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2º Trabalho CRC

O documento apresenta um projeto de construção e reabilitação da Casa Florentino Vicente Ferreira, localizada em Aveiro, abordando aspectos como a descrição do edifício, materiais utilizados e anomalias estruturais. A análise inclui a caracterização do sistema construtivo, soluções de reabilitação e melhorias necessárias para o edifício, além de um orçamento e considerações finais. O projeto é elaborado por alunos sob a supervisão de docentes, com foco na preservação e segurança da construção.
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2º Trabalho CRC

O documento apresenta um projeto de construção e reabilitação da Casa Florentino Vicente Ferreira, localizada em Aveiro, abordando aspectos como a descrição do edifício, materiais utilizados e anomalias estruturais. A análise inclui a caracterização do sistema construtivo, soluções de reabilitação e melhorias necessárias para o edifício, além de um orçamento e considerações finais. O projeto é elaborado por alunos sob a supervisão de docentes, com foco na preservação e segurança da construção.
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Departamento de Engenharia Civil

Memória descritiva
PROJETO DE CONSTRUÇÃO E REABILITAÇÃO
CASA FLORENTINO VICENTE FERREIRA
Conservação e reabilitação da Construção

Alunos:

Carlos Correia, 99556

Nuno Almeida, 99411

Docentes:

Hugo Rodrigues

Romeu Vicente

Junho 2023

1
Índice
Introdução e enquadramento ....................................................................................................... 4
Materiais usados em Aveiro ...................................................................................................... 4
Descrição do edifício em estudo ................................................................................................... 5
Plantas do edifício ......................................................................................................................... 6
Caracterização do sistema construtivo ......................................................................................... 7
Adobe ........................................................................................................................................ 7
Fundações ................................................................................................................................. 7
Paredes resistentes e fachadas ................................................................................................. 7
Paredes divisórias...................................................................................................................... 9
Pavimentos .............................................................................................................................. 10
Cobertura ................................................................................................................................ 12
Anomalias registadas no relatório de inspeção .......................................................................... 13
Anomalias em fundações ........................................................................................................ 13
Anomalias em paredes resistentes de fachadas ..................................................................... 13
Anomalias em paredes divisórias ............................................................................................ 15
Anomalias em pavimentos ...................................................................................................... 16
Anomalias em coberturas ....................................................................................................... 16
Análise estrutural: Verificação de segurança .............................................................................. 18
Avaliação de segurança de paredes de alvenaria ................................................................... 18
Avaliação de segurança de pavimentos .................................................................................. 21
Verificação dos barrotes ..................................................................................................... 21
Verificação dos soalhos ....................................................................................................... 24
Verificação da segurança na cobertura................................................................................... 26
Ripas .................................................................................................................................... 26
Varas .................................................................................................................................... 30
Madres ................................................................................................................................ 33
Asnas ....................................................................................................................................... 36
Soluções de reabilitação ............................................................................................................. 37
Reabilitação das paredes exteriores ....................................................................................... 37
Reabilitação das paredes divisórias ........................................................................................ 37
Reabilitação dos revestimentos e acabamentos das paredes ................................................ 38
Reabilitação do revestimento dos tetos ................................................................................. 38
Reabilitação de pavimentos .................................................................................................... 38
Reabilitação da cobertura ....................................................................................................... 40

2
Reabilitação da cantaria .......................................................................................................... 41
Reabilitação das caixilharias .................................................................................................... 41
Reabilitação das instalações e sistemas de drenagem ........................................................... 41
Melhorias para o edifício ............................................................................................................ 42
Melhoria das condições de segurança contra incêndios ........................................................ 42
Melhoria das condições térmicas............................................................................................ 42
Melhoria das condições acústicas ........................................................................................... 43
Melhoria das condições de proteção contra a humidade de condensação ........................... 43
Orçamento .................................................................................................................................. 44
Considerações finais .................................................................................................................... 45
Bibliografia .................................................................................................................................. 46

3
Introdução e enquadramento

A abertura e fixação da barra no séc. XIX criou ótimas condições de crescimento económico e
demográfico, até porque, nesta altura instalou-se na cidade uma burguesia próspera que acabou
por tomar conta da vida pública. Foi também por esta altura que algumas indústrias locais
ganharam relevo a nível nacional.

Devido à fraca densidade de construções históricas e sem continuidade arquitetónica, esta


renovação sócio económica levou a uma importação do gosto cultural e consequente
importação da moda internacional da Arte Nova.

Um novo estilo de edifícios veio substituir os velhos, maioritariamente habitações unifamiliares


procurando imitar os pormenores da fachada, principalmente ao nível da cantaria, azulejo e
serralharia da arquitetura franco-belga Art Nouveau.

Materiais usados em Aveiro

Ao contrário do resto da Europa, em Aveiro a tradição regional continuou a ditar as regras


construtivas, diferenciando-se assim dos restantes países.

Devido às características geológicas de Aveiro, o material predileto na construção era o Adobe,


sendo ainda usado nas 1ª décadas do séc. XX como suporte estrutural de habitações, paredes
exteriores, muros de suporte de terras e poços, levando ao aumento significativo dos fabricantes
desse mesmo material durante esse período. Na região de Aveiro, a pedra mais comum era o
arenito ou grés vermelho. Os granitos usados eram provenientes de Santa Maria da Feira,
Oliveira de Azeméis e de Sever do Vouga e a cal e as argamassas eram trazidas de Oliveira do
Bairro.

Os tijolos e a telha de Marselha vinham do Porto, uma vez que em Aveiro, a Fábrica Cerâmica
Jerónimo Pereira Campos só viria a abrir portas no ano de 1897. Antes da criação das diversas
unidade de cerâmica da região, os azulejos também vinham do Porto ou de Sacavém.

4
Descrição do edifício em estudo

O edifício – Casa Florentino Vicente Ferreira, localizado na Rua José de Rabumba, nº28, Aveiro
(Figura 1), foi construído em 1907, apresentando uma planta longitudinal composta por piso
térreo, 1º andar e águas-furtadas com cobertura em telhado de duas vertentes e uma mansarda
orientada a Este. A fachada principal (Figura 2), de composição simétrica, encontra-se revestida
a azulejo de cor verde, salientando-se as pilastras almofadadas nos ângulos e o soco de pedra.
O primeiro piso tem ao centro uma janela de peito batente, com bandeira e guarda em ferro
com motivos florais, sendo esta ladeada por duas portas com molduras estilizadas. No segundo
piso está presente uma varanda no enfiamento da janela, assente sobre duas mísulas em forma
de voluta e, entre elas, a inscrição da data (1907), gravada na pedra, e uma janela de sacada de
batente. O gradeamento da varanda está decorado com motivos florais geométricos e uma
moldura em pedra com um malmequer como fecho. No enfiamento das duas portas de entrada
existem ainda duas janelas de peito batente, ambas com bandeira retangular. Todo o remate do
edifício e feito com friso de azulejos com motivos florais intercalados com tríglifos. No segundo
piso, a água-furtada tem uma janela de peito de moldura simples, com bandeira, e com a guarda
igual à das restantes janelas. O corpo é adornado por duas aletas e a inscrição das iniciais do
proprietário (F.V.F.) esculpidas na pedra calcária.

Figura 1- Localização do edifício na cidade de Aveiro. [fonte: Google Maps]

Figura 2- Fachada do edifício.

5
Plantas do edifício
Nas figuras 3, 4 e 5 que se seguem é possível visualizar as plantas do rés-do-chão, piso 1 e piso
2, respetivamente.

Figura 3: Planta RDC.

Figura 4: Planta Piso 1.

Figura 5: Planta Piso 2.

6
Caracterização do sistema construtivo
A impossibilidade de verificação de alguns aspetos construtivos e estruturais do edifício leva-
nos a tentar perceber como este funcionará através de documentação existente relacionada
com a construção local tradicional.

Adobe
Em Portugal, nomeadamente na região de Aveiro, o adobe foi utilizado até meados dos anos 50
do século XX, tendo a sua utilização diminuído à medida que foram sendo introduzidos novos
materiais como o betão armado e o tijolo cerâmico.

As suas dimensões variavam consoante o uso, sendo de aproximadamente 0.45x0.30x0.15m


quando se destinavam a casas, e de 0.45x0.20x0.15m quando utilizados na construção de
muros, embora estejam identificados diversos tipos.

É um material extremamente económico, que possui níveis zero de consumo energético na fase
de construção, reciclável no final da vida útil do edifício, tendo, portanto, um impacto ambiental
mínimo. As construções em adobe, na fase de utilização, apresentam um baixo consumo de
energia se forem tomadas medidas corretas de isolamento térmico, principalmente na
cobertura e nos vãos.

Fundações
As fundações nas proximidades são normalmente diretas, de pedra, adobe ou tijolo maciço,
podendo, conforme o tipo de solo, apresentar uma largura superior à da parede, que se pode
prolongar acima da cota do terreno até um nível que não costuma ultrapassar um metro.

De acordo com o tipo de solo e as cotas do terreno as profundidades de fundação podem ser
variáveis, no entanto em Aveiro, onde os terrenos são reconhecidos como sendo
aluvionares/arenosos/argilosos, tornou-se necessário, em determinadas zonas junto aos canais
da Ria, recorrer a fundações indiretas, constituídas por estacarias de madeira, de modo a
estabilizar os solos, tornando-os ainda mais compactos e resistentes.

Pela localização do edifício (junto à ria) supõe-se que também aqui se recorreu ao uso de
estacaria nas fundações. Estas poderão funcionar por ponta ou por atrito lateral, dependendo
da profundidade a que se encontra o estrato resistente.

Paredes resistentes e fachadas


Na construção tradicional em Aveiro as paredes resistentes são de alvenaria de adobe com
espessura de 0,40m ao nível do piso térreo, que depois pode diminuir nos pisos superiores e nos
espaços associados às janelas onde, por vezes, também era utilizada a alvenaria de tijolo entre
o parapeito e o pavimento.

As paredes de adobe possuem uma baixa resistência à tração, mas uma razoável capacidade em
relação a esforços de compressão e menor ao corte. A debilidade do adobe perante situações
de pregagem direta, que pode provocar fissuras na parede, levava à aplicação de calços de
madeira nos espaçamentos das juntas para a fixação do rodapé ou teto de madeira.

7
Esta mesma preocupação com a fissuração está patente nas entregas dos vigamentos onde, em
certos casos, eram utilizadas telhas partidas e peças de cerâmica para servir de apoio, reforço
dos diedros ou nas zonas onde se encaixavam peças metálicas. As peças cerâmicas, para além
de conferirem maior resistência estrutural, diminuíam o risco de fissuramento nessas zonas,
devido à sua estabilidade perante as variações de humidade.

No caso em estudo, devido a não ter sido possível proceder a uma verificação mais próxima,
iremos assumir que a dimensão da alvenaria poderá variar entre os 0,35m e 0,5m o mesmo se
aplicando em relação à fachada principal e ao tardoz (Figura 6).

Figura 6: Paredes de Adobe presentes em cada piso.

8
Paredes divisórias
As paredes de divisão de compartimentos, consideradas não estruturais, podem ser de tabique,
tijolo e meio adobe com espessuras que variam entre os 0,10 e 0,18m (Figura 7).

As paredes interiores de tabique, constituídas por um tabuado, cumprem um papel importante


no travamento geral das estruturas, já que fazem a interligação entre paredes, pavimentos e
coberturas, particularmente relevante na eventual ocorrência de sismos. Por outro lado, em
edifícios antigos, o envelhecimento dos seus materiais, estrutura e outras degradações de vária
ordem podem levar a que estes elementos não estruturais passem a desempenhar uma função
estrutural.

Figura 7: Paredes divisórias presentes ao longo dos pisos.

9
Pavimentos
A estrutura dos pisos é composta por vigamentos de madeira, geralmente pinho, com uma
secção retangular de 0,09 mx0,18 m, colocados paralelamente, com uma distância entre eixos
variável entre os 0,25 m e os 0,55 m, apoiadas nas paredes de meação (Figura 8). Encontramos
um espaçamento de 0,50m a 0,60 m no piso da mansarda e sótão, sendo possível que a distância
seja menor nos pisos inferiores. O piso do rés-do-chão não possui um espaço de ventilação,
solução comum nos sistemas tradicionais de adobe, sendo possível a aplicação de uma de duas
soluções: pedra arrumada à mão diretamente em contacto com o solo ou a aplicação de cacos
de tijolo argamassado.

O escritório apresenta taco de madeira em espinha; o vestíbulo, os corredores do lado sul, o


saguão e a cozinha estão revestidos a pavimento cerâmico (Figuras 9 a 11); a betonilha é
aplicada no corredor de acesso à caixa de escadas e também na sala. Ao nível do primeiro e
segundo andares, o revestimento é feito em madeira (soalho) (Figura 12) com exceção das casas
de banho cujo pavimento é cerâmico. As tábuas do soalho têm uma dimensão 0,20m de largura
podendo atingir 2,00m de comprimento em dadas situações.

Figura 8: Vigamentos de madeira RDC e Piso 1.

10
Figura 9: Pavimento cerâmico decorado vestíbulo.

Figura 10: Ladrilho cerâmico do corredor e saguão, a sul.

Figura 11: Ladrilho cerâmico da cozinha.

11
Figura 12: Soalho da sala de visitas.

Cobertura
A estrutura de apoio é composta por cinco asnas, ligadas pela cumeeira, e quatro madres, sendo
duas delas interrompidas na caixa de escadas e saguão. Encontramos dois tipos de asna; Uma,
com a linha a funcionar de viga, apoiando duas pernas, um pendural e uma segunda linha (à
altura de 2,10 m); a outra, sem pendural e apoiando apenas uma das pernas, já que a outra
perna é travada pela parede existente (Figura 13).

Este tipo de cobertura é utilizado noutras edificações de estilo Arte Nova, em Aveiro, com o
objetivo de aumentar o pé direito. Os vigamentos/linhas são suportados por um frechal
embutido na parede meeira, colocados a toda a extensão das paredes, reforçando o sistema
estrutural do telhado e as suas ligações com os elementos verticais resistentes.

Por cima, para suporte das ripas que sustentam as telhas, são colocadas varas com uma distância
de 1m, o que indicia a alteração das varas de origem. Não existe nenhum reforço através de pés
de galinha ou escorais feitos nas estruturas das asnas. Na figura 14 é também possível visualizar
um esquema ilustrativo das asnas, e da disposição construtiva da cobertura.

Figura 13: Vigamentos da Cobertura.

12
Figura 14: Medidas da asna e disposição construtiva.

Anomalias registadas no relatório de inspeção


Anomalias em fundações
Neste edifício é possível identificar algumas fissuras e abatimentos nas estruturas verticais,
sendo possível que a sua causa seja uma anomalia nas fundações ou um assentamento do solo.
Estas anomalias podem ocorrer devido a certos fatores, tais como:

1. Falta de medidas preventivas de contenção de fundações em obras de escavação nas


zonas limite do edifício;
2. Alteração do nível freático, levando à infiltração de água através das porosidades da
fundação, provavelmente devido a escavações nas áreas vizinhas;
3. Problemas relacionados com a degradação das estacas do edifício;

Os assentamentos do solo afetam os cunhais dos edifícios são particularmente danosos, uma
vez que ficam vulneráveis devido à incapacidade de transmissão dos esforços para outras zonas
da estrutura com capacidade de os suportar. Apesar de todas as considerações, o ideal seria a
realização de estudos mais complexos, através da observação direta e ensaios de prospeção.

Anomalias em paredes resistentes de fachadas


As anomalias mais frequentes em paredes resistentes de alvenaria são a desagregação, o
esmagamento e a fendilhação ou fissuramento e também o movimento para fora do plano e
estes têm como causa fatores de natureza diversa.

A fendilhação está muitas vezes associada aos movimentos de assentamento das fundações e à
falta de ligação entre paredes e cobertura, mas também à própria qualidade das alvenarias
usadas.

13
No edifício estudado, estão presentes diversas fissuras na fachada, nos lancis da padieira da
porta de entrada e nos lancil de parapeito da janela, perto do cunhal a sul, sendo visíveis no
exterior assim como no interior (Figuras 15 e 16).

Estes problemas estruturais podem ocorrer devido a alguns fatores:

1. Má ligação dos planos verticais estruturais na zona dos cunhais devido à falta de
travamento.
2. Inexistência de juntas de dilatação entre os edifícios próximos que têm alturas e
volumetrias diferentes.
3. Fragilidade dos vãos exteriores.
4. Movimentos para fora do plano, causados por impulsos horizontais transmitidos à
parede, podendo ser causados por mau funcionamento estrutural das asnas da
cobertura.
5. Obras em edifícios contíguos

Figura 15- Fissura vertical no quarto virado para a rua, 1ºpiso, indiciando o deslocamento do plano da fachada para
o exterior

14
Figura 16- Humidade e fissura vertical no quarto virado para a rua, 2ºpiso

É visível a presença de eflorescências e bolores, evidenciando infiltrações que podem ser


causadas por uma deficiente ação do sistema de drenagem e não apenas pela introdução de
águas pelas fissuras e fendas para dentro do pano da fachada. Uma vez que o Canal Central da
ria se encontra próximo do edifício, este será outro fator a ter em conta.

Um elevado grau de sujidade também é notório nos vãos das janelas e portas para além das
fissuras já descritas.

Anomalias em paredes divisórias


Nas paredes divisórias a degradação é praticamente inexistente. Apenas se registam algumas
fissuras nos vãos do corredor do rés do chão e na parede da sala de estar, em tijolo. Estes
problemas podem ter sido causados por assentamentos de solo ou danos nas fundações, que
juntamente com a deformação dos pavimentos de madeira, pode acentuar a carga estrutural
sobre as paredes.

Nas paredes da caixa de escadas estão presentes algumas eflorescências e humidades, acimas
dos lambrins de azulejo da despensa, indiciando possíveis infiltrações por ascensão capilar
(Figura 17). A principal causa poderá ser a falta de ventilação.

15
Figura 17- Eflorescências e humidade do corredor entre a caixa de escadas e a sala

Anomalias em pavimentos
As anomalias mais recorrentes estão associadas ao material que compõe o piso, neste caso
madeira. Neste caso, os elementos estruturais encontram-se em relativamente bom estado e
sem deformações visíveis, com exceção do lado norte, onde estão presentes algumas
deformações, possivelmente causados pelo assentamento do solo.

Devido à natureza da inspeção, não foi possível aceder às zonas de entrega das vigas, que são
pontos fracos das estruturas de madeira. Uma vez que a presença da humidade nestes
elementos propicia o desenvolvimento de fungos de podridão e o ataque de insetos xilófagos,
como térmitas e caruncho, causando o apodrecimento da estrutura de madeira. será necessário
saber se estas zonas estão adequadamente arejadas de forma a permitir a circulação do ar e a
evaporação da água que aí se pode infiltrar. A destruição dos apoios pode levar a movimentos
de deslocamento verticais e rotações, acompanhados de redistribuições de esforços na
estrutura dos pavimentos.

Anomalias em coberturas
Por norma, nos edifícios antigos, a cobertura é o elemento construtivo que apresenta um quadro
mais generalizado de anomalias, uma vez que também é o elemento mais exposto à contínua
ação das chuvas, variações de temperatura, vento, poluição, entre outos. À semelhança dos
pavimentos, as anomalias verificadas estão associadas à natureza do material (madeira),
constituinte principal da cobertura.

Não se avistam deformações ou degradações significativas, mas é notória a presença de fungos,


insetos e de pequenas fissuras nos elementos constituintes das asnas (Figura 18), fatores que,
poderão não ser prejudiciais ao ponto de exigirem a sua substituição, já que, não existem
deformações. Apenas as ripas de suporte das telhas e algumas varas se apresentam deformadas.

Será necessária a verificação das entregas das linhas e madres (Figura 19), devido à possibilidade
de encontrar anomalias graves, como o apodrecimento da madeira.

As telhas também apresentam sinais de degradação (Figura 20).

16
Figura 18- Presença de insetos xilófagos nas asnas da cobertura

Figura 19- Presença de insetos xilófagos na zona de entrega da madre na fachada de tardoz.

Figura 20- Degradação das telhas.

17
Análise estrutural: Verificação de segurança
De acordo com o que foi introduzido ao longo da unidade curricular de “Construção e
Reabilitação de Construções”, para a verificação de segurança em edifícios antigos, será
necessário verificar a segurança em paredes exteriores, pavimentos e cobertura.

Avaliação de segurança de paredes de alvenaria


Para a avaliação de segurança de paredes de alvenaria, considerou-se apenas necessário
proceder à verificação de segurança de elementos do Piso 2. Como tal a fim de obter as medidas
necessárias para proceder à avaliação de segurança (Tabela 1) foi necessário consultar a plantas
disponibilizadas pelo docente em formado “. dgw”. Nas tabelas que se seguem é possível
visualizar os valores considerados, e forças resultantes determinadas que serviram como base
de cálculo para verificação de segurança.

Tabela 1: Dimensões da parede de alvenaria a avaliar.

Dimensões da parede de alvenaria a avaliar

Base, B (m) 8,50


Altura, H (m) 3,70
Espessura, T (m) 0,65

Tabela 2: Dimensões aproximadas dos elementos de alvenaria.

Dimensões aproximadas dos elementos de alvenaria


Base, b (m) 0,45
Altura, h (m)\ 0,30
Espessura, t (m) 0,15

Tabela 3: Características dos materiais e local.

Coeficiente de atrito entre blocos 0,20


Peso volúmico (kN/m3) 17,02
P.P. da cobertura (kN/m2) 0,75
Ação sísmica (EC8) 0,20

18
Tabela 4: Resultantes das forças internas e externas.

Resultantes das forças internas e externas


Carga no topo da parede, Q (kN) 4,14
P.P. da parede, W (kN) 347,93

Tabela 5: Forças de atrito entre paredes ortogonais.

Forças de atrito entre paredes ortogonais


Resultante da carga no topo (kN) 1,77
Resultante do P.P. dos blocos (kN) 5,24

Dada uma rotação virtual θ a um bloco genérico k, é possível estabelecer os correspondentes


deslocamentos virtuais dos pontos de aplicação de todas as forças aplicadas ao longo das
respetivas direções. Para a análise à segurança sísmica de uma parede de alvenaria é necessário
proceder ao cálculo de determinados parâmetros, considerando um sistema equivalente. Na
figura 21 é possível verificar como foram calculados os parâmetros, já na tabela 6 é possível
visualizar os resultados obtidos.

Figura 21: Equações usadas para obter os resultados da Tabela 6.

Tabela 6: Características do sistema equivalente (Princípio dos trabalhos virtuais).

Coeficiente Alpha 0 (pelo P.T.V.) 0,203


Massa Efetiva, M* (kNs2/m) 35,486
Rácio da massa efetiva, e* 0,989
Aceleração efetiva limite, a0* (m/s2) 2,016

Para a verificação da segurança sísmica é possível verificar a segurança de acordo com duas
abordagens distintas:

1. Abordagem linear simplificada (Tabela 7);


2. Abordagem não linear cinemática (Tabela 8);

19
Para que a parede de alvenaria de encontre em segurança, é necessário que verifiquem ambas
as situações. No entanto, como é possível visualizar na tabela 8, a abordagem não linear
cinemática não verifica, sendo necessário proceder a um reforço.
Tabela 7: Abordagem linear simplificada

Abordagem linear cinemática simplificada

T1 (s) 0,224
Se(T) 0,500
OK
Psi(Z) 0,50
Gama 1,20

Tabela 8: Abordagem não-linear cinemática.

Abordagem não-linear cinemática

Delta x1 (m) 0,642


Delta x0 (m) 0,321
d0* (m) 0,328
du* (m) 0,131 KO
ds* (m) 0,053
as* (m/s2) 1,693
Ts* (s) 1,107

Para além das verificações realizadas previamente, foi também necessário proceder à
verificação da segurança no plano. Para esta verificação é necessário ter em conta 3 situações:

1. Corte-deslizamento
2. Corte-diagonal
3. Flexão

Para isso foi também necessário conhecer algumas das características resistentes do adobe,
recorrendo-se aos resultados obtidos pela engenheira Dora Silveira para a realização da sua tese
de doutoramento “CARACTERIZAÇÃO CONSTRUTIVA E MECÂNICA DE PAREDES DE ALVENARIA
DE ADOBE DE EDIFÍCIOS EXISTENTES”. Na tabela 9 é possível verificar os resultados obtidos.

20
Tabela 9: Verificação da Segurança no plano.

Verificação da Segurança no plano


ft (kPa)= 40,00
fvk (kPa)= 26,00
fcm (kPa)= 331,00
Vsd (kN)= 69,59
Nsd (kN)= 352,08
Sigma0 (kPa) 63,72
fvd (kPa) 175,49

Corte-deslizamento
lc (m) 10,56
Vclk (kN) 178,40

Corte-diagonal
b 1,0
Vcdk (kN) 355,88

Flexão
Vflk (kN) 307,09

OK

Avaliação de segurança de pavimentos


Para a verificação da segurança dos pavimentos de madeira, foi necessário verificar a segurança
dos barrotes e do soalho à deformação e às tensões de flexão.

Verificação dos barrotes


Para a verificação dos barrotes consideraram-se as medidas das zonas mais críticas, de modo a
estar do lado da segurança, evitando-se assim quaisquer riscos. Na tabela 10 é possível visualizar
o valores considerados.
Tabela 10: Medidas e distâncias consideradas.

b (m) 0,09
h (m) 0,18
L (m) 8,50
dbarrotes (m) 0,6

Posteriormente procedeu-se ao cálculo das ações e combinações, obtendo-se os valores visíveis


nas tabela 11 e 12, respetivamente.
Tabela 11: Ações pavimento.

Ações permanentes (kN/m) Ações variáveis (kN/m)


Peso das Sobrecarga
Peso Peso do paredes Valor de
próprio soalho divisórias total utilização ψ2
0,095 0,106 1,102 1,303 2,400 0,4

21
Tabela 12: Combinações de ações.

Combinação
Combinação E. L. Últimos característica
psd (kN/m) psk (kN/m)
5,359 3,703

Posteriormente, procedeu-se às verificações para o estado limite último de flexão. Para tal,
primeiramente foi necessário calcular as tensões limite de cálculo (Tabela 13) e de seguida
calcular as tensões atuantes (Tabela 14). Dado que as tensões atuantes foram superiores às
tensões resistentes, a estrutura não verifica segurança.

Tabela 13: Características resistentes da madeira.

M

Tipo de fm, k E. L. fm, d


madeira (MPa) Últimos Kmod Kcrit Kl, s Kh (Mpa)
Pinho, E 18 1,3 0,8 1 1,1 1 12,185

Tabela 14: Tensões atuantes e verificação de segurança.

psd m,d
(kN/m) W (MPa) KO!
5,359 4,86E-04 99,584

Após isto, procedeu-se à verificação das flexas para estados limites últimos, tendo tudo
verificado, como é possível verificar de seguida.

22
Para terminar a verificação de segurança dos barrotes foi necessário verificar a segurança ao
corte. Para tal, foi primeiramente necessário identificar as propriedades resistentes do material
(Tabela 15), para finalmente obter os resultados da verificação.

Tabela 15: Propriedades resistentes da madeira de pinho.

M

Tipo de fv,k E. L. fv,d


madeira (MPa) Últimos Kmod Kl, s Kv (Mpa)
Pinho 2 1,3 0,8 1,1 1 1,354

23
Verificação dos soalhos
Para a verificação dos soalhos, as medidas disponibilizadas de apoio ao trabalho encontram-se
visíveis na Tabela 16.
Tabela 16: Dimensões elemento do soalho.

b (m) 2
h (m) 0,02
pé direito (m) 3,4

Posteriormente procedeu-se ao cálculo das ações e combinações, obtendo-se os valores visíveis


nas tabela 17 e 18, respetivamente.

Tabela 17: Ações atuantes.

Ações variáveis
Ações permanentes (kN/m) (kN/m)

Peso das Sobrecarga


Peso paredes de
próprio divisórias Valor total utilização ψ2
0,235 3,672 3,907 4,000 0,4

Tabela 18: Combinações de ações.

Combinação
Combinação E. L. Últimos característica
psd (kN/m) psk (kN/m)
11,275 7,907

Posteriormente, procedeu-se às verificações para o estado limite último de flexão. Para tal,
primeiramente foi necessário calcular as tensões limite de cálculo (Tabela 19) e de seguida
calcular a distância máxima entre barrotes, tendo em conta as tensões atuantes (Tabela 20).
Dado que as tensões atuantes foram superiores às tensões resistentes, a estrutura não verifica
segurança.

Tabela 19: Propriedades resistentes dos materiais.

M

Tipo de E. L.
madeira fm,k (MPa) Últimos Kmod Kcrit Kl,s Kh (*) fm,d (Mpa)
pinho, E 14 1,3 0,8 1 1 1 8,615

24
Tabela 20:Distância máxima entre barrotes (Flexão).

psd psd / (8
(kN/m) W (m3) W) L max (m)
11,275 1,333E-04 10,570 0,90 ok!

De seguida, foi necessário verificar a segurança ao estado limite último de corte. Para tal, foi
primeiramente necessário identificar as propriedades resistentes do material (Tabela 21), para
finalmente obter os resultados da verificação (Tabela 22).

Tabela 21: Propriedades dos materiais para o cálculo da resistência ao corte.

M

Tipo de E. L.
madeira fv, k (MPa) Últimos Kmod Kl,s Kv fv,d (Mpa)
Pinho 2,2 1,3 0,8 1 1 1,354

Tabela 22: Verificação da segurança, tendo em conta o Lmáx.

psd
(kN/m) 3 psd / (4 b h) L max (m)
11,275 0,211 6,40 ok!

Por fim, procedeu-se à verificação das flexas para estados limites de utilização, tendo tudo
verificado, como é possível verificar de seguida.

25
Dado que a distância máxima entre barrotes, presente na tabela 10, era de 0,6m < 0,617,
considerou-se que os soalhos se encontravam em segurança.

Verificação da segurança na cobertura


Para a verificação de segurança na cobertura foi necessário verificar a segurança dos seus
vários elementos construtivos: Ripas, varas, madres e asnas. Na figura é possível visualizar
como se organizam os elementos a verificar de uma cobertura tradicional em madeira.

Figura 22: Cobertura tradicional de madeira.

Ripas
Para o cálculo das ripas consideraram-se as características da madeira presentes na Tabela 23,
e as propriedades geométricas das Tabela 24.

Tabela 23: Características do tipo de madeira das ripas.

Peso volúmico da
fm, k fv, k E,o,médio
Tipo de madeira madeira Classe de serviço
(Mpa) (Mpa) (Gpa)
KN/m3
Resinosa classe
3,73 2 18 2 9
C14

26
Tabela 24: Características Geométricas das Ripas

b 0,02 m

h 0,04 m

IZ 1,07E-07 m4

Iy 2,67E-08 m4

D 0,450 m

De seguida foram determinadas a cargas atuantes, quantificação de ações, e as combinações


de ações (Tabelas 25, 26 e 27, respetivamente).
Tabela 25: Cargas atuantes.

Peso da telha marselha Sobrecarga (projeção horizontal) Inclinação da cobertura


Dados

(KN/m2 de vertente) (KN/m2) (graus)

0,45 0,3 50

Tabela 26: Quantificação de ações.

Permanentes Variáveis
(KN/m) (KN/m)
Quantificação

Peso próprio Peso do revestimento Total Sobrecarga Vento

Segundo Segundo
Segundo Z Segundo Z PZ PY QZ QY W
Y Y

0,00192 0,00229 0,13016 0,15512 0,13208 0,15741 0,05578 0,21629 -0,3024


NOTA 1: O eixo z corresponde à direção perpendicular às vertentes e o eixo y à direção paralela às
mesmas.

NOTA 2: O valor da ação do vento corresponde à direção mais desfavorável.

NOTA 3: A ação do vento é perpendicular às vertentes, ou seja, solicita na direção Z.

Tabela 27: Combinação de ações (estados limites últimos e de utilização).

Estados Limites Últimos Estados Limites de Utilização

Vento como
Sobrecarga como ação base Vento como ação base Sobrecarga como ação base
ação base

Segundo Z Segundo Y Segundo Z Segundo Z Segundo Y Segundo Z

0,262 0,537 -0,322 0,188 0,374 -0,170

Seguidamente procedeu-se ao cálculo da verificação à flexão para estados limites últimos. Tendo em
conta as tensões resistentes de cálculo (Tabela 28), e procedendo-se à determinação das tensões atuantes
de cálculo (Tabela 29), verificou-se a segurança de acordo com as expressões presentes na tabela 30.

27
Tabela 28: Tensão resistente de cálculo.

fm,d
Kmod gM
(Mpa)

0,8 1,3 11,08

Tabela 29: Tensão atuante de cálculo.

σm, z, d σm, y, d
(MPa) (MPa)

6140,15 L2 25169,23 L2

Tabela 30: Verificação de Segurança.

Lmáx
Condições a verificar
(m)

0,50

Após isso passou-se à verificação ao corte de segurança para o estado limite último. Tendo em
conta as propriedades resistentes da madeira presentes na tabela 31, chegou-se à conclusão de
que o Lmáx seria de 5,01m, tendo em conta a condição da tabela 32.

Tabela 31: Propriedades resistentes da madeira.

fv,d
Kmod gM
(Mpa)

0,8 1,3 1,23

Tabela 32: Espaçamento máximo entre apoios.

Lmáx
Condição a verificar
(m)

3 pL
 d =  f v,d 5,01
4 bh

28
Por fim procedeu-se à verificação das deformações, tendo em conta as expressões para flexas
instantânea e final (Tabela 33), obtiveram-se os resultados das mesmas para ações permanentes
e variáveis, de acordo com as tabelas 34 e 35. Finalmente verificaram-se as flexas, sendo possível
verificar que as ripas respeitavam as condições de deformação (tabelas 36 e 37).
Tabela 33: Expressões para o cálculo das deformações.

Flecha instantânea Flecha final


Expressões

4
5 pL
u inst = u fin = u inst ,G (1 + K def ) + u inst ,Q (1 + K def )
384 EI

Tabela 34: Cálculo das flexas Instantâneas

Acções permanentes Acções variáveis


instantâneas
Cálculo das
flechas

uinst,G uinst,Q
(m) (m)

0,0018 L4 0,0008 L4

Tabela 35: Cálculo das flexas finais.

Acções permanentes Acções variáveis


flechas finais
Cálculo das

ufin,G ufin,Q
Kdef Kdef
(m) (m)
0,8 0,0032 L4 0,25 0,0009 L4

Tabela 36: Primeira Verificação

Lmáx
1ª Condição a verificar
(m)

L
uinst = uinst,G + uinst,Q  0,404
500

Tabela 37: Segunda Verificação.

Lmáx
2ª Condição a verificar
(m)

L
u fin = u fin,G + u fin,Q  0,402
350

29
NOTA: A verificação à deformação foi efetuada apenas para a direção z, porque é nesta direção
que se verificam as maiores deformações.

Varas
Para o cálculo das varas consideraram-se as características da madeira presentes na Tabela 38,
e as propriedades geométricas das Tabela 39.

Tabela 38: Características resistentes da madeira.

Peso volúmico da madeira f m,k f t, 0, k f v,k E,o,médio


Tipo de madeira Classe de serviço
KN/m3 (Mpa) (Mpa) (Mpa) (Gpa)

Resinosa classe C14 2,9 2 14 8 1,7 7

Tabela 39: Características Geométricas da varas.

b 0,08 m

h 0,06 m

I 1,44E-06 m4

D 1,000 m
L 1,70 m

Após isso realizou-se o cálculo das ações (Tabela 40) e as respetivas combinações para estalos
limites últimos e estados limites de utilização (Tabela 41).
Tabela 40: Ações consideradas.

Variáveis
Permanentes
(KN)
Quantificação

Peso próprio Acção do ripado


Sobrecarga
(KN/m) (KN)

Segundo Z Segundo Y Segundo Z Segundo Y QZ QY

0,00895 0,01066 0,13208 0,15741 0,05578 0,21629

Tabela 41: Combinações de ações.

Estados Limites Últimos Estados Limites de Utilização

Carga uniformemente distribuída Pontuais Carga uniformemente distribuída Pontuais


psd (KN/m) (KN) (KN/m) (KN)
(KN/m)
Segundo Z Segundo Y Segundo Z Segundo Y Segundo Z Segundo Z

0,01208 0,01440 0,2620 0,5369 0,0089 0,1879

30
De seguida passou-se à verificação do estado limite último de flexão composta com tração
paralela ao fio (Tabela 44), tendo em conta a tensão resistente de cálculo presente na tabela 42
e as tensões atuante (Tabela 43).
Tabela 42: Tensão resistente de cálculo.

fm,d ft, 0, d
Kmod gM
(Mpa) (Mpa)

0,8 1,3 8,62 4,92

Tabela 43: Tensões atuantes.

σm, d σt, 0, d
(MPa) (MPa)

6,25 0,0992

Tabela 44: Verificação de segurança.

Condição a verificar Resultado

 t ,0,d  m,d
+ 1 0,75 ok!
f t ,0,d f m,d

Verificou-se o estado limite de corte (Tabela 46), sendo em conta a tensão resistente de cálculo
presente na tabela 46.
Tabela 45: Tensão resistente de cálculo.

fv,d
Kmod gM
(Mpa)

0,8 1,3 1,05

Tabela 46: Verificação de Segurança

Vsd td
Condição a verificar Resultado
(KN) (MPa)
3V
 d =  f v,d
4 bh 0,6 0,09 OK

31
Finalmente, como no caso das ripas, procedeu-se à verificação da deformação tendo em conta
o estado limite de utilização (Tabelas 47 a 51).
Tabela 47: Expressão para o cálculo da flexa final.

Flecha final

Expressões
u fin = u inst ,G (1 + K def ) + u inst ,Q (1 + K def )

Tabela 48: Resultados flexas instantâneas.

Acções permanentes Acções variáveis


instantâneas
Cálculo das
flechas

uinst,G uinst,Q
(mm) (mm)

0,744 0,694

Tabela 49: Resultados flexas finais.

Acções permanentes Acções variáveis


flechas finais
Cálculo das

ufin,G ufin,Q
Kdef Kdef
(mm) (mm)
0,8 1,3392 0,25 0,8675

Tabela 50: Primeira condição a verificar.

uinst L/500
1ª Condição a verificar Resultado
(mm) (mm)

L
uinst = uinst,G + uinst,Q  1,438 3,4 OK
500

Tabela 51: Segunda condição a verificar.

ufin L/350
2ª Condição a verificar Resultado
(mm) (mm)
L
u fin = u fin,G + u fin,Q 
350
2,207 4,857 OK

32
Madres
Para o cálculo das madres consideraram-se as características da madeira presentes na Tabela
52, e as propriedades geométricas das Tabela 53.
Tabela 52- Características da madeira

Peso volúmico da madeira fm, k ft, 0, k fv, k E,o,médio


Tipo de madeira Classe de serviço
KN/m3 (Mpa) (Mpa) (Mpa) (Gpa)

Resinosa classe 1 5,886 2 18 11 2 9

Tabela 53. Características geométricas das peças

b 0,1

h 0,25

I 1,30E-04
L 2,50

De seguida procedeu-se à determinação das combinações de ações e cargas atuantes (Tabelas


54 a 56)
Tabela 54-Cargas atuantes

Inclinação da
Peso da telha marselha Sobrecarga
Dados

cobertura
(KN/m2 de vertente) (KN/m2)
(graus)
0,45 0,3 50

Tabela 55-Quantificação das cargas atuantes

Variáveis
Permanentes
Quantificação

(KN)
Peso próprio Acção de cada vara Sobrecarga
(KN/m) (KN) (KN/m)

0,1472 1,993 0,519

NOTA: Na ação de cada vara incluiu-se o peso próprio da mesma junto com a ação do ripado e
do revestimento em cada elemento.

33
Tabela 56-Combinação de ações (estados limites últimos e de utilização).

Estados Limites Últimos Estados Limites de Utilização

psd Carga uniformemente distribuída Pontuais Carga uniformemente distribuída Pontuais


(KN/m) (KN/m) (KN) (KN/m) (KN)

0,977 2,691 0,666 1,993

Prosseguindo, verificou-se a segurança à flexão e corte para o estado limite último (Tabelas 57
a 60)
Tabela 57- Tensão resistente de cálculo, flexão.

fm,d ft, 0, d
Kmod gM
(Mpa) (Mpa)

0,8 1,3 11,08 6,77

Tabela 58- Verificação da segurança, flexão.

σm,d σm,d / fm,d


Condição a verificar
(MPa) (MPa)
Resultado

5,76 0,520 OK

Tabela 59- Tensão resistente de cálculo, corte.

fv,d
Kmod gM
(Mpa)

0,8 1,3 1,23

Tabela 60- Verificação de segurança, corte.

Vsd td
Condição a verificar td / fv,d Resultado
(KN) (MPa)

9,5 0,29 0,232 OK

Finalmente verificou-se a deformação para o estado limite de utilização (Tabela 61 a 65).

34
Tabela 61- Flecha final

Flecha final

Expressões

Tabela 62- Cálculo das flechas instantâneas

Acções permanentes Acções variáveis


instantâneas
Cálculo das
flechas

uinst,G uinst,Q
(mm) (mm)

3,700 0,378

Tabela 63- Cálculo das flechas finais


Cálculo das flechas

Acções permanentes Acções variáveis


finais

ufin,G ufin,Q
Kdef Kdef
(mm) (mm)

0,8 6,6600 0,25 0,4723

Tabela 64- Verificação da deformação

uinst L/500
1ª Condição a verificar
(mm) (mm)
Resultado

4,078 5 OK

Tabela 65- 2ª condição a verificar

ufin L/350
2ª Condição a verificar
(mm) (mm)
Resultado

7,143 OK
7,132

35
Asnas
Para o cálculo das asnas consideraram-se as características da madeira presentes na Tabela 66,
e as propriedades geométricas das Tabela 53.

Tabela 66- Características da madeira

Peso volúmico da madeira fm, k ft, 0, k fc, 0, k fv,k E,o,médio


Tipo de madeira Classe de serviço
KN/m3 (Mpa) (Mpa) (Mpa) (Mpa) (Gpa)
Resinosa classe 1 5,886 2 18 11 18 2 9

Tabela 67-Características geométricas dos elementos que constituem as asnas

b 0,01 m

h 0,18 m

A 0,0018 m2
D 1,50 m

No caso das asnas foi apenas verificada a segurança à tração e compressão paralelas ao fio.
Tendo em conta as características resistentes de cálculo presentes na tabela 68, de acordo como
as equações presentes na tabela 69, chegou-se à conclusão de que a cobertura se encontrava
em segurança.
Tabela 68- Tensão resistente de cálculo

gM fc, 0, d ft, 0, d
Kmod
(Mpa) (Mpa)

0,8 1,3 11,08 6,77

Tabela 69- Verificação de segurança

σt,d σc,d
Condições a verificar
(MPa) (MPa)
Resultado

6,17 7,611 OK

36
Soluções de reabilitação
Reabilitação das paredes exteriores
As paredes resistentes de adobe possuem fraca resistência a forças horizontais e, sendo
essencial reforçar as ligações no cunhal através do imbricamento dos blocos de adobe. A
anomalia verificada nestas paredes aquando da inspeção obriga à sua monitorização com
alguma urgência, de modo a verificar a evolução da fissura.

Para consolidar e reforçar estes elementos, o foco serão as ações de junção de planos,
contrariando movimentos para fora do plano. Para isso, serão usados seis tirantes (quatro de 5
cm e dois de 4,5cm), (Figura 23) na zona de coroamento das paredes e estrutura de pisos. Estes
tirantes são colocados horizontalmente ligando paredes opostas, podendo ser ocultados nas
estruturas horizontais. A sua presença na fachada é manifestada por elementos de ancoragem,
que ficam à vista de forma a facilitar trabalhos de manutenção e ajustes ao longo do tempo.

Figura 23- Fachada do edifício e a vermelho o posicionamento dos tirantes

Reabilitação das paredes divisórias


Neste edifício, não se observam deformações das paredes, não sendo necessária a reparação
das mesmas, apenas dos revestimentos que irão ser abordados mais à frente.

No caso da construção de paredes novas, de forma a não agravar as condições de segurança,


será adotada uma solução menos tradicional. Estas serão feitas em gesso cartonado de pano
simples ou duplo, incorporando na caixa de ar um material absorvente acústico, de forma a
atingir os requisitos acústicos e de incêndios.

Esta solução apresenta várias vantagens, como por exemplo a facilidade de colocação das
instalações elétricas e outras necessárias no seu interior, fácil transporte e montagem.

37
Reabilitação dos revestimentos e acabamentos das paredes
Os danos verificados nas paredes podem ser solucionados com o uso de novas argamassas
compostas por areia misturadas com outros elementos de forma a cobrir as fissuras.

Os desprendimentos de reboco deverão ser corrigidos com a aplicação de uma argamassa à base
de cal e areia, de preferência o mais próxima da aplicada na origem.

A pintura deverá ser uma das primeiras intervenções uma vez que se trata da primeira barreira
contra futuras infiltrações. Esta deverá ser à base de água e permeável ao vapor de água
permitindo a respiração da parede e prolongando assim a sua vida útil.

Reabilitação do revestimento dos tetos


Os tetos em estuque trabalhado encontram-se em bom estado, sendo possível mantê-los
apenas com pequenas reparações, evitando a substituição de um elemento histórico.

As zonas mais danificadas, serão removidas e reparadas, mas usando sempre o mesmo princípio
utilizado nas paredes, através do uso de massas de cal e areia e de cal e gesso.

Para a limpeza dos tetos, irá recorrer-se a água destilada ou outros solventes diluídos em água.

Reabilitação de pavimentos
Para a reabilitação dos pavimentos a solução de reabilitação passou pela proposta de redução
do maior vão dos barrotes para um vão máximo de 2,70m. Para isso foi necessário introduzir
vigas verticais e horizontais, como é possível visualizar nas figuras 24 e 25 que se seguem.

Figura 24: Proposta de reabilitação do pavimento do piso 1.

38
Figura 25: Proposta de reabilitação do pavimento do piso 2.

Após o dimensionamento das vigas, chegou-se à conclusão de as vigas verticais a sinalizadas a


preto nas duas figuras anteriores seriam vigas de aço UPN350, sendo que estas deveriam estar
encastradas na parede a uma profundidade no mínimo de 20cm.

Já as vigas horizontais, também a preto, seriam uma secção quadrada 35x35cm de madeira de
pinho classe C18 de modo a manter a escolha da mesma madeira pré-existente, respeitando
assim ao máximo possível a identidade do edifício.

Para além das intervenções mencionadas previamente, também se achou interessante a


aplicação de tarudes a ligar os barrotes, de forma a obter-se uma melhor distribuição dos
esforços e prevenindo possíveis empenamentos.

Após a adoção da solução voltou-se a calcular, como já calculado previamente, a segurança dos
barrotes à flexão e ao corte, verificando-se que a proposta de reabilitação resolveria os
problemas anteriores. (Figuras 26 e 27)

Figura 26: Verificação à flexão (estados limites últimos).

39
Figura 27: Verificação ao corte (estados limites últimos).

Reabilitação da cobertura
Na cobertura, existem danos nas ripas que suportam as telhas e nalgumas varas. As asnas estão
em bastante bom estado, apesar de alguns vestígios de presença de agentes biológicos, sendo
necessário dar especial atenção aos pontos de apoio nas paredes resistentes, uma vez que o
apodrecimento da madeira poderá prejudicar o funcionamento estrutural do edifício (Figura
28). Nestes pontos, o reforço será feito com a colocação de peças metálicas que irão ligar e
consequentemente reforçar as linhas e madres (Figura 29). Todas estas ligações deverão ser
executadas com o uso de parafusos inox ou pregos galvanizados prolongando a vida útil dos
mesmos.

A substituição das peças de madeira danificadas será feita de acordo com as técnicas e materiais
tradicionais, de forma a manter o valor e legado do edifício.

Toda a estrutura de madeira da cobertura deverá ser revestida com uma camada de proteção
de modo a prolongar a sua vida útil.

Figura 28- Substituição da zona degradada da Asna

40
Figura 29- Reforço da Asna com peças metálicas

Reabilitação da cantaria
Não importando apenas a estética deste edifício, o reforço da estrutura também é fundamental.
Para isso, as fendas encontradas deverão ser tratadas, e para isso recomenda-se a injeção com
argamassas e caldas de colagem, embora não havendo consenso nos materiais a serem usados.

A maior preocupação neste processo de consolidação deverá ser a utilização de produtos que
não alterem a cor e brilho da pedra, não transportem sais e que não alterem a permeabilidade
ao vapor de água.

Grampos também poderão ser usados nalgumas fendas.

A limpeza deverá ser efetuada com água à baixa pressão e deverão ser aplicados posteriormente
produtos hidrorrepelentes, mas que permitam a passagem do vapor de água.

Reabilitação das caixilharias


Algumas peças das caixilharias encontram-se em mau estado havendo necessidade de as
substituir, assim como, aros de batente, mata juntas, almofadas e travessas inferiores. As
dobradiças e fechos metálicos também serão substituídos.

Reabilitação das instalações e sistemas de drenagem


A reabilitação incidirá na reparação completa do sistema de drenagem das águas pluviais. Será
necessário proceder à reparação e substituição dos seus elementos, mantendo o desenho e
traçado das pessoas originais.

Serão substituídos rufos e algerozes e restantes elementos que se encontrem oxidados.

Por fim deverá ser aplicada tinta com acabamento protetor dos elementos metálicos,
protegendo-os da humidade e dos agentes climatéricos.

41
Melhorias para o edifício
Melhoria das condições de segurança contra incêndios
Relativamente à segurança contra incêndios, prevê- se a substituição e modernização das
instalações elétricas e de gás com vista a evitar sobrecargas de voltagem das redes elétricas e o
uso de botijas de gás no interior do edifício, passando o seu fornecimento a ser feito através da
rede de gás natural.

Quanto às medidas de evacuação do edifício, não se preveem alterações profundas, devendo


apenas serem consideradas medidas que evitem a propagação de fumos e gases.

Sendo o edifício construído em grande parte de madeira, a preocupação será a retardação e


extinção dos incêndios e para isso deverá ser realizado o preenchimento do espaço entre
revestimentos de piso e teto com espumas leves baseadas em inertes leves de perlite (capaz de
garantir uma resistência ao fogo pelo grau CF60), vernizes ou tintas intumescentes, retirando-
se algumas tábuas de soalho, para que se possa aplicar o material, para posteriormente serem
repostas.

Melhoria das condições térmicas


Este edifício já satisfaz as exigências térmicas no verão, mas no inverno, o edifício tem um
péssimo desempenho, muito por culpa da ausência de aquecimento central.

Para melhorar este aspeto, poderão ser aplicadas os seguintes pontos:

Nas paredes, o isolamento térmico aplicado pelo interior poderá ser uma boa solução, visto que
não interfere com a fachada do edifício, é bastante económico, elimina a condensação
superficial e permite fácil acesso às superfícies. A desvantagem isolamento é que ele não evita
pontes térmicas e irá reduzir o espaço no interior.

Este tipo de isolamento pode ser efetuado através de uma camada composta por poliestireno
extrudido de alta densidade, ou espuma rígida de poliuretano, aplicando-se posteriormente
painéis isolantes à base de gesso.

Na cobertura, poderão ser colocados diferentes tipos de materiais, tais como, placas rígidas de
lã de rocha ou vidros ou espuma de poliuretano.

As placas são colocadas entre as madres ou varas da estrutura. A pregagem das ripas deve
assegurar que não haja deslizamentos das placas e deve ser assegurado um espaço de ar mínimo
(50 mm) entre a camada isolante e a face inferior do ripado, para minimizar condensações. As
placas de isolamento podem ser revestidas por placas à base de gesso cartonado, aglomerados
de madeira ou ainda painéis isolantes de gesso (Figura 30)

Figura 30- Colocação de placas de lã de rocha

42
No interior, o uso de tetos falsos de gesso cartonado com placas de lã de rocha também pode
ajudar, uma vez que ao baixar o pé direito, o calor ascendente ficaria mais perto dos usuários.

Melhoria das condições acústicas


Neste edifício, devido à sua construção antiga, não há grande necessidade de reforçar as
paredes com elementos que impeçam a propagação do som devido à sua espessura, mas o
maior ponto fraco são as caixilharias dos vãos exteriores.

Para melhorar este último ponto, poderão ser usadas umas segundas janelas, ou seja, uma
segunda caixilharia, colocada pelo interior para não interferir com a fachada e mantendo um
espaço de 150mm entre janelas (Figura 31).

Os materiais usados não deverão interferir com a estética do edifício, sendo, portanto, a
madeira o material mais adequado.

Quanto ao interior do edifício, o isolamento acústico entre divisões também deverá ser
assegurado.

Neste caso, uma das soluções passa pela aplicação de placas de gesso cartonada e de mantas de
fibra de vidro, tanto nas paredes como nos tetos.

Figura 31- Segunda janela.

Melhoria das condições de proteção contra a humidade de condensação


A melhoria das condições de proteção contra a humidade de condensação passa pelo correto
isolamento térmico do edifício (eliminando pontes térmicas), pelo aumento do aquecimento
interior do edifício e por uma melhoria dos sistemas ativos ou passivos de ventilação. A
renovação do ar é uma solução natural para a redução de riscos de condensação.

Este problema é muito recorrente nas coberturas, e a solução consiste na colocação de janelas
de cobertura de forma a criar ventilação.

43
Orçamento
Para a realização do orçamento foram apenas considerados materiais necessários para as
intervenções de reabilitação mencionadas, tais como aplicação de verniz para proteger a
madeira, o aço necessário para as vigas e cobertura, a madeira necessária para possíveis
substituições de soalho danificado, vigas de reforço, tarugamentos, etc. Também foi
considerada a quantidade de tinta a aplicar interna e externamente, adotando-se um valor
médio. Considerou-se ainda a necessidade de compra de outros materiais também necessários,
mas não referidos na solução de reabilitação. O valor de material obtido foi de
aproximadamente vinte e cinco mil e trezentos euros (Tabela 70), tendo em conta que não
foram considerados os custos necessários aos trabalhadores, prevendo-se aproximadamente
um total de cinquenta mil euros.

Tabela 70: Orçamento de materiais.

Material Custo Unidade Total


Madeira de Pinho € 650,00 m3 € 5 159,70
Aço laminado € 3,21 kg € 4 441,83
Tintas € 7,86 l € 4 553,87
Verniz para madeira € 12,00 l € 1 170,45
Outros Materiais - - € 10 000,00
Total € 25 325,85

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Considerações finais
Em qualquer obra de reabilitação é preciso respeitar a história do edifício, principalmente em
casos como este, em que o edifício já está existe há mais de cem anos.

Uma reabilitação de edifícios centenários como este necessita de várias inspeções e de estudos
detalhados, de forma a proporcionar um melhor entendimento acerca do mesmo. É portando
necessária uma aproximação mais direta com o edifício, de modo que se possa “sentir o
edifício”. Isto é, muitas vezes uma imagem e algumas medições não são o suficiente para
reabilitar corretamente um edifício, principalmente quando se trata de um edifício histórico e
como um elevado valor patrimonial como o edifício que foi caso de intervenção.

Nestes casos, as intervenções propostas pretendiam acima de tudo não contrariar a história do
edifício, optando-se sempre possível por intervenções não evasivas. Ações de reabilitação
simples como exemplo a aplicação de uma camada de proteção de verniz na madeira, ou a
pintura de alvenarias protegem e prolongam o tempo de vida dos materiais pré-existentes, tal
como proposto ao longo do trabalho.

Em suma, ao longo do trabalho foram realizadas verificações de segurança, sendo que algumas
delas refletiram-se na necessidade de intervenções de reabilitação estruturais (como no caso da
parede de alvenaria e dos pavimentos) e outras não (como no caso da cobertura), tentando
sempre ao máximo não perturbar o edificado pré-existente e prolongar o tempo de vida do
mesmo, dentro do possível.

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Bibliografia
Tese Dora Silveira - CARACTERIZAÇÃO CONSTRUTIVA E MECÂNICA DE PAREDES
DE ALVENARIA DE ADOBE DE EDIFÍCIOS EXISTENTES

Dissertação Tiago da Silva – ENSAIO DE REABILITAÇÃO CASA FLORENTINO


VICENTE FERREIRA

[Link]
praticas/pavimentos/reparacao-e-reforco

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CustosA%C3%[Link]

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praticas/pavimentos/reparacao-e-reforco

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