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Teatro do Oprimido e Racismo na Educação

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Nome: Carlos Alberto Francelino Pereira Júnior

Artigo Título: TEATRO DO OPRIMIDO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS


Um Estudo Cênico-Político-Pedagógico.
Autora: Marianne Rosário Marinho
Link:
[Link]

O artigo “Teatro do oprimido e relações étnico-raciais: um estudo


cênico-político-pedagógico” de Marianne Rosário Marinho contém informações
essenciais sobre a correlação entre o “Teatro do Oprimido”, criado por Augusto Boal,
e as relações étnico-raciais, especialmente no contexto educacional. Ele se
fundamenta em uma base teórica sólida, incluindo contribuições de Paulo Freire,
Bárbara Santos e bell hooks. A pesquisa é bem estruturada, fornecendo um
panorama histórico, político e pedagógico da aplicação desse teatro em práticas de
ensino.

Entretanto, há alguns pontos que poderiam ser ampliados para uma compreensão
mais profunda:

1. *Estudo de Caso Prático*: Embora o trabalho contenha relatos de experiências


pedagógicas pessoais da autora como arte-educadora, seria interessante incluir um
estudo de caso detalhado de uma aplicação específica do Teatro do Oprimido em
escolas ou comunidades. Isso proporcionaria uma visão mais aprofundada dos
impactos práticos e dos desafios enfrentados.

2. *Diversidade de Contextos*: O artigo foca principalmente no Distrito Federal. Uma


análise comparativa com outras regiões ou países onde o Teatro do Oprimido foi
utilizado para combater o racismo poderia ampliar o escopo da pesquisa e fornecer
uma perspectiva mais global.

3. *Dados Empíricos*: Embora o trabalho tenha uma forte fundamentação teórica, ele
poderia se beneficiar da inclusão de dados quantitativos ou qualitativos mais
detalhados, como entrevistas ou questionários com os participantes das práticas
pedagógicas, para mensurar o impacto do teatro no combate ao racismo.

4. *Interseccionalidade*: O artigo poderia abordar com mais profundidade a


interseção entre as questões étnico-raciais e outras formas de opressão, como o
gênero e a classe social, ampliando a relevância do teatro como uma ferramenta para
enfrentar múltiplas formas de desigualdade.

No geral, o artigo é completo em termos de embasamento teórico e proposições


pedagógicas, mas poderia ser complementado com uma maior variedade de
exemplos práticos e dados empíricos para fortalecer sua análise e aplicações.
A análise das palavras-chave no artigo “Teatro do Oprimido e relações étnico-raciais:
um estudo cênico-político-pedagógico” revela que elas estão dispostas em uma
ordem que vai do conceito mais geral para o mais específico. No entanto, uma
reorganização poderia ajudar a destacar melhor o foco da pesquisa. Vamos avaliar:

Ordem Atual:

1. Teatro do Oprimido
2. Teatro das Oprimidas
3. Racismo
4. Antirracismo
5. Étnico-racial
6. Arte-Educação

Análise:

1. Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas - são conceitos centrais amplos, mas
são diretamente relacionados ao teatro como prática pedagógica e política. No
entanto, o Teatro das Oprimidas é uma ramificação mais específica do Teatro do
Oprimido, que foca nas questões de gênero e pode parecer mais específico do que
outras categorias.

2. Racismo e Antirracismo - estão entre os conceitos centrais do artigo e poderiam


ser posicionados em um local mais destacado, já que formam o coração do problema
discutido: a prática pedagógica como ferramenta para combater o racismo.

3. Étnico-racial - é uma categoria importante, mas funciona mais como um adjetivo


que qualifica as práticas e a discussão.

4. Arte-Educação - parece mais específico no contexto geral do trabalho, sendo uma


prática que utiliza o teatro com foco na educação e no combate às opressões.

Proposta de Nova Ordenação:

1. Racismo
2. Antirracismo
3. Teatro do Oprimido
4. Teatro das Oprimidas
5. Arte-Educação
6. Étnico-racial

Inclusão/Exclusão de Palavras-Chave:

Uma possível inclusão poderia ser “Paulo Freire”, já que o artigo dialoga com sua
pedagogia crítica. Adicionalmente, “Interseccionalidade” pode ser relevante, já que o
trabalho trata de como múltiplas opressões se interligam.
Essa reorganização colocaria em destaque os temas de combate ao racismo e as
metodologias usadas, seguido pelas vertentes específicas do teatro utilizado e o
contexto pedagógico.

O objetivo da pesquisa é observar como o Teatro do Oprimido pode contribuir como


estratégia de combate ao racismo, especialmente no contexto da sala de aula, espaço
de construção de subjetividades, identidades e identificações.

Esse objetivo é alcançado através de um estudo que combina fundamentos teóricos e


relatos práticos da experiência da autora como arte-educadora, examinando como o
Teatro do Oprimido pode ser usado pedagogicamente para combater as reproduções
do racismo

Quanto à justificativa, o trabalho explica a importância do estudo ao abordar a


reprodução do racismo como um mecanismo social, ressaltando a necessidade de
estratégias pedagógicas inovadoras e críticas, como o Teatro do Oprimido, para
combater essas formas de opressão. A justificativa aparece na fundamentação
teórica, que estabelece conexões entre a prática teatral e os conceitos pedagógicos
de Paulo Freire, Augusto Boal, Bárbara Santos e bell hooks. A autora justifica a
escolha do tema ao considerar a sala de aula como um espaço fundamental para a
construção de subjetividades e o enfrentamento do racismo

A metodologia envolve uma combinação de análise teórica e prática. A autora utiliza


um panorama histórico, político e conceitual sobre o Teatro do Oprimido,
fundamentando-se em autores como Augusto Boal, Paulo Freire, Bárbara Santos e
bell hooks. Além disso, há um “Estado da Arte”, onde a autora examina o que outros
estudiosos já pesquisaram sobre o tema.

Na parte prática, Marinho relata suas experiências pedagógicas pessoais como


arte-educadora no Distrito Federal, aplicando o Teatro do Oprimido no contexto de
ensino-aprendizagem. Ela analisa como essa prática pode ser usada para abordar e
combater o racismo no ambiente escolar, enfatizando a sala de aula como um espaço
de construção de subjetividades e identidades.

A metodologia, portanto, é cênico-pedagógica, misturando prática teatral e teoria


crítica com o objetivo de investigar o impacto social e pedagógico do teatro na luta
contra o racismo.

Os principais autores de referência incluem:


1. Augusto Boal – Criador do Teatro do Oprimido, que é a base teórica central do
artigo, focando nas práticas teatrais como formas de resistência e transformação
social.

2. Paulo Freire – Importante teórico da Pedagogia Crítica, cujas ideias influenciam a


metodologia pedagógica do artigo, principalmente em relação à educação
emancipadora e ao combate às opressões.

3. Bárbara Santos – Colaboradora de Boal e uma das maiores referências no


desenvolvimento e adaptação do Teatro das Oprimidas, abordando questões de
gênero e raça dentro do Teatro do Oprimido.

4. bell hooks – Intelectual conhecida por seus trabalhos sobre racismo, feminismo e
educação crítica, suas teorias ajudam a embasar as discussões sobre as
interseccionalidades entre raça, gênero e educação presentes no artigo.

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