Migração das Baleias Jubarte
Migração das Baleias Jubarte
CONHECER
ESTUDO
MA S COMPLEMENTAR
CICLO AUTORAL
CIÊNCIAS
NATURAIS
PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO
Ricardo Nunes
Prefeito
Sueli Mondini
Chefe da Assessoria de Articulação
das Diretorias Regionais de Educação – DREs
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
CONHECER
ESTUDO
MA S COMPLEMENTAR
CICLO AUTORAL
CIÊNCIAS
NATURAIS
CC S
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) BY NC SA
Bons estudos!
ATIVIDADE 8 – C
ONHECER PARA PRESERVAR: COMO A CIÊNCIA E OS CONHECIMENTOS DOS POVOS
TRADICIONAIS CONTRIBUEM PARA A PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE........................ 37
ATIVIDADE 19 – DIABETES............................................................................................................................105
ATIVIDADE 22 – N
ADANDO CONTRA A CORRENTE: POR QUE AS BALEIAS-JUBARTE
FICAM VIAJANDO DA ANTÁRTICA PARA O BRASIL?......................................................... 138
ATIVIDADE 27 – Q
UAL É A FONTE DE ENERGIA QUE MENOS IMPACTA
O MEIO AMBIENTE NA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA?........................................... 182
ANEXO.........................................................................................................................................................205
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 7
ATIVIDADE 1
https://commons.wikimedia.org/w/index.
VAMOS PRATICAR!
1. Na sua opinião, considerando as carreiras profissionais destas mulheres, quais suas con-
tribuições para a ciência?
2. Por que, para algumas pessoas, é estranho observar mulheres ocupando outros papéis,
além daqueles predefinidos pela sociedade, como, por exemplo, desempenhando tare-
fas domésticas?
Conheça um pouco sobre essas três mulheres brasileiras que foram cientistas pioneiras em
nosso país e, depois, vamos discutir um pouco sobre o que é fazer ciência.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 9
Nise da Silveira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nise_da_Silveira
Médica psiquiatra, dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, mani-
festando-se radicalmente contra as formas de tratamento que julgava serem
agressivas. Foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pa-
cientes com animais.
Johanna Döbereiner
Johanna_D%C3%B6bereiner
notaveis/310-carolina-martuscelli-bori
Pedagoga e psicóloga, teve papel fundamental no estabelecimento do estudo
http://www.canalciencia.ibict.br/
científico da Psicologia no Brasil, responsável pela introdução da análise do
comportamento em nosso país.
http://www.sbpcnet.org.br/site/publicacoes/outras-
publicacoes/livro_pioneiras.pdf. Acesso em: 17 maio
2023.
10 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Freepik
foram organizados ou construídos por outras pessoas também faz
parte do trabalho científico. Neste caso, tanto fazer experiências em
laboratório ou explorar informações podem confirmar a hipótese ou
então mostrar que ela não é verdadeira e deve ser descartada. Assim, outra hipótese poderá ser
levantada e outras pesquisas serão realizadas.
Depois de analisar cuidadosamente os resultados obtidos com as experiências ou com a
exploração que você realizou, você pode chegar a algumas CONCLUSÕES e ter a sua pergunta
inicial respondida.
Bom, agora que você conhece um pouco mais sobre o modo de trabalhar com a ciência,
vamos para algumas atividades:
4. Olhe ao seu redor, você seria capaz de identificar três ou mais facilidades, aparatos, conhe-
cimentos ou melhorias que você e sua família utilizam hoje e que foram possíveis graças ao
desenvolvimento da ciência?
Tabela 1 Tabela 2
6. Resolva a cruzadinha:
Horizontais Verticais
É o que desperta a curiosidade e a Momento de verificar se a hipótese levantada é
3 necessidade de buscar formas de 1 verdadeira, realizando experimentos ou, então,
entender algum fenômeno. uma pesquisa.
Uma tentativa de responder à questão Nome do método utilizado por cientistas que é
5 levantada e dar uma possível resposta 2 um conjunto de etapas ou passos para estudar
que explique o que está acontecendo. um fenômeno da natureza.
(pagina 96)
ATIVIDADE 2
ATIVIDADE 2- Adolescência e puberdade
ADOLESCÊNCIA E PUBERDADE
(abre boxe historia em quadrinhos Alexandre Beck 3149/190)
Tirinha Tenho
do Armandinho comemorativa
certeza de que aos 29
você vai concordar: ser anos do ECA
adolescente nem sempre é fácil. A adolescên-
cia traz muitas transformações, conflitos, perdas e medos. Não é à toa que o jovem pode se sen-
Créditos: Armandinho,
tir confuso, desem
muitas vezes Alexandre Beck
saber o que - uso
fazer. autorizado
Quando peloasautor
procuramos origens e o significado
da palavra adolescência, além de “crescer em direção a”, encontramos também “adoecer”. Mas,
(abre boxe)
calma, isso não significa que você está doente! Muito pelo contrário. Podemos pensar nesse
“adoecer” lembrando que a adolescência é um momento contraditório, de inúmeros conflitos e,
Adolescendo
muitas vezes, sofrimentos. Afinal, você está passando por importantes mudanças biológicas e
emocionais que nem sempre são fáceis de entender. Até mesmo o crescer traz conflitos, porque
implica inúmeras perdas. Em primeiro lugar, você não é mais criança — você está sempre ou-
vindo isso, não é? Mas é verdade. E ao deixar de ser criança, você perde a infância, os pais da
Tenho certeza
infância, de queinfantis
as fantasias você vai
e o concordar:
corpo infantil.ser adolescente
Muitas nem sempre
vezes, ao vivenciar essas é fácil. oAado-
perdas,
adolescência traz
lescente volta muitas
a ter transformações,
uma reação conflitos,
de defesa muito comum perdas e medos.
na infância Não é à Étoa
— a onipotência. que o
aquele
jovem pode se
sentimento quesentir confuso,
leva você muitas
a pensar vezes
que nada vai sem saber o que
lhe acontecer, quevocê
fazer. Quando
pode tudo. Nessa fase,
procuramos as éorigens
a onipotência e ode
uma forma significado
lidar com asdaangústias.
palavra adolescência, além de “crescer em
direçãoÉa”, na encontramos também
adolescência também que“adoecer”.
se estruturaMas, calma,sexual,
a identidade isso não significa
experiência queque
trazvocê
mais
está doente! Muito pelo contrário. Podemos pensar nesse “adoecer” lembrando que
conflitos para o jovem. Para se tornar homem ou mulher, é preciso tomar posições, atitudes so-a
adolescência é um
ciais, culturais momento
e afetivas contraditório,
que os adolescentes de
têminúmeros conflitosComo
medo de assumir. e, muitas
é difícil vezes,
para você,
agora, em plena adolescência, enxergar o futuro! E não estamos falando somente das questões
sofrimentos. Afinal, você está passando por importantes mudanças biológicas e
de identidade sexual, mas também do medo do futuro em geral.
emocionais que nem sempre são fáceis de entender. Até mesmo o crescer traz
conflitos, porque implica inúmeras perdas. Em primeiro lugar, você não é mais criança
— você está sempre ouvindo isso, não é? Mas é verdade. E ao deixar de ser criança,
você perde a infância, os pais da infância, as fantasias infantis e o corpo infantil.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 15
É possível passar pela adolescência, por esse momento de intenso crescimento, de forma
saudável? Eu diria que sim. Mesmo em meio a um momento histórico marcado pela globaliza-
ção, pela rapidez das transformações tecnológicas, éticas, morais e culturais, fatores que geram
mais dificuldades para quem vive hoje a adolescência em nossa sociedade.
No livro Cabeça de Porco, MV Bill, Celso Athayde e Luís Eduardo Soares lembram que a
palavra identidade tem um duplo significado. De um lado, representa a originalidade, aquilo que
torna as pessoas diferentes, únicas. Do outro, representa a semelhança que aproxima duas
pessoas. Ou seja, se identificar significa “se espelhar”, ver no outro coisas que são parecidas
conosco, e significa ruptura, romper com modelos. Precisamos mesmo romper com nossas re-
ferências primárias, o pai e a mãe, para que, baseados no seu modelo, possamos nos construir
como pessoas únicas.
Em meio a essa busca, muitas vezes sem conseguir enxergar o que pode estar “no fim do
túnel”, você está adolescendo, se transformando e, enfim, crescendo.
Fonte: Ciência Hoje na Escola. Conversando sobre Saúde com Adolescentes - SBPC. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.
php?option=com_docman&view=download&alias=1858-pse-cienciaescola&Itemid=30192. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)
VAMOS PRATICAR
1. Após ler esse texto, você tem alguma hipótese sobre por que todas essas mudanças
acontecem?
Escreva sua hipótese a seguir:
16 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Antes de falarmos mais especificamente sobre aspectos biológicos apenas, que tal refletir-
mos um pouco sobre a sexualidade?
Para começar, sexualidade é muito mais que a atividade sexual e não se limita a função bio-
lógica responsável pela reprodução. Sexualidade é um aspecto essencial da vida das pessoas
e envolve sexo, papéis sexuais, orientação sexual, prazer, relações afetivas, amor e reprodução.
A sexualidade é uma dimensão fundamental de todas as etapas da vida de homens e mu-
lheres e está presente desde o nascimento até a morte.
É na adolescência, quando ocorrem profundas transformações biológicas, psicológicas e
sociais, que aparece também a capacidade reprodutiva. Ou seja, o acelerado crescimento físico
é acompanhado pela maturação sexual.
Por isso, é importante – especialmente para o jovem, mas também para todos nós adultos
– conhecer o funcionamento do nosso corpo e compreender nossos sentimentos, para que pos-
samos fazer as escolhas que sejam as mais positivas para a nossa vida e que melhor favoreçam
a expressão da nossa sexualidade.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 17
2. Como você explicaria a um colega de turma quais as principais diferenças entre a puberda-
de e a adolescência?
3. Você já ouviu a música “Terra de Gigantes”, da banda Engenheiros do Hawaii? Aqui vai um
pequeno trecho da letra:
Na letra, o jovem está querendo dizer que a guitarra elétrica tão sonhada na infância não
serve mais, que perdeu o sentido. Na sua opinião, o que mudou no comportamento de antes
e o de hoje do jovem? O que significam essas mudanças?
18 Conhecer Mais - Estudo Complementar
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_
docman&view=download&alias=1858-pse-
cienciaescola&Itemid=30192. Acesso em: 17 maio 2023.
7
6. Pâncreas
7. Ovário
gônadas (os ovários e os testículos), sendo
8. Testículo o primeiro responsável pelo estímulo à pro-
dução de óvulos e de espermatozoides e,
8 o segundo, por estimular essas gônadas a
produzir os hormônios sexuais.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 19
Estrógeno
Atua sobre os órgãos genitais, exerce efeitos por todo o corpo, como o
desenvolvimento das mamas e alargamento dos quadris e distribuição
de pelos pelo corpo.
Progesterona
Desenvolve e mantém o interior do útero preparado para receber o embrião.
Testosterona
Atua sobre o desenvolvimento dos órgãos genitais, exerce efeitos
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por todo o corpo como o ganho de massa muscular, favorece a
capacidade de memória e saúde do coração.
7. Caça-palavras
O S E L Z H I R T I L A L H U I E R L S M Y
H U N N M S T K S E K P O R V I K S T G A N
A O W M N R M M I H U R N E L I O O S B E O
D A V D N E D D L B M O V E T E O I E N W A
W O S A I L A H E O I G N E E M V I S T D A
G M R N R S I R N I O E D E S D U P C O I T
A H C V I I D I N S A S E T T W L E L N A E
E E E L S A O T E E A T C F O E O E U R E S
A A R N D S H S T T F E I U S T S S R E R T
A L W E A A U I N O T R R D T C T T W N T I
R N T E U I S A P E A O T W E E A R E O I C
T U O Y H R K D Y O G N I N R A H O R G Y U
I O T E M R T E Y O F A C W O F H G G B E L
R I P R I L R O H O T I T R N E W E M T A O
I H I A C S D E M C A O S C A B E N A I D S
E S P E R M A T O Z O I D E S A E O A R E S
Dica
ATIVIDADE 3
A diversidade de seres vivos e ambientes no nosso planeta é imensa, mas existem alguns
fatores que podem influenciar os ecossistemas. Pensar e compreender questões como essas é
tão importante quanto conhecer a biodiversidade.
VAMOS PRATICAR!
A) Nos anos 2000, 2005 e 2010, quais mudanças ocorreram nas quantidades de árvores
na mata 1? E na mata 2?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 23
B) Qual das duas matas você considera mais estável, ou seja, a área de mata em que o
número de espécies de árvores não mudou muito? E por qual motivo?
ATIVIDADE 4
INTERAÇÕES ECOLÓGICAS
No mundo natural, nenhum organismo existe em absoluto isolamento e cada um deles inte-
rage com o meio ambiente e outros organismos. As interações de um organismo com seu meio
ambiente são fundamentais para a sobrevivência dele e o funcionamento do ecossistema como
um todo.
Em um ecossistema encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos. Essas
interações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos mantêm entre si. Algumas
dessas interações se caracterizam pelo benefício de ambos os seres vivos ou de apenas um deles.
Como exemplos de interações ecológicas, temos o inquilinismo que é um tipo de associa-
ção em que apenas um dos participantes se beneficia, sem causar qualquer prejuízo ao outro.
Nesse caso, a espécie beneficiada obtém abrigo ou, ainda, suporte no corpo da espécie hos-
pedeira. Outro tipo de interação ecológica é a predação, onde há um predador (organismo que
está caçando) que se alimenta de suas presas (o organismo que é atacado). Já no parasitismo,
um organismo denominado parasita vive dentro ou sobre o corpo do outro organismo, chamado
de hospedeiro, do qual retira alimento para sobreviver.
Existem outras interações ecológicas que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes,
mas também há interações ecológicas que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie, como é
o caso da sociedade das abelhas. Leia mais sobre esse assunto no final dessa atividade.
VAMOS PRATICAR!
wikimedia.org/w/index.
php?curid=9041541
• O
s carrapatos alimentam-se do sangue dos animais, como macacos e capiva-
ras, podendo, ali, completar todo seu ciclo de vida. Também podem transmitir
doenças ao animal picado.
CC BY-SA 4.0, https://commons.
By Rmontemor - Own work,
• A
s bromélias podem crescer sobre o tronco de árvores, que servem de su-
wikimedia.org/w/index.
php?curid=79783365
porte para que recebam luz mais facilmente para a fotossíntese. As árvores
hospedeiras não sofrem nenhuma alteração e podem crescer normalmente.
Por Wolf’s Eye XXX - Trabalho
Uma colônia abriga entre trezentos e mil indivíduos. Na colônia, cada abelha tem
uma função específica. Existe a abelha-rainha, as operárias e os zangões. As operárias
constroem favos maiores para acomodar as larvas quando é época de multiplicação da
colônia ou se uma nova rainha se tornar necessária, além de proteger a colmeia. O zan-
gão também tem a função de proteger a colmeia de outros insetos que possam ameaçá-
-la, além de fecundar a rainha. A abelha-rainha é personagem central da sociedade. Seu
tamanho é quase duas vezes maior do que o das operárias, e suas funções, do ponto de
vista biológico, é a postura de ovos e a manutenção da ordem na colmeia. É a única fêmea
com capacidade de reprodução.
ATIVIDADE 5
VAMOS PRATICAR!
1. Sabemos que nossa idade é contada em anos. Escreva uma lembrança de sua infância,
que você sente saudade, e qual era a sua idade nessa época.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 27
creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-
ta das mais diferentes áreas do conhecimento, como a
em torno do Sol. Durante a translação, o eixo de rotação da Terra mantém um ângulo de apro-
ximadamente 23° com a reta normal ao plano da órbita da Terra. Uma translação completa ao
redor do Sol leva 1 ano sideral e tem uma duração aproximada de 365 dias, 5 horas, 48 minutos
e 48 segundos, a uma velocidade orbital média de 29,78 km/s.
Como não pode haver todos os anos um 366º dia com as cerca de 6 horas que sobram, a
cada quatro anos realiza-se um ajuste no nosso calendário e adiciona-se mais um dia ao ano,
sendo que este ano se denomina bissexto.
Nossa rotina, com diversos compromissos e tomadas de tempo, deve estar muitas vezes orga-
nizada precisamente. Dependendo do ponto de vista e do que iremos fazer, podemos ter a sensação
de esse tempo passar mais rápido ou mais devagar, mas uma coisa é certa, o tempo não para!
A) A medida do dia:
B) A medida do ano:
Medição do Tempo
Para medir o tempo, é necessário um referencial e um evento que se repita com regularida-
de, por exemplo, a rotação da Terra.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 29
O tempo marcado pelo relógio não é universal, mas sim uma construção histórica. Medir o tem-
po significa, em princípio, registrar coincidências. Quando alguém marca um compromisso, digamos
às 9h08min do presente dia, está informando que ela estará no local combinado quando os pontei-
ros grande e pequeno do relógio coincidirem com as marcas relacionadas à esse momento.
A medida de tempo requer, portanto, um aparelho que produza eventos repetitivos e regu-
lares - o relógio.
Nos relógios mecânicos, o oscilador normalmente é constituído por um sistema massa-mola
e, nos relógios elétricos, o oscilador pode ser construído apenas com componentes elétricos,
mas, por questões de precisão, é muito comum que as oscilações deste sejam controladas por
um cristal.
Embora relógios com elevada precisão sejam artefatos encontrados com uma enorme facili-
dade, nas mais variadas formas, modelos e tamanhos nos dias atuais, e às vezes custando pouco,
tal precisão e acessibilidade é algo muito recente na história das sociedades. Na época das gran-
des navegações, há cerca de 500 anos, dispositivos como estes estavam apenas nos sonhos dos
navegadores. Prêmios milionários eram oferecidos para quem conseguisse construir um relógio
com precisão requerida à navegação àquela época, visto que a determinação da longitude quando
em alto mar não era viável por meio da observação das estrelas, a menos que se estivesse de
posse de tal equipamento com precisão razoável. Em suas primeiras versões, a construção de
relógios com incertezas de dezenas de minutos ao dia já implicava em um grande progresso.
Na ausência de relógios artificiais, a humanidade valeu-se, ao longo de sua história, da
regularidade observada em certos fenômenos naturais, com destaque aos astronômicos, esta-
belecendo seus padrões para a determinação e medida do tempo: nestes termos, à rotação da
Terra devemos o intervalo de tempo conhecido por 1 dia, às fases da Lua devemos a definição de
semana - período equivalente
a 7 dias; a lunação serviu de
base para a definição de mês
e à translação da Terra deve-
Imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Montinari_Milano.jpg#/media/
mos o conceito de ano.
As unidades de tempo
mais usuais são o dia, dividido
em horas, e estas em minutos,
e estes em segundos. Os múl-
tiplos do dia são a semana,
o mês, e o ano, e este último
Ficheiro:Montinari_Milano.jpg
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo#-
Medição_do_tempo. Acesso em: 11 jul. 2023.
(Adaptado).
30 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATIVIDADE 6
VAMOS PRATICAR!
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beija_flor_colibri.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pinguim-nadando-
DSC08887.JPG
1. Relacione a maneira como essas aves se locomovem nos ambientes em que estão com
suas dietas.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 31
2. Na sua opinião, quais outras razões esses animais precisam para se locomover pelos am-
bientes, além da busca de alimentos?
Para ampliarmos nossos estudos, observe as imagens a seguir sobre a adaptação das
patas de alguns animais. Note que a forma dessas patas auxilia esses animais a se locomo-
verem no ambiente onde estão e contribuem para sua sobrevivência.
As patas de um elefante são pilares verticais, pois precisam suportar o grande peso do ani-
mal. São praticamente redondas. Embaixo dos ossos das patas dos elefantes existe uma camada
gelatinosa que funciona como uma almofada de ar ou amortecedor.
Por esta razão, um elefante pode ficar de pé por longos períodos de tempo sem se can-
sar. Aliás, elefantes africanos raramente se deitam,
exceto quando estão doentes ou aleijados. Elefantes
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Asian_
no chão. O passo mais acelerado não corresponde à definição habitual de corrida, porque
os elefantes têm sempre pelo menos uma pata apoiada no chão. Andando a passo normal,
um elefante anda a cerca de 3 a 6 km/h, mas pode chegar a 40 km/h em corrida.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elefante. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)
O pato é uma ave que pertence à família Anatidae. Pode ser encontrado tanto em
água doce como salgada e alimenta-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos in-
vertebrados. Seu tamanho, geralmente, é menor que os gansos e cisnes.
Pode-se identificar os machos principalmente pela co-
loração diferente mais vistosa. Algumas espécies de patos
https://commons.wikimedia.org/w/index.
(quer selvagens, quer domesticadas ou criadas em cativei-
ro) são utilizadas pelo homem na alimentação e vestuário
(as penas).
php?curid=1305376
O pato é um dos poucos animais da natureza que anda,
nada e voa com razoável competência. É dotado de perfeito
senso de direção e comunidade, ou seja, de viver em grupos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pato. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)
3. Descreva, com suas palavras, como é a pata de cada animal das imagens anteriores. Na
sua opinião, por que esses animais têm as patas com esses formatos?
4. Que outras formas de locomoção de animais você se lembra? Se necessário, você pode
exemplificar indicando alguma espécie.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 33
ATIVIDADE 7
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bruna_Costa_Alexandre#/media/Ficheiro:Bruna_
World_Championships_-_Oliveira_cropped2.jpg
Alexandre_@_Slovenia_Open_2012.jpg
Ficheiro:Ver%C3%B4nica_Hip%C3%B3lito_Rio2016_cr.jpg
Ficheiro:Petr%C3%BAcio_Ferreira_Rio2016d.jpg
Raíssa Machado,
paratleta de
lançamento de
Petrúcio Ferreira, dardo, recordista
recordista mundial das Américas
nos 100m e líder do ranking
(classe T47). mundial em 2019.
34 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Mais que isso, o esporte pode transformar tanto a vida de uma pessoa com deficiência
que, em pouco tempo de prática, ela pode estar representando o Brasil nos maiores eventos
esportivos do mundo, e isso pode acontecer na escola mesmo, pois existem as Paraolimpíadas
Escolares, que tiveram a sua primeira edição em 2009. Este é o maior evento mundial para
crianças com deficiência em idade escolar e muitos talentos foram descobertos nesse e em
outras competições, como os atletas apresentados neste texto.
Com certeza, esses e tantos outros atletas cuidam muito bem do corpo, com músculos defi-
nidos, ossos fortes e habilidades impressionantes. Vamos conhecer agora a natureza dos ossos
e dos músculos, topa? Como será que eles funcionam e se constituem?
O esqueleto humano é formado pelos ossos e tem como principais funções sustentação do
corpo, locomoção, proteção dos órgãos vitais como o encéfalo, que é protegido pelo crânio, e
os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas e pelo esterno. Os ossos também
armazenam as células sanguíneas e reserva de cálcio.
O esqueleto humano constitui-se de peças ósseas (ao todo 206 ossos no indivíduo adulto)
e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos múscu-
los em conjunto com os tendões.
Os ossos do corpo humano variam de formato e tamanho, sendo o maior deles o fêmur, que
fica na coxa, e o menor o estribo, que fica dentro do ouvido médio.
VAMOS PRATICAR!
2. Exemplifique o nome de alguns ossos do corpo humano que você conhece. Escreva tam-
bém a localização desses ossos no corpo.
• Músculo liso: as fibras são alongadas, sem estriações. Esse tipo de músculo se contrai
independente, da nossa vontade, ou seja, faz movimentos involuntários. Exemplos: os
órgãos internos do corpo humano.
O movimento dos músculos é controlado pelo sistema nervoso. Existem mais de 600 músculos
no corpo humano. O sistema nervoso recebe as informações do corpo e reage de acordo com elas.
Facilmente se percebe que qualquer problema ou alteração existente no corpo afeta o sistema nervoso.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_muscular
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_muscular. Acessos em: 11 jul. 2023. (Adaptado)
36 Conhecer Mais - Estudo Complementar
4. Descreva o que diferencia o tecido muscular liso, estriado esquelético e estriado cardíaco,
presente em nosso corpo.
ATIVIDADE 8
Você já leu ou ouviu falar sobre o termo biodiversidade? “Bio” significa vida e diversidade
significa variedade. Converse com seus colegas de sala e construam juntos uma explicação
sobre o termo biodiversidade. Você poderá produzir um texto ou elaborar uma ilustração sobre
o termo a ser desenvolvido.
VAMOS PRATICAR!
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
A seguir, você obteve as seguintes informações sobre as três principais árvores encontradas:
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 39
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
A) Qual das três áreas você considera a mais diversa em plantas? Por quê?
B) As áreas 1 e 2 apresentam muitas plantas. Qual diferença você identifica entre essas áreas?
2. Observe a imagem a seguir e identifique qual bioma está inserido no estado e na cidade
que você mora e estuda. Registre o nome do bioma no espaço a seguir.
https://br.freepik.com/fotos-gratis/bela-paisagem-de-um-rio-cercado-por-muito-verde-em-uma-floresta_16026988.htm#query=amazonia&position=7&from_view=search
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=32827802
Imagem de wirestock</a> no Freepik/Por Filipefrazao
Fonte: IBGE.
BIOMA:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 41
Ao longo do tempo, a floresta da Mata Atlântica foi sendo degradada e hoje perdemos apro-
ximadamente 87,5% da floresta original. Manter a biodiversidade de biomas é muito importante,
pois todas as espécies de organismos (plantas, animais, fungos e microorganismos) são impor-
tantes para o equilíbrio de ecossistemas, algumas espécies são consideradas “espécies-chave”.
Você deve estar se perguntando o que significa. Calma! Vamos entender melhor? Leia o texto da
revista Ciência Hoje das Crianças.
Fonte: https://chc.org.br/artigo/especie-chave/.
Acesso em: 11 jul. 2023.
A) Relacione as cartas de animais com as cartas das plantas que fazem parte da alimen-
tação desses animais.
B) Na questão “A”, você conseguiu identificar algum padrão? Retome a leitura e identifique
no texto o trecho que trata sobre o conceito de “espécie-chave” e junto com seus(suas)
colegas de turma construam uma explicação deste conceito. Não se esqueçam de cada
um registrar a explicação nas linhas a seguir:
44 Conhecer Mais - Estudo Complementar
D) A palmeira Juçara tem tanto uma importância ecológica para a floresta da Mata Atlântica
como econômica para os seres humanos, pois com os frutos é possível produzir o creme
de “juçaí” e, do caule da palmeira, extrair o palmito. Qual é o problema ambiental relacio-
nado à produção do “juçaí” e do palmito de juçara?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 45
E) O texto “Conheça a Juçara, uma palmeira muito especial da Mata Atlântica” des-
creve que há algumas iniciativas sendo realizadas para impedir a extinção da palmeira
Juçara, inclusive com o uso da tecnologia. Identifique quais são essas iniciativas e re-
gistre-as linhas a seguir:
F) Nas florestas ocorrem processos naturais que contribuem para impedir a extinção de
diversas plantas. A partir das suas respostas nas questões anteriores e do que você leu
no texto, responda: qual é a relação desses animais com as plantas para a conservação
da biodiversidade? Você pode registrar sua resposta por meio de uma ilustração ou pro-
duzir um parágrafo explicando.
46 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Floresta amazônica
[...] A Amazônia é famosa no mundo todo por sua riqueza e di-
versidade de plantas úteis para alimentação, medicina ou outros
usos. Pois essa riqueza, como demonstram pesquisas científicas,
é resultado da ação humana. Nos últimos milênios, os habitantes
da Amazônia selecionaram e favoreceram o desenvolvimento das
espécies de plantas que usavam mais, e, na mata atual, essas es-
pécies se tornaram dominantes. Algumas dessas plantas são bas-
tante famosas, como a palmeira que dá açaí (Euterpe oleracea)
e as árvores que dão a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa) e
o cacau (Theobroma cacao L.). E mais! Em alguns casos, pode-se
dizer que os humanos domesticaram as plantas, o que signifi-
ca que elas foram tão usadas e selecionadas pelas pessoas que
acabaram adquirindo características que as tornaram melhores
para nós – passando a dar frutos maiores e mais suculentos, por
exemplo – como a pupunha.
E tem mais surpresas na floresta amazônica! Por incrível
que pareça, os solos de lá são pouco férteis. Mas, em alguns
pontos da mata, o que se planta dá! Estamos falando dos lo-
cais onde ocorre a chamada “terra preta de índio”. Como o nome
sugere, este solo foi desenvolvido pelos povos originários da
Amazônia. Há milhares de anos, nossos antepassados criaram
a terra preta de índio a partir do acúmulo de matéria orgânica
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 47
B) Retome as respostas “E” e “F” da questão 3 e, após conversar com seus colegas, aponte
a relação dos animais, das plantas, das comunidades tradicionais com a conservação
da biodiversidade.
A) Você teria utilizado uma outra estratégia para reflorestar a área 3? Por quê?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 49
3. Conheça como a Mata Atlântica passou de uma floresta exuberante para uma amostra
de floresta. https://chc.org.br/mata-atlantica-uma-amostra-de-floresta/
1. 2. 3.
(Acessos em: 21 jul. 2023)
50 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATIVIDADE 9
VAMOS PRATICAR!
2. Você sabe dizer quais são as unidades de medida que precisamos conhecer para fazer
essas medições?
3. Ao descer a ladeira, Armandinho podia ver onde queria chegar (perto da calçada). Quais
informações precisamos relacionar antes de estudar o movimento de Armandinho em
sua “canoa”?
Há muito tempo os seres humanos utilizam diferentes formas de medir coisas, objetos, dis-
tâncias, tempo, etc. Cada povo estabeleceu critérios próprios para fazer essas medidas.
Você pode pesquisar algumas dessas unidades de medida históricas e registrar abaixo:
52 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Para resolver essa questão, com o passar dos anos, as unidades foram sendo padroniza-
das e, em 1960, criou-se o Sistema Internacional de Unidades (SI) e atualmente temos:
Comprimento Metro m
Massa Quilograma kg
Tempo Segundo s
Capacidade Litro l
Tempo Segundos s
Temperatura Kelvin K
5. Você sabe quanto mede um campo de futebol? Segundo a Internacional Football Association
Board, um campo de futebol deve medir no mínimo 45 m x 90 m e no máximo 90 m x 120 m.
Agora você será o técnico de um grande time de futebol. Escolha um nome para o seu time:
54 Conhecer Mais - Estudo Complementar
A) Desenhe no quadro um brasão para o seu time. Se quiser, pode desenhar uma camiseta
para os jogadores, use as cores que quiser!
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 55
B) Utilize o campo de futebol a seguir para posicionar os jogadores da forma que você preferir.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
6. Considerando a menor medida possível para um campo de futebol (90 m x 45 m), onde
estarão posicionados os jogadores no início da partida? Observe o exemplo e use o mesmo
sistema para os demais jogadores.
10
11
56 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Cinemática
8. Existem vários tipos de veículos que podem ser utilizados para transportar pessoas e car-
gas. Destaque abaixo os que você conhece.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 57
10. Você sabe dizer a velocidade de pelo menos 5 meios de transporte diferentes? Dê um pal-
pite e anote abaixo.
11. Agora, partindo do seu palpite, organize os meios de transporte do mais lento para o mais
rápido.
O avião é considerado um dos mais seguros meios de transporte. Dificilmente ocorrem acidentes
aéreos, por isso é que, quando acontecem, assustam e se tornam notícia no mundo todo. Mas
você sabe que as aves – isso mesmo! – podem colidir com um avião, fazer estragos na máquina
e até causar sérios acidentes?
Há cerca de 100 mil voos pelo mundo diariamente. No Brasil, já são mais de mais de um milhão de
voos por ano, transportando milhões de passageiros.Esse vai e vem aéreo aumenta as chances
dos acidentes com aves.
O primeiro acidente aéreo registrado em razão do choque com uma ave aconteceu em 1912,
quando o avião pilotado pelo norte-americano Calbraith Rodgers colidiu com uma gaivota e caiu
no sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O piloto morreu. Desde então, as colisões
com aves já foram causa de morte de centenas de pessoas e de destruição de inúmeros aviões.
B) Quanto mais força fazemos ao pedalar, mais rápido os pedais giram fazendo
a bicicleta ________________________. Este é um bom exemplo da
___________________________, ramo da física que estuda o movimento dos objetos.
1. 2.
3. 4.
5. 6.
7. 8.
9. 10.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 59
JOGO: Shisima
É um jogo de estratégia muito popular no Quênia e significa “corpo de água”. As peças
são chamadas imbalavali, que se traduz em “insetos aquáticos”, pois as peças se movem
rapidamente no tabuleiro, como os insetos aquáticos fazem na superfície de um lago.
Objetivo do jogo: Formar uma linha reta com três peças de cada jogador. Quem conseguir
isso primeiro é o vencedor da partida.
Número de jogadores: 2
Regras do jogo:
1. Coloque as peças no tabuleiro, três de cada lado;
2. Um jogador de cada vez mexe uma de suas peças na linha, até o próximo ponto
vazio, seguem alternando-se;
3. Não é permitido saltar por cima de outra peça;
4. Cada jogador tenta colocar as suas três peças em linha reta;
5. O primeiro a colocar as três peças em linha reta ganha o jogo;
6. Se repetir o mesmo movimento três vezes, a partida termina empatada e começa um
novo jogo.
7. Os jogadores alternam a ordem de quem inicia o jogo.
8. Vídeo com explicações de como construir o jogo e jogar: https://youtu.be/rb5u-hVxFXE
Tabuleiro de Shisima
Você pode usar material reciclável para fazer o seu próprio tabuleiro e as peças para jogar.
São muitas possibilidades. Você pode usar cartolina, papel sulfite ou papelão para fazer o
tabuleiro. Basta fazer o desenho usando uma régua, lápis de cor ou canetinha para desenhar
as marcações.
Para as peças, você pode usar tampinha de garrafa, pedras pintadas, massinha de modelar,
prendedores de roupa, basta apenas que sejam de cores diferentes.
ATIVIDADE 10
Você já observou sua sombra projetada na rua ou na calçada, ao longo do dia ou quando o Sol
está a pino, como dizem os mais velhos? O termo Sol a pino se refere ao momento em que o Sol
atinge sua altura angular máxima no céu, chamada também de passagem meridiana. Sua sombra
é sempre a mesma ou você já observou alguma situação que foi diferente?
VAMOS PRATICAR!
1. Está Sol hoje? Que tal ir até a área externa observar a posição do Sol, a sua sombra e pen-
sarmos nessas questões propostas? Para começarmos esta atividade, vamos registrar seus
conhecimentos sobre estas questões no quadro a seguir, desenhando o Sol em diferentes
posições no céu e a sua sombra projetada.
62 Conhecer Mais - Estudo Complementar
2. Agora que você observou, refletiu e registrou, você consegue fazer alguma relação com o
teatro de sombras? Vamos pensar mais um pouco sobre a formação das sombras? Que
tal começarmos uma investigação? Para isso, você utilizará diversas formas geométricas e
uma lanterna. Com esses materiais em mãos, você deverá responder:
HIPÓTESE(S):
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 63
A) Como vocês fizeram para resolver a questão? Utilize as linhas para descrever o que
fizeram e o quadro para desenhar e/ou realizar esquemas relatando o que foi feito.
64 Conhecer Mais - Estudo Complementar
B) Por que conseguimos criar sombras iguais utilizando formas geométricas diferentes?
C) Volte à questão inicial desta atividade sobre sua sombra ao longo do dia. Como sua
sombra é projetada no início da manhã, no início e no final da tarde? O que interfere no
formato desta sombra ao longo do dia? Talvez seja interessante observar sua sombra
ao longo do dia.
L O
S
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 65
ATIVIDADE 11
Ilustração: NUCA
Conta um mito Tupi-Guarani que a onça (xivi,
em guarani) adorava perseguir seus irmãos Sol e Lua.
Quando isso acontecia, uma sombra escondia o Sol ou
a Lua e para os indígenas era sinal de que o fim do mun-
do estava próximo, caso a onça devorasse um dos seus
irmãos. Para impedir que a onça os devore, os indígenas
fazem festa e tentam espantar a onça celeste do Sol e da
Lua nestas ocasiões.
Fonte: Scientific American Brasil, 2020.
Disponível em: https://sciam.com.br/mitos-e-estacoes-no-ceu-tupi-guarani/. Acesso em: 26 nov. 2022. (Adaptado)
Na atividade anterior, você observou que a sombra é produzida por um objeto que é colo-
cado entre a fonte de luz e um aparato. Será que existe alguma relação entre a formação das
sombras e os eclipses?
VAMOS PRATICAR!
1. Agora, você vai utilizar a mesma fonte de luz que representará o Sol e esferas de papel que
representarão a Terra e a Lua. Talvez você precise de materiais para posicionar as esferas
que representarão a Terra e a Lua.
Utilize o quadro e registre em forma de ilustração o posicionamento que você e seu grupo
decidiram colocar cada corpo celeste.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 67
2. Agora, vamos pensar mais um pouco! Primeiro, discuta com os seus(suas) colegas no gru-
po e, depois, com toda a turma e o(a) professor(a):
B) A formação da sombra de um dos corpos celestes (Terra ou Lua) tem alguma relação
com o fenômeno eclipse? Qual é essa relação?
ATIVIDADE 12
Imagine um cenário com lindas praias e uma mata exuberante! Vamos viajar até lá?
Prote%C3%A7%C3%A3o_Ambiental_Ba%C3%ADa_de_Camamu_
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%C3%81rea_de_
Luciano_Rodolfo_de_Moura_Machado_(05).jpg
Este lugar é aqui no Brasil, mais precisamente na Bahia. É uma Área de Proteção
Ambiental conhecida como Baía de Camamu. As praias que compõem esta baía formam pis-
cinas naturais em determinadas épocas do ano, facilitando a visitação e a apreciação dos
recifes de corais e da vida marinha!
Agora, imagine que você e seus colegas estão participando de um reality show, um pro-
grama de telerrealidade na natureza e precisam realizar uma prova no mar. Vocês receberam
um mapa e com ele precisam localizar uma caixa de metal com suprimentos para o grupo pelos
próximos dias. O grupo precisará observar o ambiente e identificar o melhor período do dia
para encontrar a caixa. Como a caixa é de metal, grande e pesada, o grupo precisará trabalhar
em equipe e voltar para a praia caminhando e carregando a caixa. Existe uma regra: não é per-
mitido pegar algo no ambiente, nem construir nada para que possam carregar a caixa.
70 Conhecer Mais - Estudo Complementar
VAMOS PRATICAR!
Mapa da região da Baía de Camamu e localização da Imagem de satélite da Praia de Taipu de Fora com
Praia de Taipu de Fora, onde estão os participantes a localização da caixa de suprimentos.
do programa. Fonte: SME Fonte: SME
Na noite do dia 06/11, o grupo observou o céu estrelado e uma das participantes notou
que a Lua estava quase cheia. Ela comentou que a Lua é o segundo astro mais importante para
os indígenas! Ao observar a Lua, eles notaram que existe um ciclo lunar, isto é: que ela passa
por quatro diferentes fases: nova, crescente, cheia e minguante. E perceberam que, de uma
Lua nova para outra, ou numa lunação, há um espaço de tempo que se repete sempre. Ou seja,
para duas aparições consecutivas da mesma Lua se passam de 29 a 30 dias. Assim, adotaram
esse período como uma importante unidade de tempo: o mês, que, para a maioria das etnias
indígenas, começa logo depois da Lua nova — quando o primeiro filete de Lua surge no céu.
72 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Mas, para os indígenas, as fases da Lua significam ainda mais. A observação constante da
natureza permitiu a eles saber, por exemplo, que na Lua cheia os bichos ficam mais agitados
pelo excesso de luz e, por isso, são presas mais fáceis. Assim, os indígenas aproveitam essa
fase lunar para caçar! Eles perceberam ainda que a Lua regula a vida marinha, embora não
saibam exatamente como. Para eles, Lua cheia é sinônimo de fartura de camarão, da mesma
forma que a Lua crescente ou minguante indica abundância do peixe linguado no mar.
Adaptado da Revista Ciência Hoje das Crianças, 17 out. 2002.
Disponível em: https://chc.org.br/as-fases-da-lua-e-sua-influencia-no-dia-a-dia/
Essas observações feitas pelos indígenas revelam que os animais têm hábitos e regularida-
des de acordo com as dinâmicas da Terra. Você já deve ter observado que existem animais de
hábitos diurnos e outros de hábitos noturnos, não é mesmo?
2. Dê exemplos de animais de hábitos diurnos e noturnos que poderiam ser vistos na praia
pelo grupo de participantes do programa.
3. Qual é a influência da Lua nesta questão? Como o conhecimento das fases da Lua pode
ajudar a resolver o problema?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 73
4. Agora que vocês já levantaram hipóteses e discutiram entre vocês sobre o assunto, analisa-
ram os dados e conhecimentos fornecidos, respondam à questão-problema: qual é o melhor
período do dia para resgatar a caixa? Por quê?
5. Como vocês fizeram para resolver a questão? Registre nas linhas a seguir, o passo a passo
do que foram realizando no processo de investigação e fale sobre o que fizeram com toda
a turma e o(a) professor(a).
74 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Hoje, sabemos por que uma das razões para o sobe e desce das águas dos mares e
oceanos está no movimento da Lua. Na realidade, a Lua é um satélite do nosso planeta, ou
seja, gira em torno dele. Nesse eixo de rotação, certas regiões da Terra se aproximam mais
da Lua do que outras. Onde isso acontece, a força de atração que a Lua exerce sobre a Terra
se intensifica. É como se ela puxasse o planeta para mais perto de si nessas regiões. Ao pu-
xar, ela desloca as águas dos mares e oceanos, provocando as marés! É claro que a ação do
Sol, a rotação da Terra, as correntes marinhas e até o vento contribuem para o sobe e desce
das águas. Mas voltemos ao conhecimento dos índios: afinal, eles querem mesmo saber o
melhor momento para pescar e não se preocupam com a explicação científica das marés!
Como vimos, o conhecimento dos indígenas é fruto de uma atenta observação da natu-
reza. Os cientistas chamam esse método de conhecimento empírico — ou aquele que é de-
duzido a partir da repetição constante de certos fenômenos. Por muito tempo, os indígenas
notaram que no período de Lua nova há menos mosquitos, por exemplo. Logo, deduziram
que esses insetos agem pouco nessa fase lunar. Isso é um conhecimento empírico! Então cada
criança indígena aprende a caçar, a pescar, a marcar o tempo e a se encontrar no espaço por
meio da observação da natureza, certo? Errado! Eles levariam a vida inteira para aprender
tudo isso sozinhos! Além do mais, vivem em tribos e lá compartilham o saber com os demais.
Será que você sabe dizer como o saber dos índios é passado de geração a geração?
ATIVIDADE 13
MUDANÇAS NO AMBIENTE
Todo ano é sempre igual?
Todo ano é sempre igual. De outubro a abril acontece o período de chuvas no Cerrado.
Chove tanto que podem até surgir lagoas temporárias. Já em maio inicia-se o período de
estiagem que vai até setembro. São meses de seca, onde o risco de incêndio por causas natu-
rais é grande, devido ao aumento de temperatura e baixa umidade. Neste período, o risco de
incêndios acidentais e criminosos também é muito alto. Você já se perguntou por que estas
regularidades acontecem com o clima e o que influencia nestes padrões cíclicos?
Imagens: Thioni Di Siervi (professora SME)
VAMOS PRATICAR!
Você pensou nas estações do ano? Sabe porque elas existem? Muita gente pensa que as
estações do ano são resultado da distância que existe entre a Terra e o Sol. Assim, a Terra
estaria mais perto do Sol durante o verão e mais afastada durante o inverno. Mas isso não
é verdade, pois a órbita da Terra é praticamente circular, ou seja, não há aumento ou dimi-
nuição significativa da distância entre o planeta e o Sol. Porém, esse pensamento vale para
as estações de outros planetas, pois as órbitas de Marte e Mercúrio, por exemplo, não são
circulares como a da Terra. Nesse caso, as estações são influenciadas pela inclinação dos
polos e pelo aumento ou diminuição da distância do Sol.
O Cerrado, como todo bioma, sofre influência das estações do ano, porém “dentro destas
4 estações” os cientistas observaram duas flutuações climáticas muito marcantes para este bio-
ma. O período de chuva e seca. Outros biomas também têm suas peculiaridades e, além disso,
nem sempre as estações são todas iguais. Elas sofrem influência de outros fenômenos como o
El niño e a El niña, das mudanças climáticas e de flutuações naturais. Você já deve ter observa-
do que, em anos anteriores, fez menos calor no verão do que você estava habituado ou menos
frio no inverno, por exemplo.
2. Por falar nisso, como é o clima no sudeste? Descreva e faça desenhos de como o ambiente
fica, a média de temperatura e a quantidade de chuvas em cada estação do ano. Você pode
conversar com seus colegas sobre estes dados e fazer pesquisas para estimar as médias
de temperatura e pluviosidade no sudeste.
Primavera Verão
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 77
Outono Inverno
3. Pensando nas mudanças sazonais no clima do Cerrado, e nas mudanças que você conhece
no sudeste, crie modelos que expliquem como as estações do ano ocorrem no nosso pla-
neta, utilizando uma fonte de luz (uma lanterna) que representará o Sol e uma esfera que
representará a Terra.
78 Conhecer Mais - Estudo Complementar
A) Descreva o que você e seu grupo pensaram e como elaboraram um modelo que expli-
casse a ocorrência das estações do ano.
A) O que acontece com a duração do dia e da noite nas estações do verão e inverno?
B) O que você pode observar em relação à duração do dia em São Paulo e em Belém? Por
que será que existe esta diferença nos horários nestes dois locais?
C) Agora é hora de conversar com toda a turma e com o(a) professor(a) e apresentar os
modelos explicativos sobre as estações do ano e as demais investigações que fize-
ram. A qual conclusão a turma chegou com relação à ocorrência das estações do ano?
Registre em forma de texto e desenho.
80 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATIVIDADE 14
Desde o início do século XXI, o termo Mudanças Climáticas tem sido amplamen-
te utilizado e se refere às mudanças que acontecem em nosso planeta, que causam, a
longo prazo, alterações no clima mundial, incluindo a temperatura, intensidade das
chuvas e eventos climáticos como os furacões.
Porém, essa não é a primeira vez que a Terra passa por uma mudança climática. Se
olharmos para a história da Terra, perceberemos que houve diversos momentos em que o
planeta estava mais frio ou mais quente. O último período em que boa parte da superfície
terrestre esteve coberta por gelo, que podemos chamar de Era do gelo, data de cerca de
7000 anos atrás. A temperatura é um dos fatores que influencia nas mudanças climáticas
e, desde então, a temperatura média da Terra tem aumentado, chegando a valores preocu-
pantes nas últimas décadas.
VAMOS PRATICAR!
1. Em sua opinião, o que tem provocado as mudanças climáticas nos últimos anos?
82 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Podemos dizer que o clima da Terra passou por diversos momentos de aquecimento e res-
friamento ao longo de sua história geológica. Essas mudanças climáticas, em parte, são atribu-
ídas a variações muito pequenas na órbita terrestre, que alteram a quantidade de energia solar
recebida pelo planeta. Atualmente, vivemos em um período de aquecimento global, que é uma
das formas de mudanças climáticas.
Para entendermos o aquecimento global, é importante entender um processo que ocorre
naturalmente no planeta Terra: o EFEITO ESTUFA.
2. Para você, o que é efeito estufa? O que é necessário para que ele aconteça?
3. Observe o esquema abaixo que representa como o efeito estufa acontece na superfície terrestre:
Como você explicaria esse esquema? Qual seria a legenda dessa imagem?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 83
O Efeito Estufa
O efeito estufa é um fenômeno natural e possibilita a vida na Terra. A presença de
alguns gases – como o gás carbônico (CO2), o metano (CH4), o vapor d’água (H2O), o óxido
nitroso (NO2) e o ozônio (O3) – permite que a temperatura média da superfície do planeta
chegue a 14°C. Sem o efeito estufa, a temperatura seria muito baixa, da ordem de 18°C
negativos e as formas de vida seriam bem diferentes do
que vemos hoje.
Você pode observar, no esquema anterior, que par-
te da energia solar que chega ao planeta é refletida di-
retamente de volta ao espaço e parte é absorvida pelos
oceanos e pela superfície da Terra, promovendo o seu
aquecimento. Uma parcela desse calor da superfície é
Imagem: Pixabay
irradiada de volta ao espaço, mas acaba sendo bloquea-
da pela presença de gases de efeito estufa que, apesar de
deixarem passar a energia vinda do Sol, são opacos à ra-
diação terrestre, fazendo com que esse calor permaneça
na superfície e mantenha a Terra aquecida.
Quando esse sistema encontra-se em equilíbrio, o
clima se mantém praticamente inalterado, no entanto,
as ações humanas têm intensificado a emissão dos gases
do efeito estufa, o que altera esse equilíbrio.
Imagem: Pixabay
As emissões de gases de efeito estufa ocorrem pra-
ticamente em todas as atividades humanas e setores da
economia: na agricultura, por meio da preparação da
terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecu-
ária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela
fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso
de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural; no
tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo
é tratado e disposto; nas florestas, pelo desmatamento e
Imagem: Pixabay
4. O aumento da emissão de gases do efeito estufa faz com que uma maior quantidade de
calor seja retida na superfície terrestre, causando a elevação da temperatura. Além disso,
quais outras consequências já são percebidas no meio ambiente?
5. Diante das principais causas que intensificam o efeito estufa, como você, sua comunidade
e os governantes podem colaborar com a redução na emissão dos gases do efeito estufa?
Vamos conhecer mais sobre as Mudanças Climáticas? Aqui, você pode acessar notícias
atuais que apresentam algumas consequências no clima, a partir das ações antrópicas.
ATIVIDADE 15
VAMOS PRATICAR!
1. Se a vida na Terra precisa da luz solar para existir, qual seria a função da camada de ozônio?
86 Conhecer Mais - Estudo Complementar
A Camada de Ozônio
O ozônio (O3) é um dos gases que compõe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas
se concentram entre 20 e 35 km de altitude (estratosfera), região denominada Camada de
Ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do
tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos.
O ozônio tem propriedades diferentes na atmosfera, devido à altitude em que se encon-
tra: na região estratosférica, 90% da radiação ultravioleta do tipo B é absorvida pelo ozônio,
enquanto que, ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a sua propriedade de proteção
e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfí-
cie, junto com o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o
óxido nitroso (N2O).
Nos seres humanos, a exposição à radiação UV-B está as-
sociada aos riscos de danos à visão, ao envelhecimento preco- *O fitoplâncton pode
ser definido como um
ce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimen-
conjunto de micro-organismos
to do câncer de pele. Os outros animais também sofrem as fotossintetizantes que
consequências do aumento da radiação. Os raios ultravioletas vivem flutuando na
prejudicam os estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, superfície das águas.
camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas e re- Referência: Brasil Escola
duz a produtividade do fitoplâncton*, base da cadeia alimentar
aquática, provocando desequilíbrios ambientais.
O ozônio é naturalmente destruído na estratosfera superior pela radiação ultravioleta do
Sol. No entanto, o processo de recombinação para formar o ozônio ocorre novamente de forma
equilibrada e natural, numa constante “decomposição” e “composição” do Ozônio (O3).
Apesar da sua importância, a camada de ozônio começou a sofrer com os efeitos da
poluição crescente provocada pela industrialização mundial. Dentre as substâncias nocivas à
camada de ozônio, destacamos Clorofluorcarbono – CFC. Quando essas substâncias são libe-
radas no meio ambiente, deslocam-se atmosfera acima, degradando a camada de ozônio.
Imagem: NASA
Disponível em: https://www.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio/a-camada-de-ozonio. Acesso em: 8 jun. 2020.(Adaptado).
4. Após a leitura do texto e pesquisas, escreva no quadro possíveis consequências com rela-
ção ao buraco na camada de ozônio para:
Planeta Terra
90 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Seres vivos
Vamos viajar pelas camadas atmosféricas? Acesse o link da plataforma e viaje pela
troposfera até a ionosfera. (Esse recurso contou com a consultoria da Professora
Christine Laure Marie Bourotte da USP)”.
https://apps.univesp.br/camadas-atmosfericas/ Acesso em: 11 jul. 2023.
ATIVIDADE 16
VAMOS PRATICAR!
1. Todas as pessoas da sua casa costumam apreciar os mesmos tipos de música? Caso a
resposta seja não, o que geralmente gostam?
Além das músicas, vamos investigar outros sons que podemos apreciar perto ou dentro das
92 Conhecer Mais - Estudo Complementar
nossas casas (residências). Converse com seus familiares e combine um horário que seja bom
para realizar a atividade a seguir:
2. Escolha um lugar na sua casa e, durante um intervalo de tempo, se possível, de olhos fechados,
perceba os sons mais comuns perto da sua casa. Registre as suas percepções audíveis.
3. Nessa atividade, podemos perceber que existem diferentes sons no nosso entorno e aca-
bamos, muitas vezes, não percebendo por causa de nossa desatenção. Como você acredita
que conseguimos captar os sons?
4. Elabore uma hipótese explicando como você acredita que acontece a percepção do som
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 93
Anatomia da Orelha
94 Conhecer Mais - Estudo Complementar
O sistema auditivo humano é constituído por três regiões: orelha externa, orelha média e
orelha interna. O som percorre essas três regiões, sendo primeiramente captado pelo pavilhão
auditivo, que é o que chamamos de orelha. Seu formato possibilita a entrada das ondas sono-
ras no canal auditivo, terminando no tímpano, uma membrana que vibra quando atingida pelo
som. Tanto o pavilhão auditivo quanto o canal auditivo fazem parte da orelha externa.
A orelha média é formada por três ossículos denominados martelo, bigorna e estribo,
que recebem as vibrações dos tímpanos, levando-as até a orelha interna ou labirinto. Este é
formado pela cóclea, uma estrutura em forma de caracol cheia de líquido. Quando as vibra-
ções chegam à cóclea, provocam movimentações no líquido que ela contém, gerando sinais
elétricos que percorrem o nervo auditivo até chegar ao cérebro, onde serão interpretados
como sons.
Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/audi%C3%A7%- C3%A3o/483285. Acesso em: 6 jun. 2020. (Adaptado)
5. O texto trouxe a explicação de como acontece a captação do som no nosso organismo. Mas
como esse som chega até o nosso aparelho auditivo? Registre aqui sua hipótese.
6. Observe a imagem e elabore uma possível explicação para a forma de propagação do som
no ambiente.
Para que um som seja produzido e ouvido, três coisas precisam acontecer. Primeiro, um
objeto vibra, isto é, faz movimentos pequenos e rápidos para a frente e para trás. Por exem-
plo, quando um músico toca as cordas de um violão, elas vibram. A vibração move o ar em
volta e produz ondas sonoras.
Em segundo lugar, as ondas sonoras passam por um meio transmissor, que pode ser
qualquer matéria através da qual as ondas viajam. As ondas sonoras podem viajar através de
vários meios transmissores. Entre eles estão o ar, a água e objetos sólidos. As ondas sonoras
passam pelos meios transmissores em todas as direções.
Em terceiro lugar, algum tipo de receptor, como a orelha de uma pessoa, capta as ondas
sonoras. A orelha transforma essas ondas em sinais que viajam até o cérebro. O cérebro en-
tende esses sinais como sons.
Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/som/482543. Acesso em: 6 jun. 2020.
ATIVIDADE 17
VAMOS PRATICAR!
1. Você já ouviu falar que existem algumas doenças que só “pegamos” uma vez, como cata-
pora, sarampo ou caxumba e, às vezes, nem “pegamos”? Já assistiu nos noticiários repor-
tagens informando que, depois de pegar o novo coronavírus, a pessoa fica protegida? Por
que você acha que isso acontece?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 97
Existem dois tipos de respostas imunes: a inata e a adquirida. Quando falamos em imu-
nidade inata, natural ou não específica, estamos nos referindo àquela defesa natural do orga-
nismo, com a qual já nascemos, e que vai tentar bloquear a entrada de corpos estranhos ao
nosso organismo. Podemos considerar que a pele, a tosse, o espirro, as mucosas do corpo, a
acidez do estômago, por exemplo, fazem parte dessa primeira linha de defesa.
A imunidade adquirida, adaptativa ou específica é ativada quando nosso corpo en-
tra em contato com o antígeno, substâncias encontradas nos envoltórios dos vírus ou nas
membranas das bactérias, fungos e outros organismos patogênicos. Estas substâncias que
podem ser proteínas ou açúcares (polissacarídeos) desencadeiam a produção de um anticor-
po específico a ela.
O contato com esse antígeno pode ser natural, como os vírus que estão no ar ou as
bactérias nos alimentos, ou pode ser induzido, como acontece quando somos vacinados. Ao
entrar em contato com o antígeno, algumas células do organismo, os linfócitos, reconhecem
esse corpo estranho e se encarregam de eliminá-lo, por meio da produção de anticorpos,
substâncias específicas que reconhecem cada antígeno e fazem com que eles sejam neutra-
lizados ou eliminados.
2. Considerando a imunidade inata, como nosso organismo pode agir para que não seja con-
taminado pelo vírus da gripe?
Pixabay
a eliminação do antígeno. A pele é uma das barreiras naturais contra a en-
Por outro lado, o sistema imunológico, duran- trada de microrganismos em nosso corpo.
te o processo de resposta a um patógeno, forma cé-
lulas de memória. São essas células que garantem uma resposta imune rápida caso o mesmo
antígeno entre em contato com o organismo novamente.
5. Por que temos febre? Pesquise sobre a relação que a febre tem com a resposta imunológica.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 99
6. Considerando o que você estudou ao longo da atividade, vamos pensar sobre o novo co-
ronavírus, causador da COVID-19. Por que nosso organismo não consegue se defender
rapidamente desse vírus?
O que é o coronavírus?
Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que
causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.
Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a modera-
das, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns coronavírus podem causar doen-
ças graves com impacto em termos de saúde pública, como já verificado com a Síndrome
Respiratória Aguda Grave – SARS, identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente
Médio – MERS, identificada em 2012.
A doença provocada pelo novo coronavírus chama-se COVID-19, sigla em inglês para
coronavirus disease 2019 (doença por coronavírus 2019, em tradução livre).
Os primeiros casos foram registrados inicialmente na China, no final de 2019.
Quais os sintomas do coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratórios, semelhantes aos de um
resfriado comum. Podem também causar infecção do trato respiratório inferior, como as
pneumonias.
Os principais sintomas são:
• Febre • Tosse • Coriza • Dificuldade para respirar
• Gotículas de saliva;
• Espirro;
• Tosse;
• Catarro;
• Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão com pessoa infectada;
http://saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/destaques/
perguntas-e-respostas-tire-suas-duvidas-sobre-o-novo-coronavirus. Acesso
em 12 jul. 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 101
7. A tira de Armandinho, produzida por Alexandre Beck, estabelece uma relação com a situ-
ação vivenciada pela população de grande parte do mundo e, inclusive, do Estado de São
Paulo, em função do novo coronavírus. Qual mensagem essa tira nos transmite? Por que é
necessário que isso aconteça?
102 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Para conhecer mais informações sobre essa doença, assista aos vídeos sugeridos a se-
guir, sobre como se proteger do coronavírus:
ATIVIDADE 18
A IMPORTÂNCIA DA VACINA
Leia a seguir o trecho de uma reportagem escrita no ano de 2020. Neste período, cientistas
de diversos países se dedicaram para o desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19.
O mundo inteiro está em uma corrida contra o tempo para produzir uma vacina eficaz contra
o novo coronavírus. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), até o momento estão
ocorrendo, pelo menos, 54 pesquisas de vacinas no mundo todo, inclusive no Brasil.
Isso não significa que teremos uma solução tão cedo. O processo de criação de uma
vacina é demorado. Além de desenvolver o composto da vacina, é preciso fazer testes de
laboratório em humanos e esperar de dois a três meses para descobrir se os voluntários de-
senvolveram algum efeito colateral indesejável. Pular ou acelerar alguma dessas etapas pode
colocar a população em risco.
Segundo Jarbas Barbosa, diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde
(Opas), a primeira vacina contra a COVID-19 vai demorar de um ano a 18 meses para apa-
recer, mesmo no melhor cenário possível. Ou seja, provavelmente, o surto atual já estará
controlado, mas vai ser útil para evitar que a doença se espalhe novamente no futuro.
Adaptado de https://www.jornaljoca.com.br/como-esta-o-desenvolvimento-de-uma-vacina-contra-a-covid-19-2/
Acesso em 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 103
VAMOS PRATICAR!
Talvez você esteja se perguntando: por que não existem vacinas contra
todos os tipos de vírus e bactérias? Essa é uma dúvida comum, já que as vaci-
nas contribuem, e muito, para que a população fique protegida contra uma
série de doenças. O texto “Desafios a serem superados”, produzido pela
FioJovem, uma página da Fiocruz destinada aos jovens, pode contribuir para
entendermos os motivos que impedem a produção de vacinas contra qual-
quer vírus ou bactéria.
Desafios a serem superados. Disponível em: https://www.fiojovem.fiocruz.br/desafios-a-serem-superados.
Acesso em: 17 maio 2023.
ATIVIDADE 19
DIABETES
VAMOS PRATICAR!
1. Você já ouviu falar em Diabetes? Conhece alguém que tenha? Que informações você tem
sobre este assunto?
106 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Diabetes
Duas doenças diferentes são chamadas de diabetes. O diabetes melito ocorre quando
há excesso de glicose no sangue. Glicose é um açúcar que o corpo extrai de alimentos e usa
para ter energia. O diabetes insípido é uma doença rara que afeta os rins.
Há dois tipos principais de diabetes melito:
No TIPO 1, o corpo deixa de produzir insulina ou não a produz em quantidade suficien-
te. Insulina é um hormônio, ou substância química, que normalmente controla o nível de
glicose no sangue. Esse tipo de diabetes ocorre com frequência em crianças e adolescentes.
No TIPO 2, o corpo produz insulina, mas não consegue usá-la adequadamente. Em ge-
ral, ocorre em adultos e é o tipo mais comum de diabetes.
O diabetes insípido é ligado a um hormônio chamado vasopressina. Quando o corpo
não produz vasopressina ou não consegue usá-la, os rins produzem urina em excesso.
O diabetes melito e o diabetes insípido têm sintomas semelhantes. Quem tem qualquer
uma das duas doenças sente muita sede e urina muito. A perda de água através da urina
pode ressecar a pele e causar cansaço. Caso não seja tratado, o diabetes melito pode provo-
car doença cardíaca, problemas renais, cegueira e gangrena, levando à amputação dos pés
ou das pernas, e morte. Se não for tratado, o diabetes insípido pode causar baixa pressão
arterial e estado de choque.
A medicina desconhece a causa exata do diabetes melito. Aparentemente, pessoas
sedentárias, que pouco se movimentam, não fazem exercícios, e com sobrepeso têm risco
maior de desenvolver a doença. O diabetes insípido pode ser causado por dano cerebral ou
renal e certas drogas.
Pessoas com diabetes melito do tipo I têm de tomar doses diárias de insulina. Em geral, é
possível controlar a doença do tipo II com uma dieta saudável, perda de peso e, se necessário,
com medicamentos. O diabetes insípido também é tratado com medicamentos.
1. Após a leitura do texto, podemos afirmar que existe relação entre o consumo de alimentos
e o diabetes? Explique, caso necessário retome a leitura do texto com mais atenção.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 107
2. Considerando a diabetes melito, que atitudes no dia a dia podemos ter para evitar o excesso
de glicose no sangue?
Grande parte da comunidade médica concorda que diabetes tipo 2 nos adultos, o que
corresponde a 90% dos casos no mundo, possui diversas causas que acabam gerando a do-
ença. A vida sedentária, a tendência genética e, principalmente, o ganho de peso são os
principais motivos.
As calorias ingeridas acabam gerando o excesso de peso, dessa forma, se a pessoa come
muitos alimentos com glicose isso pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em ex-
cesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente
tem risco de desenvolver a doença.
Em síntese: não é o fato de comer especificamente glicose que causa Diabetes, mas
sim o fato de comer em excesso qualquer alimento que acabe fazendo com que o peso
da pessoa aumente.
E, além do excesso de peso, é preciso juntar outros fatores, como sedentarismo e histó-
ria familiar para, daí sim, ter maior risco de desenvolver Diabetes. Para evitar, comece comba-
tendo o sedentarismo e equilibrando a sua dieta com alimentos saudáveis!
Disponível em: https://andressaendocrinologista.com.br/12100-mito-comer-acucar-em-excesso-causa-diabetes/ Acesso em:
17 maio 2023.(Adaptado).
108 Conhecer Mais - Estudo Complementar
3. Que tal fazer uma campanha, na sua casa, para contar sobre o perigo de desenvolver
diabetes melito tipo 2? Para tanto, vamos iniciar com o planejamento, seguido de uma
apresentação.
• Apresentação: nessa segunda etapa, você vai agendar o melhor horário para apre-
sentar sua campanha para a família. Coloque um lembrete em um lugar em que todos
possam ver!
• Finalização: essa etapa é fundamental para que você possa fazer uma reflexão so-
bre sua estratégia de trabalho. Nesse caso, elabore um relato sobre o processo de
planejamento (criação) e apresentação (ação).
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 109
110 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATIVIDADE 20
AS LEIS DO MOVIMENTO
5. Considerando o que você aprendeu com a pesquisa sobre a INÉRCIA e a PRIMEIRA LEI
DE NEWTON, identifique situações em que a inércia está presente no seu dia a dia. Use o
espaço a seguir para escrever ou desenhar.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 113
Infância e formação
Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, uma pequena al-
deia da Inglaterra, no dia 4 de janeiro de 1643. Nasceu
prematuro e logo ficou órfão de pai. Com dois anos,
Pixabay
quando sua mãe voltou a casar, Isaac foi morar com sua
avó.
Desde cedo, manifestava interesse por atividades manuais. Ainda criança, fez um moinho de vento,
que funcionava, e um quadrante solar de pedra, que se acha hoje na Sociedade Real de Londres.
Com 14 anos, foi levado de volta para a casa de sua mãe, cujo marido acabara de falecer, para
ajudar no trabalho da lavoura. Em vez de se dedicar aos seus afazeres, passa o tempo imerso
na leitura.
Com 18 anos, foi aceito no Trinity College, da Universidade de Cambridge. Passou quatro anos
em Cambridge e recebeu seu grau de Bacharel em Artes, em 1665.
Isaac Newton estabeleceu três “leis do movimento”, ou “Leis de Newton”:
• A primeira lei diz que “um corpo em repouso permanece em repouso se não é forçado a
mudar, um corpo que se move continuará a mover-se com a mesma velocidade e no mesmo
sentido, se não for forçado a mudar”.
• A segunda lei mostra que “a quantidade de força pode ser medida por uma proporção de
mudança observada no movimento”. Essa proporção é o que se chama de aceleração e
refere-se à rapidez do aumento ou da diminuição da velocidade.
• A terceira lei diz que “toda ação causa uma reação, e que a ação e a reação são iguais e opostas”.
Últimos anos
Isaac Newton Passou o resto de sua vida científica ampliando suas descobertas. Dedicou-se à
pesquisa dos raios luminosos. Chegou à conclusão que a luz é o resultado do veloz movimento
de uma infinidade de minúsculas partículas emitidas por um corpo luminoso.
Ao mesmo tempo, descobriu que a luz branca resulta da mistura das sete cores básicas. Inventou
um novo sistema matemático de cálculo infinitesimal, aperfeiçoou a fabricação de espelhos e
lentes, fabricou o primeiro telescópio refletor.
Disponível em: https://www.ebiografia.com/isaac_newton/ (Adaptado). Acesso em: 11 jul. 2023.
114 Conhecer Mais - Estudo Complementar
6. Se um veículo estiver em movimento e uma pessoa tentar sair dele sem que esteja comple-
tamente parado, o que acontecerá com ela?
8. Agora que você já sabe qual é o princípio fundamental da inércia, explique a importância do
uso do cinto de segurança nos veículos.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
9. Pode parecer complicado, mas se pararmos para pensar um pouco em como acontece
o movimento de aceleração, por exemplo, chegaremos à seguinte conclusão: para que a
velocidade aumente, precisamos aumentar a força. Da mesma forma, para a velocidade di-
minuir é necessário diminuir a força. Esse é o Princípio Fundamental da Dinâmica, também
conhecido como 2ª lei de Newton. Dê um exemplo de aceleração (aumento da velocidade)
e desaceleração (diminuição da velocidade):
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
116 Conhecer Mais - Estudo Complementar
11. Refletindo mais um pouco, chegamos à conclusão de que “toda ação causa uma reação,
e que a ação e a reação são iguais e opostas”, ou seja, se você empurrar um armário, o
armário exercerá uma força oposta sobre você, para que ele se mova é necessário romper
a barreira dessa força contrária. A esse conceito damos o nome de Princípio da Ação e
Reação, conhecido como 3ª lei de Newton.
Pesquise sobre isso e dê 2 exemplos do Princípio da Ação e Reação. Para registrar, faça
um desenho ou escreva no espaço abaixo:
EXEMPLO 1:
EXEMPLO 2:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 117
13. Temos um mapa mental com alguns termos desenvolvidos durante as aulas.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
118 Conhecer Mais - Estudo Complementar
O desafio é criar o seu próprio mapa mental! Use o espaço abaixo para fazer um esboço,
depois use a criatividade e faça uma versão ampliada usando papel sulfite ou cartolina.
B) A segunda lei “mostra que a quantidade de força pode ser medida por uma proporção
de mudança observada no _________________________”. Essa proporção é o que se
chama de ____________________________ e refere-se à rapidez do aumento ou da
diminuição da velocidade.
C) A terceira lei diz que “toda ação causa uma _______________________ , e que a ação
e a reação são iguais e ______________________ ”.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 119
15. Cruzadinha
1
4 5
10 C I N E M Á T I C A
HORIZONTAIS: VERTICAL:
Jogo da onça
Apesar de não fazer parte dos Jogos dos Povos Indígenas, o jogo da onça ou adugo (onça, na
língua dos Bororo) é um jogo de tabuleiro de origem indígena brasileiro jogado no chão, com o
tabuleiro traçado na areia e usando-se pedras como peças: uma peça representa a onça e 14
outras (iguais entre si) representam os cachorros. Trata-se de um jogo de estratégia para dois
jogadores, em que um deles atua como onça, com o objetivo de capturar as peças do adver-
sário. A captura é feita como no jogo de damas. O jogador que atua com os cachorros tem o
objetivo de encurralar a onça e deixá-la sem possibilidade de movimentação.
ATIVIDADE 21
Vai me dizer que você nunca passou por essa situação nas suas férias de verão? Você está
se divertindo em um parque, na praia, no clube ou até mesmo na sua rua e, de repente, geral-
mente no fim da tarde… Chuá! Começa a cair uma chuva enorme!
Ao contrário, nas férias de inverno no meio do ano, dificilmente chove. Os dias são mais
curtos e, por consequência, as noites “maiores”. Mas por que será?
Discuta com seus colegas de sala e professor(a) as possíveis hipóteses para esse fenômeno!
122 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATENÇÃO:
Para ajudar a pensar sobre esse fenômeno, vamos relembrar alguns conceitos importantes.
Junto com os(as) colegas, discuta as informações a seguir:
• O Sol emite energia em forma de radiação que, ao chegar em nossa atmosfera, é con-
vertida em calor, que aquece o ar, corpos d’água e os continentes.
• A energia solar não é distribuída igualmente sobre a Terra. Esta distribuição desigual
é responsável pelas correntes oceânicas e pelos ventos que, transportando calor dos
trópicos para os polos, procuram atingir um balanço de energia.
Somando essa característica junto com a órbita que a Terra faz em torno do Sol - movimento
denominado translação -, temos que, em um dado momento desse ciclo, um dos hemisférios es-
tará mais exposto em direção do Sol e, por consequência, o outro menos (dá-se o nome desse
evento de solstício), caracterizando períodos climáticos mais quentes e frios no ano (verão ou
inverno). Tal característica se inverte na metade do ciclo de movimentação; em dois momentos
da translação terrestre, ambos os hemisférios recebem igual quantidade de raios solares. Esse
fenômeno é chamado equinócio. Observe a imagem a seguir para identificar esses fenômenos:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:North_season.jpg (Adaptado)
Representação fora de escala do movimento de translação da Terra, sua inclinação e a sua exposição solar no
decorrer do ciclo. A seta vermelha indica o movimento em torno do Sol. A Terra apresenta a Linha do Equador
representada em tracejado laranja. O eixo inclinado da Terra e o padrão de rotação estão indicados em lilás.
O Brasil apresenta a maior parte do seu território no Hemisfério Sul. Apenas os estados
de Roraima, Pará, Amapá e do Amazonas apresentam áreas localizadas no Hemisfério Norte,
cortados pela linha do Equador.
Outra curiosidade: pelo norte da Cidade de São Paulo passa o Trópico de Capricórnio!
124 Conhecer Mais - Estudo Complementar
VAMOS PRATICAR!
A partir das imagens apresentadas, do que estudou e da ajuda da sua professora ou profes-
sor, ajude a completar as conclusões a seguir. Utilize as palavras entre parênteses!
Essa incidência maior de raios solares sobre regiões da Terra levam a um maior ou menor
aquecimento das áreas do planeta, como visto, gerando zonas climáticas e as estações do ano!
Representação da distribuição média dos climas zonais no globo, ressaltando equinócios e solstícios nos
hemisférios em um movimento aparente que o Sol faz graças a inclinação da Terra na translação.
126 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Entre os trópicos, região que recebe maior intensidade solar, as águas são aquecidas
e evaporam em maior quantidade se comparadas às regiões polares. Essa variação de tem-
peratura faz com que as águas oceânicas se movimentem e produzam o que chamamos de
correntes marítimas.
Quanto mais quente a corrente, maior energia carrega, evaporando mais água e produzin-
do mais chuva por consequência. Correntes frias, pelo contrário, não produzem tanta umidade
na atmosfera.
Esse fator nos ajuda a explicar a existência de alguns desertos no planeta (onde chove
pouco) e regiões de florestas úmidas (onde chove muito).
A seguir, você encontra um trecho do artigo da revista Ciência Hoje das Crianças adaptada,
que nos ajuda a entender melhor como as correntes oceânicas interferem no nosso clima.
Quase toda a água do planeta está no oceano. Se dividíssemos a Terra em quatro par-
tes, três seriam de água salgada. São quatrilhões de litros (muita água mesmo!) se moven-
do pelo planeta. E você sabe como tanta água se move?
Pelas correntes marinhas! Estas correntes podem ser comparadas a esteiras de água
quente e fria, que circulam em várias direções e em diferentes profundidades. Se você as-
sistiu a Procurando Nemo, deve lembrar que o Marlin (o pai do Nemo) e a Dory (a amiga
esquecida) pegaram uma carona na Corrente Leste Australiana (CLA) com as tartarugas
marinhas. Correntes quentes, como a CLA, levam o calor das zonas quentes para as frias,
regulando a temperatura e distribuindo umidade e chuvas.
Sabe o que acontece na região do Equador, a linha imaginária que divide a Terra nos
hemisférios sul e norte? A água do oceano evapora e forma colunas de nuvens bem concen-
tradas. Estas nuvens são empurradas por ventos, fazendo chover nas florestas tropicais,
como a Floresta Amazônica.
Já ouviu dizer que se o oceano muda, o clima muda? Pois é verdade! Quando as águas
do oceano Pacífico aquecem acima da média, alteram o equilíbrio de calor e chuvas do
mundo – é um fenômeno chamado El Niño. Aqui no Brasil, o El Niño provoca seca nas regi-
ões Norte e Nordeste e enchentes no Sul [...].
Muita gente fala que o clima da Terra ficou maluco. Mas parece que quem enlouque-
ceu foi a humanidade, poluindo o solo, o ar e o mar. Precisamos pensar em como reduzir
os danos causados ao planeta e estarmos atentos ao oceano: ele é nosso sistema de alerta.
Margareth Copertino - Instituto de Oceanografia - Universidade Federal do Rio Grande
Lilian Copertino - Curso de Especialização em Neuropsicologia - Faculdade de Medicina - Universidade de São Paulo
Fonte: https://chc.org.br/artigo/respostas-que-vem-da-agua/. Acesso em: 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 127
2. Agora que você leu mais sobre a ação do Sol sobre as correntes marítimas e sua interferên-
cia sobre os diversos climas do planeta, analise o mapa a seguir e identifique as florestas
equatoriais e tropicais e as correntes próximas. Faça o mesmo para as áreas de deserto.
3. Qual a relação entre a temperatura das correntes marítimas e os biomas nos continentes?
9. Para além da existência da corrente norte equatorial/do Caribe qual(is) outro(s) fenôme-
no(s) explica(m) a existência da Floresta Amazônica?
10. Vamos estudar algumas dessas características da Amazônia? Ao fim, poderemos entender
finalmente o porquê chove tanto no verão por aqui e no inverno não. Mas o que tem a exis-
tência da Amazônia a ver com o nosso clima se ela está a milhares de quilômetros da Cidade
de São Paulo?
Escreva suas hipóteses a seguir:
130 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Rios voadores
Matéria publicada em 17 jul. 2019.
Não, o título não está errado! Esses rios são reais e podem estar passando agora mes-
mo por cima da sua cabeça!
Já ouviu falar que o Brasil é um dos países com a maior quantidade de rios do mun-
do? Pois é verdade. Essa enorme quantidade de água doce, precisamos destacar, é uma
das maiores riquezas do nosso país. Grande parte dessa água fica armazenada no subsolo,
abaixo da terra em que pisamos, em reservatórios subterrâneos chamados aquíferos. Mas
você está se perguntando o que tudo isso tem a ver com rios voadores. Vou contar! Ou me-
lhor, vamos pensar juntos!
O ar se desloca na atmosfera terrestre em grandes massas, semelhante à correnteza de um
rio. O movimento dessas massas de ar é uma das principais forças que controlam o clima ao
redor do mundo. Algumas massas de ar estão cheias de vapor d’água, daí o nome rios voadores!
Na América do Sul, um dos principais rios voadores “nasce” no oceano Atlântico, na
faixa próxima à linha do Equador, onde ocorre intensa evaporação. Essa massa de ar segue
em direção à floresta amazônica, onde uma quantidade ainda maior de água é jogada para
a atmosfera a partir da evaporação de solos úmidos, dos rios e da transpiração das inúme-
ras árvores.
1. Á
gua evapora do Oceano Atlântico e forma nuvens
que são levadas pelos ventos alísios para a Floresta
Amazônica.
https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/
2. N
uvens trazem chuva para a floresta. Excesso de água
se acumula no solo e é absorvida pela vegetação.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 131
3. A
floresta tem árvores que promovem
evapotranspiração.
Essa massa de ar agora mais carregada de vapor
d’água segue, então, para o oeste até ser bloqueada
pela Cordilheira dos Andes. Lá, parte do vapor d’água
cai na forma de chuva, que alimenta as cabeceiras dos
rios da Amazônia. A outra parte segue para o sul do
continente, levando chuvas e umidade para as regiões
Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países
vizinhos, como Argentina e Paraguai.
4. A
s massas de ar úmido são empurradas pelos alísios e
encontram uma grande barreira, os Andes.
5. C
omo não podem ultrapassar os Andes, provocam
https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/
Pode parecer exagero comparar essas massas de ar úmidas com um rio, mas a quan-
tidade de água trazida por elas é equivalente a um rio de grande volume, como o próprio
Amazonas! Não é incrível?
Da próxima vez que vier a chuva, pense que aquelas gotinhas podem ter dado a volta
em quase todo o continente antes de cair perto de você. Assim fica fácil entender que cui-
dar da qualidade do ar, das águas e das florestas pode ajudar também a controlar o clima
do nosso planeta.
Vinícius São Pedro, Centro de Ciências da Natureza, Universidade Federal de São Carlos.
Disponível em: https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/ Acesso em: 24 jul. 2023.
132 Conhecer Mais - Estudo Complementar
11. Após ler o artigo da CHC, retorne às suas hipóteses anteriores sobre a relação climática
da Amazônia com São Paulo. Relacione com os conceitos trabalhados anteriormente e res-
ponda: por que chove tanto no verão de São Paulo e no inverno não?
13. Observe o recorte do Hemisfério Sul no mapa do planeta Terra a partir da imagem produ-
zida pela Nasa, evidenciando a vegetação (verde) e sua ausência nessa região em agosto
de 2022. A localização de alguns desertos está representada, assim como a localização da
Cidade de São Paulo.
Fonte: https://www.google.com/url?q=https://commons.wikimedia.org/wiki/File:20190812-amazon.jpg&sa
=D&source=docs&ust=1664474728576356&usg=AOvVaw1u5sjBytkD-0OWjDvdeTvi (Adaptada).
14. Parte dessas queimadas está associada ao processo de desmatamento do bioma. A seguir,
você encontra alguns dados sobre o desmatamento na região amazônica. Observe os da-
dos para responder às questões em seguida.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 135
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/10/18/imazon-desmatamento-setembro-2022.ghtml
B) Agora, a partir das análises de desmatamento nos últimos anos e dos dados levantados
dessa ação nos estados da nossa federação, você e seus colegas resolvem escrever
uma carta explicando a situação ao Presidente da República e sugerindo possibilidades
de mudança. Reúna-se em grupos para pensar no que escreverão.
Não se esqueçam de usar os dados para argumentar a colocação de vocês e de indicar
locais para priorizar a ação do governo.
https://chc.org.br/ https://chc.org.
mata-atlantica-na- br/passado-
era-do-gelo/ desertico/
ATIVIDADE 22
Você deve ter visto as notícias que as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) estão
aparecendo em maior quantidade no litoral brasileiro e, por consequência, no litoral paulista
também, não viu?
Mas por que será que as baleias-jubarte nadam de tão longe na região da Antártica e vêm
contra as correntes marítimas parar no litoral do nordeste do Brasil (mais especificamente na
região do arquipélago de Abrolhos, na Bahia)?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 139
https://en.wikipedia.org/wiki/Humpback_whale#/media/
File:Humpback_whale_size_(color).svg
Representação de uma baleia jubarte adulta ao lado de um ser humano com equipamento
de mergulho. As fêmeas podem chegar até 16m; machos, 14m.
VAMOS PRATICAR!
1. Volte ao mapa das correntes marítimas na atividade 2 e observe o mapa de migração das
jubarte. Com seus colegas, levante hipóteses que expliquem o comportamento dessa popu-
lação de cetáceos e utilize o espaço destinado abaixo para registrar suas ideias:
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva
140 Conhecer Mais - Estudo Complementar
2. Agora que você e seus colegas já pensaram em hipóteses para esse caminho todo das ba-
leias-jubarte, leia o artigo adaptado da CHC para descobrir se o que pensaram tem relação
com o comportamento migratório delas.
Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 141
Nos meses de abril e maio, os dias começam a ficar mais curtos. Para as jubarte, que estão
lá pela região subantártica, é como se soasse uma campainha informando que seu alimento,
concentrado naquele local frio, começará a reduzir. É o sinal de que devem se dirigir para
águas quentes. Então, elas arrumam as malas… Ops! Brincadeirinha! Elas nadam geralmente
em grupo rumo ao lugar onde vão passar o inverno e parte da primavera do hemisfério sul.
Para os pesquisadores que estudam o comportamento das baleias-jubarte, a migração
simboliza um momento especial: a chegada dos filhotes. As futuras mamães-baleia iniciam essa
viagem bem gordinhas. Afinal, passaram quase seis meses comendo muito, mas muito mesmo,
de um camarãozinho chamado krill, que existe em enormes quantidades nas águas geladas.
Os bebês-baleia mostrarão o resultado da boa alimentação de suas mamães: já sairão
da barriga com cerca de quatro metros de comprimento! Mas o melhor é que nascerão em
águas mais quentes e rasas, protegidas de predadores, como tubarões e orcas. Esse lugar
especial fica na costa do Brasil e chama-se Abrolhos!
Rumo ao arquipélago
Abrolhos é um arquipélago, um conjunto de ilhas, que fica no sul da Bahia. As águas de lá
são sempre quentes, com temperaturas acima dos 20 graus. Há também um fundo de corais
que afasta os predadores e deixa o mar mais calmo. Abrolhos é uma maternidade perfeita.
Como são poucos lugares nos oceanos com essas condições, vale a pena migrar quase 7
mil quilômetros e chegar nesse paraíso para os bebês-baleia.
Fotos Júlio Cardoso/Projeto Baleia à Vista. https://chc.org.br/artigo/
de-ferias-com-as-baleias/
Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/
142 Conhecer Mais - Estudo Complementar
GPS de baleia
Como os pesquisadores têm certeza de onde as baleias vêm? Os cientistas usam uma tec-
nologia avançada: colocam pequenos rastreadores de satélite debaixo da pele da baleia, que
pode assim ser acompanhada por toda a jornada. É como se as baleias nadassem com um
celular informando onde estão. Esse ano, um grupo de pesquisadores britânicos conseguiu
implantar esses rastreadores em duas baleias-jubarte que estão sendo monitoradas por todo o
caminho. Conseguem ver em tempo real o caminho que elas estão percorrendo.
As baleias saíram das Ilhas Geórgias do Sul, na região subantártica, mais ou menos em
abril e maio, e estão percorrendo o litoral brasileiro. Em junho, deram um espetáculo saltando
das águas no Rio de Janeiro! E continuaram seguindo viagem. A previsão é que cheguem em
Abrolhos até agosto.
Esse caminho que as baleias-jubarte de hoje fazem um dia foi feito por suas mães e um dia
será feito por seus filhotes também. É como se a mamãe-baleia apresentasse o litoral do sudes-
te do Brasil para o bebê, que vai assim gravando na memória por onde deve seguir quando for
adulto e tiver que migrar também.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 143
Antes de chegarem em Abrolhos, as baleias-jubarte podem passar pela Ilhabela, em São Paulo,
Ilha Grande, no Rio de Janeiro e Ilha de Trindade, no Espírito Santo.
Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/
Do inverno ao verão
É interessante saber que as baleias não combinam uma hora para viajar. A migração vai
acontecendo ao longo dos meses de inverno. Assim como nós humanos fazemos quando
vamos pegar a estrada no feriado: uns saem mais cedo, outros um pouco mais tarde, ou ainda
bem tarde, porém todas chegam ao seu destino.
A volta também se dá dessa forma, e, no final, todo mundo se junta novamente nas
águas frias do hemisfério sul para comer bastante, compensando aqueles meses que viveram
apenas da gordura acumulada.
Salvatore Siciliano, Laboratório de Enterobactérias, Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz.
Sérgio Carvalho Moreira, Setor de Mamíferos, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional/UFRJ.
Matéria publicada em 17 jul. 2019
144 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Regiões de correntes frias movimentam-se pelo fundo oceânico (devido a maior densi-
dade), carregando nutrientes fundamentais para os fitoplânctons do fundo dos mares.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 145
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mixed_phytoplankton_
community_2.png
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Meganyctiphanes_
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krill_on_finger.jpg
norvegica2.jpg
As baleias-jubarte adoram comer krill e buscam regiões onde eles estão em abundância
para se alimentar.
Você sabia que essas baleias desenvolveram uma técnica incrível de armadilha para co-
mer a maior quantidade possível desses pequenos crustáceos? Veja a seguir como elas fazem
essa estratégia!
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva.
1. Chamado à pesca!
2. B
aleias-jubarte, conhecidas por realizar diversos cantos, chamam companheiras para rea-
lizar a pesca do krill.
3. Hora de amontoar os crustáceos. As baleias então mergulham debaixo dos cardumes de krill.
4. R
ede de bolhas! A partir daí, uma ou mais baleias liberam as bolhas por seus espiráculos no
topo das cabeças. Essas bolhas liberadas em padrões circulares criam paredes que “aprisio-
nam” o cardume desses pequenos crustáceos.
5. É hora de subir!
148 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Com o krill amontoado nessa “rede de bolhas”, as baleias unidas sobem para capturar
o cardume.
E que bocão! Nesse processo final, as baleias-jubarte abrem a mandíbula em até 90º,
capturando centenas e milhares de krills (e até pequenos peixes), enchendo suas pregas
ventrais. Suas barbatanas filtram a água, cujo excesso é liberado. Já o krill vai ser digerido
e será parte fundamental para a reserva energética dessas baleias, afinal, elas precisam
nadar muito ainda!
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Humpback_whale_bubble_net_feeding_Christin_Khan_NOAA.jpg
Fotografia aérea de um círculo de bolhas produzido por jubartes.
Observe que uma delas desponta ao centro, finalizando a predação.
Após se alimentarem e criarem reservas de gordura, partem para ter seus filhotes em
águas mais quentes como no litoral nordestino brasileiro. Por estarem em uma região mais
quente, ao invés de armazenarem gordura em seus corpos, os filhotes se desenvolvem a
partir do leite das mães. Essa é uma adaptação importante das populações dessas baleias, e
como você percebeu, a temperatura das águas do oceano é um fator muito importante para
a sobrevivência desses organismos.
3. Você já estudou sobre as mudanças climáticas que o planeta vem apresentando devido
ao aquecimento global partir de gases de efeito estufa liberados pela humanidade nos
últimos séculos. A seguir, você pode observar dois mapas que mostram as temperaturas
dos oceanos em períodos de tempo diferentes. Quanto mais tons azulados a superfície
oceânica apresentar, mais fria é a água; quanto mais tons avermelhados, mais aquecida
é a água. Observe os mapas para responder:
NOAA NCEI - https://storymaps.arcgis.com/stories/51c41fd3f78c4939a28b016e0ddb5109 CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 149
B) Com o aquecimento das águas da região Antártica, o que acontecerá com a formação
de fitoplânctons e zooplânctons? Por quê?
150 Conhecer Mais - Estudo Complementar
D) Como podemos contribuir para a preservação das condições de vida dessas popula-
ções de baleias?
E) O arquipélago de Abrolhos na Bahia foi o primeiro parque marinho criado no Brasil. Isso
ocorreu em 1983. Qual a importância de criar um parque de conservação como o de
Abrolhos?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 151
ATIVIDADE 23
ENERGIA ESSENCIAL
Eletricidade é um termo
que abrange diversos fenôme-
nos resultantes da presença
e do fluxo de carga elétrica.
Muitos destes fenômenos são
facilmente reconhecíveis, tais
como relâmpagos, eletricidade
estática e correntes elétricas
em fios elétricos.
Muitos objetos que estão
ao nosso redor, que utilizamos
dentro e fora de casa, no lazer e
no trabalho, dependem da ener-
gia elétrica para funcionarem.
Imagem: Freepik
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 153
VAMOS PRATICAR!
• relacione, na primeira coluna da tabela a seguir, 5 aparelhos que utilizam energia elétrica.
• encontre nesses aparelhos e anote, na segunda coluna da tabela, a Tensão correspon-
dente em Volts (V) de cada um deles.
• por último, anote, na terceira coluna da tabela, a Potência correspondente em Watts (W)
de cada um desses aparelhos. Siga o exemplo.
ATIVIDADE 24
VAMOS PRATICAR!
Aparelho de som
Fita de videocassete
Bússola
CD
DVD
Televisor
Computador
4. Quais dos objetos apresentados na tabela anterior contribuem com os seus estudos? Por quê?
156 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Gravação em fio
Gravação em fio ou gravação magnética em fio foi a primeira
tecnologia de gravação magnética analógica de áudio, em que
uma gravação era feita em um fio de aço fino. O primeiro grava-
ATIVIDADE 25
VAMOS PRATICAR!
1. No início desta atividade, temos uma frase do célebre Antoine Laurent Lavoisier, conside-
rado o pai da Química. Como você interpreta essa frase? Sobre o que será que Lavoisier
estava falando?
2. Você já parou para pensar sobre o que constitui tudo aquilo que conhecemos? Nas linhas
a seguir, após refletir um pouco, escreva como você acredita que tantas coisas diferentes
existentes no mundo podem ser formadas.
158 Conhecer Mais - Estudo Complementar
que a órbita dos elétrons é circular e eles formam camadas bem definidas de energia. O mo-
delo Rutherford-Bohr é atualmente o modelo aceito pela comunidade científica. Vale lembrar
que, em 1932, Chadwick apresentou a terceira partícula formadora do átomo, o nêutron que
também se localiza no núcleo atômico.
3. Mas como uma única estrutura pode ser responsável por compor tamanha variedade de
itens? Qual é sua hipótese para esta pergunta?
O segredo não está no átomo, mas em qual Elemento Químico, em sua quantidade e como
os átomos se ligam. O que isso quer dizer? Isso quer mostrar que os átomos associados formam
materiais diferentes, dependendo da quantidade que estão ligados uns aos outros, de como esta
ligação está ocorrendo e/ou de quais tipos, ou elementos químicos os compõem.
Aproveitando essa conversa, você já ouviu falar em Tabela Periódica?
160 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Numa primeira observação, a tabela periódica parece complicada, mas, com o tempo, você
vai perceber que não é bem assim. Essa tabela é uma ferramenta de consulta, assim como um
dicionário, você deve voltar a ela sempre que tiver uma dúvida. Mas quais informações a gente
encontra numa tabela periódica?
Antes, precisamos relembrar sobre o que estamos falando: a constituição de tudo aquilo
que conhecemos, certo? Então, a tabela periódica, neste contexto, é exatamente uma lista da-
quilo que se conhece como “ingrediente”, como elemento químico que pode formar qualquer
material conhecido. Isto quer dizer que tudo o que conhecemos independentemente de sua
natureza, seja vivo ou inanimado, seja natural ou sintético, seja sólido, líquido ou gasoso, tudo é
formado por uma combinação de um ou mais átomos dos elementos químicos apresentados na
tabela periódica, variando pela quantidade e tipo de associação entre esses elementos.
Cada “quadradinho” da tabela se refere a um elemento químico diferente que é classificado
de acordo com a quantidade de prótons (partículas positivas) que existem no núcleo do átomo.
Isto quer dizer que, por exemplo, se um átomo tem 1 próton no seu núcleo ele será um átomo
de Hidrogênio (H); se o átomo tiver 6 prótons no seu núcleo será um átomo de Carbono (C); se
o átomo tiver 8 prótons em seu núcleo será, necessariamente, um átomo de Oxigênio (O); se o
átomo portar 11 prótons obrigatoriamente será um átomo de Sódio (Na). Assim, cada valor de pró-
ton presente num núcleo de átomo é o que define “o tipo” de elemento químico que este átomo é.
Esse número de prótons é chamado de Número Atômico, que pode ser representado pela letra Z.
Você deve estar se perguntando, como descobrir o número de prótons do átomo, correto?
Esse número assim como outras informações importantes você encontra na própria tabela peri-
ódica. Conforme o exemplo da imagem.
162 Conhecer Mais - Estudo Complementar
– – –
O2 Gás Oxigênio Oxigênio O 8
– – –
H 2O Água
CH3COOH Vinagre
5. Olhando rótulos na sua casa, veja se aparece na composição ou nos ingredientes do produto
algum elemento químico que você consiga localizar na tabela periódica. Pode ser rótulo de ali-
mento, de produto de higiene, produto de limpeza ou qualquer outro que você possa observar.
Compartilhe com os(as) seus(suas) colegas.
Com certeza, você já ouviu falar que o Esquema 1 – Comparação entre molécula de Gás
oxigênio é o gás que utilizamos na respiração, Oxigênio (O2) e molécula de Gás Ozônio (O3)
assim como já deve ter ouvido falar que existe Considerando que cada bolinha lilás seja um ató-
uma camada de gás protetora do planeta Terra mo de Oxigênio e que cada traço preto seja uma li-
gação química, observe as duas moléculas abaixo:
em relação aos raios ultravioleta vindos do Sol,
a Camada de Ozônio. O gás oxigênio e o gás
ozônio são exemplos de substância diferentes
formadas pelo átomo do mesmo elemento
químico, neste caso, átomos de Oxigênio.
Outro exemplo é a molécula de Água
gás Oxigênio (O2) gás Ozônio (O3)
(H2O) e a molécula de Água Oxigenada (H2O2).
Agora que você já conheceu sobre a tabela pe- Perceba que os gases Oxigênio e Ozônio são for-
riódica e viu como uma variedade de compos- mados por átomos do mesmo elemento, contudo
em quantidade de átomo e de ligações químicas
tos podem ser formados a partir da associação
diferentes, o que lhes confere características pró-
dos átomos, vamos falar de reações químicas. prias.
Todo mundo já viu algum dia na escola, na
televisão ou no YouTube alguém fazendo uma Esquema 2 – Comparação entre moléculas
experiência, não é? É incrível não é mesmo? de água e de água oxigenada
Quem nunca ficou fascinado vendo um Considerando que cada bolinha lilás seja um ató-
vulcão de uma Feira de Ciências? Para quem mo de Oxigênio, cada bolinha azul seja uma liga-
ção química, observe as duas moléculas abaixo:
não sabe, uma das possibilidades para aquele
efeito acontecer é misturar vinagre e bicarbo-
nato de sódio. Esses dois ingredientes reagem
entre si e seu vulcão entra em erupção... E para
fazer a famosa geleca slime, há inúmeras re- Água oxigenada (H2O2) Água (H2O)
ceitinhas por aí, uma delas recomenda mistu-
Perceba que a molécula de água oxigenada tem
rar cola branca e um pouco de amaciante de um átomo de Oxigênio a mais que a molécula de
roupas, já outras utilizam ingredientes menos água. Este único átomo faz com que os dois com-
postos sejam totalmente diferentes.
comuns como água boricada.
6. Pensando no que estudou sobre os átomos, escreva uma breve explicação sobre o que
você acredita que ocorre tanto com o vulcão da Feira de Ciências quanto com a slime.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 165
Estes são dois exemplos simples de reações químicas, isto é, o processo de transformação
de substâncias iniciais (os reagentes) em substâncias finais diferentes (o produto).
7. Você sabe dizer como podemos ter certeza que ocorreu uma reação química?
Para você ter certeza que ocorreu uma reação química basta você observar algumas carac-
terísticas quando você mistura algo. Se ocorrerem mudanças de cor, de temperatura ou emissão
de gás, você teve uma reação química.
166 Conhecer Mais - Estudo Complementar
A esta altura, depois de tanto tempo estudando, talvez você nem se lembre mais da frase
que iniciou essa atividade, não é?
Lembra-se do que Lavoisier falava?
Então, essa frase tão conhecida se refere às reações químicas que permitem que os áto-
mos se recombinem gerando novos materiais ou substâncias, por isso “Na Natureza nada se
cria (…) tudo se transforma”.
Agora, por que na frase de Lavoisier aparece o trecho “… nada se perde...”?
Aqui é exposta uma importante lei da química, chamada Lei de Conservação das Massas,
que nos ensina que tudo aquilo que foi usado no começo de uma reação sairá no final em igual
quantidade, ainda que esteja em forma diferente.
ATIVIDADE 26
Na tentativa de capturar
Este instante que foge
pt-br/foto/afeicao-carinho-simpatia-afro-americano-4260097/
Viviane Mosé - Psicóloga, psicanalista, especialista em políticas públicas, mestra e doutora em Filosofia pela UFRJ
Poema disponível em: http://notaterapia.com.br/2020/03/28/confira-os-12-melhores-poemas-de-viviane-mose/
https://www.facebook.com/MoseViviane/posts/1919196101431506/
VAMOS PRATICAR!
1. Considerando que a ideia principal deste poema seja “abraço”. Na sua opinião, o que faz um
abraço ser considerado apertado ou não tão apertado?
168 Conhecer Mais - Estudo Complementar
2. Leia a seguir trecho o da letra da canção “Dentro de um abraço” cantada pela banda Jota Quest:
3. A que partes do corpo a canção faz menção nos trechos “dentro de um abraço” e “tique-
taque dos relógios”?
Tanto o trecho da canção da banda Jota Quest quanto o poema “Um abraço no futuro”,
tratam de modo conotativo* os sentidos que podem ser dados a um abraço, Certo?
Conotativo: Alteração ou ampliação do sentido de uma palavra, para além do sentido literal dela.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 169
Cenas do vídeo “Love has no labels”, O amor não tem rótulos, que recebeu o prêmio
Emmy de Melhor Comercial de 2016, uma campanha de diversidade e inclusão.
É bem provável que você tenha respondido que imagens assim são chamadas de ra-
diografias, e que são muito utilizadas pela medicina para o diagnóstico de doenças, certo?
Segundo o dicionário Houaiss, radiografia é o processo de produção de uma imagem fotográfica
utilizando raios-X.
170 Conhecer Mais - Estudo Complementar
https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/
goria, descoberto em 1895 por acaso, em
um laboratório de física na Alemanha.
descoberta-radioatividade.htm
Por ser de baixo custo, rápido e útil
na investigação de uma série de doen-
ças, é muito utilizado, por exemplo, nos
setores de emergência e terapia intensi-
va dos hospitais do país.
O exame procura fraturas nos ossos e ajuda a identificar males como a pneumonia, por
meio do raio-X de tórax. Mas há outras indicações, como a avaliação de doenças agudas na
região do abdômen, de inflamações a infecções, e do comprometimento dos pulmões e das
vias aéreas superiores.
Dentistas também utilizam a radiografia odontológica para ver melhor como estão os
dentes e suas raízes. A mamografia, a angiografia digital e o cateterismo também usam os
princípios do raio-X, mas para examinar o estado das mamas, no caso do primeiro teste, e dos
vasos sanguíneos, nos outros dois.
Como funciona
Depende. Na versão mais pedida, a pessoa é posicionada em uma maca ou fica de pé,
com a região a ser analisada na mira da máquina. Esse aparelho da radiografia emite um feixe
de elétrons que atravessa o corpo com maior ou menor dificuldade, dependendo da densi-
dade da área.
Por exemplo, um osso, por ser denso, bloqueará a maior parte da radiação. Com isso, ele
ficará marcado no filme como uma “sombra” branca. Quanto mais branco, mais denso.
A “fotografia” é batida em segundos e, minutos depois, as imagens bidimensionais são
reveladas em uma chapa.
Os resultados
Os médicos buscam anormalidades na densidade das estruturas do corpo. No caso de
um osso quebrado, a fratura permite a passagem de radiação, e a parte machucada é flagra-
da, na chapa, como um corte escuro.
Mas atenção: muitas vezes só os olhos treinados de um profissional conseguem detec-
tar essas fissuras.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 171
n%C3%A9tico-raio-x-cr%C3%A2nio-cabe%-
https://pixabay.com/pt/illustrations/mri-mag-
Só é importante notar que, hoje em dia, o raio-X
é, muitas vezes, considerado apenas um exame de tria-
gem. Ou seja, ele levanta uma suspeita que deve ser re-
avaliada por outros métodos de diagnósticos mais sen-
C3%A7a-782459/
síveis e específicos.
Cuidados e contraindicações
Para não atrapalhar a qualidade da imagem, o paciente não pode usar roupas ou adere-
ços de metal, plástico, madeira ou vidro na região a ser analisada. Tais materiais interferem na
passagem da radiação.
https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A9dico-ortope-
A radiação emitida pelos aparelhos – principal-
mente os mais modernos – é segura, desde que a pes-
soa não se submeta ao raio-X a todo momento, pois
o excesso de radiação pode causar câncer, mas isso
dia-raio-x-joelho-1740044/
ocorre apenas com altas e repetidas doses.
Por segurança, os indivíduos que se submetem
ao exame costumam vestir um colete protetor de
chumbo, que bloqueia os raios-X, exceto quando o
tórax ou o abdômen são avaliados. E assim, o raio-X é
contraindicado a gestantes.
https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/
Ele notou também que os raios podiam sensibi-
descoberta-radioatividade.htm
lizar uma chapa fotográfica, permitindo que ele visse
os ossos de suas mãos.
Ao lado, temos a radiografia da mão da esposa
de Röntgen, Anna Bertha Ludwig. Veja que os raios-X
não atravessaram o ouro da aliança e, por isso, o osso
na região da aliança não ficou visível.
Texto adaptado de: https://mundoeducacao.uol.com.
br/quimica/descoberta-radioatividade.htm. Acesso em: 17 maio 2023.
pe_48745?k=1591582808689#
6. Se este fosse um raio-X de uma de suas mãos, como você imagina
free-icon/male-hand-sha-
https://www.flaticon.com/
que seria a aparência dos ossos de seus dedos?
Para isso, use canetas, canetões, lápis ou outros materiais que pre-
ferir e regusstre no quadro a seguir:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 173
7. Como você explicaria para um amigo a diferença nos usos das palavras “diagnóstico” e
“tratamento” para a medicina?
O que vimos até agora se tratou do diagnóstico de doenças, mas você sabia que a radiação
também pode ser usada para o tratamento de doenças? Para entendermos melhor sobre isso,
vamos conhecer uma mulher muito importante para a história da ciência, Marie Curie.
https://commons.wikimedia.org/w/index.
php?curid=15472203
Marie Curie foi a primeira pessoa, e única mulher até a atualidade, a receber o prêmio
Nobel duas vezes, um em Física, ao demonstrar a existência da radioatividade natural em
1903, e o outro em Química, em 1910, pela descoberta de dois novos elementos químicos:
o Rádio e o Polônio.
Com o passar dos anos, verificou-se que os pro-
Imagens: Leandro Alves
que um grama pode gerar até 140 W de energia térmica. Essa mesma quantidade pode alcan-
çar temperaturas próximas a 500OC.
Desde a infância, Marie Curie aprendeu a enfrentar e vencer desafios impostos pela
sociedade e pelas condições de vida, sendo um grande exemplo como cientista para homens
e, principalmente, para as mulheres, pois mostrou que elas são capazes de promover des-
cobertas tão ou mais importantes.
Com o exemplo dessa importante cientista, temos a certeza que podemos viver em um
mundo em igualdade de condições, onde tanto homens quanto mulheres podem contri-
buir para um bem maior, que é o de servir à humanidade.
DIAS. Diogo Lopes, Marie Curie. Brasil Escola. Disponível em: https://
brasilescola.uol.com.br/quimica/maria-curie-descoberta-radioatividade.htm. Acesso em: 24 de jul. 2023. (Adaptado).
8. Você já ouviu falar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS? Em sua opi-
nião, que relação o ODS 5, tem com o tema que estamos tratando agora? Se necessário,
consulte o quadro com os ODS na página 177.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 175
Retomando o abraço!
Você deve ter notado que, nesta atividade, percorremos um longo caminho e voltamos
agora para discutir o tema abraço. Observe com atenção as tirinhas e anote suas reflexões!
Armandinho, de Alexandre Beck. https://tirasarmandi-
nho.tumblr.com/post/112823771499/tirinha-original
176 Conhecer Mais - Estudo Complementar
9. Tanto em bons momentos como em momentos difíceis que as circunstâncias da vida nos
impõem, um abraço é sempre bem-vindo, não é mesmo?
Ter empatia é considerar a visão e os sentimentos do outro, colaborando para a promoção
de uma cultura de paz. Nos dias de hoje, desenvolver essa habilidade é importante? Por quê?
sarmandinho.tumblr.com/post/112823771499/
Armandinho, de Alexandre Beck .https://tira-
tirinha-original
10. Em sua opinião, por que é considerado importante cuidarmos de nossas emoções, de nos-
so corpo, do nosso bem-estar e das pessoas que estão ao nosso redor?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 177
Os ODS foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas e tratam de um compro-
misso mundial para a construção e a implementação de políticas públicas que abordam diversos
temas fundamentais para melhorar a vida de todos em nosso planeta.
Esta atividade tratou de diversas temáticas, como saúde e qualidade de vida; mulheres na
ciência; desenvolvimento científico, entre outros temas.
178 Conhecer Mais - Estudo Complementar
11. Apresente 2 ou 3 ODS e indique exemplos e/ou argumentos de como os diversos assuntos
tratados nestas páginas de Ciências Naturais colaboraram para o cumprimento dessas
metas que você escolheu.
Verticais
1. Material colocado no interior de um colete protetor das pessoas que farão radiografias.
5. Modo como Wilhelm Röntgen descobriu um “novo tipo de raio” em seu laboratório.
Horizontais
8. Peças e adereços que o paciente não pode utilizar durante a realização do exame.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 179
13. A partir do que acabamos de aprender, leia as afirmações a seguir e identifique-as com
“V”, quando forem VERDADEIRAS, e “F”, quando forem consideradas FALSAS.
4 O termo radioatividade foi usado pela primeira vez pelo casal Curie.
180 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Símbolo Fe
Prótons 26
Nêutrons 30
Elétrons 26
Número atômico 26
Massa atômica 56
182 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ATIVIDADE 27
VAMOS PRATICAR!
1. A energia elétrica está presente nas nossas vidas de diferentes maneiras. Como a energia
elétrica está presente no seu dia a dia?
2. Você sabe como é produzida a energia elétrica que está acendendo as lâmpadas da sala
de aula?
Vila Madalena - Zona Oeste. Alguns prédios iluminados por conta de geradores.
O apagão durou aproximadamente 5 horas em São Paulo.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 183
3. A foto anterior apresenta o registo de um apagão que tivemos na Cidade de São Paulo.
Você já ouviu falar de apagão? Conte o que sabe.
Matriz elétrica
A matriz elétrica é formada pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de
energia elétrica em um país, estado ou no mundo. Precisamos da energia elétrica, por exemplo,
para assistir televisão, ouvir músicas no rádio, acender a luz, ligar geladeira, carregar celular,
entre tantas outras coisas. O gráfico sobre a matriz elétrica mundial indica, por exemplo, que
aproximadamente 37% de carvão mineral é utilizado como fonte para produção de energia elé-
trica, e vale lembrar que a queima desse material libera gases estufa para a atmosfera e pode
colaborar com o aumento da temperatura do nosso planeta.
Matriz elétrica mundial - 2019
A) Considerando o gráfico sobre a matriz elétrica mundial, quais as três fontes energéti-
cas mais utilizadas?
B) Agora, considerando o gráfico sobre a matriz elétrica brasileira, quais as três fontes
energéticas mais utilizadas?
C) Por que será que, no Brasil, a matriz elétrica indica que 65,2% é proveniente de fonte
hidráulica?
D) Você já ouviu falar em energia limpa? Escreva o que sabe sobre o tema.
186 Conhecer Mais - Estudo Complementar
Energia Limpa
Para colocar o videogame para funcionar, precisamos ligá-lo na tomada. Para fazer
uma vitamina de frutas no liquidificador, também. As indústrias, para fabricar todos aque-
les produtos, também precisam de energia. Mas de onde vem a energia que move tantas
coisas? Será que fazer isso tudo funcionar prejudica o meio ambiente?
Calma, calma, nada de pânico. É possível, sim, usar a energia sem destruir nosso
querido planeta. Sabe como? Usando energia limpa. Roberto Schaeffer, do Programa de
Planejamento Energético da UFRJ, explica: “Energia limpa é aquela que produz menos ga-
ses que poluem o ar ou que é gerada a partir de fontes renováveis, ou seja, fontes que,
mesmo depois de utilizadas, serão recolocadas no meio ambiente pela própria natureza.”
As fontes de energia mais utilizadas hoje em dia vêm de recursos naturais, que são
bens escassos. Isso quer dizer que um dia elas vão acabar. É o que acontece com o petróleo,
por exemplo. A partir dele, são feitos a gasolina e o óleo diesel, que movem carros, cami-
nhões e ônibus. Mas o petróleo, que é retirado de camadas bem profundas da Terra, vai
deixar de existir um dia (recurso não renovável).
No Brasil, 90% da energia elétrica que chega às nossas casas é produzida nas usinas hi-
drelétricas, que usam a força da água dos rios. Essas usinas não causam sujeira, mas podem
alterar o curso dos rios e afetar a flora e a fauna do lugar onde ficam instaladas. Isso quer
dizer que, quanto mais usinas tivermos, mais riscos de estarmos alterando o meio ambiente.
É por isso que cientistas estão pesquisando outros meios de levar a energia até nossas
casas [...] mas sem acabar com os recursos da natureza ou destruir o meio ambiente. Você
deve estar pensando: “Que bom! Mas como isso é possível?”.
Roberto Schaeffer responde: “Não faltam opções para gerarmos energia limpa e re-
novável. A energia eólica, que é gerada através dos ventos, a biomassa, que é produzida a
partir do bagaço da cana-de-açúcar, e a energia solar, gerada com o calor e a radiação do
sol, são bons exemplos disso”.
Fonte: https://chc.org.br/energia-limpa/. Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado).
6. O texto publicado em 2011 pela revista Ciência Hoje das Crianças traz perguntas-proble-
mas que podem gerar hipóteses ao longo da leitura.
C) O texto nos permite diferenciar recurso energético renovável e não renovável. Complete
a tabela abaixo com essa diferença, trazendo exemplos de fontes de energia elétrica
desses recursos.
8. Ainda em grupo, respondam: que tipo de ação poderia ser iniciada para minimizar o impacto
ambiental, social e cultural causado pela produção de energia elétrica da forma que temos
na atualidade?
190 Conhecer Mais - Estudo Complementar
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Greta_Thunberg_7.jpg
dante sueca conhecida internacional-
mente por ser uma ativista que exige
ações da comunidade internacional
para reverter os efeitos das mudan-
ças climáticas em curso por conta do
aquecimento global. Ela tomou co-
nhecimento da causa em 2011 e des-
de sua adolescência se engajou em
protestos.
Ela obteve grande repercussão quan-
do começou a faltar aulas para pro-
testar na frente do Parlamento sueco,
exigindo dos políticos locais medidas em defesa do meio ambiente. Recentemente, Greta par-
ticipou de inúmeros eventos internacionais que debatem a importância da questão climática,
discursando diversas vezes.”
Veja mais sobre “Greta Thunberg” em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/greta-thunberg.htm. Acesso em: 17 maio 2023.
Leiam a obra de Ailton Krenak, Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:
Editora: Companhia das Letras, 2019.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 191
ATIVIDADE 28
1. Desde pequenos somos orientados a tomar cuidado ao manusear aparelhos elétricos, as-
sim como evitar tocar em fios desencapados, isso para evitar tomar um choque. Em sua
opinião, por que sentimos choque?
Aguarde o(a) professor(a) solicitar que socialize a suas respostas com os(as) demais cole-
gas. Escute as respostas dos demais e compare com as suas respostas. Elas serão importantes
para que juntos entendam essa sensação.
[...] quando ligamos um eletrodoméstico na tomada, uma corrente elétrica começa a passar
por seus fios. É ela que fornece energia necessária para o aparelho funcionar. A corrente elétrica
é constituída por elétrons, minúsculas partículas com cargas elétricas que se movimentam, for-
mando um fluxo. Algo que, se você visse, acharia parecido com uma corrente de água, só que
feita de elétrons. [...]
Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_278.pdf
Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado).
Como alternativa, essa atividade também poderá ser realizada no site do Phet, no
seguinte link:
https://phet.colorado.edu/sims/html/circuit-construction-kit-dc/latest/circuit-
construction-kit-dc_pt_BR.html ou pelo QR Code/ Acesso em: 17 maio 2023.
B) Compartilhem, com os demais colegas, o modelo que seu grupo planejou. Caso não
tenham conseguido fazer a lâmpada acender, compare o modelo do seu grupo com o
de outro grupo que tenha acendido a lâmpada e registre as diferenças entre os modelos.
Caso o seu grupo tenha conseguido fazer a lâmpada acender, registre um modelo de
outro grupo que diferiu do seu grupo.
C) Agora, usando os materiais ou o simulador, planejem um modelo que o grupo possa testar
diferentes materiais e que acenda a lâmpada. Desenhe o modelo que o seu grupo elaborou:
194 Conhecer Mais - Estudo Complementar
D) Listem materiais para realizar o teste no modelo elaborado pelo grupo (exemplo: lápis,
caneta, apontador, borracha, tesoura ou outros materiais disponibilizados para testar).
5. Na atividade anterior, o seu grupo ou dupla testou diversos materiais, mas ainda não res-
pondemos o motivo de sentirmos o choque elétrico. Na próxima atividade, vamos realizar
mais um experimento, testando outros materiais.
Discuta com a sua dupla ou grupo as seguintes questões:
Aguarde o(a) professor(a) solicitar que a dupla ou o grupo socialize as respostas com os(as)
demais colegas. Escute as respostas dos demais e compare com as suas respostas.
6. Agora vamos testar? Com o mesmo modelo que a sua dupla e o seu grupo elaborou na
atividade anterior, faça os seguintes testes:
Essa atividade também poderá ser realizada no site do PHET, no seguinte link:
https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulations/sugar-and-salt-solutions
ou QR Code. Acesso em: 17 maio 2023.
A) Coloque cada ponto do fio do modelo que sua dupla ou grupo elaborou. Verifiquem se
acendeu a lâmpada e registre as observações e considerações da dupla ou grupo:
B) Agora, acrescente uma quantidade de sal (essa quantidade poderá ser acordada entre
a dupla ou grupo). Façam o teste e verifiquem se a lâmpada acendeu ou não. Registre
o que observaram:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 197
7. Relacione os experimentos que realizou em dupla ou grupo, elaborem uma explicação para
a pergunta: por que sentimos choque?
198 Conhecer Mais - Estudo Complementar
[...] Vejamos: quando tocamos em algum fio desencapado ou em uma tomada, a corrente
elétrica que passa por ali, se conseguir atravessar a nossa pele, irá seguir livremente pelo nosso
corpo. Tudo porque ele possui água e sais e, por essa razão, é um bom condutor de eletricidade.
Como a corrente elétrica é a circulação de cargas, é preciso que essas cargas possam entrar e
sair pelo corpo. Por isso, se estivermos descalços, sentiremos choque porque a corrente pas-
sará por nós, do fio ao pé. Também teremos essa sensação se alguma parte do nosso corpo
estiver em contato com algum material ou superfície condutora, como a mão numa parede,
por exemplo.
Por outro lado, se estivermos usando um chinelo com sola de borracha e não houver con-
tato entre o nosso corpo e outro material, não levaremos choque. A razão é simples: a borracha
é um material isolante. Isto é, ela não é um bom condutor de eletricidade. Então, não permite
que a eletricidade chegue ao solo e seja descarregada.
É bom saber disso para evitar acidentes! E vale saber também que os impulsos que o
cérebro manda para controlar os nossos músculos são também correntes elétricas (que cir-
culam pelos neurônios). Assim, quando a gente leva um choque, os músculos confundem a
corrente elétrica trazida por ele com os comandos do cérebro. Resultado: nossos músculos
se contraem fortemente.
Então, anote: nunca encoste fios desencapados, nem mexa em objetos condutores de ele-
tricidade sem conferir se a chave geradora de toda a energia da casa está desligada! [...]
CONCLUSÃO
8. Agora chegou o momento de você concluir o que aprendeu. Relacione todos os experi-
mentos que realizou em dupla ou grupo, assim como as socializações, considerações que
seu(sua) professor(a) tenha feito durante as discussões, as leituras realizadas, comparando
com a resposta da atividade anterior e responda: por que sentimos choque?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 199
200 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ANOTAÇÕES
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 201
ANOTAÇÕES
202 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ANOTAÇÕES
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 203
ANOTAÇÕES
204 Conhecer Mais - Estudo Complementar
ANOTAÇÕES
ANEXO
ANEXO 207
PÁGINA: 62 – ATIVIDADE 11
O que a sombra tem a ver com os eclipses (formas geométricas)?
RECORTE AQUI
REFERÊNCIAS
AGRADECEMOS A TODOS QUE FIZERAM PARTE DA PRODUÇÃO DO CONTEÚDO DESTE CADERNO EM ALGUM
MOMENTO. PARTES DAS ATIVIDADES APRESENTADAS FORAM CRIADAS PARA ESTA OBRA E OUTRAS FORAM
REPRODUZIDAS DOS SEGUINTES DOCUMENTOS.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Conhecer mais: estudo
complementar: Ciclo Autoral. São Paulo: SME/COPED, 2022. (7°,8°, 9° ano).
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: Ensino
Fundamental: componente curricular: Ciências da Natureza. 2.ed. São Paulo: SME/COPED, 2019.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: povos
indígenas: orientações pedagógicas. São Paulo: SME/COPED, 2019.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Instrução Normativa SME nº 42, de 07 de dezembro de 2022.
Institui o Programa Aprender e Ensinar no Ensino Fundamental e dá outras providências. São Paulo: SME, 2022.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Trilhas de aprendizagens: Ensino
Fundamental. 2. ed. São Paulo: SME/COPED, 2021. (7°, 8°, 9° ano. v. 1).
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Trilhas de aprendizagens: Ensino
Fundamental. 2. ed. São Paulo: SME/COPED, 2021. (7°, 8°, 9° ano. v. 2).
FORMAÇÃO