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NR 13 – Equipamentos de

processo

Instrutor: Diogo Barradas Braz


diogo@essenciadaterra.eng.br
Instrumentos mais comuns
Instrumentos de
Pressão
Sensores e medidores baseados na deformação elástica dos
materiais
Existem sensores de pressão que utilizam a propriedade de
deformação elástica dos materiais quando submetidos a uma
força mecânica.
Os sensores baseados neste princípio são os tubos Bourdon, e
suas variações, em forma de espiral e hélice, para pressões altas,
foles e diafragma para pressões baixas.
Na atualidade, os instrumentos que utilizam estes princípios são
os indicadores locais (campo) de pressão, chamados de
manômetros.
Instrumentos de
Pressão
Sensor e Transmissor Baseado na Capacitância Elétrica
O sensor de pressão mais utilizado, hoje, na construção de
transmissores é a célula capacitiva, ou dP cell.
Ela é composta por uma câmara de alta e outra de baixa pressão
que se movem o diafragma central fazendo variar a capacitância
diferencial formada pelo diafragma e as duas placas metálicas
isoladas por óleo. A variação desta capacitância em alguns
picofarads é aproveitada, então para a construção do transmissor
de pressão cujo diagrama de blocos é mostrado na figura abaixo.
Instrumentos de
Pressão
Sensor baseado em condutores elétricos distendidos
(Strain gage)
Estes sensores estão baseados no princípio da variação da
resistência elétrica de um condutor elétrico com o aumento do
seu comprimento. A variação do comprimento do condutor é
obtida pelo aumento da pressão em seu corpo. Para que isso seja
possível, são construídos sensores muito delgados, com técnicas
de filmes finos e semicondutores, dispondo-se os condutores de
forma a se ter um grande comprimento. A resistência elétrica
obtida é introduzida em uma ponte de Wheststone, onde sua
variação é aproveitada para a obtenção do sinal proporcional à
pressão que se que medir. Sensores deste tipo se aplicam células
de carga ou em transmissores de pressão para medição de
grandes pressões manométricas
Instrumentos de temperatura

Sensores e medidores baseados no princípio bimetálico


São os sensores usados nos termômetros bimetálicos para medir
temperaturas entre - 40 e 500 °C. Quando dois metai s com
coeficientes de dilatação diferentes dão soldados um ao outro e
fixados em uma das extremidades, um aumento de temperatura
fará com que um metal se dilate mais do que o outro provocando
um deslocamento na extremidade livre. Este deslocamento é
aproveitado para a medição de temperatura.
Instrumentos de temperatura

Sensor baseado em termopar


Os termopares se baseiam na propriedade onde dois metais
dissimilares unidos em uma junção, chamada de junta quente,
gera uma força eletromotriz, de alguns milivolts, na outra
extremidade submetida a uma temperatura diferente da primeira
junção, como mostrado na Figura abaixo.
Instrumentos de temperatura

Sensor baseado em termorresistência


As termorresistência, ou RTD, usam o
princípio da alteração da
resistência elétrica dos metais com a
temperatura. Os metais mais usados são
os fios de platina, Pt100, e o de níquel,
Ni120, assim chamados por
apresentarem resistência de 100 e 120
ohms, respectivamente, à temperatura
de zero grau Celsius. O Pt100 opera na
faixa de – 200 a 850°C, enquanto o
Ni120, - 50 a 270°C.
Instrumentos de
nível
Visor de Nível
È a maneira mais simples de medir um nível e
pertencem ao grupo de visores identificados em
diagrama com LG (level gage). Utilizam o
princípio de vasos comunicantes e oferecem
grande confiabilidade na leitura. São usados como
indicadores locais em vasos de processos ou no
próprio tanque, mesmo quando existe um
transmissor enviando um sinal para sala de
controle. São compostos por uma estrutura de aço
conectada a dois pontos do vaso de processo,
tendo na frente um vidro transparente que permite
a visão do produto no seu interior, conforme
figura.
Instrumentos de
nível
Sensores e medidores por pressão diferencial
Pode ser feita simplesmente medindo-se a diferença de pressão
entre a parte superior e inferior do vaso onde se encontra o
líquido, utilizando-se, para isto, um transmissor de pressão
diferencial.
Classificação
1 – Válvulas de Bloqueio
Destinam-se apenas a estabelecer ou interromper o fluxo, ou
seja só devem trabalhar completamente abertas ou
completamente fechadas.
• Válvulas de gaveta
• Válvulas de macho
• Válvulas de esfera
• Válvulas de comporta
COSTUMAM SER SEMPRE DO MESMO DIÂMETRO NOMINAL
DA TUBULAÇÃO
2 – Válvulas de Regulagem
São destinadas especificamente para controlar o fluxo,
podendo trabalhar em qualquer posição de fechamento parcial.
• Válvulas de globo
• Válvulas de agulha
• Válvulas de controle
• Válvulas de borboleta* * Podem trabalhar como
• Válvulas de diafragma* válvulas de bloqueio
POR MOTIVO DE ECONOMIA, COSTUMAM SER DE DIÂMETRO
NOMINAL MENOR QUE O DA TUBULAÇÃO
Classificação

3 – Válvulas que Permitem o Fluxo em apenas um Sentido


• Válvulas de retenção
• Válvulas de retenção e fechamento
• Válvulas de pé

4 – Válvulas que Controlam a Pressão de Montante


• Válvulas de segurança e de alívio
• Válvulas de contrapressão
• Válvulas de excesso de vazão

5 – Válvulas que Controlam a Pressão de Jusante


• Válvulas redutoras e reguladoras de pressão
• Válvulas de quebra-vácuo
Fatores de influência na seleção do tipo da
válvula
Dados sobre o projeto:
• Finalidade da válvula (bloqueio, regulagem, retenção etc.);
• Natureza e estado físico do fluido;
• Condições de corrosão, erosão, depósito de sedimentos,
presença de sólidos etc.;
• Pressão e temperatura (valores de regime e valores extremos);
• Diâmetro nominal da tubulação;
• Necessidade de:
- fechamento estanque
- fechamento rápido
- operação freqüente
- comando remoto
- comando automático
- resistência a fogo
• Custo;
• Espaço disponível e posição de instalação.
Válvula de Segurança e de
Alívio
Controlam a pressão a montante abrindo-se automaticamente,
quando essa pressão ultrapassar um determinado valor para o qual a
válvula foi calibrada (pressão de abertura da válvula).
SÃO CHAMADAS DE “SEGURANÇA” QUANDO TRABALHAM COM
FUIDOS ELÁSTICOS, E DE “ALÍVIO” QUANDO TRABALHAM COM
LÍQUIDOS.

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Aquecedores solares: SISTEMAS
TÉRMICOS PARA AQUECIMENTO DE ÁGUA
Componentes:
•- Corpo interno: responsável pelo contato direto com a água. Deve possuir excelente
resistência mecânica e à corrosão. Material: aço inoxidável e cobre
•- Isolamento térmico. Dele depende o real funcionamento do reservatório térmico.
Sua condutividade térmica e sua espessura irão determinar o poder de retenção de
calor no interior do reservatório. Material: lã de vidro e poliuretano expandido
•- Proteção externa. Têm a função de proteger o isolamento térmico da umidade
excessiva, de danos no transporte ou instalação e da radiação solar. Material :
alumínio, aço galvanizado ou aço carbono pintado.
•-Respiro ou suspiro. Faz parte do conjunto de tubulações do reservatório. Têm a
função de permitir a saída de ar ou vapor, aliviar sobrepressões e pressões negativas
- Sistema auxiliar de aquecimento . Normalmente os reservatórios recebem uma ou
mais resistências elétricas blindadas que tem como função suprir o sistema de
energia em período de baixa insolação ou excesso no consumo.

suspiro
Caldeiras
Definição - Caldeira

Caldeiras a vapor são equipamentos


destinados a produzir e acumular
vapor sob pressão superior à
atmosférica, utilizando qualquer fonte
de energia, projetados conforme
códigos pertinentes, excetuando-se
refervedores e similares.
Quanto ao fluido que passa pelos
tubos:
- fl amotubulares, onde os
gases de combustão circulam
por dentro de tubos,
vaporizando a água
que fi ca por fora dos mesmos

- aquatubulares, onde os
gases circulam por fora dos
tubos, e a vaporização da
água se dá dentro dos
mesmos.
Caldeira flamotubular(tubos de
fogo)
São aquelas em que os gases
quentes da combustão passam
por dentro dos tubos, tubos estes
circundados pela água.
São feitas para operar em
pressões limitadas, uma vez que
o vaso submetido a pressão é
relativamente grande, o que
inviabiliza o emprego de chapas
de maiores espessuras.
Caldeira flamotubular

Vantagens da caldeira flamotubular:


•Baixo custo de construção
•Compacta e simples
•Fácil operação
•Fácil manutenção
•Desvantagens da caldeira flamotubular:
•Inicio de operação retardada
•Limitada em pressão e capacidades
•Baixa eficiência.
Desvantagem:
Apresenta a limitação técnica de não gerar vapor
superaquecido e ter capacidade limitada
Caldeiras AQUATUBULARES
São aquelas em que os gases quentes envolvem os tubos que
possuem água em seus interiores.
Esse tipo de caldeira é de utilização mais ampla, uma vez que
possui vasos pressurizados ( tubulões ) de menores dimensões
relativas, o que viabiliza, econômica e tecnicamente, o emprego
de maiores espessuras e, portanto, a operação em pressões mais
elevadas. Outra característica importante desse tipo de caldeira é
a possibilidade de adaptação de acessórios, como o
superaquecedor, que permite o fornecimento de vapor
superaquecido, necessário ao funcionamento de turbinas e de
processos que demandam temperaturas constantes.
Caldeiras AQUATUBULARES
Elas têm como característica: a produção de vapor, pelo
aquecimento de água que circula no interior dos tubos. Permitem
a produção de grandes quantidades de vapor, em alta pressão e
temperatura. A diferencia das Flamotubulares, elas trabalham em
todas as faixas de pressões

MUITO BAIXA PRESSÃO Até - 100 psi ou - 7 Kgf/cm²


BAIXA PRESSÃO 100 psi - 200 psi ou 7 - 14 Kgf/cm²
MÉDIA PRESSÃO 200 psi - 700 psi ou 14 - 49 Kgf/cm²
ALTA PRESSÃO 700 psi - 1500 psi ou 49 - 105 Kgf/cm²
MUITO ALTA PRESSÃO 1500 psi - 3.209 psi ou 105 - 225,6 Kgf/cm²
SUPERCRÍTICA Acima de 3.309 psi ou acima de 225,6 Kgf/cm²
AQUATUBULARES

As caldeiras aquatubulares tem


a produção de vapor dentro de
tubos que interligam 2 ou mais
reservatórios cilíndricos
horizontais, conforme figura:
- o tubulão superior, onde se
dá a separação da fase líquida
e do vapor, e
- o tubulão inferior, onde é
feita a decantação e purga dos
sólidos em suspensão.
Caldeiras AQUATUBULARES
Vantagens da caldeira aquotubular
-Grande capacidade e alta pressão.
-Fornalha espaçosa, resultando em boa combustão.
-Possibilidade de utilização de diversos tipos de combustíveis.
-Grande área de troca de calor e alta eficiência.
-Início de operação eficiente e rápido.
Caldeiras AQUATUBULARES
Desvantagens da caldeira aquatubular
-Elevado custo de construção.
-Grande sensibilidade com relação à variação de carga, tornando
necessário um sistema de controle da unidade mais complexo.
-Construção mais complexa.
-A quantidade de tubos torna mais difícil a realização de limpeza.
-Exigência de rigorosos cuidados no tratamento da água utilizada.
CALDEIRAS AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES
Caldeiras elétricas
Basicamente a caldeira elétrica é constituída de um vaso de pressão não
sujeito a chama, um sistema de aquecimento elétrico e de um sistema de
água de alimentação. O rendimento deste tipo de caldeira é bastante
elevado já que por efeito joule a troca de calor ocorre no interior da massa
líquida sem perda do calor gerado.
Caldeiras a gás
Gás Natural
As caldeiras projetadas para a
queima de gás são em geral muito
mais simples que as utilizadas para
os demais combustíveis. Isto se
explica pelo fato do gás não requerer
nenhum aquecimento prévio para
ser queimado nas fornalhas, não
necessitar de grandes reservatórios
para sua estocagem, e por ser um
combustível de alto rendimento
contendo poucas impurezas.
Compressores

O compressor é um equipamento industrial concebido para aumentar


a pressão de um fluido em estado gasoso (ar, vapor de água,
hidrogênio, etc...).
Normalmente, conforme a equação de Clapeyron, a compressão de
um gás também provoca o aumento de sua temperatura.
Compressores

Os compressores podem ser classificados em 2 tipos principais,


conforme seu princípio de operação:
a) Compressores de deslocamento positivo (ou Estáticos)
- Alternativos
- Rotativos
b) Compressores de Dinâmicos:
- Centrífugos
- Axiais
Compressor alternativo
Os compressores alternativos são compressores volumétricos que conseguem a elevação
de pressão através da redução do volume de uma câmara ( cilindro ) ocupada pelo gás. Esse
aumento é conseguido através de um pistão ou embolo ligado a um sistema rotativo biela-
manivela, no seu percurso na direção da cabeça do compressor ( cabeçote ).
Compressor rotativo
Um rotor é montado dentro de uma carcaça com uma excentricidade (desnivelamento entre o
centro do eixo do rotor e da carcaça). No rotor são montadas palhetas móveis, de modo que a
rotação faz as palhetas se moverem para dentro e para fora de suas ranhuras. O gás contido
entre duas palhetas sucessivas é comprimido a medida o volume entre elas diminui devido à
rotação e à excentricidade do rotor.
Compressor centrífugo
Compressor de Parafusos
Compressor de Parafusos
Compressor de Parafusos
Controle de Capacidade em Compressores de Parafusos

 Válvulas corrediças localizadas na carcaça do


compressor , que se movem na direção axial
provocando um retardamento do início da
compressão.
Compressor de Palhetas

Palhetas Simples
Compressor axial
Condensador
O condensador é o elemento do ciclo de refrigeração
responsável por transferir o calor do sistema para o ar
ou água ou para uma combinação dos dois, conhecido
como condensador evaporativo. O calor é absorvido pelo
evaporador e deslocado até o condensador pelo
compressor. São identificados de acordo com o fluido
para o qual se transferem calor.
Desmineralização

• O processo de desmineralização ou deionização consiste na


remoção de todas as espécies iônicas da água;
• Para isto devem ser utilizadas resinas catiônicas e aniônicas;
• Em função da qualidade da água que se deseja obter podem ser
utilizadas configurações variadas para o sistema;
Desmineralização

• Podem ser utilizados leitos individuais, leitos mistos ou a


combinação destes;
• Um aspecto importante na deionização é a elevação da
concentração de CO2 na água após a passagem pelo leito catiônico;
• Isto pode exigir a utilização de um equipamento adicional,
descarbonatador.
Evaporadores

• A evaporação é a operação de se concentrar uma solução


mediante a eliminação do solvente por ebulição.
•O objetivo da evaporação é concentrar uma solução
consistente de um soluto não volátil e um solvente volátil .
• A grande maioria dos processos de evaporação utilizam água
como solvente.
Evaporador

Um evaporador consiste basicamente de um trocador de


calor capaz de ferver a solução e um dispositivo para separar
a fase vapor do líquido em ebulição.

vapor
Alimentação
calor

líquido
Operação de Simples
e Múltiplo Efeitos
Evaporação de Simples Efeito

Com um passo De circulação forçada


Operação de Simples
e Múltiplo Efeitos
Distintos métodos de alimentação em evaporação de múltiplo efeito

Alimentação Alimentação
direta inversa

Alimentação Alimentação
mista paralela
FILTRAÇÃO
Nas indústrias de alimentos e bebidas, a filtração aparece na produção de
suco de frutas, óleos vegetais, leite e derivados, entre outros produtos.
Os sistemas de filtração pode ser:
• Sólido-líquido (sucos de frutas)
• Sólido-gás (chaminés);
• Gás-líquido (ar comprimido)
• Ar (grau farmaceutico)
FILTRAÇÃO
Alimentação

Meio poroso
Torta

Filtrado

Ele separa as partículas em uma fase sólida


(“torta”) e permite o escoamento de um fluido claro
(“filtrado”).
FILTRAÇÃO
A força motriz do processo é uma diferença de
pressão (P), através desse meio.

por ação da gravidade, o líquido


flui devido a existência de uma
coluna hidrostática;

Os filtros podem
funcionar: por ação de força centrífuga;

por meio da aplicação de pressão


ou vácuo para aumentar a taxa de
fluxo.
O princípio da filtração industrial e o do
equipamento de laboratório é o
mesmo, apenas muda a quantidade de
material a ser filtrado.

O aparelho de filtração de
Filtro de laboratório mais comum é
Bomba Papel denominado filtro de Büchner.
de vácuo O líquido é colocado por cima e flui
por ação da gravidade e no seu
percurso encontra um tecido
poroso (um filtro de papel).
Como a resistência à passagem
pelo meio poroso aumenta no
decorrer do tempo, usa-se um
vaso Kitasato conectado a uma
bomba de vácuo.
Filtro prensa
Um dos tipos mais usados na industria.
Usam placas e marcos colocados em forma alternada.
Utiliza-se tela (tecido de algodão ou de materiais sintéticos)
para cobrir ambos lados das placas.

Filtro de tecido

Alimentação

Marco
Torta
Filtros de “folhas”
Foi projetado para grandes volumes de líquido e para ter uma
lavagem eficiente.
Cada folha é uma armação de metal oca coberta por um filtro
de tecido. Elas são suspensas em um tanque fechado.

A alimentação é introduzida no tanque e


passa pelo tecido a baixa pressão.
A torta se deposita no exterior da folha.
O filtrado flui para dentro da armação oca.
Após a filtragem, ocorre a limpeza da
torta. O líquido de lavagem entra e segue
o mesmo caminho que a alimentação.
A torta é retirada por uma abertura do
casco.
Filtro contínuo de discos rotativos
É um conjunto de discos verticais que giram em um eixo de
rotação horizontal. Este filtro combina aspectos do filtro de
tambor rotativo a vácuo e do filtro de folhas.
Cada disco (folha) é oco e coberto com um tecido e é em
parte submerso na alimentação. A torta é lavada, secada, e
raspada quando o disco gira.

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Filtro de Cartucho

Este tipo de filtro de cartucho é de


operação contínua e limpeza
automática. É composto de uma
carcaça onde se colocam
cartuchos (ou bolsas).
O gás “sujo” é forçado a passar
através dos cartuchos, em cuja
superfície as partículas são retidas.
O gás limpo é conduzido à parte
interna do filtro e em seguida ao
exaustor.
O processo de limpeza do cartucho
é feito automaticamente através de
pulsos de ar comprimido.
:

Filtro de Cartuchos
Existem filtros de cartuchos cujo mecanismo de filtração é
por profundidade.
Possuem um aspecto fibroso, que pode ser um emaranhado
de fibras ou mantas sobrepostas.
A retenção depende do fluxo e pressão.

Vedação

Corte Produto
transversal Filtrados
de um
Cartucho Elemento filtrante

Representação de filtração em Cartuchos


Filtro de Cartuchos

Outra forma de
apresentação de filtros,
pode ser em forma de
bolsas.

Retém os mesmos tipos


de partículas que as de
cartucho de profundidade.
A vantagem desse filtro é
que possibilita operações
que necessitam de
maiores vazões.
Filtração de Ar Na indústria alimentícia é
crescente a aplicação de
filtração do ar para o
ambiente das áreas
produtivas e de
manipulação e embalagem
de alimentos.

Esse tipo de filtração


normalmente se dá em
Filtro de malha Grossa Corte transversal estágios, dependendo do
grau de pureza do ar. E os
Figura 14: Representação de um Sistema de Filtração filtros se classificam de
acordo com a necessidade
retenção de partículas.
Filtração de Ar Ambiente
Sendo :
G (grossa) – Partículas acima de 10 μ
F (Fina)– particulas de 1 a 10 μ
A ( Absoluta)– Partículas menores 1 μ
FLUXO DO AR

E elas são
classificadas como 1,
A3 2 e 3 de acordo com
A3 G3
F3 G3

o grau de retenção
que se exige.

3º Estágio 2º Estágio 1º Estágio


Esquema de Filtração em Estágios para ar
Filtração
Centrífuga
Outra forma de separação de sólidos insolúveis em líquido é a operação de
centrifugação.

Nesse caso a força motriz da filtração é centrifugação, onde o fluxo uma


suspensão e colocado em um câmara rotatitva com paredes perfuradas
alinhadas com o meio filtrante.

O filtrado passa e a torta fica presa ao meio filtrante através da força


centrífuga.
FILTRAÇÃO MEMBRANA
A membrana age como uma barreira
semipermeável e o fluido passa por a ela
através de pressão.

A filtração por membrana é uma técnica


utilizada para separações de solutos
(partículas) de diferentes pesos moleculares
da solução.
FILTRAÇÃO MEMBRANA

Na indústria de alimentos os processos de


maior interesse são:

- Osmose Reversa

- Ultrafiltração

- Microfiltração
FILTRAÇÃO MEMBRANA
Osmose

Na osmose, coloca-se uma membrana


semipermeável e de um lado temos o solvente
(água) e de outro um soluto.

Ocorre um transporte espontâneo de um solvente


para um soluto; onde o solvente flui para o soluto
sob a pressão exercida pelo soluto conhecida
como pressão osmótica, na qual ocorre o
equilíbrio quando o potencial químico se
iguala.
FILTRAÇÃO MEMBRANA
Osmose Reversa

Reverter o fluxo da solução para o solvente é


chamado de OSMOSE REVERSA.
Neste processo a membrana impede a
passagem de partículas de soluto de baixo
peso molecular, ou seja aquele soluto que
difundiu em um solvente por osmose. Na osmose
reversa a pressão diferencial reversa é
colocada de forma que causa o fluxo de solvente
inverso, como em um processo de dessalinização
da água do mar.
FILTRAÇÃO MEMBRANA
Osmose Reversa
FILTRAÇÃO MEMBRANA
Osmose Reversa
FILTRAÇÃO MEMBRANA
Osmose Reversa

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FILTRAÇÃO MEMBRANA
Microfiltração

Nesse processo, o fluido passa pela


membrana sob pressão, com o objetivo de
separar partículas de tamanho mícron, ou
seja, aquelas que são maiores que as
separadas na ultrafiltração, como bactérias,
bolores e leveduras e em alguns casos
pigmentos de tinta.
79
FILTRAÇÃO MEMBRANA

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ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO
• Buscar minimizar a emissão de odores gerados
pela Indústria, adotando medidas de controle.

PRINCIPAIS MÉTODOS
• Bioquímicos (biofiltro, bioscrubbers ou lodo
ativado)
• Químicos (scrubbers químicos, oxidação
térmica, catalítica ou ozonização)
• Físicos {condensação, adsorção (carvão
ativado) e absorção}.

* Scrubbers: São colunas de absorção de troca


gás/líquido
SISTEMAS BIOQUÍMICOS: Biofiltros

Biopelícul
Ar Limpo
Ar Limpo a

Leito
+ microorganismos

Leito
empacotado Ar com odor

Ar com odor
(úmido)
Vantagens:
Pouca supervisão e consumo de energia;
Elimina diversos compostos
Lixiviado
Empregam bactérias suportadas que Desvantagens:
decompõem os compostos orgânicos Pouco controle das condições
presentes no efluente, empregando-os
como substrato para o seu  Risco de entupimento
desenvolvimento.
BIOSCRUBBERS
São colunas de absorção de troca gás/líquido
As colunas são recheadas com
microrganismos suportados,
que são constantemente
borrifados com água.

Vantagens:
• Remove compostos
altamente solúveis;
Desvantagens:
• O efluente residual acaba
gerando odores.
Processos Biológicos: Landfarming

Baseiam-se nas propriedades físico-químicas do solo e de sua


intensa atividade microbiana, (biodegradação) e fixação dos
gases

Minimizando os riscos de contaminação ambiental.


Aplicações controladas na superfície ou no interior do solo,
acompanhada por práticas de manejo e monitoramentos
constantes,

- Evitar lixiviação de lençóis freáticos.


QUÍMICOS: SCRUBBER

Os gases contaminados são


injetados pela parte
inferior do tanque. Ao
fluírem verticalmente para
cima entram em contato
com o líquido de limpeza
(reativo), o qual encontra-
se disperso mediante
borrifação.

Desvantagem:
• O Efluente líquido gerado
deve ser tratado
QUÍMICOS: OZÔNIO

O processo baseia-se no elevado


poder oxidante do O3.

Comumente empregado em série com


outros métodos, como o lodo
ativado.

VANTAGENS:
• É isento de resíduos;

• Não há risco de transporte,


pois sua produção é local.
DESVANTAGEM:
Custo elevado
FÍSICOS: ADSORÇÃO POR CARVÃO ATIVADO

• Sua elevada área superficial


facilita a adsorção da maioria dos
compostos gasosos.

• Concentra os poluentes;

• Necessita de um tratamento
(pirólise), ou descartado como
resíduo.

• Elevada eficiência (100%)


Reator em batelada
• Pequena escala
• Teste de novos processos
• Fabricação de produtos caros
• Quando em processos contínuos a conversão é baixa
• Para reações com velocidade baixa
• Reações em fase líquida
Reator tanque de mistura
• Operação contínua
• Bem misturado
• Bom controle de temperatura
• Reprodutibilidade
• Baixo custo operacional
• Fácil de limpar
Reator tanque de mistura
Reator tubular
• Operação contínua
• Maior conversão por volume para a maior parte das reações em
processos contínuos
• Baixo custo operacional
• Sem partes removíveis
Reator tubular
Reator Semibatelada
• Controle de temperatura
• Minimização de reações indesejadas • Fácil de limpar
Reator Semibatelada
Reator de leito fluidizado
• Bom contato entre o fluido e o catalisador
• Boa transferência de calor
• Catalisador facilmente reposto ou regenerado
Reator de leito fluidizado
Secador de leito
fluidizado
O ar de secagem atravessará uma placa perfurada, provocando uma
turbulência no produto que se encontra sobre ela. Quando o
conjunto começa e continua flutuar sobre a placa, o conjunto passa a
ser denominado leito fluidizado.
Secador de leito
fluidizado
Liofilizador
É uma técnica de secagem por sublimação da água, a pressão
reduzida e baixa temperatura, que é recomendada para produtos
sensíveis às técnicas habituais de secagem.
Liofilizador
Secador Spray-drying
O “spray dryer” (secador por aspersão) é um equipamento que
admite a alimentação somente em estado fluido (solução, suspensão
ou pasta) e a converte em uma forma particulada seca pela aspersão
do fluido em um agente de secagem aquecido (usualmente o ar).
Secador Spray-drying
Silo de Armazenamento
Introdução:

Uma maneira eficiente de


armazenar e secar grãos é
colocá-los em silos com
circulação de ar.

Dispõe-se de um silo, cuja


dimensão está explícita no
esquema seguinte.
104
Silo de Armazenamento

105
Silo de Concreto
Silo metálicos
Armazéns graneleiros
Ejetor
Um ejetor a vapor de simples estágio é composto por três partes
básicas: bico motriz, câmara de sucção e difusor.
Ejetor
Trocador de placa

Os modelos de trocadores de calor são equipamentos utilizados


para transferir o calor de um fluido para outro. Nestes tipos de
trocadores de calor cada um dos líquidos escoa por lados opostos de
cada uma das placas sem se misturarem entre si. Os modelos de
trocadores de calor são equipamentos utilizados para transferir o calor
de um fluido para outro. Nestes tipos de trocadores de calor cada um
dos líquidos escoa por lados opostos de cada uma das placas sem se
misturarem entre si.
Trocadores Especiais
Trocadores Especiais - Placas
Trocadores Especiais - Placas
Trocadores Especiais - Placas
Trocador de placa

Composto por uma série de


placas de aço inoxidável
estampadas e resistentes à corrosão
intercaladas entre si através de
juntas de vedação fabricadas em
borracha especial (NITRÍLICA ou
EPDM) e denominadas de gaxetas.
Este conjunto de placas de aço
inoxidável e gaxetas é montado
entre duas placas de aço carbono e
apertadas através de tirantes
mantendo todo o conjunto de
placas bem unido e, com isso, bem
vedado e livre de quaisquer
vazamentos.
Trocador de calor
Trocador de calor
Equipamento
• A Tubular Exchange
Manufactures Association
(ASME) estabeleceu a prática
recomendada para designação
dos trocadores de calor
multitubulares mediante
números e letras.

• A designação do tipo deve ser


feita por letras indicando a
natureza do carretel, do casco e
da extremidade oposta ao
carretel
Exemplo de Equipamento
Trocadores de Calor
Equipamentos

Permutadores
com espelho
flutuante. Tipo
AES (a)

Permutadores
com espelho
fixo. Tipo
BEM (b)
Equipamentos

Permutadores
com cabeçote
flutuante e
gaxeta externa.
Tipo AEP (c)
Permutadores de
calor com tubo
em U. Tipo CFU
(d)
Tubos
Espelhos
Cabeçotes
Chicanas
Chicanas
Tirantes e espaçadores
Alguns tipos de trocador de calor

Combinação
Modelo AEP
Junta de expansão no casco
Turbina

Turbina é um equipamento
construído para captar e
converter energia mecânica e
térmica contida em um fluido, em
trabalho de eixo.
Turbina

• Os principais tipos encontrados são:

• Turbinas a vapor
• Turbinas a gás
• Turbinas hidráulicas
• Turbinas aeronáuticas
• Turbinas eólicas
Turbinas
Turbina a vapor
É um equipamento que aproveita
a energia calorífica do vapor e
transforma em energia mecânica,
sendo um equipamento com boa
eficiência quando utilizado em
condições de projeto. Essa
energia mecânica pode ser
utilizada para mover
equipamentos e quando acoplado
um gerador a turbina à vapor, se
obtêm a transformação da
energia mecânica em
energia elétrica.
Turbina a vapor
Turbina a vapor
Turbinas

Turbina a gás
É mais comumente empregado
em referência a um conjunto de
três equipamentos: compressor,
câmara de combustão e turbina
propriamente dita. Esta
configuração forma um
ciclo termodinâmico a gás, cujo
modelo ideal denomina-se Ciclo
Brayton, concebido por George
Brayton em 1870.
Turbinas

Turbinas hidráulicas são


projetadas para transformar a
energia hidráulica (a energia de
pressão e a energia cinética) de
um fluxo de água, em energia
mecânica. Atualmente são mais
encontradas em
usinas hidrelétricas, onde são
acopladas a um gerador elétrico,
o qual é conectado à rede de
energia.
Turbinas
Turbina aeronáutica têm o objetivo de gerar empuxo suficiente para
acelerar um avião a uma velocidade suficiente que a força de levantamento
sobre as asas, iguale ou supere o peso dele.
Turbinas
Turbina eólica
É um mecanismo apropriado para
captação e transformação da força
de ventos canalizados que passam no
interior de uma voluta .
Torres – colunas de destilação
A destilação é usada quando se
deseja separar uma mistura (líquida,
parcialmente líquida ou vapor) em
duas outras misturas, utilizando
calor como um agente de separação.
A mistura rica no(s) componente(s)
mais leve(s) (de menor ponto de
ebulição, isto é, mais volátil) é
camada de destilado, ou produto de
topo, e a rica no(s) componente(s)
mais pesado(s) (de maior ponto de
ebulição, isto é, menos volátil) é
chamada de resíduo, ou produto de
fundo.
Destilação de álcool
Colunas de destilação
Fornos e refervedores

Nos processos de destilação de petróleo é


necessário fornos.
Os fornos tem a função de aquecer o petróleo
bruto ou reduzido a ser destilado.
Os fornos podem ser: aquecedores ou
refervedores.
Processo de Destilação

Esquema Produtos Destilados

básico Nafta Leve


Torre de
Destilação
Atmosférica Nafta Pesada

Querosene
Petróleo bruto
Diesel / Gasóleo

Forno
Aquecedor
Atmosférico

Forno
Objeto de Refervedor
estudo Atmosférico
Processo de Destilação - Refervedor
Tanques de
armazenamento
Tanques de armazenamento
Tanque de armazenamento ou de
armazenagem também designado
por reservatório (Figura 1) é um
recipiente destinado a armazenar
fluidos à pressão atmosférica e a
pressões superiores à atmosférica.
Tanques de armazenamento

Na indústria de processo, a
maior parte dos tanques de
armazenamento são
construídos de acordo com os
requisitos definidos pelo
código americano API 650.
Estes tanques podem ter
dimensões variadas, indo
desde 2 ou 3 m de diâmetro
até 50 m ou mais
Tanques de armazenamento
Tanque e acessórios - Terminologia
Tanques de armazenamento

1 - Escotilhas de medição 12 - Dreno de fundo


2 - Chapa do tTeto 13 - Boca de visita no costado
3 - Câmara de espuma 14 - Termômetro
4 - Respiro 15 - Saída de condensado
5 - Caixas de selagem de gases 16 - Bocais de entrada e saída de
produto
6 - Régua externa do medidor de
bóia 17 - Entrada de vapor de
aquecimento
7 - Bocas de visita no teto
18 - Tubulação de espuma
8 - Corrimão do teto
19 - Porta de limpeza
9 - Plataforma da escada
20 - Chapa do fundo
10 - Escada helicoidal de costado
21 - Misturador
11 - Corrimão
22 - Costado
Tanques de armazenamento

Teto Curvo (Figura 3): Possui


uma estrutura de uma calota
esférica.
Teto em Gomos: É igual ao
tipo dois, mas o Teto é constituído
por várias placas de chapas
Tanques de armazenamento

Móvel
Neste gênero de tanque o seu
teto desloca-se de acordo com a
pressão exercida pelo vapor.
Devido a esses movimentos, é
necessário a existência de
dispositivos de segurança, com a
finalidade de evitar acidentes
provocados por um possível
excesso de pressão. Para evitar as
perdas com a evaporação, usa-se
um vedante entre o teto e a
parede do tanque
Tanques de armazenamento

Teto flutuante simples Teto flutuante com flutuador


Tanques de armazenamento

Fixo c/ diafragma flexível


Nestes tanques há uma grande capacidade de variar o espaço, pois a
pressão interna modifica-se alterando o volume do vapor. Essa
variação é feita pela deformidade de um revestimento que age
internamente como uma membrana flexível, sendo normalmente
usado plástico na sua fabricação para suportar a expansão liquida ou
gasosa do fluido. É muito usado em sistemas fechados, ajudando a
diminuir os prejuízos causados pela acumulação de vapores
indesejados
Tanques de armazenamento

Flutuante
Neste tipo de tanque
(Figura ao lado) o teto flutua sobre
o produto que está armazenado.
Dessa forma a cobertura
movimenta-se de acordo com o
esvaziamento ou enchimento. A
razão principal pelo qual são
utilizados é por reduzirem as
perdas do produto em
consequência da evaporação. Estes
tanques devem possuir um sistema
de selagem visto que o seu teto
flutuante, move-se internamente
em relação ao costado (parede do
tanque)
Em relação à forma os tanques
podem ser
Cilíndricos
São todos aqueles cujo formato tem a forma cilíndrica, ou seja, corpo
longo e arredondado de igual diâmetro em todo o comprimento. Estes
podem ser verticais ou horizontais
Tanques de armazenamento

Esféricos
Entre todos os tipos de tanques de
armazenamento, o mais recomendado e
usado para armazenar gás é o tanque
esférico.
A sua forma geométrica não permite,
quando esvaziado, que nenhum resíduo
ou sobra de gás permaneça no interior do
tanque. Não apresenta vértices, o que
possibilita uma libertação mais eficaz do
gás contido nele. Seguindo tal raciocínio,
grande parte das empresas e indústrias
que utilizam de tanques para
armazenamento de gás fazem uso do tipo
esférico.
Os tanques quanto à sua localização

Aéreos
Os tanques de armazenamento
aéreo têm forma cilíndrica e
podem ser verticais ou
horizontais
Os tanques quanto à sua localização
podem designar-se por
Subterrâneos
Os tanques ditos subter-raneos são
aqueles usados para o armazenamento
de combustíveis automotivos, sendo
que os tanques convencionais,
fabricados com aço-carbono e são,
principalmente nos pontos de solda
das chapas e conexões, sujeitos aos
efeitos da corrosão por possuírem
parede única simples.
A utilização dos tanques é variada,
podendo ser de
Serviço
O tanque de serviço
(Figura ao lado) ficam entre o
tanque de armazenamento e o
equipamento utilizado para
queimar combustível. Têm baixa
capacidade e têm como função
principal conter combustível perto
do ponto de consumo quando o
tanque de armazenagem estiver
muito longe
A utilização dos tanques é variada,
podendo ser de
Postos de serviço
Este gênero de tanques (Figura 13)
encontra-se mais freqüentemente em
postos de abastecimento e centros de
abastecimento, destinados na sua
maior parte ao armazenamento e
distribuição de produtos derivados do
petróleo, como a gasolina ou o gasóleo
. Os postos de abastecimento, mais
conhecidos como bombas de gasolina,
são locais onde se comercializa,
principalmente, combustíveis para
automóveis. Os centros de
abastecimento estão mais
vocacionados para servir grandes
empresas que têm um volume de
combustíveis muito grande.
Tanques de armazenamento

Óleos Lubrificantes
Esses tanques subterrâneos são utilizados para o armazenamento
temporário de óleos lubrificantes, provenientes das trocas efectuadas
nos veículos, até ao destino final adequado. Por se tratar de resíduos
com pouco valor comercial, estes reservatórios não possuem os
mesmos cuidados que os tanques de armazenamento de
combustíveis fósseis, e o controle do estoque não costuma ser
rigoroso não sendo efetuados testes com regularidade nesses
tanques com o intuito de confirmar a seu estancamento. São
encontrados vários postos de revenda de combustível, que ainda
utilizam caixas subterrâneas construídas em alvenaria, sendo
absolutamente inadequadas, uma vez que os óleos lubrificantes
podem penetrar nas paredes internas e atingir facilmente o subsolo,
contaminando-o
Produtos armazenados e seus
respectivos tanques
De acordo com a norma da Petrobrás (N-270, 1997), recomenda-se o tipo
de tanque a ser usado de acordo com o produto que vai ser armazenado.
Tanques de teto flutuantes, teto cônico, para pequena pressão interna :
Nafta (combustível) e produtos leves de gasolina, petróleo, álcool e
gasóleo leve.
Tanques teto cônico com teto flutuante, baixa pressão de teto cônico:
Gasolina de aviação (GAV).
Tanque sem teto
Água bruta.
Tanques de teto cônico
Nafta pesada, querosene, querosene de aviação (QAV), gasóleo pesado,
resíduo de vácuo, óleo combustível, óleo lubrificante, asfalto e lastro de
navio
Classificação dos parques
Os parques de tanques
(Figura ao lado) são classificados em
três tipos de acordo com suas
capacidades de armazenamento: os
pequenos, com capacidade igual ou
inferior a 10 mil m³ , os médios com
capacidade entre 10 e 40 mil m³ e os
grandes que possuem capacidade
maior do que 40 mil m³. Esta
classificação, porém, não se aplica a
tanques utilizados em refinarias e
unidades petroquímicas, tais como,
oleodutos, terminais,
parques industriais, entre outros.
Capacidade de armazenamento