CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA PAULO
SOUZA
ETEC VASCO ANTÔNIO VENCHIARUTTI
Edificações
Arthur Severo Gambim
Conceito de belo estático na Grécia Antiga e nos dias atuais
Jundiaí
2024
Introdução
o conceito de “belo estatico” na Grécia Antiga.
Na cultura grega, a beleza era considerada uma manifestação divina e
estava intrinsecamente ligada à ordem, harmonia e proporção. Aqui
estão alguns pontos importantes:
Proporção e Simetria: Os gregos acreditavam que a beleza estava
relacionada à proporção perfeita. Isso se aplicava tanto à arquitetura
quanto à escultura e à representação humana.
O cânone era um conjunto de regras que definia as proporções ideais
do corpo humano. Por exemplo, a altura de uma estátua deveria ser de
sete a oito vezes a altura da cabeça. A simetria também era crucial. Um
rosto simétrico era considerado mais belo.
Beleza Masculina e Feminina: Para os homens, a beleza estava
associada à força, coragem e proporções atléticas. Para as mulheres, a
beleza era mais suave e delicada. Maçãs do rosto proeminentes, olhos
grandes e lábios cheios eram considerados atrativos.
Arte e Representação: Esculturas como o Discóbolo (lançador de
disco) de Míron e a Vênus de Milo exemplificam a busca pela perfeição
estética. Pinturas e mosaicos também retratavam figuras humanas com
proporções ideais.
Em resumo, o conceito de beleza estética na Grécia Antiga estava
profundamente ligado à harmonia e proporção. Os gregos acreditavam
que a beleza física era um presente dos deuses. Homens com maçãs do
rosto esculpidas e lábios carnudos eram considerados agraciados pelos
deuses do Olimpo. Além disso, acreditava-se que a beleza exterior
refletia também a beleza interior1. A representação visual de uma bela
donzela seguia regras de justa proporção e harmonia, conformando o
padrão de beleza da época2. Portanto, ser belo na Grécia Antiga
envolvia não apenas a aparência, mas também a virtude e a harmonia.
o conceito de “belo estatico” na Grécia nos dias atuais
Origens na Grécia Antiga: Na Grécia Antiga, o belo estava ligado à
harmonia, proporção e virtude. A concepção platônica-aristotélica
enfatizava a vida e a arte baseadas na harmonia. O padrão de beleza
seguia regras de proporção e simetria.
Mudanças ao Longo do Tempo: Com o passar dos séculos, o padrão
de beleza se transformou. Umberto Eco observa que as proporções
associadas ao belo variam em diferentes sociedades e épocas.
Herança da Convenção Grega: Um filósofo grego chamado Kalos kal
Agathos introduziu o conceito de “kalokalagathia”, associando beleza à
virtude. Essa relação entre beleza e bondade ainda permeia moda,
mídia e julgamento estético.
Aspectos Político-Religiosos: A estética reflete relações de poder e
valores sociais. A beleza também está ligada à exclusão social e ao ódio
em regimes autoritários.
Em resumo, o conceito de beleza evoluiu, mas sua conexão com a
virtude e a harmonia permanece relevante na contemporaneidade
influenciando profundamente a estética ocidental e continua a moldar
nossa percepção até hoje