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o trabalhador L da CM

Ano XXXII I N.º 150 I março/abril 2012

Uma Greve Geral pela construção de um Portugal com futuro

22 de Março

Privatização dos refeitórios municipais? Pág. 4 Contra a externalização de serviços! Pág. 8

Com a confiança e a determinação reforçada, após uma mega manifestação que encheu o Terreiro do Paço, no passado dia 11 de fevereiro, demonstrativa de forma evidente e inequívoca, que os trabalhadores, reformados e aposentados, jovens e desempregados não aceitam a política destruidora e extremamente injusta desenvolvida pelo governo, a luta continua com a Greve Geral convocada pela CGTP-IN para o dia 22 de março! Uma greve geral que pode ganhar contornos decisivos face ao plano de intenções do governo, nomeadamente, em alargar o famigerado acordo celebrado entre a UGT e as confederações patronais ao sector público, além da legalização definitiva de algumas das medidas plasmadas no Orçamento do Estado para 2012 e, por essa razão, limitadas apenas ao ano em curso. São, por agora, apenas intenções, porque ainda terão que passar, obrigatoriamente, por um processo de negociação com as estruturas sindicais da CGTP-IN, nomeadamente, da Frente Comum e na sua posterior discussão na Assembleia da República para a sua eventual transformação em lei. Não é, por estes motivos, um facto consumado como alguns gostam de afirmar e daí, a importância maior da greve geral já anunciada. São de salientar as declarações sobre este “caderno de encargos” da parte do actual secretário de Estado da Administração Pública que, resumidamente, afirmou que as propostas agora apresentadas só são possíveis graças ao trabalho desenvolvido pelo anterior governo de José Sócrates, concretamente, através da reforma da Administração Pública que criou, para o desagrado de milhares de trabalhados do Estado, o SIADAP, a Lei das Carreiras Vínculos e Remunerações, a lei da Mobilidade Especial, os mapas de pessoal, entre outras tantas e nefastas medidas. Na CML, o executivo, seguindo as pisadas do governo, elege como alvo preferencial dos seus ataques os trabalhadores. Decide cortar o descanso compensatório antes do próprio governo, decide aprofundar a externalização de importantes serviços municipais, como sucede nas oficinas dos Olivais II, contribuindo para o esvaziamento destes serviços e, quem sabe, mais cedo ou mais tarde, poder justificar a entrega total da manutenção e reparação da frota municipal a empresas privadas e na consequente eliminação de dezenas de postos de trabalho. Privilegiando os interesses do sector privado em detrimento dos interesses dos trabalhadores do município, tenciona envolver empresas privadas na gestão e operacionalização dos refeitórios municipais. É necessário não esquecer que a CML tem obrigações sociais e legais perante os seus trabalhadores que são materializadas na existência de refeitórios municipais e de jardins-de-infância. Questionamos se estaremos perante mais uma estratégia semelhante à que foi aplicada nos Serviços Sociais? Por outro lado, António Costa desvalorizando a qualidade e eficiência de inúmeros serviços públicos prestados à cidade e população de Lisboa, decide, sem olhar a meios, cortar no trabalho extraordinário. Contudo, este corte cego e incompreensível não é acompanhado pelo imprescindível reforço de pessoal onde o trabalho extraordinário tem carácter permanente. António Costa prefere,

Greve Geral

Editorial

aparentemente, degradar serviços a um ponto irreversível, gerando uma natural insatisfação por parte dos munícipes, negando-lhes o direito a serviços públicos de qualidade e poder justificar, em tempo oportuno, uma eventual privatização de importantes áreas operacionais, como o caso da limpeza urbana da cidade. Não podíamos, ainda, deixar de referir a política de desvalorização e desprezo sistemático pelo bem-estar dos trabalhadores que se começa a tornar hábito nesta “casa”. Referimonos aos trabalhadores do Departamento de Desporto, tratados como meras peças de decoração numa mudança de instalações abrutas, desrespeitando, inclusivamente, o plano de trabalho que os respetivos serviços tinham definido. Mas podíamos referir outros exemplos desta prática, como o dos trabalhadores do Departamento de Educação ou os casos em que envolveram as auxiliares de serviços gerais empurradas contra a sua vontade para os jardins-de-infância sob a alçada do município, no âmbito de uma mobilidade interna apelidada de “bolsa de preferências”. São muitas das razões que justificam a Greve Geral e a sua oportuna convocação! Uma prioridade de todos os trabalhadores. Ao governo e ao executivo chefiado por António Costa, a melhor resposta dos trabalhadores a tantas malfeitorias que parecem não ter fim, é a adesão à greve geral! Uma luta pelos nossos interesses, direitos e condições de vida! I

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Mais de 300. que estas políticas estão a dos esta política. I O TRABALHADOR DA CML N 3 . pela exigência do O novo secretário-geral da CGTP-IN. a troika e o seu governo! a UGT como “uma das maiores fraudes do século”. o desemprego. enfrentamo-las! Resistindo e também de esperança e confiança. Hoje ultrapassam os Quatro colunas de manifestantes partiram. o secretáriojornada de luta. Hoje ultrapassam os 13%. estamos perante um processo de agiotagem puro dores. quanto devemos. dos jovens. o secrelogo. os pacotes de agressão que nos querem impor. Na prática. ordem a determinação dos trabalhadores do Na conclusão da sua intervenção. logo.mos perante um processo de agio. um aumento de 200%. mais devemos. de indignação. os juros eram de provocar: “Quando em Março de 2010 foi aprovado o PEC I. mostrando a todos aqueles geral da CGTP-IN denunciou a espiral de ausque nos dizem que estamos a aceitar resignateridade sem fim. que há vontade e organiza“Quando em Março de 2010 foi ção para resistir e lutar por uma alternativa aprovado o PEC I. o patronato e por um futuro com dignidade. tendo a delegação do STML saído dos Restaura. os juros eram de 4% nos que sirva os trabalhadores e o povo. numa ampla unidade na acção. do a Intersindical emergiu nos locais de trabaVimos colegas que participavam pela prilho. de protesto. dos desempregados e dos trabalhadores portugueses. o Terreiro do Paço foi mesregulamenta a legislação laboral. ser tratados como mercadorias transaccionáveis. Restauraaumento de 200%. Martim Moniz e Santa Apolónia. empréstimos a 10 anos. Não camaradas. mas mos as costas às dificuldades.” braços e que inevitável é a luta dos trabalhadores e da juventude Denunciou o chamado “Acordo” entre o Governo. não virareiro do Povo. em plena época do fascismo. Arménio Carlos. Na prática. menos soberania temos” Município em lutar contra a troika e o seu gotário-geral da CGTP-IN afirmou: “Tal como há verno e por novas políticas que sirvam os inte41 anos. meira vez em acções de luta e vimos muitos e muitos outros ao também agora reiteramos o compromisso de prosseguir e intenlongo da Rua do Ouro ou já no Terreiro da Luta. Arménio Carlos acrescentou tação convocada pela CGTP-IN contra o empobrecimenque “os trabalhadores não são objectos descartáveis nem podem to e o desemprego. um 13%.e duro em que. que mostraram que não baixam os reformados sejam respeitados e valorizados. estarespetivamente. da defesa da soberania nacioda sua vibrante intervenção declarou “O Terreiro do Paço é Ternal e do progresso económico e social. de todos aqueles que acrelutando pelo fim da exploração do homem pelo homem”. Denunciando as políticas ultraliberais da troika e do governo Muita determinação e combatividade marcaram esta grandiosa colaboracionista do PSD/PS. quanresses de quem trabalha. a Troika e de ser combatido com todas as nossas forças”. é Terreiro de Luta. mais dores e marcado com constantes palavras de tagem puro e duro em que. São homens e De Norte a Sul e às Ilhas. no início aprofundamento da democracia. reduz os mo o Terreiro do Povo e da Luta na grandiosa manifessalários e desvaloriza o trabalho”. quanto mais pagamos. precariza o emprego. mais de trezentos mil trabalhadores mulheres que exigem ser tratados com respeito e não abdicam responderam ao apelo da nossa CGTP-IN e inundaram a Baixa de lutar pela defesa da sua dignidade! O Acordo não é lei e tem pombalina com indignação e revolta contra o Governo. ditam que com a luta é possível um país com futuro. porque “deso passado dia 11 de fevereiro.000 na rua contra o empobrecimento. do Cais do Sodré. onde os diFoi este o tom e o espírito desta grandiosa manifestação dos reitos dos trabalhadores. sificar a luta. por força e vontade dos trabalhadores. mais pagamos. 4% nos empréstimos a 10 anos. menos soberania temos”.

direta ou indiretamente envolvidos. Neste sentido. possam cumprir o seu papel social junto dos trabalhadores e. aliás. Os custos que a CML suporta com estes equipamentos limitam-se aos vencimentos dos respetivos trabalhadores. nesse sentido. os problemas económicos que se sentem no seio dos trabalhadores são matérias que merecem uma continuada desvalorização e desprezo. respetivamente. se transformou numa «clínica privada de luxo». A existência de refeitórios municipais é uma obrigação social e legal da CML perante os seus trabalhadores. igualmente. Problemas que o executivo deve impreterivelmente resolver e não. desenvolve-se uma política que agrava. chefiado por António Costa. como aparentemente pretende. os que neles trabalham e almoçam. as condições de vida da imensa maioria dos trabalhadores. solicitação efectuada em inícios do mês de Fevereiro. para os responsáveis da autarquia. transformar a longo prazo os refeitórios municipais em restaurantes abertos ao público em geral com preços diferenciados e. às despesas com água. em que o investimento é público e os lucros são privados. deste modo. no eventual envolvimento de empresas privadas da área da restauração na gestão ou operacionalização dos refeitórios municipais. O STML não descortina quais as justificações que estarão na base da entrega de algumas funções envolvendo os refeitórios municipais a empresas privadas. somos agora confrontados com mais um ataque aos direitos dos trabalhadores do município. I 4 O TRABALHADOR DA CML . A política de desresponsabilização social da CML perante os seus trabalhadores tem.. deploráveis condições de trabalho. Desde fracas e em alguns casos.. de uma organização exclusivamente ao serviço dos trabalhadores do município com o envolvimento direto do executivo. numa espécie de parceria público-privada. casos análogos e com resultados bastante negativos. isto é. tendo em consideração que o objetivo das empresas privadas é o lucro e não a satisfação de qualquer necessidade de âmbito social. o STML solicitou. na 1ª quinzena de fevereiro. através da entrada de novas cozinheiras. concretamente. por fim. como foi denominado e publicado num órgão de comunicação social. O STML tudo fará para que os refeitórios municipais continuem sob a al çada do município e. interrogamo-nos sobre quem ficará a ganhar com estes Estaremos perante a privatização a médio / longo prazo dos refeitórios municipais? F possíveis negócios? Sabemos que não serão certamente os trabalhadores. Num momento em que este sindicato aguarda. apelamos a todos os trabalhadores que assinem o abaixo-assinado produzido para o efeito junto dos seus delegados ou dirigentes sindicais. uma reunião de caráter urgente ao presidente da CML sobre este assunto. sistematicamente. diminuída ou suprimida. Relembramos que a CML tem uma responsabili dade de carácter social para com os seus funcioná rios que não deve ser desvalorizada. até ao imprescindível reforço de pessoal. ceder a sua gestão a uma qualquer empresa privada de forma a justificar a sua “viabilidade financeira”? Especulações à parte sabemos que os refeitórios municipais e os trabalhadores que aí laboram têm inúmeros problemas que é urgente resolver. É do conhecimento geral que a entrada de empresas privadas implicará a médio prazo a negação do papel social dos refeitórios municipais. Com justificações de índole financeira. estes equipamentos têm ganho uma importância cada vez maior.ace à constatação verificada nas últimas semanas. o crescente número de trabalhadores que usufruem dos refeitórios é uma clara evidência do que referimos. O exemplo paradigmático e mais escandaloso diz respeito aos Serviços Sociais que. Pretenderá o atual executivo. nomeadamente. desresponsabilizando-se através da adjudicação a empresas privadas de serviços que são da alçada do município. infelizmente. luz e gás. Face à crise económica e social que se vive no nosso país. uma resposta por parte do executivo sobre a discussão do Caderno Reivindicativo das Cozinheiras. Contudo.

Campo Grande. todos os trabalhadores que se vejam confrontados com estes imperativos que não podem continuar a significar patrocinato dos trabalhadores à autarquia. a decisão dos doutos constitucionalistas só pode ser vista como a decisão pretendida por quem os nomeou. PS. sendo a via legal o caminho mais fácil de contestação. passes sociais. I O TRABALHADOR DA CML N Teve lugar no Edifício Central do Município de Lisboa.600 petições. nomeadamente. PSD. Por outro lado. o que constitui um número “record” em iniciativas deste tipo. poderá travar as tentativas de regressão para patamares só verificados antes do 25 de Abril de 1974. Os trabalhadores não são obrigados a colocar os seus veículos. a letra da Constituição é para desprezar ou ignorar. desta forma. quer no contexto da CML. não tem um único veículo distribuído) aos trabalhadores. foram também relatados casos em que os trabalhadores são confrontados com a “obrigatoriedade” imposta superiormente de efetuarem um serviço no exterior. as intenções governamentais em detrimento dos direitos dos trabalhadores. objetivamente. Um acórdão que justificou a medida do governo PS de Sócrates como sendo constitucional. Como sempre. O mote para a reunião surgiu com várias problemáticas que têm vindo a ser colocadas pelos trabalhadores à Direção do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. protegendo. até retirando-os . à semelhança do sucedido com as medidas da responsabilidade do governo PS. como “extraordinário”. Assim. realizado por várias dezenas de trabalhadores do Departamento de Educação em Conselhos Gerais de Escola e Agrupamentos de Escolas. para o qual todos os trabalhadores nomeados possuem indicação lavrada em sede de Câmara e redigida em Diário Municipal. Tal situação repete-se há vários meses e o STML. no plano dos direitos e rendimentos de quem trabalha. assim como da manutenção dos cortes salariais na Administração Pública. entregou cerca de 2. Contudo. Em muitas das ocasiões em que a decisão judicial foi produzida.como é o caso desta acção . nas interpelações que já efetuou ao vereador do Pelouro da Educação e vereador do Pelouro dos Recursos Humanos. Temos o exemplo do acórdão do Tribunal Constitucional sobre os cortes salariais aos trabalhadores da Administração Pública efetuadas no Orçamento do Estado de 2011.denunciando as medidas gravosas para os trabalhadores. a Câmara tem de providenciar meios para que as deslocações sejam efetuadas. Todavia. o STML. ou adquirir títulos de transporte para que a Câmara Municipal de Lisboa efetue o seu trabalho sem dar meios (alias. CDS e Presidente da República. o STML continua a estar ao lado dos trabalhadores e crê que vai levar os seus anseios a um termo que se encontra inscrito na lei e que a Câmara de Lisboa não se pode alhear. Ao arrepio da Constituição. rendimentos acima de 1. protegendo deste modo. Perante tais situações. informou os trabalhadores que este tipo de “ordens” podem e devem ser reclamadas por escrito. o funcionamento da justiça é moroso e nem sempre transparente. Alertamos para o facto de a luta não se esgotar nestas reclamações junto dos órgãos institucionais. Falamos também aqui de uma evidente justiça de classe. nunca ouviu a única resposta que poderia ouvir e que se consubstancia na lei. o corte do pagamento dos transportes efectuados em serviço e o corte do pagamento do trabalho extraordinário.o Departamento que gere o Parque Escolar EB1 de Lisboa. no que respeita aos transportes efectuados em serviço. no dia 24 de outubro. quer no plano mais geral da Administração Pública. Estamos convictos que só a luta dos trabalhadores. perante o ataque aos seus direitos e rendimentos. Numa sala repleta. alertamos os trabalhadores do município de Lisboa que. atendendo à situação excepcional que o país atravessava.Entrega das petições ao provedor de justiça Falta de educação o dia 1 de março o STML procedeu à entrega das petições ao provedor de Justiça contra a suspensão do pagamento do 13º mês e do subsídio de natal aos trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa e Empresas Municipais. ou pela interposição de acções em tribunal.500. No que concerne ao não-pagamento sistemático do trabalho extraordinário. para os sucessivos governos do PS. I 5 . Como sabemos. através do respetivo Orçamento do Estado. cujos efeitos foram praticamente inconsequentes. Não sendo a mais importante. a mesma reveste-se. PSD e CDSPP. de que este trabalho tem de ser pago. foi aprovado por maioria colocar em conjunto com o STML um Pré-Aviso de Greve ao Trabalho Extraordinário realizado no âmbito supra referido. os trabalhadores foram informados pelo STML que. Também iremos recorrer judicialmente desta matéria (suspensão do pagamento dos 13º e 14º meses). É pertinente salientar que as reduções salariais na administração pública só são permitidas pela Constituição da República em casos de guerra ou calamidades naturais. composta por dirigentes e delegados sindicais. A delegação do STML. é apenas mais uma forma de luta. um plenário com os trabalhadores do Departamento de Educação.00 €. o STML. não descarta qualquer forma de manifestar o desconten tamento dos trabalhadores . Relembramos que o corte em 2011 foi considerado. levadas a cabo agora por este governo do PSD/CDS. sem os meios que o DE tem de providenciar. relembramos as experiências passadas mais recentes. de caráter político.

Este é um problema de “pescadinha de rabo-na-boca”. etc. a luta vai continuar! Transcrevemos na íntegra a moção aprovada: O Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica da CML (DRMM) foi criado em 1989. sem verba orçamentada. Mas afinal. consequentemente. Neste momento. aumenta-se a carga de trabalho. depois de alguns avanços através da nossa mobilização.. reunidos em Plenário. Isso provoca que. a DMAU tem razão. Na nossa opinião. I vamente. como departamento de apoio transversal dos serviços municipais e ficou responsável por toda a frota municipal e oficinal da manutenção. Arq. no dia 28 de fevereiro de 2012.. J A abertura de Concursos para o recrutamento de futuros trabalhadores. Os trabalhadores. etc. decidiram deslocar-se em desfile até ao Largo do Intendente onde entregaram a moção aprovada em plenário. Nos últimos tempos começaram a surgir artigos. pelo que os trabalhadores do DRMM exigem: J Material para poder laborar. pois esta medida leva a que haja um esvaziamento de verbas orçamentadas e de reduções de postos de trabalho. J Exigem. entrevistas e comentários sobre a “degradação dos serviços de Limpeza Urbana” ao mesmo tempo que se fala da “descentralização da varredura e lavagem para as Juntas de Freguesia”. mas única e exclusi- muitas vezes com defeitos que acabam por ser corrigidos. por exemplo. As razões que estão na origem desta ação de luta prendem-se com o sistemático esvaziamento a que estes serviços têm estado sujeitos nos últimos anos. composta por dirigentes e trabalhadores das oficinas. no passado dia 28 de fevereiro. porque os trabalhadores têm vindo a desdobrar-se e empenharem-se para cumprir todas as tarefas mesmo com uma falta gritante de trabalhadores no setor. em viaturas e equipamentos. que sabemos que só podemos travar indo à luta contra a degradação programada e pelo financiamento adequado do serviço público municipal de Limpeza Urbana. também. o que é que se passa? Estamos a assistir à mais “velha receita” para a destruição dos serviços: deixam-se degradar os meios. foram recebidos pela chefe de Gabinete do presidente da CML e pelo diretor Municipal. reunidos neste dia. e aí a DMAU tem vindo a chamar a atenção que não é verdade ter piorado o serviço prestado. Para além de nos tirarem o trabalho que devia estar a ser feito por nós. encontrando-se atualmente desvalorizados e consequentemente desmotivados. vem DRMM: Que futuro será o dos trabalhadores? O Limpeza Urbana: Degradar para privatizar? As notícias e os artigos de opinião sobre a Limpeza Urbana em Lisboa referem a crescente “degradação” destes serviços. o comportamento dos próprios munícipes. os quais atribuíram grande qualidade aos serviços efetuados pelos mesmos e que são portadores de formação adequada a este serviço. Por outro lado. Perante as reivindicações aqui expressas.s trabalhadores do Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica (DRMM). retiram-se direitos e incentivos. Ângelo Mesquita. a fim de evitar que o nosso trabalho venha a ser feito cada vez mais por empresas do exterior. dos seus postos de trabalho. Neste departamento laboram cerca de 250 funcionários. quase que desapareceu. Vez em quando lá vem uma ou outro presidente da Junta atacar os trabalhadores e dizer que faria melhor. com instalações sem o mínimo de condições. É verdade que há uma diferença entre os que as pessoas “sentem” e o que acontece na prática. J Que haja uma melhor gestão por parte dos responsáveis pois. EPI e fardamentos que faltam. os trabalhadores do DRMM. as viaturas de remoção estão cheias de remendos. arranjam-se figuras públicas ou com cargos a dizer mal dos serviços na comunicação social e “deixa-se ferver lentamente”. há anos que não se faz. e que seja efetuada uma modernização ao nível dos equipamentos e um melhor enquadramento dos setores será uma maisvalia para o desenvolvimento quantitativo e qualitativo do departamento. a criação das condições para o pleno cumprimento das suas obrigações profissionais. quando regressa do exterior. existe um sentimento de descontentamento geral. I O TRABALHADOR DA CML 6 . É que verdadeiro investimento no setor. dentro do departamento existem técnicos devidamente qualificados e até mesmo reconhecidos por anteriores executivos cama rários. que estão com- pletamente desenquadrados e desatualizados face às exigências atuais.. Uma delegação do STML. para defesa deste Departamento e. largam lixo e avariam frequentemente. Da reunião pouco foi avançado. regrediu substancialmente até porque a sensibilização e a educação sanitária da população. para colmatar as falhas de recursos humanos existentes no DRMM. que passam por não recorrer ao trabalho de reparação de viaturas no exterior. mas uma certeza ficou bem patente em todos os trabalhadores ali presentes. este. J Que se faça uma avaliação dos equipamentos e dos setores. Este facto revela uma má gestão. decidem mandatar a Direção do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa para encetar todas as formas de luta que se apresentem necessárias. vemos novamente uma regressão. concentraram-se em plenário nos Paços do Concelho. Nas condições de trabalho e instalações.

ainda. Laplaine.m 2010. podem ter uma certeza: o STML não pactuará com essas situa ções e tudo fará para as subverter. Infeliz mente. Laplaine e todos aqueles que julgam poder tratar os trabalhadores como artefatos dispensáveis. I 7 . os “euros”. seguiam um único caminho: desocupar. o mais urgentemente possível. não estarem ainda preparadas para receber os trabalhadores do Departamento de Desporto. António Costa. representando cerca de 95% dos trabalhadores do Edifício do Cais do Gás recolhido semanas antes. em alguns casos. Contudo. isto é. ou de soluções viáveis a nível do estacionamento foram igualmente referidas. através de uma ordem não escrita. Carências a nível do ar condicionado. pelo meio. no dia 1 de fevereiro do corrente ano. O STML não pode deixar de criticar estes procedimentos burocráticos/administrativos que desrespeitam claramente os trabalhadores. em novembro último. o supramencionado plano de trabalho. de forma organizada e faseada. inclusive. os destinos da futura sede do Departamento de Desporto correu pela Ajuda. encontraram o Edifício Central do Campo Grande ou o Convento do Desagrado junto ao Panteão Nacional. quer através de chefias que. as orientações do Sr. o Sr. acarretava. denunciado o facto das instalações da Alexandre Herculano. da ausência de copa. quer através dos Srs. além de transtornos óbvios. em dezembro de 2010. desrespeitando. O Sr. produziu-se um abaixo-assinado que alertava para a necessidade dos responsáveis máximos da autarquia terem em consideração o facto de muitos terem o passe de transportes públicos até ao fim do mês e que. Era. decidiu-se pelo 6º e 7º piso do Edifício Municipal da Alexandre Herculano. Finalmente. no complexo desportivo da Lapa e. cerca de mês e meio antes do planeado. Questionamos se esta “urgência” se prende com algum negócio em carteira? Aparentemente. também problemas de índole financeira. quando. No espaço de um ano. delegadas e secundadas posteriormente no secretário-geral. os trabalhadores do Departamento de Desporto do Edifício Municipal do Cais do Gás foram confrontados com a ideia de serem transferidos para outra instalação ou edifício. recordar os compromissos assumidos pelo vereador do Pelouro do Desporto numa reunião com o sindicato. na antiga sede dos serviços sociais da CGD. quer as preocupações dos trabalhadores já referidas. vereador ficou o acordo quanto às preocupações demonstradas num abaixo-assinado. presidente da autarquia. mais tarde ou mais cedo. Este rocambolesco processo teve o seu epíteto com a transferência de uma parte dos serviços e respectivos trabalhadores na semana de 13 a 17 de fevereiro. É pertinente. matérias no âmbito da saúde. Nesta reunião ficou bem patente o O TRABALHADOR DA CML No Departamento de Desporto as mudanças de instalações confundem móveis com trabalhadores! E descontentamento que se sentia neste local de trabalho. vereadores. satisfazendo. passaram pela Lapa. uma alteração brusca de rotinas pessoais e familiares. Por motivos que ignoramos mas que seguramente ficaremos a conhecer. entregue nessa reunião. abrangeu a maioria dos trabalhadores. Numa decisão que. as instalações do Edifício do Cais do Gás. a transferência foi sendo sistematicamente apressada. foi preparado um plano de trabalho pelos respetivos serviços que. neste momento. permitisse a transferência. Em novembro. confundindo-os com meras peças de decoração que se podem transladar quando e como bem se entende. temos constatado inúmeras vezes. higiene e segurança no trabalho e na existência imprescindível de um refeitório. aquando da definição do futuro local para o Departamento de Desporto. o Sr. Pelas palavras do Sr. ultrapassam largamente as suas competências. sobrepõem-se ao respeito e dignificação que os trabalhadores merecem e exigem. No dia 3 de fevereiro realizou-se um plenário do STML no Edifício do Cais do Gás. Esta súbita urgência em transferir equipamentos e trabalhadores ganhou contornos incompreensíveis. quer as necessidades do próprio serviço. para o Sr. foram transferidos os restantes elementos do Departamento de Desporto. esta maneira de funcionar por parte do executivo camarário. Essas preocupações prendiam-se com as questões de acessibilidade. No inicio do mês de Março. presidente da CML. se definiu que o Departamento de Desporto deveria sair das instalações do Cais do Gás no dia 13 do mesmo mês.

ou seja. o cada vez mais reduzido número de bombeiros apresenta. Uma luta que combate a política que impõe o empobrecimento generalizado. vai ainda agravar o risco operativo dos próprios bombeiros. prepara-se para mais uma ofensiva no sentido de atingirem o seu objetivo. na Greve Geral de todos os trabalhadores portugueses. alterar o horário de trabalho até ao final deste ano! Sob um processo obscuro de reestruturação. não esquecendo o trabalho público que presta às pessoas na cidade de Lisboa ou em outros teatros de operação. O STML tem respondido aos anseios legítimos destes trabalhadores. quer de guarnições. em defesa dos seus legítimos direitos. O executivo camarário apressa-se em aplicar a legislação que sonega aos sapadores bombeiros direitos e condições de trabalho. invocando a sua condição especial. A redução e afastamento dos meios obrigam. Por exemplo. juntamente com o Comando. a um maior espaço temporal. preenchimento do quadro de pessoal previsto. que se traduziu num grande fiasco. constituindo-se. além de colocar em causa o princípio de proximidade que durante vários anos garantiu o êxito do socorro. não traz nada de benéfico aos Sapadores Bombeiros e muito menos ao socorro da cidade de Lisboa pois. Esta suposta reestruturação não tem em consideração a es pe cifi cidade de Lisboa ao nível do socorro e encobre negociatas. Os sapadores bombeiros terão. quando se pretende mudar de local de trabalho bombeiros contra sua vontade. que se mantêm no socorro em acumulação de funções). no próximo dia 22 de março. a destruição dos serviços públicos. Esta suposta reestruturação. O exe cutivo camarário apoia-se em outra estrutura sindical. Longe vai o tempo a que a estes trabalhadores eram impostas obrigações e não eram reconhecidos direitos. retirar as atuais comissões que gerem os re feitórios (composta por bombeiros operacionais. Ou. não representativa no RSB e. Por outro lado. Depois da batalha travada com êxito em defesa da manutenção do atual ho8 V rário de trabalho. dotando o RSB com viaturas e equi pa mentos adequados à função e repondo o efetivo previsto e necessário. boas condições ao nível de instalações mas. utiliza todas as artimanhas para atrasar a aplicação da Lei que estabelece obrigações perante estes profissionais enquanto trabalhadores. no baluarte da sua luta em defesa do serviço público. brada aos céus. os sapadores bom beiros têm que manter a luta. a extinção de postos de trabalho e a dependência imensurável do nosso país aos interesses internacionais. o já depauperado efetivo. contudo. É preciso lutar pela nossa vida e por Portugal. em caso de necessidade de reforço ou complementaridade. mesmo pela experiência que já teve lugar no quartel de Chelas. ainda. substituindo-as por empresas particulares. O desrespeito pelos homens e mulheres. estarão a convidar estes bombeiros a sair da banda de maneira a justificar a extinção da mesma? Apela-se a que executivo camarário olhe de forma responsável para o RSB. que todos os dias se esforçam por garantir a segurança dos lisboetas e dos seus bens. respeitando as Mulheres e Homens que durante mais de 600 anos têm servido exemplarmente em prol da segurança da Cidade de Lisboa. é preciso parar no dia 22 de março para que o país avance! Todos à Greve Geral! I O TRABALHADOR DA CML . pretendem reduzir em alguns quartéis um terço do seu parque automóvel e. um elevado padrão inteletual e crítico sabendo manter-se unidos em torno do STML. menos apoio para os bombeiros e mais risco para a população de Lisboa. impondo-lhe níveis de formação indispensáveis a função. por sua vez. enquanto seu porta-voz. através da fundamentação de tocar na banda! Não sendo esta uma função de caráter obrigatório no plano profissional.Prepara-se reestruturação no RSB sem ouvir os trabalhadores e a sua estrutura representativa ão-se acumulando dúvidas no seio do Regimento de Sapadores Bombeiros no que concerne ao seu futuro. uma oportunidade maior na exigência pelo respeito e dignidade a que têm direito. as quais temos dúvidas que prestem um serviço de melhor qualidade. Embora a CML não tenha querido ou sabido manter o seu nível de operacionalidade. quer no número de viaturas por quartel. isto é. acima de tudo. Uma reestruturação teria que passar primeiro por dotar este Corpo com viaturas e equipamentos adequados.

cabe ao trabalhador exigir em tempo útil o direito à informação sobre os itens de avaliação estipulados para o corrente ano. e decorrente do primeiro. com o estabe leci mento e discussão dos objetivos propostos. não obstante a nossa firme oposição ao sistema de avaliação em vigor por o considerarmos injusto e arbitrário. há que sublinhar que. para informarem o STML da sua situação porque. é uma antecâmara para os despedimentos. a não existência de avaliação ou a sua ilegalidade. provocar distrações sobre matérias que nos últimos anos têm sido como que primordiais para a ofensiva levada a cabo pelas maiorias de direita contra os trabalhadores. Assim. Por isso mesmo. tem esbarrado em políticas que não reconhecem esse esforço que deveria ser posto ao serviço das pessoas da cidade. o sistema de avaliação continua a vigorar na lei e a vir com o cunho de obrigatoriedade. alertamos que todos os trabalhadores devem exigir que lhes sejam facultados os objetivos nos prazos estipulados por lei. provocar ainda mais danos aos já legalmente consignados. A avaliação de desempenho por via do SIADAP é uma delas e. Todo o esforço efetuado por todos os que investiram em si próprios. ainda. têm encontrado na C. caso se abram perspetivas para uma opção gestionária. Isto significa que. unidos seremos mais fortes neste e noutros combates. Mesmo sabendo que há trabalhadores que não têm ainda conhecimento do processo de avaliação referente ao ano de 2011. na incerteza da crise e na tábua rasa que se vai passando sobre os direitos dos trabalhadores (muitos deles inscritos na própria Constituição). este instrumento de agressão aos trabalhadores pode tornar-se fundamental numa eventual passagem de quadros ao regime de mobilidade que. apelamos a que todos os trabalhadores que se encontrem em condições de mobilidade. Por isso mesmo. pode ser duramente penalizado. têm sistematicamente sido ignoradas pela autarquia. sublinhar que. o STML continuará a combater a injustiça que é feita com estes trabalhadores. independentemente da firme oposição que a larga maioria dos trabalhadores tem pelo sistema de avaliação em vigor. Em segundo. O TRABALHADOR DA CML Mobilidade intercarreiras: História interminável O As sucessivas questões e elevação de casos que o STML tem levado ao DGRH. I 9 . fizeram Pós-Graduações. Em primeiro. M. de Lisboa um entrave à justa e merecida alteração de categoria profissional. muitas vezes. apesar do congelamento dos salários e progressões previstos no Orçamento do Estado e no pacto de agressão da troika e do PSD/CDS/PS. nomeadamente. frequentaram o Ensino Superior. Porque consideramos que a Câmara Municipal de Lisboa deve criar condições para a resolução dos casos existentes e de todos aqueles que continuam a investir na sua formação educacional e profissional. Por isso mesmo. que demonstram o empenho na angariação de mais habilitações por parte de um vasto número de trabalhadores da CML. no futuro. se os custos para a maioria têm sido pagos ao longo destes últimos anos. Muitos destes trabalhadores frequentaram programas de novas oportunidades ou. ao abrigo do Estatuto de TrabalhadorEstudante concedido pela Câmara Municipal de Lisboa. esta matéria tem sido subalternizada ou até esquecida. o não cumprimento dos seus trâmites legais pode. Isto significa que o trabalhador. o futuro adivinha-se repleto de ainda maiores falácias e injustiças. Mestrados e Doutoramentos.austeridade e a usurpação de tantos direitos aos trabalhadores da Administração Pública e Local podem. o processo referente ao presente ano deve estar efetivamente iniciado até final de março (?). tem sido considerado por inúmeros dirigentes da CML que o referido congelamento permite uma ainda maior arbitrariedade no cumprimento dos prazos e na estipulação de objetivos aos trabalhado- Que custos para os trabalhadores no cenário da crise SIADAP A res. como temos alertado desde sempre. com o objetivo de colocarem essa aprendizagem em prol da cidade. Convém. e tal como prevíamos desde a implementação do SIA DAP. I investimento pessoal que muitos trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa têm efetuado nos últimos anos. O incumprimento dos trâmites legais sobre esta matéria pode proporcionar uma penalização ainda maior que aquelas que o próprio sistema de avaliação já consigna.

Uma Greve Geral imprescindível para a derrota da política nefasta do governo! 22 de março 10 O TRABALHA .

foram as declarações do deputado do CDS-PP: «quem não estiver satisfeito. o setor financeiro. à semelhança do que se vive na Grécia. A Greve Geral de 22 de março tem uma importância maior para a derrota desta política criminosa e todos a devemos encarar como a greve geral dos trabalhadores portugueses.. naquela que foi a maior manifestação dos últimos 30 anos. como o Direito à saúde. obrigando o trabalhador a trabalhar em dias de descanso sem qualquer compensação e sempre no “interesse dos serviços”. mas também no espaço da União Europeia. 4. pode sempre sair. os trabalhadores. na Irlanda. Aliás. os cerca de 30.000. Com políticas de baixos salários e aumentos sucessivos de impostos. a luta é a nossa arma!» A greve geral de 22 de março surge como a resposta imprescindível dos trabalhadores portugueses a um conjunto de medidas que o governo acordou com a UGT e as confederações patronais. da parte do governo. 3. afetando o presente e o futuro de milhões de jovens. impondo aos trabalha dores do Estado mais 4 dias de trabalho não remunerado. devem fazer uso da única arma à sua disposição no sentido de travar estas medidas injustas. ou. ganha relevância a aplicação formal da Lei da Mobilidade Especial à administração local. Com esta política. à educação. do povo português e os interesses nacionais. C E. negando direi- tos constitucionais. mas pela qual são chamados recorrentemente a pagar a sua fatura! Paralelamente.. ou. continuamos a verificar os desvarios dos efetivos responsáveis. a desorganização da sua vida pessoal e familiar em função dos interesses de “quem manda”. Este conjunto de medidas extremamente negativas. Face a esta inaceitável arrogância e prepotência e dando seguimento aos sentimentos demonstrados inequivocamente no passado dia 11 de fevereiro. apresentadas à Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.». negando objectivamente o DIREITO ao trabalho! 5. Este conjunto de medidas visa um único objetivo. isto é. podendo um trabalhador ser transferido compulsivamente para um local de trabalho a centenas de quilómetros de distância da sua residência e. local e regional. criar as condições para a redução do número de trabalhadores da administração pública. também a redução do número de dias de férias estará na calha. na Bélgica ou em Itália.. em Espanha. Com a destruição sistemática das funções sociais do Estado. ainda. afetando mais de um milhão e duzentos mil portugueses! 2. agravarão drasticamente as condições de vida da imensa maioria dos trabalhadores. a desregulamentação dos seus horários de trabalho. Com índices de crescimento económico negativo. Como é possível pagar os 35 mil milhões de euros de juros contraídos com o empréstimo à troika. querem envolver igualmente os funcionários do Estado. reformados e aposentados. como será possível o país sair da crise em que se encontra mergulhado? 6. tem provocado a maior recessão económica dos últimos 35 anos e. a matéria envolvendo a extinção dos 4 feriados. ainda. da qual faz parte o STML. 1. sintomático deste propósito. todos os benefícios e privilégios possíveis de imaginar. a greve geral como sinónimo da luta por melhores condições de vida. com mais de 300 mil trabalhadores. caso sejam aprovadas na Assembleia da República. Exemplo como o fim às restrições no plano da mobilidade geográfica. o caminho daqueles que são os únicos visados pela política de austeridade. como é possível dinamizar a economia interna? 8.ADOR DA CML aminhamos a passos largos para o maior retrocesso civilizacional de que há memória. a somar a tantas outras implementadas nos últimos sete meses. A política neoliberal. por este caminho. objetivo do governo já tornado público. a diminuição efetiva das suas remunerações e o aumento da carga de trabalho sem a devida compensação financeira. Com números brutais de precariedade. milhares de trabalhadores da administração pública. Não se julgue que estas medidas apenas dizem respeito aos trabalhadores do sector privado. por um Portugal com futuro! É preciso dizer BASTA! I 11 . como é possível criar as condições para tirar o povo português da pobreza e da miséria em que atualmente se encontra? A resposta a todas estas perguntas é apenas uma: com esta política o país não avança! O caminho que este governo nos quer impor. a Greve Geral é o passo seguinte na luta que deve envolver todos os portugueses que têm suportado exclusivamente o ónus de uma crise para a qual não em nada contribuíram. que o governo defende intransigentemente. os trabalhadores da administração central. Visa. não só no nosso país. jovens e desempregados. arbitrárias e antissociais. Com a tentativa de destruir serviços públicos essenciais às populações e empurrando para a mobilidade especial e posteriormente para o desemprego. como é possível pagar o próprio empréstimo!? 7. obtendo sucessivos e indignos lucros e.. à semelhança do que pretendem realizar no sector privado. Por isso afirmamos que a «quem trabalha não desarma. Com números de desemprego vergonhosos e ímpares na nossa história. neste contexto. a implementação do banco de horas. as últimas propostas do governo. Medidas que visam a exploração desenfreada dos trabalhadores. não serve os interesses dos trabalhadores. No seguimento do acordo com a UGT. à segurança social ou à habitação.

o XII Congresso da CGTP-IN. participou no congresso com cinco delegados. isto é. trou a vitalidade desta grande central sindical. por parte daqueles que há mais de três décadas delapidam o nosso país e submetem à pobreza. Ao congresso assistiram ainda convidados. Para o Conselho Nacional. à miséria e à exploração milhares de homens e mulheres portugueses. . os mais de 900 delegados e convidados. no dia 26 de janeiro. sendo 735 votos na lista A (lista única). O STML. com o envolvimento de 110 dirigentes representando 79 centrais sindicais internacionais provenientes de 48 países. como estrutura filiada nesta grande central sindical. votaram 775 delegados.XII Congresso da CGTP-IN eve lugar no Centro de Congressos de Lisboa. Dos 870 delegados inscritos. constituído por 147 membros. aplaudiram os novos membros dos órgãos máximos da CGTPIN e o desenvolvimento da luta no presente como garante essencial do futuro! I O TRABALHADOR DA CML Destacar. vários dirigentes. da democracia e da soberania nacional. Neste congresso foi eleito um novo Conselho Nacional para o quadriénio 2012/ 2016.91 anos. 10 votos brancos e 2 votos nulos. Arménio Carlos. No dia que antecedeu a abertura oficial do congresso. em representação de 727. à Junqueira (antiga FIL). sempre na defesa dos direitos do trabalho. dos quais 808 tinham direito a voto. três diri 12 Um congresso onde se reassumiu a defesa intransigente de todos os trabalhadores portugueses! T gentes e dois delegados sindicais. sem precedentes na nossa história.000 associados. estiveram presentes 857. com a média etária de 47. delegados sindicais e outros associados. a intervenção de encerramento do novo secretário-geral da central e da forte convicção transmitida no apelo e confiança à luta organizada e à união de todos os trabalhadores contra a violenta ofensiva em curso. Verificou-se a renovação de um terço dos conselheiros da central. O Conselho Nacional passa a ser constituído por 99 homens e 48 mulheres. por último. decorreu no mesmo espaço da antiga FIL a Conferência Internacional. foi o lema sobre o qual decorreu o congresso da maior e mais representativa organização sindical portuguesa. A Comissão Executiva foi eleita com 130 votos a favor. Foi também eleito o novo secretáriogeral. com 113 votos a favor e 28 votos em branco. nomeadamente. nos dias 27 e 28 de janeiro. O 12º Congresso da CGTP-IN demons- Com a luta venceremos e com uma confiança inabalável. de 83 sindicatos. Por um Portugal desenvolvido e soberano. 10 federações e 22 uniões. tendo sido contabilizados 8 votos em branco e 32 votos nulos.

com um debate com dirigentes sindicais. da eliminação do descanso compensatório. remeteu uma proposta aos sindicatos para discussão na reunião realizada em 17 de fevereiro com o secretário de Estado da Administração Pública (SEAP). o ponto alto com um plenário nacional na Casa do Alentejo. composta pelos responsáveis dos sindicatos que desta estrutura fazem parte. No dia 29 de fevereiro procedeu-se à distribuição de um comunicado à população. em que participaram cerca de um milhar de dirigentes. O secretariado da FCSAP determinou uma semana de luta contra mais este ataque aos nossos direitos. uma delegação da FCSAP. e ainda a revisão. A semana de luta da Administração Pública teve. principalmente.º ministro. suspensão do pagamento de subsídios. naquela que será seguramente. A proposta do governo visa transpor para a Administração Pública as medidas altamente gravosas. por um lado. no auditório da CGTPIN. onde se inclui obviamente o STML. Por último. com algumas variantes. Abordaramse. no dia 5 de março. aos trabalhadores do setor privado. delegados e ativistas sindicais que. a aquisição do direito a férias em situação de doença. junto à residência do 1. A consagração em lei com carácter definitivo da redução da retribuição do tra- A Semana de luta da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública balho extraordinário. em todos os distritos. no dizer do SEAP. I O TRABALHADOR DA CML 13 .) e apanhamos para ficarmos iguais (por baixo). pelo emprego com direitos. inscritas no acordo de concertação social assinado pelas associações patronais. Depois do roubo dos subsídios (férias e natal) aos trabalhadores da AP. efectuado através da lei do Orçamento do Estado para 2012. em reuniões generalistas. bem como exigiu mesas específicas para a discussão das carreiras. ao setor público. se deslocaram em manifestação para o Ministério das Finanças. No dia 28 de fevereiro efetuou-se uma vigília entre as 17h00 e as 22h00. UGT e governo. No dia 1 de março desenvolveram-se todas as acções possíveis junto dos trabalhadores com vista à aprovação de moções contra a extensão do acordo do governo. deslocaram-se à Assembleia da República onde entregaram as moções de repúdio a mais um violento ataque aos trabalhadores do setor público. posteriormente. em nome da igualdade entre o público e o privado. Tudo. Neste debate participou o economista Eugénio Rosa e o juiz conselheiro jubilado Guilherme da Fonseca. a mesma realizou-se nos principais terminais de transportes. A FCSAP deixou bem claro que não aceita discutir matérias de contratação coletiva. da redução dos feriados. apanhamos por sermos funcionários públicos (cortes salariais. Em Lisboa. etc.semana de 27 de fevereiro a 5 de março. que começou dia 27 de fevereiro. o governo PSD/CDS. uma extraordinária Greve Geral. Ou seja. os efeitos das medidas do governo na vida dos trabalhadores e na sobrevivência dos serviços públicos. patronato e UGT. leia-se extinção das carreiras especiais de informática e fiscalização. por horários de trabalho justos e contra a destruição de carreiras. foi marcada pela luta levada a cabo pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (FCSAP) em resposta a mais uma tentativa de redução de direitos aos trabalhadores da Administração Pública. a adaptabilidade dos horários e criação de bancos de horas. A luta faz-se agora no próximo dia 22 de março. a alteração da mobilidade geográfica sem contornos conhecidos. no dia 2 de março.

ocorreram profundas transformações económicas. políticas e culturais. o aumento generalizado dos salários e a institucionalização do salário mínimo nacional. a consagração na lei da igualdade entre homens e mulheres. através de um processo revolucionário impar em todo o mundo ocidental. Culpam-se as conquistas progressistas da Revolução pelo desastre que os múltiplos governos de direita provocaram ao longo dos últimos 36 anos. Ao mesmo tempo. No mínimo. Por tudo o que o esse Portugal de Abril cumpriu. nos anos seguintes. a depor as suas ditaduras militares. nomeadamente. à educação e ao emprego. a criação do Serviço Nacional de Saúde geral e gratuito. a construção de um Portugal diferente: livre. sociais. nomeadamente: o direito à livre organização sindical. Por tudo o que nesse Portugal de Abril ficou por cumprir. Entre tantas conquistas para Portugal e para o povo português. A obra valorosa do povo português iniciou-se logo nesse ano de 1974. perante uma crise violentíssima do sistema capitalista. a consolidação do tempo de férias e o seu subsídio.á quase 38 anos atrás. os portugueses vêem o que resta da obra gloriosa de Abril ser completamente destruída. que logo no início da década de 80 depunha o ditador Franco. Em muito pouco tempo. querer e determinação do povo português e das forças progressistas. a saúde e a educação livres são considerados luxos que uma “sociedade moderna” não pode permitir. A obra da Revolução foi sendo delapidada pelos sucessivos governos de direita. a proibição dos despedimentos sem justa causa. A Revolução de Abri permitiu ainda o aumento e alargamento das pensões de reforma. tomaram o País refém de uma política trucidadora do povos livres e independentes. democrático e transformador. o alargamento e institucionalização da Segurança Social. numa aliança de vontade. as ofensivas às conquistas de Abril foram-se acentuando. traduzidas em grandes conquistas para os trabalhadores. Mas. e que agora nos querem tirar. este tipo de considerações é aberrante e só pode ter resposta na luta dos trabalhadores e do povo português. democratas e anti-fascistas que nunca se renderam a um caminho que há muito se anunciava suicidário para Portugal e para o povo português. ativistas. ao Estado Social e às condições de vida da grande generalidade dos portugueses é necessário continuarmos com firmeza e convição a lutar por Abril. Seguiu-se. a Grécia e o Brasil que viriam. o País libertava-se e iniciava o caminho rumo ao progresso. numa madrugada de primavera. Ao longo de um processo ímpar de construção de uma sociedade nova. ao longo de 38 anos. que mais não são que braços armados do grande capital financeiro e especulativo. Ao ataque à democracia. Não nos cansaremos de gritar. o direito de manifestação e o direito à greve. com a vontade de cumprir. A receita do capitalismo selvagem. que empurraram a Europa para a guerra total entre as décadas de 30 e 40. E. Inspirou o caminho para que outros povos se libertassem dos caudilhos ditatoriais. não obstante a oposição firme e determinada de tantos trabalhadores. Hoje. muito desse Abril de progresso ficou por cumprir. democratizou o livre acesso à educação e à cultura e permitiu uma assinalável melhoria nos níveis de rendimento da maior parte das famílias portuguesas. o desenvolvimento económico e social resultante de tamanhas conquistas 14 H Cumprir Abril! permitiu o combate ao analfabetismo. diz-se que o mundo mudou e que os atrasos estruturais de Portugal se devem a Abril. o Abril português tornou-se num símbolo a nível internacional. aos direitos dos trabalhadores. usando a ignóbil máscara da inevitabilidade. a ação heroica de um grupo de militares punha fim ao jugo do fascismo em Portugal. 25 de Abril sempre! I O TRABALHADOR DA CML . encabeçado por estruturas internacionais. mais justa e democrática. a criação de milhares de postos de trabalho e a criação do subsídio de desemprego. o direito à saúde. ou a Espanha. Atacam-se todos os direitos arduamente conquistados pelos trabalhadores. uma profunda mudança nas condições de vida da população. De tal modo que os direitos dos trabalhadores. Após 48 longos anos de opressão e usurpação do poder por um regime inspirado pelo conservadorismo mais reacionário e pela “obra” dos regimes nazi-fascistas.

principalmente. derrotar a política desastrosa do governo. a Interjovem/CGTPIN assinalará o Dia Nacional da Juventude. à semelhança das últimas greves gerais. é relembrar que este dia evoca uma iniciativa de jovens que em 1947 se reuniram num acampamento em São Pedro de Moel. espancados e posteriormente libertados face ao forte movimento de protesto popular que se gerou. com uma manifestação que partirá às 14h30 da Praça da Figueira e terá como local de chegada o Largo do Camões. PSD/CDS) têm posto em prática e que verificamos estarem a conduzir o país ao agravamen to das condições de vida do seu povo. Atualmente. na altura. a precariedade laboral e as injustiças sociais. formas essas que têm a sua expressão nas políticas de direita que os su cessivos governos (PS. contará com a participação dos jovens trabalhadores para que seja um sucesso e um momento alto de luta. reprimida pela polícia política (PIDE) e na qual vários jovens foram presos. A primeira luta que temos pela frente será a GREVE GERAL. com o objetivo de confraternizar e trocar ideias. que. Esta iniciativa foi. um sábado. Só a força popular e a luta organizada dos trabalhadores pode derrotar estas políticas e inverter o rumo até aqui seO TRABALHADOR DA CML H guido. conquistar um futuro digno! á largos anos que a data 28 de março é assinalada pelo movimento sindical como o dia nacional da juventude. Os jovens trabalhadores. portanto. no dia 31 de março. São estas políticas que têm reduzido salários e direitos e têm aumentado a pobreza. e o nosso sindicato. também. É necessário que os jovens trabalhadores estejam mobilizados para todas as lutas que a sua central sindical. que sentem na pele os efeitos destas po líticas (estatisticamente são os que têm menores salários e os mais afetados pela precariedade e desemprego). um dia em que a força popular enfrentou o poder estabelecido e derrotou uma das formas de opressão que naquele tempo eram sentidas. devem envolver-se na luta que é necessário travar para que isto mude.Espaço dos Jovens Lutar no presente. aproveitando a oportunidade para reivindicar nas ruas a solução para vários problemas que afectam os jovens deste país. Importante. Foi. o STML. a 22 de março. Posteriormente. a CGTPIN. dia de luta pelo nosso futuro! I 15 . existem outras formas de opressão que também devem ser derrotadas. a de 2010 e 2011. venham a definir como caminho para der rotar estas “inevitabilidades” do nosso tempo (como lhes chamam). Vamos encher o Largo do Camões! Queremos trabalho! Exigimos direitos! 31 de março.

Uma das suas ocupantes mais famosas foi Madre Paula. Quem fuma. Já em fevereiro foi a vez de visitar a Sinagoga de Lisboa. em vez de se deixarem abater. onde está sepultado D. a 16 de fevereiro. Infelizmente. Há trabalhadores a mudarem para o Edifício do Campo Grande. Por agora. porque era proibida a visibilidade de um templo que não fosse de religião católica. caixotes poderiam remeter para a Higiene Urbana. caixotes. S LEI DOS DESPEJOS Ao contrário do que o Governo afirma. está a deixar os trabalhadores doentes. não tem onde estacionar (mesmo com lugares livres o dia todo na garagem. outros a saírem e outros a mudarem de piso. finalmente. Quem chega. como tal não acontece. I O TRABALHADOR DA CML . antigo convento de freiras. reservados para dirigentes). com o apoio de António Costa. salários. há muito que se viram empurrados para as periferias e encontram-se presos aos empréstimos que foram aliciados a contrair CONTRA A EXPLORAÇÃO. e no protesto promovido pela Associação dos Inquilinos Lisbonenses. pois os mais novos. Dinis.. “Contra a austeridade. quem tem dificuldades respiratórias tem alcatifas e arcondicionado em péssimas condições e o rol não pararia por aqui. Este mal-estar tem um rosto e já não há paciência para desculpas com o passado. exceto uma escassa minoria a viver em condomínios de luxo. promove sim os despejos e visa essencialmente os mais idosos.Pelo ACTIVIDADES LÚDICAS DA COMISSÃO DE REFORMADOS DO STML No mês de janeiro visitámos o Mosteiro de Odivelas. Para promover o arrendamento. diria mesmo uma faixa a abater. João V. para combater a despovoamento das grandes cidades. arrisca16 A dança dos caixotes para a aquisição de habitação. O PS e o presidente António Costa sabem destes problemas e teimam em não ouvir os trabalhadores. Quem trás carro. inaugurada em 1904 e construída curiosamente obliquamente à rua. O STML e os trabalhadores da CML continuarão a denunciar estes problemas existentes num edifício que está doente e que. as suas palavras continuam bem actuais: Se alguém se engana/com seu ar sisudo/e lhes franqueia as portas à chegada/eles comem tudo/e não deixam nada. Estes caixotes são a prova da má reestruturação da Câmara Municipal de Lisboa. AS DESIGUALDADES. no dia 29 de fevereiro. os reformados. por um futuro melhor. esta reestruturação está longe de estar concluída e toda a agitação com pessoas (trabalhadores).. dia em que se discutia o projecto de lei do arrendamento. este projecto não promove o arrendamento.Espaço dos Aposentados “. amante de D. a justiça imperava em Portugal e vivíamos num país verdadeiramente soberano e democrático. não encontra um refeitório. que continuam a ser um dos setores mais fracos da nossa população. XIII. Isso seria a prova de que. tem adjacente um enorme mal-estar com as lacunas que o edifício há muito apresenta. a exploração e a pobreza . há milhares de edifícios abandonados por incúria dos senhorios e inexistência de fiscalização por parte das autoridades. se a ter uma pedra que se desprenda das paredes exteriores do edifício na cabeça. O EMPOBRECIMENTO Foi assim na grandiosa Manifestação Nacional da CGTP. fazem das fraquezas força e aí estão em todas as lutas por uma vida digna. Passados 25 anos sobre a morte de Zeca Afonso. como se isso se traduzisse numa maior produção. I emprego. não! Caixotes de papelão são um obstáculo arquitetónico que prolifera no Edifício do Campo Grande. direitos e serviços públicos”. À partida. Como se vê. E como os reformados não se deixam enganar.eles comem tudo” onhamos com o dia em que este espaço não contenha o relato de nenhuma ação de luta e que a Comissão dos Reformados do STML não tenha estado presente em nenhum protesto. estiveram igualmente presentes na JORNADA DE LUTA EUROPEIA. de 11 de fevereiro. biombos e alcatifas. frente à Assembleia da República. que o mandou construir no séc.

dia da Greve Geral. Foi neste espírito de permanente reivindicação que o STML reuniu dezenas de mulheres trabalhadoras no Cinema de São Jorge. marcaram a comemoração do 8 de março. que centenas de operárias têxteis fizeram greve contra um horário de trabalho de 16 horas e a enorme discriminação salarial de que eram vítimas. em Nova Iorque. apelando à luta das mulheres por um futuro digno. este ano procedeu-se à emissão de um postal que evoca a luta das mulheres trabalhadoras do Município de Lisboa. A data de 22 de março. e em 1909. Dia Internacional da Mulher.Dia Internacional da Mulher oi em 1857. Para que a discriminação jamais faça sentido. onde prevaleça a igualdade de género e oportunidades. A dirigente sindical Fátima Messias interveio em nome da CGTP-IN. Essa luta foi violentamente reprimida e cerca de duas dezenas de mulheres trabalhadoras perderam a vida. o STML saúda todas as trabalhadoras. pela ONU. Este exemplo de coragem e firmeza das operárias de Nova Iorque foi uma herança que inspirou mulheres de todos os cantos do mundo a lutar por mais justiça social. que respeite os direitos. realidade que se concretizou no ano seguinte. como Dia das Nações O TRABALHADOR DA CML Trás uma mulher à luta! F Unidas pelos Direitos das Mulheres e pela Paz Internacional. mais uma vez. em 1977. Sendo desde sempre uma tradição do nosso sindicato assinalar esta data. pelos direitos inalienáveis das mulheres no emprego e na proteção social. convocando-as para a luta por um futuro melhor e mais justo. a ativista Clara Zetkin propôs que o dia 8 de Março passasse a ser o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. liberdades e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa. A alegria e a satisfação foram sentimentos que. Contra a desigualdade de género. A efeméride acabou por ser também adoptada. mereceu um destaque especial pela sua importância maior no momento económico e social que o país atravessa e pela construção de uma alternativa que defenda efetivamente os direitos e interesses dos trabalhadores e trabalhadoras portuguesas. I 17 .

nomeadamente. dirigentes e delegados. perante os trabalhadores do município de Lisboa. em grande medida. Problemas que podem dizer respeito aos assistentes operacionais. se desenvolvem e que continuarão a ser desenvolvidas. consequentemente. um elemento essencial no sucesso. O trabalho sindical entre dirigentes e delegados é um trabalho que se complementa. Esta estratégia não surtiria efeito sem a existência de delegados e delegadas sindicais. à célere informação do problema concreto.ou delegada sindical STML celebra. que se funde num único objectivo. por tudo o que já foi dito. que conheça os seus problemas. honesto. ainda. coloca em segundo plano os seus interesses individuais em detrimentos dos interesses colectivos. o homem ou mulher que assume a tarefa de delegado sindical. I O TRABALHADOR DA CML . a resposta às suas aspirações e a defesa intransigente dos seus direitos e interesses. nos jardins ou nos edifícios municipais como o do Campo Grande ou no regimento de sapadores bombeiros ou ainda nas empresas municipais. a resolução dos problemas dos trabalhadores. em inúmeras situações. de verdadeiros “dirigentes locais” do STML. o envolvimento na mobilização de todos os trabalhadores e a sua participação nas ações de luta descentralizadas ou mais gerais convocadas pelas estruturas da CGTPIN. Muitas vezes. homens e mulheres confiantes e determinados nesta luta e conscientes do seu papel e da sua responsabilidade maior. A estrutura sindical do STML é composta. dúvidas e ansiedades que se multiplicam pelos inúmeros locais de trabalho do município de Lisboa. Responsabiliza-se por dar corpo às preocupações. Os problemas que muitas vezes são resolvidos devem-se. a resolução dos problemas coletivos. digno e indispensável. a sua luta e os possíveis resultados da mesma. de uma importância excepcional! Nos tempos actuais. como também é do conhecimento de todos. a participação nas Assembleias Gerais de Delegados. realizando-se as mesmas na sede do sindicato uma vez por mês. é também essencial para a luta que travamos e para a vitória que todos ambicionamos. a União dos Sindicatos de Lisboa no plano distrital ou da Frente Comum no plano das questões específicas da administração pública e do setor empresarial do Estado. Um espírito que enfraquece a unidade dos trabalhadores e. problemas que podem situar-se no universo da limpeza urbana. das lutas que se desenvolveram. combater o espírito individualista e egoísta. pelo aumento dos salários e na defesa de direitos arduamente conquistados. nas oficinas. É deste modo fundamental que a responsabilidade assumida pelo STML. O papel de um delegado ou delegada sindical reveste-se. setoriais ou profissionais é um passo indispensável para a resolução de muitos dos problemas individuais de cada trabalhador. o mesmo é afirmar. à rápida tomada de decisão para o desenvolvimento das formas de acção necessárias no sentido da sua resolução. Implica. não é possível sem delegados e delegadas sindicais. pela defesa dos postos e condições de trabalho. A luta por melhores condições de vida. sinónimo de um traba18 O papel maior de um delegado O lho sério. no plano humano. em que os trabalhadores estão sujeitos à maior e mais profunda ofensiva aos seus direitos e condições de vida. que se envolva no trabalho sindical. total ou parcial. seja encarada como uma responsabilidade de todos os dirigentes e delegados sindicais que desta estrutura fazem e poderão vir a fazer parte. Muitas vezes apelidamos aqueles que assumem a enorme responsabilidade de delegado ou delegada sindical. isto é. pela revogação de toda a legislação nociva aos interesses dos trabalhadores do município de Lisboa. Um trabalho que todos. igualmente. 35 anos de história! Uma historia que é indissociável da luta travada em torno dos direitos e interesses dos trabalhadores do município de Lisboa. A assunção do papel de delegado ou delegada sindical implica. Todavia. por dirigentes e delegados sindicais e tem nestes últimos. que se envolva responsavelmente na sua resolução. os mesmos que nos roubam direitos e agravam as nossas condições de vida. Esta denominação prende-se com a importância extraordinária que estes homens e mulheres têm nos respetivos locais de trabalho e a ligação que obrigatoriamente devem fazer com a direção do STML. uma maior responsabilização além da eleição de novos delegados e delegadas. assistentes técnicos ou técnicos superiores. Um espírito alimentado por todos os defensores da política de direita. nos comprometemos a fazer aquando da nossa eleição pelos nossos pares. o STML tem alertado para a necessidade fundamental em existir um (ou mais do que um) delegado ou delegada sindical em todos os locais de trabalho do município de Lisboa. Neste sentido. Um homem ou uma mulher que represente os seus colegas trabalhadores. Ser delegado ou delegada sindical implica. durante o ano de 2012.

vamos utilizar os resultados de um estudo mandado fazer pelo 1. por esta via também. comparações com base em remunerações médias não são correctas. nomeadamente em relação às categorias profissionais com maior responsabilidade e qualificação. as remunerações das chefias na Administração Pública (diretores geral. Portanto.) em áreas de negócio lucrativas para os grupos económicos privados é a redução brutal das remunerações dos trabalhadores da Administração Pública.5% e 57.1% das do setor privado. que na Administração Pública. conseguimos calcular as remunerações para 27 categorias profissionais idênticas da Administração Pública e do setor privado em 2005 que depois utilizamos para calcular as de 2012. Para provar isso. etc. pertencem atualmente à carreira de Assistentes Operacionais. O TRABALHADOR DA CML U A redução brutal das remunerações da Função Pública como instrumento para reduzir o Estado ao Estado mínimo neoliberal e para privatizar as funções sociais Assim.7% e 36. não o único. Para justificar utilizam a mentira afirmando que as remunerações no Setor Público são superiores às do setor privado. reduzindo-o a um “Estado mínimo”.com I 19 . as remunerações totais das chefias na Administração Pública (diretor geral a diretor de serviço) variavam entre 44. entrando com a variação de remunerações verificada no período 2005-2012.9% e 88.1% das do setor privado. Assim.7% e 80% das do setor privado. As conclusões são as seguintes: Em 2005. e outros órgãos de informação.8% das do setor privado. O fosso remuneratório entre o setor público e o setor privado aumentou significativamente entre 2005 e 2012 com o congelamento. as remunerações na Função Pública variavam entre 61. as remunerações dos operários na Administração Pública correspondiam entre 38. As comparações devem ser feitas entre remunerações de profissionais com níveis de escolaridade e de qualificação semelhantes. tão de agrado dos “Chicago e FMI boys”. com o congelamento e corte de remunerações no setor Público.1% e 95. em 2005. educação.7% dos trabalhadores tinham o ensino superior. na Administração Central.º governo de Sócrates a uma multinacional de consultoria que. em 2012.4% das do setor privado. com base nos resultados do estudo mandado fazer à multinacional Capgemini. No entanto.1% e 71. entre 2005 e 2012. e as dos restantes profissionais. o 1. entre 42.9% e 68. telefonistas e motoristas). Passos Coelho justificou o confisco do subsídio de férias e de Natal aos trabalhadores da Função Pública dizendo “que em média os salários na Função Pública são 10 a 15 por cento superior à média nacional”. pois determinam conclusões falsas. as do técnico superior. a dos administrativos variava entre 62. as dos trabalhadores da Administração Pública já eram inferiores às do setor privado e que.2011.4% e 81.8 das do setor privado. em 2011. e com o confisco do subsídio de férias e do Natal em 2012.A falácia do governo! m dos meios. o fosso entre a Administração Pública e o setor privado aumentou ainda mais. Como noticiou o Jornal de Notícias. as remunerações na Função Pública variavam entre 51.6% e 52. Eugénio Rosa Economista www.eugeniorosa. auxiliar de limpeza.10. as remunerações dos operários na Administração Pública correspondiam entre 54. e transformando-as em áreas de negócios lucrativos para os grandes grupos económicos privados. enquanto a nível do país essa percentagem era apenas 18. o Estado. conjuntamente com os operários. É evidente a intenção do governo ultraliberal de Passos Coelho de destruir. pelo facto das conclusões não terem agradado o governo. as remunerações destes trabalhadores reduziram-se em 24. E se as comparações forem feitas entre as remunerações de idênticas categorias profissionais concluise que.º ministro “esqueceu-se” de dizer. que a “troika estrangeira” e o governo PSD/CDS estão a utilizar com o objetivo de reduzir o Estado ao “Estado mínimo” neoliberal. para assim transformar as suas funções sociais (saúde.8% às do setor privado.9% e 71. privatizando as funções sociais do Estado.9% das do setor privado.8% das do setor privado.5% entre 2005 e 2012. Em termos reais. Fica assim claro que os trabalhadores da Função Pública não são uns privilegiados como o governo pretende fazer crer. 55. foi “metido na gaveta”. com o objetivo de os levar a aposentarem-se prematuramente ou a sair. pelo 1. de serviços) variavam já entre 33.6%. como consta do Boletim de Emprego Público do Ministério das Finanças que. as do técnico superior entre 57.8% das do setor privado. segurança social. e as restantes categorias profissionais (guarda vigilante. cortes e confiscos de remunerações. as dos administrativos correspondiam entre 32.º governo de Sócrates. de 15.

Na verdade estão na linha da frente aos ataques brutais do grande capital! Política nefasta que também é aplicada em outros países e à generalidade dos trabalhadores na Europa. nomeadamente.10% de desconto nas propinas. uma política selvática de ataques. G ISLA – Instituto Superior de Línguas e Administração G ISG – Instituto Superior de Gestão G IPES – Instituto Português de Estudos Superiores G IESC – Instituto de Estudos Superiores de Contabilidade G Escola Superior de Educação João de Deus G ISTEC – Instituto Superior de Tecnologias Avançadas G COFAC – Universidade Lusófona Lisboa/Porto . I ISEC – Instituto Superior de Educação e Ciências Para os nossos associados. ocupações. com cortes de 30% no salário mínimo e nas reformas. a dupla Merkel/Sarkozy impõe à Grécia a compra de mais submarinos para que a “ajuda” seja dada. Mas só o fizeram porque os trabalhadores e jovens gregos não se submetem à chantagem e resistem feroz e heroicamente como o provam as lutas. sobre os trabalhadores e o povo grego. cônjuges e descendentes em 1. O chamado segundo “pacote de ajuda” da tróica FMI/BCE/UE foi imposto com golpes mais cruéis e violentos contra a martirizada população grega. Na Grécia como em Portugal. as centrais sindicais.Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes . com aumentos de impostos. Dinis G Protocolos do STML 20 .000 despedimentos na Administração Pública. convocaram uma nova greve geral de 48 horas respondida em massa pelos O espelho da brutalidade da ditadura do Capital A trabalhadores e toda a sociedade. privatizações e 150. Neste sentido. foi com grande entu- siasmo que.Instituto Superior D. Trinta dos deputados da coligação da tróica representada no governo não eleito da Nova Democracia (PASOK e Laos).Instituto Superior Politécnico do Oeste . . foram expulsos por se recusarem a aprovar esta “ajuda” mortal. Psicoterapia e Medicina G Sagres – Companhia de Seguros G Aldeamento Turístico de Palmela I I O TRABALHADOR DA CML .12% de desconto na propina da licenciatura em Gestão Autárquica. a Luta continua nas empresas e na Rua. Os trabalhadores e o povo grego necessitam da solidariedade dos trabalhadores dos outros países.º grau: .Grécia: Breves ofensiva capitalista continua a exercer. greves setoriais e greves gerais que continuam. manifestações. Logo após a aprovação dos novos ataques no Parlamento. a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME).Escola Superior de Educação Almeida Garrett G Lancaster College G Universidade Lusíada G Universidade Autónoma G Mundi Travel G Teatro da Cornucópia G Viaggiatore – Companhia de Lazer e Turismo G Campiférias – Centro de Férias e Turismo G Millenium BCP G ENAL – Escola Nacional de Automobilismo G Mind – Project – Psicologia.Instituto Superior de Humanidade e Tecnologias de Lisboa . milhões de trabalhadores gritaram: “somos todos gregos!” A nossa mais ativa solidariedade será lutar em Portugal contra as mesmas políticas violentas e anti-sociais com que o Capital tenta subjugar o Trabalho. Enquanto isto. um pouco por toda a Europa.