Climatologia
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Documento última vez atualizado em 01/08/2024 às 12:10.
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Índice
2.1) Introdução à Climatologia 3
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2. Climatologia
Introdução à Climatologia
Prezado aluno,
Trataremos de: diferença entre tempo e clima, camadas da atmosfera, elementos climáticos,
fatores climáticos, tipos de precipitação, tipos de circulação de ar, tipos climáticos, anomalias
climáticas e conferências sobre o clima. Climatologia é um tema interdisciplinar que muitas
vezes faz link com as questões ambientais. Ademais, climatologia é intradisciplinar,
relacionando-se com vegetação, hidrografia, relevo, solo, agricultura, fontes de energia, meio
ambiente e geopolítica.
De longe, tipos climáticos do Brasil é o item mais cobrado, porém, para entendê-los
profundamente é necessário tomar contato com os demais itens.
Quando começa a esfriar ou esquentar, dizemos que o clima mudou, certo? Errado, foi a
condição da atmosfera que foi modificada, seja por causa da pressão atmosférica (vento), da
umidade (chuva) e/ou da radiação solar (temperatura). No outono, na cidade de São Paulo, faz
frio pela manhã; na hora do almoço, faz calor; no final da tarde, garoa; e, na madrugada, esfria
novamente; nessas condições, não podemos dizer que o clima mudou, e sim que o tempo
mudou.
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3) Às vezes uma afirmação (assertiva) ou alternativa está correta. Porém, ela não
corrobora o enunciado ou aquilo que foi perguntado. Portanto, ela está incorreta.
5) Fique atento com a palavra “pode” e suas derivações, pois elas indicam possibilidade,
e não verdade.
6) Fique atento quando aparece no enunciado: “com base no texto”, “com base em seus
conhecimentos” etc.
A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
IV. Se em um único dia, chover, fizer frio e fizer calor, dizemos que o tempo mudou.
A) I e V.
B) I e IV.
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C) IV e V.
E) V.
Solução
Gabarito: A) I e V.
GABARITO: ALTERNATIVA A
I. Incorreto. O clima precisa ser observado por pelo menos 30 anos para constatar se
houve mudança climática.
III. Correto. A atmosfera é muito instável. “Do nada”, o dia fica nublado.
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Camadas da Atmosfera
A atmosfera é a parte da Terra composta por diversos gases: vapor d’água, nitrogênio (N),
oxigênio (O), ozônio (O3) etc. Quanto mais distante da superfície terrestre, menor a
concentração gasosa em virtude da menor gravidade. A atmosfera foi dividida em camadas
para facilitar o entendimento e saber quais são as características de cada uma delas.
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Especialistas afirmam que o buraco da camada de ozônio deixará de existir entre 2060 e
2080. Graças ao Protocolo de Montreal (em 1989, vários países comprometeram-se a
substituir os compostos que empobrecem a camada de ozônio), a emissão de CFC foi
reduzida significativamente. Ademais, o ozônio é um composto que se autorregenera
{O3 ⇌ O2 + [O]}.
Quando o CFC é atingido pelo raio ultravioleta, ele desintegra-se e libera cloro. O cloro
reage com o ozônio, sendo transformado em oxigênio, isto é, destruindo o O3. O buraco
da camada de ozônio formou-se na Antártida porque a baixa temperatura dificulta a
reposição do ozônio.
c) Mesosfera: entre 50 e 80 km de altitude. É a camada mais fria de todas (em torno de -10
e -100 °C), pois concentra pouco gás. Os satélites não conseguem orbitar nela por causa da
gravidade terrestre; assim, ela é pouco estudada. É nessa camada que ocorre a combustão de
meteoritos (estrela cadente), possuindo alta concentração de partículas de metais. Entre a
estratosfera e a mesosfera, existe uma camada chamada estratopausa, cuja temperatura não
varia conforme a altitude, mas os cientistas não sabem o porquê de isso acontecer.
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e) Exosfera: Possui cerca de 1,5 mil km a partir da superfície terrestre. Alguns cientistas não
consideram uma camada da atmosfera e sim parte do espaço sideral, pois recebe mais
influência da radiação solar do que da gravidade da Terra. Ela é composta por hélio (He) e
hidrogênio (H), podendo ultrapassar 1000º C na presença da luz solar. Apesar da elevada
temperatura, satélites de telecomunicação e telescópios de longo alcance se encontram nessa
camada.
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A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
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Solução
GABARITO: ALTERNATIVA C.
A letra A está incorreta. Incorreto. Ela concentra poucos gases, mas isso não significa que os
afasta.
A letra D está incorreta. Incorreto. De acordo com a imagem, a atmosfera possui 5 camadas.
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Elementos Climáticos
Elementos climáticos (ou atmosféricos) são os “ingredientes” que definem um tipo climático de
uma determinada região. A radiação solar (temperatura), a pressão atmosférica (vento) e a
umidade (precipitação) são os principais componentes do clima.
a) Temperatura (radiação solar): depende da atuação do Sol na Terra. A radiação solar (raio
ultravioleta) e a irradiação terrestre (raio infravermelho) são os principais responsáveis por
determinar a temperatura em nosso planeta. Para entendermos melhor, vale ressaltar o balanço
energético, isto é, a quantidade de luz do Sol que é absorvida e refletida pela Terra.
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23% é carregada para nuvens e atmosfera pelo calor latente do vapor d´água;
Essa dinâmica do balanço energético também remete ao efeito estufa. Os gases da atmosfera
permitem a passagem do raio ultravioleta, absorvendo o calor. Cerca de 50% desses raios
solares são barrados pela estratosfera, e o restante atinge a superfície terrestre, aquecendo-a.
Vale lembrar que o efeito estufa é um fenômeno natural, o problema é o agravamento dele por
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meio dos gases do efeito estufa, como: CO2, CFC, metano (CH4), dióxido de enxofre (SO2)
etc. Esse agravamento é o que nós conhecemos como aquecimento global.
umidade relativa (do ar): relação (%) entre umidade absoluta e seu ponto de orvalho.
Quando alcança 100%, a atmosfera está saturada, ocorrendo precipitação.
Em um deserto, a umidade relativa do ar pode chegar a 15%, sendo que a média mundial é de
60%. Assim, quando dizemos que a umidade relativa do ar é de 60%, significa que o ar está
com 60% de sua capacidade máxima de água.
Quando a umidade relativa do ar é muito baixa, ela pode causar problemas respiratórios e,
quando muito alta, a proliferação de fungos, mofos, ácaros, entre outros, é maior.
Se estiver muito quente e a umidade relativa do ar for muito alta, você sente muito calor
porque o suor evapora da sua pele com mais dificuldade, o que faz com que a sensação
térmica seja mais alta. Se estiver muito quente e a umidade relativa do ar for muito baixa, você
conseguirá suportar até 37 °C sem passar mal, pois seu suor evaporará mais rápido, resfriando
seu corpo.
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Quanto maior a altitude, mais frio. Assim, a pressão atmosférica é maior, certo? Errado.
Em elevadas altitudes, o ar é rarefeito, isto é, possui menos moléculas de oxigênio. Se há
menos moléculas para entrar em atrito, logo, será frio. Porém, a temperatura baixa não
significa, necessariamente, alta pressão.
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A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
II. A evaporação das águas emersas e da evapotranspiração dos seres vivos interferem
na condição do tempo e do clima.
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A) III, IV e V.
B) V.
C) I e II.
E) I, II e III.
Solução
Gabarito: E) I, II e III.
GABARITO: ALTERNATIVA E
II. Correto. A variação da umidade pode ocorrer por causa da latitude, altitude, correntes
marítimas e massas de ar, isto é, devido aos fatores climáticos.
III. Correto. De maneira geral, quanto menor a latitude, menor a pressão atmosférica.
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Altas latitudes: Zona Polar ou Zona Glacial (a partir do Círculo Polar Antártico até o
extremo sul da Terra e a partir do Círculo Polar Ártico até o extremo norte da Terra).
b) Altitude: os gases retêm pouco calor. Quanto mais elevada for a topografia, menos
superfície sólida para absorver a radiação solar. Além disso, há diminuição da pressão
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c) Maritimidade: quando estamos na praia pela manhã, percebemos que a areia está quente e
que a água está fria. Durante a noite, notamos que a areia está fria e que a água está morna. O
que aconteceu? A água é um elemento da natureza que demora para esquentar, mas também
demora para esfriar (calor específico mais elevado do que o da areia). Assim, em tese, nas
áreas litorâneas, a diferença de temperatura entre o dia e a noite é pequena (baixa amplitude
térmica). Porém, se existir atuação de corrente marítima fria, essa diferença será maior. As
nuvens conseguem reter o calor, evitando grandes perdas durante a noite e a madrugada.
A água é um regulador térmico, também entendido como amortecedor térmico, graças a sua
alta capacidade térmica – calor específico – e isso significa que mais energia precisa ser
trocada para variação de temperatura, ou seja, é mais difícil de mudar a temperatura em
ambientes úmidos.
Outro detalhe: durante o dia o calor propicia a formação de nuvens que durante a noite
funcionaram em um efeito estufa.
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A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
A) Latitude
B) Maritimidade
C) Longitude
D) Continentalidade
E) Altitude
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Solução
Gabarito: E) Altitude
GABARITO: ALTERNATIVA E
A letra A está incorreta. INCORRETA: Mesmo estando mais perto da linha do Equador do
que Sorocaba, Campos do Jordão apresenta temperaturas mais baixas.
A letra E está correta. CORRETA: Altitude é a distância em metros a partir do nível do mar,
quanto maior ela for menor a temperatura.
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a) Relevo: a geomorfologia determina a direção dos ventos e das massas de ar, facilitando ou
dificultando a passagem de umidade de um local para outro. Por exemplo: a Cidade do México
é rodeada por topografia elevada. Considerando que a capital mexicana possui uma atmosfera
muito poluída, o ar circula com dificuldade, fazendo com que muitas pessoas tenham
problemas respiratórios. Outro exemplo: os Estados Unidos são conhecidos pelos tornados.
Esse fenômeno ocorre com mais frequência lá porque as montanhas rochosas a Oeste e os
Montes Apalaches a Leste dificultam a circulação de ar para outras áreas, formando o
“corredor dos tornados”.
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A massa de ar úmida (mais densa) colide com a topografia mais elevada (barlavento). Então, o
vapor d’água condensa-se, provocando a chuva de relevo ou orográfica. Depois, a massa de ar
(menos densa) consegue passar para o outro lado da encosta (relevo), continuado seu curso
sem umidade (sotavento).
Nuvens altas: cirrus, cirrocumulus e cirrostratus, formadas por água e/ou cristais de
gelo. Normalmente, elas indicam tempo ensolarado;
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mEc: quente e úmida (região com muitos rios) – responsável pelo aquecimento
durante o verão na maior parte do país – “a rainha do verão”
mTa: quente e úmida (sobre o oceano) – atua sobre o litoral oriental brasileiro
mPa: fria e úmida – responsável pelo fenômeno “friagem” no Norte do país e pelas
chuvas de inverno no litoral oriental do Nordeste
Friagem: O relevo favorece que a massa Polar atlântica atinja a porção ocidental da
Amazônia, em especial o Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, reduzindo as
temperaturas.
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c) Correntes marítimas (marinhas ou oceânicas): são rios dentro do oceano. As águas não se
misturam, pois há diferença entre salinidade, temperatura e densidade. Podem ser quentes
(existem 12) ou frias (existem 9). As correntes frias possuem elevado grau de oxigênio,
condições necessárias aos plânctons (zooplânctons, especialmente um crustáceo chamado krill
e fitoplânctons – algas), que atraem os peixes, formando uma cadeia alimentar. Isso ocorre
porque as correntes frias se deslocam para o fundo do mar e, quando afloram, trazem consigo
muitos micro-organismos. A corrente quente favorece a reprodução marinha e a evaporação.
Entre as correntes marítimas, podemos destacar:
Golfo: corrente quente que se origina no México e desloca-se para a Europa. Assim, faz a
temperatura subir na costa oeste europeia, impedindo que o Mar do Norte congele;
Brasil: corrente quente que atua na costa brasileira, contribuindo para temperatura e
pluviosidade mais elevadas. Vale ressaltar que o Sul e parte do Sudeste são atingidos pela
corrente marítima fria das Malvinas (Falklands).
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Ilha de Calor: a zona urbana possui muitos elementos que fazem a temperatura ficar
maior comparada à zona rural, tais como: o asfalto (baixo albedo) que absorve muita
luminosidade, os poluentes liberados pelos transportes e indústrias, menor
quantidade de árvores, vidraças que retém o calor por muito tempo etc.;
Inversão térmica: durante o outono ou inverno na zona urbana, o ar frio que é mais
denso faz pressão sobre o ar quente, dificultando a circulação do ar quente poluído,
o que faz com que agrave os problemas respiratórios;
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Aquecimento global: apesar de não ter sido provado, ele é conteúdo do Ensino
Médio. Também chamado de agravamento do efeito estufa, o aquecimento global é
caracterizado pelo aumento da temperatura do planeta. Entre os responsáveis por
isso, podemos citar o gás metano, o gás carbônico e os óxidos nitrosos. Quanto às
consequências, temos: derretimento das geleiras, aumento do nível dos oceanos e
maior ou menor quantidade de chuva.
A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
A) Do Golfo
B) De Benguela
C) Das Monções
D) Do Pacífico Norte
E) De Humboldt
Solução
Gabarito: E) De Humboldt
GABARITO: ALTERNATIVA E
A letra A está incorreta. Incorreta: O sistema da corrente do Golfo funciona como uma
correia de transmissão gigante, transportando água quente da superfície do Equador para o
norte e enviando águas profundas e frias de baixa salinidade para o sul.
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A letra C está incorreta. Incorreta: A corrente das monções é quente está localizada na Ásia
meridional.
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Tipos de Precipitação
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Neve → em regiões frias (a água muda de estado físico – “congela” - fora da nuvem)
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g) Chuva ácida: toda chuva é ácida por causa principalmente do gás carbônico, mas a acidez
pode aumentar devido aos óxidos de nitrogênio e de enxofre.
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A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
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A chuva orográfica ocorre devido aos fatores climáticos, entre outros, podemos
mencionar:
C) Massa de ar e precipitação.
D) Precipitação e vegetação.
E) Vegetação e temperatura.
Solução
GABARITO: ALTERNATIVA B
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Tipos de Circulação de Ar
Célula de Ferrel: também chamada de célula das latitudes médias. Encontra-se entre os
trópicos e os círculos polares. Em baixas altitudes, o ar movimenta-se em sentido dos polos.
Célula polar: o ar que vem da célula de Hadley e da célula de Ferrel, ao chegar aos polos
devido à baixa temperatura, exerce alta pressão.
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Alísios: são os ventos que sopram constantemente dos trópicos para o Equador em
baixas altitudes. Os alísios são ventos úmidos que provocam chuvas nas imediações
do Equador, onde ocorre o encontro e a ascensão desses ventos. Por essa razão, a
zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas.
A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) pode atuar por até 10 dias, sendo
responsável por chuva volumosa e prolongada no Norte, Centro-Oeste e Sudeste do
Brasil. Apesar de a ZCAS ocorrer em todo verão, sua intensidade pode variar, ou seja,
em vez de chover, o tempo fica apenas nublado.
De acordo com Marengo, os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados
por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens,
e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das
nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste
e Sul do Brasil.
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Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do
sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes
quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios
voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um
fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.
A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do
continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos.
Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da
evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para
a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com
mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente
como chuva mais adiante.
O vento pode expressar-se de várias maneiras, seja uma simples brisa marítima ou um tornado,
podendo causar chuva torrencial ou estiagem severa.
Tempestade ou temporal: chuva torrencial marcada por raio (descarga elétrica entre a
nuvem e a superfície), relâmpago (descarga elétrica visível em forma de luz), trovão (ondas
sonoras do relâmpago) e ventos fortes.
Tempestade tropical, ciclone, furacão ou tufão: são redemoinhos atmosféricos que giram
em torno de um centro de baixa pressão, podendo durar 1 semana e ter 400 km de
diâmetro. Iniciam nas águas quentes litorâneas e podem ir para o continente, provocando
chuvas e ventos fortes de 119 km/h ou mais.
Diferenças:
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2. Climatologia
A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
C) Célula Tropical.
D) Ventos Alísios.
E) Ventos Contra-Alísios.
Solução
GABARITO: ALTERNATIVA B
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As dinâmicas dos elementos climáticos, somadas aos fatores climáticos, determinam os vários
tipos de clima existentes. A classificação de Köppen-Geiger é baseada na relação entre clima e
vegetação e considera 5 tipos climáticos e suas variações:
Aw - Clima de savana
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B - Climas secos
E - Climas polares
ET - Tundra
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Quando um climograma aparece em sua prova, o que você faz? Busca o padrão. Nesse
caso:
a) Clima equatorial: média térmica elevada (25-30 °C), com exceção do Planalto das
Guianas; lembre-se de que, quanto mais elevada a topografia, menor a temperatura.
Baixa amplitude térmica e elevados índices pluviométricos (aproximadamente 2.500
mm/ano) graças à formação de centros de baixa pressão.
Na Amazônia Ocidental, temos o chamado equatorial super úmido. E por que isso
acontece? Ali, os centros de baixa pressão são praticamente permanentes, logo, chove
mais. Por isso, no mapa, encontramos tons mais escuros, refletindo um regime de
chuvas com totais anuais superiores a 2.500 mm e a ausência de uma estação seca. Um
grande exemplo dessa realidade é São Gabriel da Cachoeira (a seguir, estudaremos por
meio de um climograma).
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2. Climatologia
Repare que, no Baixo Amazonas (inclusive na Ilha do Marajó), a umidade volta a crescer,
não no mesmo padrão que temos na Amazônia Oriental. Nesse caso, a mEa é a
responsável pelo maior volume de chuva (essa é porção do clima equatorial chamada de
úmida).
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2. Climatologia
A friagem é um fenômeno que acontece nessa faixa do Brasil graças a fatores que
surgem fora da região equatorial. Por outro lado, o próximo ponto que trataremos segue
o sentido oposto: surge na Amazônia e influencia o Centro-Sul brasileiro – os rios
voadores.
Os ventos alísios carregam umidade, e a chuva cai na Amazônia; aí, começa a destacar-
se a importância da floresta: é por meio das árvores (e, claro, também dos rios) que a
evapotranspiração ali é tão volumosa, garantindo que a umidade se mantenha elevada e
constante, ou seja, a floresta reabastece de umidade os ventos.
Isso por toda a floresta. Detalhe: quanto mais ao Oriente (Leste), maior a influência da
umidade proveniente do oceano; quanto mais ao Ocidente (Oeste), maior a influência da
evapotranspiração para reabastecer tais ventos (afinal, é na Amazônia Oriental que
temos o clima equatorial superúmido).
Os ventos úmidos estão seguindo seu caminho de Leste a Oeste até depararem-se com
a Cordilheira dos Andes. É ali que outro sistema atmosférico entra em cena: os jatos de
baixos níveis (JBN). E o que é isso? É um sistema de ventos de alta velocidade que se
estabelece entre os dois primeiros quilômetros da atmosfera, e é esse sistema que
direciona a umidade para o Centro-Sul do Brasil.
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b) Clima tropical: média térmica elevada (acima de 18 °C), baixa amplitude térmica,
verão quente e chuvoso (entre 1.000 e 2.000 mm/ano) e inverno “frio” e seco (o período
de estiagem não é o mesmo em todo o país). Esse tipo climático pode ser subdividido
em tropical úmido (índice pluviométrico maior), tropical semiárido (índice pluviométrico
menor) e tropical de altitude (média térmica menor).
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c) Clima subtropical: média térmica abaixo dos 20 °C, amplitude térmica um pouco
elevada, ausência de estação seca e chuvas bem distribuídas ao longo do ano (1.200 a
1.500 mm/ano).
O Brasil dito subtropical é caracterizado pela forte influência da massa polar atlântica e
dos sistemas extratropical, tendo início entre o sul de São Paulo e o Paraná.
Quanto à temperatura, esse clima se caracteriza por uma grande amplitude térmica,
garantindo temperaturas médias amenas, mas verões e invernos intensos (para os
padrões brasileiros, é claro). E por que o clima subtropical apresenta a maior amplitude
térmica do país? Graças ao movimento de translação e à inclinação da Terra.
No verão, no Hemisfério Sul, os raios solares atingem de maneira mais intensa o Trópico
de Capricórnio; logo, as temperaturas nas proximidades serão mais elevadas, mas, como
há o movimento de translação, em um outro momento, teremos o inverno no Hemisfério
Sul (porque os raios solares serão mais intensos no Trópico de Câncer). É essa variação
que cria invernos mais frios e verões mais quentes no clima subtropical.
É graças a essa dinâmica que afirmamos que, no clima subtropical, as quatro estações
são mais perceptíveis, já que, para “passar” de uma estação quente para uma fria (e vice-
versa), é necessária uma transição, ou seja, outono (do verão para o inverno) e primavera
(do inverno para o verão).
2. Climatologia 42/59
2. Climatologia
Uma outra característica importante quanto a esse clima é a distribuição regular das
chuvas, ou seja, não há uma estação seca, tampouco uma estação de concentração de
chuvas. Chuvas bem distribuídas não são sinônimo de dizer que “chove o mesmo tanto
todo mês”.
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2. Climatologia
Mas, se não é o Planalto da Borborema (ou, pelo menos, não apenas ele) o responsável
por essa condição de quase aridez, o que mais podemos pontuar? Célula de alta
pressão: é provável que a extensão meridional do anticiclone dos Açores (arquipélago
pertencente a Portugal e que fica no Atlântico) influencie essa região, dificultando a
entrada da massa equatorial continental (que é úmida e poderia levar chuva ao Sertão).
e) Clima tropical litorâneo úmido: média térmica elevada (25-30 °C), baixa amplitude
térmica, verão quente e chuvoso (entre 1.500 e 2.500 mm/ano) e inverno “frio” e seco
na porção Sudeste. No Nordeste, o inverno é mais úmido.
É importante fazer uma ressalva: o litoral oriental do Nordeste atende a um outro regime
de chuvas. Ali, as máximas pluviométricas são identificadas entre março e agosto
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2. Climatologia
Essas mesmas serras que condicionam o clima tropical de altitude no Sudeste brasileiro
favorecem que a porção a barlavento se junte ao litoral do Rio de Janeiro, Espírito Santo
e ao litoral oriental do Nordeste. Qual é a diferença aqui? A maior ação das massas de ar
marítimas (que, no caso brasileiro, são denominadas de atlânticas – afinal, é o Oceano
Atlântico que banha nosso país), que garante maior volume de chuvas em relação aos
“demais climas tropicais”.
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E por que isso acontece? Graças a 2 fatores: ao relevo e às massas úmidas. Tais massas
avançam em direção ao continente e, ali, encontram a Serra do Mar (e, quando mais
intensas, até mesmo a Serra da Mantiqueira). Do choque entre a mTa e o relevo, temos a
chuva orográfica a barlavento. E que cidade está nesse barlavento? Sim, Ubatuba.
f) Tropical de altitude: média térmica moderada (20 °C), moderada amplitude térmica,
verão quente e chuvoso (entre 1.000 e 2.000 mm/ano) e inverno frio e seco.
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2. Climatologia
A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
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2. Climatologia
Solução
GABARITO: ALTERNATIVA C
Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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pouco mais:
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a) Clima desértico: elevada amplitude térmica e baixo índice pluviométrico (inferior a 200
mm/ano). O deserto pode ser de areia, solo, sal ou neve. O que caracteriza um deserto é o
baixíssimo índice pluviométrico. Nos desertos de neve, a média térmica é em torno de 18 °C.
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2. Climatologia
amplitude térmica e chuvas (cerca de 2.000 mm/ano) bem distribuídas ao longo do ano.
d) Clima frio: conhecido como subpolar, média térmica inferior a 0 °C, baixa pluviosidade
(700 mm/ano) e grande amplitude térmica anual.
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f) Clima polar: inverno longo e rigoroso, média térmica inferior a -10 °C, grau de reflexão da
luz solar (albedo) muito alto.
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2. Climatologia
A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
A) Chile.
B) Uruguai.
C) Paraguai.
D) Venezuela.
E) Suriname.
Solução
Gabarito: A) Chile.
GABARITO: ALTERNATIVA A
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Provavelmente, ocorre o El Niño porque não ocorreu ressurgência nessa área. Assim, as
águas ficam mais quentes, provocando maior precipitação em algumas áreas e menor
em outras. O El Niño ocorre, em média, a cada 3 ou 5 anos, durando cerca de 12 a 18
meses. O nome El Niño faz uma referência ao menino Jesus, pois o fenômeno foi
percebido pela primeira vez em dezembro, mês do Natal. O La Niña é exatamente o
contrário do El Niño, ou seja, as águas esfriam.
Resumindo, graças à ação dos ventos alísios, as águas superficiais quentes são
empurradas em direção à Austrália, abrindo “espaço” para a ascensão das águas frias. Se
o El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais, ele acontece quando o ciclo
normal é rompido, ou seja, os ventos alísios enfraquecem e não conseguem realizar o
trabalho feito em condições normais.
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2. Climatologia
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2. Climatologia
b) Primeira Conferência Mundial do Clima (1979): cientistas alertaram os países sobre como as
mudanças climáticas podem afetar a agricultura, os recursos naturais e a economia.
g) Protocolo de Kyoto (1997): pela primeira vez, foi definido o compromisso ambiental dos
países industrializados com metas específicas para cada país.
i) Protocolo de Kyoto (2005): entrou em vigor após a entrada da Rússia. As metas deveriam ser
cumpridas entre 2008 e 2012.
j) Flexibilização do Protocolo de Kyoto (2008): foi criado o crédito de carbono. Aqueles países
que atingissem suas metas de não poluir, com o oferecimento do crédito de carbono, poderiam
fazer com que os países que não atingiram a meta continuassem poluindo até que atingissem a
meta.
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A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.
A) I e II
B) I e III
C) I e IV
D) II e III
E) II e IV
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2. Climatologia
Solução
Gabarito: A) I e II
GABARITO: ALTERNATIVA A
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2. Climatologia
Meteorologista do Inmet, Franco Villela explica fenômeno que atingiu a cidade antes da chuva
Muita gente quer entender o que foi a nuvem de poeira que atingiu Franca na tarde de
domingo, 26/09/2021. O fenômeno, segundo especialistas, é mais comum em outros países,
onde é chamado de “haboob”. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) classifica como
tempestade de poeira ou frente de rajadas.
“As nuvens de tempestade sugam o ar e devolvem em forma de vento frio, que entra por baixo
do ar quente. Como houve contraste de massas, porque Franca-SP estava com 28 °C, Ribeirão
Preto-SP com 34 °C, gera um turbilhão que levanta toda a camada de poeira depositada a
níveis bastante altos e forma o paredão e nuvens incríveis de poeira”, afirmou Franco Villela,
meteorologista do Inmet.
O meteorologista afirmou que as chances do fenômeno se repetir reduziu após a chuva que
caiu no município após a passagem da nuvem de poeira. Em Franca-SP, choveu 21,4 milímetros
no domingo, 26/09/2021. “É um volume moderado e que ajudou a lavar a superfície. Temos
previsão de chuva para toda a semana, mesmo que de forma mais isolada, mas isso dificulta a
repetição do fenômeno”.
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