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RESUMOS RADEGONDES - Contabilidade Geral

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RESUMO 01

CONTEÚDO DO RESUMO

RESUMO DESCRIÇÃO

01 Conceito. Objeto. Finalidade

02 Escrituração. Regimes Contábeis

03 Ativo Circulante

04 CPC 16 (Estoques)

05 Ativo Não Circulante

06 Depreciação. Amortização. Exaustão

07 Passivo Exigível

08 Patrimônio Líquido

09 Balanço Patrimonial

10 DRE

11 CPC 09 (Demonstração do Valor Adicionado - DVA)

12 CPC 03 (Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC)

13 DLPA. DMPL

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RESUMO 01

SUMÁRIO

Conceitos Iniciais. Objeto. Finalidade. Campo de Aplicação ............................................................ 03

Técnicas Contábeis ............................................................................................................................ 05

Equação Patrimonial ......................................................................................................................... 06

Noções Iniciais de Ativo .................................................................................................................... 09

Noções Iniciais de Passivo ................................................................................................................. 11

Noções Iniciais de Patrimônio Líquido .............................................................................................. 12

Origem e Aplicação de Recursos ...................................................................................................... 13

Considerações Finais ........................................................................................................................ 14

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje daremos início ao estudo da Contabilidade na visão da banca FGV e para isso adotamos as
seguintes premissas na elaboração deste material:

 Histórico de cobrança da banca FGV; e


 Exclusão de conceitos que não possuem histórico de cobrança relevante na visão da banca.

Neste PDF você encontrará os principais assuntos relacionados a cada tema, de acordo com o que mais
é cobrado pela banca FGV. Além disso, abordaremos também alguns conceitos que estão elencados na
Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e nos Pronunciamentos Técnicos elaborados pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC).

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

@RADEGONDESS 2
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RESUMO 01

CONCEITOS INICIAIS DA CONTABILIDADE


A Contabilidade é uma Ciência Social que tem a função de controlar, registrar e estudar o patrimônio
das entidades.

O Patrimônio é o
Objeto de Estudo Patrimônio. conjunto de Bens,
Direitos e Obrigações.

Os Bens e os Direitos são a parte positiva do patrimônio da entidade e as Obrigações


representam a parte negativa do patrimônio da entidade.

O objetivo da contabilidade é controlar o


OBJETIVO Patrimônio.

A Finalidade da Contabilidade é fornecer


FINALIDADE informações úteis aos usuários da informação
para a tomada de decisão.

A Contabilidade se aplica a todas as entidades


CAMPO DE APLICAÇÃO que possuem Patrimônio. Também conhecidas
DA CONTABILIDADE como entidades econômico-administrativas
ou aziendas.

@RADEGONDESS 3
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RESUMO 01

Patrimônio
Objeto de Estudo
(Conjunto de Bens, Direitos e Obrigações)

Objetivo Controlar o Patrimônio

Fornecer Informações úteis aos usuários


CONTABILIDADE Finalidade
para a tomada de decisão.

Campo de Aplicação Entidades Econômico-administrativas


Ciência Social

Usuários Internos e Externos

ATENÇÃO: A FGV vai dizer que um dos objetivos da contabilidade é a administração dos
recursos escassos, mas isso está errado, pois esse é o objetivo da Economia.

CONCEITOS IMPORTANTES

CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE DE CUSTOS

Tem por objetivo fornecer Tem por objetivo o controle do Tem por objetivo gerar
informações aos tomadores de patrimônio e a prestação de informações que permitam o
decisão, isto é, às pessoas informações aos usuários planejamento das ações no
internas à organização externos ambiente operacional

@RADEGONDESS 4
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RESUMO 01

TÉCNICAS CONTÁBEIS
A contabilidade utiliza as técnicas contábeis para atingir os seus objetivos de controle do patrimônio e
fornecimento de informações úteis. São 4 as Técnicas Contábeis. Apresentaremos o conceito e as
palavras-chave relacionadas a cada uma delas.

1. ESCRITURAÇÃO
 É o REGISTRO, nos livros contábeis e fiscais, de todos os fatos que modificam o
patrimônio. Esses registros são efetuados através dos lançamentos contábeis.

2. ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


 Trata-se da elaboração das Demonstrações (gráficos) que irão espelhar a
situação econômico-financeira e de desempenho da entidade.

3. AUDITORIA
 É a verificação da veracidade e adequação dos registros contábeis.

4. ANÁLISE DE BALANÇOS
 É o estudo das Demonstrações Contábeis com a Finalidade de extrair
informações para a tomada de decisão.

Escrituração Registro/Lançamentos Contábeis.

Elaboração das
Gráficos que espelham a situação
Demonstrações
Econômico-Financeira.
Contábeis
TÉCNICAS
CONTÁBEIS
Auditoria Verificação da veracidade dos registros.

Análise das
Estudo das Demonstrações Contábeis
Demonstrações
para extrair informações.
Contábeis

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RESUMO 01

EQUAÇÃO PATRIMONIAL
Neste tópico, vamos representar o Patrimônio por meio de um gráfico em que do lado esquerdo são
elencados os elementos positivos (Bens e Direitos) e do lado direito os elementos negativos
(Obrigações). Com isso, chegamos à seguinte estrutura:

PATRIMÔNIO
ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS

Bens e Direitos Obrigações

Os Elementos Positivos representam o Ativo da Entidade. Por outro lado, os Elementos negativos
representam o Passivo da Entidade. A diferença entre ambos é representada pelo Patrimônio Líquido.

Assim, chegamos à Equação Fundamental da Contabilidade:

Patrimônio Líquido (PL) = Ativo (A) – Passivo (P)

A partir daqui, já podemos conhecer a estrutura básica do Balanço Patrimonial, que é uma
Demonstração estática, ou seja, um retrato do patrimônio da entidade naquele determinado momento.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO

Ativo Circulante Passivo Circulante


Passivo Não Circulante
Ativo Não Circulante

Realizável a Longo Prazo PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Investimentos Capital Social
Reservas de Capital
Imobilizado
Ajuste de Avaliação Patrimonial
Intangível Reservas de Lucros
(-) Ações em Tesouraria
(-) Prejuízos Acumulados

ATENÇÃO: Patrimônio Líquido (PL) é sinônimo de Situação Patrimonial Líquida (SL), ou seja:

PL = SL = A - P

@RADEGONDESS 6
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RESUMO 01

O Patrimônio Líquido (Situação Líquida) pode ser:

 Positivo → quando o Ativo é MAIOR que o Passivo → A > P


 Negativo → quando o Ativo é MENOR que o Passivo → A < P
 Nulo → Quando o Ativo é IGUAL ao Passivo → A = P
 PL = Ativo → Situação específica que ocorre quando do início das atividades da empresa.

A>P Situação Líquida Positiva, também chamada de


(Positivo) Superavitária ou Favorável

A<P Situação Líquida Negativa, também


(Negativo) chamada de Passivo a Descoberto
ESTADO
PATRIMONIAL

A=P
Situação Líquida Nula
(Nulo)

Aqui a Situação Líquida também é Positiva, pois não há


A = PL
obrigações, ou seja, o Passivo é igual a Zero

Situação que ocorre quando da abertura da empresa.

ATENÇÃO

No caso de Passivo à Descoberto, a equação fundamental será:


Passivo = Ativo + Patrimônio Líquido

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RESUMO 01

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – FUNSAÚDE CE 2021) Uma entidade apresenta passivo a descoberto. Em


relação à equação fundamental nesta entidade, assinale a opção correta.

a) Passivo = Patrimônio Líquido - Ativo

b) Passivo = Ativo + Patrimônio Líquido

c) Patrimônio Líquido = Ativo + Passivo

d) Ativo = Patrimônio Líquido - Passivo

e) Ativo + Passivo + Patrimônio Líquido = Zero

SOLUÇÃO:
Passivo a Descoberto é o termo da contabilidade que denota um Patrimônio Líquido
negativo, isto é, ocorre quando o valor da soma de bens e direitos (Ativo) não cobre
o valor da soma das obrigações (Passivo) contraídas, ou seja, o Passivo supera o
Ativo.

Sendo P > A, então na equação contábil (PL = A – P), o PL ficará negativo (PL < 0).
Duvida?

Então “bora” colocar valores aí pra você acreditar. Se P > A, então vamos imaginar
que P = 1000 e A = 500. Nesse caso, o PL será negativo:
Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido
Patrimônio Líquido = Ativo – Passivo
Patrimônio Líquido = 500 – 1000
Patrimônio Líquido = - 500

Portanto, quando temos uma situação em que o PL é negativo, ou seja, o Ativo é


menor que o Passivo (obrigações), dizemos que o Passivo está descoberto, isto é,
para quitá-lo (saldar a dívida da empresa) teremos que somar ao PL todo o Ativo da
empresa. Logo, especificamente, em caso de Passivo à Descoberto, sua equação
ficará:

Passivo = Ativo + Patrimônio Líquido

GABARITO: B

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RESUMO 01

ATIVO
Ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso
econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Ou seja, o Ativo é
composto pelos bens e direitos de uma empresa, sendo dividido em (1) circulante e (2) não circulante.

Exemplos de direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos:

 Direitos de receber caixa (dinheiro).


 Direitos de receber produtos ou serviços.
 Direitos sobre bens corpóreos, tais como imobilizado ou estoques.
 Direitos de utilizar propriedade intelectual.

Disponibilidades

Direitos realizáveis no curso do


CIRCULANTE exercício social subsequente

Aplicações de Recursos em despesas


do exercício seguinte

ATIVO
(art. 179, Lei 6.404/76)

Realizável a Longo Prazo

Investimentos

NÃO-CIRCULANTE

Imobilizado

Intangível

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RESUMO 01

Exemplos de contas contábeis que mais aparecem em provas:

ATIVO
ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE

1. Disponibilidades 1. Realizável a Longo Prazo


 Caixa e Equivalentes de Caixa  Duplicatas a Receber de Longo Prazo
 Bancos Conta Movimento  Adiantamento a Fornecedores
 Numerário (dinheiro) em trânsito  Despesas Antecipadas de Longo Prazo
 Aplicações Financeiras de Liquidez  Empréstimo para Coligada/Controlada
Imediata
2. Investimentos
2. Direitos Realizáveis no Curso do Exercício  Investimento em Controlada / Coligada
Social Subsequente  Ágio por rentabilidade futura (Goodwill)
 Duplicatas a Receber  Propriedade para Investimento
 Clientes  Obras de Arte
 (-) Perdas Estimadas com Crédito de
Liquidação Duvidosa (PECLD) 3. Imobilizado
 Notas Promissórias a Receber  Máquinas e Equipamentos
 Empréstimos a Receber  Móveis e Utensílios
 Adiantamento a Fornecedores  Terrenos
 Tributos/Impostos a Recuperar  Veículos
 Estoques  (-) Depreciação Acumulada

3. Aplicações de Recursos em Despesas do 4. Intangível


Exercício Seguinte  Marcas e Patentes
 Despesas Antecipadas  Softwares
 Aluguel pago antecipadamente  Direitos autorais
 Prêmio de Seguros a Vencer  Fundo de Comércio Adquirido
 (-) Amortização Acumulada

Note, na listagem acima, que existem contas com um sinal negativo na frente, elas são
chamadas de Contas Retificadoras. Isso significa que são contas redutoras do saldo do
grupo a qual pertencem.

Exemplo: Vamos supor que o Ativo da Companhia RAD S.A seja composto por apenas duas
contas: Veículos no valor de R$80.000,00 e Depreciação Acumulada no valor de
R$10.000,00.

Vimos na listagem das contas do Ativo que a Depreciação Acumulada é uma conta
Retificadora, então, nesse caso, o valor total do Ativo da empresa será de R$70.000,00
(R$80.000,00 – R$10.000,00).

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RESUMO 01

ATENÇÃO

A banca FGV vai fornecer uma listagem de contas e incluirá a nomenclatura “Ativo
Contingente” dentro dessa listagem. No entanto, essa conta deverá ser ignorada,
ok!? Só isso! Mas por quê?
R: Porque o Ativo contingente é uma nomenclatura utilizada para demonstrar que
existe uma possibilidade de ser reconhecido futuramente um ativo. Ou seja, não é
um ativo propriamente dito.

O que é um Ativo Contingente?


 É um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência será
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob controle da entidade. Ou seja, NÃO É
EVIDENCIADO NO BALANÇO, apenas divulgado em notas explicativas.

PASSIVO
Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de
eventos passados. Ou seja, são obrigações que refletem os débitos da empresa com terceiros. Ele pode
ser dividido em (1) circulante e (2) não circulante.

Exemplos de contas contábeis que mais aparecem em provas:

PASSIVO
PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE

 Fornecedores  Fornecedores
 Duplicatas a pagar  Duplicatas a pagar
 Contas a Pagar  Contas a Pagar
 Aluguéis a pagar  Aluguéis a pagar
 Salários a pagar  Salários a pagar
 Dividendos a pagar  Dividendos a pagar
 Empréstimos / Financiamentos  Empréstimos / Financiamentos
 (-) Juros Passivos a Transcorrer  (-) Juros Passivos a Transcorrer
 (-) Encargos Financeiros a Transcorrer  (-) Encargos Financeiros a Transcorrer
 Tributos/Impostos a recolher  Tributos/Impostos a recolher
 Provisão para 13º salário  Provisão para 13º salário
 Duplicatas Descontadas  Duplicatas Descontadas
 Adiantamento de Clientes  Adiantamento de Clientes
 Debêntures  Debêntures

Quando vencerem no exercício seguinte Quando vencerem após o exercício seguinte

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RESUMO 01

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus
passivos. Ou seja, para medirmos o Patrimônio Líquido (PL), devemos apurar seus bens e direitos para
depois subtrairmos suas obrigações. Assim teremos uma noção exata da situação de determinada
entidade.

Exemplos de contas contábeis que mais aparecem em provas:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 (+) Capital Social


 (-) Capital a integralizar

 (+) Reservas de Capital:


 Ágio na emissão de ações
 Alienação de Partes Beneficiárias
 Alienação de Bônus de Subscrição

 (+) Reservas de Lucros:


 Reserva Legal
 Reserva Estatutária
 Reserva para Contingências
 Reserva de Lucros a Realizar
 Reserva de Incentivos Fiscais

 (+ ou -) Ajuste de Avaliação Patrimonial

 (+ ou -) Ajuste Acumulado de Conversão

 (-) Ações em Tesouraria

 (-) Prejuízos Acumulados

OBS: Não se preocupe em memorizar esta tabela agora, pois vamos repeti-la no decorrer
dos próximos resumos e a memorização ocorrerá automaticamente.

CONCEITOS IMPORTANTES

Capital Social (ou Subscrito)

 Compreende o montante que os sócios se comprometem a entregar para entidade.


Ele é divido em Capital Integralizado e Capital a Integralizar.

 Capital Integralizado – É a parcela do capital social efetivamente entregue


pelos sócios para a constituição da companhia.

 Capital a Integralizar – É a parcela ainda não entregue pelos sócios à entidade.

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RESUMO 01

ORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS

 Origem – é representada pelo lado direito do Balanço Patrimonial (Passivo + PL).


 Aplicação – é representada pelo lado esquerdo do Balanço Patrimonial (Ativo).

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Aplicação de Recursos Origens de Recursos


(contas devedoras) (contas credoras)

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – PC AM 2022) Os ativos mostram como são aplicados os recursos da entidade,


e os passivos, quais as origens dos recursos. [Gabarito: CERTO]

SINÔNIMOS QUE MAIS SÃO COBRADOS EM PROVAS

01 Ativo – Patrimônio Bruto, Capital Aplicado, Aplicação de Recursos.

Passivo – Capital de terceiros, Passivo Exigível, Recursos de terceiros, Capital


02
Alheio.

Patrimônio Líquido – Capital próprio, Passivo não exigível, Recursos próprios,


03
Situação Líquida, Riqueza Líquida.

Capital Total à disposição da empresa = Ativo Total


04 Capital Total à disposição da empresa = Passivo Exigível + PL
Ativo Total = Passivo Exigível + PL

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RESUMO 01

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso primeiro resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance
para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido
a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 02

SUMÁRIO

Escrituração ...................................................................................................................................... 02

Regimes Contábeis ............................................................................................................................ 03

Natureza das Contas .......................................................................................................................... 04

Principais Lançamentos ...................................................................................................................... 05

Fórmulas de Lançamento .................................................................................................................. 09

Erros de Escrituração ......................................................................................................................... 10

Atos e Fatos Contábeis ..................................................................................................................... 10

Considerações Finais ......................................................................................................................... 13

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje daremos continuidade aos conceitos iniciais da Contabilidade Geral com foco na FGV.
Falaremos sobre escrituração, regimes contábeis e natureza das Contas dando ênfase no que de fato
tem relevância, sempre contextualizando o assunto e nos pautando no histórico de cobrança da banca.

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo do prof. Ricardo
Haase:

 [Link] (O vídeo tem 38 minutos)

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

@RADEGONDESS 1
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RESUMO 02

ESCRITURAÇÃO

Escrituração é uma técnica contábil que tem por objetivo os registros, em livros próprios, de todos os
fatos contábeis e alguns atos administrativos, normalmente atos que darão origem a fatos que
provocarão alterações no Patrimônio. A escrituração é feita observando as técnicas e princípios
contábeis, bem como a legislação em vigor.

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS


 Para todo débito há pelo menos um crédito de igual valor e vice versa. Não há débito sem
crédito correspondente.

Para todo débito há pelo menos um crédito de igual valor

A soma dos valores debitados será igual a


soma dos valores creditados

MÉTODO DAS PARTIDAS


DOBRADAS

Toda aplicação tem uma origem

A escrituração é processada por meio do lançamento contábil

ELEMENTOS DO LANÇAMENTO

ELEMENTOS
DO LANÇAMENTO

Conta
Local e data Conta Debitada Histórico Valor
Creditada

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RESUMO 02

REGIMES DE ESCRITURAÇÃO

Considera RECEITA a entrada de dinheiro no


REGIME DE CAIXA
caixa e DESPESA a saída de dinheiro do caixa

Exemplo: Os salários referentes ao mês de dezembro de 2021, quando


pagos em janeiro de 2022, serão reconhecidos como despesa em Jan/2022,
pois o regime de caixa considera a data do pagamento.

Considera RECEITA/DESPESA com a ocorrência


REGIME DE COMPETÊNCIA do Fato Gerador, independentemente do efetivo
recebimento ou pagamento

Para as Receitas, o Fato Gerador ocorre quando a empresa presta o serviço


ou entrega a mercadoria. Trata-se das receitas Realizadas ou Ganhas,
independentemente se houve recebimento do dinheiro. Já para as
Despesas, o Fato Gerador ocorre quando a empresa consome um serviço.
Trata-se das Despesas Incorridas/Consumidas, independentemente se foram
pagas ou não.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – IMBEL 2021) Em janeiro de X0, uma entidade que vende roupas recebeu uma
encomenda de vestidos no valor de R$30.000. O valor foi recebido em duas parcelas iguais,
em fevereiro e em março de X0. A entidade produziu os vestidos nos meses de março, abril
e maio, sendo que a entrega foi feita em junho. De acordo com o Regime de Competência,
assinale a opção que indica a correta contabilização da receita pela entidade.

a) R$ 30.000, em janeiro.
b) R$ 15.000, em fevereiro e março.
c) R$ 10.000, em março, abril e maio.
d) R$ 30.000, em junho.
e) R$ 5.000, em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho.

Comentário: A questão quer a resposta de acordo com o regime de competência, então o


que devemos ter em mente é “Quando será que ocorre o Fato Gerador?”, ou seja,
“Quando ocorreu a entrega da mercadoria?”.
 R: Em junho, logo, a contabilização será de R$ 30.000 em junho! Por isso, o gabarito
é a alternativa “D”.

Gabarito: D

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RESUMO 02

NATUREZA DAS CONTAS


As contas podem ser classificadas quanto à natureza do seu saldo em: DEVEDORAS e CREDORAS.

Para facilitar nosso entendimento, temos sempre que lembrar o conceito de origem e aplicação de
recursos, em que a origem (Passivo e PL) representa a fonte, ou seja, de onde veio o recurso que será
aplicado no ativo.

Aqui já podemos tirar uma conclusão: a geração de um ativo (aplicação) sempre depende de uma
origem, ou seja, podemos dizer que o ativo DEVE a existência dele ao passivo ou ao Patrimônio Líquido.
Portanto, se o Ativo DEVE a sua existência a alguém é porque a sua natureza é DEVEDORA. Brilhante
né? A Contabilidade é linda.

Passivo

ATIVO DEVE a sua existência ao

Patrimônio Líquido

Se o Ativo DEVE a sua existência a alguém,


então a sua natureza é DEVEDORA.

As Contas de Resultado (despesas e receitas) também possuem Natureza. Aqui também funciona a
lógica de Origem e Aplicação, pois podemos entender o seguinte: as despesas são financiadas pelas
receitas, ou seja, as despesas devem a sua existência às receitas. Nesse sentido, as Despesas possuem
Natureza DEVEDORA e as Receitas Natureza CREDORA.

QUADRO-RESUMO

NATUREZA
GRUPO DE CONTAS AUMENTA DIMINUI
DO SALDO

ATIVO Devedor Débito Crédito

PASSIVO Credor Crédito Débito

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Credor Crédito Débito

DESPESAS Devedor Débito Crédito

RECEITAS Credor Crédito Débito

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RESUMO 02

ATIVO
DEVEDORA
(aumenta a débito)

DESPESA

NATUREZA
DAS CONTAS
PASSIVO

CREDORA PATRIMÔNIO LÍQUIDO


(aumenta a crédito)

RECEITA

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo sobre a natureza das
contas da prof. Camila Sá:

 [Link] (Esse vídeo tem 14 minutos)

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS CONTÁBEIS

1. PROVISÃO

Reconhecimento de Provisão
D – Despesa com Provisão (Conta de Resultado) (↑ Despesa)
C – Provisão (↑ Passivo)

Reversão da Provisão
D – Provisão (↓ Passivo)
C – Reversão de Provisão (Conta de Resultado – Receita) (↑ Receita)

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RESUMO 02

2. DESPESA ANTECIPADA

Pagamento da Despesa Antecipada


D – Despesa Antecipada (representa um direito) (↑ Ativo)
C – Caixa/Bancos (sai dinheiro do caixa) (↓ Ativo)

Reconhecimento da Despesa por competência (ocorrência do Fato Gerador)


D – Despesa (Conta de Resultado) (↑ Despesa)
C – Despesa Antecipada (representa a baixa do direito) (↓ Ativo)

5. DEPRECIAÇÃO
D – Despesa com Depreciação (Despesa – Conta de Resultado) (↑ Despesa)
C – Depreciação Acumulada (Retificadora do Ativo Imobilizado) (↓ Ativo)

6. DESPESA DE JUROS
D – Juros (Despesa – Conta de Resultado) (↑ Despesa)
C – Juros a Pagar (Passivo – Obrigação) (↑ Passivo)

3. RESERVAS

Constituição das Reservas de Lucros


D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Reservas de Lucros (↑ Patrimônio Líquido)

Reversão das Reservas de Lucros


D – Reservas de Lucros (↓ Patrimônio Líquido)
C – Lucros Acumulados (↑ Patrimônio Líquido)

Utilização de reservas para compensar prejuízos


D – Reservas (↓ Patrimônio Líquido)
C – Prejuízos acumulados (↑ Patrimônio Líquido)

Utilização de reservas para aumento do Capital Social


D – Reservas (↓ Patrimônio Líquido)
C – Capital Social (↑ Patrimônio Líquido)

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RESUMO 02

4. DIVIDENDO

Dividendo Obrigatório
D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Dividendo a Pagar (↑ Passivo)

Dividendo Adicional – Proposta de Distribuição


D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Dividendos Propostos (↑ Patrimônio Líquido – até a aprovação da Assembleia)

Dividendo Adicional – Aprovação da Assembleia


D – Dividendos Propostos (↓ Patrimônio Líquido)
C – Dividendos a Pagar (↑ Passivo)

Pagamento dos Dividendos (Obrigatório e Adicional)


D – Dividendos a Pagar (↓ Passivo)
C – Caixa/Bancos (↓ Ativo)

ATENÇÃO: Os Juros sobre o Capital Próprio tem tratamento contábil semelhante ao


tratamento contábil dado aos Dividendos Obrigatórios, conforme previsto no Manual de
Contabilidade Societária 3ª edição (página 1.228 – itens 10 e 11).
D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Juros Sobre o Capital Próprio a Pagar (↑ Passivo)

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV - MPE GO - Analista Contábil 2022) Assinale a opção que indica uma transação
que diminui o valor do Patrimônio Líquido de uma entidade.

a) Compensação de prejuízo com reservas.


b) Pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio. [Gabarito]
c) Transferência do saldo de outros resultados abrangentes para a conta lucros
acumulados.
d) Reversão de reservas de capital para apropriação ao capital social.
e) Apropriação do lucro líquido do exercício para a formação de reservas.

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RESUMO 02

7. DESCONTO CONDICIONAL CONCEDIDO

No momento da prestação dos serviços (exemplo: prestou serviços em outubro)


D – Duplicatas a Receber (Clientes) (↑ Ativo)
C – Receita de Prestação de Serviços (↑ Receita)

No momento do recebimento (ex: recebeu somente no mês seguinte, mas com desconto)
D – Caixa (↑ Ativo)
D – Despesa Financeira (desconto condicional) (↑ Despesa)
C – Duplicatas a Receber (Clientes) (↓ Ativo)

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – SEFAZ AM 2022) Em janeiro de X0, uma loja de roupas recebeu a encomenda
de um terno por R$800,00. O terno deverá ser entregue ao cliente em fevereiro de X0
e seu custo total é de R$300,00. O pagamento foi feito em duas parcelas de R$400,00,
a primeira em janeiro e a segunda em fevereiro.
Assinale a opção que indica a variação dos elementos patrimoniais, em fevereiro de
X0, considerando que a sociedade empresária segue o Regime de Competência.
a) Aumento no ativo, passivo e no patrimônio líquido.
b) Diminuição no ativo, no passivo e no patrimônio líquido.
c) Aumento no ativo e no passivo e diminuição no patrimônio líquido.
d) Aumento no ativo e no patrimônio líquido e diminuição do passivo.
e) Diminuição no ativo e no passivo e aumento no patrimônio líquido

RESOLUÇÃO:
Em Janeiro de X0, a loja de roupas recebeu antecipadamente do cliente R$ 400,00:
D – Caixa/Bancos
C – Adiantamento de Clientes (Conta do passivo, pois representa uma obrigação)

Em Fevereiro de X0, a loja entrega o terno (aqui é caracterizada a ocorrência do Fato


Gerador da Receita) e recebe a outra parcela do valor da venda.

Lançamento da Receita de Vendas:


D – Caixa/Bancos R$ 400 (Aumento do Ativo)
D – Adiantamento de Clientes R$ 400 (Diminuição do Passivo)
C – Receita de Vendas R$ 800 (Aumento de Receita)

Lançamento da baixa do estoque de ternos:


D – Custo das Mercadorias Vendidas R$ 300 (Aumento de Despesa)
C – Estoques R$ 300 (Diminuição do Ativo)

Note que houve um aumento de R$ 100 no Ativo (400 – 300), um aumento de R$ 500 no
Patrimônio Líquido (Receitas – Despesas) e uma diminuição de R$ 400 no Passivo.

Gabarito: D

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RESUMO 02

Veja estas questões da banca FGV comentadas pelo prof. Igor Cintra:

1. [Link]
(Esse vídeo tem 08 minutos)

2. [Link]
(Esse vídeo tem 05 minutos)

FÓRMULAS DE LANÇAMENTO

Existe apenas
1ª Fórmula. 1D e 1C
1 débito e 1 crédito

Existe apenas
2ª Fórmula. 1D e 2C
1 débito e 2 ou mais créditos
FÓRMULAS DE
LANÇAMENTO
Existem 2 ou mais débitos e
3ª Fórmula. 2D e 1C
somente 1 crédito

Existem 2 ou mais débitos e 2 ou


4ª Fórmula 2D e 2C
mais créditos

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo sobre Fórmulas de
Lançamento da prof. Camila Sá:

 [Link] (o vídeo tem 02 minutos)

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RESUMO 02

ERROS DE ESCRITURAÇÃO
Os erros de escrituração devem ser corrigidos mediante a retificação do lançamento contábil, que pode
ser feita através do mnemônico TEC: Transferência; Estorno; Complementação.

Corrige a conta indevidamente debitada ou


Transferência creditada, por meio da transposição do
registro para a conta adequada.

RETIFICAÇÃO DE Consiste em lançamento inverso àquele feito


Estorno
LANÇAMENTO erroneamente, anulando-o totalmente.

É o lançamento que vem posteriormente


Complementação complementar, aumentando ou reduzindo
o valor anteriormente registrado.

Fonte: ITG 2000 (R1) – Escrituração Contábil

ATOS E FATOS CONTÁBEIS


ATOS CONTÁBEIS (OU ATOS ADMINISTRATIVOS)

 São aqueles que não provocam alteração no Patrimônio.


 São registrados em Contas de Compensação.
 Exemplos: Assinatura de contrato; Contratação de Funcionários.

FATOS CONTÁBEIS (OU FATOS ADMINISTRATIVOS)

 São aqueles que provocam alteração (qualitativa ou quantitativa, ou ambas) no Partimônio.


São registrados através das contas patrimoniais e de resultado, e podem ser classificados em:
1. Permutativos
 Alteram qualitativamente o Patrimônio. Representam trocas (permutas) entre
elementos do Ativo, Passivo ou entre ambos sem alterar quantitativamente o PL.
Pode ocorrer também com a permuta entre elementos do PL.

2. Modificativos
 Provocam alterações quantitativas, aumentativas ou diminutivas, no PL.
 Envolve pelo menos uma conta de resultado.

3. Mistos
 Envolve ao mesmo tempo um Fato Permutativo e um Fato Modificativo.

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RESUMO 02

PERMUTATIVO Envolve apenas Contas Patrimoniais.

Aumentativo
(Aumenta o PL)
FATOS MODIFICATIVO
CONTÁBEIS Diminutivo
(Diminui o PL)

Aumentativo
(Permuta + Aumento do PL)
MISTO
Diminutivo
(Permuta + Diminuição do PL)

EXEMPLOS DE FATO PERMUTATIVO

1. Aquisição de Material de Expediente para estoque com pagamento à vista.


Lançamento Contábil (Permuta entre elementos do Ativo)
D – Material de Expediente (↑Ativo)
C – Caixa/Bancos (↓Ativo)

2. Aquisição de Mercadorias para estoque com pagamento a prazo.


Lançamento Contábil (Permuta entre elementos do Ativo e Passivo)
D – Estoque de Mercadorias (↑ Ativo)
C – Fornecedores (↑ Passivo)

3. A empresa toma um empréstimo bancário.


Lançamento Contábil (Permuta entre elementos do Ativo e Passivo)
D – Bancos (↑ Ativo)
C – Empréstimos a pagar (↑ Passivo)

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RESUMO 02

EXEMPLOS DE FATO MODIFICATIVO

1. Despesa de Aluguel paga à vista.


Lançamento Contábil (Fato Modificativo Diminutivo)
D – Despesa de Aluguel (Despesa - ↓ PL)
C – Caixa/Bancos (↓ Ativo)

2. Venda de Mercadorias a prazo.


Lançamento Contábil (Fato Modificativo Aumentativo)
D – Clientes (↑ Ativo)
C – Receita de Vendas (Receita - ↑ PL)

3. Reconhecimento da Depreciação de um bem.


Lançamento Contábil (Fato Modificativo Diminutivo)
D – Despesa com Depreciação (Despesa - ↓ PL)
C – Depreciação Acumulada (↓ Ativo - Retificadora do Ativo)

EXEMPLOS DE FATO MISTO

1. Pagamento de Duplicatas com Juros.


Lançamento Contábil (Fato Misto Diminutivo)
D – Duplicatas a Pagar (↓ Passivo)
D – Juros Passivos (Despesa de Juros - ↓PL)
C – Caixa/Bancos (↓ Ativo)

2. Pagamento de Duplicatas com Desconto.


Lançamento Contábil (Fato Misto Aumentativo)
D – Duplicatas a Pagar (↓ Passivo)
C – Descontos Obtidos (Receita - ↑ PL)
C – Caixa/Bancos (↓ Ativo)

3. Recebimento de Duplicatas com Juros.


Lançamento Contábil (Fato Misto Aumentativo)
D – Caixa/Bancos (↑ Ativo)
C – Juros Ativos (Receita de Juros - ↑ PL)
C – Duplicatas a Receber (↓ Ativo)

4. Recebimento de Duplicatas com Desconto.


Lançamento Contábil (Fato Misto Diminutivo)
D – Caixa/Bancos (↑ Ativo)
D – Desconto Concedido (Despesa - ↓ PL)
C – Duplicatas a Receber (↓ Ativo)

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RESUMO 02

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 03

SUMÁRIO

Ativo Circulante ................................................................................................................................ 02

Disponibilidades ................................................................................................................................ 02

Caixa e Equivalentes de Caixa ........................................................................................................... 03

Contas a Receber (Clientes) ............................................................................................................... 05

Perdas Estimadas Com Crédito de Liquidação Duvidosa (PECLD) ................................................... 06

Despesas Antecipadas ..................................................................................................................... 08

Considerações Finais ......................................................................................................................... 11

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, nesse resumo estudaremos algumas contas contábeis que compõem o Ativo. Trataremos sobre
o conceito de Caixa e Equivalentes de Caixa, aqueles constantes do CPC 03 (R2). Além disso,
abordaremos as Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) no que tange a
conceitos e lançamento contábeis. Por fim, traremos um estudo sobre as Despesas Antecipadas, o que
inclui definições e lançamentos contábeis. Todos esses assuntos costumam aparecer nas provas da FGV.

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

3. Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois
avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não
tenha entendido a questão.

Bons estudos!

@RADEGONDESS 1
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RESUMO 03

ATIVO CIRCULANTE
O ativo circulante compreende os bens e os direitos conversíveis em moeda (dinheiro) ao longo do
exercício social subsequente ou do ciclo operacional, caso este tenha duração maior que o exercício
social.

Disponibilidades

ATIVO CIRCULANTE Direitos Realizáveis no curso do exercício


(art. 179, lei 6404/76) social subsequente

Aplicações de recursos em despesas do


exercício seguinte

DISPONIBILIDADES
As contas contábeis do ativo são dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez, conforme
previsto no §1º do artigo 178 da Lei 6.404/76. Por isso, as disponibilidades serão o primeiro subgrupo do
ativo circulante. Estão dentro do conceito de DISPONIBILIDADES: dinheiro em caixa ou em banco;
depósitos bancários disponíveis; numerários em trânsito; cheques sem restrição de uso imediato;
aplicações financeiras de liquidez imediata.

DISPONIBILIDADES

Aplicações
Dinheiro em Depósitos Cheques sem
Numerários financeiras de
caixa ou em bancários restrição de
em trânsito liquidez
banco disponíveis uso imediato
imediata

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RESUMO 03

ATENÇÃO: Qualquer depósito que contenha algum tipo de restrição ou


vinculação NÃO irá compor o saldo das disponibilidades.

Exemplos:
 Depósitos bloqueados.
 Depósitos vinculados.
 Depósito com restrição de movimentação for força de cláusula
contratual.

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA


Pela sua grande liquidez, o primeiro elemento que irá aparecer no Ativo (no topo da lista) é a conta
Caixa e Equivalentes de caixa, pois representa a maior liquidez.

QUADRO COMPARATIVO
CAIXA EQUIVALENTE DE CAIXA

Compreende numerário em espécie São aplicações financeiras de curto


(dinheiro propriamente dito) prazo (3 meses ou menos)

Possui alta liquidez, ou seja, são


São depósitos bancários disponíveis prontamente conversíveis em caixa
(dinheiro)

Estão sujeitos a um insignificante


risco de mudança de valor

ATENÇÃO: Os equivalentes de caixa NÃO são mantidos para investimentos (ou


depósitos), uma vez que possuem a finalidade de atender a compromissos de
caixa de curto prazo (3 meses ou menos).

DEFINIÇÃO IMPORTANTE

SALDO BANCÁRIO A DESCOBERTO


 São saldos decorrentes de empréstimos obtidos e que serão liquidados
em curto lapso temporal. Nessas circunstâncias, saldos bancários a
descoberto são incluídos como componente de caixa e equivalentes
de caixa, porém com a função de deduzir o montante do grupo.

@RADEGONDESS 3
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RESUMO 03

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – PERITO CRIMINAL – CONTABILIDADE 2022) Uma sociedade empresária


apresentava os seguintes saldos em 31/12/X0:

 Disponibilidades: R$ 20.000.
 Aplicações financeiras resgatáveis em 60 dias, sem restrições ou penalidades:
R$ 15.000.
 Banco-conta poupança: R$ 30.000.
 Saldos bancários a descoberto, decorrentes de empréstimos obtidos por meio
de cheques especiais: R$ 8.000.

Assinale a opção que indica o saldo do Caixa e Equivalentes de Caixa da sociedade


empresária em 31/12/X0.
A) R$ 27.000,00.
B) R$ 35.000,00.
C) R$ 50.000,00
D) R$ 57.000,00
E) R$ 65.000,00

SOLUÇÃO:
A dificuldade dessa questão é justamente saber como é enquadrado o saldo bancário a
descoberto. Já vimos que é classificado dentro de Caixa e Equivalentes, no entanto tem
a função de reduzir o montante do grupo.
O Cálculo ficaria assim:
+ R$ 20.000,00 --- Disponibilidades
+ R$ 15.000,00 --- Aplicações Financeiras de curto prazo (menos de 90 dias)
+ R$ 30.000,00 --- Poupança (também é aplicação de liquidez imediata)
- R$ 8.000,00 --- Saldo bancário a descoberto (reduz o montante de Caixa e Eq. Cx)

R$ 57.000,00
Gabarito: D

ATENÇÃO: A banca FGV gosta desse modelo de questão, inclusive caiu na prova
do ISS CUIABÁ em 2016.

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RESUMO 03

CONTAS A RECEBER (CLIENTES)


As Contas a Receber representam um direito (Ativo) e surgem normalmente de vendas a prazo ou da
prestação de serviços efetuados pela empresa. Vamos ver um lançamento de vendas desconsiderando a
incidência de tributação.

Exemplo: Uma empresa possuía em seu estoque mercadorias no valor de R$ 60.000. Em


janeiro de 2021 realizou a venda de todo o seu estoque por R$ 100.000, sendo que 20%
seriam recebidos à vista e o restante a prazo.

1. Lançamento da Receita Bruta de Vendas:


D – Caixa/Bancos R$ 20.000
D – Clientes R$ 80.000
C – Receita Bruta de Vendas R$ 100.000 (Conta de Resultado – classifcada na DRE)

2. Lançamento do Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e da baixa do Estoque:


D – CMV R$ 60.000 (Conta de Resultado – Despesa classificada na DRE)
C – Estoque R$ 60.000

Se tivéssemos incidência de imposto sobre a venda, ICMS por exemplo, teríamos que
realizar mais um lançamento, supondo uma líquota de 18%:
D – ICMS sobre Vendas R$ 18.000 (Conta de Resultado – Dedução da Receita Bruta)
C – ICMS a Recolher R$ 18.000 (Conta de Passivo)

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RESUMO 03

PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD)


É uma conta retificadora do Ativo Circulante ou do Ativo Não Circulante (Realizável a Longo Prazo, de
acordo com o prazo do recebimento do título). Desta forma, possui natureza credora. As empresas
constituem as “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa” de acordo com seu histórico,
pois sabem que parte das vendas a prazo não serão recebidas. É o famoso “calote”.

Devem ser feitas estimativas de perda em Contas a


Receber relacionadas ao valor que representa a
incerteza.

O conceito está relacionado ao real valor que se espera


no Ativo, ou seja, os benefícios econômicos futuros
PECLD devem ser ajustados àquilo que realmente se tem a
expectativa de receber.

O valor da Perda Estimada é calculado mediante a


aplicação de um percentual sobre o saldo de duplicatas
a receber (clientes). O percentual refere-se a uma
estimativa de inadimplência (calote).

Fonte: Manual de Contabilidade Societária - 3ª ed.

LANÇAMENTOS CONTÁBEIS RELACIONADOS À PECLD

1. Constituição da PECLD
D – Despesa com PECLD (Conta de Resultado – Despesa Operacional na DRE)
C – PECLD (Conta Patrimonial – Redutora de Ativo)

2. Contabilização da Duplicata Incobrável (efetivação da perda – “calote”)


D – PECLD
C – Duplicatas a receber

3. Complementação da PECLD
D – Despesa com PECLD (Conta de Despesa – Despesa Operacional na DRE)
C – PECLD (Conta Patrimonial – Redutora de Ativo)

4. Reversão da PECLD (a perda foi menor que o estimado)


D – PECLD
C – Receita com reversão da PECLD (Conta de Resultado – Receita na DRE)

5. Quando a Duplicata Incobrábel é maior que a PECLD constituida


D – PECLD
D – Perdas com Clientes (Conta de Resultado – Depesa Operacional na DRE)
C – Duplicata a receber

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RESUMO 03

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – IMBEL 2021) Uma empresa atacadista apresentava R$ 100.000 em estoques em


02/01/X0. No mês, todo o estoque foi vendido por R$ 300.000, sendo que 20% do
valor foram recebidos no momento da venda e, o restante, deverá ser recebido em 90
dias. A empresa estima inadimplência de 3%. Assinale a opção que indica, na
Demonstração do Resultado do Exercício, em 31/01/X0, a contabilização e o valor da
conta da despesa com perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa.

a) Redutora de Vendas R$ 9.000.


b) Redutora de Vendas R$ 7.200.
c) Despesa Operacional R$ 9.000.
d) Despesa Operacional R$ 7.200.
e) Despesa Financeira R$ 9.000.

SOLUÇÃO:
Se todo o estoque foi vendido (sendo 20% à vista e 80% a prazo), então os
lançamentos são:
D – Caixa/Bancos R$ 60.000
D – Duplicatas a Receber R$ 240.000
C – Receita Bruta de Vendas R$ 300.000

A empresa estimou a inadimplência em 3%. Esse percentual é aplicado sobre o valor


das Duplicatas a receber e o resultado será o valor a ser constituído de PECLD.
PECLD = 240.000 x 3%
PECLD = 7.200

Lembrando que o lançamento da constituição da PECLD é:


D – Despesa com PECLD (Despesa Operacional na DRE) R$ 7.200
C – PECLD (Conta Patrimonial – Redutora de Ativo) R$ 7.200

Gabarito: D

Veja esta questão de PECLD da banca FGV comentada pelo prof. Igor Cintra:

 [Link]
(Esse vídeo tem 09 minutos)

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RESUMO 03

DESPESA ANTECIPADA
As despesas antecipadas representam um direito da empresa, pois ela paga de forma antecipada por
um serviço a ser prestado no futuro (ou por uma mercadoria a ser recebida no futuro), ou seja, os fatos
geradores ocorrerão no futuro. Não são ainda Despesas Incorridas.

Os exemplos clássicos de despesas antecipadas que são cobrados em prova:


 Prêmio de Seguros a apropriar/a vencer;
 Aluguéis Antecipados;
 Assinatura de periódicos (jornais e revistas);
 Salários pagos antecipadamente.

Lançamentos Contábeis (exemplo: Pagamento Antecipado de Prêmio de Seguros)

1. Pagamento da Despesa Antecipada


D – Prêmio de Seguros a apropriar (Ativo – Despesa Antecipada)
C – Caixa/Bancos

2. Reconhecimento da Despesa conforme ocorrência do Fato Gerador


D – Despesa de Seguros (Conta de Resultado – Despesa)
C – Prêmio de Seguros a apropriar (Ativo – Despesa Antecipada)

OBSERVAÇÕES

São também exemplos de Despesas Pagas Antecipadamente bilhetes de


01
passagem adquiridos, mas ainda não utilizados.

Os adiantamentos concedidos a empregados para despesas profissionais


02
NÃO devem ser classificados no grupo das Despesas Antecipadas.

Fonte: Manual de Contabilidade Societária 3ª edição – página 313.

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RESUMO 03

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – PC RN 2021) Em 01/07/2020, a Cia. Alfa contratou um seguro para a sua frota
de veículos, com cobertura de um ano a partir da contratação, no valor de R$
90.000,00, que foram pagos à vista na assinatura do contrato. Ao final do exercício de
2020, a despesa com seguros da frota de veículos apresentada na demonstração do
resultado do exercício da Cia. Alfa deverá totalizar:

a) R$ 90.000.
b) R$ 45.000.
c) R$ 37.500.
d) R$ 7.500.
e) R$ 0.

SOLUÇÃO:
Lançamentos Contábeis
Em 01/07/2020 – Pagamento antecipado do seguro de 1 ano (12 meses) no valor de R$
90.000 à vista.
D – Prêmio de seguros a vencer R$ 90.000
C – Caixa/Bancos R$ 90.000

Ao final de cada mês, considera-se a despesa incorrida no valor de 1/12 do montante


pago, ou seja, 90.000/12 = 7.500.
Então, em 31/07/2020, devemos fazer o primeiro lançamento de reconhecimento da
despesa do mês de julho.
D – Prêmio de Seguros R$ 7.500
C – Prêmio de seguros a vencer R$ 7.500

Esse mesmo lançamento se repetirá até o último mês de vigência do contrato de


seguros.
Voltando à questão....
O examinador pergunta o valor da despesa de seguros reconhecida no final de 2020
(31/12/2020).
De julho a dezembro são 6 meses, logo, faremos 6 apropriações de despesa no valor
de R$ 7.500.
Despesa em 31/12/2020 = 6 x 7.500 = 45.000
Gabarito: B

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RESUMO 03

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – FUNSAÚDE CE 2021) Em 02/11/X0, uma sociedade empresária pagou R$


96.000, a título de 24 meses de aluguel antecipado de uma sala comercial, a ser
ocupada a partir de 01/12/X0. Este contrato é considerado um ativo de baixo valor
para a sociedade empresária. Assinale a opção que indica a contabilização do aluguel
antecipado no balanço patrimonial semestral da sociedade empresária em 30/06/X1.
a) Ativo Circulante: R$ 24.000; Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 40.000.
b) Ativo Circulante: R$ 24.000; Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 44.000.
c) Ativo Circulante: R$ 48.000; Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 16.000.
d) Ativo Circulante: R$ 48.000; Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 20.000.
e) Ativo Circulante: R$ 68.000.

SOLUÇÃO:
Análise das datas e os respectivos lançamentos contábeis:
02/11/X0 – Data do pagamento antecipado da despesa de aluguel
D – Aluguéis antecipados R$ 96.000 (Ativo)
C – Caixa/bancos R$ 96.000

Os R$ 96.000 pagos serão utilizados/consumidos durante 24 meses a partir da data da


ocupação (01/12/X0 – início da ocorrência do Fato Gerador da Despesa). A apropriação
mensal da despesa será no valor de: R$ 96.000/24 → R$ 4.000.
A questão pede a contabilização do Aluguel antecipado no balanço em 30/06/X1, logo:
De 01/12/X0 a 30/06/X1 são 7 meses de apropriação da despesa, então será
apropriado um valor de R$ 4.000 x 7 = R$ 28.000.
D – Despesa de Aluguel R$ 28.000
C – Aluguéis antecipados R$ 28.000

Após o lançamento acima, em 30/06/X1 a conta Aluguéis Antecipados ficará com um


saldo de R$ 68.000 (R$ 96.000 – 28.000).
Agora temos que segregar esse saldo no Ativo Circulante (AC) e no Ativo Realizável a
Longo Prazo (ARLP).
ATENÇÃO: A FGV deixou claro com essa questão que será alocado ao AC os direitos
realizáveis em até 1 ano da data do Balanço, não importando se esse Balanço é
elaborado no meio ou no final do ano. Nesse caso, os direitos realizáveis até 30/06/X2
serão classificados no AC e de Julho/X2 em diante no ARLP.
AC = R$ 4.000 x 12 = R$ 48.000 → AC = R$ 48.000
E no ARLP as parcelas restantes, ou seja, ARLP = R$ 20.000

Gabarito: D

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RESUMO 03

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 04

SUMÁRIO

Operações com Mercadorias ........................................................................................................... 02

Custo de Aquisição dos Estoques ..................................................................................................... 04

IPI x ICMS ..................................................................................................................................... 06

Inventário Periódico. Inventário Permanente ................................................................................... 07

Outras Formas de Mensuração do Custo das Mercadorias ............................................................... 08

Principais Lançamentos ..................................................................................................................... 11

Tratamento a ser dado ao Frete ........................................................................................................ 12

Considerações Finais ......................................................................................................................... 13

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, nesse resumo estudaremos as Operações com Mercadorias, incluindo a incidência de impostos
como o ICMS nas operações de compra e venda. Além disso, veremos também os principais pontos do
CPC 16 (R1) que tratam sobre conceito e mensuração. Tudo isso de acordo com o que mais é cobrado
pela banca FGV.

Caso seja do seu interesse, segue link para baixar o CPC 16 (Estoques) para fins de consulta:

[Link]

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

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RESUMO 04

OPERAÇÕES COM MERCADORIAS


As mercadorias são objeto de comercialização das empresas, elas geram a mais importante fonte de
Receita da entidade comercial, que é a Receita Bruta de Vendas, e responde por seu principal Custo, que
é o Custo da Mercadoria Vendida. Nesse sentido, é necessário que saibamos como mensurar o custo
desse estoque comparando o que determina a Lei 6.404/76 e o CPC16.

Lei 6.404/76: art. 183, inciso II

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da


companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em
almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para
ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior;

CPC 16: Item 09

9. Os estoques objeto deste pronunciamento devem ser mensurados pelo valor de


custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.

MENSURAÇÃO DOS ESTOQUES

Art. 183, II, Lei 6.404/76 CPC 16 (R1)

Custo de Aquisição (ou Valor


Valor de
Produção), deduzido da provisão Realizável
Custo
para ajustá-lo a Valor de Líquido
Mercado, quando este for
inferior.

Dos Dois, o menor.

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RESUMO 04

CONCEITO IMPORTANTE

WRITE DOWN
 É uma técnica utilizada para reduzir o valor dos Estoques para o Valor
Realizável Líquido, pois os custos dos estoques podem não ser recuperáveis se
eles estiverem danificados, obsoletos ou se seus preços de venda tiverem
diminuído.

ATENÇÃO: A FGV ADORA cobrar o conceito de Write Down por meio de questões
numéricas, principalmente em relação à diminuição dos preços de venda, vejamos.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – IMBEL 2021) Em 01/01/X0, o estoque de uma empresa era avaliado em R$


2.000. Este era composto por 20 bolsas, que eram vendidas por R$ 120. No mês de
janeiro, a empresa fez uma promoção e as bolsas passaram a ser vendidas por R$ 90.
No mês, cinco bolsas foram vendidas. Assinale a opção que indica o valor do estoque
final de bolsas, em 31/01/X0.

a) R$ 450,00
AVISO: Se você está há muito tempo sem ver este
b) R$ 500,00 conteúdo, ou se ainda não o estudou, então não perca
c) R$ 1.350,00 tempo tentando resolver a questão. Apenas estude a
d) R$ 1.500,00 resolução dela e de tempos em tempos estude novamente
e) R$ 1.800,00 para solidificar o aprendizado!

SOLUÇÃO:
O Custo inicial unitário da bolsa era de R$ 100 (R$ 2.000/20) e o Preço de Venda era
R$ 120.
No entanto, a questão menciona que, por conta de uma promoção, as bolsas passaram
a ser vendidas por R$ 90. A FGV entende que essa redução no preço de venda
representa o Write Down, e, por isso, o Custo do Estoque deve ser ajustado para o
Valor Realizável Líquido.
Valor Realizável Líquido (VRL) = + Preço de Venda
– Custos para sua conclusão
– Gastos necessários para concretizar a venda
--------------------------------------------------------------------------------
VRL = R$ 90

Custo Inicial do Estoque = R$ 100


Dos dois, o MENOR.
VRL = R$ 90

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RESUMO 04

O ajuste é feito por meio da conta “Perdas com Ajuste de Estoque”


D – Despesa com perda para redução ao VRL (Despesa Operacional) R$ 10
C – Perdas por redução ao VRL em estoques (Retificadora do Ativo) R$ 10
ATENÇÃO: A banca FGV cobrou esse lançamento no concurso da CGM Niterói em 2018.

Custo Unitário do Estoque após o ajuste = R$ 90


Custo do Total do Estoque após o Ajuste = R$ 1.800 (R$ 90 x 20)
Se a empresa vendeu 5 bolsas, então o estoque passou a contar com 15 unidades a R$
90, perfazendo um total de R$ 1.350.
Gabarito: C

CUSTO DE AQUISIÇÃO DOS ESTOQUES


O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como
outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.

PREÇO DE COMPRA

TRIBUTOS
(exceto os recuperáveis)
CUSTO DE AQUISIÇÃO
DOS ESTOQUES

TRANSPORTE

SEGURO E MANUSEIO

Tudo isso é somado para depois deduzirmos os:


 Descontos Comercias (incondicionais); e
 Abatimentos.

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RESUMO 04

Valor ANORMAL de desperdício de materiais,


mão de obra ou outros insumos de produção

Gastos com armazenamento, exceto se for necessário ao


processo produtivo entre uma fase e outra de produção
ITENS NÃO INCLUÍDOS
NO CUSTO DO ESTOQUE
Despesas administrativas que não contribuem
para trazer o estoque ao seu local

Despesas de comercialização

Todos esses itens são reconhecidos como DESPESAS na DRE.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – MPE AL 2018) Uma livraria não possuía, em 31/12/2016, estoque do livro
Contabilidade. Em janeiro de 2017, ela adquiriu quinhentas unidades do livro por R$
35.000. Na compra, incorreu em frete para transporte dos livros, no valor de R$ 3.000.
Além disso, mandou preparar folhetos para divulgação exclusiva desse livro, no valor
de R$ 5.000.

1. Em janeiro de 2017, o livro começou a ser vendido por R$ 100. Nesse mês,
cem livros foram vendidos.
2. Em fevereiro de 2017, a livraria passou a vender o livro a R$ 80, sendo que
cinquenta unidades foram vendidas.
3. Em março de 2017, o preço do livro passou a R$ 70 e duzentas unidades
foram vendidas.
4. Em abril de 2017, a livraria aumentou o preço do livro para R$ 85. No mês,
quarenta unidades foram vendidas.

Assinale a opção que indica o valor do custo das mercadorias vendidas referente ao
livro na Demonstração do Resultado do Exercício, de janeiro a abril da livraria.

a) R$ 28.200 AVISO: Se você está há muito tempo sem ver este


b) R$ 28.440 [Gabarito] conteúdo, ou se ainda não o estudou, então não perca
c) R$ 29.640 tempo tentando resolver a questão. Apenas estude a
d) R$ 30.000 resolução dela e de tempos em tempos estude novamente
para solidificar o aprendizado!
e) R$ 33.540

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RESUMO 04

SOLUÇÃO:
 Estoque = Custo de aquisição ou valor realizável líquido, dos dois, o menor.

Custo de aquisição = Custo de Aquisição (R$ 35.000) + Frete (R$ 3.000)


Custo de aquisição = R$ 38.000

ATENÇÃO: Gastos com divulgação não fazem parte do custo do estoque (são
despesas).

Custo Unitário = R$ 76 (R$ 38.000 / 500 unidades).

Ao analisarmos os preços de venda praticados ao longo de 2017 percebemos que


apenas em março o valor realizável líquido (R$ 70) é inferior ao custo (R$ 76).

A partir disso vamos calcular o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).


CMV em JANEIRO => R$ 76 x 100 = R$ 7.600
CMV em FEVEREIRO => R$ 76 x 50 = R$ 3.800
CMV em MARÇO => R$ 70 x 200 = R$ 14.000
CMV em ABRIL => R$ 76 x 40 = R$ 3.040
CMV TOTAL = R$ 28.440

IPI X ICMS
Se a mercadoria destinar-se à comercialização ou à industrialização o IPI não fará parte da base de
cálculo do ICMS. Contudo, se a mercadoria destinar-se ao ativo fixo ou uso e consumo do comprador, o
IPI fará parte da base de cálculo do ICMS. Assim:

COMERCIALIZAÇÃO O IPI NÃO fará parte da


OU INDUSTRIALIZAÇÃO base de cálculo do ICMS

ATIVO FIXO O IPI fará parte da


OU CONSUMO base de cálculo do ICMS

Veja esta questão sobre Custo das Mercadorias comentada pelo prof. Igor Cintra:

 [Link] (O vídeo tem 06 minutos)


(A banca é a CESPE, porém é uma excelente questão para consolidar o entendimento)

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RESUMO 04

INVENTÁRIO PERIÓDICO
Nesse sistema a empresa não controla seus estoques ao longo do período. Tal controle é realizado
mediante levantamento físico ao final de cada período (por isso o nome inventário periódico). Ou seja,
o valor de estoque existente não pode ser conhecido a qualquer momento mediante a verificação do
saldo da conta de mercadorias, pois é necessário realizar a contagem física.

Assim, o Custo das Mercadorias Vendidas será calculado da seguinte maneira:

CMV = ESTOQUE INICIAL + COMPRAS – ESTOQUE FINAL

INVENTÁRIO PERMANENTE
Aqui o controle dos estoques é contínuo, por meio de fichas de controle, o que possibilita o cálculo do
resultado (lucro ou prejuízo) das vendas de mercadorias, já que sabemos de imediato o valor do custo
das mercadorias vendidas. Ou seja, o valor de estoque existente pode ser conhecido a qualquer
momento mediante a verificação do saldo da conta de mercadorias.

No entanto, existem métodos de controle de estoques:


 Método PEPS (Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai)
 Método UEPS (Último que Entra é o Primeiro que Sai)
 Método do Custo Médio Ponderado Móvel

ATENÇÃO: Em um ambiente inflacionário (que é o normal do nosso dia a dia), o lucro do


método PEPS será maior que o Lucro do método UEPS, pois o CMV, no método PEPS, é
menor. Por isso, o Fisco proíbe o que possui menor lucro (UEPS), já que a base de cálculo
para a cobrança do tributo será menor, ou seja, o fisco proíbe o método UEPS.

ECONOMIA INFLACIONÁRIA
PEPS CUSTO MÉDIO

CMV MENOR ↓ MAIOR ↑

LUCRO BRUTO MAIOR ↑ MENOR ↓

EF MAIOR ↑ MENOR ↓

ATENÇÃO: Se a questão mencionar que a economia é deflacionária,


basta utilizar o raciocínio inverso.

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RESUMO 04

OUTRAS FORMAS DE MENSURAÇÃO DO CUSTO


Nos termos do CPC 16 (R1), itens 21 e 22, existem outras formas para mensuração do custo de estoque,
tais como o custo-padrão ou o método de varejo. Essas formas podem ser usadas por conveniência se
os resultados se aproximarem do custo.

CPC 16 (R1)
ITEM 21. (...) O custo-padrão leva em consideração os níveis normais de utilização
dos materiais e bens de consumo, da mão-de-obra e da eficiência na utilização da
capacidade produtiva. (...)

ITEM 22. O método de varejo é muitas vezes usado no setor de varejo para
mensurar estoques de grande quantidade de itens que mudam rapidamente, itens
que têm margens semelhantes e para os quais não é praticável usar outros
métodos de custeio. O custo do estoque deve ser determinado pela redução do
seu preço de venda na percentagem apropriada da margem bruta. (...)

EXPLICANDO MELHOR

O custo-padrão vem de uma técnica de custeio onde os valores são pré-definidos


pela contabilidade da empresa. Ao longo do período, é possível comparar com o
seu custo real, analisando as suas variações. Com o tempo, os custos vão sendo
atualizados conforme a sua realidade.

Caso ainda não tenha entendido, sugerimos este vídeo:


 [Link]

O método de varejo é determinado pela redução do seu preço de venda na


percentagem apropriada da margem bruta. Ou seja, essa forma de controle e
avaliação representa avaliar os estoques finais a preços aproximados de custo, pois
dos estoques valorizados a preços de venda elimina-se, por total, a margem de
lucro, apurando-se assim os estoques finais a preço de custo.

Caso ainda não tenha entendido, sugerimos este vídeo:


 [Link]

@RADEGONDESS 8
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RESUMO 04

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – ALERO 2018) Uma papelaria vende um tipo de caderno de capa dura e utiliza o
método PEPS para avaliar seus estoques. Em 01/01/2018, ela possuía 20 cadernos em
seu estoque, sendo que cada unidade estava avaliada a R$ 16,00. Durante o mês de
janeiro de 2018, ocorreram as seguintes operações em relação a este caderno:

– Venda de 8 unidades por R$ 30,00 cada;


– Compra de 30 unidades por R$ 24,00 cada;
– Venda de 18 unidades por R$ 35,00 cada.

Assinale a opção que indica o valor do Custo das Mercadorias Vendidas relacionado
aos cadernos de capa dura, em 31/01/2018.

a) R$ 336,00 AVISO: Se você está há muito tempo sem ver este


b) R$ 464,00 [Gabarito] conteúdo, ou se ainda não o estudou, então não perca
c) R$ 512,00 tempo tentando resolver a questão. Apenas estude a
d) R$ 560,00 resolução dela e de tempos em tempos estude novamente
para solidificar o aprendizado!
e) R$ 870,00

SOLUÇÃO:

Pelo método PEPS podemos calcular o CMV analisando o custo das primeiras
aquisições. Foram vendidas no período 26 unidades de cadernos (8 + 18).

Assim, basta mensurar tais vendas pelos custos de aquisições das primeiras
mercadorias que entraram, ou seja,
CMV = (20un x R$ 16) + (6un x R$ 24)
CMV = R$ 464,00

AVISO: vamos colocar um exemplo de questão pelo Método do Custo Médio Ponderado
Móvel, porém esse método é bastante trabalhoso, então nossa sugestão é que você não
tente resolver esse tipo de questão no dia da prova, exceto se sobrar tempo.

@RADEGONDESS 9
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RESUMO 04

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – IMBEL 2021) Uma entidade vende caixas com máscaras descartáveis. Em
31/12/X0, ela tinha seis caixas em estoque, que era avaliado por R$ 180. Em janeiro de
X1, aconteceram os seguintes fatos:

 05/01: compra de dez caixas por R$ 40 cada.


 10/01: venda de oito caixas por R$ 70 cada.
 18/01: compra de doze caixas por R$ 42 cada.
 25/01: venda de seis caixas por R$ 70 cada.

Considerando que a entidade utiliza o método do custo médio ponderado móvel para
avaliar seu estoque, assinale a opção que indica o valor do estoque final das máscaras,
em 31/01/X1.

a) R$ 507,50.
b) R$ 555,80. [Gabarito]
c) R$ 576,50.
d) R$ 583,40.
e) R$ 588,00.

SOLUÇÃO:

Nesse método precisamos analisar cada uma das transações separadamente para
acharmos o custo médio ponderado.

31/12 => A entidade tinha 06 caixas por R$ 30 cada (R$ 180/6)


05/01 => Compra de 10 caixas por R$ 40 cada
Custo Médio Ponderado (CMP) = [(06 x 30) + (10 x 40)] / 16 (Qtd Total de caixas)
CMP 01 = (180 + 400) / 16
CMP 01 = R$ 36,25

10/01 => Venda de 08 caixas por R$ 70 cada.


Quantidade Total de Caixas que ficou no estoque = 08

18/01 => Compra de 12 caixas por R$ 42 cada


CMP 02 = [(08 x R$36,25) + (12 x R$42)] / 20 (Qtd Total de caixas)
CMP 02 = (290 + 504) / 20
CMP 02 = R$ 39,70

25/01 => Venda de 06 caixas por R$ 70 cada.


Quantidade Total de Caixas que ficou no estoque = 14

Estoque Final = 14 x R$ 39,70


Estoque Final = R$ 555,80

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RESUMO 04

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS CONTÁBEIS

COMPRA DE MERCADORIAS NO VALOR DE R$ 100,00

Compra de Mercadorias SEM impostos


D – Estoques R$ 100
C – Caixa/Bancos R$ 100

Compra de Mercadorias COM incidência de 18% de ICMS (Imposto por Dentro -


recuperável)
D – Estoques R$ 82
D – ICMS a Recuperar R$ 18
C – Caixa/Bancos R$ 100

Compra de Mercadorias com incidência de 18% de ICMS (Imposto por Dentro -


recuperável) e de 10% de IPI (Imposto por fora – não recuperável)
D – Estoques R$ 92 (R$ 82 da mercadoria + R$ 10 de IPI)
D – ICMS a Recuperar R$ 18
C – Caixa/Bancos R$ 110

VENDA DE MERCADORIAS

Venda SEM a incidência de impostos


D – Caixa/Bancos R$ 100
C – Receita Bruta de Vendas R$ 100

D – CMV R$ 60
C – Estoques R$ 60

Lucro Bruto (LB) ou Resultado com Mercadorias (RCM)


= Receita Bruta de Vendas – CMV
= R$ 100 – R$ 60
= R$ 40

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RESUMO 04

Venda COM a incidência de impostos


D – Caixa/Bancos R$ 100
C – Receita Bruta de Vendas R$ 100

D – CMV R$ 60
C – Estoques R$ 60

D – ICMS sobre Vendas R$ 18 (Dedução da Receita Bruta da DRE)


C – ICMS a Recolher R$ 18 (Conta de Passivo)

Lucro Bruto (LB) ou Resultado com Mercadorias (RCM)


= R$ 100 – R$ 18 - R$ 60
= R$ 22

TRATAMENTO A SER DADO AO FRETE E AO SEGURO


Em regra, o transporte e o seguro integrarão a base de cálculo do IPI e do ICMS. No entanto, caso o
transporte e o seguro sejam realizados por uma transportadora contratada pelo cliente (comprador),
tais valores não integrarão a base de cálculo do IPI e do ICMS.

Vale lembrar que se o frete for de responsabilidade do comprador, irá compor o valor dos estoques.

NAS VENDAS DESPESA NA DRE

FRETE
Se pago pelo NÃO integra o custo do
Fornecedor estoque

NAS COMPRAS

Se pago pelo Integra o custo do


Comprador estoque

ATENÇÃO: As Comissões de Vendas são tratadas como Despesas Comerciais na DRE.

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RESUMO 04

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance
para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido
a questão

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 05

SUMÁRIO

Ativo Não Circulante ......................................................................................................................... 02

Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo (RLP) ...................................................................... 02

Ativo Não Circulante - Investimentos ................................................................................................ 03

Ativo Não Circulante - Imobilizado .................................................................................................... 03

Ativo Não Circulante - Intangível ....................................................................................................... 06

Ativo Qualificável ............................................................................................................................... 09

Considerações Finais ......................................................................................................................... 10

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje estudaremos o Ativo Não Circulante (Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado
e Intangível) na visão da banca FGV. A ideia deste PDF é fazer com que possamos relembrar os principais
conceitos de forma rápida e eficiente a fim de, posteriormente, estudarmos o caderno de questões
relativo ao tema.

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

3. Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois
avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não
tenha entendido a questão.

Bons estudos!

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RESUMO 05

ATIVO NÃO CIRCULANTE


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, incisos II a VI

O ativo não circulante compreende: (1) ativo realizável a longo prazo (RLP); (2) Investimentos; (3)
Imobilizado; e (4) Intangível.

CIRCULANTE

ATIVO Realizável a Longo Prazo

Investimentos
ATIVO
NÃO-CIRCULANTE

Imobilizado

Intangível

ATIVO NÃO CIRCULANTE - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO (RLP)


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, inciso II

O Realizável a Longo Prazo (RLP) compreende os direitos realizáveis após o término do exercício
seguinte, assim como os direitos derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.

Direitos realizáveis após o


término do exercício seguinte

ANC - REALIZÁVEL A Coligadas ou


LONGO PRAZO OU Controladas

Diretores
Direitos derivados de vendas,
adiantamentos ou
empréstimos a
Acionistas

OBS: Apenas as vendas, adiantamentos Participantes no


ou empréstimos que não constituírem lucro da Cia
negócios usuais da companhia.

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RESUMO 05

ATIVO NÃO CIRCULANTE - INVESTIMENTOS


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, inciso III

As contas classificadas em Investimentos compreendem as participações permanentes em outras


sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se
destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.

Exemplos:
Participações permanentes em
- Coligadas
outras sociedades
- Controladas

INVESTIMENTOS E
Direitos de qualquer natureza, não
Exemplos:
Bens quenonão
classificáveis se circulante,
ativo destinem àe que
não manutenção
se destinemda à atividade
- Obras de arte
manutenção da da
atividade da companhia ou da - Imóveis alugados
companhia ou da empresa
empresa. - Terrenos não utilizados

ATENÇÃO: Se o investimento for temporário, ele será classificado no Ativo Circulante (se
for de curto prazo) ou no Ativo Não Circulante Realizável a Longo prazo.

ATIVO NÃO CIRCULANTE - IMOBILIZADO


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, inciso IV

As contas classificadas no imobilizado são compostas pelos direitos que tenham por objeto bens
corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens (exemplo: leasing).

Bens corpóreos destinados à manutenção das


IMOBILIZADO
atividades da companhia ou exercidos
com essa finalidade

Note que são classificadas no ativo imobilizado as contas do ativo que têm
existência física e que são utilizadas nas operações da entidade.

Exemplos de Ativo Imobilizado:


 Imóveis utilizados pela Cia; Veículos; Móveis e Utensílios; Máquinas e
Equipamentos; Terrenos; Benfeitorias em Imóveis de Terceiros;
Instalações.

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RESUMO 05

OBSERVAÇÕES

O bem corpóreo que é mantido para aluguel a outros será considerado ativo
imobilizado se estiver diretamente ligado à atividade operacional da entidade.

 Exemplo 01: Uma empresa de auditoria exerce suas atividades em um


prédio próprio e aluga as vagas da garagem a seus funcionários. Nesse
caso, as vagas da garagem devem ser classificadas como ativo imobilizado.
01
 Exemplo 02: Os veículos de empresas de locação de veículos devem ser
classificados como ativo imobilizado.

No entanto, se a empresa possui um terreno que é alugado a terceiros e o


objetivo é obter renda, este bem deve ser classificado como Propriedade para
Investimento (Ativo Não Circulante - Investimento).

CPC 27 – ATIVO IMOBILIZADO


ITEM 7. O custo de um item de ativo imobilizado deve ser reconhecido como
ativo se, e apenas se:
02 (a) for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item
fluirão para a entidade; e

(b) o custo do item puder ser mensurado confiavelmente.

CPC 27 - ATIVO IMOBILIZADO


ITEM 8. Sobressalentes, peças de reposição, ferramentas e equipamentos de uso
interno são classificados como ativo imobilizado quando a entidade espera usá-
los por mais de um período.

03 Exemplo: A sociedade empresária “ZZ” adquiriu computadores para serem


utilizados por seus colaboradores, com a intenção de usá-los por três anos. A
sociedade empresária adquiriu, ao mesmo tempo, peças de reposição, com a
intenção de utilizá-las no período de vida útil dos computadores. Nesse caso,
tanto os computadores quanto as peças de reposição serão classificados como
Ativo Imobilizado no Balanço Patrimonial.

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RESUMO 05

ATIVO IMOBILIZADO (CPC 27)


MENSURAÇÃO NO RECONHECIMENTO
Base Normativa: Itens 15, 16, 17 e 19.

Um item do ativo imobilizado que seja classificado para reconhecimento como ativo deve ser
mensurado pelo seu custo de aquisição.

Preço de compra

Tributos
(exceto os recuperáveis)
CUSTO DO
IMOBILIZADO
Quaisquer custos diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local em condições de funcionamento

Estimativa dos custos de remoção do item e de


restauração do local (ao final da vida útil)

Tudo isso é somado para depois deduzirmos os:


 Descontos Comercias (incondicionais); e
 Abatimentos.

Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:


 Custos de benefícios aos empregados decorrentes do ativo imobilizado;
 Custos de preparação do local;
 Custos de frete e de manuseio (por conta do comprador);
 Custos de instalação e montagem;
 Custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente;
 Honorários profissionais.

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RESUMO 05

Exemplos de custos que NÃO são atribuíveis ao ativo imobilizado são:


 Custos de abertura de nova instalação;
 Custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço;
 Custos com propaganda e atividades promocionais;
 Custos da transferência das atividades para novo local;
 Custos da transferência das atividades para nova categoria de clientes;
 Custos de treinamento;
 Custos administrativos e outros custos indiretos.

ATIVO NÃO CIRCULANTE - INTANGÍVEL


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, inciso VI

As contas classificadas no intangível são compostas pelos direitos que tenham por objeto bens
incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o
fundo de comércio adquirido.

Bens incorpóreos destinados à


INTANGÍVEL
manutenção da companhia ou
exercidos com essa finalidade,
inclusive o fundo de comércio
adquirido.

Note que são classificadas no ativo INTANGÍVEL as contas do ativo que não têm
existência física, mas que destinadas às operações da entidade.

Exemplos de Ativo Intangível:


 Marcas; títulos de periódicos; Softwares; Licenças; Franquias; Direitos
autorais; Patentes; Direitos de Propriedade; Receitas; Fórmulas; Fundo de
comércio adquirido.

O QUE É FUNDO DE COMÉRCIO?


 Grosso modo, o fundo de comércio é aquele valor que você paga a mais
por adquirir uma empresa já “estabilizada” no mercado.

Explicando melhor: O fundo de comércio compreende todo o conjunto de bens


corpóreos (físicos), como máquinas e instalações, e incorpóreos (clientela,
faturamento, marca, banco de dados da empresa) que foram adquiridos ao longo
do tempo pelo empresário para o estabelecimento.

OBS: É importante lembrar que bens isolados não são considerados como fundo de
comércio, apenas patrimônios do empresário ou da sociedade empresarial. O que
caracteriza o fundo de comércio é a funcionalidade do conjunto dos bens.

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RESUMO 05

OBSERVAÇÕES

Se forem gerados internamente pela empresa, as marcas, os títulos de


01 publicações, as listas de clientes e outros itens similares, NÃO devem ser
reconhecidos como ativos intangíveis. (CPC 04, item 63)

Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios, o seu


custo deve ser o valor justo na data de aquisição. (CPC 04, item 35)

Exemplo: A Cia. Gama adquiriu o controle das Linhas Aéreas Épsilon S.A, que era
02
titular de direitos de operação em aeroportos das regiões Sudeste e Centro-Oeste
do Brasil. Ao contabilizar a aquisição das Linhas Aéreas Épsilon S.A, a Cia. Gama
deverá reconhecer esses direitos como ativo intangível, mensurado pelo valor
justo na data de aquisição.

MENSURAÇÃO DE INTANGÍVEL
03  Gerado internamente: Custo
 Aquisição via combinação de negócios: Valor Justo

SOFTWARE DENTRO DO HARDWARE


Para saber se um ativo que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como ativo
imobilizado ou como ativo intangível, a entidade avalia qual elemento é mais significativo.

Exemplo: Um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador


que não funciona sem esse software específico é parte integrante do referido
equipamento, devendo ser tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao
sistema operacional de um computador. Quando o software não é parte integrante
do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo intangível.

SOFTWARE DENTRO DO HARDWARE (EQUIPAMENTO)


O SOFTWARE É SIGNIFICATIVO O SOFTWARE NÃO É SIGNIFICATIVO

IMOBILIZADO INTANGÍVEL

Exemplo: Sistema Operacional Windows Exemplo: Pacote Office

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RESUMO 05

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV - Auditor do Ministério Público - MPE AL 2018) Uma entidade comprou um


computador por R$ 3.000. No computador estava embutido um software de
segurança no valor de R$ 500, que era intrinsicamente relacionado a ele. A vida dos
dois era estimada em três anos. A compra foi realizada à vista. Assinale a opção que
indica a contrapartida da diminuição do caixa nas demonstrações contábeis da
entidade.

a) Aumento de R$ 3.500 no ativo imobilizado (Gabarito)


b) Aumento de R$ 3.500 no ativo intangível. (pegadinha)

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 179, parágrafo único.

Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a
classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.

Exemplo: Se a empresa possui um ciclo operacional de 3 anos, serão classificadas


no ativo circulante (curto prazo) os direitos realizáveis em até 3 anos e serão
classificadas no ativo não circulante (longo prazo) os direitos realizáveis após 3
anos.

O QUE É CICLO OPERACIONAL?

É o prazo que a empresa leva para comprar matéria-prima, produzir, vender e


receber. Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de
mercadorias, venda e recebimento dos clientes.

Exemplo: Suponhamos que os produtos de uma empresa atacadista fiquem, em


média, 35 dias armazenados no estoque. Além disso, o Prazo Médio de
Recebimento dos clientes é de 27 dias.
Logo, temos:
 Ciclo Operacional = 35 + 27
 Ciclo Operacional = 62 dias

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RESUMO 05

ATIVO QUALIFICÁVEL
Base Normativa: CPC 20

Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para
ficar pronto para seu uso (ou venda).

Exemplo: Uma entidade obteve um empréstimo bancário no valor de R$ 100.000,


com prazo de 4 anos, para a construção de uma máquina para produção. Nesse
caso, essa máquina será classificada como Ativo Qualificável.

ATENÇÃO!

CPC 20 – CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS ATRIBUÍVEIS A ATIVO QUALIFICADO


ITEM 8. A entidade deve capitalizar os custos de empréstimos que são diretamente
atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativo qualificável como parte do
custo do ativo. A entidade deve reconhecer os outros custos de empréstimos como
despesa no período em que são incorridos.

Exemplo: Em 02/01/2021, uma entidade obteve um empréstimo bancário no valor de


R$ 50.000, com prazo de dois anos, para a construção de uma máquina para produção.
Os juros mensais do empréstimo eram de R$ 200. A empresa iniciou a construção do
ativo, em 03/01/2021, e concluiu em 31/12/2021. O ativo começou a ser utilizado em
01/03/2022. Nesse caso:

 De 03/01/2021 até 31/12/2021 (Período de construção do ativo) => os custos


do empréstimo deverão ser ativados, ou seja, a apropriação dos juros nesse
período (R$ 2.400) será contabilizada no Ativo Imobilizado (Qualificável).

 A partir de 01/01/2022 => o restante dos juros (R$ 2.400) será contabilizado
como despesa financeira.

ELEMENTOS DO ATIVO DECORRENTE DE OPERAÇÕES DE LONGO PRAZO


Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 183, inciso VIII

Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente,
sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

LONGO PRAZO
SERÃO AJUSTADOS Os ativos decorrentes
A VALOR PRESENTE de operações de
APENAS SE FOR
CURTO PRAZO
RELEVANTE

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RESUMO 05

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Ano]
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RESUMO 06

SUMÁRIO

Contextualização ............................................................................................................................... 02

Depreciação ...................................................................................................................................... 03

Valor Depreciável e Período de Depreciação .................................................................................... 04

Vida útil do Ativo ............................................................................................................................... 05

Depreciação de Terrenos e Edifícios ................................................................................................. 05

Métodos de Depreciação ................................................................................................................... 06

Mensuração do Imobilizado .............................................................................................................. 08

Considerações Finais ........................................................................................................................ 10

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje daremos continuidade à temida Contabilidade Geral com foco na FGV. Falaremos sobre
depreciação, amortização e exaustão dando ênfase no que de fato tem relevância, sempre
contextualizando o assunto e nos pautando no histórico de cobrança da banca.

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo do prof. Geovanni:

 [Link] (Esse vídeo tem 18 minutos)

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

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RESUMO 06

CONTEXTUALIZAÇÃO
Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 183, § 2°.

A diminuição do valor dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente


nas contas de:

1. DEPRECIAÇÃO
 Quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto
bens físicos sujeitos a desgaste por uso, ação da natureza ou obsolescência.

2. AMORTIZAÇÃO
 Quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de
direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com
existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de
utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.

3. EXAUSTÃO
 Quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de
direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens
aplicados nessa exploração.

Possui como objeto bens físicos


DEPRECIAÇÃO (Ativo Imobilizado)

Possui como objeto aquisição de direitos


AMORTIZAÇÃO por prazo legal ou contratual
(Ativo Intangível)

Possui como objeto recursos minerais ou


EXAUSTÃO florestais, ou bens aplicados nessa exploração

@RADEGONDESS 2
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RESUMO 06

DEPRECIAÇÃO
Base Normativa: CPC 27, itens 43 a 49

 É a despesa decorrente do desgaste de ativo imobilizado pelo uso ou ação da natureza.

ATENÇÃO: Cada componente de um item do ativo imobilizado com custo significativo em


relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente. Ou seja, a entidade
deve alocar o valor inicialmente reconhecido do ativo imobilizado aos componentes
significativos desse item e deve depreciá-los separadamente.

Exemplo: Pode ser adequado depreciar separadamente a estrutura e os motores de


aeronave.

No entanto, a entidade pode (facultativo) escolher depreciar separadamente os componentes de um


item que não tenham custo significativo em relação ao custo total do item.

DEVE DEPRECIAR Os componentes de um item que tenham custo


SEPARADAMENTE significativo em relação ao custo total do item

PODE DEPRECIAR Os componentes de um item que não tenham custo


SEPARADAMENTE significativo em relação ao custo total do item

A depreciação do período deve ser normalmente reconhecida no resultado. No entanto,


por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são absorvidos para a
produção de outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do custo de outro ativo,
devendo ser incluída no seu valor contábil.

Exemplo: a depreciação de máquinas e equipamentos de produção é incluída nos custos


de produção de estoque. De forma semelhante, a depreciação de ativos imobilizados
usados para atividades de desenvolvimento pode ser incluída no custo de um ativo
intangível reconhecido de acordo com o CPC 04 (Ativo Intangível).

@RADEGONDESS 3
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RESUMO 06

VALOR DEPRECIÁVEL E PERÍODO DE DEPRECIAÇÃO


Base Normativa: CPC 27, itens 50 a 56

O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor residual. O valor residual é
o valor do bem que não sofre depreciação, sendo, consequentemente, o valor do ativo imobilizado ao
final da sua vida útil.

Exemplo: Uma determinada entidade adquiriu um equipamento pelo custo de R$ 100.000. Se ela espera
vender este item ao final de sua vida útil por R$ 30.000 (valor residual), então seu valor depreciável é de
R$ 70.000.

VALOR DEPRECIÁVEL = CUSTO – VALOR RESIDUAL

O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil
estimada. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada exercício
e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como
mudança de estimativa contábil.

ATENÇÃO: O CPC 27, item 54, dispõe que o valor residual de um ativo pode aumentar. A
despesa de depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou
superior ao seu valor contábil.

A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e
em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A depreciação de um ativo
deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda (ou incluído em um grupo
de ativos classificado como mantido para venda) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que
ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso
normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de
depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero enquanto não houver produção.

INÍCIO DA Quando o imobilizado


DEPRECIAÇÃO estiver disponível para uso

FIM DA Quando o imobilizado é:


=> Classificado como mantido p/ venda; ou
DEPRECIAÇÃO => Baixado.

ATENÇÃO: A depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal.

@RADEGONDESS 4
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RESUMO 06

VIDA ÚTIL DO ATIVO


Base Normativa: CPC 27, Itens 06 e 57

Vida útil é o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; ou o número de
unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.

É o período de tempo durante o qual a


entidade espera utilizar o ativo
VIDA ÚTIL
DO ATIVO
É o número de unidades de produção que a
entidade espera obter pela utilização do ativo

A política de gestão de ativos da entidade pode considerar a alienação de ativos após um período
determinado. Por isso, a vida útil de um ativo pode ser menor do que a sua vida econômica. A
estimativa da vida útil do ativo é uma questão de julgamento baseado na experiência da entidade com
ativos semelhantes.

DEPRECIAÇÃO DE TERRENOS E EDIFÍCIOS


Base Normativa: CPC 27, itens 58 e 59

Terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo quando sejam
adquiridos conjuntamente. Com algumas exceções, como as pedreiras e os locais usados como aterro,
os terrenos têm vida útil ilimitada e, portanto, não são depreciados. Os edifícios têm vida útil limitada e,
por isso, são ativos depreciáveis. O aumento de valor de um terreno no qual um edifício esteja
construído não afeta o valor contábil do edifício.

Possuem vida útil ilimitada, por isso não são depreciados,


TERRENOS exceto as pedreiras e os locais usados como aterro.

EDIFÍCIOS Possuem vida útil limitada, por isso são depreciados.

ATENÇÃO: Se o custo do terreno incluir custos de desmontagem, remoção e restauração


do local, essa porção do valor contábil do terreno é depreciada durante o período de
benefícios obtidos ao incorrer nesses custos.

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RESUMO 06

MÉTODO DE DEPRECIAÇÃO
Base Normativa: CPC 27, itens 60 a 62-A

A entidade seleciona o método de depreciação que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios
econômicos futuros esperados incorporados no ativo. Esse método é aplicado consistentemente entre
períodos, a não ser que exista alteração no padrão do consumo.

Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma sistemática o valor
depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem:

 O método da linha reta


 O método dos saldos decrescentes
 O método de unidades produzidas

Além disso, o método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado pelo menos ao final de cada
exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, o método de depreciação
deve ser alterado para refletir essa mudança. Tal mudança deve ser registrada como mudança na
estimativa contábil.

MÉTODO DA LINHA RETA (LINEAR)

Nesse método a despesa com depreciação é constante (linear) ao longo da vida útil
estimado para o bem. O calculo da depreciação anual relaciona o valor depreciável com a
vida útil:

Depreciação Anual = Valor Depreciável / Vida útil

MÉTODO DOS SALDOS DECRESCENTES (MÉTODO COLE)

Nesse método a despesa com depreciação é decrescente ao longo de sua vida útil
(maiores despesas de depreciação no início da vida útil do bem).

Exemplo: Para o cálculo da depreciação anual de um ativo com vida útil de 5 anos temos
que somar os algarismos que formam o tempo de vida útil do bem (cinco anos), ou seja: 1
+ 2 + 3 + 4 + 5 = 15. Este será nosso denominador em todos os cálculos.

 Taxa de Depreciação do 1º ano = 5/15


 Taxa de Depreciação do 2º Ano = 4/15
 Taxa de Depreciação do 3º Ano = 3/15
 Taxa de Depreciação do 4º Ano = 2/15
 Taxa de Depreciação do 5º Ano = 1/15

Portanto, a Despesa de Depreciação do período será igual ao “Valor Depreciável”


multiplicado por sua respectiva taxa anual.

Exemplo: Se o valor depreciável for de R$ 100.000, então:


 A Despesa de Depreciação do 1º ano será de = R$ 100.000 × 5/15 = R$ 33.333,33
 A Despesa de Depreciação do 5º ano será de = R$ 100.000 × 1/15 = R$ 6.666,66

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RESUMO 06

MÉTODO DAS UNIDADES PRODUZIDAS (MÉTODO DO BENEFÍCIO GERADO)

É semelhante ao método anterior, mas relaciona-se com a estimativa da quantidade de


unidades produzidas ao longo da vida útil do bem. Para chegar à Taxa de Depreciação
Anual basta dividir a quantidade de unidades produzidas no período pela quantidade
estimada total para a vida útil do bem.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – MPE AL 2018) Em 01/06/2015, uma sociedade empresária comprou uma


máquina para produção de canetas por R$ 220.000. Na data, ela estimativa utilizar a
máquina por cinco anos e vende-la por R$ 20.000. A sociedade empresária estimava
utilizar a máquina para produzir um milhão de canetas, do seguinte modo:
 2015: 70.000
 2016: 100.000
 2017: 250.000
 2018: 250.000
 2019: 300.000
 2020: 30.000.

Assinale a opção que indica o valor da depreciação acumulada da sociedade


empresária, em 31/12/2017, admitindo que esta usa o método do benefício gerado
para depreciar os seus ativos imobilizados e que as previsões se confirmaram.

a) R$ 50.000,00.
b) R$ 70.000,00
c) R$ 84.000,00.
d) R$ 92.400,00.
e) R$ 100.000,00.

SOLUÇÃO:
A entidade usa o método do benefício gerado para depreciar os seus ativos
imobilizados. Temos que calcular a depreciação de acordo com a produção de canetas
até 31/12/2017 em relação à produção total esperada (R$ 1.000.000).

Como de 2015 a 2017 foram produzidas 420 mil unidades, o valor da depreciação
acumulada será:

Depreciação Acum = (Valor Depreciável) x (Unidades Produzidas/Produção Esperada)


Depreciação Acum = (220.000 – 20.000) x (420.000/1.000.000)
Depreciação Acum = 200.000 x (420/1000)
Depreciação Acum = 200 x 420
Depreciação Acumulada = 84.000

Gabarito: C

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RESUMO 06

ATIVO IMOBILIZADO (CPC 27)


MENSURAÇÃO NO RECONHECIMENTO
Base Normativa: Itens 15, 16, 17 e 19.

Pessoal, vamos repetir aqui o que devemos levar em consideração ao mensurar o “Custo do
Imobilizado”, pois ele precisa estar bem massificado na nossa memória antes de realizar as questões
sobre “depreciação”.

O custo de um item do ativo imobilizado compreende:


 Seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não
recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e
abatimentos;

 Quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição


necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela
administração;

 A estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de


restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a
obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como
consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes
da produção de estoque durante esse período.

Preço de compra

Tributos
(exceto os recuperáveis)
CUSTO DO
IMOBILIZADO
Quaisquer custos diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local em condições de funcionamento

Estimativa dos custos de remoção do item e de


restauração do local (ao final da vida útil)

Tudo isso é somado para depois deduzirmos os:


 Descontos Comercias (incondicionais); e
 Abatimentos.

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RESUMO 06

Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:


 Custos de benefícios aos empregados decorrentes do ativo imobilizado;
 Custos de preparação do local;
 Custos de frete e de manuseio (por conta do comprador);
 Custos de instalação e montagem;
 Custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente;
 Honorários profissionais.

Exemplos de custos que NÃO são atribuíveis ao ativo imobilizado são:


 Custos de abertura de nova instalação;
 Custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço;
 Custos com propaganda e atividades promocionais;
 Custos da transferência das atividades para novo local;
 Custos da transferência das atividades para nova categoria de clientes;
 Custos de treinamento;
 Custos administrativos e outros custos indiretos.

Veja estas questões da FGV e da FCC comentadas pelo prof. Igor Cintra:

 [Link]
(Coloque o vídeo em 4min e 15seg e assista até 11min)

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RESUMO 06

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos mais um resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 02: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 03: Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance
para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido
a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 07

SUMÁRIO

Passivo Exigível ................................................................................................................................... 02

Duplicatas Descontadas .................................................................................................................... 04

Empréstimos e Financiamentos ....................................................................................................... 06

Folha de Pagamentos e Benefícios a Empregados ........................................................................... 08

Debêntures ....................................................................................................................................... 13

Considerações Finais ........................................................................................................................ 16

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje estudaremos o Passivo Exigível. Com relação a esse assunto, observamos que a banca FGV
possui predileção pelas seguintes contas: (1) Duplicatas Descontadas; (2) Empréstimos e
Financiamentos; (3) 13º salário a Pagar; e (4) Debêntures.

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

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RESUMO 07

PASSIVO EXIGÍVEL
Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 180

As obrigações da companhia serão classificadas no passivo circulante quando se vencerem no exercício


seguinte, e no passivo não circulante se tiverem vencimento em prazo maior, observado o ciclo
operacional da entidade.

É importante frisarmos novamente a localização das contas do Passivo Exigível no


Balanço Patrimonial (BP), que é uma Demonstração estática, ou seja, um retrato do
patrimônio da entidade naquele determinado momento. Note, por exemplo, que o
Passivo Exigível (circulante e o não circulante) fica do lado direito do BP.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO

Ativo Circulante Passivo Circulante

Passivo Não Circulante


Ativo Não Circulante

Realizável a Longo Prazo PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Investimentos
Capital Social
Imobilizado
Reservas de Capital
Intangível Ajuste de Avaliação Patrimonial
Reservas de Lucros
(-) Ações em Tesouraria
(-) Prejuízos Acumulados

OBS: Vamos repetir esse quadro ao longo do resumo com a finalidade de massificar os elementos do BP na
memória daqueles que ainda não se habituaram com a tão temida Contabilidade. Se você já se considera um
concurseiro avançado, simplesmente ignore esse quadro e avance na matéria.

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RESUMO 07

Vamos ver também um quadro-resumo com exemplos de contas classificadas no Passivo Exigível:

PASSIVO EXIGÍVEL
PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE

➢ Dívidas de Curto Prazo ➢ Dívidas de Longo Prazo


➢ Fornecedores ➢ Fornecedores
➢ Duplicatas a pagar ➢ Duplicatas a pagar
➢ Notas Promissórias a pagar ➢ Notas Promissórias a pagar
➢ Contas a Pagar ➢ Contas a Pagar
➢ Dividendos a pagar ➢ Dividendos a pagar
➢ Empréstimos ➢ Empréstimos
➢ Financiamentos ➢ Financiamentos
➢ (-) Juros Passivos a Transcorrer ➢ (-) Juros Passivos a Transcorrer
➢ (-) Encargos Financeiros a Transcorrer ➢ (-) Encargos Financeiros a Transcorrer
➢ Tributos/Impostos a recolher ➢ Tributos/Impostos a recolher
➢ Provisões ➢ Provisões
➢ Duplicatas Descontadas ➢ Duplicatas Descontadas
➢ Adiantamento de Clientes ➢ Adiantamento de Clientes
➢ Receitas Diferidas (antecipadas) ➢ Receitas Diferidas (antecipadas)
➢ Debêntures ➢ Debêntures

Quando vencerem no exercício seguinte Quando vencerem após o exercício seguinte

OBS: A FGV já cobrou a separação de contas do Circulante e Não Circulante com base no período
de um ano após a data das Demonstrações, ou seja, se o Balanço for levantado em 30/06/X1 será
classificado no Circulante o que vencer até 30/06/X2 e no Não Circulante o que vencer a partir de
01/07/X2.

Como já ressaltamos anteriormente, a banca FGV possui predileção pelas seguintes contas:

✓ Duplicatas Descontadas
✓ Empréstimos e Financiamentos
✓ 13º Salário a Pagar
✓ Debêntures

Então, a partir de agora vamos estudar os principais aspectos relacionados a cada uma delas!

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RESUMO 07

DUPLICATAS DESCONTADAS
As Duplicatas Descontadas são uma espécie de empréstimo bancário e, por isso, são classificadas no
Passivo Exigível.

EXPLICANDO MELHOR

Antes de entendermos o conceito de Duplicatas Descontadas, precisamos


entender o conceito de Duplicatas.

A duplicata é um documento emitido junto da nota fiscal por uma empresa que
vende uma mercadoria (ou presta um serviço). Ela funciona como um título de
crédito. Ou seja, a empresa que vendeu seu produto (ou serviço) tem em mãos,
então, um documento que representa o compromisso do comprador em pagar o
vendedor em um momento futuro. Perceba que a empresa possui o direito de
receber um dinheiro futuro e registra isso no balanço patrimonial na conta
Duplicatas a Receber (Ativo). E aqui chegamos ao próximo conceito.

As duplicatas descontadas são usadas por uma empresa como garantia para
obter um empréstimo bancário. Como assim?

A empresa “X”, que não quer aguardar o momento futuro para receber o
dinheiro do seu comprador (exemplo: R$ 100.000), vai ao banco solicitar um
empréstimo e, como forma de garantia de pagamento do empréstimo, entrega a
duplicata, tratando a operação como um simples adiantamento do dinheiro
futuro. O banco empresta o dinheiro para a empresa, mediante um desconto
(exemplo: R$ 95.000) ajustado a valor presente, por isso o nome duplicatas
descontadas. Nesse momento, o comprador (cliente) das mercadorias da
empresa “X” passa a ser devedor do banco.

Os custos de transação diretamente associados à operação de desconto devem ser apresentados em


conta retificadora de passivo denominada Juros a Apropriar (ou Encargos Financeiros a Transcorrer),
que serão apropriados como despesa de acordo com o regime de competência.

Corresponde a um empréstimo

DUPLICATAS Caso o cliente não realize o pagamento


das duplicatas junto ao banco, a empresa
DESCONTADAS será cobrada

Juros a Apropriar (Encargos Financeiros a


Transcorrer) é uma conta retificadora do
Passivo Exigível

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RESUMO 07

LANÇAMENTOS EM UMA OPERAÇÃO DE DESCONTO DE DUPLICATAS

1. Lançamento da operação de venda da mercadoria:


D – Duplicatas a Receber (Clientes) R$ 100.000(Ativo)
C – Receita de Vendas R$ 100.000 (Resultado)

2. Lançamento da operação de desconto de duplicatas:


D – Disponibilidades R$ 88.000 (Ativo Circulante)
D – Juros a apropriar R$ 12.000 (Retificadora do Passivo Exigível)
C – Duplicatas Descontadas R$ 100.000 (Passivo Exigível)

3. Lançamento da apropriação mensal das despesas com juros:


D – Despesa de Juros R$ 1.000 (Resultado)
C – Juros a apropriar R$ 1.000 (Retificadora do Passivo Exigível)

OBS: Note que a empresa não efetua a baixa da conta duplicatas a receber no momento
da operação de desconto (lançamento 2), pois ela só será baixada após o pagamento pelo
cliente. Se o título não for quitado pelo cliente até o vencimento, o banco cobrará da
entidade.

Cliente pagou a Duplicata ao Banco Cliente NÃO pagou a Duplicata


D - Duplicatas Descontadas D - Duplicatas Descontadas
C - Duplicatas a Receber C - Disponibilidades

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RESUMO 07

EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 184 (incisos I, II e III); CPC 08 – R1 (itens 11 e 12)

O empréstimo é caracterizado pela captação de recursos sem destinação específica. Já o financiamento


é caracterizado pela captação de recursos com destinação específica (exemplo: financiamento de um
imóvel). Além disso, conforme o CPC 08 - R1 (Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e
Valores Mobiliários), o valor captado de empréstimos deve ser líquido de custos de transação, e os
custos incorridos (juros) devem ser apropriados ao longo do contrato.

LANÇAMENTOS EM UMA OPERAÇÃO DE EMPRÉSTIMO COM JUROS

1. Empréstimo de R$ 100.000 com juros de R$ 12.000:


D - Bancos R$ 100.000 (Ativo)
D - Juros a apropriar R$ 12.000 (Retificadora do Passivo Exigível)
C - Empréstimos a pagar R$ 112.000 (Passivo Exigível)

2. Lançamento de apropriação mensal das despesas com juros:


D - Juros passivos R$ 1.000 (Resultado)
C - Juros a apropriar R$ 1.000 (Retificadora do Passivo Exigível)

3. No pagamento:
D - Empréstimos a pagar R$ 112.000
C - Bancos R$ 112.000

DISPOSITIVOS PERTINENTES

CPC 20 – CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS ATRIBUÍVEIS A ATIVO QUALIFICADO


ITEM 7. Dependendo das circunstâncias, um ou mais dos seguintes ativos podem
ser considerados ativos qualificáveis:
✓ Estoques;
✓ Plantas industriais para manufatura;
✓ Usinas de geração de energia;
✓ Ativos intangíveis;
01
✓ Propriedades para investimentos;
✓ Plantas portadoras.

NÃO são ativos qualificáveis:


✓ Ativos financeiros;
✓ Estoques que são manufaturados;
✓ Ativos que estão prontos para seu uso (ou venda).

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RESUMO 07

DISPOSITIVOS PERTINENTES

O QUE SÃO ATIVOS QUALIFICÁVEIS?

02 ➢ Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um


período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda
pretendidos. (CPC 20, item 05)

CPC 20 – CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS ATRIBUÍVEIS A ATIVO QUALIFICADO


ITEM 8. A entidade deve capitalizar os custos de empréstimos que são
diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativo qualificável
como parte do custo do ativo. A entidade deve reconhecer os outros custos de
empréstimos como despesa no período em que são incorridos.

Exemplo: Em 02/01/2021, uma entidade obteve um empréstimo bancário no


valor de R$ 50.000, com prazo de dois anos, para a construção de uma máquina
para produção. Os juros mensais do empréstimo eram de R$ 200. A empresa
03 iniciou a construção do ativo, em 03/01/2021, e concluiu em 31/12/2021. O ativo
começou a ser utilizado em 01/03/2022. Nesse caso:

➢ De 03/01/2021 até 31/12/2021 (Período de construção do ativo) => os


custos do empréstimo deverão ser ativados, ou seja, a apropriação dos
juros nesse período (R$ 2.400) será contabilizada no Ativo Imobilizado
(Qualificável).

➢ A partir de 01/01/2022 => o restante dos juros (R$ 2.400) será


contabilizado como despesa financeira.

Quando a entidade quebrar um acordo contratual (covenant) de um


empréstimo de longo prazo, o passivo deve ser classificado como circulante
mesmo que o credor tenha concordado, APÓS a data do balanço, em não exigir
pagamento antecipado como consequência da quebra do covenant. O passivo
deve ser classificado como circulante porque, à data do balanço, a entidade não
04 tem o direito incondicional de diferir a sua liquidação durante pelo menos doze
meses após essa data. (CPC 26, item 74)

Entretanto, o passivo deve ser classificado como não circulante se o credor tiver
concordado, ATÉ a data do balanço, em proporcionar uma dilação de prazo, a
terminar pelo menos doze meses após a data do balanço. (CPC 26, item 75)

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RESUMO 07

FOLHA DE PAGAMENTO E BENEFÍCIOS A EMPREGADOS


A folha de pagamento é o documento elaborado mensalmente pela entidade, tenha ela fins lucrativos
ou não, contendo informações sobre a remuneração paga a todos os segurados a seu serviço. A
remuneração é definida como a soma daquilo que o empregado recebe a título de salário, gorjetas e
outros benefícios.

Exemplos que constituem a remuneração bruta (ou salário bruto) do empregado:


➢ Salário; Horas Extras; Adicionais; Gratificações; Férias; 13° salário; Comissões.

SALÁRIO BRUTO E LÍQUIDO


➢ Salário Bruto = Salário Base + Horas Extras + Gratificações/Adicionais/Comissões
➢ Salário Líquido = Salário Bruto + Salário Família + Auxílio Maternidade - Descontos

SALÁRIO FAMÍLIA E SALÁRIO MATERNIDADE

Apesar de ser uma obrigação do Governo, o pagamento é realizado pela entidade


empregadora, a qual terá um crédito tributário contra o Governo, de tal forma que a
compensação se dará em contrapartida com as obrigações junto à Previdência Social.

DESCONTOS
São valores subtraídos do salário bruto e repassados para terceiros (exemplo: órgãos
arrecadadores). Note que não são despesas para a empresa, pois ela retira esses valores
do salário do empregado (que já está computado como despesa).

Exemplos de Descontos:
➢ Contribuições Sindicais
➢ Contribuição para Previdência (parcela do empregado)
➢ Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF)

1. Reconhecimento da despesa com salários (ao final de cada mês trabalhado):


D - Despesa com Salários R$ 400.000 (Resultado)
C - INSS a recolher 11% R$ 44.000 (Passivo Exigível)
C - Salários a Pagar R$ 356.000 (Passivo Exigível)

2. Contabilização do pagamento dos salários (no início do mês seguinte ao trabalhado):


D - Salários a Pagar R$ 356.000 (Baixa do Passivo Exigível)
D - INSS a Recolher 11% R$ 44.000 (Baixa do Passivo Exigível)
C - Caixa (ou bancos) R$ 400.000 (Ativo Circulante)

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RESUMO 07

COMPENSAÇÕES
➢ São adiantamentos concedidos.
➢ Exemplos: adiantamento de salários, adiantamento de 13º, adiantamento de férias.

Lançamentos da empresa:
1. Na data do adiantamento:
D - Adiantamento R$ 30.000 (Ativo Circulante)
C - Caixa ou Bancos R$ 30.000 (Ativo Circulante)

2. Na data de competência da despesa (final do mês trabalhado):


D - Despesa com salários R$ 30.000 (Resultado)
C - Salários a Pagar R$ 30.000 (Passivo Exigível)

3. Pagamento dos salários (início do mês seguinte ao trabalhado):


D - Salários a pagar R$ 30.000 (Baixa do Passivo Exigível)
C - Adiantamento R$ 30.000 (Baixa do Ativo Circulante)

ENCARGOS SOCIAIS
São calculados sobre o valor Bruto da Folha de pagamentos das empresas. Além do
salário, os Encargos Sociais também são despesas do empregador (empresa).

Exemplos:
➢ INSS Patronal (Encargos da previdência - INSS "Parte Empresa")
➢ FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)

Lançamentos da empresa:
Apropriação do FGTS (ao final do mês de competência):
D - Encargo Social (Despesa com FGTS: Resultado)
C - FGTS a Recolher (Passivo Circulante)

Apropriação do INSS (ao final do mês de competência):


D - Encargo Social (Despesa com INSS: Resultado)
C - INSS a Recolher (Passivo Circulante)

ATENÇÃO: Fique atento em relação à diferença entre o tratamento dado ao INSS


dos empregados e o INSS Patronal. Enquanto o INSS do empregado (normalmente
de 11%) é apenas uma retenção que a empresa faz, o INSS patronal é uma despesa
(um gasto extra).

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RESUMO 07

INSS
É apenas uma RETENÇÃO
PARTE DO EMPREGADO

INSS
É uma DESPESA (um gasto extra)
PARTE DO EMPREGADOR

EXEMPLO

Exemplo: Determinada empresa possui uma folha de pagamentos com as seguintes


informações:
✓ Salários: R$ 90.000
✓ Horas extras: R$ 10.000
✓ Salário Família: R$ 2.000
✓ INSS empregado: 11%
✓ INSS Patronal: 20%
✓ FGTS: 8%

Qual a despesa com salários que essa empresa deve contabilizar mensalmente? Qual o
valor de salários a pagar? Obs: Não considerar 13º e férias (se o problema não citar,
não considerem esses itens).

Salário Bruto = Salário + Horas Extras = 90.000 + 10.000 = R$ 100.000


Salário Família = R$ 2.000,00
Descontos: INSS empregado = 11% x Salário Bruto = 11% x 100.000,00 = R$ 11.000

Encargos Sociais: FGTS + INSS patronal


Encargos Sociais = (8% x Salário Bruto) + (20% x Salário Bruto)
Encargos Sociais = (8% x 100.000) + (20% x 100.000)
Encargos Sociais = 8.000 + 20.000 = 28.000

Despesa com salários = Salário + Horas Extras + FGTS + INSS patronal


Despesa com salários = 90.000 + 10.000 + 8.000 + 20.000 = R$ 128.000

Salários a Pagar (Salário Líquido) = Salário + Horas Extras + Salário família + Auxílio
Maternidade – IRRF – INSS (empregado)
Salários a Pagar (Salário Líquido) = 90.000 + 10.000 + 2.000 + 0 - 0 - 11.000
Salários a Pagar (Salário Líquido) = R$ 91.000

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RESUMO 07

13º SALÁRIO (ou GRATIFICAÇÃO NATALINA)


É o salário "extra" que os funcionários têm direito a receber no final do ano (o funcionário
recebe 12 salários referentes a cada mês do ano mais este 13º salário). Nesse caso, as
empresas devem fazer uma apropriação mensal de 1/12 do salário do empregado
(duodécimos = décima segunda parte).

Exemplo: Em uma empresa que possui uma folha mensal de R$ 120.000 com salários, os
lançamentos a serem feitos referentes ao 13º são:

1. Apropriação de despesa com 13º (este lançamento deve ser feito mensalmente)
D - Despesa com 13ª salário (Resultado) R$ 10.000
C - 13º salário a Pagar (Passivo Circulante) R$ 10.000

2. No momento do pagamento:
D - 13º salário a Pagar (Passivo Circulante) R$ 120.000
C - Caixa ou Bancos (Ativo Circulante) R$ 120.000

FÉRIAS
As empresas devem apropriar 1/12 do salário mais um adicional de 1/3 (abono
pecuniário) mensalmente.

Exemplo: Se uma empresa possui uma folha mensal de R$ 120.000 com salários, ela terá
uma despesa anual de R$ 40.000 (um terço) com férias. Os lançamentos a serem feitos
referentes às férias são:

1. Apropriação mensal das despesas com ferias:


D - Despesa com Férias (Resultado) R$ 3.333,33 (40.000 / 12)
C - Férias a Pagar (Passivo Circulante) R$ 3.333,33

2. No momento do pagamento:
D - Férias a Pagar (Passivo Circulante) R$ 40.000
C - Caixa ou Bancos (Ativo Circulante) R$ 40.000

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RESUMO 07

EXEMPLO

(FGV – IMBEL 2021) No ano de X0, uma empresa pagava, mensalmente, R$ 840.000 a
seus funcionários por conta dos salários. Em setembro, a empresa comunicou aos
funcionários que, a partir de outubro, os salários teriam aumento de 20%. Assinale a
opção que indica a despesa com a provisão para 13º salário contabilizada em outubro
pela empresa, desconsiderando os encargos.

a) R$ 70.000
b) R$ 84.000
c) R$ 126.000
d) R$ 196.000
e) R$ 210.000

Comentário: Antes de resolver esta questão, precisamos ter em mente que o 13º
salário é pago com base na remuneração de dezembro. Ou seja, independentemente
do que foi provisionado antes, devemos realizar um ajuste nos meses anteriores, pois
houve um aumento posterior. A partir disso, podemos resolver a questão:

Se a empresa pagava, mensalmente, R$ 840.000 a seus funcionários, então em


dezembro ela pagaria isso de 13º salário se não tivesse aumento em outubro. Logo, ela
fez a provisão mensal de janeiro a setembro com base nesse valor, ou seja:
D – Despesas com 13º salário R$ 70.000 (840.000/12)
C – 13º Salário a Pagar R$ 70.000

No entanto, em setembro, a empresa comunicou aos funcionários que, a partir de


outubro, os salários teriam aumento de 20%, ou seja, a empresa vai pagar
mensalmente R$ 1.008.000 a seus funcionários. Isso significa que ela deveria ter
provisionado R$ 84.000 mensais (1.008.000/12) a título de 13º salário, mas como ela
não sabia desse aumento não o fez. Portanto, agora ela deverá fazer o ajuste dessa
diferença (84.000 – 70.000) entre os meses de janeiro a setembro (9 meses).

Ajuste da diferença = 14.000 x 9 = R$ 126.000

Por tudo isso, a despesa com a provisão para 13º salário contabilizada em outubro pela
empresa será de:
➢ Despesa com provisão de outubro = R$ 84.000 + R$ 126.000
➢ Despesa com provisão de outubro = R$ 210.000

Gabarito: E

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RESUMO 07

DEBÊNTURES

São títulos de créditos emitidos por Sociedades Anônimas para captação de recursos (dinheiro) de
terceiros. É como se fosse um empréstimo que uma Companhia realiza junto a terceiros, ou seja, a Cia
emite a Debênture, o terceiro compra (aplica seu dinheiro) e fica assegurado o direito contra a emissora
(Cia) de receber seu dinheiro de volta com juros ao final do prazo estipulado no título. Além disso, existe
a possibilidade de conversão das debêntures em ações da entidade.

São títulos negociáveis registrados no passivo


DEBÊNTURES circulante, ou no não circulante.

Contabilização da Captação de Recursos

No momento da captação de recursos via emissão de debêntures a entidade deverá


reconhecer um Passivo Exigível correspondente. Assim:

D – Caixa (ou Bancos) R$ 12.400 (↑ Ativo)


C – Debêntures a Pagar R$ 10.000 (↑ Passivo Exigível)
C – Prêmio de Debêntures a Apropriar R$ 2.400 (↑ Passivo Exigível)

O QUE É PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES?


➢ São valores recebidos na emissão de debêntures acima do valor nominal
determinado para a liquidação. Ou seja, é um excedente de capital.

OBS: Note que o prêmio na emissão de debêntures da entidade não será reconhecido de
imediato em seu resultado, mas sim mensalmente, de acordo com o Regime de
Competência, ou seja, ao longo do tempo, dando baixas parciais nessa conta do Passivo
Exigível até sua completa baixa.

D – Prêmio de Debêntures a Apropriar R$ 200 (↓ Passivo Exigível)


C – Prêmio de Debêntures R$ 200 (↑ Resultado)

ATENÇÃO: A banca FGV entende que o valor do prêmio registrado em conta do passivo
será apropriado ao resultado como redutor das despesas financeiras, ou seja, deve-
se creditar as despesas.

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RESUMO 07

DETALHE: Se a empresa “A” investe (aplica seu dinheiro) em Debêntures da empresa “B”,
então na empresa “A” as Debêntures serão classificadas no Ativo. Nesse caso, trata-se de
um investimento que rende juros em títulos de outra empresa.

Empresa emite DEBÊNTURES Registra no PASSIVO.

Empresa investe em DEBÊNTURES Registra no ATIVO.

ATENÇÃO!

CPC 26 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

ITEM 56. Na situação em que a entidade apresente separadamente seus ativos


e passivos circulantes e não circulantes, os impostos diferidos ativos (passivos)
NÃO devem ser classificados como ativos circulantes (passivos circulantes).

➢ Comentário: Os impostos diferidos serão classificados no Ativo Não


circulante (se for um direito) ou no Passivo Não circulante (se for uma
obrigação), independentemente do prazo.

Caso ainda não tenha entendido, segue um vídeo de 2 minutos:


➢ [Link]

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RESUMO 07

CPC 08
(CUSTOS DE TRANSAÇÃO E PRÊMIOS NA EMISSÃO DE TÍTULOS)
CAPTAÇÃO DE RECURSOS CAPTAÇÃO DE RECURSOS
PARA O CAPITAL PRÓPRIO DE TERCEIROS

ITEM 05 ITEM 13

Os custos de transação incorridos na


Os custos de transação incorridos na
captação de recursos por meio da
captação de recursos por intermédio da
contratação de instrumento de dívida
emissão de títulos patrimoniais devem
(empréstimos, financiamentos ou títulos
ser contabilizados, de forma
de dívida tais como debêntures, notas
destacada, em conta redutora de
comerciais ou outros valores mobiliários)
patrimônio líquido, deduzidos os
devem ser contabilizados como redução
eventuais efeitos fiscais, e os prêmios
do valor justo inicialmente reconhecido
recebidos devem ser reconhecidos em
do instrumento financeiro emitido, para
conta de reserva de capital.
evidenciação do valor líquido recebido.

Gastos com a emissão de AÇÕES Gastos com a emissão de DEBÊNTURES


(Conta Redutora do PL) (Conta redutora do Passivo)

Prêmios recebidos na emissão de AÇÕES Prêmios recebidos na emissão de DEBÊNTURES


(Contabiliza na Reserva de Capital no PL) (Contabiliza no Passivo Exigível)

AÇÕES são títulos patrimoniais DEBÊNTURES são títulos de dívida

Exemplo 01: Uma entidade emitiu DEBÊNTURES no valor de R$ 10.000, com gastos para
colocação dos papéis no mercado de R$ 2.400.

D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)


D – Gastos com a emissão de DEBÊNTURES R$ 2.400 (↓ Retificadora do Passivo)
C – Debêntures a Pagar R$ 10.000 (↑ Passivo Exigível)

Exemplo 02: Uma entidade emitiu AÇÕES no valor de R$ 10.000, com gastos para colocação dos
papéis no mercado de R$ 2.400.

D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)


D – Gastos com a emissão de AÇÕES R$ 2.400 (↓ Retificadora do PL)
C – Capital Social R$ 10.000 (↑ PL)

Veja a resolução destas questões com o prof. Igor Cintra:


➢ [Link] (tem 08 minutos)
➢ [Link] (tem 04 minutos)

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RESUMO 07

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance
para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido
a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 08

SUMÁRIO

Patrimônio Líquido ............................................................................................................................ 02

Capital Social ..................................................................................................................................... 03

Reservas de Capital ............................................................................................................................ 04

Gastos com Emissão de Ações ........................................................................................................... 05

Ágio na Emissão de Ações ................................................................................................................. 06

Reservas de Lucros ............................................................................................................................ 08

Reservas para Contingências ............................................................................................................. 09

Reservas de Incentivo Fiscal .............................................................................................................. 09

Reserva Legal ..................................................................................................................................... 10

Reserva de Lucros a Realizar ............................................................................................................. 11

Ajustes de Avaliação Patrimonial ...................................................................................................... 13

Ações em Tesouraria ......................................................................................................................... 13

Considerações Finais ........................................................................................................................ 15

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje estudaremos o assunto Patrimônio Líquido (PL) na visão da FGV. Falaremos sobre as
contas que compõem o PL com previsão na lei 6.404/76 e daremos ênfase àquelas que possuem maior
relevância, sempre contextualizando o assunto e nos pautando no histórico de cobrança da banca.

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo da prof. Camila Sá:

 [Link] (Esse vídeo tem 17 minutos)

Bons estudos!

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RESUMO 08

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
No balanço patrimonial, a diferença entre o valor dos ativos e o dos passivos representa o Patrimônio
Líquido, que é o valor contábil pertencente aos acionistas ou sócios. De acordo com a lei 6.404/76 (art.
178, § 2º, inciso III), o PL pode ser dividido em 6 contas:

CAPITAL SOCIAL

RESERVAS DE CAPITAL

AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL


PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
(art. 178, § 2º, inciso III) RESERVAS DE LUCROS

AÇÕES EM TESOURARIA

PREJUÍZOS ACUMULADOS

Em regra, as contas do Patrimônio Líquido possuem natureza credora. No entanto, existem algumas
contas que possuem natureza devedora (retificadoras do PL). Colocaremos um quadro abaixo com
alguns exemplos para realizarmos essa comparação.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

NATUREZA CREDORA NATUREZA DEVEDORA

Representam a parte positiva (+) Representam a parte negativa (-)

Capital Social Capital a Realizar

Reservas de Capital Gastos com a Emissão de Ações

Reservas de Lucros Ações em Tesouraria

Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Avaliação Patrimonial

Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes Acumulados de Conversão

Lucros Acumulados Prejuízos acumulados

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RESUMO 08

ATENÇÃO: Note que as contas “Ajustes de Avaliação Patrimonial” e “Ajustes Acumulados


de Conversão” podem apresentar saldo credor ou devedor. Vale ressaltar também que a
conta Ajustes Acumulados de Conversão está prevista no CPC 02 e não na lei 6.404/76.

CAPITAL SOCIAL
Compreende o montante que os sócios se comprometem a entregar para entidade. Ele é divido em
Capital Integralizado e Capital a Integralizar.

1. Capital Integralizado (Realizado)


 É a parcela do capital social efetivamente entregue pelos sócios para a constituição da
companhia.

2. Capital a Integralizar (a Realizar)


 É a parcela ainda não entregue pelos sócios à entidade.

ATENÇÃO: Segundo o art. 182 da Lei 6.404/76 a conta do capital social discriminará o
montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. Ou seja, a conta do
Capital Social evidenciará o Capital Social Integralizado (ou Realizado).

Capital Social Subscrito


( – ) Capital Social a Integralizar
( = ) Capital Social Integralizado

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – COMPESA 2018) Em relação ao patrimônio líquido de uma entidade, o valor


que deve compor o saldo da conta de Capital Social é o capital

a) subscrito.
b) líquido.
c) realizado. [Gabarito]
d) acumulado.
e) autorizado.

O QUE É CAPITAL SOCIAL AUTORIZADO?


 É um limite de Capital dentro do qual a Assembleia Geral ou o Conselho de
Administração pode autorizar um aumento de capital social de forma
independente da reforma estatutária.

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RESUMO 08

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – TCE PI 2021) A empresa Alfa foi constituída em 02/01/2020 por dois sócios, Sr.
X e Sr. Y. O capital social da empresa foi subscrito no valor de R$ 100.000,00. O capital
foi constituído de quotas igualmente divididas entre os dois sócios. O Sr. X integralizou
a sua parte em dinheiro no ato de constituição da empresa, que foi depositada no
banco em que a empresa abriu uma conta. Já o Sr. Y integralizou a parte dele com um
veículo no valor de R$ 30.000,00 e o restante ficou para ser integralizado em espécie
em 90 dias. De acordo com o texto, no momento da constituição da empresa, o
patrimônio líquido tem o valor de:

a) R$ 100.000,00
b) R$ 80.000,00
c) R$ 50.000,00
d) R$ 30.000,00
e) R$ 20.000,00

SOLUÇÃO:
Segundo o art. 182 da Lei 6.404/76 a conta do capital social discriminará o montante
subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. Ou seja, a conta do Capital
Social evidenciará o Capital Social Integralizado (ou Realizado).

Capital Social Subscrito __________________ 100.000


( – ) Capital Social a Integralizar ___________ 20.000
( = ) Capital Social Integralizado ___________ 80.000 [Gabarito: B]

RESERVAS DE CAPITAL
São receitas que não transitam pelo resultado do exercício e que ficam no Patrimônio Líquido da
entidade. Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:

 Ágio na emissão de ações


 Alienação de Partes Beneficiárias
 Alienação de Bônus de Subscrição

Bônus de subscrição são títulos negociáveis emitidos no limite do capital social


autorizado, ou seja, são papeis emitidos pela empresa que dão direito de preferência na
subscrição de capital.

Partes Beneficiárias são títulos que podem ser criados a qualquer tempo pelas sociedades
anônimas de capital fechado com a finalidade de captar recursos e beneficiar algumas
partes (por isso o nome “partes beneficiárias”) com a participação de no máximo 10% do
lucro da empresa. Exemplos de partes beneficiárias: acionistas, fundadores, empregados,
clientes, entre outros.

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RESUMO 08

Absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros


acumulados e as reservas de lucros

Resgate, reembolso ou compra de ações

As reservas de capital
somente poderão ser
utilizadas para: Resgate de partes beneficiárias

(art. 200, Lei 6.404)

Incorporação ao capital social

Pagamento de dividendo a ações preferenciais,


quando essa vantagem lhes for assegurada

GASTOS COM EMISSÃO DE AÇÕES


É uma conta retificadora do PL que representa despesas necessárias para a emissão de ações.
Posteriormente são compensadas como contrapartida de uma Reserva de Capital ou redução do Capital
Social. Caso não haja sucesso na emissão das novas ações, tais gastos serão lançados diretamente como
despesas do exercício.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – SEFIN RO 2018) No ano de 2016, a Cia. ABC abriu seu capital por meio da
emissão de títulos patrimoniais. Os custos de transação, diretamente atribuíveis à
emissão, foram de R$ 10.000. Assinale a opção que indica onde foram reconhecidos os
custos de transação nas Demonstrações Contábeis, de 31/12/2016, da Cia. ABC.

a) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Outras Despesas Operacionais.


b) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Despesa Financeira.
c) No Balanço Patrimonial como Despesa Antecipada.
d) No Balanço Patrimonial como Reserva de Capital.
e) no Balanço Patrimonial, como redutor do Patrimônio Líquido, na conta Custo com
a emissão de Ações. [Gabarito]

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RESUMO 08

ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES


O ágio (CPC 08 chama de “prêmio”) é a diferença positiva entre o valor recebido na venda de uma ação
e o seu valor patrimonial, ou seja, é a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor
nominal.

Explicando melhor: Quando uma ação emitida é vendida por um valor superior ao seu
valor nominal ou a ela atribuído (no caso de não existir valor nominal), essa diferença é
contabilizada na conta Reserva de Capital, dentro do patrimônio líquido, denominada ágio
na emissão de ações.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV - Consultor do Tesouro SEFAZ ES 2022) Em 02/01/X0, uma sociedade empresária


emitiu 500.000 novas ações com valor nominal de R$ 1,00. O custo com a emissão de
ações foi de R$ 20.000. As ações foram integralizadas por R$ 550.000. Assinale a opção
que indica o aumento provocado pela emissão no patrimônio líquido da sociedade
empresária.

c) R$ 530.000

SOLUÇÃO:
Capital Social R$ 500.000 (500.000 novas ações com valor nominal de R$ 1,00)
(-) Gasto com emissão de ações 20.000
+ Ágio na emissão de ações 50.000
= 530.000,00

A título de curiosidade, vamos ver como seria o lançamento:


D - Caixa (ou Bancos) R$ 530.000 (↑ Ativo)
D - Gastos com emissão de ações R$ 20.000 (↓ Retificadora do PL)
C - Ágio na Emissão de Ações - Reserva de capital R$ 50.000 (↑ PL)
C - Capital Social R$ 500.000 (↑ PL)

OBS: O CPC 08, item 06, dispõe que o prêmio (ágio) deve ser utilizado para absorver
os custos de transação. Ou seja, o lançamento deve ser efetuado da seguinte forma:
D - Caixa (ou Bancos) R$ 530.000 (↑ Ativo)
C - Ágio na Emissão de Ações - Reserva de capital R$ 30.000 (↑ PL)
C - Capital Social R$ 500.000 (↑ PL)

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RESUMO 08

CPC 08
(CUSTOS DE TRANSAÇÃO E PRÊMIOS NA EMISSÃO DE TÍTULOS)
CAPTAÇÃO DE RECURSOS CAPTAÇÃO DE RECURSOS
PARA O CAPITAL PRÓPRIO DE TERCEIROS

ITEM 05 ITEM 13

Os custos de transação incorridos na


Os custos de transação incorridos na
captação de recursos por meio da
captação de recursos por intermédio da
contratação de instrumento de dívida
emissão de títulos patrimoniais devem
(empréstimos, financiamentos ou títulos
ser contabilizados, de forma
de dívida tais como debêntures, notas
destacada, em conta redutora de
comerciais ou outros valores mobiliários)
patrimônio líquido, deduzidos os
devem ser contabilizados como redução
eventuais efeitos fiscais, e os prêmios
do valor justo inicialmente reconhecido
recebidos devem ser reconhecidos em
do instrumento financeiro emitido, para
conta de reserva de capital.
evidenciação do valor líquido recebido.

Gastos com a emissão de AÇÕES Gastos com a emissão de DEBÊNTURES


(Conta Redutora do PL) (Conta redutora do Passivo)

Prêmios recebidos na emissão de AÇÕES Prêmios recebidos na emissão de DEBÊNTURES


(Contabiliza na Reserva de Capital no PL) (Contabiliza no Passivo Exigível)

AÇÕES são títulos patrimoniais DEBÊNTURES são títulos de dívida

Exemplo 01: Uma entidade emitiu DEBÊNTURES no valor de R$ 10.000, com gastos para
colocação dos papéis no mercado de R$ 2.400.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)
D – Gastos com a emissão de DEBÊNTURES R$ 2.400 (↓ Retificadora do Passivo)
C – Debêntures a Pagar R$ 10.000 (↑ Passivo Exigível)

Exemplo 02: Uma entidade emitiu AÇÕES no valor de R$ 10.000, com gastos para colocação dos
papéis no mercado de R$ 2.400.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)
D – Gastos com a emissão de AÇÕES R$ 2.400 (↓ Retificadora do PL)
C – Capital Social R$ 10.000 (↑ PL)

OBS: Se tiver ÁGIO e GASTOS na emissão de AÇÕES, o CPC 08 (item 06) dispõe que o prêmio
(ágio) deve ser utilizado para absorver os custos (gastos) de transação.

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RESUMO 08

RESERVAS DE LUCROS
São contas constituídas com origem nos lucros da empresa para utilização posterior. Dessa forma, o
lançamento de constituição de uma Reserva de Lucros será:

D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)


C – Reserva de Lucros (↑ Patrimônio Líquido)

A reversão de saldo não utilizado em uma Reserva de Lucros será registrada de forma inversa:

D – Reserva de Lucros (↓ Patrimônio Líquido)


C – Lucros Acumulados (↑ Patrimônio Líquido)

ATENÇÃO: Note que a constituição e a reversão de uma Reserva de Lucros é um


fato permutativo (entre contas do próprio PL).

Reserva Legal

Reserva Estatutária

Reserva para Contingências

Reserva de Incentivos Fiscais


RESERVAS
DE LUCROS Reserva de Retenção de Lucros

Reserva de Lucros a Realizar

Reserva Especial para


Dividendos Obrigatórios

Reserva de Lucros Específica

AVISO: Poderíamos conceituar cada uma das Reservas de Lucros, mas aí


deixaríamos de ter um resumo. A ideia aqui deste material é ganharmos tempo e
para isso direcionamos o estudo para a banca FGV. Nesse sentido, vamos falar
apenas das contas que a banca mais gosta de cobrar, ou seja:

 Reserva para Contingências


 Reserva de Incentivos Fiscais
 Reserva Legal
 Reserva de Lucros a Realizar

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RESUMO 08

RESERVAS PARA CONTINGÊNCIAS


O Art. 195 da Lei 6.404/76 dispõe que a assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da
administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar,
em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser
estimado. Ou seja, é uma a reserva constituída no PL com o objetivo de segregar uma parcela de
lucros, correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras, que deverão diminuir o resultado
em exercícios futuros.

Equalizar a distribuição de dividendos


OBJETIVO DA quando se prevê prejuízo ou diminuição
RESERVA DE CONTINGÊNCIAS no lucro líquido, decorrentes de fatos
extraordinários futuros.

ATENÇÃO: Não confunda:

 Reserva para Contingências => Conta do Patrimônio Líquido


 Provisão para Contingências => Conta do Passivo Exigível
 Passivo Contingente => Não é reconhecido em nenhuma classe

RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS


O art. 195-A da lei 6.404/76 dispõe que a assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de
administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de
doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de
cálculo do dividendo obrigatório.

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RESUMO 08

RESERVA LEGAL
A reserva legal é uma das espécies da Reserva de Lucros e tem por finalidade assegurar a integridade do
capital social. Ela somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Além
disso, antes de qualquer outra destinação, 5% do lucro líquido do exercício (LLE) serão aplicados na
constituição da reserva legal, que não excederá de 20% do capital social.

RESERVA LEGAL

Somente poderá
5% do lucro Não pode exceder
ser utilizada para
É uma das líquido serão 20% do capital
compensar
espécies de aplicados na social
prejuízos ou
Reserva de Lucros constituição da
aumentar o Limite Obrigatório
reserva legal
capital

ATENÇÃO: O art. 193, § 1º, da lei 6.404/76, dispõe que a companhia poderá
(facultativo) deixar de constituir a reserva legal (RL) no exercício em que o saldo
dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital (RC), exceder de
30% do capital social (CS).

Traduzindo:
 A companhia poderá deixar de constituir a RL se => RL + RC > 30% do CS.
 Esse limite é chamado de Limite facultativo.

Veja esta questão sobre Reserva Legal comentada pelo prof. Igor Cintra:

 [Link] (Esse vídeo tem 08min)


(A banca é a AOCP, porém é uma excelente questão para consolidar o entendimento)

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RESUMO 08

RESERVA DE LUCROS A REALIZAR


Nos termos do art. 197 da lei 6.404/76, no exercício em que o montante do dividendo obrigatório
ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por proposta
dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. A ideia é
evitar que a companhia pague dividendos sobre lucros que ainda não entraram no caixa.

Explicando melhor: Imagine que uma empresa teve lucro suficiente a ponto de distribuir
dividendos. Contudo, parte desse lucro não se realizou (não virou dinheiro $$ ainda).
Nesse caso, a empresa deve criar uma conta chamada "reserva de lucros a realizar" (RLR),
com a finalidade de não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela que ainda não
foi realizada do lucro líquido. Quando o Lucro for realizado (transformado em $$), a
empresa reverte essa RLR e paga os dividendos no próximo período.

Exemplo:
 Lucro Líquido = R$ 100.000
 Lucro Líquido Realizado = R$ 40.000
 Dividendos Obrigatórios = R$ 50.000
 Reserva de Lucros a realizar = R$ 10.000 (montante do dividendo obrigatório que
ultrapassou a parcela realizada do lucro líquido)

Resultado positivo com equivalência patrimonial

SÃO CONSIDERADOS
LUCROS NÃO REALIZADOS
(art. 197, §1º, lei 6.404)
Lucro, rendimento ou ganhos líquidos cuja
realização financeira se dê no longo prazo
(exemplo: vendas de longo prazo)

Logo, o Lucro Realizado é calculado da seguinte forma:


(+) Lucro Líquido do Exercício
(-) Resultado positivo de equivalência patrimonial
(-) Lucro com realização financeira de Longo Prazo
= Lucro realizado financeiramente

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RESUMO 08

LANÇAMENTOS DA CONTA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR

1. Na constituição da Reserva de Lucros a Realizar


D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Reserva de Lucros a Realizar (↑ Patrimônio Líquido)

2. Na reversão da Reserva de Lucros a Realizar (ocorre quando o lucro é realizado $$)


D – Reserva de Lucros a Realizar (↓ Patrimônio Líquido)
C – Lucros Acumulados (↑ Patrimônio Líquido)

3. Na distribuição de Dividendos
D – Lucros Acumulados (↓ Patrimônio Líquido)
C – Dividendos a Pagar (↑ Passivo)

Veja esta questão da FGV sobre Reserva de Lucros a Realizar comentada pelo prof. Igor
Cintra:

 [Link] (tem 09 minutos)

QUADRO COMPARATIVO

RESERVA DE CAPITAL RESERVA DE LUCROS

 Reserva Legal
 Ágio na emissão de ações
 Reserva Estatutária
 Alienação de Partes Beneficiárias
 Reserva para Contingências
 Alienação de Bônus de Subscrição
 Reserva de Incentivos Fiscais
 Reserva de Retenção de Lucros
 Reserva de Lucros a Realizar
 Reserva Especial para Dividendos
Obrigatórios
 Reserva de Lucros Específica

QUADRO COMPARATIVO

RESERVA LEGAL RESERVA DE LUCROS A REALIZAR


Finalidade: Finalidade:
 Compensar Prejuízo  Compensar Prejuízo
 Aumentar o Capital Social  Pagamento de dividendos

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RESUMO 08

AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL


O art. 182, § 3º, da lei 6.404 dispõe que serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial,
enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em
decorrência da sua avaliação a valor justo.

São as contrapartidas de aumentos ou


AJUSTES DE diminuições de valor atribuídos a
AVALIAÇÃO PATRIMONIAL elementos do ativo e do passivo, em
decorrência da sua avaliação a valor justo.

AÇÕES EM TESOURARIA
É uma conta retificadora do PL representativa das ações adquiridas pela própria empresa, ou seja,
quando a empresa retira suas ações do mercado. Na operação de aquisição de ações em tesouraria a
empresa não pode adquirir ações não integralizadas.

Deverão ser destacadas no balanço como


AÇÕES dedução da conta do patrimônio líquido
EM TESOURARIA que registrar a origem dos recursos
aplicados na sua aquisição.

(art. 182, § 5º, lei 6.404)

O lançamento da aquisição de Ações em Tesouraria é o seguinte:


D – Ações em Tesouraria (↓ Patrimônio Líquido)
C – Caixa (↓ Ativo)

ATENÇÃO: O CPC 08 (R1), em seu item 09, dispõe que os custos de transação incorridos na
aquisição de ações de emissão da própria entidade devem ser tratados como acréscimo
do custo de aquisição de tais ações.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – SEFAZ AM 2022) Em 01/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu ações de


emissão própria para mantê-las em tesouraria por R$100.000. Na aquisição, incorreu
em custos de transação de R$15.000. Assinale a opção que indica a contabilização da
aquisição pela sociedade empresária.

b) D - Ações em tesouraria: R$115.000;


C - Caixa: R$115.000.

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RESUMO 08

CONTAS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Em síntese ao que vimos, podemos organizar as contas do Patrimônio Líquido de acordo com a tabela
abaixo:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 (+) Capital Social

 (-) Capital a integralizar

 (+) Reservas de Capital:


 Ágio na emissão de ações
 Alienação de Partes Beneficiárias
 Alienação de Bônus de Subscrição

 (+) Reservas de Lucros:


 Reserva Legal
 Reserva Estatutária
 Reserva para Contingências
 Reserva de Lucros a Realizar
 Reserva de Incentivos Fiscais

 (+ ou -) Ajustes de Avaliação Patrimonial

 (+ ou -) Ajustes Acumulados de Conversão (CPC 02)

 (-) Ações em Tesouraria

 (-) Prejuízos Acumulados

OBS: Não se preocupe em memorizar esta tabela agora, pois vamos repeti-la no decorrer
dos próximos resumos e a memorização ocorrerá automaticamente.

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RESUMO 08

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões. Caso você ainda não se sinta
seguro em partir para o caderno de questões do TEC Concursos que disponibilizamos abaixo, sugerimos
que assista a esta aula de resolução de questões da banca FGV do Prof. Feliphe Araújo:

 [Link] (o vídeo possui 31 minutos)

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 09

SUMÁRIO

Balanço Patrimonial .......................................................................................................................... 02

Pontos de Atenção sobre a FGV ....................................................................................................... 04

Definição de Ativo Circulante no CPC 26 .......................................................................................... 06

Passivo Exigível .................................................................................................................................. 07

Patrimônio Líquido ........................................................................................................................... 09

Principais Lançamentos .................................................................................................................... 10

Considerações Finais ........................................................................................................................ 14

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje estudaremos o Balanço Patrimonial (BP) na visão da banca FGV. O que consideramos mais
importante para acertar as questões sobre BP é saber a classificação das contas (ativo, passivo, PL,
receita, despesa) e isso a gente só consegue aprender por meio da familiaridade com a nomenclatura
utilizada. Nesse sentido, vamos repetir alguns conceitos, esquemas, tabelas e lançamentos já vistos com
a intenção de massificarmos ainda mais o que sempre aparece em provas.

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo da prof. Camila Sá:

➢ [Link] (Esse vídeo tem 23 minutos)

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

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RESUMO 09

BALANÇO PATRIMONIAL (BP)


O Balanço Patrimonial (BP) é uma demonstração estática, ou seja, um retrato do patrimônio da entidade
naquele determinado momento. Ele contém informações sobre a posição patrimonial e financeira da
entidade.

ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL


ATIVO PASSIVO

Ativo Circulante Passivo Circulante

Passivo Não Circulante


Ativo Não Circulante

Realizável a Longo Prazo PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Investimentos
Capital Social
Imobilizado
Reservas de Capital
Intangível Ajuste de Avaliação Patrimonial
Reservas de Lucros
(-) Ações em Tesouraria
(-) Prejuízos Acumulados

AVISO: Aqui vale salientar que, ao realizar as questões sobre Balanço Patrimonial, o que
devemos dominar são as classificações das contas apresentadas pela banca. Nesse
sentido, vamos esquematizar as contas que mais aparecem em provas e sua respectiva
classe (ativo, passivo, PL, receita, despesa). Lembrando que as contas de receitas e
despesas não aparecem no BP, mas sim na DRE.

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RESUMO 09

EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS QUE MAIS APARECEM EM PROVAS:

ATIVO
ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE

1. Disponibilidades 1. Realizável a Longo Prazo (RLP)


✓ Caixa e Equivalentes de Caixa ✓ Duplicatas a receber (Clientes) a LP
✓ Bancos Conta Movimento ✓ Adiantamento a Fornecedores a LP
✓ Numerário (dinheiro) em trânsito ✓ Seguros a vencer a Longo Prazo
✓ Aplicações Financeiras de Liquidez ✓ Despesas Antecipadas de Longo Prazo
Imediata ✓ Empréstimo para Coligada, Controlada
✓ Empréstimo para diretores, acionistas
2. Direitos Realizáveis no Curso do ✓ Imposto Diferido (CPC 26, item 56)
Exercício Social Subsequente ✓ Crédito Fiscal (Ativo Fiscal Diferido)
✓ Duplicatas a Receber (Clientes) ✓ Investimento Temporário
✓ (-) Perdas Estimadas com Crédito de
Liquidação Duvidosa (PECLD) 2. Investimentos
✓ Notas Promissórias a Receber ✓ Investimento Permanente
✓ Empréstimos a Receber ✓ Investimentos em Controladas
✓ Adiantamento a Fornecedores ✓ Investimentos em Coligadas
✓ Tributos/Impostos a Recuperar ✓ Ágio por rentabilidade futura (Goodwill)
✓ Estoques ✓ Propriedade para Investimento
✓ (-) Perdas Estimadas com Estoques ✓ Obras de Arte
✓ Investimento Temporário
3. Imobilizado
3. Aplicações de Recursos em Despesas do ✓ Máquinas e Equipamentos
Exercício Seguinte ✓ Móveis e Utensílios
✓ Despesas Antecipadas ✓ Terrenos
✓ Aluguel pago antecipadamente ✓ Veículos
✓ Prêmio de Seguros a Vencer ✓ (-) Depreciação Acumulada
✓ Instalações
✓ Benfeitoria em Propriedade de Terceiros

4. Intangível
✓ Marcas e Patentes
✓ Softwares
✓ Direitos autorais
✓ Fundo de Comércio Adquirido
✓ (-) Amortização Acumulada

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RESUMO 09

PONTOS DE ATENÇÃO SOBRE A FGV

A banca FGV vai pedir o somatório do Ativo Não Circulante (ANC) Realizável a
Longo Prazo (RLP) e no meio das contas vai colocar as outras espécies de ANC.
01
Portanto, não confunda o gênero ANC com suas espécies (RLP, Investimentos,
Imobilizado, Intangível).

O ANC Realizável a Longo Prazo compreende os direitos realizáveis após o


término do exercício seguinte, assim como os direitos derivados de vendas,
02 adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem
negócios usuais na exploração do objeto da companhia.

Direitos realizáveis após o


término do exercício seguinte

ANC - REALIZÁVEL A Coligadas ou


LONGO PRAZO Controladas
(Lei 6.404, art. 179, II)

Diretores
Direitos derivados de vendas,
adiantamentos ou
empréstimos a
Acionistas

OBS: Apenas as vendas, adiantamentos


ou empréstimos que não constituírem Participantes no
negócios usuais da companhia. lucro da Cia

PONTOS DE ATENÇÃO SOBRE A FGV

Note que independente do prazo de recebimento, os empréstimos (ou


adiantamentos), que não constituírem negócios usuais da companhia,
03
a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no
lucro da companhia são contabilizados no ANC Realizável a Longo Prazo.

CPC 28 – PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO


ITEM 05: Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir
04 aluguel ou para valorização do capital ou para ambas.
➢ Exemplo: O terreno adquirido por uma fábrica, destinado à valorização,
deve ser classificado como propriedade para investimento.

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RESUMO 09

PONTOS DE ATENÇÃO SOBRE A FGV

A banca FGV ama o grupo de contas do ANC - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO, por
isso vamos colocar aqui as que mais aparecem em provas:
➢ Estoques com previsão de vendas após o exercício seguinte (ex.: 420 dias)
➢ (-) Perdas estimadas com estoques
➢ Clientes com vencimento após o exercício seguinte (ex.: 390 dias)
➢ (-) Perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa de clientes
05 ➢ Empréstimo a diretor (independentemente do prazo)
➢ Crédito Fiscal (imposto diferido)
➢ Investimento Temporário de Longo Prazo
➢ Aluguel pago antecipadamente com apropriação mensal por 24 meses

ATENÇÃO: Despesas antecipadas (ex.: aluguel) com prazo de pagamento superior


a 12 meses deverão ser desmembradas em Ativo Circulante (até 12 meses) e ANC
RLP (restante do prazo)

A banca FGV gosta de usar a conta CRÉDITO FISCAL.


➢ Ela entende que essa conta equivale ao Imposto de Renda diferido e sua
06 contabilização será no ANC - Realizável a Longo Prazo. (CPC 26, item 56)

O que é Imposto DIFERIDO?


➢ [Link] (esse vídeo tem 2min)

ATENÇÃO: A FGV gosta da


diferença de classificação entre
INVESTIMENTO
o Investimento Temporário e o
Investimento Permanente.

TEMPORÁRIO PERMANENTE

Exemplos:
Se for de curto prazo Se se for de longo prazo - Controladas
- Coligadas

ATIVO NÃO CIRCULANTE


ATIVO NÃO CIRCULANTE
ATIVO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO
INVESTIMENTOS
PRAZO

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RESUMO 09

DEFINIÇÃO DE ATIVO CIRCULANTE PREVISTO NO CPC 26

Espera-se que seja realizado, ou pretende-se


que seja vendido ou consumido no decurso
normal do ciclo operacional da entidade

CPC 26 - ITEM 66 Está mantido essencialmente com o


propósito de ser negociado
O ativo deve ser classificado
como circulante quando satisfizer
qualquer dos seguintes critérios:
Espera-se que seja realizado até 12 meses
após a data do balanço

É caixa ou equivalente de caixa, a menos que


sua troca ou uso para liquidação de passivo
se encontre vedada durante pelo menos 12
meses após a data do balanço

Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes.

PONTOS DE ATENÇÃO SOBRE A FGV

As contas que podem ser classificadas como Disponibilidades são:


➢ Caixa.
➢ Bancos Conta Movimento.
➢ Numerário (dinheiro) em trânsito decorrente de remessas para filiais.
➢ Aplicações financeiras de curto prazo com liquidez imediata, sujeitas a um
insignificante risco de mudança de valor.
07

Contas que não podem ser classificadas como Disponibilidades:


➢ Qualquer uma que possua algum tipo de restrição, vinculação, bloqueio.
➢ Qualquer uma em que o banco esteja em processo de liquidação
(falência).

As contas que compõem o grupo do Ativo representam as Aplicações de recursos


08
e devem ter saldo total igual ao Passivo mais Patrimônio Líquido (A = P + PL).

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RESUMO 09

PASSIVO EXIGÍVEL
Vamos ver também um quadro-resumo com exemplos de contas classificadas no Passivo Exigível:

PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE

➢ Dívidas de Curto Prazo ➢ Dívidas de Longo Prazo


➢ Fornecedores ➢ Fornecedores
➢ Duplicatas a pagar ➢ Duplicatas a pagar
➢ Notas Promissórias a pagar ➢ Notas Promissórias a pagar
➢ Contas a Pagar ➢ Contas a Pagar
➢ Dividendos a pagar ➢ Dividendos a pagar
➢ Empréstimos ➢ Empréstimos
➢ Financiamentos ➢ Financiamentos
➢ (-) Juros Passivos a Transcorrer ➢ (-) Juros Passivos a Transcorrer
➢ (-) Encargos Financeiros a Transcorrer ➢ (-) Encargos Financeiros a Transcorrer
➢ Tributos/Impostos a recolher ➢ Tributos/Impostos a recolher
➢ Provisões ➢ Provisões
➢ Duplicatas Descontadas ➢ Duplicatas Descontadas
➢ Adiantamento de Clientes ➢ Adiantamento de Clientes
➢ Receitas Diferidas (antecipadas) ➢ Receitas Diferidas (antecipadas)
➢ Debêntures ➢ Debêntures

Quando vencerem no exercício seguinte Quando vencerem após o exercício seguinte


OBS: A FGV já cobrou a separação de contas do Circulante e Não Circulante com base no período de um ano após a data das
Demonstrações, ou seja, se o Balanço for levantado em 30/06/X1 será classificado no Circulante o que vencer até 30/06/X2 e no
Não Circulante o que vencer a partir de 01/07/X2.

OBSERVAÇÕES

No caso das contas a pagar que serão liquidadas em parcelas (a prazo), é


necessário fazer a segregação entre as parcelas que serão liquidadas no curto
01
prazo (Passivo Circulante) e as parcelas que serão liquidadas apenas após o
encerramento do exercício social seguinte (Passivo Não Circulante).

A doutrina contábil determina que o empréstimo só deva ser contabilizado


quando do recebimento dos recursos pela empresa.

Exemplo: Em 01/01/2021, uma sociedade empresária tomou um empréstimo


bancário no valor de R$ 10 milhões, sendo que R$ 5 milhões foram recebidos em
01/01/2021 e o restante será recebido em 01/01/2022. O pagamento do
02 empréstimo será feito em parcelas semestrais ao longo de cinco anos, a partir de
01/01/2023. Nesse caso, na data da contratação do empréstimo, o aumento:

✓ No passivo circulante foi ZERO, pois o pagamento será a partir de 2023; e


✓ No passivo não circulante foi de R$ 5 milhões, pois, na data da
contratação do empréstimo (01/01/2021), a sociedade só havia recebido
R$ 5 milhões.

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RESUMO 09

OBSERVAÇÕES

O Passivo Contingente NÃO deve ser reconhecido no BP, pois é uma obrigação
possível cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou
mais eventos futuros incertos. Não confunda Passivo Contingente com Provisão.

➢ Exemplo de Passivo Contingente: Um funcionário entrou na justiça contra


03
a empresa pedindo R$ 10.000 por horas extras não pagas. O caso deve ser
julgado em março do ano que vem e os advogados da empresa
consideram as chances de perda possíveis. Nesse caso, o valor de R$
10.000 NÃO deve ser reconhecido no BP, visto que se trata de uma
obrigação possível (passivo contingente).

PROVISÃO:
➢ É uma obrigação presente.
➢ Possui prazo ou valor incerto.
04 ➢ É provável que seja necessária uma saída de recursos.
➢ Uma estimativa confiável deve ser realizada acerca do valor da obrigação.
➢ É reconhecida no BP e divulgada em notas explicativas.
➢ Exemplos: Provisão mensal para férias; provisão mensal para 13º salário.

Diferentemente da regra do ativo, caso a empresa pegue um empréstimo com


um dos sócios, ela poderá classificar no Passivo Circulante.

05 ➢ Exemplo: Um dos sócios da empresa concede um empréstimo para a


própria empresa no valor de R$ 50.000, para pagamento em 11 meses.
Nesse caso, a empresa deverá contabilizar esse empréstimo no Passivo
Circulante.

A banca FGV gosta dessa diferença:


1. EMPRESA empresta dinheiro ao SÓCIO para recebimento no curto prazo:
➢ A empresa possui um direito de curto prazo, porém será
contabilizado no Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo por
06 força da Lei 6.404/76, art. 179, inciso II.

2. SÓCIO empresta dinheiro à EMPRESA para pagamento no curto prazo:


➢ A empresa possui uma obrigação de curto prazo, por isso será
contabilizado no Passivo Circulante.

Imposto diferido (postergado) é o imposto que foi calculado com base em duas
regulamentações e que, por isso, possui uma diferença. Ele será classificado no:
✓ Ativo não circulante (tributo sobre o lucro recuperável no futuro); ou
07 ✓ Passivo não circulante (tributo sobre o lucro devido no futuro).

Veja novamente este vídeo de 02 minutos (agora sob a ótica do passivo):


➢ [Link]

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RESUMO 09

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O Patrimônio Líquido (PL) corresponde ao valor contábil pertencente aos acionistas ou sócios e é
representado pela diferença entre o valor dos Ativos e dos Passivos.

AVISO: No assunto Balanço Patrimonial, a banca FGV não costuma cobrar muito a classe
Patrimônio Líquido (PL). Geralmente, ela se limita a cobrar o tratamento dado ao
lançamento do prêmio (ágio) na emissão de ações em comparação ao lançamento do
prêmio na emissão de debêntures. Nesse sentido, colocamos as diferenças de tratamento
desses lançamentos nas próximas páginas, mas antes vamos dar uma olhada nas contas
do PL apenas por desencargo de consciência.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

➢ Capital Social
➢ (-) Capital a integralizar
➢ Reservas de Capital:
✓ Ágio na emissão de ações
✓ Alienação de Partes Beneficiárias
✓ Alienação de Bônus de Subscrição
➢ Reservas de Lucros:
✓ Reserva Legal
✓ Reserva Estatutária
✓ Reserva para Contingências
✓ Reserva de Lucros a Realizar
✓ Reserva de Incentivos Fiscais
➢ Ajuste de Avaliação Patrimonial
➢ Ajuste Acumulado de Conversão (CPC 02)
➢ (-) Ações em Tesouraria
➢ (-) Prejuízos Acumulados

ATENÇÃO!

A banca FGV gosta de chamar o Patrimônio Líquido de Riqueza Líquida. Portanto, a


riqueza líquida pode ser associada ao montante dos ativos deduzido dos passivos.

PL = A – P

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RESUMO 09

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS
Pessoal, aqui nesta parte do nosso resumo, vamos repetir propositalmente alguns lançamentos já
estudados. A ideia é massificarmos o entendimento deles, pois a banca FGV os cobra recorrentemente.

LANÇAMENTOS EM UMA OPERAÇÃO DE DESCONTO DE DUPLICATAS

1. Lançamento da operação de venda da mercadoria:


D – Duplicatas a Receber (Clientes) R$ 100.000(Ativo)
C – Receita de Vendas R$ 100.000 (Resultado)

2. Lançamento da operação de desconto de duplicatas:


D – Disponibilidades R$ 88.000 (Ativo Circulante)
D – Juros a apropriar R$ 12.000 (Retificadora do Passivo Exigível)
C – Duplicatas Descontadas R$ 100.000 (Passivo Exigível)

3. Lançamento da apropriação mensal das despesas com juros:


D – Despesa de Juros R$ 1.000 (Resultado)
C – Juros a apropriar R$ 1.000 (Retificadora do Passivo Exigível)

OBS: Note que a empresa não efetua a baixa da conta duplicatas a receber no momento
da operação de desconto (lançamento 2), pois ela só será baixada após o pagamento pelo
cliente.

Cliente pagou a Duplicata ao Banco Cliente NÃO pagou a Duplicata


D - Duplicatas Descontadas D - Duplicatas Descontadas
C - Duplicatas a Receber C - Disponibilidades

DESPESAS COM SALÁRIOS

1. Na data de competência da despesa (final do mês trabalhado):


D - Despesa com salários R$ 30.000 (Resultado)
C - Salários a Pagar R$ 30.000 (Passivo Exigível)

2. Pagamento dos salários (início do mês seguinte ao trabalhado):


D - Salários a pagar R$ 30.000 (Baixa do Passivo Exigível)
C - Caixa (ou Bancos) R$ 30.000 (Baixa do Ativo Circulante)

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RESUMO 09

ADIANTAMENTO DE SALÁRIO

1. Na data do adiantamento:
D - Adiantamento R$ 30.000 (Ativo Circulante)
C - Caixa (ou Bancos) R$ 30.000 (Ativo Circulante)

2. Na data de competência da despesa (final do mês trabalhado):


D - Despesa com salários R$ 30.000 (Resultado)
C - Salários a Pagar R$ 30.000 (Passivo Exigível)

3. Pagamento dos salários (início do mês seguinte ao trabalhado):


D - Salários a pagar R$ 30.000 (Baixa do Passivo Exigível)
C - Adiantamento R$ 30.000 (Baixa do Ativo Circulante)

Contabilização na Captação de Recursos com DEBÊNTURES

No momento da captação de recursos via emissão de debêntures (título de dívida), a


entidade deverá reconhecer um Passivo Exigível correspondente. Assim:

Exemplo 01: Uma entidade emitiu DEBÊNTURES no valor de R$ 10.000, com PRÊMIO para
colocação dos títulos no mercado de R$ 2.400.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 12.400 (↑ Ativo)
C – Debêntures a Pagar R$ 10.000 (↑ Passivo Exigível)
C – Prêmio de Debêntures a Apropriar R$ 2.400 (↑ Passivo Exigível)

Exemplo 02: Uma entidade emitiu DEBÊNTURES no valor de R$ 10.000, com GASTOS para
colocação dos títulos no mercado de R$ 2.400.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)
D – Gastos com a emissão de Debêntures R$ 2.400 (↓ Retificadora do Passivo)
C – Debêntures a Pagar R$ 10.000 (↑ Passivo Exigível)

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RESUMO 09

O QUE É PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES?


➢ São valores recebidos na emissão de debêntures acima do valor nominal
determinado para a liquidação. Ou seja, é um excedente de capital.

OBS: Note que o prêmio na emissão de debêntures da entidade não será reconhecido de
imediato em seu resultado, mas sim mensalmente, de acordo com o Regime de
Competência, ou seja, ao longo do tempo, dando baixas parciais nessa conta do Passivo
Exigível até sua completa baixa.

D – Prêmio de Debêntures a Apropriar R$ 200 (↓ Passivo Exigível)


C – Prêmio de Debêntures R$ 200 (↑ Resultado)

ATENÇÃO: A banca FGV entende que o valor do prêmio registrado em conta do passivo
será apropriado ao resultado como redutor das despesas financeiras, ou seja, deve-
se creditar as despesas.

Contabilização na Captação de Recursos com AÇÕES

No momento da captação de recursos via emissão de AÇÕES (título patrimonial), a


entidade deverá reconhecer um aumento no Capital Social. Assim:

Exemplo 01: Uma entidade emitiu AÇÕES com valor nominal de R$ 10.000 e ÁGIO na
emissão de ações de R$ 2.400.
D - Bancos (Ativo Circulante) R$ 12.400 (↑ Ativo)
C - Capital Social (PL) R$ 10.000 (↑ PL)
C - Ágio na Emissão de Ações - Reserva de capital R$ 2.400 (↑ PL)

Exemplo 02: Uma entidade emitiu AÇÕES no valor de R$ 10.000, com GASTOS para
colocação dos papéis no mercado de R$ 2.400.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 7.600 (↑ Ativo)
D – Gastos na emissão de Ações R$ 2.400 (↓ Retificadora do PL)
C – Capital Social R$ 10.000 (↑ PL)

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RESUMO 09

CPC 08
(CUSTOS DE TRANSAÇÃO E PRÊMIOS NA EMISSÃO DE TÍTULOS)
ITEM 05 ITEM 13

AÇÕES DEBÊNTURES

AÇÕES são títulos patrimoniais DEBÊNTURES são títulos de dívida

CAPTAÇÃO DE RECURSOS CAPTAÇÃO DE RECURSOS


PARA O CAPITAL PRÓPRIO DE TERCEIROS

Gastos com a emissão de AÇÕES Gastos com a emissão de DEBÊNTURES


(Conta Redutora do PL) (Conta redutora do Passivo)

Prêmios recebidos na emissão de AÇÕES Prêmios recebidos na emissão de DEBÊNTURES


(Contabiliza na Reserva de Capital no PL) (Contabiliza no Passivo Exigível)

Veja a resolução destas questões com o prof. Igor Cintra:


➢ [Link] (tem 08 minutos)
➢ [Link] (tem 04 minutos)

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RESUMO 09

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões. Caso você ainda não se sinta
seguro em partir para o caderno de questões do TEC Concursos que disponibilizamos abaixo, sugerimos
que assista a esta aula de resolução de questões da banca FGV com o Prof. Geovanni:

➢ [Link] (o vídeo possui 1h e 23 minutos)

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 10

SUMÁRIO

Conceitos Iniciais ................................................................................................................................ 02

DRE sob a ótica da Lei 6.404/76 ......................................................................................................... 03

Estruturação da DRE segundo a Lei 6.404/76 .................................................................................... 04

DRE sob a ótica do CPC 26 ................................................................................................................. 09

Classificação da Despesa segundo o CPC 26 ...................................................................................... 11

Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) ................................................................................ 12

Considerações Finais .......................................................................................................................... 14

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Fala galera, nesse resumo estudaremos os principais temas cobrados pela FGV sobre a Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE). A DRE tem relevância alta para a banca. Veremos a apresentação da DRE
sob a ótica da Lei 6.404/76 e sob a ótica do CPC 26 (Apresentação das Demonstrações Contábeis).
Veremos também alguns conceitos referentes à DRA, mas sem muita ênfase, pois a FGV não vem
cobrando questões sobre essa demonstração nos últimos 2 anos.

AVISO 01: Caso seja do seu interesse baixar o CPC 26, basta clicar no link abaixo:
[Link]

AVISO 02: Caso você seja um(a) concurseiro(a) iniciante e necessite de um vídeo para contextualizar o
assunto, sugerimos este da prof. Camila Sá:

[Link]
(Esse vídeo tem 22 minutos)

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar
imediatamente toda a estrutura da DRE e todos os seus detalhes, pois eles serão memorizados
com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

Bons estudos!

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RESUMO 10

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)


A DRE tem por objetivo apresentar o Resultado da entidade (também conhecido como Rédito),
confrontando receitas e despesas para apurar se a empresa obteve Lucro ou Prejuízo no Exercício. Além
disso, vale destacar que a DRE é uma demonstração obrigatória exigida tanto pela Lei 6.404/76, quanto
pelo CPC 26, vejamos:

Lei 6.404/76

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base
na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício:

III - demonstração do resultado do exercício.

CPC 26

10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:

(b1) demonstração do resultado do período

CONTEÚDO DA DRE
A Lei 6.404/76 define o conteúdo da DRE, que deve ser apresentada de forma DEDUTIVA com detalhes
necessários das Receitas, Despesas, Ganhos e Perdas, apresentando o Lucro ou Prejuízo Líquido do
exercício, e o seu montante por ação do capital social.

Apresentada de forma dedutiva.

Detalha Receitas, Despesas, Ganhos e Perdas.


DRE
o Lucro ou Prejuízo líquido do exercício
(Resultado Econômico)
É obrigatória para
Apresenta
todas as entidades.

o montante por ação do capital social.

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RESUMO 10

DRE SOB A ÓTICA DA LEI 6.404/76


Pessoal, vamos colocar o artigo da lei aqui porque é de extrema importância conhecer a lei seca, mas na
próxima página colocaremos a estrutura da DRE com base nele.

Lei 6.404/76

Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:

I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os


impostos;

II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços


vendidos e o lucro bruto;

III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as


despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;

V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o


imposto;

VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes


beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou
fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como
despesa;

VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.

OBS: Todos os incisos do art. 187 fazem parte da estrutura da DRE que
veremos na próxima página.

§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua


realização em moeda; e

b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a


essas receitas e rendimentos.

OBS: As alíneas do § 1º estabelecem o REGIME DE COMPETÊNCIA, ou seja,


as receitas e despesas serão apropriadas ao período em função de sua
incorrência (ocorrência do Fato Gerador), independentemente de seus
reflexos no caixa.

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RESUMO 10

ESTRUTURA DA DRE DE ACORDO COM A LEI 6.404/76


Vamos apresentar o artigo 187 da Lei das S/A de acordo com a estrutura definida no Manual de
Contabilidade Societária – 3ª edição (FIPECAFI), pois a FGV já cobrou inúmeras questões com base na
estrutura da DRE apresentada nesse Manual, inclusive recentemente (2021/2022) nos últimos
concursos da área fiscal (SEFAZ AM e SEFAZ ES) e controle (TCE-PI).

ESTRUTURA DA DRE
(Lei 6.404/76)

DESCRIÇÃO

RECEITAS BRUTA DE VENDAS


( - ) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
 Devoluções de Vendas (ou Vendas Canceladas)
 Impostos e Contribuições sobre Vendas (ICMS, ISS, PIS, COFINS)
 Abatimentos sobre vendas
 Desconto INCONDICIONAL Concedido (Desconto Comercial)
 Ajuste a Valor presente de Vendas

= RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS


( - ) CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA (CMV)

= LUCRO BRUTO (RESULTADO OPERACIONAL BRUTO)


( - ) DESPESAS OPERACIONAIS
 De vendas
 Administrativas ou gerais
 Financeiras líquidas (despesa financeira – receita financeira)
( - ) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
( + ) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

= RESULTADO OPERACIONAL
( - ) OUTRAS DESPESAS
( + ) OUTRAS RECEITAS

= RESULTADO ANTES DO IR E DA CSLL (LUCRO ANTES DO IR - LAIR)


( - ) PROVISÃO PARA IR E CSLL

= LUCRO APÓS IR E CSLL (ANTES DAS PARTICIPAÇÕES)


( - ) PARTICIPAÇÕES
DEBENTURISTAS
EMPREGADOS
ADMINISTRADORES
PARTES BENEFICIÁRIAS
FUNDO DE ASSISTÊNCIA OU PREVIDÊNCIA DE FUNCIONÁRIOS

= RESULTADO LÍQUIDO (LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO)

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RESUMO 10

LUCRO LÍQUIDO DO LLE


EXERCÍCIO (LLE) Nº DE AÇÕES
REULTADO LÍQUIDO
DO PERÍODO
PREJUÍZO LÍQUIDO DO PLE
EXERCÍCIO (PLE) Nº DE AÇÕES

A Lei exige a apresentação


do Lucro/Prejuízo por ação

OBSERVAÇÕES

A Lei das Sociedades por Ações não admite exceções ao reconhecimento


01
das receitas e despesas pelo regime de competência.

A DRE não faz distinção conceitual entre Receita e Ganho e nem entre
02 Despesa e Perda, essa apresentação separada fundamenta-se em razão da
necessidade de tomada de decisão gerencial (econômica).

Na Lei 6.404/76, as Despesas são classificadas de acordo com a Função


(não é de acordo com a sua Natureza).
03
Exemplo: a despesa com depreciação pode ser classificada tanto como
Despesa Administrativa quanto como Despesa Comercial.

Com a edição da Lei 11.941/09, que alterou o art. 187, inciso IV, da Lei no
6.404/76, deixou de existir a segregação das receitas e despesas em
04 operacionais e não operacionais. A partir do exercício de 2008, os
normativos fazem referência apenas à segregação das atividades em
continuadas e não continuadas.

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RESUMO 10

OBSERVAÇÕES

Caso haja incidência de IPI na Venda de Mercadorias ou Produtos (empresas


industriais), a divulgação desse imposto é importante para fins de análise.
Nesse caso, a DRE será estruturada para ser iniciada com a conta
Faturamento Bruto, o início da demonstração ficaria assim:

FATURAMENTO BRUTO
05
( - ) IPI
A partir daqui segue a estrutura
= RECEITA BRUTA DE VENDAS apresentada acima.

Esse fato ocorre porque o IPI é um Imposto “Por fora”, ou seja, ele não faz
parte da Receita Bruta de acordo com a Legislação do Imposto de Renda.

Sugerimos que veja a resolução desta questão de DRE da banca FGV


comentada pelo Prof. Igor Cintra:
06
[Link]
(O vídeo possui 09 minutos)

RECEITAS E DESPESAS QUE MAIS APARECEM EM PROVAS DA FGV


Após apresentarmos a estrutura básica da DRE, agora vamos trazer alguns exemplos de Receitas e
Despesas que compõem cada grupo e que a FGV ADORA cobrar em seus certames.

EXEMPLOS DE RECEITAS E DESPESAS

RECEITA BRUTA DE VENDAS


01  Receita de venda de mercadorias ou produtos.
 Receita de prestação de serviços.

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA


 Devolução de Vendas – em regra são deduções da Receita Bruta. No
entanto, se a devolução se refere às vendas efetuadas em período
anterior, então ela será classificada como Despesa com Vendas
02 (Despesa Operacional), não impactando o Lucro Bruto.

 Desconto Incondicional Concedido (Desconto Comercial) – é o


desconto dado no momento da venda. Não podemos confundi-lo
com o Desconto Condicional Concedido que é uma Despesa
Financeira (Despesa Operacional).

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RESUMO 10

 Ajuste a Valor Presente – apenas para informar que a banca FCC


que gosta de cobrar esse conceito de uma forma mais detalhada.

CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA (CMV)


 Devem ser reconhecidos concomitantemente ao reconhecimento
03 das Receitas de Vendas de Mercadorias.

 CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

DESPESAS OPERACIONAIS (DESPESAS DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS)


 Despesas com vendas
 Salários dos vendedores.
 Comissões sobre vendas.
 Propaganda e Publicidade (Marketing).
 Frete sobre vendas (pagos pelo vendedor).
 PECLD.

 Despesas Administrativas
 Salários do pessoal da administração.
 Energia elétrica.
 Aluguéis.
 Impostos e taxas.
 Material de expediente.
04  Telefone.
 Despesas Gerais.

 Despesas e Receitas Financeiras


Despesas Financeiras
 Juros passivos.
 Descontos Financeiros (Condicionais).
 Comissões e Despesas Bancárias.
 Variação Monetária de Obrigações.

Receitas Financeiras
 Juros ativos.
 Descontos obtidos.
 Receita de Títulos Vinculados ao Mercado Aberto.
 Receitas sobre outros investimentos temporários.
 Prêmio de resgate de títulos e debêntures.

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RESUMO 10

EXEMPLOS DE RECEITAS E DESPESAS

OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS


05  Resultado de Equivalência Patrimonial.
 Dividendos Recebidos de Investimentos avaliados pelo CUSTO.

OUTRAS DESPESAS E RECEITAS


 Resultado da Venda de Imobilizado, Intangível ou Investimentos.
06
OBS: Aqui são classificadas as ANTIGAS Receitas e Despesas não
operacionais.

Participações Estatutárias
 Aqui o objetivo é a presentar o mnemônico DEA PF
 Debenturistas
 Empregados
 Administradores
 Partes Beneficiárias
 Fundos de assistência ou previdência de funcionários
07
Outro detalhe importante: A ordem de cálculo das participações importa.
A base de cálculo de cada participação deve ser calculada deduzindo o valor
da participação anterior.

Base de Cálculo da 1ª participação a ser calculada:

BC = LAIR – IR – Prejuízos Acumulados

A partir da próxima página vamos partir para os detalhes trazidos pelo CPC 26.

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RESUMO 10

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – CPC 26


Inicialmente vamos relembrar a definição de Receita e Despesa segundo o CPC 00 (R2).

São aumentos nos ativos, ou reduções


nos passivos, que resultam em aumentos
no patrimônio líquido.
RECEITAS
Contribuições dos detentores de direitos
sobre o patrimônio não são receitas.

São reduções nos ativos, ou aumentos


nos passivos, que resultam em reduções
no patrimônio líquido.
DESPESAS
Distribuição aos detentores de direitos
sobre o patrimônio não são despesas.

ATENÇÃO: ITEM 4.71 – CPC 00 (R2)

 Receitas e despesas são os elementos das demonstrações contábeis que se


referem ao desempenho financeiro da entidade.

Assim, com relação à DRE, as principais informações trazidas pelos CPCs 00 e 26 são:

O objetivo é proporcionar informação


acerca do DESEMPENHO da entidade.

DRE É uma Demonstração Contábil obrigatória.


CPC 26

Necessidade de divulgação, de forma separada,


da natureza e montante dos itens de Receita e
Despesa quando estes são relevantes.

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RESUMO 10

ESTRUTURA DA DRE DE ACORDO COM O CPC 26


Reparem que a estrutura básica da DRE definida pelo CPC 26 é mais enxuta que a da Lei 6.404/76, uma
vez que ela já começa com a Receita Líquida.

ESTRUTURA DA DRE
CPC 26
DESCRIÇÃO

= RECEITA (LÍQUIDA)
( - ) CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA (CMV)
= LUCRO BRUTO (RESULTADO OPERACIONAL BRUTO)
( - ) DESPESAS OPERACIONAIS
 De vendas
 Administrativas e gerais
( - ) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
( + ) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
( +/- ) RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
= RESULTADO ANTES DAS RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS
( - ) DESPESAS FINANCEIRAS
( + ) RECEITAS FINANCEIRAS
= RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
( - ) DESPESAS COM TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
( - ) PARTICIPAÇÕES ESTATUTÁRIAS SOBRE O LUCRO
= RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS
( +/- ) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES DESCONTINUADAS
= RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO (LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO)

ATENÇÃO: Note que o CPC 26, ao estruturar a DRE, faz uma segregação em dois grupos:
(1) Operações Continuadas e (2) Operações Descontinuadas.

OPERAÇÃO DESCONTINUADA → Segundo o CPC 31, é um componente da entidade que


tenha sido alienado ou esteja classificado como mantido para venda.

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RESUMO 10

CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA DE ACORDO COM O CPC 26


Nos termos do item 99, a entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando uma
classificação baseada:

 Na sua natureza, se permitida legalmente; ou


 Na sua função dentro da entidade.

A entidade deve eleger o critério que proporcionar informação confiável e mais relevante, obedecidas
as determinações legais.

ATENÇÃO: A Lei 6.404/76 utiliza o MÉTODO FUNÇÃO na classificação das Despesas.

SUBCLASSIFICAÇÃO DA DESPESA DE ACORDO COM O CPC 26


Nos termos do item 101, as despesas devem ser subclassificadas a fim de destacar componentes do
desempenho que possam diferir em termos de frequência, potencial de ganho ou de perda e
previsibilidade. Essa análise dever ser proporcionada em uma das duas formas descritas a seguir,
obedecidas as disposições legais.

SUBCLASSIFICAÇÃO DA DESPESA

MÉTODO DA NATUREZA MÉTODO DA FUNÇÃO

Classificam-se as despesas de acordo com a


As despesas são agregadas na DRE de sua função como parte do custo dos
acordo com sua natureza. produtos e dos serviços vendidos ou, por
exemplo, das despesas administrativas.

Exemplos: depreciação, despesas com No mínimo, a entidade deve divulgar o custo


transporte, compra de materiais, benefício dos produtos e serviços vendidos
a empregados. separadamente das outras despesas.

Esse método pode proporcionar informação


Esse método pode ser simples de aplicar mais relevante aos usuários do que a
porque não são necessárias alocações de classificação de gastos pela natureza, mas
gastos a classificações funcionais pode exigir alocações arbitrárias e envolver
considerável julgamento.

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RESUMO 10

ATENÇÃO: ITEM 104 e ITEM 105 do CPC 26.

 A entidade que classificar os gastos por FUNÇÃO deve divulgar informação


adicional sobre a NATUREZA da despesa, dado que essa informação é útil ao
prever os futuros fluxos de caixa.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA)


É uma demonstração exigida pelas normas internacionais, fazendo parte do conjunto completo de
demonstrações contábeis estabelecido no Item 10 do CPC 26.

Item 10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:


(...)
(b2) demonstração do resultado abrangente do período;

Ressalta-se que a DRA não consta como Demonstração Contábil obrigatória na Lei 6.404/76.

É a mutação que ocorre no Patrimônio Líquido


durante um período e que resulta de transações e
outros eventos que não sejam derivados de
transações com os sócios na sua qualidade de
proprietários.
RESULTADO
ABRANGENTE
Compreende todos os componentes da
Demonstração do Resultado e da Demonstração
de Outros Resultados Abrangentes.

AVISO: Caso deseje saber mais sobre a DRA, sugerimos este vídeo da prof. Camila Sá:
 [Link]
 Esse vídeo possui 08 minutos.

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RESUMO 10

Receitas e Despeas que afetam o


Pelo Resultado
resultado do exercício, para se obter o
do Exercício Resultado Líquido do Exercício

A DRA é
composta
Por Outros Itens de Receitas e Despesas que não são
reconhecidos na DRE, mas alteram o PL
Resultados Abrangentes da entidade quantitativamente

Exemplos de Outros Resultados Abrangentes:


 Ajustes de Avaliação Patrimonial
 Ajustes Acumulados de Conversão
 Realização da Reserva de Reavaliação
 Ajustes de Exercícios Anteriores

DRA
DESCRIÇÃO

= RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (OBTIDO NA DRE)


( +/- ) OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES
= RESULTADO ABRANGENTE DO PERÍODO

OBSERVAÇÕES

A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) pode ser apresentada dentro da


Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), ou através de
01
relatório próprio. O Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) sugere que a DRA seja
adicionada à DMPL.

02 Nos últimos 3 anos (2020, 2021 e 2022) a FGV não cobrou DRA em seus certames.

@RADEGONDESS 13
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RESUMO 10

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Sabemos que, para um(a) concurseiro(a) iniciante, esse assunto é
cheio de detalhes, por isso sugerimos um reestudo deste PDF em até 72h antes de avançar para o
próximo. A ideia é fortalecer a estrutura da DRE que precisa estar bem massificada no nosso cérebro,
pois todas as bancas adoram essa demonstração e a FGV não é diferente nesse quesito.

Contudo, se você é um(a) concurseiro(a) avançado e acha que esse assunto está tranquilo, então sinta-
se à vontade para avançar no conteúdo.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 09

SUMÁRIO

Conceitos Iniciais ............................................................................................................................... 02

Demonstração do Valor Adicionado (DVA) ....................................................................................... 03

Características das Informações da DVA ........................................................................................... 04

Estrutura da DVA ................................................................................................................................ 05

Primeira Parte da DVA – Formação da Riqueza ................................................................................ 07

Segunda Parte da DVA – Distribuição da Riqueza ............................................................................. 10

Considerações Finais ........................................................................................................................ 14

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, nesse resumo estudaremos os principais temas cobrados pela FGV sobre a Demonstração do
Valor Adicionado (DVA – CPC 09). A DVA tem relevância alta para a banca. A ideia aqui é ser o mais
objetivo possível, indo direto ao ponto. Nesse sentido, iremos abordar os itens do CPC mais cobrados
em provas da banca e colocaremos exemplos a fim de ajudar no entendimento. Depois, a nossa missão
é partir para as questões!

AVISO 01: Caso seja do seu interesse baixar o CPC 09, sugerimos o acesso por meio do portal do Comitê
de Pronunciamentos Contábeis, conforme link abaixo:
 [Link] (CPC 09)

AVISO 02: Sugerimos que assista a este vídeo do prof. Geovanni:

 [Link] (O vídeo tem 07 minutos)

Sugestão de estudo:

1. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

2. Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois
avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não
tenha entendido a questão.

Bons estudos!

@RADEGONDESS 1
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RESUMO 09

CONCEITOS INICIAIS
Pessoal, primeiramente temos que saber o que a Lei 6.404/76 fala sobre a DVA, vejamos:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base
na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício:

V - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176


desta Lei indicarão, no mínimo:

II - demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela


companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a
geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas,
governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

Como podemos perceber, segundo a Lei 6.404/76, apenas Sociedade Anônima de Capital Aberto é
obrigada a elaborar e apresentar a DVA.

Riqueza gerada pela companhia.


Empregados

Indicará no Financiadores
mínimo: A sua distribuição entre os
DVA
elementos que contribuíram para Acionistas
(art. 188, V, Lei 6.404) a geração dessa riqueza.
Governo

Outros
Parcela da riqueza NÃO distribuída.
Apenas S.A. de Capital
Aberto é obrigada a
elaborar e apresentar.

Vamos agora partir para os detalhes trazidos pelo CPC 09.

@RADEGONDESS 2
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RESUMO 09

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA)


Base Normativa: CPC 09, itens 1 ao 6

O CPC 09 estabelece os critérios para elaboração e apresentação da DVA, a qual representa um dos
elementos do Balanço Social e tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua
distribuição, durante determinado período. Os dados para sua elaboração são obtidos, principalmente,
a partir da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

Representa um dos componentes do


Balanço Social.

Evidencia a riqueza gerada bem como sua


DVA distribuição.

Os dados para sua elaboração são obtidos,


principalmente, da DRE.

A elaboração da DVA Consolidada deve basear-se nas Demonstrações Consolidadas. Temos que ter um
cuidado, pois a banca pode tentar te enganar dizendo que a DVA Consolidada deve basear-se na soma
das DVAs das entidades envolvidas, NÃO caia nessa.

DVA Consolidada BASEIA-SE Demonstrações Consolidadas

A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte forma:

Distribuição da
Riqueza

Juros sobre o
Impostos, Lucros
Pessoal e Juros e Capital
Taxas e retidos/Prejuízos
Encargos Aluguéis Próprio e
Contribuições do exercício
Dividendos

@RADEGONDESS 3
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RESUMO 09

CARACTERÍSTICAS DAS INFORMAÇÕES DA DVA


Base Normativa: CPC 09, itens 10 ao 13

A DVA está fundamentada em conceitos Macroeconômicos, buscando apresentar, eliminando a


dupla-contagem, a parcela de contribuição que a empresa tem na formação do Produto Interno Bruto
(PIB). Ela também apresenta o quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos de terceiros e
que são consumidos ou vendidos durante determinado período de tempo.

Existem diferenças temporais entre o modelo contábil e o modelo econômico no cálculo do valor
adicionado. A ciência econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção, enquanto a contabilidade
utiliza o conceito contábil da realização da receita, isto é, baseia-se no regime contábil de competência.

Fundamentada em Conceitos Macroeconômicos.

CARACTERÍSTICAS DAS Apresenta a parcela que a entidade


INFORMAÇÕES DA DVA contribui para a formação do PIB.

Existem diferenças temporais entre o Modelo


Contábil e o Econômico.

REGIME CONTÁBIL
MODELO CONTÁBIL Baseia-se DE COMPETÊNCIA

MODELO ECONÔMICO Baseia-se PRODUÇÃO

Como os momentos de realização da produção e das vendas são normalmente diferentes, os valores
calculados para o PIB por meio dos conceitos oriundos da Economia e os da Contabilidade são
naturalmente diferentes em cada período.

Essas diferenças serão tanto menores quanto menores forem as diferenças entre os estoques inicial e
final para o período considerado. Em outras palavras, o conceito econômico e o conceito contábil irão
convergir quando não existirem estoques inicial e final.

Explicando melhor: Convergir os modelos significa dizer que tudo que a entidade
produziu (Modelo Econômico) ela vendeu (Modelo Contábil), ou seja, os Estoques
Inicial e Final são iguais a ZERO.

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RESUMO 09

ESTRUTURA DA DVA
Vamos apresentar inicialmente a estrutura resumida da DVA e depois traremos os detalhes já cobrados
em prova.

ESTRUTURA RESUMIDA DA DVA


DESCRIÇÃO

1 – RECEITAS

2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

3 – VALOR ADICIONADO BRUTO = (1 – 2)

4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE = (3 – 4)

6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA

7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR = (5 + 6)

8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

ESTRUTURA DETALHADA DA DVA


DESCRIÇÃO

1 – RECEITAS (inclui tributos incidentes sobre a receita: IPI, ICMS, PIS e COFINS)
1.1) Venda de Mercadorias, Produtos e Serviços
1.2) Outras Receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para crédito de liquidação duvidosa

2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos tributos: IPI, ICMS, PIS e
COFINS) e (Não Inclui gastos com pessoal próprio)
2.1) Custo dos Produtos, das Mercadorias e dos Serviços Vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.3) Perda/Recuperação de valores Ativos
2.4) Outras (especificar)

3 – VALOR ADICIONADO BRUTO = (1 – 2)

4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE = (3 – 4)

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RESUMO 09

6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA


6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial
6.2) Receitas Financeiras
6.3) Outras (aluguel, dividendos, royalties, doações)

7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR = (5 + 6)

8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)


8.1) PESSOAL
8.1.1 – Remuneração direta
8.1.2 – Benefícios
8.1.3 – FGTS

8.2) IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES


8.2.1 – Federais
8.2.2 – Estaduais
8.2.3 – Municipais

8.3) REMUNERAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS


8.3.1 – Juros
8.3.2 – Aluguéis
8.3.3 – Outras

8.4) REMUNERAÇÃO DE CAPITAL PRÓPRIO


8.4.1 – Juros sobre o Capital Próprio
8.4.2 – Dividendos
8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício
8.4.4 – Participação dos Não controladores nos Lucros retidos (só para consolidação)

ATENÇÃO: O total do Item 8 deve ser exatamente igual ao total do Item 7

7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

DICA → Para decorar a estrutura da DVA, assim como devemos fazer com qualquer Demonstração
Contábil, temos que massificar o conteúdo com a resolução de MUITAS questões. Não há outra maneira.

@RADEGONDESS 6
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RESUMO 09

Veja estas questões de DVA da banca FGV comentadas pelo prof. Igor Cintra:

1. [Link]
(Esse vídeo tem 08 minutos)

2. [Link]
(Esse vídeo tem 11 minutos)

3. [Link]
(Coloque o vídeo em 16min e 15seg e assista até 27min)

Agora veremos os Detalhes mais importantes de cada Item da DVA.

PRIMEIRA PARTE DA DVA – FORMAÇÃO DA RIQUEZA


A primeira parte da estrutura da DVA deve apresentar de forma detalhada a formação da riqueza pela
entidade. Essa parte vai do item 1 até o item 7 da demonstração. O item 8 representa a distribuição da
riqueza gerada. O item 1 é representado pelas receitas.

Corresponde ao Ingresso Bruto ou


Venda de Mercadorias, Faturamento Bruto, pois inclui os
Produtos e Serviços valores dos tributos incidentes sobre
essas receitas (ICMS, IPI, PIS e COFINS)

Da mesma forma que o item anterior


inclui os tributos incidentes sobre essas
Outras Receitas
receitas. Exemplo: Resultado na Venda
RECEITAS

de Imobilizado

Receitas Relativas à Construção Gastos acumulados com a construçao de


de Ativos Próprios ativos para uso próprio pela empresa

Provisão para Créditos de Inclui valores relativos à Constituição e


Liquidação Duvidosa (PCLD) Reversão da PCLD

@RADEGONDESS 7
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RESUMO 09

ITEM 09: No caso de estoques de longa maturação, os juros a eles incorporados


deverão ser destacados como distribuição da riqueza no momento em que os
respectivos estoques forem baixados; dessa forma, não há que se considerar esse
valor como outras receitas.

 Exemplo: Uma sociedade empresária, fabricante de equipamentos de longo


prazo, obteve um empréstimo bancário diretamente relacionado à
construção do estoque. A construção demorou 36 meses. Nesse caso, de
acordo com o item 09 do CPC 09 (DVA), os juros incorporados ao estoque
devem ser evidenciados como distribuição da riqueza na DVA no momento
da baixa do estoque.

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS


Os insumos adquiridos de terceiros representa o item 2 da Demonstração do Valor Adicionado. Esse
item é composto pelo: (1) Custo dos Produtos, das Mercadorias e dos Serviços Vendidos; (2) Materiais,
Energia, Serviços de Terceiros e Outros; e (3) Perda e Recuperação de Valores Ativos.

Não inclui gastos com pessoal próprio.


Custo dos Produtos, das
Devem ser considerados os tributos
Mercadorias e dos Serviços
incluídos no momento das compras,
vendidos.
INSUMOS ADQUIRIDOS

recuperáveis ou não.
DE TERCEIROS

Devem ser considerados os tributos


Materiais, energia, serviços
incluídos no momento das compras,
de terceiros e outros.
recuperáveis ou não.

Inclui valores relativos a ajustes por


Perda e recuperação
avaliação de valor de merdcado de
de valores ativos.
estoques, imobilizados, investimentos, etc.

ATENÇÃO: Devem ser considerados os tributos incluídos no momento das compras (ICMS,
IPI, PIS e COFINS), recuperáveis ou não. Esse procedimento é diferente das práticas
utilizadas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

@RADEGONDESS 8
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RESUMO 09

VALOR ADICIONADO BRUTO


O valor adicionado bruto fica no item 3 da Demonstração do Valor Adicionado e representa o resultado
da subtração entre os itens 1 e 2 da DVA.

2. INSUMOS ADQ. 3. VALOR ADICIONADO


1. RECEITAS
TERCEIROS BRUTO

RETENÇÕES
As retenções ficam no item 4 da DVA e são representadas pelas contas de depreciação, amortização e
exaustão.

VALOR ADICIONADO LÍQUIDO


O valor adicionado líquido fica no item 5 da Demonstração do Valor Adicionado e representa o resultado
da subtração entre os itens 3 e 4 da DVA.

3. VALOR ADICIONADO 4. RETENÇÕES: 5. VALOR ADICIONADO


BRUTO DEPREC./AMORT./EXAUST LÍQUIDO

VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA


Fica no item 6 da DVA e representa a riqueza que não tenha sido criada pela própria entidade, e sim
por terceiros, e que a ela é transferida, como, por exemplo, receitas financeiras, de equivalência
patrimonial, dividendos, aluguel, royalties, etc.

Pode ser Receita ou Despesa com


Resultado de Equivalência
Equivalência Patrimonial. Sendo despesa,
Patrimonial.
VALOR ADICIONADO

o valor será apresentado negativo.


TRANSFERÊNCIA
RECEBIDO EM

Abarca todas as receitas financeiras,


Receitas Financeiras.
incluindo as variações cambiais ativas.

Dividendos relativos a investimentos


Outras Receitas. avaliados pelo Custo, aluguéis, direitos
de franquia, Royalties, Doações.

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RESUMO 09

VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR


O valor adicionado total a distribuir fica no item 7 da Demonstração do Valor Adicionado e representa o
resultado da soma entre os itens 5 e 6 da DVA.

5. VALOR ADICIONADO 6. VALOR ADICIONADO 7. VALOR ADICIONADO


LÍQUIDO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA TOTAL A DISTRIBUIR

SEGUNDA PARTE DA DVA – DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA


A primeira parte da Demonstração do Valor Adicionado apresenta a formação da riqueza pela entidade.
Essa parte vai do item 1 até o item 7 da demonstração. Por outro lado, a segunda parte (item 8)
representa a distribuição da riqueza gerada, ou seja, o item 8 da DVA apresenta de forma detalhada
como a riqueza obtida pela entidade foi distribuída.
 1ª Parte da DVA => Formação da riqueza (vai do item 1 até o item 7)
 2ª Parte da DVA => Distribuição da riqueza (apenas o item 8)

Caso seja do seu interesse, assista a esta revisão da 2º parte da DVA feita pelo prof. Igor Cintra:
 [Link] (tem 11 minutos)

Os principais componentes do item 8 (2ª parte) da DVA são: (1) Pessoal; (2) Impostos, Taxas e
Contribuições; (3) Remuneração de Capital de Terceiros; e (4) Remuneração de Capital Próprio.

Corresponde ao salário, 13º salário,


honorários da administração, férias,
Remuneração Direta
comissões, hora-extra, participação de
empregado, etc.
8.1 - PESSOAL

Assitência médica, alimentação,


Benefícios
transporte, planos de aposentadoria, etc.

Valores depositados em conta vinculada


FGTS
do empregado.

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RESUMO 09

Tributos devidos à União (IRPJ, CSSL, IPI, CIDE,


Federais
8.2 - IMPOSTOS, TAXAS E

PIS, COFINS e Contribuição sindical Patronal)


CONTRIBUIÇÕES

Estaduais Tributos devidos ao Estado

Municipais Tributos devidos ao Município

ATENÇÃO: Como tratar o INSS na distribuição da riqueza?

INSS RETIDO Pessoal - Remuneração direta


(do empregado) (item 8.1.1 da DVA)

INSS PATRONAL Impostos, Taxas e Contribuições - Federais


(do empregador) (item 8.2.1 da DVA)

Juros Despesas Financeiras, Variações Cambiais Passivas.


8.3 - REMUNERAÇÃO DO
CAPITAL DE TERCEIROS

Aluguéis pagos ou creditados a terceiros e


Aluguéis
Arrendamento Operacional.

Outras remunerações que configurem transferência de


Outras riqueza, mesmo as originadas em capital intelectual
(royalties, franquias, direitos autorais).

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RESUMO 09

Devem ser incluídos apenas os valores distribuídos


com base no Lucro do Exercício
Juros Sobre Capital Próprio
e
DIvidendos
Desconsiderar o JSCP e o Dividendo distribuídos com base em
Lucros Acumulados de exercícios anteriores, pois já foram
tratados como Lucros Retidos no exercício em que foram gerados
8.4 - REMUNERAÇÃO DO
CAPITAL PRÓPRIO

Inclui os valores do Lucro do Exercício


destinado à formação das reservas (inclusive o
Lucros Retidos JCP quando tiverem esse tratamento)
ou
Prejuízo do Exercício
No caso de prejuízo, apresentar
com valor negativo

Participação dos
Usada somente para Consolidação das
NÃO Controladores
Demonstrações Contábeis
nos Lucros retidfos

CASOS ESPECIAIS
Base Normativa: CPC 09, itens 16 a 27

1 - DEPRECIAÇÃO DE ITENS REAVALIADOS OU AVALIADOS AO VALOR JUSTO


 Quando a realização de determinado ativo ocorrer pelo processo normal de depreciação, por
consequência a DVA também é afetada. Assim, no momento da reavaliação ou da avaliação a
VJ, deve-se incluir esse valor na linha de “Outras Receitas” na DVA. Os tributos decorrentes
são evidenciados na linha de Impostos, Taxas e Contribuições.

Veja esta questão de DVA da banca FGV comentada pelo prof. Igor Cintra:
 [Link]
 (coloque o vídeo em 27min e 15seg e assista até 30min)

2 - AJUSTE DE EXERCÍCIOS ANTERIORES


 Devem ser adaptados na DVA relativa ao período mais antigo apresentado pra fins de
comparação, como se a nova prática contábil estivesse sempre em uso ou o erro fosse
corrigido.

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RESUMO 09

3 - ATIVOS CONSTRUÍDOS PELA EMPRESA PARA USO PRÓPRIO

 Na DVA, essa construção equivale à produção vendida para a própria entidade, por isso seu
valor contábil integral deve ser considerado como Receita (item 1.3 da DVA).

 Gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como Insumos (item 2.2 da DVA).

 A mão-de-obra é considerada como distribuição dessa riqueza (item 8.1 da DVA).

4 - DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS RELATIVOS A EXERCÍCIOS ANTERIORES

 A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da DRE. Mas ela tem também uma interface
com a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) na parte em que
movimentações nesta conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício.

5 - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

5.1 - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PROGRESSIVA (Fato Gerador ainda vai ocorrer)


 Ocorre quando o pagamento do tributo é antecipado. O Substituto tributário (fabricante ou
importador) deve incluir o valor do tributo no faturamento bruto e apresenta-lo como
dedução desse faturamento pra chegar à Receita Bruta.

 Exemplo: Fábrica de carro vende 01 veículo para a concessionária. Sabendo que o preço de
venda da concessionária para o consumidor final será de R$ 50.000, o Estado determina que a
fábrica faça o recolhimento do seu ICMS próprio e também do ICMS devido pela concessionária
(que ainda vai vender o carro sabe-se lá quando). Repare que o fato gerador dessa venda da
concessionária para o consumidor final ainda não ocorreu, será um evento futuro! Mesmo
assim a fábrica deve recolher em substituição à concessionária, antes do acontecimento do FG.

5.2 - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA REGRESSIVA (Fato Gerador já ocorreu)


 Ocorre quando o pagamento do tributo é postergado (diferido). O comerciante que realiza a
operação com o produtor é responsável pelo recolhimento do tributo. Nesse caso, o
comerciante pode:
1. Ter direito ao crédito na operação seguinte, ou seja, o Tributo é Recuperável e o valor
dos impostos sobre as vendas deve ser considerado pelo valor total na DVA; ou
2. Não ter direito ao crédito (o valor recolhido é tratado como custo dos estoques).

 Exemplo: Uma fábrica de roupas vende (fato gerador) 300 peças para um estabelecimento
comercial, que foi eleito pela legislação estadual como substituto tributário. A legislação pode
estabelecer que a cobrança do ICMS seja realizada na entrada do estabelecimento comercial ou
em uma saída posterior (quando a roupa for revendida a outro estabelecimento ou a um
consumidor final). Ou seja, pode estabelecer que o ICMS da fábrica seja cobrado
posteriormente do estabelecimento comercial, por substituição tributária regressiva.

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RESUMO 09

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo de DVA. Tudo que a gente precisa saber para mandar bem na prova
está aqui neste material! Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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RESUMO 12

SUMÁRIO

Conceitos Iniciais de Fluxo de Caixa no CPC 03 ................................................................................. 02

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais ..................................................................................... 05

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento ................................................................................ 06

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento ............................................................................... 06

Classificações Importantes ............................................................................................................... 07

Fluxo de Caixa Operacional pelo Método Indireto ............................................................................. 09

Fluxo de Caixa em Moeda Estrangeira ............................................................................................... 12

Considerações Finais .......................................................................................................................... 13

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, alguém aí tem dúvidas de que terá uma questão de DFC na prova? (rsrs) Pois é, esse assunto é
praticamente certo em todas as provas de todas as bancas e hoje vamos estudá-lo com foco na banca
FGV. Caso seja do seu interesse baixar o CPC 03, sugerimos o acesso por meio do portal do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, conforme link abaixo:

➢ [Link]

Se você nunca estudou esse assunto, sugerimos este vídeo do prof. Feliphe Araújo:

➢ [Link] (O vídeo tem 3h e 26min)

Se você já estudou esse assunto, mas gostaria de revisá-lo, sugerimos este vídeo da prof. Camila Sá:

➢ [Link] (O vídeo tem 32 min)

Sugestão de estudo:

1. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

2. Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois
avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não
tenha entendido a questão.

Bons estudos!

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RESUMO 12

CONTEXTUALIZAÇÃO
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) integra o conjunto completo de demonstrações contábeis
das sociedades por ações. No entanto, a lei 6.404/76, art. 176, § 6º, dispõe que a companhia fechada
com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000 (dois milhões de reais) não será
obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.

Além disso, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) regulamentou a forma de elaboração e


apresentação da DFC, por meio do Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de
Caixa.

CPC 03 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)


O fluxo de caixa refere-se ao fluxo do dinheiro no caixa da empresa, ou seja, ao montante de caixa
recolhido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido. O objetivo do CPC 03 é
requerer a prestação de informações acerca das alterações históricas de caixa (e equivalentes de caixa)
da entidade por meio de demonstração dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de
investimento e de financiamento.

Variação do Caixa = Saldo Final – Saldo Inicial


∆Caixa = SF - SI

OPERACIONAIS

ATIVIDADES DO
DE INVESTIMENTO
FLUXO DE CAIXA

DE FINANCIAMENTO

Variação do Caixa = Atividade Operacional + Atividade de Investimento + Atividade de Financiamento


∆Caixa = AO + AI + AF

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RESUMO 12

OBS: Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma
atividade.

Exemplo: Desembolso de caixa para pagamento de empréstimo com juros. Nesse caso, a
parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal
deve ser classificada como atividade de financiamento.

QUAIS DEMONSTRAÇÕES SÃO UTILIZADAS PARA PREPARAR A DFC?

➢ A DFC é elaborada com base na Demonstração do Resultado do Exercício do


período em análise, assim como dos Balanços Patrimoniais do período em análise e
do anterior.

DEFINIÇÕES IMPORTANTES
(CPC 03, item 06)

CAIXA
01
➢ Compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.

EQUIVALENTE DE CAIXA
➢ São aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são
prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão
sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
02
OBS: O item 07 do CPC 03 dispõe que um investimento normalmente qualifica-se
como equivalente de caixa somente quando tem vencimento de curto prazo, por
exemplo, três meses ou menos, a contar da data da aquisição.

De curto prazo
(três meses ou menos)

De alta liquidez

EQUIVALENTES São aplicações


DE CAIXA financeiras
Prontamente conversíveis
em dinheiro

Que estão sujeitas a um insignificante


risco de mudança de valor

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RESUMO 12

DEFINIÇÕES IMPORTANTES
(CPC 03, item 06)

FLUXOS DE CAIXA
03
➢ São as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.

ATIVIDADES OPERACIONAIS
04 ➢ São as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras
atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento.

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
05 ➢ São as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de
outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
06 ➢ São aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do
capital próprio e no capital de terceiros da entidade.

ATENÇÃO: O item 08 do CPC 03 assevera que empréstimos bancários são geralmente


considerados como atividades de financiamento. Entretanto, saldos bancários a
descoberto, decorrentes de empréstimos obtidos por meio de instrumentos como
cheques especiais ou contas correntes garantidas que são liquidados em curto lapso
temporal compõem parte integral da gestão de caixa da entidade. Nessas circunstâncias,
saldos bancários a descoberto são incluídos como componente de caixa e equivalentes
de caixa. Uma característica desses arranjos oferecidos pelos bancos é que
frequentemente os saldos flutuam de devedor para credor.

OBS: Os Saldos Bancários a Descoberto NÃO são enquadrados nos fluxos das atividades de
Financiamento, Investimento e Operacionais. Eles são incluídos como componente de
caixa e equivalentes de caixa, porém com a função de deduzir o montante do grupo.

Veja esta questão de DFC da banca FGV comentada pelo prof. Igor Cintra:

➢ [Link] (tem 07 minutos)

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RESUMO 12

ATIVIDADES OPERACIONAIS
O montante dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais é um indicador chave para saber
se a entidade têm gerado fluxo de caixa suficiente para pagar empréstimos, manter a capacidade
operacional, pagar dividendos e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de
financiamento.

Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:


✓ (+) Recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;
✓ (+) Recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas;
✓ (-) Pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
✓ (-) Pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
✓ (+) Recebimentos e (-) pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros.

O item 14 do CPC 03 dispõe que os fluxos de caixa relativos a venda de item do imobilizado são fluxos de
caixa provenientes de atividades de investimento. Entretanto, pagamentos em caixa para a produção ou
a aquisição de ativos mantidos para aluguel a terceiros que, em sequência, são vendidos são fluxos de
caixa advindos das atividades operacionais. Os recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de
tais ativos são também fluxos de caixa das atividades operacionais.

ATIVOS MANTIDOS PARA FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES


ALUGUEL A TERCEIROS OPERACIONAIS

O item 15 do CPC 03 estabelece que a entidade pode manter títulos e empréstimos para fins de
negociação imediata ou futura, os quais, no caso, são semelhantes a estoques adquiridos
especificamente para revenda. Dessa forma, os fluxos de caixa advindos da compra e venda desses
títulos são classificados como atividades operacionais. Da mesma forma, as antecipações de caixa e os
empréstimos feitos por instituições financeiras são comumente classificados como atividades
operacionais, uma vez que se referem à principal atividade geradora de receita dessas entidades.

TÍTULOS E EMPRÉSTIMOS São semelhantes a estoques adquiridos para


PARA FINS DE NEGOCIAÇÃO revenda, por isso serão classificados como
IMEDIATA OU FUTURA ATIVIDADES OPERACIONAIS

Representa a principal atividade da entidade,


EMPRÉSTIMO FEITO POR
por isso será classificado como
INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
ATIVIDADE OPERACIONAL

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RESUMO 12

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Somente desembolsos que resultam em ativo são passíveis de classificação como atividades de
investimento.

Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento são:


✓ (-) Aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e ativos de longo prazo.
✓ (+) Venda de ativo imobilizado, intangíveis e ativos de longo prazo.
✓ (-) Aquisição de instrumentos patrimoniais (participação em outras empresas).
✓ (+) Venda de instrumentos patrimoniais.
✓ (-) Adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros.
✓ (+) Recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou empréstimos concedidos.
✓ = Caixa Líquido (gerado/consumido) nas atividades de investimento.

OBS: Aquisição de Ativo, para pagamento a prazo, não influencia o fluxo de caixa da
atividade de Investimento.

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é importante por
ser útil na previsão de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade.

Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:


✓ (+) Caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais.
✓ (-) Pagamentos a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade.
✓ (+) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos de curto e longo prazo.
✓ (-) Resgate (pagamento) de Debêntures, amortização (pagamento) de empréstimos.
✓ (+) Integralização de capital pelos sócios (em dinheiro).
✓ (-) Pagamento de Dividendos e JSCP (Juros Sobre Capital Próprio).
✓ = Caixa Líquido (gerado/consumido) nas atividades de financiamento.

OBS: Integralização de Capital com Bens (terrenos, veículos) não influencia o fluxo de caixa.

ATENÇÃO: O item 34A do CPC 03 encoraja fortemente as entidades a classificarem os


juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos como
fluxos de caixa das atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital próprio
pagos como fluxos de caixa das atividades de financiamento. Alternativa diferente deve
ser seguida de nota evidenciando esse fato.

➢ Juros recebidos ou pagos = Atividade Operacional.


➢ Dividendos e JSCP Recebidos = Atividade Operacional.
➢ Dividendos e JSCP Pagos = Atividade de Financiamento.

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RESUMO 12

CLASSIFICAÇÕES IMPORTANTES
Algumas contas costumam nos confundir devido ao jogo de palavras, então vamos colocar aqui aquelas
que mais aparecem em provas.

EMPRÉSTIMOS
CONCEDIDOS OBTIDOS

Atividade de Investimento Atividade de Financiamento

OBS 01: Os juros recebidos ou pagos serão classificados como Fluxo de caixa da
Atividade Operacional. Essa é a classificação encorajada fortemente pelo item 34A do
CPC 03.

OBS 02: Alternativamente, os juros pagos e os juros recebidos podem ser classificados,
respectivamente, como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de caixa de
investimento, porque são custos de obtenção de recursos financeiros ou retornos
sobre investimentos. (CPC 03, item 33)

AÇÕES
DE OUTRAS EMPRESAS DA PRÓPRIA EMPRESA

Atividade de Investimento Atividade de Financiamento

A ideia aqui é a seguinte:


Se a empresa adquire ações de outra empresa ela está investindo seu dinheiro na
compra de tais ações. Por outro lado, se a empresa faz uma emissão de suas ações
para captar dinheiro junto a terceiros, então ela será financiada pelos acionistas que
vão adquirir tais ações. O mesmo raciocínio vale para as Debêntures.

DIVIDENDOS E JSCP
RECEBIDOS PAGOS

Atividade Operacional Atividade de Financiamento

OBS: Essa é a classificação principal, encorajada fortemente pelo item 34A do CPC 03.

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RESUMO 12

ATENÇÃO!

Alternativamente, os dividendos e os juros sobre o capital próprio (JSCP) RECEBIDOS


podem ser classificados como fluxos de caixa de investimento, porque são retornos
sobre investimentos. (CPC 03, item 33)

Alternativamente, os dividendos e os juros sobre o capital próprio (JSCP) PAGOS podem


ser classificados como componente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, a
fim de auxiliar os usuários a determinar a capacidade de a entidade pagar dividendos e
JSCP utilizando os fluxos de caixa operacionais. (CPC 03, item 34)

CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
PRINCIPAL ALTERNATIVA

DIVIDENDOS E JSCP
Atividade Operacional Atividade de Investimento
RECEBIDOS

DIVIDENDOS E JSCP
Atividade de Financiamento Atividade Operacional
PAGOS

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO


O item 35 do CPC 03 estabelece que os fluxos de caixa referentes ao imposto de renda (IR) e
contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) devem ser divulgados separadamente e devem ser
classificados como fluxos de caixa das atividades operacionais, a menos que possam ser identificados
especificamente como atividades de financiamento e de investimento.

Devem ser divulgados


separadamente
FLUXO DE CAIXA
DO IR E DA CSLL
Devem ser classificados como
Atividade Operacional

Exceto se puderem ser identificados


especificamente como atividades de
financiamento ou de investimento.

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RESUMO 12

Veja estas questões de DFC da banca FGV comentadas pelo prof. Igor Cintra:

1. [Link]
(Esse vídeo tem 06 minutos)

2. [Link]
(Esse vídeo tem 06 minutos)

3. [Link]
(Coloque o vídeo em 12min e 45 seg e assista até 17 min e 30 seg)

4. [Link]
(Esse vídeo tem 03 minutos)

5. [Link]
(Esse vídeo tem 05 minutos)

FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL PELO MÉTODO INDIRETO


Nos termos do item 20 do CPC 03, no método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades
operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo quanto aos efeitos de:

1. Variações ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar.

2. Itens que não afetam o caixa, tais como:


✓ Depreciação
✓ Provisões
✓ Tributos diferidos
✓ Ganhos e perdas cambiais não realizados
✓ Resultado de equivalência patrimonial

3. Todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento
(ex: venda de terreno) e de financiamento.

QUAL A IDEIA DO MÉTODO INDIRETO?

A ideia é descobrirmos quanto de dinheiro temos em caixa partindo de outra


demonstração que é elaborada pelo regime de competência.

Exemplo: Se você vende à vista um veículo contabilizado por R$ 50.000 por este mesmo
valor, mas tem uma despesa de depreciação contabilizada por R$ 10.000, então seu lucro
apurado pelo regime de competência é de R$ 40.000, mas os R$ 10.000 de depreciação
não saíram do caixa, por isso existe o método indireto, onde partiremos da DRE (do último
exercício) e do Balanço Patrimonial (os dois últimos) para fazermos os ajustes necessários
com o intuito de descobrir quanto de fato temos no caixa da empresa.

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RESUMO 12

COMO SERÁ CALCULADO O FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS PELO


MÉTODO INDIRETO?

Será calculado por meio de dois ajustes, o primeiro ajuste será feito no lucro líquido da
DRE e o segundo ajuste será realizado a partir do Balanço Patrimonial (BP), mais
precisamente nos Ativos e Passivos relacionados com a atividade operacional.

Exemplo:
1º passo → Pegar o Lucro Líquido do Exercício na DRE e realizar os ajustes abaixo:
✓ ( + ) Depreciação/Amortização/Exaustão
✓ (+ ou -) Resultado de Equivalência Patrimonial
✓ (+ ou -) Resultado da Venda de Investimentos
✓ (+ ou -) Resultado da Venda de Imobilizado
✓ (+ ou -) Resultado da Venda de Intangíveis
( = ) Lucro Ajustado

2º passo → Pegar o Lucro Ajustado e realizar os outros ajustes abaixo:


✓ ( – ) Aumento de Contas Operacionais do Ativo
✓ ( + ) Diminuição de Contas Operacionais do Ativo
✓ ( + ) Aumento de Contas Operacionais do Passivo Exigível
✓ ( – ) Diminuição de Contas Operacionais do Passivo Exigível
( = ) Caixa Líquido (gerado/consumido) pelas Atividades Operacionais

OBSERVAÇÕES

Note que o ajuste do lucro líquido na DRE do último período será feito por meio
da soma (+) ou subtração (-) dos elementos que não impactaram o caixa como,
por exemplo, a depreciação e o Resultado de Equivalência Patrimonial.

01
Exemplo: O resultado positivo (+) de equivalência patrimonial não impacta o
caixa, ou seja, não entra dinheiro no caixa, por isso, quando estivermos
resolvendo a questão, devemos subtrair (-) este valor para ajustar o regime de
competência ao regime de caixa.

O Resultado positivo (+) da Venda de Investimentos, Imobilizado e Intangível


impactam o caixa, porém não fazem parte da Atividade Operacional, por isso
02
também devemos subtrair (-) este valor para ajustar o regime de competência ao
regime de caixa.

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RESUMO 12

OBSERVAÇÕES

Devemos notar também que, ao realizar o 2º ajuste, ou seja, ao analisarmos o


Balanço Patrimonial dos dois últimos períodos, devemos ter em mente que um
aumento ou uma redução do Ativo provoca um efeito inverso no caixa:
➢ Aumento do ativo - Reduz o Caixa
➢ Redução do Ativo - Aumenta o Caixa

Exemplo 01: Se você compra mais estoques, então você tira dinheiro do caixa, ou
seja, um aumento da conta Estoques (ativo) significa uma redução na conta caixa.

Exemplo 02: O recebimento de clientes reduz a conta Clientes (ativo) e aumenta


03 o caixa.

Por outro lado, com relação ao Passivo, devemos ter em mente que um aumento
ou uma redução dele provoca um efeito direto no caixa:
➢ Aumento do Passivo - Aumenta o Caixa
➢ Redução do Passivo - Reduz o Caixa

Exemplo: Se você contrata um empréstimo, então entra dinheiro no caixa, ou


seja, um aumento da conta Empréstimos (passivo) significa um aumento na conta
caixa.

Veja esta questão de DFC da banca FGV comentada pelo prof. Igor Cintra:

➢ [Link]
(coloque o vídeo em 42min e 20seg e assista até 49min)

Veja também estas questões de DFC da banca FGV comentadas pelo prof. Feliphe
Araújo:

➢ [Link]
(O vídeo possui 23 min)

AVISO: Caso você ainda esteja com dificuldades em apurar o Fluxo de Caixa Operacional
pelo método indireto, sugerimos que assista a esta aula do prof. Geovanni:

[Link] (tem 12 minutos)

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RESUMO 12

FLUXO DE CAIXA EM MOEDA ESTRANGEIRA


Base Normativa: CPC 03 (R2) - Itens 25 e 26

Os Fluxos de Caixa advindos de transações em Moeda Estrangeira devem ser registrados na Moeda
Funcional da entidade pela aplicação, ao montante em moeda estrangeira, das taxas de câmbio entre a
moeda funcional e moeda estrangeira observadas na data da ocorrência do Fluxo de Caixa.

Registrado na Moeda Funcional

FLUXO DE CAIXA
MOEDA ESTRANGEIRA
Aplica-se a taxa de câmbio na data
da ocorrência do Fluxo de Caixa

ATENÇÃO: O item 8 do CPC 02 (R2) estabelece que a Moeda funcional é a moeda do


ambiente econômico principal no qual a entidade opera.

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RESUMO 12

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Vale ressaltar que o examinador poderá cobrar qualquer parte do
CPC 03, porém o que costuma cair em provas está aqui neste material, ou seja, tudo que precisamos
para mandar bem nas questões de DFC está aqui, então temos certeza de que o estudo deste PDF aliado
ao estudo constante das questões da banca é uma excelente estratégia para alocar nossas horas de
estudos.

Agora precisamos estudar as questões.

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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[Escolha a data]

[Ano]
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RESUMO 13

SUMÁRIO

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ............................................................ 02

Ajustes de Períodos Anteriores na DLPA ........................................................................................... 06

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) .......................................................... 07

Principais Lançamentos Cobrados em Provas ................................................................................... 09

Considerações Finais ......................................................................................................................... 11

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, a banca FGV não costuma se aprofundar nos conhecimentos de DLPA e DMPL, então
acreditamos que estudar essas duas demonstrações possui um custo-benefício interessante.

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo
sobre DLPA com o prof. Geovanni:

 [Link] (tem 1h e 14min)

Sugestão de estudo:

1. Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.

2. Após o estudo deste PDF, estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de
“favoritar” as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o
reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”,
deverá ser seu foco.

3. Além disso, para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois
comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois
avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não
tenha entendido a questão.

Bons estudos!

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RESUMO 13

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA)


Primeiramente, vamos ver os dispositivos legais sobre a DLPA e depois vamos esquematizá-lo a fim de
destacar os aspectos mais relevantes.

Lei 6.404/76
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:

I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a


correção monetária do saldo inicial;

II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;

III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros


incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.

§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os


decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro
imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a
fatos subsequentes.

§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante


do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das
mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.

OBSERVAÇÕES

Note que o art. 176, II, da Lei 6.404/76, estabelece que a DLPA é uma
01
demonstração obrigatória para todas as companhias.

Note também que o art. 186, § 2º, da Lei 6.404/76, dispõe que a DLPA
02 poderá ser incluída na DMPL, se esta for elaborada e publicada pela
companhia. Ou seja, nos termos da lei, a DMPL é facultativa.

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RESUMO 13

A elaboração da DLPA tem por objetivo evidenciar as alterações e as variações entre o saldo inicial e o
saldo final da conta de prejuízos ou lucros acumulados, referentes ao respectivo período de apuração
contábil, partindo de seu saldo no início do exercício social e concluindo com a posição da conta por
ocasião do balanço de encerramento do exercício. Nesse contexto, de acordo com o art. 186 (incisos I, II
e III) da lei das sociedades por ações (lei 6.404/76), na elaboração da DLPA, deverá ser evidenciado:

 O saldo do início do período


 Os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial
 As reversões de reservas
 O lucro líquido do exercício
 As transferências para reservas de lucros
 As transferências para os dividendos
 As transferências para a parcela dos lucros incorporada ao capital
 O saldo ao fim do período

Além disso, a DLPA deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser
incluída na DMPL, se elaborada e publicada pela companhia.

ATENÇÃO: Apesar do § 2° do artigo 186 da Lei 6.404/76 atribuir caráter facultativo de


inclusão da DLPA na DMPL, a banca FGV entende que a DLPA é incluída na DMPL. Talvez
esse entendimento seja decorrente do CPC 26 (Apresentação das Demonstrações
Contábeis), que não considera a DLPA como obrigatória, mas sim a DMPL.

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV – ALBA 2014) De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, a
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deve ser incluída
e) na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. [Gabarito]

(FGV - FunSaúde CE 2021) De acordo com a legislação contábil, a


Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é incluída na seguinte
demonstração contábil de uma sociedade empresária:
d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. [Gabarito]

(FGV – IMBEL 2021) Assinale a opção que indica a demonstração contábil que
substitui a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. [Gabarito]

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RESUMO 13

Agora vamos esquematizar o art. 176, II, e o art. 186 da Lei 6.404/76.

É uma demonstração obrigatória

DLPA Deverá indicar o dividendo por ação

Poderá ser incluída na DMPL

Base Normativa: Lei 6.404/76, art. 186 (incisos I, II e III).

ESTRUTURA DA DLPA
CONTA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS VALOR R$

Saldo do Início do Período

(+ ou -) Ajustes de Exercícios Anteriores

(+) Reversão de Reserva de Lucros

(+ ou -) Lucro ou Prejuízo Líquido

(-) Transferências para Reservas de Lucros:


 Reserva Legal
 Reserva Estatutária
 Reserva para Contingências
 Reserva de Incentivos Fiscais
 Reserva de Retenção de Lucros
 Reserva de Lucros a Realizar
 Reserva Especial para Dividendo Obrigatório

(-) Transferências para Dividendos

(-) Transferências para incorporação ao Capital Social

(-) Dividendos Antecipados

(=) Saldo do Final do Período


OBS: Não precisa memorizar essa estrutura, pois as questões se limitam à literalidade da lei 6.404/76.

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RESUMO 13

QUESTÃO-EXEMPLO

(FGV - SEMSA Manaus 2022) Com relação ao montante dos dividendos pagos
por ação do capital social, típica análise feita pelos investidores, assinale a
opção que compreende a demonstração contábil que permite averiguação
desse montante.

a) Demonstração de fluxos de caixa, pelo método direto.


b) Demonstração do Valor Adicionado.
c) Demonstração do Resultado de Exercício.
d) Demonstração por Outros Resultados Abrangentes.
e) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.

SOLUÇÃO:
Nos termos do artigo 186, § 2°, da Lei n° 6.404/76, a DLPA deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social.

Gabarito: E

(FGV - Analista – Prefeitura de Recife 2014) Em relação à Demonstração dos


Lucros ou Prejuízos Acumulados, assinale a afirmativa correta.

a) Pode ser evidenciada como parte do Balanço Patrimonial.


b) Tornou-se obrigatória pela Lei nº 11.638/07.
c) Considera como ajustes de exercícios anteriores os decorrentes de efeitos
da mudança de critério contábil ou de estimativa.
d) Os ajustes evidenciados trazem mudanças no resultado do exercício a que
se referem.
e) Deve indicar o montante do dividendo por ação do capital social.

SOLUÇÃO:
Nos termos do artigo 186, § 2°, da Lei n° 6.404/76, a DLPA deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social.

Gabarito: E

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RESUMO 13

AJUSTES DE PERÍODOS ANTERIORES NA DLPA


O art. 186, § 1º, da lei 6.404/76 dispõe que como ajustes de exercícios anteriores serão considerados
apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a
determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.

De efeitos da mudança
de critério contábil
Como ajustes de exercícios
DLPA anteriores serão considerados
apenas os decorrentes
Da retificação de erro imputável a
determinado exercício anterior

E que não possam ser atribuídos


a fatos subsequentes.

EXEMPLO

Uma sociedade empresária utilizava o método PEPS para avaliar o seu


estoque em 2020 quando apurou lucro de R$ 100.000.

Em 2021, os contadores da sociedade empresária julgaram que o melhor


método de avaliação para seu estoque era o custo médio. Portanto, em
31/12/2021, a sociedade empresária apresentou suas demonstrações
contábeis de acordo com o custo médio.

Em suas demonstrações comparativas de 2020, ela também utilizou o custo


médio, por se tratar de mudança de política contábil. O lucro em 31/12/2020,
de acordo com esse método, foi de R$ 60.000.

Nesse caso, para realizar tal ajuste a entidade deverá realizar um crédito na
conta Estoques no valor de R$ 40.000 (para ajustar o valor de R$ 100.000 para
R$ 60.000). A entidade não tem como debitar uma conta de resultado
(exemplo: CMV) pelo ajuste da conta de resultado, pois este foi apurado e
encerrado em 2020. Sendo assim, resta realizar um débito na conta “Lucros
Acumulados”, a título de Ajustes de Exercícios Anteriores.

D – Ajuste de Exercícios Anteriores - Lucros Acumulados R$ 40.000 (↓PL)


C – Estoques R$ 40.000 (↓Ativo)

Ou seja, note que o ajuste referente à diferença entre o lucro apurado pelo
custo médio e o lucro apurado pelo PEPS, que é de R$ 40.000, deve ser
contabilizado na DLPA, visto que houve um ajuste decorrente de efeitos da
mudança de critério contábil.

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RESUMO 13

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)


A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é uma demonstração contábil que tem
por finalidade expor as variações (ou mutações) ocorridas, durante um exercício, em todas as contas
que compõem o patrimônio líquido de uma empresa.

De acordo com o CPC 26 (Apresentação das Demonstrações Contábeis), a DMPL integra o conjunto
completo de demonstrações contábeis a serem elaboradas ao final do período.

DLPA DMPL
Demonstra as variações ocorridas na conta Demonstra as variações ocorridas em todas
Lucros ou Prejuízos Acumulados, que é uma as contas do Patrimônio Líquido. Ou seja, é
das contas do Patrimônio Líquido mais completa que a DLPA

É obrigatória de acordo com a Lei 6.404/76 É facultativa de acordo com a Lei 6.404/76

Não é citada pelo CPC 26 É obrigatória de acordo com o CPC 26

OBS: De acordo com o CPC 26 (R1), é vedada a apresentação da Demonstração do


Resultado Abrangente (DRA) exclusivamente na DMPL, ou seja, a DRA deve ser uma
demonstração separada. Contudo, ela também entra na DMPL, pois as contas do
resultado abrangente ficam no PL.

Vale a pena lembrarmos que o Patrimônio Líquido é composto basicamente por seis contas:

CAPITAL SOCIAL

RESERVAS DE CAPITAL

AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL


PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
(art. 178, § 2º, inciso III) RESERVAS DE LUCROS

AÇÕES EM TESOURARIA

PREJUÍZOS ACUMULADOS

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RESUMO 13

AVISO: Se você é um(a) concurseiro(a) iniciante, sugerimos que assista a este vídeo
sobre DMPL com a prof. Camila Sá:

 [Link] (o vídeo tem 13min)

Exemplo resumido de apresentação de uma DMPL:

RESERVAS RESERVAS AJUSTES DE LUCROS OU TOTAL


CAPITAL SOCIAL AÇÕES EM
DE DE AVALIAÇÃO PREJUÍZOS
INTEGRALIZADO TESOURARIA DO PL
CAPITAL LUCROS PATRIMONIAL ACUMULADOS
SALDO
INICIAL
200.000 40.000 - 30.000 100.000 60.000 0 370.000
AÇÕES EM
TESOURARIA 20.000 20.000
VENDIDAS
LUCRO
LÍQUIDO DO 100.000 100.000
PERÍODO
RESERVA
LEGAL
5.000 - 5.000 0
DIVIDENDOS - 95.000 -95.000
SALDO
FINAL DO 200.000 40.000 - 10.000 105.000 60.000 0 395.000
PERÍODO

Note que a primeira linha da DMPL é composta pelas contas do Patrimônio Líquido (PL), por isso a
leitura de uma DMPL é feita da esquerda para a direita. Note também, neste exemplo acima, que o
saldo inicial do PL (R$ 370.000), acrescido das movimentações (entradas e saídas), deve bater com o
saldo final do PL (R$ 395.000). A leitura feita de cima para baixo é utilizada para verificarmos as
movimentações em cada conta do PL.

OBS: Essa estrutura não costuma aparecer em provas, é muito raro, então não se
preocupe em memorizá-la! Apenas colocamos para facilitar o entendimento!

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RESUMO 13

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS COBRADOS EM PROVAS


A maioria das questões de prova sobre DMPL se limitam a fornecer algumas contas do Patrimônio
Líquido e perguntam se houve aumento do saldo do PL. Para saber se houve aumento do saldo,
precisamos ter em mente alguns lançamentos.

Lançamento 01: Um Aumento de Capital Social com reservas de lucros é um fato contábil
que não modifica o PL, porque ocorre permuta entre contas do PL.
D – Reservas de Lucros (diminui o PL) R$ 30.000
C – Capital Social (aumenta o PL) R$ 30.000

As duas contas são do PL, por isso não há alteração no valor total do PL.

Lançamento 02: Um Aumento de Capital Social com integralização em dinheiro pelos


sócios é um fato contábil que aumenta o PL pelo valor integralizado.
D – Caixa (aumenta o ativo) R$ 30.000
C – Capital Social (aumenta o PL) R$ 30.000

Lançamento 03: Um Ajuste de Avaliação Patrimonial (credor) é um fato contábil que


aumenta o PL. Por exemplo, caso tenhamos uma variação positiva no Ativo da empresa
(exemplo: ação disponível para venda futura), o lançamento será o seguinte:
D – Ações disponíveis para venda futura (aumenta o ativo) R$ 30.000
C – Ajuste de avaliação patrimonial (aumenta o PL) R$ 30.000

OBS: A conta Ajuste de Avaliação Patrimonial sempre modifica o PL, pois a sua
contrapartida será um aumento ou uma diminuição do Ativo ou Passivo.

Lançamento 04: O lucro líquido do exercício é um fato contábil que aumenta o PL.
D – Resultado do Exercício (encerra a conta de resultado) R$ 30.000
C – Lucros Acumulados (aumenta o PL) R$ 30.000

OBS: A apropriação do lucro líquido do exercício por meio da conta de Lucros (no PL) para
formação de Reserva para Contingências é um fato contábil que não modifica o PL.
D – Lucros (diminui o PL) R$ 30.000
C – Reserva para Contingências (aumenta o PL) R$ 30.000

Lançamento 05: A constituição de Reserva Legal é um fato contábil que não modifica o PL.
D – Lucros acumulados (diminui o PL) R$ 30.000
C – Reserva legal (aumenta o PL) R$ 30.000

OBS: Esse procedimento é válido para todas as constituições de reservas de lucros,


inclusive no caso de constituição de Reserva Estatutária e Reserva para Contingências.

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RESUMO 13

Lançamento 06: O Dividendo Distribuído é um fato contábil que diminui o PL.


D – Lucros acumulados (diminui o PL) R$ 30.000
C – Dividendos a pagar (aumenta o passivo) R$ 30.000

OBS: O tratamento contábil dado aos Juros Sobre Capital Próprio (JSCP) segue o mesmo
tratamento dado do dividendo.

Lançamento 07: A emissão de AÇÕES com ÁGIO é um fato contábil que aumenta o PL.
D – Bancos (Ativo Circulante) R$ 32.400 (aumenta o Ativo)
C – Capital Social (PL) R$ 30.000 (aumenta o PL)
C – Ágio na Emissão de Ações - Reserva de capital R$ 2.400 (aumenta o PL)

Lançamento 08: A emissão de AÇÕES com GASTOS para colocação dos papéis no mercado
é um fato contábil que aumenta o PL.
D – Caixa (ou Bancos) R$ 27.600 (aumenta o Ativo)
D – Gastos na emissão de Ações R$ 2.400 (Retificadora do PL)
C – Capital Social R$ 30.000 (aumenta o PL)

OBS 01: Note que a emissão de Ações com gastos também aumenta o PL.

OBS 02: Se tiver ÁGIO e GASTOS na emissão de AÇÕES, o CPC 08 (item 06) dispõe que o
prêmio (ágio) deve ser utilizado para absorver os custos (gastos) de transação.

Sintetizando as contas do PL, podemos organizá-las de acordo com a tabela abaixo:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 Capital Social
 (-) Capital a integralizar
 Reservas de Capital:
 Ágio na emissão de ações
 Alienação de Partes Beneficiárias
 Alienação de Bônus de Subscrição
 Reservas de Lucros:
 Reserva Legal
 Reserva Estatutária
 Reserva para Contingências
 Reserva de Lucros a Realizar
 Reserva de Incentivos Fiscais
 (+ ou -) Ajustes de Avaliação Patrimonial
 (+ ou -) Ajustes Acumulados de Conversão (CPC 02)
 (-) Ações em Tesouraria
 (-) Prejuízos Acumulados

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RESUMO 13

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Galera, terminamos nosso resumo! Vale ressaltar que a banca FGV não aprofunda muito os
conhecimentos sobre DLPA e DMPL. Com relação à DLPA, ela cobra a literalidade da lei 6.404/64 e com
relação à DMPL, ela basicamente cobra conhecimentos sobre os lançamentos nas contas do PL, então
devemos dar uma atenção especial aos lançamentos colocados neste material.

Agora precisamos estudar as questões, mas antes de partirmos para o caderno do


TEC, sugerimos que veja esta questão comentada pelo prof. Igor Cintra:

 [Link] (O vídeo tem 11min)


(A banca é a FCC, porém é uma excelente questão para consolidar o entendimento)

AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente.

AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?

AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco.

Forte abraço e até a próxima!

CADERNO DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO


LINKS BANCA

[Link] FGV

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