Aluno: Júlia Ayumi Jordão Mori/ Ra: 11202521660
Neste relatório, serão revisados a base para aula de Desenvolvimento e
Aprendizagem do dia 11/06 - sendo essa o texto de Paulo Freire: “Considerações em torno
do ato de estudar” - assim como a discussão proposta para a classe e os tópicos derivados
de observações sobre o texto. Ademais, irei relatar minhas considerações finais sobre
alguns pontos que me interessaram ao decorrer da aula.
“Considerações em torno do ato de estudar”, como dito anteriormente, construiu
o fluxo argumentativo em sala de aula. A dissertação se encontra em “Ação Cultural Para
Liberdade e Outros Escritos”, coletânea de textos redigidos por Paulo Freire, e se inicia
com uma sucinta reflexão do autor sobre qual seria o caminho ideal a ser percorrido não
apenas pelo interlocutor, no ato da criação bibliográfica, mas como também pelo
destinatário, no ato do estudo da bibliografia. Assim, aquele que cria deve estimular o
leitor, de modo a despertar ou aprofundar a curiosidade acerca do assunto tratado na obra.
Já aquele que recebe não deve fazer um estudo bancário, ou seja, apenas memorizar os
dados e então não compreender o que lhe é dado em sua totalidade, mas sim exercitar o
pensamento crítico, esse no qual auxilia a manter a postura ativa e desafiadora em relação
ao conteúdo estudado.
Sob esse viés, Freire aprofunda a ideia de como deve ser o pensamento crítico
individual. Segundo ele, é necessário entender que o autor não deverá ser cegamente
seguido, sua palavra não está acima dos demais. Porém, compreender que muitas vezes o
contexto histórico e ideológico do autor não será a mesma do leitor, sendo assim o
conteúdo apresentado um mediador entre as duas partes. Além disso, estar a par da
bibliografia, não se sentir diminuído ao encontrar dificuldades e, por fim, ler o texto em
sua totalidade para então fichar as partes que lhe interessam são conceitos fundamentais
para um pensamento crítico no estudo. Em minha concepção, a passagem final do assunto:
“Estudar não é um ato de consumir idéias, mas um ato de criá-las e recriá-las” resume o
que Paulo Freire dialoga com o leitor.
Já a discussão proposta em aula se inicia com o questionamento: “Como você
estuda?”. Assim, vários alunos relataram seus modos de estudar, alguns deles sendo:
procurar desafios para se sentir motivado, dar “aulas” para outras pessoas, memorização,
resumos e recursos visuais. Após algumas falas, o debate progrediu mais para o lado da
questão “Como seria o melhor jeito de fazer alguém aprender/estudar?”, alguns dos
pontos da sala sendo: tentar relacionar com o contexto do aluno (tomando cuidado para
não o colocar numa “bolha”), entender como o próprio aluno estuda, a dificuldade em
compreender o que seria o espaço “sala de aula” após a pandemia e a questão de idade
relacionada com identificação entre professores e alunos (e como apenas ser jovem não
já significa uma melhor relação com seus alunos).
Nesse contexto, durante as discussões, o professor destacou e aprofundou alguns
pontos de Paulo Freire sobre a educação, vistos no texto base. Ademais, recomendou
alguns autores como Larossa e Júlio Gioppa Aquino. Desse modo, em geral, a aula foi
cercada de debates produtivos.
Portanto, como dito introdutoriamente, aqui estão minhas considerações finais
acerca dos tópicos apresentados em aula. Primeiramente, gostaria de falar o modo que eu
prefiro estudar, já que não o disse em sala: sou uma pessoa que aprende mais com o visual,
normalmente em provas lembro dos assuntos por conta dos esquemas que fiz, cores que
usei na hora de escrever anotações ou até mesmo por desenhos (usava muito em biologia
no ensino médio, principalmente em citologia). Segundamente, achei muito interessante
estudar me “desafiando”, como inicialmente dito por um colega de sala, nunca havia
pensado nesse método justamente porque sinto que se não entendo algo de cara, me
frustro muito facilmente. Assim, após ler o texto de Paulo Freire, entendi como fazer isso
é importante e como fazê-lo (e achei engraçado o fato dele abordar justamente o que me
“impedia” de tentar esse método). Por fim, achei curioso o comentário do professor “o
que é a sala de aula?” sobre o pós pandemia nas escolas, pois sinto que infelizmente
muitos institutos de ensino, assim como alguns professores e alunos ainda não se
perguntaram a mesma coisa.