Ficha de Trabalho | 10.
º ANO
Preparação para o 4.º teste de avaliação (proposta de resolução)
1. Para escolher o delegado de turma realizou-se uma votação com
três candidatos, a Ana (A), o Bernardo (B) e a Carolina (C),
usando boletins de preferência.
Obtiveram-se os resultados apresentados no esquema ao lado.
Comenta a afirmação seguinte:
“O vencedor pelo método de Borda não é o preferido dos
1
votantes.”
Resolução:
Considerando apenas as primeiras preferências, podemos afirmar que o candidato A obteve a maioria absoluta dos votos
pois:
N.º de votantes: 8 + 5 + 9 + 1 = 23
23
11,5
2
A maioria absoluta obtém-se para um número de votos igual ou superior a 12.
N.º de votos do candidato A: 8 + 5 = 13 > 12
O candidato A é o preferido pela maioria dos votantes.
Aplicando o método de Borda:
A: 3 8 3 5 1 9 1 1 49
B: 2 8 1 5 3 9 2 1 50
C: 1 8 2 5 2 9 3 1 39
Neste caso, o vencedor é o candidato B com 50 pontos, pelo que podemos confirmar que a afirmação é verdadeira.
2. Para escolher o coordenador de um equipa de engenheiros, que será
responsável pela produção de uma nova bateria para carros elétricos,
realizou-se uma votação com quatro candidatos, A, B, C e D, usando
boletins de preferência.
Obtiveram-se os resultados apresentados no esquema ao lado.
Sabe-se que B foi o vencedor, pelo método de Borda, com 51 pontos.
Determina o número de pessoas que votaram C B A D.
Resolução:
B foi o vencedor, pelo método de Borda, com 51 pontos:
3 5 2 2 4 5 3 x 51
15 4 20 3 x 51 3 x 12 x 4
Conclui-se que 4 pessoas votaram C B A D.
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Ano Letivo 2024/2025
3. Uma instituição bancária apresentou à Maria dois produtos financeiros, A e B, em que poderá aplicar
15 000 €, num prazo de 3 anos.
A: Taxa de juro anual de 2,5%, na modalidade de juros compostos com capitalizações semestrais
B: Taxa de juro anual de 2,8% na modalidade de juros simples
Qual das modalidades é mais vantajosa para a Maria? Justifica a tua resposta.
Resolução:
Capital final, em euros, na modalidade A:
2n
r
Cf Ci 1
2
6
0,025 2
15 000 1 16 160,75
2
Capital final, em euros, na modalidade B:
Cf Ci 1 nr 15 000 1 3 0,028 16 125
Conclui-se que a modalidade A é mais vantajosa.
4. A Leonor aplicou 10 300 € num depósito a prazo com a duração de 3 anos.
Ao fim desse tempo tinha acumulado 11 754 €.
A Leonor recorda-se que se trata de uma aplicação com taxa de juro composto, com capitalizações
anuais.
Determina a taxa de juro anual associada a esse investimento.
Nos cálculos intermédios, quando procederes a arredondamentos, conserva três casas decimais.
Resolução:
Cf Ci 1 r
n
11754 10300 1 r 1,141 1 r 3 1,141 1 r 3 1,141 1 r
3 3
r 0,045
A taxa de juro anual aplicada a este investimento foi de 4,5%.
5. A Carolina pretende constituir um depósito a prazo com as poupanças, no valor de 800 €, que tem no
seu mealheiro. O banco ofereceu-lhe uma taxa de juro simples de 3,5%.
Determina qual deverá ser o prazo mínimo do investimento, de modo a atingir um capital final superior
a 1000 €.
Resolução:
Cf Ci 1 nr
800 1 0,035n 1000 1 0,035n 1,25
0,25
n n 7,14
0,035
O prazo mínimo será de 8 anos.
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6. Considera a nuvem de pontos correspondente a uma amostra com 10 dados relativos a duas
variáveis, x e y.
6.1. Determina o centro de gravidade da distribuição.
6.2. Houve um ponto que foi excluído da distribuição
bivariada inicial por ser um outlier. Esse ponto
tinha coordenadas (6, 1).
Tendo como referência o coeficiente de
correlação incluindo/excluindo esse ponto,
justifica porque é que esse ponto foi considerado
um outlier. 3
Resolução:
6.1. Atendendo aos pontos representados no diagrama de dispersão temos que:
X y
1 2
1 3
2 4
2 5
3 4
3 7
4 5
4 6
5 6
5 8
1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 23 4 5 4 7 5 6 6 8
x 3e y 5
10 10
O centro de gravidade é o ponto de coordenadas x , y 3, 5 .
6.2. O ponto (6, 1) foi considerado um outlier porque sobressai dos restantes. Se considerarmos apenas os 10 pontos
iniciais podemos observar uma correlação positiva forte entre as variáveis (quando x aumenta, y também aumenta).
O coeficiente de correlação linear é r ≈0,82.
Se esse ponto fosse incluído no estudo, essa correlação não seria evidente no coeficiente de correlação, que neste
caso passaria a ser r ≈ 0,26.
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7. No diagrama de dispersão foram registados os dados relativos à esperança de vida à nascença para
homens e mulheres de alguns dos países da União Europeia (UE-27).
Designou-se por x o valor correspondente ao tempo de vida esperado para as mulheres e por y o
valor correspondente ao tempo de vida esperado para os homens, medido, em ambos os casos, em
anos.
Pode observar-se uma forte associação linear positiva entre estas variáveis.
Seja r o coeficiente de correlação linear e a e b os parâmetros da reta de regressão linear y ax b .
7.1. Relativamente à tabela, apenas uma das opções seguintes está correta.
Opção 1 Opção 2 Opção 3
r 0,95 r 0,95 r 0,09
a 1,36 a 1,36 a 1,36
b 35,18 b 35,18 b 35,18
Identifica a opção correta e apresenta uma razão para rejeitares cada uma das restantes.
7.2. No diagrama não estão registados os dados relativos à Chéquia.
Estima, com base nesse modelo de regressão linear, o valor para a esperança média de vida de um
homem checo, sabendo que uma mulher desse país tem, à nascença, uma esperança média de vida
de 82,9 anos.
Resolução:
7.1. Por observação do diagrama de dispersão, podemos concluir que a correlação é positiva forte; então, das opções
apresentadas, podemos concluir que r 0,95 , pelo que rejeitamos a opção 3.
O declive da reta de regressão tem o mesmo sinal que r, então a reta de regressão tem declive positivo, isto é,
a 1,36 , pelo que rejeitamos a opção 1.
b 0 , pois a esperança média de vida à nascença dos homens é sempre inferior à das mulheres, logo b 35,18 .
A opção correta é a 2.
7.2. A equação da reta de regressão é y 1,36 x 35,18
Assim, atendendo a que uma mulher checa tem, à nascença, uma esperança média de vida de 82,9 anos, vem:
y 1,36 82,9 35,18 77,6
Um homem checo terá uma esperança média de vida de 77,6 anos, de acordo com este modelo.
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8. Para estudar a evolução da disparidade salarial entre homens e mulheres, ao longo dos anos,
considera a seguinte tabela obtida da página da PORDATA, com a remuneração base média mensal
dos trabalhadores por conta de outrem, por sexo, em 6 anos, de 2010 a 2022.
Salário médio (euros)
Ano
Homens (x) Mulheres (y)
2010 976,7 800,8
2012 999,0 813,7
2014 985,0 820,3
2016 997,4 840,3
2018 1039,1 888,6 5
2020 1109,2 960,3
Fonte: PORDATA
Designou-se por x a variável correspondente ao salário médio dos homens e por y a variável
correspondente ao salário médio das mulheres, ambos em euros.
Considera o modelo de regressão linear de y sobre x, obtido a partir dos dados da tabela.
Estima, com base nesse modelo de regressão linear, o valor para o salário médio de uma mulher
portuguesa em 2022, sabendo que o salário médio dos homens foi 1217,3 euros.
Apresenta a equação da reta de regressão linear com os coeficientes arredondados às centésimas e
o valor pedido com arredondamento às décimas.
Resolução:
Listas introduzidas na calculadora:
Lista 1 Lista 2
976,7 800,8
999,0 813,7
985,0 820,3
997,4 840,3
1039,1 888,6
1109,2 960,3
A equação da reta de regressão linear é y 1,20 x 364,89 .
Assim, se x 1217,3 então y 1,20 1217,3 364,89 1095,9 .
De acordo com este modelo, estima-se que, em 2022, o salário médio das mulheres fosse de 1095,90 euros.
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9. Num triângulo, PQR , retângulo em P, o ortocentro situa-se:
(A) na hipotenusa. (B) no interior do triângulo.
(C) no exterior do triângulo. (D) no ponto P.
Resolução:
Opção D
Num triângulo retângulo, o ortocentro (ponto de interseção das retas suportes das alturas desse triãngulo) encontra-se no
vértice do ângulo reto.
10. Na figura está representada uma circunferência de centro O inscrita no triângulo ABC .
6
ˆ 35º e que CBA
Sabe-se que BAO ˆ 52º .
Qual é a amplitude do ângulo BOC?
(A) 120º (B) 125º (C) 130º (D) 135º
Resolução:
Opção B
ˆ 2 BAO
BAC ˆ 2 35º 70º
ˆ
ˆ CBA 52º 26º
CBO
2 2
ˆ 180º 70º 52º 58º
ACB
ˆ 58º 29º
OCB
2
ˆ 180º 26º 29º 125º
BOC
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11. Na figura está representado um triângulo, ABC , e as suas medianas, AM1 , BM2 e BM3 .
Sabe-se que:
AC BC 7
P é o ponto de interseção das medianas;
CP 6 cm e BM3 4 cm .
11.1. Determina a área do triângulo ABC .
11.2. Indica o valor da razão entre as áreas do quadrilátero CM2PM1 e do triângulo ABC .
Resolução:
CP 6
11.1. PM3 3
2 2
AB CM3
A ABC
2
2BM3 CP PM3 2 4 6 3
A ABC 36
2 2
A área do triângulo ABC é igual a 36 cm2.
11.2. A área do quadrilátero CM2 PM1 é igual a da área do triângulo ABC .
1
3
12. Na figura está representada graficamente uma função f.
12.1. Indica o domínio e o contradomínio de f.
12.2. Quais são as soluções da equação f(x) = 0?
12.3. Constrói um quadro de sinais para a função f.
Resolução:
12.1. Df 5, 3 ; D 'f 2, 2
12.2. As soluções da equação f(x) = 0 são – 4, –1 e 2, pois correspondem aos zeros de f,.
12.3.
𝑥 −5 −4 −1 2 3
𝑓(𝑥) 1 + 0 − 0 + 0 + 1
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13. De uma função afim f, sabe-se que f 0 4 e f 2 3 .
13.1. Escreve uma expressão analítica que represente a função f.
5 2k
13.2. Seja k um número real e g a função definida por g x x 6.
3
Determina o valor de k de modo que o gráfico de g seja paralelo ao gráfico de f.
Resolução:
13.1. f é uma função afim, então a sua expressão analítica é do tipo 𝑓(𝑥) = 𝑚𝑥 + 𝑏.
Sabe-se que f 0 4 e f 2 3 , pelo que:
4−3 1
𝑚= =−
0−2 2 8
1
Como a ordenada do ponto de interseção do gráfico de f com Oy é 4, f x x 4 .
2
5 2k 1 13
13.2. Retas paralelas têm o mesmo declive, então 10 4k 3 4k 13 k
3 2 4
14. Relativamente a uma função quadrática f, sabe-se que f 0 7 , e a parábola que representa
graficamente f tem vértice no ponto de coordenadas 2, 5 .
14.1. Define analíticamente a função f, na forma 𝑓(𝑥) = 𝑎(𝑥 − ℎ)2 + 𝑘, onde a, h e k são números
reais e a ≠ 0.
14.2. Define analíticamente a função f, na forma f x ax bx c , com a 0 .
2
14.3. Indica o contradomínio de f, escreve as coordenadas do vértice e a equação do eixo de simetria
da parábola que representa graficamente a função.
14.4. Constrói o quadro de variação e indica o extremo absoluto de f.
Resolução:
14.1. O ponto de coordenadas 2, 5 é o vértice da parábola que representa a função quadrática f, que pode ser definida,
analiticamente, na forma f x a x h k . Então, f ( x ) a x 2 5 .
2 2
O ponto de coordenadas 0, 7 pertence ao gráfico de f, pelo que:
a 0 2 5 7 4a 12 a 3
2
Assim, .
14.2. f x 3 x 2 5 f x 3 x 2 4x 4 5 f x 3x 2 12x 7
2
14.3. Como a 0 , o gráfico de f é uma parábola com concavidade voltada para cima.
O seu vértice é o ponto de coordenadas (2, -5).
𝐷′𝑓 = [−5, +∞[ e o eixo de simetria é a reta vetical definida pela equação 𝑥 = 2.
14.4. O quadro de variação de f é o seguinte:
x 2
f x –5
O mínimo absoluto é -5 (2 é o minimizante).
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15. Na figura ao lado está a representação gráfica da função f definida
por f x x 2 4 x 5 e um triângulo ABC .
Sabe-se que:
A e B são os pontos de interseção da parábola com o eixo Ox;
C é um ponto com abcissa x que se move sobre a parábola, de
A para B.
15.1. A função f pode ser definida por uma expressão do tipo
𝑓(𝑥) = 𝑎(𝑥 − ℎ)2 + 𝑘, onde a, h e k são números reais e a ≠ 0.
Determina os valores de h e k, e indica o valor de a.
9
15.2. Sejam g, h e j as funções, de domínio IR, definidas, respetivamente, por:
𝑔(𝑥) = −𝑓(𝑥), ℎ(𝑥) = 𝑓(𝑥) − 1 e 𝑗(𝑥) = 𝑓(𝑥 + 6)
Indica os vértices das parábolas definidas pelas funções f, g, h e j.
15.3. Mostra que a medida da área do triângulo ABC é dada em função de x, por
A x 3 x 2 12x 15 .
Resolução:
15.1. 𝑓(𝑥) = 𝑥 2 − 4𝑥 − 5 = (𝑥 2 − 4𝑥) − 5 = (𝑥 2 − 4𝑥 + 𝟒) − 5 − 𝟒 = (𝑥 − 2)2 − 5
Assim, ℎ = 2, 𝑘 = .5 e 𝑎 = 1.
15.2. O vértice da parábola definida pela função 𝑓 tem coordenadas (2, −5).
Os gráficos das funções 𝑓 e 𝑔 são imagem um do outro pela reflexão de eixo Ox, logo o vértice da parábola definida
pela função 𝑔 tem coordenadas (2, 5).
O gráfico da função ℎ obtém-se do gráfico da função 𝑓 deslocando-o uma unidade para baixo, logo o vértice da
parábola definida pela função ℎ tem coordenadas (2, −6).
O gráfico da função 𝑗 obtém-se do gráfico da função 𝑓 deslocando-o seis unidades para a esquerda, logo o vértice da
parábola definida pela função 𝑗 tem coordenadas (−4, −5).
15.3. f x 0 x 2 4x 5 0
4 4 1 5
2
4
x x 1 x 5
2 1
bh
A
2
b 5 1 6
h f x x 2 4 x 5 x 2 4 x 5
6 x 2 4x 5 3
A
2
x 2
4x 5
3x 2 12x 15
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16. Considera a função g, de domínio IR, definida por 𝑔(𝑥) = −(𝑥 − 1)2 + 9.
16.1. Escreve as coordenadas do vértice e a equação do eixo de simetria da parábola que representa
graficamente a função.
16.2. Determina, analiticamente, os zeros de g e a ordenada do ponto de interseção do gráfico da
função com o eixo Oy. Faz um esboço do gráfico da função g.
16.3. Indica os intervalos de monotonia, o extremo absoluto e o contradomínio de g.
Resolução:
16.1. O vértice tem coordenadas (1, 9) e a equação do eixo de simetria da parábola é 𝑥 = 1.
16.2. 𝑔(𝑥) = 0 ⟺ −(𝑥 − 1)2 + 9 = 0 ⟺ −(𝑥 − 1)2 = −9 ⟺ (𝑥 − 1)2 = 9 ⟺ 𝑥 − 1 = ±√9
⟺ 𝑥 − 1 = 3 ∨ 𝑥 − 1 = −3 ⟺ 𝑥 = 4 ∨ 𝑥 = −2 10
Os zeros de g são −2 e 4 e a ordenada do ponto de interseção do gráfico da função com o eixo Oy é 8.
𝑔(0) = −(0 − 1)2 + 9 = −1 + 9 = 8
16.3. 𝑔 é crescente em ]−∞, 1] e decrescente em [1, +∞[; 9 é máximo absoluto (1 é maximizante); 𝐷 ′𝑔 = ]−∞, 9].
FIM
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