os substantivos abstratos são aqueles relacionados aossentimentos, estados, qualidades e


ações.

Exemplos: beleza, alegria, bondade.

7. Substantivo Primitivo

Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica,são aqueles que não derivam de
outras palavras.

Exemplos: casa, folha, chuva.

8. Substantivo Derivado

Os substantivos derivados são aquelas palavras quederivam de outras.


Exemplos: casarão (derivado de casa), folhagem (derivado de folha), chuvarada (derivado
de chuva).

9. Substantivo Coletivo
Os substantivos coletivos são aqueles que se referem aum conjunto de seres.
Exemplos: flora (conjunto de flores), álbum (conjunto defotos), colmeia (conjunto de
abelhas).

Substantivos coletivos de grupos de pessoas:


Coletivo de alunos: turma, classe
Coletivo de amigos: galera, roda
Coletivo de anjos: legião, falange, coro
Coletivo de atores ou artistas: elenco, companhia
Coletivo de aviadores: tripulação
Coletivo de bandidos: horda
Coletivo de bispos: concílio
Coletivo de cantores: coro, coral
Coletivo de cardeais reunidos para eleger o papa: conclave
Coletivo de cavaleiros: cavalgada
Coletivo de cidadãos: comunidade
Coletivo de ciganos: bando
104

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Licenc
iado pa
Coletivo de credores: junta
Coletivo de demônios: legião

ra - Sa
Coletivo de desonestos: súcia
Coletivo de desordeiros: corja, choldra, farândola
Coletivo de especialistas: congresso

ra Cris
Coletivo de espectadores: auditório, plateia

 Coletivo de estudantes: turma, classe

tina Fil
 Coletivo de examinadores: banca, junta
 Coletivo de filhos: prole

o
 Coletivo de heróis: falange

meno d
 Coletivo de homens célebres pelo talento: plêiade
 Coletivo de imigrantes: colônia
 Coletivo de invasores: horda

a Cunh
 Coletivo de jogadores: time, equipe
 Coletivo de jurados: júri, conselho
 Coletivo de ladrões: quadrilha, corja, choldra

a - und
 Coletivo de malandros: cambada, corja, choldra
 Coletivo de malfeitores: malta, bando, caterva, choldra
 Coletivo de marinheiros: tripulação, chusma efined
 Coletivo de médicos: junta
 Coletivo de mercadores: caravana
- Prote

 Coletivo de músicos: banda, orquestra


 Coletivo de padres: clero
 Coletivo de parentes: família
gido po

 Coletivo de parlamentares: assembleia, congresso,


bancada
 Coletivo de peregrinos: caravana
r Eduz

 Coletivo de pessoas em deslocação: leva


 Coletivo de poetas: plêiade
[Link]

 Coletivo de prisioneiros: leva


 Coletivo de professores: corpo docente
 Coletivo de religiosos: congregação
 Coletivo de reunião de parentes ou amigos: tertúlia
 Coletivo de sacerdotes: clero
 Coletivo de soldados: batalhão, exército, pelotão, tropa,
regimento, companhia, legião
 Coletivo de tropas: falange
 Coletivo de vadios: farândola, malta
Coletivo de viajantes: caravana
Substantivos coletivos de grupos de animais:

105
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 Coletivo de abelhas: colmeia, enxame


 Coletivo de animais de uma região: fauna
 Coletivo de animais de raça: plantel
 Coletivo de aves: bando, revoada
 Coletivo de bactérias: colônia
 Coletivo de cabras: fato, rebanho
 Coletivo de bois: boiada, manada
 Coletivo de borboletas: panapaná
 Coletivo de búfalos: manada
 Coletivo de burros: burricada
 Coletivo de cachorros, cães: matilha
 Coletivo de camelos: cáfila
 Coletivo de caranguejos: cambada
 Coletivo de cavalos: cavalaria, manada, tropa
 Coletivo de dromedários: cáfila
 Coletivo de elefantes: manada
 Coletivo de filhotes: ninhada
Coletivo de formigas: colônia, formigueiro, formigame, carreiro
 Coletivo de gafanhotos: nuvem

 Coletivo de gatos: gataria


 Coletivo de insetos: miríade
 Coletivo de insetos nocivos: praga
 Coletivo de javalis: vara
 Coletivo de leões: alcateia
 Coletivo de lhamas: trompa
 Coletivo de lobos: alcateia
 Coletivo de macacos: bando, capela
 Coletivo de marimbondo: nuvem, enxame
 Coletivo de ovelhas: rebanho
 Coletivo de pássaros: bando, revoada
 Coletivo de peixes: cardume
 Coletivo de pintinhos: ninhada
 Coletivo de pombos: revoada
 Coletivo de porcos: vara
 Coletivo de vacas: manada

Substantivos coletivos de grupos de coisas e objetos:

 Coletivo de armas: arsenal


 Coletivo de aviões: esquadrilha
 Coletivo de canhões: bateria
106
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 Coletivo de carros: frota


 Coletivo de cartas: escrínio
 Coletivo de chaves: molho
 Coletivo de coisas colocadas umas sobre as outras: pilhas
 Coletivo de discos: discoteca
 Coletivo de figurinhas: álbum
 Coletivo de filmes: cinemateca
 Coletivo de fogos de artifício: girândola
 Coletivo de fotografias: álbum
 Coletivo de jornais e revistas arquivados: hemeroteca
 Coletivo de lenha: feixe
 Coletivo de livros: biblioteca
 Coletivo de munições: arsenal
 Coletivo de navios de guerra: armada, esquadra
 Coletivo de objetos de arte: galeria
 Coletivo de objetos de mesa: baixela
 Coletivo de obras de arte: acervo
 Coletivo de ônibus: frota
 Coletivo de palha: fardo
 Coletivo de papel: resma, fardo
 Coletivo de pratos: baixela, serviço
 Coletivo de quadros ou de pinturas: pinacoteca
 Coletivo de roupas: enxoval, trouxa
 Coletivo de selos: álbum
 Coletivo de tecidos: fardo
Coletivo de vídeos: videoteca

SUBSTANTIVOS II
Gênero dos Substantivos

De acordo com o gênero (feminino e masculino) daspalavras substantivas, elas são


classificadas em:

Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma para o masculino e outra
para o feminino, porexemplo: professor e professora; amigo e amiga.

Substantivos Uniformes: somente um termo especificaos dois gêneros (masculino e


feminino), sendo classificados em:

107
Epiceno
é um tipo de substantivo uniforme que possui somenteuma palavra para os dois gêneros
(masculino e feminino).

Eles estão relacionados com os animais sendo


diferenciados pelas palavras “macho” ou “fêmea”
Fernando foi picado por uma cobra fêmea.
Nasceu um panda macho no zoológico.
A onça fêmea é a mais protetora do grupo.
O jacaré macho estava muito inquieto.
Exemplos de substantivos epicenos:
a águia
a andorinha
a anta
o beija-flor
a borboleta
a cobra
o crocodilo
o escorpião
a foca
a formiga
a gaivota
o gavião
o hipopótamo
o jacaré
a mosca
o mosquito
a onça
o peixe
a pulga
o rinoceronte
o sapo
o tatu
o tigre

108

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a zebra

Sobrecomum

é um tipo de substantivo uniforme, ou seja, que apresenta somente um termo para os dois
gêneros (masculino e feminino).Ele é utilizado para nomear pessoas, por exemplo, a
palavra "criança", utilizada para os dois gêneros: a criança menino; a criança menina.

Diferente dos substantivos uniformes, os substantivos biformes apresentam duas formas


para os gêneros masculino e feminino,por exemplo: poeta e poetisa.
Exemplos de substantivos sobrecomuns

1. O anjo
João é um anjo que apareceu na minha vida.
Maria, funcionária da loja, é um anjo de mulher.
2. O cônjuge

Estela é cônjuge de Fernando.

Leonardo é cônjuge de Sandra desde 2012.

3. a criança

Ele é uma criança alegre ao lado de seus colegas.


Ela é uma criança teimosa na escola.

4. o defunto

Ficou claro que o defunto era de João Pedro.

O defunto descoberto no quintal da casa era de Maria Regina.

5. a estrela (de cinema)

Brad Pitt é uma grande estrela do cinema desde a infância.

Angelina Jolie é uma estrela de cinema e mulher de Brad Pitt.

6. O gênio

José Miguel é um gênio na matemática e na física.


Joana é um gênio que se destaca na escola.

7. o membro

109
Licenc
iado pa
Henrique foi membro do exército na Segunda Guerra Mundial.

ra - Sa
Juliana era membro do grupo de escoteiros em sua cidade natal.

8. o monstro

ra Cris
Naquele tarde chuvosa, Alan parecia um monstro.

Lara estava igual um monstro após a cirurgia.

tina Fil
9. a pessoa

o
Ele é a pessoa mais carinhosa que já conheci.

meno d
Ela é a pessoa mais atenciosa do trabalho.

10. a testemunha

a Cunh
Luís foi testemunha do crime passional.

a - und
Luísa foi testemunha do roubo que aconteceu na joalheria.

11. a vítima
efined
Lucas foi vítima de bullying na escola durante um ano.

Luciana foi vítima do atentado em Paris e infelizmente ficou com sequelas.


- Prote

comum de dois gêneros


gido po

chamado também de comum de dois, é um tipo de substantivo uniforme. Ou seja, aquele


que apresenta somente um termo para os dois gêneros (masculino efeminino).

Nesse caso, o que diferencia um termo de outro éo artigo que acompanha o substantivo: o,
r Eduz

um (masculino), por exemplo: o artista.a, uma (feminino), por exemplo: a artista.

Outra forma de identificar o gênero do substantivo de dois gêneros é por meio do adjetivo
[Link]

que o acompanha, por exemplo:

Motorista sofre acidente na estrada.


Nesse exemplo, não conseguimos identificar se temos um motorista ou uma motorista, uma
vez que a frase não possui umartigo de identificação do gênero.

Motorista argentino sofre acidente na estrada.


Após acrescentar o adjetivo "argentino" já identificamos que omotorista que sofreu o
acidente era do sexo masculino.

Exemplos de substantivos comum de dois

110
Licenc
iado pa
ra - Sa
O artista; a artista
O chefe; a chefe
O cliente; a cliente
O colega; a colega

ra Cris
O estudante; a estudante
O fã; a fã

tina Fil
O gerente; a gerente
O imigrante; a imigrante
O intérprete; a intérprete

o
O jornalista; a jornalista

meno d
a Cunh
Grau dos Substantivos

a - und
De acordo com o grau dos substantivos, eles são classificadosem aumentativo e
diminutivo:

efined
Aumentativo
Palavra que indica o aumento do tamanho de algum ser ou alguma [Link]-se em:
- Prote

Analítico: substantivo acompanhado de um adjetivo que indica grandeza, porexemplo: casa


grande.
gido po

Sintético: substantivo com acréscimo de um sufixo indicador de aumento,por exemplo:


casarão.
r Eduz

Diminutivo
[Link]

Palavra que indica a diminuição do tamanho de algumser ou alguma coisa. Divide-se em:

Analítico: substantivo acompanhado de um adjetivoque indica pequenez, por exemplo:


casa pequena.

Sintético: substantivo com acréscimo de um sufixoindicador de diminuição, por exemplo:


casinha.

Preposição
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da
oração.

111
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Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela


preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o
sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a
preposição vincula.

Acompanhe os exemplos.
Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição
de: preposição

Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.


esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição
com: preposição

As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero,


número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo,
modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações as
preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração)
e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com
essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de uma variação
própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.

Por exemplo: de + o = do por + a = pela


em + um = num

As preposições podem introduzir:


a) Complementos Verbais
Por exemplo:
Eu obedeço "aos meus pais".
b) Complementos Nominais
Por exemplo:
Continuo obediente "aos meus pais".

112
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c) Locuções Adjetivas Por exemplo:


É uma pessoa "de valor".

d) Locuções Adverbiais
Por exemplo: Tive de agir "com cautela".

e) Orações Reduzidas Por exemplo:


"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido.

Classificação das Preposições

As palavras da língua portuguesa que atuam exclusivamente como preposição


são chamadas preposições essenciais. São elas:

a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás

Observações:
1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com a significação
de atrás, depois. Por exemplo: Os noivos passaram, e os convidados os
seguiram logo após.
2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com pouca frequência em autores
modernos. Por exemplo:
Dês que começaste a me visitar, sinto-me melhor.
3) Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas: por
trás, para trás, para trás de. Como
preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado:
Trás mim virá quem bom me fará.
4) Para, na fala popular, apresenta a forma sincopada pra. Por exemplo:
Bianca, alcance aqueles livros pra mim.

113
Licenc
iado pa
5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão. Por exemplo: Os ladrões
roubaram-lhe até a roupa do corpo.

ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined
- Prote
gido po

Locução Prepositiva
r Eduz

É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A


última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
[Link]

Confira a seguir as principais locuções prepositivas.

114
[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa

115
iado pa
Licenc
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Principais Relações estabelecidas pelas Preposições


• Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.
• Lugar - Estou em casa.
• Tempo - Eu viajei durante as férias.
• Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio.
• Causa - Estou tremendo de frio
• Assunto - Não gosto de falar sobre política.
• Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
• Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.
• Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.

116
• Meio - Voltarei a andar a cavalo.
• Matéria - Devolva-me meu anel de prata.
• Posse - Este é o carro de João.
• Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense.
Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.
Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,00.
Origem - Você descende de família humilde. Especialidade - João formou-se em
Medicina.
Destino ou direção - Olhe para frente!

Distinção entre Preposição, Pronome Pessoal Oblíquo e Artigo

Preposição: ao ligar dois termos, estabelecendo entre eles relação de


dependência, o "a" permanece invariável, exercendo função de preposição.

Por exemplo:
Fui a Brasília.
Pronome Pessoal Oblíquo: ao substituir um substantivo na frase. Por exemplo:
Eu levei Júlia a Brasília.
Eu a levei a Brasília.

Artigo: ao anteceder um substantivo, determinando-o. Por exemplo:


A professora foi a Brasília.

117

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Transitividade
verbal
Verbo transitivo

É o verbo que vem acompanhado por


complemento: quem sente, sente algo;quem
revela, revela algo a alguém. O sentido desse
verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-
se aos complementos, para adquirir sentido
completo.

118

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Verbo intransitivo

É aquele que traz em si a ideia completa da ação,


sem necessitar, portanto, de um outro termo para
completar o seu sentido. Sua ação não transita.

Por exemplo: O avião caiu.

O verbo cair é intransitivo, pois encerra um


significado completo. Se desejar, o falante pode
acrescentar outras informações, como:

local: O avião caiu sobre as casas da periferia.

modo: O avião caiu lentamente.

tempo: O avião caiu no mês passado.

119
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Essas informações ampliam o significado do


verbo, mas não são necessárias para que se
compreenda a informação básica.

Verbo de ligação

É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo


entre eles (sujeito e características) certos tipos de relações.

O verbo de ligação pode expressar:

a) estado permanente: ser, viver.


Por Exemplo: Sandra é alegre. Sandra vive alegre.

b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se.


Por exemplo: Mamãe está bem. Mamãe encontra-se bem.

c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se.


Por exemplo: Júlia ficou brava. Júlia fez-se brava.

d) continuidade de estado: continuar, permanecer.


Por exemplo: Renato continua mal. Renato permanece mal.

e) estado aparente: parecer.


Por exemplo: Marta parece melhor.

Observação: a classificação do verbo quanto à transitividade deve ser feita de


acordo com o contexto e não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora
como intransitivo, ora como de ligação.

Veja:
1- O jovem anda devagar.
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação.

2- O jovem anda preocupado.


anda= verbo de ligação, expressa um estado.

120
121

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Objeto Indireto:

122

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Sujeito
indeterminado
Sujeito indeterminado

É aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo


contexto, nem pela terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três
maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:

a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:

O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a

123

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nenhum termo identificado anteriormente (nem em outra oração):
Por exemplo: Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na entrada da festa.

b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido do pronome se: O


verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de
indeterminação do sujeito.

Essa construção ocorre com verbos que não apresentam complemento direto

(verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação).

O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.

Exemplos:

Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)

Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)

No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)

C) Com o verbo no infinitivo impessoal:

Por exemplo: Era penoso estudar todo aquele conteúdo. É triste assistir a

estas cenas tão trágicas.

Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a


elementos explícitos em orações anteriores ou posteriores, o sujeito
é determinado.
Por Exemplo: Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles (Felipe e Marcos). Ocorre sujeito
oculto.

124

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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa

125
iado pa
Licenc
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Pronomes
Pessoais

Os pronomes representam a classe de palavras


que substituem ou acompanham os
substantivos. De acordo com a função que
exercem, eles são classificados em sete tipos:

1. Pronomes Pessoais;

2. Pronomes Possessivos;

3. Pronomes Demonstrativos;

4. Pronomes de Tratamento;

5. Pronomes Relativos;

6. Pronomes Interrogativos;

7. Pronomes Indefinidos.

1) Mariana apresentou um show esse final de


semana. Ela é considerada uma das melhores
cantoras de música Gospel.

No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela”


substituiu o substantivo próprio Mariana. Note
que com o uso do pronome no período evitou-se
a repetição do nome.

2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.

Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o

126
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pronome demonstrativo “aquela” para indicar algo


(no caso o bicicleta) e o pronome possessivo
“minha” que transmite a ideia de posse.

1. Pronome Pessoal

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam


a pessoa do discurso e são classificados em
dois tipos:

Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a


função de sujeito. Exemplo: Eu gosto muito da
Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)

Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo:


substituem os substantivos e complementam os
verbos. Exemplo: Está comigo seu caderno.
(Com quem está o caderno? Comigo. Note que
para além de identificar quem tem o caderno, o
pronome auxilia o verbo “estar”.)

Pessoas Verbais Pronomes do Caso Pronomes do Caso


Reto Oblíquo

1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo

2ª pessoa do singular tu, você te, ti, contigo

3ª pessoa do singular ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo

1ª pessoa do plural nós nos, conosco

2ª pessoa do plural vós, vocês vos, convosco

3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si,


consigo.

Vale lembrar que os pronomes oblíquos “o,


a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”
funcionam somente como objeto direto.

127
Pronomes do caso reto

Os pronomes pessoais do caso reto funcionam


como sujeito do enunciado em que estão
inseridos, isto é, executam ou sofrem a ação do
enunciado. Lembrando-se dos pronomes do caso
reto da tabela anterior, observe os seguintes
exemplos: nós combinamos de ir ao parque.
(Sujeito + verbo + complemento) Eu estava muito
empolgado. (Sujeito + verbo + complemento)

Note que os sujeitos dos dois enunciados são pronomes pessoais, pois referem-se
às pessoas do discurso (nos dois casos, à 1ª pessoa), e são do caso reto, pois
exercem função de sujeito nos respectivos enunciados. Veja outros exemplos
agora:
As flores desabrocharam ontem.
(Sujeito + verbo + complemento)
Meu irmão e a vizinha dele foram ao mercado juntos.
(Sujeito + verbo + complemento)

Dessa vez, os sujeitos dos dois enunciados não são pronomes pessoais do caso
reto, pois “flores”, “irmão” e “vizinha” são substantivos. No entanto, podemos
substituir esses substantivos pelos respectivos pronomes do caso reto:
Elas desabrocharam ontem.
Eles foram ao mercado juntos.

Pronomes do caso oblíquo


Os pronomes do caso oblíquo funcionam como complemento do enunciado. Em
alguns casos, devem vir acompanhados de preposição para que o enunciado
tenha sentido. Nesses casos, são chamados de pronomes oblíquos tônicos.
Caso não precisem estar acompanhados de preposição, são chamados de
pronomes oblíquos átonos. Vamos observar os exemplos de cada um deles:
→ Pronomes oblíquos tônicos Esse livro foi dedicado a vós. (Sujeito + verbo +
complemento) Os alunos vieram até mim. (Sujeito + verbo + complemento) Elas
falaram muito bem de nós. (Sujeito + verbo + complemento)

Nesses casos, “vós”, “mim” e “nós” assumiram função de complemento e vieram


acompanhados de preposição (“a”, “até” e “de”, respectivamente), portanto, são
pronomes oblíquos tônicos.
Ela foi comigo ao mercado. (Sujeito + verbo + complemento)

128

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No exemplo, temos dois pronomes pessoais: “Ela”, que é do caso reto por tratar-
se do sujeito do enunciado, e “mim” (com + mim = comigo), que é do caso
oblíquo por tratar-se do complemento. Como precisa da preposição “com”, é um
pronome oblíquo tônico.

Vale ressaltar que a preposição “com” sempre se junta aos pronomes,


formando uma palavra só:
com + mim = comigo
com + ti = contigo
com + si = consigo (singular ou plural) com + nós = conosco
com + vós = convosco

Pronomes oblíquos átonos


A plateia me ouviu cantar. (Sujeito + complemento + verbo)

Muita gente veio nos prestigiar.


(Sujeito + verbo + complemento + verbo)

Nós lhes damos boas-vindas.


(Sujeito + complemento + verbo + complemento)

Nesses casos, “me”, “nos” e “lhes” assumiram função de complemento,


porém não precisaram vir acompanhados de preposição. Por isso, são pronomes
oblíquos átonos.

Pronomes possessivos e demonstrativos


Pronome Possessivo
Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.
Exemplos:
Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª
pessoa do singular)

O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o


computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)

A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª


pessoa do singular)

Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que


pertence à 1ª pessoa do plural)

129

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Pessoas Verbais Pronomes Possessivos

meu, minha (singular); meus,minhas (plural)


1ª pessoa do singular (eu)

teu, tua (singular); teus, tuas(plural)


2ª pessoa do singular (tu, você)

3ª pessoa do singular (ele/ela) seu, sua (singular); seus, suas

(plural)

1ª pessoa do plural (nós) nosso, nossa (singular); nossos,

nossas (plural)

vosso, vossa (singular); vossos,vossas (plural)


2ª pessoa do plural (vós, vocês)

seu, sua (singular); seus, suas(plural)


3ª pessoa do plural (eles/elas)

Note que:
A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e
o número concordam com o objeto possuído. Por exemplo:
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

Observações:
1. A forma seu não é um possessivo quando resultar da alteração fonética da
palavra senhor. Por exemplo:
Muito obrigado, seu José.

2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros


empregos, como:

a) indicar afetividade. Por exemplo:

Não faça isso, minha filha.

b) indicar cálculo aproximado. Por exemplo:

Ele já deve ter seus 40 anos.

c) atribuir valor indefinido ao substantivo. Por exemplo: Marisa tem lá seus

defeitos, mas eu gosto muito dela.

130

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3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome

possessivo fica na 3ª pessoa. Por exemplo:


Vossa Excelência trouxe sua mensagem?

4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais


próximo. Por exemplo:

Trouxe-me seus livros e anotações.

5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos


assumem valor de possessivo. Por exemplo:

Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)

Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa


palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação podeocorrer em termos
de espaço, tempo ou discurso.
• No espaço:
Compro este carro (aqui).
O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí).
O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem falo, ou
afastado da pessoa que fala.
Compro aquele carro (lá).
O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela
com quem falo.

Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por


meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala), são
particularmente importantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres em
relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar
ambiguidade.
Exemplos:
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o
concurso vestibular. (trata-se da universidade destinatária).

Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro


de Jovens. (trata-se da universidade que envia a mensagem).

131
Licenc
iado pa
No tempo:

ra - Sa
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se ao ano presente.

ra Cris
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse refere-se a um passado
próximo.

tina Fil
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se referindo a um
passado distante.

meno d o
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.

a Cunh
Também aparecem como pronomes demonstrativos:

a - und
• o (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que e puderem ser substituídos por
aquele(s), aquela(s), aquilo. Por exemplo:
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) efined
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que te indiquei.)
- Prote

• mesmo (s), mesma (s):


Por exemplo:
gido po

Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.


r Eduz

• próprio (s), própria (s):


Por exemplo:
[Link]

Os próprios alunos resolveram o problema.

• semelhante (s):
Por exemplo:
Não compre semelhante livro.

• tal, tais:
Por exemplo:
Tal era a solução para o problema.

132
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Pronomes indefinidos e interrogativos

Pronome Indefinido

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,


dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
[Link] exemplo:
• Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.
Não é difícil perceber que "alguém" indica uma pessoa de quem
se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma imprecisa, vaga.
É uma palavra capaz de indicar um ser humano que seguramente
existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer
revelar.

• Pronomes Indefinidos Substantivos


Assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres
na frase.

• São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada,


ninguém, outrem, quem, tudo. Por exemplo:

• Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.

• Pronomes Indefinidos Adjetivos


Qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de
quantidadeaproximada.
São eles: cada, certo(s), certa(s). Por exemplo:

Cada povo tem seus costumes.

Certas pessoas exercem várias profissões.

133
Note que:

Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pronomes indefinidos adjetivos:


algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), demais, mais,
menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s),
pouco(s),pouca(s), qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal,
tais, tanto(s),tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Por exemplo:
Poucos vieram para o passeio.
Poucos alunos vieram para o passeio.
• São locuções pronominais indefinidas:
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que),
quemquer (que), seja quem for, seja qual for, todo

aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou

outro, uma ou outra, etc. Por exemplo:

Cada um escolheu o vinho desejado.

Indefinidos Sistemáticos

Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, percebemos que existem

alguns grupos

que criam oposição de sentido. É o caso de:

algum/alguém/algo, que têm sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que

têm sentido

negativo;
todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e
nenhum/nada, que indicam umatotalidade negativa;

alguém/ninguém, que se referem a pessoa, e algo/nada, que se referem a coisa;

certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.

134

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Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e


textos coerentes,
pois delas muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos
argumentos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
pronomes indefinidos destacados imprimem àsafirmações de que
fazem parte:

Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático.

Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.

Classificação de Pronomes Indefinidos

Variáveis:

algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito,

muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas,

outro, outra, outros, outras, certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias,

tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer,

qual, quais, um, uma, uns, umas.

Invariáveis: quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.

Pronome Interrogativo

• Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas

para formular perguntas diretas e indiretas.

Classificação dos Pronomes Interrogativos

Variáveis: qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.

Invariáveis: quem, que.

• Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta)

135
• Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta)

• Quem estava com Maria na festa? (oração interrogativa direta)

• Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa

indireta)

Pronomes Relativos

São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados

anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas

adjetivas. Por exemplo:

O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre

outros.

(que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada

adjetiva).

O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração

subordinada. Diz-se que a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo

"que".

Os pronomes relativos "que" e "qual" podem ser

antecedidos pelos pronomes demonstrativos "o", "a", "os", "as" (quando esses

equivalerem a "isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo").

Por exemplo:

Não sei o que você está querendo dizer.

Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.

136

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Por exemplo:

Quem casa, quer casa.

Note que:

a) O pronome "que" é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado

relativo universal. Pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as

quais" quando seu antecedente for um substantivo.

Por exemplo:

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)

A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) Os trabalhos que

eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) As cantoras que se apresentaram

eram péssimas. (= as quais)

b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos:

por isso, são utilizados didaticamente para verificar se palavras como "que",

"quem", "onde" (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos.

Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de

clareza ou depois de determinadas preposições.

Por exemplo:

Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou

encantado. (O uso de

"que" neste caso geraria ambiguidade.)

Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se

poderia usar "que" depois de "sobre".)

137

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c) O relativo "que" às vezes equivale a "o que", "coisa que"

se refere a uma oração.


Por exemplo:
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
Obs.: os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo com a
regência verbal dos verbos da oração. Por exemplo:
Havia condições com que não concordávamos. (concordar com) Havia condições
de que desconfiávamos. (desconfiar de)
d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas com o
consequente. Equivale a "do qual", "da qual", "dos quais", "das quais”. Por
exemplo:
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.

e) "Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome


indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Por exemplo:
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

Emprestei tantos quantos foram necessários.


(antecedente)

f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido de


preposição.
Por exemplo:
É um professor a quem muito devemos.
(preposição)

138

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g) “Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser
utilizado na indicação de lugar.
Por exemplo:
A casa onde morava foi assaltada.

h) Na indicação de tempo, deve-se empregar "quando" ou "em que".


Por exemplo:
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.

i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:


como (= pelo qual) Por exemplo:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
quando (= em que) Por exemplo:
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.

j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.


Por exemplo:
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do


relativo "que". Por exemplo: A sala estava cheia de gente que conversava,
(que) ria, (que) fumava.

139

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Licenc
iado pa
Adjunto Adverbial

ra - Sa
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar,
modo, causa, finalidade, etc.).

ra Cris
O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um
adjetivo ou de um advérbio.

tina Fil
Observe as frases abaixo: Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.

meno d o
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade.
No primeiro caso, intensifica a forma verbal respeitam, que é núcleo do predicado
verbal.

a Cunh
Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo do adjunto
adverbial de modo.

a - und
Veja o exemplo abaixo:

Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça. efined


Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:

amanhã indica tempo; de bicicleta indica meio;


- Prote

àquela velha praça indica lugar.

Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância


gido po

por ele expressa, os termos acima podem ser classificados, respectivamente em:
adjunto adverbial de tempo, adjunto adverbial de meio e adjunto adverbial de
lugar.
r Eduz

O adjunto adverbial pode ser expresso por:


1) Advérbio: O balão caiu longe.
[Link]

2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.


3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.

Classificação do adjunto adverbial

Acréscimo:
Por Exemplo:
Além da tristeza, sentia profundo cansaço.

Afirmação
Por Exemplo:
Sim, realmente irei partir. Ele irá com certeza.

140
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Assunto
Por Exemplo:
Falávamos sobre futebol. (ou de futebol, ou a respeito de
futebol).

Causa
Por Exemplo:
Com o calor, o poço secou.
Não comentamos nada por discrição.
O menor trabalha por necessidade.

Companhia
Por Exemplo:
Fui ao cinema com sua prima. Com quem você saiu?
Sempre contigo irei estar.

Concessão
Por Exemplo:
Apesar do estado precário do gramado, o jogo foi ótimo.

Condição
Por Exemplo:
Sem minha autorização, você não irá.
Sem erros, não há acertos.

Conformidade
Por Exemplo:
Fez tudo conforme o combinado. (ou segundo o combinado)

Dúvida
Por Exemplo:
Talvez seja melhor irmos mais tarde. Porventura, encontrariam a solução da
crise? Quiçá acertemos desta vez.

Fim, finalidade
Por Exemplo:
Ela vive para o amor.
Daniel estudou para o exame. Trabalho para o meu sustento. Viajei a negócio.

Frequência
Por Exemplo:
Sempre aparecia por lá.
Havia reuniões todos os dias.

Instrumento

141
Licenc
iado pa
Por Exemplo:
Rodrigo fez o corte com a faca.

ra - Sa
O artista criava seus desenhos a lápis.

Intensidade

ra Cris
Por Exemplo:
A atleta corria bastante.
O remédio é muito caro.

tina Fil
Limite
Por Exemplo: A menina andava correndo do quarto à sala.

meno d o
Lugar
Por Exemplo: Nasci em Porto Alegre.
Estou em casa.

a Cunh
Vive nas montanhas.
Viajou para o litoral.
"Há, em cada canto de minh’alma, um altar a um Deus diferente." (Álvaro

a - und
de Campos)

Matéria
Por Exemplo: Compunha-se de substâncias estranhas. efined
Era feito de aço.
Meio
- Prote

Por Exemplo: Fui de avião.


Viajei de trem.
Enriqueceram mediante fraude.
gido po

Modo
Por Exemplo: Foram recrutados a dedo.
Fiquem à vontade.
r Eduz

Esperava tranquilamente o momento decisivo.


[Link]

Negação
Por Exemplo: Não há erros em seu trabalho.
Não aceitarei a proposta em hipótese alguma.

Preço
Por Exemplo: As casas estão sendo vendidas a preços muito altos.

Substituição ou troca
Por Exemplo: Abandonou suas convicções por
privilégios econômicos.

Tempo
Por Exemplo: O escritório permanece aberto das 8h às 18h.

142
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Beto e Mara se casarão em junho.


Ontem à tarde encontrou um velho amigo.

Adjetivos

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou


característica do ser e se "encaixa" diretamente ao
lado de umsubstantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo,
percebemos que além de expressar uma qualidade, ela pode
ser "encaixadadiretamente" ao lado de um substantivo:
homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma
qualidade, nãoacontece o mesmo; não faz sentido dizer:
homem bondade, moça bondade, pessoa bondade.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.

Classificação do Adjetivo

Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo:


neve fria.

Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser.


Por exemplo: fruta madura.

Formação do Adjetivo

Quanto à formação, o adjetivo pode ser:

Adjetivo simples: Formado por um só radical.


Por exemplo: brasileiro, escuro, magro, cômico.

Adjetivo composto: Formado por mais de um radical.


Por exemplo: luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-
canário.

Adjetivo primitivo: É aquele que dá origem a outros adjetivos. Por exemplo: belo,
bom, feliz, puro.

Adjetivo derivado: É aquele que deriva de substantivos,


verbos ou até mesmo de outro adjetivo.
Por exemplo: belíssimo, bondoso, magrelo.

143
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Adjetivo Pátrio

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe


alguns deles.

Estados e cidades do Brasil:

Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma


reduzida e, normalmente, erudita. Observe alguns exemplos:

144
Locuções adjetivas

Locução = reunião de palavras.


Sempre que são necessárias duas ou mais palavras para contar a mesma coisa,
tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem o mesmo valor de
um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo.)
Por exemplo:
aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).

Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Gênero dos Adjetivos


Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e
feminino). De forma semelhante aos substantivos, classificam-se em:

145

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Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o
feminino. Por exemplo:
ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.

Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último


elemento. Por exemplo:
o moço norte-americano, a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como


para o feminino. Por exemplo:

homem feliz e mulher feliz.


Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino. Por exemplo:
conflito político-social e desavença político-social.

Número dos Adjetivos

Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras
estabelecidas para a flexão
numérica dos substantivos simples.

Por exemplo:
mau e maus feliz
boa e boase felizes ruim e ruins

Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo,
ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for,
146

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Licenc
iado pa
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a
palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando um

ra - Sa
elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então invariável.

ra Cris
Por exemplo: camisas cinza, ternos cinza.

tina Fil
Adjetivo Composto
Adjetivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,

meno d o
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento concorda com o
substantivo a que se refere; os demais ficam na forma masculina, singular.
Caso um dos elementos que formam o adjetivo composto seja um substantivo

a Cunh
adjetivado,
todo o adjetivo composto ficará invariável.

Por exemplo: a palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estivera - und


efined
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra
por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o
adjetivo composto inteiro ficará invariável.
- Prote

Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
gido po

Ternos rosa-claro. Olhos verde-claros.


Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
r Eduz

Telhados marrom-café e paredes verde-claras.


[Link]

147
Grau do Adjetivo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da qualidade do ser.


São dois os graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.

Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres
ou duas ou mais características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser
de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:

1) Sou tão alto como você. Comparativo De Igualdade


No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação é introduzido
pelas palavras como, quanto ou quão.
2) Sou mais alto (do) que você. Comparativo De Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois substantivos
comparados, um tem qualidade superior. A forma é analítica porque pedimos
auxílio a "mais...do que" ou "mais...que".

Adjetivos comparativos
Observe que:
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalem
a mais pequeno e mais mau, respectivamente.

148

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b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e
menor), porém, em comparações feitas entre duas qualidades de
um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas mais bom, mais
mau, mais grande e mais pequeno.

Por exemplo:
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno
- comparação de duas qualidades
deum mesmo elemento.

4. Sou menos alto (do) que você.


Comparativo De Inferioridade
Sou menos passivo (do) que
tolerante.

Superlativo

O superlativo expressa qualidades


num grau muito elevado ou em grau
máximo. O grau superlativo pode ser
absoluto ou relativo e apresenta as
seguintes modalidades:

Superlativo Absoluto: ocorre quando


a qualidade de um ser é intensificada,
sem relação com outros seres.
Apresenta-se nas formas:

Analítica: a intensificação se faz com


o auxílio de palavras que dão ideia de
intensidade (advérbios). Por exemplo:
O secretário é muito inteligente.

Sintética: a intensificação se faz por


meio do acréscimo de sufixos. Por
exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.

149

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Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
Superlativo Relativo: ocorre quando a - und
a qualidade de um ser é intensificada efined
em relação a um conjunto de seres.
Essa relação pode ser:
- Prote

De Superioridade: Clara é a mais


bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos
gido po

bela da sala.

Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico
r Eduz

é expresso por meio dos


advérbios muito,
[Link]

extremamente,
excepcionalmente, etc.,
antepostos ao adjetivo.

2) O superlativo absoluto sintético


se apresenta sob duas formas :
uma erudita, de origem latina,
outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é
constituída pelo radical do
adjetivo latino + um dos sufixos
-íssimo, -imo ou érrimo. Por
exemplo: fidelíssimo, facílimo,
paupérrimo. A forma popular é
150
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constituída do radical do
adjetivo português + o sufixo -
íssimo: pobríssimo, agilíssimo.

3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,


necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas seríssimo,
precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável hiato i-í.

Numeral e artigo

Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui
quantidade aos seres ou os situa emdeterminada sequência.
Exemplos:
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
[quatro: numeral = atributo numérico de "ingresso"]

Eu quero café duplo, e você?


...[duplo: numeral = atributo numérico de "café"]

151
Licenc
iado pa
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!

ra - Sa
...[primeira: numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]

Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em

ra Cris
relação aos seres. Assim, quando a

tina Fil
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas
sim de algarismos.

meno d o
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos
números, existem mais algumas palavrasconsideradas numerais porque denotam
quantidade, proporção ou ordenação. São alguns

a Cunh
exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena.

Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um, dois,a - und
cem mil, etc. efined

Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo:
- Prote

primeiro, segundo, centésimo, etc.


gido po

Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por


r Eduz

exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.


[Link]

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas

vezes a quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Coletivos: se referem ao conjunto de algo, indicando o número exato de seres que


compõem esse conjunto. Por exemplo: dezena, dúzia, milheiro, etc.

Os numerais cardinais que variam em gênero são


um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
152
Licenc
iado pa
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões,

ra - Sa
bilhões,
trilhões, etc.

ra Cris
Os demais cardinais são invariáveis.

tina Fil
Os numerais ordinais variam em gênero e número:

meno d o
a Cunh
a - und
efined
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções
substantivas. Por exemplo:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
- Prote

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e


gido po

número. Por exemplo:


Teve de tomar doses triplas do medicamento.
r Eduz

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um


[Link]

terço/dois terços
uma terça parte
duas terças partes

Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja:


uma dúzia um milheiro duas dúzias dois milheiros

153
Licenc
iado pa
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo
afetividade ou especialização de sentido.

ra - Sa
É o que ocorre em frases como:

ra Cris
Me empresta duzentinho...

tina Fil
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

meno d o
Ambos/ambas são considerados numerais.
Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são largamente
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.

a Cunh
Por exemplo:

a - und
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade.
Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.
efined
Obs.: a forma "ambos os dois" é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica
afetação, artificialismo.
- Prote

Artigo
gido po

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo
empregado de maneira definida ou indefinida.
r Eduz

Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos


substantivos.
[Link]

Classificação dos Artigos


Artigos Definidos
Determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu
comprei o carro.

Artigos Indefinidos
Determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por
exemplo:

154
Licenc
iado pa
Eu comprei um carro.

ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined
- Prote
gido po

Adjunto Adnominal
r Eduz

Artigo
[Link]

Substantivo

Numeral

Pronome adjetivo

ADJETIVO

155
Adjunto adnominal
É o termo que determina, especifica ou explica um
substantivo. O adjunto adnominal possui função adjetiva
na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos,
locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e
numerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:

156

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Complemento Nominal
É o termo que completa o sentido de uma palavra que não sejaverbo. Assim, pode
referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios,sempre por meio de
preposição.
Confira a seguir alguns exemplos:
Cecília tem orgulho da filha.

Substantivo complemento nominal

Ricardo estava consciente de tudo.

157
Licenc
iado pa
Adjetivo complemento nominal

ra - Sa
A professora agiu favoravelmente aos alunos.

Advérbio complemento nominal

ra Cris
Saiba que:

tina Fil
O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração
expressa por um nome. Éregido pelas mesmas preposições do objeto indireto.

o
Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa

meno d
nomes (substantivos, adjetivos) ealguns advérbios em -mente.

Adjunto adnominal e complementonominal:

a Cunh
qual a diferença?
A diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal é a sua função.
Enquanto o adjunto adnominal é usado para caracterizar um substantivo, o complemento

a - und
nominal é usado para completar osentido de um substantivo, um adjetivo ou um
advérbio.
efined
Por isso, adjunto adnominal é um termo acessório, mas o complemento nominal não,
porque a oração precisa dele parafazer sentido.
- Prote

o adjunto adnominal tem função de agente (quem executa a ação), enquanto


o complemento nominaltem função de paciente (quem sofre a ação).
gido po

Exemplos de adjunto adnominal e complemento nominal:


r Eduz

a) Os aplausos da plateia alegraram os artistas.


"Da plateia" é adjunto adnominal, porque está caracterizando o substantivo
[Link]

(aplausos). Mesmo sem essa parte, a oração teria sentido (Os aplausos
alegraram os artistas.), por isso,não pode ser complemento nominal.

b) Estava ansioso pela vitória.


"Pela vitória" é complemento nominal, porque está completando o sentido do
adjetivo (ansioso).Sem essa parte, a oração estaria incompleta ("Estou
ansioso.", Ansioso por quê? Ansioso pelo quê? Pela vitória), por isso, não pode
ser adjunto adnominal.
a) O empenho da prefeitura na limpeza foi reconhecido.
"Da prefeitura" é adjunto adnominal, porque está
caracterizando o substantivo "empenho". Além disso, como

158
Licenc
iado pa
"empenho" é o núcleo o sujeito, e tem a função de agente da
ação, "da prefeitura" também temessa função, afinal é a

ra - Sa
prefeitura que se empenha.

"Na limpeza" é complemento nominal, porque está completando o sentido do substantivo

ra Cris
(empenho). Além disso, como vimos que quem se empenha é a prefeitura (quem executa
a ação), "na limpeza" é paciente, porque é quem recebe a ação desempenhada pela
prefeitura.

tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined
- Prote
gido po

Adjunto Adnominal x Complemento Nominal


r Eduz

Atendo-nosaambosostermos,constatamosqueestesintegramuma partedagramática
[Link] informação,aindapodemosidentificar
outracaracterísticaquetambém osdemarcam-ofatodeseremregidosporumapreposição.
[Link]

Éexatamenteemdecorrênciadesseaspectoquealguns questionamentostendemasurgir,
implicandodiretamente na dificuldadeemfazeradistinçãoentreumeoutro,ouseja,seé
[Link]ência,torna-seimportante quenoscerquemos
dealgumasinformaçõesquenosserãoúteisrumo aoaprendizadodesuasreais
caracterí[Link],vejamo-las:

A polícia impediu a fuga do ladrão.

Nessecaso, identificamosapresençade umsubstantivoabstrato–“fuga”.Temostambém


umtermoquelhecompletaosentido–“doladrão”.
159
Licenc
iado pa
A fuga do ladrão foi inevitável.

ra - Sa
Aqui,constatamosquesetrata deumsubstantivoabstrato–“fuga”.

ra Cris
Damesmaforma,háumtermoqueagoranãoocomplementa,massimdelimita,
especifica, representado pelo termo “do ladrão”. Poderia ser de

tina Fil
qualquer outra pessoa.
Tais indíciosjá denotam bema distinçãoentre os termos, no entanto,

o
atentemo-nos a uma análise mais detalhada:

meno d
- O complemento nominal refere-se somente a substantivos

a Cunh
abstratos (no caso em questão, à fuga), advérbios e adjetivos.

a - und
- O adjunto adnominal refere-se somente a substantivos, tanto
concretos quanto
efined
abstratos.
- Prote

- O adjunto adnominal pratica a ação expressa pelo nome a que se


refere. (O ladrão
gido po

praticou a ação de fugir)


r Eduz

- O complemento nominal recebe a ação expressa pelo nome a que se


[Link]

refere. (O ladrão

recebeu a ação de ser impedido)

- O complemento nominal jamais indica posse. Já o adjunto


adnominal pode indicar posse,

isto é, a fuga pertence a alguém - ao ladrão.

160
Para percebermos a diferença, é importante passarmos por três critérios:

1º critério:

O adjunto adnominal quando preposicionado caracteriza apenas o


substantivo.
O complemento nominal
complementa um substantivo,
adjetivo ou advérbio.

Assim, em orações como “Estava cheio de

problemas.”, “Moro perto de você.”, logo no primeiro critério, já


sabemos que “de problemas” e “de você” são
complementos nominais, pois completam o sentido do
adjetivo “cheio” e do advérbio “perto”, respectivamente.

2º critério:
O substantivo caracterizado por um adjunto adnominal pode ser concreto
ou abstrato.
O substantivo completado por um complemento nominal deve ser
abstrato.

Sabendo-se que um substantivo abstrato normalmente é o nome de uma ação (corrida,


pesca) ou de uma característica (tristeza, igualdade) e que o substantivo concreto é o
nome de um ser independente, que conseguimos visualizar, pegar (casa, copo). Nas orações
“Trouxe copos de vidro.” e “Vi a casa de pedra.”, os termos “de vidro” e “de pedra” são
adjuntos adnominais, pois caracterizam os substantivos concretos “copos” e “casa”,
respectivamente.

3º critério:

O adjunto adnominal preposicionado é agente. O complemento nominal é


paciente.

Este último normalmente é o cobrado em prova. Se os termos abaixo sublinhados


são agentes, automaticamente serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão
complementos nominais.

161

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Adjuntos adnominais:

O amor de mãe é especial.

(agente: a mãe ama)

A invenção do cientista mudou o mundo.

(agente: o cientista inventou)

A leitura do aluno foi boa.

(agente: o aluno leu)

Complementos nominais:

O amor à mãe também é especial.(paciente: a mãe é amada)

A invenção do rádio mudou o mundo.

(p

aciente: o rádio foi inventado)

A leitura do livro é instigante.

(paciente: o livro é lido)

162
Licenc
iado pa
Predicativos

ra - Sa
O predicativo do sujeito e o predicativo do objeto sãotermos integrante da oração.

Embora esses dois termos atuem como complementos, atribuindo uma

ra Cris
característica a outro termo da oração,são termos distintos.

Qual é, então, a diferença entre o predicativo dosujeito e o predicativo do

tina Fil
objeto?
A diferença é:

o
O predicativo do sujeito atribui uma característica ao sujeito.

meno d
O predicativo do objeto atribui uma característica ao objeto.
Ela anda nervosa.

a Cunh
ela: sujeito
anda: verbo de ligação

a - und
nervosa: predicativo do sujeito
Nesta oração, o adjetivo nervosa caracteriza o sujeito ela. Logo, é predicativo efined
do sujeito
- Prote

Eu vi-a nervosa.
eu: sujeito
gido po

vi: verbo transitivo


a: objeto direto
r Eduz

nervosa: predicativo do objeto.


O que é o predicativo do sujeito?
[Link]

O predicativo do sujeito atribui uma qualidade ao sujeito,


caracterizando-o:
A professora parece apreensiva.
Após todos esses anos, ela continua divertida.
A mochila da Sofia é nova.
O pneu da bicicleta está vazio.
O menino ficou triste durante horas.
O predicativo do sujeito ocorre em predicados nominais, maioritariamente após um
verbo de ligação, como ser, estar, ficar,andar, parecer e continuar, entre outros.

163
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O que é o predicativo do objeto?


O predicativo do sujeito atribui uma qualidade ao objeto
direto ou ao objeto indireto, caracterizando-os:

• Não consideramos esta situação prioritária.


• Claro que eu lhe chamei de mentirosa.
• Eles acusaram-me de irresponsável.
• Eu vi-o tristonho no canto da sala.

O predicativo do sujeito ocorre em predicados verbo- nominais,


correspondendo ao núcleo nominal do predicado.

TIPOS DE PREDICADO

Classificação do predicado

Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo


significativo está num nome ou num verbo.

Além disso, devemos considerar se as palavras que formam o


predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.

164
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
Predicado verbal

Apresenta as seguintes características: a - und


efined
a) Tem um verbo como núcleo;
b) Não possui predicativo do sujeito;
c) Indica ação.
- Prote

Por exemplo:
gido po
r Eduz
[Link]

165
Licenc
iado pa
Predicado nominal

ra - Sa
Apresenta as seguintes características:

a) Possui um nome (substantivo ou adjetivo) como

ra Cris
núcleo;

b) É formado por um verbo de ligação mais o predicativo

tina Fil
do sujeito;

c) Indica estado ou qualidade.

meno d o
Por Exemplo: Leonardo é competente.

a Cunh
No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a

a - und
função de predicativo do sujeito. O predicativo do sujeito é um termo que
caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo de ligação. Os
exemplos abaixo mostram como esses verbos exprimem diferentes efined
circunstâncias relativas ao estado do sujeito, ao mesmo tempo que o ligam
ao predicativo.
Ele está triste. (triste = predicativo do sujeito, está = verbo
- Prote

de ligação) A natureza é bela. (bela = predicativo do sujeito,


gido po

é = verbo de ligação)
r Eduz

O homem parecia nervoso. (nervoso = predicativo do sujeito, parecia =

verbo de ligação)
[Link]

Nosso herói acabou derrotado.


(derrotado = predicativo do sujeito, acabou = verbo de ligação)

Uma simples funcionária virou diretora da empresa.


(diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo de ligação)

Predicativo do sujeito

É o termo que atribui características ao sujeito por meio de

166
um verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação
necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado
por:
a) Adjetivo ou locução adjetiva:

O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)


Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)

b) Substantivo ou palavra substantivada:

Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo) Amar é


um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)

c) Pronome Substantivo:

Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)

d) Numeral:
Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)
Predicado verbo-nominal
Apresenta as seguintes características:
a) Possui dois núcleos: um verbo e um nome;
b) Possui predicativo do sujeito ou do objeto;
c) Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.

167

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[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa

168
iado pa
Licenc
169

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APOSTO E VOCATIVO
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-
lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dosdemais termos da oração por vírgula, dois-
pontos ou travessão.
Por Exemplo:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos
que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona
porque poderia substituí-lo.
Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.

Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-


feira assume a função de adjunto adverbial de tempo.

Por Exemplo:

Dona Aida servia o patrão, pai de Marina,


meninalevada.

Analisando a oração, temos:


pai de Marina = aposto do objeto direto patrão.
menina levada = aposto de Marina.
Classificação do aposto

170

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Licenc
iado pa
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto
pode serclassificado em:

ra - Sa
a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos
seres vivos entre sie com o meio em que vivem, adquiriu grande

ra Cris
destaque no mundo atual.

b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho,

tina Fil
ação.

c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de

meno d o
oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito

a Cunh
tempo na
baía anoitecida.

a - und
e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores,
aquele na
poesia e este na prosa. efined

Além desses, há o aposto especificativo, que difere dosdemais por não ser
marcado por sinais de pontuação (vírgula ou dois-pontos).
- Prote

O aposto especificativo individualiza um substantivo de sentido genérico,


prendendo-se a ele diretamente ou por meio de uma preposição, sem que haja
gido po

pausa na entonaçãoda frase:

Por Exemplo:
r Eduz

O poeta Manuel Bandeira criou obra de expressão simplese temática


profunda.
[Link]

A rua Augusta está muito longe do rio São Francisco.

171
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined
Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo
daoração.
Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo
- Prote

que
serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético.
gido po

Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do


[Link] os exemplos:
r Eduz

Não fale tão alto, Rita!


[Link]

(VOCATIVO)

Senhor presidente, queremos nossos direitos!


(VOCATIVO)

A vida, minha amada, é feita de escolhas.


(VOCATIVO)

Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e


nomeiam o interlocutor a que se está dirigindoa palavra.

172
Licenc
iado pa
Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições deapelo, tais como ó,
olá, eh!, etc.

ra - Sa
Por Exemplo:
Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.

ra Cris
Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!
Eh! Gente, temos que estudar mais.

tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined
- Prote
gido po
r Eduz
[Link]

173
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FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS

Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de
nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por issodenominadas formas nominais.
Observe:
A) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e
indefinido, podendo ter valor e função de substantivo. Por exemplo: Viver é
lutar. (= vida é luta)

É indispensável combater a corrupção. (= combate à)


O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ouno
passado (forma composta). Por exemplo:

É preciso ler este livro.

Era preciso ter lido este livro.

174
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c) Gerúndio: o gerúndio
pode funcionar como adjetivo
ou advérbio. Porexemplo:
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)Nas
ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)

Na forma simples, o gerúndio


expressa uma ação em curso;
na formacomposta, uma ação
concluída.
Por exemplo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.

c) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos,


o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada,
flexionando-se em gênero, número e grau.

Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal,
assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).
Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.

Locuções verbais
- também chamada conjugação perifrástica - são as locuções verbais,
constituídas de verbos auxiliares mais gerúndio ou infinitivo.
São conjuntos de verbos que, numa frase, desempenham papel equivalenteao
de um verbo único. Nessas locuções, o último verbo, chamado principal,surge
sempre numa de suas formas nominais; as flexões de tempo, modo, número
e pessoa ocorrem nos verbos auxiliares.

Observe os exemplos:

175
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Estou lendo o jornal.

Marta veio correndo: o noivo acabara de chegar.

Ninguém poderá sair antes do término da sessão.

A língua portuguesa apresenta uma grande variedade dessas locuções,


conseguindo exprimir por meio delas os mais variados matizes de
significado. Ser (estar, em algumas construções) é usado nas locuções
verbais que exprimem a voz passiva analítica do verbo.

Poder e dever são auxiliares que exprimem a potencialidade ou a


necessidade de que determinado processo se realize ou não.
Veja:
Pode ocorrer algo inesperado durante a festa.
Deve ocorrer algo inesperado durante a festa.
Outro auxiliar importante é querer, que exprime vontade, desejo. Por
exemplo:
Quero ver você hoje.
Também são largamente usados como auxiliares: começar a, deixar
de, voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e estar

VOZES VERBAIS

Voz ativa Sujeito é o agente da ação. Exemplo: Vi a professora.

176
Voz passiva Sujeito sofre a ação.
Exemplo: A professora foi
Voz Sujeito pratica e sofre a vista.
reflexiva ação. Exemplo: Vi-me ao
espelho.

As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresentam na


oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas podem ser de três
tipos: ativa, passiva ou reflexiva

• Voz ativa
- Na voz ativa o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação.
Exemplos:

Bia tomou o café da manhã logo cedo.


Aspiramos a casa toda.
Já fiz o trabalho.

- Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a


ação.
Exemplos:

A vítima foi vista ontem à noite.


Aumentou-se a vigilância desde ontem.

A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

• Voz passiva analítica

177

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A voz passiva analítica segue a seguinte estrutura:

O carro foi comprado por mim.


O software foi desenvolvido pelo diretor.
O restaurante será remodelado.
Roberto foi repreendido pela professora.

• Voz passiva sintética

se a voz passiva é sintética, ela é composta apenas pelo verbo,

pronome “se” e sujeito paciente. Veja o exemplo:

Aluga-se apartamento.
De forma geral, só é possível ter voz passiva sintética ou analítica se overbo for
transitivo direto ou transitivo direto e indireto;

O pronome “se”, dentro da voz passiva sintética, é classificado como pronome

apassivador;

 O verbo deve concordar com o sujeito paciente, portanto, sujeito no


plural, verbo no plural; sujeito no singular, verbo no singular.

Invadiu-se o supermercado.
Alugam-se casas.
Entregaram-se os quadros.
Destruíram-se os barracos.

A voz reflexiva é a voz verbal na qual o sujeito da oração executa e recebe/sofre a


ação verbal simultaneamente.

Uma das particularidades da voz reflexiva é a presença obrigatória de um pronome

oblíquo átono (pronome reflexivo). São eles: me, te, se, nos, vos e se.

Em uma frase de voz reflexiva, o pronome oblíquo tem a função de objeto de um

verbo transitivo, funcionando, assim, como complemento.

178

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Licenc
iado pa
• Exemplos de voz reflexiva:

ra - Sa
Depois do banho, Aline se penteou.
Feri-me com um prego.

ra Cris
Miguel se cortou com a faca.
Nos encontramos sem querer.

tina Fil
Meu vizinho se suicidou.

o
 Observe que em frases na voz reflexiva, o sujeito pratica a ação verbal em

meno d
relaçãoa si mesmo.

 Voz reflexiva recíproca

a Cunh
Conforme o próprio nome já indica, a voz reflexiva recíproca é a voz do verbo
que indica reciprocidade.

a - und
Uma oração na voz passiva recíproca indica que uma ação verbal ocorreu de

forma mútua; um fez um ao outro e vice-versa. efined


• Exemplos:
Os jogadores se insultaram durante a partida.
- Prote

O casal beijou-se.
Aquele dois se amam.
gido po

Nos agredimos durante a partilha de bens.


No confronto, os inimigos esfaquearam-se.
r Eduz

Diferença entre voz ativa, voz passiva e voz reflexiva:


[Link]

A diferenciação entre voz reflexiva, voz ativa e voz passiva ocorre por contada função do
sujeito da oração.

Voz ativa :A voz ativa é aquela onde ocorre uma ação verbal praticada pelosujeito.
• A menina fez o desenho.
Voz passiva: Nas orações indicativas de voz passiva, o sujeito sofre ou
recebea ação.
• O desenho foi feito pela menina..
Voz reflexiva: A voz reflexiva possui um sujeito que pratica e, ao mesmo
tempo, sofre/recebe a ação verbal.
• A criança se feriu com a tesoura.

179
AGENTE DA PASSIVA

É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se
apresenta na voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e
eventualmente da preposição "de".

180

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A voz passiva é formada por sujeito paciente + verbo


auxiliar + verbo principal no particípio + agente da
passiva:

A vitamina foi comprada por João.

Sujeito paciente: a vitamina

verbo auxiliar: foi

Verbo principal no particípio: comprada

Agente da passiva: por João

VERBOS: FUNÇÃO
• Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
número,tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos:
• ação (correr);
estado (ficar);

181
fenômeno (chover);
ocorrência (nascer);
desejo (querer).
• O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis
significados. Observe que palavras como corrida, chuva e nascimento
têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima;
não apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses
verbos possuem.

Estrutura das Formas Verbais


Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentaros seguintes
elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significadoessencial
do verbo. Por exemplo:

fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)

b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica aconjugação


a que pertence o verbo. Por exemplo:

fala-r

São três as conjugações:

1ª - Vogal Temática - A - (falar)

2ª - Vogal Temática - E - (vender)

3ª - Vogal Temática - I - (partir)

c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do

verbo. Por exemplo:


falávamos (indica o pretérito
imperfeito do indicativo.)

falasse (indica o pretérito


imperfeito do subjuntivo.)

d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso

182

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(1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural). Por exemplo:
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam(indica a 3ª pessoa do plural.)

Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados (compor, repor, depor,

etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A

vogal "e", apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas

formas do verbo: põe, pões, põem, etc.

Formas Rizotônicas e Arrizotônicas


Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dosverbos com o
conceito de acentuação tônica, percebemos com facilidade que nas formas
rizotônicas, oacento tônico cai no radical do verbo: opino,
aprendam, nutro, por exemplo. Nas formas arrizotônicas,o acento tônico
não cai no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprenderão,
nutriríamos.

Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical. Por exemplo:
canto
cantei
cantarei
cantava
cantasse

b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas


desinências. Por exemplo:

faço
fiz
farei
fizesse

183

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a) Defectivos: são aqueles que não apresentam


conjugação completa.

Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.


Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.

Normalmente, são usados na terceira pessoa do [Link] principais


verbos impessoais são:

184
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Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras
pessoas dosingular e do plural. Entre os unipessoais estão os verbos que
significam vozes de animais, como:
bramar (tigre)
bramir (crocodilo)
cacarejar (galinha)
coaxar (sapo)
cricrilar (grilo)
Os principais verbos unipessoais são:

1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).

Observe os exemplos:

Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante)

Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)

É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

185
Licenc
iado pa
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.

ra - Sa
Observe os exemplos:

ra Cris
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar)

tina Fil
Vai para dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)

Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

meno d o
Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou
eufônicos.

a Cunh
Por exemplo: verbo falir

Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale,
idênticas às do verbo falar - o que provavelmente causaria problemas de

a - und
interpretação em certos contextos.

Por exemplo: verbo computar efined


Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas,
computa - formas de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
- Prote

gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo
computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem
gido po

sido conjugado em todos ostempos, modos e pessoas.


r Eduz
[Link]

186
[Link]
r Eduz
gido po
- Prote
efined
a - und
a Cunh
omeno d
tina Fil
ra Cris
ra - Sa

187
iado pa
Licenc
Licenc
iado pa
VERBOS

ra - Sa
MODO INDICATIVO

ra Cris
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em português, existem três modos:

tina Fil
Indicativo - indica uma certeza, uma

o
realidade. Por exemplo: Eu sempre

meno d
estudo.

a Cunh
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma
possibilidade. Por exemplo: Talvez eu
estude amanhã.

a - und
Imperativo - indica uma ordem, um efined
pedido. Por exemplo: Estuda agora,
menino.
- Prote

Tomando-se como referência o momento em que se


fala, a ação
gido po

expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.


r Eduz
[Link]

1. Tempos do Indicativo

Presente - Expressa um fato atual.

Por exemplo:

Eu estudo neste colégio.

188
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao
atual, mas que não foi completamente terminado.

Por exemplo:

Ele estudava as lições quando foi interrompido.

Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao

atual e que foi totalmente terminado.

Por exemplo:

Ele estudou as lições ontem à noite.

Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve início no passado e

que pode se prolongar até o momento atual.

Por exemplo:

Tenho estudado muito para os exames.

Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já

terminado.
Por exemplo:

Ele já tinha estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma composta)

Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples)

Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo

vindouro com relação ao momento atual.

189

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Licenc
iado pa
Por exemplo:

ra - Sa
Ele estudará as lições amanhã.

ra Cris
Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato

tina Fil
que deve ocorrer posteriormente a um momento
atual, mas já terminado antes de outro fato futuro.
Por exemplo:

meno d o
Antes de bater o sinal, os alunos já terão
terminado o teste.

a Cunh
Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode ocorrer

posteriormente a um determinado fato passado.

Por exemplo: a - und


efined

Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.


- Prote
gido po

Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que poderia ter ocorrido


posteriormente a um determinado fato passado.
r Eduz

Por exemplo:
Se eu tivesse ganhado esse dinheiro, teria
viajado nas férias.
[Link]

190
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VERBOS

MODO IMPERATIVOS
O modo imperativo é um dos modos verbais de conjugação da

língua portuguesa, assim como o modo indicativo e o modo subjuntivo.


O modo imperativo é usado para expressar ações que se exige do
interlocutor, por meio de ordens, pedidos, sugestões ou conselhos.

Por se tratar de um modo verbal com a função de impelir ações a outra(s)


pessoa(s), o modo imperativo não é conjugado na 1ª pessoa do singular
(“eu”).
É, portanto, conjugado na 2ª pessoa (do singular, “tu”, e do plural, “vós”), na
3ª pessoa (pelo uso do pronome de tratamento “você”, no singular, e
“vocês”, no plural) e na 1ª pessoa do plural (“nós”).

Por se tratar de um modo verbal com a função de impelir ações a outra(s)


pessoa(s), o modo imperativo não é conjugado na 1ª pessoa do singular
(“eu”).
É, portanto, conjugado na 2ª pessoa (do singular, “tu”, e do plural, “vós”), na
3ª pessoa (pelo uso do pronome de tratamento “você”, no singular, e
“vocês”, no plural) e na 1ª pessoa do plural (“nós”).

Como a 2ª pessoa (“tu” e “vós”) tem caído em desuso no português


brasileiro, que passa a adotar cada vez mais a 3ª pessoa por meio dos
pronomes de tratamento “você” e “vocês”, há uma tendência cada vez
maior no português
brasileiro de não haver distinções entre o imperativo afirmativo e negativo.

191
192
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Licenc
iado pa
ra - Sa
Período composto

ra Cris
Coordenação e subordinação

Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome

tina Fil
de oração absoluta. Porexemplo:

o
A menina comprou chocolate.

meno d
Quando um período é composto, ele pode
apresentar os seguintes esquemas de

a Cunh
formação:

a - und
a) Composto por Coordenação:

ocorre quando é constituído apenas de efined


oraçõesindependentes, coordenadas entre
si, mas sem nenhuma dependência
sintática.
- Prote

Por Exemplo: Saímos de manhã e voltamos à noite.

b) Composto por Subordinação:


gido po

ocorre quando é constituído de um conjunto depelo menos duas orações,


em que uma delas (Subordinada) depende sintaticamente da outra
r Eduz

(Principal).

Por Exemplo:
[Link]

Não fui à aula porque estava


doente.

Oração Principal Oração


Subordinada

193
Licenc
iado pa
ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
efined

CONJUNÇÃO
- Prote

Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como elemento de


gido po

ligação: a conjunção.
Por exemplo:
r Eduz

A menina segurou a
boneca e mostrou quando
[Link]

viu as amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:

segurou a boneca
a menina mostrou
viu as amiguinhas

Cada informação está estruturada em torno de um verbo: segurou,


mostrou, viu.

194
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Assim, há nessa frase três orações:

1ª oração: A menina segurou a boneca

2ª oração: e mostrou

3ª oração: quando viu as amiguinhas.

A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a terceira oração liga-
se à segunda por meio do "quando". As palavras "e" e "quando" ligam,
portanto, orações. Observe:
Gosto de natação e de futebol.

Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes ou termos


de uma
mesma oração. Logo, a palavra "e" está ligando termos de uma mesma oração.

Classificação das Conjunções


De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as conjunções
podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas.

No primeiro caso, os elementos ligados pela conjunção podem


ser isolados um do outro. Esse isolamento, no entanto, não
acarreta perda da unidade de sentido que cada um dos

195
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elementos possui.

Já no segundo caso, cada um dos elementos ligados pelaconjunção


depende da existência do outro.
Conjunções Coordenativas
São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos
da oração que têm amesma função gramatical. Subdividem-se em:

1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de


acrescentamento ou adição. São elas: e, nem (= e não), não só... mas
também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda. Por
exemplo:

A sua pesquisa é clara e objetiva.


Ela não só dirigiu a pesquisa como também escreveu o relatório.
2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de
contraste ou compensação.
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não
obstante. Por exemplo:

Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.


3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou
escolha, indicando fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, ou...
ou, ora... ora, já... já, quer...quer, seja... seja, talvez... talvez. Por exemplo:

Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.

4) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de


conclusão ou consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto,
por conseguinte, por isso, assim. Por exemplo:

Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa.
5) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a
ideia nela contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Por
exemplo:

Não demore, que o filme já vai começar.

a) As conjunções "e"," antes", "agora"," quando" são adversativas


196
Licenc
iado pa
quando equivalem a "mas". Por exemplo:

ra - Sa
Carlos fala, e não faz.
O bom educador não proíbe, antes orienta.

ra Cris
Sou muito bom; agora, bobo não sou.
Foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem.

tina Fil
o
b) "Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim".

meno d
Por exemplo:
Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.

a Cunh
c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada
sempre no início da oração: as outras(porém,
todavia,contudo, etc.) podem vir no início ou no meio.

a - und
Por exemplo:
Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.
efined
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta.
d) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmenteapós
- Prote

um ou mais termos da oração a que pertence. Por exemplo:


gido po

Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus


ataques.
Quando é conjunção explicativa, "pois" vem, geralmente, após um
verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence.
r Eduz

Por exemplo:
[Link]

Não tenha receio, pois eu a protegerei.

ORAÇÕES COORDENADAS
A coordenação se estabelece entre duas orações por meio de conjunção
(síndeto) coordenativa ou pela simples justaposição das orações. Assim, a
presença ou não deste síndeto divide essas orações em dois grupos:
assindéticas e sindéticas.
197
Licenc
iado pa
A) Orações coordenadas assindéticas
Não são introduzidas por nenhum tipo de conjunção.

ra - Sa
As pessoas aparecem na sua vida, trazem sorrisos, dão adeus, levam nossa
alegria.

ra Cris
B) Orações coordenadas sindéticas

São introduzidas por conjunção coordenativa. A oração sindética leva o

tina Fil
nome da conjunção que a introduz: aditiva, adversativa, alternativa,
conclusiva e explicativa.

meno d o
Classificaçãodas orações coordenadas sindéticas
• Aditivas:

a Cunh
Indicam um acréscimo à informação da outra oração à qual se conecta. São
introduzidas normalmente por e, nem, mas também.

a - und
Fomos à festa e dançamos o tempo todo!
• Adversativas: efined
Introduzem uma oposição forte ao que foi enunciado na outra oração.
Caracteriza-se principalmente pelas conjunções mas, porém, contudo, entretanto,
- Prote

todavia, no entanto.

O preço era alto, mas pagamos mesmo assim.


gido po

• Alternativas:

Esse tipo de oração pode tanto estabelecer uma relação entre


r Eduz

ações que não ocorrem simultaneamente, mas de forma


alternada; quanto indicar opções ou alternativas por meio de
[Link]

suas orações.
Suas conjunções características são ou, ou… ou, ora… ora, quer…

quer, seja… seja.

Ora as crianças brincavam em conjunto, ora brincavam sozinhas.


(relação de alternância entre ações) Você pode cortar o
cabelo ou pintá-lo. (relação de estabelecimento de opções).

• Conclusivas:

198
Licenc
iado pa
Introduzem o resultado de um raciocínio exposto na outra oração. A conclusão é
normalmente apresentada por logo, portanto, por isso, pois.

ra - Sa
Não havia copos para todos, por isso dividimos os

ra Cris
disponíveis.

tina Fil
CAUSA X EXPLICAÇÃO

meno d o
• As orações coordenadas sindéticas explicativas apresentam
conjunção que pode também guardar valor causal, por isso há
grande controvérsia sobre a distinção de tais orações. Contudo, há
alguns artifícios que podem ser aplicados para auxiliar nessa

a Cunh
classificação

A) A oração explicativa admite pausa forte, podendo

a - und
mesmo ser indicado por ponto e vírgula ou dois pontos, o
que não ocorre nas causais.
efined

B) O conectivo explicativo pode ser omitido sem prejuízo do


- Prote

entendimento da frase, o que normalmente não acontece nas


causais.
gido po

CAUSA X EXPLICAÇÃO
r Eduz

C) A oração explicativa normalmente tem como antecedente uma oração que


[Link]

apresenta verbo no imperativo, em clara indicação de tempo futuro.

D) Na maior parte das ocasiões em que temos uma oração causal, pode-se
anteceder a oração com o conectivo substituído por como.

E) Denota-se a circunstância de causa ao se trocar o conectivo da oração pela preposição


por seguida da mudança do verbo para seu infinitivo, de maneira a criar uma oração
reduzida. Não havendo modificação do sentido, tem-se oração causal.

É importante ressaltar que a causa sempre antecede o fato da outra oração e que deve ser
gerador da sua existência, assim, toda oração principal deve equivaler semanticamente à

199
Licenc
iado pa
consequência da oração subordinada.

ra - Sa
• A menina não foi à escola porque estava doente.

ra Cris
Neste exemplo, a oração sublinhada, aplicados os critérios expostos, é

tina Fil
subordinada causal: não admite uma pausa forte, seu conectivo não
pode ser omitido, o verbo da outra oração não está no imperativo, pode-se
fazer a inversão (Como estava doente, a menina não foi à escola), e, por

meno d o
fim, pode-se criar a oração reduzida sem mudança no sentido da frase (A
menina não foi à escola por estar doente).

a Cunh
• Não chore, porque eu estou aqui

Já neste exemplo, a oração é coordenada explicativa quando se lhe

a - und
aplicam os critérios: há uma pausa forte que a introduz, pode-se omitir
seu conectivo (Não chore, eu estou aqui), o verbo da outra oração está efined
no imperativo, não é possível a inversão sem a perda do sentido
original (*Como eu estou aqui, não chore.), e a criação de uma oração
reduzida mudaria completamente o sentido da frase (Não chore por eu
- Prote

estar aqui).
gido po

POIS EXPLICATIVO X POIS CONCLUSIVO


r Eduz

• A conjunção pois aparece como um marcador tanto de conclusão quanto de


[Link]

explicação. Para identificar seu valor semântico, deve-se observar a posição


do conectivo em relação à oração da qual faz parte. Caso a conjunção
anteceda o verbo de sua oração, será explicativo; caso o suceda, será
conclusivo.
• Aquele rapaz está com muito dinheiro, pois comprou um carro novo
fantástico.
• (a conjunção antecede o verbo)
• Aquele rapaz comprou um carro novo fantástico; está, pois, com muito
dinheiro.

200
• (a conjunção vem depois do verbo)

VALORSEMÂNTICO

Em alguns casos, a utilização de uma conjunção é feita com sentido


distinto do original. Nesses casos, a conjunção assume outro valor
semântico:

O atleta esforçou-se bastante e não conseguiu a medalha.

A conjunção “e”, apesar de aditiva, tem valor semântico adversativo,


isto é, introduz termo contrário ao exposto na outra oração.

ORAÇÕES SUBORDINADAS
SUBSTANTIVAS
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

• Caracteriza-se pela dependência sintática entre as orações. Possui sempre uma


oração principal trazendo presa a si uma ou mais orações dependentes, que
desempenham uma função sintática; desta forma, a oração subordinada
encontra-se em uma camada inferior, representando o papel típico de uma classe
de palavra, daí apresentar típicos valores de substantivo, adjetivo ou advérbio.

Orações subordinadas substantivas


A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida,
geralmente, por conjunção integrante (que, se).

Por Exemplo:
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Você sabe se
o
presidente

201

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já chegou?

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações


subordinadas substantivas, bem como os advérbios interrogativos (por que,
quando, onde, como). Veja os exemplos:

• O garoto perguntou qual era o telefone da moça.


• Não sabemos por que a vizinha se mudou.

Classificação das Orações Subordinadas Substantivas

• Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo da
oração principal. Observe:

É fundamental que você compareça à reunião.


estruturas típicas que ocorrem na oração principal:
1- Verbos de ligação + predicativo
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - Está
evidente - Está comprovado

Por Exemplo: É bom que você compareça à minha festa.


2- Expressões na voz passiva, como:

Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi


anunciado - Ficou provado
Por Exemplo: Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.

3- Verbos como:

convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer – acontecer

Por Exemplo: Convém que não se atrase na entrevista.

• Objetiva Direta

A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto


direto do verbo da oração principal.
Todos querem que você seja aprovado.

202

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Licenc
iado pa
1- Conjunções integrantes "que" (às vezes elíptica) e "se": A professora

ra - Sa
verificou se todos alunos estavam presentes.

ra Cris
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de
preposição), nas interrogações indiretas:

tina Fil
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado.
3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às

meno d o
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Eu não sei por que ela fez isso.

a Cunh
Objetiva Indireta

A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do


verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.

Meu pai insiste em que eu estude.


a - und
efined
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração. Marta não gosta
(de) que a chamem de senhora.
- Prote
gido po

• Completiva Nominal

A oração subordinada substantiva completiva nominal completa


r Eduz

um nome que pertence à oração principal e também vem


marcada por preposição.
[Link]

Sentimos orgulho de que você se comportou.

• Predicativa

A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de


predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre
depois do verbo ser.

Nosso desejo era que ele desistisse.

203
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• Apositiva

A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum


termo da oração principal.

Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento


chegasse.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

• Caracteriza-se pela dependência sintática entre as orações. Possui


sempre uma oração principal trazendo presa a si uma ou mais orações
dependentes, que desempenham uma função sintática; desta forma, a
oração subordinada encontra-se em uma camada inferior,
representando o papel típico de uma classe de palavra, daí apresentar
típicos valores de substantivo, adjetivo ou advérbio.

Orações subordinadas adjetivas


Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo,
ou seja, que a ele equivale.

As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de


adjunto adnominal do antecedente.
Esta foi uma redação bem-sucedida.

o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso,


é possível formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo
papel.

Esta foi uma redação que fez sucesso.

a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que


ela modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de conectar (ou relacionar)
duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração
subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.
204
Licenc
iado pa
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas

ra - Sa
Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações

ra Cris
subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras diferentes.

tina Fil
Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a
que se referem, individualizando-o. Nessas orações não há
marcação de pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas

meno d o
restritivas.
• Existem também orações que realçam um detalhe
ou amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra

a Cunh
suficientemente definido, as quais denominam-se subordinadas
adjetivas explicativas.

a - und
• Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem
que passava naquele momento. efined

Oração Subordinada Adjetiva Restritiva


- Prote

Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza


o sentido da palavra "homem": trata-se de um homem específico, único.
A oração limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos os
gido po

homens, mas sim àquele que estava passando naquele momento.


r Eduz

O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.


[Link]

Oração Subordinada Adjetiva Explicativa


• Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em
relação à palavra "homem": na verdade, essa oração apenas explicita
uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de "homem".

Exemplo 1: Mandei um telegrama para meu irmão que mora em Roma.

• No período acima, podemos afirmar com segurança que a pessoa


que fala ou escreve tem, no mínimo, dois irmãos, um que mora em
Roma e um que mora em outro lugar. A palavra "irmão", no caso,

205
precisa ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir seu
universo. Para isso, usa-se uma oração subordinada adjetiva
restritiva.
Exemplo 2: Mandei um telegrama para meu irmão, que mora em Roma.

• Nesse período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que


fala ou escreve tem apenas um irmão, o qual mora em Roma. A
informação de que o irmão more em Roma não é uma particularidade,
ou seja, não é um elemento identificador, diferenciador, e sim um
detalhe que se quer realçar.

Orações subordinadas adverbiais

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

• Caracteriza-se pela dependência sintática entre as orações. Possui


sempre uma oração principal trazendo presa a si uma ou mais orações
dependentes, que desempenham uma função sintática; destaforma, a
oração subordinada encontra-se em uma camada inferior, representando o
papel típico de uma classe de palavra, daí apresentartípicos valores de
substantivo, adjetivo ou advérbio.

Orações subordinadas adverbiais

Oração adverbial é aquela que indica uma circunstância à oração principal,


possuindo valor de advérbio, exercendo a função de adjuntoadverbial. São de
nove tipos e, quando desenvolvidas, podem ser identificadas pela conjunção
que as introduz.

Muitas das vezes, tais conjunções são, de fato, locuções conjuntivas, isto é,
grupos de palavras formados por preposição – assinalando a noção
circunstancial que indica a circunstância propriamente dita – e aconjunção
que, marcando o papel sintático da subordinação à principal.

206

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Classificação das Orações Subordinadas Adverbiais

• Causal

Indica o fato determinante (causa) da realização (ou não) daquilo que se


declara na oração principal. As principais conjunções que a introduzem são
como, já que, visto que, porque, porquanto, na medidaem que.

Como era feriado, pude levantar-me mais tarde.

Teve a solicitação negada, já que não havia anexado a documentação completa.

• Consecutiva

Exprime o resultado da declaração feita na oração principal. Suastípicas


conjunções são tanto que, tão que, que.

Riu tanto que passou mal.


Era tão assustadoramente feio que fazia a criança chorar.
• Condicional

Apresenta circunstância da qual depende a realização do fato contidona oração


principal. É introduzida normalmente por se, caso, desde que.

Se houver problemas, ligue para [Link] à festa, caso não


chova.

• Comparativa

Estabelece uma comparação em relação à oração principal. É comumneste tipo


de construção a omissão do verbo na segunda oração. As principais conjunções
são mais/menos (do) que, tão que, como.

Elas falam como papagaio.(fala)


Ele come mais do que um elefante!(come)

207

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• Concessiva
Expressa um fato – real ou suposto – que poderia opor-se à realização
dofato da principal, sem, contudo frustrá-lo. É um tipo de oposição
fraca, diferenciando-se das coordenadas adversativas, que
expressam forte contrariedade. As conjunções mais comuns que
introduzem ideias concessivas são embora, mesmo que, ainda que.

Ainda que todos me peçam, eu não vou.


Quero pular de asa delta, embora eu tenha medo de altura.
O mestre Said Ali destaca outro papel das concessivas, quando se referem auma
qualidade ou modalidade, tomadas em grau intensivo e sem limites.

Nesses casos, são as expressões por mais…que, por muito…que as


introdutoras da oração.

Por mais que eu estude, não consigo entender a matéria.


• Conformativa

Traduz conformidade de um pensamento com aquele contido naoração


principal, o acordo entre um fato e outro. Classicamente introduzida por
conforme, segundo, consoante, como.

Como dizia papai, não há mais honestidade nos dias de [Link]


todo o trabalho conforme nos orientou o professor

• Temporal

Traz à cena um acontecimento ocorrido num tempo relativo à oraçãoprincipal,


equivalem-se perfeitamente às noções circunstanciais do adjunto adverbial
temporal: anterioridade, posteridade, simultaneidade, repetição periódica e
término. As principais conjunções que lhe introduzem são quando, enquanto,
desde que.

Desde que chegou, não parou de conversar.


Não vou descansar enquanto não se fizer justiça!

208

Licenciado para - Sara Cristina Filomeno da Cunha - undefined - Protegido por [Link]
• Final

Representa a finalidade do fato expresso na oração principal, a meta aser


alcançada ou o objetivo da ação da outra oração. Sua introdução mais típica
ocorre com para que, a fim de que, que.

Minha mãe fez um sinal para que meu pai parasse com aqueladiscussão.

Espremia a fruta até o final a fim de que não restasse a menor gota desumo.

• Proporcional

Denota o aumento ou diminuição que se faz paralelamente no mesmosentido


ou em contrário a outra dessas relações proporcionais.
Normalmente vem introduzida por à medida que, à proporção que, ao passo
que.

À medida que o céu escurecia, mais pessoas pegavam seus guarda-chuvas.

Há ainda aquelas que se apresentam de forma correlata, usando as


expressões quanto mais, quanto menos, quanto maior, quanto menor,quanto
melhor, quanto pior.

Quanto maior o homem maior o tombo.

REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é a maneira de um nome (substantivo, adjetivo

e advérbio) relacionar-se com seus complementos.

Em geral, a relação entre o nome e o seu complemento é


estabelecida por preposição.

Portanto, é justamente o conhecimento da preposição o que há de


mais importante na regência nominal.

Exemplo de regência de alguns nomes:


Amor
• Tenha “amor a” seus livros.

209

Licenciado para - Sara Cristina Filomeno da Cunha - undefined - Protegido por [Link]
• Meu “amor pelos” animais me conforta.
• Cultivemos o “amor da” família.
• O amor “para com” a Pátria.

Ansioso
• Olhos “ansiosos de” novas paisagens.
• Estava “ansioso por” vê-la.
• Estou “ansioso para” ler o livro.

Exemplos de nomes transitivos e suas respectivas preposições:

Acessível a
Exemplo: Isto é acessível a todos.
Acostumado a, com
Exemplos:
• Estou acostumado a comer pouco.
• Estamos acostumados com as novas ferramentas.

Afável com, para com


Exemplos:
• Ele é afável com sua filha.
• O professor tem sido afável para com seus alunos.
Agradável a
• Exemplo: Sou agradável a ti
Alheio a, de
• Exemplos:
• Ele vive alheio a tudo.
• João está alheio de carinho fraternal.
Apto a, para
Exemplos:
• Estou apto a trabalhar.

• Joana está apta para desenvolver suas funções .


Aversão a, por
Exemplos:
• Ele tem aversão a pessoas.
• Paula tem aversão por itens supérfluos.

210

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Licenc
iado pa
Benefício a
Exemplo: Pilates é um grande benefício à saúde.

ra - Sa
Capacidade de, para

ra Cris
Exemplos:
• Laura tem excepcional capacidade de comunicação.
• Joaquim tem capacidade para o trabalho.

tina Fil
Capaz de, para
Exemplos:
• Ele é capaz de tudo.

meno d o
• A empresa é capaz para trabalhar com projetos.
Compatível com
Exemplo: Seu computador é compatível com este.

a Cunh
Contrário a
Exemplo: Esse modo de vida é contrário à saúde.

a - und
Curioso de, por
Exemplos:
efined
• Luís é curioso de tudo.
• Vitória é curiosa por natureza
Descontente com
- Prote

Exemplo: Estamos descontentes com nosso sistema político.

Essencial para
gido po

Exemplo: Esse livro é essencial para aprender matemática.

Fanático por
r Eduz

Exemplo: Ele é fanático por histórias em quadrinhos.


Imune a, de
[Link]

Exemplos:
• O Brasil não ficou imune à crise econômica.
• Estamos imunes de pagar os impostos.
Inofensivo a, para
Exemplos:
• O vírus é inofensivo a seres humanos.
• Os danos que sofreu são inofensivos para sua saúde.

Junto a, de
Exemplos:
• Comprei a casa junto a sua.
• Estava junto de Miguel, quando aconteceu o acidente.
211
Licenc
iado pa
Livre de

ra - Sa
Exemplo: Este sabonete está livre de parabenos.

ra Cris
Simpatia a, por
Exemplo:
• José tem simpatia as causas populares.

tina Fil
• Tenho muito simpatia por Ana.

Tendência a, para

meno d o
• Viviana tem tendência à mentira.

a Cunh
REGÊNCIA VERBAL
Dá-se o nome de regência à relação de subordinaçãoque ocorre

a - und
entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não
ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e efined
claras

Regência verbal
- Prote

Termo Regente: VERBO


gido po

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os


verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).O estudo
r Eduz

da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade


expressiva, pois ofereceoportunidade de conhecermos as
diversas significações que um verbo pode assumir com a simples
[Link]

mudança ou retirada de uma preposição.


Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer",
satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".

212
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Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante,no


entanto, destacar alguns detalhes relativos aos adjuntos adverbiais
que costumam acompanhá-los.

a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar.
Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
Exemplos:
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar

Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar

Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza a direção, a


partida." Ir a algum lugar" sugere também o retorno

Importante: reserva-se o uso de "em" para indicaçãode tempo


ou meio. Veja:

213
Licenc
iado pa
Cheguei a Roma em outubro.

ra - Sa
Adjunto Adverbial de Tempo

ra Cris
Chegamos no trem das dez.
Adjunto Adverbial de Meio

tina Fil
a) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.

meno d o
Por Exemplo:
Comparecemos ao estádio (ou
no estádio) para ver o último

a Cunh
jogo.

Custar

a - und
a) com o sentido de ser custoso exige preposição:

Aquela decisão custou ao filho. efined

b) com o sentido de valor não exige preposição:


- Prote

Aquela casa custou caro.


gido po

Obedecer
O verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige preposição:
Obedeça ao pai!
r Eduz

Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo


transitivo direto: Obedeça o pai!
[Link]

Proceder
a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo:
Essa sua desconfiança não procede.

b) com o sentido de origem exige preposição:


Essa sua desconfiança procede de situações passadas .

214
Licenc
iado pa
Visar
a) com o sentido de objetivo exige preposição:

ra - Sa
Visamos ao sucesso.
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem preposição, ou

ra Cris
seja, comoverbo transitivo direto: Visamos o sucesso.
b) com o sentido de mirar não exige preposição:

tina Fil
Esquecer
O verbo esquecer é transitivo direto, logo não exige preposição:

meno d o
Esqueci o meu material.

No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com preposição: Esqueci-me

a Cunh
do meu material.

Querer

a - und
a) com o sentido de desejar não exige preposição:
Quero ficar aqui.
efined
b) com o sentido de estimar exige preposição:
Queria muito aos seus amigos.
- Prote

Aspirar
a) com o sentido de respirar ou absorver não exige preposição:
gido po

Aspirou todo o escritório.


r Eduz

b) Com o sentido de pretender exige preposição:


Aspirou ao cargo de ministro.
[Link]

Informar
O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele exige um complementosem e outro
com preposição:
Informei o acontecimento aos professores.

Ir
O verbo ir é regido pela preposição “a”:
Vou à biblioteca.

Implicar
215
a) com o sentido de consequência, o verbo implicar é transitivo
direto, logo nãoexige preposição:

O seu pedido implicará um novo orçamento.


b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo

exige preposição:Implica com tudo.

Morar
O verbo morar é regido pela

preposição “em”:Mora no fim da rua.

Namorar
O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as pessoas o
usarem sempre seguido de preposição:
Namorou Maria durante anos.
"Namorou com Maria durante anos" não égramaticalmente aceito.

Preferir
O verbo preferir é transitivo direto e [Link]:
Prefiro carne a peixe.

Simpatizar
O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige apreposição "com":

Simpatiza com os mais velhinhos.

Chamar
com o sentido de convocar não exige complemento com preposição:
a)
Chama o Pedro!
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem preposição
Chamou ao João de Mauricinho.
Chamou João de Mauricinho
Chamou ao João Mauricinho.
Chamou João Mauricinho.

216

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Pagar
a) quando informamos o que pagamos o complemento
não tem preposição:
Paga o sorvete?
b) quando informamos a quem pagamos
o complemento exige preposição:

Paga o sorvete ao dono do bar.

CRASE
Crase é a contração de a com a,que é indicada
pelo acento grave.
Ex.: Ele resistiu à oferta.

à = preposição a, exigida pelo verbo (resistir


a algo) + artigo

a, modificando o substantivo feminino


(oferta)

Substitui-se a palavra feminina depois do a por


uma masculina: se ocorrer ao, o a recebeo acento
grave indicativo de crase.

Só há crase antes de nome geográfico que


admite o artigo a.

217

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Famoso:
Quem vai a e volta da, crase há. Quem vai a e
volta de, crase pra quê?

É facultativo o uso de crase antes dos seguintes nomes


geográficos: Europa, Ásia, África, França, Inglaterra,
Espanha, Escócia e [Link] de cr

Na crase, o primeiro a é sempre preposição; o segundo a pode ser:


• artigo a. Ex.: Dediquei-me à leitura.

• pronome demonstrativo a(s), sinônimo de aquela(s). Ex.:


Esta casa é

idêntica à que comprei.

• a inicial de aquele(s), aquela(s) e aquilo. Ex.: Respondi


àquele aluno.

(Respondi a este aluno.)

• a inicial de a qual, as quais. Ex.: Li as folhas


do livro às quais ele sereferia.

218
Licenc
iado pa
Crase obrigatória

ra - Sa
ra Cris
tina Fil
meno d o
a Cunh
a - und
Regras de quandousarcrase
efined
A crase pode ser usada nas seguintes situações:
- Prote

* antes de palavras femininas;


* quando acompanham verbos que indicam destino (ir,voltar,
vir);
gido po

* nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas;


* antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela,aquele;
r Eduz

* antes da locução "à moda de" quando ela estiver


subentendida;
[Link]

* na indicação de horas exatas.

Antes de palavras femininas


• Fui à escola.
• Fomos à praça.
• Você vai à padaria agora?

Quando acompanham verbos que indicam destino (ir,voltar, vir)


• Vou à padaria.
• Fomos à praia.

219
• Voltei à loja e fui bem atendido.

Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas


• Saímos à noite.
• À medida que o tempo passa as amizades aumentam.
Veja, isto foi feito às pressas!

Antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele


• No verão, voltamos àquela praia.
• Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa.
• Vou àquele lugar hoje.

Antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida


• Veste roupas à (moda de) Luís XV.
• Dribla à (moda de) Pelé.
• Escreve à (moda de) José de Alencar.

Uso da crase na indicação das horas


Utiliza-se a crase antes de numeral cardinal que
indicam as horasexatas:
• Termino meu trabalho às cinco horas da tarde.
• Saio da escola às 12h30.
• Entro à uma.

Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para,


desde,após, perante, com), não se utiliza a crase, por exemplo:

• Ficamos na reunião desde as 12h.


• Chegamos após as 18h.
• O congresso está marcado para as 15h.

Regras de quando NÃO usar crase


A crase não deve ser usada nas seguintes situações:

• antes de palavras masculinas;


• antes de verbos;
• antes de pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles)
e do caso oblíquo (me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe);
• antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa.

220

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Regras de quando NÃO usar crase


A crase não deve ser usada nas seguintes situações:

• antes de palavras masculinas;


• antes de verbos;
• antes de pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles)
e do caso oblíquo (me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe);
• antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa.

Crasefacultativa

221
Licenc
iado pa
CONCORDÂNCIA VERBAL
Concordância nominal é a relação entre palavras que garante que os substantivos

ra - Sa
concordem com artigos, adjetivos, pronomes e numerais.

Exemplo: Estas três obras maravilhosas estavam

ra Cris
esquecidas na biblioteca.

tina Fil
Neste exemplo, o pronome "estas", o numeral "três" e o adjetivo "maravilhosas"
concordam com o substantivo "obras", que é um substantivo feminino e está no plural.

meno d o
Regras de concordância nominal
1. Concordância entre substantivo e um adjetivo

a Cunh
O adjetivo deve concordar em gênero e número com o
substantivo.

a - und
Exemplos:
• Que pintura bonita!
• As frutas estão deliciosas. efined

Quando há mais do que um substantivo, o adjetivo


deve concordar com aquele que está mais próximo.
- Prote

Exemplo:

• Que bonita pintura e poema!


gido po

• Que bonito poema e pintura!


r Eduz

Mas, se os substantivos forem nomes próprios,


o adjetivo deve ficar no plural.
[Link]

Exemplo:
• Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos é uma composição dos
grandes
Roberto Carlos e Erasmo Carlos em homenagem a Caetano Veloso.
• As encantadoras Clarice e Cecília Meireles pertencem ao
Modernismo.

Quando há mais do que um substantivo, e o adjetivo vem depois dos


substantivos, deve concordar com aquele que está mais próximo ou
222
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com todos eles.

Exemplos:
• Que pintura e poema bonito!
• Que poema e pintura bonita!
• Que pintura e poema bonitos!
• Que poema e pintura bonitos!

• Concordância entre substantivo e mais do que um


adjetivo

Quando um substantivo é caracterizado por mais do que um adjetivo, a


concordância pode ser feita das seguintes formas:
Colocando o artigo antes do último adjetivo.

Exemplo:

• Adoro a comida italiana e a chinesa.


• Conhece a literatura brasileira e a inglesa.
Colocando o substantivo e o artigo que o antecede no plural.

Exemplo:
• Adoro as comidas italiana e chinesa.
Conhece as literaturas brasileira e inglesa

2. Concordância entre números ordinais


Nos casos em que há números ordinais ANTES do substantivo, o
substantivo pode ser usado tanto no singular como no plural.

Exemplos:
• A segunda e a terceira casa.
• A segunda e a terceira casas.

Nos casos em que há números ordinais DEPOIS do substantivo,


o substantivo deve ser usado no plural.

Exemplo:
• As casas segunda e terceira.
• Os lugares primeiro e segundo.
223
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CONCORDÂNCIA NOMINAL II

Anexo

A palavra "anexo" deve concordar em gênero e número com o


substantivo.
Exemplos:
• Segue anexo o recibo.
• Segue anexa a fatura.
Mas, a expressão "em anexo" não varia.
Exemplos:
• Segue em anexo o recibo.
• Segue em anexo a fatura.

Meio

Quando a palavra “meio” possui função de adjetivo, ela

deve concordar com o substantivo que qualifica:

Já passa de meio-dia e meia [hora].


Você é cheio de meias palavras.

Temos um milhão e meio [milhão] de votantes.

Tome cuidado para não confundir com o advérbio “meio”,

que não flexiona: A mulher está meio cansada. (“meio”

altera o adjetivo “cansada”, e não o substantivo “mulher”,

por isso exerce função de advérbio e é invariável)"

224
Licenc
iado pa
Bastante(s)
Quando tem a função de adjetivo, a palavra "bastante" deve

ra - Sa
concordar em gênero e número com o substantivo.
Exemplos:

ra Cris
• Recebemos bastantes telefonemas.
• Venderam bastantes produtos.

tina Fil
• Quando tem a função de advérbio, a palavra "bastante" não
• varia.

meno d o
Exemplos:
• Eles cantam bastante bem.
• Fomos bastante amigos.

a Cunh

É proibido, é bom, é necessário

a - und
As expressões "é proibido, é bom, é necessário" não
variam, a não ser que sejam acompanhadas por
determinantes que as modifiquem. efined

Exemplos:
- Prote

• É proibido entrada.
• É proibida a entrada.
• Verdura é bom.
gido po

• A verdura é boa.
• Paciência é necessário.
• A paciência é necessária.
r Eduz

Menos
[Link]

A palavra "menos" não varia. Exemplos:


• Hoje, tenho menos alunos.
• Hoje, tenho menos alunas.

Obrigado

• O homem ao agradecer deve dizer obrigado.

• A mulher ao agradecer deve dizer obrigada.

225
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• O homem ao agradecer em nome de outras pessoas deve dizer

obrigados.
• A mulher ao agradecer em nome
de outras pessoas, incluindo
homens e mulheres, deve dizer
obrigados.

• A mulher ao agradecer em nome de outras pessoas, incluindo

apenas mulheres, deve dizer obrigadas.

Cores

A concordância envolvendo cores gera muitas dúvidas.

Na regra geral, as cores devem concordar com o substantivo a que se

referem, quando são variáveis:

A mochila é amarela.
Os lençóis são azuis.

Caso o nome da cor faça referência a um substantivo (laranja, rosa etc.), a

cor é invariável.

As mochilas são laranja.

Os lençóis são rosa.

Quando o nome da cor é constituído de dois adjetivos (o segundo envolvendo

tonalidades), costuma-se deixar o primeiro invariável na forma do masculino e o

segundo fazendo a concordância: A mochila é amarelo-clara.

Os lençóis são azul-escuros.

226
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Porém, se o segundo adjetivo fizer referência a um substantivo, voltamos à regra

da cor ser invariável.

As mochilas são verde-água. Os lençóis são azul-celeste.

Concordância Verbal I
Sujeito Simples
Regra Geral

O sujeito sendo simples, com ele concordará overbo em número e pessoa.


Veja os exemplos:

A orquestra tocou uma valsa longa.3ª p. Singu

Os pares que rodeavam a nós


dançavam bem.3ª p. Plural 3ª p. Plural

Casos Particulares

Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante

hesitar no momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a

concordância puramente gramatical é contaminada pelosignificado de expressões que nos

transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa.

1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte


de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior
parte de,grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.

227
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Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma


proposta interessante.

Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casosdos coletivos,


quando especificados.

Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.

Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidadedo


conjunto; já a forma plural confere destaque aos elementos que formam
esse conjunto.

2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade


aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto de...) seguida
de numeral esubstantivo, o verbo concorda com o substantivo.

Observe:
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas.

Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que


exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
Por Exemplo:
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem.
(ofenderam um ao outro)
Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser
feita levando-se em conta a ausência oupresença de artigo. Sem artigo, o verbo
deve ficar no [Link] há artigo no plural, o verbo deve ficar o plural.

Exemplos:

Os Estados Unidos possuem grandes universidades.


228
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.
1) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido
plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários)
seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo podeconcordar com o
primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o
pronome pessoal.

Quais de nós são / somos capazes?


Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.

Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a
exclusão do emissor. Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós
sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo no
grupo dos omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve
"Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase que soa como
uma denúncia.

Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver


no singular, o verbo ficaráno singular.
Por Exemplo:
Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.

2) Quando o sujeito é formado por uma expressão que


indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve concordar
com o substantivo.

Exemplos:
25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.
85% dos entrevistados não aprovam a
administração do prefeito.1% do eleitorado aceita
a mudança.

229

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Licenc
iado pa
1% dos alunos faltaram à prova.

ra - Sa
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de
substantivo, o verbo deve concordar com o número.

ra Cris
25% querem a mudança.

tina Fil
1% conhece o assunto.

meno d o
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a
concordância em número e pessoaé feita com o
antecedente do pronome.

a Cunh
Exemplos:
Fui eu que paguei a conta.

a - und
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
efined
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.
7) Com a expressão "um dos que", embora alguns
- Prote

gramáticos considerem a concordância facultativa, a


preferência é pelo uso verbo no plural, para concordar
coma palavra que antecede o pronome relativo “que”.
gido po

Por Exemplo:
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.
r Eduz

Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.
[Link]

230
8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se
utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou em
concordância com o antecedente do pronome.

Exemplos:
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a [Link] nós quem
pintou o muro.
Fomos nós quem pintamos o muro.

9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbofica na 3ª pessoa do


singular ou plural.

Por Exemplo:
Vossa Excelência é diabético?
Vossas Excelências vão renunciar?

10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o


numeral.

Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.

Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre,

231

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etc., o verbo
concordará com esse sujeito. Por exemplo:
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.

11) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito,


são usados semprena 3ª pessoa do singular. São verbos
impessoais:
Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;

Aqueles que indicam fenômenos da natureza.


Exemplos:
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.

Concordância verbal II

Sujeito Composto

1) Quando o sujeito é composto e


anteposto ao verbo, aconcordância se faz no
plural:

Exemplos:
Pai e filho conversavam longamente.
(Sujeito)

Pais e filhos devem conversar com frequência.


(Sujeito)
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais
diferentes, a concordância ocorre da seguinte maneira: a primeira
pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez,
prevalece sobre a terceira.
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)

232

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Pais e filhos precisam respeitar-se.
Terceira Pessoa do Plural (Eles)

Obs.: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um


da terceira, é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural. Aceita-se, pois, a
frase: "Tu e teus irmãostomarão a decisão."

3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma


nova possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a
totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o
núcleodo sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção,
e não uma obrigação.

Por Exemplo:
Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é
feita obrigatoriamente no plural.

Observe:
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Casos Particulares
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase
sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou no singular.
Por Exemplo:
Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento.
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação,
o verbo pode ficar no plural ou concordar com o último núcleodo sujeito.
Por Exemplo:
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem /
satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que hána
combinação. No segundo caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento
da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o

233

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verbo deverá ficar no plural se a declaração contida no predicado puder ser
atribuída a todos os núcleos.
Por Exemplo:
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos
núcleos do sujeito, ou seja, se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá
ficar no singular.
Por exemplo:
Roma ou Buenos Aires será a sede da
próxima Olimpí[Link]ê ou ele será
escolhido. (Só será escolhido um)
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância
costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado.
Por Exemplo:
Um ou outro compareceu / compareceram à festa.
Nem um nem outro saiu/ Saíram do colégio.
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no
plural. Nesse caso,os núcleos recebem um mesmo grau de importância e a
palavra "com" tem sentido muito próximo ao de "e".
O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre.

Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o


primeiro elemento.
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões
correlativas como: "não só...mas ainda", "não somente"...,
"não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo
concorda de preferênciano plural.

Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.


Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por
um aposto recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor.
234

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iado pa
Por Exemplo:
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.

ra - Sa
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas.

ra Cris
tina Fil
COLOCAÇÃO PRONOMINAL

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a - und
efined
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gido po
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[Link]

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Funções do QUE
- Prote

“Que” com a função de advérbio


gido po

Em algumas frases, o “que” pode exercer o papel de advérbio


de intensidade ou de modo.
r Eduz

1. Advérbio de intensidade: Que peixe grande o pescador apanhou! (O


pescador apanhou um peixe muito grande.)
[Link]

2. Advérbio de modo: Que gente esquisita! (Como essa gente é esquisita!)


“Que” com a função de conjunção
Há situações cujo “que” exerce a função de conjunção de causa, comparação,
concessão,
consequência, explicação, finalidade, integração e tempo.

1. Conjunção causal: Agora vou deitar, que estou cansada. (Exprime a causa
de eu querer
deitar: o cansaço. É o mesmo que dizer “Agora vou deitar, porque estou
cansada.”)

2. Conjunção comparativa: Este lugar é mais agradável do que aquele.


(Estabelece uma comparação entre um lugar e outro.)
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3. Conjunção concessiva: Mesmo que ele não deixe, eu vou. (Expressa ideia
contrária,
mas que não impede a ação, ou seja, não ter permissão para sair, mas sair.)

4. Conjunção consecutiva: Comeu tanto que passou mal. (Manifesta uma


consequência, ou seja, o fato de ter comido tanto teve como resultado a sensação
de mal-estar.)

5. Conjunção explicativa: Vou sair um pouco que faz bem para a minha
cabeça. (Indica uma justificativa. É o mesmo que dizer “Vou sair um
pouco, pois faz bem para a minha cabeça.)

6. Conjunção final: Saí sem dar resposta para que a briga não aumentasse.
(Exprime a finalidade, ou seja, sair sem dar resposta a fim e a briga não
aumentar.)

7. Conjunção integrante: Quero que você seja feliz. (Introduzem orações


subordinadas substantivas.)

8. Conjunção temporal: Assim que eu terminar, vamos sair. (Expressam uma


circunstância de tempo.)

“Que” com a função de pronome

O “que”, em muitas situações, desempenha a função de pronome


relativo ou interrogativo.

1. Pronome relativo: Comprei os livros que constam na lista de


material. (O pronome relativo “que” relacionam-se o termo
“livros”. Repare como sem ele as orações ficariam separadas: Os
livros constam na lista de material. Comprei os livros.)

2. Pronome interrogativo: Que lugar é este? (O pronome


interrogativo “que” é utilizado nas orações interrogativas.)

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