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Migração das Baleias Jubarte

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Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

CONHECER
ESTUDO
MA S COMPLEMENTAR

CICLO AUTORAL

CIÊNCIAS
NATURAIS
PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO
Ricardo Nunes
Prefeito

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - SME


Fernando Padula
Secretário Municipal de Educação

Malde Maria Vilas Bôas


Secretária Executiva Municipal

Bruno Lopes Correia


Secretário Adjunto Municipal de Educação

Omar Cassim Neto


Chefe de Gabinete

Sueli Mondini
Chefe da Assessoria de Articulação
das Diretorias Regionais de Educação – DREs
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

CONHECER
ESTUDO
MA S COMPLEMENTAR

CICLO AUTORAL

CIÊNCIAS
NATURAIS

São Paulo - 2023


COORDENADORIA PEDAGÓGICA - COPED ORGANIZAÇÃO E ELABORAÇÃO
Simone Aparecida Machado - Coordenadora Bruna Acioli Silva Machado
David Capistrano da Costa Neto
DIVISÃO DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO – DIEFEM Gilson dos Santos
Tatiane Aparecida Dian Hermanek - Diretora Humberto Luis de Jesus
Leandro Alves dos Santos
Mayra Pereira Camacho
EQUIPE TÉCNICA DIEFEM Rosângela Ferreira de Souza Queiroz
Allan Cavalcanti de Moura
Sandra Salavandro Rodrigues
Andreia Fernandes de Souza
Bruna Acioli Silva Machado
REVISÃO E ATUALIZAÇÃO - versão compilada
Bruno Carvalho da Silva Barros
Andrei Cunha Indio Silva
Daniela Lívia da Costa Espósito
Isabela da Conceição Silva Iagallo
Dilean Marques Lopes
Kátia Aparecida de Castro Souza
Eliana Sousa Santana
Keli Cristina Correia
Felipe Zuculin da Fonseca
Leandro Alves dos Santos
Francieli Araújo Guerra
Loretta Mariah Fratogianni Monteiro
Humberto Luis de Jesus
Paloma Damiana Rosa Cruz
Keli Cristina Correia
Thioni Carretti di Siervi
Larissa de Gouveia Fraga
Lisandra Paes
Livia Ledier Felix Vieira
Mariana Paulino Soares
Michele Ortega Gomes PROJETO EDITORIAL
Nelsi Maria de Jesus
Paula Costa Vieira da Silva CENTRO DE MULTIMEIOS - CM
Samira Novo Lopes Ana Rita da Costa - Diretora
Sandra Salavandro Rodrigues
Shirlei Nadaluti Monteiro NÚCLEO DE CRIAÇÃO E ARTE - Projeto, Editoração e Ilustração
Tiemi Okimura Kerr Angélica Dadario
Cassiana Paula Cominato
ESTAGIÁRIA Fernanda Gomes Pacelli - Projeto
Giulia Donatelli Baena Priscila da Silva Leandro
Simone Porfirio Mascarenhas
AUTORIA
Equipe de formadores da COPED Roberta Cristina Torres da Silva - Revisora CM
e formadores das Divisões Pedagógicas das DREs

CC S
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) BY NC SA

Qualquer parte desta publicação poderá ser compartilhada (cópia e redistribuição


São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria do material em qualquer suporte ou formato) e adaptada (remixe, transformação
Pedagógica. e criação a partir do material para fins não comerciais), desde que seja atribuído
Conhecer mais : estudo complementar – Ciclo autoral : Ciências Naturais. crédito apropriadamente, indicando quais mudanças foram feitas na obra. Direitos
de imagem, de privacidade ou direitos morais podem limitar o uso do material, pois
– São Paulo : SME / COPED, 2023.
necessitam de autorizações para o uso pretendido.
208 p. : il.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo recorre a diversos meios para
localizar os detentores de direitos autorais a fim de solicitar autorização para
1. Ensino Fundamental. 2. Aprendizagem. 3. Ciências Naturais. I. Título. publicação de conteúdo intelectual de terceiros, de forma a cumprir a legislação
vigente. Caso tenha ocorrido equívoco ou inadequação na atribuição de autoria de
CDD 372 alguma obra citada neste documento, a SME se compromete a publicar as devidas
alterações tão logo seja possível.
Código da Memória Documental: SME25/2023
Elaborado por Patrícia Martins da Silva Rede – CRB-8/5877 Consulte: educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br
OLÁ, ESTUDANTE!

Apresentamos o caderno Conhecer Mais: Estudo Complementar. Ele


contém atividades de Ciências Naturais para lhe ajudar no fortalecimento
das aprendizagens. Você poderá fazer anotações e realizar as atividades em
sala de aula juntamente com seus(suas) colegas. É importante ressaltar a
necessidade de participação e dedicação em todas as aulas, visto que os(as)
professores(as) estarão atentos(as) a direcionar e a mediar ações, a partir de
uma rotina de estudos estruturada, para lhe oferecer todos os saberes aos
quais tem direito e não permitir que nenhuma aprendizagem fique para trás.

Bons estudos!

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo


SUMÁRIO

ATIVIDADE 1 – MULHERES QUE FAZEM CIÊNCIA!............................................................................................7

ATIVIDADE 2 – ADOLESCÊNCIA E PUBERDADE..............................................................................................14

ATIVIDADE 3 – INTERFERÊNCIAS NOS ECOSSISTEMAS..................................................................................22

ATIVIDADE 4 – INTERAÇÕES ECOLÓGICAS....................................................................................................24

ATIVIDADE 5 – O TEMPO NÃO PARA!............................................................................................................26

ATIVIDADE 6 – A LOCOMOÇÃO DOS SERES VIVOS NO MEIO.......................................................................30

ATIVIDADE 7 – PRÁTICA ESPORTIVA: OS OSSOS E OS MÚSCULOS DO CORPO HUMANO............................33

ATIVIDADE 8 – C
 ONHECER PARA PRESERVAR: COMO A CIÊNCIA E OS CONHECIMENTOS DOS POVOS
TRADICIONAIS CONTRIBUEM PARA A PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE........................ 37

ATIVIDADE 9 – UNIDADES DE MEDIDA E MOVIMENTO..................................................................................50

ATIVIDADE 10 – SEM SOMBRA DE DÚVIDAS..................................................................................................60

ATIVIDADE 11 – O QUE AS SOMBRAS TÊM A VER COM OS ECLIPSES?..........................................................66

ATIVIDADE 12 – O QUE A NATUREZA TEM A NOS DIZER?............................................................................69

ATIVIDADE 13 – MUDANÇAS NO AMBIENTE.................................................................................................75

ATIVIDADE 14 – MUDANÇAS CLIMÁTICAS EXISTEM?.....................................................................................81

ATIVIDADE 15 – NOSSO PLANETA, A TERRA, USA FILTRO SOLAR?................................................................85


ATIVIDADE 16 – COMO O SOM SE PROPAGA?..............................................................................................91

ATIVIDADE 17 – AS FERRAMENTAS DO CORPO PARA COMBATER INFECÇÕES..............................................96

ATIVIDADE 18 – A IMPORTÂNCIA DA VACINA.............................................................................................102

ATIVIDADE 19 – DIABETES............................................................................................................................105

ATIVIDADE 20 – AS LEIS DO MOVIMENTO...................................................................................................110

ATIVIDADE 21 – POR QUE CHOVE TANTO NO VERÃO DE SÃO PAULO?......................................................121

ATIVIDADE 22 – N
 ADANDO CONTRA A CORRENTE: POR QUE AS BALEIAS-JUBARTE
FICAM VIAJANDO DA ANTÁRTICA PARA O BRASIL?......................................................... 138

ATIVIDADE 23 – ENERGIA ESSENCIAL..........................................................................................................152

ATIVIDADE 24 – O MAGNETISMO EM NOSSO DIA A DIA............................................................................154

ATIVIDADE 25 – DO QUE SÃO FEITAS TODAS AS COISAS?..........................................................................156

ATIVIDADE 26 – POR DENTRO DE UM ABRAÇO...........................................................................................167

ATIVIDADE 27 – Q
 UAL É A FONTE DE ENERGIA QUE MENOS IMPACTA
O MEIO AMBIENTE NA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA?........................................... 182

ATIVIDADE 28 – ESSA CORRENTE É MUITO ELÉTRICA!.................................................................................191

ANEXO.........................................................................................................................................................205
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 7

ATIVIDADE 1

MULHERES QUE FAZEM CIÊNCIA!

Astronauta se torna a mulher


a passar mais tempo no espaço
Publicado em: 4 de março de 2020.

A astronauta norte-americana Christina Koch, 41 anos, voltou à Terra no dia 6 de fe-


vereiro, depois de quase um ano na Estação Espacial Internacional (ISS). Com 328 dias de
missão, Koch se tornou a mulher a ficar mais tempo no espaço. O recorde anterior, registrado
em 2017, era da norte-americana Peggy Whitson (288 dias). “Recordes são feitos para serem
quebrados. É um sinal de progresso”, escreveu Whitson em uma rede social. Ela ainda é a
mulher com maior número e tempo de caminhadas espaciais (dez caminhadas, com duração
total de 60 horas e 21 minutos). Koch já havia atingido outro recorde em outubro de 2019,
ao participar da primeira caminhada espacial apenas com mulheres, ao lado da astronauta
dos EUA, Jessica Meir. No total, Koch fez seis caminhadas espaciais. O recorde absoluto de
permanência no espaço é de 437 dias e pertence ao russo Valeri Polyakov. Já a russa Valentina
Tereshkova foi a primeira mulher no espaço, em 1963. Apenas 20 anos depois, outra astro-
nauta voltaria a sair da Terra. No total, mais de 60 mulheres já viajaram para fora do planeta.
A Nasa (agência espacial dos EUA) promete levar a primeira mulher à Lua em 2024.
Texto: https://www.jornaljoca.com.br/astronauta-se-
torna-a-mulher-a-passar-mais-tempo-no-espaco/. Acesso em: 17 maio 2023 . (Adaptado)
php?title=Valentina+Tereshkova&uselang=pt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Christina_Koch

https://commons.wikimedia.org/w/index.

Christina Koch Valentina Tereshkova


8 Conhecer Mais - Estudo Complementar

VAMOS PRATICAR!

1. Na sua opinião, considerando as carreiras profissionais destas mulheres, quais suas con-
tribuições para a ciência?

2. Por que, para algumas pessoas, é estranho observar mulheres ocupando outros papéis,
além daqueles predefinidos pela sociedade, como, por exemplo, desempenhando tare-
fas domésticas?

Mulheres e o método científico!

Conheça um pouco sobre essas três mulheres brasileiras que foram cientistas pioneiras em
nosso país e, depois, vamos discutir um pouco sobre o que é fazer ciência.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 9

Nise da Silveira

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nise_da_Silveira
Médica psiquiatra, dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, mani-
festando-se radicalmente contra as formas de tratamento que julgava serem
agressivas. Foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pa-
cientes com animais.

Johanna Döbereiner
Johanna_D%C3%B6bereiner

Engenheira agrônoma, suas pesquisas foram fundamentais para que o


https://pt.wikipedia.org/wiki/

Brasil desenvolvesse o uso do etanol e também se tornasse o segundo pro-


dutor mundial de soja. Seu trabalho permitiu que milhares de pessoas con-
sumissem alimentos mais baratos e saudáveis.

Carolina Martuscelli Bori

notaveis/310-carolina-martuscelli-bori
Pedagoga e psicóloga, teve papel fundamental no estabelecimento do estudo

http://www.canalciencia.ibict.br/
científico da Psicologia no Brasil, responsável pela introdução da análise do
comportamento em nosso país.

Para saber mais


Para você conhecer essas ou outras trajetórias e experiências de diversas
cientistas mulheres e pioneiras no Brasil, leia o livro Pioneiras da ciência no
Brasil, disponível para download gratuito. Acesse pelo QR Code ou no link
a seguir:

http://www.sbpcnet.org.br/site/publicacoes/outras-
publicacoes/livro_pioneiras.pdf. Acesso em: 17 maio
2023.
10 Conhecer Mais - Estudo Complementar

3. Leia e observe a tirinha a seguir:

Crédito: Armandinho, de Alexandre Beck, uso autorizado


pelo autor
Que relação podemos fazer entre o assunto tratado por Fê e Armandinho nesta tirinha e a
importância do trabalho de homens e mulheres na ciência, por exemplo?

Este tema é bastante interessante, não acha?


Como se faz ciência e como ela está presente em nosso dia a dia?
Você quer saber como cientistas ou mesmo você pode realizar descobertas?
Uma das formas de trabalho dos cientistas é por meio do método científico, um conjunto
de etapas ou passos organizados em uma sequência lógica para estudar os fenômenos. Vale
reforçar que a investigação científica pode ser feita de diferentes maneiras e o método científico
é apenas uma forma de fazer ciência.
Vamos entender um pouco sobre essas etapas? Tenho certeza de que você vai se reconhe-
cer nelas durante o seu dia a dia quando se deparar com alguns problemas ou dúvidas que o
deixarem muito curioso.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 11

A primeira delas é a OBSERVAÇÃO. Diante de alguma situação


que ocorre na natureza, você pode ser levado pela curiosidade e pela
necessidade de buscar formas de entender o que leva um fenômeno
a acontecer. Assim, a partir da observação, que pode ser a olho nu ou
com a utilização de instrumentos, como o microscópio, você começa a
formular questões.
Por exemplo: observa-se muitas pessoas dizendo que a maioria das
meninas se desenvolvem mais rápido do que os meninos. Então, uma
questão que poderia ser levantada é: será que isso é verdade?
Na tentativa de responder a essa questão, você pode pensar em uma
possível resposta que explique esse fenômeno. Essa é a HIPÓTESE, ou
seja, uma ou mais afirmações prévias para explicar os fenômenos.
Para responder à pergunta, poderia ser levantada a seguinte hi-
pótese: “Alguma substância está presente mais cedo no corpo das
meninas que causa esse desenvolvimento?”.
Para verificar se a hipótese levantada é realmente verdadeira,
você pode realizar vários experimentos controlados, ou então reali-
zar uma pesquisa, porque a EXPLORAÇÃO de conhecimentos que

Freepik
foram organizados ou construídos por outras pessoas também faz
parte do trabalho científico. Neste caso, tanto fazer experiências em
laboratório ou explorar informações podem confirmar a hipótese ou
então mostrar que ela não é verdadeira e deve ser descartada. Assim, outra hipótese poderá ser
levantada e outras pesquisas serão realizadas.
Depois de analisar cuidadosamente os resultados obtidos com as experiências ou com a
exploração que você realizou, você pode chegar a algumas CONCLUSÕES e ter a sua pergunta
inicial respondida.

Você já parou para pensar que, ao responder às grandes perguntas da humanidade e


enfrentar desafios importantes do nosso cotidiano, a ciência possibilita avanços nas mais
diversas áreas, como saúde, alimentação, tecnologia e meio ambiente? Assim, os cientistas
também são responsáveis por contribuir para melhora da qualidade de vida das populações
ao redor do mundo, promovendo desenvolvimento intelectual e cultural, criando conheci-
mento, diminuindo as desigualdades e melhorando a educação.
12 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Bom, agora que você conhece um pouco mais sobre o modo de trabalhar com a ciência,
vamos para algumas atividades:

4. Olhe ao seu redor, você seria capaz de identificar três ou mais facilidades, aparatos, conhe-
cimentos ou melhorias que você e sua família utilizam hoje e que foram possíveis graças ao
desenvolvimento da ciência?

5. As frases da tabela 1 representam o raciocínio de um pesquisador, associe corretamente


com as etapas que estão na tabela 2.

Tabela 1 Tabela 2

Talvez alguma substância presente nas folhas


A Conclusão
verdes seja responsável por essa cor

Realizar experimento para encontrar compostos


presentes em todas as folhas verdes e verificar se
B Observação
alguns desses não estariam presentes nas folhas
que são de outras cores

Todas as folhas verdes possuem um pigmento


C Exploração
em comum

D Por que as folhas das árvores são verdes? Hipótese


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 13

6. Resolva a cruzadinha:

Horizontais Verticais
É o que desperta a curiosidade e a Momento de verificar se a hipótese levantada é
3 necessidade de buscar formas de 1 verdadeira, realizando experimentos ou, então,
entender algum fenômeno. uma pesquisa.

Uma tentativa de responder à questão Nome do método utilizado por cientistas que é
5 levantada e dar uma possível resposta 2 um conjunto de etapas ou passos para estudar
que explique o que está acontecendo. um fenômeno da natureza.

Depois de analisar os resultados da pesquisa


Dedicou sua vida ao trabalho com doentes
ou dos experimentos, pode ser possível
6 4 mentais, foi radicalmente contra as formas
comprovar como e por que determinado
agressivas de tratamento que existiam.
fenômeno se repete.

Suas pesquisas foram fundamentais para Psicóloga responsável pela introdução da


7 6
que o Brasil desenvolvesse o uso do etanol. análise do comportamento em nosso país.
14 Conhecer Mais - Estudo Complementar

(pagina 96)
ATIVIDADE 2
ATIVIDADE 2- Adolescência e puberdade
ADOLESCÊNCIA E PUBERDADE
(abre boxe historia em quadrinhos Alexandre Beck 3149/190)

Crédito: Armandinho, de Alexandre Beck


Adolescendo

Tirinha Tenho
do Armandinho comemorativa
certeza de que aos 29
você vai concordar: ser anos do ECA
adolescente nem sempre é fácil. A adolescên-
cia traz muitas transformações, conflitos, perdas e medos. Não é à toa que o jovem pode se sen-
Créditos: Armandinho,
tir confuso, desem
muitas vezes Alexandre Beck
saber o que - uso
fazer. autorizado
Quando peloasautor
procuramos origens e o significado
da palavra adolescência, além de “crescer em direção a”, encontramos também “adoecer”. Mas,
(abre boxe)
calma, isso não significa que você está doente! Muito pelo contrário. Podemos pensar nesse
“adoecer” lembrando que a adolescência é um momento contraditório, de inúmeros conflitos e,
Adolescendo
muitas vezes, sofrimentos. Afinal, você está passando por importantes mudanças biológicas e
emocionais que nem sempre são fáceis de entender. Até mesmo o crescer traz conflitos, porque
implica inúmeras perdas. Em primeiro lugar, você não é mais criança — você está sempre ou-
vindo isso, não é? Mas é verdade. E ao deixar de ser criança, você perde a infância, os pais da
Tenho certeza
infância, de queinfantis
as fantasias você vai
e o concordar:
corpo infantil.ser adolescente
Muitas nem sempre
vezes, ao vivenciar essas é fácil. oAado-
perdas,
adolescência traz
lescente volta muitas
a ter transformações,
uma reação conflitos,
de defesa muito comum perdas e medos.
na infância Não é à Étoa
— a onipotência. que o
aquele
jovem pode se
sentimento quesentir confuso,
leva você muitas
a pensar vezes
que nada vai sem saber o que
lhe acontecer, quevocê
fazer. Quando
pode tudo. Nessa fase,
procuramos as éorigens
a onipotência e ode
uma forma significado
lidar com asdaangústias.
palavra adolescência, além de “crescer em
direçãoÉa”, na encontramos também
adolescência também que“adoecer”.
se estruturaMas, calma,sexual,
a identidade isso não significa
experiência queque
trazvocê
mais
está doente! Muito pelo contrário. Podemos pensar nesse “adoecer” lembrando que
conflitos para o jovem. Para se tornar homem ou mulher, é preciso tomar posições, atitudes so-a
adolescência é um
ciais, culturais momento
e afetivas contraditório,
que os adolescentes de
têminúmeros conflitosComo
medo de assumir. e, muitas
é difícil vezes,
para você,
agora, em plena adolescência, enxergar o futuro! E não estamos falando somente das questões
sofrimentos. Afinal, você está passando por importantes mudanças biológicas e
de identidade sexual, mas também do medo do futuro em geral.
emocionais que nem sempre são fáceis de entender. Até mesmo o crescer traz
conflitos, porque implica inúmeras perdas. Em primeiro lugar, você não é mais criança
— você está sempre ouvindo isso, não é? Mas é verdade. E ao deixar de ser criança,
você perde a infância, os pais da infância, as fantasias infantis e o corpo infantil.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 15

É possível passar pela adolescência, por esse momento de intenso crescimento, de forma
saudável? Eu diria que sim. Mesmo em meio a um momento histórico marcado pela globaliza-
ção, pela rapidez das transformações tecnológicas, éticas, morais e culturais, fatores que geram
mais dificuldades para quem vive hoje a adolescência em nossa sociedade.
No livro Cabeça de Porco, MV Bill, Celso Athayde e Luís Eduardo Soares lembram que a
palavra identidade tem um duplo significado. De um lado, representa a originalidade, aquilo que
torna as pessoas diferentes, únicas. Do outro, representa a semelhança que aproxima duas
pessoas. Ou seja, se identificar significa “se espelhar”, ver no outro coisas que são parecidas
conosco, e significa ruptura, romper com modelos. Precisamos mesmo romper com nossas re-
ferências primárias, o pai e a mãe, para que, baseados no seu modelo, possamos nos construir
como pessoas únicas.
Em meio a essa busca, muitas vezes sem conseguir enxergar o que pode estar “no fim do
túnel”, você está adolescendo, se transformando e, enfim, crescendo.

Fonte: Ciência Hoje na Escola. Conversando sobre Saúde com Adolescentes - SBPC. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.
php?option=com_docman&view=download&alias=1858-pse-cienciaescola&Itemid=30192. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)

VAMOS PRATICAR

1. Após ler esse texto, você tem alguma hipótese sobre por que todas essas mudanças
acontecem?
Escreva sua hipótese a seguir:
16 Conhecer Mais - Estudo Complementar

O início da adolescência é determinado por mudanças biológicas que, dependendo


da pessoa, se iniciam entre os nove e os quatorze anos. Essas transformações são causa-
das pela atividade de alguns hormônios, que provocam diversas alterações no corpo e no
comportamento.
Puberdade, que vem do latim pubertas e que significa “cobrir de pelos”, é o processo
biológico de desenvolvimento sexual do ser humano, que possibilita, por exemplo, a repro-
dução. É durante a puberdade que as características sexuais secundárias aparecem.
A adolescência é um fenômeno social e psicológico e não devemos confundir adoles-
cência com mudanças corporais. Em alguns casos, a puberdade e o início da adolescência são
simultâneos, em outros casos isso não acontece, ok?

Antes de falarmos mais especificamente sobre aspectos biológicos apenas, que tal refletir-
mos um pouco sobre a sexualidade?
Para começar, sexualidade é muito mais que a atividade sexual e não se limita a função bio-
lógica responsável pela reprodução. Sexualidade é um aspecto essencial da vida das pessoas
e envolve sexo, papéis sexuais, orientação sexual, prazer, relações afetivas, amor e reprodução.
A sexualidade é uma dimensão fundamental de todas as etapas da vida de homens e mu-
lheres e está presente desde o nascimento até a morte.
É na adolescência, quando ocorrem profundas transformações biológicas, psicológicas e
sociais, que aparece também a capacidade reprodutiva. Ou seja, o acelerado crescimento físico
é acompanhado pela maturação sexual.
Por isso, é importante – especialmente para o jovem, mas também para todos nós adultos
– conhecer o funcionamento do nosso corpo e compreender nossos sentimentos, para que pos-
samos fazer as escolhas que sejam as mais positivas para a nossa vida e que melhor favoreçam
a expressão da nossa sexualidade.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 17

2. Como você explicaria a um colega de turma quais as principais diferenças entre a puberda-
de e a adolescência?

3. Você já ouviu a música “Terra de Gigantes”, da banda Engenheiros do Hawaii? Aqui vai um
pequeno trecho da letra:

“...eu tenho uma guitarra elétrica


Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter
Mas, hei mãe
Alguma coisa ficou pra trás...”

Utilize o QR Code ou o link para ouvir:


https://youtu.be/LU9deI7Czy8. Acesso em: 21 jul. 2023.

Na letra, o jovem está querendo dizer que a guitarra elétrica tão sonhada na infância não
serve mais, que perdeu o sentido. Na sua opinião, o que mudou no comportamento de antes
e o de hoje do jovem? O que significam essas mudanças?
18 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para Saber Mais


Para se aprofundar sobre este assunto, leia a revista Ciência Hoje na
Escola: Conversando sobre Saúde com Adolescentes. Utilize o
QR Code ou a URL a seguir:

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_
docman&view=download&alias=1858-pse-
cienciaescola&Itemid=30192. Acesso em: 17 maio 2023.

A Biologia e os hormônios de nosso corpo

Observe a imagem a seguir, ela apre-


1 senta as principais glândulas presentes em
2 nosso corpo.
Nesta atividade, daremos mais ênfa-
se ao início da adolescência e da puber-
. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_end%C3%B3crino

3 dade, e vamos estudar apenas algumas


das glândulas e hormônios produzidos
por elas. E eles são os responsáveis pelas
transformações que acontecem durante
4 essa fase da vida.
Essas mudanças começam a aconte-
cer graças à ação de uma região do cérebro
chamada hipotálamo. Algumas células des-
sa região produzem hormônios, que atuam
5 sobre a glândula hipófise, localizada logo
6
Legenda:
1.Glândula pineal abaixo de nosso cérebro e também chama-
2. Hipófise da de pituitária. Então, ela passa a produzir
3. Tireoide
4. Timo
dois hormônios, o folículo estimulante (FSH)
5.Glândula supra renal e o luteinizante (LH). Ambos agem sobre as

7
6. Pâncreas
7. Ovário
gônadas (os ovários e os testículos), sendo
8. Testículo o primeiro responsável pelo estímulo à pro-
dução de óvulos e de espermatozoides e,
8 o segundo, por estimular essas gônadas a
produzir os hormônios sexuais.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 19

Hormônios sexuais femininos

Estrógeno
Atua sobre os órgãos genitais, exerce efeitos por todo o corpo, como o
desenvolvimento das mamas e alargamento dos quadris e distribuição
de pelos pelo corpo.

Progesterona
Desenvolve e mantém o interior do útero preparado para receber o embrião.

A interação entre esses dois hormônios possibilita a ocorrência da menstruação.

Testosterona
Atua sobre o desenvolvimento dos órgãos genitais, exerce efeitos

Freepik
por todo o corpo como o ganho de massa muscular, favorece a
capacidade de memória e saúde do coração.

Quantas palavras difíceis, não? Preparamos uma atividade que aju-


dará você a lembrar e associar melhor essas informações:

4. A partir do que acabamos de aprender, leia as afirmações a seguir e identifique-as com


V quando forem VERDADEIRAS e F quando forem consideradas FALSAS.

A) ( ) O hormônio LH estimula as gônadas a produzirem os hormônios sexuais.

B) ( ) O hipotálamo é considerado uma região do cérebro.

C) ( ) Os ovários não são responsáveis pela produção de óvulos.

D) ( ) A hipófise também é conhecida como glândula pituitária.

E) ( ) Os ovários são as gônadas masculinas.

F) ( ) As gônadas masculinas são chamadas de testículos.


20 Conhecer Mais - Estudo Complementar

G) ( ) O FSH e o LH são vitaminas presentes no corpo.

H) ( ) Os testículos são responsáveis por produzir os espermatozoides.

5. Agora, reescreva as frases incorretas, corrigindo-as.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 21

6. Na canção “Cor-de-rosa-choque”, da cantora Rita Lee, a letra diz:

“Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra”.


Utilize o QR Code ou o link para ouvir:
https://youtu.be/a9ElBc0VPzY. Acesso em: 21 jul. 2023.

Esse verso se refere a que situação?


( ) Ovulação ( ) Gravidez ( ) Menstruação

7. Caça-palavras

O S E L Z H I R T I L A L H U I E R L S M Y
H U N N M S T K S E K P O R V I K S T G A N
A O W M N R M M I H U R N E L I O O S B E O
D A V D N E D D L B M O V E T E O I E N W A
W O S A I L A H E O I G N E E M V I S T D A
G M R N R S I R N I O E D E S D U P C O I T
A H C V I I D I N S A S E T T W L E L N A E
E E E L S A O T E E A T C F O E O E U R E S
A A R N D S H S T T F E I U S T S S R E R T
A L W E A A U I N O T R R D T C T T W N T I
R N T E U I S A P E A O T W E E A R E O I C
T U O Y H R K D Y O G N I N R A H O R G Y U
I O T E M R T E Y O F A C W O F H G G B E L
R I P R I L R O H O T I T R N E W E M T A O
I H I A C S D E M C A O S C A B E N A I D S
E S P E R M A T O Z O I D E S A E O A R E S

Adolescência Hormônios Espermatozoides Ovários Estrógeno

Óvulos Hipófise Progesterona Testosterona Puberdade Testículos

Dica

As palavras estão escondidas na horizontal, vertical e diagonal.


22 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 3

INTERFERÊNCIAS NOS ECOSSISTEMAS

As mudanças nos ecossistemas

A diversidade de seres vivos e ambientes no nosso planeta é imensa, mas existem alguns
fatores que podem influenciar os ecossistemas. Pensar e compreender questões como essas é
tão importante quanto conhecer a biodiversidade.

VAMOS PRATICAR!

1. Considerando as áreas de mata 1 e 2, observe a quantidade de árvores durante os anos


de 2000, 2005 e 2010.
Tabela 1
ÁREA DE MATA 1 ÁREA DE MATA 2
(área de 15 000 m2) (área de 15 000 m2)
Espécie de Ano Número de árvores Ano Número de árvores
árvores 2000 58 2000 25
2005 53 2005 20
2010 52 2010 12
(dados fictícios)

A) Nos anos 2000, 2005 e 2010, quais mudanças ocorreram nas quantidades de árvores
na mata 1? E na mata 2?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 23

B) Qual das duas matas você considera mais estável, ou seja, a área de mata em que o
número de espécies de árvores não mudou muito? E por qual motivo?

2. Proponha alguma solução para recuperação da área de mata 2, prevendo o retorno do


mesmo número de árvores do ano 2000.

3. Relacione os problemas ambientais às descrições:

Consiste em levar espécies de outros lugares


A Desmatamento
a um ecossistema.
Introdução de Pode ocorrer pelo corte de árvores ou por queimadas,
B
espécies exóticas perdendo a cobertura vegetal do solo.
Modificações do ambiente que alteram as condições
C Contaminação Ambiental
físicas, químicas ou biológicas.

A preservação da Mata Atlântica é imprescindível para a manutenção da flora e da fau-


na. Pesquise vídeos que mostram sobre as espécies desse bioma que estão ameaçadas de
extinção.
24 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 4

INTERAÇÕES ECOLÓGICAS
No mundo natural, nenhum organismo existe em absoluto isolamento e cada um deles inte-
rage com o meio ambiente e outros organismos. As interações de um organismo com seu meio
ambiente são fundamentais para a sobrevivência dele e o funcionamento do ecossistema como
um todo.
Em um ecossistema encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos. Essas
interações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos mantêm entre si. Algumas
dessas interações se caracterizam pelo benefício de ambos os seres vivos ou de apenas um deles.
Como exemplos de interações ecológicas, temos o inquilinismo que é um tipo de associa-
ção em que apenas um dos participantes se beneficia, sem causar qualquer prejuízo ao outro.
Nesse caso, a espécie beneficiada obtém abrigo ou, ainda, suporte no corpo da espécie hos-
pedeira. Outro tipo de interação ecológica é a predação, onde há um predador (organismo que
está caçando) que se alimenta de suas presas (o organismo que é atacado). Já no parasitismo,
um organismo denominado parasita vive dentro ou sobre o corpo do outro organismo, chamado
de hospedeiro, do qual retira alimento para sobreviver.
Existem outras interações ecológicas que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes,
mas também há interações ecológicas que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie, como é
o caso da sociedade das abelhas. Leia mais sobre esse assunto no final dessa atividade.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%A3o_ecol%C3%B3gica. Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado).

VAMOS PRATICAR!

1. Associe as interações ecológicas com as descrições:

Associação em que um indivíduo de uma espécie instala-se no corpo


A Predação
de um indivíduo de outra espécie, de onde retira o alimento.
Associação em que um indivíduo de uma espécie, o predador,
B Inquilinismo
alimenta-se de um indivíduo de espécie diferente, a presa.
Associação em que apenas uma espécie, o inquilino, se beneficia,
C Parasitismo procurando abrigo ou suporte no corpo de outra espécie, o
hospedeiro, sem prejudicá-la.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 25

2. Leia os 3 exemplos a seguir e escreva o nome da interação ecológica correspondente:

PREDAÇÃO – INQUILINISMO – PARASITISMO


CC BY-SA 3.0, https://commons.
By Andréatl - Own work,

wikimedia.org/w/index.
php?curid=9041541

• O
 s carrapatos alimentam-se do sangue dos animais, como macacos e capiva-
ras, podendo, ali, completar todo seu ciclo de vida. Também podem transmitir
doenças ao animal picado.
CC BY-SA 4.0, https://commons.
By Rmontemor - Own work,

• A
 s bromélias podem crescer sobre o tronco de árvores, que servem de su-
wikimedia.org/w/index.
php?curid=79783365

porte para que recebam luz mais facilmente para a fotossíntese. As árvores
hospedeiras não sofrem nenhuma alteração e podem crescer normalmente.
Por Wolf’s Eye XXX - Trabalho

BY-SA 4.0, https:/commons.


próprio pelo carregador, CC

• As corujas são caçadoras e se alimentam de ratos e cobras.


wikimedia.org/w/index.
php?curid=79350916

Um exemplo de interação ecológica que ocorre entre indivíduos da mesma espécie


é a sociedade. As abelhas são insetos que vivem em sociedades. Elas são conhecidas há
mais de 40.000 anos e contribuem para a polinização, ajudando enormemente a agricul-
tura, a produção originária de mel, geleia real, cera e própolis.

Uma colônia abriga entre trezentos e mil indivíduos. Na colônia, cada abelha tem
uma função específica. Existe a abelha-rainha, as operárias e os zangões. As operárias
constroem favos maiores para acomodar as larvas quando é época de multiplicação da
colônia ou se uma nova rainha se tornar necessária, além de proteger a colmeia. O zan-
gão também tem a função de proteger a colmeia de outros insetos que possam ameaçá-
-la, além de fecundar a rainha. A abelha-rainha é personagem central da sociedade. Seu
tamanho é quase duas vezes maior do que o das operárias, e suas funções, do ponto de
vista biológico, é a postura de ovos e a manutenção da ordem na colmeia. É a única fêmea
com capacidade de reprodução.

Fonte/Adaptação: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha. Acesso em: 11 jul. 2023.


26 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 5

O TEMPO NÃO PARA!

Oh! que saudades que tenho


Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Trecho do poema Meus oito anos, de Casimiro de Abreu.

VAMOS PRATICAR!

1. Sabemos que nossa idade é contada em anos. Escreva uma lembrança de sua infância,
que você sente saudade, e qual era a sua idade nessa época.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 27

2. Escreva abaixo o nome e a idade de todos que moram em sua casa.

Os movimentos da Terra e as medidas de tempo

O conceito de tempo é algo bastante complexo e


fascinante. Ele pode ser abordado sob o ponto de vis-

creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-
ta das mais diferentes áreas do conhecimento, como a

Corpos Celestes fora de escala


Tauolunga / CC BY-SA https://
filosofia, a sociologia, a biologia, a história, a psicolo-
gia e, em particular, a física, na qual esse conceito tem
uma enorme importância, pois é a base para muitas das
suas teorias mais importantes.
A rotação da Terra é o movimento giratório que ela
realiza sobre si, estabelecendo um eixo de simetria que transpassa seu centro e que determi-
na, em sua interseção com a superfície do planeta, os polos geográficos Norte e Sul. A rotação
acontece no sentido anti-horário, se vista por um observador estático em relação às estrelas,
quando situado sobre o polo Norte. A duração do assim chamado dia sideral - o tempo neces-
sário para a Terra completar uma volta completa sobre si - 360 graus exatos - é de 23 horas,
56 minutos, 4 segundos e 9 centésimos (23h 56min 4,09s). Tendo o planeta um perímetro apro-
ximado de 40 075 km na linha do Equador, a sua velocidade de rotação medida nesta linha, ou
seja, em seu diâmetro máximo, é de aproximadamente 465 metros por segundo 1 674 km/h. Em
relação ao Sol, o tempo de rotação médio - o dia solar médio - é de 24 horas. O dia solar, período
entre duas passagens sucessivas do Sol sobre o meridiano local, varia ao longo do ano, sendo
sempre superior ao dia sideral.
A diferença entre o dia sideral e o dia solar deve-se à translação da Terra, que consiste no
avanço do centro da Terra ao longo de uma curva fechada em redor do Sol, estabelecendo uma
trajetória conhecida por órbita. Para a Terra, essa órbita aproxima-se muito de uma órbita circu-
lar, mas, a rigor, é uma curva chamada elipse. A velocidade com que a Terra percorre tal órbita é
variável ao longo do ano, mas esse movimento dá-se com a velocidade, em média, por volta de
30 km/s, ou seja, a cada segundo, a Terra desloca-se 30 quilômetros no espaço em sua trajetória
28 Conhecer Mais - Estudo Complementar

em torno do Sol. Durante a translação, o eixo de rotação da Terra mantém um ângulo de apro-
ximadamente 23° com a reta normal ao plano da órbita da Terra. Uma translação completa ao
redor do Sol leva 1 ano sideral e tem uma duração aproximada de 365 dias, 5 horas, 48 minutos
e 48 segundos, a uma velocidade orbital média de 29,78 km/s.
Como não pode haver todos os anos um 366º dia com as cerca de 6 horas que sobram, a
cada quatro anos realiza-se um ajuste no nosso calendário e adiciona-se mais um dia ao ano,
sendo que este ano se denomina bissexto.
Nossa rotina, com diversos compromissos e tomadas de tempo, deve estar muitas vezes orga-
nizada precisamente. Dependendo do ponto de vista e do que iremos fazer, podemos ter a sensação
de esse tempo passar mais rápido ou mais devagar, mas uma coisa é certa, o tempo não para!

Referências: https://cienciahoje.org.br/coluna/a-luta-cotidiana-contra-o-tempo/; https:// pt.wikipedia.org/wiki/Dia; https://pt.wikipedia.org/


wiki/Ano; https://pt.wikipedia.org/wiki/ Translação_da_Terra; https://pt.wikipedia.org/wiki/Rotação_da_Terra. Acesso em: 11 jul. 2023.

3. Quais são os movimentos da Terra que determinam:

A) A medida do dia:

B) A medida do ano:

C) Preencha a tabela abaixo de acordo com os dados apresentados no texto anterior:

Velocidade de rotação da Terra

Duração média de um dia solar


Velocidade orbital média da Terra durante
o movimento de translação
Duração aproximada de um ano

Ângulo do eixo de rotação da Terra

Medição do Tempo

Para medir o tempo, é necessário um referencial e um evento que se repita com regularida-
de, por exemplo, a rotação da Terra.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 29

O tempo marcado pelo relógio não é universal, mas sim uma construção histórica. Medir o tem-
po significa, em princípio, registrar coincidências. Quando alguém marca um compromisso, digamos
às 9h08min do presente dia, está informando que ela estará no local combinado quando os pontei-
ros grande e pequeno do relógio coincidirem com as marcas relacionadas à esse momento.
A medida de tempo requer, portanto, um aparelho que produza eventos repetitivos e regu-
lares - o relógio.
Nos relógios mecânicos, o oscilador normalmente é constituído por um sistema massa-mola
e, nos relógios elétricos, o oscilador pode ser construído apenas com componentes elétricos,
mas, por questões de precisão, é muito comum que as oscilações deste sejam controladas por
um cristal.
Embora relógios com elevada precisão sejam artefatos encontrados com uma enorme facili-
dade, nas mais variadas formas, modelos e tamanhos nos dias atuais, e às vezes custando pouco,
tal precisão e acessibilidade é algo muito recente na história das sociedades. Na época das gran-
des navegações, há cerca de 500 anos, dispositivos como estes estavam apenas nos sonhos dos
navegadores. Prêmios milionários eram oferecidos para quem conseguisse construir um relógio
com precisão requerida à navegação àquela época, visto que a determinação da longitude quando
em alto mar não era viável por meio da observação das estrelas, a menos que se estivesse de
posse de tal equipamento com precisão razoável. Em suas primeiras versões, a construção de
relógios com incertezas de dezenas de minutos ao dia já implicava em um grande progresso.
Na ausência de relógios artificiais, a humanidade valeu-se, ao longo de sua história, da
regularidade observada em certos fenômenos naturais, com destaque aos astronômicos, esta-
belecendo seus padrões para a determinação e medida do tempo: nestes termos, à rotação da
Terra devemos o intervalo de tempo conhecido por 1 dia, às fases da Lua devemos a definição de
semana - período equivalente
a 7 dias; a lunação serviu de
base para a definição de mês
e à translação da Terra deve-

Imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Montinari_Milano.jpg#/media/
mos o conceito de ano.
As unidades de tempo
mais usuais são o dia, dividido
em horas, e estas em minutos,
e estes em segundos. Os múl-
tiplos do dia são a semana,
o mês, e o ano, e este último
Ficheiro:Montinari_Milano.jpg

pode agrupar-se em décadas,


séculos e milênios.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo#-
Medição_do_tempo. Acesso em: 11 jul. 2023.
(Adaptado).
30 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 6

A LOCOMOÇÃO DOS SERES VIVOS NO MEIO


Os movimentos realizados pelos seres vivos são diversos e magníficos. Nesta atividade,
você irá estudar os sistemas locomotores de alguns seres vivos que permitem a locomoção nos
mais variados ambientes.

VAMOS PRATICAR!

Observe as imagens a seguir e responda às questões 1 e 2:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beija_flor_colibri.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pinguim-nadando-
DSC08887.JPG

1. Relacione a maneira como essas aves se locomovem nos ambientes em que estão com
suas dietas.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 31

2. Na sua opinião, quais outras razões esses animais precisam para se locomover pelos am-
bientes, além da busca de alimentos?

Chama-se locomoção a capacidade que muitos organismos têm de se movimentar nos


ambientes em que vivem.
No geral, a maioria dos seres vivos se locomove por motivos relacionados à sua sobrevivên-
cia: pela fuga, busca de alimentos, reprodução, entre outros.
As formas de locomoção dos seres vivos são bastante diversificadas. Os mamíferos nor-
malmente deslocam-se com o auxílio dos seus membros; os peixes com as barbatanas; a maio-
ria das aves e alguns insetos com as asas e patas; muitos protozoários com cílios ou flagelos,
ou ainda por movimentos amebóides, ou seja, modificando a forma do seu corpo. Os seres
humanos também podem se locomover andando ou por meio de máquinas por eles construídas,
como a bicicleta, o automóvel, o trem, o avião, o barco, entre outras.
Nas imagens do pinguim e do beija-flor, mesmo se tratando de aves, percebemos que cada
uma ocupa um ou mais ambientes, sejam eles aquáticos, terrestres e aéreos e seus corpos
apresentam adaptações para que possam se locomover nesses locais.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Locomo%C3%A7%C3%A3o#
Locomo%- C3%A7%C3%A3o_dos_seres_vivos. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado).

Para ampliarmos nossos estudos, observe as imagens a seguir sobre a adaptação das
patas de alguns animais. Note que a forma dessas patas auxilia esses animais a se locomo-
verem no ambiente onde estão e contribuem para sua sobrevivência.
As patas de um elefante são pilares verticais, pois precisam suportar o grande peso do ani-
mal. São praticamente redondas. Embaixo dos ossos das patas dos elefantes existe uma camada
gelatinosa que funciona como uma almofada de ar ou amortecedor.
Por esta razão, um elefante pode ficar de pé por longos períodos de tempo sem se can-
sar. Aliás, elefantes africanos raramente se deitam,
exceto quando estão doentes ou aleijados. Elefantes
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Asian_

indianos, em contraste, deitam-se frequentemente.


elephant_eating02_-_melbourne_zoo.jpg

O elefante é um bom nadador, mas não con-


segue trotar, saltar ou galopar. Tem dois andares:
o caminhar e um passo mais acelerado que partilha
características com a corrida. Quando caminha, as
patas funcionam como pêndulos, com as ancas e os
ombros subindo e descendo quando o pé é colocado
32 Conhecer Mais - Estudo Complementar

no chão. O passo mais acelerado não corresponde à definição habitual de corrida, porque
os elefantes têm sempre pelo menos uma pata apoiada no chão. Andando a passo normal,
um elefante anda a cerca de 3 a 6 km/h, mas pode chegar a 40 km/h em corrida.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elefante. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)

O pato é uma ave que pertence à família Anatidae. Pode ser encontrado tanto em
água doce como salgada e alimenta-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos in-
vertebrados. Seu tamanho, geralmente, é menor que os gansos e cisnes.
Pode-se identificar os machos principalmente pela co-
loração diferente mais vistosa. Algumas espécies de patos

https://commons.wikimedia.org/w/index.
(quer selvagens, quer domesticadas ou criadas em cativei-
ro) são utilizadas pelo homem na alimentação e vestuário
(as penas).

php?curid=1305376
O pato é um dos poucos animais da natureza que anda,
nada e voa com razoável competência. É dotado de perfeito
senso de direção e comunidade, ou seja, de viver em grupos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pato. Acesso em: 11 jul. 2023. (Adaptado)

3. Descreva, com suas palavras, como é a pata de cada animal das imagens anteriores. Na
sua opinião, por que esses animais têm as patas com esses formatos?

4. Que outras formas de locomoção de animais você se lembra? Se necessário, você pode
exemplificar indicando alguma espécie.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 33

ATIVIDADE 7

PRÁTICA ESPORTIVA: OS OSSOS E


OS MÚSCULOS DO CORPO HUMANO

O esporte tem comprovada importância na qualidade de vida de qualquer pessoa. A ativi-


dade esportiva contribui não só para o desenvolvimento físico, como também é uma poderosa
ferramenta de ajuda na reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Fonteles#/media/Ficheiro:2013_IPC_Athletics_

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bruna_Costa_Alexandre#/media/Ficheiro:Bruna_
World_Championships_-_Oliveira_cropped2.jpg

Alexandre_@_Slovenia_Open_2012.jpg

Velocista Alan Mesa-tenista


Fonteles, ouro em Bruna Alexandre,
Londres 2012. bronze no Rio 2016.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ver%C3%B4nica_Hip%C3%B3lito#/media/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%BAcio_Ferreira#/media/

Ficheiro:Ver%C3%B4nica_Hip%C3%B3lito_Rio2016_cr.jpg
Ficheiro:Petr%C3%BAcio_Ferreira_Rio2016d.jpg

Raíssa Machado,
paratleta de
lançamento de
Petrúcio Ferreira, dardo, recordista
recordista mundial das Américas
nos 100m e líder do ranking
(classe T47). mundial em 2019.
34 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Mais que isso, o esporte pode transformar tanto a vida de uma pessoa com deficiência
que, em pouco tempo de prática, ela pode estar representando o Brasil nos maiores eventos
esportivos do mundo, e isso pode acontecer na escola mesmo, pois existem as Paraolimpíadas
Escolares, que tiveram a sua primeira edição em 2009. Este é o maior evento mundial para
crianças com deficiência em idade escolar e muitos talentos foram descobertos nesse e em
outras competições, como os atletas apresentados neste texto.
Com certeza, esses e tantos outros atletas cuidam muito bem do corpo, com músculos defi-
nidos, ossos fortes e habilidades impressionantes. Vamos conhecer agora a natureza dos ossos
e dos músculos, topa? Como será que eles funcionam e se constituem?

Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/noticias/2017/o-espor te-pode-transformar-a-vi-


da-de-pessoas-com-deficiencia. Acesso em: 13 jul. 2023. (Adaptado).

Sistema Esquelético humano

O esqueleto humano é formado pelos ossos e tem como principais funções sustentação do
corpo, locomoção, proteção dos órgãos vitais como o encéfalo, que é protegido pelo crânio, e
os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas e pelo esterno. Os ossos também
armazenam as células sanguíneas e reserva de cálcio.
O esqueleto humano constitui-se de peças ósseas (ao todo 206 ossos no indivíduo adulto)
e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos múscu-
los em conjunto com os tendões.
Os ossos do corpo humano variam de formato e tamanho, sendo o maior deles o fêmur, que
fica na coxa, e o menor o estribo, que fica dentro do ouvido médio.

VAMOS PRATICAR!

1. Considerando o esqueleto humano, escreva quais suas principais funções.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 35

2. Exemplifique o nome de alguns ossos do corpo humano que você conhece. Escreva tam-
bém a localização desses ossos no corpo.

Sistema Muscular Humano

O Sistema Muscular Humano é o conjunto de músculos que nos permite movimentação


do esqueleto, produção de calor, postura e sustentação do corpo. As células que constituem os
músculos são chamadas de fibras musculares ou miócitos.
Existem dois tipos de tecidos musculares - liso e estriado, sendo o estriado dividido em estriado
cardíaco e estriado esquelético. Leia a seguir algumas informações sobre cada tipo de músculos:

• Músculo liso: as fibras são alongadas, sem estriações. Esse tipo de músculo se contrai
independente, da nossa vontade, ou seja, faz movimentos involuntários. Exemplos: os
órgãos internos do corpo humano.

• Músculo estriado esquelético: é formado por células cilíndricas e alongadas e possui


vários núcleos em uma célula (multinucleadas). Esse músculo é voluntário, isto é, reali-
za movimentos de acordo com a nossa vontade. Exemplo: bíceps.

• Músculo estriado cardíaco: as fibras são estriadas e ramificadas. O núcleo é centrali-


zado e apresenta contração rítmica involuntária. Exemplo: coração.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/1/1b/Illu_muscle_tissues.jpg

Músculo esquelético Músculo liso Músculo cardíaco

O movimento dos músculos é controlado pelo sistema nervoso. Existem mais de 600 músculos
no corpo humano. O sistema nervoso recebe as informações do corpo e reage de acordo com elas.
Facilmente se percebe que qualquer problema ou alteração existente no corpo afeta o sistema nervoso.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_muscular
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_muscular. Acessos em: 11 jul. 2023. (Adaptado)
36 Conhecer Mais - Estudo Complementar

3. Escreva, a seguir, algumas funções do sistema muscular humano no corpo.

4. Descreva o que diferencia o tecido muscular liso, estriado esquelético e estriado cardíaco,
presente em nosso corpo.

5. Considerando um atleta ou paratleta que apresentamos no início da atividade, como e onde


os tipos de tecidos musculares atuam durante a prática esportiva?

Para Saber Mais


Sobre as Paraolimpíadas, acesse essa reportagem
da revista Ciência Hoje das Crianças:

http://chc.org.br/paralimpiadas-voce-conhece/. Acesso em: 17 maio 2023.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 37

ATIVIDADE 8

CONHECER PARA PRESERVAR: COMO A CIÊNCIA


E OS CONHECIMENTOS DOS POVOS TRADICIONAIS
CONTRIBUEM PARA A PRESERVAÇÃO
DA BIODIVERSIDADE?

Você já leu ou ouviu falar sobre o termo biodiversidade? “Bio” significa vida e diversidade
significa variedade. Converse com seus colegas de sala e construam juntos uma explicação
sobre o termo biodiversidade. Você poderá produzir um texto ou elaborar uma ilustração sobre
o termo a ser desenvolvido.

VAMOS PRATICAR!

1. Agora é sua vez! Imagine que você seja


um cientista botânico. Após um trabalho
em campo, em que utilizou um drone
com câmera fotográfica, você obteve as
seguintes imagens aéreas de uma re-
gião na zona sul de São Paulo, no distrito
de Marsilac, para estudar as plantas da
região.
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
38
Conhecer Mais - Estudo Complementar

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
A seguir, você obteve as seguintes informações sobre as três principais árvores encontradas:

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 39

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva e Paloma Damiana Rosa Cruz (Canva)

A) Qual das três áreas você considera a mais diversa em plantas? Por quê?

B) As áreas 1 e 2 apresentam muitas plantas. Qual diferença você identifica entre essas áreas?

C) Entre as áreas 2 e 3, qual você considera que tem maior diversidade?


40 Conhecer Mais - Estudo Complementar

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta, principalmente em espécies de


plantas. A diversidade de plantas, animais e outros organismos vivos é tão grande que foi pos-
sível identificar regiões do país com características geológicas próprias e espécies de plantas
e animais com adaptações que permitem a sobrevivência nesses ambientes. Esse conjunto de
atributos denomina-se Bioma.

A biodiversidade está relacionada à riqueza e à variedade do mundo natural e pode


ser considerada em diversos níveis como todas as formas de vida, as inter-relações e até os
genes contidos em cada organismo.

Fonte: SILVA, Ivana. Fauna brasileira. Disponível em: http://www.fiocruz.br/biossegurança/Bis/infantil/fauna.htm.


Acesso em: 4 out. 2022. (Adaptado).

2. Observe a imagem a seguir e identifique qual bioma está inserido no estado e na cidade
que você mora e estuda. Registre o nome do bioma no espaço a seguir.

https://br.freepik.com/fotos-gratis/bela-paisagem-de-um-rio-cercado-por-muito-verde-em-uma-floresta_16026988.htm#query=amazonia&position=7&from_view=search

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=33090012/Por Otávio Nogueira from Fortaleza, BR


https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=80510242/Por Angeladepaula
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=40628257/Por Rosimeria

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=32827802
Imagem de wirestock</a> no Freepik/Por Filipefrazao
Fonte: IBGE.

BIOMA:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 41

Após o registro do nome do bioma, leia o texto a seguir:

Fonte: http://ibflorestas.org.br/bioma-mata-atlantic. (Adaptado).

Ao longo do tempo, a floresta da Mata Atlântica foi sendo degradada e hoje perdemos apro-
ximadamente 87,5% da floresta original. Manter a biodiversidade de biomas é muito importante,
pois todas as espécies de organismos (plantas, animais, fungos e microorganismos) são impor-
tantes para o equilíbrio de ecossistemas, algumas espécies são consideradas “espécies-chave”.
Você deve estar se perguntando o que significa. Calma! Vamos entender melhor? Leia o texto da
revista Ciência Hoje das Crianças.

CONHEÇA A JUÇARA, UMA PALMEIRA


MUITO ESPECIAL DA MATA ATLÂNTICA
Matéria publicada em: 23.12.2021

Sabemos que, na natureza, as espécies se relacio-


nam entre si de diferentes maneiras, formando uma
imensa rede ecológica. Mas, algumas espécies fazem
ligações tão importantes, e com tantas outras, que se
elas faltarem pode ser muito ruim para o ambiente.
Um bom exemplo disso que chamamos de “espécie-
-chave” é a juçara (Euterpe edulis), uma palmeira mui-
to especial da Mata Atlântica.
Os frutos da juçara parecem coquinhos que
brotam em grandes cachos. Cada palmeira produz
milhares de frutos ao longo de praticamente todo
o ano, mesmo quando há falta de frutos de outras
árvores. E esta é uma de suas características mais
42 Conhecer Mais - Estudo Complementar

importantes, porque esses frutos servem


de alimento para cerca de 80 espécies de
animais, como tucanos, sabiás, arapongas,
jacus, antas, cotias, esquilos, catetos… ufa!
Alguns desses animais são os responsáveis
por dispersar as sementes da juçara pela
floresta e, assim, sem perceber, acabam ga-
rantindo que novas gerações de palmeiras
produzirão mais frutos no futuro.
O surgimento de novas juçaras também
é importante para nós, humanos. De seus
frutos, podemos produzir o “juçaí”, um ali-
mento tão saboroso e nutritivo quanto o de
sua prima amazônica, o açaí (Euterpe olera-
cea). Mas é o palmito extraído da juçara que
mais agrada ao paladar da espécie humana.
Infelizmente, em busca desse palmito, a juça-
ra foi explorada de forma irresponsável em
As sementes da juçara são normalmente disper-
muitas regiões da Mata Atlântica, fazendo sadas pelas Aves, mas agora conta com o reforço
que ela seja considerada hoje uma espécie especial de drones.
muito perto do risco de extinção.
Várias iniciativas para conservar a ju-
çara têm sido realizadas para reverter essa
situação. Uma das mais interessantes ocorre
no Vale do Ribeira, em São Paulo. Dezenas de
comunidades rurais, que vivem próximas às
florestas, trabalham para coletar e tratar as
sementes da juçara. Em seguida, essas se-

Acervo Fundação Florestal. Fotos Pedro Jordano e Scarascia.


mentes são lançadas por drones em áreas da
floresta onde as palmeiras já não ocorrem
mais. Com o trabalho conjunto de bichos,
pessoas e tecnologia, vamos garantir o futuro
dessa importante espécie vegetal.

Fonte: https://chc.org.br/artigo/especie-chave/.
Acesso em: 11 jul. 2023.

Vinícius São Pedro, Centro de Ciências da Natureza, Universidade


Federal de São Carlos. Sou biólogo e, desde pequeno, apaixonado pela
natureza. Um dos meus passatempos favoritos é observar animais, Ramphastos dicolorus
plantas e paisagens naturais.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 43

3. Converse com seus(suas) colegas e responda às questões:

A) Relacione as cartas de animais com as cartas das plantas que fazem parte da alimen-
tação desses animais.

B) Na questão “A”, você conseguiu identificar algum padrão? Retome a leitura e identifique
no texto o trecho que trata sobre o conceito de “espécie-chave” e junto com seus(suas)
colegas de turma construam uma explicação deste conceito. Não se esqueçam de cada
um registrar a explicação nas linhas a seguir:
44 Conhecer Mais - Estudo Complementar

C) Palmeira Juçara (Euterpe edulis) é considerada uma espécie-chave da Mata Atlântica.


Relacione o conceito de espécie-chave com a importância da palmeira Juçara para a
Mata Atlântica.

D) A palmeira Juçara tem tanto uma importância ecológica para a floresta da Mata Atlântica
como econômica para os seres humanos, pois com os frutos é possível produzir o creme
de “juçaí” e, do caule da palmeira, extrair o palmito. Qual é o problema ambiental relacio-
nado à produção do “juçaí” e do palmito de juçara?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 45

E) O texto “Conheça a Juçara, uma palmeira muito especial da Mata Atlântica” des-
creve que há algumas iniciativas sendo realizadas para impedir a extinção da palmeira
Juçara, inclusive com o uso da tecnologia. Identifique quais são essas iniciativas e re-
gistre-as linhas a seguir:

F) Nas florestas ocorrem processos naturais que contribuem para impedir a extinção de
diversas plantas. A partir das suas respostas nas questões anteriores e do que você leu
no texto, responda: qual é a relação desses animais com as plantas para a conservação
da biodiversidade? Você pode registrar sua resposta por meio de uma ilustração ou pro-
duzir um parágrafo explicando.
46 Conhecer Mais - Estudo Complementar

4. Leia o texto com seus(suas) colegas e responda às questões:

As comunidades rurais que vivem no Vale do


Ribeira (imagem do mapa ao lado) coletam e tratam
as sementes de diversas espécies de planta da Mata
Atlântica. Essa técnica de coletar e selecionar semen-
tes é descrita em um dos trechos do artigo “Nem tão
natural assim”, da Revista Ciência Hoje das Crianças.
No trecho apresentado a seguir, os autores e as auto-
ras explicam que na floresta amazônica há muitas es-
pécies de interesse para os seres humanos e que a va-
riedade de espécies está relacionada à ação humana.

NEM TÃO NATURAL ASSIM

Floresta amazônica
[...] A Amazônia é famosa no mundo todo por sua riqueza e di-
versidade de plantas úteis para alimentação, medicina ou outros
usos. Pois essa riqueza, como demonstram pesquisas científicas,
é resultado da ação humana. Nos últimos milênios, os habitantes
da Amazônia selecionaram e favoreceram o desenvolvimento das
espécies de plantas que usavam mais, e, na mata atual, essas es-
pécies se tornaram dominantes. Algumas dessas plantas são bas-
tante famosas, como a palmeira que dá açaí (Euterpe oleracea)
e as árvores que dão a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa) e
o cacau (Theobroma cacao L.). E mais! Em alguns casos, pode-se
dizer que os humanos domesticaram as plantas, o que signifi-
ca que elas foram tão usadas e selecionadas pelas pessoas que
acabaram adquirindo características que as tornaram melhores
para nós – passando a dar frutos maiores e mais suculentos, por
exemplo – como a pupunha.
E tem mais surpresas na floresta amazônica! Por incrível
que pareça, os solos de lá são pouco férteis. Mas, em alguns
pontos da mata, o que se planta dá! Estamos falando dos lo-
cais onde ocorre a chamada “terra preta de índio”. Como o nome
sugere, este solo foi desenvolvido pelos povos originários da
Amazônia. Há milhares de anos, nossos antepassados criaram
a terra preta de índio a partir do acúmulo de matéria orgânica
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 47

(restos de animais e vegetais) e carvão em lugares específicos


da floresta, gerando camadas profundas de solo fértil.
Estudos mostram que a localização desses solos coincide
com áreas de ocupações humanas antigas e duradouras, e que
seguem sendo utilizadas pelas comunidades atuais. Num lugar
assim fica fácil de plantar e viver com grande riqueza de recur-
sos naturais, não é mesmo? [...]
Fonte: São Paulo. Secretaria Municipal de Educação. Coordenadora Pedagógica.
Currículo da Cidade. Orientações Didáticas dos Povos Indígenas, 2019. https://
chc.org.br/artigo/nem-tao-natural-assim/. Acesso em: 11 jul. 2023.

Colocando os pingos nos is


O uso da denominação “terra preta de índio” (TPI) utiliza-se
apenas para identificar solos da região amazônica com a superfície
escura como aparece na imagem ao lado. Pesquisadores acreditam
que a coloração escura é resultado da ação humana. Contudo, é im-
portante lembrar que não é correto utilizar o termo índio, pois tem
um sentido de apelido dado pelo colonizador europeu.
O correto é o termo indígena, pois é como essas popula-
ções se reconhecem e quer dizer “originário, aquele que está
ali antes dos outros”. Utilize o QR Code ao lado para saber mais
sobre o uso dos termos índio e indígena com Daniel Munduruku.
https://youtu.be/s39FxY3JziE. Acesso em: 21 jul. 2023

A) Identifiquem no texto qual e como a ação das comunidades amazônicas contribuíram e


ainda contribuem para o aumento e a conservação da biodiversidade. Registre as ideias
nas linhas a seguir.
48 Conhecer Mais - Estudo Complementar

B) Retome as respostas “E” e “F” da questão 3 e, após conversar com seus colegas, aponte
a relação dos animais, das plantas, das comunidades tradicionais com a conservação
da biodiversidade.

5. Retome as primeiras questões da atividade. A área 3 é uma área de reflorestamento.


Você observou que foi utilizada apenas uma espécie de planta (árvore A)? Converse com
seus(suas) colegas e responda:

A) Você teria utilizado uma outra estratégia para reflorestar a área 3? Por quê?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 49

B) Qual a importância das ações humanas no processo de recuperação de ambientes


degradados?

Para Saber Mais


Para você conhecer mais sobre como a conservação da biodiversidade está relacionada ao
equilíbrio dos ecossistemas, acesse os QR Codes a seguir:

1. Você sabia que as relações ecológicas estabelecidas por plantas e animais


contribuem para a conversação da biodiversidade?
https://chc.org.br/o-homem-o-tucano-e-as-palmeiras/

2. Entenda como as espécies vegetais participaram na evolução de outros organismos vivos.


https://chc.org.br/historia-das-plantas/

3. Conheça como a Mata Atlântica passou de uma floresta exuberante para uma amostra
de floresta. https://chc.org.br/mata-atlantica-uma-amostra-de-floresta/

1. 2. 3.
(Acessos em: 21 jul. 2023)
50 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 9

UNIDADES DE MEDIDA E MOVIMENTO

VAMOS PRATICAR!

1. Armandinho e o sapo estão se preparando para descer a ladeira em sua “canoa”.


Considerando a conversa que ele teve com seu pai, na sua opinião, quais medições podem
ser feitas por Armandinho?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 51

2. Você sabe dizer quais são as unidades de medida que precisamos conhecer para fazer
essas medições?

3. Ao descer a ladeira, Armandinho podia ver onde queria chegar (perto da calçada). Quais
informações precisamos relacionar antes de estudar o movimento de Armandinho em
sua “canoa”?

Grandezas e unidades físicas

Há muito tempo os seres humanos utilizam diferentes formas de medir coisas, objetos, dis-
tâncias, tempo, etc. Cada povo estabeleceu critérios próprios para fazer essas medidas.
Você pode pesquisar algumas dessas unidades de medida históricas e registrar abaixo:
52 Conhecer Mais - Estudo Complementar

4. Diferentes modelos de medidas.

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


Você acha que se cada região ou país tivesse um tipo de sistema de medidas diferente pode-
ria haver algum problema? Caso sua resposta for sim, que problemas poderiam acontecer?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 53

Para resolver essa questão, com o passar dos anos, as unidades foram sendo padroniza-
das e, em 1960, criou-se o Sistema Internacional de Unidades (SI) e atualmente temos:

Grandeza Unidade Símbolo

Comprimento Metro m

Massa Quilograma kg

Tempo Segundo s

Capacidade Litro l

Volume Metro cúbico m3

Tempo Segundos s

Informação digital Byte B

Corrente elétrica Ampère A

Temperatura Kelvin K

Quantidade de substância Mol mol

Intensidade luminosa candela cd

5. Você sabe quanto mede um campo de futebol? Segundo a Internacional Football Association
Board, um campo de futebol deve medir no mínimo 45 m x 90 m e no máximo 90 m x 120 m.
Agora você será o técnico de um grande time de futebol. Escolha um nome para o seu time:
54 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A) Desenhe no quadro um brasão para o seu time. Se quiser, pode desenhar uma camiseta
para os jogadores, use as cores que quiser!
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 55

B) Utilize o campo de futebol a seguir para posicionar os jogadores da forma que você preferir.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)

6. Considerando a menor medida possível para um campo de futebol (90 m x 45 m), onde
estarão posicionados os jogadores no início da partida? Observe o exemplo e use o mesmo
sistema para os demais jogadores.

Jogadores Posição Metros


1 Goleiro B3 10m X 11,25 m
2

10

11
56 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Cinemática

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


7. Quando um objeto está em movimento podemos fazer diversas medições. Registre abaixo
o que você considera importante na medição de uma bola de futebol em movimento, depois
de ser chutada em direção ao gol:

8. Existem vários tipos de veículos que podem ser utilizados para transportar pessoas e car-
gas. Destaque abaixo os que você conhece.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 57

9. Como distinguimos a diferença de velocidade entre um tipo de transporte ou outro?

10. Você sabe dizer a velocidade de pelo menos 5 meios de transporte diferentes? Dê um pal-
pite e anote abaixo.

11. Agora, partindo do seu palpite, organize os meios de transporte do mais lento para o mais
rápido.

O avião é considerado um dos mais seguros meios de transporte. Dificilmente ocorrem acidentes
aéreos, por isso é que, quando acontecem, assustam e se tornam notícia no mundo todo. Mas
você sabe que as aves – isso mesmo! – podem colidir com um avião, fazer estragos na máquina
e até causar sérios acidentes?
Há cerca de 100 mil voos pelo mundo diariamente. No Brasil, já são mais de mais de um milhão de
voos por ano, transportando milhões de passageiros.Esse vai e vem aéreo aumenta as chances
dos acidentes com aves.
O primeiro acidente aéreo registrado em razão do choque com uma ave aconteceu em 1912,
quando o avião pilotado pelo norte-americano Calbraith Rodgers colidiu com uma gaivota e caiu
no sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O piloto morreu. Desde então, as colisões
com aves já foram causa de morte de centenas de pessoas e de destruição de inúmeros aviões.

Fonte: https://chc.org.br/artigo/tem-passaro-e-aviao-na-rota-de-colisao/. Acesso em: 17 maio 2023.


58 Conhecer Mais - Estudo Complementar

12. Leia os textos abaixo e complete as lacunas com as palavras do quadro:

ACELERAR DESLOCAMENTO MÓVEL REFERENCIAL TRAJETÓRIA

CINEMÁTICA MOVIMENTAR POSIÇÃO REPOUSO VELOCIDADE

A) Quando andamos de bicicleta, precisamos fazer força com as pernas para


__________________________ os pedais, tirando a bicicleta da posição de
____________________________ e dando início ao ___________________________.

B) Quanto mais força fazemos ao pedalar, mais rápido os pedais giram fazendo
a bicicleta ________________________. Este é um bom exemplo da
___________________________, ramo da física que estuda o movimento dos objetos.

C) A nossa bicicleta pode ser chamada de __________________________, já que


isso se refere a um objeto que pode mudar de __________________________
a qualquer momento. A direção para onde estamos indo é chamada de
__________________________. Em nosso percurso, várias situações podem nos fazer
mudar de direção, como um buraco na pista, por exemplo, o que nos faz desviar e alterar
a __________________________. Se estivermos em uma ladeira, será fácil fazer a
bicicleta aumentar a sua __________________________. Nem precisaremos fazer tanta
força. Cuidado com os freios! Eles precisam estar funcionando bem!

D) Agora, organize as palavras do quadro anterior em ordem alfabética:

1. 2.

3. 4.

5. 6.

7. 8.

9. 10.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 59

JOGO: Shisima
É um jogo de estratégia muito popular no Quênia e significa “corpo de água”. As peças
são chamadas imbalavali, que se traduz em “insetos aquáticos”, pois as peças se movem
rapidamente no tabuleiro, como os insetos aquáticos fazem na superfície de um lago.

Objetivo do jogo: Formar uma linha reta com três peças de cada jogador. Quem conseguir
isso primeiro é o vencedor da partida.

Número de jogadores: 2

Para jogar, você vai precisar de:


1 tabuleiro
3 peças de cores diferentes para cada jogador

Regras do jogo:
1. Coloque as peças no tabuleiro, três de cada lado;
2. Um jogador de cada vez mexe uma de suas peças na linha, até o próximo ponto
vazio, seguem alternando-se;
3. Não é permitido saltar por cima de outra peça;
4. Cada jogador tenta colocar as suas três peças em linha reta;
5. O primeiro a colocar as três peças em linha reta ganha o jogo;
6. Se repetir o mesmo movimento três vezes, a partida termina empatada e começa um
novo jogo.
7. Os jogadores alternam a ordem de quem inicia o jogo.
8. Vídeo com explicações de como construir o jogo e jogar: https://youtu.be/rb5u-hVxFXE

Tabuleiro de Shisima
Você pode usar material reciclável para fazer o seu próprio tabuleiro e as peças para jogar.
São muitas possibilidades. Você pode usar cartolina, papel sulfite ou papelão para fazer o
tabuleiro. Basta fazer o desenho usando uma régua, lápis de cor ou canetinha para desenhar
as marcações.
Para as peças, você pode usar tampinha de garrafa, pedras pintadas, massinha de modelar,
prendedores de roupa, basta apenas que sejam de cores diferentes.

Quer ampliar a brincadeira?


Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)

Que tal usar um espaço aberto da escola (quadra, pátio,


parque) para jogar com seus colegas?
Desenhe o tabuleiro no chão usando giz ou faça as
marcações com fita crepe, posicione os colegas no
tabuleiro e tente vencer o jogo movimentando as pessoas
entre as casas. Para diferenciar as equipes, vocês podem
usar coletes, camisetas coloridas ou uma faixa amarrada
no braço.
60 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 10

SEM SOMBRA DE DÚVIDAS

O que é uma sombra?


https://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Children_making_shadows.jpg

Luz e Sombra de Ramjchandran

Você já assistiu a um espetáculo de teatro de sombras? O teatro de sombras é uma arte


milenar muito conhecida e difundida em países asiáticos, como a China, Malásia, Indonésia,
Tailândia entre outros. Para formar a sombra, é necessário uma fonte de luz, um objeto e um
anteparo onde as imagens serão projetadas.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Shadow_puppets.jpg

Teatro de Sombras, Jakarta, Indonésia.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 61

Você já observou sua sombra projetada na rua ou na calçada, ao longo do dia ou quando o Sol
está a pino, como dizem os mais velhos? O termo Sol a pino se refere ao momento em que o Sol
atinge sua altura angular máxima no céu, chamada também de passagem meridiana. Sua sombra
é sempre a mesma ou você já observou alguma situação que foi diferente?

Para Saber Mais


Assista ao vídeo a seguir que conta a história de como surgiu o teatro de sombras.

https://www.youtube.com/watch?v=KR_feLHApqg. Acesso em: 17 maio 2023.

VAMOS PRATICAR!

1. Está Sol hoje? Que tal ir até a área externa observar a posição do Sol, a sua sombra e pen-
sarmos nessas questões propostas? Para começarmos esta atividade, vamos registrar seus
conhecimentos sobre estas questões no quadro a seguir, desenhando o Sol em diferentes
posições no céu e a sua sombra projetada.
62 Conhecer Mais - Estudo Complementar

2. Agora que você observou, refletiu e registrou, você consegue fazer alguma relação com o
teatro de sombras? Vamos pensar mais um pouco sobre a formação das sombras? Que
tal começarmos uma investigação? Para isso, você utilizará diversas formas geométricas e
uma lanterna. Com esses materiais em mãos, você deverá responder:

• Como criar sombras iguais utilizando formas geométricas diferentes?


Para esta investigação, você e seus colegas irão explorar diversas formas, buscando criar
sombras iguais com formas geométricas diferentes sem juntar as formas (anexo). Vamos
lá? Utilize o quadro a seguir para registrar as hipóteses do grupo.

HIPÓTESE(S):
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 63

3. Depois da resolução da questão-problema, é hora de conversarmos sobre o que foi rea-


lizado. Primeiro, discuta com os seus colegas no grupo e depois com toda a turma e o(a)
professor(a):

A) Como vocês fizeram para resolver a questão? Utilize as linhas para descrever o que
fizeram e o quadro para desenhar e/ou realizar esquemas relatando o que foi feito.
64 Conhecer Mais - Estudo Complementar

B) Por que conseguimos criar sombras iguais utilizando formas geométricas diferentes?

C) Volte à questão inicial desta atividade sobre sua sombra ao longo do dia. Como sua
sombra é projetada no início da manhã, no início e no final da tarde? O que interfere no
formato desta sombra ao longo do dia? Talvez seja interessante observar sua sombra
ao longo do dia.

D) Qual é a relação entre o movimento aparente do Sol no céu e a medida do tempo?


Desenhe, no quadro a seguir, o movimento do Sol ao nascer e se pôr, e qual é a relação
com a forma como medimos o tempo.

L O

S
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 65

E) Como os povos indígenas brasileiros mediam o tempo?

Para Saber Mais


Você conhece alguma constelação indígena? Assista aos vídeos e conheça um pouco sobre
como os indígenas medem o tempo e sobre como olham o céu! Que tal conhecer algumas cons-
telações indígenas e projetar um observatório indígena com seus colegas na escola?

Artigo da Revista CHC: Artigo da Revista CHC:


Um olhar sob o céu indígena Astronomia na tribo
https://chc.org.br/o-olhar-do- https://chc.org.br/acervo/
indio-sob-o-ceu-brasileiro/ astronomia-na-tribo/

Vídeo do Prof.Germano Bruno: Artigo da Revista CHC:


Vídeo: O céu dos nossos avós
A ciência que eu faço Fábrica de sombras
http://www.juventudect.fiocruz. https://www.youtube.com/ https://chc.org.br/artigo/
br/de-olho-na-ciencia/ciencia-que- watch?v=qfILTOCm3i4 fabrica-de-sombras/
eu-faco#:~:text=O%20projeto%20
A%20ci%C3%AAncia%20
que,Muitas%20outras! (Acessos em: 21 jul. 2023)
66 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 11

O QUE AS SOMBRAS TÊM A VER COM OS ECLIPSES?

A onça, o Sol e a Lua

Ilustração: NUCA
Conta um mito Tupi-Guarani que a onça (xivi,
em guarani) adorava perseguir seus irmãos Sol e Lua.
Quando isso acontecia, uma sombra escondia o Sol ou
a Lua e para os indígenas era sinal de que o fim do mun-
do estava próximo, caso a onça devorasse um dos seus
irmãos. Para impedir que a onça os devore, os indígenas
fazem festa e tentam espantar a onça celeste do Sol e da
Lua nestas ocasiões.
Fonte: Scientific American Brasil, 2020.
Disponível em: https://sciam.com.br/mitos-e-estacoes-no-ceu-tupi-guarani/. Acesso em: 26 nov. 2022. (Adaptado)

Como utilizar as sombras para


explicar eclipses e o formato esférico da Terra?

Na atividade anterior, você observou que a sombra é produzida por um objeto que é colo-
cado entre a fonte de luz e um aparato. Será que existe alguma relação entre a formação das
sombras e os eclipses?

VAMOS PRATICAR!

1. Agora, você vai utilizar a mesma fonte de luz que representará o Sol e esferas de papel que
representarão a Terra e a Lua. Talvez você precise de materiais para posicionar as esferas
que representarão a Terra e a Lua.
Utilize o quadro e registre em forma de ilustração o posicionamento que você e seu grupo
decidiram colocar cada corpo celeste.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 67

2. Agora, vamos pensar mais um pouco! Primeiro, discuta com os seus(suas) colegas no gru-
po e, depois, com toda a turma e o(a) professor(a):

A) Como vocês pensaram em posicionar os corpos celestes?


68 Conhecer Mais - Estudo Complementar

B) A formação da sombra de um dos corpos celestes (Terra ou Lua) tem alguma relação
com o fenômeno eclipse? Qual é essa relação?

C) O que é um eclipse? Qual é a diferença entre eclipses solares e lunares?

Para Saber Mais


Você pode aprofundar seus conhecimentos explorando os materiais a seguir! (Acessos em: 21 jul. 2023)

Artigo da Revista CHC


Eclipse Solar Eclipse Lunar
sobre Terraplana!
https://youtu. https://youtu.be/
https://chc.org.br/artigo/
be/8PwgMnGIo3E Lh7bSXvrQjo
terra-plana-que-historia-e-essa/
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 69

ATIVIDADE 12

O QUE A NATUREZA TEM A NOS DIZER?

Uma aventura na Mata Atlântica Nordestina

Imagine um cenário com lindas praias e uma mata exuberante! Vamos viajar até lá?
Prote%C3%A7%C3%A3o_Ambiental_Ba%C3%ADa_de_Camamu_
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%C3%81rea_de_

Luciano_Rodolfo_de_Moura_Machado_(05).jpg

Taipu de Fora, Bahia.

Este lugar é aqui no Brasil, mais precisamente na Bahia. É uma Área de Proteção
Ambiental conhecida como Baía de Camamu. As praias que compõem esta baía formam pis-
cinas naturais em determinadas épocas do ano, facilitando a visitação e a apreciação dos
recifes de corais e da vida marinha!
Agora, imagine que você e seus colegas estão participando de um reality show, um pro-
grama de telerrealidade na natureza e precisam realizar uma prova no mar. Vocês receberam
um mapa e com ele precisam localizar uma caixa de metal com suprimentos para o grupo pelos
próximos dias. O grupo precisará observar o ambiente e identificar o melhor período do dia
para encontrar a caixa. Como a caixa é de metal, grande e pesada, o grupo precisará trabalhar
em equipe e voltar para a praia caminhando e carregando a caixa. Existe uma regra: não é per-
mitido pegar algo no ambiente, nem construir nada para que possam carregar a caixa.
70 Conhecer Mais - Estudo Complementar

VAMOS PRATICAR!

1. Agora, vocês precisam investigar como resolver a questão-problema! Identifique e explique:


qual é o melhor período do dia para resgatar a caixa? Analisem os materiais fornecidos para
que possam pensar em uma solução.
• Os participantes encontram-se na Praia de Taipu de Fora, voltada para o mar aberto.
Esta praia possui piscinas naturais, isto é, dependendo da época do ano, o nível do mar
baixa e são formadas poças de maré, também conhecidas como piscinas naturais.

• A caixa de suprimentos encontra-se no mar, a cerca de 1 km da costa, entre o farol de


Taipu e a Lagoa azul.

Mapa da região da Baía de Camamu e localização da Imagem de satélite da Praia de Taipu de Fora com
Praia de Taipu de Fora, onde estão os participantes a localização da caixa de suprimentos.
do programa. Fonte: SME Fonte: SME

Reúnam-se em pequenos grupos (4 ou 5 pessoas) para levantarem as hipóteses sobre


como resolver essa questão e registrem a seguir:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 71

Tábua de maré - Novembro 2022


Data Hora Altura(m) Tipo de maré
06/11 01h28 2.1 m maré alta
06/11 08h02 0.2 m maré baixa
06/11 14h04 2.0 m maré alta
06/11 20h13 0.2 m maré baixa
07/11 02h11 2.1 m maré alta
07/11 08h38 0.2 m maré baixa
07/11 14h43 2.0 m maré alta
07/11 20h56 0.2 m maré baixa
08/11 02h56 2.1 m maré alta
08/11 09h08 0.3 m maré baixa
08/11 15h15 2.0 m maré alta
08/11 21h34 0.2 m maré baixa
Fonte: Marinha do Brasil.

Datas e horários das mudanças de fases da Lua no ano de 2022.


Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/paginas/luas Acesso em: 25 nov. 2022.

Na noite do dia 06/11, o grupo observou o céu estrelado e uma das participantes notou
que a Lua estava quase cheia. Ela comentou que a Lua é o segundo astro mais importante para
os indígenas! Ao observar a Lua, eles notaram que existe um ciclo lunar, isto é: que ela passa
por quatro diferentes fases: nova, crescente, cheia e minguante. E perceberam que, de uma
Lua nova para outra, ou numa lunação, há um espaço de tempo que se repete sempre. Ou seja,
para duas aparições consecutivas da mesma Lua se passam de 29 a 30 dias. Assim, adotaram
esse período como uma importante unidade de tempo: o mês, que, para a maioria das etnias
indígenas, começa logo depois da Lua nova — quando o primeiro filete de Lua surge no céu.
72 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Mas, para os indígenas, as fases da Lua significam ainda mais. A observação constante da
natureza permitiu a eles saber, por exemplo, que na Lua cheia os bichos ficam mais agitados
pelo excesso de luz e, por isso, são presas mais fáceis. Assim, os indígenas aproveitam essa
fase lunar para caçar! Eles perceberam ainda que a Lua regula a vida marinha, embora não
saibam exatamente como. Para eles, Lua cheia é sinônimo de fartura de camarão, da mesma
forma que a Lua crescente ou minguante indica abundância do peixe linguado no mar.
Adaptado da Revista Ciência Hoje das Crianças, 17 out. 2002.
Disponível em: https://chc.org.br/as-fases-da-lua-e-sua-influencia-no-dia-a-dia/

Essas observações feitas pelos indígenas revelam que os animais têm hábitos e regularida-
des de acordo com as dinâmicas da Terra. Você já deve ter observado que existem animais de
hábitos diurnos e outros de hábitos noturnos, não é mesmo?

2. Dê exemplos de animais de hábitos diurnos e noturnos que poderiam ser vistos na praia
pelo grupo de participantes do programa.

3. Qual é a influência da Lua nesta questão? Como o conhecimento das fases da Lua pode
ajudar a resolver o problema?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 73

4. Agora que vocês já levantaram hipóteses e discutiram entre vocês sobre o assunto, analisa-
ram os dados e conhecimentos fornecidos, respondam à questão-problema: qual é o melhor
período do dia para resgatar a caixa? Por quê?

5. Como vocês fizeram para resolver a questão? Registre nas linhas a seguir, o passo a passo
do que foram realizando no processo de investigação e fale sobre o que fizeram com toda
a turma e o(a) professor(a).
74 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Hoje, sabemos por que uma das razões para o sobe e desce das águas dos mares e
oceanos está no movimento da Lua. Na realidade, a Lua é um satélite do nosso planeta, ou
seja, gira em torno dele. Nesse eixo de rotação, certas regiões da Terra se aproximam mais
da Lua do que outras. Onde isso acontece, a força de atração que a Lua exerce sobre a Terra
se intensifica. É como se ela puxasse o planeta para mais perto de si nessas regiões. Ao pu-
xar, ela desloca as águas dos mares e oceanos, provocando as marés! É claro que a ação do
Sol, a rotação da Terra, as correntes marinhas e até o vento contribuem para o sobe e desce
das águas. Mas voltemos ao conhecimento dos índios: afinal, eles querem mesmo saber o
melhor momento para pescar e não se preocupam com a explicação científica das marés!
Como vimos, o conhecimento dos indígenas é fruto de uma atenta observação da natu-
reza. Os cientistas chamam esse método de conhecimento empírico — ou aquele que é de-
duzido a partir da repetição constante de certos fenômenos. Por muito tempo, os indígenas
notaram que no período de Lua nova há menos mosquitos, por exemplo. Logo, deduziram
que esses insetos agem pouco nessa fase lunar. Isso é um conhecimento empírico! Então cada
criança indígena aprende a caçar, a pescar, a marcar o tempo e a se encontrar no espaço por
meio da observação da natureza, certo? Errado! Eles levariam a vida inteira para aprender
tudo isso sozinhos! Além do mais, vivem em tribos e lá compartilham o saber com os demais.
Será que você sabe dizer como o saber dos índios é passado de geração a geração?

Adaptado da Revista Ciência Hoje das Crianças, 17 out. 2002.


Disponível em: https://chc.org.br/as-fases-da-lua-e-sua-influencia-no-dia-a-dia/. Acesso em: 21 jul. 2023.

A) O que são marés? Por que este fenômeno ocorre?

Para Saber Mais


Você pode aprofundar seus conhecimentos explorando os materiais a seguir!
Vídeo efeito das marés
https://youtu.be/sH4DiW2wRds. Acesso em: 21 jul. 2023
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 75

ATIVIDADE 13

MUDANÇAS NO AMBIENTE
Todo ano é sempre igual?
Todo ano é sempre igual. De outubro a abril acontece o período de chuvas no Cerrado.
Chove tanto que podem até surgir lagoas temporárias. Já em maio inicia-se o período de
estiagem que vai até setembro. São meses de seca, onde o risco de incêndio por causas natu-
rais é grande, devido ao aumento de temperatura e baixa umidade. Neste período, o risco de
incêndios acidentais e criminosos também é muito alto. Você já se perguntou por que estas
regularidades acontecem com o clima e o que influencia nestes padrões cíclicos?
Imagens: Thioni Di Siervi (professora SME)

Estação Ecológica de Itirapina no


período de Chuva (jan. 14) e Seca (maio 14) respectivamente.

VAMOS PRATICAR!

1. Observe as imagens do mesmo local na Estação Ecológica de Itirapina, uma reserva de


Cerrado no interior do Estado de São Paulo, e descreva as diferenças que você pode iden-
tificar entre as imagens com relação à vegetação. Por que essas diferenças acontecem?
76 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Você pensou nas estações do ano? Sabe porque elas existem? Muita gente pensa que as
estações do ano são resultado da distância que existe entre a Terra e o Sol. Assim, a Terra
estaria mais perto do Sol durante o verão e mais afastada durante o inverno. Mas isso não
é verdade, pois a órbita da Terra é praticamente circular, ou seja, não há aumento ou dimi-
nuição significativa da distância entre o planeta e o Sol. Porém, esse pensamento vale para
as estações de outros planetas, pois as órbitas de Marte e Mercúrio, por exemplo, não são
circulares como a da Terra. Nesse caso, as estações são influenciadas pela inclinação dos
polos e pelo aumento ou diminuição da distância do Sol.

Adaptado da Revista Ciência hoje das Crianças. 27 set. 2000.


Disponível em: https://chc.org.br/estacoes-do-ano-em-outros-planetas/

O Cerrado, como todo bioma, sofre influência das estações do ano, porém “dentro destas
4 estações” os cientistas observaram duas flutuações climáticas muito marcantes para este bio-
ma. O período de chuva e seca. Outros biomas também têm suas peculiaridades e, além disso,
nem sempre as estações são todas iguais. Elas sofrem influência de outros fenômenos como o
El niño e a El niña, das mudanças climáticas e de flutuações naturais. Você já deve ter observa-
do que, em anos anteriores, fez menos calor no verão do que você estava habituado ou menos
frio no inverno, por exemplo.

2. Por falar nisso, como é o clima no sudeste? Descreva e faça desenhos de como o ambiente
fica, a média de temperatura e a quantidade de chuvas em cada estação do ano. Você pode
conversar com seus colegas sobre estes dados e fazer pesquisas para estimar as médias
de temperatura e pluviosidade no sudeste.

Primavera Verão
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 77

Outono Inverno

3. Pensando nas mudanças sazonais no clima do Cerrado, e nas mudanças que você conhece
no sudeste, crie modelos que expliquem como as estações do ano ocorrem no nosso pla-
neta, utilizando uma fonte de luz (uma lanterna) que representará o Sol e uma esfera que
representará a Terra.
78 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A) Descreva o que você e seu grupo pensaram e como elaboraram um modelo que expli-
casse a ocorrência das estações do ano.

4. Observe a tabela a seguir e responda:

Horário do nascer e do pôr do Sol - 2020

São Paulo (SP) Belém (AM)

Dia JANEIRO JULHO JANEIRO JULHO


do mês horário do nascer/ horário do nascer/ horário do nascer/ horário do nascer/
horário do pôr horário do pôr horário do pôr horário do pôr
do Sol do Sol do Sol do Sol

1 5h23 18h56 6h49 17h31 6h11 18h23 6h16 18h19

2 5h23 18h56 6h49 17h32 6h11 18h24 6h16 18h19

3 5h24 18h57 6h49 17h32 6h12 18h24 6h17 18h19

4 5h25 18h57 6h49 17h33 6h12 18h24 6h17 18h19

5 5h25 18h57 6h49 17h33 6h13 18h25 6h17 18h19

Fonte: Observatório Nacional. Disponível em: https://www.gov.br/observatorio/pt-br/servicos/servicos-astronomia/anuarios-do-


-observatorio-nacional/documentos/anuarios/2020/secaob_1b-a-51b_2020.pdf. Acesso em: 25 nov. 2022.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 79

A) O que acontece com a duração do dia e da noite nas estações do verão e inverno?

B) O que você pode observar em relação à duração do dia em São Paulo e em Belém? Por
que será que existe esta diferença nos horários nestes dois locais?

C) Agora é hora de conversar com toda a turma e com o(a) professor(a) e apresentar os
modelos explicativos sobre as estações do ano e as demais investigações que fize-
ram. A qual conclusão a turma chegou com relação à ocorrência das estações do ano?
Registre em forma de texto e desenho.
80 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para Saber Mais


Você pode aprofundar seus conhecimentos explorando os materiais a seguir! (Acessos em: 21 jul. 2023)

Entenda mais sobre Como ocorrem


O que são equinócios?
o El niño e La niña! as estações do ano!
http://enos.cptec. https://youtu.be/ https://youtu.be/
inpe.br/ VbNKh9FaUWg wodOww43nHA
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 81

ATIVIDADE 14

MUDANÇAS CLIMÁTICAS EXISTEM?


Você já deve ter estudado que o planeta Terra tem um pouco mais de 4,5 bilhões de anos.
Ao longo de todos esses anos, muitos eventos aconteceram, diferentes formas de vida surgiram
e outras tantas foram extintas. Mas será que o clima de nosso planeta sempre foi o mesmo? Se
não foi, que tipo de mudanças podem ter ocorrido?

Desde o início do século XXI, o termo Mudanças Climáticas tem sido amplamen-
te utilizado e se refere às mudanças que acontecem em nosso planeta, que causam, a
longo prazo, alterações no clima mundial, incluindo a temperatura, intensidade das
chuvas e eventos climáticos como os furacões.
Porém, essa não é a primeira vez que a Terra passa por uma mudança climática. Se
olharmos para a história da Terra, perceberemos que houve diversos momentos em que o
planeta estava mais frio ou mais quente. O último período em que boa parte da superfície
terrestre esteve coberta por gelo, que podemos chamar de Era do gelo, data de cerca de
7000 anos atrás. A temperatura é um dos fatores que influencia nas mudanças climáticas
e, desde então, a temperatura média da Terra tem aumentado, chegando a valores preocu-
pantes nas últimas décadas.

VAMOS PRATICAR!

1. Em sua opinião, o que tem provocado as mudanças climáticas nos últimos anos?
82 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Podemos dizer que o clima da Terra passou por diversos momentos de aquecimento e res-
friamento ao longo de sua história geológica. Essas mudanças climáticas, em parte, são atribu-
ídas a variações muito pequenas na órbita terrestre, que alteram a quantidade de energia solar
recebida pelo planeta. Atualmente, vivemos em um período de aquecimento global, que é uma
das formas de mudanças climáticas.
Para entendermos o aquecimento global, é importante entender um processo que ocorre
naturalmente no planeta Terra: o EFEITO ESTUFA.

2. Para você, o que é efeito estufa? O que é necessário para que ele aconteça?

3. Observe o esquema abaixo que representa como o efeito estufa acontece na superfície terrestre:

Ilustração: NUCA - Multimeios - SME

Como você explicaria esse esquema? Qual seria a legenda dessa imagem?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 83

O Efeito Estufa
O efeito estufa é um fenômeno natural e possibilita a vida na Terra. A presença de
alguns gases – como o gás carbônico (CO2), o metano (CH4), o vapor d’água (H2O), o óxido
nitroso (NO2) e o ozônio (O3) – permite que a temperatura média da superfície do planeta
chegue a 14°C. Sem o efeito estufa, a temperatura seria muito baixa, da ordem de 18°C
negativos e as formas de vida seriam bem diferentes do
que vemos hoje.
Você pode observar, no esquema anterior, que par-
te da energia solar que chega ao planeta é refletida di-
retamente de volta ao espaço e parte é absorvida pelos
oceanos e pela superfície da Terra, promovendo o seu
aquecimento. Uma parcela desse calor da superfície é

Imagem: Pixabay
irradiada de volta ao espaço, mas acaba sendo bloquea-
da pela presença de gases de efeito estufa que, apesar de
deixarem passar a energia vinda do Sol, são opacos à ra-
diação terrestre, fazendo com que esse calor permaneça
na superfície e mantenha a Terra aquecida.
Quando esse sistema encontra-se em equilíbrio, o
clima se mantém praticamente inalterado, no entanto,
as ações humanas têm intensificado a emissão dos gases
do efeito estufa, o que altera esse equilíbrio.

Imagem: Pixabay
As emissões de gases de efeito estufa ocorrem pra-
ticamente em todas as atividades humanas e setores da
economia: na agricultura, por meio da preparação da
terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecu-
ária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela
fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso
de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural; no
tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo
é tratado e disposto; nas florestas, pelo desmatamento e
Imagem: Pixabay

degradação de florestas; e nas indústrias, pelos proces-


sos de produção, como cimento, alumínio, ferro e aço,
por exemplo.
O uso de combustíveis fósseis, os processos de O uso de combustíveis fósseis,
os processos de produção
produção industrial e a degradação das florestas são os
industrial e a degradação das
principais fatores de intensificação do efeito estufa. florestas são os principais
Adaptado de https://www.mma.gov.br/informma/item/195-efeito-estu- fatores de intensificação do
fa-e-aquecimentoglobal Acesso em: 29 mar. 2020. efeito estufa.
84 Conhecer Mais - Estudo Complementar

4. O aumento da emissão de gases do efeito estufa faz com que uma maior quantidade de
calor seja retida na superfície terrestre, causando a elevação da temperatura. Além disso,
quais outras consequências já são percebidas no meio ambiente?

5. Diante das principais causas que intensificam o efeito estufa, como você, sua comunidade
e os governantes podem colaborar com a redução na emissão dos gases do efeito estufa?

Vamos conhecer mais sobre as Mudanças Climáticas? Aqui, você pode acessar notícias
atuais que apresentam algumas consequências no clima, a partir das ações antrópicas.

Para Saber Mais


Efeito estufa: o Brasil e o mundo mais longe da meta
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/11/27/Efeito-estufa-o-Brasil-e-o-
mundo-mais-longe-da-meta. Acesso em: 17 maio 2023.

Concentração de CO2 na atmosfera é a maior em 3 milhões de anos


https://www.jornaljoca.com.br/concentracao-de-co2-na-atmosfera-e-a-maior-em-3-
milhoes-de-anos/ Acesso em: 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 85

ATIVIDADE 15

NOSSO PLANETA, A TERRA, USA FILTRO SOLAR?

As pessoas e os outros seres vivos con-

A camada de ozônio protege planeta Terra da radiação ultravioleta


seguem enxergar as coisas porque existe luz,
que é uma forma de energia. O Sol é uma im-
portante fonte de energia luminosa, sem
ele não haveria plantas, nem animais na su-
perfície da Terra.
A figura mostra a camada de ozônio,

emitida pelo Sol. Foto: NASA


uma das camadas da estratosfera terrestre
que concentra altas quantidades de ozônio
(gás produzido através da combinação de
três átomos de oxigênio). Localizada entre
15 e 35 quilômetros de altitude, com cerca
de 10 km de espessura, contém 90% do ozônio da atmosfera.
A camada de ozônio protege o planeta Terra da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.
Fonte: https://escola.britannica.com.br/artigo/luz/481741. Acesso em: 7 jun. 2020.

VAMOS PRATICAR!

1. Se a vida na Terra precisa da luz solar para existir, qual seria a função da camada de ozônio?
86 Conhecer Mais - Estudo Complementar

2. Segundo os dermatologistas (médicos responsáveis pelos cuidados com a pele), é reco-


mendado o uso de protetores ou filtros solares na pele exposta ao Sol. Você concorda com
esta afirmação dos dermatologistas? Registre seus argumentos para sua resposta.

A atmosfera terrestre: nossa camada de ar

A atmosfera (também chamada de ar) é a uma camada formada de diferentes gases


que envolve o nosso planeta, a Terra. Próximo à superfície terrestre, a atmosfera possui,
aproximadamente, 75% de nitrogênio e 20% de oxigênio. A grandes alturas, ela é consti-
tuída principalmente de hélio e hidrogênio. Ao contrário do que parece, o ar possui massa.
Ele é mais “pesado” ao nível do mar, pois as partículas de gás das camadas mais baixas são
pressionadas pelo ar que está acima delas. O ar torna-se mais leve à medida que se afasta
da superfície da Terra.
A atmosfera terrestre pode ser dividida em diferentes camadas com base em diferentes
parâmetros. Com relação à temperatura, os cientistas dividem a atmosfera em cinco cama-
das: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.
Na estratosfera, encontra-se a camada de ozônio, que bloqueia a passagem de grande
parte da radiação solar que seria prejudicial a plantas e animais se chegasse à superfície
do globo.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 87

Adaptado de https://escola.britannica.com.br/artigo/atmosfera/480701. Acesso em: 7 jun. 2020.

3. Considerando o texto e a imagem, assinale com X as afirmações verdadeiras:


( )A
 atmosfera não possui, porcentualmente, a mesma quantidade de gases em todas
as camadas.
( ) A troposfera é a camada mais próxima da superfície terrestre.
( ) A camada de ozônio está localizada na mesosfera.
( ) A termosfera bloqueia a passagem de grande parte da radiação solar.
( ) O bloqueio de grande parte da radiação solar ocorre na estratosfera.
( ) A atmosfera terrestre não consegue bloquear a radiação solar.
( ) A camada de ozônio ocupa uma parte da estratosfera.
( ) A radiação solar prejudicial aos seres vivos é bloqueada pela camada de ozônio.
( ) A destruição da camada de ozônio pode levar à extinção da vida como conhecemos.
88 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A Camada de Ozônio

O ozônio (O3) é um dos gases que compõe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas
se concentram entre 20 e 35 km de altitude (estratosfera), região denominada Camada de
Ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do
tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos.
O ozônio tem propriedades diferentes na atmosfera, devido à altitude em que se encon-
tra: na região estratosférica, 90% da radiação ultravioleta do tipo B é absorvida pelo ozônio,
enquanto que, ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a sua propriedade de proteção
e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfí-
cie, junto com o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o
óxido nitroso (N2O).
Nos seres humanos, a exposição à radiação UV-B está as-
sociada aos riscos de danos à visão, ao envelhecimento preco- *O fitoplâncton pode
ser definido como um
ce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimen-
conjunto de micro-organismos
to do câncer de pele. Os outros animais também sofrem as fotossintetizantes que
consequências do aumento da radiação. Os raios ultravioletas vivem flutuando na
prejudicam os estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, superfície das águas.
camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas e re- Referência: Brasil Escola
duz a produtividade do fitoplâncton*, base da cadeia alimentar
aquática, provocando desequilíbrios ambientais.
O ozônio é naturalmente destruído na estratosfera superior pela radiação ultravioleta do
Sol. No entanto, o processo de recombinação para formar o ozônio ocorre novamente de forma
equilibrada e natural, numa constante “decomposição” e “composição” do Ozônio (O3).
Apesar da sua importância, a camada de ozônio começou a sofrer com os efeitos da
poluição crescente provocada pela industrialização mundial. Dentre as substâncias nocivas à
camada de ozônio, destacamos Clorofluorcarbono – CFC. Quando essas substâncias são libe-
radas no meio ambiente, deslocam-se atmosfera acima, degradando a camada de ozônio.

Buraco da Camada de Ozônio

O “buraco da camada de ozônio” é o fenômeno de queda acentuada na concentração do


ozônio sobre a região da Antártica, conforme figura.
A cor azul tendendo para o violeta indica a baixa concentração de ozônio, de acordo com
a escala Dobson. O processo de diminuição da concentração de ozônio vem sendo acompa-
nhado desde o início da década de 1980, em vários pontos do mundo, inclusive no Brasil.
Diante dos esforços realizados no mundo todo para cumprir com as metas de eliminação das
substâncias destruidoras do ozônio no âmbito do Protocolo de Montreal, espera-se que a
camada de ozônio recupere-se aos níveis registrados no início da década de 1980 apenas em
meados do século XXI (2050 - 2060).
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 89

Imagem: NASA
Disponível em: https://www.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio/a-camada-de-ozonio. Acesso em: 8 jun. 2020.(Adaptado).

4. Após a leitura do texto e pesquisas, escreva no quadro possíveis consequências com rela-
ção ao buraco na camada de ozônio para:

Planeta Terra
90 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Seres vivos

5. Depois do processo de estudos sobre a atmosfera da Terra e de obtermos mais informações


sobre a camada de ozônio, escreva quais conhecimentos você adquiriu, explicando se o
nosso planeta possui um filtro solar.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 91

Para Saber Mais


Como está a situação do buraco da camada de ozônio? Reportagem no Portal G1.
https://g1.globo.com/natureza/noticia/2020/05/01/como-o-maior-buraco-na-camada-
de-ozonio-no-polo-norte-finalmente-se-fechou.ghtml. Acesso em: 17 maio 2023.

Vamos viajar pelas camadas atmosféricas? Acesse o link da plataforma e viaje pela
troposfera até a ionosfera. (Esse recurso contou com a consultoria da Professora
Christine Laure Marie Bourotte da USP)”.
https://apps.univesp.br/camadas-atmosfericas/ Acesso em: 11 jul. 2023.

ATIVIDADE 16

COMO O SOM SE PROPAGA?


Os sons são usados de várias maneiras, muito especialmente para comunicação por meio
da fala (voz humana) e sons produzidos por animais (cachorro, gato, passarinhos) ou, por exem-
plo, por instrumentos na produção de música.

VAMOS PRATICAR!

1. Todas as pessoas da sua casa costumam apreciar os mesmos tipos de música? Caso a
resposta seja não, o que geralmente gostam?

Além das músicas, vamos investigar outros sons que podemos apreciar perto ou dentro das
92 Conhecer Mais - Estudo Complementar

nossas casas (residências). Converse com seus familiares e combine um horário que seja bom
para realizar a atividade a seguir:

2. Escolha um lugar na sua casa e, durante um intervalo de tempo, se possível, de olhos fechados,
perceba os sons mais comuns perto da sua casa. Registre as suas percepções audíveis.

3. Nessa atividade, podemos perceber que existem diferentes sons no nosso entorno e aca-
bamos, muitas vezes, não percebendo por causa de nossa desatenção. Como você acredita
que conseguimos captar os sons?

4. Elabore uma hipótese explicando como você acredita que acontece a percepção do som
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 93

pelas pessoas com surdez e ou deficiência auditiva?

Anatomia da Orelha
94 Conhecer Mais - Estudo Complementar

O sistema auditivo humano é constituído por três regiões: orelha externa, orelha média e
orelha interna. O som percorre essas três regiões, sendo primeiramente captado pelo pavilhão
auditivo, que é o que chamamos de orelha. Seu formato possibilita a entrada das ondas sono-
ras no canal auditivo, terminando no tímpano, uma membrana que vibra quando atingida pelo
som. Tanto o pavilhão auditivo quanto o canal auditivo fazem parte da orelha externa.
A orelha média é formada por três ossículos denominados martelo, bigorna e estribo,
que recebem as vibrações dos tímpanos, levando-as até a orelha interna ou labirinto. Este é
formado pela cóclea, uma estrutura em forma de caracol cheia de líquido. Quando as vibra-
ções chegam à cóclea, provocam movimentações no líquido que ela contém, gerando sinais
elétricos que percorrem o nervo auditivo até chegar ao cérebro, onde serão interpretados
como sons.
Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/audi%C3%A7%- C3%A3o/483285. Acesso em: 6 jun. 2020. (Adaptado)

5. O texto trouxe a explicação de como acontece a captação do som no nosso organismo. Mas
como esse som chega até o nosso aparelho auditivo? Registre aqui sua hipótese.

6. Observe a imagem e elabore uma possível explicação para a forma de propagação do som
no ambiente.

Disponível em: <https://escola.britannica.com.br/artigo/som/482543/recur-


Fonte: Som. 1 fot., color. In Britannica Escola. Web, 2020.

sos/135604>. Acesso em: 6 de junho de 2020.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 95

Como o som é produzido?

Para que um som seja produzido e ouvido, três coisas precisam acontecer. Primeiro, um
objeto vibra, isto é, faz movimentos pequenos e rápidos para a frente e para trás. Por exem-
plo, quando um músico toca as cordas de um violão, elas vibram. A vibração move o ar em
volta e produz ondas sonoras.
Em segundo lugar, as ondas sonoras passam por um meio transmissor, que pode ser
qualquer matéria através da qual as ondas viajam. As ondas sonoras podem viajar através de
vários meios transmissores. Entre eles estão o ar, a água e objetos sólidos. As ondas sonoras
passam pelos meios transmissores em todas as direções.
Em terceiro lugar, algum tipo de receptor, como a orelha de uma pessoa, capta as ondas
sonoras. A orelha transforma essas ondas em sinais que viajam até o cérebro. O cérebro en-
tende esses sinais como sons.
Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/som/482543. Acesso em: 6 jun. 2020.

Para Saber Mais


Notícia sobre o uso excessivo de fone de ouvido:
https://g1.globo.com/bemestar/noticia/brasileiros-estao-com-problemas-de-audicao-
cada-vez-mais-cedo-cuidado-com-os-fones-de-ouvido.ghtml. Acesso em: 17 maio 2023.
96 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 17

AS FERRAMENTAS DO CORPO PARA COMBATER INFECÇÕES

Na vida cotidiana, o corpo experimenta um bombardeio constante de bactérias, fungos e


vírus que nos tornam doentes, os patógenos e/ou seus antígenos. O corpo humano é um lu-
gar maravilhoso para esses organismos crescerem e prosperarem, pois lhes proporcionam um
ambiente agradável, quente e rico em nutrientes. É neste momento que o sistema imunológico,
nosso sistema de defesa, entra em ação.
Quando a resposta imunológica é capaz de reagir a um patógeno, antes que ele cause al-
gum prejuízo ao sistema, o organismo se mantém saudável e não fica doente por causa desse
patógeno. Mas, quando o patógeno possui uma capacidade de se proliferar com maior rapidez
em relação à resposta imunológica, o organismo se torna doente.

VAMOS PRATICAR!

1. Você já ouviu falar que existem algumas doenças que só “pegamos” uma vez, como cata-
pora, sarampo ou caxumba e, às vezes, nem “pegamos”? Já assistiu nos noticiários repor-
tagens informando que, depois de pegar o novo coronavírus, a pessoa fica protegida? Por
que você acha que isso acontece?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 97

Existem dois tipos de respostas imunes: a inata e a adquirida. Quando falamos em imu-
nidade inata, natural ou não específica, estamos nos referindo àquela defesa natural do orga-
nismo, com a qual já nascemos, e que vai tentar bloquear a entrada de corpos estranhos ao
nosso organismo. Podemos considerar que a pele, a tosse, o espirro, as mucosas do corpo, a
acidez do estômago, por exemplo, fazem parte dessa primeira linha de defesa.
A imunidade adquirida, adaptativa ou específica é ativada quando nosso corpo en-
tra em contato com o antígeno, substâncias encontradas nos envoltórios dos vírus ou nas
membranas das bactérias, fungos e outros organismos patogênicos. Estas substâncias que
podem ser proteínas ou açúcares (polissacarídeos) desencadeiam a produção de um anticor-
po específico a ela.
O contato com esse antígeno pode ser natural, como os vírus que estão no ar ou as
bactérias nos alimentos, ou pode ser induzido, como acontece quando somos vacinados. Ao
entrar em contato com o antígeno, algumas células do organismo, os linfócitos, reconhecem
esse corpo estranho e se encarregam de eliminá-lo, por meio da produção de anticorpos,
substâncias específicas que reconhecem cada antígeno e fazem com que eles sejam neutra-
lizados ou eliminados.

2. Considerando a imunidade inata, como nosso organismo pode agir para que não seja con-
taminado pelo vírus da gripe?

3. Se o nosso corpo é capaz de reconhecer o antígeno e produzir um anticorpo específico


para ele, por que ficamos doentes?
98 Conhecer Mais - Estudo Complementar

É importante lembrar-se de que os anticorpos


são específicos para cada antígeno, ou seja, cada
vez que entramos em contato com um novo corpo
estranho, o sistema imune precisa reconhecê-lo e
produzir o anticorpo adequado. Esse tipo de res-
posta imune não é imediato, o organismo precisa
de um tempo para cumprir todas essas etapas até

Pixabay
a eliminação do antígeno. A pele é uma das barreiras naturais contra a en-
Por outro lado, o sistema imunológico, duran- trada de microrganismos em nosso corpo.
te o processo de resposta a um patógeno, forma cé-
lulas de memória. São essas células que garantem uma resposta imune rápida caso o mesmo
antígeno entre em contato com o organismo novamente.

4. Como um agente invasor pode ser reconhecido pelo sistema imunológico?

5. Por que temos febre? Pesquise sobre a relação que a febre tem com a resposta imunológica.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 99

6. Considerando o que você estudou ao longo da atividade, vamos pensar sobre o novo co-
ronavírus, causador da COVID-19. Por que nosso organismo não consegue se defender
rapidamente desse vírus?

O que é o coronavírus?

Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que
causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.
Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a modera-
das, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns coronavírus podem causar doen-
ças graves com impacto em termos de saúde pública, como já verificado com a Síndrome
Respiratória Aguda Grave – SARS, identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente
Médio – MERS, identificada em 2012.
A doença provocada pelo novo coronavírus chama-se COVID-19, sigla em inglês para
coronavirus disease 2019 (doença por coronavírus 2019, em tradução livre).
Os primeiros casos foram registrados inicialmente na China, no final de 2019.
Quais os sintomas do coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratórios, semelhantes aos de um
resfriado comum. Podem também causar infecção do trato respiratório inferior, como as
pneumonias.
Os principais sintomas são:
• Febre • Tosse • Coriza • Dificuldade para respirar

O que é o “período de incubação”?


Período de incubação consiste no intervalo entre a data de contato com o vírus até o
início dos sintomas. No caso do COVID-19, já se sabe que o vírus pode ficar incubado por até
duas semanas (14 dias), quando os sintomas aparecem desde a infecção.
100 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Como ocorre a transmissão do coronavírus?


A transmissão pode ocorrer de forma continuada, ou seja, um infectado pelo vírus pode
passá-lo para alguém que ainda não foi infectado. Ela costuma ocorrer pelo ar ou por contato
pessoal com secreções contaminadas, como:

• Gotículas de saliva;

• Espirro;

• Tosse;

• Catarro;

• Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão com pessoa infectada;

• Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca,


nariz ou olhos.
Alguns vírus são altamente contagiosos, como o sarampo, que é transmitido por aeros-
sol (partículas no ar), com proporção de transmissão de uma para até 18 pessoas, em média.
O conhecimento já registrado sobre os coronavírus indica que eles apresentam transmissão
de uma para até três pessoas.
Fonte: http://saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/destaques/perguntas-
e-respostas-tire-suas-duvidas-sobre-o-novo-coronavirus. Acesso em: 17 maio 2023.

Para Saber Mais


free-photos-vectors/background -
O site da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo apresenta
https://www.freepik.com/

uma página de perguntas e respostas sobre o novo coronavírus,


created by Harryarts

que ajudam a tirar algumas dúvidas:

http://saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/destaques/
perguntas-e-respostas-tire-suas-duvidas-sobre-o-novo-coronavirus. Acesso
em 12 jul. 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 101

7. A tira de Armandinho, produzida por Alexandre Beck, estabelece uma relação com a situ-
ação vivenciada pela população de grande parte do mundo e, inclusive, do Estado de São
Paulo, em função do novo coronavírus. Qual mensagem essa tira nos transmite? Por que é
necessário que isso aconteça?
102 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para Saber Mais


Átila Iamarino é um biólogo que realiza pesquisas científicas sobre como algumas do-
enças provocadas por vírus que se espalham pelo planeta. Seus canais no YouTube têm
trazido diversas informações sobre o coronavírus e a COVID-19, baseadas em pesquisas
que são realizadas pelo mundo.

Para conhecer mais informações sobre essa doença, assista aos vídeos sugeridos a se-
guir, sobre como se proteger do coronavírus:

Iberê no canal “Manual do Mundo” conversa com Átila Iamarino


https://youtu.be/0SNw_uyurCo. Acesso em: 17 maio 2023.

O que é o coronavírus? - Canal Nerdologia


https://www.youtube.com/watch?v=e-JaQOeFxtI. Acesso em: 17 maio 2023.

ATIVIDADE 18

A IMPORTÂNCIA DA VACINA

Leia a seguir o trecho de uma reportagem escrita no ano de 2020. Neste período, cientistas
de diversos países se dedicaram para o desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19.

O mundo inteiro está em uma corrida contra o tempo para produzir uma vacina eficaz contra
o novo coronavírus. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), até o momento estão
ocorrendo, pelo menos, 54 pesquisas de vacinas no mundo todo, inclusive no Brasil.
Isso não significa que teremos uma solução tão cedo. O processo de criação de uma
vacina é demorado. Além de desenvolver o composto da vacina, é preciso fazer testes de
laboratório em humanos e esperar de dois a três meses para descobrir se os voluntários de-
senvolveram algum efeito colateral indesejável. Pular ou acelerar alguma dessas etapas pode
colocar a população em risco.
Segundo Jarbas Barbosa, diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde
(Opas), a primeira vacina contra a COVID-19 vai demorar de um ano a 18 meses para apa-
recer, mesmo no melhor cenário possível. Ou seja, provavelmente, o surto atual já estará
controlado, mas vai ser útil para evitar que a doença se espalhe novamente no futuro.

Adaptado de https://www.jornaljoca.com.br/como-esta-o-desenvolvimento-de-uma-vacina-contra-a-covid-19-2/
Acesso em 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 103

VAMOS PRATICAR!

1. Em sua opinião, por que nos vacinamos?

2. Na atividade anterior, você estudou sobre os tipos de imunidade, a inata e a adquirida.


A vacina é um processo de imunização do nosso organismo. Ela é inata ou adquirida?
Justifique sua resposta.
104 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Vacinas: o que são e como são produzidas


As vacinas são substâncias que contêm o vírus ou a bactéria, causadores da doença,
morto ou enfraquecido. Elas fazem com que nosso organismo entre em contato com o an-
tígeno e produza uma memória imunológica, ou seja, são produzidas células de memória
para que o corpo consiga produzir anticorpos rapidamente, caso entre em contato com o
antígeno. Portanto, dizemos que as vacinas são um tipo de imunidade específica ou adqui-
rida, que atua ativamente no organismo.
“A pesquisadora Ellen Jessouroun, doutora em biologia celular e molecular, geren-
te do Programa de Desenvolvimento de Vacinas Bacterianas e chefe do Laboratório de
Tecnologias Bacterianas de Biomanguinhos da Fiocruz, explica que o primeiro passo desse
processo é conhecer a doença, o que causa no organismo humano e como o corpo reage a es-
ses vírus ou bactérias, chamados de agentes, contra os quais as vacinas são desenvolvidas.
Para isso, o pesquisador escolhe um componente do agente, que pode ser um frag-
mento, uma célula ou o próprio vírus atenuado. No primeiro caso, retira-se uma parte do
agente morto para estimular o sistema imunológico. A segunda opção para chegar a uma
nova vacina é obter em laboratório moléculas semelhantes às presentes nos organismos
vivos. Por fim, existem as vacinas vivas atenuadas, como a da febre amarela, feitas a partir
dos próprios organismos vivos. Nesse caso, o vírus passa por um processo em laboratório
para que fique atenuado e não cause a doença.”

Fonte: https://www.fiojovem.fiocruz.br/vacinasuma-batalha-contra-doencas. Acesso em: 30 mar. 2020.

3. Como as vacinas nos protegem?


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 105

4. Por que a vacinação é importante para o indivíduo?

Talvez você esteja se perguntando: por que não existem vacinas contra
todos os tipos de vírus e bactérias? Essa é uma dúvida comum, já que as vaci-
nas contribuem, e muito, para que a população fique protegida contra uma
série de doenças. O texto “Desafios a serem superados”, produzido pela
FioJovem, uma página da Fiocruz destinada aos jovens, pode contribuir para
entendermos os motivos que impedem a produção de vacinas contra qual-
quer vírus ou bactéria.
Desafios a serem superados. Disponível em: https://www.fiojovem.fiocruz.br/desafios-a-serem-superados.
Acesso em: 17 maio 2023.

ATIVIDADE 19
DIABETES

VAMOS PRATICAR!

1. Você já ouviu falar em Diabetes? Conhece alguém que tenha? Que informações você tem
sobre este assunto?
106 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Diabetes

Duas doenças diferentes são chamadas de diabetes. O diabetes melito ocorre quando
há excesso de glicose no sangue. Glicose é um açúcar que o corpo extrai de alimentos e usa
para ter energia. O diabetes insípido é uma doença rara que afeta os rins.
Há dois tipos principais de diabetes melito:
No TIPO 1, o corpo deixa de produzir insulina ou não a produz em quantidade suficien-
te. Insulina é um hormônio, ou substância química, que normalmente controla o nível de
glicose no sangue. Esse tipo de diabetes ocorre com frequência em crianças e adolescentes.
No TIPO 2, o corpo produz insulina, mas não consegue usá-la adequadamente. Em ge-
ral, ocorre em adultos e é o tipo mais comum de diabetes.
O diabetes insípido é ligado a um hormônio chamado vasopressina. Quando o corpo
não produz vasopressina ou não consegue usá-la, os rins produzem urina em excesso.
O diabetes melito e o diabetes insípido têm sintomas semelhantes. Quem tem qualquer
uma das duas doenças sente muita sede e urina muito. A perda de água através da urina
pode ressecar a pele e causar cansaço. Caso não seja tratado, o diabetes melito pode provo-
car doença cardíaca, problemas renais, cegueira e gangrena, levando à amputação dos pés
ou das pernas, e morte. Se não for tratado, o diabetes insípido pode causar baixa pressão
arterial e estado de choque.
A medicina desconhece a causa exata do diabetes melito. Aparentemente, pessoas
sedentárias, que pouco se movimentam, não fazem exercícios, e com sobrepeso têm risco
maior de desenvolver a doença. O diabetes insípido pode ser causado por dano cerebral ou
renal e certas drogas.
Pessoas com diabetes melito do tipo I têm de tomar doses diárias de insulina. Em geral, é
possível controlar a doença do tipo II com uma dieta saudável, perda de peso e, se necessário,
com medicamentos. O diabetes insípido também é tratado com medicamentos.

Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/diabetes/481143. Acesso em: 8 jun. 2020. (Adaptado).

1. Após a leitura do texto, podemos afirmar que existe relação entre o consumo de alimentos
e o diabetes? Explique, caso necessário retome a leitura do texto com mais atenção.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 107

2. Considerando a diabetes melito, que atitudes no dia a dia podemos ter para evitar o excesso
de glicose no sangue?

Grande parte da comunidade médica concorda que diabetes tipo 2 nos adultos, o que
corresponde a 90% dos casos no mundo, possui diversas causas que acabam gerando a do-
ença. A vida sedentária, a tendência genética e, principalmente, o ganho de peso são os
principais motivos.
As calorias ingeridas acabam gerando o excesso de peso, dessa forma, se a pessoa come
muitos alimentos com glicose isso pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em ex-
cesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente
tem risco de desenvolver a doença.
Em síntese: não é o fato de comer especificamente glicose que causa Diabetes, mas
sim o fato de comer em excesso qualquer alimento que acabe fazendo com que o peso
da pessoa aumente.
E, além do excesso de peso, é preciso juntar outros fatores, como sedentarismo e histó-
ria familiar para, daí sim, ter maior risco de desenvolver Diabetes. Para evitar, comece comba-
tendo o sedentarismo e equilibrando a sua dieta com alimentos saudáveis!
Disponível em: https://andressaendocrinologista.com.br/12100-mito-comer-acucar-em-excesso-causa-diabetes/ Acesso em:
17 maio 2023.(Adaptado).
108 Conhecer Mais - Estudo Complementar

3. Que tal fazer uma campanha, na sua casa, para contar sobre o perigo de desenvolver
diabetes melito tipo 2? Para tanto, vamos iniciar com o planejamento, seguido de uma
apresentação.

• Planejamento: nessa etapa você organizará uma campanha e apresentará para


sua família, escolhendo uma estratégia que goste de desenvolver, tais como: músi-
ca, paródia, cartaz, propagando, entre outras. Destacamos a importância em usar
os recursos que possui em casa!

• Apresentação: nessa segunda etapa, você vai agendar o melhor horário para apre-
sentar sua campanha para a família. Coloque um lembrete em um lugar em que todos
possam ver!

• Finalização: essa etapa é fundamental para que você possa fazer uma reflexão so-
bre sua estratégia de trabalho. Nesse caso, elabore um relato sobre o processo de
planejamento (criação) e apresentação (ação).
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 109
110 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 20

AS LEIS DO MOVIMENTO

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


VAMOS PRATICAR!

1. Se você estiver dentro de um ônibus em movimento e o motorista frear bruscamente, o que


vai acontecer com você?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 111

2. Quanta força você teria que fazer para arrastar me-


sas, cadeiras e armários na sala de aula em que
você está? O que aconteceria se um ou mais cole-

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


gas fossem ajudar?

3. Quais variáveis determinam a intensidade da força que você deve fazer?

4. A inércia é um princípio da física, também conhecido como a Primeira Lei de Newton. É


a capacidade de resistir à mudança de movimento. Pesquise sobre esse assunto e registre
a seguir.
112 Conhecer Mais - Estudo Complementar

5. Considerando o que você aprendeu com a pesquisa sobre a INÉRCIA e a PRIMEIRA LEI
DE NEWTON, identifique situações em que a inércia está presente no seu dia a dia. Use o
espaço a seguir para escrever ou desenhar.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 113

Para Saber Mais


Isaac Newton (1643-1727) foi um físico, astrônomo e
matemático inglês. Seus trabalhos sobre a formulação
das três leis do movimento levou à lei da gravitação
universal.

Infância e formação
Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, uma pequena al-
deia da Inglaterra, no dia 4 de janeiro de 1643. Nasceu
prematuro e logo ficou órfão de pai. Com dois anos,

Pixabay
quando sua mãe voltou a casar, Isaac foi morar com sua
avó.
Desde cedo, manifestava interesse por atividades manuais. Ainda criança, fez um moinho de vento,
que funcionava, e um quadrante solar de pedra, que se acha hoje na Sociedade Real de Londres.
Com 14 anos, foi levado de volta para a casa de sua mãe, cujo marido acabara de falecer, para
ajudar no trabalho da lavoura. Em vez de se dedicar aos seus afazeres, passa o tempo imerso
na leitura.
Com 18 anos, foi aceito no Trinity College, da Universidade de Cambridge. Passou quatro anos
em Cambridge e recebeu seu grau de Bacharel em Artes, em 1665.
Isaac Newton estabeleceu três “leis do movimento”, ou “Leis de Newton”:

• A primeira lei diz que “um corpo em repouso permanece em repouso se não é forçado a
mudar, um corpo que se move continuará a mover-se com a mesma velocidade e no mesmo
sentido, se não for forçado a mudar”.

• A segunda lei mostra que “a quantidade de força pode ser medida por uma proporção de
mudança observada no movimento”. Essa proporção é o que se chama de aceleração e
refere-se à rapidez do aumento ou da diminuição da velocidade.
• A terceira lei diz que “toda ação causa uma reação, e que a ação e a reação são iguais e opostas”.

Últimos anos
Isaac Newton Passou o resto de sua vida científica ampliando suas descobertas. Dedicou-se à
pesquisa dos raios luminosos. Chegou à conclusão que a luz é o resultado do veloz movimento
de uma infinidade de minúsculas partículas emitidas por um corpo luminoso.
Ao mesmo tempo, descobriu que a luz branca resulta da mistura das sete cores básicas. Inventou
um novo sistema matemático de cálculo infinitesimal, aperfeiçoou a fabricação de espelhos e
lentes, fabricou o primeiro telescópio refletor.
Disponível em: https://www.ebiografia.com/isaac_newton/ (Adaptado). Acesso em: 11 jul. 2023.
114 Conhecer Mais - Estudo Complementar

6. Se um veículo estiver em movimento e uma pessoa tentar sair dele sem que esteja comple-
tamente parado, o que acontecerá com ela?

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


7. Imagine que uma nave espacial está em movimento no espaço com seus motores ligados.
De repente, os motores desligam. O que irá acontecer com o foguete? Lembre-se que no
espaço não há atmosfera, ou seja, não haverá outras forças atuando sobre ele.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 115

8. Agora que você já sabe qual é o princípio fundamental da inércia, explique a importância do
uso do cinto de segurança nos veículos.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)

9. Pode parecer complicado, mas se pararmos para pensar um pouco em como acontece
o movimento de aceleração, por exemplo, chegaremos à seguinte conclusão: para que a
velocidade aumente, precisamos aumentar a força. Da mesma forma, para a velocidade di-
minuir é necessário diminuir a força. Esse é o Princípio Fundamental da Dinâmica, também
conhecido como 2ª lei de Newton. Dê um exemplo de aceleração (aumento da velocidade)
e desaceleração (diminuição da velocidade):
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
116 Conhecer Mais - Estudo Complementar

10. Complete a frase:

A) A ____________________ acontece quando um ciclista faz mais força com as pernas,


para que os pedais da bicicleta girem mais rápido.

B) A ____________________ acontece quando os freios do trem são acionados, diminuin-


do a velocidade das rodas e, consequentemente, a força do motor.

11. Refletindo mais um pouco, chegamos à conclusão de que “toda ação causa uma reação,
e que a ação e a reação são iguais e opostas”, ou seja, se você empurrar um armário, o
armário exercerá uma força oposta sobre você, para que ele se mova é necessário romper
a barreira dessa força contrária. A esse conceito damos o nome de Princípio da Ação e
Reação, conhecido como 3ª lei de Newton.
Pesquise sobre isso e dê 2 exemplos do Princípio da Ação e Reação. Para registrar, faça
um desenho ou escreva no espaço abaixo:

EXEMPLO 1:

EXEMPLO 2:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 117

12. Relacione as colunas:

A - Variação de velocidade ( ) CINEMÁTICA


B - Ausência de movimento ( ) REPOUSO
C - Local onde o observador fixa um sistema ( ) VELOCIDADE
de referência para estudar um movimento
( ) MOVIMENTO
D - Relação entre a distância percorrida e o tempo
gasto para percorrê-la ( ) POSIÇÃO
E - Distância percorrida por um objeto ( ) REFERENCIAL
F - Mudança de posição por um objeto
( ) DESLOCAMENTO
G - Lugar ocupado por um corpo
( ) ACELERAÇÃO
H - Objeto sujeito a mudanças
( ) MÓVEL
I - Efeito da mudança de lugar
J - Estuda o movimento de objetos ou partículas ( ) TRAJETÓRIA

13. Temos um mapa mental com alguns termos desenvolvidos durante as aulas.
Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)
118 Conhecer Mais - Estudo Complementar

O desafio é criar o seu próprio mapa mental! Use o espaço abaixo para fazer um esboço,
depois use a criatividade e faça uma versão ampliada usando papel sulfite ou cartolina.

14. Complete as lacunas:

A) A primeira lei diz que “um corpo em repouso permanece em _____________________


se não é forçado a mudar, um corpo que se move continuará a mover-se com a mesma
_____________________ e no mesmo sentido, se não for forçado a mudar”.

B) A segunda lei “mostra que a quantidade de força pode ser medida por uma proporção
de mudança observada no _________________________”. Essa proporção é o que se
chama de ____________________________ e refere-se à rapidez do aumento ou da
diminuição da velocidade.

C) A terceira lei diz que “toda ação causa uma _______________________ , e que a ação
e a reação são iguais e ______________________ ”.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 119

15. Cruzadinha
1

4 5

10 C I N E M Á T I C A

HORIZONTAIS: VERTICAL:

3 – Local onde o observador fixa um sistema 1 – Variação da velocidade


de referência para estudar um movimento
2 – Ausência de movimento
7 – Lugar ocupado por um corpo
4–R
 elação entre a distância percorrida
6 – Efeito da mudança de lugar e o tempo gasto para percorrê-la
9 – Objeto sujeito a mudanças 5 – Distância percorrida por um objeto
10 – Estuda o movimento de objetos ou partículas 8 – Mudança de posição de um objeto.
120 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para Saber Mais


Jogos dos Povos Indígenas
Os Jogos dos Povos Indígenas é um evento multiesportivo, criado em 1996 por meio de uma
iniciativa indígena brasileira do Comitê Intertribal - Memória e Ciência Indígena (ITC), com o
apoio do Ministério do Esporte do Brasil. Sendo um dos maiores encontros esportivos culturais
de indígenas da América. O primeiro foi realizado em Goiânia, capital do Estado de Goiás.
Os líderes indígenas Carlos Terena e Marcos Terena, fundadores do ITC, foram os responsáveis
pela organização desportiva, cultural, espiritual e a articulação com os povos indígenas. No total,
já reuniram mais de 150 povos indígenas brasileiros, tais como Xavante, Bororo, Pareci, Guarani.

Jogo da onça
Apesar de não fazer parte dos Jogos dos Povos Indígenas, o jogo da onça ou adugo (onça, na
língua dos Bororo) é um jogo de tabuleiro de origem indígena brasileiro jogado no chão, com o
tabuleiro traçado na areia e usando-se pedras como peças: uma peça representa a onça e 14
outras (iguais entre si) representam os cachorros. Trata-se de um jogo de estratégia para dois
jogadores, em que um deles atua como onça, com o objetivo de capturar as peças do adver-
sário. A captura é feita como no jogo de damas. O jogador que atua com os cachorros tem o
objetivo de encurralar a onça e deixá-la sem possibilidade de movimentação.

Imagem: Loretta Mariah Fratogianni Monteiro (Canva)


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 121

ATIVIDADE 21

POR QUE CHOVE TANTO NO VERÃO DE SÃO PAULO?


https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ASoccer_in_the_rain.jpg

Vai me dizer que você nunca passou por essa situação nas suas férias de verão? Você está
se divertindo em um parque, na praia, no clube ou até mesmo na sua rua e, de repente, geral-
mente no fim da tarde… Chuá! Começa a cair uma chuva enorme!
Ao contrário, nas férias de inverno no meio do ano, dificilmente chove. Os dias são mais
curtos e, por consequência, as noites “maiores”. Mas por que será?
Discuta com seus colegas de sala e professor(a) as possíveis hipóteses para esse fenômeno!
122 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATENÇÃO:

Em caso de ser pego por uma tempestade:


• Não saia de casa ou busque refúgio no interior de edifícios;
• Mantenha-se longe de árvores isoladas;
• Não permaneça dentro d’água durante as tempestades (saia de piscinas, rios, lagos e da praia);
• Evite áreas altas, busque refúgio em lugares baixos;
• Ao sentir carga elétrica em seu corpo (caracterizada por eriçamento do cabelo e formigamento
da pele) jogue-se ao chão;
• Preste atenção à previsão do tempo para o princípio e fim da tarde, quando ocorre a maio-
ria das trovoadas;
• Com mau tempo, evite árvores altas, picos desprotegidos, campos abertos e ou mesmo
praias e piscinas;
• Se não tiver abrigo seguro - faça do corpo uma “bola com pés”, acocorando-se com eles o
mais junto possível. Não toque com as mãos no chão;
• Para minimizar o número de pessoas afetadas por um raio, não se junte em grupo. A corrente
elétrica pode passar de uma pessoa para outra sem que elas se toquem;
• Certifique-se de que a tempestade passou completamente antes de prosseguir seu caminho.
Fonte: Departamento de Defesa Civil.

Para ajudar a pensar sobre esse fenômeno, vamos relembrar alguns conceitos importantes.
Junto com os(as) colegas, discuta as informações a seguir:

• O Sol é a fonte de energia que controla a circulação da nossa atmosfera.

• O Sol emite energia em forma de radiação que, ao chegar em nossa atmosfera, é con-
vertida em calor, que aquece o ar, corpos d’água e os continentes.

• A energia solar não é distribuída igualmente sobre a Terra. Esta distribuição desigual
é responsável pelas correntes oceânicas e pelos ventos que, transportando calor dos
trópicos para os polos, procuram atingir um balanço de energia.

Esses fenômenos estão relacionados diretamente aos movimentos da Terra em relação ao


Sol e também a variações na superfície do nosso próprio planeta! Mas como?
Primeiro, é preciso lembrar que a Terra tem o eixo inclinado em relação ao nosso Sol.
Essa inclinação promove a variação da intensidade de raios solares por área da superfície
do planeta.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 123

Somando essa característica junto com a órbita que a Terra faz em torno do Sol - movimento
denominado translação -, temos que, em um dado momento desse ciclo, um dos hemisférios es-
tará mais exposto em direção do Sol e, por consequência, o outro menos (dá-se o nome desse
evento de solstício), caracterizando períodos climáticos mais quentes e frios no ano (verão ou
inverno). Tal característica se inverte na metade do ciclo de movimentação; em dois momentos
da translação terrestre, ambos os hemisférios recebem igual quantidade de raios solares. Esse
fenômeno é chamado equinócio. Observe a imagem a seguir para identificar esses fenômenos:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:North_season.jpg (Adaptado)

Representação fora de escala do movimento de translação da Terra, sua inclinação e a sua exposição solar no
decorrer do ciclo. A seta vermelha indica o movimento em torno do Sol. A Terra apresenta a Linha do Equador
representada em tracejado laranja. O eixo inclinado da Terra e o padrão de rotação estão indicados em lilás.

O Brasil apresenta a maior parte do seu território no Hemisfério Sul. Apenas os estados
de Roraima, Pará, Amapá e do Amazonas apresentam áreas localizadas no Hemisfério Norte,
cortados pela linha do Equador.
Outra curiosidade: pelo norte da Cidade de São Paulo passa o Trópico de Capricórnio!
124 Conhecer Mais - Estudo Complementar

VAMOS PRATICAR!

1. Observe a imagem a seguir:

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva

A partir das imagens apresentadas, do que estudou e da ajuda da sua professora ou profes-
sor, ajude a completar as conclusões a seguir. Utilize as palavras entre parênteses!

A) No solstício de verão no hemisfério sul e de inverno no hemisfério norte, os raios solares


estão perpendiculares sob o Trópico de __________________ (Câncer / Capricórnio /
Equador). Os dias na Cidade de São Paulo tendem a ser mais ____________________
(curtos / longos / iguais).
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 125

B) No solstício de inverno no hemisfério sul e de verão no hemisfério norte, os raios solares


estão perpendiculares sob o Trópico de __________________ (Câncer / Capricórnio /
Equador). Os dias na Cidade de São Paulo tendem a ser mais ____________________
(curtos / longos / iguais).

C) Nos equinócios, quando ambos hemisférios recebem a mesma quantidade de exposi-


ção solar, os raios do Sol estão perpendiculares sob o Trópico de __________________.
(Câncer / Capricórnio / Equador). Na Cidade de São Paulo, a duração do dia e da noite
será __________________________ (curta / longa / igual).

Essa incidência maior de raios solares sobre regiões da Terra levam a um maior ou menor
aquecimento das áreas do planeta, como visto, gerando zonas climáticas e as estações do ano!

Revista Brasileira de Geografia Física v.10, n.05 (2017) 1614-1623.

Representação da distribuição média dos climas zonais no globo, ressaltando equinócios e solstícios nos
hemisférios em um movimento aparente que o Sol faz graças a inclinação da Terra na translação.
126 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Entre os trópicos, região que recebe maior intensidade solar, as águas são aquecidas
e evaporam em maior quantidade se comparadas às regiões polares. Essa variação de tem-
peratura faz com que as águas oceânicas se movimentem e produzam o que chamamos de
correntes marítimas.
Quanto mais quente a corrente, maior energia carrega, evaporando mais água e produzin-
do mais chuva por consequência. Correntes frias, pelo contrário, não produzem tanta umidade
na atmosfera.
Esse fator nos ajuda a explicar a existência de alguns desertos no planeta (onde chove
pouco) e regiões de florestas úmidas (onde chove muito).
A seguir, você encontra um trecho do artigo da revista Ciência Hoje das Crianças adaptada,
que nos ajuda a entender melhor como as correntes oceânicas interferem no nosso clima.

Que tal um mergulho no oceano para entender


o que se passa em terra firme?
Margareth Copertino

Quase toda a água do planeta está no oceano. Se dividíssemos a Terra em quatro par-
tes, três seriam de água salgada. São quatrilhões de litros (muita água mesmo!) se moven-
do pelo planeta. E você sabe como tanta água se move?
Pelas correntes marinhas! Estas correntes podem ser comparadas a esteiras de água
quente e fria, que circulam em várias direções e em diferentes profundidades. Se você as-
sistiu a Procurando Nemo, deve lembrar que o Marlin (o pai do Nemo) e a Dory (a amiga
esquecida) pegaram uma carona na Corrente Leste Australiana (CLA) com as tartarugas
marinhas. Correntes quentes, como a CLA, levam o calor das zonas quentes para as frias,
regulando a temperatura e distribuindo umidade e chuvas.
Sabe o que acontece na região do Equador, a linha imaginária que divide a Terra nos
hemisférios sul e norte? A água do oceano evapora e forma colunas de nuvens bem concen-
tradas. Estas nuvens são empurradas por ventos, fazendo chover nas florestas tropicais,
como a Floresta Amazônica.
Já ouviu dizer que se o oceano muda, o clima muda? Pois é verdade! Quando as águas
do oceano Pacífico aquecem acima da média, alteram o equilíbrio de calor e chuvas do
mundo – é um fenômeno chamado El Niño. Aqui no Brasil, o El Niño provoca seca nas regi-
ões Norte e Nordeste e enchentes no Sul [...].
Muita gente fala que o clima da Terra ficou maluco. Mas parece que quem enlouque-
ceu foi a humanidade, poluindo o solo, o ar e o mar. Precisamos pensar em como reduzir
os danos causados ao planeta e estarmos atentos ao oceano: ele é nosso sistema de alerta.
Margareth Copertino - Instituto de Oceanografia - Universidade Federal do Rio Grande
Lilian Copertino - Curso de Especialização em Neuropsicologia - Faculdade de Medicina - Universidade de São Paulo
Fonte: https://chc.org.br/artigo/respostas-que-vem-da-agua/. Acesso em: 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 127

2. Agora que você leu mais sobre a ação do Sol sobre as correntes marítimas e sua interferên-
cia sobre os diversos climas do planeta, analise o mapa a seguir e identifique as florestas
equatoriais e tropicais e as correntes próximas. Faça o mesmo para as áreas de deserto.

Em cima das correntes quentes, desenhe uma nuvem com chuva


Em cima das correntes frias, desenhe a falta de nuvens com chuva

Fonte: Cedida por Henrico Cobianchi.


Legenda:

Corrente Marítima Bioma


1 – Corrente de Humboldt/Peru (fria) A – Deserto do Atacama

2 – Corrente da Califórnia (fria) B – Deserto da Califórnia/Mojave, Sonora e Chihuahua

3 – Corrente do Brasil (quente) C – Floresta Tropical de Mata Atlântica

4 – Corrente de Benguela (fria) D – Deserto da Namíbia/Kalahari

5 – Corrente Norte Equatorial/Caribe (quente) E – Floresta Amazônica

6 – Corrente da Guiné (quente) F – Floresta Equatorial do Congo e Guiné

7 – Corrente das Canárias (fria) G – Deserto do Saara


H – Floresta Tropical Atsinanana (Madagascar) e Florestas Costeiras
8 – Corrente de Agulhas/Moçambique (quente)
da África Oriental
9 – Corrente das Monções (quente) I – Floresta Equatorial Indo-Malaia

10 - Corrente Oeste Australiana (fria) J - Desertos da Austrália

11 - Corrente Leste Australiana (quente) K - Floresta Tropical de Queensland e de Nova Guiné

12 - Corrente das Malvinas (fria) L - Deserto da Patagônia


128 Conhecer Mais - Estudo Complementar

3. Qual a relação entre a temperatura das correntes marítimas e os biomas nos continentes?

4. Como a corrente do Brasil ajuda a explicar a existência da Mata Atlântica?

5. Qual corrente marítima ajuda a explicar a existência do deserto do Atacama no Chile?

6. Qual deserto a corrente de Benguela ajuda a formar?

7. Qual floresta tropical a corrente marítima da Guiné ajuda a formar?

8. Como você explicaria a existência do deserto da Patagônia na Argentina?


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 129

9. Para além da existência da corrente norte equatorial/do Caribe qual(is) outro(s) fenôme-
no(s) explica(m) a existência da Floresta Amazônica?

A existência de determinados biomas no planeta pode ser explicada a partir do comporta-


mento físico-químico da atmosfera e dos oceanos, como você viu. Nessa última questão, quando
você explicou os fenômenos da existência da Floresta Amazônica, só a existência das correntes
marítimas não explicam a formação da maior floresta tropical do mundo.

10. Vamos estudar algumas dessas características da Amazônia? Ao fim, poderemos entender
finalmente o porquê chove tanto no verão por aqui e no inverno não. Mas o que tem a exis-
tência da Amazônia a ver com o nosso clima se ela está a milhares de quilômetros da Cidade
de São Paulo?
Escreva suas hipóteses a seguir:
130 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Rios voadores
Matéria publicada em 17 jul. 2019.

Não, o título não está errado! Esses rios são reais e podem estar passando agora mes-
mo por cima da sua cabeça!
Já ouviu falar que o Brasil é um dos países com a maior quantidade de rios do mun-
do? Pois é verdade. Essa enorme quantidade de água doce, precisamos destacar, é uma
das maiores riquezas do nosso país. Grande parte dessa água fica armazenada no subsolo,
abaixo da terra em que pisamos, em reservatórios subterrâneos chamados aquíferos. Mas
você está se perguntando o que tudo isso tem a ver com rios voadores. Vou contar! Ou me-
lhor, vamos pensar juntos!
O ar se desloca na atmosfera terrestre em grandes massas, semelhante à correnteza de um
rio. O movimento dessas massas de ar é uma das principais forças que controlam o clima ao
redor do mundo. Algumas massas de ar estão cheias de vapor d’água, daí o nome rios voadores!
Na América do Sul, um dos principais rios voadores “nasce” no oceano Atlântico, na
faixa próxima à linha do Equador, onde ocorre intensa evaporação. Essa massa de ar segue
em direção à floresta amazônica, onde uma quantidade ainda maior de água é jogada para
a atmosfera a partir da evaporação de solos úmidos, dos rios e da transpiração das inúme-
ras árvores.

1. Á
 gua evapora do Oceano Atlântico e forma nuvens
que são levadas pelos ventos alísios para a Floresta
Amazônica.
https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/

2. N
 uvens trazem chuva para a floresta. Excesso de água
se acumula no solo e é absorvida pela vegetação.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 131

3. A
 floresta tem árvores que promovem
evapotranspiração.
Essa massa de ar agora mais carregada de vapor
d’água segue, então, para o oeste até ser bloqueada
pela Cordilheira dos Andes. Lá, parte do vapor d’água
cai na forma de chuva, que alimenta as cabeceiras dos
rios da Amazônia. A outra parte segue para o sul do
continente, levando chuvas e umidade para as regiões
Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países
vizinhos, como Argentina e Paraguai.

4. A
 s massas de ar úmido são empurradas pelos alísios e
encontram uma grande barreira, os Andes.

5. C
 omo não podem ultrapassar os Andes, provocam
https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/

chuvas ali, mas grande parte da massa de ar carregada


de umidade desvia sua trajetória para o Centro-Oeste,
Sudeste e Sul do Brasil. Também Paraguai e norte da
Argentina.

Pode parecer exagero comparar essas massas de ar úmidas com um rio, mas a quan-
tidade de água trazida por elas é equivalente a um rio de grande volume, como o próprio
Amazonas! Não é incrível?
Da próxima vez que vier a chuva, pense que aquelas gotinhas podem ter dado a volta
em quase todo o continente antes de cair perto de você. Assim fica fácil entender que cui-
dar da qualidade do ar, das águas e das florestas pode ajudar também a controlar o clima
do nosso planeta.
Vinícius São Pedro, Centro de Ciências da Natureza, Universidade Federal de São Carlos.
Disponível em: https://chc.org.br/artigo/rios-voadores/ Acesso em: 24 jul. 2023.
132 Conhecer Mais - Estudo Complementar

11. Após ler o artigo da CHC, retorne às suas hipóteses anteriores sobre a relação climática
da Amazônia com São Paulo. Relacione com os conceitos trabalhados anteriormente e res-
ponda: por que chove tanto no verão de São Paulo e no inverno não?

12. Se necessário, desenhe para complementar no espaço a seguir:


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 133

13. Observe o recorte do Hemisfério Sul no mapa do planeta Terra a partir da imagem produ-
zida pela Nasa, evidenciando a vegetação (verde) e sua ausência nessa região em agosto
de 2022. A localização de alguns desertos está representada, assim como a localização da
Cidade de São Paulo.

Fonte: https://neo.gsfc.nasa.gov/view.php?datasetId=MOD_NDVI_M&date=2022-08-01. (Adaptada)

É característico dessa latitude (logo abaixo do Trópico de Capricórnio) a presença de deser-


tos, como se pode perceber. Como você explicaria a presença da Mata Atlântica na região
de São Paulo e a ausência de uma região desértica aqui?
134 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para Saber Mais


Para além dos rios voadores que trazem umidade e chuva para a região sudeste e sul do Brasil,
infelizmente, nos últimos anos, temos observado um outro fenômeno: agora não chega mais a
água, mas sim a fumaça. Na imagem a seguir, você encontra uma captura realizada pela NASA
mostrando o caminho que as fumaças causadas pelas queimadas, principalmente em regiões
amazônicas, estão realizando em direção aos países vizinhos (Peru, Bolívia e Paraguai) e que
chegam até a Cidade de São Paulo.

Fonte: https://www.google.com/url?q=https://commons.wikimedia.org/wiki/File:20190812-amazon.jpg&sa
=D&source=docs&ust=1664474728576356&usg=AOvVaw1u5sjBytkD-0OWjDvdeTvi (Adaptada).

14. Parte dessas queimadas está associada ao processo de desmatamento do bioma. A seguir,
você encontra alguns dados sobre o desmatamento na região amazônica. Observe os da-
dos para responder às questões em seguida.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 135

Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/10/18/imazon-desmatamento-setembro-2022.ghtml

Área do bioma amazônico apresentando cobertura vegetal (verde)


e área desmatada (amarelo) até 2022.

Fonte: http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/app/map/deforestation?hl=pt-br. (Adaptada)


136 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Fonte: http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/app/dashboard/deforestation/biomes/legal_amazon/rates. Acesso em: 25 jul. 2023.

A partir da análise dos dados, responda:

A) Como as fumaças das queimadas na Amazônia chegam à região de São Paulo?


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 137

B) Agora, a partir das análises de desmatamento nos últimos anos e dos dados levantados
dessa ação nos estados da nossa federação, você e seus colegas resolvem escrever
uma carta explicando a situação ao Presidente da República e sugerindo possibilidades
de mudança. Reúna-se em grupos para pensar no que escreverão.
Não se esqueçam de usar os dados para argumentar a colocação de vocês e de indicar
locais para priorizar a ação do governo.

Carta ao(à) Excelentíssimo(a) Senhor(a) Presidente(a)


da República Federativa do Brasil
138 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Para saber mais !


https://chc.org.br/ https://chc.
artigo/respostas- org.br/artigo/
que-vem-da-agua/ rios-voadores/

Respostas que vêm da água Rios Voadores

https://chc.org.br/ https://chc.org.
mata-atlantica-na- br/passado-
era-do-gelo/ desertico/

Existiram desertos no Brasil?


Mata Atlântica na Era do Gelo
Passado desértico

(Acessos em: 24 de jul. 2023.)

ATIVIDADE 22

NADANDO CONTRA A CORRENTE:


POR QUE AS BALEIAS-JUBARTE
FICAM VIAJANDO DA ANTÁRTICA PARA O BRASIL?

Você deve ter visto as notícias que as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) estão
aparecendo em maior quantidade no litoral brasileiro e, por consequência, no litoral paulista
também, não viu?
Mas por que será que as baleias-jubarte nadam de tão longe na região da Antártica e vêm
contra as correntes marítimas parar no litoral do nordeste do Brasil (mais especificamente na
região do arquipélago de Abrolhos, na Bahia)?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 139
https://en.wikipedia.org/wiki/Humpback_whale#/media/
File:Humpback_whale_size_(color).svg

Representação de uma baleia jubarte adulta ao lado de um ser humano com equipamento
de mergulho. As fêmeas podem chegar até 16m; machos, 14m.

VAMOS PRATICAR!

1. Volte ao mapa das correntes marítimas na atividade 2 e observe o mapa de migração das
jubarte. Com seus colegas, levante hipóteses que expliquem o comportamento dessa popu-
lação de cetáceos e utilize o espaço destinado abaixo para registrar suas ideias:
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva
140 Conhecer Mais - Estudo Complementar

2. Agora que você e seus colegas já pensaram em hipóteses para esse caminho todo das ba-
leias-jubarte, leia o artigo adaptado da CHC para descobrir se o que pensaram tem relação
com o comportamento migratório delas.

De férias com as baleias


Quando acaba o verão no hemisfério sul, as baleias-jubarte vivem seu grande momento:
é tempo de viajar, migrar, nadar muito! E elas não viajam sozinhas. Quando uma baleia inicia a
migração para águas mais quentes, as demais migram juntas. Elas percorrem o oceano Atlântico
em busca de um novo ambiente para ter e amamentar seus filhotes. Você quer fazer parte dessa
grande aventura que é a migração das baleias? Coloque aí seu pé de pato e vem com a gente!
Foto: Jonathan Wilkins/Wikimedia Commons. https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/

Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 141

Nos meses de abril e maio, os dias começam a ficar mais curtos. Para as jubarte, que estão
lá pela região subantártica, é como se soasse uma campainha informando que seu alimento,
concentrado naquele local frio, começará a reduzir. É o sinal de que devem se dirigir para
águas quentes. Então, elas arrumam as malas… Ops! Brincadeirinha! Elas nadam geralmente
em grupo rumo ao lugar onde vão passar o inverno e parte da primavera do hemisfério sul.
Para os pesquisadores que estudam o comportamento das baleias-jubarte, a migração
simboliza um momento especial: a chegada dos filhotes. As futuras mamães-baleia iniciam essa
viagem bem gordinhas. Afinal, passaram quase seis meses comendo muito, mas muito mesmo,
de um camarãozinho chamado krill, que existe em enormes quantidades nas águas geladas.
Os bebês-baleia mostrarão o resultado da boa alimentação de suas mamães: já sairão
da barriga com cerca de quatro metros de comprimento! Mas o melhor é que nascerão em
águas mais quentes e rasas, protegidas de predadores, como tubarões e orcas. Esse lugar
especial fica na costa do Brasil e chama-se Abrolhos!

Rumo ao arquipélago
Abrolhos é um arquipélago, um conjunto de ilhas, que fica no sul da Bahia. As águas de lá
são sempre quentes, com temperaturas acima dos 20 graus. Há também um fundo de corais
que afasta os predadores e deixa o mar mais calmo. Abrolhos é uma maternidade perfeita.
Como são poucos lugares nos oceanos com essas condições, vale a pena migrar quase 7
mil quilômetros e chegar nesse paraíso para os bebês-baleia.
Fotos Júlio Cardoso/Projeto Baleia à Vista. https://chc.org.br/artigo/
de-ferias-com-as-baleias/

Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/
142 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Fotos Júlio Cardoso/Projeto Baleia à Vista: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/


As baleias-jubarte apresentam comportamento de salto e, quando mergulham,
mostram a cauda gigante.
Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/

GPS de baleia
Como os pesquisadores têm certeza de onde as baleias vêm? Os cientistas usam uma tec-
nologia avançada: colocam pequenos rastreadores de satélite debaixo da pele da baleia, que
pode assim ser acompanhada por toda a jornada. É como se as baleias nadassem com um
celular informando onde estão. Esse ano, um grupo de pesquisadores britânicos conseguiu
implantar esses rastreadores em duas baleias-jubarte que estão sendo monitoradas por todo o
caminho. Conseguem ver em tempo real o caminho que elas estão percorrendo.
As baleias saíram das Ilhas Geórgias do Sul, na região subantártica, mais ou menos em
abril e maio, e estão percorrendo o litoral brasileiro. Em junho, deram um espetáculo saltando
das águas no Rio de Janeiro! E continuaram seguindo viagem. A previsão é que cheguem em
Abrolhos até agosto.
Esse caminho que as baleias-jubarte de hoje fazem um dia foi feito por suas mães e um dia
será feito por seus filhotes também. É como se a mamãe-baleia apresentasse o litoral do sudes-
te do Brasil para o bebê, que vai assim gravando na memória por onde deve seguir quando for
adulto e tiver que migrar também.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 143

Foto Ignacio B. Moreno/ProTrindade.https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/

Antes de chegarem em Abrolhos, as baleias-jubarte podem passar pela Ilhabela, em São Paulo,
Ilha Grande, no Rio de Janeiro e Ilha de Trindade, no Espírito Santo.

Fonte: https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias/

Caminho bem guardado


O contorno do litoral é bem importante para as baleias encontrarem o caminho para
Abrolhos. A impressão que se tem é de que, quando elas chegam na região do litoral norte
paulista, na Ilhabela - SP e, no Rio de Janeiro, onde avistam a cidade, depois, Arraial do Cabo
- RJ e Búzios - RJ, sabem que precisam continuar subindo. Ainda terão pela frente a costa do
Espírito Santo e, finalmente, o arquipélago de Abrolhos, na Bahia!
Às vezes, acontece de algumas jubarte continuarem subindo depois de Abrolhos e se-
rem avistadas no litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Quanta disposição para viajar!

Do inverno ao verão
É interessante saber que as baleias não combinam uma hora para viajar. A migração vai
acontecendo ao longo dos meses de inverno. Assim como nós humanos fazemos quando
vamos pegar a estrada no feriado: uns saem mais cedo, outros um pouco mais tarde, ou ainda
bem tarde, porém todas chegam ao seu destino.
A volta também se dá dessa forma, e, no final, todo mundo se junta novamente nas
águas frias do hemisfério sul para comer bastante, compensando aqueles meses que viveram
apenas da gordura acumulada.
Salvatore Siciliano, Laboratório de Enterobactérias, Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz.
Sérgio Carvalho Moreira, Setor de Mamíferos, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional/UFRJ.
Matéria publicada em 17 jul. 2019
144 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Quando observamos o caminho realizado pelas baleias-jubarte, como visto no artigo,


percebemos que elas se locomovem entre dois tipos diferentes de correntes marítimas: das
correntes frias das Malvinas e da região antártica (passando pelas ilhas da Geórgia do Sul e
Sandwich do Sul) até a corrente quente do Brasil (que passam pelo arquipélago de Abrolhos).
Veja o esquema a seguir:

Imagem: Andrei Cunha Indio Silva.

Regiões de correntes frias movimentam-se pelo fundo oceânico (devido a maior densi-
dade), carregando nutrientes fundamentais para os fitoplânctons do fundo dos mares.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 145

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mixed_phytoplankton_
community_2.png

Imagem de microscópio óptico mostrando a diversidade de pequenas algas


fotossintetizantes que compõem o fitoplâncton presente em águas oceânicas.

Imagem de satélite da NOAA/NASA indicando a presença de clorofila (pigmento Fotossintetizante)


em superfícies aquáticas do planeta (mg/m³). Quanto maior a mancha verde, maior
a presença dos fitoplânctons; quanto mais azul, menos a presença desses seres.
Fonte adaptada: NASA Earth Observations -
https://earthobservatory.nasa.gov/global-maps/MYD28M/MY1DMM_CHLORA
146 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Imagem de satélite da NOAA/NASA indicando a temperatura da superfície oceânica.


Quanto mais próximo do azul escuro, mais fria; quanto mais esbranquiçada, maior a temperatura.
Fonte: NASA Earth Observations -
https://earthobservatory.nasa.gov/global-maps/MYD28M/MY1DMM_CHLORA (Adaptada)

O fitoplâncton, pequenos seres que fazem fotossíntese, se multiplicam aos milhares


nessas regiões de água mais fria, aproveitando os nutrientes do fundo dos oceanos e, por
sua vez, são base da alimentação de pequenos animais - como o krill, um zooplâncton muito
importante nessa história toda. Ou seja, onde há condições adequadas e nutrientes, há pro-
liferação dos fitoplânctons; por sua vez, onde há fitoplâncton, o zooplâncton (como o krill)
se prolifera!
O krill é um crustáceo pequeno, fonte principal de alimento para as populações de ju-
barte que estamos estudando!

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Meganyctiphanes_
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krill_on_finger.jpg

norvegica2.jpg

O tamanho do krill comparado ao dedo indicador de Fotografia de um krill


um humano adulto. em seu ambiente aquático.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 147

As baleias-jubarte adoram comer krill e buscam regiões onde eles estão em abundância
para se alimentar.
Você sabia que essas baleias desenvolveram uma técnica incrível de armadilha para co-
mer a maior quantidade possível desses pequenos crustáceos? Veja a seguir como elas fazem
essa estratégia!
Imagem: Andrei Cunha Indio Silva.

1. Chamado à pesca!

2. B
 aleias-jubarte, conhecidas por realizar diversos cantos, chamam companheiras para rea-
lizar a pesca do krill.

3. Hora de amontoar os crustáceos. As baleias então mergulham debaixo dos cardumes de krill.

4. R
 ede de bolhas! A partir daí, uma ou mais baleias liberam as bolhas por seus espiráculos no
topo das cabeças. Essas bolhas liberadas em padrões circulares criam paredes que “aprisio-
nam” o cardume desses pequenos crustáceos.

5. É hora de subir!
148 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Com o krill amontoado nessa “rede de bolhas”, as baleias unidas sobem para capturar
o cardume.
E que bocão! Nesse processo final, as baleias-jubarte abrem a mandíbula em até 90º,
capturando centenas e milhares de krills (e até pequenos peixes), enchendo suas pregas
ventrais. Suas barbatanas filtram a água, cujo excesso é liberado. Já o krill vai ser digerido
e será parte fundamental para a reserva energética dessas baleias, afinal, elas precisam
nadar muito ainda!

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Humpback_whale_bubble_net_feeding_Christin_Khan_NOAA.jpg
Fotografia aérea de um círculo de bolhas produzido por jubartes.
Observe que uma delas desponta ao centro, finalizando a predação.

Após se alimentarem e criarem reservas de gordura, partem para ter seus filhotes em
águas mais quentes como no litoral nordestino brasileiro. Por estarem em uma região mais
quente, ao invés de armazenarem gordura em seus corpos, os filhotes se desenvolvem a
partir do leite das mães. Essa é uma adaptação importante das populações dessas baleias, e
como você percebeu, a temperatura das águas do oceano é um fator muito importante para
a sobrevivência desses organismos.

3. Você já estudou sobre as mudanças climáticas que o planeta vem apresentando devido
ao aquecimento global partir de gases de efeito estufa liberados pela humanidade nos
últimos séculos. A seguir, você pode observar dois mapas que mostram as temperaturas
dos oceanos em períodos de tempo diferentes. Quanto mais tons azulados a superfície
oceânica apresentar, mais fria é a água; quanto mais tons avermelhados, mais aquecida
é a água. Observe os mapas para responder:
NOAA NCEI - https://storymaps.arcgis.com/stories/51c41fd3f78c4939a28b016e0ddb5109 CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 149

NOAA NCEI - https://storymaps.arcgis.com/stories/51c41fd3f78c4939a28b016e0ddb5109

A partir das informações da imagem, discuta com seus colegas e professor:

A) O que aconteceu com as águas oceânicas do oceano Atlântico?

B) Com o aquecimento das águas da região Antártica, o que acontecerá com a formação
de fitoplânctons e zooplânctons? Por quê?
150 Conhecer Mais - Estudo Complementar

C) Qual o efeito das alterações climáticas nos oceanos para as populações de


baleias-jubarte?

D) Como podemos contribuir para a preservação das condições de vida dessas popula-
ções de baleias?

E) O arquipélago de Abrolhos na Bahia foi o primeiro parque marinho criado no Brasil. Isso
ocorreu em 1983. Qual a importância de criar um parque de conservação como o de
Abrolhos?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 151

Para Saber Mais


Parte do oxigênio que respiramos existe graças às fezes das baleias!
Isso mesmo! As baleias, depois de comerem o krill, liberam toneladas de nutrientes na água
(principalmente nitrogênio e fósforo) fundamentais para a fotossíntese do fitoplâncton! É um ciclo!
Os fitoplânctons, ao realizarem a fotossíntese, liberam oxigênio como resíduo do processo de
conversão de energia luminosa em energia química…
Da próxima vez que você der uma boa respirada, agradeça ao cocô das baleias-jubarte!
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/coco-de-baleia-deixa-nosso-ar-respiravel-hoje-eu-aprendi.
Acesso em: 17 maio 2023.

CHC - De Férias com as baleias


https://chc.org.br/artigo/de-ferias-com-as-baleias. Acesso em: 24 jul. 2023.

O que baleias foram fazer em cima das montanhas


da cordilheira dos Andes?
CHC - Nadando na areia
https://chc.org.br/nadando-na-areia. Acesso em: 24 jul. 2023.

Quer saber mais sobre o Parque Marinho de Abrolhos?


Acesse a página do ICMBio (Instituto Chico Mendes
de Conservação da Biodiversidade)!
https://www.icmbio.gov.br/parnaabrolhos/guia-do-visitante.html.
Acesso em: 15 set. 2023.
152 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 23

ENERGIA ESSENCIAL

Eletricidade é um termo
que abrange diversos fenôme-
nos resultantes da presença
e do fluxo de carga elétrica.
Muitos destes fenômenos são
facilmente reconhecíveis, tais
como relâmpagos, eletricidade
estática e correntes elétricas
em fios elétricos.
Muitos objetos que estão
ao nosso redor, que utilizamos
dentro e fora de casa, no lazer e
no trabalho, dependem da ener-
gia elétrica para funcionarem.

Imagen: Kevin Phillips por Pixabay


Os aparelhos elétricos tra-
zem indicado em seu corpo e
no manual do usuário a tensão,
em Volt (V), que precisam para
funcionar assim que ligados na
rede elétrica. Alguns podem ser
ajustados de acordo com a tensão do local, 127V ou 220V, e outros podem ser bivolt.
O consumo de energia elétrica do aparelho é indicado em Watt (W) e determina a sua potência.
Imagem: Pexels por Pixabay

Imagem: Freepik
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 153

VAMOS PRATICAR!

1. Observando os utensílios e equipamentos que usamos dentro de casa:

• relacione, na primeira coluna da tabela a seguir, 5 aparelhos que utilizam energia elétrica.
• encontre nesses aparelhos e anote, na segunda coluna da tabela, a Tensão correspon-
dente em Volts (V) de cada um deles.
• por último, anote, na terceira coluna da tabela, a Potência correspondente em Watts (W)
de cada um desses aparelhos. Siga o exemplo.

Aparelho Tensão (V) Potência (W)

Forno micro-ondas 127V 700W

Como a energia elétrica chega até nós?

A transmissão de energia elétrica é realizada por linhas de transmissão de alta potência


que conectam uma usina ao consumidor final.
A transmissão de energia é dividida em duas faixas: a transmissão propriamente dita,
para potências mais elevadas e ligando grandes centros, e a distribuição, usada dentro de
centros urbanos, por exemplo.
Cada linha de transmissão possui altos níveis de tensão e, para a conversão entre estes
níveis de tensão, é usado como equipamento fundamental, o transformador de potência.
Os transformadores de grande porte (para grandes elevações ou diminuições na tensão do
sistema) encontram-se normalmente nas subestações.
Para a transmisão por linhas aéreas são utilizadas torres de transmissão, necessárias para
erguer os cabos a uma distância segura do solo, de forma a evitar contato elétrico com pessoas,
vegetação e veículos que possam atravessar a região. As torres devem suportar os cabos em
154 Conhecer Mais - Estudo Complementar

condições extremas, determinadas basicamente


pelo tipo de cabo, regime de ventos da região, ter-
remotos, entre outros eventos. Elas possuem ainda
um sistema de para-raios, destinado a dar proteção
às estruturas e cabos, dirigindo as descargas elétri-
cas atmosféricas para o solo.

Imagem: Norqin por Pixabay


Os cabos devem ser suportados pelas tor-
res através de isoladores, evitando a dissipação
da energia através da estrutura. Estes suportes
devem garantir a rigidez dielétrica e suportar o
peso dos cabos. Em geral, são constituídos de Torres de transmissão de energia elétrica.
cerâmica, vidro ou polímeros (um tipo de plás-
tico). Em alguns locais, esses cabos possuem esferas de sinalização de cor alaranjada, se-
melhantes a uma bola de basquete, instalados nos fios das torres de transmissão e servem
como sinalização diurna para voos visuais de inspeção, realizados com aviões, helicópteros
ou até mesmo balões.
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/wiki/Transmissão_de_energia_elétrica
Acesso em: 17 maio 2023.

ATIVIDADE 24

O MAGNETISMO EM NOSSO DIA A DIA

Magnetismo é o nome do fenômeno ou conjunto de fenômenos


relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados
objetos materiais, entre tais materiais e condutores de correntes elé-
tricas, ou ainda a uma das parcelas da interação total que estabele-
Pixabay/PDPics
cem entre si os portadores de carga elétrica quando em movimento.
As observações de fenômenos magnéticos naturais são muito
antigas, desde as realizadas pelos gregos em uma região da Ásia co- Bússola Magnética
nhecida por Magnésia, embora haja indícios de que os chineses já
conheciam o fenômeno há muito mais tempo.
Podemos encontrar inúmeras aplica-
ções do magnetismo na atualidade, como
por exemplo, nas bússolas, nos televisores,
Pixabay

nos CDs ou DVDs, nos alto falantes, nos apa-


Freepik/fanjianhua

relhos de ressonância magnética, nos dis-


Disco rígido usado para
cos rígidos dos computadores e nos cartões
gravação de dados nos
Cartão magnético magnéticos.
computadores
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 155

VAMOS PRATICAR!

1. O avanço nos conhecimentos sobre magnetismo foram importantes para a melhoria na


qualidade de vida das pessoas? Por quê?

2. Aproximadamente, quantos desses objetos, que usam magnetismo de alguma forma, há


em sua casa?

Aparelho de som

Fita de videocassete

Cartão magnético (cartão de banco)

Bússola

CD

DVD

Televisor

Computador

4. Quais dos objetos apresentados na tabela anterior contribuem com os seus estudos? Por quê?
156 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Gravação em fio
Gravação em fio ou gravação magnética em fio foi a primeira
tecnologia de gravação magnética analógica de áudio, em que
uma gravação era feita em um fio de aço fino. O primeiro grava-

Imagen: Wikimedia Commons.


dor de fio foi inventado em 1898 por Valdemar Poulsen.
O fio passa rapidamente através de uma cabeça de leitura
e gravação, que magnetiza a cada um de seus pontos de acordo
com a intensidade e a polaridade da energia elétrica do sinal de
áudio que está sendo enviado para a cabeça. Após, passar o fio
por uma cabeça similar irá produzir um sinal elétrico que recria
o sinal original, em um nível/volume reduzido. Gravador Poulsen
Telegraphone em 1922.
Gravação magnética em fio foi substituída por fita magnéti-
ca, mas dispositivos que utilizam uma ou outra mídia foram de-
senvolvidos simultaneamente muitos anos antes de serem produzidos em escala industrial. Os
princípios eletrônicos envolvidos são quase idênticos. Fio de gravação, no primeiro momento,
teve vantagem devido à facilidade de produzir fio fino na época, enquanto a tecnologia para
produzir fita ainda necessitava de melhorias nos métodos de fabricação e materiais.

Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo. Acesso em: 24 jul. 2023.

ATIVIDADE 25

DO QUE SÃO FEITAS TODAS AS COISAS?

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”


Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794)
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 157

VAMOS PRATICAR!

1. No início desta atividade, temos uma frase do célebre Antoine Laurent Lavoisier, conside-
rado o pai da Química. Como você interpreta essa frase? Sobre o que será que Lavoisier
estava falando?

2. Você já parou para pensar sobre o que constitui tudo aquilo que conhecemos? Nas linhas
a seguir, após refletir um pouco, escreva como você acredita que tantas coisas diferentes
existentes no mundo podem ser formadas.
158 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A resposta para esta pergunta parece com-


plicada, não é mesmo? Ainda mais quando pen-
samos em tudo que existe e conhecemos. Por
exemplo, um animal, uma planta, uma pessoa,
objetos inanimados como roupas, aparelhos ce-
lulares, um lápis… O Sol... Tudo é tão diferente!

Eduardo Murakami da Silva


Como podemos ter uma resposta única? Como
podemos saber do que tudo isso é formado?
Pois é, há muitos anos esta pergunta é feita
pela humanidade e muitas respostas diferentes
já ocorreram, cada uma relacionada ao período Modelo Atômico de Dalton – Bola de Bilhar
em que foram elaboradas. Por exemplo, o filósofo (bola maciça e indivisível)
grego Aristóteles (384 - 322 a.C.) acreditava que
todas as coisas carregavam em si água, fogo, ar e terra, o que ele chamava de elementos
fundamentais.
Além de Aristóteles, muitos se colocaram a questionar sobre a composição das coisas e
em, aproximadamente, 450 a.C., Leucipo e Demócrito imaginaram a existência de partículas
minúsculas e indivisíveis, que formariam tudo, surge então o átomo (do grego: não divisível).
Contudo, neste período, a ideia do átomo não passou de hipótese devido à impossibilidade
de sua comprovação.
Com o decorrer do tempo e o desenvolvimento da Ciência, novas proposições surgiram
e em 1803, Dalton retoma as ideias de Leucipo e Demócrito, propondo que a matéria seria
formada por minúsculas partículas, esféricas, maciças e indivisíveis. Para ele, todos os áto-
mos teriam esta mesma configuração diferindo em tamanho, massa e propriedades, o que
configura variedade dos elementos químicos. Este modelo ficou conhecido como modelo da
Bola de Bilhar.
Ainda neste processo de evolução do modelo atômico, em 1898, J. J. Thomson, após ex-
perimentos, comprova que o átomo não é maciço e nem indivisível, sendo formado por uma
esfera central positiva incrustada de partículas negativas (elétrons), o que conferia ao modelo
um aspecto de Pudim ou bolo de Passas.
Contudo, estudos continuaram
sendo feitos, e, em meados de 1911,
Rutherford apresenta seu modelo atô-
mico como sendo uma esfera positiva
Eduardo Murakami da Silva

(formada por uma partícula chamada


próton), o núcleo; e por uma região ex-
terna, eletrosfera, na qual os elétrons
(partículas negativas) ficam em movi-
mento. Em 1913, baseado no modelo Modelo Atômico de Thomson – Pudim de Passas
atômico de Rutherford, Bohr descreve (esfera positiva coberta por cargas negativas – elétrons)
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 159

que a órbita dos elétrons é circular e eles formam camadas bem definidas de energia. O mo-
delo Rutherford-Bohr é atualmente o modelo aceito pela comunidade científica. Vale lembrar
que, em 1932, Chadwick apresentou a terceira partícula formadora do átomo, o nêutron que
também se localiza no núcleo atômico.

Eduardo Murakami da Silva


Modelo Atômico de Rutherford-Bohr (Núcleo formado
por prótons e nêutrons; Eletrosfera com elétrons em movimento) - imagem hipotética

3. Mas como uma única estrutura pode ser responsável por compor tamanha variedade de
itens? Qual é sua hipótese para esta pergunta?

O segredo não está no átomo, mas em qual Elemento Químico, em sua quantidade e como
os átomos se ligam. O que isso quer dizer? Isso quer mostrar que os átomos associados formam
materiais diferentes, dependendo da quantidade que estão ligados uns aos outros, de como esta
ligação está ocorrendo e/ou de quais tipos, ou elementos químicos os compõem.
Aproveitando essa conversa, você já ouviu falar em Tabela Periódica?
160 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Observe a tabela periódica a seguir, em breve conversaremos sobre ela.


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 161

Numa primeira observação, a tabela periódica parece complicada, mas, com o tempo, você
vai perceber que não é bem assim. Essa tabela é uma ferramenta de consulta, assim como um
dicionário, você deve voltar a ela sempre que tiver uma dúvida. Mas quais informações a gente
encontra numa tabela periódica?
Antes, precisamos relembrar sobre o que estamos falando: a constituição de tudo aquilo
que conhecemos, certo? Então, a tabela periódica, neste contexto, é exatamente uma lista da-
quilo que se conhece como “ingrediente”, como elemento químico que pode formar qualquer
material conhecido. Isto quer dizer que tudo o que conhecemos independentemente de sua
natureza, seja vivo ou inanimado, seja natural ou sintético, seja sólido, líquido ou gasoso, tudo é
formado por uma combinação de um ou mais átomos dos elementos químicos apresentados na
tabela periódica, variando pela quantidade e tipo de associação entre esses elementos.
Cada “quadradinho” da tabela se refere a um elemento químico diferente que é classificado
de acordo com a quantidade de prótons (partículas positivas) que existem no núcleo do átomo.
Isto quer dizer que, por exemplo, se um átomo tem 1 próton no seu núcleo ele será um átomo
de Hidrogênio (H); se o átomo tiver 6 prótons no seu núcleo será um átomo de Carbono (C); se
o átomo tiver 8 prótons em seu núcleo será, necessariamente, um átomo de Oxigênio (O); se o
átomo portar 11 prótons obrigatoriamente será um átomo de Sódio (Na). Assim, cada valor de pró-
ton presente num núcleo de átomo é o que define “o tipo” de elemento químico que este átomo é.
Esse número de prótons é chamado de Número Atômico, que pode ser representado pela letra Z.
Você deve estar se perguntando, como descobrir o número de prótons do átomo, correto?
Esse número assim como outras informações importantes você encontra na própria tabela peri-
ódica. Conforme o exemplo da imagem.
162 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Resumindo: a letra que aparece no quadradinho da tabela representa o símbolo químico


do elemento; o nome abaixo da letra significa a qual elemento químico estes dados se referem,
já o número acima da letra representa o número atômico, ou seja, a quantidade de prótons pre-
sentes no núcleo deste átomo.

4. Na tabela a seguir aparecem algumas substâncias ou materiais e suas fórmulas químicas.


Utilizando a tabela periódica, aponte a informação que falta sobre o elemento químico.
Obs.: não considere os números presentes nestas fórmulas.

Tabela 1 – Utilizando a Tabela Periódica

Fórmula Elementos Número


Nome Comum Símbolos
Química Químicos Atômico

– – –
O2 Gás Oxigênio Oxigênio O 8

– – –

H 2O Água

NaCl Sal de Cozinha

CH3COOH Vinagre

C2H5OH Álcool (etanol)


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 163

5. Olhando rótulos na sua casa, veja se aparece na composição ou nos ingredientes do produto
algum elemento químico que você consiga localizar na tabela periódica. Pode ser rótulo de ali-
mento, de produto de higiene, produto de limpeza ou qualquer outro que você possa observar.
Compartilhe com os(as) seus(suas) colegas.

Tabela 2 – Pesquisando elementos químicos no dia a dia

Produto Observado Elemento Químico Símbolo

Como já conversamos, os diferentes materiais e substâncias derivam de como são ligados


os átomos. Sendo assim, cada substância e ou material tem uma fórmula química diferente.
Para entendermos, vamos discutir os exemplos a seguir:
164 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Gás oxigênio e Gás ozônio

Com certeza, você já ouviu falar que o Esquema 1 – Comparação entre molécula de Gás
oxigênio é o gás que utilizamos na respiração, Oxigênio (O2) e molécula de Gás Ozônio (O3)
assim como já deve ter ouvido falar que existe Considerando que cada bolinha lilás seja um ató-
uma camada de gás protetora do planeta Terra mo de Oxigênio e que cada traço preto seja uma li-
gação química, observe as duas moléculas abaixo:
em relação aos raios ultravioleta vindos do Sol,
a Camada de Ozônio. O gás oxigênio e o gás
ozônio são exemplos de substância diferentes
formadas pelo átomo do mesmo elemento
químico, neste caso, átomos de Oxigênio.
Outro exemplo é a molécula de Água
gás Oxigênio (O2) gás Ozônio (O3)
(H2O) e a molécula de Água Oxigenada (H2O2).
Agora que você já conheceu sobre a tabela pe- Perceba que os gases Oxigênio e Ozônio são for-
riódica e viu como uma variedade de compos- mados por átomos do mesmo elemento, contudo
em quantidade de átomo e de ligações químicas
tos podem ser formados a partir da associação
diferentes, o que lhes confere características pró-
dos átomos, vamos falar de reações químicas. prias.
Todo mundo já viu algum dia na escola, na
televisão ou no YouTube alguém fazendo uma Esquema 2 – Comparação entre moléculas
experiência, não é? É incrível não é mesmo? de água e de água oxigenada
Quem nunca ficou fascinado vendo um Considerando que cada bolinha lilás seja um ató-
vulcão de uma Feira de Ciências? Para quem mo de Oxigênio, cada bolinha azul seja uma liga-
ção química, observe as duas moléculas abaixo:
não sabe, uma das possibilidades para aquele
efeito acontecer é misturar vinagre e bicarbo-
nato de sódio. Esses dois ingredientes reagem
entre si e seu vulcão entra em erupção... E para
fazer a famosa geleca slime, há inúmeras re- Água oxigenada (H2O2) Água (H2O)
ceitinhas por aí, uma delas recomenda mistu-
Perceba que a molécula de água oxigenada tem
rar cola branca e um pouco de amaciante de um átomo de Oxigênio a mais que a molécula de
roupas, já outras utilizam ingredientes menos água. Este único átomo faz com que os dois com-
postos sejam totalmente diferentes.
comuns como água boricada.

6. Pensando no que estudou sobre os átomos, escreva uma breve explicação sobre o que
você acredita que ocorre tanto com o vulcão da Feira de Ciências quanto com a slime.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 165

Estes são dois exemplos simples de reações químicas, isto é, o processo de transformação
de substâncias iniciais (os reagentes) em substâncias finais diferentes (o produto).

7. Você sabe dizer como podemos ter certeza que ocorreu uma reação química?

Para você ter certeza que ocorreu uma reação química basta você observar algumas carac-
terísticas quando você mistura algo. Se ocorrerem mudanças de cor, de temperatura ou emissão
de gás, você teve uma reação química.
166 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A esta altura, depois de tanto tempo estudando, talvez você nem se lembre mais da frase
que iniciou essa atividade, não é?
Lembra-se do que Lavoisier falava?

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”


Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794)

Então, essa frase tão conhecida se refere às reações químicas que permitem que os áto-
mos se recombinem gerando novos materiais ou substâncias, por isso “Na Natureza nada se
cria (…) tudo se transforma”.
Agora, por que na frase de Lavoisier aparece o trecho “… nada se perde...”?
Aqui é exposta uma importante lei da química, chamada Lei de Conservação das Massas,
que nos ensina que tudo aquilo que foi usado no começo de uma reação sairá no final em igual
quantidade, ainda que esteja em forma diferente.

Para Saber Mais


Veja mais sobre a conservação das massas no QR Code ou no link:
https://www.youtube.com/watch?v=mRcLvME9kvs. Acesso em: 17 maio 2023.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 167

ATIVIDADE 26

POR DENTRO DE UM ABRAÇO

Poema: Um abraço no futuro


“Escrevo
E experimento a sensação
De que um dia meu filho, já velho,
Lerá estas páginas sem saber
Que dormia em meu colo
Enquanto escrevo.
Pexels/ August de Richelieu. Disponível em: https://www.pexels.com/

Na tentativa de capturar
Este instante que foge
pt-br/foto/afeicao-carinho-simpatia-afro-americano-4260097/

Agora escrevo, meu filho,


Somente para te mandar
Este abraço no futuro,
Um abraço apertado
Dizendo vai, segue adiante.
Viver é sempre o mais importante”

Viviane Mosé - Psicóloga, psicanalista, especialista em políticas públicas, mestra e doutora em Filosofia pela UFRJ
Poema disponível em: http://notaterapia.com.br/2020/03/28/confira-os-12-melhores-poemas-de-viviane-mose/
https://www.facebook.com/MoseViviane/posts/1919196101431506/

VAMOS PRATICAR!

1. Considerando que a ideia principal deste poema seja “abraço”. Na sua opinião, o que faz um
abraço ser considerado apertado ou não tão apertado?
168 Conhecer Mais - Estudo Complementar

2. Leia a seguir trecho o da letra da canção “Dentro de um abraço” cantada pela banda Jota Quest:

“...O melhor lugar do mundo


É aqui, é dentro de um abraço
E por aqui não mais se ouve
O tique-taque dos relógios
Se faltar a luz
Fica tudo ainda melhor
O rosto contra o peito
Dois corpos vão amar
Os corações batendo juntos
Em descompasso...”

Para ouvir a canção, utilize o QR Code ou acesse o link:

https://youtu.be/IUO-o_Bg8AY. Acesso em: 17 maio 2023.

3. A que partes do corpo a canção faz menção nos trechos “dentro de um abraço” e “tique-
taque dos relógios”?

Tanto o trecho da canção da banda Jota Quest quanto o poema “Um abraço no futuro”,
tratam de modo conotativo* os sentidos que podem ser dados a um abraço, Certo?

Conotativo: Alteração ou ampliação do sentido de uma palavra, para além do sentido literal dela.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 169

4. Observe as imagens a seguir:

Cenas do vídeo “Love has no labels”, O amor não tem rótulos, que recebeu o prêmio
Emmy de Melhor Comercial de 2016, uma campanha de diversidade e inclusão.

Disponível em: https://youtu.be/PnDgZuGIhHs. Acesso em: 17 maio 2023.

5. Vemos nessas imagens, seres humanos em demonstrações de carinho e afeto, porém,


além disso, também vemos os ossos que formam as costelas, os ombros, as mãos e outros
diversos ossos do corpo humano. Como você explicaria o fato de isto ser possível? E o que
nos permite realizar imagens deste tipo?

É bem provável que você tenha respondido que imagens assim são chamadas de ra-
diografias, e que são muito utilizadas pela medicina para o diagnóstico de doenças, certo?
Segundo o dicionário Houaiss, radiografia é o processo de produção de uma imagem fotográfica
utilizando raios-X.
170 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Também chamado de radiografia, o


raio-X é um exame de imagem não inva-
sivo, que funciona usando radiação em
baixas doses para identificar rapidamen-
te alterações na estrutura de ossos e de
órgãos. É o teste mais antigo dessa cate-

https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/
goria, descoberto em 1895 por acaso, em
um laboratório de física na Alemanha.

descoberta-radioatividade.htm
Por ser de baixo custo, rápido e útil
na investigação de uma série de doen-
ças, é muito utilizado, por exemplo, nos
setores de emergência e terapia intensi-
va dos hospitais do país.
O exame procura fraturas nos ossos e ajuda a identificar males como a pneumonia, por
meio do raio-X de tórax. Mas há outras indicações, como a avaliação de doenças agudas na
região do abdômen, de inflamações a infecções, e do comprometimento dos pulmões e das
vias aéreas superiores.
Dentistas também utilizam a radiografia odontológica para ver melhor como estão os
dentes e suas raízes. A mamografia, a angiografia digital e o cateterismo também usam os
princípios do raio-X, mas para examinar o estado das mamas, no caso do primeiro teste, e dos
vasos sanguíneos, nos outros dois.

Como funciona
Depende. Na versão mais pedida, a pessoa é posicionada em uma maca ou fica de pé,
com a região a ser analisada na mira da máquina. Esse aparelho da radiografia emite um feixe
de elétrons que atravessa o corpo com maior ou menor dificuldade, dependendo da densi-
dade da área.
Por exemplo, um osso, por ser denso, bloqueará a maior parte da radiação. Com isso, ele
ficará marcado no filme como uma “sombra” branca. Quanto mais branco, mais denso.
A “fotografia” é batida em segundos e, minutos depois, as imagens bidimensionais são
reveladas em uma chapa.

Os resultados
Os médicos buscam anormalidades na densidade das estruturas do corpo. No caso de
um osso quebrado, a fratura permite a passagem de radiação, e a parte machucada é flagra-
da, na chapa, como um corte escuro.
Mas atenção: muitas vezes só os olhos treinados de um profissional conseguem detec-
tar essas fissuras.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 171

Já em um órgão que deveria estar mais escuro por ser


menos denso, como o pulmão e o intestino, a busca é
por partes claras que não deveriam estar ali.

n%C3%A9tico-raio-x-cr%C3%A2nio-cabe%-
https://pixabay.com/pt/illustrations/mri-mag-
Só é importante notar que, hoje em dia, o raio-X
é, muitas vezes, considerado apenas um exame de tria-
gem. Ou seja, ele levanta uma suspeita que deve ser re-
avaliada por outros métodos de diagnósticos mais sen-

C3%A7a-782459/
síveis e específicos.

Cuidados e contraindicações
Para não atrapalhar a qualidade da imagem, o paciente não pode usar roupas ou adere-
ços de metal, plástico, madeira ou vidro na região a ser analisada. Tais materiais interferem na
passagem da radiação.

https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A9dico-ortope-
A radiação emitida pelos aparelhos – principal-
mente os mais modernos – é segura, desde que a pes-
soa não se submeta ao raio-X a todo momento, pois
o excesso de radiação pode causar câncer, mas isso

dia-raio-x-joelho-1740044/
ocorre apenas com altas e repetidas doses.
Por segurança, os indivíduos que se submetem
ao exame costumam vestir um colete protetor de
chumbo, que bloqueia os raios-X, exceto quando o
tórax ou o abdômen são avaliados. E assim, o raio-X é
contraindicado a gestantes.

Como foi desenvolvida a máquina de raio-X?


Em 1895, o físico alemão Wilhelm Konrad
Röntgen (1845-1923) descobriu de maneira aciden-
tal “um novo tipo de raio”, que possibilitava “ver”
dentro do corpo humano. Como esse cientista não
sabia qual era exatamente a natureza desses raios,
ele chamou-os de raios-X. Certa noite, ele estava em
seu laboratório, onde havia um tubo de vidro bem
fechado e, em seu interior, havia gases em pequena
quantidade. Em sua extremidade, havia dois eletro-
dos, isto é, peças metálicas ligadas a uma fonte elé-
Ricardo de Souza

trica que permitiam a passagem de corrente elétrica


pelos gases dentro do tubo.
172 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Este tubo estava coberto com papel-cartão


preto e as luzes estavam apagadas. Então, Röntgen
notou que uma tela recoberta de platinocianeto de
bário, que estava por acaso no laboratório, começou
a brilhar quando ele ligou a ampola. O platinocianeto
de bário é uma substância fluorescente, ou seja, ele
emite luz visível quando absorve energia de determi-
nada fonte, mas para de emitir luz depois que a fonte
é desligada. Após fazer vários testes, Röntgen chegou
à conclusão de que raios vindos da ampola atingiam
o platinocianeto de bário, o fazendo brilhar.

https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/
Ele notou também que os raios podiam sensibi-

descoberta-radioatividade.htm
lizar uma chapa fotográfica, permitindo que ele visse
os ossos de suas mãos.
Ao lado, temos a radiografia da mão da esposa
de Röntgen, Anna Bertha Ludwig. Veja que os raios-X
não atravessaram o ouro da aliança e, por isso, o osso
na região da aliança não ficou visível.
Texto adaptado de: https://mundoeducacao.uol.com.
br/quimica/descoberta-radioatividade.htm. Acesso em: 17 maio 2023.

pe_48745?k=1591582808689#
6. Se este fosse um raio-X de uma de suas mãos, como você imagina

free-icon/male-hand-sha-
https://www.flaticon.com/
que seria a aparência dos ossos de seus dedos?
Para isso, use canetas, canetões, lápis ou outros materiais que pre-
ferir e regusstre no quadro a seguir:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 173

7. Como você explicaria para um amigo a diferença nos usos das palavras “diagnóstico” e
“tratamento” para a medicina?

O que vimos até agora se tratou do diagnóstico de doenças, mas você sabia que a radiação
também pode ser usada para o tratamento de doenças? Para entendermos melhor sobre isso,
vamos conhecer uma mulher muito importante para a história da ciência, Marie Curie.

https://commons.wikimedia.org/w/index.
php?curid=15472203

Marie Curie foi a primeira pessoa, e única mulher até a atualidade, a receber o prêmio
Nobel duas vezes, um em Física, ao demonstrar a existência da radioatividade natural em
1903, e o outro em Química, em 1910, pela descoberta de dois novos elementos químicos:
o Rádio e o Polônio.
Com o passar dos anos, verificou-se que os pro-
Imagens: Leandro Alves

dutos que continham rádio causavam mais males que


benefícios. Ainda hoje, esse elemento é usado para fa-
dos Santos

bricar produtos, dentre eles estão o forno micro-ondas,


o DVD, o telefone celular e diversas novidades que che-
gam para fazer a cabeça dos consumidores.
É o elemento com maior índice de radioatividade encontrado na natureza, ou seja, com
o núcleo mais instável. Para você ter ideia do incrível poder desse metal volátil, basta saber
174 Conhecer Mais - Estudo Complementar

que um grama pode gerar até 140 W de energia térmica. Essa mesma quantidade pode alcan-
çar temperaturas próximas a 500OC.
Desde a infância, Marie Curie aprendeu a enfrentar e vencer desafios impostos pela
sociedade e pelas condições de vida, sendo um grande exemplo como cientista para homens
e, principalmente, para as mulheres, pois mostrou que elas são capazes de promover des-
cobertas tão ou mais importantes.
Com o exemplo dessa importante cientista, temos a certeza que podemos viver em um
mundo em igualdade de condições, onde tanto homens quanto mulheres podem contri-
buir para um bem maior, que é o de servir à humanidade.
DIAS. Diogo Lopes, Marie Curie. Brasil Escola. Disponível em: https://
brasilescola.uol.com.br/quimica/maria-curie-descoberta-radioatividade.htm. Acesso em: 24 de jul. 2023. (Adaptado).

Marie Curie morreu em 1934, aos 66 anos, a França,


por causa de uma leucemia causada pela exposição à ra-
Imagem: Ricardo de Souza - uso autorizado pelo autor

diação durante todos os anos em que se dedicou as suas


pesquisas. Ela e seu marido Pierre, seu companheiro em
pesquisas, formavam o casal Curie que utilizou o termo
radioatividade pela primeira vez.
Graças aos estudos e a dedicação de Marie Curie,
logo depois, se desenvolveu a radioterapia que, hoje em
dia, tem ajudado a curar muitas pessoas acometidas com
diversos tipos de cânceres entre outras enfermidades.

8. Você já ouviu falar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS? Em sua opi-
nião, que relação o ODS 5, tem com o tema que estamos tratando agora? Se necessário,
consulte o quadro com os ODS na página 177.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 175

Para Saber Mais


Para saber mais sobre Marie Curie, segue uma dica de vídeo pra você:
https://youtu.be/ZpaU64BpOi8. Acesso em: 17 maio 2023.

Você sabe o que é radioterapia?


Trata-se de um tipo de tratamento que utiliza radiações ionizantes para atingir de-
terminadas células, que tem o objetivo de impedir seu aumento ou até mesmo causar sua
destruição. Assim, ela é utilizada em tratamentos de cânceres, hemorragias, dentre outras
enfermidades.
A intensidade dos raios ionizantes e a quantidade de dias de aplicação dependem do
estado de saúde do paciente, da localização e do tamanho do tumor, Por meio de radio-
grafias, a equipe médica delimita a área que deve ser tratada, e o indivíduo recebe tais
aplicações em contato direto com o aparelho (radioterapia de contato) ou afastado deste
(radioterapia externa). Há situações em que é necessário intercalar o tratamento com es-
ses dois tipos de contato.

Retomando o abraço!

Você deve ter notado que, nesta atividade, percorremos um longo caminho e voltamos
agora para discutir o tema abraço. Observe com atenção as tirinhas e anote suas reflexões!
Armandinho, de Alexandre Beck. https://tirasarmandi-
nho.tumblr.com/post/112823771499/tirinha-original
176 Conhecer Mais - Estudo Complementar

9. Tanto em bons momentos como em momentos difíceis que as circunstâncias da vida nos
impõem, um abraço é sempre bem-vindo, não é mesmo?
Ter empatia é considerar a visão e os sentimentos do outro, colaborando para a promoção
de uma cultura de paz. Nos dias de hoje, desenvolver essa habilidade é importante? Por quê?

sarmandinho.tumblr.com/post/112823771499/
Armandinho, de Alexandre Beck .https://tira-

tirinha-original
10. Em sua opinião, por que é considerado importante cuidarmos de nossas emoções, de nos-
so corpo, do nosso bem-estar e das pessoas que estão ao nosso redor?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 177

Observe o quadro a seguir, que apresenta os 17 Objetivos de Desenvolvimento


Sustentável – ODS.

Os ODS foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas e tratam de um compro-
misso mundial para a construção e a implementação de políticas públicas que abordam diversos
temas fundamentais para melhorar a vida de todos em nosso planeta.
Esta atividade tratou de diversas temáticas, como saúde e qualidade de vida; mulheres na
ciência; desenvolvimento científico, entre outros temas.
178 Conhecer Mais - Estudo Complementar

11. Apresente 2 ou 3 ODS e indique exemplos e/ou argumentos de como os diversos assuntos
tratados nestas páginas de Ciências Naturais colaboraram para o cumprimento dessas
metas que você escolheu.

12. Resolva as palavras cruzadas:

Verticais

1. Material colocado no interior de um colete protetor das pessoas que farão radiografias.

2. Processo de produção de uma imagem fotográfica utilizando raios-X.

3. É emitido pelo equipamento de radiografia e atravessa o corpo do paciente.

5. Modo como Wilhelm Röntgen descobriu um “novo tipo de raio” em seu laboratório.

Horizontais

4. Maneira como o platinogênio se comportou ao ser atingido pelos raios-X.

6. Para as gestantes, a exposição ao raio-X é...

7. Propriedade que dificulta o feixe de luz atravessar em regiões e partes do copo.

8. Peças e adereços que o paciente não pode utilizar durante a realização do exame.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 179

13. A partir do que acabamos de aprender, leia as afirmações a seguir e identifique-as com
“V”, quando forem VERDADEIRAS, e “F”, quando forem consideradas FALSAS.

Marie Curie recebeu o prêmio Nobel de Química, por ter descoberto


1
2 novos elementos químicos.

2 As radiografias impedem os médicos de realizarem o diagnóstico correto de doenças.

3 O metal é um tipo de material que facilita a realização dos exames de raio-X.

4 O termo radioatividade foi usado pela primeira vez pelo casal Curie.
180 Conhecer Mais - Estudo Complementar

A radiação ionizante é utilizada para o tratamento de cânceres, promovendo


5
o crescimento de células do tumor.

6 Ter empatia é procurar compreeender os sentimentos e pontos de vista do outro.

Homens devem sempre ter mais oportunidades de se desenvolverem


7
profissionalmente do que mulheres.

O desenvolvimento da ciência contribui para que o ODS 3


8
(boa saúde e bem-estar) seja alcançado.

14. Agora, reescreva as frases incorretas, deixando-as corretas.

15. Observe com atenção as informações a seguir:


Imagem: Leandro Alves dos Santos
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 181

O desafio é: analisar as informações disponíveis sobre o elemento Ferro e descobrir/dedu-


zir os dados dos elementos Rádio e Polônio considerando que:

• o número de massa é determinado somando o número de prótons e nêutrons.

• o número de elétrons é igual ao número de prótons.


Imagens: Leandro Alves dos Santos

Ferro Rádio Polônio

Símbolo Fe

Prótons 26

Nêutrons 30

Elétrons 26

Número atômico 26

Massa atômica 56
182 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ATIVIDADE 27

QUAL É A FONTE DE ENERGIA QUE MENOS IMPACTA O


MEIO AMBIENTE NA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA?

VAMOS PRATICAR!

1. A energia elétrica está presente nas nossas vidas de diferentes maneiras. Como a energia
elétrica está presente no seu dia a dia?

2. Você sabe como é produzida a energia elétrica que está acendendo as lâmpadas da sala
de aula?

Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Apag%C3%A3o_


em_S%C3%A3o_Paulo_-_Vila_Madalena.jpg Acesso em: 17 maio 2023.

Vila Madalena - Zona Oeste. Alguns prédios iluminados por conta de geradores.
O apagão durou aproximadamente 5 horas em São Paulo.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 183

3. A foto anterior apresenta o registo de um apagão que tivemos na Cidade de São Paulo.
Você já ouviu falar de apagão? Conte o que sabe.

4. Discuta com seus colegas as possíveis causas desse apagão e registre:


184 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Matriz elétrica

A matriz elétrica é formada pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de
energia elétrica em um país, estado ou no mundo. Precisamos da energia elétrica, por exemplo,
para assistir televisão, ouvir músicas no rádio, acender a luz, ligar geladeira, carregar celular,
entre tantas outras coisas. O gráfico sobre a matriz elétrica mundial indica, por exemplo, que
aproximadamente 37% de carvão mineral é utilizado como fonte para produção de energia elé-
trica, e vale lembrar que a queima desse material libera gases estufa para a atmosfera e pode
colaborar com o aumento da temperatura do nosso planeta.
Matriz elétrica mundial - 2019

Fonte: IEA, 2021.

Matriz elétrica brasileira - 2020

Fonte: BEN, 2021.

Fonte: https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica. Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado)


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 185

5. Em duplas, analise as informações presentes no gráfico e responda às questões a seguir:

A) Considerando o gráfico sobre a matriz elétrica mundial, quais as três fontes energéti-
cas mais utilizadas?

B) Agora, considerando o gráfico sobre a matriz elétrica brasileira, quais as três fontes
energéticas mais utilizadas?

C) Por que será que, no Brasil, a matriz elétrica indica que 65,2% é proveniente de fonte
hidráulica?

D) Você já ouviu falar em energia limpa? Escreva o que sabe sobre o tema.
186 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Energia Limpa
Para colocar o videogame para funcionar, precisamos ligá-lo na tomada. Para fazer
uma vitamina de frutas no liquidificador, também. As indústrias, para fabricar todos aque-
les produtos, também precisam de energia. Mas de onde vem a energia que move tantas
coisas? Será que fazer isso tudo funcionar prejudica o meio ambiente?
Calma, calma, nada de pânico. É possível, sim, usar a energia sem destruir nosso
querido planeta. Sabe como? Usando energia limpa. Roberto Schaeffer, do Programa de
Planejamento Energético da UFRJ, explica: “Energia limpa é aquela que produz menos ga-
ses que poluem o ar ou que é gerada a partir de fontes renováveis, ou seja, fontes que,
mesmo depois de utilizadas, serão recolocadas no meio ambiente pela própria natureza.”
As fontes de energia mais utilizadas hoje em dia vêm de recursos naturais, que são
bens escassos. Isso quer dizer que um dia elas vão acabar. É o que acontece com o petróleo,
por exemplo. A partir dele, são feitos a gasolina e o óleo diesel, que movem carros, cami-
nhões e ônibus. Mas o petróleo, que é retirado de camadas bem profundas da Terra, vai
deixar de existir um dia (recurso não renovável).
No Brasil, 90% da energia elétrica que chega às nossas casas é produzida nas usinas hi-
drelétricas, que usam a força da água dos rios. Essas usinas não causam sujeira, mas podem
alterar o curso dos rios e afetar a flora e a fauna do lugar onde ficam instaladas. Isso quer
dizer que, quanto mais usinas tivermos, mais riscos de estarmos alterando o meio ambiente.
É por isso que cientistas estão pesquisando outros meios de levar a energia até nossas
casas [...] mas sem acabar com os recursos da natureza ou destruir o meio ambiente. Você
deve estar pensando: “Que bom! Mas como isso é possível?”.
Roberto Schaeffer responde: “Não faltam opções para gerarmos energia limpa e re-
novável. A energia eólica, que é gerada através dos ventos, a biomassa, que é produzida a
partir do bagaço da cana-de-açúcar, e a energia solar, gerada com o calor e a radiação do
sol, são bons exemplos disso”.
Fonte: https://chc.org.br/energia-limpa/. Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado).

6. O texto publicado em 2011 pela revista Ciência Hoje das Crianças traz perguntas-proble-
mas que podem gerar hipóteses ao longo da leitura.

A) Quais perguntas-problemas você localiza no texto?


CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 187

B) Considerando essas perguntas, que hipóteses você elaborou?

C) O texto nos permite diferenciar recurso energético renovável e não renovável. Complete
a tabela abaixo com essa diferença, trazendo exemplos de fontes de energia elétrica
desses recursos.

Recurso energético renovável Recurso energético não renovável


188 Conhecer Mais - Estudo Complementar

7. Reúna-se em grupo para pensar na seguinte questão:


Quais os possíveis impactos que as usinas hidrelétricas podem causar ao ambiente e so-
ciedade, pensando nos povos tradicionais (ribeirinhos, quilombolas, indígenas) no momen-
to de sua construção?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 189

O que são povos tradicionais?

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) preside desde 2007 a Comissão


Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais (CNPCT), criada
por meio do Decreto de 27 de dezembro de 2004 e reformulada pelo Decreto de 13 de
julho de 2006. Fruto dos trabalhos da CNPCT, foi instituída, por meio do Decreto nº 6.040
de 7 de fevereiro de 2017, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos
e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A PNPCT foi criada em um contexto de busca de re-
conhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado.
De acordo com essa política, Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) são definidos
como: “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem
formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais
como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utili-
zando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.
Entre os PCTs do Brasil, estão os povos indígenas, os quilombolas, as comunidades
tradicionais de matriz africana ou de terreiro, os extrativistas, os ribeirinhos, os caboclos,
os pescadores artesanais, os pomeranos, entre outros.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm; https://www.gov.br/icmbio/pt-br/as-
suntos/populacoes-tradicionais; https://www.padsbr.com/povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 12 jul. 2023. (adaptado)

8. Ainda em grupo, respondam: que tipo de ação poderia ser iniciada para minimizar o impacto
ambiental, social e cultural causado pela produção de energia elétrica da forma que temos
na atualidade?
190 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Vocês conhecem a Greta Thunberg?


“Greta Thunberg é uma jovem estu-

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Greta_Thunberg_7.jpg
dante sueca conhecida internacional-
mente por ser uma ativista que exige
ações da comunidade internacional
para reverter os efeitos das mudan-
ças climáticas em curso por conta do
aquecimento global. Ela tomou co-
nhecimento da causa em 2011 e des-
de sua adolescência se engajou em
protestos.
Ela obteve grande repercussão quan-
do começou a faltar aulas para pro-
testar na frente do Parlamento sueco,
exigindo dos políticos locais medidas em defesa do meio ambiente. Recentemente, Greta par-
ticipou de inúmeros eventos internacionais que debatem a importância da questão climática,
discursando diversas vezes.”
Veja mais sobre “Greta Thunberg” em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/greta-thunberg.htm. Acesso em: 17 maio 2023.

Para Saber Mais


Saiba mais sobre os ODS 7

https://www.ipea.gov.br/ods/ods7.html. Acesso em: 17 maio 2023.

Assistam também ao Filme Xingu, dirigido por Cao Hamburger.

Leiam a obra de Ailton Krenak, Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:
Editora: Companhia das Letras, 2019.
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 191

ATIVIDADE 28

ESSA CORRENTE É MUITO ELÉTRICA!

Por que sentimos choque?


Geladeira, freezer, chuveiro, ferro de passar, liquidificador… Todos esses utensílios fa-
zem parte de nosso dia a dia e precisam da eletricidade para funcionar. Mas, assim como
eles tornam nossa vida mais fácil, também podem nos proporcionar algo nada agradável: o
choque! Isso mesmo! Aquela sensação dolorosa que faz arrepiar nossos cabelos. Para sen-
ti-la, basta, por exemplo, tocar sem querer em algum fio desencapado de um eletrodomés-
tico que esteja em funcionamento. Ou mesmo colocar o dedo, por descuido,
em alguma tomada. É um susto em tanto. [...]: por que isso ocorreu?
Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_278.pdf Acesso em:
17 maio 2023. (Adaptado).

1. Desde pequenos somos orientados a tomar cuidado ao manusear aparelhos elétricos, as-
sim como evitar tocar em fios desencapados, isso para evitar tomar um choque. Em sua
opinião, por que sentimos choque?

2. E o que é um choque elétrico?


192 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Aguarde o(a) professor(a) solicitar que socialize a suas respostas com os(as) demais cole-
gas. Escute as respostas dos demais e compare com as suas respostas. Elas serão importantes
para que juntos entendam essa sensação.

3. Agora, em dupla ou grupos, leiam a continuidade do texto e sigam a proposta da atividade:

[...] quando ligamos um eletrodoméstico na tomada, uma corrente elétrica começa a passar
por seus fios. É ela que fornece energia necessária para o aparelho funcionar. A corrente elétrica
é constituída por elétrons, minúsculas partículas com cargas elétricas que se movimentam, for-
mando um fluxo. Algo que, se você visse, acharia parecido com uma corrente de água, só que
feita de elétrons. [...]
Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_278.pdf
Acesso em: 17 maio 2023. (Adaptado).

4. Para essa atividade, será necessário:


• fio elétrico revestido
• fita isolante
• lâmpada de LED
• pilha AA

Como alternativa, essa atividade também poderá ser realizada no site do Phet, no
seguinte link:
https://phet.colorado.edu/sims/html/circuit-construction-kit-dc/latest/circuit-
construction-kit-dc_pt_BR.html ou pelo QR Code/ Acesso em: 17 maio 2023.

Tomem cuidado ao manusear os materiais e a parte do


fio elétrico desencapado. Poderá ocasionar acidentes.

A) Usando os materiais disponíveis ou a plataforma do PHET, planejem um modelo que


faça a lâmpada ligar. Registre em forma de desenho as tentativas que vocês realizaram:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 193

B) Compartilhem, com os demais colegas, o modelo que seu grupo planejou. Caso não
tenham conseguido fazer a lâmpada acender, compare o modelo do seu grupo com o
de outro grupo que tenha acendido a lâmpada e registre as diferenças entre os modelos.
Caso o seu grupo tenha conseguido fazer a lâmpada acender, registre um modelo de
outro grupo que diferiu do seu grupo.

C) Agora, usando os materiais ou o simulador, planejem um modelo que o grupo possa testar
diferentes materiais e que acenda a lâmpada. Desenhe o modelo que o seu grupo elaborou:
194 Conhecer Mais - Estudo Complementar

D) Listem materiais para realizar o teste no modelo elaborado pelo grupo (exemplo: lápis,
caneta, apontador, borracha, tesoura ou outros materiais disponibilizados para testar).

E) Dos materiais que o grupo escolheu, quais acenderam a lâmpada?

F) Dos materiais que o grupo escolheu, quais não acenderam a lâmpada?

G) Discutam em grupo e respondam: por que alguns materiais acenderam a lâmpada e


outros não?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 195

Compartilhem com os demais colegas os materiais que acenderam e não acenderam a


lâmpada, explicando por que acenderam ou não.

[...] Os elétrons, no entanto, não se movimentam livremente em qualquer material. Eles só


fazem isso dentro dos que têm a capacidade de receber e transmitir energia elétrica. Os materiais
com essa característica - como os metais - são chamados de bons condutores de eletricidade. [...]
Disponível: https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_278.pdf. Acesso em: 17 maio 2023.

5. Na atividade anterior, o seu grupo ou dupla testou diversos materiais, mas ainda não res-
pondemos o motivo de sentirmos o choque elétrico. Na próxima atividade, vamos realizar
mais um experimento, testando outros materiais.
Discuta com a sua dupla ou grupo as seguintes questões:

A) A água é uma boa condutora de eletricidade? Por quê?

B) A água com sal é uma boa condutora de eletricidade? Por quê?


196 Conhecer Mais - Estudo Complementar

Aguarde o(a) professor(a) solicitar que a dupla ou o grupo socialize as respostas com os(as)
demais colegas. Escute as respostas dos demais e compare com as suas respostas.

6. Agora vamos testar? Com o mesmo modelo que a sua dupla e o seu grupo elaborou na
atividade anterior, faça os seguintes testes:

Essa atividade também poderá ser realizada no site do PHET, no seguinte link:
https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulations/sugar-and-salt-solutions
ou QR Code. Acesso em: 17 maio 2023.

Para essa atividade será necessário:

• Um recipiente (pode ser uma vasilha de plástico ou copo);


• Água;
• Porção de sal;
• O modelo que a dupla ou grupo elaborou na atividade anterior.

A) Coloque cada ponto do fio do modelo que sua dupla ou grupo elaborou. Verifiquem se
acendeu a lâmpada e registre as observações e considerações da dupla ou grupo:

B) Agora, acrescente uma quantidade de sal (essa quantidade poderá ser acordada entre
a dupla ou grupo). Façam o teste e verifiquem se a lâmpada acendeu ou não. Registre
o que observaram:
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 197

C) Discutam em grupo o motivo de acender ou não a lâmpada.

D) Leia a seguinte afirmação: “Nosso corpo possui água e sais minerais”.


Discutam e façam a relação entre o experimento que realizaram e a afirmação, consideran-
do o motivo pelo qual sentimos choque. Registrem a resposta:

E) Seu(sua) professor(a) solicitará que as duplas ou grupos socializem as observações e


considerações das duplas ou grupo.

7. Relacione os experimentos que realizou em dupla ou grupo, elaborem uma explicação para
a pergunta: por que sentimos choque?
198 Conhecer Mais - Estudo Complementar

7. Agora, faça a leitura individualmente ou em dupla.

[...] Vejamos: quando tocamos em algum fio desencapado ou em uma tomada, a corrente
elétrica que passa por ali, se conseguir atravessar a nossa pele, irá seguir livremente pelo nosso
corpo. Tudo porque ele possui água e sais e, por essa razão, é um bom condutor de eletricidade.
Como a corrente elétrica é a circulação de cargas, é preciso que essas cargas possam entrar e
sair pelo corpo. Por isso, se estivermos descalços, sentiremos choque porque a corrente pas-
sará por nós, do fio ao pé. Também teremos essa sensação se alguma parte do nosso corpo
estiver em contato com algum material ou superfície condutora, como a mão numa parede,
por exemplo.
Por outro lado, se estivermos usando um chinelo com sola de borracha e não houver con-
tato entre o nosso corpo e outro material, não levaremos choque. A razão é simples: a borracha
é um material isolante. Isto é, ela não é um bom condutor de eletricidade. Então, não permite
que a eletricidade chegue ao solo e seja descarregada.
É bom saber disso para evitar acidentes! E vale saber também que os impulsos que o
cérebro manda para controlar os nossos músculos são também correntes elétricas (que cir-
culam pelos neurônios). Assim, quando a gente leva um choque, os músculos confundem a
corrente elétrica trazida por ele com os comandos do cérebro. Resultado: nossos músculos
se contraem fortemente.
Então, anote: nunca encoste fios desencapados, nem mexa em objetos condutores de ele-
tricidade sem conferir se a chave geradora de toda a energia da casa está desligada! [...]

Para a leitura do texto na íntegra:


https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_278.pdf. Ou
pelo QR Code. Acesso em: 17 maio 2023.

CONCLUSÃO

8. Agora chegou o momento de você concluir o que aprendeu. Relacione todos os experi-
mentos que realizou em dupla ou grupo, assim como as socializações, considerações que
seu(sua) professor(a) tenha feito durante as discussões, as leituras realizadas, comparando
com a resposta da atividade anterior e responda: por que sentimos choque?
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 199
200 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ANOTAÇÕES
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 201

ANOTAÇÕES
202 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ANOTAÇÕES
CICLO AUTORAL - CIÊNCIAS NATURAIS 203

ANOTAÇÕES
204 Conhecer Mais - Estudo Complementar

ANOTAÇÕES
ANEXO
ANEXO 207

PÁGINA: 62 – ATIVIDADE 11
O que a sombra tem a ver com os eclipses (formas geométricas)?
RECORTE AQUI
REFERÊNCIAS

AGRADECEMOS A TODOS QUE FIZERAM PARTE DA PRODUÇÃO DO CONTEÚDO DESTE CADERNO EM ALGUM
MOMENTO. PARTES DAS ATIVIDADES APRESENTADAS FORAM CRIADAS PARA ESTA OBRA E OUTRAS FORAM
REPRODUZIDAS DOS SEGUINTES DOCUMENTOS.

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Conhecer mais: estudo
complementar: Ciclo Autoral. São Paulo: SME/COPED, 2022. (7°,8°, 9° ano).

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: Ensino
Fundamental: componente curricular: Ciências da Natureza. 2.ed. São Paulo: SME/COPED, 2019.

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: povos
indígenas: orientações pedagógicas. São Paulo: SME/COPED, 2019.

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Instrução Normativa SME nº 42, de 07 de dezembro de 2022.
Institui o Programa Aprender e Ensinar no Ensino Fundamental e dá outras providências. São Paulo: SME, 2022.

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Trilhas de aprendizagens: Ensino
Fundamental. 2. ed. São Paulo: SME/COPED, 2021. (7°, 8°, 9° ano. v. 1).

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Trilhas de aprendizagens: Ensino
Fundamental. 2. ed. São Paulo: SME/COPED, 2021. (7°, 8°, 9° ano. v. 2).
FORMAÇÃO

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