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A salvaguarda dos presos provisórios

por Edimar Edson Mendes Rodrigues
RESUMO O tratamento reservado ao preso provisório constitui-se em medida protetiva prevista na Constituição Federal e, especialmente, na lei executiva penal (Lei n. 7.210/84), a fim de assegurar o estado de presunção de inocência, antes da sentença penal condenatória transitada em julgado. O problema reside na inobservância destes preceitos. Atualmente, é comum presos provisórios custodiados em penitenciárias como se condenados fossem, em desacordo com a legislação vigente. Esta pesquisa objetiva, portanto, uma abordagem acerca do recolhimento de presos provisórios em penitenciárias, especialmente no Estado do Piauí, cujo descompasso no tratamento do preso provisório é bastante acentuado, conforme demonstra os dados estatísticos do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias – InfoPen do Ministério da Justiça. Nesse sentido, observou-se um elevado número de presos provisórios em relação aos condenados custodiados em penitenciárias, contribuindo para superlotação dos presídios. A coleta de dados foi realizada no sítio do Ministério da Justiça (Infopen). A análise dos dados permitiu observar que, malgrado a possibilidade de recolhimento de presos provisórios nas penitenciárias, as conseqüências desta custódia são nocivas e constituem um óbice para os objetivos da execução penal. Palavras-chaves: Preso Provisório. Penitenciária. Execução Penal. Introdução A Lei n. 7.210/84, lei executiva penal brasileira, assegura tratamento distinto ao preso que aguarda julgamento, determinando sua custódia em cela separada dos presos condenados. Desse modo, estabeleceu a cadeia pública como o estabelecimento penal adequado ao 1 recolhimento de presos provisórios. As disposições acima referenciadas, no contexto atual do sistema penitenciário brasileiro, não recebem o devido acatamento, especialmente no Estado do Piauí que não possui cadeias públicas e encaminha toda a demanda de presos provisórios para as penitenciárias, onde não há vagas suficientes, tampouco condições adequadas para a separação dos presos. A propósito da efetividade da Lei de Execução Penal, Zaffaroni e Pierangeli reputam oportuno recordar a afirmação de Fragoso que “qualificou a legislação executiva penal como uma “carta 2 de intenção”, em razão da falta de infra-estrutura, especialmente edifícia” Desse modo, o objetivo do presente trabalho é conhecer as garantias legais, bem como os aspectos nocivos do recolhimento de presos provisórios em penitenciárias no Brasil, especialmente, no Estado do Piauí. Retrospecto da prisão provisória A prisão, do ponto de vista sociológico, é um reflexo do poder soberano do Estado, constituindo-se num instrumento de controle social. Acerca da sua existência como 3 manifestação do poder, Foucault afirma que “Prender alguém, mantê-lo na prisão, privá-lo de alimentação, de aquecimento, impedilo de sair, de fazer amor, etc., é a manifestação de poder mais delirante que se possa imaginar. (...) A prisão é o único lugar onde o poder pode se manifestar em estado puro em suas dimensões mais excessivas e se justificar como poder moral”.

o principio constitucional da presunção de inocência. com independência. bem como pena prevista em lei. sociólogos e juristas passaram a apontar.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. bem como nos casos autorizadores da prisão temporária.” Apesar do seu caráter suplicante. não se considerava a prisão provisória como efetivo cumprimento de pena. mas como mecanismo capaz de docilizar o corpo para posterior aplicação da punição. A prisão no Brasil No Brasil. prevendo a prisão como medida excepcional: “Art. preventivamente. em geral pena de morte ou impingimento de intenso sofrimento. Esta provisoriedade se manifesta como medida cautelar necessária para se atingir os fins colimados pelo Estado. é antes de tudo um suplício e não um meio de deter um acusado. o preso provisório é aquele que teve sua liberdade de locomoção despojada sem sentença penal condenatória transitada em julgado. é que a prisão. Realizada a prisão provisória. 5º. de aplicação de penas corporais. Beccaria criticava o sistema criminal e as leis de sua época. sem distinção alguma. refere-se a qualquer espécie de prisão antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. A partir dessa concepção. ou seja. definidos em lei. A Constituição Federal vigente estabelece como regra a liberdade individual. a prisão é um comando constitucional que se constitui em ultima razão. as irregularidades e abusos do poder. por 4 exemplo)”. na mesma masmorra. LXI . da barbárie. 1988) Presos provisórios: questões conceituais Segundo Capez (2002). de banimento e pena de morte. adotada no Antigo Regime. Outrora. faz-se necessário o recolhimento do preso em estabelecimento adequado a fim de aguardar o deslinde do processo. meados do século XVIII. atendendo-se. podendo esta se dá em flagrante delito. assim. antes de sentença condenatória definitiva. o inocente suspeito e o criminoso convicto. desde que demonstrado o periculum in mora e o fumus boni iuris. é que se atiram. mas sobretudo cautelar. Trata-se de um instituto excepcional de privação da liberdade que pode ocorrer no âmbito da formação da culpa. aquele que aguarda julgamento do seu processo recolhido à prisão. mas que era reconhecida e legitimada pelo poder. em especial. o excesso de castigo como fonte punitiva. Preso provisório e a lei de execução penal . das penas cruéis. afirma Mirabete (2002). A prisão provisória. É o que estabelece alguns instrumentos internacionais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e Regra Mínimas para Tratamento de Pessoas Presas. 5 considerando a prisão uma expressão do poder: “A razão está em que o sistema atual da jurisprudência criminal apresenta aos nossos espíritos a idéia da força e do poder. Assim. por sentença condenatória recorrível. em vez da justiça.” (Constituição Federal. por sentença de pronúncia. é que filósofos.Depreende-se que a prisão na sua gênese não tem somente caráter punitivo. entre nós. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. assevera Foucault ser a prisão “prevista também como condição para que se possam executar certas penas (o trabalho forcado. com o fito de manter o acusado de um crime privado da liberdade de locomoção para aguardar a aplicação de uma pena suplicante.

bem como proporcionar condições 6 necessárias à harmônica integração social do condenado e do internado. A Lei n.. Procura-se evitar que o preso provisório conviva com criminosos condenados. condiciona o recolhimento de presos provisórios em separado como dispõe o art. exige uma sentença penal condenatória transitada em julgado. 102. 102)”.” Julio Fabbrini Mirabete é enfático quanto à custódia de preso provisório: 9 “Aquele que estiver recolhido em decorrência de prisão provisória (prisão em flagrante. caput. Não obstante o disposto na legislação executiva.210/84 (LEP) estabelece expressamente que o objetivo da execução penal é a efetivação das sentenças ou decisões criminais. Rangel (2006) ressalta que esta pretensão executória. merece ser afastado dos presos já sentenciados com trânsito em julgado. O local para o recolhimento é a cadeia pública. no presídio. uma vez que faz referência apenas àqueles com condenação definitiva e aos submetidos à medida de segurança. A Lei de Execução Penal dispõe que a cadeia pública deverá ser instalada próximo de centro urbano. evitando-se a promiscuidade nefasta dos presídios e amenizando-se o trauma daquele que. observando-se na construção as condições mínimas exigidas pela lei. Quanto à separação dos presos provisórios dos condenados em definitivo. 7.210/89 (Lei de Execução Penal). não sendo ainda considerado culpado. art. não tem cabimento interpretação extensiva para justificar o recolhimento de presos provisórios em penitenciárias.A execução penal é a última fase da persecução penal que objetiva a concretização da pretensão de punir do Estado. O amparo legal dos presos provisórios Em meados do século XIX. Diversamente. 87. estabelecimento penal que cada comarca deve ter. Beccaria já defendia a proteção dos acusados antes de serem condenados. em regime fechado”. por sua vez. dado que se trata da privação da liberdade de locomoção e nesse sentido a interpretação deve ser estrita.” Nesses casos. 84. XV. qual seja o direito constitucional de 8 liberdade de locomoção (cf. A lei 7. 5°. E vai além. que “a penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão. conforme a Lei de Execução Penal (art. sensível a esse drama. foi excepcionada sua aplicação aos presos 7 provisórios. como bem leciona o professor Paulo Rangel que “tratando-se de normas restritivas de um direito. determina que o preso provisório fique separado do condenado definitivamente (art. em vez de facultar. prisão em decorrência de sentença condenatória) deve ficar separado dos que estão definitivamente condenados (art. . e art. A LEP impõe condições importantes para a salvaguarda de pessoas presas como determina o art. segue o magistério 10 de Guilherme de Souza Nucci: “Trata-se de uma obrigação do Estado. prisão em decorrência de pronúncia. caput. com razão: determina que o condenado primário deve ficar em sessão distinta. 84. prisão preventiva. do condenado reincidente (art. 300 do CPP. CRFB). Assim. a interpretação deve ser estrita. finaliza que a penitenciária de homens será construída em local afastado do centro urbano a 11 uma distância que não limite a visitação. caput). § 1º)”. asseverando que “A prisão não deveria deixar qualquer pecha de infâmia sobre o 12 acusado cuja inocência foi juridicamente reconhecida” . Observa-se que não é objetivo da execução penal cuidar do preso provisório. 84 da LEP). que “a cadeia pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios. prisão temporária.

que não são raros os amotinamentos e rebeliões de presos. onde condenados definitivamente que aguardam benefícios legais como progressão de regime. que na prática abarca a partir de quando se detecta ou supões detectar-se uma suspeita de delito até que se impõe e executa uma pena. a atuação dos funcionários e define os casos e condições para esta atuação. determinando que “a classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que elaborará o programa individualizador da pena 18 privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório”. Faz-se necessário mencionar que é indispensável ordem judicial escrita para determinar o encaminhamento do preso provisoriamente para penitenciárias. Assim também determina a Declaração Universal dos Direitos Humanos que “toda pessoa acusada de um ato delituoso é presumida inocente até que sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em todas as garantias de defesa necessárias lhe 14 sejam asseguradas.792 de 1° de dezembro de 2003. as conseqüências são tão devastadoras. . ou melhor. que determina a análise judicial da adoção de tal medida. pressupondo uma atividade normativa que cria a lei que institucionaliza o procedimento. opondo-se diametralmente às orientações legais. pois além dos dispositivos já mencionados insertos na Lei de Execução Penal há também disposição constitucional nesse sentido. quase sempre reivindicando o julgamento de processos dentro de um prazo razoável. que consiste numa atividade complexa que conjuga competência do Poder Judiciário e do Executivo.” As Regras Mínimas para Tratamentos de Pessoas Presas determinam: “os presos não julgados 15 presumem-se inocentes e como tal devem ser tratados”. introduziu inovações importantes na LEP. da polícia. mas se constitui numa atividade complexa 17 como define Zaffaroni e Pierangeli: “Chamamos “sistema penal” ao controle social punitivo institucionalizado. 10. para cumprimento de pena privativa de liberdade. promotores e funcionários e da execução penal”. estabelecimentos sui generis. a fim de facilitar a administração das penitenciárias. do público. Consequências nocivas do recolhimento de presos provisórios em penitenciárias O desprezo às normas legais que disciplinam o tratamento dos presos provisórios motiva a superlotação das penitenciárias. Esta é a idéia geral de sistema penal em um sentido limitado englobando a atividade do legislador. A prisão provisória tem uma característica importante que é a jurisdicionalidade. Este sistema transformou as penitenciárias em verdadeiras cadeias públicas. a Lei n. o princípio da presunção de inocência. O excesso de presos nas penitenciárias tornou-se um óbice para a administração do sistema penitenciário brasileiro. assegurando que “ninguém será considerado culpado até o trânsito 13 em julgado de sentença penal condenatória”. dos juízes. sem a guia 16 expedida pela autoridade judiciária”. ou seja. no sentido de fazer cessar o estado de incertezas criado pela morosidade do sistema penal. enquanto aguardam o julgamento. Destarte. O sistema penal não se limita ao Poder Judiciário. assim ordena a lei que “ninguém será recolhido. Assim.Está evidente que o Estado objetiva a salvaguardar as pessoas presas provisoriamente. que comporta presos provisórios e condenados convivendo coletivamente. por se tratar de restrição a direitos consagrados na Constituição Federal e Convenções Internacionais. livramento condicional ou o cumprimento integral da pena. convivem com presos provisórios que sequer sabem se serão ou não condenados.

a qualquer título. o Regime Disciplinar Diferenciado. sem prejuízo de repetição da 20 sanção por nova falta grave de mesma espécie. sendo aqueles em maior número. donde “deduz-se a proscrição 21 das penas cruéis ou de qualquer pena que desconsidere o homem como pessoa”. em homenagem ao princípio constitucional da presunção de inocência. o que nas condições atuais vislumbra-se inevitável. tornando-se verdadeira medida de segurança pública. Dos Delitos e das Penas. Uma breve análise dos dados do Infopen – diagnóstico do sistema penitenciário estadual brasileiro. bem como condição precípua para a harmônica integração social desejada pela lei de execução penal. a necessidade em todo o Brasil. sem menção aos dados de qualificação pessoal e sem a figura delitiva imputada ao réu. Estes recolhimentos. que nesse panorama se desenvolve um sentimento de injustiça nos presos que não são assistidos adequadamente pelos familiares ou advogados. em organizações criminosas. demonstra claramente um número muito superior de presos provisórios em relação a condenados custodiados em penitenciárias do Estado do Piauí. à disposição no sítio do Ministério da Justiça. influencia as decisões que determinam o recolhimento de presos provisórios em penitenciárias. é possível se verificar uma disparidade enorme entre o número de presos provisórios e condenados. Pelos dados colhidos pelo Infopen em 22 23 dezembro de 2008 e junho de 2009 . até o limite de um sexto da pena aplicada. mas especialmente no Estado do Piauí. Verifica-se que a falta de cadeia pública. mantido pelo DEPEN. Referências bibliográficas BECCARIA. impingindo ao preso recolhimento individual com duração máxima de trezentos e sessenta dias. 10. . As conseqüências advindas da custódia inapropriada são danosas e contrariam os objetivos da execução penal. 19 quadrilha ou bando. bem como a ansiedade de vêse julgado.792/03 implementou uma medida suplicante. se dão através de uma ordem escrita simples. Cesare. incompatibilizando o estabelecimento penal. assim. Considerações finais Urge frisar. a Lei n.Como resultado da mesma manifestação de poder. o que às vezes demora o tempo suficiente do cumprimento da pena em abstrato. Assevera-se. Apesar da possibilidade da custódia do preso provisório em penitenciárias. a exemplo do que ocorre no Estado do Piauí. motivada pelo excessivo número de presos provisórios. portanto. CID. que visa.” O Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) foi elevado à categoria de solução para os problemas de indisciplina e desordem do sistema penitenciário. ás vezes. O desmedido recolhimento de presos provisórios em penitenciárias tende ultrapassar os limites de lotação. Diante da superlotação das penitenciárias. transformando-o num mero “depósito” de seres humanos sem condições mínimas de convivência. criando. o que dificulta a sua individualização. São Paulo: Ed. O suplício imposto pelo RDD fere o Princípio da Humanidade. da implementação de cadeias públicas capazes de manter presos provisórios até a sentença penal condenatória com trânsito em julgado. 2004. obstaculariza o gozo dos direitos fundamentais mínimos não atingidos pela lei. um ambiente propício à indisciplina e desordem no interior dos presídios. não é socialmente adequada à convivência coletiva destes com presos condenados. através da “docilização” do preso. a manutenção da ordem nos presídios estabelecendo que “estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação.

2008. rev. edição. Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões. quando recolhido a estabelecimento sujeito à jurisdição ordinária.O preso provisório ficará separado do condenado por sentença transitada em julgado. p. 7.BRASIL. ed. 43 4. 12ª. 584. Código de Processo Penal Interpretado. Art.BECCARIA. 8ª edição revista. 102 . 2° parágrafo único . Manual para Servidores Penitenciários. 2006.planalto.gov. 13. Código de Processo Penal Comentado. 2006. C. 758. ZAFFARONI. . e atual. e atual. p. rev. Notas 1. Eugenio Raúl e PIERANGELI. guilherme de Sousa. Andrew. rev. Parte Geral. Art. 4. MIRABETE. p. Júlio Fabbrini. Processo Penal. 2004. Cesare. Execução Penal. 9ª edição. Lei 7. ZAFFARONI. 12. 3. Reino Unido: International Centre for Prison Studies. Manual de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: Atlas. 28ª ed. Art. 5ª edição revista e atualizada. Foucault. Microfísica do Poder. Curso de Processo Penal. São Paulo: Revista dos Tribunais. http://www. São Paulo: Damásio de Jesus. M. Petrópolis: Vozes. 2004. FOUCAULT. COYLE. Parte Geral. 6. 2002. M.A Cadeia Pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios.br/ccivil/leis/L7210. Lei nº 7. NUCCI. Direito Processual Penal. ed. 8. José Henrique.210/84 (LEP): Art. São Paulo: Revista dos Tribunais.A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. 2002. 94 5. 84 . Curso de Direito Penal: parte geral: volume 1. 27.Esta Lei aplicar-se-á igualmente ao preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou Militar. Brasília: Senado Federal. Paulo Rangel. São Paulo: Saraiva. Julio Fabbrini Mirabete. Manual de Direito Penal Brasileiro. 2004. p. Foucault.CAPEZ. ed.htmBRASIL. M. Eugenio Raúl e PIERANGELI. BECCARIA. ed. 2004. atualizada e ampliada. José Henrique. e atual. MIRABETE. São Paulo: Atlas. RANGEL. Dos Delitos e das Penas. 2002. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2002. Paulo. p. Constituição da República Federativa do Brasil. Vigiar e Punir. 2004. CAPEZ. Fernando. 5ª edição revista e atualizada. 10. Fernando. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Centro Gráfico. 1º . 1988.210 de 11 de julho de 1984.

A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e. BECCARIA. 5ª edição revista e atualizada. Código de Processo Penal Comentado. 52 .mj. art. § 2º. Sistema Integrado de Informações Penitenciárias – InfoPen.9. ou condenado. “Ninguém será recolhido. 6°. Parte Geral. até o limite de um sexto da pena aplicada. 107. guilherme de Sousa. 7. Manual para Servidores Penitenciários. 15. Presos custodiados no Sistema Penitenciário do Piauí. p. 18. art. III . para cumprimento de pena privativa de liberdade. em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie. 69. sujeita o preso provisório. sem contar as crianças.10.74E9CEITEMIDC37B2AE94C6840068B1624D28407509CPT BRNN. Eugenio Raúl e PIERANGELI. 11. São Paulo: Revista dos Tribunais. .visitas semanais de duas pessoas. 22. Parte Geral. 10.o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho de sol.” 21. regra 84. 84 e art. 2008. Lei de Execução Penal. 9ª edição. Eugenio Raúl e PIERANGELI.Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei. 19.“Art. José Henrique. 26. 594. sem prejuízo da sanção penal. Constituição Federal. p. 20.htm Acessado em 21. 2004. ZAFFARONI. Andrew. Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.2009. Lei de Execução Penal.duração máxima de trezentos e sessenta dias. 12. São Paulo: Atlas. COYLE.210/84. www. 7. 2004. 14.br/data/Pages/MJD5. IV . Dez/2008: 1. II . NUCCI. São Paulo: Revista dos Tribunais. 5°. ao regime disciplinar diferenciado. p. 2002. Cesare. com as seguintes características: I . Reino Unido: International Centre for Prison Studies. 90.recolhimento em cela individual. Lei n. caput. ZAFFARONI. quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas. José Henrique. atualizada e ampliada. com duração de duas horas. 8ª edição revista.606 presos provisórios (Homens e Mulheres) e 375 (Homens e Mulheres) presos condenados em regime fechado.gov. 16. 52. Julio Fabbrini Mirabete. MIRABETE. 5ª edição revista e atualizada. 13. art. p. LVII. Art. Dos Delitos e das Penas. sem a guia expedida pela autoridade judiciária”. 17. 2002. 2004.. Art. Código de Processo Penal Interpretado. 172. 11. p. Manual de Direito Penal Brasileiro. Manual de Direito Penal Brasileiro. Lei n. art. 735.210/84.

desnecessária e facilmente eivada de vícios. com uma formação mais própria e eficaz de todos que figuram nesse pólo da relação .23. imagino ser Piauiense. aluno do Curso de DIREITO. mais de 2 anos atrás. o que configura um desserviço prestado inoportunamente à Sociedade como um todo. etc. – Edilma Mendes. Autoridade Policial". mais de 2 anos atrás. Mas na prática. 284. infelizmente!. em tempos de prisão de averiguação? Se os procedimentos não são corretamente utilizados ou há falta de preparo da autoridade policial. quanto menos colocada em contato com presos condenados com sentença transitada em julgado. mais de 2 anos atrás.. Brilhante. demonstrou que realmente entende do que esta falando. Ora. A expressão supra utilizada. mas aprofundado. Se o presente ordenamento Jurídico não merece respeito e obediência. certamente se insere dentre algumas das preocupações mais prementes de jovens operadores do Direito como eu. a realidade é outra. – Juliana Valença. www. O tema abordado. leia-se. pela manifesta contribuição Jurídico-academica. Diante da exposição em tela.. 28 de outubro de 2009 Comentários Parabéns! Só você mesmo para produzir algo tão maravilhoso como esse artigo.74E9CEITEMIDC37B2AE94C6840068B1624D28407509CPT BRNN.br/data/Pages/MJD5. estamos em tempos de Ditadura.. têm referência ao ideal jurídico. trabalho reflete a verdade da situação penitenciária brasileira/piauiense e aponta para o caminho de inteligentes soluções para problemas tidos como muito graves.mj. mostra muita experência em matéria criminal. previsto na Sumula Vinculante 11. Esse breve. apesar de muito jovem. comandos que em tese são observados. cumpre-me parabenizar o nobre colega. a pessoa vitima da prisão cautelar não poderá ter a sua liberdade cerceada gratuitamente. instituto criado para atender os casos previstos em lei exclusivamente. prisões viciadas. CPP. As atrocidades são das mais variadas: Uso desnecessário de algemas. mas revestido de responsabilidade. é flagrantemente utilizada de forma arbitrária (em seu desdobramento procedimental). Revista Jus Vigilantibus. notadamente constitucional.751 presos provisórios (Homens e Mulheres) e 314 (Homens e Mulheres) presos condenados em regime fechado. deveríamos deixar de nos denominarmos ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Ou seja: "a fiel obediência à lei e ao procedimento. – cicero pereira dos santos. Quarta-feira.gov. talvez não tão próximo. violação do Art. o que caracteriza uma infeliz contradição ao Principio da Finalidade. Acredito num futuro.2009.htm Acessado em 21.10. A prisão provisória (com suas espécies).. descumprimento de prazos. inclusive por parte dos agentes da lei. STF. Jun/2009: 1. Sistema Integrado de Informações Penitenciárias – InfoPen. Presos custodiados no Sistema Penitenciário do Piauí. O autor.

apenas 21 anos da CF/88. Podemos melhorar. mais de 2 anos atrás. onde os Direitos e Garantias Fundamentais poderão ser plenamente respeitados. CARTA CIDADÃ. PERIODO FACULDADE CESVALE – Jonas F S Sousa. JONAS F S SOUSA jonasfco@hotmail.DIREITO 5º. .com ACADEMICO . Afinal. estamos vivenciando uma Jovem Democracia.. promovendo o bem de todos e para todos. inclusive pelos Condutores das Prisões Cautelares. cujo apelido é flagrantemente ouvido e visto.PRISÃO X LIBERDADE..