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Climatologia

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2.

Climatologia

5 - Curso Interativo EsPCEx - Geografia -


Prof. Saulo Takami
Prof. Saulo Takami

2 Climatologia
Documento última vez atualizado em 01/08/2024 às 12:10.

2. Climatologia 1/59
2. Climatologia

Índice
2.1) Introdução à Climatologia 3

2.2) Diferença entre Tempo e Clima 3

2.3) Camadas da Atmosfera 5

2.4) Elementos Climáticos 10

2.5) Fatores Climáticos - Latitude, Altitude, Maritimidade e Continentalidade 15

2.6) Fatores Climáticos - Relevo, Massa de Ar, Corrente Marítima e Homem 19

2.7) Tipos de Precipitação 25

2.8) Tipos de Circulação de Ar 30

2.9) Tipos Climáticos do Brasil 34

2.10) Tipos Climáticos do Exterior 48

2.11) Anomalias Climáticas e Conferências sobre o Clima 51

2.12) Atualidades sobre Climatologia 56

2.13) Exercícios da EsPCEx sobre Climatologia 57

2. Climatologia 2/59
2. Climatologia

Introdução à Climatologia

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

Prezado aluno,

Trataremos de: diferença entre tempo e clima, camadas da atmosfera, elementos climáticos,
fatores climáticos, tipos de precipitação, tipos de circulação de ar, tipos climáticos, anomalias
climáticas e conferências sobre o clima. Climatologia é um tema interdisciplinar que muitas
vezes faz link com as questões ambientais. Ademais, climatologia é intradisciplinar,
relacionando-se com vegetação, hidrografia, relevo, solo, agricultura, fontes de energia, meio
ambiente e geopolítica.

De longe, tipos climáticos do Brasil é o item mais cobrado, porém, para entendê-los
profundamente é necessário tomar contato com os demais itens.

Diferença entre Tempo e Clima

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

Quando começa a esfriar ou esquentar, dizemos que o clima mudou, certo? Errado, foi a
condição da atmosfera que foi modificada, seja por causa da pressão atmosférica (vento), da
umidade (chuva) e/ou da radiação solar (temperatura). No outono, na cidade de São Paulo, faz
frio pela manhã; na hora do almoço, faz calor; no final da tarde, garoa; e, na madrugada, esfria
novamente; nessas condições, não podemos dizer que o clima mudou, e sim que o tempo
mudou.

Tempo é o estado momentâneo da atmosfera. Diferentemente, clima é o estudo do tempo ao


longo de pelo menos 30 anos. Por exemplo, imagine que, na cidade de São Paulo, no dia 25 de
dezembro de 2018, fez 42 °C, eu posso falar que o clima mudou? Não, foi atípico, mas não é o
suficiente para fazer tal afirmação. Se essa mesma condição permanecer pelos próximos 30
anos, então eu posso falar que o clima mudou. A ciência que estuda o tempo é a Meteorologia,
e a que estuda o clima é a Climatologia.

Antes de começar a responder, aqui vão 6 observações importantes:

2. Climatologia 3/59
2. Climatologia

1) Cuidado com as seguintes palavras e expressões nos enunciados: “principalmente”,


“especialmente”, “fundamentalmente”, “essencialmente”, “maior destaque”, “se sobressai
diante das demais” etc. Quando elas aparecem, pode haver 2 ou mais alternativas
corretas, mas, entre elas, existe uma que é a mais IMPORTANTE.

2) Cuidado com as seguintes palavras e expressões: “nunca”, “apenas”, ‘sempre”,


“qualquer”, “toda”, “exclusivamente”, “obrigatoriamente”, “nenhum”, “invariavelmente”,
“somente”, “permanentemente”, “só”, “rigorosamente”, “de modo algum”, ‘em nenhuma
circunstância” etc. Quando elas aparecem, normalmente – eu disse NORMALMENTE –
a afirmação (assertiva) ou alternativa está errada.

3) Às vezes uma afirmação (assertiva) ou alternativa está correta. Porém, ela não
corrobora o enunciado ou aquilo que foi perguntado. Portanto, ela está incorreta.

4) Estamos acostumados a responder a alternativa correta. Assim, cuidado quando o


enunciado solicita a alternativa incorreta (“errada”, “exceto”, “falsa”, “equivocada” ou
“menos”).

5) Fique atento com a palavra “pode” e suas derivações, pois elas indicam possibilidade,
e não verdade.

6) Fique atento quando aparece no enunciado: “com base no texto”, “com base em seus
conhecimentos” etc.

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000081914

Existem diferenças significativas entre o tempo e o clima. Analise as afirmações.

I. No Brasil, se em um único dia de verão os termômetros apontarem 10° C, isso é o


suficiente para constatar uma mudança climática.

II. A meteorologia é o estudo do tempo.

III. Tempo é o estado momentâneo da atmosfera.

IV. Se em um único dia, chover, fizer frio e fizer calor, dizemos que o tempo mudou.

V. Entre os fatores climáticos, temos: altitude, latitude, maritimidade, continentalidade,


massa de ar, relevo, correntes marítimas, pressão atmosférica e o homem.

Qual(is) afirmação(ões) está(ão) incorreta(s):

A) I e V.

B) I e IV.

2. Climatologia 4/59
2. Climatologia

C) IV e V.

D) II, III e IV.

E) V.

Solução

Gabarito: A) I e V.

GABARITO: ALTERNATIVA A

I. Incorreto. O clima precisa ser observado por pelo menos 30 anos para constatar se
houve mudança climática.

II. Correto. Nos noticiários vemos a previsão do tempo.

III. Correto. A atmosfera é muito instável. “Do nada”, o dia fica nublado.

IV. Correto. O tempo muda constantemente.

V. Incorreto. Pressão atmosférica é um elemento climático.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
saber o que fez você acertar ou errar. Portanto, clique no link abaixo e pratique um
pouco mais:

https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/5b87f237-d171-4766-
9eb1-0d6ae99ac65a [1]

Camadas da Atmosfera

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

A atmosfera é a parte da Terra composta por diversos gases: vapor d’água, nitrogênio (N),
oxigênio (O), ozônio (O3) etc. Quanto mais distante da superfície terrestre, menor a
concentração gasosa em virtude da menor gravidade. A atmosfera foi dividida em camadas
para facilitar o entendimento e saber quais são as características de cada uma delas.

2. Climatologia 5/59
2. Climatologia

a) Troposfera: a espessura da camada varia desde a superfície terrestre até em torno de 20 km


de altitude (na região da Linha do Equador, ela é aproximadamente o dobro mais espessa do
que nos polos, pois o raio solar incide perpendicularmente na latitude 0°, fazendo com que as
moléculas de ar se expandam e ascendam). Nela, ocorrem quase todos os fenômenos
meteorológicos, sendo composta, principalmente, por nitrogênio, oxigênio e gás carbônico
(CO2), mas existem outros gases. Retém o vapor d’água oriundo da evapotranspiração (água
que os seres vivos liberam), correspondendo a 75% da massa gasosa do planeta. A tropopausa é
o ponto mais alto e frio da troposfera; a chuva de granizo ocorre porque o vapor d'água chega
a ela e fica na divisa com a estratosfera. Quanto mais elevado, menor a temperatura (para cada
1.000 m de altitude, a temperatura cai cerca de 7 °C).

b) Estratosfera: entre 10 e 50 km de altitude. Concentra gás ozônio, que é responsável por


barrar (filtrar) a radiação ultravioleta (emitida pelo Sol) tipo B (UV-B). Nessa camada, 90% do UV-
B é absorvido pelo ozônio. A camada de ozônio (ozonosfera) está entre 20 e 35 km de altitude.
2. Climatologia 6/59
2. Climatologia

Na década de 1980, descobriu-se uma queda acentuada de ozônio na Antártida, fenômeno


conhecido como buraco da camada de ozônio. Isso ocorreu por conta da emissão do
clorofluorcarbono (CFC), componente que era utilizado como isolante em aparelhos de
refrigeração, aerossóis e materiais plásticos. Caças das forças aéreas e balões que auxiliam na
previsão do tempo podem chegar a essa camada.

OBS.: a troposfera e a estratosfera são as camadas mais cobradas.

Especialistas afirmam que o buraco da camada de ozônio deixará de existir entre 2060 e
2080. Graças ao Protocolo de Montreal (em 1989, vários países comprometeram-se a
substituir os compostos que empobrecem a camada de ozônio), a emissão de CFC foi
reduzida significativamente. Ademais, o ozônio é um composto que se autorregenera
{O3 ⇌ O2 + [O]}.

Quando o CFC é atingido pelo raio ultravioleta, ele desintegra-se e libera cloro. O cloro
reage com o ozônio, sendo transformado em oxigênio, isto é, destruindo o O3. O buraco
da camada de ozônio formou-se na Antártida porque a baixa temperatura dificulta a
reposição do ozônio.

c) Mesosfera: entre 50 e 80 km de altitude. É a camada mais fria de todas (em torno de -10
e -100 °C), pois concentra pouco gás. Os satélites não conseguem orbitar nela por causa da
gravidade terrestre; assim, ela é pouco estudada. É nessa camada que ocorre a combustão de
meteoritos (estrela cadente), possuindo alta concentração de partículas de metais. Entre a
estratosfera e a mesosfera, existe uma camada chamada estratopausa, cuja temperatura não
varia conforme a altitude, mas os cientistas não sabem o porquê de isso acontecer.

d) Termosfera: entre 80 e 500 km de altitude. É a camada mais espessa da atmosfera. Ela


absorve os raios ultravioletas diretamente, por isso a temperatura pode ultrapassar os 1.000 °C.
Essa camada também é conhecida como ionosfera. Concentra íons (nesse caso, átomos que
ganham elétrons) que possibilitam a reflexão de ondas de rádio e TV. Os satélites resistentes às
altas temperaturas e os ônibus espaciais podem orbitar nessa camada. É na termosfera que as
auroras polares (boreal e austral) são produzidas. Esse fenômeno acontece por causa dos
ventos solares que são carregados com plasma, provocando luz quando entram em contato
com o campo magnético da Terra. A interação entre o vento solar e o campo magnético é
conhecida como magnetosfera. A termopausa fica entre a termosfera e a exosfera.

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2. Climatologia

e) Exosfera: Possui cerca de 1,5 mil km a partir da superfície terrestre. Alguns cientistas não
consideram uma camada da atmosfera e sim parte do espaço sideral, pois recebe mais
influência da radiação solar do que da gravidade da Terra. Ela é composta por hélio (He) e
hidrogênio (H), podendo ultrapassar 1000º C na presença da luz solar. Apesar da elevada
temperatura, satélites de telecomunicação e telescópios de longo alcance se encontram nessa
camada.

A Troposfera e a Estratosfera são as camadas mais importantes, ou seja, memorize-as.

Na Troposfera, quanto mais elevada for a altura, menor a temperatura. No entanto, a


mesma regra não cabe para algumas camadas, observe:

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2. Climatologia

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2023 | 4000088864

Sobre as camadas da atmosfera, assinale a alternativa correta:

A) A mesosfera é uma camada que afasta os gases.

B) A termosfera é uma camada de gases próxima a superfície.

C) A troposfera é a camada em contato direto com a superfície terrestre.

D) A atmosfera é formada por duas camadas apenas.

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2. Climatologia

E) A exosfera é a camada mais próxima a superfície da Terra.

Solução

Gabarito: C) A troposfera é a camada em contato direto com a superfície terrestre.

GABARITO: ALTERNATIVA C.
A letra A está incorreta. Incorreto. Ela concentra poucos gases, mas isso não significa que os
afasta.

A letra B está incorreta. Incorreto. Ela está entre 80 e 500 km da superfície.

A letra C está correta. Correto. Nela ocorre fenômenos meteorológicos e climatológicos.

A letra D está incorreta. Incorreto. De acordo com a imagem, a atmosfera possui 5 camadas.

A letra E está incorreta. Incorreto. Pelo contrário, é a mais distante.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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Elementos Climáticos

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

Elementos climáticos (ou atmosféricos) são os “ingredientes” que definem um tipo climático de
uma determinada região. A radiação solar (temperatura), a pressão atmosférica (vento) e a
umidade (precipitação) são os principais componentes do clima.

a) Temperatura (radiação solar): depende da atuação do Sol na Terra. A radiação solar (raio
ultravioleta) e a irradiação terrestre (raio infravermelho) são os principais responsáveis por
determinar a temperatura em nosso planeta. Para entendermos melhor, vale ressaltar o balanço
energético, isto é, a quantidade de luz do Sol que é absorvida e refletida pela Terra.

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2. Climatologia

A consequência, em porcentagem, da energia solar emitida é a seguinte:

51% é absorvida pela superfície terrestre;

20% é refletida pelas nuvens;

16% é absorvida pela atmosfera;

6% é refletida pela atmosfera;

4% é refletida pela superfície terrestre;

3% é absorvida pelas nuvens.

A consequência, em porcentagem, da energia solar refletida pela Terra é a seguinte:

64% é radiada (refletida) para o espaço a partir das nuvens e da atmosfera;

23% é carregada para nuvens e atmosfera pelo calor latente do vapor d´água;

7% condução e ascensão do ar;

6% radiada diretamente para o espaço a partir da Terra.

Essa dinâmica do balanço energético também remete ao efeito estufa. Os gases da atmosfera
permitem a passagem do raio ultravioleta, absorvendo o calor. Cerca de 50% desses raios
solares são barrados pela estratosfera, e o restante atinge a superfície terrestre, aquecendo-a.
Vale lembrar que o efeito estufa é um fenômeno natural, o problema é o agravamento dele por

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2. Climatologia

meio dos gases do efeito estufa, como: CO2, CFC, metano (CH4), dióxido de enxofre (SO2)
etc. Esse agravamento é o que nós conhecemos como aquecimento global.

b) Umidade (precipitação): a evaporação das águas emersas e da evapotranspiração dos seres


vivos interfere na condição do tempo e do clima. A variação da umidade pode ocorrer por
causa da latitude, da altitude, das correntes marítimas e das massas de ar, isto é, devido aos
fatores climáticos. Para analisar esse elemento climático, é necessário saber:

umidade absoluta: quantidade de água existente no ar;

ponto de orvalho ou de saturação: quantidade de vapor d’água que o ar pode suportar;

umidade relativa (do ar): relação (%) entre umidade absoluta e seu ponto de orvalho.
Quando alcança 100%, a atmosfera está saturada, ocorrendo precipitação.

Em um deserto, a umidade relativa do ar pode chegar a 15%, sendo que a média mundial é de
60%. Assim, quando dizemos que a umidade relativa do ar é de 60%, significa que o ar está
com 60% de sua capacidade máxima de água.

Quando a umidade relativa do ar é muito baixa, ela pode causar problemas respiratórios e,
quando muito alta, a proliferação de fungos, mofos, ácaros, entre outros, é maior.

Se estiver muito quente e a umidade relativa do ar for muito alta, você sente muito calor
porque o suor evapora da sua pele com mais dificuldade, o que faz com que a sensação
térmica seja mais alta. Se estiver muito quente e a umidade relativa do ar for muito baixa, você
conseguirá suportar até 37 °C sem passar mal, pois seu suor evaporará mais rápido, resfriando
seu corpo.

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2. Climatologia

c) Pressão atmosférica (vento): é a pressão do ar sobre a superfície terrestre. Ela varia


conforme os seguintes fatores climáticos:

Latitude: é diretamente proporcional. Quanto menor a latitude, menor a pressão


atmosférica. Na região da Linha do Equador, o ar dilata-se e tende a ascender,
diminuindo a pressão do ar (baixa pressão – BP). Nos polos, o frio faz as moléculas
contraírem-se, ficando mais denso e aumentando a pressão do ar (alta pressão – AP).

Altitude: é inversamente proporcional. Quanto maior a altitude, menor a pressão


atmosférica.

Quanto maior a altitude, mais frio. Assim, a pressão atmosférica é maior, certo? Errado.
Em elevadas altitudes, o ar é rarefeito, isto é, possui menos moléculas de oxigênio. Se há
menos moléculas para entrar em atrito, logo, será frio. Porém, a temperatura baixa não
significa, necessariamente, alta pressão.

O ar circula graças às diferenças de pressão atmosférica. Os ventos deslocam-se das


áreas de alta pressão (anticiclonais - descendentes, ou seja, descem) para as áreas de
baixa pressão (ciclonais - ascendentes, isto é, sobem). Os anticiclonais são dispersores
de ar, dificultando a formação de nuvens carregadas em função do movimento
subsidente do ar. Os ciclonais são convergentes, favorecendo a formação de nuvens
carregadas por causa do movimento ascendente do ar. Num mapa, a pressão
atmosférica é expressa em milibar (mb) pelas linhas isóbaras (pontos de igual pressão
atmosférica ao nível do mar).

Atenção: observe na imagem:

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2. Climatologia

AP: “setinhas para fora”: dispersa o ar;

BP: “setinhas para dentro”: converge o ar (atraindo o ar e a chuva).

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000081938

No que tange aos elementos climáticos, analise as assertivas a seguir.

I. A radiação solar (raio ultravioleta) e a irradiação terrestre (raio infravermelho) são os


principais responsáveis por determinar a temperatura no nosso planeta.

II. A evaporação das águas emersas e da evapotranspiração dos seres vivos interferem
na condição do tempo e do clima.

III. Na região da Linha do Equador, o ar se dilata e tende a ascender, diminuindo a


pressão do ar (baixa pressão – BP).

IV. A massa de ar é o fluxo de ar e água na atmosfera, responsável pela variação térmica


e de umidade, sendo quente, fria, úmida ou seca. Podendo ser classificada conforme a
latitude que se encontra, sendo Polar, Tropical ou Equatorial.

V. A geomorfologia determina a direção dos ventos e das massas de ar, facilitando ou


dificultando a passagem de umidade de um local para outro.

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2. Climatologia

Assinale a alternativa que aponta somente assertiva(s) correta(s):

A) III, IV e V.

B) V.

C) I e II.

D) II, III e IV.

E) I, II e III.

Solução

Gabarito: E) I, II e III.

GABARITO: ALTERNATIVA E

I. Correto. A radiação é um elemento climático também conhecida como temperatura.

II. Correto. A variação da umidade pode ocorrer por causa da latitude, altitude, correntes
marítimas e massas de ar, isto é, devido aos fatores climáticos.

III. Correto. De maneira geral, quanto menor a latitude, menor a pressão atmosférica.

IV. Incorreto. Massa de ar é um fator climático e não um elemento climático.

V. Incorreto. O relevo é um fator climático e não um elemento climático.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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pouco mais:

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Fatores Climáticos - Latitude, Altitude, Maritimidade e


Continentalidade

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

2. Climatologia 15/59
2. Climatologia

Os fatores climáticos influenciam um tipo de clima. Por exemplo: o Brasil é um país


tropical, certo? Sim. Porém, em regiões de topografia mais elevada, como em Campos
do Jordão (SP), Monte Verde (MG) e Teresópolis (RJ), temos clima tropical de altitude,
caracterizado pelas temperaturas mais baixas quando comparadas ao clima tropical.
Então, podemos concluir que a altitude é um fator climático? Sim. Saber os fatores
climáticos é essencial; saber associá-los é mais ainda.

a) Latitude: devido ao formato praticamente esférico da Terra, do eixo de inclinação e


da translação, a radiação incide de forma distinta, variando conforme a região e a época
do ano. Resumindo, em tese, quanto mais afastado da Linha do Equador, menor a
temperatura. Por exemplo: Salvador- (BA) e Miraflores (distrito da capital peruana) ficam
praticamente na mesma latitude. No entanto, a média térmica em Lima é menor do que
na capital baiana. Por quê? O Peru recebe a influência de corrente marítima fria, e o
Brasil, de corrente marítima quente. Portanto, apesar de estarem praticamente na
mesma latitude, isso não significa que a temperatura será a mesma. Por isso, é
fundamental saber associar os fatores climáticos.

Baixas latitudes: Zona Intertropical ou Zona Tórrida (entre o Trópico de Capricórnio e o


Trópico de Câncer).

Médias latitudes: Zona Temperada (entre o Círculo Polar Antártico e o Trópico de


Capricórnio e entre o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer).

Altas latitudes: Zona Polar ou Zona Glacial (a partir do Círculo Polar Antártico até o
extremo sul da Terra e a partir do Círculo Polar Ártico até o extremo norte da Terra).

b) Altitude: os gases retêm pouco calor. Quanto mais elevada for a topografia, menos
superfície sólida para absorver a radiação solar. Além disso, há diminuição da pressão
2. Climatologia 16/59
2. Climatologia

atmosférica, afastando as moléculas gasosas, tornando o ar rarefeito. Resumindo, quanto


mais alto, menor a temperatura. Tanto é que as montanhas elevadas (Evereste,
Aconcágua, Kilimanjaro, Monte Fuji etc.) possuem neve no topo, não importando a
localização. Isso vale apenas para a troposfera; nas outras camadas da atmosfera, a
temperatura pode aumentar ou diminuir conforme a altitude.

Gradiente Vertical Térmico: a cada 1 km de altitude, 6°C de variação.

c) Maritimidade: quando estamos na praia pela manhã, percebemos que a areia está quente e
que a água está fria. Durante a noite, notamos que a areia está fria e que a água está morna. O
que aconteceu? A água é um elemento da natureza que demora para esquentar, mas também
demora para esfriar (calor específico mais elevado do que o da areia). Assim, em tese, nas
áreas litorâneas, a diferença de temperatura entre o dia e a noite é pequena (baixa amplitude
térmica). Porém, se existir atuação de corrente marítima fria, essa diferença será maior. As
nuvens conseguem reter o calor, evitando grandes perdas durante a noite e a madrugada.

A água é um regulador térmico, também entendido como amortecedor térmico, graças a sua
alta capacidade térmica – calor específico – e isso significa que mais energia precisa ser
trocada para variação de temperatura, ou seja, é mais difícil de mudar a temperatura em
ambientes úmidos.

Outro detalhe: durante o dia o calor propicia a formação de nuvens que durante a noite
funcionaram em um efeito estufa.

Resumindo - ação da maritimidade: ↑ temperatura (maior evapotranspiração) e ↓amplitude


térmica (regulador térmico e nuvens)

d) Continentalidade: se estivermos em um deserto de areia pela manhã, a temperatura pode


ultrapassar os 40 °C. Durante a noite, pode cair para 5 °C. Por que tanta diferença? A areia é
um elemento da natureza que aquece rapidamente, mas esfria rapidamente também (calor
específico mais baixo do que o da água), provocando elevada amplitude térmica entre o dia e a
noite. Quase não há nuvens por causa da baixíssima evaporação, fazendo com que o calor se
dissipe rapidamente, porque a ausência de nuvens impede que o calor seja retido. É o “oposto”
de maritimidade, onde há pouquíssima concentração de corpos hídricos.

2. Climatologia 17/59
2. Climatologia

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000081571

Mesmo dispondo de terras mais próximas à Linha do Equador do que Sorocaba, as


temperaturas em Campos do Jordão são mais amenas, devido à sua

A) Latitude

B) Maritimidade

C) Longitude

D) Continentalidade

E) Altitude

2. Climatologia 18/59
2. Climatologia

Solução

Gabarito: E) Altitude

GABARITO: ALTERNATIVA E
A letra A está incorreta. INCORRETA: Mesmo estando mais perto da linha do Equador do
que Sorocaba, Campos do Jordão apresenta temperaturas mais baixas.

A letra B está incorreta. INCORRETA: Maritimidade influencia na umidade e amplitude


térmica.

A letra C está incorreta. INCORRETA: Longitude não é um fator climático.

A letra D está incorreta. INCORRETA: Sorocaba e Campos do Jordão apresentam


praticamente a mesma continentalidade.

A letra E está correta. CORRETA: Altitude é a distância em metros a partir do nível do mar,
quanto maior ela for menor a temperatura.

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Fatores Climáticos - Relevo, Massa de Ar, Corrente Marítima e Homem

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

a) Relevo: a geomorfologia determina a direção dos ventos e das massas de ar, facilitando ou
dificultando a passagem de umidade de um local para outro. Por exemplo: a Cidade do México
é rodeada por topografia elevada. Considerando que a capital mexicana possui uma atmosfera
muito poluída, o ar circula com dificuldade, fazendo com que muitas pessoas tenham
problemas respiratórios. Outro exemplo: os Estados Unidos são conhecidos pelos tornados.
Esse fenômeno ocorre com mais frequência lá porque as montanhas rochosas a Oeste e os
Montes Apalaches a Leste dificultam a circulação de ar para outras áreas, formando o
“corredor dos tornados”.

2. Climatologia 19/59
2. Climatologia

A massa de ar úmida (mais densa) colide com a topografia mais elevada (barlavento). Então, o
vapor d’água condensa-se, provocando a chuva de relevo ou orográfica. Depois, a massa de ar
(menos densa) consegue passar para o outro lado da encosta (relevo), continuado seu curso
sem umidade (sotavento).

b) Massa de ar: é o fluxo de ar e água na atmosfera, responsável pela variação térmica


e de umidade, sendo quente, fria, úmida ou seca. Podendo ser classificada conforme a
latitude em que se encontra, sendo polar, tropical ou equatorial. Quanto menor a
temperatura, maior a pressão atmosférica, pois o ar é mais denso; é inversamente
proporcional. A movimentação das massas de ar forma as nuvens:

Nuvens altas: cirrus, cirrocumulus e cirrostratus, formadas por água e/ou cristais de
gelo. Normalmente, elas indicam tempo ensolarado;

Nuvens médias: altocumulus e altostratus provocam garoas;

Nuvens baixas: stratus e stratocumulus provocam chuvas mais volumosas do que as


nuvens médias;

Nuvens verticais: cumulonimbus, cumulus e nimbostratus são responsáveis por


chuvas, granizos e trovoadas. Vale lembrar que a coloração da nuvem depende da
quantidade de água armazenada, da incidência do raio solar e do ângulo por que ela
está sendo observada.

2. Climatologia 20/59
2. Climatologia

Massas Equatoriais (surgem próximo à Linha do Equador):

mEa: quente e úmida (sobre o oceano) – maior ação no Nordeste setentrional

mEc: quente e úmida (região com muitos rios) – responsável pelo aquecimento
durante o verão na maior parte do país – “a rainha do verão”

Massas Tropicais (surgem próximo aos Trópicos):

mTa: quente e úmida (sobre o oceano) – atua sobre o litoral oriental brasileiro

mTc: quente e seca - maior ação no Sul do país

Massa Polar (surge entre o Polo Sul e a Patagônia)

mPa: fria e úmida – responsável pelo fenômeno “friagem” no Norte do país e pelas
chuvas de inverno no litoral oriental do Nordeste

Friagem: O relevo favorece que a massa Polar atlântica atinja a porção ocidental da
Amazônia, em especial o Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, reduzindo as
temperaturas.

2. Climatologia 21/59
2. Climatologia

c) Correntes marítimas (marinhas ou oceânicas): são rios dentro do oceano. As águas não se
misturam, pois há diferença entre salinidade, temperatura e densidade. Podem ser quentes
(existem 12) ou frias (existem 9). As correntes frias possuem elevado grau de oxigênio,
condições necessárias aos plânctons (zooplânctons, especialmente um crustáceo chamado krill
e fitoplânctons – algas), que atraem os peixes, formando uma cadeia alimentar. Isso ocorre
porque as correntes frias se deslocam para o fundo do mar e, quando afloram, trazem consigo
muitos micro-organismos. A corrente quente favorece a reprodução marinha e a evaporação.
Entre as correntes marítimas, podemos destacar:

Humboldt: corrente fria localizada na costa oeste da América do Sul. Se a temperatura é


mais baixa, a evaporação e a precipitação são menores, possibilitando a formação de
desertos. Nesse caso, o Deserto do Atacama no Chile e no Peru;

Golfo: corrente quente que se origina no México e desloca-se para a Europa. Assim, faz a
temperatura subir na costa oeste europeia, impedindo que o Mar do Norte congele;

Brasil: corrente quente que atua na costa brasileira, contribuindo para temperatura e
pluviosidade mais elevadas. Vale ressaltar que o Sul e parte do Sudeste são atingidos pela
corrente marítima fria das Malvinas (Falklands).

2. Climatologia 22/59
2. Climatologia

d) Homem: apesar de alguns cientistas negarem a influência antrópica (humana) no


clima, não dá para negar que existe mudança microclimática graças a sua atuação:

Ilha de Calor: a zona urbana possui muitos elementos que fazem a temperatura ficar
maior comparada à zona rural, tais como: o asfalto (baixo albedo) que absorve muita
luminosidade, os poluentes liberados pelos transportes e indústrias, menor
quantidade de árvores, vidraças que retém o calor por muito tempo etc.;

Inversão térmica: durante o outono ou inverno na zona urbana, o ar frio que é mais
denso faz pressão sobre o ar quente, dificultando a circulação do ar quente poluído,
o que faz com que agrave os problemas respiratórios;

Desmatamento: ao derrubar uma grande quantidade de árvore, a evapotranspiração


é comprometida, fazendo com que o índice pluviométrico seja reduzido;

Queimada: o resultado da queima é o gás carbônico, contribuindo com o


agravamento do efeito estufa e com a redução do pH da chuva ácida;

Hidrelétrica: para se construir uma, é necessário um reservatório de água


(barragem). Nesse sentido, a área aquática exposta (espelho d’água) aumenta a
evaporação, consequentemente a chuva;

2. Climatologia 23/59
2. Climatologia

Desertificação: é a perda do potencial produtivo do solo, podendo ser causado por


mau uso e/ou mudanças climáticas, deixando o ambiente mais árido;

Aquecimento global: apesar de não ter sido provado, ele é conteúdo do Ensino
Médio. Também chamado de agravamento do efeito estufa, o aquecimento global é
caracterizado pelo aumento da temperatura do planeta. Entre os responsáveis por
isso, podemos citar o gás metano, o gás carbônico e os óxidos nitrosos. Quanto às
consequências, temos: derretimento das geleiras, aumento do nível dos oceanos e
maior ou menor quantidade de chuva.

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000090141

O ar refrigerado de uma determinada corrente marítima transporta menos umidade,


ajudando a criar o deserto mais seco do mundo no Deserto do Atacama, no Chile. A
corrente em questão, é:

A) Do Golfo

B) De Benguela

C) Das Monções

D) Do Pacífico Norte

E) De Humboldt

Solução

Gabarito: E) De Humboldt

GABARITO: ALTERNATIVA E
A letra A está incorreta. Incorreta: O sistema da corrente do Golfo funciona como uma
correia de transmissão gigante, transportando água quente da superfície do Equador para o
norte e enviando águas profundas e frias de baixa salinidade para o sul.

A letra B está incorreta. Incorreta: A região da Corrente de Benguela encontra-se situada ao


longo da costa da África austral, estendendo-se desde o Cabo da Boa Esperança no sul, para

2. Climatologia 24/59
2. Climatologia

norte até Cabinda, em Angola, e abrangendo toda a extensão do ambiente marinho da


Namíbia.

A letra C está incorreta. Incorreta: A corrente das monções é quente está localizada na Ásia
meridional.

A letra D está incorreta. Incorreta: A corrente mais significativa do Pacífico Norte é a


Kuroshivo ou a corrente do Japão, equivalente à corrente do golfo. É uma corrente quente

A letra E está correta. Correta: A corrente de Humboldt, também conhecida de corrente do


Peru, corresponde a uma corrente oceânica que se desloca pela extensão do oceano
Pacífico. Essa corrente nasce nas proximidades com a Antártica, esse lugar possui
temperaturas baixas, algo em torno de 7º e 8º C, o deslocamento acontece no sentido
norte. Essa corrente influencia diretamente no Deserto do Atacama, o mais seco do mundo.
É que a temperatura baixa e o ar seco se deslocam sobre o Chile e depara com a
Cordilheira dos Andes, por onde não passa.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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pouco mais:

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Tipos de Precipitação

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

A precipitação pode ser no estado sólido ou líquido:

a) Neve: precipitação em baixas temperaturas, a água congela, formando flocos, prismas ou


grãos. Massas de ar quente e úmidas ascendem para altitudes elevadas, condensam e
precipitam na forma sólida. Nas regiões temperadas, frias e polares, a diferença entre a
temperatura da atmosfera e a da superfície é muito grande, fazendo nevar. Nevasca é mais
comum em regiões subtropicais.

b) Granizo: ocorre quando a superfície superaquece. O vapor ascende rapidamente, chegando


à tropopausa (região mais fria da troposfera), promovendo a sublimação (passagem do estado
gasoso para o sólido). O tamanho pode ser variado.

2. Climatologia 25/59
2. Climatologia

Neve → em regiões frias (a água muda de estado físico – “congela” - fora da nuvem)

Granizo → em regiões quentes (a água de estado físico “dentro” da nuvem – sublimação). É


importante ressaltar que o granizo também pode ocorrer em regiões mais frias.

c) Chuvisco (garoa): quando a gota d’água é muito fina.

d) Chuva convectiva ou chuva de verão: é típica de regiões intertropicais (entre o


Trópico de Câncer e o de Capricórnio). Quando a temperatura está muito elevada, o
vento leva o vapor d’água para altitudes maiores, causando resfriamento e,
consequentemente, precipitação. Em resumo: evaporação, condensação e pluviosidade.
Outra característica é o fato de ser volumosa e rápida (chuva torrencial).

e) Chuva frontal ou chuva ciclônica: ocorre com o encontro de massa de ar de


temperaturas opostas. Ela é menos volumosa e mais demorada do que a chuva de
convecção. Esse tipo de precipitação é muito comum no litoral nordestino brasileiro
(Zona da Mata) durante o inverno, pois a massa polar atlântica encontra-se com a massa
equatorial atlântica. A massa fria "empurra" a massa quente para cima.

2. Climatologia 26/59
2. Climatologia

f) Chuva orográfica (de relevo): quando a massa de ar úmida proveniente do litoral se


choca com uma barreira natural, pois, como está muito densa, ela não consegue passar
para o outro lado. Então, chove do lado litorâneo. Comum na região de Ubatuba, SP. O
planalto da Borborema (barreira natural do Agreste) é o responsável pela seca no Sertão
Nordestino (sotavento), pois a precipitação ocorre do lado litorâneo (barlavento).

g) Chuva ácida: toda chuva é ácida por causa principalmente do gás carbônico, mas a acidez
pode aumentar devido aos óxidos de nitrogênio e de enxofre.

h) Chuva de monções: é um período de chuva frequente e volumosa na Ásia e no norte da


Oceania. Durante apenas 4 meses, pode chover cerca de 3.000 mm. Isso significa três mil
litros por metro quadrado. A título de comparação, na Amazônia, chove cerca de 2.500 mm
por ano. No verão, as massas carregadas vão para o continente, provocando chuvas torrenciais.
Essas massas são barradas (barlavento) pela Cordilheira do Himalaia. No inverno, as massas
carregadas vão para o oceano, fazendo com que chova intensamente.

2. Climatologia 27/59
2. Climatologia

Não são precipitações:

a) Ponto de orvalho gera gotas de água e neblina (cerração ou névoa) quando a


visibilidade for superior a 1 km, e nevoeiro quando for inferior a 1 km.

b) Orvalho branco ou escarcha: nevoeiro com temperaturas muito baixas.

c) Geada: não é precipitação, é uma camada de gelo sobre as plantas após o


congelamento do orvalho (também não é precipitação).

d) Sincelos: congelamento do orvalho ou da neve derretida.

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

2. Climatologia 28/59
2. Climatologia

Questão 2022 | 4000081889

As chuvas orográficas ocorrem em regiões onde barreiras orográficas forçam a elevação


do ar úmido, provocando convecção forçada, resultando em resfriamento adiabático e
em chuva na face a barlavento. Na face a sotavento, ocorre a sombra de chuva, ou seja,
ausência de chuvas devido ao efeito orográfico.

GALVANI, Emerson. O vapor de água na atmosfera: Tipos de Chuva - Frontal, convectiva


e orográfica. USP. Departamento de Geografia. Laboratório de Climatologia e
Biogeografia.

A chuva orográfica ocorre devido aos fatores climáticos, entre outros, podemos
mencionar:

A) Pressão atmosférica e relevo.

B) Relevo e massa de ar.

C) Massa de ar e precipitação.

D) Precipitação e vegetação.

E) Vegetação e temperatura.

Solução

Gabarito: B) Relevo e massa de ar.

GABARITO: ALTERNATIVA B

Pressão atmosférica, precipitação e temperatura são elementos climáticos. A vegetação


não se enquadra nem em elemento e nem em fator climático.

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2. Climatologia 29/59
2. Climatologia

Tipos de Circulação de Ar

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

A circulação atmosférica é a movimentação do ar que ocorre pela diferença de temperatura e


pressão. O ar mais frio é mais denso, tendendo a descer. O ar quente é menos denso,
tendendo a subir. Ademais, o deslocamento ocorre das áreas de alta pressão para baixa
pressão. A circulação da atmosfera é dividida em 3 células. Célula é a soma entre a alta e a
baixa pressão, um ciclo entre os ventos ascendentes (baixa pressão) e descendentes (alta
pressão).

Célula tropical: também chamada de célula de Hadley. Encontra-se entre os trópicos. Em


altas altitudes, o ar movimenta-se em sentido dos polos.

Célula de Ferrel: também chamada de célula das latitudes médias. Encontra-se entre os
trópicos e os círculos polares. Em baixas altitudes, o ar movimenta-se em sentido dos polos.

Célula polar: o ar que vem da célula de Hadley e da célula de Ferrel, ao chegar aos polos
devido à baixa temperatura, exerce alta pressão.

O movimento de rotação e de translação é fundamental para a circulação de ar, pois o


vento possui uma trajetória mais curva do que linear (efeito Coriolis). Além das células
citadas, existem os ventos alísios e contra-alísios:

2. Climatologia 30/59
2. Climatologia

Alísios: são os ventos que sopram constantemente dos trópicos para o Equador em
baixas altitudes. Os alísios são ventos úmidos que provocam chuvas nas imediações
do Equador, onde ocorre o encontro e a ascensão desses ventos. Por essa razão, a
zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas.

Contra-alísios: sopram do Equador para os trópicos em altitudes elevadas. Os


contra-alísios são ventos secos e os responsáveis pelas calmarias tropicais secas que
geralmente ocorrem ao longo dos trópicos.

A área que recebe os ventos alísios é chamada de Zona de Convergência Intertropical


(ZCIT). Caracteriza-se pela baixa pressão e por convergir os alísios na superfície
terrestre ao longo da Linha do Equador. No Brasil, ela é responsável pela maior parte da
pluviosidade nas regiões Norte e Nordeste.

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) pode atuar por até 10 dias, sendo
responsável por chuva volumosa e prolongada no Norte, Centro-Oeste e Sudeste do
Brasil. Apesar de a ZCAS ocorrer em todo verão, sua intensidade pode variar, ou seja,
em vez de chover, o tempo fica apenas nublado.

Além da ZCIT e da ZCAS, que atuam no Brasil, temos a Zona de Convergência do


Pacífico Sul (ZCPS), que atua no sudeste asiático, sendo caracterizada pelas elevadas
temperaturas, e a Zona de Convergência do Índico Sul (ZCIS), que é uma área de
precipitação.

De acordo com Marengo, os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados
por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens,
e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das
nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste
e Sul do Brasil.

2. Climatologia 31/59
2. Climatologia

Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do
sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes
quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios
voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um
fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.

A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do
continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos.
Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da
evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para
a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com
mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente
como chuva mais adiante.

Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de


umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a
barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas
encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos.
Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda
transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às
regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos.

O vento pode expressar-se de várias maneiras, seja uma simples brisa marítima ou um tornado,
podendo causar chuva torrencial ou estiagem severa.

Tempestade ou temporal: chuva torrencial marcada por raio (descarga elétrica entre a
nuvem e a superfície), relâmpago (descarga elétrica visível em forma de luz), trovão (ondas
sonoras do relâmpago) e ventos fortes.

Tempestade tropical, ciclone, furacão ou tufão: são redemoinhos atmosféricos que giram
em torno de um centro de baixa pressão, podendo durar 1 semana e ter 400 km de
diâmetro. Iniciam nas águas quentes litorâneas e podem ir para o continente, provocando
chuvas e ventos fortes de 119 km/h ou mais.

Diferenças:

O furacão é um ciclone tropical originado no Atlântico Norte ou no centro ou leste do


Pacífico Norte. A escala Saffir-Simpson só pode ser aplicada a ele.

Caso o fenômeno aconteça no Pacífico Noroeste, recebe o nome de tufão.

Se ocorrer no Oceano Índico ou no Pacífico Sul, mantém-se o nome de ciclone tropical.


Os ciclones extratropicais se formam nas Zonas Temperadas.

2. Climatologia 32/59
2. Climatologia

Tornado: origina-se pelo encontro de correntes de ar com temperaturas e direções opostas


dentro de uma nuvem, formando um funil. Conforme aumenta a velocidade dessas correntes,
pode-se formar uma coluna giratória que se dirige ao solo. Os tornados duram menos (cerca de
15 minutos) e são menores (aproximadamente 2 km de diâmetro) do que os furacões, mas são
mais destrutivos. Quando se forma na água, o tornado é chamado de tromba d’água.

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000081947

É um sistema meteorológico relevante em atividade nos trópicos, parte integrante da


circulação geral da atmosfera, que está situado no ramo ascendente da célula de Hadley.
Atua no sentido de transferir calor e umidade dos oceanos dos níveis inferiores da
atmosfera das regiões tropicais para os níveis superiores da troposfera e para médias e
altas latitudes. É uma região de baixa pressão, com convergência de escoamento em
baixos níveis e divergência em altos níveis, e é a principal fonte de precipitação
nos trópicos, responsável por condições de mau tempo sobre extensa área e
desenvolvimento vertical das nuvens que se estende até a alta troposfera das regiões
tropicais.

O excerto se refere ao(à):


2. Climatologia 33/59
2. Climatologia

A) Zona de Convergência do Atlântico Sul.

B) Zona de Convergência Intertropical.

C) Célula Tropical.

D) Ventos Alísios.

E) Ventos Contra-Alísios.

Solução

Gabarito: B) Zona de Convergência Intertropical.

GABARITO: ALTERNATIVA B

A área que recebe os ventos alísios é chamada de Zona de Convergência Intertropical


(ZCIT). Caracteriza-se pela baixa pressão e por convergir os alísios na superfície terrestre
ao longo da Linha do Equador. No Brasil, ela é responsável pela maior parte da
pluviosidade na Região Norte e Nordeste.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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96fc-d66b3ade2149 [7]

Tipos Climáticos do Brasil

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

As dinâmicas dos elementos climáticos, somadas aos fatores climáticos, determinam os vários
tipos de clima existentes. A classificação de Köppen-Geiger é baseada na relação entre clima e
vegetação e considera 5 tipos climáticos e suas variações:

A - Climas tropicais chuvosos

Af - Clima tropical chuvoso de floresta

Aw - Clima de savana

2. Climatologia 34/59
2. Climatologia

Am - Clima tropical de monção

B - Climas secos

BSh - Clima quente de estepe

BSk - Clima frio de estepe

BWh - Clima frio de deserto

C - Climas temperados chuvosos e quentes

Cfa - Úmido em todas as estações, verão quente

Cfb - Úmido em todas as estações, verão moderadamente quente

Cfc - Úmido em todas as estações, verão moderadamente frio e curto

Cwa - Chuva de verão, verão quente

Cwb - Chuva de verão, verão moderadamente quente

Csa - Chuva de inverno, verão quente

Csb - Chuva de inverno, verão moderadamente quente

D - Clima frio com neve-floresta

Dfa - Úmido em todas as estações, verão quente

Dfb - Úmido em todas as estações, verão frio

Dfc - Úmido em todas as estações, verão moderadamente frio e curto

Dfd - Úmido em todas as estações, inverno intenso

Dwa - Chuva de verão, verão quente

Dwb - Chuva de verão, verão moderadamente quente

Dwc - Chuva de verão, verão moderadamente frio

Dwd - Chuva de verão, inverno intenso

E - Climas polares

ET - Tundra

2. Climatologia 35/59
2. Climatologia

EF - Neve e gelo perpétuos

OBS.: a classificação de Köppen-Geiger é muito menos cobrada do que a classificação de


Strahler.

A classificação de Strahler é a mais utilizada e baseia-se nos elementos e nos fatores


climáticos, em especial na dinâmica das massas de ar. Além de saber o tipo climático, é
necessário saber ler um climograma: a linha representa a oscilação da temperatura ao
longo do ano, e as colunas demonstram os índices pluviométricos durantes os meses de
um ano.

2. Climatologia 36/59
2. Climatologia

O que é um climograma? Estamos falando de um gráfico que apresenta as temperaturas


e umidades (precipitação/pluviosidade) ao decorrer do ano. Dessa maneira, podemos
definir os padrões climáticos.

2. Climatologia 37/59
2. Climatologia

Quando um climograma aparece em sua prova, o que você faz? Busca o padrão. Nesse
caso:

Padrão: verão úmido e inverno seco – clima tropical

a) Clima equatorial: média térmica elevada (25-30 °C), com exceção do Planalto das
Guianas; lembre-se de que, quanto mais elevada a topografia, menor a temperatura.
Baixa amplitude térmica e elevados índices pluviométricos (aproximadamente 2.500
mm/ano) graças à formação de centros de baixa pressão.

Na Amazônia Ocidental, temos o chamado equatorial super úmido. E por que isso
acontece? Ali, os centros de baixa pressão são praticamente permanentes, logo, chove
mais. Por isso, no mapa, encontramos tons mais escuros, refletindo um regime de
chuvas com totais anuais superiores a 2.500 mm e a ausência de uma estação seca. Um
grande exemplo dessa realidade é São Gabriel da Cachoeira (a seguir, estudaremos por
meio de um climograma).

Por outro lado, na Amazônia Oriental, a oscilação na ordem atmosférica consolida a


presença pontual de células de alta pressão durante certos momentos do ano, fazendo
com que, em alguns meses, a média pluviométrica seja menor – o chamado subúmido.

2. Climatologia 38/59
2. Climatologia

Um grande exemplo é a realidade de Manaus (a seguir, estudaremos por meio de um


climograma).

Repare que, no Baixo Amazonas (inclusive na Ilha do Marajó), a umidade volta a crescer,
não no mesmo padrão que temos na Amazônia Oriental. Nesse caso, a mEa é a
responsável pelo maior volume de chuva (essa é porção do clima equatorial chamada de
úmida).

Observe as diferenças entre esses três “tipos de equatorial” na tabela a seguir:

Vamos agora para os climogramas observar os “extremos” quando o assunto é o clima


equatorial? Observe as colunas (elas que mostram o volume de chuva).

2. Climatologia 39/59
2. Climatologia

As terras mais baixas no interior do continente sul-americano (na depressão do Paraguai,


em especial) formam um corredor que facilita a expansão da massa polar atlântica
quando esta está “forte”. Dessa maneira, há uma queda mais brusca nas temperaturas do
Centro-Oeste e da Amazônia (em especial, na porção ocidental), e essa redução
chamamos de friagem.

A friagem é um fenômeno que acontece nessa faixa do Brasil graças a fatores que
surgem fora da região equatorial. Por outro lado, o próximo ponto que trataremos segue
o sentido oposto: surge na Amazônia e influencia o Centro-Sul brasileiro – os rios
voadores.

Os ventos alísios carregam umidade, e a chuva cai na Amazônia; aí, começa a destacar-
se a importância da floresta: é por meio das árvores (e, claro, também dos rios) que a
evapotranspiração ali é tão volumosa, garantindo que a umidade se mantenha elevada e
constante, ou seja, a floresta reabastece de umidade os ventos.

Umidade dos ventos alísios → chuva → evapotranspiração → chuva


evapotranspiração

Isso por toda a floresta. Detalhe: quanto mais ao Oriente (Leste), maior a influência da
umidade proveniente do oceano; quanto mais ao Ocidente (Oeste), maior a influência da
evapotranspiração para reabastecer tais ventos (afinal, é na Amazônia Oriental que
temos o clima equatorial superúmido).

Os ventos úmidos estão seguindo seu caminho de Leste a Oeste até depararem-se com
a Cordilheira dos Andes. É ali que outro sistema atmosférico entra em cena: os jatos de
baixos níveis (JBN). E o que é isso? É um sistema de ventos de alta velocidade que se
estabelece entre os dois primeiros quilômetros da atmosfera, e é esse sistema que
direciona a umidade para o Centro-Sul do Brasil.

2. Climatologia 40/59
2. Climatologia

b) Clima tropical: média térmica elevada (acima de 18 °C), baixa amplitude térmica,
verão quente e chuvoso (entre 1.000 e 2.000 mm/ano) e inverno “frio” e seco (o período
de estiagem não é o mesmo em todo o país). Esse tipo climático pode ser subdividido
em tropical úmido (índice pluviométrico maior), tropical semiárido (índice pluviométrico
menor) e tropical de altitude (média térmica menor).

No chamado Brasil Central, as chuvas concentram-se entre outubro e março, enquanto


o período de seca ocorre de abril até setembro. Tal dinâmica é estabelecida graças à
ZCIT, às massas de ar tropical atlântica e equatorial continental e ao anticiclone polar –
ou seja, em períodos mais quentes, as massas com essa mesma característica avançam
e, nesse caso, são úmidas, garantindo mais chuva; mas, quando chega o inverno,
anticiclones polares dificultam a precipitação, logo fica mais seco.

O chamado tropical típico (continental/semiúmido) estende-se pelo Brasil Central. É


chamado de mesotérmico com estações bem definidas: verão úmido e inverno seco.

2. Climatologia 41/59
2. Climatologia

c) Clima subtropical: média térmica abaixo dos 20 °C, amplitude térmica um pouco
elevada, ausência de estação seca e chuvas bem distribuídas ao longo do ano (1.200 a
1.500 mm/ano).

O Brasil dito subtropical é caracterizado pela forte influência da massa polar atlântica e
dos sistemas extratropical, tendo início entre o sul de São Paulo e o Paraná.

Quanto à temperatura, esse clima se caracteriza por uma grande amplitude térmica,
garantindo temperaturas médias amenas, mas verões e invernos intensos (para os
padrões brasileiros, é claro). E por que o clima subtropical apresenta a maior amplitude
térmica do país? Graças ao movimento de translação e à inclinação da Terra.

No verão, no Hemisfério Sul, os raios solares atingem de maneira mais intensa o Trópico
de Capricórnio; logo, as temperaturas nas proximidades serão mais elevadas, mas, como
há o movimento de translação, em um outro momento, teremos o inverno no Hemisfério
Sul (porque os raios solares serão mais intensos no Trópico de Câncer). É essa variação
que cria invernos mais frios e verões mais quentes no clima subtropical.

É graças a essa dinâmica que afirmamos que, no clima subtropical, as quatro estações
são mais perceptíveis, já que, para “passar” de uma estação quente para uma fria (e vice-
versa), é necessária uma transição, ou seja, outono (do verão para o inverno) e primavera
(do inverno para o verão).

2. Climatologia 42/59
2. Climatologia

Uma outra característica importante quanto a esse clima é a distribuição regular das
chuvas, ou seja, não há uma estação seca, tampouco uma estação de concentração de
chuvas. Chuvas bem distribuídas não são sinônimo de dizer que “chove o mesmo tanto
todo mês”.

d) Clima semiárido: baixo índice pluviométrico (300 a 900 mm/ano), moderada


amplitude térmica e elevada temperatura (28 °C). O clima árido está entre o semiárido e
o desértico.

O nome “semiárido” já nos ajuda a entender uma de suas principais características:


baixa pluviosidade. Mas é claro que precisamos detalhar um pouco mais essa condição.

Além das temperaturas elevadas, o semiárido apresenta chuvas escassas e irregulares.


Podemos ter muito tempo sem chuva e muita chuva em pouco tempo. Observe o
climograma a seguir:

2. Climatologia 43/59
2. Climatologia

E é essa dinâmica de chuvas no semiárido que intriga muitos pesquisadores há tempos.


A pergunta é simples, mas a resposta para ela é extremamente complexa: por que chove
tão pouco no Sertão Nordestino e no norte de Minas Gerais?

As primeiras hipóteses limitavam-se ao planalto da Borborema, que seria uma barreira


física para a entrada de massas úmidas. O referido planalto é descontínuo, e a região de
sotavento não seria tão grande para abranger toda a mancha semiárida brasileira.

Mas, se não é o Planalto da Borborema (ou, pelo menos, não apenas ele) o responsável
por essa condição de quase aridez, o que mais podemos pontuar? Célula de alta
pressão: é provável que a extensão meridional do anticiclone dos Açores (arquipélago
pertencente a Portugal e que fica no Atlântico) influencie essa região, dificultando a
entrada da massa equatorial continental (que é úmida e poderia levar chuva ao Sertão).

e) Clima tropical litorâneo úmido: média térmica elevada (25-30 °C), baixa amplitude
térmica, verão quente e chuvoso (entre 1.500 e 2.500 mm/ano) e inverno “frio” e seco
na porção Sudeste. No Nordeste, o inverno é mais úmido.

É importante fazer uma ressalva: o litoral oriental do Nordeste atende a um outro regime
de chuvas. Ali, as máximas pluviométricas são identificadas entre março e agosto

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2. Climatologia

(outono/inverno) graças ao deslocamento mais ao norte da ZCIT e à ação mais intensa


da massa polar atlântica que, ao atingir tal porção do país, forma chuvas frontais.

Observe o climograma a seguir. A cidade em questão é Recife (PE), que se encontra na


porção oriental do litoral nordestino:

Essas mesmas serras que condicionam o clima tropical de altitude no Sudeste brasileiro
favorecem que a porção a barlavento se junte ao litoral do Rio de Janeiro, Espírito Santo
e ao litoral oriental do Nordeste. Qual é a diferença aqui? A maior ação das massas de ar
marítimas (que, no caso brasileiro, são denominadas de atlânticas – afinal, é o Oceano
Atlântico que banha nosso país), que garante maior volume de chuvas em relação aos
“demais climas tropicais”.

Quando o assunto é litorâneo úmido, um dos melhores exemplos é Ubatuba, no litoral


paulista. Tal cidade é chamada de "Ubachuva" graças ao volume pluviométrico ali
registrado durante um ano (observe o climograma ao lado).

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2. Climatologia

E por que isso acontece? Graças a 2 fatores: ao relevo e às massas úmidas. Tais massas
avançam em direção ao continente e, ali, encontram a Serra do Mar (e, quando mais
intensas, até mesmo a Serra da Mantiqueira). Do choque entre a mTa e o relevo, temos a
chuva orográfica a barlavento. E que cidade está nesse barlavento? Sim, Ubatuba.

f) Tropical de altitude: média térmica moderada (20 °C), moderada amplitude térmica,
verão quente e chuvoso (entre 1.000 e 2.000 mm/ano) e inverno frio e seco.

Assim como o tropical típico, o clima tropical de altitude apresenta estações


relativamente bem definidas, sendo o verão o período de maior volume pluviométrico, e
o inverno, a estação de redução do volume de chuvas. Entretanto, os planaltos e serras
dessa região alteram um pouco a dinâmica de temperaturas que, graças à altitude, são
mais amenas.

2. Climatologia 46/59
2. Climatologia

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000081688

Consiste em uma característica dos climas tropicais típicos:

A) Temperaturas médias superiores a 20° C no inverno.

B) Localização ao longo do litoral.

C) Períodos secos e chuvosos bem definidos.

D) Médias térmicas sempre abaixo de 0°C.

E) Chuvas escassas e inferiores a 250 mm anuais.

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2. Climatologia

Solução

Gabarito: C) Períodos secos e chuvosos bem definidos.

GABARITO: ALTERNATIVA C

Períodos secos e chuvosos bem delimitados constituem a característica mais marcante


dos climas tropicais típicos.

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
saber o que fez você acertar ou errar. Portanto, clique no link abaixo e pratique um
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82bd-98a908a967f9 [8]

Tipos Climáticos do Exterior

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

O Brasil não apresenta os seguintes tipos climáticos:

a) Clima desértico: elevada amplitude térmica e baixo índice pluviométrico (inferior a 200
mm/ano). O deserto pode ser de areia, solo, sal ou neve. O que caracteriza um deserto é o
baixíssimo índice pluviométrico. Nos desertos de neve, a média térmica é em torno de 18 °C.

b) Clima temperado: estações bem definidas. Temperado continental: grandes amplitudes


térmicas anuais. Temperado oceânico: verões mais quentes e invernos menos rigorosos, baixa

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2. Climatologia

amplitude térmica e chuvas (cerca de 2.000 mm/ano) bem distribuídas ao longo do ano.

c) Clima mediterrâneo: verões quentes e secos e invernos chuvosos. É o contrário do clima


tropical.

d) Clima frio: conhecido como subpolar, média térmica inferior a 0 °C, baixa pluviosidade
(700 mm/ano) e grande amplitude térmica anual.

e) Clima frio de montanha: média térmica reduzida e precipitações em forma de neve.

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2. Climatologia

f) Clima polar: inverno longo e rigoroso, média térmica inferior a -10 °C, grau de reflexão da
luz solar (albedo) muito alto.

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2. Climatologia

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2021 | 4000056285

O clima mediterrâneo é caracterizado por ter um inverno chuvoso e um verão seco. Em


que país da América do Sul podemos encontrar essa condição?

A) Chile.

B) Uruguai.

C) Paraguai.

D) Venezuela.

E) Suriname.

Solução

Gabarito: A) Chile.

GABARITO: ALTERNATIVA A

Na porção central do Chile encontramos clima mediterrâneo.

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82b4-aecf162eb6d2 [9]

Anomalias Climáticas e Conferências sobre o Clima


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2. Climatologia

 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.

Existem diversas mudanças climáticas provocadas pelo homem, como: agravamento do


efeito estufa, ilha de calor, desmatamento etc. No entanto, existem 2 fenômenos que
ainda são obscuros para os cientistas, o El Niño e o La Niña, uma vez que não se sabe
ao certo o motivo de suas respectivas ocorrências.

Em condições normais, as águas da costa sul-americana, próximas à Linha do Equador,


possuem temperaturas baixas. Isso se deve à atuação da corrente marítima fria de
Humboldt, que vai até o fundo do mar e retorna para a superfície, trazendo plânctons e
águas mais geladas. Esse fenômeno é conhecido como ressurgência.

Provavelmente, ocorre o El Niño porque não ocorreu ressurgência nessa área. Assim, as
águas ficam mais quentes, provocando maior precipitação em algumas áreas e menor
em outras. O El Niño ocorre, em média, a cada 3 ou 5 anos, durando cerca de 12 a 18
meses. O nome El Niño faz uma referência ao menino Jesus, pois o fenômeno foi
percebido pela primeira vez em dezembro, mês do Natal. O La Niña é exatamente o
contrário do El Niño, ou seja, as águas esfriam.

Resumindo, graças à ação dos ventos alísios, as águas superficiais quentes são
empurradas em direção à Austrália, abrindo “espaço” para a ascensão das águas frias. Se
o El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais, ele acontece quando o ciclo
normal é rompido, ou seja, os ventos alísios enfraquecem e não conseguem realizar o
trabalho feito em condições normais.

Com o aquecimento do Pacífico Equatorial, a Zona de Convergência Intertropical


(resultado da dinâmica entre alta e baixa pressão atmosférica) é deslocada, fazendo com
que os resquícios de umidade que chegariam ao Sertão deixem de atingir a região,
assim como outras porções do Nordeste e do Norte, intensificando a seca.

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2. Climatologia

Em contrapartida, o Centro-Sul brasileiro é influenciado diretamente com o aumento de


temperatura e pluviosidade (verões mais intensos e chuvosos), já que, com a diminuição
da intensidade dos ventos alísios, a mEc consegue expandir-se com maior força,
potencializando as chuvas e o calor nessa porção do país.

Em resumo: sob a ação do El Niño, há uma redução da precipitação nas porções


setentrionais do Brasil, uma vez que o aumento da temperatura no Pacífico Equatorial
transporta a célula de baixa pressão em direção ao Peru, diminuindo as chuvas na
porção mais meridional (sul) da Amazônia e no Nordeste, enquanto, na região Sul, os
índices pluviométricos (chuvas) elevam-se devido ao enfraquecimento dos ventos alísios
(que, em momentos de maior força, “diminuem” a ação da mEc no Centro-Sul brasileiro).

E o que é o La Niña? É o fenômeno exatamente oposto: os ventos alísios fortalecem-se


e afastam um volume ainda maior de água aquecida; com isso, a ressurgência fica mais
intensa, e as água equatoriais da costa sul-americana do Pacífico esfriam mais do que o
comum.

Lembre-se: com a ressurgência, também há ascensão de mais nutrientes e maior


oxigenação, logo essa é a melhor condição para a pesca.

Se o La Niña é o fenômeno oposto ao El Niño, suas consequências também serão:

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Devido às mudanças climáticas causadas, principalmente, pelo Aquecimento Global, bem


como as anomalias climáticas, inúmeras conferências foram e ainda são realizadas para tentar
amenizar a situação, entre elas, podemos destacar:

a) Conferência de Estocolmo (1972): reduzir a poluição e a pobreza.

b) Primeira Conferência Mundial do Clima (1979): cientistas alertaram os países sobre como as
mudanças climáticas podem afetar a agricultura, os recursos naturais e a economia.

c) Segunda Conferência Mundial do Clima (1990): divulgação de novas pesquisas sobre


mudanças climáticas.

d) Eco-92 (Rio-92): em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o


Desenvolvimento teve a participação de mais de 170 países. Foi assinado um acordo para
estabilizar as concentrações de gases que agravam o efeito estufa.

e) Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima: entrou em vigor em


1994. Com quase 200 países-membros, essa convenção estabeleceu conferências anuais para
debater mudanças climáticas, e foi definido o papel de cada nação no combate ao
aquecimento global.

f) Mandato de Berlim (1995): reforçou o compromisso dos países industrializados de controlar


as mudanças climáticas e estabeleceu 2 anos para negociarem a redução dos gases do efeito
estufa.

g) Protocolo de Kyoto (1997): pela primeira vez, foi definido o compromisso ambiental dos
países industrializados com metas específicas para cada país.

h) Rio+10 e Declaração de Johanesburgo (2002): atualizaram as metas do Protocolo de Kyoto, e


o desenvolvimento sustentável foi tratado de forma geral, não ficando restrito ao aquecimento
global.

i) Protocolo de Kyoto (2005): entrou em vigor após a entrada da Rússia. As metas deveriam ser
cumpridas entre 2008 e 2012.

j) Flexibilização do Protocolo de Kyoto (2008): foi criado o crédito de carbono. Aqueles países
que atingissem suas metas de não poluir, com o oferecimento do crédito de carbono, poderiam
fazer com que os países que não atingiram a meta continuassem poluindo até que atingissem a
meta.
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2. Climatologia

k) Plataforma de Durban (2011): como as metas do Protocolo de Kyoto terminariam em 2012,


essa plataforma propôs um novo acordo. O Canadá saiu do Protocolo de Kyoto, pois EUA e
China não assinaram; dessa maneira, o acordo tornou-se ineficaz.

l) Acordo de Paris (2015): foi o sucessor do Protocolo de Kyoto, incentivando compromissos


voluntários, isto é, agora as metas não são mais exclusivas dos países industrializados. No ano
seguinte, o Acordo de Paris entrou em vigor e, mais uma vez, os EUA estavam em processo
para deixar o acordo.

A seguir, faça o exercício de fixação. Se errar, volte para a teoria e tente novamente.

Questão 2022 | 4000089824

O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento


anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical em decorrência do
enfraquecimento dos ventos alísios.

A influência do El Niño no Brasil, provoca:

I - Um aumento da concentração de chuvas na região Sul

II - Um aumento da seca na Amazônia oriental e no Nordeste

III - Um aumento das chuvas no Nordeste

IV - Estiagem na região Sudeste.

A) I e II

B) I e III

C) I e IV

D) II e III

E) II e IV

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2. Climatologia

Solução

Gabarito: A) I e II

GABARITO: ALTERNATIVA A

I - Correta: No Sul e Sudeste, os meses de inverno possuem temperaturas mais amenas


quando o El Niño se desenvolve. Nesse caso, o El Niño oferece possibilidades de
colheitas mais rentáveis, pois o aumento das chuvas e os invernos menos intensos
contribuem para a agropecuária.

II - Correta: A ascendência do ar aquecido e úmido provoca chuvas no litoral do Peru e


do Equador. Após alcançar maiores altitudes, esse ar vai se resfriando e ficando mais
seco, formando uma zona de alta pressão e subsidência. A descida desse ar frio seco
ocorre exatamente na porção oriental da Amazônia, dificultando a formação de nuvens e
das chuvas para essa região e para o Nordeste.

III - Incorreta: Esse fenômeno ocorre em períodos de La Niña.

IV - Incorreta: Ocorre o aumento das chuvas.

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976d-aaa4cd84b2d3 [10]

Atualidades sobre Climatologia

Apesar de o edital da EsPCEx não demonstrar atualidades, acredito ser fundamental


ficar atento aos fatos marcantes. Para tanto, ao longo da leitura de uma reportagem,
comece a imaginar perguntas que poderiam ser feitas com base no texto. Vale ressaltar
que atualidades não é exclusiva da geografia.

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2. Climatologia

Entenda o Haboob, paredão de poeira que ‘varreu’ Franca-SP no domingo (26/09/2021)

Meteorologista do Inmet, Franco Villela explica fenômeno que atingiu a cidade antes da chuva

Muita gente quer entender o que foi a nuvem de poeira que atingiu Franca na tarde de
domingo, 26/09/2021. O fenômeno, segundo especialistas, é mais comum em outros países,
onde é chamado de “haboob”. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) classifica como
tempestade de poeira ou frente de rajadas.

O fenômeno se forma quando nuvens de áreas de chuva “sugam” o ar quente e “cospem”


rajadas de vento frio, que, por ser mais pesado, desce rapidamente e fica rente ao solo. Com a
estiagem prolongada em Franca-SP e outras cidades, o solo estava tomado por poeira que
acabou sendo arrastada pelos ventos e formou os paredões de terra.

“As nuvens de tempestade sugam o ar e devolvem em forma de vento frio, que entra por baixo
do ar quente. Como houve contraste de massas, porque Franca-SP estava com 28 °C, Ribeirão
Preto-SP com 34 °C, gera um turbilhão que levanta toda a camada de poeira depositada a
níveis bastante altos e forma o paredão e nuvens incríveis de poeira”, afirmou Franco Villela,
meteorologista do Inmet.

Segundo as imagens de satélite observadas pelo Inmet, as áreas de chuva se deslocaram da


região Central do estado de São Paulo em direção ao Norte e Nordeste paulistas, à frente
delas, se formou a nuvem de terra que atingiu cidades em uma extensão de 200 quilômetros,
passando por cidades como Ribeirão Preto-SP, Batatais-SP, Cristais Paulista-SP, Ribeirão
Corrente-SP, Barretos-SP, Olímpia-SP e algumas cidades em Minas Gerais também. “A região
de Franca-SP estava com uma estiagem muito prolongada, material particulado, sujeira e poeira
acumulados no solo, sem chuva para limpar tudo isso, então os ventos suspenderam toda essa
poeira. Essas frentes de rajadas formam rotores, que podem impactar até na aviação, causar
acidentes aeronáuticos, ou nas rodovias. O perigo é bastante considerável”.

O meteorologista afirmou que as chances do fenômeno se repetir reduziu após a chuva que
caiu no município após a passagem da nuvem de poeira. Em Franca-SP, choveu 21,4 milímetros
no domingo, 26/09/2021. “É um volume moderado e que ajudou a lavar a superfície. Temos
previsão de chuva para toda a semana, mesmo que de forma mais isolada, mas isso dificulta a
repetição do fenômeno”.

Após a ocorrência climática atípica, a temperatura despencou 11 °C em Franca-SP em menos


de uma hora e a queda não foi ocasionada por frente fria, mas pelas rajadas de ventos.

LUQUES, N. Entenda o Haboob, paredão de poeira que ‘varreu’ Franca no domingo.


VerdadeON. 27/09/2021. Acesso em 23 de dez. de 2022 (Adaptado).

Exercícios da EsPCEx sobre Climatologia

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2. Climatologia

Lembre-se, nada é mais importante do que fazer exercícios de forma consciente, isto é,
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pouco mais:

https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/1952beea-ce8a-45ba-
b810-5defe6e55769 [11]

Referências e links deste capítulo

1 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/5b87f237-d171-4766-9eb1-
0d6ae99ac65a

2 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/6deb6c2a-4396-46f9-8ebc-
c145d9ae2090

3 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/2257616b-9f73-40b3-88a9-
38eddd622ebb

4 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/28af52c6-c53f-4391-88da-
789cb7cce5fd

5 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/f4972395-d5da-4e12-80e5-
240251ab478f

6 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/a9f83c74-d729-490d-8207-
9adf6b93c873

7 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/0b4f8ece-0537-4ed2-96fc-
d66b3ade2149

8 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/8cf9e214-7298-4090-82bd-
98a908a967f9

9 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/a468486e-99af-4b0a-82b4-
aecf162eb6d2

2. Climatologia 58/59
2. Climatologia

10 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/8f82e020-24de-436b-976d-
aaa4cd84b2d3

11 https://militares.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/1952beea-ce8a-45ba-b810-
5defe6e55769

2. Climatologia 59/59

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