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Apostila Série SERVIR

O documento aborda a importância de servir a Deus e ao próximo como um privilégio e um chamado para todos os cristãos, enfatizando que o amor deve ser a motivação central para o serviço. Ele explora diversas formas de serviço, incluindo estudo, oração e evangelização, e destaca que servir com amor transforma o ato em um ministério significativo. O autor, Guilherme de Amorim Ávila Gimenez, convida os leitores a refletirem sobre suas motivações ao servir e a se dedicarem a essa prática com alegria e gratidão.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Apostila Série SERVIR

O documento aborda a importância de servir a Deus e ao próximo como um privilégio e um chamado para todos os cristãos, enfatizando que o amor deve ser a motivação central para o serviço. Ele explora diversas formas de serviço, incluindo estudo, oração e evangelização, e destaca que servir com amor transforma o ato em um ministério significativo. O autor, Guilherme de Amorim Ávila Gimenez, convida os leitores a refletirem sobre suas motivações ao servir e a se dedicarem a essa prática com alegria e gratidão.
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1

SUMÁRIO

Apresentação....................................................................................................................i
1. Servir por amor..........................................................................................................04
2. Estudar é servir..........................................................................................................07

3. Servir é aplicar e desenvolver os dons espirituais............................................................09

4. Cultuar é servir..........................................................................................................11

5. Tecnologia a serviço do Reino de Deus..........................................................................14


6. Servir não tem idade..................................................................................................17

7. Arrumando tempo para servir......................................................................................19


8. Ofertar é servir..........................................................................................................22

9. Orar é servir..............................................................................................................25

10. Aconselhar é servir.....................................................................................................28


11. Minha profissão é servir..............................................................................................31

12. Proteger é servir........................................................................................................34


13. Aprendendo a servir nos bastidores..............................................................................37

14. Evangelizar é servir....................................................................................................40

15. Cuidar do próximo é servir...........................................................................................43

16. A missão de amar e servir não tem limites.....................................................................45

17. Servir é ir contra o eu.................................................................................................48

18. Servir é um ato de amor e obediência a Deus.................................................................51

19. Discipular é servir.......................................................................................................55

20. A recompensa do servir...............................................................................................59


21. O Valor do voluntariado cristão.....................................................................................61

2
SERVIR, UM PRIVILÉGIO

“Sirvam ao Senhor com alegria...” (Salmos 100:2a - NVT)

Servir a Deus é um privilégio. Todo cristão deveria se alegrar em servir a Deus, esse deveria
ser o sentimento predominante em cada ato que realizamos para o Senhor. Pelo menos é o que o
salmista nos ensina quando declara “sirvam ao Senhor com alegria”. Mais do que um imperativo,
estamos diante de um efeito do serviço cristão: a alegria. E tal alegria se deve exatamente ao fato
de que estamos diante de um privilégio, podermos oferecer algo a Deus, àquele que nos amou
primeiro, envio o seu filho para morrer em nosso lugar e nos garantiu o perdão para os pecados
bem como a nova vida que nos prepara para uma eternidade ao lado do Senhor. Nos sentimos
como o salmista quando declarou: “Que posso oferecer ao Senhor por tudo que ele me tem feito?”
(Salmos 116:12). Somos impulsionados a servir ao Senhor como uma resposta a tudo que
Ele nos tem feito. Brota em nosso coração esse desejo sincero de transformar em ações nossa
gratidão, nosso reconhecimento do que recebemos e nossa resposta a Deus pelo fato de termos
sido alvo de Seu grande amor. Servir, portanto, se transforma em uma expressão da nossa gratidão
a Deus por tudo que recebemos Dele.

Mas também é uma expressão de pertencimento, nós somos filhos de Deus, servos Dele, temos
um relacionamento com o Deus vivo. Há uma parceria entre nós e Deus, tanto que a Bíblia nos
chama de “cooperadores de Deus” (2 Coríntios 6:1). Nós fazemos parte dos planos que Deus tem
para esse mundo. Ao servir estamos colocando em prática essa parceria, da qual nos sentimos
privilegiados, afinal, estamos envolvidos em um projeto que nasceu no coração de Deus.

Servir é um privilégio! É uma grande alegria. Durante as próximas páginas iremos juntos descobrir
diferentes maneiras de servir a Deus e também estudaremos sobre vários aspectos da vida cristã
que nos ajudarão a vivenciar esse privilégio de servir da maneira mais intensa. Desafio você, em
nome de Jesus, a servir a Deus com essa alegria enorme que contagiará outras pessoas e por fim
levará a igreja a experimentar o serviço cristão de uma forma inédita, cheios dessa alegria intensa
de poder dizer: “eu sirvo ao meu Deus”!

Deste que é servo do Rei dos reis e Senhor dos senhores,

GUILHERME DE AMORIM ÁVILLA GIMENEZ


Pastor Titular da Igreja Batista Betel

i
3
Lição #01

SERVINDO POR AMOR1


Texto Bíblico: 1 Coríntios 16.14

“Todas as vossas coisas sejam feitas com amor”. (ARC)


“Façam tudo com amor”. (NVI)
“Todos os vossos atos sejam feitos com amor”. (ARA)

Sugiro como tradução literal desse verso a seguinte frase:


“Torne todos os seus atos de serviço em manifestações de amor”

1- SERVIR É UM CHAMADO PARA TODO O CRISTÃO

Fomos chamados para servir. Servir a Deus e ao próximo é uma das maiores realizações do Cristão!
A Bíblia nos incentiva a servir a Deus e mostra que todos e não alguns são chamados para servir. Servir é
uma convocação divina para todo o cristão:

• “Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará


na terra e desfrutará segurança” (Salmo 37.3); Servir é a manifestação mais
• “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo clara da submissão a Deus e
Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus
preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios da compreensão da missão
2.10);
individual do cristão.
• “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os
outros, administrando fielmente a graça de Deus em
suas múltiplas formas” (1Pedro 4.10).
É importante notar que as frases “fazer o bem”, “fazer boas obras” e “servir”, partem da mesma ideia. Estamos
falando em realizar algo para o outro e não para nós mesmos movidos pelo amor que temos a Jesus.

“Nós amamos, servimos e cuidamos uns dos outros porque esta é a conduta normal de pessoas cheias do
Espírito Santo de Deus. Somos cristãos. Cristo foi o servo maior. Não podemos deixar de servir porque o
Espírito do Servo, Jesus, tem enchido o nosso coração. Quando servimos, estamos sendo apenas quem
naturalmente somos” (Steve Sjogren. Seeing Beyond Church Walls. Página 39).

A vida cristã aponta para o serviço. Servir é a manifestação mais clara da submissão a Deus e da compreensão
da missão individual do cristão. A questão que se levanta aqui é: qual a motivação correta para o serviço
cristão? Servimos motivados por quê?

Se devemos fazer todas as coisas com amor, a resposta mais direta a essa pergunta é: devemos servir por
amor. O amor deve ser o nosso motivador maior para o serviço cristão.

Servimos por amor a Deus e por amor às pessoas. O amor é o combustível do serviço cristão, por isso Jesus
Cristo ensinou: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu
entendimento”. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo
como a si mesmo” (Mateus 22.37-39).

O amor dá sentido e força ao servir, seja a Deus ou ao próximo. Uma pessoa até poderá servir com outras
motivações, mas nunca, com a qualidade do serviço por amor.

1
Por: Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez. Pastor Titular da Igreja Batista Betel.
4
2- 1 CORÍNTIOS 13 E O SERVIÇO

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que
ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo
o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê
aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso
me valerá. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se
não tiver amor, nada disso me valerá” (1 Coríntios 13.1-3).

O conhecido “Hino ao Amor” começa dando justificativas da importância do amor cristão. Os três
versos iniciais começam com a expressão: “ainda que”. O amor é visto como o elemento que dá valor ao ato
ou à experiência. No comentário de João Calvino sobre 1 Coríntios 13, nós temos a seguinte ideia:

O amor dá sentido... (Por: João Calvino)


a) Às experiências espirituais;
b) Ao conhecimento;
c) Ao trabalho pelo próximo.

“...não consigo me imaginar tentando andar com


Ele (Jesus) sem servir aos outros. Quanto mais
sirvo, mais o meu coração muda...”

Vamos entender melhor o verso 3. Ele usa a expressão: “Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo”. O
verbo “dar” aqui é tradução do grego ψωμιζω (psomizo), que tem como ideia básica “alimentar ao colocar um
pedaço ou migalha (de comida) na boca”. A ideia aqui é uma ajuda no sentido do sustento, do levar o alimento.
Mas, não apenas o levar comprando, mas também, envolvendo-se com aquele que é alimentado.

A outra frase é “e entregue o meu corpo para ser queimado”. Entregar aqui é tradução do vocábulo grego
παραδιδωμι (paradidomi), que diz respeito não apenas a entregar, mas a abrir mão de algo, no caso, de seu
próprio corpo. Estudiosos pegam a expressão “para ser queimado” e a entendem que há um contexto aqui. A
ideia seria colocar-se no lugar daquele que está sentenciado à fogueira. Então, é entregar nesse sentido, ir no
lugar do outro.
O verso 3 traz a ideia do servir o outro em intensidade tremenda. Servir na questão do sustento, mas, também
de sofrer a pena do outro. Dois gestos nobres que se não houver amor, nada disso “valerá” ou “aproveitará”.
A tradução aqui é do grego ωφελεω (opheleo), que diz respeito a algo útil ou vantajoso ou então algo eficaz.
Craig Blomberg, em seu comentário de 1 Coríntios, sugere o seguinte: “Se não há a motivação correta – o
amor – o ato, por mais nobre que seja, não terá a mesma validade. Lembremos que Jesus Cristo ensinou que
o mais importante é o que está no ‘interior do copo’. A aparência e até o gesto precisam vir acompanhados
da motivação, razão e sentido. Todos podem ter demonstrações de amor, mas poucos podem agir em amor”
(Comentário bíblico con aplicación NVI 1 Corintios: Del texto bíblico a una aplicación contemporánea
Comentarios bíblicos con aplicación NVI – Página 85).

• O amor dá ao ato um sentido diferente. Não é apenas alimentar, ajudar ou socorrer. O amor faz com
que esses gestos sigam além, se manifestem com maior impacto;
• “Servir com amor nos faz mais parecidos com Jesus. O amor nos leva a servir, e o servir com amor
comunica o verdadeiro cristianismo”. (Guilherme Gimenez)

3- SERVIR COM AMOR – O DIFERENCIAL

O pastor Bill Hybels recebeu, certa vez, uma mensagem de e-mail com os seguintes dizeres: “Para
mim, o efeito mais poderoso do servir, independentemente da qualidade de meu serviço, é desviar o foco do
meu coração para o coração dos outros. Cristo foi a pessoa que conheço que mais se voltou para os outros.

5
Não consigo me imaginar tentando andar com Ele sem servir aos outros. Quanto mais sirvo, mais meu coração
muda” (A Revolução do Voluntariado – Página 47).

Jesus serviu muitas pessoas. E fez isso movido por amor. Se também formos movidos por amor, então
serviremos a Deus e às pessoas com uma qualidade de serviço singular. Faremos o melhor. Faremos com
alegria. Faremos com a disposição própria de quem ama!

Quando servimos por amor, nós vemos as pessoas e o trabalho de forma diferente. Sem amor, nós servimos
por OCUPAÇÃO. Com amor, servimos como um MINISTÉRIO.

A diferença entre servir com e sem amor não apenas poderá ser vista, mas também sentida. E esse sentimento
diferenciado mostrará ao mundo a diferença que Jesus faz não apenas no comportamento, mas também nas
motivações, valores e princípios. Conforme tabela a seguir:

SERVIR SEM AMOR COM AMOR

Motivo para Servir OBRIGAÇÃO – Eu tenho que fazer OBEDIÊNCIA – Eu quero servir a Deus

Eu sirvo porque meu Deus me vê, e eu


Preocupação com o Servir Eu sirvo para que as pessoas me vejam
quero agradá-lo

Não é meu trabalho! Só farei o mínimo Eis-me aqui, Senhor! Estou disposto a
Minha atitude ao Servir
possível servir no que for necessário e com alegria

É um privilégio servir, e minha alegria


A mentalidade do Servir O quanto eu ganho com isso?
está exatamente em fazer isso

HUMILDADE – Deus está me usando e a


O espírito do Serviço ORGULHO – O “Eu” aparece várias vezes
glória é toda Dele

Os resultados do Serviço GLÓRIA PESSOAL GLÓRIA DE DEUS

APLICAÇÃO

1. Você serve motivado pelo quê?


2. As pessoas podem ver em você a mesma qualidade de amor que Jesus Cristo demonstrou enquanto
servia às pessoas?
3. Para você, os atos de serviço são uma ocupação ou um ministério?

6
Lição #02

ESTUDAR É SERVIR2
Texto Bíblico: 1 Timóteo 4.13

“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá”.


(Almeida Corrigida e Fiel – ACF)

“Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino”.


(Nova Versão Internacional – NVI)

“Enquanto você espera a minha chegada, dedique-se à leitura em público das Escrituras Sagradas, à
pregação do evangelho e ao ensino cristão”
(Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH)

INTRODUÇÃO
Acredito que faz parte da vida do cristão o estudo da palavra de Deus! Por mais que seja atribulada a
vida de uma pessoa sempre se faz necessário o estudo e a reflexão das Escrituras.

1- SER CRISTÃO É SABER SER SÁBIO E USAR TODO O TEMPO DISPONÍVEL PARA
FALAR DE DEUS

E as oportunidades aparecem sempre. Elas surgem no


trânsito, no transporte, na escola, no trabalho, no lazer e na própria
igreja, enfim, em tudo. Só que muitas vezes o cristão não está
Manejar bem as preparado para falar de Cristo; a sua insegurança não o ajuda a ser
Escrituras Sagradas um divulgador, um pregador da obra da salvação das almas.

NÃO É SÓ UM Acredite, o mundo é sedento para ouvir a voz de Deus, basta que
ATRIBUTO do pastor; cada cristão aceite o desafio de estudar e se preparar para falar e
mostrar os mistérios da fé. Leitura: Provérbios 2.1-10.
mas, de todos os
Para cada cristão existe um ministério, um lugar que precisa dos seus
membros da igreja.
conselhos, de sua sabedoria e, principalmente, de sua atitude. Nossa
inspiração e fé precisam ser vistas, mas, para isso, precisamos do
preparo, do estudo e dedicação e a sabedoria do Espírito Santo.

Manejar bem as Escrituras Sagradas não é só um atributo do pastor; mas, de todos os membros da igreja.
Particularmente, gosto de ver aquelas Bíblias “surradas” de vários estudos e, aquela mão hábil que abre
corretamente, no lugar certo, para Palavra certa, para a ocasião certa.

Acredito que Deus gosta quando falamos Dele para alguém e, mais ainda, quando essa pessoa vê o Deus em
nossas atitudes. Leitura: 2 Timóteo 2.20-21.

2- ESTUDAR PARA TUDO E PRINCIPALMENTE PARA MELHOR SERVIR

Cada trabalho feito na Igreja ou mesmo fora dela em nossas vidas cotidianas devem ser feitos com
muito esmero, “ESTUDAR” é a definição para “se preparar, aplicar o espírito da inteligência e reter habilidades;
observar é examinar, ser cuidadoso com as propostas”.

2
Por: Sérgio Pereira de Morais. Professor e Líder do ministério de ensino da Igreja Batista Betel.
7
Está é a definição do verbo estudar e, creio que também pode ser a definição para uma boa vida cristã. Tenho
muito orgulho quando dizem para mim que os crentes batistas são pessoas de muito estudo e preparadas,
isso é algo que precisa ser expandido!

Cristo sempre incentivou que as pessoas que o seguissem, fossem preparadas e dispostas aos desafios que a
vida impõe e para isso, o preparo é fundamental. Leitura: Mateus 13.47-52.

Deixe Jesus fazer a pescaria. Mas, prepare bem a sua rede e esteja capacitado para lançar ela ao mar quando
o mestre mandar!

3- ESTUDE E ESTIMULE
Leitura: 2 Pedro 1.16

Para obter uma vida cristã plena, o crente precisa de dedicação e estudo. Cada vez mais as facilidades
de comunicação colocam as Escrituras em aparelhos como celular, relógios e etc; a facilidade de ter tudo na
“nuvem”3, não deve nos atrapalhar, mas sim, nos ajudar a falar de Deus.

Agora, às vezes, onde a internet não entra e nem outras formas de comunicação propagada chega, o homem
preparado tem que se mostrar presente! Por isso o estudo é fundamental, o cristão deve ser um mensageiro
preparado, sempre pronto para compartilhar as boas novas do evangelho; levar esperança para os
desesperados; conforto e paz para as almas aflitas; e, anunciar o plano de salvação de Deus para os perdidos.

O Estudo também gera regras de conduta. Portanto, esteja sempre disposto a aprender mais e, ser
reconhecido como modelo para a sociedade, um servo verdadeiro de Cristo que maneja com graça e sabedoria
todos os instrumentos que irão lhe ajudar a divulgar o Nosso Redentor – Jesus Cristo.

Tendo em vista que você é cristão, o que você precisa refletir é: Que tipo de relação desejo ter com o Cristo?
Superficial ou plena? Se sua resposta é ter uma relação plena, isso exige preparo e dedicação de sua parte.
Mas, fique tranquilo, neste processo, Jesus, aquele ele venceu o mundo te ajudará em seu aprimoramento.
Leitura: 1 Coríntios 4.1,2

CONCLUSÃO

Seja um crente que esteja sempre preparado para falar de Deus e em qualquer situação e sempre que a
oportunidade aparecer mas, para isso, ore sempre, consagre, estude e, quando Deus te der a oportunidade
não fuja dela. Acredite, Deus quer sua participação e testifique sua fé da melhor forma possível.

APLICAÇÃO

1. Ponha propósitos de estudo na sua agenda e na Bíblia.


2. Deixe sempre uma ou duas mensagens prontas perto de si com assuntos ligados a alegria e tristeza.
E não fuja dos desafios de Deus.
3. Você já leu a Bíblia inteira alguma vez em sua vida?
4. Fique feliz com os desafios, isso é um sinal que Deus está te usando.

BIBLIOGRAFIA

BUDD, luann. Como Colocar suas ideias no papel. São Paulo: Vida, 2002.
GEORGE, Jim. Um Homem Segundo o Coração de Deus. São Paulo: United Press, 2007.
PIPER, John. Supremacia de Deus na pregação. São Paulo: Shedd Publicações, 2003.

3
“Nuvem” – linguagem da área da Tecnologia da Informação (TI), usada para se referir a arquivos armazenados em servidores externos,
cujo o acesso pelo usuário se dá via internet.
8
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Mateus 1 e 2 Sexta: Mateus 9 e 10

Lição #03 Terça: Mateus 3 e 4


Quarta: Mateus 5 e 6
Sábado: Mateus 11 e 12
Domingo: Mateus 13 e 14
Quinta: Mateus 7 e 8

SERVIR É APLICAR E DESENVOLVER OS DONS


ESPIRITUAIS4
Texto Bíblico: 1 Pedro 4.10
“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de
Deus”

INTRODUÇÃO

O nosso mundo emprega vários critérios para avaliar a grandeza de alguém. É grande quem exerce
muito poder sobre os semelhantes; quem ocupa alta posição social; quem dirige uma grande empresa; quem
conseguiu reunir riquezas e posses; quem realizou uma façanha muito difícil; quem goza de grande
popularidade junto ao público.... De modo geral, as pessoas tendem a achar que “ser grande” significa poder
controlar muitas pessoas ou recursos. Mas, Jesus aperta o botão “desliga” dessa ideia: “... Não será assim
entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vós deverá ser servo; e quem quiser ser o
primeiro deverá ser escravo de todos” (Marcos 10.35-45). Jesus é o modelo a ser seguido por todo cristão.
Até mesmo a escolha de Jesus quanto aos lugares onde escolheu viver – Belém, Nazaré e outras localidades
na Galileia – revelam a natureza serviu de Jesus. Afinal eram vilas pequenas e de gente simples, a maioria
pobres e gentios.

“Servir é um mandamento recíproco, e põe em


destaque o fato que o N.T. não reconhece, para a
igreja, uma hierarquia de dominadores”.

O serviço ao próximo é um dos maiores indicadores da nossa espiritualidade e maturidade. Pessoas cheias de
Deus amam servir, pois entendem que isso é parte do propósito da vida. Se, de fato, entendemos a razão
pela qual Deus colocou-nos neste mundo, teremos prazer no serviço a Deus e ao próximo.

Quando servimos, agradamos o coração de Deus, porque decidimos que a nossa vida não estará focada em
torno de nós mesmos e sim, em torno do outro e de Deus, exatamente como Jesus ensinou em Seus dois
grandes mandamentos (Mateus 22.36-39). Não podemos servir sem amar. Ame servir!

1- A DINÂMICA E O FUNCIONAMENTO DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO


A igreja como corpo de Cristo, e não prédios, é um organismo vivo formado por pessoas, e, é
comparada a um corpo humano composto de vários membros. A semelhança do corpo humano, todas as
partes da igreja, o corpo de Cristo, funcionam de modo harmônico e interdependentes, de tal forma que, não
há um membro do corpo mais importante do que outro, ainda que aparentemente pareça existir algum.

Nesta maravilhosa metáfora mostra que na igreja de Jesus, o Espírito Santo, age distribuindo aos seus
membros todos os dons espirituais (1 Coríntios 12.7,11), necessários para o seu desenvolvimento, edificação
e cumprimento de sua missão no mundo. Com esta ação do Espírito Santo, o corpo de Cristo, fica claro que
todo membro do corpo possui pelo menos um dom espiritual. Como consequência não há uma pessoa,
membro do corpo de Cristo, que possua todos os dons espirituais (nem os pastores), e que os dons são

4
Por: Nivaldo Pereira da Silva. Diácono e Membro da Igreja Batista Betel.
9
distribuídos visando a edificação mútua e benefício comum do corpo. Conclui-se que para cada membro do
corpo de Cristo, há um lugar para servir através da aplicação de seu dom espiritual.

2- O CHAMADO E O MANDAMENTO PARA SERVIR


O apóstolo Paulo instruí a igreja da região da Galácia que os membros devem servir uns aos outros –
“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da
carne: ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor (Gálatas 5.13). O apóstolo Pedro também
apresenta esse mandamento: “cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando
fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1 Pedro 4.10).

Servir uns aos outros mediante o amor, significa que livre e espontaneamente nos dispomos a realizar, a favor
dos irmãos, qualquer serviço necessário ou útil ao seu bem-estar espiritual, emocional, mental ou físico. Com
o verbo que ele emprega ao enunciar o mandamento, Pedro indica que devemos “ser garçons” uns dos outros.
Paulo usa um verbo ainda mais forte: devemos “ser escravos” uns dos outros. Isto significa que devemos dar
aos interesses e às necessidades dos irmãos, aquela importância que um escravo precisa dar à vontade do
seu senhor.

Tornar-se servo em relação aos irmãos é uma servidão que o cristão verdadeiro impõe a si mesmo, sendo
esta, uma das melhores e mais naturais maneiras de expressarmos nosso afeto e amor. Servir é um
mandamento recíproco, e põe em destaque o fato que o N.T. não reconhece, para a igreja, uma hierarquia
de dominadores. Os líderes, muito embora, possuam autoridade espiritual na igreja, em geral são escolhidos
principalmente para servir de modo especial. Tornar-se servo dos irmãos, exige abnegação e sacrifício. O
servir uns aos outros ocupa tempo e energia, conforme 1 João 3.16.

3- MODOS DE SERVIR
• Levarmos os fardos pesados uns dos outros (Gálatas 6.2);
• Compartilharmos, com aqueles que nos ensinam a Palavra de Deus, coisas boas que possuímos
(Gálatas 6.6);
• Sermos mutuamente hospitaleiros (1 Pedro 4.9);
• Empregarmos os dons espirituais em benefício dos irmãos (1Pedro 4.10);
• Ajudar materialmente o irmão necessitado (Tiago 2.15-16)

CONCLUSÃO
O mandamento de servir é de grande importância para a igreja, o corpo de Cristo. Tornando-nos
servos uns aos outros, demonstraremos, de maneira prática, diante do mundo e dos irmãos, que nos amamos
uns aos outros. Observação: O prêmio no tribunal de Cristo, será outorgado por obras realizadas (SERVIR),
e não por conhecimento armazenado (2 Coríntios 5.10).

APLICAÇÃO
1. Você se sente como parte do Corpo de Cristo na igreja local? Explique.
2. Você está servindo e contribuindo para a edificação da igreja como Corpo de Cristo?

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo
que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (1 Coríntios 15.58)

BIBLIOGRAFIA
PAES, Carlito. Bom dia Jesus: uma jornada inesquecível pelos evangelhos. S. J. dos Campos: Inspire, 2017.
DARRELL, Robinson W. Igreja: celeiro de dons. Rio de Janeiro: JUERP, 2000.
BAILEY, Lowell. 25 segredos para derrotar a crise de comunhão. Santa Bárbara D’Oeste: SOCEP, 2002.

10
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Mateus 15 e 16 Sexta: Mateus 23 e 24
Terça: Mateus 17 e 18 Sábado: Mateus 25 e 26
Lição #04 Quarta: Mateus 19 e 20 Domingo: Mateus 27 e 28
Quinta: Mateus 21 e 22

CULTUAR É SERVIR5
Texto Bíblico: Lucas 7.36-50

INTRODUÇÃO
O conceito de serviço nunca soou muito bem em nossa
cultura latino-americana de ser. Temos medo, vergonha e
chegamos a acreditar que seja um absurdo servir o outro. Não
faltam desculpas para justificar o nosso mal-estar em servir. Dentre Cultuar e servir são
tantas, a de que fomos tão explorados por nossos colonizadores verbos
portugueses, que a simples menção da palavra servo nos causa
arrepios. Podem até ter algum fundamento essas desculpas, no
INDISSOCIÁVEIS para
entanto, quando aceitamos Jesus Cristo como Senhor e Salvador o crente em JESUS
de nossas vidas, nascemos de novo, e quaisquer traumas e
vícios de uma vida antes de Jesus, podem ser totalmente
curados ao desfrutarmos da nova vida com ele. Ele mesmo, nosso
Senhor e Salvador, nos dá belos exemplos e nos exorta de que
devemos servir uns aos outros, “quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem
quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido,
mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.43-45). Cultuar e servir são verbos
indissociáveis para o crente em Jesus. Não há outra escolha, a não ser, servir a outro senhor, o que é
inadmissível para Deus (Ex 20.3). Sim, o Filho de Deus, o próprio Deus encarnado, é nosso maior exemplo do
que é ser servo. Para nosso estudo de hoje, vamos partir de um exemplo de adoração que comoveu Jesus, do
qual retiramos preciosas lições para nossa postura de servo-adorador, evangelho de Lucas 7.36-50:

“Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se à mesa. Ao saber
que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’,
trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando,
começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-
os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se
este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma
‘pecadora’”. Então lhe disse Jesus: “Simão, tenho algo a lhe dizer”. “Dize, Mestre”, disse ele. “Dois
homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum
dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?”
Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. “Você julgou bem”,
disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: “Vê esta mulher? Entrei em sua
casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas
lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher,
desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com
óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe
foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”.
Então Jesus disse a ela: “Seus pecados estão perdoados”. Os outros convidados começaram a
perguntar: “Quem é este que até perdoa pecados?” Jesus disse à mulher: “Sua fé a salvou; vá
em paz”.

5
Por: Rubens Oliveira. Ministro de Adoração e Artes da Igreja Batista Betel.
11
COMO ADORAR E SERVIR?
1- RECONHECENDO QUE JESUS É SENHOR
Eis o primeiro ato dessa serva-adoradora. Ela sabia que estava diante do Senhor e Salvador de sua vida e “se
colocou atrás de Jesus, a seus pés”. Não lhe caberia outro lugar, pois estava diante daquele que é Santo, e a
aceitava mesmo sendo pecadora. Assumiu seu constrangimento diante daquele que merecia sua submissão.
Ignorou protocolos diante do Senhor dos senhores. Muito provável que em sua mente só lhe restava essa
atitude. Superou todos os traumas e preconceitos pelos quais era oprimida, porquanto era mulher (o que
naquela cultura de extremo machismo era muito comum) e aos olhos de todos ali, pecadora. Era uma estranha
naquele ninho (penetra), totalmente deslocada ali naquele ambiente. O convidado era Jesus, e o anfitrião, um
fariseu (importante líder religioso). Mas Jesus não lhe era estranho. Supostamente, seguia Jesus e buscava
estar perto dele e sabia por onde ele andava. Ela o reconhecia, e isso bastava-lhe para prostrar-se a seus pés
e não temer represálias, porque o único que a poderia julgar, muito pelo contrário, a deixava totalmente à
vontade para adorá-lo, derramando diante dele não só a oferta que lhe trazia, mas o seu próprio ser era ali
exposto diante dele, o Senhor, e diante de todos que ali estavam.

2- RECONHECENDO QUE JESUS É SALVADOR

Não bastava o “mico” de prostrar-se aos pés de Jesus, ela o adorava (servia) em lágrimas, chorando. Era
impossível conter-se diante daquele que perdoa pecados. Ao ser admitida e aceita diante do Salvador, ela
expõe-se por inteiro, sem máscaras ou em tentativas de se passar por qualquer outro. Ela não era qualquer
outro naquele recinto, ela era a pecadora. A mais inadequada de todos toma a única postura que lhe cabia.
Não tinha escolha. Era só se jogar em prantos diante do seu Salvador, e adorá-lo derramando-se diante dele.
Expunha a sua vergonha, seu constrangimento diante daquele que sabia quem ela era por inteiro e do tanto
de peso que ela carregava por tamanhos delitos que lhe causavam remorso e dor. O perdão veio dele, e é
diante dele e somente dele, que se humilhou, e coisa alguma dentro de si ou ao seu redor, seria suficiente
para inibir adoração e serviço ao seu Salvador.

3- OFERTANDO O MELHOR

Não existe medidas para quem é dono de todas as coisas. Qualquer um de nossos padrões torna-se efêmero
diante de Jesus. Ele não precisava de aduladores, no entanto, procura adoradores. E no quadro descrito por
Lucas, isso fica bem claro. Jesus era recebido com honra de hóspede, era convidado para um jantar na casa
de uma importante autoridade política-eclesiástica. Não obstante, quem toma a atitude de servi-lo é uma
intrusa, uma furona, uma penetra, uma pecadora. Imagine, por um instante a sua postura no lugar de Jesus:
você é convidado para um jantar com toda a pompa (característica bem peculiar de um fariseu) e quem lhe
recebe à mesa é uma mulher, pecadora e que não tinha sido convidada pela família... captou? Naturalmente
um servo do fariseu faria esse serviço. Jesus não estava clamando por atenção e cuidados. Mas,
subitamente, alguém que não devia estar ali é que toma a iniciativa de servir e adorar, e para isso, oferece-
lhe, após lavar-lhe os pés com suas lágrimas e enxugá-los com seus próprios cabelos, um frasco de alabastro
com perfume, uma prodigalidade da perfumaria da época. Uma espécie de Armani e Balenciaga,
exageradamente derramada para perfumar os pés de Jesus. Uma extravagância interpretada como desperdício
por aqueles que bajulavam o Mestre. Assim são desconstruídos os padrões diante de Jesus. O máximo que
fazemos desvalora-se e desatende as expectativas daqueles que permanecem inertes diante de Jesus,
preferindo julgar os outros a adorar e servir. Desses, Jesus não precisa, e nada espera, a não ser que sirvam
de exemplo de como não deviam se comportar. Ao oferecer primeiramente a si mesma, e depois, o que tinha
de mais valioso, a pecadora do evento bíblico exemplifica para todas as futuras gerações como deve ser o
nosso culto e serviço ao Senhor e Salvador de nossas vidas. Na narrativa de Marcos, a sentença de Jesus é
irrefutável: “Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o
que ela fez será contado em sua memória.” (Mc 14.9)

12
LIÇÕES PARA O SERVO-ADORADOR

Cultuar é servir, porque ao reconhecermos que Jesus é Senhor, escolhemos cultuá-lo e servi-lo, atinando que
nada pode ser mais importante que ele em nossas vidas. Traumas, sentimentos e ressentimentos são nada
diante do nosso Senhor ao fazer de nós uma nova criatura. Cultuar é servir, porque o ser perdoado, salvo e
transformado por Jesus, não consegue ter outra atitude senão de gratidão e prontidão diante daquele que
perdoa seus pecados e deles não se lembra mais. Cultuar é servir, porque é um privilégio prostrar-se aos pés
de Jesus e nos oferecermos àquele que se deu primeiro por nós a fim de habilitar-nos para a vida eterna junto
dele. Para Jesus não existe serviço bom ou ruim, digno ou indigno, há, no entanto, servo bom e fiel e o servo
inútil (Mt 25.14-30). Diante do exposto qual é a sua atitude?

APLICAÇÃO
1. A sua atitude ao cultuar a Deus é como a do fariseu ou da mulher “indigna”? Explique.
2. Se Deus fosse atribuir uma nota pelo tipo de serviço de culto que você presta à Ele, que nota Deus
lhe daria de 0 a 10? E por quê?
3. Como ou onde você pode servir para cultuar a Deus com excelência?

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". (João 4.24)

13
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Marcos 1 e 2 Sexta: Marcos 9 e 10
Terça: Marcos 3 e 4 Sábado: Marcos 11 e 12
Lição #05 Quarta: Marcos 5 e 6 Domingo: Marcos 13 e 14
Quinta: Marcos 7 e 8

TECNOLOGIA A SERVIÇO DO REINO DE DEUS6


Texto Bíblico: Atos 2.42; Hebreus 10.24-25
“Todos se dedicavam de coração ao ensino dos apóstolos, à comunhão, ao partir do pão e à oração”.
(Atos 242)
“Pensemos em como motivar uns aos outros na prática do amor e das boas obras. E não deixemos de nos
reunir, como fazem alguns, mas encorajemo-nos mutuamente, sobretudo agora que o dia está próximo”.
(Hb 10.24-25)

INTRODUÇÃO
Deus nos criou a sua imagem e semelhança e com isso, muito provavelmente, herdamos a capacidade
de sermos seres criativos. A possibilidade de ser criativo é o que nos diferencia, nos distância e, nos torna tão
especiais em relação aos demais seres criados por Deus. Isso traz uma série de benefícios, mas também,
algumas consequências. Mas quais são, ou quais poderiam ser, os efeitos positivos e negativos de tamanha
abundância de tecnologia quando pensamos em nosso culto diário, nosso devocional e em nossa rotina de
adoração como igreja?

A igreja e sua missão duradoura de levar as Boas Novas até os confins da terra são conceitos imutáveis
(Mateus 28.19,20; Atos 2.42). Os padrões e recursos disponíveis foram transformados pela imprensa, pelo
rádio e pela televisão. Satélites, computadores, a internet e os smartfones dinamizam mais e mais o mundo
em que nós vivemos. Basta sabermos como utilizar toda essa capacidade e abundância de recursos de forma
sábia.

“A geração atual passa muito menos tempo ao ar livre,


numa tendência em ignorar cada vez mais uma
disciplina e rotina espiritual de leitura e gasta mais e
mais de seu tempo em futilidades”

1- A CRIATIVIDADE HUMANA NA PRODUÇÃO TECNOLÓGICA


Para alguns pesquisadores, como o neurocientista David Eagleman (2019, The Creative Brain): “a
criatividade não significa inventar algo novo a partir do nada, mas remodelar o que já existe, dando uma nova
roupagem ou criando uma nova imagem para algo existente”. E nesse mesmo contexto, a ciência presta-se
como ferramenta nessa “descoberta de algo que, na verdade, ainda não havia sido descoberto”. Assim,
podemos entender que a criatividade é, na verdade, a capacidade de desvendar, formular ou fazer saber algo
que sempre existiu, mas não havia sido notado até então.

Podemos dizer que hoje não existe nenhuma parte da sociedade que não tenha sido afetada pela rápida
expansão da tecnologia, especialmente a inteligência artificial. Graças a engenhosos inventores e
pesquisadores o mundo experimentou mudanças radicais em dinâmica e em seu estilo da vida diária. São
aparelhos domésticos, eletrônicos e aplicativos que facilitam nossa rotina diária. Sem levar em conta a
motivação comercial que fomentou grande parte dessas invenções. Hoje, a nossa vida é muito mais cômoda
do que a de nossos antepassados. Temos energia elétrica, gás, utensílios, internet e smartfones que facilitam
o nosso dia a dia. Apesar disso, a tecnologia, ou a criatividade humana, sempre esteve a serviço do Reino,
para quem soube fazer o bom uso dela.

6
Por: Carlos Ramirez, Membro da Igreja Batista Betel.
14
2- UMA RETROSPECTIVA DO USO DA TECNOLOGIA A SERVIÇO DO REINO
Podemos encontrar uso da tecnologia em diversas narrativas bíblicas:
• Noé construiu uma arca (uma embarcação) e assim, preservou a raça humana – “Noé fez tudo
exatamente como Deus lhe havia ordenado” (Gênesis 6:22).
• Salomão usou pedreiros, carpinteiros, ourives e agrimensores; o melhor que Israel tinha a oferecer
em termos de tecnologia para construir o templo.
• Davi usou uma funda. Uma arma que utiliza conceitos básicos da física mecânica para disponibilizar
mais energia ao projétil (pedra). Embora não tecnologicamente rebuscada, foi o que Deus usou para
matar Golias.
• Paulo usou tecnologia de transporte da época para viajar e pregar por todo o Mediterrâneo. Ele
rascunhou dezenas de cartas e as enviou-as a diversas igrejas. Hoje temos aviões, Skype, Twitter,
blog, sites, páginas e aplicativos.

3- A TECNOLOGIA NOS DIAS DE HOJE


Segundo Newport (2016) “as atividades mais minuciosas, aquelas que requerem horas de
concentração e foco, são cada vez mais raras e valiosas em nossa cultura. O grau de concentração necessário
para realizar determinadas atividades é difícil e raro, pois estamos vivendo em um mundo de distrações”.

Se a distração pode dificultar até as atividades no ambiente de trabalho, poderia também dificultar a nossa
vida espiritual? A velocidade com que algo novo surge e, tão logo, se torna obsoleto parece ter se tornado
nosso estilo de vida: a capacidade de concentração é tão curta, rápida, como um piscar de olhos.

Um dos maiores vilões em nossas vidas somos nós mesmo: o tempo que gastamos com a tecnologia; quanto
tempo passamos olhando para nossos telefones e smartfones? A falta de percepção de alguns em relação ao
tempo gasto em smartfones chega a afetar a produtividade em seus empregos. A geração atual passa muito
menos tempo ao ar livre, numa tendência em ignorar cada vez mais uma disciplina e rotina espiritual de leitura
e gasta mais e mais de seu tempo em futilidades. Por causa de distrações nossas mentes vagam quando
estamos lendo ou quando estamos em oração, e para alguns, é extremamente difícil manter a atenção num
culto de quarenta minutos.

A comunhão também é afetada. Na igreja, por exemplo, a participação e comunhão com irmãos no corpo
de Cristo é uma atividade vital na prática e dinâmica da vida cristã. Hoje, com a internet, podemos acessar
uma quantidade praticamente ilimitada de conteúdo e ensinamento bíblicos: programas em rádio, televisão e
Internet (site, blog, podcast).

O que seria mais apropriado para a igreja da era digital então? Por que seu celular ou tablet não pode ser seu
líder de adoração? Porque não ter um pastor virtual ou participar exclusivamente de fóruns para compartilhar
e ter comunhão com outros irmãos? A resposta é simples: não foi assim que Deus planejou!

Esse movimento de crente que vaga solitário não é novidade, já existia durante o período em que o NT fora
escrito. O Novo Testamento de forma geral enfatiza a importância da existência e da dinâmica de igrejas locais.
Paulo durante o seu ministério repetidamente reforçou a necessidade de nos reunirmos como igreja.
Paulo ainda nos ensina que todo crente deve estar sob a proteção e cuidado da liderança da igreja local. Sob
cuidado de homens piedosos a serviço do Reino para pastorear o rebanho: encorajando, admoestando e
ensinando.

Em Hebreus 10.24-25 isso fica muito claro e evidente o porquê da ordenança de que todo crente deva fazer
parte de uma igreja local. Muitos no movimento dos “desigrejados”, foram induzidos pela tecnologia para
tomarem a decisão de não participarem de igrejas locais. Sim, pode ter ocorrido algo a mais, mas, a
possibilidade de assistir um culto de sua casa ajudou essa decisão.

Ainda dentre os “desigrejados”, há aqueles que se auto denominam cristãos, mas que nunca foram e nem
sequer pensam em ser batizados; muitos que têm muito pouco ou nenhum interesse em participar da ceia do
Senhor. E outros incontáveis professos crentes que adotaram uma mentalidade de puro consumismo em
relação à igreja, onde a necessidade de comunhão ou de batismo jamais serão prioridades em suas vidas,
bastando apenas, assistir a eventos online.
15
CONCLUSÃO
Os seres humanos podem ser vistos inicialmente como criadores de tecnologia, mas sempre haverá
uma forte tendência ao mal uso da mesma devido a velocidade e quantidade de tecnologias disponíveis. Hoje
muito se fala em estamos conectados ou na hiper-conectividade; há muitos recursos disponíveis, mas eles
também podem ser um risco iminente como fonte de distração quando mal utilizados.

A mente humana sempre será induzida a focar numa tarefa de mais fácil realização, seja ela qual for. Algo
que requer menos esforço sempre tenderá a tomar espaço na nossa mente, se tornando uma distração e,
consequentemente, uma fonte de procrastinação (o ato de sempre deixar para depois; de adiar; de
protelação).

Assim como a nossa luta contra distrações ou má utilização de nosso tempo, também precisamos lutar contra
tendências que a tecnologia nos induz: de nos isolarmos, seja em relação a participar de uma igreja local (de
se isolar de uma igreja local, e se desigrejar) ou, até mesmo, de deixar de participar ativamente dentro de
nossa própria casa. Não podemos rejeitar a nossa identidade de igreja que somos em Cristo, estamos unidos
em amor, fé e propósito. O batismo e a comunhão são expressões públicas de essa unidade.

A igreja local pode ser vista como um local de prestação de contas. A comunhão entre crentes e a prática da
disciplina na igreja são salvaguardas para aperfeiçoamento, purificação e crescimento espiritual. Além disso,
a nossa propensão de seres caídos é sempre a de interpretar as Escrituras de acordo com as nossa preferências
pessoais.

Outro efeito negativo proporcionado pela tecnologia é quanto ao afastamento e superficialidade cada vez maior
nos relacionamentos. Mas devemos sempre nos lembrar que todos os cristãos são projetados para funcionar
como membros do corpo de Cristo (1 Coríntios 12.12-14). Órgãos e membros humanos não sobrevivem se
desconectados do corpo a que pertencem. O mesmo vale para pessoas pertencentes ao corpo de Cristo. “Da
mesma forma que nosso corpo tem vários membros e cada membro, uma função específica, assim é também
com o corpo de Cristo. Somos membros diferentes do mesmo corpo, e todos pertencemos uns aos outros”.
(Rm 12.4–6)

APLICAÇÃO
1. Tempo é algo que não temos em tanta abundância, mas é algo que gastamos com futilidades.
2. Por que passamos a maior parte do nosso tempo distraídos com coisas superficiais? Podemos ajustar
a nossa vidas e eliminar distrações desnecessárias?
3. Que nossa oração seja sempre um clamor, um pedido à Deus para que nos ajude, como igreja, a nos
esforçarmos a utilizar toda a tecnologia disponível em nossa caminhada em santidade e, em
conformidade aos desígnios e propósitos de Deus em relação à sua igreja. Que o nosso servir possa
sempre agradar à Deus, assim como Ele deseja ser adorado, engrandecido e louvado.

MEMORIZE AS ESCRITURAS
"Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. ‘Tudo me é permitido’, mas eu não deixarei que nada domine’”.
(1 Coríntios 6.12)

BIBLIOGRAFIA
NEWPORT, Cal: “Deep Work - Rules for Focused Success in a Distracted World”. Grand Central Publishing,
2016.

16
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Marcos 15 e 16 Sexta: Lucas 7 e 8
Terça: Lucas 1 e 2 Sábado: Lucas 9 e 10
Lição #06 Quarta: Lucas 3 e 4 Domingo: Lucas 11 e 12
Quinta: Lucas 5 e 6

SERVIR NÃO TEM IDADE7


Texto Bíblico: João: 13:1-20

INTRODUÇÃO

Jesus estava pronto para consumar seu ministério na terra junto aos homens, já havia feito sermões
que deixaram as pessoas que o ouviam em estado de êxtase (Mateus 5,6 e 7, sermão da montanha), já havia
feito vários milagres diante das pessoas (Mateus 9.8-34, dentre outros) e de seus discípulos (Marcos 6.45-
52), aquele triênio foi de formação teórica e prática intensa aos seus discípulos, contudo ainda não tinha sido
suficiente.

CONTEXTO

Próximo daqueles dias que antecederam a sua condenação e morte na cruz, apesar de todo ensino e exemplo
pessoal de Jesus, ainda havia discussões um tanto quanto inoportunas entre eles, como sobre quem dentre
eles seriam os maiores no Reino celestial junto de Deus no futuro. Mas antes da última ceia juntos, mesmo
havendo pouco tempo, Jesus lhes dá mais uma lição, e esta, especificamente dirigida aos seus discípulos os
quais seriam a base da sua igreja, isto é, aqueles que seriam os nossos precursores como cristãos salvos pela
graça nos dias de hoje, a saber: Antes importa servir do que ser servido João 13.12-17.

1-NÓS IGREJA NOS DIAS DE HOJE, DEVEMOS SERVIR AO PRÓXIMO


Marcos 12.29-31 “...e Jesus respondeu-lhe: O
primeiro de todos os mandamentos é: Ouve ó Israel, o Senhor
nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu
Deus de todo o teu coração, e toda a tua alma, e de todo o “Nunca deu nada a ninguém,
teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro
quem NUNCA deu de si
mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás a
teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento pra alguém”.
maior que estes”. Jesus foi bastante enfático quanto ao amor
ao próximo, pois ele nos diz que um novo mandamento vos
dou, então acrescenta aos dez mandamentos ”... e amarás a
teu próximo como a ti mesmo...”

Nós como seres humanos, somos egoístas por natureza, às vezes até mesmo por instinto de sobrevivência,
queremos tudo para nós, desejamos ser o centro das atenções, cogitamos a todo o instante sermos servido
de tudo e por todos, mas o amor ao próximo reverte esta situação, por isto Jesus foi bastante claro quanto ao
amor ao próximo, inclusive estendendo o conceito de próximo para além das nossas fronteiras familiares, de
membros de nossa congregação, de círculos de amizade, de colegas de trabalho e deixou isso bem claro na
parábola do Bom samaritano (Lucas 10.25-37).

2- COMO ATENDER AO MANDAMENTO DE SERVIR DADO POR JESUS


Se olharmos no espelho e fizermos uma análise verdadeira de nossa vida, conforme a ordem bíblica
“...examinai-vos a vós mesmos... e vedes se já não estais reprovados...” (2 Coríntios 13.5), veremos que
como cristãos estamos muito aquém do ideal do modelo de quem está mais interessado em servir do que ser
servido. O fato é que devemos buscar em Deus, através de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, a capacitação

7
Por: Antônio Luiz Dionizio, Professor do Ensino Municipal e Membro da Igreja Batista Betel.
17
necessária para isto acontecer na nossa vida. Para isso, vamos diferenciar três condições sobre o Espírito
Santo, que embora intimamente relacionadas são bem distintas e necessárias para que possamos pedir ao
nosso Pai Celestial a força necessária para servir ao próximo.

2.1 – O DOM DO ESPÍRITO SANTO

Todo cristão que verdadeiramente se entregou a Jesus para remissão de seus pecados e recebeu a salvação
eterna, recebe o Espírito Santo que naquele exato momento passa a habitar em sua vida, e isto é de graça, é
instantâneo, e esse cristão poderá agora usufruir das benesses do Consolador, Intercessor e Ajudador que é
o Espírito Santo de Deus em sua vida, assim como aconteceu no dia de Pentecostes com os Discípulos Atos
2.1-4.

2.2 – OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Em toda comunidade eclesiástica existem necessidades especiais que esse ou aquele grupo precisam para
desenvolver o culto a Deus, bem como o atendimento fiel aos mandamentos do Pai Celestial em relação aos
fieis desta ou daquela Igreja de Jesus, e assim, surgem os Pastores, os Professores, os Cantores, os Oradores,
os Músicos, os Irmãos da beneficência e tantos outros que com suas capacitações no Espírito servem a Igreja
e também ao próximo a todo o tempo para o bem da causa e glória de Deus, assim capacitados pelos Dons
do Espírito Santo.

2.3 – O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Gálatas 5.22-23, “Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,
mansidão, e domínio próprio. Contra estas coisas, não há lei”.

Vemos aqui a chave para uma vida de muita riqueza nos nossos relacionamentos. Se você é salvo em Cristo
Jesus, você tem o Espírito Santo habitando em ti, então você pode lançar mão do fruto do Espírito que é
formado de nove características, as quais vão lhe dar a capacidade de servir a Igreja e principalmente ao
próximo como deseja o Senhor Jesus. E se você não se sente capaz é só pedir em oração sincera a Deus
através de Seu filho Jesus tal capacidade.

Note que essas características do fruto do Espírito se referem sem as condições de relacionamentos
interpessoais veja; Ser Longânime é ser paciente com o próximo, ser Bondoso é ser bom com seu próximo,
ser manso é não revidar uma possível ofensa de seu próximo, ter o amor, aqui o Ágape, é amar seus amigos
e possíveis desafetos também, ser benigno é ser profundamente generoso de si para com o próximo. Lembre-
se: nunca deu nada a ninguém, quem nunca deu de si pra alguém.

CONCLUSÃO
Jesus foi o nosso maior exemplo de servo fiel, primeiro abandonou a sua condição de Deus junto ao Pai para
servi-lo vindo ao mundo, se fazendo homem, para nos resgatar do pecado; segundo, dedicou-se integralmente
a missão dura e difícil de morrer na cruz por nós pecadores e não merecedores desta graça; terceiro, usou
todos os seus dons Divinos para atender as necessidades físicas e espirituais daqueles que dele se
aproximavam, por isso, nós como crentes em Cristo temos o dever de servir a todo tempo e fora de tempo a
Igreja e ao próximo, buscando nos encher do Espírito Santo, para nos tornarmos imitadores de Cristo com
estatura de varão perfeito que é sempre a vontade de Deus Pai.

APLICAÇÃO
1. Diga o que você tem feito na sua Igreja local para servi-la?
2. Você tem alguma atividade ou ação que serve a alguém ou a um grupo?
3. Você alguma vez pediu em oração condições para ajudar alguma pessoa?
4. Descreva uma ação que seria possível ser feita pela igreja e você no sentido de servir ao próximo.

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão”.
(Salmo 37.25)

18
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Lucas 13 e 14 Sexta: Lucas 21 e 22
Terça: Lucas 15 e 16 Sábado: Lucas 23 e 24
Lição #07 Quarta: Lucas 17 e 18 Domingo: João 1 e 2
Quinta: Lucas 19 e 20

ARRUMANDO TEMPO PARA SERVIR8


Texto Bíblico: Lucas 9.10-17

“Ao voltarem, os apóstolos relataram a Jesus o que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retiraram-se
para uma cidade chamada Betsaida; mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e
falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura. Ao fim da tarde os Doze
aproximaram-se dele e disseram: "Manda embora a multidão para que eles possam ir aos campos vizinhos e
aos povoados, e encontrem comida e pousada, porque aqui estamos em lugar deserto". Ele, porém,
respondeu: "Dêem-lhes vocês algo para comer". Eles disseram: "Temos apenas cinco pães e dois peixes — a
menos que compremos alimento para toda esta multidão". (E estavam ali cerca de cinco mil homens). Mas
ele disse aos seus discípulos: "Façam-nos sentar-se em grupos de cinqüenta". Os discípulos assim fizeram, e
todos se assentaram. Tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, deu graças e os partiu.
Em seguida, entregou-os aos discípulos para que os servissem ao povo. Todos comeram e ficaram
satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram”.

INTRODUÇÃO

Vivemos em um centro urbano que nos empurra para um senso de urgência que nos impede de parar.
Tanto, que usamos como jargão a frase: “Acelera São Paulo”. Temos tudo tão programado para dar tempo
fazer tudo, que acabamos por não ter tempo para nada ou ninguém, ou simplesmente não queremos correr o
risco de perder tempo mudando nossa agenda em prol de alguém. Só que não há nenhuma possibilidade de
convivência se não houver disponibilidade para parar em função do outro. Para conhecer, para entender, para
servir. Jesus mudou a sua agenda em favor da multidão. Veremos nesse texto de Lucas 9.10-17, atitudes de
Jesus antes do grande milagre da multiplicação.

“Você já pensou nisso? Que você levanta pela manhã


com a grande probabilidade de ser resposta ao
clamor de alguém?”

1- COMPAIXÃO
“Ao voltarem, os apóstolos relataram a Jesus o que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retiraram-se
para uma cidade chamada Betsaida; mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e
falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura”. (vv. 10,11)

Precisamos aprender a mudar a agenda em prol do outro. Talvez o sofrimento do outro não nos afete
ou não seja algo que pelo qual sofreríamos, mas se existe alguém sofrendo, existe no cristão o sentimento de
compaixão por ter consciência do mundo de dor que habitamos e qual o seu dever como agente do Reino de
Deus.

Se haverá família, se haverá gente, se haverá comunidade, se haverá comunhão, haverá alguém disposto a
mudar sua agenda em favor do necessitado, em favor do que chora, em favor do que clama, em favor do
irmão que se cala enquanto pranteia, em favor do que pede seu tempo.

8
Por: Ismael de Jesus. Pastor de Adolescentes e Juniores da Igreja Batista Betel.
19
Grande parte dos nossos desentendimentos é porque a compaixão desapareceu do cenário. Parece que o
sofrimento do outro, já não nos afeta. Terceirizamos a responsabilidade do cuidado, fugimos da
responsabilidade de abençoar a vida de quem sofre em nossa comunidade. Mas se quisermos construir família
e amizades, precisamos de compaixão.

2- ESPERANÇA
“Mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e
curava os que precisavam de cura”. (v.11)

Falar sobre o Reino de Deus para um judeu, era falar sobre o nascimento de uma era de justiça.
Às vezes estamos lutando no nosso dia a dia para fazer tudo certo e com dignidade, ai esbarramos em algo
que é bem resumido na frase de Rui Barbosa que diz: “De tanto ver prosperar a injustiça o cidadão de bem
pode chegar a ter vergonha de ser honesto”. Então começamos a nos questionar: “A quem estou tentando
enganar? Todos os meus propósitos parecem vazios, parece que há uma ferrugem corroendo a sociedade e
por mais que eu procure ser justo, me torno cada dia mais um alvo da injustiça”. Nesse momento entendemos
que existem dias em que nós é que precisamos de auxilio, de alguém que mude a agenda por nossa causa.
Neste momento precisamos do senso de esperança, esperança do verbo Esperançar, que nos movimenta. Para
sabermos esperar, como esperar e prosperar.

Jesus falou sobre o triunfo da justiça, falou sobre a capacidade de prosseguir apesar da resposta ruim que a
sociedade nos dá em troca da nossa busca por justiça. Precisamos dessa esperança, inclusive para continuar
investindo no filho, no marido, na esposa, no casamento que parece ruir, e – até mesmo – na Igreja que nos
frustramos em ser. Precisamos de esperança para investir em nós mesmos. Nesse texto, Jesus nos ensina a
buscar a justiça que deve reinar.

3- SOLIDARIEDADE
“Mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e
curava os que precisavam de cura [...] dêem-lhes vocês algo para comer [...] todos comeram e ficaram
satisfeitos...”

A primeira resposta do Deus Jesus para a vida das pessoas foi curar todos os enfermos. Você já pensou
nisso? Que você levanta pela manhã com a grande probabilidade de ser resposta ao clamor de
alguém? Resposta a oração de alguém? A dor de alguém? Ao desespero de alguém?

Posteriormente, a resposta de Jesus foi dirigida aos discípulos, após os mesmos fazerem uma espécie de
discurso politico ao solicitá-lo que liberasse a multidão. Jesus pergunta aos discípulos o que eles possuíam
(nas passagens paralelas dos sinóticos, Jesus manda-os irem até a multidão para saber o que possuíam para
comer). Ou seja, uma espécie de: “se envolvam, com a multidão, descubram o que possuem”.

Jesus divide o povo em grupos de cinquenta. Você no meio de cinco mil pessoas não é ninguém, você entre
cinquenta possui voz. E aqui aprendemos que não há como saber a real necessidade de alguém sem se
envolver com ela, sem estar mais próximo à ela. Nós cristãos acreditamos em cooperação e não em
competição, acreditamos em comunhão, e não em multidão, nós acreditamos em comunidade. Acreditamos
em um lugar onde as pessoas se conhecem pelo nome.

CONCLUSÃO
É na solidariedade e na cooperação que todos comem. A fé é acreditar no caráter do criador, e o criador
demonstra estar pronto a multiplicar tudo aquilo que estivermos prontos a compartilhar. Na possibilidade de
desacelerar, desacelere. Em alta velocidade enxergamos tudo ao nosso redor como vulto, pessoas são mais
que vultos na existência. Que aprendamos a mudar a nossa agenda em prol do outro, a ter compaixão, a
estimular a esperança tanto em nós como no próximo. Que sejamos solidários e tenhamos a convicção que
podemos ser resposta para vida de alguém. E isso, por si só, já será um milagre precedendo outro. É Deus
nos escrevendo como resposta à oração do necessitado.

20
APLICAÇÃO
1. Como uma pessoa que tem uma agenda lotada de compromissos pode arrumar tempo para servir a
Deus?
2. Aos olhos de Deus, a nossa correria do dia a dia é uma justificativa aceitável para não termos tempo
para Ele e para o nosso próximo?
3. Qual foi a última vez que você se desconectou de tudo (celular, trabalho, amigos, contas...) para ficar
com a sua família e ter um tempo de qualidade?

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros,
ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia”. (Hebreus 10.25)

21
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: João 3 e 4 Sexta: João 11 e 12
Terça: João 5 e 6 Sábado: João 13 e 14
Lição #08 Quarta: João 7 e 8 Domingo: João 15 e 16
Quinta: João 9 e 10

OFERTAR É SERVIR9
Texto Bíblico: Gênesis 14.20; Mateus 22.15.22; 23.23; Malaquias 3

“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de
tudo”. (Gênesis 14.20)

INTRODUÇÃO
O dízimo é bíblico. Em Gênesis 14.20 temos a primeira referência do dízimo na Bíblia. Este fato se deu
cerca de 430 anos antes da Lei ser dada à Moisés no Monte Sinai (Gálatas 3.9-15). Portanto, o dízimo precede
à Lei Mosaica. O dízimo é parte do plano de Deus para a organização de nossa vida financeira. Ele é um ato
de gratidão, uma confissão de propriedade e, uma demonstração clara de confiança na Providência Divina.
Dizimar é uma expressão de fé e misericórdia – em Mateus 23.23 Jesus diz: “Ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de
mais importante na Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer,
sem omitir aquelas”. Observe que Jesus diz que eles, os fariseus, deveriam fazer as duas coisas: serem
dizimistas e exercerem a misericórdia e a fé; até porque, o dízimo é uma questão de fé; e, a prática de
entregar os dízimos, como tudo na vida do cristão, deve ser o resultado de convicção interior acompanhada
de alegria, pois, como escreve Paulo: ”....Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7).

“O caminho bíblico para a bênção é a obediência. A


Bíblia não é um “catálogo” que usamos para
escolher aquilo que queremos e gostamos, enquanto
anulamos aquilo que não gostamos”.

1- O DÍZIMO É UMA ORDENANÇA DIVINA


Uma leitura atenta do evangelho nos mostra que o Novo Testamento é o cumprimento, a extensão, e
não, em nenhum momento, a negação do Antigo Testamento, conforme Mateus 5.17-20. O contraste proposto
por Jesus nesta passagem bíblica de Mateus não é: "abolir a Lei" ou "obedecer a Lei", mas sim, revelar que
Jesus veio ao mundo para restabelecer o verdadeiro significado da Lei, com a autoridade de ser o seu Autor.
Jesus é o único que cumpriu toda a Lei. Para entendermos esta verdade imaginemos uma lâmpada de 200
watts acesa durante a noite, até que chegue a luz do sol, ela ilumina muito bem uma sala. A luz do sol não
anula a luz da lâmpada, mas abrange, vai além, e brilha muito mais. A luz que brilha do alto do Calvário não
anula a lei do Monte Sinai, não a destrói, mas ilumina a sua perfeita compreensão e vai além. No versículo 18
de Mateus 5, Jesus diz que os princípios da lei têm validade permanente. São para ser obedecidos enquanto
houver vida na terra. "Não matarás" é um mandamento da Lei. Ora, alguém vai sair por aí matando porque é
um preceito da Lei do Antigo Testamento? Claro que não! É importante destacar que os preceitos da Lei
cerimonial eram para os judeus (sacrifícios de animais); já os preceitos morais da Lei são por toda a vida –
conforme 1 Timóteo 6.7; 2 Timóteo 3.16,17; Romanos 15.4; Provérbios 3.9,10; 13.11; Eclesiastes 5.15; Ageu
1.4-6.

9
Por: Neusa Maria Pereira de Souza. Servidora Pública Federal, Doula Voluntária, Capelã Hospitalar e Escolar. Dizimista
por mais de 50 anos. Membro da Igreja Batista Betel.
22
Ofertas Alçadas é: “colocar mais alto, erguer, levantar, sobressair”, também é um preceito bíblico, conforme
Êxodo 25.1-8. Naquela ocasião, cada israelita, de acordo com a sua condição financeira, foi conclamado a
ofertar voluntariamente para a construção do tabernáculo do Senhor. É por isso que uma oferta alçada ao
Senhor é uma contribuição voluntária que vai além, extra, ao dízimo.

2- O DÍZIMO É GRAÇA
Em Mateus 23.23 Jesus ensina que a distância entre o dízimo do Antigo Testamento e a contribuição
cristã é a mesma distância entre a Lei e a Graça. A Lei subjuga, a Graça liberta. A Lei pune, a Graça perdoa.
A Lei dá um padrão, a Graça transforma. Para entendermos a posição de Jesus diante do dízimo, precisamos
entender esta relação entre a Lei e a Graça: A Graça excede a Lei (Mateus 14.20); e, a Graça de Jesus Cristo
interpreta a Lei. Acerca da contribuição a Graça nos ensina:

• Pela Lei – os judeus dizimavam 10%;


• Pela Graça – os cristãos dizimam 100%, ou seja:
➢ 10% = $
➢ 90% = vida santa
➢ Se dou 10% e esqueço dos 90% e vice-versa, o meu culto não está completo

O lugar certo para o crente em Jesus entregar o seu dízimo e ofertas é na Igreja. A Igreja tem muitos críticos
e “competidores sociais”, mas, ela não tem substituto. É com a Igreja, pela Igreja e por meio da Igreja que o
Reino de Deus é implementado neste mundo. Jesus não deixou nenhuma outra agência credenciada para
implantar o seu Reino no mundo a não ser a Sua Igreja. O chamado de Deus é para trazer todos os dízimos
ao único local credenciado para recebê-los: Sua Igreja.

3- DIZIMAR É RECEBER BÊNÇÃOS


O caminho bíblico para a bênção é a obediência. A Bíblia não é um “catálogo” que usamos para escolher
aquilo que queremos e gostamos, enquanto anulamos aquilo que não gostamos. Colhemos aquilo que
plantamos. O apóstolo Paulo em 2 Coríntios 9.6-15, resume que a proporção coextensiva entre o semear e o
colher encontra sua expressão no reino espiritual; “Aquele que semeia sobre o princípio das bênçãos, sobre o
princípio das bênçãos colherá”. Este princípio pode ser encontrado em outras passagens bíblicas:

➢ “A bênção do Senhor é que enriquece e ele não acrescenta dores” (Prov.10.22).

➢ “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos
que andam na retidão” (Sal. 84.11).

➢ “A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada” (Sal. 112.2).

Todas estas promessas, e muitas mais, pertencem a todo aquele que crê. Quando andamos nos caminhos do
Senhor, quando vivemos segundo os princípios de Deus e preenchemos as condições traçadas ao longo da
Palavra de Deus, Deus promete derramar bênçãos num grau que não conseguimos contê-las. Antes de nos
apossarmos das bênçãos de Deus, precisamos ser obedientes à Sua Palavra. O Dízimo é uma questão de
obediência e de fé.

Infelizmente, muitos crentes nunca vivenciaram a alegria e realização que vêm como resultado de se dar
dízimos e ofertas para a obra do Senhor. Nunca conheceram a satisfação de honrar a Deus através daquilo
que dão. Como resultado, também nunca conheceram as bênçãos que podem vir sobre todas as áreas de suas
vidas como resultado desta obediência.

Prosperidade Bíblica é muito mais do que dinheiro. A verdadeira prosperidade, baseada na Bíblia, não está
centralizada em dinheiro. Em seu mais completo sentido ela significa, na realidade, “nenhuma necessidade”,
como promete a Bíblia. Nenhuma necessidade significa ter todas as suas necessidades supridas, em todas as
áreas de sua vida. E ao longo da Bíblia, descobrimos que homens e mulheres de Deus, que viveram em
dependência a Deus, não tiveram nenhuma necessidade. “Nenhuma necessidade” é muito diferente de
“nenhum problema”. Heróis da fé, ao longo dos tempos, viveram sofrimentos tremendos, como salientou
fortemente o autor do livro aos Hebreus 11.35-38. Sim, mesmo no meio de um terrível sofrimento como este,
23
a provisão da graça vinda do Senhor significava que aqueles heróis não teriam necessidade. Qualquer pessoa
pode se sentir próspera num clube de campo, mas, o milagre vem quando você conhece a prosperidade dele
no meio da perseguição e da privação. Abraão, Davi e Salomão eram homens de riqueza, posição social e
influência. Contudo, outros claramente não eram ricos. Elias, Eliseu e João Batista podem não ter sido ricos,
todavia eles experimentaram a abundância e não lhes faltava nada porque as suas necessidades eram supridas
sobrenaturalmente. Antes que as bênçãos do Pai comecem a ser derramadas sobre sua vida você deve colocar-
se no lugar onde possa recebê-las. E este lugar é o lugar de entrega.

4- DIZIMAR É SERVIR COM O MELHOR – MALAQUIAS 3


Israel estava roubando o Senhor, não tanto ao reter os dízimos e as ofertas, mas oferecendo ao Senhor
aquilo que era corrompido e inaceitável. O povo achava que retendo o melhor, estavam enriquecendo a si
próprios, mas tudo o que conseguiram fazer foi trazer uma maldição sobre si mesmos.

O Pai não entregou o seu Filho para morrer na cruz para o seu povo terminar vivendo debaixo de maldição.
Não, a intenção dele era de que vivessem na bênção. Mas aqueles filhos rebeldes não conseguiam entender
que o caminho para a abundância era através do ato de dar para Deus as primícias e o melhor. Sendo assim,
ele fez aos seus filhos teimosos uma proposta extraordinária: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para
que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não
vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para
a recolherdes” (Malaquias 3.10). Nesta passagem Deus manda que o provemos. É o mesmo que dizer: “Eu
garanto estes resultados (ou devolvo seu dinheiro)!”. Esta declaração corajosa, feita pelo Senhor era para
chamar a atenção da teimosa Israel. O Deus Todo Poderoso prometeu bênçãos extraordinárias para aqueles
que obedecessem aos três elementos encontrados na frase: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.

a) Deus ordenou que os israelitas levassem os dízimos à casa do tesouro fisicamente, “trazei”. O motivo
dEle pedir isto, era para tornar o ato de dar mais significativo. Por exemplo, se compro um presente
para minha mãe, eu mesmo vou querer entregá-lo para ela, não vou querer enviá-lo pelo correio.
Quando trazemos nossos dízimos para o Senhor, demonstramos a Ele que o amamos;

b) Deus estava requerendo não apenas que eles levassem todo o dízimo, mas também, que dessem as
primícias, o melhor (Prov. 3:9,10);

c) Deus exige que o povo contribua conforme o Senhor ordenara, isto é, que pagassem os dízimos que
deviam a ele;

APLICAÇÃO

1. Por que você acha que Deus quer que os seus adoradores entreguem os seus dízimos à igreja?

2. Digamos que para o Reino de Deus expandir o seu domínio ele dependesse exclusivamente das suas
orações, testemunho e contribuições financeiras. Levando em consideração a sua atual condição o
Reino de Deus iria avançar ou regredir?

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem
dá com alegria”. (2 Coríntios 9.7)

BIBLIOGRAFIA
SOBRINHO, João Falcão. Tudo é Vosso – Estudos de Mordomia Cristã. Rio de Janeiro: Juerp, 2001
RAMOS, Oswaldo. Dízimo & Bênçãos. São Paulo: Imprensa da Fé, 1994.

24
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: João 17 e 18 Sexta: Atos 5 e 6
Terça: João 19 a 21 Sábado: Atos 7 e 8
Lição: #09 Quarta: Atos 1 e 2 Domingo: Atos 9 e 10
Quinta: Atos 3 e 4

ORAR É SERVIR10
Texto: 1 Timóteo 2.1-4

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os
homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e
pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja
que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”.

INTRODUÇÃO

A maioria de nós nunca pensou na oração como um ato de servir, até porque, nem sempre temos a
real compreensão do nosso lugar no corpo de Cristo. Olhamos a Igreja como um corpo social que tem uma
hierarquia onde o cargo mais elevado é o de Diretor, no caso da Igreja, “Pastor Titular”. No mundo coorporativo
esse é realmente o cargo mais elevado, mas e no corpo de Cristo? Qual a mais alta posição a ser ocupada?
Nos dias atuais, em nossa sociedade, todos querem se destacar de algum modo. Existe uma frase que diz:
“Quem não é visto, não é lembrado. E quem é visto, é invejado” (Matheus Dimitru Scutasu). Partindo deste
princípio todos querem ser vistos para se destacar de alguma forma. Mas de acordo com a palavra de Deus,
somos cristãos e o nosso objetivo é ser semelhantes a Cristo (Fp 2.5-8). No evangelho de Marcos 10.45, Jesus
diz o seguinte sobre si: “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a
sua vida em resgate por muitos". Sua resposta a Tiago e João que disputavam os melhores cargos no reino
foi “...aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor; e aquele que quiser ser o primeiro
dentre vós, seja o servo de todos” (Marcos 10.43-44). Enfim, aprendemos com Jesus que todos somos
chamados para servir, inclusive o que tem o cargo mais elevado no corpo de Cristo. Qual o seu lugar no reino?
A resposta é “Servo”.

CONTEXTO DE 1 TIMÓTEO 2

Em 1 Timóteo 2, Paulo dá orientações ao jovem pastor, Timóteo, quanto


a organização da Igreja e a sua atuação a serviço do reino. Neste caso em
específico, ele fala do culto público e o dever de orar por todas as
autoridades. Os cristãos dessa época, enfrentavam a perseguição do
imperador Nero, que foi um impiedoso algoz da Igreja. Apesar da situação A ORAÇÃO É a
vivenciada, Paulo os orienta quanto a obrigação de orar, intercedendo em
arma mais poderosa
favor das autoridades. O discurso continua com a explanação de que a
salvação em Cristo está à disposição de todos. O apóstolo ainda declara o do cristão
desejo de Deus de salvar toda a humanidade e não apenas alguns poucos
escolhidos. Por intermédio do apóstolo o Espírito Santo aconselha a
comunidade cristã a se portar de forma decente e ordeira, afim de que, o
seu comportamento na comunidade local reflita a luz do Filho de Deus.

1- O DEVER DE ORAR

Deus tem projetos para realizar em nossa vida; mas, para que isso ocorra é preciso que a igreja esteja
preparada para orar, afim de que a sua vontade seja estabelecida “assim na terra como no céu” (Mt 6.10).
Quando oramos estamos preparando o caminho para que Deus realize e determine a sua vontade. Mas, para

10
Por: Isméria Maria. Professora, Pós-graduada em Aconselhamento Bíblico e Membro da Igreja Batista Betel.
25
que isto aconteça, precisamos estar alinhados com os planos de Deus para que as nossas orações sejam
agradáveis a Ele e os nossos propósitos sejam cumpridos. Deus quer se relacionar com os seus filhos e Ele
faz isso por intermédio das Escrituras e de nossas orações. Por este motivo temos recomendações bíblicas
para “Orar sem cessar” (Ts 5.17).

A- DEUS FALA CONOSCO ATRAVÉS DE SUA PALAVRA

Deus fala conosco. Ele falou aos antigos de várias maneiras como lemos em Hebreus (1.1). E hoje, Ele fala
conosco por meio de sua Palavra revelada, a Bíblia, onde Ele ensina tudo o que precisamos saber para viver
(2 Timóteo 3.16-17). Devemos ler e meditar na Palavra de Deus diariamente para ouvir o que Ele diz.

B- ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO CORPO

Deus é um Deus de estratégias, por isso, Ele não nos deixa à mercê de nossos próprios recursos; ao invés
disso, Ele nos dá princípios para agirmos. Aprendemos em Atos com a igreja primitiva, que foi por meio da
oração que estratégias foram estabelecidas para transformar o mundo (Atos 13.1-3). A oração é um
instrumento fundamental em nossa conexão com aquilo que Deus está operando na Terra. De acordo com
Stormie Omartian (2015, p.22), “As pessoas que oram e compreendem que foram criadas para estar em Cristo
tem definido a direção da história e de seu mundo – seja local, seja regional, seja internacional”.

C- CONSTRUINDO UMA IGREJA FORTE

Como Igreja devemos ter em mente que servimos a um Deus que trabalha a nosso favor (Isaías 64.4). A
Palavra de Deus fortalece a nossa fé e, é nesta certeza que podemos prosseguir crendo que quando servimos
a Deus unidos em oração, em Cristo criamos uma força irresistível, pois quando nos reunimos para orar
barreiras são quebradas e Deus manifesta poderosamente a Sua vontade no reino físico e espiritual. Para
Deus não há impossíveis (Lucas 1.37).

2- ORAR É FALAR COM DEUS

“...Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os
homens” (1Tm 2.1)

A oração é a arma mais poderosa do cristão. Por intermédio dela falamos com Deus, somos fortalecidos
espiritualmente e nos mantemos firmes contra todas as investidas do diabo. Sem a oração dificilmente teremos
vitórias, e a nossa vida cristã será rasa, sem grandes experiências com Deus, e ainda, corremos o risco de
nos perder em teorias e falácias humanas. A oração nos aproxima de Deus e nos mostra quem somos. Ela
gera em nós um desejo sincero de servir a Deus e ao nosso próximo, nos revelando verdades inenarráveis,
dando discernimento, conhecimento e sabedoria.

ORAR É CONVERSAR COM DEUS EM FAVOR DOS OUTROS

O texto fala sobre intercessão, que é o ato de orar por alguém levando a necessidade do outro diante de Deus.
Ao fazer isto podemos converter situações difíceis em bênçãos e vitórias para aqueles por quem oramos. É
importante compreendermos que a oração intercessória tem uma poderosa ação no mundo espiritual. Ela traz
vida às promessas e propósitos de Deus, tudo que oramos e desejamos que aconteça àqueles por quem
oramos, é concebido através do Espírito. Não podemos nos esquecer que o inimigo de nossas almas está no
reino espiritual e quando intercedemos por alguém nos colocamos entre Deus e o inimigo, clamando a Deus
a favor do homem. Nesta ação, entramos em guerra contra o diabo para que as bênçãos de Deus sejam
liberadas sobre a igreja de Cristo. Deus quer manifestar seus feitos poderosos com a manifestação de sua
glória através da Igreja, mas para que isso aconteça temos que nos dispor a servir em oração, crendo e
confiando sempre que não há impossíveis para Deus. Como corpo de Cristo, nós estamos a serviço do Reino,
por isso, devemos estar comprometidos com a oração, porque por meio dela servimos uns aos outros e o
reino de Deus é estabelecido no mundo físico e espiritual.

26
3- ORAR É APRENDER A SE RELACIONAR COM O OUTRO

“...pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com
toda a piedade e dignidade” (1Tm 2.2)

A- ORAR EM FAVOR DAS AUTORIDADES

A maioria de nós não gosta de política ou dos políticos, mas o texto em questão diz que devemos orar por
aqueles cujos os atos influenciam as nossas vidas. Todos os dias ficamos estarrecidos com os noticiários, onde
a violência e a depravação parecem se expandir e não ter fim, isso não era diferente nos dias de Paulo. O que
o apóstolo deixa claro é que existe um trabalho a ser feito e a violência a depravação humana não são a razão
para desprezarmos as instituições divinas no mundo. As autoridades foram estabelecidas por Deus (Rm 13.1).
Portanto, já que Deus designou esses líderes para a preservação da espécie humana, por mais que eles
fracassem na execução da proposta divina, não devemos desprezar o que Deus instituiu, mas sim, clamar por
sua intervenção.

B- ORAR PARA TERMOS UMA COLHEITA ABENÇOADA

Deus em sua soberania estabelece princípios que devem ser respeitados, porque somente assim, teremos
colheitas abençoadas. Essa é uma das razões para que o cristão, em qualquer lugar que ele viva, não só
obedeça às leis e o comando das autoridades, mas também, em suas orações, defendam a sua segurança
diante de Deus. Devemos observar e estudar a Palavra, para orarmos e trabalharmos de acordo com a sua
soberana vontade. “Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens
sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. É essencial que nos dediquemos ao ministério da
oração, para que pessoas sejam alcançadas pelo poder do evangelho. A oração nos sustenta, sustenta os
nossos irmãos e estabelece o reino de Deus aqui na Terra. Jesus diz que a ceara é grande, mas os
trabalhadores são poucos (Lc 10.2).

CONCLUSÃO

Concluímos com isso que, sem a oração, a igreja não prevalece na luta contra as forças do mal, e não
alcança as suas tão almejadas conquistas. Para sermos firmes e constantes na oração, temos de ser
determinados, dispostos, e não desistir nunca do que almejamos em Deus.

APLICAÇÃO

1. Quanto tempo você gasta em oração?


2. Você está disposto a servir em oração?
3. Que tal você criar um caderno de oração?
4. Assista o filme: Quarto de Guerra.

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. (Hebreus 11.1)

BIBLIOGRAFIA

CALVINO, João. Comentários sobre 1 Timóteo 2.1-4. Disponível em:


http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/1timoteo2_1-4_calvino.htm. Acessado em: 24/04/2019.
OMARTIAN, Stormie. O poder da igreja que ora. São Paulo: Mundo Cristão, 2015
SHEETS, Dutch. O poder da oração intercessória. Rio de Janeiro: LAN Editora, 2017

27
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Atos 11 e 12 Sexta: Atos 19 e 20
Terça: Atos 13 e 14 Sábado: Atos 21 e 22
Lição #10 Quarta: Atos 15 e 16 Domingo: Atos 23 e 24
Quinta: Atos 17 e 18

ACONSELHAR É SERVIR11
Texto Bíblico: Colossenses 3.16 e 1Tessalonicenses 5:11
“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instrui-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a
sabedoria, louvando a Deus com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”
(Cl 3.16 ARA – Versão Almeida Revisada e Atualizada)
“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”
(1Ts 5.11 ARA – Versão Almeida Revisada e Atualizada)

INTRODUÇÃO
Aconselhar é uma maneira privilegiada de servir dentro da igreja, trazendo edificação ao corpo de
Cristo. Mas, também é algo que merece atenção, responsabilidade, ética, e, sobretudo, a orientação do Espírito
Santo, a fim de evitar confusão e erros que podem prejudicar o cuidado adequado das pessoas que necessitam
de auxílio para resolver os seus problemas e conflitos. E nesta questão de aconselhar, a igreja tem se deparado
cada vez mais com questões consideradas tabus e que ganham visibilidade no chamado mundo pós-moderno.
Temas que até então eram vistos como tabus, como por exemplo: sexo, homossexualidade, aborto, divórcio,
suicídio... por boa parte dos cristãos, hoje, chamam a atenção para a necessidade de esclarecimentos. É por
isso, que o aconselhamento é essencial para trazer esclarecimentos e compreensão sobre tais situações e,
como lidar com os problemas que estão presentes no cotidiano da sociedade atual e nas famílias, inclusive as
cristãs.

1- O ACONSELHAMENTO: DEFINIÇÕES
O aconselhamento como recurso técnico é um procedimento presente em diversos setores da
sociedade: educação, orientação profissional, mundo corporativo, saúde mental e psicoterapias. Sendo
utilizado por diversos profissionais capacitados para exercer tal função: psicólogos, assistentes sociais,
pedagogos, entre outros.

Como uma ciência propriamente dita, o aconselhamento inicia-se na primeira década do século XX nos EUA
com o surgimento de centros de orientação profissional infantil e juvenil, que tinham a função de fornecer
informações relativas ao mundo profissional e conselhos sobre qual profissão escolher, baseados na
experiência do conselheiro. Ou seja, o aconselhamento era meramente de caráter informativo.

Isso mudou com a criação de serviços de higiene mental, centros de aconselhamento pré-matrimonial e
matrimonial, cujo campo favorece o desenvolvimento de técnicas de aconselhamento mais diretivas. Os
serviços de assistência social começam a receber pessoas afligidas emocionalmente e com necessidade do
alívio de suas cargas emocionais. E nas empresas foram constituídos espaços para o cuidado dos funcionários
quando se nota que a melhora emocional, promove aumento da produtividade (SCHEEFFER, 1975).

Para Scheeffer (1975) aconselhamento é definido como uma relação face a face de duas pessoas, na qual uma
delas é ajudada a resolver dificuldades de ordem educacional, profissional, vital e a utilizar melhor de seus
recursos pessoais e auxilia a tomada de decisões de forma mais consciente.

O aconselhamento é diferente de psicoterapia, pois o objetivo do conselheiro é auxiliar as pessoas em


problemas pontuais da vida (como recurso terapêutico), enquanto que, o processo psicoterapêutico visa o
autoconhecimento.

11
Por: Felipe Ribeiro. Psicólogo e Membro da Igreja Batista Betel.
28
2- A IGREJA E O ACONSELHAMENTO

Collins (2004) reconhece o aconselhamento como um


ministério de extrema importância dentro do ambiente cristão
visto o crescente número de pessoas que procuram auxílio
para resolver questões de ordem emocional e que interferem
A Bíblia descreve JESUS diretamente na dinâmica da igreja. Segundo o autor, as
COMO O MARAVILHOSO disciplinas de aconselhamento ministradas nos seminários
não dimensionam a real necessidade de acolhimento ao
CONSELHEIRO (Is 9.6). O
sofrimento humano tão intenso nos últimos tempos.
maior de todos os
O cuidado ao próximo é mandamento bíblico, quando no Novo
conselheiros, pois Ele nos Testamento encontramos a expressão “uns aos outros” em
deixou o exemplo de como diversas passagens, indicando a necessidade de edificar,
fazer a diferença na vida! admoestar, ser devotados, ter paz, servir, levar as cargas uns
dos outros, ser gentil, ensinar, encorajar, confessar nossas
faltas, orar e amar uns aos outros ( Rm 14.19; 15.7,14;
12.10,18; Gl 5.13; 6.2; Ef 4.32; Tg 5.16; 1Jo 4.7). São ações
que constituem o processo de aconselhamento.

Existem comunidades terapêuticas que promovem o cuidado a saúde mental e emocional de pessoas. Mas,
nenhuma tem maior potencial que a Igreja de Cristo. A comunhão promove um desenvolvimento de relações
saudáveis que causam ressonância no trabalho dos diversos ministérios, trazendo edificação e propiciando um
ambiente de confiança, no qual as pessoas podem compartilhar suas dificuldades, seus problemas e outras
questões que precisam de orientações adequadas, conforme a palavra de Deus.

3- O CONSELHEIRO E O ACONSELHAMENTO

Muitas pessoas veem o aconselhamento como uma atividade fascinante que envolve dar conselhos,
ajudar as pessoas a terem relacionamentos sadios e resolver seus conflitos pessoais. Porém, pode ser um
trabalho desgastante do ponto de vista emocional para o conselheiro caso esse não tenha uma estrutura
emocional adequada. Quando os resultados não são os esperados e não se nota melhora, o conselheiro pode
sentir-se culpado e responsável pelo que acontece com as pessoas. Para se evitar tal fato é de suma
importância termos consciência dos nossos limites e as motivações para que o aconselhamento se torne eficaz
e gratificante.

Em Rm 12.8a lista a exortação (paraklesis) como um dom espiritual que é dado a alguns cristãos, que significa
“andar ao lado para ajudar” e, que envolve admoestar, apoiar e encorajar os outros. Isto significa estar pronto
para servir pessoas através do aconselhamento, proporcionando comunhão e relacionamentos saudáveis. Hoje
a necessidade de ser ouvido tem se tornado uma busca constante das pessoas que passam por lutas em sua
vida emocional. E como podemos ser conselheiros eficazes e servir com excelência no Reino? A Bíblia descreve
Jesus como o Maravilhoso Conselheiro (Is 9.6). O maior de todos os conselheiros, pois Ele nos deixou o
exemplo de como fazer a diferença na vida! Em Rm 12.9-21, Paulo recomenda aos crentes romanos diversas
virtudes que mostram como devemos manter uma vida cristã equilibrada e, que devemos fornecer suporte
aqueles que se sentem fracos e colaborar para a construção de um ambiente acolhedor para todas as pessoas.
Outras atitudes que podemos utilizar para aperfeiçoar-nos como bons conselheiros (COLLINS, 2004):

• Dar atenção: o conselheiro deve procurar mostrar ao aconselhando que está prestando atenção a
tudo o que ele diz. Envolve contato visual, postura e gestos naturais;
• Ouvir: escuta atenta a tudo o que a pessoa diz, sem preconceito e com compreensão sobre tudo o
que é falado. É necessário ter capacidade de empatia, se colocar no lugar do outro, porém,
preservando os limites, e, sobretudo, sob a direção do Espírito Santo;
• Responder: procurar auxiliar o aconselhando a luz da Bíblia, perguntar caso haja dúvidas (como se
sente, o que de fato acontece...) e outras questões que se apresentam no decorrer da conversa;
29
• Confrontar: não significa atacar e nem condenar impiedosamente a pessoa, mas sim, despertá-la a
perceber as suas falhas, pecados, desculpas, pensamentos negativos ou comportamentos
disfuncionais;
• Informar: fornecer esclarecimentos bíblicos sobre fatos que, por vezes, as pessoas desconhecem;
• Interpretar: trazer entendimento sobre situações que trazem dúvida, distorções e que interferem
negativamente nas atitudes e percepção da pessoa;
• Apoiar e encorajar: acolhimento incondicional ao sofrimento humano.

CONCLUSÃO

Servir através do aconselhamento traz tanto edificação quanto crescimento ao corpo de Cristo. Poder
oferecer assistência ao próximo por meio de uma escuta sem julgamentos e com o propósito de auxiliar no
seu crescimento pessoal é um privilegio que devemos buscar com sabedoria e entendimento, pois hoje, se
torna urgente que Deus levante pessoas dispostas a caminhar e servir em favor daqueles que sofrem
emocionalmente com os conflitos da vida!

APLICAÇÃO

1. Como posso me tornar um conselheiro que faz a diferença na vida das pessoas que estão ao meu
redor?
2. Quais as minhas motivações para exercer um ministério de extrema responsabilidade?
3. O que de fato preciso para servir a Deus através do aconselhamento?

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça,
mas tenha a vida eterna”. (João 3.16)

REFERÊNCIAS

COLLINS, Gary R. Aconselhamento cristão: edição século 21. São Paulo: Vida Nova, 2004.
SCHEEFFER, Ruth. Teorias do Aconselhamento. 5ª Ed. São Paulo: Atlas, 1975.

30
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Atos 25 e 26 Sexta: Romanos 5 e 6
Terça: Atos 27 a 28 Sábado: Romanos 7 e 8
Lição #11 Quarta: Romanos 1 e 2 Domingo: Romanos 9 e 10
Quinta: Romanos 3 e 4

MINHA PROFISSÃO É SERVIR12


Texto: Colossenses 3.22-24

“Servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para
agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de
todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens. Sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da
herança, porque servis a Cristo e Senhor”.

INTRODUÇÃO
Servir é uma profissão? Em qual universidade é possível
realizar essa formação? Que conhecimentos, habilidade e Muitas situações de
atitudes serão desenvolvidos? Há especialização? Quanto custa dificuldades e pressões
hoje ter esse diploma? Onde vou exercer essa profissão? A
resposta a todas essas perguntas é muito simples: para o
que ocorrem em seu
cristão, o servir é mais que uma profissão é um modo de ser trabalho são permissões
aprendido aos pés da cruz. Servir precede a qualquer profissão de Deus para o seu
ou trabalho. Para exercermos o servir e podermos servir com
fidelidade, se faz necessário passarmos por um processo
crescimento e
contínuo de aprendizado com o Mestre Jesus. Somente dessa amadurecimento
forma, é possível demonstrar e viver o servir ao Senhor e espiritual.
declararmos, minha profissão é servir.

CONTEXTO

O apóstolo Paulo em Colossenses 3.22-24, apresentou um longo raciocínio para exortar os servos cristãos a
obedecer a seus mestres terrenos em todas as coisas: os servos devem trabalhar mesmo quando não
estiverem sendo supervisionados, porque afinal de contas estão servindo ao Senhor, e não a um senhor
humano; seu serviço para o Senhor será gloriosamente recompensado na eternidade. (Notas de Estudo Bíblia
King James). Isso nos remete a pensar que devemos fazer do servir ao Senhor uma profissão, seja na igreja,
na escola ou no trabalho (local onde passamos uma grande parte do nosso dia).

Assim, vamos situar historicamente o trabalho:

• Algumas pessoas até em tom de brincadeira dizem que o trabalho foi fruto do pecado e o resultado
de uma maldição divina. Nada mais longe da verdade. O trabalho foi instituído por Deus, muito antes
da queda, quando Deus deu atribuições ao homem para lavrar e governar o jardim do Éden. Gênesis
2.15
• Agora, é bem verdade que depois do pecado, o Senhor disse a Adão: “No suor do teu rosto comerás
o teu pão” (Gênesis 3.19). E a partir deste acontecimento, o trabalho se tornou laborioso. Todavia, o
trabalho é uma benção, por ser o meio digno de subsistência e por ser essencial a cada um de nós
para o nosso crescimento e desenvolvimento.
• Em toda a Bíblia, o Pai Celestial e Jesus Cristo nos mostraram por Seus exemplos e ensinamentos que
o trabalho é primordial no céu e na terra. Por isso, aprender a amar e apreciar o trabalho é uma das
maneiras de desfrutar os benefícios da vida. Sendo assim, o trabalho é uma dádiva de Deus aos
homens.

12
Por: Tamar Núbia. Membro da Igreja Batista Betel.
31
Você sabia que o trabalho continuará depois da glorificação? Sim, mas, este é um tema para outra
lição.

Você serve a Deus no seu trabalho?

Muitos cristãos, ainda nos dias de hoje, pensam que o local de servir a Deus é na igreja. Essas pessoas,
equivocadamente fazem a separação entre a vida cristã e a vida cotidiana. Por vezes, elas se esquecem que
somos um todo indivisível e mais do que isso, a Palavra nos diz que devemos fazer tudo para a glória de Deus,
conforme 1 Coríntios 10.31.

O apóstolo Paulo, faz as pessoas perceberem que o trabalho secular é realizado para o Senhor, não importando
qual seja a sua profissão ou atribuição. Os homens se beneficiam com aquele trabalho, mas o Senhor é o
único verdadeiramente honrado.

O sucesso de um trabalho secular aponta para Deus, pois é Ele quem nos dá a inteligência, o conhecimento e
a capacidade para o desenvolvimento das habilidades necessárias a execução do trabalho.

“...para muitas pessoas, ‘você é a única Bíblia’ que


elas lerão na vida...”

Como cristãos, devemos nos empenhar para sermos excelentes em tudo que fazemos. Além disso, o nosso
comportamento, atitudes e as ações dão testemunho acerca Daquele a quem servimos.

1- TRABALHO SECULAR: LOCAL DE GRANDES DESAFIOS PARA O CRISTÃO


Como servir a Deus num ambiente corporativo, diante de tantos desafios, provações, provocações e
tentações? São tantas as situações desafiadoras que enfrentamos diariamente, que às vezes, achamos que
Deus está longe e jamais vai se importar com tudo isso que ocorre conosco. Saiba porém, que Ele está muito
perto e contemplando absolutamente tudo, conforme nos diz o Salmo 33.13 “O Senhor olha do céu; ele está
vendo todos os filhos dos homens”.

Ele contempla desde o ambiente do cafezinho até as grandes negociações com clientes e fornecedores. Sem
contar, dos nossos relacionamentos com os pares, colegas, gestores, colaboradores etc.

Ele está tão perto que vê e pode aprovar ou desaprovar cada um dos nossos comportamentos, desde o nosso
linguajar, vestimentas, postura, nossas atitudes, ações e reações. Parecem detalhes simples, mas, não o são
em hipótese alguma, uma vez que impactam diretamente no nosso relacionamento e comunhão com o Senhor.

O ambiente corporativo requer pessoas excelentes no que fazem pois para isso foram contratadas. Mas, a
maior excelência é demonstrar ao servir em fidelidade o Senhor. Por isso, jamais negligencie a missão que
Deus confiou a você. Seja luz para os seus colegas de trabalho em todo o tempo.

2- TRABALHO SECULAR: LOCAL DE APRENDIZADO CONTÍNUO


Muitas situações de dificuldades e pressões que ocorrem em seu trabalho são permissões de Deus
para o seu crescimento e amadurecimento espiritual. O trabalho não existe apenas para ganharmos dinheiro.
Muitas dessas situações são um convite para oração e para sermos capacitados pelo Espírito Santo para o
desenvolvimento das características do Seu fruto em nós. E o fruto do Espírito é: “amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5.22-23).

Ore por cada situação, crendo que Deus está sempre no controle para nos conduzir em paz e triunfo, mediante
a nossa fidelidade. Compreender essa verdade pode transformar o modo como vivemos e atuamos no local
de trabalho.

32
3- TRABALHO SECULAR: LOCAL DE TESTEMUNH0
Muitos serão enviados por Deus para trabalhar em empresas e instituições com a finalidade de fazer
chegar à mensagem de Cristo. Sim, aquela porta que o Senhor abriu para você, é um campo fértil para
testemunhar do amor de Deus. Lembre-se que para testemunhar, por vezes, não precisamos falar, tudo em
nós comunica e muito.

Focalize agora o seu local de trabalho. Quantas pessoas há naquele local que não conhecem a Jesus e que
necessitam urgentemente da misericórdia de Deus? Para muitas dessas pessoas, “você é a única Bíblia” que
elas lerão na vida. Que responsabilidade nós temos! Deus nos chamou para inspirar e influenciar positivamente
pessoas e sermos testemunhas da sua Palavra.

Veja o que nos diz a Palavra em 1 Pedro 4.10. “Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma
que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo”.

CONCLUSÃO

Independente da formação ou da atividade que exercemos no nosso cotidiano, nossa primeira


profissão é servir. E para servirmos com fidelidade e amor, necessitamos aprender continuamente com o
Mestre Jesus, o nosso maior referencial.

APLICAÇÃO

Compartilhe uma experiência vivenciada em seu local de trabalho, escola, vizinhança ou familiar na qual você
obteve resultados superlativos por servir fielmente ao Senhor.

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá”. (Salmo 37.5)

BIBLIOGRAFIA
http://lendoabibliasagrada.blogspot.com/2012/05/santidade-do-trabalho-secular.html. Acesso em: 20 de
abril de 2019.

https://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/11/seis-maneiras-de-como-deus-trabalha-em-voce-em-seu-
trabalho/. Acesso em: 22 de abril de 2019.

https://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/o-trabalho-secular-tambem-deve-ser-sagrado/. Acesso em 22 de
abril de 2019.

https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/fe-no-ambiente-de-trabalho.html. Acesso em:23 de abril de


2019.

33
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Romanos 11 e 12 Sexta: 1 Coríntios 3 e 4
Terça: Romanos 13 e 14 Sábado: 1 Coríntios 5 e 6
Lição #12 Quarta: Romanos 15 e 16 Domingo: 1 Coríntios 7 e 8
Quinta: 1 Coríntios 1 e 2

PROTEGER É SERVIR13
Texto Bíblico: Salmo 127.1

“Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a
cidade, será inútil a sentinela montar guarda”.

INTRODUÇÃO

O crente em Cristo Jesus é também um servo, quer ele esteja ciente ou não. Agora, surge a seguinte
questão: “Que tipo de servo ele é? Entusiasmado, diligente, alegre ou vigilante?” Servir deve ser algo inerente
ao estilo de vida do cristão. Mas por vezes, este entendimento é turvado pela divisão entre o secular e o
religioso. Isso não deveria existir. Pois a essência do cristão é: fazemos tudo como se fosse para Deus. Logo,
um ministério não deve ser mais valioso do que o outro e, nem uma determinada função ser confundida pela
dicotomia sacro e profano; pois, o Senhor de nosso serviço é Jesus, nosso maior exemplo, no qual não veio
para ser servido, mas sim, para servir (Marcos 10.45).

Como representantes do evangelho, devemos considerar o que as nossas ações, atitudes e palavras
comunicam. Deus não costuma exigir “grandes atos” de serviço todos os dias; em vez disso, o que Ele quer é
que os seus filhos sirvam em face das necessidades dos outros e, mostrem gentileza e hospitalidade como
descrito por Paulo em Filipenses 2.3-5, e isto, deve estar acima dos interesses pessoais e cargos de nossa
sociedade, cujos atributos não foram os de Jesus em escolher os seus discípulos.

“A vigilância da igreja não pode ser apenas o papel de


uma parcela de voluntários ou de um determinado
ministério da igreja, pelo contrário, deve ser o papel de
toda a igreja”.

1- ALEGRIA NO SERVIR

O Cristão deve sempre seguir os ensinamentos da Bíblia. Em 1 Coríntios 13 Paulo nos alerta que sem
o amor de nada valeria ter sacrifício no servir, doar algum valor monetário, viver o serviço do Reino inserido
na igreja ou qualquer outra atividade. No entanto, o cristão deve amar o que e a quem? A Palavra de Deus
nos ensina (Mateus 5.44) que o cristão deve amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si
mesmo; e, o próximo, seria os nossos amigos e os nossos inimigos, conhecidos ou desconhecidos, nacionais
ou imigrantes, cristãos ou não cristãos. Logo, o nosso ativismo no exercício do evangelho deve estar sempre
ligado ao amor, se o nosso servir for segregativo estaremos nos aproximando da Lei e não do evangelho da
Graça de Jesus.

Buscando palavra “Graça” no grego descobrimos um verbo que significa “eu me regozijo, eu estou feliz”.
Regozijar e estar feliz em servir à obra do Senhor Jesus devem fazer parte do serviço voluntariado do cristão;

13
Por: Alberto Boaventura, Militar e Educador Financeiro & Wellington Moura, Professor da Acadepol. Ambos membros
da Igreja Batista Betel.
34
pois o objetivo e os fins devem ser o crescimento do Reino de Jesus. Ele é o Senhor, nós os trabalhadores.
Ele se fez servo, humilhado e injustiçado para que nós hoje sejamos libertos do pecado e das concupiscências
da carne para que seu Nome seja glorificado (2Co 4.7). Ele liberou a Graça de que de muito nos valemos, mas
que pouco liberamos na vida das pessoas que procuram os nossos templos.

Marta e Maria serviam a Deus (Lc 10.38-42). Há muitas Martas no Reino de Deus fazendo algo para Deus,
mas sem prazer. No entanto, cada um de nós pode ser uma Maria no Reino de Deus, fazendo o trabalho dEle
com alegria, com a alegria de servir. Aprendemos com Maria que não há contradição entre o trabalho para
Deus e o prazer em Deus. Esta alegria vem da comunhão com Ele e invade tudo aquilo que fazemos, quando
passamos a fazer como se fizéssemos para Deus, em cuja presença estamos.

O melhor voluntariado é o voluntariado para Deus, pois sempre há gratificação espiritual. Quem serve ao
Senhor com alegria é abençoado por seu trabalho, não só pelo senso de utilidade, mas por ser contagiado
com a alegria de Deus, que é a fonte da força do cristão. Afinal, como ensina o pastor John Piper, “o sentido
da vida é glorificar a Deus desfrutando de Sua presença para sempre. Seja feliz no serviço do seu Rei” .

2- VIGILÂNCIA NA IGREJA
...o nosso ativismo no
Neemias cujo o nome significa “Jeová conforta”, exercício do evangelho deve
servia o rei da Pérsia Artaxerxes I, na Babilônia. Ele era o
estar sempre ligado ao amor,
copeiro real, um cargo de confiança que corria risco de
envenenamento todos os dias. Certo dia, quando o rei viu a se o nosso servir for
fisionomia triste de Neemias soube, pelo mesmo, que o segregativo estaremos nos
motivo era a terra dos seus pais estar entregue às traças e
aproximando da Lei e não
sem proteção. O rei se compadeceu de Neemias e o deixou
ir à Jerusalém, munido de provisões e acompanhado por do evangelho da Graça de
alguns trabalhadores para auxiliá-lo na reconstrução dos Jesus.
muros da cidade (Ne 2.1).

Estando em Jerusalém, em diversos momentos, Neemias foi zombado por Sambalate, Tobias e outros
moradores da cidade, a ponto de se voltarem contra Neemias e a reconstrução da cidade. Quando avisado
previamente de um possível e iminente ataque (Ne 4), Neemias foi diligente na reconstrução, dividiu em
turnos os trabalhadores e por carência de pessoal, os mesmos trabalhadores eram guardiães dos pontos mais
frágeis da muralha – “por isso posicionei alguns do povo atrás dos pontos mais baixos do muro, nos lugares
abertos, divididos por famílias, armados de espadas e lanças” (Ne 4.13).

Após a reconstrução dos muros de Jerusalém serem concluídas, em 52 dias, Neemias nomeou guardas para
dar mais segurança aos portões da cidade (Ne 7.3). Houve uma estratégia, disciplina e foco para se cumprir
o propósito de segurança estabelecido para aquele povo. Atualmente, os muros e os portões da cidade de
Jerusalém continuam sendo uma das fontes de segurança para o povo judeu. Eles foram modernizados com
câmeras e porteiros eletrônicos, pois os dias de hoje ainda são de vigilância. Vigília nada mais é do que estar
atento, vigilante a algo ou algum acontecimento que está prestes a acontecer. Isto nos ensina que devemos
ser diligentes, bons vigilantes com a segurança da igreja. A vigilância deve ser constante e compartilhada para
que de maneira estratégica, todos tenhamos um só olhar, um cuidado mútuo e que estejamos prontos como
guardiães à porta do templo para orientar, direcionar e por vezes, zelar pela ordem e os bons costumes dentro
do templo.

3- DEVEMOS TODOS ESTAR VIGILANTES

A vigilância da igreja não pode ser apenas o papel de uma parcela de voluntários ou de um determinado
ministério da igreja, pelo contrário, deve ser o papel de toda a igreja, de todos os seus membros e
frequentadores. A Bíblia deixa muito claro que estamos em um campo de batalha (Rm 8.36; 2Co 2.11; 7.4-
7; 12.7; Ef 4.27; 6.11; 1Ts 2.18; 2Ts 2.9; Tg 4.7; 1Pe 5.8), assim, devemos estar alerta para observar
35
pequenas alterações que ocorram ao nosso redor, auxiliando pessoas que estejam perdidas dentro do templo,
que não saibam onde está localizada determinada sala ou departamento.

O Senhor conhece a nossa fragilidade e nos dará forças para suportá-la. Ninguém conhece tão bem o seu
contexto e a sua estrutura pessoal como Jesus Cristo. Por isso, simplesmente descanse no Senhor entregando
totalmente a Ele as suas dúvidas quanto ao serviço cristão. Assim, mesmo diante do medo de servir em um
ministério que lida diretamente com a proteção, podemos manter o bom ânimo, pois Cristo venceu este mundo
(Jo 16.33) e nos tornará vencedores (Rm 8.37).

Fique tranquilo, pois você também tem vitória completa em Cristo (1Co 15.57; 2Co 2.14; 1Jo 5.4-5). Nas
áreas que ficamos vulneráveis, nos tornamos instrumentos para fortalecer outros.

CONCLUSÃO

O proteger e o servir são bíblicos. Eles devem ser feitos com diligência por cada cristão. Aprouve a
Deus permitir e nos escolher para servir em Sua obra, tal ato deve ser encarado como um privilégio, devendo
a nossa conduta sempre ser pautada nos interesses exclusivos do Reino de Deus. Quando perdemos o foco
em Jesus, nossos cultos e o sentido do servir ficam míopes, observamos os defeitos do próximo para nos
sentir melhor, mais santos, ou, mais perfeitos em um ambiente que deveríamos acolher os doentes e curar
os feridos. Devemos proteger. Não com armas ou agressões; mas sim, com o amor de Deus.

Querido Deus, ajude-me a estar com o coração aberto para colaborar no serviço cristão, auxiliando na proteção
do templo físico e das pessoas que congregam junto comigo na Tua casa. Amém!

APLICAÇÃO

1. Você considera que o ato de proteger a igreja é uma forma de servir?


2. Você se considera uma pessoa preocupada com a proteção do templo e das pessoas que congregam
junto com você na igreja?
3. Você está disposto a servir na igreja com o Ministério de guarda e proteção?

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo
de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia”. (2 Timóteo 1.12)

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip. Maravilhosa graça. São Paulo: Vida, 1999.


Bíblia de Estudo de Genebra.

36
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: 1Corintios 9 e 10 Sexta: 2Coríntios 1 e 2

Lição #13 Terça: 1Corintios 11 e 12 Sábado: 2Coríntios 3 e 4


Quarta: 1Corintios 13 e 14 Domingo: 2Coríntios 5 e 6
Quinta: 1Coríntios 15 e 16

APRENDENDO A SERVIR NOS BASTIDORES14


Texto Bíblico: Mateus 21.1-6

“Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Jesus enviou
dois discípulos, dizendo-lhes: “Vão ao povoado que está adiante de vocês; logo encontrarão uma
jumenta amarrada, com um jumentinho ao lado. Desamarrem-nos e tragam nos para mim. Se alguém
lhes perguntar algo, digam-lhe que o Senhor precisa deles e logo os enviará de volta”. Isso aconteceu
para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: “Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a
você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’”. Os discípulos foram e
fizeram o que Jesus tinha ordenado.

INTRODUÇÃO

TEXTO E CONTEXTO

O Plano é o seguinte: com o propósito de salvar a humanidade, Deus envia Jesus, e antes, seus
profetas preparam por séculos a humanidade de como isso se daria. Deus cumpre sua parte, os profetas
cumprem a sua parte. Jesus, de forma obediente, submissa e magnífica também cumpre a sua, mas, outros
famosos (reis, patriarcas, líderes...) ou anônimos também cumprem a sua parte. Hoje, em nosso estudo
vamos reter nossa atenção para aqueles que trabalharam nos bastidores no drama da vida real expressa na
paixão do Cristo Redentor. Jesus sabia que ao entrar dessa vez em Jerusalém, de lá não sairia, a não ser
glorificado aos céus, mas, antes, porém, padeceria horrores. Para que se cumprisse na íntegra a promessa,
como os profetas anunciaram, alguns seres anônimos foram muito importantes e fundamentais para o
magnífico e maravilhoso evento (o drama do Calvário e ressurreição) que, na minha humilde opinião, só será
um pouco menor, mas tão importante quanto, que a volta sublime de nosso Senhor Jesus Cristo.

1- HÁ VAGAS

Participar do plano redentor de Deus para o homem é um


privilégio que Deus nos dá. Isso pode ocorrer de forma notável No Reino de Deus é
(aparente aos homens) e de forma discreta (bastidores), no entanto, assim, não há missão
nunca despercebida ou subvalorizada por Deus. No cenário de
menor ou maior, há
Jerusalém, pouco antes de seu sacrifício, o Senhor Jesus solicitou dois
de seus discípulos, aqui não identificados pelo nome, para que eles SUBMISSÃO ao Mestre.
preparassem uma logística para sua entrada em Jerusalém. Um fato
inusitado, um pedido estranho, sem glamour algum, sem holofotes.
Um serviço simples de bastidor: “Vão ao povoado que está adiante
de vocês; logo encontrarão uma jumenta amarrada, com um jumentinho ao lado. Desamarrem-nos e tragam-
nos para mim. Ordem simples e clara, porém, ao que tudo indica, um serviço que qualquer um podia fazer,
mas ele escolheu justamente esses dois discípulos. Não era para anunciar o evento da chegada de Jesus às
autoridades políticas, não se tratava de uma representação em nome do Messias, era simplesmente buscar
um jumentinho e trazê-lo ao mestre. Que motivação a não ser a de obediência ao Mestre haveria nessa
missão? Mas alguém tinha que fazer esse trabalho e os dois anônimos discípulos foram encarregados disso.
No Reino de Deus é assim, não há missão menor ou maior, há submissão ao Mestre. O valor de cada missão
é o encargo do Mestre. A importância é dele, por ele e para ele. Há serviço para todos no Reino de Deus, o

14
Por: Rubens Oliveira. Ministro de Adoração e Artes da Igreja Batista Betel.
37
que fazer, senão obedecer? O que fazer, senão cumprir com alegria e eficiência a ordem do Senhor? Medite
algum tempo sobre essas questões e como isso afeta a sua disponibilidade no Reino.

“O trabalho de bastidores do Reino é fundamental


para que todo o engenhoso mecanismo do Reino
funcione”.

2- O SENHOR PRECISA DELES

A missão confiada aos discípulos anônimos, por menor que fosse, era indispensável. Não traria
notoriedade a nenhum deles, e não lhes foi garantido lugares de destaque por essa missão. O Senhor enviou
os discípulos para esta missão porque precisava do jumentinho e da jumenta que o criara (no sentido de
cuidar e dar à luz). Para que se cumprisse as Escrituras, tinha que ser feito daquela forma. O Senhor Jesus
tinha que entrar em Jerusalém montado num jumentinho que seria o instrumento que demonstraria a sua
humildade. Reis e líderes entravam nas cidades com sua corte, escolta e cavalos paramentados, ostentando
poder e riqueza, mas o Filho do homem, entraria em Jerusalém montado humildemente num jumentinho que
nunca tinha sido montado. Mas o Senhor precisava deles. Esse é o real valor do serviço a Deus. Ele precisa,
ele convoca, ele ordena e define como deve ser feito. Somos instrumentos em suas mãos para o seu plano
redentor, isso não deveria ser o máximo? Os discípulos sabiam que participavam de algo grande. É certo
também que ainda não tinham em mente o quão grandioso era, mas sabiam e estavam sendo instruídos nisso,
de que o Reino era bem maior que eles e suas vaidades. Estamos dispostos a fazer o indispensável, mesmo
que na obscuridade dos bastidores?

3- E FIZERAM O QUE JESUS TINHA ORDENADO

As instruções foram claras e bem definidas, mas se não houvesse nos dois discípulos anônimos o
desejo de obedecer ao Mestre, no que ele mandasse, poderia ocorrer-lhes o seguinte sentimento: Quem Jesus
pensa que eu sou para sair por aí atrás de jumentinho e sua “mamãe jumenta” para satisfazer o seu desejo?
Um jumento? Se ainda fôssemos encarregados de preparar toda uma logística para o cerimonial de entrada
de Jesus em Jerusalém, tudo bem, mas, buscar um jumento e depois ainda devolvê-lo? São questionamentos
que podem ocorrer em nossas mentes quando nosso foco imediato não seja o de servir. Os holofotes estão
na nobreza da tarefa, por isso entendemos que precisamos ser reconhecidos pela obra que fazemos. Um grave
erro. O trabalho de bastidores do Reino é fundamental para que todo o engenhoso mecanismo do Reino
funcione, não que Deus precise, mas porque ele assim deseja. Para que entrasse daquela forma em Jerusalém,
os discípulos anônimos precisavam cumprir aquela “missão jumentinho”. O Rei que outrora adentrava pelos
pórticos da cidade e que seria aclamado com “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do
Senhor! Hosana nas maiores alturas!”, precisava que tudo ocorresse daquele jeito. Para que o Rei Jesus fosse
reconhecido, e o serviço se transformasse em louvor. E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de
Nazaré da Galileia!”, os anônimos precisavam de cumprir a sua função.

4- O IMPEDIMENTO À GLÓRIA DO MESTRE

Contemporaneamente podemos aprender muito com esse evento de Jerusalém e percebermos o


quanto podemos ser úteis ao Reino de Deus, mesmo quando executamos tarefas “menos importantes”. Os
discípulos anônimos, além de vencer o primeiro dos obstáculos, eles mesmos, ainda tiveram que lidar com
aqueles que tinham como missão impedir a aclamação do Rei Jesus, visto que alguns incomodaram-se com
todo aquele evento. Segundo a narrativa de Lucas 19.39 “Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à
multidão: Mestre, repreende os teus discípulos!” Todo o serviço poderia mais uma vez ser comprometido pela
adversidade daqueles que queriam a glória para si, e não para o Rei dos reis. O impedimento criado pelos

38
opositores tentou diminuir a glória do humilde Mestre. Compreenderam errado a proposta do evento e
tentaram descaracterizá-lo, mas para isso a resposta do Mestre seria enfática: “Asseguro-vos que, se eles se
calarem, as próprias pedras clamarão.”

O QUE APRENDEMOS PARA O SERVIÇO DE BASTIDORES?

Que não importa a aparente nobreza da missão, o que importa é a nobreza de quem ordena a missão.
Não nos importa a honra e o reconhecimento, mas que todo o louvor e aclamação sejam dadas ao Rei Jesus.
Que mesmo no anonimato somos úteis para que o plano maior, o plano do Reino seja empreendido. Que todos
nós estejamos dispostos a servir a Deus para que o culto ocorra para ele e que cumpramos com alegria e
excelência qualquer missão a nós outorgada pelo Mestre, seja ela de aparente nobreza diante dos homens,
ou seja uma obscura missão de bastidores.

APLICAÇÃO

1. Como você se sentiria após servir nos bastidores, e durante uma homenagem para as pessoas da sua
equipe o seu nome não fosse citado?
2. Qual foi a última vez que você serviu na igreja como um voluntário?
3. Você está disposto a se voluntariar para servir nos bastidores da igreja de Jesus? Explique.

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras,
para que ninguém se glorie”. (Efésios 2.8,9)

39
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: 2Corintios 7 e 8 Sexta: Gálatas 3 e 4
Terça: 2Corintios 9 e 10 Sábado: Gálatas 5 e 6
Lição #14 Quarta: 2Corintios 11 a 13 Domingo: Efésios 1 e 2
Quinta: Gálatas 1 e 2

EVANGELIZAR É SERVIR15
Texto Bíblico: Atos dos Apóstolos 9.10 a 20

“E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele
respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta
em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; e numa visão ele
viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E
respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos
em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu
nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome
diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.
E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te
apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E
logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado. E,
tendo comido, ficou confortado. E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco. E
logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus”.

INTRODUÇÃO
Evangelizar é uma missão possível ao crente. Servir também é
uma missão possível. Todos os dias Deus abre janelas de oportunidades
para que, quem quer SERVIR e obedecer ao Seu chamado. No texto Todos os dias, Deus
bíblico acima, encontramos um Senhor chamando e ordenando, é o abre janelas de
Senhor Jesus Ressurreto. Encontramos, também, outros três
personagens com disposição para ouvir, SERVIR e obedecer ao chamado
oportunidades para
do Deus Vivo. Isso porque quem serve, obedece. Quem obedece serve. quem quer SERVIR e
Quem não serve, não serve, nem obedece. ELE, o Senhor, tem nos dado obedecer ao Seu
visões, tem falado conosco, tem aberto portas e janelas de oportunidades
para podermos SERVÍ-LO. A dificuldade e o impedimento (se houver)
chamado.
estão em nós mesmos, isso pode ocorrer quando não ouvimos a Sua voz,
quando resolvemos não obedecer ao Seu chamado ou à Sua ordem.

O método de Deus, a vontade natural de Deus, ainda são os mesmos hoje, com a vantagem do
desenvolvimento da comunicação em todas as áreas do conhecimento humano. De tal forma que ninguém
pode desconhecer a existência e a vontade de Deus para com a humanidade. (Romanos 1.19,20,21,28). E
para nós crentes, Deus tem o especial cuidado de fazer ouvir a Sua voz de múltiplas maneiras, quer pela
natureza, quer por sonhos, quer por visões, quer por sermões, quer por estudos bíblicos, quer pela leitura de
Sua Palavra e por tantos outros meios. (2 Timóteo 3.16,17).

O Contexto

O texto no contexto. Desde o capítulo 8 do Livro Atos dos Apóstolos, diz respeito à conversão de Saulo de
Tarso, um fariseu fanático, pois Saulo excedia ao modo de vida dos fariseus. Saulo tentava destruir a recém-
formada Igreja de Cristo, conhecida então como “os do Caminho” (Atos 19.9). Saulo prendia e mandava matar
os seguidores de Cristo, sempre com a autorização dos principais líderes religiosos de seu tempo. Próximo à
cidade de Damasco, Saulo deparou-se com a Luz do Mundo e trombou com a Verdade (o Senhor Jesus
Ressurreto). O impacto foi tão forte que ele caiu do cavalo que montava de boca no chão e ficou cego. Ainda

15
Por: João Tibúrcio da Silva. Pastor, plantador de Igrejas e missionário por mais de 30 anos em África. Membro da Igreja
Batista Betel.
40
no chão, ouviu uma voz que lhe dizia: SAULO, SAULO, POR QUE ME PERSEGUES? E ele disse: Quem és,
Senhor? E disse o Senhor: EU SOU JESUS, A QUEM TU PERSEGUES. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA
OS AGUILHÕES. Saulo sabia quem era o EU SOU das Escrituras Sagradas. Assim, respondeu, “Senhor, que
queres que faça?” Pela primeira vez, Saulo, sentiu-se derrotado e rendeu-se aos pés de Jesus.

a) Muitos judeus haviam fugido de Jerusalém, principalmente, e com eles vieram os seguidores de Cristo
para as diversas Províncias do Império Romano. Saulo viera em busca de seguidores de Cristo para
leva-los presos a Jerusalém, entrega-los às autoridades, a fim de serem justiçados, pois os crentes
estavam causando um grande dano ao Judaísmo. Naquela época, não era o Império Romano que
perseguia o Cristianismo. Os soldados que Saulo comandava o conduziram para dentro da cidade de
Damasco, onde “esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu”;
b) Nesse ponto do contexto, entramos no texto e tema da lição de hoje que é EVANGELIZAR É SERVIR
(Atos 9.10 a 20);
c) Sem saber para onde ir, Saulo foi recolhido (SERVIDO) na casa de Judas, o qual morava na rua
chamada (e ainda chama) Direita (porque é uma reta que cruza a cidade de Damasco de Oeste a
Leste). Saulo foi SERVIDO na casa de JUDAS; ali atônito, abatido, derrotado, tentando entender o
quê, afinal, tinha acontecido no caminho, que o deixara naquele estado deplorável, três dias sem
poder ver, sem nenhuma vontade de comer e de beber. Porém, orando fervorosamente, sem saber
que o Deus Onipotente estava ao seu lado. (Creio que os soldados e os cavalos, também, foram
recebidos ali).

1- EVANGELIZAR É SERVIR OBEDECENDO


Vamos considerar os discípulos ANANIAS e JUDAS, cujos exemplos de atitudes devem ser seguidos
por nós crentes e ou por Igrejas que desejam SERVIR e obedecer ao Senhor Jesus, pois, Deus poderá até usar
a cada um de nós, irmão ou irmã, igrejas inteiras, da mesma forma que usou ANANIAS e JUDAS, para o Seu
divino propósito.

ANANIAS ou Hananiah que significa “Yahweh tratou graciosamente”. ANANIAS é um dos nossos. ANANIAS é
um crente. ANANIAS possui certas virtudes que o diferencia dos crentes comuns. ANANIAS tem compromisso
com o Senhor. ANANIAS tem conhecimento de Jesus. ANANIAS identifica a voz de Jesus. “E ANANIAS foi”
(Atos 9.17).

a. Compromisso tem a ver com quem se conhece (esposo/esposa; patrão/empregado; sócios).


Conhecimento tem a ver com intimidade. Identificação tem a ver com certeza. ANANIAS foi, tem a
ver com obediência. Obediência tem a ver com temor a Deus. Esse temor não significa ter medo de
Deus, porém, significa reverência, respeito, adoração.
b. A ordem recebida foi assustadora. O serviço ou a missão era impossível. Tudo contrário à sua vida
simples, à sua crença e talvez, à ética da sua religião. Quem sabe o líder da sinagoga em Damasco,
ou o líder da Igreja Cristã local, fosse o mais indicado para ir impor as mãos e curar Saulo de Tarso
de sua cegueira (Atos 9.11 a 14);
c. ANANIAS teve a visão da presença e da voz do Senhor, que o comissionava para exercer os dons da
cura, do conforto e da consolação (1Co 12 e Rm 12). ANANIAS, prontamente, reconheceu que o
Senhor falava com ele mesmo e não com um crente especializado em cura divina ou com alguém com
poderes para dar vista a cegos;
d. “Levanta-te, dispõe-te e vai”. ANANIAS levantou-se, dispôs-se e foi;
e. Olhem, agora, para JUDAS. Sim, aquele que vive na casa da rua Direita. JUDAS teve a visão de Deus
para exercer os dons da hospitalidade e do socorro (1Co 12; Rm 12). O dom da hospitalidade é, hoje
em dia, um dom do Espírito Santo muito pouco usado por nós crentes, mas é um dom que resulta em
galardões a quem o pratica (Hb 13.1; Rm 15:7);
f. O dom do socorro é outro dom do Espírito Santo pouco exercitado por nós crentes aos nossos irmãos
e irmãs, e ao próximo não crente (1Co 12.28). JUDAS recolheu (SERVIU) ao necessitado e aflito Saulo
de Tarso, conhecido perseguidor de crentes, firme, intolerante, implacável nesse propósito. JUDAS

41
bem sabia de quem se tratava, inimigo seu e da Igreja de Cristo. Não poupava os seguidores de Cristo,
mas o SERVIU com o que tinha em sua casa, o socorreu, o consolou e o curou das suas feridas.
g. JUDAS sem o saber hospedou em sua casa o VASO ESCOLHIDO POR CRISTO que veio a ser o Apóstolo
Paulo. JUDAS, sem o saber, simultaneamente, hospedou o ANJO DO SENHOR, JESUS RESSURRETO,
O DEUS VIVO, O EU SOU. A casa de JUDAS se fez morada do DEUS ALTÍSSIMO naqueles três dias em
que Saulo esteve ali hospedado.

2- EVANGELIZAR É OBEDECER SERVINDO


ANANIAS e JUDAS. A Bíblia refere-se a eles como DISCÍPULOS DE CRISTO, um título nobre, honroso,
sublime. Em Damasco havia outros discípulos além deles. Estes não tiveram o privilégio de ouvir a voz do
Senhor, ou se a ouviram, não obedeceram, como bem poderia acontecer com ANANIAS e com JUDAS, eles
não perderiam a salvação. Continuariam como crentes, tal como nós o somos e até seriam chamados de
“discípulos”. A vida deles seguiria a rotina da cidade de Damasco daquele tempo. Estariam lá na tenda de
venda de tapetes ou na gerência da frota de camelos. Aos sábados continuariam indo na sinagoga cumprir os
ritos religiosos, comendo, dormindo até serem recolhidos juntos aos seus, em boa e avançada velhice.
Acontece que hoje existem em nossa cidade milhões de cegos espirituais, milhões de famintos e sedentos
espirituais à espera que nós crentes decidamos ir até eles com a ordem de Jesus para EVANGELIZAR e SERVIR
com o que temos: nossos dons, nossos talentos, nossos recursos que muitas vezes são descobertos quando
nos dispomos a servir ao próximo.

CONCLUSÃO
Quantas portas e janelas foram fechadas hoje, porque nenhum crente foi encontrado para atender ao
chamado do Senhor. ELE chamou, chamou, mas não foi ouvido ou não foi atendido. ELE, ainda, chama, chama,
mas ninguém quer ir. Ninguém na brecha! (Isaías 50.2; Ezequiel 22.30) Quantos aqui estariam disponíveis?
Com quantos o Senhor poderia contar hoje para ir EVANGELIZAR e SERVIR? Na Bíblia, o mesmo Senhor
chamou a Samuel, uma criança que veio a ungir dois reis em Israel; chamou a Davi, um menino que é o nome
mais citado nas Sagradas Escrituras; chamou Ester, uma menina órfã, que se tornou rainha da Pérsia e salvou
a vida de todos os judeus na sua geração; chamou a José, um escravo que veio a dominar um país; chamou
a Abrão, um idoso de 75 anos que veio a ser o pai de uma nação; chamou a Moisés, um velho de 80 anos
para libertar o Povo de Israel da escravidão do Egito. Todos estes ouviram, SERVIRAM e obedeceram.
Tornaram a missão possível. Ouçam e não deixem passar as oportunidades para EVANGELIZAR e SERVIR!

Irmãos e irmãs não tapem os ouvidos para não ouvir este apelo, ou para não entender o que a Palavra de
Deus lhes diz, porque o Senhor Jesus Ressurreto poderia abrir os olhos de Saulo de Tarso sozinho; o Senhor
poderia confortá-lo, como ninguém mais no mundo poderia fazê-lo; Jesus faria, infinitamente, melhor sem a
ajuda de ninguém. Entretanto, Deus não age independente do seu povo, ainda hoje é assim que ELE age. Por
isso, ELE nos chama pelo nome. Deus tem um propósito para o Seu povo, para a Sua Igreja, para cada crente.
Portanto, é preciso estar sempre sintonizados e atentos para ouvir Sua voz (Josué 1.9).

APLICAÇÃO
1. Sinceramente, esse estudo se aplica em sua vida? Positivamente ou Negativamente?
2. Descreva como você evangelizaria ou serviria ao próximo. O que é evangelizar?
3. Você estaria disposto a evangelizar e/ou a servir com os seus dons, talentos e recursos que possui?
4. O que você faria se o chamado ou a ordem dada a ANANIAS e a JUDAS fossem para você?

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda
injustiça”. (1 João 1.9)

BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Corrigida Fiel com Concordância
Apostila “Ser Igreja” – Igreja Batista Betel – 2019
42
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Efésios 3 e 4 Sexta: Colossenses 1 e 2
Terça: Efésios 5 e 6 Sábado: Colossenses 3 e 4
Lição #15 Quarta: Filipenses 1 e 2 Domingo: 1Tessalonicenses 1 e 2
Quinta: Filipenses 3 e 4

CUIDAR DO PRÓXIMO É SERVIR16


Texto: 1 João 3.16
“Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos”

INTRODUÇÃO
Cuidar é um verbo que podemos conjugar em todos os tempos, modos e pessoas:

• Na terceira pessoa do singular: cuidar, está mostrando


que ao conhecermos o amor através da morte de Cristo na
cruz, temos a prova do cuidado de Deus por nós e por isso,
Ao doarmos a nossa
podemos ser chamados para cuidar;
• Particípio Passado: quando lembramos que o amor de voz podemos ser a
Cristo por nós é uma forma de cuidado nos lembramos de 1Pe esperança de
5.7 que diz: “Lançando sobre Ele toda vossa ansiedade,
alguém que precisa
porque Ele tem cuidado de nós”;
• Gerúndio: temos a cada dia uma prova do amor de Deus e sentir o verbo “cuidar”
podemos ter a certeza de que Ele está cuidando de nós; ser conjugado em seu
• Futuro: por muitas vezes cantamos o hino que diz: “Deus
favor.
cuidará de ti em cada dia proverá, sim cuidará de ti, Deus
cuidará de ti” (Hino 344 do Cantor Cristão). Então
poderemos afirmar que Ele cuidará de nós!
1- CUIDAR: DOAÇÃO DE SI
Ao lermos a passagem bíblica de 1 João 3.16, entendemos que o cuidar veio em forma de doação,
Cristo deu a sua própria vida por amor a nós. Isto nos leva a refletir que temos um chamado para servir por
meio da autodoação. E doar-se é servir no cuidar. E, o cuidar do próximo também exige que usemos
sabiamente os nossos sentidos. Mas, para isso, se faz necessário que os tais sejam moldados pelo amor e
graça de Jesus, pois só assim, conseguiremos:
• Ouvir é uma forma de doar nossa vida, pois inclui tempo, paciência, sabedoria e amor;
• Falar é uma das grandes dificuldades que encontramos no processo de nos doar, pois ao abrirmos a
nossa boca depois de ouvirmos, na maioria das vezes, já estamos nos envolvendo com a necessidade
do próximo e isso, nem sempre é simples, se falamos em nome do próximo corremos o risco de sermos
excluídos por nos tornarmos porta voz do necessitado. Mas, também ao doarmos a nossa voz podemos
ser a esperança de alguém que precisa sentir o verbo “cuidar” ser conjugado em seu favor. (Como
ouvirão se não há quem fale do Deus que cuida e que doou o filho por amor; e, que nos chamou a
doar as nossas vidas no cuidado do próximo) com base em Romanos 10.12-15;
• Estender a mão é outra maneira de cuidar do próximo. É a forma que nos leva à aproximação, que
nos envolve e que nos leva a sentir o próximo. Estender a mão é sentir a mão suja do próximo que
perdeu o amor próprio e vive na rua como andarilho sem banho; que perdeu a sensibilidade do corpo
por conta das pedras de crack, que enquanto torna a mão ásperas e sujas, corroe a vida e tira a
esperança de ser cuidado. Muitas vezes ao estendermos a mão percebemos que cuidar do próximo é
o nosso papel como salvos pela misericórdia de Deus; pois, estender as mãos para cuidar do próximo
é servir como Cristo.

16
Por: Lúcia Figueiredo. Bióloga, Socioeducadora, Especialista em Enfrentamento de Violência contra crianças e
adolescentes e mulheres em situação de risco com atenção às vítimas de abuso sexual e prevenção de ideação suicida.
Membro da Igreja Batista Betel.
43
2- CUIDAR: NOSSA MISSÃO HOJE
Na oração modelo que Jesus ensinou aos seus discípulos, Pai Nosso (Mt 6.9-13), Ele ensinou a rogar:
“o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje”. Deus sabe muito bem que, diariamente, nós precisamos de cuidado.
É por isso que Deus cuida de nós diariamente. E, diariamente é dia de cuidarmos do próximo. Afinal, as
necessidades são diárias. Para cuidar hoje do nosso próximo precisamos aplicar:

• O Ouvir – desde pessoas que estão enclausuradas em seus castelos suntuosos ou quem saiu da rua
e está precisando de cuidado. Ouvir é entender a história que está sendo escrita a cada dia, algumas
recentes, outras antigas, com marcas enraizadas. Histórias como de meninas que sentiram a dor nos
primeiros anos de vida ao serem violentadas, abusadas dentro de barracos onde se amontoavam pai,
mãe, irmãos ou, de pessoas em casas luxuosas onde bebidas são servidas para serem o palco das
aberrações. Ouvir a dor do próximo é o início do processo do cuidar que começa hoje.
• O Falar por aqueles que não esperam que a sua voz seja ouvida. Com base no processo de ouvirmos
a dor do próximo, não podemos nos calar pelo comodismo do não envolvimento. Ser a voz do próximo
é uma forma de cuidar hoje do necessitado. Assim fez Jesus em nosso favor ao ser a nossa voz diante
do Pai (Jo 17.20).
• O Estender a mão quando temos a oportunidade de segurarmos as mãos daquelas que um dia ao
perceberem nossas mãos, puderam ter certeza de que não era só um toque de mão, mas, um toque
de amor e do cuidado.

Não podemos deixar para outros a benção de cuidar do próximo. Isso faz parte da nossa missão e, um
privilégio de servirmos ao nosso Deus. Cuidar do próximo é servir. Assim como diz Palavra de Deus: “Amar
ao próximo como a nós mesmos” (Levítico 18.19b; Mateus 22.38).

3- CUIDAR: CONJUGAR VERBOS


• Ouvir o chamado para cuidar do próximo é nos aproximarmos da cruz de Cristo e lembrarmos que
somos chamados para doar a nossa vida.
• Falar para o próximo que estamos prontos para unirmos as nossas vozes em amor para que o cuidado
do nosso Deus seja conhecido e que para cumprir a missão de servir estamos prontos a sermos a voz
do que clama por cuidados.
• Estender as mãos em todos os tempos, pois ao estendermos a mão estamos prontos a caminhar a
próxima milha, pois não poderemos servir se estivermos estáticos, não serviremos se não ouvirmos a
voz do próximo necessitado. Ao estendermos a mão estamos conjugando o verbo cuidar em todos os
tempos que ainda teremos para servir ao nosso Deus.

CONCLUSÃO
Cuidar do próximo é conjugar verbos em vários modos, tempos e pessoas. Pois, cuidar é servir. E,
cuidar do próximo é exercer o amor por meio do olhar e a partir do olhar, conjugar outras ações.

APLICAÇÃO
1. Até onde eu estou disposto a servir ao meu Deus através do meu olhar de cuidado?
2. As pessoas que convivem com você te consideram alguém do tipo de que só gosta de receber cuidados
ou uma pessoa que gosta de cuidar próximo?
3. Como você tem cuidado das pessoas da sua família?
4. Que tipo de ações práticas você poderia exercer na igreja e no seu bairro para servir as pessoas?

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo
qual devamos ser salvos”. (Atos 4.12)

44
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: 1Tessalonicenses 3 a 5 Sexta: 1Timóteo 3 e 4

Lição: #16 Terça: 2Tessalonicenses 1 a 3


Quarta: 1Timóteo 1 e 2
Sábado: 1Timóteo 5 e 6
Domingo: 2Timóteo 1 e 2
Quinta: 1Timóteo 3 e 4

A MISSÃO DE AMAR E SERVIR NÃO TEM LIMITES17


Texto Bíblico: Romanos 12:9-13

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com
amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos
no espírito, servindo ao Senhor; Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na
oração; Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade”.

INTRODUÇÃO

A missão de Amar e Servir é uma incumbência outorgada por Deus à Igreja. O propósito é que, o
exemplo de Jesus: “Eu não vim para ser servido, mas para servir”, fosse seguido por cada crente em Jesus e
assim, a prova do Amar e do Servir tenha continuidade na vida da Igreja. Esse assunto é desafiador, mas é
proposta de Deus para sua Igreja. A Bíblia é plena em ensinos sobre o serviço em prol do Reino. Destaco pelo
menos dois, mas são muitos. O primeiro está em Atos 6.1-4, e o segundo Atos 13.1-4. Estes textos mostram
que houve duas situações na Igreja que requeriam solução. O primeiro texto trata de ordem social; o segundo
de ordem eclesiástica na área da evangelização. Na ocasião os Apóstolos movidos pelo Espírito Santo
convocaram alguns dos discípulos para que em oração fossem escolhidos alguns homens fiéis e idôneos para
ministrarem solução para tais necessidades, e com isto tornar sólida a paz e o crescimento da Igreja. Desde
já, destaca-se a dependência de Deus antes de servir. Visto que o foco desta série é ensinar o valor do servir
do cristão, por meio dos seus dons e talentos, na Igreja, família e sociedade, vejamos algumas partes
importantes que a Bíblia nos apresenta:

1- SERVIR É ASSISTIR E SUPRIR AS NECESSIDADES DO PRÓXIMO (MT 25.34-40)

O capítulo 25 do Evangelho de Mateus apresenta dois grupos: justos e ímpios ou direita e esquerda.
Vejamos as palavras de destaque:

• Deste-me de comer,
• Deste-me de beber,
• Ao relento acolheu-me,
• Vieste ver-me.

A Igreja como instituição divina tem a missão de servir, e ela cumpre a missão recebida de Deus na pessoa
de cada cristão. Vale a pena meditar bem profundamente nas palavras do versículo 40, que diz: “Quando fizer
a um destes meus pequeninos irmãos a mim fizestes”.

É grande a missão que Deus confiou a nós, resta-nos tão somente obedecer e cumprir. Na parábola dos dois
servos, Mateus 24.45-46, está escrito: “Quem é, pois o servo que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para
dar o sustento no tempo oportuno? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier achar fazendo
assim”.

17
Por: Gerson Belo de Santana. Pastor Batista há mais de 50 anos. Membro da Equipe pastoral da Igreja Batista Betel. E,
pastor de visitação.
45
PERGUNTA RESPOSTA

Servir... Quando? Quando a oportunidade surgir

Servir... Como? Com dedicação e alegria

Servir... Onde? Na Igreja, na família e na sociedade

“Crer e observar tudo quanto ordenar. O fiel obedece ao que Cristo mandar”
(Estribilho do Hino 301 do Cantor Cristão, Crer e Observar)

2. SERVIR É AGIR QUANDO A OPORTUNIDADE SURGIR (LC 10.25-37)

Ao lermos este texto e meditarmos no mesmo com profundidade, vamos nos sentir diante de um
cenário que pode ser chamado de um perfeito contraste. No texto há pelo menos quatro cenas que se
constituem oportunidades para ação imediata, vejamos:
• Primeira cena: um homem ferido deitado a margem do caminho com necessidade urgente de
cuidado;
• Segunda cena: um sacerdote, líder religioso vestido com a roupa da religião, despido do amor e da
compaixão, ignora o pobre moribundo;
• Terceira cena: um levita, profissional dos serviços religiosos, despido da misericórdia, ignora o pobre
moribundo;
• Quarta cena: um Samaritano, estranho, não conhecia o homem ferido prostrado a margem da
estrada, munido de amor e compaixão, não ignora o pobre moribundo.

Estas quatro cenas na parábola, enredam a resposta de Jesus à pergunta perniciosa de um mestre da Lei:
“quem é o meu próximo” (v.29). Após contar a parábola Jesus responde e expõe aquele mestre da Lei ao
perguntar: “qual destes três você acha que foi o próximo do homem caído?” (v.36), a resposta do perito da
Lei foi: “aquele que agiu de misericórdia com ele” (v.37). Então Jesus lhe diz: “Vá e faça o mesmo” (v.37).

A Igreja é uma agência de serviços do reino, e todo crente como discípulo de Jesus é um agente a serviço do
reino. E, se você tem dúvidas se deve ou não agir em favor do próximo, lembre-se destas quatro cenas da
parábola contada por Jesus.

“Ao mestre alegremente, irmãos deveis servir ao Salvador Bendito obedecer seguir”
(Estribilho do Hino 420 do Cantor Cristão, Servir Alegremente)

3- NA VISÃO DE AMAR E SERVIR A IMPORTÂNCIA DA VISITAÇÃO (TIAGO 1.27)

Visitar é servir. A visitação é serviço cristão e, por estar relacionado a Igreja é um ministério, inclusive,
presente na vida de Jesus:

a) Visitou a sogra de Pedro que estava doente. Ação do ministério: Jesus orou e ela foi curada (Lc 4.37-39);
b) Na viagem a cidade de Naim, consolou uma viúva cujo filho havia morrido. Ação: ressuscitou o moço e proporcionou
consolo incomparável! (Lc 7.11-17);
c) Hospedou-se na casa de Zaqueu. Ação: proporcionou a oportunidade para a salvação do mesmo (Lc 19.1-20)

Mas qual a importância da visitação? A visitação é importante porque ao visitarmos alguém em nome de Jesus,
portamos esperança, consolo, fortalecimento de vínculos fraternos, amor, cuidado mútuo, enfim, visitar é
parte da missão de uma Igreja, conforme Tiago 1.27 “a religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta:
Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27). Visitar não
é missão restrita de uma pessoa, pastores, diáconos, grupo ou ministério da igreja, mas sim, de todos os
crentes em Jesus.

46
CONCLUSÃO
Ações abençoadoras resultante da visitação: A visitação fortalece a fé, renova a esperança e atenta o
coração do visitado. A visitação faz que o visitado se sinta: Amado, assistido inserido e dignificado. Visitar é
missão da Igreja. Um compromisso com o crente. Deixe-me terminar com um testemunho relevante e
inspirador, fruto do ministério de visitação. Eis os testemunhos:

Testemunho 1:
Tenho dito momento de grande tristeza e solidão, mas logo o meu coração diz:
Alegra-te, o Senhor é contigo.
E quando recebo a visita do Pastor em minha casa fico muito feliz e com gratidão digo: Obrigado Senhor!
Digo ainda: Ah Pastor, a sua presença me traz muita força, a sua presença me faz sentir-me segura, as
suas palavras me confortam.

Testemunho 2:
Obrigado Pastor a sua ligação foi muito oportuna, estávamos num momento de profunda tristeza e
tensão, mas logo que recebemos a sua ligação querendo fazer-nos, uma visita logo começamos a sentir
uma paz indescritível.

Jesus continua dizendo hoje para os seus filhos: “Vai tu a fazer o mesmo!”

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de
Deus”. (João 1.12)

47
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: 2Timóteo 3 e 4 Sexta: Hebreus 3 e 4

Lição #17 Terça: Tito 1 a 3


Quarta: Filemom
Sábado: Hebreus 5 e 6
Domingo: Hebreus 7 e 8
Quinta: Hebreus 1 e 2

SERVIR É IR CONTRA O EU18


Texto Bíblico: Isaías 26. 1-8, 16-18

INTRODUÇÃO

O nome “Isaías” significa: “a salvação é de Yahweh”, ou “Yahweh é salvação”. Isaías um foi um profeta
enviado a uma nação cuja fé havia sido petrificada. Depois de receber uma visão pessoal da glória do Senhor,
Isaías foi enviado para proclamar o juízo de Deus sobre seu povo. Tristemente, Deus o avisou que o coração
do povo seria insensível, seus ouvidos seriam endurecidos e seus olhos, fechados (Is 6.10). As advertências
de Deus ao Seu povo são sempre envoltas em palavras de esperança, e Suas promessas de libertação são
geralmente controladas por lembretes de punição. Isaías profetizou tanto juízo quanto libertação para
Jerusalém e para Judá sem nenhum foco sobre si mesmo (inclusive com poucas menções a si mesmo). Um
dos grandes assuntos, sobre o qual Isaias voltou repetidas vezes, é o de como os grandes impérios do mundo,
que buscam orgulhosamente se expandir no campo da história, colidem com a obra de Deus.

1- A CIDADE ALTIVA

Sobre a cidade altiva, o texto não parece estar preocupado em identificar uma cidade altiva em
especial, mas falando a respeito de um determinado comportamento. Um comportamento que é vivido por
aqueles que não confiam em Deus, nas suas leis e nas suas promessas.

“Aquele que possui coração altivo não consegue


servir verdadeiramente, não consegue ser servo de
verdade, não consegue ser um imitador do Deus
que se fez servo”.

Isaías, ao recorrer a ideia da cidade, não parece fazer alusão à infraestrutura urbana, mas à cidade como
sociedade como população, mentalidade, cultura e valores. Isaías trata da espiritualidade desse povo e traz
uma conclusão muito simples de que a cidade soberba, a cidade altiva, a cidade que confia em suas próprias
forças, essa sociedade vai voltar ao pó, vai sofrer. Em contra partida, demonstra que a cidade forte é aquela
que está firmada em Deus, a rocha Eterna, e por isso não cairá.

Nós vivemos em São Paulo, essa sociedade altiva que se apoia no próprio entendimento, que se acha evoluída
por causa das suas “conquistas tecnológicas”19. A cidade altiva acredita que o certo é aquilo que ela
determina, o padrão comportamental da humanidade que é devido, ao seu ver, é o padrão que ela determina.
Até mesmo o amor, se torna aquilo que ela determina. Assim, somos conduzidos a contar com aquilo que
Deus condena, confiar em nossas próprias forças, nos tornarmos devotos do “EU” e nos tornarmos orgulhosos.

18
Por: Ismael de Jesus. Pastor de Adolescentes e Juniores da Igreja Batista Betel.
19
Tecnologia não é sinônimo de evolução. Pode-se citar, como exemplo, as guerras e as tensões atuais referentes ao poder
bélico Koreano. Nisto, percebemos o caráter animalesco e progressivamente desumano da sociedade.
48
A cidade altiva é esfera pública, mas toda esfera pública é reflexo da esfera privada. Aqui, faz-se necessário
perguntar: Em que medida, em nossos lares, Deus participa das nossas decisões? Deus participa da educação
dos nossos filhos? Deus participa das nossas festas? Deus participa da nossa vida financeira? Ou a gente já
tomou todas as decisões?

Hoje, confiamos em tudo, menos no poder desse Deus. E enquanto as coisas não apertam e a dor não se
torna insuportável, temos muitas “boas soluções”. Não pedimos ajuda! Somos orgulhosos.

2- SOBRE O ORGULHO

Já disse o sábio: “O orgulho precede a queda” 20. Ser orgulhoso é gloriar-se em si mesmo mas
não possuir conteúdo em si mesmo (1Co 4.7). Ou seja, o ser humano não é alto existente e nem pode
gloriar-se em si mesmo, porque tudo que tem recebeu de alguém. Logo, se nem toda tragédia da sua vida é
culpa sua, nem todo sucesso é mérito seu. Como você explica o seu sucesso? Como você explica a sua
tragédia?

A Bíblia evidencia várias vezes que o ser humano não tem consistência, é transitório, passa. Mesmo se as
Escrituras não se preocupassem em evidenciar isso, a história e o próprio viver seriam suficientes.

Não obstante, pode-se ler em Tg 4.14: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida?
Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”. Logo, compreendemos
que, se não temos substância e nem consistência, não temos legitimidade e nem conseguimos, por nós
mesmos, realizar aquilo que nos propomos a fazer. Por isso, nós cristãos, não adotamos a máxima de “querer
é poder”. Porque querer é apenas o tomar consciência da nossa falta de substância e falta de consistência. É
como Paulo afirma em Rm 7.15, “eu não consigo fazer o bem que quero e o que não quero, eu faço”.

Diante disso, como eu posso me gloriar em mim mesmo, me julgar alguém, se eu não consigo dar finalidade
à minha existência? C. S. Lewis diz que “o orgulho é o mais completo estado de alma anti-Deus”. Ou seja,
orgulho é motivação diabólica (Isaias 14. 11-15).

Talvez você não se ache orgulhoso por não se considerar o máximo, mas basta que você se considere melhor.
Você nem precisa se considerar o primeiro, basta não se considerar o último. Não precisa que não exista
alguém acima de você, basta que exista alguém abaixo. Isso, é constatação de que o germe do Diabo picou
você.

Quando somos cidade altiva, evidenciamos que o pecado de Lúcifer está presente em nós. Quando ficamos
revoltados quando nosso eu é contrariado, quando olhamos para as pessoas de cima para baixo, o pecado de
Lúcifer está em nós.

3– A HUMILHAÇÃO QUE GERA SERVIÇO

Em Is 29.2,4 existe a afirmação que quando Deus fizer juízo “haverá choro e lamentação e
Jerusalém parecerá um ambiente fantasmagórico, cuja voz subirá do fundo do pó”. Tão grande será
a humilhação que precederá a salvação. Aqui repousa uma ambivalência teológica: Deus julga e salva ao
mesmo tempo. Isaías demonstra isso, àqueles que se acham notáveis. Aqueles que acreditam que podem
fazer da mentira um refúgio, a fim de poder abrigar-se na ilusão (Is 28.15).

Gloriar-se é evidenciar quão cegado pelo pecado está. É abrigar-se em um castelo de ilusão, porque,
fato é, estamos antecipadamente humilhados pela presença do pecado em nossos corações.

Aquele que possui coração altivo não consegue servir verdadeiramente, não consegue ser servo de verdade,
não consegue ser um imitador do Deus que se fez servo. O coração altivo nos escraviza em uma mente

20
Cf. Provérbios 16.18
49
soberba que não consegue estender a mão ao necessitado, não consegue estender a mão para curar, não
consegue estender a mão para aquele que necessita de uma mão,

O estudo das escrituras, o propósito último da Palavra de Deus não é, meramente, informação teológica, mas
transformação de corações e vidas. Deus humilha o seu povo porque sabe que seu povo altivo jamais se
humilhará enquanto não perceber a sua própria fragilidade e pequenez, enquanto não perceber o outro.
Alguém com coração altivo jamais lavará pés, jamais será como a imagem do Filho unigênito.

CONCLUSÃO

A graça de Deus é um presente que não nos custou nada, mas o discipulado nos custa tudo. A Igreja
de Deus é uma comunidade que é humilhada por um Deus que foi humilhado em uma cruz. A Igreja de Deus
é uma comunidade que não olha pra ninguém de cima para baixo, porque sabe que o olhar de toda humanidade
deve estar voltado humildemente para cima, em um sinal de reconhecimento que ninguém é melhor que
ninguém e Deus é maior que tudo e todos. A Igreja humilhada é aquela que reconhece que tudo que tem e é,
o é e tem porque foi concedido por Deus e por isso compartilha e supri as necessidades uns dos outros. Essa
Igreja é a cidade forte porque Deus é a sua força. Essa é a Igreja que sofre em meio à uma cidade altiva,
entendendo que o seu sofrimento gera serviço e seu serviço gera vida, mesmo em uma sociedade fascinada
pela morte. Servir é ir contra o fracasso de ser devoto de si e orgulhar-se no “EU”.

APLICAÇÃO

1. Como o seu estilo de vida tem cooperado para servir a Deus e ao próximo, hoje?

2. Comente esta frase: “Eu quero Deus na minha vida. Mas, não quero Deus me dizendo (por meio da
Bíblia) o que devo fazer com a minha vida”.

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso
Senhor”. (Romanos 6.23)

50
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Hebreus 9 e 10 Sexta: 1Pedro 1 e 2

Lição #18 Terça: Hebreus 11 a 13


Quarta: Tiago 1 e 2
Sábado: 1Pedro 3 a 5
Domingo: 2Pedro 1 a 3
Quinta: Tiago 3 a 5

SERVIR É UM ATO DE AMOR E OBEDIÊNCIA A DEUS21


Texto bíblico: João 12:20-26

“Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me
servir, meu Pai o honrará” – João 12.26 (Bíblia Versão Revisada da tradução de João Ferreira de Almeida, de
acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego).

INTRODUÇÃO

O discipulado de Jesus implica em amar e servir. Um grande desafio. Quem pensa que seguir a Cristo
é apenas obter a garantia de uma vida no futuro está enganado. Seguir a Cristo é uma vida de serviço e amor.
O discipulado cristão implica em amar a Deus em primeiro lugar, e demonstrar esse amor em forma de serviço
a Ele e ao próximo. Sendo assim, todas as igrejas deveriam ter a
seguinte inscrição nos umbrais de suas portas: “Entre para adorar e
saia para servir”. A Missionária Soraya Machado da Cristolândia de
São Paulo, sempre diz que não devemos ser crentes Três “S”: salvos, “Eu sou um servo
sentados e satisfeitos.
do SENHOR e
CONTEXTO
conserto sapatos,
No relato de João capítulo 12 está inserido: o prenúncio da morte de
enquanto sirvo”.
Jesus (1-11), a entrada triunfal em Jerusalém (12-19), o desejo dos
gregos de verem a Jesus (20-22), e, a declaração de Jesus da sua dor (Dwight L. Moody)
e morte (27-43). Esse contexto é importante para entendermos o
significado das palavras de Jesus a respeito do valor da vida (v.25) e
do serviço cristão (v.26). Diante dessa realidade da morte de Jesus,
nós, os seus seguidores, somos exortados a servir. O serviço é uma característica daquele que segue a Jesus.
É colocar Deus em primeiro lugar, fazer Dele a razão de nossa existência e rejeitar tudo aquilo que nos afasta
dos seus caminhos. Pois, o serviço cristão requer lealdade absoluta, dedicação, firmeza, e acima de tudo, que
seja realizado com muito amor. Serviço sem amor é simples atividade sem sentido; e, amor sem serviço é
mero palavreado sem objetivo.

1- JESUS, O NOSSO MODELO DE SERVO E OBEDIÊNCIA


Todos os cristãos são chamados para servir. Servir é uma consequência natural do discipulado cristão.
Não estamos estudando a Bíblia apenas para somar conhecimento, mas sim, para o amadurecimento
espiritual. O crente que serve é um crente maduro, porque no serviço ele se realiza. Há um hino no Cantor
Cristão, número 410, cujo o estribilho diz: “No serviço do meu Rei, minha vida empregarei; gozo, paz,
felicidade, tem quem serve ao meu bom Rei”. Jesus demonstrou na prática sua condição de servo, culminando
no oferecimento de sua vida na cruz do Calvário. Ele foi obediente até à morte, e morte de cruz (Fl 2.8). E
mesmo sendo Deus, Jesus, em seu ministério terreno, aprendeu a obediência por aquilo que padeceu (Hb
5.8).

Em muitas igrejas, a cada dia, aumenta o número de crentes que não querem servir. Infelizmente, muitos
acreditam na concepção errada de que servir é tarefa somente para aqueles que foram chamados para o

21
Por: Neusa Maria. Servidora Pública, Doula Voluntária, Capelã Hospitalar e Escolar. Membro da Igreja Batista Betel.
51
ministério e se prepararam num seminário. Eles não compreendem que juntos, membros e pastores, são
cooperadores de Cristo. Pois, os ministros de Deus não foram chamados para trabalhar “pela” igreja, mas sim,
para trabalhar “com” a igreja.

“Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: sabeis que os que são reconhecidos como governadores
dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não
será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Pois também o Filho do
homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos
10.42-45).

“O mundo não é um pátio de recreio, mas uma sala


de aula. A vida não é um dia santo ou feriado,
mas uma escola educacional. E a única e eterna lição
para todos nós é: Como podemos amar melhor”
(Henry Drumond)

Servir é tarefa de todos. Quem não serve está em desobediência contra o seu Mestre que foi o maior exemplo
de servo. Como fundador da Igreja, Jesus lança um novo paradigma para o governo da comunidade dos
salvos: a grandiosidade será medida pelo grau de servilismo. Quanto mais servo, maior no Reino de Deus.
Jesus é o Maior porque foi o “mais servo – ofereceu a própria vida a serviço de todos os homens.

2- SERVIR AO SENHOR EM TODOS OS ASPECTOS DA NOSSA VIDA


Temos inúmeras oportunidades de servir na igreja e fora da igreja, como: ensino, ação social,
evangelização, missões, administração do templo, visitar, etc. O importante é que cada um procure servir
dentro de sua vocação, sem esquecer jamais o aspecto de que, qualquer que seja a área de atuação,
trabalhamos para o Senhor com o propósito de levar as boas novas do evangelho de Cristo para todas as
pessoas. Este objetivo da obra cristã deve ser mantido sempre em mente, para que não fiquemos combatendo
como se estivéssemos “batendo no ar” (1Co 9.26). Não há nenhum crente que não tenha pelo menos um dom
espiritual, e por isso, somos todos chamados ao serviço cristão.

O evangelista e avivalista americano do Século 19, Dwight L. Moody era sapateiro e sempre dizia: “Eu sou
um servo do Senhor e conserto sapatos, enquanto sirvo”. Podemos dizer como ele: “Sou um servo(a)
do Senhor e sou [...] jornalista, publicitário, bancário, comerciante, dona de casa, estudante, bancário,
advogado, funcionário público, engenheiro, professor, médico, cabeleireiro, manicure, podólogo,
fisioterapeuta, auxiliar de serviços gerais, balconista, militar, assistente social, enfermeira, administrador,
cuidador de idosos, etc, “ENQUANTO SIRVO”.

Entre as muitas histórias que foram registradas das Olimpíadas da Era Moderna, uma delas diz respeito a John
Stephen Akhwari, o corredor de maratonas que terminou por último nas Olimpíadas de 1968, na cidade do
México. Nenhum perdedor havia terminado uma maratona com tanto atraso. Machucado ao longo do caminho,
ele se arrastou para dentro do estádio com o curativo da sua perna cheio de sangue. Foi mais do que uma
hora depois que os outros corredores haviam completado a corrida. Somente alguns espectadores ainda
estavam ali quando Akhwari finalmente cruzou a linha de chegada. Quando lhe perguntaram por que continuou
a correr, apesar da sua dor, Akhwari respondeu: “O meu país não me enviou para a cidade do México para
iniciar a corrida. Eles me enviaram para terminá-la”. A atitude deste atleta deveria ser a nossa atitude ao
seguirmos pelos anos da vida. Há uma “carreira que nos está proposta” (Hb 12.1) e nós devemos continuar
correndo até que alcançamos a linha final. Ninguém está demasiadamente velho para servir a Deus.
Precisamos continuar crescendo, amadurecendo e servindo até o final dos nossos dias. Desperdiçar os nossos
últimos anos sem servir é privar a igreja dos dons de Deus que Ele nos deu para serem compartilhados. Ainda

52
há serviço a ser feito. Ainda há muito a fazer. Por isso, vamos continuar correndo “com paciência”. Vamos
terminar a carreira – e terminar fortes.

3- SERVIR É AMAR COM O AMOR COM QUE CRISTO NOS AMOU


O AMOR é a marca do serviço cristão. Sem o amor tudo o que fazemos se torna mecânico e sem
sentido. O amor é o fator que dá sentido, não só à vida, mas a tudo que fazemos. A ação social sem amor é
mero assistencialismo em que as pessoas tem apenas as suas necessidades físicas mitigadas, enquanto a sua
vida espiritual continua a mesma. Quando falta o amor ao ministério cristão, a tarefa passa a ser feita por
obrigação e traz um sentimento de culpa e não de felicidade como nos ensinou Jesus, citado pelo Apóstolo
Paulo: “Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber” (Atos 20.35). Para muitos, quem opta por praticar
os ensinamentos de Cristo não é um bem-aventurado. Mas para o cristão, ser bem-aventurado é seguir a
Cristo, servir e obedecer aos Seus mandamentos. Por isso, nos sentimos felizes quando fazemos o bem,
quando amamos o próximo, quando praticamos o que Cristo ensinou. Isto é ser bem-aventurado.

O amor é a base de todos os nossos relacionamentos. O amor durará para sempre (1Co 13.13). Quando
amamos mostramos que somos participantes da natureza divina, porque Deus é amor (1Jo 4.8). O amor tem
sido mal interpretado e mal utilizado pela sociedade; o amor, por vezes, aparece como sinônimo para justificar
atos pecaminosos, como o adultério. Para que isso não ocorra precisamos entender o amor a partir das páginas
do Novo Testamento, que o apresenta como o mais nobre dos valores do homem e que é vivido pelo crente
por causa da presença do Espírito Santo em sua vida (1Co 13). Vivamos o verdadeiro amor, tendo como
exemplo o amor de Deus que foi manifestado por Jesus, o nosso Senhor.

Jesus é a fonte e modelo de amor ao próximo. O seu amor é sacrificial, capaz de entregar a sua vida pelo ser
amado. Num artigo intitulado “Senna, ou a morte dos heróis”, em Teologia do Cotidiano, (4ª ed., 2002, p.38),
Rubem Alves declara ter ficado muito triste com a morte do piloto Airton Senna, e manifesta a sua estranheza
pela sua não tristeza com a morte das crianças abandonadas, pelos inocentes que os criminosos matam, pelos
doentes ou pelos suicidas solitários. Este tipo de questionamento nos leva a pensar também sobre a nossa
insensibilidade com o sofrimento alheio. Com certeza, Jesus, o nosso exemplo de amor, está sensível ao sofrer
humano e querendo nos usar para promover transformação, transmitindo amor e vida. Amemos a exemplo
de Jesus, dando de nós para que outros possam viver melhor.

CONCLUSÃO
Henry Drumond em seu livro intitulado “A maior coisa do mundo”, 1992, p.19 diz que “no coração da
África, entre os Grandes Lagos, encontrei negros de ambos os sexos que ainda lembravam o único branco que
tinham visto antes – David Livingstone. E, à medida que se percorre as suas pegadas no Continente Africano,
iluminam-se as faces daqueles homens ao falarem do bom doutor que por ali passou, faz tantos anos. Não
podiam entender-lhe a língua; sentiam, porém, o amor que lhe pulsava no coração. Sabiam que aquilo era
amor, embora não lhes dirigisse uma palavra”. E ele completa o capítulo com esta frase: “O mundo não é um
pátio de recreio, mas uma sala de aula. A vida não é um dia santo ou feriado, mas uma escola educacional. E
a única e eterna lição para todos nós é: Como podemos amar melhor”.

Deus deseja que você sirva com os dons que Ele confiou a você, mas, antes de tudo, Ele espera que você seja
um dom para a Igreja, família e a sociedade. Sempre recorde as palavras de Jesus em Lucas 17.10: “Assim
também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: somos servos inúteis; fizemos somente o
que devíamos fazer”.

APLICAÇÃO

1. Você já se percebeu não servindo à igreja por não ter sido atendido em alguma necessidade ou por
não concordar com alguma decisão da igreja?
2. Como pretende agir a partir do texto estudado?
3. Como ser servo, independente das circunstâncias?

53
MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre
os mortos, será salvo”. (Romanos 10.9)

BIBLIOGRAFIA

Pontos Salientes. Rio de Janeiro: JUERP, 1982 a 1994.


Os Ministérios da Igreja. Revista Educação Cristã. São Paulo: 2001, SOCEP.
HARRISON Evertt F., Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Batista Regular, 1983.

54
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: 1João 1 e 2 Sexta: Apocalipse 2 e 3
Terça: 1João 3 a 5 Sábado: Apocalipse 4 e 5
Lição #19 Quarta: 2João e 3João Domingo: Apocalipse 6 e 7
Quinta: Judas e Apocalipse 1

DISCIPULAR É SERVIR22
Texto bíblico: João 13.13-15

'E uma vez que eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes
dei um exemplo a ser seguido. Façam como eu fiz a vocês.'

INTRODUÇÃO

O que é discipulado?

“O Discipulado, como encontrado no chamado primordial de cada cristão, é mais do que ministrar estudos
bíblicos ou ter classe de doutrina para um novo convertido, pois começa com o relacionamento intencional
que deve ser gerado desde a primeira ação evangelística que objetiva fazer discípulos multiplicadores. Diante
disso, podemos definir o Discipulado como:

O processo de fazer discípulos multiplicadores por meio do relacionamento intencional de um


discípulo com uma pessoa visando torná-la outro discípulo”. (Pr Fernando Brandão)

“...Jesus não os preparou [os díscipulos] apenas para


o batismo como costumamos fazer, mas capacitou-
os para uma vida de serviço ao próximo,
multiplicando o amor e fazendo novos discipulos”

No texto base da lição, Jesus se intitula Senhor e Mestre. Essa autodefinição de Jesus revela dois aspectos
fundamentais da sua relação com os seus discípulos: SENHOR/SERVOS e MESTRE/DISCÍPULOS. Ser um
discípulo de Jesus implica em servir a Ele e ao próximo, assim como ser um servo de Jesus implica em
discipular e ser discipulado, tanto por Jesus como por um outro discípulo. Pra entender melhor estes dois
aspectos, é necessário a compreensão do contexto do discipulado e do serviço nos dias de Jesus.

1- CONTEXTUALIZAÇÃO DO DISCIPULADO NOS DIAS DE JESUS


Quem era o discípulo nos dias de Jesus? Nosso conceito e entendimento sobre ser discípulo tem um
aspecto puramente cognitivo, ou seja, relacionado ao processo de transmissão e aquisição de conhecimento,
e isso em um ambiente de salas de aula. Estamos há mais de dois mil anos após os dias de Jesus, além da
distância geográfica e cultural daqueles dias. Aplicar o discipulado ordenado por Jesus com uma ótica dos
nossos dias, é um tremendo equívoco hermenêutico (de interpretação), que está mais ligado à nossa herança
histórica eclesiástica e às tradições religiosas pragmáticas do que propriamente à essencia do ensino e da
prática discipular ordenados por Jesus. O Pastor Diogo Carvalho expressou muito bem esta questão conforme
a seguir:

22
Por: Erickson de Barros Bermudes. Membro da equipe pastoral da Igreja Batista Betel e, responsável pela Gestão dos
Pequenos Grupos Multiplicadores (PGM) da Betel.
55
Discípulo era um aprendiz, um aluno. Ser discípulo de alguém significava assentar-se aos seus
pés para aprender, como fez Maria em Lucas 10.39: “Maria, sentando-se aos pés do Senhor,
ouvia a sua palavra”... Um outro exemplo de discipulado, é o da relação de Saulo com Gamaliel:
“Fui instruído de acordo com o rigor da Lei de nossos pais, aos pés de Gamaliel”. O ensino
discipular não era como o de hoje, mais voltado para a transmissão de informações. O conteúdo
do discipulado, em especial o praticado por Jesus, era essencialmente sabedoria para a vida, para
a tomada de decisões e o aperfeiçoamento do discípulo enquanto pessoa. Por essa razão, a
metodologia discipular era vivencial, relacional. A aprendizagem acontecia não apenas por meio
de aulas formais, mas pela observação de como o mestre se comportava diante das mais variadas
questões e situações da vida. (2016, p. 47,48).

A partir deste entendimento contextualizado do discipulado de Jesus, precisamos olhar para os nossos dias e
analisar como praticamos o discipulado, bem como estabelcer alguns parâmetros de comparação entre ambos.

Discipulado Moderno Discipulado de Jesus Texto Bíblico

Realizado com pessoas


Realizado com pessoas interessadas Mt 4.18 a 22
convertidas

Baseado apenas em uma série


Baseado em relacionamentos Jo 13.1; 1Ts 2.8
de estudos bíblicos

Desenvolvido pessoalmente e em Mc 3.13-14; Mt 17.1;


Desenvolvido em sala de aula
pequenos grupos Lc 24.33

Prepara para a vida e a


Prepara para o batismo Mt 28.18-20; 2Tm 2.2
multiplicação

Responsabilidade do pastor ou Responsabilidade de todos os


Mt 9.37,38; At 1.8
liderança nomeada cristãos

Tabela 1 – Comparação entre o Discipulado contemporâneo e o Discipulado de Jesus

Para compreendermos e aplicarmos o discipulado na nossa vida como igreja, é fundamental que estes cinco
paradigmas sejam teologicamente esclarecidos em nossa mente. A tradição religiosa – costumes incorporados
à igreja institucionalizada – foi dogmatizada ao longo dos séculos em detrimento princípios bíblicos
fundamentais. No caso do item 1, sempre tratamos como batistas a evangelização e o discipulado como fases
distintas e sequenciais no processo de nascimento e crescimento espiritual cristão. Entretanto, não foi assim
que Jesus ensinou nem praticou. Ele nunca estabeleceu esse limite. Os discípulos não eram “convertidos”
quando Jesus os chamou, mas eles tinham interesse em andar com Jesus e aprender seus ensinamentos na
relação Mestre/Discípulo. Aí começa o verdadeiro discipulado, quando alguém tem o interesse de andar com
você para aprender de Jesus, sendo ou não convertido.

Outro paradigma a ser revisado é a base do discipulado, que no caso de Jesus sempre foi o relacionamento
próximo aos seus discipulos, uma caminhada onde ele investiu sua própria vida na vida de seus discípulos,
sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia. A este processo, chamamos Relacionamento Discipulador.
Ainda que por vezes Jesus os ensinou de forma cognitiva, isso sempre foi antecedido por exemplos do dia a
dia, como vimos no texto base proposto. Outro aspecto importante do discipulado era o desenvolvimento em
pequenos grupos. Jesus chamou 12 discípulos, e ainda, entre estes, três estavam mais próximos em alguns
eventos como ocorreu na Transfiguração.

56
Outro ponto é que Jesus não os preparou apenas para o batismo como costumamos fazer, mas capacitou-os
para uma vida de serviço ao próximo, multiplicando o amor e fazendo novos discipulos. Essa é uma ordem
para todo discípulo, faz parte do nosso propósito como servos de Jesus. O apóstolo Paulo sintetizou isso de
forma bem clara na sua orientação ao seu discípulo e jovem pastor Timóteo na segunda carta que o enviou,
ilustrado na figura a seguir:

2Tm 2.2

“E as palavras que
me ouviu dizer na
presença de
muitas
testemunhas,
confie-as a
homens fiéis que
sejam também
capazes de ensiná-
las a outros.”

Figura 1 – Diagrama ilustrativo de 2Tm 2.2 – Ordem de multiplicação de discípulos para todos os servos
de Jesus

2- CONTEXTUALIZAÇÃO DE SERVIÇO ESCRAVO NOS DIAS DE JESUS

Uma outra relação estabelecida por Jesus é a de Senhor/Servos. Este aspecto usado por Jesus tem
como pano de fundo o contexto da escravatura nos dias do império romano. Lavar os pés de alguém era uma
atitude serviçal chocante, própria de um escravo não judeu (os escravos judeus em geral eram domésticos,
faziam parte do convívio da família). No Reino de Deus, aquele que agir com a postura de um escravo serviçal
será considerado entre os maiores. Foi assim que Jesus ensinou e agiu, foi isso que ele nos ordenou.

3- DISCIPULAR É SERVIR

Nos dias que antecederam sua morte, Jesus fez questão de dar um fechamento memorável aos seus
discípulos. Na passagem do texto base da lição, Jesus deixou claro que a prática discipular é um estilo de vida
voltado para o serviço mútuo, daí o binômio discípulo/servo. Vejamos as lições que aprendemos com Jesus:

• Jesus sendo Mestre e Senhor, se fez servo, e agiu com extrema humildade;
• Jesus nos ensinou que o discipulado é um ato de obediência a Deus e amor ao próximo, e que
ele ocorre de fato quando servimos uns aos outros, e nos permitimos ser servidos uns pelos
outros;
• Ser um discípulo-servo, e um servo-discípulo, é uma ordem e não uma alternativa a nós
cristãos.

CONCLUSÃO

Embora tais atitudes de Jesus demonstrem como nós, seus discípulos/discipuladores-servos devemos
agir, elas não são inéditas, Jesus já havia feito isso muito antes quando resolveu vir a este mundo em forma
de um bebê. É esta atitude que ele quer ver em nós conforme Filipenses 2.3ss – “Nada façam por ambição
egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide,
não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma

57
de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-
se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo , tornando-se semelhante aos homens”.

Sejamos verdadeiros discípulos-servos, não apenas nominais, mas sim, praticantes e obedientes, como
convém aos servos-discípulos.

APLICAÇÃO

• Como podemos resgatar o princípio do discipulado essencial de Jesus, que tem como base o
relacionamento discipulador, em detrimento de nossos paradigmas religiosos culturais, conforme
ilustrado na tabela?
• Como temos demonstrado ser discípulos-servos na prática do serviço mútuo?
• Temos encarado o serviço ao próximo como um ato de massagem do nosso próprio ego para ser
divulgado em redes sociais, ou como uma atitude discreta de amor ao próximo para satisfazer a
necessidade de nossos irmãos e pessoas em situação desfavorável?

MEMORIZE AS ESCRITURAS

“E disse Jesus: Eu sou caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. (João 14.6)

BIBLIOGRAFIA

BRANDÃO, Fernando. Igreja Multiplicadora. Rio de Janeiro: Convicção, 2014.


CARSON, D.A. & BEALE, G.K.(Org). Comentário do uso do AT no NT. São Paulo: Vida Nova, 2014.
CARVALHO, Diogo. Relacionamento Discipulador. Rio de Janeiro: JMN, 2016.

58
Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Apocalipse 8 e 9 Sexta: Apocalipse 16 e 17
Terça: Apocalipse 10 e 11 Sábado: Apocalipse 18 e 19
Lição #20 Quarta: Apocalipse 12 e 13 Domingo: Apocalipse 20 a 22
Quinta: Apocalipse 14 e 15

A RECOMPENSA DO SERVIR23
Texto Bíblico: Colossenses 3.17

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele
graças a Deus Pai”.

INTRODUÇÃO

Dando continuidade aos estudos sobre a Igreja de Cristo, veremos, por meio de alguns textos bíblicos,
que servir a Jesus Cristo deve produzir no cristão uma alegria imensurável; conforme diz o Salmo 100.2:
“Servi ao Senhor com alegria”, isto quer dizer: com motivação e prazer. Este sentimento do salmista, a alegria,
também estava presente na vida do apóstolo Paulo, de modo que, ao escrever à igreja de Colossos (3.17)
conecta tal convicção a todas as ações que o cristão realizar – “e tudo”, do grego (καὶ πᾶν), significa “sem
exceções”, indicando que todas as coisas que o cristão vier a realizar, ele deve fazê-la com ações de graças.

Deus nos escolheu para servi-Lo. Servir ao Senhor é um sentimento


que deve permear os nossos pensamentos e ações enquanto
membros do corpo de Cristo. Não podemos esconder os dons que
Servir ao Senhor é um nos foram dados pelo Espírito Santo de Deus quando nos
sentimento que deve convertemos a Ele, precisamos ter a consciência que “a obra do
Espírito Santo é glorificar a Jesus Cristo mostrando aos seus
permear os nossos
discípulos quem é Jesus (Jo 16.7-15). No momento em que nascem
pensamentos e ações de novo, os crentes em Jesus recebem o Espírito segundo a
enquanto membros do totalidade do Novo Testamento (At 2.28; Rm 8.9; 1Co 12.13), todos
os dons para a vida de serviço que aparecem subsequentemente na
corpo de Cristo.
vida do cristão fluem desse batismo inicial no Espírito, porque por
meio desse batismo o pecador está unido ao Cristo ressurreto”
(Bíblia de Genebra 1999, pág. 1256). Logo, caberá a cada cristão a
decisão de exercer ou não os dons recebidos para receber do Senhor o seu galardão.

1. SERVINDO UNS AOS OUTROS


Não podemos guardar os nossos dons para nós mesmos. Temos o dever ético de usá-los em prol da
Igreja enquanto corpo de Cristo, pois, dom é a capacidade ou habilidade dada por Deus ao crente, a fim de
capacitá-lo a desempenhar o seu serviço, a fim de que o Corpo de Cristo seja aperfeiçoado – “... com vistas
ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação corpo de Cristo” (Ef.
4.12). Segundo João Calvino em seu Comentário Bíblico (2010, p. 300) sobre Efésios 4.12 ”se a Igreja é
edificada unicamente por Cristo, prescrever o modo como ela deve ser edificada é também prerrogativa dele”.

Os dons não foram dados por Deus para satisfação pessoal de qualquer crente. Pelo contrário, eles foram
dados para suprir as necessidades da Igreja. Em Atos dos Apóstolos encontramos uma variedade de pessoas
reunidas e, Deus queria que todas as pessoas ouvissem a sua mensagem, por isso, foi dada a capacitação aos
apóstolos (At 2). Quando os membros da Igreja entendem a origem e a função dos seus dons, eles poderão
servir amplamente uns aos outros e em nada haverá falta na comunidade dos santos. Este era o entendimento
dos apóstolos. E Pedro, em sua primeira epístola (4.7-11) nos exorta a sermos:

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Por: Maria Alice Pereira. Bacharel em Teologia. Capelã Hospitalar Voluntária. Membro da Igreja Batista Betel.
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a) Criteriosos e sóbrios – devemos tomar cuidado sobre o que falamos e falarmos somente de acordo
com os oráculos de Deus para a glória de Deus;
b) Amorosos uns para com os outros – sermos amigos, carinhosos, pacientes com os nossos erros e
dos irmãos, demonstrando através de nossas atitudes compaixão;
c) Hospitaleiros – receber bem aos irmãos da fé, cuidando para que se sintam muito bem e confiantes
em nosso meio, sem murmuração;
d) Consoladores – lembrar de visitar os enfermos e confortá-los em oração. A visita presencial é a
melhor de todas, pois o enfermo se sentirá amparado pelo irmão da fé;
e) Servos uns aos outros – “...cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da
multiforme graça de Deus”.

A Igreja se tornará plena com nossos serviços. Ela fará a diferença no mundo real. Deus exige de seus santos
o exercício de seus dons, e através deles haverá uma grandiosa recompensa que veremos a seguir.

2 – A RECOMPENSA DOS SANTOS EM SERVIR AO SENHOR


Deus já nos agraciou com a salvação por meio de Jesus Cristo e certamente não precisaríamos de
mais nada. Porém, Deus em seu imenso amor e graça, reconhecendo o esforço de seus filhos em praticarem
as boas obras do Seu Reino no cumprir da missão para a qual foram chamados, agracia seus filhos com
galardões (1Co 3.10-15; Ap 22.12). O apóstolo Paulo em 1Co 15.58b diz: “...sabendo que, no Senhor o vosso
trabalho não é em vão”.

A maior recompensa dos nossos serviços será quando estivermos na presença santa e imaculada de Jesus o
Rei dos Reis e ouviremos dEle: “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir
a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

Pensar na recompensa de viver eternamente no céu com Cristo, num lugar onde o pecado e seus efeitos
malígno não podem entrar é realmente um lugar que valerá todo o nosso esforço enquanto estivermos aqui
na Terra. Teremos um corpo ressurreto, nossa comunhão com os irmãos jamais será quebrada. Segundo o
livro do Apocalipse, lá não haverá lágrimas e nem dor e estaremos eternamente com todos os santos e o
Senhor. Devemos sonhar com este lugar que Jesus foi preparar para nós os seus escolhidos.

Gosto muito da música “Imagine”, cantada pela Cassiane que diz:

Imagine um lugar onde tudo é muito lindo...


Imagine um lugar onde não haverá a dor, nem ódio e nem rancor. É o céu pra onde eu vou...
Imagine você, andando pelas ruas de ouro e de cristal como nunca viu igual.
Imagine você num corpo transformado...
Imagine você falando com Abraão, Isaque e Jacó. Estaremos juntos lá...
Imagine você recebendo uma coroa...
Imagine você cantando num coral. Um hino triunfal, um hino sem igual...

APLICAÇÃO
1. Como você imagina este momento da entrega dos galardões dado pelo próprio Rei dos reis o Senhor
Jesus Cristo?
2. Baseando-se no seu serviço a Deus hoje, que tipo de galardão você imagina receber de Deus?

3. Tente descrever qual será a sua emoção ao encontrar-se com Jesus e o que você diria a Ele ao receber
o seu galardão.

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei;
eu o segurarei com minha mão direita vitoriosa”. (Isaías 41.10)

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Plano de Leitura Bíblica da Semana:
Segunda: Provérbios 1 a 4 Sexta: Provérbios 17 a 21
Terça: Provérbios 5 a 8 Sábado: Provérbios 22 a 26
Lição #21 Quarta: Provérbios 9 a 11 Domingo: Provérbios 27 a 31
Quinta: Provérbios 12 a 16

DESCOBRINDO O VALOR DO VOLUNTARIADO


CRISTÃO24
Texto Bíblico: 2 Coríntios 8.1-5

“Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da
Macedônia. No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram
em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que
podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência
aos santos. E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao
Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus”.

INTRODUÇÃO

A origem da palavra “voluntário”, vem do latim “voluntarius”, que significa: “aquele que age por
vontade própria”. Em nossos dias, voluntário pode significar:

• “Que não é forçado, que só depende da vontade; espontâneo”;


• “Que se pode optar por fazer ou não”;
• “Aquele que se dedica a um trabalho sem remuneração, prestando ajuda quando necessário”.

Nesta lição o objetivo é mostrar como a prática do voluntariado cristão


promove uma alegria singular na experiência do crente.
Todo o cristão pode
1- VOLUNTARIADO: EXPRESSÃO DA GRAÇA DIVINA
agir de modo
gracioso ao servir
“Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça
voluntariamente
que Deus concedeu às igrejas da Macedônia”. (2 Co 8.1)

O apóstolo Paulo faz uma ligação entre a atitude dos irmãos da


Macedônia e a graça de Deus. Ele usou a palavra ‘graça’ para se referir
ao voluntariado daqueles irmãos. Servir voluntariamente é uma das expressões mais nítidas da graça de Deus.

O Deus que nos deu graça nos desafia a agirmos em graça. Todo o cristão pode agir de modo gracioso ao
servir voluntariamente. Fazendo isso você se tornará a maior representação viva da graça divina.

2- O VOLUNTARIADO É FUNDAMENTADO NA GENEROSIDADE

“No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica
generosidade”. (2 Co 8.2)

Todos temos uma série de necessidades. Vivemos rodeados por elas. Não houve uma época em que irmãos
em Cristo não tenham passado por diversas lutas. Mas mesmo na dificuldade, o coração generoso vê condições

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Por: Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez. Pastor Titular da Igreja Batista Betel.
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de ajudar e ser bênção para outros. A expressão “rica generosidade” indica uma generosidade acima da média.
É assim que começa qualquer trabalho voluntário, com uma generosidade maior do que as demais.

“Não há voluntariado sem generosidade. Aquele que não encontra razões para servir, possivelmente não
entendeu o quanto recebeu da parte de Deus”. (Guilherme Gimenez)

3- O VOLUNTARIADO NÃO SE BASEIA EM OBRIGAÇÃO, MAS EM PRIVILÉGIO EM


SERVIR

“Servir voluntariamente é uma das expressões


mais autênticas de gratidão a Deus e, ao mesmo
tempo, submissão”.
(Guilherme Gimenez)

“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam, por iniciativa própria
eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos”. (2Co 8.3,4)

O servo voluntário não precisa ser pressionado para trabalhar: ele o faz de maneira espontânea, quer servir
com dedicação máxima.

“A medida do voluntariado é o amor cristão. O servo voluntário se sente privilegiado em poder ajudar e isso
o transforma em um servo por excelência”. (Guilherme Gimenez)

Quando alguém é transformado por Jesus Cristo naturalmente começa a sentir prazer em servir
voluntariamente. Não precisa de pressão psicológica, manipulação de qualquer forma ou qualquer noção de
obrigatoriedade. Servir é ato espontâneo. O cristão sente prazer em servir.

4- O VOLUNTARIADO É, PRIMEIRAMENTE, UM MINISTÉRIO


“E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e,
depois, a nós, pela vontade de Deus”. (2Co 8.5)

A escala de prioridades do servo voluntário, são:

a) Deus
b) Próximo

“A pessoa que se apresenta para servir mostra que entendeu seu papel nesse mundo, que é de viver para a
glória de Deus”. (Guilherme Gimenez)

APLICAÇÃO

1. Você tem investindo sua vida em ações práticas relacionadas ao Reino de Deus?
2. Sua gratidão a Deus pela salvação tem se manifestado em serviço a Ele?
3. Seu compromisso com Deus pode ser visto através de que atitudes?
4. Você vive para a glória de Deus ou para si mesmo?

MEMORIZE AS ESCRITURAS
“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês”. (Mateus
11.28)

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EXPEDIENTE

A apostila Servir é uma publicação da Igreja Batista Betel, editada exclusivamente para utilização de seus
membros. Sua elaboração foi executada voluntariamente pelos lideres e membros da igreja.

Pastor Presidente
Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

Direção
Sérgio Pereira de Morais

Colaboradores

Alberto Boaventura da Conceição Junior


Antônio Luiz Dionizio
Carlos Ramirez de Oliveira Garcia
Pastor Erickson de Barros Bermudes
Felipe Lopes Ribeiro
Pastor Gerson Belo de Santana
Pastor Ismael de Jesus da Silva
Isméria Maria Ferreira de Souza
Lúcia da Silva Figueiredo
Maria Alice de Souza Pereira
Neusa Maria Pereira de Souza
Nivaldo Pereira da Silva
Rubens Sérgio Dutra de Oliveira
Tamar Núbia de Souza Baptiston
Wellington Newton Marinho de Moura

Revisão

Carolina Grandino Pereira de Morais

IGREJA BATISTA BETEL


Rua Alfredo Pujol, 242 – Santana – São Paulo/SP
www.ibatistabetel.org.br

São Paulo / SP – Maio 2019

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