Sucot / Assíf
Passo a Passo
Sinagoga
Sem
Fronteiras
P: Ouvi dizer que esta comemora-
ção tem mais de um nome. Con-
fere?
R: Sim. A Torah chama a comemoração de
dois nomes:
Chag ha Sucot - Festa das Cabanas
Chag Ha’Assíf - Festa do recolhimento
P: Quando é a festa de Sucot?
R: Começa no dia quinze do Sétimo mês
(Tishrei) e dura, ao todo, sete dias.
No calendário civil, em 2024, inicia ao por do Sol
de 16 de Outubro e termina ao anoitecer 23 de
Outubro
*Inclui o dia adicional das diásporas
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Motivos
P: O que comemoramos /
festejamos? Na festa de Su-
cot / Assíf?
R 1: Comemoramos o fato de que o Cria-
dor abrigou nossos ancestrais em cabanas,
assim que os libertou da escravidão do
Egito
R 2: Festejamos a chegada do período do
ano no qual, após seis meses de colheitas e
maturação, podemos recolher e desfrutar
dos frutos colhidos no ciclo que termina.
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Mitsvot
P: Quais são as Mitsvot (pre-
ceitos) da festa?
R: Nesta comemoração temos duas
Mitsvot formais:
1. Habitar em uma Sucah
2. Obter e unificar as 4 espécies
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Habitar na Sucá
ְלַמַﬠן ֵיְדעוּ ֹדֹרֵתיֶכם ִכּי ַבֻסּכּוֹת הוַֹשְׁבִתּי ֶאת
ְבֵּני ִיְשָׂרֵאל ְבּהוִֹציִאי אוָֹתם ֵמֶאֶרץ ִמְצָר ִים ֲא ִני
ֵהיֶכםFְיהָוה ֱא
“Em cabanas habitem sete dias. Todo cidadão em
Israel habitará em cabanas, para que saibam todas
as vossas gerações que em cabanas os fiz habitar,
quando os tirei da terra do Egito.”
Conforme o passuk citado, todos os Filhos
de Israel devem habitar em cabanas, durante
os sete dias da festa de Sucot.
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Propósito
P: Quais são os propósitos desta
vivência?
R: Perpetuar, de modo profundo e impac-
tante, a memória coletiva do povo de Israel
P: O que o fortalecimento desta
memória coletiva impulsiona?
R: Os vínculos que unem os membros da co-
munidade, resultando em um povo mais
unido, forte e, portanto, muito mais coopera-
tivo e engrandecido, nos mais diversos aspec-
tos da vida
R: A recordação e a reflexão referentes às li-
ções aprendidas através das experiências vivi-
das pelos ancestrais.
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P: O que a vivência específica da
Mitsvah de habitar na Suca visa
fomentar?
Respostas:
1. A consciência de que não são as paredes que confe-
rem segurança, mas sim a presença do Criador em
nossas vidas.
2. A consciência de que a vida é efêmera e passageira
3. A consciência de que o principal elemento de uma
habitação é seu propósito e o que fazemos com ela.
4. A recordação de que cada um de nós, assim como
uma semente, é dotado de um potencial grandioso,
que será mais ou menos alcançado, de acordo com
os esforços que dedicarmos ao cultivo de nossa
“Adamá”.
Esta reflexão se baseia na ideia de que a Sucá é um
elemento de apoio aos agricultores, principalmente
no período em que recolhem o produto das colhei-
tas.
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P: Como cumprir a Mitsvah da
Sucá?
R: Para que a experiência da Sucah seja vivenciada
de modo ideal você deve viver na Sucah da mesma
forma que viveria em sua casa. Isso significa dormir,
se alimentar, interagir com a família e amigos, etc e
etc.
Isso, obviamente, é o que representa o ideal, que
nem sempre podemos vivenciar.
De qualquer forma, caso puder fazer suas refeições
na Sucah, ou pelo menos visitar a Sucah de outra pes-
soa neste período, certamente a sua vivência terá o
seu valor!
E mesmo se, por acaso, a pessoa não tiver nenhuma
oportunidade de estar em uma Sucah, certamente
poderá dedicar seu tempo às reflexões referentes a
esta maravilhosa Mitsvah, de modo que fará de seu
coração e sua mente, “Moradas” para o ideal repre-
sentado pela Sucah
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P: Como fazer a Suca?
R: Conforme as regras da Halachá, o ele-
mento central da Sucah é o teto, que deve ser
feito de vegetais. Normalmente utilizamos
folhas de palmeiras, mas também é possível
usar outras plantas.
Obs. O teto deve ser reto, na posição hori-
zontal e não deve ser feiro de modo triangu-
lar.
Em relação às paredes, a regra diz que devem
ser, no mínimo três, podendo ser de madeira,
ou até mesmo de alvenaria. As paredes exter-
nas da casa podem ser utilizadas, sem pro-
blema algum.
Obs. A Sucah deve estar debaixo do céu, sem
que haja teto, ou interrupção alguma.
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A Brachá da Sucá
Fonte das bênçãos é o senhor, Adonai nosso
deus, rei do universo, que nos consagrou com as
suas mitsvot e nos comandou habitar na Sucah
Baruch Atá Adonai, Elohenu, Melech Haolam, Asher Ki-
deshanu, Bemitsvotav Vetsivánu, Leshev Ba Sucah.
Costumamos fazer esta berachá, antes da bênção
do pão, ao sentarmos à mesa para fazermos as re-
feições.
Na primeira vez que fazemos a berachá, adiciona-
mos a bênção She’hecheyanu:
Fonte das bênçãos é o senhor, Adonai nosso deus,
rei do universo, que nos deu a vida, e nos deu a exis-
tência e nos fez chegar a este momento!
Baruch Atá Adonai, Elohenu, Melech Haolam, She’he-
cheyanu, Veki’ímanu, Vehiguiánu, Lazeman Hazê.
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P: Qual é o segundo preceito for-
mal de Sucot?
R: A segunda Mitsvah de Sucot é possuir e unir as
4 espécies, que em hebraico se diz Arbaát Haminím
ולקחתם לכם ביום הראשון פרי עץ הדר כפת
תמרים וענף עץ עבת וערבי נחל ושמחתם לפני יהוה
אלהיכם שבעת ימים
E tomarão para vocês, no primeiro dia, a fruta da árvore vistosa,
palma de tamareiras, galho da árvore do salgueiro e mirtos do ri-
acho e se alegrem diante de Adonai, vosso deus, durante sete dias.
(Vaykrá 23:40)
Obs.
Conforme a tradição, a fruta da árvore vistosa, citada no pas-
suk (versículo) acima, é o Etrog, que se parece com uma ci-
dra.
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A Berachá das 4 espécies
P: Existe uma berachá para
Mitsvah das 4 espécies?
R: Existe sim. E logo após a pronunciarmos, unimos
as quatro espécies, segurando o Etrog na mão direita
e os 3 vegetais na mão esquerda.
Fonte das bênçãos é o senhor, Adonai nosso deus,
rei do universo, que nos consagrou com as suas
mitsvot e nos comandou alçar o Lulav
Baruch Atá Adonai, Elohenu, Melech Haolam, Asher Ki-
deshanu, Bemitsvotav Vetsivánu, Al Netilat Lulav
Na primeira vez que cumprir a Mitsvah, nesta
edição de Sucot, faça também a seguinte berachá:
Baruch Atá Adonai, Elohenu, Melech Haolam, She’he-
cheyanu, Veki’ímanu, Vehiguiánu, Lazeman Hazê.
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A Mitsvah de se alegrar
P: Existe outra Mitsvah, além das
duas citadas acima?
R: Sim! Além das Mitsvot da Sucah e das 4 espécies,
temos outra importante Mitsvah, não formal, que é
a de nos alegrarmos de modo especial nesta comemo-
ração.
P: Por que esta orientação é dada
de forma específica em relação a
festa de Sucot / Assif?
R: A importância da felicidade é ressaltada nesta co-
memoração, pois é nela que podemos desfrutar, de
forma plena, dos maravilhosos frutos espirituais e
materiais, cuja colheita e maturação se iniciaram, seis
meses antes, durante a festa de Pessach.
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Além da contemplação e dos sentimentos, lou-
vores de gratidão e etc, esta felicidade também
se manifesta por meio da retribuição à genero-
sidade divina, que direcionamos aos nossos ir-
mãos menos abastados.
Esta “consequência” social do sentimento de
gratidão, que fortalece toda a comunidade, fica
clara e reluzente por meio das seguintes pala-
vras de Devarim 16:14:
ֶ מ
?ת ָ תּ? ו ְַעְבְדּ? ו ֲַא ֶ תּה וִּבנ ְ? וִּב ָ חגֶּ? ַא ַ תּ ְבּ
ָ ח ְ מ ַ שָׂ ְו
?שָׁעֶרי ְ שׁר ִבּ ֶ מנ ָה ֲאָ האְַל ָ ְ היּ ָתוֹם ו
ַ ְ ו ְַהֵלּו ִי ו ְַהגֵּר ו
E te alegres na tua festa, você, teu filho e tua
filha, teus serviçais e tuas criadas, assim como o
Levita, o imigrante e a viúva que vivem na tua
cidade!
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Feliz festa de Sucot
Rabino Ventura
Lady Law
Mishpachá Sinagoga
Sem Fronteiras
Rabino Ventura e Lady Law – Sinagoga Sem Fronteiras
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Tradução
Transliteração
Prece das velas
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Rabino Ventura e Lady Law
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