2.

0 SISTEMAS DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL A água de chuva pode ser utilizada em várias atividades com fins não potáveis no setor residencial, industrial e agrícola. No setor residencial, pode-se utilizar água de chuva em descargas de vasos sanitários, lavação de roupas, sistemas de controle de incêndio, lavagem de automóveis, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Já no setor industrial, pode ser utilizada para resfriamento evaporativo, climatização interna, lavanderia industrial, lavagem de maquinários, abastecimento de caldeiras, lava jatos de veículos e limpeza industrial, entre outros. Na agricultura, vem sendo empregada principalmente na irrigação de plantações. Os sistemas de coleta e aproveitamento de água de chuva em edificações são formados por quatro componentes básicos: áreas de coleta; condutores; armazenamento e tratamento. Antes da instalação do sistema, é feito um estudo dos índices pluviométricos da região, da capacidade de captação do telhado e do tamanho ideal da cisterna de armazenamento. Baseado nesses cálculos, é dimensionado o equipamento, composto basicamente de um filtro (retira folhas e outros detritos), um freio d´água (tira a pressão da água, que assim não revolve a sedimentação do fundo da cisterna), conjunto flutuante (faz com que sempre a água mais limpa seja bombeada para a caixa d'água) e o sifão-ladrão (retira as impurezas da superfície da água, bloqueia odores vindos da galeria e impede a entrada de roedores). O sistema pode ser aplicado tanto em residências em construção - pode ser feito um sistema paralelo ao da água da rua - e incluir o uso em descarga de banheiros, lavagem de roupa e torneiras externas, como em casas já construídas. Onde não se quer ou não for possível mexer nas instalações existentes, é possível aproveitar a água de chuva para jardins, piscina, limpeza de calçadas, lavar carros, entre outros usos. * Alimentação de bacias sanitárias e mictórios * Irrigação de jardins, pomares e outros cultivos * Limpeza de pavimentos, paredes, pátios, peças e equipamentos industriais e veículos * Reserva de incêndio * Ar condicionado central ou sistemas de resfriamento * Espelhos e fontes d`água * Recarga de aquíferos O princípio é captar água de chuva antes que chegue no solo ou locais com trânsito de pessoas, animais e veículos, para evitar sua contaminação e o uso de equipamentos mais complexos. O sistema prevê a utilização do telhado e calhas como captadores da água de chuva, que é dirigida para um filtro, autolimpante que remove detritos, e levada para uma cisterna (reservatório de água subterrâneo ou externo). Para evitar que a sedimentação do fundo da cisterna se misture com a água, esta é canalizada até o fundo, e por meio de um freio d`água ela brota para cima sem causar turbulência na base. Estocada ao abrigo da luz e do calor, a água armazenada se mantém livre de bactérias e algas durante um longo período, diversos meses. Uma outra parte do sistema, o conjunto flutuante (mangueira, bóia, filtro e válvula de retenção e conector) preso à bomba submersa ou tubo de tomada de água, suga a água logo abaixo da lâmina d`água, local onde ela é mais limpa, aumentando a vida útil da bomba e de todo o sistema. Para escoar a água excedente, usa-se na cisterna o sifão-ladrão, que elimina particulados flutuando e evita entrada de odores, insetos e roedores. - 02 -

Ela pode ser utilizada em lavagem das calçadas. A água pode ser usada para um grande número de descargas de banheiros e mictórios. e o kit de realimentação abastece a cisterna ou a caixa de água não potável elevada automaticamente em caso de consumo acima da capacidade ou estiagem. entre outros usos.  Condomínios Em condomínios. em serviços de limpeza. e incluir o uso em descarga de banheiros e torneiras externas. limpeza de pisos e calçadas. é possível aproveitar a água de chuva externamente. de carros. aproveitar a água de chuva é unir os benefícios ecológicos aos econômicos. com rede hidráulica separada da rede de água potável da rua. como em casas já construídas. do playground. na irrigação dos canteiros e jardins.Uma bomba de recalque ou pressurizadora alimenta os pontos de consumo (caixa d`água não potável e/ou torneiras externas de uso restrito).  Residências O sistema pode ser aplicado tanto em residências em construção.03 - . Não sendo possível mexer nas instalações existentes. a água de chuva armazenada significa uma economia expressiva no gasto de água nas áreas comuns. corporativas ou empresariais Em áreas de maior porte. resfriar equipamentos e máquinas. lavar carros. para jardins. no reservatório contra incêndio e . na reserva de incêndio e até mesmo em banheiros das áreas comuns ou casa do zelador e portaria.  Instalações industriais.

diminuindo ou até evitando alagamentos e a sobrecarga da rede pluvial.pré-fabricada) Alvenaria simples (projeto executivo padrão . Nos dias de chuva intensa. Seu dimensionamento considera quatro fatores principais:      Precipitação local . Esquema industrial: com rede pluvial de ladrão do filtro e pisos sendo infiltrada Sistema industrial: 3.sem obras) .média histórica dos índices pluviométricos mensais Área da cobertura.  Modelos     PEAD (polietileno de alta densidade .pré-fabricada) PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro . potável ou não. podendo ser também o reservatório de outro líquido ou água.sem obras) Alvenaria reforçada (projeto estrutural e executivo sob medida . as cisternas podem funcionar como "buffers" (áreas de contenção). ou outra área de captação de água de chuva.1 CISTERNAS Cisterna é o reservatório de águas pluviais.04 - . animais ou veículos Eficiência do telhado e do filtro de água de chuva Consumo (demanda) de água não potável Deve ser protegida de luz e calor para garantir a qualidade da água armazenada. que não deve ter trânsito de pessoas.0 ARMAZENAMENTO 3.irrigação de áreas verdes.

2. Levando-se em consideração a utilização do solo como meio filtrante. tendo na sua extensão uma baixa declividade. filtros anaeróbios e de outros reatores domésticos que produzam poucos sólidos suspensos. propiciando maior proteção sanitária. Ela é constituída. Para sua instalação. que consiste na sua percolação no solo. • a manutenção da condição aeróbia no interior da vala.2 VALAS DE INFILTRAÇÃO A vala de infiltração é um método de disposição de efluentes dos sistemas de tratamento de esgotos. pode melhorar a eficiência do tratamento na remoção de nitrogênio e pode propiciar uma maior durabilidade do sistema. sua utilização deve ser precedida por avaliação técnica para observação dos seguintes parâmetros: • a característica do solo onde a vala de infiltração será instalada. onde ocorre a depuração por processos físicos (retenção de sólidos). são utilizadas quando a permeabilidade do solo admite a infiltração do efluente e quando são atendidas as condições exigidas para sua instalação. assim como do seu grau de saturação por água. de condutos não estanques (usualmente tubos perfurados). Para tanto.1 UTILIZAÇÃO Este método pode ser utilizado para disposição final de efluentes líquidos de tanques sépticos. o desempenho das valas de infiltração depende bastante das características deste meio. Vantagens        Não proliferam algas e bactérias Estanques e impermeáveis. a adoção de uma aplicação intermitente. sem risco de contaminação da água ou vazamentos Duráveis e resistentes Fáceis de limpar Não deixam cheiro e sabor na água Não recebem impurezas imprevistas. O conduto distribui o efluente ao longo da vala. não sendo recomendado o uso das valas quando o solo estiver saturado. • a distância mínima do poço de captação de água.05 - . .527/07) 3. envolvidos com pedras britadas e alinhados no interior de valas recobertas com solo da própria localidade de instalação. químicos (adsorção) e bioquímicos (oxidação). A composição química do solo exerce uma influência fundamental na remoção eficiente dos agentes patogênicos e do fósforo. • o índice pluviométrico. As valas de infiltração são aplicadas com vantagens. • o nível máximo do aqüífero e a sua distância vertical mínima. sendo que. propiciando sua infiltração subsuperficial. ótimos encaixes Não requerem manutenção (limpeza uma vez ao ano segundo ABNT NBR 15. quando a camada superficial do solo tem maior capacidade de infiltração que as camadas inferiores. 3. ou quando o aqüífero encontra-se em grande profundidade. Normalmente. basicamente. Tais condições devem ser aliadas às questões econômicas. necessita-se de locais com boa disponibilidade de área e com remota possibilidade de contaminação do aqüífero.

• deve-se prever uma sobrelevação do solo.3. . não devem sofrer qualquer compactação durante a sua construção. A NBR 13.1 e apresenta uma série de itens que devem ser considerados na sua construção. as valas devem ser instaladas acompanhando as curvas de nível. • as tubulações de distribuição na vala devem ser instaladas de modo a não causar represamento dos esgotos no seu interior. são recomendáveis. no sistema. de modo a evitar a sua erosão pela água da chuva. para disposição no solo de efluentes de sistemas de tratamento de esgotos. assim como as paredes laterais. por normas da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.20 m. depois de corretamente instalada. Esta tubulação deve ser envolvida por um leito de pedra britada. entre o poço e as valas. para não causar problemas de extravasamento ou obstrução do sistema. sendo sua aplicação mais usual o destino de efluentes de tanques sépticos. assim como não criar condições anaeróbias. vem sendo orientado. de 1. devem ser escarificadas até uma profundidade de 0. • o reaterro da vala. • o fundo. tendo um espaçamento longitudinal de 1 cm entre os tubos. até mesmo.5 m.2.10 a 0. devem ser protegidas contra cargas rodantes. antes da colocação do material de suporte do tubo de distribuição de esgotos. • todas as tubulações de transporte do esgotos. • deve-se instalar tubos de exaustão para ventilação do interior da vala. São eles: • a tubulação de distribuição pode ser constituída de manilhas de barro vidrado.969/1997 recomenda que as valas de infiltração sigam o esquema apresentado na Figura 2. Este item visa não causar o desprendimento dos agentes patogênicos retidos. • nos locais onde o terreno tem inclinação acentuada. como nas encostas do morro. de modo a permitir um tempo de percurso do fluxo de três dias até atingir estas áreas. quando houver compactação voluntária ou não. o uso de valas de infiltração. pedregulho ou escória de coque. na ocasião do reaterro da vala. desde 1963. poderá ser feito com o próprio material da escavação. • as superfícies de percolação. prever uma cobertura com material impermeável. entre o fundo da vala de infiltração e o nível máximo da superfície do aqüífero. • deve ser mantida uma distância mínima vertical. • este sistema deve manter uma distância horizontal mínima de qualquer poço de captação de água. cujos poros permitam a livre passagem do líquido para o fundo da vala. sobre a camada de pedra britada ou pedregulho.2 CRITÉRIOS E PARÂMETROS DO PROJETO E ASPECTOS CONSTRUTIVOS No Brasil. Pode ocorrer um benefício maior se ela for toda perfurada em sua extensão. Normalmente distâncias superiores a 30 m. antes do reaterro. mantendo-se a declividade das tubulações.06 - . Pode-se.

interage com a sua presença.• a vala deve ser dimensionada considerando a mesma vazão adotada para o cálculo do conjunto tanque séptico + filtro anaeróbio ou outro tipo de reator. enfatizando-se aqui. a quietude do ambiente. o gorjeio de pássaros e as linhas curvas das margens da bacia. Tal efeito está associado à visualização de um espelho d’água limpo.3 BACIAS DE RETENÇÃO Além de cumprir uma importante função hidrológica. dependendo da época do ano e das características físicoquímicas e biológicas da água. Soma-se a isto a leve movimentação das camadas superficiais expostas à brisa. contrapondo-se aos traços retos da arquitetura moderna. tão comuns em todas as grandes cidades do planeta. as bacias de retenção podem ser destinadas a usos de distintas naturezas. que a antecede. devendo ser considerada como superfície útil de absorção a área de fundo da vala. metal ou alvenaria.  Lazer contemplativo : Este uso está intimamente ligado ao anterior. Desde tempos antigos vem sendo destacada a beleza inerente a ambientes aquáticos limpos. Este enlevamento espiritual tende a promover uma diminuição de agressividade e de atos de vandalismo. . esverdeada ou cinza.  Harmonia paisagística : Este é o aspecto de maior impacto para a população que vive nas proximidades da bacia ou que. A própria literatura técnica internacional já tem adotado a expressão em inglês (calming function) para designar este aspecto tranqüilizante promovido pela contemplação de um ambiente aquático. • as dimensões da vala de infiltração são determinadas em função da capacidade de absorção do terreno. de alguma maneira. Esquema de uma vala de infiltração 3.07 - . os quais se inserem de forma suave e integral à paisagem do entorno. nas quais a existência de um corpo d’água de pequenas dimensões promove um desejável contraste com equipamentos construtivos de concreto. no entanto. a função calmante exercida pela água sobre o espírito humano. Esta influência é ainda mais marcante em áreas de intensa urbanização. geralmente de cor azulada.

Soma-se a estes usos também o modelismo (navegação de pequenos barcos de brinquedo. evitando-se zonas de estagnação que possam promover crescimento de vegetação e a consequente presença de mosquitos e larvas de inseto.08 - . recebendo aporte de águas apenas nos dias de chuva. No entanto elas podem atuar como estoque emergencial de água para combate a incêndio.  Determinação da superfície da bacia = volume a ser estocado / diferença de nível  Cálculo hidrológico para manutenção de água na estação seca (perdas = infiltração + evaporação). 3.  Usos no entorno da bacia : As margens das bacias de retenção prestam-se adequadamente a atividades como caminhadas e corridas. em geral. . A recreação de contato primário (balneabilidade).  Abastecimento : Normalmente as bacias de retenção não constituem-se em manancias de abastecimento de água. remo ou mesmo vela.  Definição da diferença entre o nível de água mais alto admissível e o nível nominal. se a região sofre uma ou duas inundações por ano. embora possa ser exercida em bacias de retenção comprovadamente limpas. para o caso de grandes espelhos d´água. Recreação de contato secundário: Consiste na recreação exercida sem contato direto com a água. Para o dimensionamento das bacias de retenção devem ser seguidos os seguintes passos :  Escolha da vazão afluente.4 BACIAS DE DETENÇÃO As bacias de detenção são aquelas que permanecem secas na maior parte do tempo.  Consideração hidráulica da distribuição de fluxo. tendo em vista os aspectos de segurança do usuário e de uma possível contaminação bacteriológica do meio líquido. por exemplo. A região de entorno constitui-se ainda em excelente espaço para a realização de oficinas de educação ambiental para escolares e adultos. em torno de 50 cm . devido principalmente ao seu pequeno volume. para o caso de países de clima frio. aumentando conseqüentemente a sensação de segurança das pessoas que desfrutam destes benefícios. Dessa forma. O exercício destas modalidades de esporte e lazer proporciona um maior vínculo entre os usuários do ambiente. através da implantação de quadras esportivas e canchas de skate. a praça (se a bacia for implantada numa praça) ou outra área destinada também ficará inundada apenas uma ou duas vezes por ano. Estas bacias podem ser do tipo aberta ou subterrânea. teleguiados ou não) e a patinação no gelo. este valor está. não é geralmente recomendada. Deve-se destacar que as exigências da comunidade com relação ao lazer são um claro sinal de sucesso da implantação da bacia com relação à sua inserção urbana. como é o caso da pesca. As bacias de detenção podem ser aproveitadas para atividades de lazer. Para locais novos : vazão decenal na zona rural antes da urbanização Para locais já urbanizados : usar os dados disponíveis  Determinação do volume de água a ser estocado.

isto é. No pavimento modular a água de chuva penetra pelas juntas e no pavimento poroso a água penetra na superfície do próprio material que pode ser asfalto ou concreto. 3.1 BACIAS DE DETENÇÃO ABERTA No caso de bacias abertas. melhorando a qualidade das águas pluviais. no entanto deve haver inspeções periódicas para garantir a desobstrução das estruturas de entrada e saída.36mm/h. que podem ficar entupidas por sedimentos e lixo. 3. O pavimento poroso é chamado também de pavimento permeável.5 PAVIMENTOS POROSOS Existe basicamente dois tipos de pavimento: pavimento modular e pavimento poroso. PA. O asfalto tem agregados com vazios de 40% e o concreto com 17%.  Concreto poroso permite que a água passe pelos espaços entre os poros do agregado. . partículas menores que 600μm (peneira número 30). os projetos prevêem. etc. Permite que as águas pluviais que caem sobre o pavimento percolem no solo abaixo. A manutenção das bacias de detenção abertas é mais rápida e econômica. conforme Urbonas. A condutividade hidráulica mínima em que pode ser considerada a infiltração no solo é de 0.4. que é. O pavimento poroso é uma BMP que reduz a área impermeável podendo ser feita a recarga das águas subterrâneas. cobertos por grama ou construídos na forma de arquibancadas ou rampas lisas. pois o acesso é livre e os equipamentos necessários são facilmente obtidos. de forma a evitar possíveis acidentes.09 - .3. O conceito de pavimento poroso foi desenvolvido nos anos 1970. em geral. além do custo da obra em si. 1993.USA. utilizam-se taludes laterais suaves. O pavimento poroso pode ser construído em asfalto ou concreto. O pavimento poroso consiste de um pavimento de asfalto ou concreto onde não existem os agregados finos. em média de 3 a 5 vezes mais alto que o de bacias abertas. A principal aplicação do pavimento poroso é em estacionamento de veículos. uma vez que não existe uso de lazer dentro da bacia. playgrounds. mas pode ser aplicado em pátios. a construção de praças e áreas de lazer sobre a laje superior do reservatório de concreto. no Franklin Institute na Filadélfia. principalmente no caso de haver bombeamento dos efluentes. A dificuldade de acesso e a necessidade de equipamentos mais robustos são fatores que devem ser detalhadamente avaliados na consideração da implantação de bacias subterrâneas ou fechadas.2 BACIAS DE DETENÇÃO SUBTERRÂNEA Para as bacias de detenção subterrâneas. A freqüência de manutenção pode ser menor.4.

Serve para estabilizar a camada de asfalto ou concreto.20m do fundo do pavimento poroso.36mm/h conforme CIRIA.A superfície de infiltração do pavimento poroso deve ter condutividade hidráulica maior que a intensidade da chuva.61m a 1. 2ª camada: filtro granular: com espessura de 25mm a 50mm e agregado de 13mm. Em áreas onde há congelamento do solo a profundidade de congelamento pode variar de 0.5. 3ª camada: reservatório de pedra com diâmetro de 40mm a 75mm (pedra britada nº3 e nº4).10 - . . comumente encontrado nos pavimentos comuns. Concreto poroso em blocos. Consiste em uma camada de 50mm com agregados de 13mm.1 TIPOS DE PAVIMENTOS POROSOS Os pavimentos podem ser de concreto. 2003 é que gera menos barulho dos veículos.25m a altura mínima do reservatório de pedra. Pavimento poroso em concreto. 4ª camada: filtro granular que serve como uma interface entre o reservatório e o geotêxtil. 2007. O reservatório de pedra deverá ser drenado em 24h a 72h. 3. O lençol freático deverá estar no mínimo a 1.22m. reduz o splash das chuvas e diminui o problema de aquaplanagem. 5ª camada: geotêxtil. O pavimento poroso possui 16% de vazios muito maiores que os 3% a 5%. 6ª camada: solo nativo que deverá ter condutividade hidráulica no mínimo 0. Uma das vantagens do pavimento poroso em asfalto segundo Daywater.  O pavimento poroso tem seis camadas: 1ª camada: camada de asfalto: possui espessura de 65mm a 100mm. pedras britadas ou grama adensada em estruturas de concreto ou de PVC. asfalto. Adote 0.

Redução da velocidade de escoamento da água da chuva na fonte (telhado). fibrocimento. como o de telha cerâmica. Esse tipo de cobertura vegetal pode ser instalada tanto em cobertura de prédios (laje) ou sobre telhados convencionais.Aumento da biodiversidade. .Pavimento poroso com grama reforçada que permite que a água passe pela zona das raízes e vá até o solo ficando uma superfície resistente inclusive para passagem de veículos. 4. Pavimento poroso com pedregulhos. É possível fazer um telhado com grama ou com plantas. Os telhados verdes ganharam uma crucial importancia nos centros urbanos trazendo diversos benefícios como: . também conhecido como telhado verde.0 TELHADOS VERDES O Ecotelhado é um jardim suspenso. . dentre outros.11 - .

12 - . cobertura verde ou jardim suspenso) pode ser instalado tanto em casas como em grandes empresas e indústrias. atenuante da poluição do ar. pois diminui a amplitude térmica.. mas no telhado ou cobertura. . . . .Esses telhados ajudam na diminuição da temperatura do micro e macro ambiente externo.Redução da emissão de carbono. contribuindo para redução da poluição.O Ecotelhado (telhado verde.Funciona como um jardim externo. . .Contribui para a maior durabilidade dos prédios. . .Conforto térmico e acústico para ambientes internos.Contribui significativamente na pontuação de certificações como LEED. Aumentando a oportunidade de convívio com a natureza em diferentes locais. . .Inclusão social.Aumento da retenção da água da chuva na fonte (drenagem urbana).Limpeza da água pluvial.

que contribuem para o bem estar de seus usuários e diminuição das catástrofes naturais. no que diz respeito à adoção de medidas que visem à diminuição de consumo e a busca por fontes alternativas de água. Nesse sentido. normalmente ocasionado pelo crescimento populacional acentuado e desordenado nos grandes centros urbanos brasileiros. torna-se uma alternativa bastante viável para as novas edificações. O trabalho a seguir expõe as várias formas de aproveitamento de água da chuva nas indústrias e residências dentro do cenário rural e urbano. tem imposto pressões econômicas e sócio-ambientais aos novos empreendimentos imobiliários. a implementação de sistemas de aproveitamento de águas pluviais para fins não potáveis. o aumento da demanda por água. .1.01 - .0 INTRODUÇÃO Nos últimos anos.

além do uso de dispositivos de reposição dos lençóis freáticos. com a redução de enchentes nas cidades e para a diminuição da utilização de energia e insumos na captação. tratamento e distribuição de água potável. .13 - . Permitindo menor custo em decorrência do grande benefício adquirido e melhor uso dos recursos naturais.5. adução.0 CONCLUSÃO O aproveitamento de água de chuva para fins não-potáveis em residências e indústrias. pode contribuir para a conservação de mananciais.

htm> Acesso em: 27 de Nov. <http://www.14 - .pdf> Acesso em: 27 de Nov.aspx> Acesso em: 27 de Nov. 2011.com.dml> Acesso em: 27 de Nov. 2011.asp?it=779674> Acesso em: 27 de Nov. <http://www.com/2010/04/aproveitamento-de-agua-pluvialdas.br/joel/iph014/pavimentos.iph.br/ixpress/pluviometria/plv/index.html> Acesso em: 27 de Nov. <http://galileu.0 DADOS BIBLIOGRÁFICOS  Sites: <http://construindosustentavel. <http://www.com. 2011.ufrgs.6. 2011.gov. 2011. 2011.br/institutos/it/de/acidentes/baciaurb.ufrrj.adene.blogspot.ecotelhado.br/Por/ecotelhado/default.com. <http://www. <http://www.pliniotomaz.br/downloads/capitulo60_pavimento_poroso.ecocasa.pdf> Acesso em: 27 de Nov.br/produtos. 2011. .

...................................................................09 3.1 Tipos De Pavimentos Porosos ..........................................................0 Armazenamento ......02 3....................................................10 4..0 Conclusão ....................06 3.................................09 3........2 Critérios e Parâmetros do Projeto e Aspectos Construtivos .....01 2..............................................................................................04 3.................4........2 Bacias De Detenção Subterrânea ..................................................4 Bacias de Detenção ....................2........................0 Dados Bibliográficos ..........................1 Cisternas .................3 Bacias de Retenção .........................4...07 3..............................................................................0 Introdução ...........................0 Telhados Verdes ......................................................................................................................................................................5.....................1 Bacias De Detenção Aberta ............................................................1 Utilização ...................................................................................................................................14 ...............2..13 6............05 3.........................04 3....09 3................................................................................................................................................................................................................SUMÁRIO 1............0 Sistemas de Aproveitamento de Água Pluvial ....................08 3...............................5 Pavimentos Porosos .......................................................11 5...............................05 3........................................2 Valas de Infiltração ..

Instituto Federal de Educação. Ciência e Tecnologia de Amazonas Gerência Educacional da Área da Construção Civil _____________________________________________________________________________ APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL Manaus 2011 .

Natália Dias Leal IEDF 21 APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL Trabalho requisitado pelo professor Mauro Marques para obtenção de nota parcial da disciplina de Instalações Hidrossanitárias. Manaus 2011 .

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