0% acharam este documento útil (0 voto)
23 visualizações50 páginas

Ap 3

O capítulo aborda os diagramas de fases, que representam a relação entre a microestrutura e as propriedades mecânicas dos materiais em diferentes condições. Discute conceitos como limite de solubilidade, fases, microestrutura e a interpretação de diagramas de fases binários, além de exemplos práticos de sistemas eutéticos e suas microestruturas. O sistema Ferro-Carbono é destacado, incluindo suas características e transformações de fases.

Enviado por

8pr9csdpjg
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
23 visualizações50 páginas

Ap 3

O capítulo aborda os diagramas de fases, que representam a relação entre a microestrutura e as propriedades mecânicas dos materiais em diferentes condições. Discute conceitos como limite de solubilidade, fases, microestrutura e a interpretação de diagramas de fases binários, além de exemplos práticos de sistemas eutéticos e suas microestruturas. O sistema Ferro-Carbono é destacado, incluindo suas características e transformações de fases.

Enviado por

8pr9csdpjg
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Ciência dos Materiais

Capítulo 9 – Diagramas de fases

Prof. Dr. Émerson M. Miná


Introdução aos Diagramas de fases
❑Os materiais se organizam de diferentes formas a depender das
condições do sistema.
▪ Mudanças no Estado sólido
▪ Mudanças de Estado
(transformação sólido/sólido).
(líquido, sólido e gasoso);

Existe uma forte correlação


entre a microestrutura e as
propriedades mecânicas;
Introdução aos Diagramas de fases

❑ Componente – atribuído a metais puros;

❑ Composto – liga contendo dois ou mais elementos químicos;

❑ Sistema – i. componente específico avaliado (ex.: cadinho);


ii. atribuído a conjunto de ligas:
▪ Sistema Fe-C – boa resistência e tenacidade;
▪ Sistema Fe-Cr – elevada resistência corrosão e oxidação;
▪ Sistema Cu-Ni – alta resistência a corrosão em meio
redutor;
▪ Sistema Co-Ni – elevada estabilidade térmica
Limite de solubilidade
❑ Solvente – elemento majoritário;

❑ Soluto – elementos de liga ou ‘impurezas’;

❑ Limite de solubilidade – capacidade de ‘acomodar’ o soluto

Água + Açúcar
Limite de solubilidade
❑ Limite de solubilidade – capacidade de ‘acomodar’ o soluto

Água + Açúcar
Fase e Microestrutura

❑ Uma Fase pode ser definida como uma porção homogênea de um


sistema que possui características físicas e químicas uniformes.

▪ Estado líquido, sólido e gasoso. ✓ Equilíbrio


▪ Diferentes fases no estado sólido

❑ O conceito de Microestrutura pode ser definida pela coleção das


características morfológicas dos materiais, observadas via
microscopia ótica ou eletrônica.
Microestrutura

fase α-CCC carbonetos CFC

fase σ-TCC

𝑁𝑖𝑡𝑟𝑒𝑡𝑜 𝐶𝑟2 𝑁 - HC

fase γ-CFC

fase γ-CFC

❖ Aço Inoxidável Duplex (Fe-Cr-Ni-Mo) ❖ Aço Inoxidável Austenítico (Fe-Cr-Ni)


Equilíbrio de fases
✓ Temperatura
Diagrama de Fases = Diagrama de Equilíbrio ✓ Pressão
✓ Composição química
Transformações de fases

(CCC)

(CFC)

(CCC) (HCP)

✓ Diagrama de fases unitário


Diagrama de fases Binários
Os diagramas de fases binários: equilíbrio de fases para um sistema com dois
componentes, variando a composição química e a temperatura à pressão constante.
Interpretação dos diagramas

❑ Para um dado sistema binário podemos definir:

1. Fases presentes

2. Composição química das fases

3. Porcentagem de cada fase


Interpretação dos diagramas

❑ Para um dado sistema binário podemos definir:

1. Fases presentes
✓ letras gregas,
ex.: 𝛼, 𝛽, 𝛾, 𝛿, 𝜀, 𝜎, 𝜇, 𝜃, 𝑒𝑡𝑐.

2. Composição química das fases

3. Porcentagem de cada fase


Interpretação dos diagramas

❑ Para um dado sistema binário podemos definir:

1. Fases presentes
✓ letras gregas,
ex.: 𝛼, 𝛽, 𝛾, 𝛿, 𝜀, 𝜎, 𝜇, 𝜃, 𝑒𝑡𝑐.

2. Composição química das fases


✓ Isoterma de temperatura

3. Porcentagem de cada fase


Interpretação dos diagramas

❑ Para um dado sistema binário podemos definir:

1. Fases presentes
✓ letras gregas,
ex.: 𝛼, 𝛽, 𝛾, 𝛿, 𝜀, 𝜎, 𝜇, 𝜃, 𝑒𝑡𝑐.

2. Composição química das fases


✓ Isoterma de temperatura

3. Porcentagem de cada fase


✓ Regra da alavanca
Interpretação dos diagramas

❑ Para um dado sistema binário podemos definir:

3. Porcentagem de cada fase


✓ Regra da alavanca

𝑆 𝑅
𝑊𝐿 = 𝑊𝛼 =
𝑅+𝑆 𝑅+𝑆

𝐶𝛼 − 𝐶0 𝐶0 − 𝐶𝐿
𝑊𝐿 = 𝑊𝛼 =
𝐶𝛼 − 𝐶𝐿 𝐶𝛼 − 𝐶𝐿
Problema-Exemplo 9.1
❑ Desenvolva a regra da alavanca.
✓ Vamos utilizar o diagrama Cu-Ni

O ponto B possui duas fases em equilíbrio:

𝛼 + 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
100%
𝑊𝛼 + 𝑊𝐿 = 1

Tomando em consideração a conservação da massa:

𝐶𝛼 𝑊𝛼 + 𝐶𝐿 𝑊𝐿 = 𝐶0
Problema-Exemplo 9.1
❑ Desenvolva a regra da alavanca.
✓ Vamos utilizado o diagrama Cu-Ni

O ponto B possui duas fases em equilíbrio:

𝑖) 𝑊𝛼 + 𝑊𝐿 = 1 → 𝑊𝐿 = 1 − 𝑊𝛼

𝑖𝑖) 𝐶𝛼 𝑊𝛼 + 𝐶𝐿 𝑊𝐿 = 𝐶0

𝐶𝛼 𝑊𝛼 + 𝐶𝐿 (1 − 𝑊𝛼 ) = 𝐶0
𝐶𝛼 − 𝐶0
𝑊𝐿 =
𝑊𝛼 𝐶𝛼 − 𝐶𝐿 + 𝐶𝐿 = 𝐶0 𝐶𝛼 − 𝐶𝐿

𝐶0 − 𝐶𝐿
𝑊𝛼 𝐶𝛼 − 𝐶𝐿 = 𝐶0 − 𝐶𝐿 ∴ 𝑊𝛼 =
𝐶𝛼 − 𝐶𝐿
Microestrutura de ligas Isomórficas
Condição de Equilíbrio
1. Façamos uma leitura do diagrama considerando
um resfriamento lento a partir de 1300°C, ponto a;

2.
1260 ºC
No ponto b, sobre a linha liquidus ocorre a 1250ºC

nucleação dos primeiros grãos de fase 𝛼;


1220ºC

3. O resfriamento segue, no ponto c a fração da


fase 𝛼 aumenta e composição química muda;

4. No ponto d, a liga está sobre a linha solidus,


portanto, apenas uma pequena fração da fase Líquido
Microestrutura de ligas Isomórficas
Condição Fora do Equilíbrio
❑ O tempo não é suficiente para homogeneizar a
composição química da fase 𝛼 (sólido) – Difusão lenta

❑ A mistura da fase líquida é total – Difusão rápida

❑ O enriquecimento da fase 𝛼 provoca um deslocamento


da linha solidus – retardo da solidificação

✓ Velocidade de solidificação;
✓ Taxa de difusão na fase sólida.
➢ Estrutura zonada – bandeada;
➢ Tratamento térmico de Homogeneização
Sistemas eutéticos binários

❑ Sistema Cu-Ag

▪ Cu e Ag são CFC

▪ Fase Líquido, 𝛼 e 𝛽;

▪ Fase 𝛼, rica em Cu – CFC


Isoterma eutética
▪ Fase 𝛽, rica em Ni – CFC

𝐶𝐸 e 𝑇𝐸 , são 71,9 %p Ag e 779ºC

Reação eutética
Sistemas eutéticos binários

❑ Sistema Pb-Sn

▪ 𝐶𝐸 = 61,9 %p Sn;

▪ 𝑇𝐸 = 183ºC;

▪ Fase 𝛼, rica em Pb – CFC

▪ Fase 𝛽, rica em Sn – TCC

❑ Solda 60%p Sn – 40%p Pb

▪ 𝑇 = 185°𝐶
Problema-Exemplo 9.2
Para uma liga com 40 %p Sn-60 %p Pb a 150ºC (300ºF), (a) Qual(is) fase(s) está(ão)
presente(s)? (b) Qual(is) é(são) a(s) composição(ões) dessa(s) fase(s)?

a) A liga 40%p Sn – 60%p Pb na temperatura


de 150°C possui em equilíbrio as fases 𝛼 e 𝛽.

b) Traçar uma linha de amarração entre as


linhas solidus das fase 𝛼 e 𝛽.
Problema-Exemplo 9.3
Para a liga chumbo-estanho do Problema-Exemplo 9.2, calcule as quantidades relativas de
cada fase presente em termos da fração mássica e (b) da fração volumétrica.

𝐶𝛽 − 𝐶1 𝐶1 − 𝐶𝛼
𝑊𝛼 = 𝑊𝛽 =
𝐶𝛽 − 𝐶𝛼 𝐶𝛽 − 𝐶𝛼

98 − 40 40 − 11
𝑊𝛼 = = 0,67 𝑊𝛽 = = 0,33
98 − 11 98 − 11
Sistemas eutéticos binários

❑ Sistema Cu-Ag

▪ Cu e Ag são CFC

▪ Fase Líquido, 𝛼 e 𝛽;

▪ Fase 𝛼, rica em Cu – CFC


Isoterma eutética
▪ Fase 𝛽, rica em Ni – CFC

𝐶𝐸 e 𝑇𝐸 , são 71,9 %p Ag e 779ºC

Reação eutética
Microestrutura de ligas Eutéticas
Microestrutura de ligas Eutéticas

1. Façamos uma leitura do diagrama considerando


um resfriamento lento a partir do ponto a;

2. No ponto b, o sistema já cruzou a linha liquidus


e está na região de equilíbrio 𝛼 + 𝐿;

3. O resfriamento segue, no ponto c não há mais fase


no estado líquido, temos apenas a fase 𝛼 (100%);

▪ Material policristalino

4. No ponto d, se manterá 100% 𝛼, mesmo em


temperatura ambiente.
Microestrutura de ligas Eutéticas
Microestrutura de ligas Eutéticas

1. Façamos uma leitura do diagrama considerando


um resfriamento lento a partir do ponto d;

2. No ponto e, o sistema já cruzou a linha liquidus


e está na região de equilíbrio 𝛼 + 𝐿;

3. O resfriamento segue, no ponto f não há mais fase


no estado líquido, temos apenas a fase 𝛼 (100%);

▪ Material policristalino

4. No ponto g, teremos uma fração de 𝛼 e de fase 𝛽.


Microestrutura de ligas Eutéticas

1. Façamos uma leitura do diagrama


considerando um resfriamento lento a
partir do ponto h;

2. No ponto i, logo após o sistema cruzar


o ponto eutético a liga se transforma
simultaneamente em 𝛼 + 𝛽;

3. O sistema se mantem assim, em


equilíbrio, mesmo em temperatura
ambiente.
Microestrutura de ligas Eutéticas

Microestrutura

Micrografia de uma liga Pb-Sn com a


composição eutética. Observa-se camadas
alternadas de uma solução sólida da fase α rica
em Pb (camadas escuras) e de uma solução
sólida da fase β rica em Sn (camadas claras).
Microestrutura de ligas Eutéticas

Microestrutura Mecanismo de crescimento


Distribuição dos elementos
por processo de difusão.

Micrografia de uma liga Pb-Sn com a ▪ Fase α é rica em Pb


composição eutética. Observa-se camadas (18,3 %p Sn-81,7 %p Pb);
alternadas de uma solução sólida da fase α rica
em Pb (camadas escuras) e de uma solução ▪ Fase β é rica em Sn
sólida da fase β rica em Sn (camadas claras). (97,8 %p Sn-2,2 %p Pb).
Microestrutura de ligas Eutéticas

1. Façamos uma leitura do diagrama


considerando um resfriamento lento a
partir do ponto j;

2. No ponto k, logo após o sistema cruzar a


linha liquidus há uma nucleação da fase 𝛼,
seguido de um crescimento já no ponto l;

3. No ponto m, todo o líquido remanescente


se transforma na reação eutética (lamelar).

▪ Fase α eutética
Microconstituinte
▪ Fase α primária
Microestrutura de ligas Eutéticas
Microestrutura

Microestrutura de uma liga 50%Pb-50%Sn,


composta por uma fase α primária rica em Pb
e por um microconstituinte eutético lamelar,
uma fase β rica em Sn (camadas claras) e
uma fase α rica em Pb (camadas escuras).
Microestrutura de ligas Eutéticas
Microestrutura

Microestrutura de uma liga 50%Pb-50%Sn,


composta por uma fase α primária rica em Pb
e por um microconstituinte eutético lamelar,
uma fase β rica em Sn (camadas claras) e
uma fase α rica em Pb (camadas escuras).
Microestrutura de ligas Eutéticas

▪ Fração eutética = Fração de líquido


𝑃
𝑊𝑒 = 𝑊𝐿 =
𝑃+𝑄

▪ Fração 𝛼′ primária
𝑄
𝑊𝛼 ′ =
𝑃+𝑄

▪ Fração 𝛼 total
𝑄+𝑅
𝑊𝛼 =
𝑃+𝑄+𝑅
Diagramas de equilíbrio

▪ Reação eutetóide – Uma fase


sólida se transformando em
duas fases no estado sólido.

▪ Reação peritética – Uma fase


sólida mais uma fase no estado
liquido se transformando em
uma nova fase sólida.
O Sistemas Ferro-Carbono

❑ Aspectos gerais do Sistema Fe-C

▪ Alotropia do Fe

▪ Solubilidade de C;

▪ Cementita (𝐹𝑒3 𝐶)

▪ Ponto Eutético;

▪ Poto Eutetóide;

▪ Ferro, aço e ferro fundido


O Sistemas Ferro-Carbono

❑ Micrografia da ferrita (𝛼) – 90 × ❑ Micrografia da austenita (𝛾) – 325 ×


O Sistemas Ferro-Carbono
Microestrutura das ligas Fe-C

1. Façamos uma leitura do diagrama considerando um


resfriamento lento a partir do ponto a;

2. No ponto b, logo após o sistema cruzar o ponto


eutetóide, a liga se transforma simultaneamente em
▪ Ferrita 𝛼 + 𝐹𝑒3 𝐶;

3. O sistema se matem assim, em ‘equilíbrio’, mesmo


em temperatura ambiente. As alterações subsequentes
são consideradas insignificantes.
O Sistemas Ferro-Carbono

❑ Micrografia de um aço
eutetóide (0,76%C) – 470 ×
O Sistemas Ferro-Carbono

❑ A solubilidade de carbono cai drasticamente


O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono

1. Façamos uma leitura do diagrama considerando um


resfriamento lento a partir do ponto c;

2. No ponto d, a ferrita (𝛼) irá nuclear nos contornos


de grãos da austenita (𝛾), seguido de um crescimento já
no ponto e;

3. No ponto f, o sistema ultrapassa a linha eutetóide,


transformando a austenita em um microconstituinte
lamelar denominado perlita.

▪ Ferrita 𝛼 proeutetóide

▪ Ferrita 𝛼 eutetóide
O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono

1. Façamos uma leitura do diagrama considerando um


resfriamento lento a partir do ponto g;

2. No ponto h, a cementita (𝐹𝑒3 𝐶) irá nuclear nos


contornos de grãos da austenita (𝛾);

3. No ponto i, o sistema ultrapassa a linha eutetóide,


transformando a austenita em um microconstituinte
lamelar denominado perlita.

▪ Cementita 𝐹𝑒3 𝐶 proeutetóide

▪ Cementita 𝐹𝑒3 𝐶 eutetóide


O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono
O Sistemas Ferro-Carbono

Você também pode gostar